Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.
left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

Semiologia do sistema digestório dos equinos - Parte I
Clínica De Grandes Animais I (Universidade Anhembi Morumbi)
Digitalizar para abrir em Studocu
A Studocu não é patrocinada ou endossada por nenhuma faculdade ou universidade
Semiologia do sistema digestório dos equinos - Parte I
Clínica De Grandes Animais I (Universidade Anhembi Morumbi)
Digitalizar para abrir em Studocu
A Studocu não é patrocinada ou endossada por nenhuma faculdade ou universidade
Baixado por Thaina Aparecida (thainasinha19@gmail.com)
lOMoARcPSD|44526573
https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=semiologia-do-sistema-digestorio-dos-equinos-parte-i
https://www.studocu.com/pt-br/document/universidade-anhembi-morumbi/clinica-de-grandes-animais-i/semiologia-do-sistema-digestorio-dos-equinos-parte-i/4853077?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=semiologia-do-sistema-digestorio-dos-equinos-parte-i
https://www.studocu.com/pt-br/course/universidade-anhembi-morumbi/clinica-de-grandes-animais-i/3180070?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=semiologia-do-sistema-digestorio-dos-equinos-parte-i
https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=semiologia-do-sistema-digestorio-dos-equinos-parte-i
https://www.studocu.com/pt-br/document/universidade-anhembi-morumbi/clinica-de-grandes-animais-i/semiologia-do-sistema-digestorio-dos-equinos-parte-i/4853077?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=semiologia-do-sistema-digestorio-dos-equinos-parte-i
https://www.studocu.com/pt-br/course/universidade-anhembi-morumbi/clinica-de-grandes-animais-i/3180070?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=semiologia-do-sistema-digestorio-dos-equinos-parte-i
PARTICULARIDADES DO SISTEMA DIGESTÓRIO: 
Os equinos são considerados presas na natureza, em razão disso esses animais estão sempre 
prontos para a fuga e o trato gastrointestinal está constantemente promovendo a digestão 
(alimenta – se de 18 a 22 horas / diia) – Esse fato relaciona – se com A BAIXA CAPACIDADE DE 
ARMAZENAMENTO GÁSTRICO (8 a 15 litros). 
Esses animais são INCAPAZES DE VOMITAR, pois apresentam uma musculatura da cárdia bem 
desenvolvida, além da ausência do centro do vômito no sistema nervoso central. 
A incidência de torções de intestino delgado é grande nesses animais, pois apresentam LONGO 
MESENTÉRIO NO JEJUNO (cerca de 25 metros). 
Além dos fatores citados anteriormente, os equinos são predispostos a ocorrência de obstruções 
intestinais e acúmulo de alimento na região de FLEXURA PÉLVICA E TRANSIÇÃO PARA CÓLON 
MENOR, já que essas regiões sofrem BRUSCA REDUÇÃO DE LÚMEN. 
 Equino: herbívoro de ceco funcional. 
 
CONSTITUIÇÃO: 
 BOCA; 
 FARINGE; 
 ESÔFAGO: dividido em esôfago torácico, cervical e abdominal – O esôfago torácico origina 
– se cranialmente a faringe, dorsalmente a laringe. Até o terço médio do pescoço, esse 
órgão está localizado dorsalmente, após o terço médio assume a localização a esquerda. O 
esôfago torácico inicia – se na entrada do tórax, onde também se situa a esquerda; na 
bifurcação da traqueia o esôfago volta a posição dorsal. O esôfago abdominal une a cárdia 
ao estômago (muito curto); 
Baixado por Thaina Aparecida (thainasinha19@gmail.com)
lOMoARcPSD|44526573
https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=semiologia-do-sistema-digestorio-dos-equinos-parte-i
 ESTÔMAGO: dividido internamente em porção glandular e aglandular pela margem 
pregueada; 
 INTESTINO DELGADO (duodeno, jejuno e íleo): 
 
 
 INTESTINO GROSSO (ceco, cólon maior (tanto o cólon ventral direito e esquerdo quanto o 
cólon dorsal direito e esquerdo), cólon transverso, cólon menor, reto e ânus): 
 
 
A digestão microbiana (fermentativa) é extremamente importante para os equinos – Cerca 
de 50% das necessidades energéticas são supridas pela digestão realizada no intestino 
grosso. 
 Em condições normais o gás do cólon é eliminado distalmente. 
Baixado por Thaina Aparecida (thainasinha19@gmail.com)
lOMoARcPSD|44526573
 
IDENTIFICAÇÃO: 
 Nome; 
 Raça; 
 Idade: cólicas intermitentes em potros pode ser um indicativo de gastrite (estresse); 
 Sexo. 
 
HISTÓRICO / ANAMNESE : 
 Manejo e alimentação: horários, base alimentar; alimentos em pó podem predispor a 
ocorrência de dilatação gástrica aguda, obstrução do piloro e compactações do estômago; 
A ingestão exagerada de carboidratos (milho, cana) promove o aumento na multiplicação 
microbiana, o que tende a aumentar a produção de AGV’s (ácido lático) e consequentemente 
reduz o pH do lúmen intestinal (lesão em mucosa – absorção de endotoxinas e bactérias). 
Além disso, a alteração brusca de dieta (pasto, ração) pode ocasionar a compactações ou 
timpanismos devido a alteração da flora cecal; 
 
 VERMIFUGAÇÃO: qual o controle parasitário? Quando foi realizado? Qual produto utilizado? 
– Verminoses podem ocasionar quadros obstrutivos, intussuscepções, úlceras e rupturas 
gástricas; importante a realização do coproparasitológico para identificar possíveis 
resistências; 
 INÍCIO DO PROCESSO: geralmente manifestações agudas / rápidas estão relacionadas a 
alterações gástricas e em intestino delgado, enquanto que manifestações crônicas / lentas 
tendem a estar relacionadas com alterações em intestino grosso; 
 EPISÓDIOS ANTERIORES: importante certificar se episódios anteriores de dores abdominais 
estavam relacionados a alterações na alimentação ou verminoses; 
Caso o animal tenha sido submetido a laparotomia exploratória, dores abdominais podem ser 
sinais de aderências; 
 TRATAMENTOS ANTERIORES: deve – se questionar quanto ao uso de fármacos que possam 
alterar a motilidade intestinal; além disso o uso de analgésicos pode mascarar a dor; 
Baixado por Thaina Aparecida (thainasinha19@gmail.com)
lOMoARcPSD|44526573
https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=semiologia-do-sistema-digestorio-dos-equinos-parte-i
antibióticos podem ocasionar diarreia; o uso de AINE pode estar relacionado com a 
ocorrência 
 DEFECAÇÃO E MICÇÃO: formato, frequência (defeca a cada 2 a 3 horas, no máximo), 
quantidade, consistência, coloração, odor; fezes com muco, retidas há muito tempo indicam 
que o trânsito intestinal está parado; 
 INGESTÃO DE ALIMENTOS; 
 VÍCIOS: aerofagia (colar de couro pode ser usado como prevenção; pode – se optar também 
pela retirada da musculatura) que pode ocasionar distensão gástrica; síndrome de urso de 
circo (movimento repetitivo de um lado para outro). 
 
EXAME FÍSICO: 
AVALIAÇÃO DOS PARÂMETROS VITAIS: 
 Hidratação; 
 Coloração de mucosas; 
 Tempo de preenchimento capilar; 
 Turgor de pele; 
 
 
 Temperatura retal – Geralmente tende a apresentar – se dentro da faixa de normalidade 
nos animais com síndrome cólica; 
 Frequência respiratória – Tende a estar aumentada em razão da dor, da acidose metabólica 
e da compressão do diafragma nos casos de timpanismo; 
 Frequência cardíaca – Tende a estar aumentada por conta da dor (liberação de 
catecolaminas), hipovolemia e endotoxinas na circulação sanguínea; 
 Motilidade intestinal. 
 
Baixado por Thaina Aparecida (thainasinha19@gmail.com)
lOMoARcPSD|44526573
INSPEÇÃO: 
Deve – se avaliar a atitude e comportamento do animal, além do formato do abdome. 
O equino com cólica demonstra sinais de dor como: escavar o chão, perda do apetite (alimentos 
interessantes como torrão de açúcar, ração), olhar para a região de flanco (direito e esquerdo), 
morder / escoicear o flanco, levantar e ficar em posição esternal, deitar, rolar, ingestãode água 
de maneira descoordenada (batendo a cabeça), sudorese intensa, hiperexcitabilidade, agressividade 
ou depressão / apatia - Sinais gerais de incômodo / desconforto; a presença de escaras, cama ou 
terra no dorso do animal é um indicativo de que o animal apresentou dor e rolou (auxilia na 
identificação da evolução da afecção); 
 Cavalos naturalmente se espojam: para evitar a presença de ectoparasitas 
(moscas, carrapatos) no seu corpo, os equinos costumeiramente na natureza, 
deitam – se e se sujam (poeira, lama, terra) – Logo, quando o animal manifesta 
esse comportamento, é um indicativo de que o animal está confortável no 
ambiente (não se assemelha ao comportamento do animal com cólica). 
 
 
 
AUSCULTAÇÃO: 
O intestino pode ser avaliado através da auscultação dos quatro quadrantes abdominais: 
 
Baixado por Thaina Aparecida (thainasinha19@gmail.com)
lOMoARcPSD|44526573
https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=semiologia-do-sistema-digestorio-dos-equinos-parte-i
 Ceco (vazio do flanco direito, aproxima - se da cartilagem xifoide) - Descarga ileocecal ou 
cecocólica (som da ingesta passando) – 1 a 3 descargas / 3 minutos (classificado de + a 
+++); som mais grosseiro; 
 Intestino delgado (vazio do flanco esquerdo – não apresenta posição certa na cavidade 
abdominal) – Borborigmos (intensidade está relacionada com a motilidade; + hipomotilidade, 
++ motilidade normal, +++ motilidade exacerbada); som mais líquido; 
 Som líquido na região ventral (cólon) – indicativo de diarreia; 
 Pode variar se o animal estiver em jejum – por essa razão, deve – se auscultar TODOS 
os quadrantes para determinar corretamente a motilidade; 
 Equinos apresentam sensibilidade em região de virilha – Região que os 
predadores costumam atacar (por ser mais fácil de promover laceração 
com as unhas). 
 
PALPAÇÃO: 
A palpação externa é praticamente impossível em animais adultos – musculatura abdominal muito 
tensa / rígida. Logo não é possível identificar alguma alteração no trato gastrointestinal; 
A palpação transretal / interna auxilia a encontrar o segmento intestinal afetado (palpação deve 
ser realizada somente em animais com peso superior a 100/150 kg): 
 O intestino grosso apresenta posicionamento correto na cavidade abdominal, logo quando 
alterado já é possível sugerir um diagnóstico (compactação de cólon – diagnosticado por 
palpação); 
A palpação transretal deve ser realizada após a passagem da sonda nasogástrica; avalia – se a 
qualidade das fezes, presença ou não de fezes na ampola retal / quantidade, torção / alteração 
de topografia do intestino grosso (alça intestinal torcida ou deslocada ocasiona cólica). 
 
SONDAGEM NASOGÁSTRICA: 
A passagem da sonda é um tratamento (descompressão – promove uma analgesia imediata) e um 
meio diagnóstico (dependendo do conteúdo que reflui pela sonda é possível um diagnóstico – refluxo 
enterogástrico pode indicar alterações oriundas do intestino delgado; além disso, auxilia no alívio da 
dor (órgão muito distendido) – realizado primeiramente nos casos emergenciais (cólicas). 
Baixado por Thaina Aparecida (thainasinha19@gmail.com)
lOMoARcPSD|44526573
A sonda utilizada é fabricada a partir de silicone, apresenta um bocal azul em uma ponta e na outra 
é fenestrada – Apresentam diferentes tamanhos e calibres; não é descartável; para coletar o 
conteúdo, deve – se promover uma pressão negativa, semelhantemente a realização da sifonagem. 
 
A sondagem é realizada da seguinte maneira: a sonda é inserida pela narina do animal, passa pela 
nasofaringe, faringe, esôfago (necessário deglutinação – animal deve estar com a cabeça flexionada 
ou na posição anatômica) e estômago; na passagem da sonda, o animal demonstra bastante incômodo 
apenas na região da narina; deve ser passada o mais ventral e medial possível (dorsalmente há a 
concha etimoidal, bastante vascularizada - Pode ocorrer hemorragia importante). 
É possível observar a passagem da sonda no lado esquerdo da tábua do pescoço do animal; ao 
observar o animal deglutir, caso assopre a sonda, poderá ser observado a região de tábua do 
pescoço esquerdo inflar; caso a sonda passe na traqueia, não será observado distensão nenhuma 
(órgão tubular com anéis cartilaginosos) e não haverá nenhuma resistência, diferentemente do 
esôfago. 
 ATENÇÃO – Caso a sonda seja direcionada erroneamente para o pulmão e realize 
a infusão de água, o animal começará a espumar, apresentará cianose e 
dificuldade respiratória! 
Algumas vezes, o conteúdo pode não sair de forma espontânea – Quando isso ocorrer, deve – se 
infundir uma pequena quantidade de água (não será possível avaliar quanto ao pH). 
 Avaliar o conteúdo quanto: cor, odor, volume, constituição, pH (normalmente ácido – 5 a 
5,5); 
A lavagem gástrica e esvaziamento tem duração de aproximadamente 1,5 a 2 horas (água sai da 
cor que entra). 
 Pode – se optar por fixar a sonda para evitar a passagem constante nos casos 
de necessidade de descompressão frequente. 
 
Baixado por Thaina Aparecida (thainasinha19@gmail.com)
lOMoARcPSD|44526573
https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=semiologia-do-sistema-digestorio-dos-equinos-parte-i