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Semiologia do sistema digestório dos equinos - Parte I Clínica De Grandes Animais I (Universidade Anhembi Morumbi) Digitalizar para abrir em Studocu A Studocu não é patrocinada ou endossada por nenhuma faculdade ou universidade Semiologia do sistema digestório dos equinos - Parte I Clínica De Grandes Animais I (Universidade Anhembi Morumbi) Digitalizar para abrir em Studocu A Studocu não é patrocinada ou endossada por nenhuma faculdade ou universidade Baixado por Thaina Aparecida (thainasinha19@gmail.com) lOMoARcPSD|44526573 https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=semiologia-do-sistema-digestorio-dos-equinos-parte-i https://www.studocu.com/pt-br/document/universidade-anhembi-morumbi/clinica-de-grandes-animais-i/semiologia-do-sistema-digestorio-dos-equinos-parte-i/4853077?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=semiologia-do-sistema-digestorio-dos-equinos-parte-i https://www.studocu.com/pt-br/course/universidade-anhembi-morumbi/clinica-de-grandes-animais-i/3180070?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=semiologia-do-sistema-digestorio-dos-equinos-parte-i https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=semiologia-do-sistema-digestorio-dos-equinos-parte-i https://www.studocu.com/pt-br/document/universidade-anhembi-morumbi/clinica-de-grandes-animais-i/semiologia-do-sistema-digestorio-dos-equinos-parte-i/4853077?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=semiologia-do-sistema-digestorio-dos-equinos-parte-i https://www.studocu.com/pt-br/course/universidade-anhembi-morumbi/clinica-de-grandes-animais-i/3180070?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=semiologia-do-sistema-digestorio-dos-equinos-parte-i PARTICULARIDADES DO SISTEMA DIGESTÓRIO: Os equinos são considerados presas na natureza, em razão disso esses animais estão sempre prontos para a fuga e o trato gastrointestinal está constantemente promovendo a digestão (alimenta – se de 18 a 22 horas / diia) – Esse fato relaciona – se com A BAIXA CAPACIDADE DE ARMAZENAMENTO GÁSTRICO (8 a 15 litros). Esses animais são INCAPAZES DE VOMITAR, pois apresentam uma musculatura da cárdia bem desenvolvida, além da ausência do centro do vômito no sistema nervoso central. A incidência de torções de intestino delgado é grande nesses animais, pois apresentam LONGO MESENTÉRIO NO JEJUNO (cerca de 25 metros). Além dos fatores citados anteriormente, os equinos são predispostos a ocorrência de obstruções intestinais e acúmulo de alimento na região de FLEXURA PÉLVICA E TRANSIÇÃO PARA CÓLON MENOR, já que essas regiões sofrem BRUSCA REDUÇÃO DE LÚMEN. Equino: herbívoro de ceco funcional. CONSTITUIÇÃO: BOCA; FARINGE; ESÔFAGO: dividido em esôfago torácico, cervical e abdominal – O esôfago torácico origina – se cranialmente a faringe, dorsalmente a laringe. Até o terço médio do pescoço, esse órgão está localizado dorsalmente, após o terço médio assume a localização a esquerda. O esôfago torácico inicia – se na entrada do tórax, onde também se situa a esquerda; na bifurcação da traqueia o esôfago volta a posição dorsal. O esôfago abdominal une a cárdia ao estômago (muito curto); Baixado por Thaina Aparecida (thainasinha19@gmail.com) lOMoARcPSD|44526573 https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=semiologia-do-sistema-digestorio-dos-equinos-parte-i ESTÔMAGO: dividido internamente em porção glandular e aglandular pela margem pregueada; INTESTINO DELGADO (duodeno, jejuno e íleo): INTESTINO GROSSO (ceco, cólon maior (tanto o cólon ventral direito e esquerdo quanto o cólon dorsal direito e esquerdo), cólon transverso, cólon menor, reto e ânus): A digestão microbiana (fermentativa) é extremamente importante para os equinos – Cerca de 50% das necessidades energéticas são supridas pela digestão realizada no intestino grosso. Em condições normais o gás do cólon é eliminado distalmente. Baixado por Thaina Aparecida (thainasinha19@gmail.com) lOMoARcPSD|44526573 IDENTIFICAÇÃO: Nome; Raça; Idade: cólicas intermitentes em potros pode ser um indicativo de gastrite (estresse); Sexo. HISTÓRICO / ANAMNESE : Manejo e alimentação: horários, base alimentar; alimentos em pó podem predispor a ocorrência de dilatação gástrica aguda, obstrução do piloro e compactações do estômago; A ingestão exagerada de carboidratos (milho, cana) promove o aumento na multiplicação microbiana, o que tende a aumentar a produção de AGV’s (ácido lático) e consequentemente reduz o pH do lúmen intestinal (lesão em mucosa – absorção de endotoxinas e bactérias). Além disso, a alteração brusca de dieta (pasto, ração) pode ocasionar a compactações ou timpanismos devido a alteração da flora cecal; VERMIFUGAÇÃO: qual o controle parasitário? Quando foi realizado? Qual produto utilizado? – Verminoses podem ocasionar quadros obstrutivos, intussuscepções, úlceras e rupturas gástricas; importante a realização do coproparasitológico para identificar possíveis resistências; INÍCIO DO PROCESSO: geralmente manifestações agudas / rápidas estão relacionadas a alterações gástricas e em intestino delgado, enquanto que manifestações crônicas / lentas tendem a estar relacionadas com alterações em intestino grosso; EPISÓDIOS ANTERIORES: importante certificar se episódios anteriores de dores abdominais estavam relacionados a alterações na alimentação ou verminoses; Caso o animal tenha sido submetido a laparotomia exploratória, dores abdominais podem ser sinais de aderências; TRATAMENTOS ANTERIORES: deve – se questionar quanto ao uso de fármacos que possam alterar a motilidade intestinal; além disso o uso de analgésicos pode mascarar a dor; Baixado por Thaina Aparecida (thainasinha19@gmail.com) lOMoARcPSD|44526573 https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=semiologia-do-sistema-digestorio-dos-equinos-parte-i antibióticos podem ocasionar diarreia; o uso de AINE pode estar relacionado com a ocorrência DEFECAÇÃO E MICÇÃO: formato, frequência (defeca a cada 2 a 3 horas, no máximo), quantidade, consistência, coloração, odor; fezes com muco, retidas há muito tempo indicam que o trânsito intestinal está parado; INGESTÃO DE ALIMENTOS; VÍCIOS: aerofagia (colar de couro pode ser usado como prevenção; pode – se optar também pela retirada da musculatura) que pode ocasionar distensão gástrica; síndrome de urso de circo (movimento repetitivo de um lado para outro). EXAME FÍSICO: AVALIAÇÃO DOS PARÂMETROS VITAIS: Hidratação; Coloração de mucosas; Tempo de preenchimento capilar; Turgor de pele; Temperatura retal – Geralmente tende a apresentar – se dentro da faixa de normalidade nos animais com síndrome cólica; Frequência respiratória – Tende a estar aumentada em razão da dor, da acidose metabólica e da compressão do diafragma nos casos de timpanismo; Frequência cardíaca – Tende a estar aumentada por conta da dor (liberação de catecolaminas), hipovolemia e endotoxinas na circulação sanguínea; Motilidade intestinal. Baixado por Thaina Aparecida (thainasinha19@gmail.com) lOMoARcPSD|44526573 INSPEÇÃO: Deve – se avaliar a atitude e comportamento do animal, além do formato do abdome. O equino com cólica demonstra sinais de dor como: escavar o chão, perda do apetite (alimentos interessantes como torrão de açúcar, ração), olhar para a região de flanco (direito e esquerdo), morder / escoicear o flanco, levantar e ficar em posição esternal, deitar, rolar, ingestãode água de maneira descoordenada (batendo a cabeça), sudorese intensa, hiperexcitabilidade, agressividade ou depressão / apatia - Sinais gerais de incômodo / desconforto; a presença de escaras, cama ou terra no dorso do animal é um indicativo de que o animal apresentou dor e rolou (auxilia na identificação da evolução da afecção); Cavalos naturalmente se espojam: para evitar a presença de ectoparasitas (moscas, carrapatos) no seu corpo, os equinos costumeiramente na natureza, deitam – se e se sujam (poeira, lama, terra) – Logo, quando o animal manifesta esse comportamento, é um indicativo de que o animal está confortável no ambiente (não se assemelha ao comportamento do animal com cólica). AUSCULTAÇÃO: O intestino pode ser avaliado através da auscultação dos quatro quadrantes abdominais: Baixado por Thaina Aparecida (thainasinha19@gmail.com) lOMoARcPSD|44526573 https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=semiologia-do-sistema-digestorio-dos-equinos-parte-i Ceco (vazio do flanco direito, aproxima - se da cartilagem xifoide) - Descarga ileocecal ou cecocólica (som da ingesta passando) – 1 a 3 descargas / 3 minutos (classificado de + a +++); som mais grosseiro; Intestino delgado (vazio do flanco esquerdo – não apresenta posição certa na cavidade abdominal) – Borborigmos (intensidade está relacionada com a motilidade; + hipomotilidade, ++ motilidade normal, +++ motilidade exacerbada); som mais líquido; Som líquido na região ventral (cólon) – indicativo de diarreia; Pode variar se o animal estiver em jejum – por essa razão, deve – se auscultar TODOS os quadrantes para determinar corretamente a motilidade; Equinos apresentam sensibilidade em região de virilha – Região que os predadores costumam atacar (por ser mais fácil de promover laceração com as unhas). PALPAÇÃO: A palpação externa é praticamente impossível em animais adultos – musculatura abdominal muito tensa / rígida. Logo não é possível identificar alguma alteração no trato gastrointestinal; A palpação transretal / interna auxilia a encontrar o segmento intestinal afetado (palpação deve ser realizada somente em animais com peso superior a 100/150 kg): O intestino grosso apresenta posicionamento correto na cavidade abdominal, logo quando alterado já é possível sugerir um diagnóstico (compactação de cólon – diagnosticado por palpação); A palpação transretal deve ser realizada após a passagem da sonda nasogástrica; avalia – se a qualidade das fezes, presença ou não de fezes na ampola retal / quantidade, torção / alteração de topografia do intestino grosso (alça intestinal torcida ou deslocada ocasiona cólica). SONDAGEM NASOGÁSTRICA: A passagem da sonda é um tratamento (descompressão – promove uma analgesia imediata) e um meio diagnóstico (dependendo do conteúdo que reflui pela sonda é possível um diagnóstico – refluxo enterogástrico pode indicar alterações oriundas do intestino delgado; além disso, auxilia no alívio da dor (órgão muito distendido) – realizado primeiramente nos casos emergenciais (cólicas). Baixado por Thaina Aparecida (thainasinha19@gmail.com) lOMoARcPSD|44526573 A sonda utilizada é fabricada a partir de silicone, apresenta um bocal azul em uma ponta e na outra é fenestrada – Apresentam diferentes tamanhos e calibres; não é descartável; para coletar o conteúdo, deve – se promover uma pressão negativa, semelhantemente a realização da sifonagem. A sondagem é realizada da seguinte maneira: a sonda é inserida pela narina do animal, passa pela nasofaringe, faringe, esôfago (necessário deglutinação – animal deve estar com a cabeça flexionada ou na posição anatômica) e estômago; na passagem da sonda, o animal demonstra bastante incômodo apenas na região da narina; deve ser passada o mais ventral e medial possível (dorsalmente há a concha etimoidal, bastante vascularizada - Pode ocorrer hemorragia importante). É possível observar a passagem da sonda no lado esquerdo da tábua do pescoço do animal; ao observar o animal deglutir, caso assopre a sonda, poderá ser observado a região de tábua do pescoço esquerdo inflar; caso a sonda passe na traqueia, não será observado distensão nenhuma (órgão tubular com anéis cartilaginosos) e não haverá nenhuma resistência, diferentemente do esôfago. ATENÇÃO – Caso a sonda seja direcionada erroneamente para o pulmão e realize a infusão de água, o animal começará a espumar, apresentará cianose e dificuldade respiratória! Algumas vezes, o conteúdo pode não sair de forma espontânea – Quando isso ocorrer, deve – se infundir uma pequena quantidade de água (não será possível avaliar quanto ao pH). Avaliar o conteúdo quanto: cor, odor, volume, constituição, pH (normalmente ácido – 5 a 5,5); A lavagem gástrica e esvaziamento tem duração de aproximadamente 1,5 a 2 horas (água sai da cor que entra). Pode – se optar por fixar a sonda para evitar a passagem constante nos casos de necessidade de descompressão frequente. Baixado por Thaina Aparecida (thainasinha19@gmail.com) lOMoARcPSD|44526573 https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=semiologia-do-sistema-digestorio-dos-equinos-parte-i