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Estradas I Prof. Felipe Pires Nogueira 1 2. Projetos Geométricos Seções Transversais ESTRADAS I 2 1. INTRODUÇÃO 2. PROJETO GEOMÉTRICO 3. TERRAPLENAGEM 4. ELEMENTOS DE FERROVIAS 5. HIDROLOGIA 6. DRENAGEM 7. EROSÃO 2 - PROJETO GEOMÉTRICO 3 1. Elementos para o projeto geométrico 2. Perfil longitudinal 3. Seções transversais 4. Elaboração de projeto geométrico 2.3 Seções transversais 4 É a representação geométrica, no plano vertical, elementos dispostos transversalmente, em determinado eixo longitudinal da estrada. 2.3 Seções transversais 5 de alguns ponto do A seção transversal da estrada poderá ser em corte, aterro ou mista. 2.3 Seções transversais Geralmente as estradas possuem seções-tipo, que são seções transversais padrões, utilizadas em trechos em tangente. Estas seções definem as dimensões e as inclinações-padrão dos elementos que compõe o projeto geométrico. 6 2.3 Seções transversais 7 Os elementos básicos das seções transversais são: • Faixa de Tráfego e Pista de Rolamento • Acostamentos • Taludes Laterais • Plataforma • Espaços para Drenagem • Separador Central 2.3 Seções transversais 8 3. Seções transversais • Faixa de Tráfego e Pista de Rolamento Faixa de Tráfego, ou faixa de rolamento, é o espaço destinado ao fluxo de uma corrente de veículos. Pista de rolamento é o conjunto de faixas de tráfego adjacentes (soma das larguras de todas as faixas de tráfego). 9 • Faixa de Tráfego e Pista de Rolamento A largura de cada faixa de tráfego tem grande influência na segurança e no conforto dos veículos. É composta pela largura do veículo de projeto (U) acrescida dos espaços de segurança (c). L = U + 2c 2.3 Seções transversais 10 • Faixa de Tráfego e Pista de Rolamento Os valores recomendados para pistas entre 3,00 m e 3,60 m. 2.3 Seções transversais 11 pavimentadas situam-se • Faixa de Tráfego e Pista de Rolamento 2.3 Seções transversais 12 • Acostamentos Todas as vias 2.3 Seções transversais 13 deverão possuir acostamentos, pavimentados ou não. A largura designada para o acostamento deverá ser bem visível para o motorista e deverá ser mantida uniformemente em todo o traçado. • Acostamentos 2.3 Seções transversais 14 • Taludes Laterais Os taludes dos cortes e dos aterros 2.3 Seções transversais 15 devem ser suaves, acompanhando o terreno de forma a dar à estrada um aspecto harmonioso com a topografia do local • Plataforma Espaço entre os pontos iniciais dos taludes, isto é, base do talude no caso de corte e o topo do talude no caso de aterro. A plataforma contém pistas, acostamentos, espaços para drenagem e separador central no caso de pistas duplas. 2.3 Seções transversais 16 • Espaços para Drenagem ➢ A vida do pavimento está intimamente ligada à existência de uma drenagem eficiente que escoe para fora da estrada a água superficial. ➢ Nas estradas de pista simples, é recomendado que sejam deixados espaços de 1,00 m adjacentes aos acostamentos. ➢ Nas pistas duplas, além dos espaços laterais, são colocados dispositivos de drenagem ao longo do canteiro central. 2.3 Seções transversais 17 • Espaços para Drenagem 2.3 Seções transversais 18 2.3. Seções transversais • Separador central Nas estradas de pista dupla, é o separador central que divide as pistas de rolamento. Podem ser barreiras físicas ou canteiros centrais. 19 • Separador central 2.3 Seções transversais 20 Nas estradas, a inclinação transversal mínima aconselhável de um pavimento asfáltico é 2%, e 1,5% no caso de pavimentos de concreto bem executados, podendo essa inclinação ir até 5% no caso de estradas 2.3 Seções transversais 21 com solo inclinação estabilizado. O mais frequente é o uso transversal constante para cada faixa de pistas com de rolamento, simétricas em relação ao eixo da estrada. 2.3 Seções transversais Distribuição da Superelevação é o processo de variação da seção transversal da estrada entre a seção normal ( adotada nos trechos em tangente) e a seção superelevada (adotada nas curvas). 22 A variação da inclinação transversal necessária à obtenção da superelevação nas curvas horizontais deve ser feita de forma a evitar variações bruscas dos perfis das bordas da pista. 23 2.3 Seções transversais Denomina-se interseção a área em que duas ou mais vias se cruzam ou se unificam, e na qual estão os dispositivoslocalizados todos destinados a ordenar os diversos movimentos do tráfego. 2.3 Seções transversais - Interseções 24 3. Seções transversais - Interseções A escolha de um tipo de interseção é baseada principalmente nos seguintes dados: ➢ Funcionais ➢ Físicos ➢ Tráfego ➢ Acidentes ➢ Financeiros 25 3. Seções transversais - Interseções A escolha de um tipo de interseção é baseada principalmente nos seguintes dados: ➢ Funcionais: classificação funcional das vias, tipo de vias, tipo de controle de acesso, prioridades de passagem e velocidades. 26 3. Seções transversais - Interseções A escolha de um tipo de interseção é baseada principalmente nos seguintes dados: ➢ Físicos: topografia, edificações e serviços públicos. 27 3. Seções transversais - Interseções A escolha de um tipo de interseção é baseada principalmente nos seguintes dados: ➢ Tráfego: volume e composição do tráfego, diagrama de fluxos de tráfego e volume de pedestres. 28 3. Seções transversais - Interseções A escolha de um tipo de interseção é baseada principalmente nos seguintes dados: ➢ Acidentes: tipos de acidentes, causas e distribuição no tempo. 29 3. Seções transversais - Interseções A escolha de um tipo de interseção é baseada principalmente nos seguintes dados: ➢ Financeiros: meios disponíveis para o investimento, assim como custos de exploração, manutenção e construção. 30 3. Seções transversais - Interseções De uma maneira geral, as interseções podem ser classificadas em duas categorias: a) Interseções em nível. b) Interseções em desnível, ou interconexões. 31 2.3 Seções transversais - Interseções INTERSEÇÕES EM NÍVEL As interseções em nível são aquelas em que ocorre, numa certa extensão, a coincidência dos greides das vias. Dentro da variedade de formas e características das interseções, existe uma série de tipos entre os quais se ajustam a maior parte dos casos reais. 32 2.3 Seções transversais - Interseções INTERSEÇÕES EM NÍVEL 33 2.3 Seções transversais - Interseções INTERSEÇÕES EM NÍVEL - 3 Ramos 34 2.3 Seções transversais - Interseções INTERSEÇÕES EM NÍVEL - 4 Ramos 35 2.3 Seções transversais - Interseções INTERSEÇÕES EM NÍVEL - Ramos múltiplos 36 2.3 Seções transversais - Interseções INTERSEÇÕES EM NÍVEL - Rotatória 37 2.3 Seções transversais - Interseções INTERSEÇÕES EM NÍVEL - Faixas de mudança de velocidade São faixas construídas com o objetivo de proporcionar aos veículos espaço adequado que lhes permita manobras de variação de velocidade (acelaração ou desaceleração), sem provocar interferências com o tráfego principal. 38 2.3 Seções transversais - Interseções INTERSEÇÕES EM NÍVEL - Faixas de mudança de velocidade 39 INTERSEÇÕES EM DESNÍVEL OU INTERCONEXÕES Uma interconexão é um cruzamento em desnível, com uma ou mais rampas de conexão para movimentos entre as vias que se cruzam. Nestes casos haverá necessidade de conceber uma obra de arte que separe verticalmente duas ou mais dessas vias cujos traçados se cruzam, permitindo dessa forma que os tráfegos não fiquem sujeitos a interferências. 2.3 Seções transversais - Interseções 40 2.3 Seções transversais - Interseções INTERSEÇÕES EM DESNÍVEL OU INTERCONEXÕES 41 INTERSEÇÕES EM DESNÍVEL OU INTERCONEXÕES - Trevo completo 2.3 Seções transversais - Interseções 42 INTERSEÇÕES EM DESNÍVEL OU INTERCONEXÕES - Trevo parcial 2.3 Seções transversais - Interseções 43 INTERSEÇÕES EM DESNÍVEL OU INTERCONEXÕES - Diamante 2.3 Seções transversais - Interseções44 Referências • NOTAS DE AULA DO PROF. RAPHAEL SANTOS • ANTAS, P.M. et al. Estradas: projeto geométrico e de terraplenagem. Rio de Janeiro: Interciência, 2010. • DNER. Departamento Nacional de Estradas de Rodagem. Manual de Projetos Geométrico de Rodovias Rurais. Rio de Janeiro, 1999. • PESSOA JÚNIOR, E. Manual de obras rodoviárias e pavimentação urbana: execução e fiscalização. São Paulo: PINI, 2014. • PIMENTA, C.R.T et al. Projeto geométrico de rodovias. Rio de Janeiro: Elsevier, 2017. • DAIBERT, J. et al. Rodovias: planejamento, execução e manutenção. Série Eixos. São Paulo: Érica, 2015. 45 Seção sem Título Slide 1 Slide 2: ESTRADAS I Slide 3: 2 - PROJETO GEOMÉTRICO Slide 4: 2.3 Seções transversais Slide 5: 2.3 Seções transversais Slide 6 Slide 7: 2.3 Seções transversais Slide 8: 2.3 Seções transversais Slide 9 Slide 10: 2.3 Seções transversais Slide 11: 2.3 Seções transversais Slide 12: 2.3 Seções transversais Slide 13: 2.3 Seções transversais Slide 14: 2.3 Seções transversais Slide 15: 2.3 Seções transversais Slide 16: 2.3 Seções transversais Slide 17: 2.3 Seções transversais Slide 18: 2.3 Seções transversais Slide 19 Slide 20: 2.3 Seções transversais Slide 21: 2.3 Seções transversais Slide 22 Slide 23 Slide 24: 2.3 Seções transversais - Interseções Slide 25 Slide 26 Slide 27 Slide 28 Slide 29 Slide 30 Slide 31 Slide 32 Slide 33 Slide 34 Slide 35 Slide 36 Slide 37 Slide 38 Slide 39 Slide 40: 2.3 Seções transversais - Interseções Slide 41 Slide 42 Slide 43 Slide 44 Slide 45: Referências