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Prof@ Pati Curri 
 
TEMA 
Texto 01. 
 
Brasil é 10º lugar no ranking do desperdício de 
alimentos 
 
No 10º lugar no ranking dos países que mais desperdiçam alimentos, o Brasil faz parte da Campanha Stop 
Food Waste Day – Salve o Alimento!. O dia da mobilização será em 27 de abril, quando mais de 10 países, entre 
eles Estados Unidos, Inglaterra, Canadá, França, Alemanha, Espanha, Turquia, Japão e Austrália, terão ações que 
visam diminuir o desperdício de alimentos e mostrar a importância do aproveitamento completo em receitas 
saudáveis e sustentáveis. A campanha visa causar impacto social e ambiental para ajudar a melhorar a posição do 
Brasil no ranking. 
A meta global é reduzir 50% do desperdício até 2030. 
De acordo com dados da FAO Brasil – Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura, 28% 
dos alimentos se perdem no processo de produção agrícola e mais 28% são jogados no lixo após chegarem às 
casas dos consumidores. No mundo, cerca de 1,3 bilhão de toneladas de comida são descartadas por ano, enquanto 
quase 800 milhões de pessoas passam fome. 
A embaixadora da campanha no Brasil é a Dra. 
Valéria Paschoal, Nutricionista e Diretora da VP – Centro de Nutrição Funcional, que também é 
coordenadora e professora de diversos cursos de nutrição funcional em várias cidades, e autora de livros sobre o 
assunto. Quem acessar o site, terá disponíveis receitas de alimentos funcionais no site 
www.stopfoodwasteday.com.br , que ensinam como usar o alimento em sua totalidade, além de dicas para o 
aproveitamento de cascas e talos. (#Envolverde) 
 
TEXTO 2 
 
Como o desperdício de alimentos afeta o Brasil e o seu bolso 
Brasil está entre os 10 principais países que mais desperdiçam comida. 
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By Luiza Belloni 
 
https://www.huffpostbrasil.com/author/luiza-belloni
Prof@ Pati Curri 
 
 
 
Todos os anos, cerca de 1,3 bilhão de toneladas de alimentos são desperdiçadas ou perdidas em todo o 
mundo. Ou seja, cerca de um terço de tudo que produzimos acaba na lata do lixo. 
No Brasil, só os supermercados perderam em faturamento R$ 7,11 bilhões em alimentos descartados em 
2016, de acordo com a Abras (Associação Brasileira de Supermercados). Estima-se, no entanto, que em toda 
cadeia produtiva (campo, indústria, varejo e o consumidor) este valor seja ainda maior. 
Anualmente, o País descarta cerca de 41 mil toneladas de alimentos, o que o coloca entre os 10 principais 
países que mais desperdiçam comida, de acordo com Viviane Romeiro, coordenadora de Mudanças Climáticas 
do World Resources Institute (WRI) Brasil à Agência Brasil em 2016. 
Entre os produtos, frutas, hortaliças, raízes e tubérculos são os mais descartados: quase metade do que é 
colhido é jogado fora, segundo dados da FAO (Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação). 
Entre cereais, o desperdício é de 30%. Entre os pescados, carne de gado e produtos lácteos, o descarte chega a 
ser de 20%. 
http://jcrs.uol.com.br/_conteudo/2017/09/economia/585196-supermercados-registram-r-7-11-bilhoes-em-perdas-em-2016.html
http://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2016-06/brasil-desperdica-40-mil-toneladas-de-alimento-por-dia-diz-entidade
Prof@ Pati Curri 
 
 
Prof@ Pati Curri 
 
Por que desperdiçamos tanta comida boa? 
Os dados dimensionam o tamanho do problema que o mundo e o Brasil enfrentam, mas o desperdício vai 
além. O descarte permeia todos os pontos da cadeia -- ele passa pelo campo, indústria, logística, varejo e termina 
no consumidor. 
"Enfrentamos, sobretudo, um desafio estrutural, na cadeia de distribuição, e o desafio comportamental, 
do consumidor", disse ao HuffPost Brasil Alcione Silva, que faz parte do comitê da rede Save Food Brasil, 
iniciativa da ONU (Organização das Nações Unidas) e parceiros para encontrar soluções ao desperdício de 
alimento no mundo. O projeto, que nasceu e 2011 na Europa, veio ao Brasil no final de 2016. 
"O maior problema no Brasil está na logística de armazenagem e transporte", disse o presidente da 
Sociedade Nacional da Agricultura (SNA), Antonio Alvarenga. "Nossa infraestrutura de transporte é lastimável 
e acarreta grandes perdas de produtos, com elevados prejuízos para os produtores. Nossa capacidade de 
armazenagem também é deficiente, sobretudo nas unidades de produção." 
O presidente da SNA cita o Mato Grosso como exemplo. O estado é o maior produtor de grãos nacional, 
mas ainda não dispõe de uma malha rodoviária, hidrovias e ferrovias adequadas. "Obviamente que quanto mais 
distante as áreas de produção estiverem dos portos e das industrias de processamento, maiores serão as perdas." 
Já no campo, as condições climáticas, como chuvas e geadas, prejudicam os processos de colheita. "Os 
médios e grandes produtores já utilizam maquinário moderno e eficiente, ou seja não há grande perda de 
produtos", acrescenta Alvarenga. 
 
A produção, no entanto, não é a única "vilã". 
 
"O consumidor é muito exigente em relação à estética dos alimentos. Ele rejeita aquela fruta ou legume 
feio, que está um pouco escurinho, mas pode ser consumido normalmente", disse Silva, da Rede Save Food 
Brasil. Isso não só acarreta no descarte após avaliação do consumidor, mas também antes mesmo de chegar até 
ele. Afinal, se o empresário já sabe que estes produtos não serão vendidos, ele repassa tal exigência aos 
produtores, e assim continua a cadeia do "desperdício". 
Além disso, a cultura da "fartura" brasileira também agrava o problema. "Temos a cultura da abundância, 
da mesa farta, e não somos acostumados a calcular bem o que compramos para não desperdiçar nada. O resultado 
é que mandamos muita comida boa para o lixo", diz Silva. 
 
As consequências do desperdício 
De acordo com o representante da FAO no Brasil, Allan Boujanic, o descarte de 30% de tudo do que é 
produzido gera um prejuízo econômico de cerca de US$ 940 bilhões por ano, ou cerca de R$ 3 trilhões. 
https://www.savefoodbrasil.com/
Prof@ Pati Curri 
 
"As perdas existem em vários aspectos", reitera Alcione Silva, do Save Food Brasil. Na América Latina, 
as 127 milhões de toneladas desperdiçadas por ano poderiam alimentar 36 milhões de pessoas. Em países 
desenvolvidos, os alimentos perdidos poderiam alimentar cerca de 200 milhões de pessoas. 
Além das calorias e nutrientes, são desperdiçados valores ambientais, sociais e culturais. "Utilizamos 
água, energia, terra, logística, trabalho, diversos recursos. E tudo isso é jogado fora", afirma Silva. Por outro lado, 
existem mais de 7,2 milhões de pessoas são afetadas pelo problema da fome no Brasil. 
 
 
THOMAS MUKOYA / REUTERS 
O que estamos fazendo (e o que pode ser feito) 
Para Silva, não há dúvidas de que há muito o que se fazer para frear o desperdício e otimizar a produção 
e venda. Porém, muita coisa já foi pensada. 
Um exemplo, segundo Silva, foi a criação das famosas maçãs da Turma da Mônica. Por serem pequenas 
demais para o "gosto dos brasileiros", elas eram descartadas ou vendidas a preço muito menor que as demais 
maçãs, grandes e bem vermelhas. A solução do comércio foi vincular a pequena fruta ao público infantil -- 
estampando personagens que relacionam com as crianças. Foi então que surgiu as maçãs da Turma da Mônica, 
pequenas e suculentas -- e hoje, até mais caras que as outras. 
Já os supermercados também firmaram parcerias contra o desperdício. O Grupo GPA, dono do Pão de 
Açúcar, Extra e do Assaí, tem um programa "Parceria contra o desperdício", que consiste na doação de produtos 
que, embora não estejam esteticamente adequados, podem ser consumidos com segurança. Outra ação é desconto 
de até 40% em alimentos que estão próximos do vencimento, agrupados em gôndolas especiais. 
O Carrefour lançou no final do ano passado o programa "Únicos", que oferece frutas e legumes considerados 
"feios" com descontos a partir de 30%. 
As iniciativas não partem só do setor privado. Assim como a própria Save Food Brasil, que trabalhajunto 
com empresários, produtores e governo para buscar alternativas para reduzir a perda, existem diversas iniciativas, 
redes e ONGs que estimulam a doação de produtos que seriam descartados. 
Um destes é o aplicativo "Comida Invisível", mais conhecido como o "Tinder da comida". O app conecta quem 
tem comida sobrando com quem precisa dela. 
O doador, que pode ser restaurantes, supermercados, hotéis, buffets e bares, se registra, oferece seus 
produtos para doação, desde que estejam dentro da data de validade, e espera o interesse de entidades que 
distribuem ou preparam comida. Elas, por sua vez, navegam no mapa disponível no app e buscam os alimentos 
nos locais mais próximos. Se os dois derem "match", ou seja, aceitarem o acordo, o app mostra onde o alimento 
deve ser retirado. 
http://comidainvisivel.com.br/
Prof@ Pati Curri 
 
"Existem diversas iniciativas boas, mas temos outras milhões de oportunidades", avalia Silva, da Save 
Food. Ela lembra que o consumidor tem um papel fundamental não só em casa, combatendo o próprio 
desperdício, mas também na cobrança por mais práticas sustentáveis. 
"Temos um papel importantíssimo de cobrança, de saber mais o que o supermercado que frequentamos 
faz com as comidas no final do dia. Cada vez mais o Brasil está caminhando para a transparência alimentar, que 
está relacionada a toda a cadeia: de onde veio o alimento e para onde ele vai no final do dia?", questionou. 
Na opinião de Antonio Alvarenga, presidente da SNA, ainda é preciso investir na infraestrutura voltada para o 
agronegócio e uma política nacional que regule iniciativas de combate ao desperdício. "Trata-se de um 
investimento que traz grande retorno para o País." 
Alvarenga cita a campanha "Sem Desperdício", lançada pela Embrapa há cerca de dois anos com o 
objetivo de conscientizar produtores e consumidores sobre o tema. "Tem sido realizadas discussões sobre 
estratégias e instrumentos voltados para a indústria, o varejo e o consumidor. Tudo isso contribui, cada vez mais, 
para uma maior produtividade, menor desperdícios e melhor aproveitamento dos alimentos." 
A conscientização sobre o desperdício de alimentos não só interfere no meio ambiente, mas também em toda a 
sociedade -- inclusive no seu bolso. O descarte gera prejuízo para produtores e varejistas, e é claro que essa 
margem de perdas é repassada para nós, consumidores. 
 
Com base em seus conhecimentos e leituras, redija um texto dissertativo-argumentativo, posicionando-
se sobre o desperdício de alimentos no contexto do século XXI. Aponte caminhos para construir estratégias que 
combatam essa problemática, incluindo a participação do poder público, da família e das escolas. 
https://www.huffpostbrasil.com/2018/04/08/como-o-desperdicio-de-alimentos-afeta-o-brasil-e-o-seu-bolso_a_23375621/ 
Com base na leitura dos textos motivadores seguintes e nos conhecimentos construídos ao longo de sua 
formação, redija um texto dissertativo-argumentativo em norma padrão da língua portuguesa sobre o tema: o 
desperdício de alimentos no contexto do século XXI, apresentando proposta de conscientização social que 
respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos 
para defesa de seu ponto de vista. 
 
 
 
• ENEM ou VESTIBULAR? 
 
➢ Lembre-se de que a tese pode ser bem diferente nesses 
dois casos! 
➢ Se houver dúvidas, pergunte-me!

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