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Oscilação de um sistema massa-mola Autores: Danielle Mendes e Thiago Fernandes Turma: PX6 Data: 26/05/2023 Introdução Em um sistema massa-mola, quando colocado verticalmente, obtém-se uma deformação. A deformação obtida é referente à Força Peso aplicada na mola helicoidal pela massa em sua extremidade. Tal deformação pode ser alterada manualmente, aplicando-se uma força (puxando a mola) para baixo. A partir disto, uma oscilação é causada. Ao mudar a deformação de equilíbrio da mola helicoidal com a massa em sua extremidade, testamos o fato de molas serem elásticas, ou seja, de voltarem à sua forma de origem. Assim, ao soltar uma mola com a deformação aumentada, ela irá oscilar o equivalente a duas vezes a diferença da deformação obtida ao puxar a mola para deformação de equilíbrio, para cima. Ela continuará oscilando até que a sua energia cinética seja totalmente dissipada. A oscilação de uma mola tem um período característico, que pode ser relacionado à massa colocada na extremidade livre de tal objeto e à constante elástica da mola. A equação que correlaciona tal grandezas é T = 2π√m/k, com T sendo o período de oscilação, m a massa presa à mola e k a constante elástica. Objetivo O experimento objetiva o descobrimento da constante elástica da mola utilizada através da observação de sua oscilação. Materiais utilizados Mola; Suporte; Régua milimetrada com resolução de 0,01 mm; Cronômetro com resolução de 0,01 s ; Objetos como massa 50±1 g. Métodos São colocados na mola helicoidal, localizada em um suporte, utilizada na experiência, pesos de massa 50±1 g em sua extremidade livre. O tamanho do sistema composto pela mola e pelos pesos utilizados deve ser verificado com uma régua milimetrada. Logo depois, deve-se aumentar a deformação de equilíbrio da mola com determinado peso e soltar o sistema. Ao soltá-lo, é preciso cronometrar o período de oscilação da mola (recomenda-se a medição de dez oscilações, para evitar erros) e tabelá-los. Foi utilizado um cronômetro digital para tal. Após a realização da experiência, deve ser feito o cálculo com os valores das grandezas tempo e massa obtidos para encontrar, assim, a constante elástica da mola. Resultados Foram utilizados na experiência 8 pesos de 50±1 g cada. Além disso, foram analisadas 10 oscilações de cada conjunto de pesos. Para alcançar a massa aplicada no sistema com mais de um peso basta multiplicar o valor de massa dado pelo número de pesos, assim como sua incerteza. Já para a incerteza na medição do tempo foi considerada a metade da menor unidade precisa obtida, neste caso, metade de 0,01 s. Ao tabelar as informações obtidas relacionando o período de oscilação (1 oscilação) e a massa do sistema, tem-se a tabela que segue: Tabela 01 Tempo (s) (± 0,005 s) Massa (kg) 0,521 s 0,050 kg ± 0,001 kg 0,626 s 0,100 kg ± 0,002 kg 0,724 s 0,150 kg ± 0,003 kg 0,749 s 0,200 kg ± 0,004 kg 0,823 s 0,250 kg ± 0,005 kg 0,882 s 0,300 kg ± 0,006 kg 0,984 s 0,350 kg ± 0,007 kg 1,005 s 0,400 kg ± 0,008 kg Imagem 01: Tabela T (tempo em segundos) x m (massa em quilogramas) Para correlacionar de forma linear as informações adquiridas, faz-se necessária a linearização da equação que as liga, neste caso T = 2π√m/k. Comparando a equação com a equação linear y = ax + b, temos T como y, √m como x e 2π/√k como a. Com a grandeza massa sendo elevada a ½ (raiz quadrada), suas respectivas incertezas sofrerão a mesma mudança. Desta forma, a relação entre as grandezas passa a ser a explicitada na tabela a seguir: Tabela 02 Tempo (s) (± 0,005 s) Massa (kg) 0,521 s 0,223 kg ± 0,031 kg 0,626 s 0,316 kg ± 0,044 kg 0,724 s 0,387 kg ± 0,054 kg 0,749 s 0,447 kg ± 0,063 kg 0,823 s 0,500 kg ± 0,070 kg 0,882 s 0,547 kg ± 0,077 kg 0,984 s 0,591 kg ± 0,083 kg 1,005 s 0,632 kg ± 0,089 kg Imagem 02: Tabela T (tempo em segundos) x √m (raíz quadrada da massa em quilogramas) É possível perceber um aumento no período à medida que a massa aplicada no sistema aumenta. Tal proporção pode ser melhor observada no gráfico abaixo: Gráfico 01 Imagem 03: Gráfico Tempo2 (s) x Massa (kg) O coeficiente angular fornecido na linearização do gráfico vale 2,13±0,01, ou seja, a = 2π/√k tem tal valor. Ao desenvolver a equação 2π/√k = 2,13±0,01, temos que k, a constante elástica da mola helicoidal, equivale a 9,00 N/m ±0,01 N/m. 2π/√k = a 2π/√k = 2,13±0,01 k = 9,00 N/m ±0,01 N/m Discussão Os resultados obtidos foram similares aos esperados, mostrando, assim, a validade do modelo teórico e a possibilidade de erro em medições feitas em laboratório. Os materiais usados foram de mínimo erro, sendo eles uma régua milimetrada e um cronômetro digital. De acordo com a equação T = 2π√m/k, é possível estabelecer uma relação diretamente proporcional entre o período de oscilação de um sistema massa-mola e a massa correspondente à massa dos pesos colocados na extremidade livre da mola helicoidal utilizada. Através das Tabela 01, Tabela 02 e Gráfico 01, tal afirmação é confirmada experimentalmente. Ao aplicar os resultados experimentais na fórmula citada anteriormente, T = 2π√m/k, é possível encontrar o valor da constante elástica da mola utilizada. O valor encontrado, k = 9,00 N/m ±0,01 N/m, corresponde ao valor aproximado esperado para o modelo de mola helicoidal usado. A constante elástica de uma mola é de extrema importância, pois caracteriza a dificuldade de se deformar tal mola, sendo, neste caso, 9,00 N necessários para deformar a mola em 1 metro. Em indústrias, tal informação é indispensável para escolha de materiais adequados para determinados objetivos. De tal forma, o experimento feito se mostra indispensável para a humanidade.