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História do Cristianismo

Material sobre a História do Cristianismo. Abre com apresentação institucional e missão; inclui sumário detalhado cobrindo cristianismo primitivo, Igreja Apostólica, crenças, perseguições, episcopado, primeiros escritos, cânon, Antiguidade tardia (313–476), concílios, monasticismo e Idade Média.

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1 
 
 
HISTÓRIA DO CRISTIANISMO 
1 
 
 
NOSSA HISTÓRIA 
 
 
A nossa história inicia com a realização do sonho de um grupo de 
empresários, em atender à crescente demanda de alunos para cursos de 
Graduação e Pós-Graduação. Com isso foi criado a nossa instituição, como 
entidade oferecendo serviços educacionais em nível superior. 
A instituição tem por objetivo formar diplomados nas diferentes áreas de 
conhecimento, aptos para a inserção em setores profissionais e para a 
participação no desenvolvimento da sociedade brasileira, e colaborar na sua 
formação contínua. Além de promover a divulgação de conhecimentos culturais, 
científicos e técnicos que constituem patrimônio da humanidade e comunicar o 
saber através do ensino, de publicação ou outras normas de comunicação. 
A nossa missão é oferecer qualidade em conhecimento e cultura de forma 
confiável e eficiente para que o aluno tenha oportunidade de construir uma base 
profissional e ética. Dessa forma, conquistando o espaço de uma das instituições 
modelo no país na oferta de cursos, primando sempre pela inovação tecnológica, 
excelência no atendimento e valor do serviço oferecido. 
 
 
 
 
 
 
 
 
2 
 
 
SUMÁRIO 
 
1 - A história do cristianismo ............................................................................. 4 
2 - Cristianismo primitivo .................................................................................... 5 
3 - Igreja Apostólica ............................................................................................ 8 
2.1 - Crenças e credos dos cristãos primitivos ................................................... 9 
2.2 - Igreja pós-apostólica .................................................................................. 9 
2.3 - Perseguições ............................................................................................. 9 
3 - Estrutura e episcopado ............................................................................... 10 
4 - Primeiros escritos cristãos .......................................................................... 11 
4.1 - Início da arte ............................................................................................ 11 
4.2 - Primeiras heresias ................................................................................... 12 
5 - Cânon bíblico .............................................................................................. 13 
6 - Cristianismo na Antiguidade tardia (313-476) ............................................. 15 
6.1 - Estabelecimento da ortodoxia romana] .................................................... 15 
6.2 - Concílios ecumênicos .............................................................................. 18 
6.3 - Cristianismo como religião oficial do estado romano ............................... 18 
6.4 - Nestorianismo e o Império Sassânida ...................................................... 20 
6.5 - Miafisismo ................................................................................................ 21 
6.6 - Monasticismo ........................................................................................... 22 
7 - Início da Idade Média (476-799) ................................................................. 23 
7.1 - Início do papado medieval ....................................................................... 23 
7.2 - Expansão missionária ocidental ............................................................... 24 
7.3 - Iconoclastia bizantina ............................................................................... 25 
8 - Alta Idade Média (800-1299) ....................................................................... 25 
8.1 - Renascença carolíngia ............................................................................. 25 
8.2 - Reforma Monástica .................................................................................. 26 
3 
 
 
8.3 - Ordens mendicantes ................................................................................ 27 
Notas ................................................................................................................ 28 
REFERÊNCIAS ................................................................................................ 33 
 
4 
 
 
1 - A história do cristianismo 
É o estudo da religião baseada nos ensinamentos de Jesus de Nazaré. O 
cristianismo tornar-se-ia numa das maiores religiões, afetando todas as outras e 
mudando o curso da História do mundo |história humana]. Isso diz respeito 
principalmente a religião cristã e da Igreja, até a era atual e as denominações. 
O cristianismo difere significativamente das outras religiões abraâmicas na 
afirmação de que Jesus Cristo é o Filho de Deus. A grande maioria dos cristãos 
acreditam num Deus trino formado por três pessoas unidas e 
distintas: Pai, Filho e Espírito Santo. Ao longo da sua história, a religião tem 
resistido a cismas e a disputas teológicas que resultaram em muitas igrejas 
distintas. Os maiores ramos do cristianismo são a Igreja Católica Romana, 
a Igreja Ortodoxa, as Igrejas protestantes. 
O cristianismo começou a se espalhar a partir de Jerusalém, e depois em 
todo o Oriente Médio, acabando por se tornar a religião oficial da Armênia em 
301, da Etiópia em 325, da Geórgia em 337, e depois a Igreja estatal do Império 
Romano em 380. Tornando-se comum em toda a Europa na Idade Média, ela se 
expandiu em todo o mundo durante a Era dos Descobrimentos. 
Atualmente o cristianismo possui cerca de 2,13 bilhões de fiéis, sendo a 
maior religião mundial[1][2] adotada por cerca de 33% da população do mundo. É 
a religião predominante na Europa, América, Oceania e em grande parte 
de África e partes da Ásia. 
https://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_do_cristianismo#cite_note-1
https://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_do_cristianismo#cite_note-1
5 
 
 
 2 - Cristianismo primitivo 
 
Crucificação de Jesus Cristo por Diego Velázquez. A morte e ressurreição 
de Jesus foi um dos fatos mais importantes para os primeiros anos do 
cristianismo. 
 
Durante sua história, o cristianismo passou de uma obscura seita 
judaica do século I para uma religião existente em todo o mundo conhecido 
na Antiguidade. 
Na Judeia, uma das províncias romanas no Oriente, facções políticas 
locais se digladiavam em fins do século I a.C. De um lado, a aristocracia e os 
sacerdotes judeus aceitavam a dominação romana, pois os primeiros obtinham 
vantagens comerciais e os segundos mantinham o monopólio da religião. Entre 
as várias seitas judaicas que coexistiam na região, estavam a dos fariseus, 
voltados para a vida religiosa e o estudo da Torá, e a dos essênios, que 
pregavam a vinda do Messias, um rei poderoso que lideraria os judeus rumo à 
independência. Nesse clima de agitação, durante o governo de Otávio, nasceu, 
em Belém, um judeu chamado Jesus. 
Poucas fontes históricas não-cristãs mencionam Jesus ou os primeiros 
anos do cristianismo. A principal fonte a respeito de sua vida são os Evangelhos, 
que relatam o nascimento e os primeiros anos no modesto lar de um artesão 
de Nazaré. Há um período sobre o qual praticamente não há informações, até 
https://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Cristo_crucificado.jpg
6 
 
 
que, aos trinta anos, Jesus recebe o batismo pelas mãos de João Batista, nas 
águas do Rio Jordão e começa a pregação de seu ideário. Para os cristãos, Ele 
seria o Messias esperado pelos judeus. No Sermão da Montanha, descrito nos 
evangelhos de Mateus e de Lucas, é apresentado os princípios básicos de seu 
pensamento: para Jesus, a moral, como a religião, era essencialmente individual 
e a virtude não era social, mas de consciência. Pregava a igualdade entre os 
homens, o perdão e o amor ao próximo. 
Segundo os Evangelhos, as autoridades religiosas judaicas não aceitaram 
que aquele homem simples, que pregava aos humildes,pudesse ser o rei, o 
Messias que viria salvá-los (ver: Rejeição de Jesus). Consideraram-no um 
dissidente e o enquadraram na lei religiosa, condenando-o à morte 
por crucificação, a ser aplicada pelos romanos (do ponto de vista das autoridades 
romanas, Jesus era um rebelde político). Levadas pelos seus discípulos, 
os apóstolos, a diversas partes do império romano, as ideias de Jesus 
frutificaram. O apóstolo Paulo, judeu com cidadania romana, deu caráter 
universal à nova religião: segundo ele, a mensagem de Jesus, chamado de 
Cristo (o ungido) por seus seguidores, era dirigida não somente aos judeus, mas 
a todos os povos. Com Paulo, o cristianismo deixou de ser uma seita 
do judaísmo para se tornar uma religião autônoma (ver: Paulinismo). Por não 
aceitarem a divindade imperial e por acreditarem que havia uma única verdade 
- a de Jesus -, os cristãos foram perseguidos pelos romanos. 
Por volta do ano 70, foram escritos os evangelhos atribuídos 
a Mateus e Marcos, em língua grega. Trinta anos depois, publicava-se o 
evangelho atribuído a João, e a doutrina da Santíssima Trindade (Pai, Filho e 
Espírito Santo) começava a tomar forma. 
Apegados ao monoteísmo, os cristãos não juravam o culto divino ao 
imperador, provocando reações violentas. As perseguições ocorreram em curtos 
períodos, embora violentos, na medida em que o culto divino ao imperador, 
estabelecido por Augusto mas formalizado por Domiciano, era aplicado nas 
províncias . Muitos foram perseguidos, outros morreram nas arenas, devorados 
por feras. Ao mesmo tempo, cada vez mais pessoas se convertiam ao 
cristianismo, especialmente pobres e escravos, que se voltavam para a Igreja 
por acreditarem na promessa de vida eterna no Paraíso. 
https://pt.wikipedia.org/wiki/Paulinismo
https://pt.wikipedia.org/wiki/Domiciano
7 
 
 
O poder do cristianismo não podia mais ser ignorado. A partir do momento 
em que cidadãos ricos do Império Romano se converteram à nova religião, a 
doutrina, que pregava a igualdade e a liberdade, deixava de representar um 
perigo social. Aos poucos, a Igreja Católica se institucionalizava e o clero se 
organizava, numa enorme escalada da hierarquia com o surgimento dos bispos 
e presbíteros, no lugar de anciãos e superintendentes. O território sob o domínio 
romano foi dividido em províncias eclesiásticas. Os patriarcas, bispos dos 
grandes centros urbanos - como Roma, Constantinopla, Antioquia da 
Síria e Alexandria -, ampliaram seu poder, controlando as províncias. O bispado 
de Roma procurou se sobrepor aos demais, alegando que o bispo de Roma era 
o herdeiro do apóstolo Pedro, que teria recebido de Jesus a incumbência de 
propagar a fé cristã entre os povos. 
Em 313, o imperador Constantino fez publicar o Édito de Milão, que 
instituía a tolerância religiosa no império, beneficiando principalmente os 
cristãos. Com isso, recebeu apoio em sua luta para se tornar o único imperador 
e extinguir a tetrarquia. Em 361, assumiu o trono Juliano, o Apóstata, que tentou 
reerguer o paganismo, dando-lhe consistência ético-filosófica e reabrindo os 
templos. Três anos depois o imperador morreu e, com ele, as tentativas de 
retomar a antiga religião romana. 
Em 391, Teodósio I (379-395) oficializou o cristianismo nos territórios 
romanos e perseguiu os dissidentes. Após seu reinado, o império foi dividido em 
duas partes. Os filhos de Teodósio assumiram o poder: Arcádio herdou o Império 
Romano do Oriente, cujo centro político era Constantinopla (antiga Bizâncio, 
rebatizada em homenagem ao imperador Constantino, localizava-se onde hoje 
é a cidade turca de Istambul); a Honório I coube o Império Romano do Ocidente, 
com capital em Roma. 
O cristianismo primitivo pode ser dividido em duas fases distintas: 
o período apostólico, quando os primeiros apóstolos estavam vivos e 
propagaram a fé cristã: e o período pós-apostólico, quando foi desenvolvida uma 
das primeiras estruturas episcopais e houve uma intensa perseguição aos 
cristãos. Essa perseguição terminou em 313 sob o governo de Constantino I, em 
325 ele promulgou o primeiro concílio de Niceia, dando início aos Concílios 
Ecumênicos. 
https://pt.wikipedia.org/wiki/Antioquia_da_S%C3%ADria
https://pt.wikipedia.org/wiki/Antioquia_da_S%C3%ADria
8 
 
 
3 - Igreja Apostólica 
A Igreja Apostólica era uma comunidade liderada pelos apóstolos e pelos 
parentes e seguidores de Jesus.De acordo com o Novo Testamento, depois de 
sua ressurreição, Jesus ordenou na Grande Comissão que seus 
ensinamentos fossem espalhados por todo o mundo. Os Atos dos Apóstolos é 
a fonte primária de informação sobre esse período. Tradicionalmente atribuído 
a Lucas, este livro conta a história da igreja primitiva a partir dessa comissão 
em Atos 1:3-11 até a propagação da religião entre os gentios[6] do leste do 
Mediterrâneo por Paulo de Tarso e outros. 
Os primeiros cristãos eram de etnias judaicas ou judeus prosélitos. Em 
outras palavras, os primeiros seguidores do cristianismo foram 
os judeus que Jesus chamou para ser seus primeiros discípulos. Apesar da 
Grande Comissão de Mateus 28:19-20 ser dirigida a todas as nações, os 
primeiros cristãos se depararam com uma questão que trouxe problemas para 
os primeiros líderes da igreja: se os gentios convertidos ao cristianismo 
precisariam se tornar judeus. Isso geralmente estava associado a circuncisão a 
adesão de leis dietéticas. Enquanto os judaizantes apoiavam essas restrições, 
alguns pregadores cristãos, como o apóstolo Paulo, foram contra impor aos 
novos conversos essas práticas. Além disso, a circuncisão era considerada 
repulsiva pelos gregos[7] da Bacia do Mediterrâneo. As ações de Pedro na 
conversão de Cornélio, o centurião,[8] parecia indicar que não era preciso estar 
circuncidado, e isso foi debatido e aprovado pelo Concílio Apostólico de 
Jerusalém. Questões relacionadas são debatidas ainda hoje. 
As doutrinas que os apóstolos trouxeram para a Igreja Primitiva entraram 
em conflito com algumas autoridades religiosas judaicas. Isto levou a expulsão 
dos cristãos das sinagogas. O livro de Atos registra o martírio dos líderes 
cristãos, como Estêvão e Tiago Zebedeu. A partir daí, o cristianismo adquiriu 
uma identidade distinta do judaísmo rabínico. Entretanto, essa diferença não foi 
reconhecida de uma vez pelo Império Romano. O nome cristão (do 
grego χριστιανοί) foi aplicado pela primeira vez aos discípulos em Antioquia da 
Síria, conforme registrado em Atos 11:26. Alguns afirmam que o termo cristão foi 
criado como um nome depreciativo, sendo aplicado como um termo de escárnio 
para aqueles que seguiram os ensinamentos de Jesus. 
https://pt.wikipedia.org/wiki/Jesus
https://pt.wikisource.org/wiki/Tradu%C3%A7%C3%A3o_Brasileira_da_B%C3%ADblia/Atos/I#1:3-11
https://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_do_cristianismo#cite_note-6
https://pt.wikisource.org/wiki/Tradu%C3%A7%C3%A3o_Brasileira_da_B%C3%ADblia/Mateus/XXVIII#28:19-20
https://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_do_cristianismo#cite_note-7
https://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_do_cristianismo#cite_note-8
https://pt.wikipedia.org/wiki/Antioquia_da_S%C3%ADria
https://pt.wikipedia.org/wiki/Antioquia_da_S%C3%ADria
https://pt.wikisource.org/wiki/Tradu%C3%A7%C3%A3o_Brasileira_da_B%C3%ADblia/Atos/XI#11:26
9 
 
 
2.1 - Crenças e credos dos cristãos primitivos 
 
Cristo Jesus,O Bom Pastor, século III. 
As fontes para as crenças da comunidade cristã primitiva são 
os Evangelhos e as epístolas do Novo Testamento. Os relatos mais antigos da 
crença estão contidos nesses textos, como os credos e os hinos cristãos, bem 
como as histórias da Paixão, do túmulo vazio e as aparições da ressurreição. 
Algumas dessas crenças são datadas nos anos 30 d.C ou 40 d.C, originário 
dentro da Igreja de Jerusalém.[11] 
2.2 - Igreja pós-apostólica 
Essa fase do cristianismo pós-apostólico vai desde a morte 
dos apóstolos (aproximadamente 100 d.C. até o término das perseguições e alegalização do culto cristão por Constantino, o Grande. 
2.3 - Perseguições 
Desde o início os cristãos foram sujeitos a várias perseguições. Isso 
resultou na morte dos primeiros cristãos, como Estêvão (Atos 7:59) e e Tiago, 
filho de Zebedeu (Atos 12:2). A perseguição aos cristãos pelo Império 
Romano ficou mais feroz a partir do ano 64 quando, conforme relatado pelo 
historiador Romano Tácito, o imperador Nero culpou-os pelo grande incêndio de 
Roma. De acordo com a tradição da igreja, Paulo e Pedro foram martirizados 
em Roma por Nero. Da mesma forma, vários dos escritos do Novo 
Testamento mencionam o stress que era causado pelas perseguições na vida 
https://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_do_cristianismo#cite_note-11
https://pt.wikisource.org/wiki/Tradu%C3%A7%C3%A3o_Brasileira_da_B%C3%ADblia/Atos/VII#7:59
https://pt.wikisource.org/wiki/Tradu%C3%A7%C3%A3o_Brasileira_da_B%C3%ADblia/Atos/XII#12:2
https://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Good_shepherd_02b_close.jpg
10 
 
 
dos primeiros seguidores de Jesus. Por 250 anos os cristãos sofreram 
perseguições esporádicas por sua recusa em adorar o imperador romano. Por 
isso, eles eram considerados traidores, sendo assim punidos com a pena de 
morte. Apesar das perseguições serem intensas, a religião cristã continuou a sua 
propagação em toda a bacia do Mediterrâneo. 
3 - Estrutura e episcopado 
 
A Última Prece dos Mártires Cristãos, por Jean-Léon Gérôme, 
1883.Desde o início os cristãos foram sujeitos a várias perseguições. 
Os bispos da Igreja Pós-Apostólica emergiram como superintendentes 
das populações urbanas cristãs. Além disso, a igreja formou gradualmente 
uma hierarquia no clero que tomou a forma de episkopos (bispos), anciãos 
e presbíteros (pastores), além dos diáconos(servos). Mas isso aconteceu 
lentamente e em diferentes momentos para diferentes 
localidades. Clemente, Bispo de Roma, refere-se na sua carta I Clemente aos 
líderes da igreja de Corínto como bispos e presbíteros, indistintamente, e 
também diz que os bispos estão a conduzir o rebanho de Deus para o pastor 
chefe (presbítero), Jesus Cristo. Os escritores do Novo Testamento também 
usam os termos diáconos, presbíteros e anciãos de forma intercambiável. 
Os principais bispos da era pós-apostólica incluem Policarpo de 
Esmirna, Clemente de Roma e Ireneu de Lião. Esses homens supostamente 
conheceram e estudaram pessoalmente com os apóstolos. Por isso eles são 
chamados de Padres Apostólicos. Cada comunidade cristã tinha os presbíteros, 
que eram ordenados e ajudavam o bispo; O cristianismo se difundiu 
especialmente nas áreas rurais. Os presbíteros exerciam mais 
responsabilidades dentro das igrejas locais, tomando forma distinta 
como sacerdotes. Por último, os diáconos também exerciam determinadas 
funções, tais como cuidar dos pobres e doentes. No século II, uma estrutura 
https://pt.wikipedia.org/wiki/Cor%C3%ADnto
https://pt.wikipedia.org/wiki/Ireneu_de_Li%C3%A3o
https://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Jean-L%C3%A9on_G%C3%A9r%C3%B4me_-_The_Christian_Martyrs'_Last_Prayer_-_Walters_37113.jpg
11 
 
 
episcopal se torna mais visível. Essa estrutura foi apoiada pela doutrina 
da sucessão apostólica, onde o bispo se tornava o sucessor espiritual do bispo 
anterior em uma linha que remontaria aos próprios apóstolos. 
A diversidade do cristianismo primitivo pode ser documentada a partir do 
registro do Novo Testamento. O livro de Atos admite conflitos 
entre hebreus e helenistas; e entre cristãos judeus e cristãos gentios. As cartas 
de Paulo, Pedro, João, Tiago e Judas são testemunhos de conflitos de liderança 
e de teologia na Igreja Primitiva. Em resposta aos ensinos gnósticos, Ireneu de 
Lião criou o primeiro documento que descreve a Sucessão apostólica. 
4 - Primeiros escritos cristãos 
Como a expansão do cristianismo, alguns membros bem-educados que 
faziam parte do círculos do mundo helenístico vieram a se tornar bispos e líderes 
da igreja. Eles produziram dois tipos de obras: teológica e Apologética. Este 
último eram destinados a defender a fé usando a razão para refutar os 
argumentos contra a veracidade do cristianismo. Esses autores são conhecidos 
como os Padres da Igreja, e o estudo de suas obras é chamado de patrística. 
Entre os notáveis Padres desse período estão Inácio de Antioquia, Policarpo de 
Esmirna, Justino Mártir, Irineu de Lião, Tertuliano, Clemente de 
Alexandria e Orígenes de Alexandria. 
 
4.1 - Início da arte 
 
A Virgem e o Menino. Pintura do século IV em uma catacumba romana 
 
A arte cristã surgiu relativamente tarde e as primeiras imagens cristãs 
conhecidas surgem no ano 200,embora haja algumas evidências literárias que 
https://pt.wikipedia.org/wiki/Ireneu_de_Li%C3%A3o
https://pt.wikipedia.org/wiki/Ireneu_de_Li%C3%A3o
https://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:VirgenNino.jpg
12 
 
 
pequenas imagens domésticas eram usadas anteriormente. As mais antigas 
pinturas cristãs que temos são da época das catacumbas romanas. Já as mais 
antigas esculturas cristãs são de sarcófagos, que datam do início do século 
III.[16] Apesar de muitos judeus helenistas terem imagens de figuras religiosas no 
templo, como na Sinagoga Dura-Europos, por exemplo, a proibição mosaica 
tradicional de fazer qualquer tipo de imagem esculpida tinha algum efeito, 
embora nunca tenha sido proclamada pelos teólogos. Esta rejeição inicial de 
imagens e a necessidade de ocultar a prática cristã da perseguição nos deixa 
com poucos registros arqueológicos a respeito do cristianismo primitivo e sua 
evolução.[16] 
4.2 - Primeiras heresias 
O Novo Testamento fala da importância de manter a doutrina (ortodoxa) 
correta e refutar as heresias, mostrando o quão antiga era essa 
preocupação.[17] Por causa do alerta bíblico contra os falsos profetas, 
o cristianismo sempre se preocupou em manter e ensinar a interpretação 
ortodoxa da fé. Com efeito, um dos papéis principais dos bispos na Igreja 
primitiva era determinar e manter importantes crenças corretas, além de refutar 
as opiniões contrárias conhecidas como heresias. Como não havia diferentes 
opiniões entre os bispos sobre novas questões, a definição da ortodoxia iria 
ocupar a Igreja por algum tempo. 
As primeiras controvérsias eram muitas vezes sobre a natureza 
cristológica, isto é, eles estavam relacionados com a divindade ou a humanidade 
de Jesus. O docetismo declarava que a humanidade de Jesus era apenas uma 
ilusão, negando assim a encarnação. Já o arianismo considerava Jesus como 
um ser que não era eternamente divino - mas que também não era um mero 
mortal - sendo portanto de menor status do que 
o Pai.[18] O trinitarianismo declarou que o Pai, o Filho e o Espírito Santo formavam 
um ser com três pessoas. Além disso, Cristo possuía uma dupla natureza, 
conhecida pelos teólogos como união hipostática. Muitos grupos 
mantinham crenças dualistas, sustentando que a realidade era composta de 
duas partes radicalmente opostas: a matéria, vista como mal, e o espírito, visto 
como bom. Tais visões deram origem a algumas teologias da encarnação, que 
https://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_do_cristianismo#cite_note-Grabar-p7-16
https://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_do_cristianismo#cite_note-Grabar-p7-16
https://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_do_cristianismo#cite_note-17
https://pt.wikipedia.org/wiki/Docetismo
https://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_do_cristianismo#cite_note-18
https://pt.wikipedia.org/wiki/Trindade_(cristianismo)
13 
 
 
foram declaradas heréticas. A maioria dos estudiosos concorda que 
a Bíblia ensina que tanto o mundo material quanto o mundo espiritual foram 
criados por Deus, sendo portanto bons.[19] 
O desenvolvimento da doutrina, a posição da ortodoxia e as relações entre 
as diversas opiniões é uma questão muito debatida na academia. Como a 
maioria dos cristãos de hoje seguem as doutrinas estabelecidas pelo Credo 
niceno-constantinopolitano, os teólogos cristãosmodernos tendem a considerar 
os primeiros debates como uma posição ortodoxa unificada contra uma minoria 
de hereges. Outros estudiosos, baseando-se nas distinções entre cristãos 
judeus, o paulinismo (cristianismo paulino) e outros grupos, como 
os marcionistas, argumentam que o cristianismo primitivo foi sempre 
fragmentado, com crenças contemporâneas concorrentes.[20] 
5 - Cânon bíblico 
 
A folha de P46, um das primeiras coleções do século III das epístolas 
paulinas. 
 
O cânon bíblico é o conjunto de livros que os cristãos consideram como 
divinamente inspirada, formando assim a Bíblia cristã. Embora a Igreja 
Primitiva usasse o Antigo Testamento de acordo com o cânon da Septuaginta 
(LXX), ao escrever os seus textos os apóstolos não pretendiam criar um conjunto 
definido de novas Escrituras, mesmo eles reconhecendo que seus escritos eram 
https://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_do_cristianismo#cite_note-19
https://pt.wikipedia.org/wiki/Paulinismo
https://pt.wikipedia.org/wiki/Marcionistas
https://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_do_cristianismo#cite_note-20
https://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:P46.jpg
14 
 
 
divinamente inspirados; O Novo Testamento foi escrito e reunido ao longo dos 
anos. 
 
O processo de canonização do Novo Testamento foi complexo e 
demorado. Caracterizou-se por uma coletânea de livros que a tradição apostólica 
considerou autoritária no culto e no ensino, além de serem relevantes para as 
situações históricas em que viviam, e em consonância com o Antigo Testamento. 
Contrário à crença popular, o cânon do Novo Testamento não foi sumariamente 
decidido em reuniões do Conselho grande igreja, mas sim desenvolvido ao longo 
de muitos séculos. 
Os escritos dos apóstolos circularam entre as primeiras comunidades 
cristãs. As epístolas de Paulo estavam circulando em forma de textos coletados 
no final do primeiro século dC. Justino Mártir, no século II, menciona 
as memórias dos apóstolos, que os cristãos chamam de evangelhos e que foram 
considerados em pé de igualdade com o Antigo Testamento.[21] Um cânone 
contendo os quatro evangelhos (o Tetramorph) já estava circulando na igreja no 
tempo de Irineu em 160.[22] No início do século III, Orígenes de Alexandria talvez 
tenha usado os mesmos 27 livros que compõem o Novo Testamento moderno, 
mas ainda havia disputas sobre a canonicidade de Hebreus, Tiago, II 
Pedro, II e III João e Apocalipse.[23] Essas obras que foram questionadas sobre 
sua autenticidade são chamadas "antilegomena". Em contraste, os escritos que 
foram aceitos universalmente pela igreja desde meados do século II e que 
compõe hoje a maior parte do Novo Testamento são 
denominadas homologoumena.[24] Da mesma forma, o fragmento de 
Muratori mostra que em 200 já existia um conjunto de escritos cristãos 
semelhante ao Novo Testamento atual.[25] 
Em sua carta de Páscoa de 367, Atanásio, bispo de Alexandria, escreveu 
a primeira lista com os 27 que viriam a formar o Novo Testamento 
canônico.[26] O Sínodo de Hipona em 393 aprovou o Novo Testamento tal como 
conhecemos hoje, juntamente com os livros da Septuaginta, uma decisão que 
foi repetida pelos Conselhos de Cartago em 397 e em 419.[27] Esses conselhos 
foram liderados por Santo Agostinho, que considerava o cânone como algo já 
fechado.[28] Da mesma forma, o Papa Dâmaso I comissionou Jerônimo a fim de 
organizar a edição Latina da Vulgata em 383, o que foi algo fundamental para a 
https://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_do_cristianismo#cite_note-21
https://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_do_cristianismo#cite_note-22
https://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_do_cristianismo#cite_note-23
https://pt.wikipedia.org/wiki/Antilegomena
https://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_do_cristianismo#cite_note-24
https://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_do_cristianismo#cite_note-25
https://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_do_cristianismo#cite_note-Lingberg-2006-26
https://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_do_cristianismo#cite_note-27
https://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_do_cristianismo#cite_note-28
15 
 
 
fixação do cânon do Ocidente.[29] Em 405, o papa Inocêncio I mandou uma lista 
dos livros sagrados para Exuperius, um bispo gaulês. 
Quando esses bispos e concílios discutiram sobre o assunto, no entanto, 
eles não estavam definindo algo novo, mas sim "estavam ratificando o que já 
havia se tornado a mente da Igreja."[30] Assim, por volta do século IV, existia uma 
unanimidade no Ocidente sobre o cânon do Novo Testamento;[31] O Oriente, com 
poucas exceções, havia entrado em harmonia sobre a questão do canôn por 
volta do século V.[32] A única resistência estava relacionada ao livro do 
Apocalipse. Não obstante, um articulação dogmática completa do cânon não foi 
feito até 1546 no Concílio de Trento para o catolicismo romano;[33] e em 1563 
nos Trinta e Nove Artigos da Igreja da Inglaterra; em 1647 na Confissão de Fé 
de Westminster para o calvinismo; e finalmente em 1672 no Sínodo de 
Jerusalém para ortodoxia grega. 
6 - Cristianismo na Antiguidade tardia (313-476) 
6.1 - Estabelecimento da ortodoxia romana] 
 
Constantino I, estátua nos Museus Capitolinos 
https://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_do_cristianismo#cite_note-29
https://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_do_cristianismo#cite_note-30
https://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_do_cristianismo#cite_note-31
https://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_do_cristianismo#cite_note-32
https://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_do_cristianismo#cite_note-33
https://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Constantine_Musei_Capitolini.jpg
16 
 
 
 
Ícone retratando o imperador Constantino I (centro) e os bispos 
do Primeiro Concílio de Niceia (325) segurando a versão litúrgica do Credo 
niceno-constantinopolitano de 381 
Galério que havia sido uma das principais figuras na perseguição, em 
311 emitiu um édito que acabou com a perseguição de Diocleciano ao 
cristianismo.[34] O édito foi proclamado de má vontade pelo imperador no seu 
leito de morte.[35] Após a suspensão da perseguição aos cristãos, Galério reinou 
por mais dois anos. Ele então foi sucedido por um imperador com forte inclinção 
ao cristianismo, Constantino, o Grande. 
Constantino I, o novo imperador foi apresentado ao cristianismo por meio 
de sua mãe, Helena.[36] Na Batalha da Ponte Mílvia, em 28 de outubro de 312, 
Constantino ordenou que suas tropas pintassem uma cruz nos escudos dos 
soldados, de acordo com uma visão que tivera na noite anterior. De acordo com 
a tradição, Constantino teve uma visão enquanto olhava para o sol que se punha. 
As letras gregas XP (Chi-Rho, as primeiras duas letras de ???st??, Cristo) 
entrelaçadas com uma cruz apareceram-lhe enfeitando o sol, juntamente com a 
inscrição em latim In Hoc Signo Vinces — Sob este signo vencerás. Depois de 
vencer a batalha com uma vitória esmagadora sobre seus inimigos, Constantino 
foi capaz de reivindicar o controle da parte Ocidental do Império.[37] 
Constantino legitimou o cristianismo mas não o tornou à religião oficial 
do Império Romano. As moedas romanas, por exemplo, que foram cunhadas 
oito anos após a batalha ainda tinha as imagens dos deuses romanos.[36] No 
entanto, a adesão de Constantino foi um ponto decisivo para a Igreja cristã. Após 
sua vitória, Constantino apoiou financeiramente a Igreja, construindo basílicas 
suntuosas e concedendo vários privilégios para o clero, como a isenção de 
https://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_do_cristianismo#cite_note-PersecutionEnded-34
https://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_do_cristianismo#cite_note-Hist.C3.B3ria_do_Cristianismo-35
https://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_do_cristianismo#cite_note-H._Moran_Cruz_2004_p._55-36
https://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_do_cristianismo#cite_note-37
https://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_do_cristianismo#cite_note-H._Moran_Cruz_2004_p._55-36
https://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Nicaea_icon.jpg17 
 
 
impostos que os Sacerdotes Pagãos possuíam. O imperador ainda devolveu 
bens confiscados durante a perseguição de Diocleciano,[38] aboliu a execução 
realizada por meio de crucificação, pôs fim às batalhas dos gladiadores como 
punição para crimes e instituiu o domingo como feriado.[35] Entre 324 e 330, 
Constantino construiu uma nova capital imperial praticamente do zero. A cidade 
veio a ter o seu nome: Constantinopla. Ela tinha a arquitetura cristã, várias igrejas 
contidas dentro da muralha da cidade e não tinha templos pagãos.[39] De acordo 
com a tradição, Constantino foi batizado em seu leito de morte. 
O imperador também desempenhou um papel ativo na liderança da Igreja. 
Em 316, ele atuou como juiz em uma disputa que ocorreu no norte africano sobre 
o donatismo. Mais significativamente, em 325 convocou o Concílio de Niceia, o 
primeiro concílio ecumênico, para lidar principalmente com a controvérsia ariana. 
O concílio também emitiu o Credo Niceno. Dessa forma, Constantino 
estabeleceu um precedente para o imperador, que seria responsável 
perante Deus pela saúde espiritual de seus súditos, tendo o dever de manter a 
ortodoxia. O imperador iria impor a doutrina, erradicar a heresia, e defender a 
unidade eclesiástica.[40] 
Filho do sucessor de Constantino, conhecido como Juliano, o Apóstata, 
foi um filósofo que ao se tornar imperador, renunciou ao cristianismo e adotou 
uma forma mística de neoplatonismo e de paganismo, que se chocava com 
a criação cristã. Juliano começou a reabrir os templos pagãos, começando assim 
uma disputa de fiéis entre cristãos e pagãos. Depois, com a intenção de 
restabelecer o prestígio das crenças pagãs, ele as modificou, assemelhando-as 
as tradições cristãs, como a estrutura episcopal e a caridade pública (filantropia) 
até então desconhecida na religião romana. O curto reinado de Juliano acabou 
com sua morte, enquanto fazia campanha no Oriente. 
Mais tarde os Padres da Igreja escreveram volumosos textos teológicos, 
inclusive Agostinho de Hipona, Gregório de Nazianzo, Cirilo de 
Jerusalém, Ambrósio de Milão, Jerônimo, entre outros. Alguns destes pais, tais 
como João Crisóstomo e Santo Atanásio, sofreram exílio, perseguição, ou 
o martírio dos imperadores bizantinos. 
https://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_do_cristianismo#cite_note-38
https://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_do_cristianismo#cite_note-Hist.C3.B3ria_do_Cristianismo-35
https://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_do_cristianismo#cite_note-39
https://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_do_cristianismo#cite_note-40
18 
 
 
6.2 - Concílios ecumênicos 
Durante esta época, vários concílios ecumênicos foram convocados. O 
principal assunto debatido eram as disputas cristológicas. O primeiro (325) e 
o segundo (381) condenaram os ensinamentos da heresia ariana, produzindo 
assim o Credo niceno-constantinopolitano. O Concílio de Éfeso condenou 
o nestorianismo e afirmava ser Maria Theotokos(portadora de Deus ou Mãe de 
Deus). O Concílio de Calcedônia afirmou que Cristo tinha duas naturezas: era 
plenamente Deus e plenamente homem, ambas distintas, mas sempre em 
perfeita união. Assim, condenou o monofisismo. Esse Concílio serviu para refutar 
também o monotelismo. No entanto, nem todos os grupos aceitaram os termos 
aceitos nesses debates. Os nestorianos e a Igreja Assíria do Oriente, por 
exemplo, se dividiram sobre o Concílio de Éfeso em 431; e a Ortodoxia 
Oriental se dividiu sobre o Concílio de Calcedóniade 451. 
6.3 - Cristianismo como religião oficial do estado 
romano 
 
 Alcance do cristianismo no ano 325 
 Alcance do cristianismo no ano 600 
Em 27 de fevereiro de 380, Teodósio I assina o Édito de Tessalónica, 
adotando o cristianismo niceno como religião oficial do Império Romano. Antes 
disso, Constâncio II (337-361) e Flávio Júlio Valente (364-378) tinham 
pessoalmente favorecido o arianismo ou outras formas de cristianismo semi-
ariano, mas Arcádio, sucessor de Teodósio I, apoiou a doutrina trinitariana como 
https://pt.wikipedia.org/wiki/Nestorianismo
https://pt.wikipedia.org/wiki/Nestorianismo
https://pt.wikipedia.org/wiki/Primeiro_Conc%C3%ADlio_de_Niceia
https://pt.wikipedia.org/wiki/Semi-arianismo
https://pt.wikipedia.org/wiki/Semi-arianismo
https://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Spread_of_Christianity_in_Europe_to_AD_600.png
19 
 
 
foi exposta no Primeiro Concílio de Niceia (sob Constantino) e reafirmada 
no Primeiro Concílio de Constantinopla (sob Teodódsio). 
No seu Édito, Teodósio I reservou o título de "cristãos católicos" para os 
crentes "na divindade única do Pai, do Filho e do Espírito Santo sob o conceito 
de igual majestade e da piedosa Trindade", e declarou de considerar os outros 
"dementes e loucos sobre os quais pesará a infâmia da heresia".[41][42] 
Em 385, numa parte do Império Romano do Ocidente, regida por Magno 
Máximo, não Teodósio, o bispo Prisciliano, que tinha sido excomungado por 
heresia, foi condenado e executado por um tribunal civil pelo crime civil de 
feitiçaria, ação que provocou protestas de Papa Sirício, Ambrósio e Martinho de 
Tours.[43][44] Alguns apresentam isso como primeiro caso de pena capital de um 
herege,[45]outros como primeiro exemplo de intervenção da justiça secular numa 
questão eclesiástica.[46] 
Após sua criação, a Igreja dentro do Império Romano adotou na 
organização os limites das províncias civis: o bispo da capital de cada província 
(o metropolita) tinha certa autoridade sobre os outros bispos da província[47] O 
Primeiro Concílio de Niceia reconheceu também a autoridade super-
metropolitana dos bispos de Roma, Alexandria e Antioquia.[48] 
Em 381 se realizou em Constantinopla (desde 330 capital do Império) 
um concílio, mais tarde reconhecido como ecumênico, que decretou no seu 
terceiro cânon: "O Bispo de Constantinopla, no entanto, deve ter a prerrogativa 
de honra, após o Bispo de Roma, porque Constantinopla é a nova Roma". Não 
lhe designou nenhuma área sobre a qual exercer autoridade super-
metropolitana: pelo contrário, declarou no seu cânon 2 que 
cada diocese#Império Romano deve administrar os próprios assuntos. Deu-lhe 
a precedência sobre os bispos de Alexandria e Antioquia, mas não sobre o bispo 
romano.[49] O Concílio de Éfeso (431) estendeu o poder de Jerusalém ao longo 
das três províncias da Palestina, e o Concílio de Calcedônia (451) reconheceu 
no cânone 28 a jurisdição do bispo de Constantinopla sobre Ponto, Ásia menor e 
a Trácia.[50] 
O imperador Justiniano I (527-565) por primeiro restringiu o título de 
"patriarca" para designar exclusivamente os bispos de Roma, Constantinopla, 
Alejandria, Antioquia e Jerusalém: especificou as funções e a liderança de estes 
https://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_do_cristianismo#cite_note-41
https://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_do_cristianismo#cite_note-41
https://pt.wikipedia.org/wiki/Prisciliano
https://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_do_cristianismo#cite_note-43
https://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_do_cristianismo#cite_note-43
https://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_do_cristianismo#cite_note-HereticsExecuted-45
https://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_do_cristianismo#cite_note-46
https://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_do_cristianismo#cite_note-47
https://pt.wikipedia.org/wiki/Patriarca_de_Antioquia
https://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_do_cristianismo#cite_note-48
https://pt.wikipedia.org/wiki/Diocese#Imp.C3.A9rio_Romano
https://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_do_cristianismo#cite_note-49
https://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_do_cristianismo#cite_note-50
20 
 
 
cinco patriarcas e teve um papel decisivo na formulação 
da Pentarquia.[51] adoptada depois pelo Concílio Quinissexto de 692.[52] 
6.4 - Nestorianismo e o Império Sassânida 
 
Uma das primeiras representações de Cristo com uma barba, c.380 
Durante o século V, a Escola de Edessa havia ensinado uma 
perspectiva cristológica diferente.Eles afirmavam que a natureza humana e a 
natureza divina de Cristo eram pessoas distintas. Uma consequência dessa 
perspectiva era que Maria não poderia ser apropriadamente chamado de a mãe 
de Deus, mas só poderia ser considerada a mãe de Cristo. O mais conhecido 
defensor desse ponto de vista era o Patriarca de Constantinopla, Nestório. 
O dogma de Maria ser a Mãe de Deus havia se tornado popular em muitas 
partes da Igreja. Por isso, esse novo ponto de vista se tornou um assunto 
polêmico. O imperador romano Teodósio II proclamou dois concílios em Éfeso, 
o primeiro em 431 e o segundo em 449, com a intenção de resolver o problema. 
Os concílios rejeitaram a visão de Nestório. Entretanto, muitas igrejas seguiram 
o ponto de vista nestoriano. Por isso, se separaram da Igreja Romana, causando 
o cisma nestoriano. As igrejas nestorianas foram perseguidos e muitos 
seguidores fugiram para o Império Sassânida, onde foram aceitos. 
O Império Sassânida (persas) tinha muitos convertidos ao cristianismo. O 
início de sua história estava intimamente ligada ao ramo do cristianismo siríaco. 
O império foi oficialmente zoroastra, mantendo uma estrita adesão a essa fé, em 
parte, para se distinguir da religião do Império Romano (originalmente a religião 
pagã romana e o cristianismo). 
https://pt.wikipedia.org/wiki/Pentarquia
https://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_do_cristianismo#cite_note-51
https://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_do_cristianismo#cite_note-52
https://pt.wikipedia.org/wiki/Cristologia
https://pt.wikipedia.org/wiki/Nest%C3%B3rio
https://pt.wikipedia.org/wiki/Nestorianismo
https://pt.wikipedia.org/wiki/Zoroastrismo
https://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Christ_with_beard.jpg
21 
 
 
O cristianismo tornou-se tolerado no Império Sassânida. Como o Império 
Romano perseguia os hereges, havia cada vez mais exilados durante os séculos 
IV e VI, fazendo com que a comunidade cristã sassânida crescesse 
rapidamente.[53] Até o final do século V , a Igreja persa estava firmemente 
estabelecida e se tornou independente da Igreja Católica Romana. Esta igreja 
evoluiu para o que hoje é conhecida como a Igreja do Oriente. 
6.5 - Miafisismo 
Em 451, foi realizado o Concílio de Calcedónia a fim de esclarecer as 
questões cristológicas em torno do nestorianismo. O concílio declarou que 
a natureza de Cristo era dupla: tanto humana quanto divina. Esse ponto de vista 
foi rejeitado por muitas igrejas que se chamavam miafisistas. O cisma resultante 
desse concílio criou uma comunhão de seis igrejas que incluem Igreja Apostólica 
Armênia, a Igreja Ortodoxa Síria e a Igreja Ortodoxa Copta.[54] Embora tivessem 
sido feitos esforços para a reconciliação, nos séculos seguintes o cisma se 
manteve permanente, resultando no que hoje é conhecida como a Ortodoxia 
Oriental. 
 
Igreja gótica 
 
Constantino I queimando livros do presbítero Ário, ilustração de um livro 
de direito canónico de 825 
 
A perspectiva cristológica popular do século IV foi o arianismo, defendida 
pelo presbítero egípcio Ário. Embora esse ponto de vista tivesse sido condenado 
pela Igreja romana imperial, manteve-se popular no Império durante algum 
https://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_do_cristianismo#cite_note-culture-61-53
https://pt.wikipedia.org/wiki/Cristologia
https://pt.wikipedia.org/wiki/Nestorianismo
https://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_do_cristianismo#cite_note-54
https://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%81rio
https://pt.wikipedia.org/wiki/Cristologia
https://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%81rio
https://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Constantine_burning_Arian_books.jpg
22 
 
 
tempo. No quarto século Ulfilas, bispo romano e adepto do arianismo, foi 
nomeado o primeiro bispo dos godos: povos germânicos que habitavam grande 
parte da Europa nas fronteiras do Império. Ulfilas propagou a visão cristã-ariana 
entre os godos, estabelecendo firmemente a fé entre muitas das tribos 
germânicas.[55] Como a Igreja Romana tornou-se cada vez mais antiariana, 
o arianismo foi visto por muitos godos como a característica de sua fé que os 
separava dos romanos. 
6.6 - Monasticismo 
O monasticismo é uma forma de ascetismo em que se renuncia 
atividades mundanas e se concentra exclusivamente em atividades espirituais, 
principalmente as que incluem 
alguma virtude como humildade, pobreza e castidade. 
Ele começou bem cedo na Igreja, baseada em exemplos e ideais bíblicos, 
além de possuir raízes em certas correntes do judaísmo. João Batista é visto 
como um monge arquétipo. O monasticismo também foi inspirado pela 
organização da comunidade apostólica, conforme registrado em Atos 2:42. 
Existem duas formas de monasticismo: Os monges eremitas vivem 
na solidão, enquanto os cenobitas vivem em comunidades, geralmente em 
um mosteiro, sob uma regra (ou código de prática) e são governados por 
um abade. Originalmente, todos os monges cristãos eram eremitas, seguindo o 
exemplo de Antão do Deserto. No entanto, a necessidade dos monges terem 
algum tipo de orientação espiritual levou São Pacômio a juntar alguns seguidores 
e organizar aquele que viria a ser o primeiro mosteiro em 318. Logo, as 
instituições similares foram estabelecidos ao longo do deserto egípcio, assim 
como o resto da metade oriental do Império Romano. Mulheres foram 
especialmente atraídas ao movimento.[56] 
As figuras centrais no desenvolvimento do monasticismo foram Basílio, o 
Grande, no Oriente e São Bento de Núrsia, no Ocidente. Fundador da Ordem 
dos Beneditinos, São Bento criou a famosa Regra de São Bento, que viria a ser 
a regra mais comum durante a Idade Média, e o ponto de partida para 
outras regras monásticas.[57] 
https://pt.wikipedia.org/wiki/Ulfilas
https://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_do_cristianismo#cite_note-Padberg_1998.2C_26-55
https://pt.wikisource.org/wiki/Tradu%C3%A7%C3%A3o_Brasileira_da_B%C3%ADblia/Atos/II#2:42
https://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_do_cristianismo#cite_note-56
https://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_do_cristianismo#cite_note-57
23 
 
 
7 - Início da Idade Média (476-799) 
 
Justiniano I, 
Mosaico na Basílica de São Vital,Ravena 
 
A transição do cristianismo para a Idade Média foi um processo gradual e 
localizado. As áreas rurais cresceram como centros de poder, enquanto as zonas 
urbanas diminuíram. Apesar do Oriente conter o maior número de Cristãos 
(áreas gregas), aconteceram importantes desenvolvimentos no Ocidente (áreas 
Latinas). Cada uma das duas áreas assumiram formas distintas. Os Bispos de 
Roma foram obrigados a adaptar-se a drástica alteração das circunstâncias: 
mantendo apenas uma fidelidade nominal ao imperador, eles eram obrigados a 
negociar com os governantes bárbarasdas ex-províncias do Império Romano. 
No Oriente, a Igreja manteve a sua estrutura, seu caráter e sua lenta evoulção. 
7.1 - Início do papado medieval 
Após a península Itálica ter sido alvo de guerras e tumultos devido 
as tribos bárbaras, o imperador Justiniano I tentou reafirmar o domínio imperial 
no leste da Itália contra a aristocracia gótica. As campanhas subsequentes foram 
mais ou menos bem sucedidas, e um exarcado foi criada para a Itália, mas a 
influência imperial era restrita. 
Logo após, os lombardos invadiram a enfraquecida península, ocupando 
a cidade de Roma. Enquanto o lado Oriental do império fracassava em enviar 
ajuda, os papas passaram a alimentar a população, negociar tratados, pagar 
pela proteção aos senhores da guerra com os lombardos, além de contratarem 
https://pt.wikipedia.org/wiki/Exarcado
https://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Meister_von_San_Vitale_in_Ravenna.jpg
24 
 
 
soldados para defenderem a cidade.[58] Eventualmente, os papas procuravam 
outros apoios, especialmente dos francos. Nesse período, o papa Gregório I, 
eleito prefeito de Roma pelo imperador Justino I, foi responsável por aplicar 
várias reformas políticas que ocasionaram o prestígio do papado durante toda 
a Idade Média.7.2 - Expansão missionária ocidental 
A perda gradual dos domínios do Império Romano do Ocidente, 
substituído por federações e reinos germânicos, coincidiu com os primeiros 
esforços missionários em áreas não controladas pelo desmoronado império.[59] 
Já no século V, as atividades missionárias da Britânia em áreas celtas 
(atual Escócia, Irlanda e País de Gales), deram início as tradições do cristianismo 
céltico, que mais tarde foi reintegrado à Igreja de Roma. Os missionários mais 
proeminentes foram São Patrício, São Columba e São Columbano. As 
tribos anglo-saxões que invadiram a Grã-Bretanha do sul logo após o abandono 
de Roma, foram inicialmente pagãs, mas se converteram ao cristianismo 
por Agostinho de Cantuária, através da missão do papa Gregório Magno. Logo 
que se tornou um centro missionário, cristãos 
como Vilfrido, Vilibrordo, Lulo e São Bonifácio começaram a converter seus 
parentes Saxões na Germania. 
A Gália (atual França) foi invadida pelos Francos no século V. Os nativos 
foram perseguidos até que o rei franco Clóvis I os converteu do paganismo para 
o catolicismo em 496. O rei insistiu que seus nobres colegas seguissem seu 
exemplo, reforçando o seu reino recém-criado, unindo assim a fé dos 
governantes com a dos governados. Após a ascensão do Reino Franco e a 
estabilização das condições políticas, a parte ocidental da Igreja aumentou a 
atividade missionária, apoiada pelo reino merovíngios, como forma de pacificar 
os povos vizinhos incômodos. Após a fundação de uma igreja em Utreque por 
Vilibrordo, houve um recuo na expansão do cristianismo após o rei pagãos 
dos Frísios, Radode, destruir muitos centros cristãos entre 716 e 719. Em 717, 
o missionário inglês São Bonifácio foi enviado para ajudar Vilibrordo, 
restabelecendo igrejas e continuando as missões Frísias, na Alemanha.[60] 
https://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_do_cristianismo#cite_note-58
https://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_do_cristianismo#cite_note-59
https://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Vilfrido&action=edit&redlink=1
https://pt.wikipedia.org/wiki/Vilibrordo
https://pt.wikipedia.org/wiki/Lulo
https://pt.wikipedia.org/wiki/Germania
https://pt.wikipedia.org/wiki/Utreque
https://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_do_cristianismo#cite_note-60
25 
 
 
7.3 - Iconoclastia bizantina 
 
 
Trindade por Andrei Rublev, na Galeria Tretyakov 
 
Após uma série de reveses militares pesados contra os muçulmanos, 
a iconoclastia surgiu no início do século VIII. Em 720, o imperador 
bizantino Leão III, o Isauro proibiu a representação pictórica de Cristo, santos e 
cenas bíblicas. 
No Ocidente, o Papa Gregório III realizou dois sínodos em Roma e 
condenou as ações de Leão III. O Império Bizantino, convocou o concílio 
iconoclasta de Hieria em 754, declarando que os retratos dos santos 
eram heréticos.[61] O movimento destruiu grande parte da das representações 
artísticas cristãs da igreja primitiva. O movimento iconoclasta foi definido como 
herético em 787 no Segundo Concílio de Niceia, mas conseguiu um breve 
ressurgimento entre 815 e 842. 
8 - Alta Idade Média (800-1299) 
8.1 - Renascença carolíngia 
A Renascença carolíngia foi um período de renascimento cultural e 
intelectual da literatura, das artes e dos estudos das escrituras durante o final do 
século VIII até o século IX, principalmente durante o reinado de Carlos 
Magno e Luís, o Piedoso, que eram governantes francos. Para resolver os 
https://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_do_cristianismo#cite_note-61
https://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Andrej_Rubl%C3%ABv_001.jpg
26 
 
 
problemas do analfabetismo do clero e dos escribas da corte, Carlos Magno 
fundou escolas e atraiu a maioria dos sábios de toda a Europa para a sua corte. 
8.2 - Reforma Monástica 
 
Vista da Abadia de Cluny. 
 
Abadia de Cluny 
A partir do século VI, a maioria dos mosteiros no Ocidente eram da Ordem 
Beneditina. Devido à aplicação estrita das reformar das Regra de São Bento, 
a Abadia de Cluny se tornou uma líder reconhecida do monaquismo ocidental a 
partir do final do décimo século. Cluny criou uma grande ordem onde os 
administradores de casas subsidiária serviam como deputados do abade de 
Cluny e respondiam a ele. O espírito de Cluny foi uma influência na revitalização 
da igreja normanda, em seu auge a partir da segunda metade do século X até o 
início do século XII . 
 
Abadia de Cister[ 
 
https://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Clocher_abbaye_cluny_2s.jpg
https://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Bernhard_von_Clairvaux_(Initiale-B).jpg
27 
 
 
Bernardo de Claraval em um manuscrito medieval. 
 
A segunda onda de reformas monásticas veio com o Movimento de Cister. 
Os primeiros cistercienses fundaram uma abadia em 1098, que ficou conhecida 
como Abadia de Cister. A tônica da vida cisterciense foi um retorno à observância 
literal das regras beneditinas, rejeitando a evolução dos beneditinos. A 
característica mais marcante da reforma foi o retorno ao trabalho manual, 
especialmente o trabalho de campo. Inspirados por Bernardo de Claraval, o 
principal construtor dos cistercienses, a ordem se tornou a principal força de 
difusão tecnológica da Europa medieval (ver: Tecnologia medieval). Até o final 
do século XII, as casas cistercienses chegavam a 500. No seu auge, no fim 
do século XV, alegou-ser ter perto de 750 casas. A maioria delas foram 
construídas em áreas de deserto, e desempenharam um papel importante em 
trazer tais peças isoladas da Europa para o cultivo econômico. 
8.3 - Ordens mendicantes 
Um terceiro nível da reforma monástica foi fornecida pelo estabelecimento 
das Ordens mendicantes. Vulgarmente conhecido como frades, mendigos vivem 
sob uma regra monástica tradicional com os votos de castidade, pobreza e 
obediência. Entretanto, eles enfatizam a pregação, a atividade missionária e a 
educação em um monastério isolado. A partir do século XII, a ordem 
franciscana foi instituída pelos seguidores de São Francisco de Assis. 
Posteriormente, a ordem dos dominicanos foi iniciada por São Domingos de 
Gusmão. 
 
 
 
 
 
 
 
28 
 
 
Notas 
1. Ranking Geral das Religiões no mundo» (dados extraídos do Almanaque 
Abril 2007) 
2. Adherents.com, eligions by Adherents 
3. America's Fastest-Growing Faiths: Islam and Buddhism 
4. ATIENZA, Juan G. (1995). Santos pagãos. Deuses ontem, santos hoje. 1 1 
ed. São Paulo: Ícone. p. 295. ISBN 85-274-0371-4 
5. R. Gerberding and J. H. Moran Cruz, Medieval Worlds (New York: 
Houghton Mifflin Company, 2004) p. 51 
6. Catholic Encyclopedia: Cornelius» "O batismo de Cornélio foi um importante 
evento na história da igreja primeva. As portas da igreja, dentre eles até 
mesmo os que eram circuncidados e observavam a Lei de Moisés tinham sido 
admitidos, agora estavam abertas aos gentios incircuncisos sem a obrigação 
de se submeterem as leis cerimoniais judaicas." 
7. Jewish Encyclopedia: Circumcision: In Apocryphal and Rabbinical 
Literature» "O contato com a vida grega, especialmente nos jogos da arena [o 
qual envolvia nudes], fazia esta distinção chocante com os helenistas, ou 
antinacionalistas; e a consequência foi a sua tentativa de se parecerem com os 
gregos por epispasmo ("making themselves foreskins"; I Macc. i. 15; Josephus, 
"Ant." xii. 5, § 1; Assumptio Mosis, viii.; I Cor. vii. 18; , Tosef., Shab. xv. 9; Yeb. 
72a, b; Yer. Peah i. 16b; Yeb. viii. 9a). Tudo o mais fez com que a observancia 
da lei judaica desencadeasse o decreto de Antíoco Epifânio que proibia a 
circuncisão (I Macc. i. 48, 60; ii. 46); e as mulheres judias demostraram a sua 
fidelidade a Lei, mesmo correndo risco de vida, pois elas mesmas 
circuncidaram os seus filhos."; Hodges, Frederick, M. (2001). «The Ideal 
Prepuce in Ancient Greece and Rome: Male Genital Aesthetics and Their 
Relation to Lipodermos, Circumcision, Foreskin Restoration, and the 
Kynodesme». The Bulletin of the History of Medicine.75 (Fall 2001): 375–
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405. PMID 11568485. doi:10.1353/bhm.2001.0119. Consultado em 24 de julho 
de 2007 
8. Catholic Encyclopedia: Cornelius 
9. E. Peterson, "Christianus" pp. 353–72 
10. "A figura (…) é uma alegoria de Cristo como um pastor" André Grabar, 
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11. Sobre os credos, ver Oscar Cullmann, The Earliest Christian 
Confessions, trans. J. K. S. Reid (London: Lutterworth, 1949) 
12. Ir para cima↑ Michael Whitby, et al. eds. Christian Persecution, 
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13. Philip Carrington, The Early Christian Church (2 vol. 1957) online edition 
vol 1; online edition vol 2 
14. Langan, The Catholic Tradition (1998), p. 107/ 
15. ↑ "As primeiras imagens cristãs apareceram em algum lugar entre os 
anos do século II." Andre Grabar, p.7 
16. Andre Grabar, p7 
17. e.g., 2Coríntios 11:13; 2Pedro 2:1; 2João :7; Judas :4, e a Epístola de 
Tiago em geral. 
18. João 14:28 
19. R. Gerberding and J. H. Moran Cruz, Medieval Worlds (New York: 
Houghton Mifflin Company, 2004) p. 58 
20. Ir para cima↑ e.g., Bauer, Walter (1971). Orthodoxy and Heresy in 
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Knew. New York: Oxford. ISBN 0–19–514183–0 Verifique |isbn= (ajuda) 
21. Everett Ferguson, "Factors leading to the Selection and Closure of the 
New Testament Canon", em The Canon Debate. eds. L. M. McDonald & J. A. 
Sanders (Hendrickson, 2002) pp. 302–303; cf. Justin Martyr, First Apology 67.3 
22. Everett Ferguson, "Factors leading to the Selection and Closure of the 
New Testament Canon", em The Canon Debate. eds. L. M. McDonald & J. A. 
Sanders (Hendrickson, 2002) pp. 301; cf. Irenaeus, Adversus Haereses 3.11.8 
23. Ambos pontos tomados de Mark A. Noll's Turning Points, (Baker 
Academic, 1997) pp. 36–37 
24. The Cambridge History of the Bible (volume 1) eds. P. R. Ackroyd and 
C. F. Evans (Cambridge University Press, 1970) p. 308 
25. H. J. De Jonge, "The New Testament Canon", em The Biblical Canons. 
eds. de Jonge & J. M. Auwers (Leuven University Press, 2003) p. 315 
26. Lindberg, Carter (2006). A Brief History of Christianity. [S.l.]: Blackwell 
Publishing. p. 15. ISBN 1405110783 
27. McDonald & Sanders' The Canon Debate, 2002, Appendix D-2, note 19: 
"O Apocalipse foi adicionado posteriormente em 419 em um sínodo 
subsequente de Cartago." 
28. Everett Ferguson, "Factors leading to the Selection and Closure of the 
New Testament Canon", em The Canon Debate. eds. L. M. McDonald & J. A. 
Sanders (Hendrickson, 2002) p. 320; F. F. Bruce, The Canon of 
Scripture (Intervarsity Press, 1988) p. 230; cf. Agostinho, De Civitate Dei 22.8 
29. F. F. Bruce, The Canon of Scripture (Intervarsity Press, 1988) p. 225 
30. Ir para cima↑ Everett Ferguson, "Factors leading to the Selection and 
Closure of the New Testament Canon", em The Canon Debate. eds. L. M. 
McDonald & J. A. Sanders (Hendrickson, 2002) p. 320; Bruce Metzger, The 
Canon of the New Testament: Its Origins, Development, and 
https://pt.wikipedia.org/wiki/Bart_D._Ehrman
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https://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=On_the_Detection_and_Overthrow_of_the_So-Called_Gnosis&action=edit&redlink=1
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Significance (Oxford: Clarendon, 1987) pp. 237–238; F. F. Bruce, The Canon of 
Scripture(Intervarsity Press, 1988) p. 97 
31. F. F. Bruce, The Canon of Scripture (Intervarsity Press, 1988) p. 215 
32. The Cambridge History of the Bible (volume 1) eds. P. R. Ackroyd and 
C. F. Evans (Cambridge University Press, 1970) p. 305 
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Persecutors" ch. 35–34 
35. SHELLEY, Bruce. História do Cristianismo ao Alcance de Todos. São 
Paulo: Shedd, 2004 
36. R. Gerberding and J. H. Moran Cruz, Medieval Worlds (New York: 
Houghton Mifflin Company, 2004) p. 55 
37. R. Gerberding and J. H. Moran Cruz, Medieval Worlds (New York: 
Houghton Mifflin Company, 2004) p. 55; cf. Eusebius, Life of Constantine 
38. Ir para cima↑ R. Gerberding and J. H. Moran Cruz, Medieval 
Worlds (New York: Houghton Mifflin Company, 2004) pp. 55–56 
39. Ir para cima↑ R. Gerberding and J. H. Moran Cruz, Medieval 
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40. Ir para cima↑ Richards, Jeffrey. The Popes and the Papacy in the Early 
Middle Ages 476–752 (London: Routledge & Kegan Paul, 1979) pp. 14–15 
41. Édito de Tesalónica Cunctos populos 
42. tradução inglesa do Édito 
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45. «Lecture 27: Heretics, Heresies and the Church». 2009 
46. Jorge, Ana. "The Lusitanian Episcopate in the 4th Century: Priscilian of 
Ávila and the Tensions Between Bishops", e-JPH, Vol.4, number 2, Winter 
2006, ISSN 1645-6432 
47. Oxford Dictionary of the Christian Church (Oxford University Press 
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48. Cânon 6 entre as decisiões do Primeiro Concílio de Niceia: texto original 
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49. «Cânones do Primeiro Concílio de Constantinopla, texto original com 
tradução em latim» em inglês 
50. The Challenge of Our Past: Studies in Orthodox Canon Law and Church 
History, by John H. Erickson (St Vladimir's Seminary Press, 1991 ISBN 
0881410861, 9780881410860), p. 96–97 
51. Justinian I, Last Roman Emperor 
52. Encyclopaedia Britannica: "Pentarchy" 
53. Culture and customs of Iran, p. 61 
54.Bussell (1910), p. 346. 
55. Padberg 1998, 26 
56. Jeffrey F. Hamburger et al. Crown and Veil: Female Monasticism from 
the Fifth to the Fifteenth Centuries (2008) 
57. Marilyn Dunn, Emergence of Monasticism: From the Desert Fathers to 
the Early Middle Ages (2003) 
58. Richards, Jeffrey. The Popes and the Papacy in the Early Middle Ages 
476–752 (London: Routledge & Kegan Paul, 1979) p. 36 
59. Kenneth Scott Latourette, A history of the expansion of Christianity: vol. 
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http://books.google.com/books?id=XgRrh2M08p0C&printsec=frontcover#PPA95,M1
http://books.google.com/books?id=XgRrh2M08p0C&printsec=frontcover#PPA95,M1
http://books.google.com/books?id=XgRrh2M08p0C&printsec=frontcover#PPA95,M1
http://www.britannica.com/eb/article-9059117/pentarchy
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