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MECÂNICA BÁSICA - Leitura e Interp. Desenho Mecânico 
Módulo: Leitura Desenho Elab.: Prof. Osmar ~ 1 ~ Todos os direitos reservados Rev.: 10 osmaranael@outlook.com 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
(Introdução à LEITURA E INTERPRETAÇÃO DE 
DESENHO MECÂNICO) 
(Mecânica Básica) 
Com exercícios voltados para exames de seleção em indústrias 
 
(Apostila completa) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
MECÂNICA BÁSICA - Leitura e Interp. Desenho Mecânico 
Módulo: Leitura Desenho Elab.: Prof. Osmar ~ 2 ~ Todos os direitos reservados Rev.: 10 osmaranael@outlook.com 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
MECÂNICA BÁSICA - Leitura e Interp. Desenho Mecânico 
Módulo: Leitura Desenho Elab.: Prof. Osmar ~ 3 ~ Todos os direitos reservados Rev.: 10 osmaranael@outlook.com 
 
 
► CAPÍTULO 1 – A IMPORTÂNCIA DO DESENHO TÉCNICO 
 
 
Imagine que você trabalha em uma grande empresa 
e como contato do cliente, ele pede que você faça uma 
peça com as seguintes características: que venha, desça, 
faça uma curva, suba e finalmente faça clic. Obviamente 
que seria bastante difícil fabricar um produto nestas 
condições. Conclui-se que verbalmente é complicado ou 
arriscado confeccionar algo que satisfaça integralmente as 
necessidades do cliente por meio verbal. 
 
Mas digamos que o cliente traga uma 
fotografia da peça. Agora seria possível 
fabricá-la? Obviamente que não, pois temos a 
imagem externa (circular, quadrada), mas 
uma foto não nos mostra detalhes dentro da 
peça como ranhuras ou roscas. 
 
Vamos tentar mais uma vez. E se o cliente lhe 
trouxesse um modelo da peça e dissesse que deseja uma igualzinha. E agora? Veja que desta 
vez você conhece o formato externo do produto, pode verificar os detalhes internos, tem como 
dimensioná-la, etc. É possível fabricá-la? Muito provavelmente sim, mas digamos que esta 
peça seja, por exemplo, um eixo de navio ou ainda um parafuso das engrenagens de um 
relógio? 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
O que se quer apresentar aqui, é que pelas condições especiais de cada produto, a 
confecção via modo verbal, imagem ou mesmo uma amostra (devido ao seu tamanho ou 
bastante grande ou suficientemente pequeno), é arriscado produzir algo que realmente 
obedeça às especificações. É aí que entra o Desenho Técnico Mecânico. 
 
MECÂNICA BÁSICA - Leitura e Interp. Desenho Mecânico 
Módulo: Leitura Desenho Elab.: Prof. Osmar ~ 4 ~ Todos os direitos reservados Rev.: 10 osmaranael@outlook.com 
 
 
IMPORTANTE 
 
Algumas coisas em desenho são de livre criação do 
desenhista. Outras, por sua vez, são normatizadas, logo, 
estão atreladas às leis que dizem como deve ser 
composta. 
NORMAS SÃO FEITAS PARA SEREM 
SEGUIDAS e não são facultativas. O mínimo que se 
espera de um profissional técnico em mecânica é que 
siga SEMPRE as normas indicadas. 
Seguindo os parâmetros 
normatizados, pode-se conhecer seu 
formato, suas características especiais e 
desenhá-la em formato reduzido ou 
ampliado, conforme o caso. 
Ler um desenho significa entender a 
forma espacial do objeto representado. 
Desenho Técnico então, é um tipo de 
representação gráfica utilizado por 
profissionais da mecânica e deve transmitir 
com exatidão todas as características do 
objeto que representa. 
Para conseguir isso o desenhista deve 
seguir regras estabelecidas previamente 
chamadas Normas Técnicas. 
Quando o desenho técnico chega 
pronto às mãos do profissional que vai 
executar a peça, este profissional deve ler 
(interpretar) o desenho técnico para que 
possa executá-la. Para tanto, é necessário 
conhecer as normas técnicas que formatam os desenhos técnicos. 
Como em outros países, existe no Brasil uma associação que estabelece, fundamenta e 
regulamenta as normas referentes ao desenho técnico. Esta entidade chama-se ABNT – 
Associação Brasileira de Normas Técnicas. 
 
O principal pré-requisito para fazer interpretação de um desenho é estar familiarizado 
com as linhas de construção, suas aplicações e disposição de vistas resultantes das projeções e 
rebatimentos. Mas antes, vamos ver a chamada centralização das faces preferenciais. 
 
 
MECÂNICA BÁSICA - Leitura e Interp. Desenho Mecânico 
Módulo: Leitura Desenho Elab.: Prof. Osmar ~ 5 ~ Todos os direitos reservados Rev.: 10 osmaranael@outlook.com 
 
 
► CAPÍTULO 2 – CENTRALIZAÇÃO 
 
 
Atualmente o desenho puramente técnico feito com uso de réguas, escalas, grafites e 
pranchetas, está relegado ao segundo plano. Isto deve-se ao fato do avanço tecnológico e da 
popularização dos programas de computador CAD (Computer Aided Design ou Desenho 
Auxiliado por Computador). 
Atualmente existe uma gama de programas CAD, mas os mais conhecidos são o 
Autocad e o Solid Works. Com isto, o profissional além de conhecedor das técnicas de 
construção deve estar familiarizado com a informatização. 
Seguindo esta linha de raciocínio, está cada vez mais difícil as empresas pedirem a um 
candidato que desenhe determinado produto utilizando lápis e papel. Mas se o fizer, este 
desenho deverá conter o mínimo de informações, além de visualmente se apresentar o mais 
técnico possível. Este desenho sem todas as técnicas necessárias chama-se Croquis (não 
entraremos no mérito da definição do que é esboço e rascunho) enfatizando que NUNCA se 
faz desenho técnico mecânico à mão livre. SEMPRE utiliza-se o recurso da régua. 
Inicialmente, vamos tratar da centralização do desenho e para isso entramos no 
primeiro conceito: estes desenhos serão chamados de faces. Faces então é representação 
gráfica dos lados do produto em formato 2D, ou seja, espaço bidimensional (comprimento e 
largura). 
A partir de agora até o fim deste módulo, você fará um desenho por folha obedecendo 
a direção que desejar para a confecção do desenho. Estas direções podem ser no modo 
Retrato ou Paisagem. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
O desenho que faremos será conforme abaixo, especificamente faces 1, 2 e 3. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
MECÂNICA BÁSICA - Leitura e Interp. Desenho Mecânico 
Módulo: Leitura Desenho Elab.: Prof. Osmar ~ 6 ~ Todos os direitos reservados Rev.: 10 osmaranael@outlook.com 
 
 
 Folha Para Desenho 
 
Como vamos desenhar com uso de lápis, borracha, etc., é 
interessante saber que há uma norma que especifica o espaço a ser 
utilizado em uma folha de desenho. Esta norma é a NBR 10068/01. 
As especificações são as seguintes: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Como vamos utilizar as folgas de desenho sempre em nossos estudos, é conveniente 
ao aluno que faça uma folha padrão e tire várias cópias. Veja como fazer para folha A4. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
MECÂNICA BÁSICA - Leitura e Interp. Desenho Mecânico 
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face 3
face 1
face 2
Há outro leiaute que pode ser utilizado e é interessante quando se quer localizar uma 
cota no desenho. Chama-se sistema de referência por malha. Este modelo é bastante 
difundido, mas existe algumas particularidades a serem seguidas. 
O número de colunas e linhas fica a critério do desenhista baseado na criticidade da 
peça a ser desenhada, porém, a norma especifica que seja par. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A NBR 10068/01 que especifica Leiaute e Dimensões para Folhas de Desenho, 
deixa a revelia do desenhista a posição a ser utilizada (retrato ou paisagem). 
Vamos exemplificar em formato retrato a centralização das faces dadas. Elas terão no 
final queficar assim: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
MECÂNICA BÁSICA - Leitura e Interp. Desenho Mecânico 
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 Desenhando face 1 
 
Note no esboço acima, que as três faces estão contornadas por um retângulo 
tracejado. Faça isso em sua folha a fim que você também possa controlar a centralização. 
Este tracejado será utilizado somente neste esboço. No restante dos desenhos, isto deverá ser 
feito mentalmente. 
A face 1 é apenas uma figura retângulo, portanto, faça-a com tamanhos de 
comprimento e largura que bem lhe aprouver obedecendo, lógico, espaços para as outras 
faces. Se for possível, use um lápis com grafite grosso (tipo B). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Desenhando face 2 
 
Aqui agora cabe um cuidado maior que deverá ser sempre seguido. Estas são as 
regras: 
 
Note que a face 2 também é um retângulo só que com altura menor que a face 1. 
Desenhe então a face 2 com uma altura menor que usada na face 1. Isto chama-se 
tombamento ou rebatimento da peça. A seta mostra o lado na face 2 que você 
estará vendo na face 1. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
MECÂNICA BÁSICA - Leitura e Interp. Desenho Mecânico 
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 A distância entre a face 1 e face 2 também é 
definida pelo desenhista, mas ela é importante, 
por isso, deixe um espaço de tamanho 
razoável. Utilize seu bom senso. Lembre-se, o 
desenho tem de estar apresentável aos olhos do 
observador. 
 A face 2 significa que estamos vendo o 
produto sob outro ângulo, mas a medida de 
comprimento escolhida por você na face 1, 
não se altera. As linhas devem estar na 
mesma direção. 
 
 
 
 Desenhando face 3 
 
Esta face em especial, é de grande importância na compreensão da interpretação do 
desenho, pois ela trata do rebatimento da face 1 com a face 3 em termos de comprimento. 
Eis as regras: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 O espaço deixado entre a face 2 e face 3 deve ser o 
mesmo deixado entre a face 1 e 2. 
 A altura da face 3 não se altera em relação à face 2, ou 
seja, tem de estar na mesma direção. 
 Já o comprimento da face 3 (é aqui a parte importante) 
devido ao processo de rebatimento, é a altura da face 
1. 
 Seu desenho deve estar assim confeccionado. 
 
 
Se não ficou a contento, use a folha seguinte para refazer seu desenho. 
 
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► CAPÍTULO 3 – LINHAS (Especificação e uso) 
 
 
Antigamente, quando não havia softwares de desenho disponíveis no mercado, o nome 
das linhas e sua utilização eram de suma importância, pois era obrigatório o uso de espessuras 
de grafite para cada tipo de linha (em geral H, HB e B). 
 
O H significa Hardness, ou seja, a dureza do grafite. 
O B significa Blackness, ou seja, a negritude do grafite. 
O HB é o intermediário. 
 
Hoje em dia, justamente pela disposição facilitada dos programas CAD (pois os 
mesmos já vêm com as espessuras prontas), o nome das linhas passou a ser de cunho 
secundário. No entanto, não houve mudança quanto à sua utilização logo, seu conhecimento é 
imprescindível. 
Para efeitos de nosso estudo vamos priorizar a denominação de linhas quanto sua 
utilização. A norma que especifica os tipos de linhas e sua utilização é a NBR 8403/84. 
Faça o desenho conforme descrito abaixo obedecendo aos comprimentos e larguras 
como descritos no capítulo 2. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Linhas de Contorno Visíveis 
 
Estas linhas são chamadas de CONTÍNUAS GROSSAS (lápis B) e representam as 
linhas de contorno ou arestas VISÍVEIS. Por que elas têm esse nome? Se você imaginar uma 
peça, estas linhas representariam as bordas da peça, logo, você as vê e por isso, visíveis. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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 Linhas de Contorno Não Visíveis 
 
Note na face 1 que existem círculos descentralizados. Estes círculos são furos na peça 
(diz-se furações) que não deixam claro que se a peça foi furada inteiramente ou até certa 
profundidade. 
Em desenho técnico, é necessário identificar isso nas faces 2 e 3. Como fazê-lo? 
Vamos estabelecer que um dos furos foi feito até certa profundidade e em outro a peça foi 
furada totalmente. 
É de se imaginar que ao tombar (rebater) a face 1 para face 2 NÃO SEJA MAIS 
POSSÍVEL VER OS FUROS, porém eles não deixaram de existir só por causa do 
rebatimento. Devido a isso, a linha em questão tem de ser TRACEJADA. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Perceba que as linhas tracejadas estão na 
mesma direção das arestas dos furos. 
 
Conforme já explicado, apesar do rebatimento feito para outra face, certas medidas 
não mudam de tamanho. É igualmente o caso destes diâmetros. 
Note também que no primeiro furo as linhas tracejadas são interrompidas. Já no 
segundo furo, elas vão de ponta a ponta da peça. Estas furações são chamadas de NÃO 
PASSANTE e PASSANTE. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
MECÂNICA BÁSICA - Leitura e Interp. Desenho Mecânico 
Módulo: Leitura Desenho Elab.: Prof. Osmar ~ 13 ~ Todos os direitos reservados Rev.: 10 osmaranael@outlook.com 
 
 
Estas linhas também possuem nome, no caso, TRACEJADAS ESTREITAS e sua 
espessura é média (lápis HB). Elas representam as linhas de contorno ou arestas NÃO 
VISÍVEIS, justamente porque não é possível ver o contorno das furações nesta face. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Na face 3 estas furações também não deixaram de existir e deverão também estar 
representadas por linhas não visíveis. Diferentemente da face 2, onde você rebateu a face 1 e 
desenhou as linhas na mesma reta dos furos, a face 3 tem algumas considerações que devem 
ser observadas. 
 
1º  Tombando a face 1 para face 3, tente imaginar 
onde estão os furos. Se assim fizer, você vai notar que eles se 
sobrepõem. 
 
2º  Escolha o furo 2 digamos, e meça na face 1 
quanto tem da borda da face até a aresta do furo. Pegue esta 
medida e faça o tracejado de cima até em baixo. 
 
3º  Veja quanto você deixou de diâmetro e 
coloque essa linha também. 
 
4º  Repita essa operação com o furo não 
passante (furo 1). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
MECÂNICA BÁSICA - Leitura e Interp. Desenho Mecânico 
Módulo: Leitura Desenho Elab.: Prof. Osmar ~ 14 ~ Todos os direitos reservados Rev.: 10 osmaranael@outlook.com 
 
 
 Linhas de Centro e Centro Simetria 
 
Outras linhas importantíssimas em interpretação de desenho são as linhas de 
CENTRO e CENTRO e SIMETRIA, 
pois são a partir delas que se 
estabelecem as cotas para confecção 
dos furos com uso de brocas. 
Linhas de centro nada mais são 
que linhas TRAÇO-PONTO 
ESTREITAS finas (lápis H) que 
passam apenas por um centro, sem 
qualquer outra linha traço-ponto na 
mesma direção. 
Linhas de centro e simetria 
também são do tipo traço-ponto 
estreitas, mas há outra linha similar 
(simétrica) em sua direção. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Linhas de Chamada 
 
Uma linha que muitas vezes passa despercebida é a linha de CHAMADA. 
Normalmente ela é indicativa de alguma característica especial.Estas também são linhas de 
Centro e Simetria, pois elas 
passam pelo centro de ambos os 
diâmetros. 
Resumo: Linha de Centro passa por um único centro. Linhas 
Centro e Simetria passam por dois ou mais centros. 
 
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Módulo: Leitura Desenho Elab.: Prof. Osmar ~ 15 ~ Todos os direitos reservados Rev.: 10 osmaranael@outlook.com 
 
 
 Linhas de Cota e Auxiliar de Cota 
 
Por fim, chegamos aos dois 
tipos de linhas que são as de COTA 
e AUXILIAR DE COTA. Estas 
linhas são CONTÍNUAS 
ESTREITAS (lápis H) e 
determinam as medidas que a peça 
possui. 
 
 
 
 
 
 
Veja o resumo das linhas vistas até aqui. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
MECÂNICA BÁSICA - Leitura e Interp. Desenho Mecânico 
Módulo: Leitura Desenho Elab.: Prof. Osmar ~ 16 ~ Todos os direitos reservados Rev.: 10 osmaranael@outlook.com 
 
 
1) Dê a utilização das linhas indicadas pelas respectivas letras. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A = ____________________________________ 
B = ____________________________________ 
C = ____________________________________ 
D = ____________________________________ 
E = ____________________________________ 
F = ____________________________________ 
G = ____________________________________ 
H = ____________________________________ 
I = _____________________________________ 
J = _____________________________________ 
K = ____________________________________ 
 
 
 
MECÂNICA BÁSICA - Leitura e Interp. Desenho Mecânico 
Módulo: Leitura Desenho Elab.: Prof. Osmar ~ 17 ~ Todos os direitos reservados Rev.: 10 osmaranael@outlook.com 
 
 
 
 
 
 
 Página 16 
 
 
a) Contorno Visível 
b) Contorno Invisível 
c) Centro e Simetria 
d) Linha de Centro 
e) Contorno Invisível 
f) Auxiliar de Cota 
g) Linha de Cota 
h) Contorno Visível 
i) Centro e Simetria 
j) Linha de Centro 
k) Contorno Invisível 
 
 
 
 
 
MECÂNICA BÁSICA - Leitura e Interp. Desenho Mecânico 
Módulo: Leitura Desenho Elab.: Prof. Osmar ~ 18 ~ Todos os direitos reservados Rev.: 10 osmaranael@outlook.com 
 
 
Aqui é como se você estivesse 
vendo a parte de cima da peça 
(digamos vista 1). Em Engenharia 
Civil, quando é mostrado o desenho 
do apartamento, por exemplo, ela é 
chamada de planta, logo, esta vista 
chama-se SUPERIOR ou 
PLANTA. 
1º DIEDRO 
 
A – Vista Frontal 
B – Vista Superior 
C – Lateral Esquerda 
D – Lateral Direita 
E – Vista Inferior 
F – Vista Posterior 
 
► CAPÍTULO 4 – FACES DO DESENHO 
 
 
Em geral muitos produtos são desenhados com três vistas ou faces, mas não é 
imperativo que seja sempre assim. Obviamente que tudo dependerá de um sem número de 
fatores, especialmente a quantidade de características dimensionais. Quanto mais 
características o produto tiver, mais detalhes será necessário mostrar. 
A NBR 10067/95 estabelece dois métodos de projeção ortográfica: 1º Diedro e 3º 
Diedro. 
 
 1º Diedro 
 
Os chamados Diedros têm sua origem na matemática, mais especificamente nos 
quadrantes do círculo trigonométrico. O 1º Diedro é o que se situa no primeiro quadrante, ou 
seja, nos ângulos de 0º a 90º. Já o 3º Diedro está no terceiro quadrante de 180º a 270º. 
O Brasil, assim como a Europa e Ásia costuma usar preferencialmente o primeiro 
Diedro em suas projeções. Diedro então é definido como junção de dois semiplanos 
perpendiculares entre si. 
 
Vamos ver um esquema para ver como funciona isso. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Abaixo foi colocada uma figura em perspectiva Isométrica (3D) para facilitar o 
entendimento. Em seu caderno de exercícios, você desenhará as vistas desta figura em 2D a 
fim de nomear as faces, conforme segue. 
 
 
 
MECÂNICA BÁSICA - Leitura e Interp. Desenho Mecânico 
Módulo: Leitura Desenho Elab.: Prof. Osmar ~ 19 ~ Todos os direitos reservados Rev.: 10 osmaranael@outlook.com 
 
 
Aqui a face superior recebeu o tombamento ou 
rebatimento para cima (face 2), como mostra a seta. É 
como se você estivesse vendo a peça vista de frente, 
logo, receberá o nome de FRONTAL ou 
ELEVAÇÃO. 
A face de elevação foi tombada para o lado 
direito mostrando o perfil esquerdo da peça 
(vista 3). Esta vista chamar-se-á LATERAL 
ESQUERDA. 
 
 
 
 
 
 
 
Não é necessário que sejam três faces, podem ser mais ou menos vistas conforme a 
complexidade do perfil, mas em geral, estas três apresentam boa parte do que pede um 
produto. Neste caso estas vistas são chamadas de vistas PREFERENCIAIS. 
Esquematicamente, um automóvel em 1º Diedro seria visto assim. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Módulo: Leitura Desenho Elab.: Prof. Osmar ~ 20 ~ Todos os direitos reservados Rev.: 10 osmaranael@outlook.com 
 
 
Simbologia para 1° Diedro Simbologia para 3° Diedro
3º DIEDRO 
 
A – Vista Frontal 
B – Vista Superior 
C – Lateral Esquerda 
D – Lateral Direita 
E – Vista Inferior 
F – Vista Posterior 
 
 3º Diedro 
 
Não daremos ênfase ao 3º Diedro, visto que em pouquíssimos lugares do mundo seu 
uso é preferencial (Estados Unidos e Canadá), mas a título de compreensão, a figura abaixo 
ilustra esta projeção. 
Note que as designações de vista são as mesmas do 1º Diedro, o que muda é a forma 
de rebatimento das vistas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Resumo 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Simbologia 
 
No futuro, estaremos falando sobre Legendas e as informações contidas nelas. No 
momento, guarde a informação que todos os desenhos devem vir identificados qual intenção 
do Diedro o produto foi desenhado. Para tanto, utiliza-se das seguintes simbologias: 
 
 
 
 
 
 
 
 
Note que o 1º Diedro apresenta a face de elevação e a lateral esquerda, enquanto que o 
3º diedro mostra face de elevação e lateral direita. 
 
MECÂNICA BÁSICA - Leitura e Interp. Desenho Mecânico 
Módulo: Leitura Desenho Elab.: Prof. Osmar ~ 21 ~ Todos os direitos reservados Rev.: 10 osmaranael@outlook.com 
 
 
 Face Principal do Desenho 
 
Outro fator de bastante importância para conhecimento do aluno é qual das vistas 
apresentadas é considerada a vista Principal do Desenho. 
As normas de desenho não fazem menção a este assunto, logo, é da revelia do 
desenhista definir qual face será a principal. Veja o exemplo abaixo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Uma destas três vistas é a face principal deste desenho. Observando atentamente você 
saberia identificar qual é? 
Se você disse que é a lateral esquerda, acertou. Mas por quê? 
Perceba que ela possui uma coisa que não existe na superior e nem na elevação. Ela 
tem duas cotas (pode chamar de medida, cota ou característica). 
Portanto, Face Principal de um desenho é aquela que possuir a maior quantidade 
de características. Lógico que elas devem estar bem distribuídas e o bom senso deve 
igualmente prevalecer na cotagem. 
 
 
 
CURIOSIDADE 
 
A representação de uma figura no 
espaço pelas suas projeções no plano, chama-se 
ÉPURA. Esta é uma grande dificuldade dos 
desenhistas iniciantes. Não é fácil ver uma 
figura como ela é e transformá-la para o plano, 
bem como o inverso, (verificar um desenho em 
projeção Ortogonal e vê-la de forma 
Tridimensional). 
 
 
MECÂNICA BÁSICA - Leitura e Interp. Desenho Mecânico 
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1) Dê o nome das faces apresentadas _____________________________________________ 
 
2) Indique a utilizaçãodas linhas indicadas pelas letras: 
 
A 
 
H 
 
B 
 
I 
 
C 
 
J 
 
D 
 
K 
 
E 
 
L 
 
F 
 
M 
 
G 
 
N 
 
 
 
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3) Responda o que pede. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
a) Este desenho se apresenta em 1º ou 3º Diedro? __________________________________ 
 
b) Qual das faces é considerada face Principal do desenho? ___________________________ 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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 Páginas 22 e 23 
 
Exercício 1 
 
 Superior ou Planta e Frontal ou Elevação. 
 
 
Exercício 2 
 
a) Centro e Simetria 
b) Chamada 
c) Centro e Simetria 
d) Contorno Invisível 
e) Centro e Simetria 
f) Cota 
g) Auxiliar de Cota 
h) Centro e Simetria 
i) Auxiliar de Cota 
j) Centro e Simetria 
k) Contorno Visível 
l) Chamada 
m) Centro e Simetria 
n) Contorno Invisível 
 
 
Exercício 3 
 
a) 3º Diedro 
b) Face 3 
 
 
 
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►CAPÍTULO 5 – REBATIMENTO 
 
 
A Projeção Ortográfica é uma forma de representar graficamente objetos 
tridimensionais em superfícies planas de modo a transmitir suas características com precisão e 
demonstrar sua verdadeira grandeza. Isto esse faz através do rebatimento da peça. 
 
 Rebatimento 
 
O rebatimento é um método descritivo que consiste em fazer um plano coincidir com 
um dos planos de projeção através da rotação em torno de um eixo. 
É lógico que você concebe perceber que cada produto pode ter as mais diversas formas 
e, muito obviamente, medidas diferentes. 
Nos exercícios passados, treinamos um primeiro passo de rebatimento. Esse 
rebatimento ou tombamento representa o lado do produto o qual está sendo apresentado. Isto, 
para muitas pessoas, é um processo complicadíssimo, pois solicita que seu cérebro gire a peça 
no espaço, ou seja, seu cérebro precisa “ver” primeiro e desenhar depois. Vamos a um 
exemplo. 
 
O modelo ao lado é o chamado 3D (espaço 
tridimensional) ou Projeção Axonométrica. Ele 
nos mostra como de fato a peça apresenta aos 
olhos do observador. 
Mas se tivéssemos que desenhá-la tecnicamente 
isto deveria ser em 2D (espaço bidimensional – 
Projeção Ortogonal) e ela seria pouco ou quase 
nada diferente do exemplo feito no capítulo 
anterior. 
O rebatimento é justamente isso, desenhar cada 
um dos lados observando a peça como se vista sob 
aquela face. 
 
Neste outro exemplo, vemos como a peça deveria ser desenhada nas três faces 
(ortogonal). 
 
Este é um processo que requer exercício do cérebro em geometria espacial. É preciso 
ver a peça em 2D (sem o uso de profundidades como em 3D). Por enquanto, nosso foco é 
fazê-lo entender o rebatimento da peça em 2D. 
 
Agora faça os exercícios que seguem. 
 
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1) Complete com a vista que falta. 
 
 
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 Página 26 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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A NBR 10126/87 define estes três tipos de linhas de 
indicação de limites. Podem ser setas fechadas (A), abertas (B) 
ou ainda um traço oblíquo curto inclinado a 45º. 
Convenientemente estabelece-se para desenhos 
mecânicos, que a seta seja do tipo A, fechada e preenchida. 
► CAPÍTULO 6 – COTAGEM 
 
 
A NBR 10126/87 define cotagem como a representação gráfica no desenho 
da característica do elemento através de linhas, símbolos, notas e valor numérico em 
uma unidade de medida. 
Em primeira instância, deve-se atentar para os seguintes detalhes. 
 
 Posição 
 
Note que as cotas SEMPRE estão sobre a linha de cota e dentro das auxiliares de 
cota. 
A única exceção é quando a cota não cabe dentro das auxiliares devido à pouca área 
no desenho. Neste caso, a linha de cota pode atravessar as auxiliares, ficando as setas e a 
cota por fora das auxiliares. 
Quanto às auxiliares de cota, estas não devem tocar a peça a não ser que seja 
extremamente necessário, como mostra a figura que segue. A norma não especifica esta 
observação, porém, excesso de cotas sobrepondo as linhas do desenho poluem e dificultam o 
entendimento. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Setas 
 
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 Redundância de Informações 
 
Note na figura abaixo, que foram colocadas as medidas parciais de comprimento e 
depois a medida total. Isto caracteriza-se como excesso de informação (redundância), logo, 
NÃO SE FAZ. Ou se coloca a medida total e saca uma das cotas ou deixa as cotas e tira a 
medida total. 
 
 
 
Veja este exemplo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Se a cota de Ø 27,8 mm for colocada na face de elevação, ela NÃO deve ser colocada 
na face de lateral esquerda e vice e versa. Isto fica à revelia do desenhista, porém, somente 
em uma das faces. 
Ainda referente a este desenho, se a face escolhida para cotagem do diâmetro for a 
elevação, esta medida deve vir precedida do símbolo de diâmetro ( Ø ). Porém se a face 
escolhida for a lateral esquerda, não se usa colocar o símbolo de diâmetro visto que a figura 
já mostra ser circular (redundância). 
 
 
 Medidas Ocultas 
 
Veja o desenho que segue. 
A unidade para estas medidas é o 
mm. 
 
 
 
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X = 3 mm 
Neste exemplo com diâmetros 
descentralizados, o que se deseja saber é o valor 
resultante de X. Basta então subtrair 24 de 11,5 e 
obteremos 12,5 mm como resposta. 
X = 11,5 mm 
Para se achar o valor de X subtrai-se o maior valor do menor valor. O resultado ficará 
sendo 6. Mas 6 é valor da parte superior ( X ) com a parte inferior. Como deseja-se saber 
somente a superior, basta dividir pela metade. A resposta será 3 mm. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Observe agora este outro exemplo. Imagine que o desenho peça que você dimensione 
a característica de 53 mm. Note que ela vai de centro a centro do FURO OBLONGO. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Aqui deve-se proceder da seguinte forma: 
 
a) Medir o rasgo de aresta a aresta. Digamos que o valor encontrado foi 66 mm. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Resposta: 53 mm 
b) Os valores a serem encontrados agora são os da região marcada como na figura 
abaixo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
c) Para achar o valor de A e B, pega-se a altura 13 mm e verifica-se se realmente estácom 13 mm. Imaginemos que de fato esteja na medida nominal. Se a cota de 13 for 
levada até a região do círculo, ela se torna um diâmetro. Metade do diâmetro é raio, 
logo, metade de 13 é 6,5 mm tanto para A como para B. 
 
 
 
d) Subtraindo 66 - 6,5 de A - 6,5 de B = 53. 
 
 
 
 
 
 
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1) Calcule as cotas indicadas pelas letras. Use mm. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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2) Indique os valores para as respectivas letras. Use mm. 
 
 
 
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3) Responda o que pede. Use mm. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
1 
Qual o emprego das linhas indicadas pelas letras: 
 E 
 F 
 G 
 H 
 I 
 2 Qual é a dimensão total de A? 
 3 Qual é a dimensão total de B? 
 4 Qual é a espessura da peça? 
 5 Qual é o diâmetro dos furos? 
 
6 
Qual é a distância entre os centros dos dois furos 
superiores e o eixo de simetria da peça? 
 
 
7 
Dê a distância entre os centros dos dois furos 
superiores. 
 
 
8 
Qual é o raio das duas partes redondas superiores 
da peça? 
 
 9 Qual é o raio da parte curva inferior da peça? 
 
10 
Qual é o tipo de linha usado para indicar simetria 
da peça? 
 
 11 Determine qual é a distância D. 
 
 
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4) Responda o que pede. Use mm. 
 
 
 
a 
 
Dê o nome da vista apresentada. 
b Qual o formato da peça? 
c Qual o maior diâmetro? 
d Quantos Ø externos aparecem? 
e Qual o comprimento total da peça? 
f Qual a profundidade do furo de Ø 15 mm? 
g 
Qual o comprimento da peça cujo Ø é de 
36 mm? 
 
h 
Quais as letras que indicam linhas de 
contorno visíveis? 
 
i 
Qual tipo de linha é indicado pelas letras 
B e D? 
 
j 
Qual letra indica linha de Centro e 
Simetria? 
 
k 
Dê o comprimento da peça que tem 45 
mm de diâmetro 
 
 
 
 
 
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 Páginas 33 a 35 
 
Exercício 1 
 
a) 42 mm 
b) 22 mm 
c) 22 mm 
d) 10,5 mm 
e) 55 mm 
f) 30 mm 
g) 64 mm 
h) 18 mm 
 
 
Exercício 2 
 
a) 12 mm 
b) 16 mm 
c) 11 mm 
d) 12 mm 
e) 7 mm 
f) 78 mm 
g) 23 mm 
h) 45° 
i) 30 mm 
j) 40 mm 
 
 
Exercício 3 
 
1) E) Centro e Simetria 
 F) Contorno Visível 
 G) Linha de Cota 
 H) Auxiliar de Cota 
 I) Centro e Simetria 
2) 85 mm 
3) 98 mm 
4) 8 mm 
5) 13 mm 
6) 35 mm 
7) 70 mm 
8) 14 mm 
9) 16 mm 
10) Traço-ponto 
11) 5 mm 
 
 
Exercício 4 
 
a) Superior ou Planta ou Frontal ou Elevação 
b) Cilíndrica 
c) Ø 45 mm 
d) 4 mm 
e) 93 mm 
f) 15 mm 
g) 20 mm 
h) C e A 
i) Contorno Invisível 
j) E 
k) 8 mm 
 
 
 
 
 
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Gaspard Monge 
► CAPÍTULO 7 – PROJEÇÕES E PERSPECTIVAS 
 
 
 O desenho técnico, tal como o entendemos hoje, foi 
desenvolvido graças ao matemático francês Gaspard Monge 
(1746-1818). Os métodos de representação gráfica que 
existiam até aquela época não possibilitavam transmitir a 
ideia dos objetos de forma completa. Monge criou um método 
que permite representar, com precisão, os objetos que têm três 
dimensões (comprimento, largura e altura) em superfícies 
planas, como por exemplo, uma folha de papel, que tem 
apenas duas dimensões (comprimento e largura). Esse 
método, que passou a ser conhecido como método mongeano, 
é usado na geometria descritiva. A norma de define os tipos 
de perspectivas que devem ser usadas em desenho mecânico é 
a NBR 10209-2/05. 
 
 
O desenho técnico de um objeto é expresso por meio de Projeções e Perspectivas (do 
latim Perspicere – ver através de). Estas perspectivas podem ser dividias em Projeções 
Ortogonais ou Axonométricas 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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 Projeções Ortogonais (2D) 
 
São as mais utilizadas em desenho técnico mecânico devido sua facilidade de cotagem 
e interpretação. Sua desvantagem está em não mostrar como a peça realmente é aos olhos do 
observador. As Projeções Ortogonais dividem-se em 1º e 3º Diedros. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Projeções Axonométricas (3D) 
 
São pouco usadas em desenho mecânico no 
que se refere à parte técnica. Sua desvantagem está 
na interpretação do desenho devido às linhas 
auxiliares atravessarem a peça como se ela fosse 
transparente. Isto acaba por poluir visualmente o 
desenho e prejudicar o entendimento de onde estão 
partindo as cotas. 
Por ter a vantagem de mostrar a peça como ela é vista aos olhos do observador, 
usualmente é colocada em uma das extremidades da folha de desenho, apenas como 
ilustração. Em áreas que exijam montagem de componentes, o uso da projeção Axonométrica 
com vista explodida é bastante requerida. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
As Projeções Axonométricas dividem-se em Perspectiva Cavaleira e Perspectiva 
Isométrica. 
 
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 Perspectiva Cavaleira 
 
A origem do nome cavaleira é duvidosa. Alguns afirmam que provém do nome dado a 
um tipo de construção alta (Cavalier) que existia em certas fortificações militares no século 
XVI. Outros, que o nome deriva dos trabalhos do matemático italiano Bonaventura Cavalieri. 
A perspectiva cavaleira caracteriza-se por mostrar a peça como vista de frente 
enquanto suas diagonais partem em ângulo. Este ângulo pode ser 30º, 45º ou 60º. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Perspectiva Isométrica 
 
Entre as perspectivas paralelas, a Isométrica é a mais comum de ser utilizada na área 
mecânica. Sua desvantagem está que círculos e arcos são trabalhosos de se construir com o 
compasso devido sua forma elíptica. 
Caracteriza-se basicamente por três eixos (X, Y e Z) fazendo entre si ângulos de 
120º. Em síntese, pode-se deixar os eixos X e Y a 30º do plano horizontal, enquanto que o 
eixo Z não altera seu ângulo, mas perfaz 90º em relação ao plano horizontal. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Traçar os eixos isométricos 
usando esquadros e transferidor de 
graus. Como estas linhas são 
construtivas, inicialmente utilize lápis 
fino (H). 
 
 
Marque nos eixos as dimensões 
do desenho (comprimento, largura e 
altura) nas linhas mestras. Cuidado com 
os eixos de 30º e 60º. São eles que 
farão a base para separtir em linhas 
paralelas. 
 
Agora trace retas paralelas como 
no exemplo da figura que segue: linha 1 
com traçado 1, linha 2 com traçado 2 e 
assim por diante. 
 
Vamos construir a peça ao lado em Perspectiva 
Isométrica. Acompanhe passo a passo e perceba que o 
que existe são apenas retas paralelas umas às outras. 
 
 Exercitando 
 
 
 
 
 
 Passo 1 
 
 
 Passo 2 
 
 
 
 
 
 Passo 3 
 
 
 
 
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O passo seguinte é marcar as 
dimensões parciais da peça. 
 
Feito isso, completar com retas 
paralelas (da mesma maneira conforme 
descrito no passo 3) o volume da peça. 
 
Reforce as linhas principais 
(contornos visíveis) preferencialmente com 
lápis B. Limpe as linhas de construção e o 
desenho estará terminado. 
 
 Passo 4 
 
 
 Passo 5 
 
 
 
 
 
 Passo 6 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Passo 7 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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1) Baseando na perspectiva Ortogonal, indique qual das perspectivas Isométricas é a correta. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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2) Responda o que pede. Use mm. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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1 
Utilizando-se das vistas, indique a letra de cada uma das linhas. 
 
Linha de Centro e Simetria 
 
Linha de Contornos Visível 
 
Linha de Chamada 
 
Linha Auxiliar de Cota 
 
Linha de Contorno Invisível 
 
Linha de Cota 
 
2 Qual o nome das vistas apresentadas? 
 
3 Qual o Ø externo da parte cilíndrica superior? 
 
4 Qual o comprimento do rasgo alongado? 
 
5 Qual a dimensão do raio do arco A? 
 
6 Qual a dimensão do raio do arco B? 
 
7 Qual o comprimento total da peça? 
 
 
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3) Responda o que pede. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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1) Comprimento total________________ 
2) Altura A _______________________ 
3) Largura B ______________________ 
4) Altura C _______________________ 
5) Cota D ________________________ 
6) Altura total _____________________ 
7) Cota E _________________________ 
8) Cota F _______________________ 
9) Comprimento Nervura ___________ 
10) Espessura Nervura _____________ 
11) Acabamento __________________ 
12) Material _____________________ 
13) Porcentagem Carbono __________ 
 
4) Dado as faces de projeção Ortogonal, desenhe a perspectiva Isométrica. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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 Páginas 42 a 46 
 
Exercício 1 
 
a) C 
b) A 
c) C 
d) D 
e) B 
 
 
Exercício 2 
 
1) E,C 
 D 
 A 
 F 
 H 
 G 
2) Planta e Elevação 
3) 29 mm 
4) 57 mm 
5) 4 mm 
6) 20,5 mm 
7) 112,5 mm 
 
 
 
Exercício 3 
 
1) 126 mm 
2) 108 mm 
3) 94 mm 
4) 26 mm 
5) 50 mm 
6) 158 mm 
7) 25 mm 
8) 28 mm 
9) 105 mm 
10) 14 mm 
11) Ra 6,3 
12) Aço 1030 
13) 0,3% (1030) 
 
 
Exercício 4 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Rosca Whitworth (polegada) Rosca Métrica (precedida pela letra M) 
► CAPÍTULO 8 – ROSCAS, CHANFROS E ESCAREAÇÃO 
 
 
 ROSCAS 
 
Rosca é uma saliência de seção uniforme que se desenvolve 
com uma inclinação constante em torno de uma superfície cilíndrica. 
Sua função é permitir a união de peças e facilitar sua desmontagem 
quando necessário. 
 
 
 Tipos 
 
Atualmente há uma gama imensa de roscas para os mais diversos fins. Dentre as 
roscas normatizadas utilizadas no comércio em geral, as de uso comum são as chamadas 
Triangulares. Estas triangulares dividem-se em MÉTRICA e WHITWORTH. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Forma de Representação 
 
Em desenho técnico, as roscas podem ser representadas de maneira NORMAL (como 
se apresenta ao observador) ou SIMPLIFICADAS (representação convencional). Na rosca 
Simplificada a crista do filete é representada por uma linha contínua larga, enquanto que a 
raiz é uma linha paralela contínua estreita (NBR 8993/85). 
 
 
 
 
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 CHANFROS 
 
Especialmente em mecânica, quando um metal é usinado, ficam rebarbas e cantos 
vivos nas arestas. Chanfro é a retirada destes cantos vivos. Importante salientar que a retirada 
feita com lima, lixa ou outro material abrasivo, deixam o chanfro sem forma específica, logo, 
ele terá especificação somente quando determinado pelo cliente. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 ESCAREADO 
 
Sua função básica é facilitar a entrada da ferramenta Macho ou Alargador, bem como 
alojar parafuso de cabeça chata escareado. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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1) Responda o que pede. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Tolerâncias lineares ± 0,03 Unidade: mm 
 
1 
Qual o sistema de representação usadas nas partes 
roscadas? 
 
 
2 
Em quantas partes da peça devem ser abertas roscas 
externas? 
 
 
3 
A partir da extremidade esquerda da peça, dê os 
diâmetros das roscas. 
 
 
4 Dê o valor da dimensão B 
 
 
 
5 Dê o valor da dimensão C 
 
 
 
6 Dê o valor da dimensão D 
 
 
 
7 
Qual o comprimento da parte roscada de Ø 19,05 
mm? 
 
 
8 Qual o comprimento da parte roscada de Ø 33 mm? 
 
 
 
9 
Qual é o ângulo do chanfro nas extremidades das 
roscas? 
 
 
10 
Qual o comprimento da parte da peça que tem 33 mm 
de diâmetro? 
 
 
11 Dê o ângulo da parte escareada. 
 
 
 
12 
Qual é o diâmetro mínimo em que pode ser torneada a 
parte da peça cujo diâmetro no desenho é de 57 mm? 
 
 
 
13 
Qual é a profundidade do rebaixo na parte que mede 
33 mm de diâmetro? 
 
 
 
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 Páginas 50 
 
Exercício 1 
 
1) Simplificado2) 3 partes 
3) 3/4" - M33 - 3/32" - 1" 
4) 16 mm 
5) 14 mm 
6) 63 mm 
7) 22 mm 
8) 14,5 mm 
9) 30º 
10) 26,5 
11) 60º 
12) 56,97 mm 
13) 1,5 mm 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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► CAPÍTULO 9 – CORTES E HACHURAS 
 
 
Quando a peça a ser desenhada possui muitos detalhes, especialmente internos, as 
projeções ortogonais terão muitas linhas tracejadas (não visíveis) e poderão dificultar a 
interpretação do desenho. 
Para facilitar a visualização destes detalhes, foi normatizada a utilização de vistas em 
corte. Os cortes são imaginados e representados sempre que for necessário mostrar elementos 
que não estejam visíveis na posição em que se encontra o observador. O corte é realizado por 
um plano de corte, também imaginário. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Linha de Corte 
 
Linha de Corte é a linha utilizada para indicar o local onde a peça será cortada e é 
desenhada com lápis grosso constituindo traços e pontos identificados por letras colocadas em 
suas extremidades. O sentido de observação é identificado por setas perpendiculares à linha 
de corte. As mesmas letras que identificam a linha de corte são utilizadas para identificar a 
vista resultante do corte. Onde houver intersecção do plano secante com a peça serão 
colocadas hachuras. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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 Hachuras 
 
São linhas cujo objetivo é representar graficamente o material em que foi produzida a 
peça, ou seja, identificar as partes maciças evidenciando a área de corte. São constituídas de 
linhas finas, equidistantes em média 0,7 mm (NBR 8403) e traçadas a 45°em relação aos 
contornos ou aos eixos de simetria da peça. Segundo a NBR 12298/95 os tipos de hachuras 
podem ser: 
 
Na representação geral de qualquer material, pode ser usada hachura padrão, como a 
usada em ferro fundido, por exemplo. 
 
 
 
Em peças de conjunto, as hachuras devem ser feitas em mesmo ângulo e distância, 
porém, em direções opostas. 
 
 
 
 
 
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 Corte à Mão Livre 
 
Importante salientar que linhas de corte sugerem Ensaios Destrutivos, ou seja, para se 
dimensionar a região de corte será necessário destruir a peça fazendo as incisões necessárias. 
Um corte que não apresenta necessariamente a necessidade de divisão da peça, é o 
corte à mão livre. É uma linha sinuosa feita sem formato específico, cuja função é apenas 
mostrar como é a parte interna da peça. Onde houver este corte também deverá estar 
sinalizado com hachuras. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Mais exemplos de cortes 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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 Quantidade de Cortes x Folhas 
 
Já foi referenciado aqui que os desenhos possuem basicamente três faces, mas muitas 
vezes, devido à complexidade, existe a necessidade de desenhar mais detalhes do produto. É 
importante lembrar novamente que você está desenhando para alguém, logo, este alguém 
precisa compreender seu desenho. 
No decorrer desta apostila estaremos falando de tamanhos de 
folhas (A0 até A4) sendo que A4 é a usual para textos (a que se usa em 
escritórios, etc.) e desenhos pequenos em geral e A3 o dobro da A4 
(muito utilizada quando se deseja aumentar um pouco o desenho 
tornando as cotas em maior escala). 
Não raro, alguns projetistas 
(não sei se por economia ou 
preguiça) utilizam uma única folha 
de A4 para fazer muitas faces em 
corte. Isto torna o desenho enfadonho e com qualidade 
técnica duvidosa. 
Se precisar fazer muitos detalhes, use o bom 
gosto/bom senso e quantas folhas de papel se fizer necessário. Veja abaixo um exemplo de 
desenho incompreensível. 
 
 
 
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1) Desenhe o corte A-A. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
2) Desenhe o corte E-F na face Superior. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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 Página 56 
 
Exercício 1 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Exercício 2 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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► CAPÍTULO 10 – ESCALAS 
 
 
Muitas peças não podem ser desenhadas em seu tamanho natural em virtude de suas 
dimensões (ou porque são tão pequenas que os detalhes não podem ser visualizados 
devidamente ou porque são suficientemente grandes). 
Neste caso há necessidade então de se fazer o desenho em escala, isto é, ampliado ou 
reduzido conforme a necessidade. Escala é a razão entre as dimensões da peça na sua 
representação gráfica e suas dimensões naturais. 
De acordo com a NBR 8196/99 escala a ser escolhida para um desenho depende da 
complexidade do objeto ou elemento a ser representado e da finalidade da representação. Em 
todos os casos a escala selecionada deve ser suficiente para permitir uma interpretação fácil e 
clara da informação representada. A escala e o tamanho do objeto ou elemento em questão 
são parâmetros de escolha do formato da folha da folha de desenho. 
As escalas recomendadas para desenho técnico são: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Este tópico, em especial, é apenas para o aluno conhecer algumas das escalas 
existentes. Atualmente, com a difusão dos programas CAD, não há mais necessidade de 
transformação de uma escala para outra, visto que o próprio software faz isso com facilidade e 
há mais escalas que podem ser utilizadas. Mas caso haja necessidade de se fazer um desenho à 
mão, é sempre bom o uso de Escalímetros. Há uma infinidade deles, especialmente os 
triangulares e já vem com a escala desejada. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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 Considerações 
 
Caso você esteja desenhando com software, não há problemas quanto a escala. Se 
precisar reduzir ou ampliar seu desenho, basta clicar na palheta correspondente. 
Se está desenhando com uso de escalímetro, você fica um pouco restrito às escalas da 
sua régua (geralmente em número de seis), mas como elas já estão dimensionadas, isto 
também não é um problema. 
A questão é quando tudo que você tem é uma régua de acrílico normal (dessas que vão 
de 0 a 30 cm) e necessita de redução ou ampliação. Como esta régua traduz um produto na 
escala 1:1, ou seja, natural, faz-se necessário recalcular as medidas quando necessário. 
Veja o desenho abaixo em escala natural: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
a) Primeiramente note que o desenho especifica unidade em milímetros evocê possui 
uma régua em centímetros. Relembrando lá na apostila de Matemática (tópico 
transformação de unidades) verifica-se na tabela a unidade que se tem (no caso 
centímetros) e a unidade que se quer transformar (mm). 
 
b) Centímetro para milímetro na tabela está vindo da esquerda para a direita logo, cada 
unidade de sua régua deverá ser MULTIPLICADA, mas por quanto? 
 
c) A unidade que se está não conta e todas as outras multiplicasse cada uma por 10 até 
chegar à que se deseja. Mas, a que se deseja já é a próxima, então cada unidade de 
sua régua deverá ser multiplicada por 10. 
Escala: 1 : 1 
Unidade: mm 
ERA ASSIM 
FICOU ASSIM 
 
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Imaginemos que há necessidade de reduzir o desenho pela metade. Neste caso, a 
escala de redução seria 1:2, ou seja, cada escala da sua régua em milímetros valerá a metade. 
No caso desenho dado, todas as linhas serão reduzidas pela metade (o que você desenharia 
com 20 agora vale 10, com 60 agora vale 30 e com 30 vale 15). 
 
 
 
 
 
 
 
A chance real de realmente você ter todo esse trabalho está em suas mãos e olha que 
este foi um exercício com números inteiros e reduzido pela metade, imagine se tivéssemos 
que fazer escala 1:7 que caos seria. 
Isto tudo foi explicado, além do motivo curiosidade, também porque existe uma 
mínima possibilidade de cair exercícios de redução e ampliação de escalas em seu exame de 
seleção. Veja os exemplos que seguem. 
 
 
 
 
 
 Note que a escala 1:2 (um para dois) é escala de redução e a coluna de redução 
proporcional está marcando 32. Isto significa que o tamanho real da peça foi reduzido pela 
metade que deu 32. Qual número é este? Resposta 64. 
 Testando: 64 dividido por 2 vai ser igual a 32. Resposta ok. 
 
 
 
 
 
 
 Neste exemplo temos o tamanho real que é 25, a escala que é 5:1 ou seja, ampliação 
de 5 vezes. O aumento/redução irá para 125. Testando: 25 x 5 = 125. 
 
 
 
 
 
 
 Aqui o tamanho real é 3 e o aumento foi para 12. Qual seria a escala? Bom, se houve 
aumento numeral, então é ampliação. Por dedução sabemos que se multiplicarmos 3 
por 4 teremos resposta 12. A escala então seria 4:1. 
Escala: 1 : 2 
Unidade: mm 
 
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1) Dê o valor conforme pedido. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Tamanho Real da 
Peça 
Escala 
Aumento / Redução 
Proporcional 
 
a) 32 1:2 
b) 50 1:1 
c) 1:5 12 
d) 25 125 
e) 35 1:2 
f) 90 1:5 
g) 6 2:1 
h) 25,4 25,4 
i) 75 15 
j) 12 2:1 
k) 60 30 
l) 300 1:10 
m) 1:2 16 
n) 5:1 95 
o) 1,2 12 
p) 9 9 
q) 145 1:5 
r) 1:2 125 
 
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 Página 61 
 
 
a) 16 
b) 50 
c) 60 
d) 5:1 
e) 17,5 
f) 18 
g) 12 
h) 1:1 
i) 1:5 
j) 24 
k) 1:2 
l) 30 
m) 32 
n) 19 
o) 10:1 
p) 1:1 
q) 29 
r) 250 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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► CAPÍTULO 11 – TOLERÂNCIAS DE AJUSTE 
 
 
 TOLERÂNCIA ISO 
 
Na fabricação em série é necessário que as 
peças acopladas sejam passíveis de serem trocadas por 
outras com as mesmas especificações das peças 
originais. Assim, ao se fabricar componentes 
mecânicos, é fundamental que certas peças ajustem-se 
reciprocamente ao montá-las sem que sejam 
submetidas a tratamentos ou ajustes suplementares. A 
possibilidade de substituir umas peças por outras ao montar ou consertar um equipamento (ou 
conjunto mecânico) denomina-se intercambialidade. 
Veja, por exemplo, um conjunto de chaves catraca, onde todos os soquetes devem 
encaixar-se a uma única chave. 
Um requisito fundamental para a intercambialidade é a seleção de um processo de 
fabricação que assegure que a produção de peças seja com igual exatidão tanto uma como a 
outra. Infelizmente não é possível sempre ser desta forma devido às diversas variações 
existentes (máquina, matéria prima, etc.), mas estas dimensões não podem ser assim tão 
diferentes. Devido a isso, em 1926, entidades internacionais organizaram um sistema 
normalizado que acabou sendo adotado no Brasil pela ABNT denominado Sistema de 
Tolerâncias e ajustes - NBR 6158/95. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Este sistema consiste em um conjunto de princípios, regras e tabelas que possibilitam a 
escolha racional de tolerâncias de ajuste de modo a tornar mais econômica a produção. O 
sistema prevê 18 qualidades de trabalho as quais são identificadas pelas letras IT (ISO 
Tolerance ou Internacional Tolerance) seguidas de numerais. Veja abaixo a tabela para eixos 
e furos. 
 
 
 
 
 
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 CAMPOS DE TOLERÂNCIA 
 
Note o desenho que segue. 
 
 
 
 
 
Veja que neste exemplo tanto Eixo quanto Furo possuem a mesma medida nominal, 
mas seus afastamentos ou tolerâncias possuem letras seguida de número. O numeral 7 é 
indicativo da qualidade de trabalho, no caso mecânica corrente ou de precisão. E a letra (H 
e h) indica o campo de tolerância, ou seja, o conjunto de valores aceitáveis após a execução da 
peça. 
A NBR 6158/95 especifica 28 campos de tolerância os quais são compostos linhas 
que identificam a dimensão nominal e colunas que mostram os afastamentos expressos 
em mícrons. A tolerância de ajuste para EIXOS vem precedida por uma letra MINÚSCULA 
(tipo g
6
), enquanto que FUROS possuem tolerância de ajuste precedida por letras 
MAIÚSCULAS (tipo H
7
). 
 
 Exemplo 
 
Veja o desenho que segue: 
 
O desenho especifica uma medida de 10 mm e tolerância P7. 
Verificando a tabela de ajustes recomendados da NBR 6158/95, 
temos o seguinte: 
 
Para uma medida de 10 mm em P7 ao afastamento é: - 24 e - 9 µm. 
Isto significa que os afastamentos para esta medida são - 0,024 mm e 
- 0,009 mm. 
 
Calculando temos: 
 
 Medida Máxima  9,991 mm 
 Medida Mínima  9,976 mm 
 Afastamento Superior  - 9 µm 
 Afastamento Inferior  - 24 µm 
 Campo de Tolerância  33 µm 
 
OBS. Relembrando as aulas de Metrologia, note que os afastamentos são negativos, 
portanto, para achar a medida mínima e máxima, basta fazer os cálculos (neste caso, 
subtração). Baseado nisto é que se identifica qual dos afastamentos é superior e inferior. 
Campos de tolerância são sempre soma dos afastamentos, ignorando regra de sinais. 
Para efeitos de entendimento, segue apenas tabela para eixos e furos. 
 
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45
H7
g6
 
 
 
1) Analise o desenho e responda o que pede. Use mm ou mícron quando for o caso. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
a) Qual a medida máxima do furo ________________________ 
b) Qual a medida mínima do furo ________________________ 
c) Qual o afastamento superior do furo ____________________ 
d) Qual o afastamento inferior do furo ____________________ 
e) Qual a medida máxima do eixo _______________________ 
b) Qual a medida mínima do eixo ________________________ 
c) Qual o afastamento superior do eixo ____________________ 
d) Qual o afastamento inferior do eixo ____________________ 
 
 
2) Responda. A saber 180
H8
 (0 + 63) e 210
f7
 ( - 50 - 6) µm 
 
 
a) Quais os afastamentos para 180
H8
 
_________________________________ 
b) Quais os afastamentos para 210
f7
 
_________________________________ 
 
c) Se a cota de Ø 210
f7
 fosse produzida 
com 210,00 mm exatos ela estaria dentro 
ou fora da especificação? 
________________________________ 
 
 
 
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3) Analise o desenho e responda o que pede. 
 
 
 
 
 
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a Qual o tipo de rosca utilizada? 
 
b 
Qual a forma de representação de 
rosca? 
 
 
c Qual o afastamento inferior para 38 
m6
? 
 
d Qual o afastamento superior para 38 
m6
? 
 
e Qual a medida mínima para 38 
m6
? 
 
f Qual a medida máxima para 38 
m6
? 
 
g 
Tecnicamente em qual diedro o desenho 
está representado? 
 
 
h 
Em qual perspectiva o desenho em 3D 
está representado? 
 
 
i 
Se a cota de 38,75 mm estivesse 
0,05 mm abaixo da mínima com quanto 
ela estaria? 
 
 
 
 
j 
Qual o nome da face indicada pelo corte 
B-B? 
 
 
k 
Qual o afastamento inferior para o 
Ø 7 
H7
? 
 
 
l 
Qual o afastamento superior para o 
Ø 7 
H7
? 
 
 
m Qual a medida mínima para o Ø 7 
H7
? 
 
n Qual a medida máxima para o Ø 7 
H7
? 
 
o Qual a escala utilizada? 
 
p 
Qual a utilização das linhas que passam 
pelos furos do corte B-B? 
 
 
 
 
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 Páginas 67 a 69 
 
 
Exercício 1 
 
a) 45,025 mm 
b) 45,000 mm 
c) + 25 µm 
d) 0 µm 
e) 44,991 mm 
f) 44,975 mm 
g) - 9 µm 
h) - 25 µm 
 
 
Exercício 2 
 
a) 0 + 0,063 mm 
 
b) - 0,050 - 0096 mm 
 
c) Fora da especificação. 
 
 
 
Exercício 3 
 
a) Métrica 
b) Simplificada 
c) + 9 µm 
d) + 25 µm 
e) 38,009 mm 
f) 38,025 mm 
g) 1° Diedro 
h) Isométrica 
i) 38,68 mm 
j) Frontal 
k) 0 µm 
l) +15 µm 
m) 7,000 mm 
n) 7,015 mm 
o) 1 :1 
p) Centro e Simetria 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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► CAPÍTULO 12 – TOLERÂNCIAS GEOMÉTRICAS 
 
Observe os desenhos abaixo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Note que embora a dimensão efetiva do pino esteja de acordo com a tolerância 
dimensional especificada, a peça executada não está de acordo com o projetado. Não é 
suficiente que as dimensões da peça estejam dentro das tolerâncias dimensionais 
previstas. É necessário também que elas estejam dentro de FORMAS previstas para que 
montem adequadamente. 
As variações aceitáveis das formas e posições dos elementos na execução de uma peça 
constituem as TOLERÂNCIAS GEOMÉTRICAS, sendo caracterizadas como ERROS 
MACROGEOMÉTRICOS. Estes desvios são divididos em: forma, orientação, posição e 
batimento. Erros de forma correspondem à diferença entre a superfície real da peça e a forma 
geométrica teórica. 
No desenho acima, a peça foi 
confeccionada errada por falta de informações 
(erro de projeto). Se, no caso, a inclinação era 
um fator importante, a peça deveria ter sido 
desenhada com a simbologia adequada à 
tolerância geométrica. 
 
 
A explicação aqui é a seguinte: o Perpendicularismo ( ) em relação à face A não 
pode ser superior a 0,02 mm. 
A título de ilustração, foi colocado mais uma observação referente à linha superior. 
Sua leitura é a seguinte: o Paralelismo ( ) em relação à face A não deve exceder 0,1 mm. 
 
Entenda-se que quanto mais características um 
desenho tiver, MAIOR será o custo agregado ao produto, 
portanto, coloca-se estritamente o necessário à sua confecção 
com qualidade. 
Outro fator importante é que as Tolerâncias 
Geométricas são ERROS de forma, portanto, não devem 
existir. A especificação é sempre máxima, ou seja, o mínimo 
será sempre zero. 
 
 
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A NBR 2768-2/01 e a NBR 14699/01 definem as seguintes tolerâncias aplicáveis. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Exemplos 
 
 
 
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1) Analise o desenho e responda o que pede. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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a Qual o tipo de rosca utilizada? 
 
b 
Qual a profundidade que deve ser 
confeccionada rosca? 
 
 
c 
Qual o tipo de tolerância 
geométrica usada na planta? 
 
 
d 
Qual o tipo de tolerância 
geométrica usada na vista de 
elevação? 
 
 
 
 
e 
Qual o tipo de tolerância 
geométrica usada na vista lateral 
 
 
f 
Qual a profundidade do furo de Ø 
28
H7
 
 
 
g 
Qual a tolerância máxima para 
paralelismo? 
 
 
h 
Qual a tolerância mínima para 
paralelismo? 
 
 
i 
Se a cota de 80 mm estivesse com 
0,02 mm acima da máxima, com 
quanto estaria? 
 
 
 
 
j 
Qual a profundidade do rebaixo do 
Ø 50
H7
 
 
 
k Qual a medida máxima para 28
H7
 
 
l Qual a medida mínima para 28
H7
 
 
m 
Qual o afastamento superior para 
28
H7
 
 
 
n 
Qual o afastamento inferior para 
28
H7
 
 
 
o Qual a medida máxima para 32
f7
 
 
p Qual a medida mínima para 32
f7
 
 
q 
Qual o afastamento superior para 
32
f7
 
 
 
r 
Qual o afastamento inferior para 
32
f7
 
 
 
 
 
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 Páginas 73 e 74 
 
Exercício 1 
 
a) Whitworth 
b) 20 mm 
c) Posição 
d) Perpendicularismo 
e) Paralelismo 
f) 16 mm 
g) 0,06 mm 
h) 0 mm 
i) 80,12 mm 
j) 10 mm 
k) 28,021 mm 
l) 28,000 mm 
m) + 21 µm 
n) 0 µm 
o) 31,975 mm 
p) 31,950 mm 
q) - 25 µm 
r) - 50 µm 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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► CAPÍTULO 13 – ESTADO DE SUPERFÍCIE 
 
 
Se fôssemos analisar o acabamento dos mais diversos produtos à nossa disposição, 
veríamos que uns são mais lisos (o vidro, por exemplo) que outros (lixas ou as esponjas de 
cozinha). 
 
 
No caso de um produto metálico, dependendo da rigidez com que se precisa no 
acabamento da peça, o método de fabricação interfere na aparência, na funcionalidade e nas 
características gerais do produto acabado. 
A escolha do processo de fabricação deve levar em conta a forma, a função, a natureza 
da superfície, o tipo de material e os meios disponíveis. Quanto melhor o acabamento a ser 
obtido, maior o custo de execução, portanto, as peças devem apresentar acabamento adequado 
à sua função. 
 No capítulo passado foi visto que as superfícies estão sujeitas a erros de forma, 
entretanto, mesmo superfícies executadas dentro de padrões de tolerâncias geométricas, 
apresentam um conjunto de irregularidades MICROGEOMÉTRICAS, as quais constituem a 
RUGOSIDADE. 
Rugosidade consiste em marcas ou sulcos deixados pela ferramenta utilizada 
para produzir a peça. Algumas peças, como no caso das lixas, é possível ver sua 
abrasividade, mas em outros, o que se vê é apenas uma parte lisa (a lapidação dos Blocos 
Padrão é um bom exemplo). A intenção é verificar a superfície efetiva de uma peça. 
O equipamento que detecta quanto uma peça está lisa ou abrasiva (rugosa), chama-se 
RUGOSÍMETRO. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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 Sistema M 
 
 
São usados dois sistemas básicos de medição de rugosidade superficial: o sistema M 
(médio) e o sistema E (envolvente). No Brasil adota-se o sistema M, no qual todas as 
grandezas de medição de rugosidade são definidas a partir do conceito de LINHA MÉDIA. 
Linha Média é a linha paralela à direção geral do perfil, no comprimento de 
amostragem, de tal modo que a soma das áreas superiores, compreendidas entre ela e o perfil 
efetivo, seja igual à soma das áreas inferiores, no comprimento da amostragem (le). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Parâmetros de Rugosidade 
 
São três os parâmetros: Amplitude, Espaçamento e Híbrido. Para efeitos relativos à 
interpretação de desenho, estaremos focando somente os de AMPLITUDE. 
A NBR 4287/02 especifica vários parâmetros. Os mais usuais são: 
 
 Ra  Chamada rugosidade média ou 
aritmética representado pela unidade 
micrométrica (µm). É a mais utilizada, pois 
permite um controle contínuo da rugosidade na 
linha de produção em superfícies com sulcos 
de usinagem bem orientados (torneamento, 
fresagem, etc.). Em geral é usado para 
acabamentos com fins apenas estéticos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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 Rt  Rugosidade máxima. Basicamente 
para superfícies que requerem vedação. 
Tem como desvantagem que riscos feitos 
após a usinagem podem levar a resultados 
incorretos. 
 
 
 Rz  Corresponde à distância vertical entre 
o pico mais alto e o vale mais profundo no 
comprimento de avaliação. Tem a vantagem 
de ser mais abrangente que o Rt. 
 
 
 Indicação do Estado de Superfície 
 
Anteriormente a 1984, a indicação do estado de superfície era transmitida na forma 
qualitativa, ou seja, através de símbolos. Com a entrada da NBR 8404/84 a rugosidade 
passou a ser tratada de forma quantitativa. O quadro abaixo dá indicação das classes de 
rugosidade em Ra. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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 Disposição da Indicação do Estado de Superfície 
 
A NBR 8404/84 fixa os símbolos e indicações complementares para a identificação do 
estado de superfície. São elas: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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1) Analise o desenho e responda. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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a Qual o tipo de rosca utilizada? 
b 
Qual a profundidade que deve ser 
confeccionada rosca? 
 
c 
Qual a distância entre os centros dos furos 
de Ø 14 mm? 
 
d 
Qual o tipo de tolerância geométrica usada 
na vista lateral? 
 
e 
Se a cota de 30 estivesse 29,95 mm 
quanto estaria abaixo da mínima? 
 
Qual a classe Qualitativa de rugosidade indicada pelas letras 
f A 
g B 
h C 
i D 
j E 
k Qual a medida máxima para 28
f7
 
l Qual a medida mínima para 28
f7
 
m Qual o afastamento superior para 28
f7
 
n Qual o afastamento inferior para 28
f7
 
o 
Em qual diedro o desenho está 
representado? 
 
 
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 Página 80 e 81 
 
 
a) Métrica 
b) 12 mm 
c) 80 mm 
d) Paralelismo 
e) 29,92 mm 
f) N7 
g) N7 
h) N6 
i) N8 
j) N7 
k) 27,980 mm 
l) 27,959 mm 
m) -20 
n) - 41 
o) 1ª Diedro 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Sobre o autor 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Professor Osmar é escritor e consultor técnico pós-graduado em Engenharia de 
Produção e Gestão do Ensino Superior. 
Possui várias apostilas dirigidas especialmente ao público técnico industrial. 
Atualmente ministra aulas em escolas particulares nos mais diversos temas. 
Além de apostilas técnicas possui livros escritos sob o pseudônimo de M. BERTAZZI. 
Leia de sua autoria: O Signo dos Quatro, A Casa Viva, Paisagens Noturnas, 
Nyctophilia e As Mãos Sujas de Edward Finch (seu mais recente livro). 
Dúvidas ou sugestões pelo e-mail  osmaranael@outlook.com 
 
Acesse: www.clubedeautores.com.br 
 www.amazon.com.br 
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