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FISIOTERAPIA EM AMPUTADOS Amputação: retirada, geralmente cirúrgica, total ou parcial de um membro. Epidemiologia: Problema de saúde pública, responsável por altas taxas de morbimortalidade. Em 2018, no Brasil, foram contabilizados cerca de 59 mil amputações. Segundo o Ministério da saúde, amputações de membros inferiores correspondem a 85% do total e causam um grande impacto socioeconômico, com perda da capacidade laboral, da socialização e da qv. Causas: Traumáticas ➢Acidentes de Trânsito ➢Acidentes de Trabalho ➢Violência com arma de fogo Não-traumáticas ➢Complicações de doenças vasculares, ➢Complicações de doenças tumorais; ➢Complicações/ alterações congênitas. Gangrena, oclusão arterial periférica, úlceras não cicatrizantes, infecções graves dos tecidos moles, osteomielite, trauma, tumores e deformidades. As complicações do diabetes são categorizadas como distúrbios microvasculares e macrovasculares, que resultam em retinopatia, nefropatia, neuropatia, doença coronariana, doença cerebrovascular e doença arterial periférica. A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que glicemia elevada é a terceira causa, em importância, de mortalidade prematura, superada apenas por pressão arterial aumentada e uso de tabaco. Desarticulação de Symes ➢ Amputação transmaleolar. ➢ Desarticulação do tornozelo com preservação do calcanhar Desarticulação de Chopart ➢ Realizada na transição do retropé e mediopé Desarticulação de Lisfranc ( mediopé) ➢ Consiste na ablação dos metatarsianos e dos dedos CIRURGIA O cirurgião deve: • Permitir a cicatrização primária ou secundária das feridas; • Construir um membro residual para protetização ideal e funcional; • Os retalhos de pele devem possibilitar que a cicatriz seja flexível, indolor e não aderente; • Estabilizar os principais músculos o que permita o máximo de funcionalidade; • Os ossos devem ser seccionados a um comprimento que permita o fechamento da ferida sem tecido redundante excessivo no final do membro residual e sem colocar a incisão sob grande tensão. CARACTERÍSTICAS DO COTO • Nível funcional • Coto estável • Presença de um bom coxim • Mioplastia e miodese • Bom estado da pele • Boa cicatrização FISIOTERAPIA Pré-operatório: ❖Prevenir ❖Educar ❖Conscientizar ❖ Acolher Intervenção Fisiotepia respiratoria pré-anestésica Mobilidade no leito Preserve a mobilidade das articulações Estímulo à movimentação ativa Fase educativa e acolhimento Pós-operatório hospitalar: Melhorar capacidade respiratória Auxiliar na cicatrização Instruir sobre os padrões de marcha PO Orientar posicionamento adequado no leito Auxiliar junto com a equipe nos processos de negação do coto Orientar quanto o manuseio do coto Estimular a consciência corporal Intervenção Sessões curtas e frequentes tem melhor resultado Posicionamento no leito Manobras respiratórias Manobras analgésicas Cinesioterapia Pós-operatório ambulatorial: Intervenção Cuidados com o membro residual Cuidados com a pele Prevenção/ redução de edema Amplitude de movimento Estímulo à mobilidade Estímulos à transferências Treinamento de força muscular Condicionamento cardiorrespiratório Treino de equilíbrio e coordenação Reeducação funcional Protetização e treinamento ENFAIXAMENTO DESSENSIBILIZARÃO Toalhas Buchas de banho CINESIOTERAPIA DISPOSITIVOS DE MARCHA: andador, cadeira de rodas e muletas TREINO DE EQUILÍBRIO image5.png image6.png image7.png image1.png image2.png image3.png image4.png