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1 
 
 
AUDITORIA DE CONFORMIDADE 
1 
 
 
Sumário 
INTRODUÇÃO ................................................................................................. 3 
ORIGEM E EVOLUÇÃO DA AUDITORIA ....................................................... 6 
AUDITORIA DO SETOR PÚBLICO E SEUS OBJETIVOS .............................. 7 
CLASSIFICAÇÕES DE AUDITORIA GOVERNAMENTAL .............................. 8 
ELEMENTOS DE AUDITORIA DO SETOR PÚBLICO .................................. 13 
PLANEJAMENTO DE AUDITORIA ............................................................... 16 
DESIGNAÇÃO DA EQUIPE ....................................................................... 17 
Características da equipe .......................................................................... 19 
Coordenação da equipe ............................................................................. 22 
Padrões de Planejamento de Auditoria ...................................................... 23 
REFERÊNCIAS ............................................................................................. 24 
 
 
2 
 
 
 
NOSSA HISTÓRIA 
 
 
 A nossa história inicia com a realização do sonho de um grupo de empresários, 
em atender à crescente demanda de alunos para cursos de Graduação e Pós-
Graduação. Com isso foi criado a nossa instituição, como entidade oferecendo 
serviços educacionais em nível superior. 
 A instituição tem por objetivo formar diplomados nas diferentes áreas de 
conhecimento, aptos para a inserção em setores profissionais e para a participação 
no desenvolvimento da sociedade brasileira, e colaborar na sua formação contínua. 
Além de promover a divulgação de conhecimentos culturais, científicos e técnicos que 
constituem patrimônio da humanidade e comunicar o saber através do ensino, de 
publicação ou outras normas de comunicação. 
A nossa missão é oferecer qualidade em conhecimento e cultura de forma 
confiável e eficiente para que o aluno tenha oportunidade de construir uma base 
profissional e ética. Dessa forma, conquistando o espaço de uma das instituições 
modelo no país na oferta de cursos, primando sempre pela inovação tecnológica, 
excelência no atendimento e valor do serviço oferecido. 
 
3 
 
 
INTRODUÇÃO 
 
A palavra “auditoria” tem sua origem etimológica no verbo em latim audire que 
em português pode ser traduzido como “ouvir”. 
De acordo com a International Organization of Supreme Audit Institutions 
(INTOSAI), o conceito da palavra “auditoria” está mais voltado para o “controle, exame 
das operações e atividades, com vistas a verificar se são executadas ou funcionam 
em conformidade com determinados objetivos, orçamentos, regras e normas”. 
Auditoria é o instrumento de fiscalização utilizado pelo Tribunal para o exame 
objetivo e sistemático das operações contábeis, orçamentárias, financeiras, 
operacionais e patrimoniais dos órgãos jurisdicionados, podendo o seu escopo 
abranger mais de um exercício financeiro, visando, dentre outras finalidades: 
a) examinar a legalidade e a legitimidade dos atos de gestão dos 
responsáveis sujeitos à sua jurisdição, quanto aos aspectos contábil, 
financeiro, orçamentário e patrimonial (auditoria de conformidade ou 
regularidade por iniciativa própria do Tribunal); 
 
4 
 
 
 
b) avaliar o desempenho dos órgãos e entidades jurisdicionados, assim 
como dos sistemas, programas, projetos e atividades governamentais, 
quanto aos aspectos de economicidade, eficiência e eficácia dos atos 
praticados (auditoria operacional ou de desempenho); e, 
 
5 
 
 
 
c) conhecer a organização e o funcionamento dos órgãos e entidades da 
administração direta, indireta e fundacional dos Poderes dos municípios, 
incluindo fundos e demais instituições que lhes sejam jurisdicionadas, 
no que se refere aos aspectos contábeis, financeiros, orçamentários, 
operacionais e patrimoniais. 
As auditorias, quanto à natureza, podem ser: a) de regularidade, que abrange 
a auditoria de conformidade, foco deste manual; b) a financeira; e c) operacional. 
A auditoria de conformidade tem por objetivo determinar se um particular 
objeto está em conformidade com normas identificadas como critérios. Ela é realizada 
para avaliar se atividades, transações financeiras e informações cumprem, em todos 
os aspectos relevantes, as normas que regem a entidade auditada. Essas normas 
podem incluir regras, leis, regulamentos, resoluções orçamentárias, políticas, códigos 
estabelecidos, acordos ou os princípios gerais que regem a gestão financeira 
responsável do setor público e a conduta dos agentes públicos. 
São objetos de auditoria os atos de governo e de gestão praticados por 
qualquer pessoa física ou jurídica, pública ou privada, que utilize, arrecade, guarde, 
gerencie ou administre dinheiros, bens e valores públicos. 
6 
 
 
O objeto de uma auditoria de conformidade é definido pelo escopo da auditoria. 
Podem ser atividades, transações financeiras ou informações. Em trabalhos de 
certificação sobre conformidade, o auditor foca na informação sobre o objeto, que 
pode ser uma declaração de conformidade com uma estrutura de relatório 
estabelecida e padronizada. 
A auditoria de conformidade pode ser realizada sem que o auditado seja 
solicitado a justificar ou opinar sobre o conteúdo obtido, já que o foco é sobre os 
controles de segurança. A auditoria de conformidade também tem forte lastro no 
arcabouço normativo da organização. No caso de questões relacionadas à segurança 
e ao tratamento da informação no Brasil, o leitor é remetido à compilação produzida 
por Vieira (2009). 
 
ORIGEM E EVOLUÇÃO DA AUDITORIA 
 
A partir deste tópico poderemos responder perguntas do tipo: Desde quando 
existe auditoria? Em qual contexto ela surgiu? Qual o seu papel nos dias de hoje? 
Attie (1998) esclarece que a auditoria surgiu da necessidade de confirmação, 
por parte dos investidores e proprietários, da realidade econômico-financeira da 
entidade, juntamente com o seu patrimônio. A contabilidade foi a primeira disciplina 
desenvolvida para auxiliar o administrador, surgindo em seguida a auditoria como 
ferramenta de controle e confirmação da própria contabilidade. 
Dessa forma, quando uma empresa é auditada, os benefícios econômicos 
recebidos aumentam, uma vez que as mesmas estão menos sujeitas a distorções do 
que as que não foram examinadas pelos auditores. Assim, a auditoria desempenha 
um papel importante na economia e no desenvolvimento da empresa e seus 
negócios, assim como no governo e nas informações para seus usuários internos e 
externos. 
A origem da auditoria tem sido muito discutida pelos especialistas, não 
havendo consenso sobre a questão. 
7 
 
 
Muito embora a origem da auditoria seja imprecisa, o impulso mais significativo 
para o seu desenvolvimento pode ser atribuído à Inglaterra, dada à potência 
econômica desse país desde a época das colonizações, e que se tornaria, séculos 
depois, o berço do capitalismo com a Revolução Industrial. Foi a grandeza econômica 
e comercial da Inglaterra, como dominadora dos mares e controladora do comércio 
mundial, a responsável por fazê-la como a primeira a possuir as grandes companhias 
de comércio e também a primeira a instituir a taxação do imposto de renda, baseado 
nos lucros das empresas, que fez a auditoria surgir como prática sistematizada, 
consolidando-se como hoje a conhecemos. 
A auditoria é responsável por dar segurança de que as informações 
apresentadas pelas entidades mereçam fé, são fidedignas e representam sua real 
situação patrimonial, financeira e econômica. 
 
AUDITORIA DO SETOR PÚBLICO E SEUS OBJETIVOS 
 
O ambiente da auditoria do setor público é aquele no qual governos e outras 
entidades do setor público são responsáveis pelo uso de recursos provenientes de 
tributação e outras fontes, para a prestação de serviços aos cidadãos e outros 
beneficiários. Essasentidades devem prestar contas de sua gestão e desempenho, 
assim como do uso dos recursos, tanto para aqueles que proveem os recursos como 
para aqueles que dependem dos serviços prestados com a utilização de tais recursos, 
incluindo os cidadãos. A auditoria do setor público ajuda a criar condições apropriadas 
e a fortalecer a expectativa de que as entidades do setor público e os servidores 
públicos desempenharão suas atribuições de modo efetivo, eficiente, ético e em 
conformidade com as leis e os regulamentos aplicáveis. 
. Em geral, a auditoria do setor público pode ser descrita como um processo 
sistemático de obter e avaliar objetivamente evidências para determinar se as 
informações ou as condições reais de um objeto estão de acordo com critérios 
aplicáveis. A auditoria do setor público é essencial, pois, fornece aos órgãos 
legislativos e de controle, bem como aos responsáveis pela governança e ao público 
8 
 
 
em geral, informações e avaliações independentes e objetivas acerca da gestão e do 
desempenho de políticas, programas e operações governamentais. 
 
CLASSIFICAÇÕES DE AUDITORIA GOVERNAMENTAL 
 
Segundo os Princípios Fundamentais de Auditoria do Setor Público (ISSAI 
100), a auditoria do setor público pode ser descrita como um processo sistemático 
de obter e avaliar objetivamente evidência para determinar se a informação ou as 
condições reais de um objeto estão de acordo com critérios estabelecidos. 
A auditoria do setor público é essencial, pois, fornece aos órgãos legislativos 
e de controle, bem como aos responsáveis pela governança e ao público em geral, 
informações e avaliações independentes e objetivas acerca da gestão e do 
desempenho de políticas, programas e operações governamentais. 
A Auditoria Governamental é gênero, subdividindo-se em três espécies 
principais (ISSAI 100): 1) Auditoria Financeira; 2) Auditoria de Conformidade e 3) 
Auditoria de Desempenho. As duas primeiras espécies são denominadas auditoria de 
regularidade enquanto a terceira espécie é denominada auditoria operacional. 
AUDITORIA DE REGULARIDADE: exame e avaliação dos registros; das 
demonstrações contábeis; das contas governamentais; das operações e dos 
sistemas financeiros; do cumprimento das disposições legais e regulamentares; dos 
sistemas de controle interno; da probidade e da correção das decisões administrativas 
adotadas pelo ente auditado, com o objetivo de expressar uma opinião. Subdivide-se 
em Auditoria Contábil e Auditoria de Cumprimento Legal. 
AUDITORIA CONTÁBIL: exame das demonstrações contábeis e outros 
relatórios financeiros com o objetivo de expressar uma opinião – materializada em um 
documento denominado relatório de auditoria – sobre a adequação desses 
demonstrativos em relação a estas Normas de Auditoria Governamental - NAGs, aos 
Princípios de Contabilidade (PCs), às Normas Brasileiras de Contabilidade (NBCs), 
sejam elas profissionais ou técnicas, e à legislação pertinente. Em uma auditoria 
contábil o profissional de auditoria governamental deverá verificar se as 
9 
 
 
demonstrações contábeis e outros informes representam uma visão fiel e justa do 
patrimônio envolvendo questões orçamentárias, financeiras, econômicas e 
patrimoniais, além dos aspectos de legalidade. 
AUDITORIA DE CUMPRIMENTO LEGAL: exame da observância das 
disposições legais e regulamentares aplicáveis. 
AUDITORIA OPERACIONAL: exame de funções, subfunções, programas, 
ações (projetos, atividades, operações especiais), áreas, processos, ciclos 
operacionais, serviços e sistemas governamentais com o objetivo de se emitir 
comentários sobre o desempenho dos órgãos e das entidades da Administração 
Pública e o resultado das políticas, programas e projetos públicos, pautado em 
critérios de economicidade, eficiência, eficácia, efetividade, equidade, ética e 
proteção ao meio ambiente, além dos aspectos de legalidade. 
 
10 
 
 
No mesmo sentido, as Normas de Auditoria do TCU (NAT) classificam a 
Auditoria Governamental, quanto à sua natureza, da seguinte forma: 
Auditorias de regularidade: objetivam examinar a legalidade e a legitimidade 
dos atos de gestão dos responsáveis sujeitos à jurisdição do Tribunal, quanto aos 
aspectos contábil, financeiro, orçamentário e patrimonial. Compõem as auditorias de 
regularidade as auditorias de conformidade e as auditorias contábeis. 
Auditorias operacionais: objetivam examinar a economicidade, eficiência, 
eficácia e efetividade de organizações, programas e atividades governamentais, com 
a finalidade de avaliar o seu desempenho e de promover o aperfeiçoamento da gestão 
pública. 
 
Cabe ressaltar que a classificação das auditorias como de regularidade ou 
operacional dependerá do objetivo prevalecente em cada trabalho de auditoria, já que 
elas constituem parte de um mesmo todo da auditoria governamental e, às vezes, 
integram o escopo de um mesmo trabalho de auditoria. Os dois tipos de auditoria – 
regularidade e operacional – podem, na prática, ser realizados concomitantemente, 
porquanto são mutuamente reforçadoras: a auditoria de regularidade sendo 
preparatória para a operacional, e esta última levando à correção de situações 
causadoras de não conformidades. 
Por fim, a Normas Brasileiras de Auditoria do Setor Público (NBASP) - 
Princípios Fundamentais de Auditoria do Setor Público (ISSAI 100) classifica os três 
principais tipos de auditoria do setor público como segue: 
11 
 
 
Auditoria financeira foca em determinar se a informação financeira de uma 
entidade é apresentada em conformidade com a estrutura de relatório financeiro e o 
marco regulatório aplicável. Isso é alcançado obtendo-se evidência de auditoria 
suficiente e apropriada para permitir o auditor expressar uma opinião quanto a 
estarem as informações financeiras livres de distorções relevantes devido a fraude ou 
erro. 
Auditoria operacional foca em determinar se intervenções, programas e 
instituições estão operando em conformidade com os princípios de economicidade, 
eficiência e efetividade, bem como se há espaço para aperfeiçoamento. O 
desempenho é examinado segundo critérios adequados, e as causas de desvios 
desses critérios ou outros problemas são analisados. O objetivo é responder a 
questões-chave de auditoria e apresentar recomendações para aperfeiçoamento. 
Auditoria de conformidade foca em determinar se um particular objeto está 
em conformidade com normas identificadas como critérios. A auditoria de 
conformidade é realizada para avaliar se atividades, transações financeiras e 
informações cumprem, em todos os aspectos relevantes, as normas que regem a 
entidade auditada. Essas normas podem incluir regras, leis, regulamentos, 
resoluções orçamentárias, políticas, códigos estabelecidos, acordos ou os princípios 
gerais que regem a gestão financeira responsável do setor público e a conduta dos 
agentes públicos. 
Objetivos da auditoria de conformidade (regularidade): 
▪ Verificar se as entidades cumpriram o dever de prestar contas dos 
gastos públicos; 
▪ Emitir parecer sobre as contas de governo; 
▪ Auditar o sistema de controle interno; 
▪ Examinar a legalidade e legitimidade da gestão pública. 
Objetivos da auditoria de desempenho (operacional): 
▪ Verificar a economia, eficiência, eficácia e efetividade dos gastos 
públicos (grave os quatro és); 
▪ Verificar se os recursos humanos, financeiros e de qualquer outra 
natureza foram utilizados adequadamente; 
12 
 
 
▪ Averiguar o cumprimento de metas estabelecidas; 
▪ Avaliar os resultados obtidos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
13 
 
 
ELEMENTOS DE AUDITORIA DO SETOR PÚBLICO 
 
A auditoria do setor público é indispensável para a administração pública, uma 
vez que a gestão de recursos públicos é uma questão de confiança. A 
responsabilidade pela gestão de recursos públicos de acordo com as finalidades 
previstas é confiada a uma entidade ou pessoa que atua em nomedo público. A 
auditoria do setor público aumenta a confiança dos usuários previstos, fornecendo 
informações e avaliações independentes e objetivas a respeito de desvios dos 
padrões aceitos ou dos princípios de boa governança. 
 
Todas as auditorias do setor público contam com os mesmos elementos 
básicos: o auditor, a parte responsável, os usuários previstos (as três partes da 
auditoria), os critérios para avaliar o objeto e a informação resultante da avaliação do 
objeto. Os trabalhos de auditoria no setor público podem ser classificados em dois 
tipos diferentes: trabalhos de certificação e trabalhos de relatório direto. 
Nos trabalhos de certificação, a parte responsável mensura o objeto de 
acordo com os critérios e apresenta a informação do objeto, sobre a qual o auditor 
14 
 
 
então obtém evidência de auditoria suficiente e apropriada para proporcionar uma 
base razoável para expressar uma conclusão. 
Nos trabalhos de relatório direto, é o auditor quem mensura ou avalia o 
objeto de acordo com os critérios. O auditor seleciona o objeto e os critérios, levando 
em consideração risco e materialidade. O resultado da mensuração do objeto, de 
acordo com os critérios, é apresentado no relatório de auditoria na forma de achados, 
conclusões, recomendações ou de uma opinião. A auditoria do objeto pode também 
proporcionar novas informações, análises ou novas perspectivas. 
As auditorias financeiras são sempre trabalhos de certificação, uma vez que 
são baseadas em informações financeiras apresentadas pela parte responsável. As 
auditorias operacionais são, normalmente, trabalhos de relatório direto. As auditorias 
de conformidade podem ser trabalhos de certificação, de relatório direto ou ambos ao 
mesmo tempo. 
As auditorias do setor público envolvem pelo menos três partes distintas: o 
auditor, uma parte responsável e os usuários previstos. A relação entre as partes deve 
ser vista no contexto específico do ordenamento constitucional para cada tipo de 
auditoria. 
 
O auditor: na auditoria do setor público, o papel de auditor é desempenhado 
pelo Titular das Entidades Fiscalizadoras Superiores (EFS) e pelas pessoas a quem 
é delegada a tarefa de conduzir auditorias. A responsabilidade geral pela auditoria do 
setor público é aquela definida no mandato da EFS. 
15 
 
 
A parte responsável: na auditoria do setor público, as principais 
responsabilidades são determinadas pelo ordenamento constitucional ou legal. As 
partes responsáveis podem ser responsáveis pela elaboração da informação sobre o 
objeto, pela gestão do objeto ou por atender recomendações acerca do objeto, e 
podem ser pessoas ou organizações. 
Os usuários previstos: as pessoas, organizações ou grupos destas para 
quem o auditor elabora o relatório de auditoria. Os usuários previstos podem ser 
órgãos legislativos ou de controle, responsáveis pela governança ou o público em 
geral. 
 
O objeto de auditoria refere-se à informação, condição ou atividade que é 
mensurada ou avaliada de acordo com certos critérios. Pode assumir várias formas e 
ter diferentes características, dependendo do objetivo da auditoria. Um objeto de 
auditoria apropriado é identificável e passível de avaliação ou mensuração 
consistente baseada em critérios, de modo que possa ser submetido a procedimentos 
para obtenção de evidência de auditoria suficiente e apropriada para fundamentar a 
opinião ou conclusão de auditoria. 
16 
 
 
Os critérios são as referências usadas para avaliar o objeto. Cada auditoria 
deve ter critérios adequados às circunstâncias daquela auditoria. Na determinação da 
adequação dos critérios, o auditor deve considerar a sua relevância e 
compreensibilidade para os usuários previstos, assim como a sua completude, 
confiabilidade e objetividade (neutralidade, aceitabilidade geral e comparabilidade 
com os critérios utilizados em auditorias similares). Os critérios utilizados podem 
depender de uma série de fatores, incluindo os objetivos e o tipo de auditoria. Critérios 
podem ser específicos ou mais gerais, e podem ser extraídos de várias fontes, 
incluindo leis, regulamentos, padrões, princípios sólidos e boas práticas. Os critérios 
devem estar disponíveis para os usuários previstos para lhes permitir entender como 
o objeto foi avaliado ou mensurado. 
A informação sobre o objeto refere-se ao resultado da avaliação ou 
mensuração do objeto de acordo com os critérios. Pode assumir várias formas e ter 
diferentes características, dependendo do objetivo e do escopo da auditoria. 
 
PLANEJAMENTO DE AUDITORIA 
 
O planejamento de auditoria compreende a determinação dos objetivos da 
auditoria, do escopo, do alcance, dos critérios, da metodologia empregada, dos 
períodos e das datas da execução e dos recursos necessários. Durante o 
planejamento, a equipe técnica coleta e analisa os dados e as informações sobre o 
fiscalizado e as áreas que o compõem, com o intuito de conhecê-lo e de compreender 
seu funcionamento, o que possibilitará a definição das questões que deverão ser 
respondidas pela auditoria. 
Ao término da fase de planejamento, dois documentos são produzidos pela 
equipe de auditoria: a matriz de planejamento e o plano de trabalho. Nas seções 
seguintes, será elucidado o conteúdo de cada um dos documentos. 
O planejamento deverá considerar todos os fatores relevantes na execução 
dos trabalhos, especialmente os seguintes: 
a) principais normas relativas ao fiscalizado e ao objeto de auditoria; 
17 
 
 
b) sistemas informatizados (do fiscalizado e do Tribunal); 
c) processo de contas dos últimos exercícios e/ou relatórios de auditoria 
(recomenda-se a verificação de, pelo menos, as duas últimas contas 
e/ou relatórios de auditorias, especialmente irregularidades, achados, 
recomendações e determinações); 
d) outros processos relacionados ao órgão/entidade fiscalizado ou ao 
objeto da fiscalização (denúncias/representações/tomada de contas); 
e) informações provenientes de servidores do Tribunal que tenham 
participado de trabalhos recentes no órgão/entidade fiscalizado ou em 
objetos de fiscalização afins; 
f) avaliação dos controles internos administrativos; 
g) informações provenientes de órgãos de controle interno (entrevista ou 
indagação escrita e pareceres periódicos dos órgãos centrais de 
controle interno); 
h) conselheiros de saúde e educação (entrevista ou questionário); 
i) usuários dos serviços prestados pelo fiscalizado; 
j) próprio órgão/entidade fiscalizado; 
k) notícias veiculadas na mídia; 
l) outros órgãos de controle (Ministério Público, TCU, CGE-GO e CGU); e, 
m) possíveis ações judiciais concernentes ao órgão/entidade fiscalizado. 
 
DESIGNAÇÃO DA EQUIPE 
 
Para cada fiscalização, deve-se definir o perfil profissional e a quantidade de 
auditores necessários à realização dos trabalhos de acordo com as normas 
profissionais, a legislação e as exigências regulamentares correspondentes. 
A equipe encarregada de realizar a fiscalização não é necessariamente aquela 
responsável pelo levantamento preliminar, ainda que seja desejável que alguns de 
seus membros mantenham-se na equipe, em face dos conhecimentos já obtidos. 
Na definição da equipe, quando o caso assim exigir, poderá ser considerada 
também a utilização de profissionais especializados não pertencentes ao quadro do 
Tribunal. 
18 
 
 
Entende-se por perfil profissional um conjunto de atributos requeridos, dentre 
os quais destacam-se: área de formação/especialização; capacitação técnica; 
experiência profissional. Os membros da equipe de auditoria devem possuir, 
coletivamente, o conhecimento, as habilidades e a competência necessários para 
concluir com êxito a auditoria. 
A avaliação do perfil profissional pode considerar, inclusive, as etapas ou 
programas de auditorias a serem desenvolvidos, e não necessariamente a realização 
integral do trabalho. 
O tipo de trabalho a ser desempenhado pode requererconhecimentos/experiências específicos em determinadas áreas. Dessa forma, é 
extremamente desejável a identificação dos perfis requeridos para o desempenho dos 
trabalhos. 
A definição da equipe de auditoria depende das características do trabalho, 
objetivos e prazos, com ênfase para os seguintes aspectos: 
a) aproveitar o conhecimento e a experiência do pessoal da equipe em 
relação à área a ser auditada; 
b) estabelecer rodízio na formação de equipes, de modo a permitir a 
oportunidade de desenvolvimento profissional. 
No caso da utilização de especialistas não pertencentes aos quadros do 
Tribunal, além do perfil, devem ser explicitadas, de forma sucinta, as atividades a 
serem realizadas, com vistas aos procedimentos administrativos necessários à sua 
contratação. O Tribunal é o único responsável por qualquer opinião ou relatório de 
auditoria que possa ser produzido. Essa responsabilidade não é reduzida pelo uso do 
trabalho de especialistas externos. 
A equipe de auditoria deve ser estabelecida em função da extensão e da 
especificidade dos trabalhos a serem realizados e composta, de no mínimo, um 
membro auditor de controle externo e um supervisor, também auditor de controle 
externo. 
Nos trabalhos que exijam a aplicação de técnicas de auditoria fora da sede do 
Tribunal, a equipe de auditoria deve ter no mínimo dois membros auditores de 
19 
 
 
controle externo (sendo um deles o coordenador) e um supervisor auditor de controle 
externo. 
As fiscalizações serão exclusivamente instruídas pelos servidores ocupantes 
da carreira de Auditor de Controle Externo, nas especialidades ligadas à área 
finalística do Tribunal. 
Os membros e o supervisor da equipe de auditoria serão designados pelo 
Secretário de Controle Externo titular da Secretaria de Controle Externo à qual 
competir a instrução da fiscalização, mediante despacho exarado nos autos processo 
de auditoria. 
Quando a fiscalização demandar Auditores de diversas unidades técnicas, 
cada Secretário de Controle Externo deve indicar os servidores da respectiva unidade 
para integrar a equipe, que será coordenada pelo membro lotado na Secretaria que 
possuir competência preponderante para instrução do objeto da fiscalização. É 
facultada, ainda, a designação de mais de um supervisor quando a diversidade dos 
temas objeto da fiscalização exigir. 
É vedada a participação, na equipe, de pessoas que tenham recentemente 
trabalhado (como empregado, dirigente, autônomo, etc.) para a entidade a ser 
fiscalizada, ou que mantenham ou tenham mantido qualquer relacionamento 
(comercial, sindical, etc.), ou ainda, relações de amizade, de parentesco, com 
dirigentes, ou de qualquer natureza que possa suscitar suspeição e, com isso, 
prejudicar o necessário nível de independência. 
 
Características da equipe 
 
Os auditores devem possuir ou ter acesso às habilidades necessárias. Os 
membros da equipe de auditoria devem possuir, coletivamente, o conhecimento, as 
habilidades e a competência necessários para concluir com êxito a auditoria. Isso 
inclui compreensão e experiência prática acerca do tipo de auditoria que está sendo 
realizada, familiaridade com as normas e a legislação aplicáveis, entendimento das 
operações da entidade e habilidade e experiência para exercer julgamento 
profissional. Comum a todas as auditorias é a necessidade de recrutar pessoas com 
20 
 
 
qualificações adequadas, oferecer desenvolvimento e treinamento do pessoal, 
elaborar manuais e outras orientações e instruções escritas, relacionados à condução 
de auditorias, e atribuir recursos suficientes para a auditoria. Os auditores devem 
manter sua competência profissional por meio de desenvolvimento profissional 
contínuo. 
Os auditores devem planejar seu trabalho para assegurar que a auditoria 
seja conduzida de uma maneira eficiente e eficaz. 
O planejamento de uma auditoria específica envolve aspectos estratégicos e 
operacionais. 
Estrategicamente, o planejamento deve definir o escopo, os objetivos e a 
abordagem da auditoria. Os objetivos referem-se àquilo que a auditoria pretende 
alcançar. O escopo refere-se ao objeto e aos critérios que os auditores utilizarão para 
avaliar e relatar acerca do objeto, e está diretamente relacionado com os objetivos. A 
abordagem descreverá a natureza e extensão dos procedimentos a serem aplicados 
para reunir evidências de auditoria. A auditoria deve ser planejada para reduzir os 
riscos de auditoria a um nível aceitavelmente baixo. 
Operacionalmente, o planejamento implica estabelecer um cronograma para 
a auditoria e a definir a natureza, época e extensão dos procedimentos de auditoria. 
Durante o planejamento, os auditores devem designar os membros de suas equipes 
de modo apropriado e identificar outros recursos que possam ser necessários, tais 
como especialistas na matéria. O planejamento de auditoria deve ser responsivo a 
mudanças significativas nas circunstâncias e condições. É um processo iterativo que 
ocorre ao longo de toda a auditoria. 
Os auditores devem executar procedimentos de auditoria que forneçam 
evidência de auditoria suficiente e apropriada para respaldar o relatório de 
auditoria. As decisões do auditor sobre a natureza, época e extensão dos 
procedimentos de auditoria irão impactar na evidência de auditoria a ser obtida. A 
escolha dos procedimentos dependerá da avaliação de risco ou análise de problema. 
Evidência de auditoria é qualquer informação utilizada pelo auditor para 
comprovar que o objeto está ou não em conformidade com os critérios aplicáveis. A 
evidência pode tomar várias formas, tais como registros de transações em papel ou 
21 
 
 
meio eletrônico, comunicações externas escritas ou em meio eletrônico, observações 
feitas pelo auditor e testemunho oral ou escrito de agentes da entidade auditada. Os 
métodos de obtenção de evidência de auditoria podem incluir inspeção, observação, 
indagação, confirmação, recálculo, reexecução, procedimentos analíticos e/ou outras 
técnicas de pesquisa. A evidência deve ser tanto suficiente (quantidade) para 
persuadir uma pessoa bem informada de que os achados são razoáveis, quanto 
apropriada (qualidade) isto é, relevante, válida e confiável. A avaliação de evidência 
pelo auditor deve ser objetiva, justa e equilibrada. Os achados preliminares devem 
ser comunicados e discutidos com a entidade auditada para confirmar sua validade. 
O auditor deve respeitar todos os requisitos em matéria confidencialidade. 
Os auditores devem avaliar a evidência de auditoria e tirar conclusões. 
Após completar os procedimentos de auditoria, o auditor revisará a 
documentação de auditoria para determinar se objeto foi suficiente e adequadamente 
auditado. Antes de tirar conclusões, o auditor reconsidera a avaliação inicial de risco 
e a materialidade, à luz das evidências coletadas, inicialmente e determina se 
precisam ser realizados procedimentos adicionais de auditoria. 
O auditor deve avaliar as evidências de auditoria com vistas à identificar 
achados de auditoria. Na avaliação das evidências de auditoria e da relevância dos 
achados, o auditor deve levar em consideração tanto aspectos quantitativos como 
qualitativos. 
Com base nos achados, o auditor deve exercer seu julgamento profissional 
para chegar a uma conclusão acerca do objeto de auditoria ou da informação sobre 
o objeto. 
Os auditores devem considerar o risco da auditoria durante todo o 
processo de auditoria. As auditorias devem ser conduzidas de forma a administrar 
ou reduzir o risco de auditoria a um nível aceitável. O risco da auditoria é o risco de 
que o relatório de auditoria – ou mais especificamente a conclusão ou opinião do 
auditor – possa ser inadequado às circunstâncias da auditoria. A consideração do 
risco da auditoria é pertinente tanto em trabalhos de certificação quanto em trabalhos 
de relatório direto. O auditor deve considerar três dimensões diferentesdo risco de 
auditoria – risco inerente, risco de controle e risco de detecção – em relação ao objeto 
22 
 
 
e ao formato do relatório, isto é, se o objeto é quantitativo ou qualitativo e se o relatório 
de auditoria deve incluir uma opinião ou uma conclusão. A importância relativa dessas 
três dimensões do risco de auditoria depende da natureza do objeto, de a auditoria 
ser para fornecer segurança razoável ou limitada e se é um trabalho de relatório direto 
ou de certificação. 
 
Coordenação da equipe 
 
A coordenação da equipe deve ser atribuída ao Auditor de Controle Externo 
que tenha, além dos conhecimentos requeridos ao trabalho, experiência em auditorias 
e capacidade de organização e direção. Entre as atividades de responsabilidade do 
coordenador destacam-se aquelas relacionadas com a administração dos trabalhos, 
compreendendo as seguintes etapas: 
a) promover as discussões da equipe a respeito do escopo, procedimentos 
e técnicas a serem utilizados, incentivando os demais membros a 
apresentarem propostas e a decidirem por consenso. No caso de 
divergência de opiniões, deve-se buscar a opinião do supervisor. 
Permanecendo a divergência, prevalecerá a proposta do coordenador; 
b) zelar pelo cumprimento dos prazos; 
c) distribuir as tarefas entre os membros da equipe; 
d) representar a equipe de auditoria perante o órgão/entidade fiscalizado, 
providenciando a entrega do ofício de apresentação ao dirigente (ou 
representante por ele designado) e a emissão dos ofícios de requisição 
de documentos e de informações e responsabilizando-se pela 
coordenação das reuniões com os fiscalizados; 
e) revisar e entregar a versão final do relatório, com a anuência dos demais 
membros; e, 
f) assegurar que o formulário de controle de qualidade constante no 
Formulário de Controle de Qualidade – Equipe, seja, juntamente com os 
demais membros, preenchido e assinado. 
 
 
23 
 
 
Padrões de Planejamento de Auditoria 
 
O titular da Secretaria de Controle Externo coordenadora deve assegurar que 
o tempo disponível para a fase de planejamento seja suficiente para a consecução 
dos objetivos desta fase, de forma a garantir os seguintes aspectos básicos: 
a) nível de detalhamento suficiente, de modo a maximizar a relação entre 
o provável benefício da fiscalização e o seu custo total; 
b) obtenção e análise das informações disponíveis e necessárias sobre o 
objeto fiscalizado, inclusive quanto aos sistemas informatizados e aos 
controles internos a ele associados; 
c) suficiente discussão, no âmbito da equipe de auditoria e entre esta e o 
supervisor, a respeito da definição do escopo, dos procedimentos e 
técnicas a serem utilizados; e, 
d) teste e revisão dos formulários, questionários e roteiros de entrevista, a 
serem utilizados na fase de execução. 
 
 
24 
 
 
REFERÊNCIAS 
 
BRASIL. Lei 8027 de 12/04/1990 - Dispõe sobre normas de Conduta dos 
servidores públicos civis da União, das Autarquias e das Fundações Públicas, e dá 
outras providências. 
______. Lei 8159 de 08/01/1991 - Dispõe sobre a Política Nacional de Arquivos 
Públicos e Privados e dá outras providências. 
CRUZ, Flávio. Auditoria Governamental. Editora Atlas, 1997. Descreve como 
realizar uma auditoria contábil na esfera governamental. 
DUNN, John. Auditing: Theory and Practice. UK: Prentice-Hall. 1991. 
INTOSAI - International Organization of Supreme Audit Institutions. 
Guidelines for Internal Control Standards for the Public Sector. Austria: INTOSAI. 
2004. 81 p. Disponível URL: http://www.intosai.org. 
PETER, Maria G. A.; MACHADO, M. V. V., Manual de Auditoria 
Governamental. São Paulo: Editora Atlas, 2003. Disponibiliza várias técnicas de 
auditoria que podem ser muito úteis como modelo. 
TCU – Tribunal de Contas da União. Manual de Auditoria de Natureza 
Operacional. Brasília: Tribunal de Contas da União - Secretaria-Geral de Controle 
Externo - Coordenadoria de Fiscalização e Controle, 2000.

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