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HISTÓRIA DO CRISTIANISMO
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NOSSA HISTÓRIA
A nossa história inicia com a realização do sonho de um grupo de
empresários, em atender à crescente demanda de alunos para cursos de
Graduação e Pós-Graduação. Com isso foi criado a nossa instituição, como
entidade oferecendo serviços educacionais em nível superior.
A instituição tem por objetivo formar diplomados nas diferentes áreas de
conhecimento, aptos para a inserção em setores profissionais e para a
participação no desenvolvimento da sociedade brasileira, e colaborar na sua
formação contínua. Além de promover a divulgação de conhecimentos culturais,
científicos e técnicos que constituem patrimônio da humanidade e comunicar o
saber através do ensino, de publicação ou outras normas de comunicação.
A nossa missão é oferecer qualidade em conhecimento e cultura de forma
confiável e eficiente para que o aluno tenha oportunidade de construir uma base
profissional e ética. Dessa forma, conquistando o espaço de uma das instituições
modelo no país na oferta de cursos, primando sempre pela inovação tecnológica,
excelência no atendimento e valor do serviço oferecido.
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SUMÁRIO
1 - A história do cristianismo ............................................................................. 4
2 - Cristianismo primitivo .................................................................................... 5
3 - Igreja Apostólica ............................................................................................ 8
2.1 - Crenças e credos dos cristãos primitivos ................................................... 9
2.2 - Igreja pós-apostólica .................................................................................. 9
2.3 - Perseguições ............................................................................................. 9
3 - Estrutura e episcopado ............................................................................... 10
4 - Primeiros escritos cristãos .......................................................................... 11
4.1 - Início da arte ............................................................................................ 11
4.2 - Primeiras heresias ................................................................................... 12
5 - Cânon bíblico .............................................................................................. 13
6 - Cristianismo na Antiguidade tardia (313-476) ............................................. 15
6.1 - Estabelecimento da ortodoxia romana] .................................................... 15
6.2 - Concílios ecumênicos .............................................................................. 18
6.3 - Cristianismo como religião oficial do estado romano ............................... 18
6.4 - Nestorianismo e o Império Sassânida ...................................................... 20
6.5 - Miafisismo ................................................................................................ 21
6.6 - Monasticismo ........................................................................................... 22
7 - Início da Idade Média (476-799) ................................................................. 23
7.1 - Início do papado medieval ....................................................................... 23
7.2 - Expansão missionária ocidental ............................................................... 24
7.3 - Iconoclastia bizantina ............................................................................... 25
8 - Alta Idade Média (800-1299) ....................................................................... 25
8.1 - Renascença carolíngia ............................................................................. 25
8.2 - Reforma Monástica .................................................................................. 26
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8.3 - Ordens mendicantes ................................................................................ 27
Notas ................................................................................................................ 28
REFERÊNCIAS ................................................................................................ 33
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1 - A história do cristianismo
É o estudo da religião baseada nos ensinamentos de Jesus de Nazaré. O
cristianismo tornar-se-ia numa das maiores religiões, afetando todas as outras e
mudando o curso da História do mundo |história humana]. Isso diz respeito
principalmente a religião cristã e da Igreja, até a era atual e as denominações.
O cristianismo difere significativamente das outras religiões abraâmicas na
afirmação de que Jesus Cristo é o Filho de Deus. A grande maioria dos cristãos
acreditam num Deus trino formado por três pessoas unidas e
distintas: Pai, Filho e Espírito Santo. Ao longo da sua história, a religião tem
resistido a cismas e a disputas teológicas que resultaram em muitas igrejas
distintas. Os maiores ramos do cristianismo são a Igreja Católica Romana,
a Igreja Ortodoxa, as Igrejas protestantes.
O cristianismo começou a se espalhar a partir de Jerusalém, e depois em
todo o Oriente Médio, acabando por se tornar a religião oficial da Armênia em
301, da Etiópia em 325, da Geórgia em 337, e depois a Igreja estatal do Império
Romano em 380. Tornando-se comum em toda a Europa na Idade Média, ela se
expandiu em todo o mundo durante a Era dos Descobrimentos.
Atualmente o cristianismo possui cerca de 2,13 bilhões de fiéis, sendo a
maior religião mundial[1][2] adotada por cerca de 33% da população do mundo. É
a religião predominante na Europa, América, Oceania e em grande parte
de África e partes da Ásia.
https://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_do_cristianismo#cite_note-1
https://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_do_cristianismo#cite_note-1
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2 - Cristianismo primitivo
Crucificação de Jesus Cristo por Diego Velázquez. A morte e ressurreição
de Jesus foi um dos fatos mais importantes para os primeiros anos do
cristianismo.
Durante sua história, o cristianismo passou de uma obscura seita
judaica do século I para uma religião existente em todo o mundo conhecido
na Antiguidade.
Na Judeia, uma das províncias romanas no Oriente, facções políticas
locais se digladiavam em fins do século I a.C. De um lado, a aristocracia e os
sacerdotes judeus aceitavam a dominação romana, pois os primeiros obtinham
vantagens comerciais e os segundos mantinham o monopólio da religião. Entre
as várias seitas judaicas que coexistiam na região, estavam a dos fariseus,
voltados para a vida religiosa e o estudo da Torá, e a dos essênios, que
pregavam a vinda do Messias, um rei poderoso que lideraria os judeus rumo à
independência. Nesse clima de agitação, durante o governo de Otávio, nasceu,
em Belém, um judeu chamado Jesus.
Poucas fontes históricas não-cristãs mencionam Jesus ou os primeiros
anos do cristianismo. A principal fonte a respeito de sua vida são os Evangelhos,
que relatam o nascimento e os primeiros anos no modesto lar de um artesão
de Nazaré. Há um período sobre o qual praticamente não há informações, até
https://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Cristo_crucificado.jpg
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que, aos trinta anos, Jesus recebe o batismo pelas mãos de João Batista, nas
águas do Rio Jordão e começa a pregação de seu ideário. Para os cristãos, Ele
seria o Messias esperado pelos judeus. No Sermão da Montanha, descrito nos
evangelhos de Mateus e de Lucas, é apresentado os princípios básicos de seu
pensamento: para Jesus, a moral, como a religião, era essencialmente individual
e a virtude não era social, mas de consciência. Pregava a igualdade entre os
homens, o perdão e o amor ao próximo.
Segundo os Evangelhos, as autoridades religiosas judaicas não aceitaram
que aquele homem simples, que pregava aos humildes,pudesse ser o rei, o
Messias que viria salvá-los (ver: Rejeição de Jesus). Consideraram-no um
dissidente e o enquadraram na lei religiosa, condenando-o à morte
por crucificação, a ser aplicada pelos romanos (do ponto de vista das autoridades
romanas, Jesus era um rebelde político). Levadas pelos seus discípulos,
os apóstolos, a diversas partes do império romano, as ideias de Jesus
frutificaram. O apóstolo Paulo, judeu com cidadania romana, deu caráter
universal à nova religião: segundo ele, a mensagem de Jesus, chamado de
Cristo (o ungido) por seus seguidores, era dirigida não somente aos judeus, mas
a todos os povos. Com Paulo, o cristianismo deixou de ser uma seita
do judaísmo para se tornar uma religião autônoma (ver: Paulinismo). Por não
aceitarem a divindade imperial e por acreditarem que havia uma única verdade
- a de Jesus -, os cristãos foram perseguidos pelos romanos.
Por volta do ano 70, foram escritos os evangelhos atribuídos
a Mateus e Marcos, em língua grega. Trinta anos depois, publicava-se o
evangelho atribuído a João, e a doutrina da Santíssima Trindade (Pai, Filho e
Espírito Santo) começava a tomar forma.
Apegados ao monoteísmo, os cristãos não juravam o culto divino ao
imperador, provocando reações violentas. As perseguições ocorreram em curtos
períodos, embora violentos, na medida em que o culto divino ao imperador,
estabelecido por Augusto mas formalizado por Domiciano, era aplicado nas
províncias . Muitos foram perseguidos, outros morreram nas arenas, devorados
por feras. Ao mesmo tempo, cada vez mais pessoas se convertiam ao
cristianismo, especialmente pobres e escravos, que se voltavam para a Igreja
por acreditarem na promessa de vida eterna no Paraíso.
https://pt.wikipedia.org/wiki/Paulinismo
https://pt.wikipedia.org/wiki/Domiciano
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O poder do cristianismo não podia mais ser ignorado. A partir do momento
em que cidadãos ricos do Império Romano se converteram à nova religião, a
doutrina, que pregava a igualdade e a liberdade, deixava de representar um
perigo social. Aos poucos, a Igreja Católica se institucionalizava e o clero se
organizava, numa enorme escalada da hierarquia com o surgimento dos bispos
e presbíteros, no lugar de anciãos e superintendentes. O território sob o domínio
romano foi dividido em províncias eclesiásticas. Os patriarcas, bispos dos
grandes centros urbanos - como Roma, Constantinopla, Antioquia da
Síria e Alexandria -, ampliaram seu poder, controlando as províncias. O bispado
de Roma procurou se sobrepor aos demais, alegando que o bispo de Roma era
o herdeiro do apóstolo Pedro, que teria recebido de Jesus a incumbência de
propagar a fé cristã entre os povos.
Em 313, o imperador Constantino fez publicar o Édito de Milão, que
instituía a tolerância religiosa no império, beneficiando principalmente os
cristãos. Com isso, recebeu apoio em sua luta para se tornar o único imperador
e extinguir a tetrarquia. Em 361, assumiu o trono Juliano, o Apóstata, que tentou
reerguer o paganismo, dando-lhe consistência ético-filosófica e reabrindo os
templos. Três anos depois o imperador morreu e, com ele, as tentativas de
retomar a antiga religião romana.
Em 391, Teodósio I (379-395) oficializou o cristianismo nos territórios
romanos e perseguiu os dissidentes. Após seu reinado, o império foi dividido em
duas partes. Os filhos de Teodósio assumiram o poder: Arcádio herdou o Império
Romano do Oriente, cujo centro político era Constantinopla (antiga Bizâncio,
rebatizada em homenagem ao imperador Constantino, localizava-se onde hoje
é a cidade turca de Istambul); a Honório I coube o Império Romano do Ocidente,
com capital em Roma.
O cristianismo primitivo pode ser dividido em duas fases distintas:
o período apostólico, quando os primeiros apóstolos estavam vivos e
propagaram a fé cristã: e o período pós-apostólico, quando foi desenvolvida uma
das primeiras estruturas episcopais e houve uma intensa perseguição aos
cristãos. Essa perseguição terminou em 313 sob o governo de Constantino I, em
325 ele promulgou o primeiro concílio de Niceia, dando início aos Concílios
Ecumênicos.
https://pt.wikipedia.org/wiki/Antioquia_da_S%C3%ADria
https://pt.wikipedia.org/wiki/Antioquia_da_S%C3%ADria
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3 - Igreja Apostólica
A Igreja Apostólica era uma comunidade liderada pelos apóstolos e pelos
parentes e seguidores de Jesus.De acordo com o Novo Testamento, depois de
sua ressurreição, Jesus ordenou na Grande Comissão que seus
ensinamentos fossem espalhados por todo o mundo. Os Atos dos Apóstolos é
a fonte primária de informação sobre esse período. Tradicionalmente atribuído
a Lucas, este livro conta a história da igreja primitiva a partir dessa comissão
em Atos 1:3-11 até a propagação da religião entre os gentios[6] do leste do
Mediterrâneo por Paulo de Tarso e outros.
Os primeiros cristãos eram de etnias judaicas ou judeus prosélitos. Em
outras palavras, os primeiros seguidores do cristianismo foram
os judeus que Jesus chamou para ser seus primeiros discípulos. Apesar da
Grande Comissão de Mateus 28:19-20 ser dirigida a todas as nações, os
primeiros cristãos se depararam com uma questão que trouxe problemas para
os primeiros líderes da igreja: se os gentios convertidos ao cristianismo
precisariam se tornar judeus. Isso geralmente estava associado a circuncisão a
adesão de leis dietéticas. Enquanto os judaizantes apoiavam essas restrições,
alguns pregadores cristãos, como o apóstolo Paulo, foram contra impor aos
novos conversos essas práticas. Além disso, a circuncisão era considerada
repulsiva pelos gregos[7] da Bacia do Mediterrâneo. As ações de Pedro na
conversão de Cornélio, o centurião,[8] parecia indicar que não era preciso estar
circuncidado, e isso foi debatido e aprovado pelo Concílio Apostólico de
Jerusalém. Questões relacionadas são debatidas ainda hoje.
As doutrinas que os apóstolos trouxeram para a Igreja Primitiva entraram
em conflito com algumas autoridades religiosas judaicas. Isto levou a expulsão
dos cristãos das sinagogas. O livro de Atos registra o martírio dos líderes
cristãos, como Estêvão e Tiago Zebedeu. A partir daí, o cristianismo adquiriu
uma identidade distinta do judaísmo rabínico. Entretanto, essa diferença não foi
reconhecida de uma vez pelo Império Romano. O nome cristão (do
grego χριστιανοί) foi aplicado pela primeira vez aos discípulos em Antioquia da
Síria, conforme registrado em Atos 11:26. Alguns afirmam que o termo cristão foi
criado como um nome depreciativo, sendo aplicado como um termo de escárnio
para aqueles que seguiram os ensinamentos de Jesus.
https://pt.wikipedia.org/wiki/Jesus
https://pt.wikisource.org/wiki/Tradu%C3%A7%C3%A3o_Brasileira_da_B%C3%ADblia/Atos/I#1:3-11
https://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_do_cristianismo#cite_note-6
https://pt.wikisource.org/wiki/Tradu%C3%A7%C3%A3o_Brasileira_da_B%C3%ADblia/Mateus/XXVIII#28:19-20
https://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_do_cristianismo#cite_note-7
https://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_do_cristianismo#cite_note-8
https://pt.wikipedia.org/wiki/Antioquia_da_S%C3%ADria
https://pt.wikipedia.org/wiki/Antioquia_da_S%C3%ADria
https://pt.wikisource.org/wiki/Tradu%C3%A7%C3%A3o_Brasileira_da_B%C3%ADblia/Atos/XI#11:26
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2.1 - Crenças e credos dos cristãos primitivos
Cristo Jesus,O Bom Pastor, século III.
As fontes para as crenças da comunidade cristã primitiva são
os Evangelhos e as epístolas do Novo Testamento. Os relatos mais antigos da
crença estão contidos nesses textos, como os credos e os hinos cristãos, bem
como as histórias da Paixão, do túmulo vazio e as aparições da ressurreição.
Algumas dessas crenças são datadas nos anos 30 d.C ou 40 d.C, originário
dentro da Igreja de Jerusalém.[11]
2.2 - Igreja pós-apostólica
Essa fase do cristianismo pós-apostólico vai desde a morte
dos apóstolos (aproximadamente 100 d.C. até o término das perseguições e alegalização do culto cristão por Constantino, o Grande.
2.3 - Perseguições
Desde o início os cristãos foram sujeitos a várias perseguições. Isso
resultou na morte dos primeiros cristãos, como Estêvão (Atos 7:59) e e Tiago,
filho de Zebedeu (Atos 12:2). A perseguição aos cristãos pelo Império
Romano ficou mais feroz a partir do ano 64 quando, conforme relatado pelo
historiador Romano Tácito, o imperador Nero culpou-os pelo grande incêndio de
Roma. De acordo com a tradição da igreja, Paulo e Pedro foram martirizados
em Roma por Nero. Da mesma forma, vários dos escritos do Novo
Testamento mencionam o stress que era causado pelas perseguições na vida
https://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_do_cristianismo#cite_note-11
https://pt.wikisource.org/wiki/Tradu%C3%A7%C3%A3o_Brasileira_da_B%C3%ADblia/Atos/VII#7:59
https://pt.wikisource.org/wiki/Tradu%C3%A7%C3%A3o_Brasileira_da_B%C3%ADblia/Atos/XII#12:2
https://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Good_shepherd_02b_close.jpg
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dos primeiros seguidores de Jesus. Por 250 anos os cristãos sofreram
perseguições esporádicas por sua recusa em adorar o imperador romano. Por
isso, eles eram considerados traidores, sendo assim punidos com a pena de
morte. Apesar das perseguições serem intensas, a religião cristã continuou a sua
propagação em toda a bacia do Mediterrâneo.
3 - Estrutura e episcopado
A Última Prece dos Mártires Cristãos, por Jean-Léon Gérôme,
1883.Desde o início os cristãos foram sujeitos a várias perseguições.
Os bispos da Igreja Pós-Apostólica emergiram como superintendentes
das populações urbanas cristãs. Além disso, a igreja formou gradualmente
uma hierarquia no clero que tomou a forma de episkopos (bispos), anciãos
e presbíteros (pastores), além dos diáconos(servos). Mas isso aconteceu
lentamente e em diferentes momentos para diferentes
localidades. Clemente, Bispo de Roma, refere-se na sua carta I Clemente aos
líderes da igreja de Corínto como bispos e presbíteros, indistintamente, e
também diz que os bispos estão a conduzir o rebanho de Deus para o pastor
chefe (presbítero), Jesus Cristo. Os escritores do Novo Testamento também
usam os termos diáconos, presbíteros e anciãos de forma intercambiável.
Os principais bispos da era pós-apostólica incluem Policarpo de
Esmirna, Clemente de Roma e Ireneu de Lião. Esses homens supostamente
conheceram e estudaram pessoalmente com os apóstolos. Por isso eles são
chamados de Padres Apostólicos. Cada comunidade cristã tinha os presbíteros,
que eram ordenados e ajudavam o bispo; O cristianismo se difundiu
especialmente nas áreas rurais. Os presbíteros exerciam mais
responsabilidades dentro das igrejas locais, tomando forma distinta
como sacerdotes. Por último, os diáconos também exerciam determinadas
funções, tais como cuidar dos pobres e doentes. No século II, uma estrutura
https://pt.wikipedia.org/wiki/Cor%C3%ADnto
https://pt.wikipedia.org/wiki/Ireneu_de_Li%C3%A3o
https://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Jean-L%C3%A9on_G%C3%A9r%C3%B4me_-_The_Christian_Martyrs'_Last_Prayer_-_Walters_37113.jpg
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episcopal se torna mais visível. Essa estrutura foi apoiada pela doutrina
da sucessão apostólica, onde o bispo se tornava o sucessor espiritual do bispo
anterior em uma linha que remontaria aos próprios apóstolos.
A diversidade do cristianismo primitivo pode ser documentada a partir do
registro do Novo Testamento. O livro de Atos admite conflitos
entre hebreus e helenistas; e entre cristãos judeus e cristãos gentios. As cartas
de Paulo, Pedro, João, Tiago e Judas são testemunhos de conflitos de liderança
e de teologia na Igreja Primitiva. Em resposta aos ensinos gnósticos, Ireneu de
Lião criou o primeiro documento que descreve a Sucessão apostólica.
4 - Primeiros escritos cristãos
Como a expansão do cristianismo, alguns membros bem-educados que
faziam parte do círculos do mundo helenístico vieram a se tornar bispos e líderes
da igreja. Eles produziram dois tipos de obras: teológica e Apologética. Este
último eram destinados a defender a fé usando a razão para refutar os
argumentos contra a veracidade do cristianismo. Esses autores são conhecidos
como os Padres da Igreja, e o estudo de suas obras é chamado de patrística.
Entre os notáveis Padres desse período estão Inácio de Antioquia, Policarpo de
Esmirna, Justino Mártir, Irineu de Lião, Tertuliano, Clemente de
Alexandria e Orígenes de Alexandria.
4.1 - Início da arte
A Virgem e o Menino. Pintura do século IV em uma catacumba romana
A arte cristã surgiu relativamente tarde e as primeiras imagens cristãs
conhecidas surgem no ano 200,embora haja algumas evidências literárias que
https://pt.wikipedia.org/wiki/Ireneu_de_Li%C3%A3o
https://pt.wikipedia.org/wiki/Ireneu_de_Li%C3%A3o
https://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:VirgenNino.jpg
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pequenas imagens domésticas eram usadas anteriormente. As mais antigas
pinturas cristãs que temos são da época das catacumbas romanas. Já as mais
antigas esculturas cristãs são de sarcófagos, que datam do início do século
III.[16] Apesar de muitos judeus helenistas terem imagens de figuras religiosas no
templo, como na Sinagoga Dura-Europos, por exemplo, a proibição mosaica
tradicional de fazer qualquer tipo de imagem esculpida tinha algum efeito,
embora nunca tenha sido proclamada pelos teólogos. Esta rejeição inicial de
imagens e a necessidade de ocultar a prática cristã da perseguição nos deixa
com poucos registros arqueológicos a respeito do cristianismo primitivo e sua
evolução.[16]
4.2 - Primeiras heresias
O Novo Testamento fala da importância de manter a doutrina (ortodoxa)
correta e refutar as heresias, mostrando o quão antiga era essa
preocupação.[17] Por causa do alerta bíblico contra os falsos profetas,
o cristianismo sempre se preocupou em manter e ensinar a interpretação
ortodoxa da fé. Com efeito, um dos papéis principais dos bispos na Igreja
primitiva era determinar e manter importantes crenças corretas, além de refutar
as opiniões contrárias conhecidas como heresias. Como não havia diferentes
opiniões entre os bispos sobre novas questões, a definição da ortodoxia iria
ocupar a Igreja por algum tempo.
As primeiras controvérsias eram muitas vezes sobre a natureza
cristológica, isto é, eles estavam relacionados com a divindade ou a humanidade
de Jesus. O docetismo declarava que a humanidade de Jesus era apenas uma
ilusão, negando assim a encarnação. Já o arianismo considerava Jesus como
um ser que não era eternamente divino - mas que também não era um mero
mortal - sendo portanto de menor status do que
o Pai.[18] O trinitarianismo declarou que o Pai, o Filho e o Espírito Santo formavam
um ser com três pessoas. Além disso, Cristo possuía uma dupla natureza,
conhecida pelos teólogos como união hipostática. Muitos grupos
mantinham crenças dualistas, sustentando que a realidade era composta de
duas partes radicalmente opostas: a matéria, vista como mal, e o espírito, visto
como bom. Tais visões deram origem a algumas teologias da encarnação, que
https://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_do_cristianismo#cite_note-Grabar-p7-16
https://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_do_cristianismo#cite_note-Grabar-p7-16
https://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_do_cristianismo#cite_note-17
https://pt.wikipedia.org/wiki/Docetismo
https://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_do_cristianismo#cite_note-18
https://pt.wikipedia.org/wiki/Trindade_(cristianismo)
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foram declaradas heréticas. A maioria dos estudiosos concorda que
a Bíblia ensina que tanto o mundo material quanto o mundo espiritual foram
criados por Deus, sendo portanto bons.[19]
O desenvolvimento da doutrina, a posição da ortodoxia e as relações entre
as diversas opiniões é uma questão muito debatida na academia. Como a
maioria dos cristãos de hoje seguem as doutrinas estabelecidas pelo Credo
niceno-constantinopolitano, os teólogos cristãosmodernos tendem a considerar
os primeiros debates como uma posição ortodoxa unificada contra uma minoria
de hereges. Outros estudiosos, baseando-se nas distinções entre cristãos
judeus, o paulinismo (cristianismo paulino) e outros grupos, como
os marcionistas, argumentam que o cristianismo primitivo foi sempre
fragmentado, com crenças contemporâneas concorrentes.[20]
5 - Cânon bíblico
A folha de P46, um das primeiras coleções do século III das epístolas
paulinas.
O cânon bíblico é o conjunto de livros que os cristãos consideram como
divinamente inspirada, formando assim a Bíblia cristã. Embora a Igreja
Primitiva usasse o Antigo Testamento de acordo com o cânon da Septuaginta
(LXX), ao escrever os seus textos os apóstolos não pretendiam criar um conjunto
definido de novas Escrituras, mesmo eles reconhecendo que seus escritos eram
https://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_do_cristianismo#cite_note-19
https://pt.wikipedia.org/wiki/Paulinismo
https://pt.wikipedia.org/wiki/Marcionistas
https://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_do_cristianismo#cite_note-20
https://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:P46.jpg
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divinamente inspirados; O Novo Testamento foi escrito e reunido ao longo dos
anos.
O processo de canonização do Novo Testamento foi complexo e
demorado. Caracterizou-se por uma coletânea de livros que a tradição apostólica
considerou autoritária no culto e no ensino, além de serem relevantes para as
situações históricas em que viviam, e em consonância com o Antigo Testamento.
Contrário à crença popular, o cânon do Novo Testamento não foi sumariamente
decidido em reuniões do Conselho grande igreja, mas sim desenvolvido ao longo
de muitos séculos.
Os escritos dos apóstolos circularam entre as primeiras comunidades
cristãs. As epístolas de Paulo estavam circulando em forma de textos coletados
no final do primeiro século dC. Justino Mártir, no século II, menciona
as memórias dos apóstolos, que os cristãos chamam de evangelhos e que foram
considerados em pé de igualdade com o Antigo Testamento.[21] Um cânone
contendo os quatro evangelhos (o Tetramorph) já estava circulando na igreja no
tempo de Irineu em 160.[22] No início do século III, Orígenes de Alexandria talvez
tenha usado os mesmos 27 livros que compõem o Novo Testamento moderno,
mas ainda havia disputas sobre a canonicidade de Hebreus, Tiago, II
Pedro, II e III João e Apocalipse.[23] Essas obras que foram questionadas sobre
sua autenticidade são chamadas "antilegomena". Em contraste, os escritos que
foram aceitos universalmente pela igreja desde meados do século II e que
compõe hoje a maior parte do Novo Testamento são
denominadas homologoumena.[24] Da mesma forma, o fragmento de
Muratori mostra que em 200 já existia um conjunto de escritos cristãos
semelhante ao Novo Testamento atual.[25]
Em sua carta de Páscoa de 367, Atanásio, bispo de Alexandria, escreveu
a primeira lista com os 27 que viriam a formar o Novo Testamento
canônico.[26] O Sínodo de Hipona em 393 aprovou o Novo Testamento tal como
conhecemos hoje, juntamente com os livros da Septuaginta, uma decisão que
foi repetida pelos Conselhos de Cartago em 397 e em 419.[27] Esses conselhos
foram liderados por Santo Agostinho, que considerava o cânone como algo já
fechado.[28] Da mesma forma, o Papa Dâmaso I comissionou Jerônimo a fim de
organizar a edição Latina da Vulgata em 383, o que foi algo fundamental para a
https://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_do_cristianismo#cite_note-21
https://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_do_cristianismo#cite_note-22
https://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_do_cristianismo#cite_note-23
https://pt.wikipedia.org/wiki/Antilegomena
https://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_do_cristianismo#cite_note-24
https://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_do_cristianismo#cite_note-25
https://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_do_cristianismo#cite_note-Lingberg-2006-26
https://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_do_cristianismo#cite_note-27
https://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_do_cristianismo#cite_note-28
15
fixação do cânon do Ocidente.[29] Em 405, o papa Inocêncio I mandou uma lista
dos livros sagrados para Exuperius, um bispo gaulês.
Quando esses bispos e concílios discutiram sobre o assunto, no entanto,
eles não estavam definindo algo novo, mas sim "estavam ratificando o que já
havia se tornado a mente da Igreja."[30] Assim, por volta do século IV, existia uma
unanimidade no Ocidente sobre o cânon do Novo Testamento;[31] O Oriente, com
poucas exceções, havia entrado em harmonia sobre a questão do canôn por
volta do século V.[32] A única resistência estava relacionada ao livro do
Apocalipse. Não obstante, um articulação dogmática completa do cânon não foi
feito até 1546 no Concílio de Trento para o catolicismo romano;[33] e em 1563
nos Trinta e Nove Artigos da Igreja da Inglaterra; em 1647 na Confissão de Fé
de Westminster para o calvinismo; e finalmente em 1672 no Sínodo de
Jerusalém para ortodoxia grega.
6 - Cristianismo na Antiguidade tardia (313-476)
6.1 - Estabelecimento da ortodoxia romana]
Constantino I, estátua nos Museus Capitolinos
https://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_do_cristianismo#cite_note-29
https://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_do_cristianismo#cite_note-30
https://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_do_cristianismo#cite_note-31
https://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_do_cristianismo#cite_note-32
https://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_do_cristianismo#cite_note-33
https://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Constantine_Musei_Capitolini.jpg
16
Ícone retratando o imperador Constantino I (centro) e os bispos
do Primeiro Concílio de Niceia (325) segurando a versão litúrgica do Credo
niceno-constantinopolitano de 381
Galério que havia sido uma das principais figuras na perseguição, em
311 emitiu um édito que acabou com a perseguição de Diocleciano ao
cristianismo.[34] O édito foi proclamado de má vontade pelo imperador no seu
leito de morte.[35] Após a suspensão da perseguição aos cristãos, Galério reinou
por mais dois anos. Ele então foi sucedido por um imperador com forte inclinção
ao cristianismo, Constantino, o Grande.
Constantino I, o novo imperador foi apresentado ao cristianismo por meio
de sua mãe, Helena.[36] Na Batalha da Ponte Mílvia, em 28 de outubro de 312,
Constantino ordenou que suas tropas pintassem uma cruz nos escudos dos
soldados, de acordo com uma visão que tivera na noite anterior. De acordo com
a tradição, Constantino teve uma visão enquanto olhava para o sol que se punha.
As letras gregas XP (Chi-Rho, as primeiras duas letras de ???st??, Cristo)
entrelaçadas com uma cruz apareceram-lhe enfeitando o sol, juntamente com a
inscrição em latim In Hoc Signo Vinces — Sob este signo vencerás. Depois de
vencer a batalha com uma vitória esmagadora sobre seus inimigos, Constantino
foi capaz de reivindicar o controle da parte Ocidental do Império.[37]
Constantino legitimou o cristianismo mas não o tornou à religião oficial
do Império Romano. As moedas romanas, por exemplo, que foram cunhadas
oito anos após a batalha ainda tinha as imagens dos deuses romanos.[36] No
entanto, a adesão de Constantino foi um ponto decisivo para a Igreja cristã. Após
sua vitória, Constantino apoiou financeiramente a Igreja, construindo basílicas
suntuosas e concedendo vários privilégios para o clero, como a isenção de
https://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_do_cristianismo#cite_note-PersecutionEnded-34
https://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_do_cristianismo#cite_note-Hist.C3.B3ria_do_Cristianismo-35
https://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_do_cristianismo#cite_note-H._Moran_Cruz_2004_p._55-36
https://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_do_cristianismo#cite_note-37
https://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_do_cristianismo#cite_note-H._Moran_Cruz_2004_p._55-36
https://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Nicaea_icon.jpg17
impostos que os Sacerdotes Pagãos possuíam. O imperador ainda devolveu
bens confiscados durante a perseguição de Diocleciano,[38] aboliu a execução
realizada por meio de crucificação, pôs fim às batalhas dos gladiadores como
punição para crimes e instituiu o domingo como feriado.[35] Entre 324 e 330,
Constantino construiu uma nova capital imperial praticamente do zero. A cidade
veio a ter o seu nome: Constantinopla. Ela tinha a arquitetura cristã, várias igrejas
contidas dentro da muralha da cidade e não tinha templos pagãos.[39] De acordo
com a tradição, Constantino foi batizado em seu leito de morte.
O imperador também desempenhou um papel ativo na liderança da Igreja.
Em 316, ele atuou como juiz em uma disputa que ocorreu no norte africano sobre
o donatismo. Mais significativamente, em 325 convocou o Concílio de Niceia, o
primeiro concílio ecumênico, para lidar principalmente com a controvérsia ariana.
O concílio também emitiu o Credo Niceno. Dessa forma, Constantino
estabeleceu um precedente para o imperador, que seria responsável
perante Deus pela saúde espiritual de seus súditos, tendo o dever de manter a
ortodoxia. O imperador iria impor a doutrina, erradicar a heresia, e defender a
unidade eclesiástica.[40]
Filho do sucessor de Constantino, conhecido como Juliano, o Apóstata,
foi um filósofo que ao se tornar imperador, renunciou ao cristianismo e adotou
uma forma mística de neoplatonismo e de paganismo, que se chocava com
a criação cristã. Juliano começou a reabrir os templos pagãos, começando assim
uma disputa de fiéis entre cristãos e pagãos. Depois, com a intenção de
restabelecer o prestígio das crenças pagãs, ele as modificou, assemelhando-as
as tradições cristãs, como a estrutura episcopal e a caridade pública (filantropia)
até então desconhecida na religião romana. O curto reinado de Juliano acabou
com sua morte, enquanto fazia campanha no Oriente.
Mais tarde os Padres da Igreja escreveram volumosos textos teológicos,
inclusive Agostinho de Hipona, Gregório de Nazianzo, Cirilo de
Jerusalém, Ambrósio de Milão, Jerônimo, entre outros. Alguns destes pais, tais
como João Crisóstomo e Santo Atanásio, sofreram exílio, perseguição, ou
o martírio dos imperadores bizantinos.
https://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_do_cristianismo#cite_note-38
https://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_do_cristianismo#cite_note-Hist.C3.B3ria_do_Cristianismo-35
https://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_do_cristianismo#cite_note-39
https://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_do_cristianismo#cite_note-40
18
6.2 - Concílios ecumênicos
Durante esta época, vários concílios ecumênicos foram convocados. O
principal assunto debatido eram as disputas cristológicas. O primeiro (325) e
o segundo (381) condenaram os ensinamentos da heresia ariana, produzindo
assim o Credo niceno-constantinopolitano. O Concílio de Éfeso condenou
o nestorianismo e afirmava ser Maria Theotokos(portadora de Deus ou Mãe de
Deus). O Concílio de Calcedônia afirmou que Cristo tinha duas naturezas: era
plenamente Deus e plenamente homem, ambas distintas, mas sempre em
perfeita união. Assim, condenou o monofisismo. Esse Concílio serviu para refutar
também o monotelismo. No entanto, nem todos os grupos aceitaram os termos
aceitos nesses debates. Os nestorianos e a Igreja Assíria do Oriente, por
exemplo, se dividiram sobre o Concílio de Éfeso em 431; e a Ortodoxia
Oriental se dividiu sobre o Concílio de Calcedóniade 451.
6.3 - Cristianismo como religião oficial do estado
romano
Alcance do cristianismo no ano 325
Alcance do cristianismo no ano 600
Em 27 de fevereiro de 380, Teodósio I assina o Édito de Tessalónica,
adotando o cristianismo niceno como religião oficial do Império Romano. Antes
disso, Constâncio II (337-361) e Flávio Júlio Valente (364-378) tinham
pessoalmente favorecido o arianismo ou outras formas de cristianismo semi-
ariano, mas Arcádio, sucessor de Teodósio I, apoiou a doutrina trinitariana como
https://pt.wikipedia.org/wiki/Nestorianismo
https://pt.wikipedia.org/wiki/Nestorianismo
https://pt.wikipedia.org/wiki/Primeiro_Conc%C3%ADlio_de_Niceia
https://pt.wikipedia.org/wiki/Semi-arianismo
https://pt.wikipedia.org/wiki/Semi-arianismo
https://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Spread_of_Christianity_in_Europe_to_AD_600.png
19
foi exposta no Primeiro Concílio de Niceia (sob Constantino) e reafirmada
no Primeiro Concílio de Constantinopla (sob Teodódsio).
No seu Édito, Teodósio I reservou o título de "cristãos católicos" para os
crentes "na divindade única do Pai, do Filho e do Espírito Santo sob o conceito
de igual majestade e da piedosa Trindade", e declarou de considerar os outros
"dementes e loucos sobre os quais pesará a infâmia da heresia".[41][42]
Em 385, numa parte do Império Romano do Ocidente, regida por Magno
Máximo, não Teodósio, o bispo Prisciliano, que tinha sido excomungado por
heresia, foi condenado e executado por um tribunal civil pelo crime civil de
feitiçaria, ação que provocou protestas de Papa Sirício, Ambrósio e Martinho de
Tours.[43][44] Alguns apresentam isso como primeiro caso de pena capital de um
herege,[45]outros como primeiro exemplo de intervenção da justiça secular numa
questão eclesiástica.[46]
Após sua criação, a Igreja dentro do Império Romano adotou na
organização os limites das províncias civis: o bispo da capital de cada província
(o metropolita) tinha certa autoridade sobre os outros bispos da província[47] O
Primeiro Concílio de Niceia reconheceu também a autoridade super-
metropolitana dos bispos de Roma, Alexandria e Antioquia.[48]
Em 381 se realizou em Constantinopla (desde 330 capital do Império)
um concílio, mais tarde reconhecido como ecumênico, que decretou no seu
terceiro cânon: "O Bispo de Constantinopla, no entanto, deve ter a prerrogativa
de honra, após o Bispo de Roma, porque Constantinopla é a nova Roma". Não
lhe designou nenhuma área sobre a qual exercer autoridade super-
metropolitana: pelo contrário, declarou no seu cânon 2 que
cada diocese#Império Romano deve administrar os próprios assuntos. Deu-lhe
a precedência sobre os bispos de Alexandria e Antioquia, mas não sobre o bispo
romano.[49] O Concílio de Éfeso (431) estendeu o poder de Jerusalém ao longo
das três províncias da Palestina, e o Concílio de Calcedônia (451) reconheceu
no cânone 28 a jurisdição do bispo de Constantinopla sobre Ponto, Ásia menor e
a Trácia.[50]
O imperador Justiniano I (527-565) por primeiro restringiu o título de
"patriarca" para designar exclusivamente os bispos de Roma, Constantinopla,
Alejandria, Antioquia e Jerusalém: especificou as funções e a liderança de estes
https://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_do_cristianismo#cite_note-41
https://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_do_cristianismo#cite_note-41
https://pt.wikipedia.org/wiki/Prisciliano
https://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_do_cristianismo#cite_note-43
https://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_do_cristianismo#cite_note-43
https://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_do_cristianismo#cite_note-HereticsExecuted-45
https://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_do_cristianismo#cite_note-46
https://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_do_cristianismo#cite_note-47
https://pt.wikipedia.org/wiki/Patriarca_de_Antioquia
https://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_do_cristianismo#cite_note-48
https://pt.wikipedia.org/wiki/Diocese#Imp.C3.A9rio_Romano
https://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_do_cristianismo#cite_note-49
https://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_do_cristianismo#cite_note-50
20
cinco patriarcas e teve um papel decisivo na formulação
da Pentarquia.[51] adoptada depois pelo Concílio Quinissexto de 692.[52]
6.4 - Nestorianismo e o Império Sassânida
Uma das primeiras representações de Cristo com uma barba, c.380
Durante o século V, a Escola de Edessa havia ensinado uma
perspectiva cristológica diferente.Eles afirmavam que a natureza humana e a
natureza divina de Cristo eram pessoas distintas. Uma consequência dessa
perspectiva era que Maria não poderia ser apropriadamente chamado de a mãe
de Deus, mas só poderia ser considerada a mãe de Cristo. O mais conhecido
defensor desse ponto de vista era o Patriarca de Constantinopla, Nestório.
O dogma de Maria ser a Mãe de Deus havia se tornado popular em muitas
partes da Igreja. Por isso, esse novo ponto de vista se tornou um assunto
polêmico. O imperador romano Teodósio II proclamou dois concílios em Éfeso,
o primeiro em 431 e o segundo em 449, com a intenção de resolver o problema.
Os concílios rejeitaram a visão de Nestório. Entretanto, muitas igrejas seguiram
o ponto de vista nestoriano. Por isso, se separaram da Igreja Romana, causando
o cisma nestoriano. As igrejas nestorianas foram perseguidos e muitos
seguidores fugiram para o Império Sassânida, onde foram aceitos.
O Império Sassânida (persas) tinha muitos convertidos ao cristianismo. O
início de sua história estava intimamente ligada ao ramo do cristianismo siríaco.
O império foi oficialmente zoroastra, mantendo uma estrita adesão a essa fé, em
parte, para se distinguir da religião do Império Romano (originalmente a religião
pagã romana e o cristianismo).
https://pt.wikipedia.org/wiki/Pentarquia
https://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_do_cristianismo#cite_note-51
https://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_do_cristianismo#cite_note-52
https://pt.wikipedia.org/wiki/Cristologia
https://pt.wikipedia.org/wiki/Nest%C3%B3rio
https://pt.wikipedia.org/wiki/Nestorianismo
https://pt.wikipedia.org/wiki/Zoroastrismo
https://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Christ_with_beard.jpg
21
O cristianismo tornou-se tolerado no Império Sassânida. Como o Império
Romano perseguia os hereges, havia cada vez mais exilados durante os séculos
IV e VI, fazendo com que a comunidade cristã sassânida crescesse
rapidamente.[53] Até o final do século V , a Igreja persa estava firmemente
estabelecida e se tornou independente da Igreja Católica Romana. Esta igreja
evoluiu para o que hoje é conhecida como a Igreja do Oriente.
6.5 - Miafisismo
Em 451, foi realizado o Concílio de Calcedónia a fim de esclarecer as
questões cristológicas em torno do nestorianismo. O concílio declarou que
a natureza de Cristo era dupla: tanto humana quanto divina. Esse ponto de vista
foi rejeitado por muitas igrejas que se chamavam miafisistas. O cisma resultante
desse concílio criou uma comunhão de seis igrejas que incluem Igreja Apostólica
Armênia, a Igreja Ortodoxa Síria e a Igreja Ortodoxa Copta.[54] Embora tivessem
sido feitos esforços para a reconciliação, nos séculos seguintes o cisma se
manteve permanente, resultando no que hoje é conhecida como a Ortodoxia
Oriental.
Igreja gótica
Constantino I queimando livros do presbítero Ário, ilustração de um livro
de direito canónico de 825
A perspectiva cristológica popular do século IV foi o arianismo, defendida
pelo presbítero egípcio Ário. Embora esse ponto de vista tivesse sido condenado
pela Igreja romana imperial, manteve-se popular no Império durante algum
https://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_do_cristianismo#cite_note-culture-61-53
https://pt.wikipedia.org/wiki/Cristologia
https://pt.wikipedia.org/wiki/Nestorianismo
https://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_do_cristianismo#cite_note-54
https://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%81rio
https://pt.wikipedia.org/wiki/Cristologia
https://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%81rio
https://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Constantine_burning_Arian_books.jpg
22
tempo. No quarto século Ulfilas, bispo romano e adepto do arianismo, foi
nomeado o primeiro bispo dos godos: povos germânicos que habitavam grande
parte da Europa nas fronteiras do Império. Ulfilas propagou a visão cristã-ariana
entre os godos, estabelecendo firmemente a fé entre muitas das tribos
germânicas.[55] Como a Igreja Romana tornou-se cada vez mais antiariana,
o arianismo foi visto por muitos godos como a característica de sua fé que os
separava dos romanos.
6.6 - Monasticismo
O monasticismo é uma forma de ascetismo em que se renuncia
atividades mundanas e se concentra exclusivamente em atividades espirituais,
principalmente as que incluem
alguma virtude como humildade, pobreza e castidade.
Ele começou bem cedo na Igreja, baseada em exemplos e ideais bíblicos,
além de possuir raízes em certas correntes do judaísmo. João Batista é visto
como um monge arquétipo. O monasticismo também foi inspirado pela
organização da comunidade apostólica, conforme registrado em Atos 2:42.
Existem duas formas de monasticismo: Os monges eremitas vivem
na solidão, enquanto os cenobitas vivem em comunidades, geralmente em
um mosteiro, sob uma regra (ou código de prática) e são governados por
um abade. Originalmente, todos os monges cristãos eram eremitas, seguindo o
exemplo de Antão do Deserto. No entanto, a necessidade dos monges terem
algum tipo de orientação espiritual levou São Pacômio a juntar alguns seguidores
e organizar aquele que viria a ser o primeiro mosteiro em 318. Logo, as
instituições similares foram estabelecidos ao longo do deserto egípcio, assim
como o resto da metade oriental do Império Romano. Mulheres foram
especialmente atraídas ao movimento.[56]
As figuras centrais no desenvolvimento do monasticismo foram Basílio, o
Grande, no Oriente e São Bento de Núrsia, no Ocidente. Fundador da Ordem
dos Beneditinos, São Bento criou a famosa Regra de São Bento, que viria a ser
a regra mais comum durante a Idade Média, e o ponto de partida para
outras regras monásticas.[57]
https://pt.wikipedia.org/wiki/Ulfilas
https://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_do_cristianismo#cite_note-Padberg_1998.2C_26-55
https://pt.wikisource.org/wiki/Tradu%C3%A7%C3%A3o_Brasileira_da_B%C3%ADblia/Atos/II#2:42
https://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_do_cristianismo#cite_note-56
https://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_do_cristianismo#cite_note-57
23
7 - Início da Idade Média (476-799)
Justiniano I,
Mosaico na Basílica de São Vital,Ravena
A transição do cristianismo para a Idade Média foi um processo gradual e
localizado. As áreas rurais cresceram como centros de poder, enquanto as zonas
urbanas diminuíram. Apesar do Oriente conter o maior número de Cristãos
(áreas gregas), aconteceram importantes desenvolvimentos no Ocidente (áreas
Latinas). Cada uma das duas áreas assumiram formas distintas. Os Bispos de
Roma foram obrigados a adaptar-se a drástica alteração das circunstâncias:
mantendo apenas uma fidelidade nominal ao imperador, eles eram obrigados a
negociar com os governantes bárbarasdas ex-províncias do Império Romano.
No Oriente, a Igreja manteve a sua estrutura, seu caráter e sua lenta evoulção.
7.1 - Início do papado medieval
Após a península Itálica ter sido alvo de guerras e tumultos devido
as tribos bárbaras, o imperador Justiniano I tentou reafirmar o domínio imperial
no leste da Itália contra a aristocracia gótica. As campanhas subsequentes foram
mais ou menos bem sucedidas, e um exarcado foi criada para a Itália, mas a
influência imperial era restrita.
Logo após, os lombardos invadiram a enfraquecida península, ocupando
a cidade de Roma. Enquanto o lado Oriental do império fracassava em enviar
ajuda, os papas passaram a alimentar a população, negociar tratados, pagar
pela proteção aos senhores da guerra com os lombardos, além de contratarem
https://pt.wikipedia.org/wiki/Exarcado
https://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Meister_von_San_Vitale_in_Ravenna.jpg
24
soldados para defenderem a cidade.[58] Eventualmente, os papas procuravam
outros apoios, especialmente dos francos. Nesse período, o papa Gregório I,
eleito prefeito de Roma pelo imperador Justino I, foi responsável por aplicar
várias reformas políticas que ocasionaram o prestígio do papado durante toda
a Idade Média.7.2 - Expansão missionária ocidental
A perda gradual dos domínios do Império Romano do Ocidente,
substituído por federações e reinos germânicos, coincidiu com os primeiros
esforços missionários em áreas não controladas pelo desmoronado império.[59]
Já no século V, as atividades missionárias da Britânia em áreas celtas
(atual Escócia, Irlanda e País de Gales), deram início as tradições do cristianismo
céltico, que mais tarde foi reintegrado à Igreja de Roma. Os missionários mais
proeminentes foram São Patrício, São Columba e São Columbano. As
tribos anglo-saxões que invadiram a Grã-Bretanha do sul logo após o abandono
de Roma, foram inicialmente pagãs, mas se converteram ao cristianismo
por Agostinho de Cantuária, através da missão do papa Gregório Magno. Logo
que se tornou um centro missionário, cristãos
como Vilfrido, Vilibrordo, Lulo e São Bonifácio começaram a converter seus
parentes Saxões na Germania.
A Gália (atual França) foi invadida pelos Francos no século V. Os nativos
foram perseguidos até que o rei franco Clóvis I os converteu do paganismo para
o catolicismo em 496. O rei insistiu que seus nobres colegas seguissem seu
exemplo, reforçando o seu reino recém-criado, unindo assim a fé dos
governantes com a dos governados. Após a ascensão do Reino Franco e a
estabilização das condições políticas, a parte ocidental da Igreja aumentou a
atividade missionária, apoiada pelo reino merovíngios, como forma de pacificar
os povos vizinhos incômodos. Após a fundação de uma igreja em Utreque por
Vilibrordo, houve um recuo na expansão do cristianismo após o rei pagãos
dos Frísios, Radode, destruir muitos centros cristãos entre 716 e 719. Em 717,
o missionário inglês São Bonifácio foi enviado para ajudar Vilibrordo,
restabelecendo igrejas e continuando as missões Frísias, na Alemanha.[60]
https://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_do_cristianismo#cite_note-58
https://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_do_cristianismo#cite_note-59
https://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Vilfrido&action=edit&redlink=1
https://pt.wikipedia.org/wiki/Vilibrordo
https://pt.wikipedia.org/wiki/Lulo
https://pt.wikipedia.org/wiki/Germania
https://pt.wikipedia.org/wiki/Utreque
https://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_do_cristianismo#cite_note-60
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7.3 - Iconoclastia bizantina
Trindade por Andrei Rublev, na Galeria Tretyakov
Após uma série de reveses militares pesados contra os muçulmanos,
a iconoclastia surgiu no início do século VIII. Em 720, o imperador
bizantino Leão III, o Isauro proibiu a representação pictórica de Cristo, santos e
cenas bíblicas.
No Ocidente, o Papa Gregório III realizou dois sínodos em Roma e
condenou as ações de Leão III. O Império Bizantino, convocou o concílio
iconoclasta de Hieria em 754, declarando que os retratos dos santos
eram heréticos.[61] O movimento destruiu grande parte da das representações
artísticas cristãs da igreja primitiva. O movimento iconoclasta foi definido como
herético em 787 no Segundo Concílio de Niceia, mas conseguiu um breve
ressurgimento entre 815 e 842.
8 - Alta Idade Média (800-1299)
8.1 - Renascença carolíngia
A Renascença carolíngia foi um período de renascimento cultural e
intelectual da literatura, das artes e dos estudos das escrituras durante o final do
século VIII até o século IX, principalmente durante o reinado de Carlos
Magno e Luís, o Piedoso, que eram governantes francos. Para resolver os
https://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_do_cristianismo#cite_note-61
https://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Andrej_Rubl%C3%ABv_001.jpg
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problemas do analfabetismo do clero e dos escribas da corte, Carlos Magno
fundou escolas e atraiu a maioria dos sábios de toda a Europa para a sua corte.
8.2 - Reforma Monástica
Vista da Abadia de Cluny.
Abadia de Cluny
A partir do século VI, a maioria dos mosteiros no Ocidente eram da Ordem
Beneditina. Devido à aplicação estrita das reformar das Regra de São Bento,
a Abadia de Cluny se tornou uma líder reconhecida do monaquismo ocidental a
partir do final do décimo século. Cluny criou uma grande ordem onde os
administradores de casas subsidiária serviam como deputados do abade de
Cluny e respondiam a ele. O espírito de Cluny foi uma influência na revitalização
da igreja normanda, em seu auge a partir da segunda metade do século X até o
início do século XII .
Abadia de Cister[
https://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Clocher_abbaye_cluny_2s.jpg
https://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Bernhard_von_Clairvaux_(Initiale-B).jpg
27
Bernardo de Claraval em um manuscrito medieval.
A segunda onda de reformas monásticas veio com o Movimento de Cister.
Os primeiros cistercienses fundaram uma abadia em 1098, que ficou conhecida
como Abadia de Cister. A tônica da vida cisterciense foi um retorno à observância
literal das regras beneditinas, rejeitando a evolução dos beneditinos. A
característica mais marcante da reforma foi o retorno ao trabalho manual,
especialmente o trabalho de campo. Inspirados por Bernardo de Claraval, o
principal construtor dos cistercienses, a ordem se tornou a principal força de
difusão tecnológica da Europa medieval (ver: Tecnologia medieval). Até o final
do século XII, as casas cistercienses chegavam a 500. No seu auge, no fim
do século XV, alegou-ser ter perto de 750 casas. A maioria delas foram
construídas em áreas de deserto, e desempenharam um papel importante em
trazer tais peças isoladas da Europa para o cultivo econômico.
8.3 - Ordens mendicantes
Um terceiro nível da reforma monástica foi fornecida pelo estabelecimento
das Ordens mendicantes. Vulgarmente conhecido como frades, mendigos vivem
sob uma regra monástica tradicional com os votos de castidade, pobreza e
obediência. Entretanto, eles enfatizam a pregação, a atividade missionária e a
educação em um monastério isolado. A partir do século XII, a ordem
franciscana foi instituída pelos seguidores de São Francisco de Assis.
Posteriormente, a ordem dos dominicanos foi iniciada por São Domingos de
Gusmão.
28
Notas
1. Ranking Geral das Religiões no mundo» (dados extraídos do Almanaque
Abril 2007)
2. Adherents.com, eligions by Adherents
3. America's Fastest-Growing Faiths: Islam and Buddhism
4. ATIENZA, Juan G. (1995). Santos pagãos. Deuses ontem, santos hoje. 1 1
ed. São Paulo: Ícone. p. 295. ISBN 85-274-0371-4
5. R. Gerberding and J. H. Moran Cruz, Medieval Worlds (New York:
Houghton Mifflin Company, 2004) p. 51
6. Catholic Encyclopedia: Cornelius» "O batismo de Cornélio foi um importante
evento na história da igreja primeva. As portas da igreja, dentre eles até
mesmo os que eram circuncidados e observavam a Lei de Moisés tinham sido
admitidos, agora estavam abertas aos gentios incircuncisos sem a obrigação
de se submeterem as leis cerimoniais judaicas."
7. Jewish Encyclopedia: Circumcision: In Apocryphal and Rabbinical
Literature» "O contato com a vida grega, especialmente nos jogos da arena [o
qual envolvia nudes], fazia esta distinção chocante com os helenistas, ou
antinacionalistas; e a consequência foi a sua tentativa de se parecerem com os
gregos por epispasmo ("making themselves foreskins"; I Macc. i. 15; Josephus,
"Ant." xii. 5, § 1; Assumptio Mosis, viii.; I Cor. vii. 18; , Tosef., Shab. xv. 9; Yeb.
72a, b; Yer. Peah i. 16b; Yeb. viii. 9a). Tudo o mais fez com que a observancia
da lei judaica desencadeasse o decreto de Antíoco Epifânio que proibia a
circuncisão (I Macc. i. 48, 60; ii. 46); e as mulheres judias demostraram a sua
fidelidade a Lei, mesmo correndo risco de vida, pois elas mesmas
circuncidaram os seus filhos."; Hodges, Frederick, M. (2001). «The Ideal
Prepuce in Ancient Greece and Rome: Male Genital Aesthetics and Their
Relation to Lipodermos, Circumcision, Foreskin Restoration, and the
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