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1 3- CONHECIMENTOS GERAIS DE AVIAÇÃO - CBA-02

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Karla Monte

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Prévia do material em texto

p. 1 
 
 
Curso de 
Bombeiro 
Aeródromo 
 CONHECIMENTOS 
 GERAIS DE AVIAÇÃO 
 
p. 2 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
MÓDULO BÁSICO – CONHECIMENTOS GERAIS DE AVIAÇÃO 
 
 
p. 3 
 
SUMÁRIO 
 
CONTROLE DE REVISÃO .................................................................................................................... 4 
TERMOS E DEFINIÇÕES ...................................................................................................................... 5 
ABREVIATURAS E SÍMBOLOS ............................................................................................................ 6 
1. CONHECIMENTOS GERAIS DA AVIAÇÃO ................................................................................ 7 
2. BREVE HISTÓRICO DA AVIAÇÃO ................................................................................................ 7 
3. CATEGORIA DE OPERAÇÃO DAS AERONAVES ....................................................................12 
4. CLASSIFICAÇÃO DAS AERONAVES...........................................................................................14 
5. AERONAVES DE TRANSPORTE COMERCIAL E REGIONAL, AERONAVES, 
CARGUEIRAS, DE AVIAÇÃO GERAL E MILITARES ................................................................. 17 
6. GRUPO MOTOPROPULSOR .......................................................................................................... 19 
7. COMBUSTIVEIS UTILIZADOS NA AVIAÇÃO........................................................................... 24 
8. CARACTERÍSTICAS CONSTRUTIVAS DAS AERONAVES ..................................................... 26 
9. ASAS (AEROFÓLIO) ....................................................................................................................... 29 
10. EMPENAGEM .................................................................................................................................. 35 
11. SUPERFÍCIE DE CONTROLE DE AERONAVES .....................................................................36 
12. FUSELAGEM ...................................................................................................................................37 
13. CABINE ............................................................................................................................................. 38 
14. TREM DE POUSO ........................................................................................................................... 38 
15. NOÇÕES BÁSICAS DE VOO ......................................................................................................... 40 
16. DINÂMICA DE POUSO E DECOLAGEM ................................................................................... 43 
17. CIRCUITO AÉREO PADRÃO ...................................................................................................... 44 
18. ATMOSFERA TERRESTRE .......................................................................................................... 44 
19. FENOMENOS METEORÓLÓGICOS .......................................................................................... 46 
20. CARACTERÍSTICAS E RISCOS ASSOCIADOS A OPERAÇÕES DE POUSO, 
DECOLEGENS, TAXIAMENTO, ESTACIONAMENTO E ABASTECIMENTO DE 
AERONAVES.......................................................................................................................................... 48 
BIBLIOGRAFIA ................................................................................................................................... 51 
 
 
 
p. 4 
 
CONTROLE DE REVISÃO 
 
O processo de mudança de um ou mais itens desta apostila são de responsabilidade da 
Coordenação técnica da OE-SESCINC. Todas as propostas de emendas devem ser encaminhadas a 
Gerência com as respectivas justificativas, para serem analisadas. Todas as alterações e revisões devem 
ser registradas no controle de revisão. 
CONTROLE DE REVISÃO 
REVISÃO DATA DESCRIÇÃO DA MUDANÇA PÁGINA 
00 Emissão inicial 
01 09/01/2023 Atualização 03 à 51 
 
 
 
 
 
 
p. 5 
 
TERMOS E DEFINIÇÕES 
 
Para entendimento deste módulo aplicam-se os termos e as definições estabelecidas a seguir: 
 
 
Aeródromos - Significa uma área delimitada em terra ou na água destinada para uso, no todo ou em parte, 
para pouso, decolagem e movimentação em superfície de aeronaves; inclui quaisquer edificações, 
instalações e equipamentos de apoio e de controle das operações aéreas, se existirem. Quando destinado 
exclusivamente a helicópteros, recebe denominação de heliponto. 
 
Aeroporto – Aeródromo público dotado de edificações, instalações e equipamentos para apoio às 
operações de aeronaves e de processamento de pessoas e/ou cargas. 
 
Bombeiro de aeródromo: profissional com habilitação específica para o exercício das funções 
operacionais do SESCINC. 
 
Características físicas significa as características referentes ao número e à orientação das pistas, 
acostamentos das pistas, faixas de pistas, áreas de segurança no fim de pistas, zonas livres de obstáculos 
(“clearway”), zonas de parada (“stopway”), áreas de operação de rádio altímetro, pistas de táxi, 
acostamentos das pistas de táxi, faixas de pistas de táxi, baias de espera, posições de espera nas pistas, 
posições intermediárias de espera, posições de espera de veículos em vias de serviços, pátios e posições 
isoladas de estacionamento de aeronaves. 
 
Características operacionais significa as características referentes ao tipo de operação realizada no 
aeródromo. 
 
Nacele – compartimento aerodinâmico com fim primário de alojar os motores. 
 
Radome – cúpula protetora de antena de radar, normalmente instalada no nariz da aeronave. 
 
Ram Air Turbine (RAT) – é uma pequena turbina, geralmente instalada na barriga do avião, que fornece 
energia suficiente para permitir o funcionamento dos sistemas essenciais ao controle da aeronave, no caso 
de perda total de potência. Essa turbina é acionada pelo vento relativo, que resulta da velocidade 
aerodinâmica da aeronave. 
 
Seção Contra incêndio de Aeródromo (SCI) significa o conjunto de dependências e instalações 
projetadas para servir de centro administrativo e operacional das atividades do SESCINC. 
 
Segurança operacional significa o estado no qual o risco de lesões a pessoas ou danos a bens se reduz 
ou se mantém em um nível aceitável, ou abaixo deste, por meio de um processo contínuo de identificação 
de perigos e gestão de riscos. 
 
Serviço de Salvamento e Combate a Incêndio (SESCINC) significa o serviço composto pelo conjunto 
de atividades administrativas e operacionais desenvolvidas em proveito da segurança contra incêndio do 
aeródromo, cuja principal finalidade é o salvamento de vidas por meio da utilização dos recursos humanos 
e materiais disponibilizados. 
 
 
 
p. 6 
 
ABREVIATURAS E SÍMBOLOS 
 
APP – Órgão de Controle de Aproximação. 
 
APU (Auxiliary Power Unit) – Motor auxiliar gerador de energia elétrica e pneumática destinado a dar 
partida no grupo motopropulsor da aeronave. 
 
ARP (Aerodrome Reference Point) – Ponto de Referência do Aeródromo ART – Anotação de 
Responsabilidade Técnica. 
 
GPU (Ground Power Unit ) – Gerador de energia elétrica a ser conectado à aeronave no solo, IDSO – 
Indicadores de Desempenho de Segurança Operacional. 
 
ESTOL (STALL): perda de sustentação é um termo utilizado em aviação e aerodinâmica, indica a 
separação do fluxo de ar do extradorso da asa resultando em perda total de sustentação do avião. 
 
MONOPLACE: aeronave com apenas um assento (para o piloto). 
 
MULTIPLACE: aeronave com múltiplos lugares (assentos para tripulantes e passageiros). 
 
NARROW BODY: Aeronaves mais estreitas com apenas um corredor, característica que dificulta a 
atuação da tripulação e dos bombeiros nas evacuações. 
 
OE-SESCINC – Organização de Ensino Especializada na Capacitação de Recursos Humanos para oSESCINC. 
 
SCI – Seção Contraincêndio de Aeródromo. 
 
SESAQ – Serviço Especializado de Salvamento Aquático. 
 
SESCINC – Serviço de Salvamento e Combate a Incêndio em Aeródromos Civis . 
 
SGSO – Sistema de Gerenciamento da Segurança Operacional. 
 
SIPAER – Sistema de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos. 
 
 SOCMS – Sistema de Orientação e Controle da Movimentação no Solo. 
 
SREA – Sistema de Resposta à Emergência Aeroportuária TECA – Terminal de Carga Aérea. 
 
TRIPLACE: aeronaves com três lugares (assentos). 
 
QUADRIPLACE: aeronaves com quatro lugares (assentos). 
 
WIDE BODY: são aeronaves de corpo largo, características de aeronaves de grande porte possuem dois 
ou mais corredores. 
 
 
 
p. 7 
 
1. CONHECIMENTOS GERAIS DE AVIAÇÃO 
 
 
O histórico de acidentes aeronáuticos mundial ensinou às autoridades competentes a 
importância do SESCINC nos aeroportos. Ação eficaz do SESCINC, pode significar vidas salvas em 
eventual ocorrência. 
O universo complexo que envolve a atividade na aviação, obriga que cada componente do 
SESCINC desenvolva suas habilidades no emprego dos recursos disponíveis. 
O conhecimento dos sistemas disponíveis nas aeronaves e suas características, como pessoas 
a bordo, quantidade e tipo de combustível utilizado, sistema elétrico, recursos de contraincêndio 
instalados, modelos das aeronaves e saídas de emergência, é fundamental para o planejamento adequado 
das equipes do SESCINC. 
Aliado ao conhecimento citado, boas práticas de treinamento nos recursos disponíveis, 
aplicação do Plano de Treinamento Recorrente de maneira abrangente, potencializará boas práticas das 
equipes envolvidas. 
A disciplina em questão dará um norte precioso para os integrantes do SESCINC na busca da 
eficácia necessária. 
 
 
2. BREVE HISTÓRICO DA AVIAÇÃO 
 
O desejo de voar está presente na humanidade provavelmente desde o dia em que o 
homem pré-histórico passou a observar o voo dos pássaros e de outros animais voadores. Ao longo da 
história há vários registros de tentativas malsucedidas de voos. 
Alguns até tentaram voar imitando pássaros: usaram um par de asas que não passavam de um 
esqueleto de madeira e penas, colocando-os nos braços e balançando-os. 
Muitas pessoas acreditavam que voar fosse impossível e que era um poder além da capacidade 
humana. Mesmo assim o desejo existia, e várias civilizações contavam histórias de pessoas dotadas de 
poderes divinos que podiam voar ou de pessoas que foram carregadas ao ar por animais voadores. 
O exemplo mais conhecido é a lenda de Dédalo e Ícaro. Dédalo, aprisionado na ilha de Minos, 
construiu asas feitas com penas e cera para si próprio e seu filho. Porém, Ícaro aproximou-se demais 
do Sol e a cera das asas derreteu, fazendo ele cair no mar e morrer. A lenda era um aviso sobre as tentativas 
de alçar aos céus, semelhante à história da Torre de Babel na Bíblia, e exemplifica o desejo milenar do 
homem de voar. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
https://pt.wikipedia.org/wiki/Voo
https://pt.wikipedia.org/wiki/Pr%C3%A9-Hist%C3%B3ria
https://pt.wikipedia.org/wiki/Aves
https://pt.wikipedia.org/wiki/D%C3%A9dalo
https://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%8Dcaro
https://pt.wikipedia.org/wiki/Minos
https://pt.wikipedia.org/wiki/Sol
https://pt.wikipedia.org/wiki/Torre_de_Babel
https://pt.wikipedia.org/wiki/B%C3%ADblia
 
p. 8 
 
Muito provavelmente foi o artista e inventor italiano Leonardo da Vinci a primeira pessoa a 
se dedicar seriamente a projetar uma máquina capaz de voar carregando um ser humano. Tais máquinas 
eram planadores e ornitópteros (máquinas que usavam o mesmo mecanismo usado por pássaros para voar 
através do movimento constante das asas para cima e para baixo). Da Vinci nunca construiu tais máquinas, 
mas seus desenhos ficaram preservados e, posteriormente, já no século XIX e século XX um de seus 
desenhos - um planador - foi considerado notável. 
 
O primeiro voo bem sucedido de um balão de ar quente foi o da passarola construída 
por Bartolomeu de Gusmão, um português nascido no Brasil colonial que alçou voo em 8 de 
agosto de 1709 na corte de Dom João V de Portugal, em Lisboa, porém não sobreviveram descrições 
detalhadas do aparelho, provavelmente porque foram destruídas pela Inquisição. 
 
O brasileiro Santos Dumont projetou, construiu e voou os primeiros balões dirigíveis com 
motor a gasolina. Esse mérito lhe é garantido internacionalmente pela conquista do Prêmio Deutsch em 
1901, quando em um voo contornou a Torre Eiffel com o seu dirigível Nº 6, transformando-se em uma 
das pessoas mais famosas do mundo durante o século XX. Com a vitória no Prêmio Deutsch, ele também 
foi o primeiro a cumprir um circuito pré-estabelecido sob testemunho oficial de especialistas, jornalistas 
e populares. 
 
Santos Dumont também foi o primeiro a decolar a bordo de um avião impulsionado por um 
motor a gasolina. Em 23 de outubro de 1906 voou cerca de sessenta metros a uma altura de dois a três 
metros com o Oiseau de Proie (francês para "ave de rapina"), no Campo de Bagatelle, em Paris. Menos 
de um mês depois, em 12 de novembro, diante de uma multidão de testemunhas, percorreu 220 metros a 
uma altura de seis metros com o Oiseau de Proie III. 
 
 
 
Não muito depois de ter sido inventado, o avião passou a ser usado para serviços militares. O 
primeiro país a usar aviões para propósitos militares foi a Itália, cujos aviões atacaram 
posições otomanas durante a Primeira Guerra dos Balcãs, realizando o primeiro bombardeio aéreo de 
uma coluna inimiga da história, em 1 de novembro de 1911. Logo em seguida a Bulgária passou a usar 
aeronaves para atacar o Império Otomano. 
Porém, a primeira guerra a usar os aviões em missões de defesa, ataque e de reconhecimento 
foi a Primeira Guerra Mundial. Os Aliados e os Impérios Centrais fizeram uso extensivo de aviões. 
Ironicamente, a ideia do uso do avião como arma de guerra antes da primeira guerra mundial foi motivo 
de risadas e ridicularização por parte de muitos comandantes militares, em tempos que precederam a 
guerra. 
A tecnologia dos aviões avançou bastante durante a Primeira Guerra Mundial. Logo no 
começo da guerra, aviões ainda carregavam apenas uma pessoa, o piloto, mas logo muitos deles tornaram-
https://pt.wikipedia.org/wiki/It%C3%A1lia
https://pt.wikipedia.org/wiki/Leonardo_da_Vinci
https://pt.wikipedia.org/wiki/Aeroplano_de_Leonardo_da_Vinci
https://pt.wikipedia.org/wiki/Planador
https://pt.wikipedia.org/wiki/Ornit%C3%B3ptero
https://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%A9culo_XIX
https://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%A9culo_XX
https://pt.wikipedia.org/wiki/Bal%C3%A3o_de_ar_quente
https://pt.wikipedia.org/wiki/Passarola
https://pt.wikipedia.org/wiki/Bartolomeu_Louren%C3%A7o_de_Gusm%C3%A3o
https://pt.wikipedia.org/wiki/Portugal
https://pt.wikipedia.org/wiki/Brasil_Col%C3%B4nia
https://pt.wikipedia.org/wiki/8_de_Agosto
https://pt.wikipedia.org/wiki/8_de_Agosto
https://pt.wikipedia.org/wiki/1709
https://pt.wikipedia.org/wiki/Jo%C3%A3o_V_de_Portugal
https://pt.wikipedia.org/wiki/Lisboa
https://pt.wikipedia.org/wiki/Inquisi%C3%A7%C3%A3o
https://pt.wikipedia.org/wiki/Bal%C3%B5es_dirig%C3%ADveis
https://pt.wikipedia.org/wiki/Gasolina
https://pt.wikipedia.org/wiki/Pr%C3%AAmio_Deutsch
https://pt.wikipedia.org/wiki/Torre_Eiffel
https://pt.wikipedia.org/wiki/Santos-Dumont_N%C2%BA_6
https://pt.wikipedia.org/wiki/Avi%C3%A3o
https://pt.wikipedia.org/wiki/Oiseau_de_Proie
https://pt.wikipedia.org/wiki/L%C3%ADngua_francesa
https://pt.wikipedia.org/wiki/Ave_de_rapina
https://pt.wikipedia.org/wiki/Campo_de_Bagatelle
https://pt.wikipedia.org/wiki/Paris
https://pt.wikipedia.org/wiki/It%C3%A1lia
https://pt.wikipedia.org/wiki/Imp%C3%A9rio_Otomano
https://pt.wikipedia.org/wiki/Guerra_dos_Balc%C3%A3s
https://pt.wikipedia.org/wiki/Bombardeio_a%C3%A9reo
https://pt.wikipedia.org/wiki/Coluna_(militar)
https://pt.wikipedia.org/wiki/1_de_novembro
https://pt.wikipedia.org/wiki/1911
https://pt.wikipedia.org/wiki/Bulg%C3%A1riahttps://pt.wikipedia.org/wiki/Primeira_Guerra_Mundial
https://pt.wikipedia.org/wiki/Aliados_da_Primeira_Guerra_Mundial
https://pt.wikipedia.org/wiki/Imp%C3%A9rios_Centrais
https://pt.wikipedia.org/wiki/Primeira_Guerra_Mundial
https://pt.wikipedia.org/wiki/Piloto_(avia%C3%A7%C3%A3o)
 
p. 9 
 
se capazes de carregar um passageiro extra. Engenheiros criaram motores mais poderosos e aeronaves 
cuja aerodinâmica era sensivelmente melhor do que as aeronaves pré-guerra. Para efeito de comparação, 
no começo da guerra, os aviões não passavam de 110 km/h. No final da guerra, muitos já alcançavam 
230 km/h ou até mais. 
 
A "era de ouro da aviação" (1918 - 1939) 
Os anos que se passaram entre a Primeira Guerra Mundial e a Segunda Guerra 
Mundial (período entreguerras) foram anos nos quais a tecnologia de aeronaves em geral desenvolveu-se 
bastante. Neste período, rápidos avanços foram feitos no desenho de aviões, e linhas aéreas começaram a 
operar. Também foi época na qual aviadores começaram a impressionar o mundo com seus feitos e suas 
habilidades. Os aviões pararam de ser feitos de madeira, para serem construídos com alumínio. 
Os motores aeronáuticos foram melhorados bastante, com um notável aumento da potência comparado ao 
que os motores da época eram capazes de gerar. Esta grande série de avanços tecnológicos, bem como do 
crescente impacto sócioeconômico que os aviões passaram a ter mundialmente, faz deste período a era do 
ouro da aviação. 
Prêmios para aviadores que conseguissem estabelecer recordes em distância e em velocidade 
e a grande quantidade de aviões e de pilotos experientes, sobras da primeira guerra mundial, foram as 
principais razões deste grande desenvolvimento. 
Em 1914, o americano Tony Jannus tornou-se o piloto do primeiro voo regular da história. 
Jannus usou um hidroavião para transportar carga e passageiros entre São Petersburgo e Tampa, 
na Flórida, ao largo da Baía de Tampa. Seu hidroavião tinha espaço para um passageiro, que pagava 
cinco dólares pelo voo de 35 km. Este táxi aéreo, considerado a primeira linha aérea do mundo, logo 
enfrentou dificuldades financeiras e durou apenas alguns meses. Em 1919 e durante a década de 1920, 
várias linhas aéreas seriam estabelecidas na Europa e nos Estados Unidos. Tais companhias usavam aviões 
antes configurados como bombardeiros e caças na Primeira Guerra Mundial, para carregar carga e 
passageiros. Tais aeronaves eram elegantemente decoradas e mobiliadas, porém, não 
possuiam pressurização e eram consideradas muito barulhentas. 
 
 Biplano de 1933. 
Após o fim da Primeira Guerra Mundial, os governos americano e canadense ofereceram o 
excesso de aeronaves da guerra a aviadores por preços incrivelmente baixos. Apesar de estas aeronaves 
serem mais fortes do que aquelas fabricadas anteriormente à guerra, elas ainda não podiam ser 
consideradas seguras. Eram feitas na maioria das vezes de madeira e de tecidos e não dispunham de 
equipamentos de navegação básicos, como a bússola. Mas vários pilotos, aqueles que haviam lutado na 
guerra, compraram estes aviões, usando-os para ganhar dinheiro, através de perigosas exibições 
acrobáticas em feiras. Acidentes muitas vezes aconteciam e vários destes aviadores acrobatas morreram. 
A agência dos correios dos Estados Unidos também usou antigas aeronaves militares para 
transportar correio entre algumas cidades americanas logo após o fim da guerra. Por volta de 1927, a 
https://pt.wikipedia.org/wiki/Primeira_Guerra_Mundial
https://pt.wikipedia.org/wiki/Segunda_Guerra_Mundial
https://pt.wikipedia.org/wiki/Segunda_Guerra_Mundial
https://pt.wikipedia.org/wiki/Per%C3%ADodo_entreguerras
https://pt.wikipedia.org/wiki/Linha_a%C3%A9rea
https://pt.wikipedia.org/wiki/Alum%C3%ADnio
https://pt.wikipedia.org/wiki/Motor_aeron%C3%A1utico
https://pt.wikipedia.org/wiki/1914
https://pt.wikipedia.org/wiki/Tony_Jannus
https://pt.wikipedia.org/wiki/Hidroavi%C3%A3o
https://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%A3o_Petersburgo_(Fl%C3%B3rida)
https://pt.wikipedia.org/wiki/Tampa_(Fl%C3%B3rida)
https://pt.wikipedia.org/wiki/Fl%C3%B3rida
https://pt.wikipedia.org/wiki/Ba%C3%ADa_de_Tampa
https://pt.wikipedia.org/wiki/D%C3%B3lar
https://pt.wikipedia.org/wiki/T%C3%A1xi_a%C3%A9reo
https://pt.wikipedia.org/wiki/Linha_a%C3%A9rea
https://pt.wikipedia.org/wiki/1919
https://pt.wikipedia.org/wiki/D%C3%A9cada_de_1920
https://pt.wikipedia.org/wiki/Bombardeiro
https://pt.wikipedia.org/wiki/Ca%C3%A7a_(avi%C3%A3o)
https://pt.wikipedia.org/wiki/Biplano
https://pt.wikipedia.org/wiki/1933
https://pt.wikipedia.org/wiki/Primeira_Guerra_Mundial
https://pt.wikipedia.org/wiki/Canad%C3%A1
https://pt.wikipedia.org/wiki/B%C3%BAssola
https://pt.wikipedia.org/wiki/Acrobacia_a%C3%A9rea
https://pt.wikipedia.org/wiki/Acrobacia_a%C3%A9rea
https://pt.wikipedia.org/wiki/Correio
https://pt.wikipedia.org/wiki/1927
https://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Flagg_biplane.jpg
 
p. 10 
 
agência desistiu de operar tais voos, e ao invés disto, passou a contratar linhas aéreas para este serviço. 
Correios aéreos tiveram muita importância no desenvolvimento da aviação comercial. 
Em 1929, a tecnologia dos dirigíveis havia avançado a tal ponto que um Zeppelin, controlado 
pelo Graf Zeppelin, deu a primeira viagem em torno do mundo nos meses de outubro e dezembro. A esta 
altura, os dirigíveis eram usados por numerosas linhas aéreas na Europa. Rotas transatlânticas foram 
iniciadas ainda no mesmo ano e rapidamente expandiram-se. Tais dirigíveis atracavam-se em uma torre, 
onde o embarque e o desembarque de passageiros era realizado. A Torre do Zeppelin, a única ainda 
existente deste tipo, está localizada em Recife, Brasil. 
 
Dirigível italiano Norge, primeira aeronave 
a sobrevoar o Polo Norte, em 12 de maio de 1926. 
 
Em 6 de maio de 1937 a era do dirigível acabou quando o Zeppelin Hindenburg (a maior 
aeronave já construída) sofreu um terrível acidente, em Lakehurst, Nova Jérsei, Estados Unidos, com 97 
ocupantes a bordo, sendo 36 passageiros e 61 tripulantes, vindos da Alemanha. Durante as manobras 
de aterrissagem, um incêndio tomou conta da aeronave tendo como saldo de 36 mortos: 13 passageiros, 
22 tripulantes e um técnico em solo, totalizando 36 pessoas. Isto porque o gás usado para sustentar o balão 
era o hidrogênio, um gás altamente inflamável. As pessoas pararam simplesmente de usar dirigíveis, 
apesar de que tal acidente tenha sido o único fatal entre aeronaves mais leves do que o ar. 
 
Desastre do Hindenburg. 
Na década de 1930, muitas linhas aéreas passaram a operar em lagos e rios calmos, usando 
hidroplanos. Tais aeronaves eram usadas principalmente para voos transoceânicos, chegando a ser 
construídos hidroplanos com capacidade para 74 passageiros. Contudo, tais aeronaves não se tornaram 
populares devido ao desenvolvimento de aviões cada vez mais poderosos e de aeroportos adequados para 
recebê-los. 
https://pt.wikipedia.org/wiki/Avia%C3%A7%C3%A3o_comercial
https://pt.wikipedia.org/wiki/1929
https://pt.wikipedia.org/wiki/Ferdinand_von_Zeppelin
https://pt.wikipedia.org/wiki/Torre_do_Zeppelin
https://pt.wikipedia.org/wiki/Recife
https://pt.wikipedia.org/wiki/Brasil
https://pt.wikipedia.org/wiki/Dirig%C3%ADvel
https://pt.wikipedia.org/wiki/It%C3%A1lia
https://pt.wikipedia.org/wiki/Norge_(dirig%C3%ADvel)
https://pt.wikipedia.org/wiki/Polo_Norte
https://pt.wikipedia.org/wiki/12_de_maio
https://pt.wikipedia.org/wiki/1926
https://pt.wikipedia.org/wiki/1937
https://pt.wikipedia.org/wiki/LZ_129_Hindenburg
https://pt.wikipedia.org/wiki/Lakehurst
https://pt.wikipedia.org/wiki/Nova_J%C3%A9rsei
https://pt.wikipedia.org/wiki/Alemanha
https://pt.wikipedia.org/wiki/Aterrissagem
https://pt.wikipedia.org/wiki/Hidrog%C3%A9nio
https://pt.wikipedia.org/wiki/Aer%C3%B3stato
https://pt.wikipedia.org/wiki/Desastre_do_Hindenburg
https://pt.wikipedia.org/wiki/D%C3%A9cada_de_1930
https://pt.wikipedia.org/wiki/Aeroporto
https://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Norge_airship_in_flight_1926.jpghttps://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Hindenburg_disaster,_1937.jpg
 
p. 11 
 
Desenvolvimentos na tecnologia da aviação 
Durante a era de ouro da aviação, especialmente na década de 1930, várias melhorias técnicas 
possibilitaram a construção de aviões maiores, que podiam percorrer distâncias maiores, voar em altitudes 
maiores e mais rapidamente e, ainda, transportar mais carga e passageiros. Avanços na ciência 
de aerodinâmica permitiram a engenheiros desenvolverem aeronaves cujo desenho interferisse o mínimo 
possível no desempenho em voo. 
Os equipamentos de controle e os cockpits das aeronaves também melhoraram 
consideravelmente neste período. Além disso, melhorias na tecnologia de comunicação permitiram o uso 
de equipamentos de rádio na aviação, permitindo aos pilotos receberem instruções de voo de equipes em 
terra e que comunicassem com pilotos de outras aeronaves. Tudo isto gerou técnicas mais precisas 
de navegação aérea. O piloto automático também passou a ser usado na década de 1930. Esse 
equipamento permitiu aos pilotos desfrutarem de curtos períodos de descanso em voos de longa duração. 
 
 
Douglas DC-3 
 
Um símbolo da era de ouro da aviação é o Douglas DC-3. Este monoplano equipado com um 
par de propulsores, começou seus primeiros voos em 1936. O DC-3 tinha capacidade para 21 passageiros 
e velocidade de cruzeiro de 320 km/h. Tornou-se rapidamente o avião comercial mais usado na época. 
Esta aeronave também é vista como uma das aeronaves mais importantes já produzidas. 
Outro fator tecnológico de suma importância para o desenvolvimento da avição mundial foi a 
invenção da turbina a jato que proporcionou que aeronaves voassem em altitudes mais elevadas. 
Ela começou a ser desenvolvida na Alemanha e na Inglaterra na década de 1930. O britânico Frank 
Whittle patenteou um desenho de uma turbina a jato em 1930 e desenvolveu uma turbina que podia ser 
usada para fins práticos no final da década. Já o alemão Hans von Ohain patenteou sua versão da turbina 
a jato em 1936 e começou a desenvolver uma máquina semelhante. Estes inventores não tinham 
conhecimento do trabalho desenvolvido pelo outro, e por isto, a invenção e creditada a ambos. Ao final 
da Segunda Guerra Mundial, a Alemanha usava os primeiros aviões a jato e fabricava em série 
a Messerschmitt Me 262. 
 
O fato de que os aviões voassem a altitudes cada vez maiores onde turbulência e outros fatores 
climáticos indesejáveis são mais raros gerou um problema, pois, o ar é menos denso e, portanto, possui 
quantidades menores de oxigênio para respiração do que em altitudes menores. À medida que os aviões 
passavam a voar cada vez mais alto, pilotos, tripulantes e passageiros tinham cada vez mais dificuldades 
em respirar. A solução para este problema foi a criação da cabine pressurizada. O primeiro avião 
https://pt.wikipedia.org/wiki/D%C3%A9cada_de_1930
https://pt.wikipedia.org/wiki/Aerodin%C3%A2mica
https://pt.wikipedia.org/wiki/Cabine_de_pilotagem_(avia%C3%A7%C3%A3o)
https://pt.wikipedia.org/wiki/Navega%C3%A7%C3%A3o_a%C3%A9rea
https://pt.wikipedia.org/wiki/Piloto_autom%C3%A1tico
https://pt.wikipedia.org/wiki/D%C3%A9cada_de_1930
https://pt.wikipedia.org/wiki/Douglas_DC-3
https://pt.wikipedia.org/wiki/Monoplano
https://pt.wikipedia.org/wiki/1936
https://pt.wikipedia.org/wiki/Cruzeiro_(avia%C3%A7%C3%A3o)
https://pt.wikipedia.org/wiki/Motor_a_jato
https://pt.wikipedia.org/wiki/Alemanha
https://pt.wikipedia.org/wiki/Inglaterra
https://pt.wikipedia.org/wiki/D%C3%A9cada_de_1930
https://pt.wikipedia.org/wiki/Frank_Whittle
https://pt.wikipedia.org/wiki/Frank_Whittle
https://pt.wikipedia.org/wiki/1930
https://pt.wikipedia.org/wiki/Hans_von_Ohain
https://pt.wikipedia.org/wiki/1936
https://pt.wikipedia.org/wiki/Messerschmitt_Me_262
https://pt.wikipedia.org/wiki/Turbul%C3%AAncia
https://pt.wikipedia.org/wiki/Oxig%C3%AAnio
https://pt.wikipedia.org/wiki/Respira%C3%A7%C3%A3o_(fisiologia)
https://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:American_DC-3.jpg
 
p. 12 
 
com pressurização da cabine foi o Lockheed XC-35 que voou em 9 de maio de 1937. Cabines 
pressurizadas popularizaram-se no final da década de 1940 e praticamente toda cabine de aviões 
comerciais de passageiros hoje em dia é pressurizada. 
 
3. CATEGORIA DE OPERAÇÃO DE AERONAVES 
 
 
3.1. Aviação comercial 
 
Aviação comercial é a parte da aviação civil que envolve operação de uma aeronave para o 
serviço de transporte de passageiros e/ou carga. 
Um avião comercial é uma aeronave de asa fixa cuja função primária é transportar passageiros 
pagantes, geralmente operada por uma linha aérea, no qual é proprietária ou arrendatária da aeronave. 
A definição oficial de um avião comercial varia de país para país. A mais comum é a de uma 
aeronave com assentos para 20 ou mais passageiros e/ou peso acima de 22.680 kg, com dois ou mais 
motores. 
 
 
 
 
3.2. Aviação Geral 
 
Aviação geral ("General Aviation" - GA) inclui quaisquer tipos de aviação, que não sejam 
voos regulares (de linhas aéreas) ou aeronaves militares. Isto inclui desde pequenos aviões de propriedade 
particular até modernos jatos executivos, helicópteros, balonismo, voos de treinamento 
(para pilotos iniciantes) e outras atividades aéreas. 
 
Os serviços de táxi-aéreo constituem modalidade de transporte público aéreo não regular de 
passageiro ou carga, mediante remuneração convencionada entre o usuário e o transportador, sob a 
fiscalização do Ministério da Aeronáutica, e visando proporcionar atendimento imediato, independente 
de horário, percurso ou escala. 
 
 
 
 
https://pt.wikipedia.org/wiki/Pressuriza%C3%A7%C3%A3o_da_cabine
https://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Lockheed_XC-35&action=edit&redlink=1
https://pt.wikipedia.org/wiki/D%C3%A9cada_de_1940
https://pt.wikipedia.org/wiki/Avia%C3%A7%C3%A3o_civil
https://pt.wikipedia.org/wiki/Aeronave
https://pt.wikipedia.org/wiki/Avia%C3%A7%C3%A3o
https://pt.wikipedia.org/wiki/Linhas_a%C3%A9reas
https://pt.wikipedia.org/wiki/Militar
https://pt.wikipedia.org/wiki/Avi%C3%A3o
https://pt.wikipedia.org/wiki/Helic%C3%B3ptero
https://pt.wikipedia.org/wiki/Bal%C3%A3o
https://pt.wikipedia.org/wiki/Piloto_(avia%C3%A7%C3%A3o)
 
p. 13 
 
3.3. Aviação esportiva 
 
A aviação desportiva é um ramo da aviação que abrange toda uma gama de desportos e 
competições aéreas. 
Muitos destes desportos são regidos internacionalmente pela Federação Aeronáutica 
Internacional e por associações aeronáuticas a nível nacional. Dentro de diversos desportos poderão existir 
diversas divisões onde possa haver competições distintas consoantes ao peso e o tamanho da aeronave, o 
número de pilotos, entre outros. 
 
 
 
 
3.4. Aviação de Segurança Pública 
 
Aviação de Segurança Pública é a atividade realizada com aeronaves e conduzida por órgãos 
de segurança pública ou de defesa civil (Federal, Distrito Federal, Estadual e Municipal) 
A aviação de segurança pública no Brasil envolve órgãos como a Polícia Federal, Polícia 
Rodoviária Federal, Força Nacional, Polícia Militar e Civil, Corpo de Bombeiros Militar, Receita Federal 
e Ibama. 
 
 
 
3.5. Aviação militar 
 
É a área da aviação utilizada para fins exclusivamente militares, com o intuito de se realizar 
guerra aérea para fins ofensivos ou defensivos, defesa do território e espaço aéreo nacional e transporte 
aéreo. Aeronaves militares incluem bombardeiros, aviões de combate, transporte, treino e 
reconhecimento, além de incluir uma série de armamento aeronáutico. 
https://pt.wikipedia.org/wiki/Avia%C3%A7%C3%A3o
https://pt.wikipedia.org/wiki/Desporto
https://pt.wikipedia.org/wiki/Federa%C3%A7%C3%A3o_Aeron%C3%A1utica_Internacional
https://pt.wikipedia.org/wiki/Federa%C3%A7%C3%A3o_Aeron%C3%A1utica_Internacional
 
p. 14 
 
 
 
 
4. CLASSIFICAÇÃO DAS AERONAVES4.1. Aeronaves de asas fixas 
 
Mais conhecidas como aviões, as aeronaves de asa fixa ou aeroplanos têm essa denominação 
por gerarem sustentação utilizando asas fixas (não rotativas) em relação a estrutura principal da aeronave 
conhecida como fuselagem. Essa geração de sustentação ocorre através da conversão do movimento de 
avanço da aeronave em reações aerodinâmicas (forças de sustentação, arrasto e momento). 
 
 
 
 
4.1.1. Planadores 
 
O planador é uma aeronave mais pesada que o ar e com configuração aerodinâmica muito 
semelhante ao avião, porém este tipo de aeronave, em certas condições, mantém seu voo sustentado sem 
a necessidade do motor, usando correntes ascendentes, denominadas térmicas, que estão presentes na 
atmosfera. A prática de aviação desportiva com planadores se denomina voo à vela. 
 
 
 
https://pt.wikipedia.org/wiki/Avia%C3%A7%C3%A3o_desportiva
https://pt.wikipedia.org/wiki/Voo_%C3%A0_vela
 
p. 15 
 
4.1.2. Anfibio 
 
São aeronaves que podem decolar e pousar tanto na água como em terra. 
Os aviões anfíbios apresentam um aspecto e características semelhantes aos hidroaviões, 
apenas com a diferença de terem trens para pouso em terra, além do casco ou dos flutuadores para pouso 
na água. 
 
 
 
4.1.3. Hidroavião 
 
Um hidroavião, hidravião ou hidroaeroplano é uma aeronave preparada para decolar e pousar 
("amarar" ou "amerissar") sobre a superfície da água. 
 
 
4.1.4. Litoplano 
 
Litoplano – A aeronave com capacidade de decolar e pousar em superfícies sólidas, equipada com 
conjunto de trem de pouso para efetuar pousos e decolagens. 
 
 
 
https://pt.wikipedia.org/wiki/Trem_de_pouso
https://pt.wikipedia.org/wiki/Casco_(navio)
https://pt.wikipedia.org/wiki/Amerissagem
https://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%81gua
 
p. 16 
 
4.2. Aeronaves de asas rotativas 
 
Significa uma aeronave mais pesada que o ar que depende principalmente da sustentação 
gerada por um ou mais rotores para manter-se no ar. 
 
 
 
 
4.2.1. Rotor principal 
 
Um rotor principal de helicóptero ou sistema de rotor é a combinação de várias asas rotativas 
com um sistema de controle, que gera a força de sustentação aerodinâmica que suporta o peso do 
helicóptero e o empuxo que neutraliza o arrasto aerodinâmico no voo para frente. 
 
4.2.2. Rotor de cauda 
 
 
O rotor de cauda é o responsável por anular o efeito de torque do rotor principal e pela 
derivação lateral do helicóptero. Esta deriva é diretamente proporcional à potência solicitada para 
contrariar o torque do rotor principal. 
São conhecidos três tipos de rotores de cauda, sendo o convencional o mais utilizado pelas 
fabricantes de aeronaves de asa rotativa: 
 
 FENESTRON CONVENCIONAL 
 
 
 Fenestron Convencional 
 
 NOTAR: abreviação de No Tail Rotor (Sem Rotor na Cauda), possui um sistema de propulsão 
de ar por dentro da cauda que executa o mesmo serviço de direcionar e estabilizar o aparelho. 
 
 
p. 17 
 
 
 
 
 
5. AERONAVES DE TRANSPORTE COMERCIAL E REGIONAL, AERONAVES 
CARGUEIRAS, DA AVIAÇÃO GERAL E MILITARES. 
 
5.1. Aeronaves de transporte comercial e regional 
 
Aeronave que são utilizadas com fins lucrativos no transporte aéreo comercial de pessoas, 
bens e/ou malas postais, de modo regular ou não regular, domestico ou internacional 
Inclui todas as aeronaves em conformidade com o artigo 175 do Código Brasileiro de 
Aeronáutica. 
 
 
 
 
 
5.2. Aviação Geral 
 
Quaisquer tipos de aviação que não sejam voos regulares (de linhas aéreas) ou 
aeronaves militares. Isto inclui desde pequenos aviões de propriedade particular até modernos jatos 
executivos, helicópteros, balonismo, voos de treinamento (para pilotos iniciantes) e outras atividades 
aéreas. 
Esse seguimento da aviação é muito utilizado no mundo dos negócios, turismo, serviços de 
procura e resgate, treinamento, recreação, serviço aéreo ambulatorial e uma variedade de outros usos que 
completam o sistema mundial de transporte. 
 
https://pt.wikipedia.org/wiki/Avia%C3%A7%C3%A3o
https://pt.wikipedia.org/wiki/Linhas_a%C3%A9reas
https://pt.wikipedia.org/wiki/Militar
https://pt.wikipedia.org/wiki/Avi%C3%A3o
https://pt.wikipedia.org/wiki/Helic%C3%B3ptero
https://pt.wikipedia.org/wiki/Bal%C3%A3o
https://pt.wikipedia.org/wiki/Piloto_(avia%C3%A7%C3%A3o)
 
p. 18 
 
 
 
5.3. Aeronaves cargueiras 
 
É uma aeronave de asa fixa rotativa, projetada ou convertida para o transporte de carga, ao 
invés de passageiros. Tal aeronave normalmente não possui as amenidades requeridas para os voos de 
passageiros, mas possuem uma ou mais grandes portas para o carregamento da carga. Os cargueiros 
podem ser operados por empresas aéreas civis, por indivíduos privados ou pelas Forças Armadas dos 
países. 
As aeronaves projetadas para carga normalmente possuem características que as distinguem 
de aeronaves convencionais para passageiros, tais como: uma seção cruzada de fuselagem larga e alta, asa 
alta de forma a permitir que a área da carga esteja mais próxima do solo, várias rodas para permitir seu 
pouso em locais não preparados e uma cauda em posição alta para permitir que a carga seja colocada e 
retirada diretamente da aeronave, dentro outras. 
 
 
 
 
5.4. Aeronaves militares 
 
Aeronaves militares incluem bombardeiros, aviões de combate, transporte, treino e 
reconhecimento, além de incluir uma série de armamento aeronáutico. 
Conforme o tipo de operação e a nação, a aviação militar pode incluir: 
 Aviação de combate: inclui caças, caças-bombardeiros, torpedeiros e bombardeiros; 
 Aviação de informação: inclui aviões de patrulha, de reconhecimento e fotointeligência 
(aerolevantamento), de alerta antecipado, de guerra eletrónica e de reconhecimento meteorológico; 
 Aviação de transporte e apoio logístico: inclui aviões de transporte de assalto, de transporte tático, de 
transporte estratégico, de transporte especial e de reabastecimento aéreo; 
https://pt.wikipedia.org/wiki/Aeronave
https://pt.wikipedia.org/wiki/Empresa_a%C3%A9rea
https://pt.wikipedia.org/wiki/For%C3%A7as_Armadas
https://pt.wikipedia.org/wiki/Fuselagem
https://pt.wikipedia.org/wiki/Monoplano
https://pt.wikipedia.org/wiki/Monoplano
https://pt.wikipedia.org/wiki/Na%C3%A7%C3%A3o
https://pt.wikipedia.org/wiki/Ca%C3%A7a_(avi%C3%A3o)
https://pt.wikipedia.org/wiki/Ca%C3%A7a-bombardeiro
https://pt.wikipedia.org/wiki/Torpedeiro_(avi%C3%A3o)
https://pt.wikipedia.org/wiki/Bombardeiro
https://pt.wikipedia.org/wiki/Reconhecimento_a%C3%A9reo
https://pt.wikipedia.org/wiki/Guerra_eletr%C3%B3nica
https://pt.wikipedia.org/wiki/Transporte_a%C3%A9reo_t%C3%A1tico
https://pt.wikipedia.org/wiki/Reabastecimento_a%C3%A9reo
 
p. 19 
 
 Aviação de busca e salvamento (SAR): inclui aviões de busca e salvamento geral e de busca e 
salvamento em combate; 
 Aviação de instrução e treinamento: inclui aviões de instrução básica, de instrução elementar, de 
instrução complementar e de conversão operacional. 
Dentro da aviação militar há duas áreas especiais que se destinam a atuar em ambientes 
específicos: 
 Aviação naval: aviação militar que se destina a atuar em ambiente marítimo; 
 Aviação ligeira militar ou aviação do exército: aviação combinada com aeronaves de asa fixa e asa 
rotativa. Destina-se a cooperar diretamente com as forças terrestres. 
 
 
 
 
6. GRUPOS MOTOPROPULSORES 
 
Motopropulsoressão máquinas capazes de gerar empuxo, com o objetivo de 
propelir aeronaves. Por exemplo, chama-se de grupo motopropulsor o conjunto de motor e hélice em 
aviões convencionais, turbina e hélice em turboélices e turbina em turbojatos. 
Em aviões monomotores de pequeno porte, o grupo moto-propulsor pode ser instalado na 
fuselagem em duas configurações distintas, ou o sistema será “tractor” ou então “pusher”. 
Cada uma das configurações tem suas vantagens e desvantagens operacionais. A configuração 
“tractor” é aquela em que a aeronave é construída com a hélice montada na parte frontal do motor, no 
nariz da aeronave, de forma que ela produz uma tração que puxa o avião pelo ar. Essa configuração é 
utilizada na grande maioria dos aviões convencionais em operação na atualidade. 
Já a configuração “pusher” é aquela em que a aeronave possui a hélice montada na parte de 
trás do motor e atrás da estrutura da aeronave. Nessa situação, a hélice é montada de forma a criar um 
empuxo que empurra o avião por meio do ar. Geralmente, esse tipo de montagem é utilizado em aviões 
anfíbios. 
 
6.1. Motores a pistão 
 
Os motores a pistão foram convencionados a ser utilizados em diversos veículos devido as 
suas ótimas características como a flexibilidade para rodar em diversas velocidades, potência satisfatória 
para propulsão de diversos tipos de veículos e tem seus custos reduzidos pela produção em massa. 
O motor a pistão é composto por um pistão que se desloca dentro de um cilindro e é ligado a 
um eixo de manivelas ou virabrequim, por uma haste chamada biela. Na parte superior do cilindro, 
chamada de cabeça ou cabeçote, existe uma vela de ignição e duas válvulas que controlam as aberturas 
para a entrada e saída dos gases do motor. 
https://pt.wikipedia.org/wiki/Avia%C3%A7%C3%A3o_naval
https://pt.wikipedia.org/wiki/Avia%C3%A7%C3%A3o_ligeira_militar
https://pt.wikipedia.org/wiki/Avia%C3%A7%C3%A3o_do_ex%C3%A9rcito
https://pt.wikipedia.org/wiki/Empuxo
https://pt.wikipedia.org/wiki/Aeronave
https://pt.wikipedia.org/wiki/Motor
https://pt.wikipedia.org/wiki/H%C3%A9lice
https://pt.wikipedia.org/wiki/Turbina_aeron%C3%A1utica
https://pt.wikipedia.org/wiki/H%C3%A9lice
 
p. 20 
 
O mecanismo que abre e fecha as válvulas chama-se sistema de comando de válvulas. Todo 
esse conjunto é colocado em uma carcaça chamada Carter, onde estão fixados os cilindros, o eixo manivela 
e os acessórios do motor. 
O motor a pistão aproveita a energia da expansão dos gases gerados pela queima da mistura 
ar-combustível no seu interior para impulsionar um pistão. O movimento do pistão é transformado em 
movimento de rotação, por meio de uma biela, acoplada a um eixo de manivelas. 
No funcionamento de motores de combustão interna com ignição por faísca, pode usar 
derivados de petróleo (gasolina ou diesel) ou derivados de vegetais (etanol) como combustível. Nesse tipo 
de motor, um ciclo é formado por duas ou quatro etapas, denominadas tempos, durante as quais ocorrem 
seis fases de funcionamento. 
Portanto, podemos classificar os motores a pistão em dois grandes grupos: motores a quatro 
tempos e motores a dois tempos. 
O motor a quatro tempos é utilizado na maioria dos pequenos aviões por ser mais eficiente e 
com combustão menos poluente que o ciclo a dois tempos, mas requer consideravelmente mais partes 
móveis e maior habilidade do construtor, resultando em um motor maior e mais pesado que um motor de 
dois tempos com a mesma potência. 
O motor a dois tempos é muito utilizado em ultraleves e autogiros por ter uma construção 
mais simples, mais leve e mais potente que um motor de quatro tempos de mesmo peso. No entanto, é 
menos econômico, menos eficiente, aquece mais devido a maior frequência de combustão e sua 
lubrificação é imperfeita devido ao seu desenho de projeto. 
 
 
 
 
6.2.Turboélice 
 
Turboélice ou turbopropulsor é um tipo de turbina a gás usada na propulsão de aeronaves movidas 
a hélices. As aeronaves movidas com essa tecnologia também são chamados eles turboélices. 
Trata-se de um motor de reação mista, pois é basicamente um motor a jato acionando 
uma hélice. Entre o eixo da turbina e a hélice há um redutor de velocidade. A força propulsiva deste motor 
é produzida 90% pela hélice e 10% pelos gases de escapamento. Comparando-o com o motor a jato puro, 
nota-se: 
 É normalmente maior que um motor a jato de tração equivalente, mais simples e possui menos partes 
móveis; 
 Fornece maior tração que o jato puro em baixas velocidades consumindo menos combustível; 
https://pt.wikipedia.org/wiki/Turbina_a_g%C3%A1s
https://pt.wikipedia.org/wiki/Tecnologia
https://pt.wikipedia.org/wiki/Motor
https://pt.wikipedia.org/wiki/Motor_a_jato
https://pt.wikipedia.org/wiki/H%C3%A9lice_(aeron%C3%A1utica)
https://pt.wikipedia.org/wiki/Turbina
https://pt.wikipedia.org/wiki/Velocidade
https://pt.wikipedia.org/wiki/For%C3%A7a
https://pt.wikipedia.org/wiki/%25
https://pt.wikipedia.org/wiki/Gases
https://pt.wikipedia.org/wiki/Motor
https://pt.wikipedia.org/wiki/Tra%C3%A7%C3%A3o
https://pt.wikipedia.org/wiki/Tra%C3%A7%C3%A3o
https://pt.wikipedia.org/wiki/Combust%C3%ADvel
 
p. 21 
 
 Nas decolagens acentua sua eficiência em virtude da hélice movimentar uma grande massa de ar; 
nos pousos propicia maior força de frenagem pelo maior arrasto oferecido pelo disco da hélice em 
passo mínimo ou reverso. 
 Normalmente é mais leves que o turbojato de tração equivalente. 
 Como desvantagem são mais lentos e voam mais baixo, o que pode tornar o voo turbulento se as 
condições meteorológicas não colaborarem. Tendem a ser, para o passageiro, mais barulhentos, 
devido aos ruídos provocados pelas pás das hélices. 
Os turboélices são mais utilizados em aeronaves de pequeno e médio porte, geralmente mais 
eficientes em velocidades inferiores a 750 km/h (390 nós), como também em aeronaves para pistas curtas 
e em rotas regionais de pequenas distâncias, onde a diferença do tempo de voo comparado a um avião a 
jato se torna baixa, consumindo aproximadamente 2/3 do combustível de avião a jato. 
 
 
6.3.Turbojato 
 
Turbojato ou turborreator é o tipo mais simples e mais antigo de motor a jato para fins gerais. 
Um motor turbojato é usado essencialmente na propulsão de aeronaves. O ar é introduzido no 
compressor giratório através da entrada e comprimido a uma pressão superior antes de entrar na câmara 
de combustão. O combustível é misturado com o ar comprimido e inflamado por uma faísca. Este 
processo de combustão aumenta significativamente a temperatura do gás. Os produtos quentes da 
combustão que saem do combustor expandem-se através da turbina, onde a potência é extraída para dirigir 
o compressor. Embora este processo de expansão reduza a temperatura e a pressão do gás da saída da 
turbina, ambos os parâmetros estão geralmente ainda bem acima das condições ambiente. O fluxo de gás 
saído da turbina expande-se até à pressão ambiental através do bocal de propulsão, produzindo um jato de 
alta velocidade à saída do motor. 
Os motores de jato de primeira geração eram turbojatos puros com um compressor axial ou um 
centrífugo. Geravam alto índice de ruídos, sendo proibidos de serem utilizados em vários países. 
 
https://pt.wikipedia.org/wiki/Decolagem
https://pt.wikipedia.org/wiki/Massa
https://pt.wikipedia.org/wiki/Ar
https://pt.wikipedia.org/wiki/Pouso
https://pt.wikipedia.org/wiki/Arrasto
https://pt.wikipedia.org/wiki/H%C3%A9lice
https://pt.wikipedia.org/wiki/Tra%C3%A7%C3%A3o
https://pt.wikipedia.org/wiki/Motor_a_jato
https://pt.wikipedia.org/wiki/Aeronave
https://pt.wikipedia.org/wiki/Combust%C3%ADvel
https://pt.wikipedia.org/wiki/Combust%C3%A3o
https://pt.wikipedia.org/wiki/Turbina
 
p. 22 
 
6.4.Turbofan 
 
O motor Turbofan é um motor a reação utilizado em aviões projetados especialmente para 
altas velocidades de cruzeiro, que possui um ótimo desempenho emaltitudes elevadas, entre 10.000 
metros e 15.000 metros, ou até um pouco mais, apresentando velocidades na faixa de 700 km/h até 1.000 
km/h. 
O motor é constituído por um fan (ventoinha, em inglês) que complementa o fluxo de ar 
gerado pelos compressores de baixa pressão e alta pressão. É um tipo bem mais moderno de motorização, 
uma evolução natural do motor turbojato. 
Cada tipo de motor turbofan apresenta poucas diferenças no modo de operação, sendo que em 
todos os modelos a ventuinha é uma extensão de um compressor de baixa pressão. 
Praticamente todos os motores que impulsionam os aviões comerciais e executivos a jato 
atualmente são turbofans. Eles são apreciados por sua eficiência e por serem relativamente pouco ruidosos 
em relação aos modelos de aeronaves impulsionados por turbojatos. 
 
 
 
6.5.Reverso de aeronave 
 
Reversor de empuxo ou empuxo reverso (em inglês: thrust reversal ou thrust reverse) é uma 
modificação temporária do motor de uma aeronave que tem por objetivo utilizar os gases proveniente da 
câmara de combustão das turbinas como "freios". Isso é feito através de conchas defletoras que acionam 
e desviam os gases oriundos da turbina forçando-os a formar um ângulo de 45 graus, o que produz uma 
força de empuxo contrária ao sentido normal de deslocamento da aeronave gerando forte desaceleração. 
Os reversores de empuxo são geralmente usados em aviões a jato para ajudar a frear após 
a aterrissagem, reduzindo o uso dos freios e permitindo distâncias menores de frenagem. 
 
 
https://pt.wikipedia.org/wiki/Motor_a_rea%C3%A7%C3%A3o
https://pt.wikipedia.org/wiki/Avi%C3%B5es
https://pt.wikipedia.org/wiki/Velocidade_de_cruzeiro
https://pt.wikipedia.org/wiki/Altitude
https://pt.wikipedia.org/wiki/Turbojato
https://pt.wikipedia.org/wiki/L%C3%ADngua_inglesa
https://pt.wikipedia.org/wiki/Motor
https://pt.wikipedia.org/wiki/Aeronave
https://pt.wikipedia.org/wiki/Avi%C3%A3o_a_jato
https://pt.wikipedia.org/wiki/Aterrissagem
 
p. 23 
 
6.6. Rat – Turbina eólica de emergência 
 
Turbina eólica de emergência ou turbina de ar de impacto (do inglês ram air turbine - RAT) é 
um gerador eólico de energia movido por uma hélice instalado em aeronaves para servir como fonte de 
energia adicional em situações de emergência. Pode gerar tanta energia hidráulica (com o acionamento de 
uma bomba hidráulica) como energia elétrica (com o acionamento de um gerador elétrico). O 
equipamento gera energia a partir do movimento rotativo das pás da hélice, causado pela pressão de 
impacto do ar devido à velocidade da aeronave. 
 
 
 
 
Uma das primeiras aeronaves comerciais a utilizar a turbina eólica de emergência foi o jato 
britânico Vickers VC-10, produzido na década de 60. Comandada por uma alavanca na cabine, acionava 
um alternador que gerava energia elétrica para a instrumentação, controles de voo, sistemas de 
comunicação e navegação, entre outros. 
Na atualidade, a maior turbina eólica de emergência já construída é a do Airbus A380, 
fabricada pela Hamilton Sundstrand, com uma hélice com diâmetro de 64 polegadas (1,63 metros). Fica 
alojada na carenagem da asa e aciona um gerador elétrico de 70 kVA. A energia hidráulica de emergência 
é fornecida por outros sistemas, sendo suficiente para manter o controle da aeronave e acionamento do 
trem de pouso. 
 
6.7. Classificação das aeronaves quanto a numero de motores 
 
 
 Monomotor bimotor 
 
https://pt.wikipedia.org/wiki/L%C3%ADngua_inglesa
https://pt.wikipedia.org/wiki/Aerogerador
https://pt.wikipedia.org/wiki/H%C3%A9lice
https://pt.wikipedia.org/wiki/Bomba_hidr%C3%A1ulica
https://pt.wikipedia.org/wiki/Gerador_el%C3%A9trico
https://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Press%C3%A3o_de_impacto&action=edit&redlink=1
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https://pt.wikipedia.org/wiki/Vickers_VC-10
https://pt.wikipedia.org/wiki/Alternador
https://pt.wikipedia.org/wiki/Airbus_A380
https://pt.wikipedia.org/wiki/Hamilton_Sundstrand
https://pt.wikipedia.org/wiki/Polegada
https://pt.wikipedia.org/wiki/Metro
https://pt.wikipedia.org/wiki/Quilovoltampere
 
p. 24 
 
 
 Trimotor multimotor 
 
6.8. Identificação dos motores 
 
 
 
7. COMBUSTIVEIS UTILIZADOS NA AVIAÇÃO 
 
Apesar de avanços em pesquisas e utilizações experimentais de novos combustíveis, podemos 
afirmar que, predominantemente, existem dois tipos de combustíveis utilizados na aviação: Gasolina de 
avição (AVGAS) e o querosene de aviação (QAV). 
Para que esses combustíveis funcionem corretamente no motor eles precisam ser aditivados 
para prevenir congelamento em voo ou corrosões químicas ou biológicas nos tanques. Para isso são 
utilizadas algumas misturas de aditivos antioxidantes, antiestáticos, inibidores de corrosões, biocidas e 
inibidores de formações de gelos. 
 7.1. Gasolina de aviação 
A gasolina de aviação mais conhecida como AVGAS, é utilizada em motores de aeronaves 
de pequeno porte que podem ser a pistão ou não e que tenham a ignição através de centelha. 
7.2. Querosene de aviação 
O querosene de aviação é o principal combustível utilizado na aviação comercial atualmente. 
Trata-se de um produto totalmente diferente do querosene que compramos em lojas de materiais de 
https://abag.org.br/2020/04/30/estudo-sobre-o-comportamento-dos-preco-da-avgas-e-do-qav/
 
p. 25 
 
construção, por exemplo, já que seu processo de refino e octanagem é feito pensando no desempenho de 
uma aeronave. 
Há três tipos querosene para motores a jato no mundo, dentre eles Jet A, Jet A-1 e Jet-B 
JET A 
O Jet A, tem seu ponto de congelamento de -40°C e só é disponível em alguns aeroportos 
canadense e em alguns aeroportos americanos. 
JET A-1 
O Jet A-1 ou QAV-1 (Brasil) é um derivado de petróleo utilizados em motores movidos a 
turbina. O ponto de congelamento dele é de -47°C e é comum em praticamente todos os aeroportos no 
mundo. 
JET B 
O Jet B é um querosene mais volátil e com o ponto de congelamento bem menor que o Jet A 
e Jet A-1, sendo utilizado em regiões extremamente frias. É composto por hidrocarbonetos de 5 a 15 
átomos de carbono por molécula, praticamente é a mesma coisa que fazer a mistura de querosene com 
gasolina comum. 
7.3. Tanques de combustíveis em uma aeronave 
 
A localização, o tamanho, a forma e a construção dos tanques de combustível variam com o 
tipo e a utilização da aeronave. Em alguns aviões, os tanques de combustível estão localizados na asa ou 
outras partes estruturais da aeronave. 
Os tanques de combustível são feitos de material que não reagem quimicamente com qualquer 
combustível de aviação. 
 
 
 
https://www.aeroflap.com.br/como-os-novos-combustiveis-alteram-o-futuro-da-aviacao/
 
p. 26 
 
Considerando as variações possíveis da localização dos tanques de combustível, se faz 
importante que a equipe de bombeiros conheça os modelos de aeronaves, a localização dos tanques e, 
principalmente, a capacidade de combustível. 
Abaixo segue tabela com informações sobre o tema: 
 
Modelo Capacidade Posição do tanque 
AIRBUS: 318, 319, 320 e 
321. 
24.100 litros Nas asas e compartimento no dorso 
EMBRAER 170,175,190 e 
195 
E 170,175:7.400 Lt. 
E 190,195:10.400 Lt. 
Nas asas 
ATR 42, 72 ATR 42: 3.600 Lt 
ATR 72: 5.600 Lt 
Nas asas 
BOING 737-800 26.000 Lt. Nas asas e próximo a deriva 
CITATION III 4.368 Lt. Nas asas e dorso 
CARAVAN 1.200 Lt. Nas asas. 
 
 
8. CARACTERÍSTICAS CONSTRUTIVAS DAS AERONAVES E SUAS PARTES 
FUNDAMENTAIS 
 
As estruturasbásicas de um avião são: asas, fuselagem, empenagem e superfícies de comando 
e controle. 
O avião é constituído por três grupos principais, cada um com sua função específica: 
 O grupo célula ou fuselagem que é a sua carcaça que, em última análise dá forma ao avião e se 
destina a abrigar os seus ocupantes e carga, bem como servir de suporte aos demais componentes; 
 O grupo motopropulsor que se destina a fornecer a propulsão destinada ao deslocamento e o voo 
da aeronave. 
 Grupo incluindo os diversos sistemas, tais como: combustível, hidráulicos, elétricos e outros. 
 
8.1.Materiais utilizados em aeronaves 
 
A utilização de compósitos na construção de aviões é datada da Segunda Guerra Mundial, 
quando a fibra de vidro foi usada nas fuselagens do B-29. No final dos anos 1950, os fabricantes europeus 
de planador de alto desempenho já usavam a fibra de vidro como material para as estruturas primárias. 
Em 1965, a Federal Aviation Administration (FAA) certificou uma aeronave de fibra de vidro 
pela primeira vez na categoria normal, era um planador suíço chamado HBV Diamant. Cerca de quatro 
anos mais tarde, um avião monomotor para quatro lugares feito por esse método de construção também 
foi certificado na categoria normal. 
Em 2005, mais de 35% dos novos aviões fabricados nos Estados Unidos foram construídos 
com materiais compostos. 
Compósito é um termo amplo e pode significar materiais como fibra de vidro, fibra de 
carbono, tecido de Kevlar e misturas de todas as opções anteriores. A construção com materiais compostos 
oferece duas vantagens: revestimento de design extremamente suave e aerodinâmico e a capacidade de 
facilmente criar soluções para complexas estruturas curvas ou aerodinâmicas. 
Os materiais compósitos são reforçados com fibra pelo sistema de matriz. A matriz é a “cola” 
usada para manter as fibras unidas e, quando curada, dá a ela a sua forma, mas são as fibras que suportam 
a maior parte da carga estrutural. 
Há muitos tipos diferentes de fibras e de sistemas matriciais. No avião, o mais comum é a 
http://www.faa.gov/
 
p. 27 
 
matriz de resina epóxi, que é um tipo de termofixo, em comparação com outras opções, tais como resina 
de poliéster, o epóxi é mais forte e tem boas propriedades de alta temperatura. 
A fibra de vidro tem boa resistência à tração e compressão, boa resistência de impacto e é fácil 
de trabalhar, relativamente barata e facilmente encontrada. Sua principal desvantagem é que ela é 
relativamente pesada, e dificilmente se consegue fazer uma estrutura de fibra de vidro mais leve do que 
uma estrutura de alumínio num projeto equivalente. 
A fibra de carbono é, geralmente, mais forte e mais resistente à tração e compressão do que a 
fibra de vidro, além de maior capacidade de flexão, consideravelmente mais leve que a fibra de vidro, no 
entanto, relativamente pobre em resistência ao impacto. 
As fibras são frágeis e tendem a quebrar-se sob forte impacto, porém, pode ser aprimorado 
com a utilização de um robusto sistema de resina epóxi, tal como usado nos estabilizadores horizontal e 
vertical do Boeing 787. 
A vantagem mais importante é que o uso de compósitos permite a fabricação de estruturas de 
formas suaves e curvas aerodinâmicas, o que resulta em significativa diminuição do arrasto. Essa foi a 
principal razão para que projetistas de planador mudassem de metal e madeira para compósitos em 1960. 
A construção em compósitos vem com seu próprio conjunto de desvantagens também, a mais 
importante das quais é a falta de prova visual de dano. Compósitos respondem ao impacto de modo 
diferente de outros materiais estruturais e, frequentemente, não se encontra nenhum sinal óbvio de dano. 
Em uma estrutura em compósito, um impacto de baixa energia, tais como, uma colisão ou 
uma queda de ferramenta, pode não deixar qualquer sinal visível do impacto sobre a superfície, mas 
debaixo do local do impacto pode haver laminações extensas, espalhando-se em uma área em forma de 
cone, a partir do local do impacto. 
Alguns operadores são preocupados com derramamento de combustível, óleo, fluido 
hidráulico ou outros líquidos sobre superfícies compostas. Esse, de modo geral, não é um problema para 
os compósitos modernos, usando resina epóxi. Normalmente, se o vazamento não ataca a pintura, ele não 
vai afetar o compósito subjacente. 
A proteção às descargas elétricas é uma consideração importante no projeto do avião, quando 
atingido por um raio, uma quantidade muito grande de energia é entregue à estrutura, tanto num pequeno 
avião da aviação geral como em um de grande porte, o princípio básico de proteção contra descargas 
atmosféricas é o mesmo. 
Em uma aeronave de compósitos, a fibra de vidro é um excelente isolante elétrico, enquanto 
a fibra de carbono conduz eletricidade, mas não tão facilmente como o alumínio. Portanto, uma 
condutividade elétrica adicional precisa ser adicionada à camada externa do revestimento. Isso é feito 
tipicamente com malhas finas do metal ligado à superfície do revestimento. 
 
 
8.2. Estrutura básica de um avião 
 
A palavra “estrutura” pode ter diferentes significados dependendo do contexto. Num contexto 
mais global de uma aeronave, poderíamos ter uma visão muito mais sistêmica da palavra estruturas, ou 
seja, a estrutura de uma aeronave seria formada por todos os seus componentes e como eles se relacionam 
para o funcionamento da aeronave. 
Do ponto de vista da engenharia aeronáutica, a estrutura é constituída pelos elementos que 
resistem aos carregamentos que a aeronave é submetida. 
 
8.3. Estrutura da fuselagem 
 
É a estrutura na qual estão fixadas as demais partes da aeronave (asas, empenagem, trem de 
 
p. 28 
 
pouso, sistemas, etc), além de alocar a cabine de comando, de passageiros e compartimento de cargas. 
É na fuselagem que o motor é fixado, no caso de aviões monomotores. 
Os três principais tipos de estrutura da fuselagem são: tubular ou treliça, monocoque e 
semimonocoque. 
 
8.3.4. Estrutura tubular 
 
A estrutura tubular é formada por tubos de aço soldados, sendo recoberta com tela em sua área 
externa. Apresenta a vantagem de ser resistente e como desvantagem ser pesada. 
 
 
 
8.3.5. Estrutura monocoque 
 
Na fuselagem monocoque os esforços são absorvidos principalmente pelo revestimento 
externo. A estrutura monocoque necessita ainda de algumas cavernas para manter sua forma 
aerodinâmica. Estruturalmente, elas não resistem aos esforços, mas são importantes para evitar 
deformações excessivas no revestimento. Algumas cavernas são responsáveis por acomodar alguns 
componentes, como trem de pouso, motor, etc, sendo essas mais reforçadas também chamadas de caverna 
de reforço. 
 
 
8.3.6. Estrutura semi-monocoque 
 
A fuselagem semi-monocoque é o tipo de estrutura mais frequente nos aviões 
contemporâneos. É formada por Longarinas, Cavernas e Revestimentos, todos capazes de suportar aos 
esforços sofridos pelo avião. Os materiais são os mesmos da monocoque, a principal diferença entre 
ambos os tipos de estrutura é a presença da longarina na semi-monocoque. 
Um ponto positivo desde tipo de construção está no fato de que um elemento individual não 
resiste a todos os esforços, o que quer dizer que quando um elemento falha, ainda existe resistência 
 
p. 29 
 
residual da estrutura como um todo. Ou seja, é mais simples projetar uma estrutura semi-monocoque 
tolerante à dano. 
 
 
 
9. ASAS (AEROFÓLIO) 
 
Um avião é uma aeronave mais pesada que o ar provida de asas fixas (partes da asa são 
móveis) e que alça voo por meio do empuxo e da sustentação, ou seja, é empurrada e alçada pelo ar. 
O empuxo é uma força horizontal para frente a a sustentação é uma força vertical para cima 
exercida por um fluido (gás ou líquido) sobre um objeto qualquer nele mergulhado. 
Mas, a sustentação e o empuxodo ar em repouso não é capaz de elevar nenhum objeto que 
seja mais denso do que ele, razão pela qual nós não flutuamos por aí. Assim, para voar, o avião deve 
obter um empuxo “extra” e de sustentação, por isso, precisa de velocidade e de asas. 
 
 
 
As asas de um avião têm um perfil que faz com que o ar, ao passar na parte de cima delas, se 
desloque mais rápido do que na parte de baixo. Conforme a lei da Mecânica dos Fluidos que, em uma 
região na qual a velocidade de escoamento de um fluido é maior do que em outra parte, a pressão é menor. 
Portanto, a pressão na parte superior da asa é menor que em sua parte inferior. 
 
p. 30 
 
 
Lembre-se de que pressão é a razão entre uma força e a área de aplicação. Assim, existindo 
uma pressão maior na parte de baixo da asa, haverá ali uma força vertical para cima, maior do que a força 
vertical para baixo. Essa resultante para cima é a sustentação de que o avião necessita. 
No caso do perfil da asa do avião, o ar que passa pelo lado de cima dela percorre uma distância 
maior do que o ar que passa por baixo, mas o tempo é o mesmo, resultando em uma velocidade maior em 
cima, o que, de acordo com o princípio de Bernoulli, implica uma pressão menor. Assim, surge uma força 
resultante vertical para cima — a sustentação. 
 
9.1. Sustentação das asas 
 
9.1.1. Catilever: 
 
Asa implantada na parte central da fuselagem, sem montantes. 
 
 
 
 
9.1.2. Semi cantilever: 
 
Suportes que são geralmente instalados a cerca de meio caminho do comprimento da asa, na 
sua estrutura. 
 
 
p. 31 
 
 
 
 
9.2. Altura das Asas 
 
As asas de um avião podem ficar embaixo ou acima da fuselagem, que é o corpo da aeronave. 
 
Mas o que define essa posição? 
A melhor resposta é: depende da finalidade e do projeto do avião. Cada empresa, ao elaborar 
um novo modelo, deve definir diversos fatores, como local e tipo de operação, qual motor será usado e 
onde ele será fixado, entre outros quesitos. 
Grande parte dos aviões de carga costuma ter a asa acima do corpo, como o Embraer C-390 
Millennium ou o Antonov An-225 Mriya. Mas isso não é regra, tendo em vista que alguns modelos de 
aviões comerciais também são cargueiros, como o Boeing 747 ou o McDonnell Douglas DC-10. 
Os aviões comerciais de passageiros, em sua maioria, têm a asa na parte inferior da fuselagem, 
como o Airbus A-320 ou o Boeing 737. Entretanto, isso também não é regra, já que existem modelos de 
aviões comerciais com asa alta, como o ATR-72, operado no Brasil pela Azul. 
 
p. 32 
 
9.2.1. Asa baixa 
 
 
 
A asa baixa, como o próprio nome diz, fica alinhada com a parte inferior do corpo dos aviões. 
É o tipo de asa mais encontrado nas aeronaves das empresas aéreas brasileiras e nos da aviação executiva. 
Caso o motor seja fixado embaixo dessa asa, o trem de pouso precisa ser mais alto, para 
garantir uma distância segura da pista. Isso acaba, na maioria das vezes, obrigando que os aeroportos onde 
esses aviões operam tenham infraestrutura diferenciada para alcançar a porta da aeronave, como escadas 
ou pontes de embarque. 
Na aviação executiva, é possível encontrar aviões de asa baixa com os motores na parte 
traseira da fuselagem. Isso permite que o corpo do avião fique a uma altura menor em relação à pista, 
tornando mais prático o embarque e desembarque dos passageiros. 
Exemplos: Airbus A319 e A320, Boeing 737 e Embraer Phenom 300. 
9.2.2. Asa média 
 
 
 
 
p. 33 
 
A asa média é utilizada, principalmente, em aviões que precisam fazer curvas muito rápidas, 
como os acrobáticos. Ela fica localizada no meio da fuselagem, entre o topo e a parte de baixo. 
É pouco usada, por necessitar de maior reforço no meio da estrutura do avião para ser 
suportada, o que acaba ocupando mais espaço interno e aumentando o peso total da aeronave. 
Exemplos: O jato executivo IAI Westwind, o acrobático Extra e o avião de patrulha Lockheed 
P-2 Neptune, que foi operado pela FAB até meados da década de 1970. 
9.2.3 Asa alta 
 
 
Esse tipo de asa fica no topo da fuselagem e é encontrado em aviões mais lentos, como 
cargueiros e grande parte dos modelos de treinamento e da aviação geral. 
Aumenta a capacidade relativa que o avião pode transportar e facilita o carregamento e 
descarregamento. Também permite a utilização de motores maiores em aviões com trem de pouso mais 
baixo, como é o caso do ATR-72, que tem hélices com quase quatro metros de diâmetro. 
Outra diferença é sua aplicação quando o motor está na própria asa, aumentando a distância 
em relação ao solo. Isso evita que detritos, como pedras e sujeiras, sejam sugados para dentro dos motores, 
permitindo que os aviões sejam operados até em pistas não pavimentadas. 
Também é encontrado em diversos modelos anfíbios, que não poderiam ter os motores 
próximos à água. 
Exemplos: Embraer C-390 Millenium e C-130 Hércules (cargueiros militares) e Cessna C208 
Grand Caravan e ATR-72 (Linhas aéreas) 
9.2.3. Asas Para sol 
Pouco encontrada nos aviões mais recentes, essa asa é fixada acima do corpo do avião. Isso 
requer que sejam feitos vários reforços na estrutura, o que acaba aumentando o peso total da aeronave. 
 
p. 34 
 
 
9.3. Winglet 
 
Os aviões mais modernos possuem um dispositivo opcional na ponta das asas chamado 
Winglet, cuja finalidade é melhorar a estabilidade e a performance da aeronave em longos percursos, 
reduzindo a formação da turbulência de esteira e consequente o arrasto, promovendo a redução do 
consumo de combustível. Existem diferentes modelos de winglet. 
 
 
 
9.3.1Wingtip 
 
É uma variante do winglet, com 
superfícies de extensão acima e abaixo da asa. 
Ambas as superfícies são mais curtas do que uma 
winglet, possuindo similares benefícios 
aerodinâmicos. Wingtip são os dispositivos 
preferenciais da Airbus, empregado em todos os 
seus aviões, exceto para o A330 e A340 (e suas 
famílias). O A350 também fará uso de winglets nas 
pontas das asas. 
 
 
 
 
9.4. Formato das Asas 
 
Existem varios formatos de asas nas aeronaves, todas dinâmicas e atendendo plenamente a 
 
p. 35 
 
capacidade de voo, velocidade, agilidade e potência. 
 
 
 
 
9.5. Quantidade de asas 
 
Quanto à quantidade de asas, são classificadas como monoplano, biplano, triplano e 
quadriplano, conforme a seguir: 
 
 
 
 
10. Empenagem 
 
Basicamente, a cauda do avião é a parte mais resistente da sua estrutura e é formada por: 
deriva ou estabilizador vertical, estabilizador horizontal, leme de direção e profundor. 
 
 
 
p. 36 
 
10.1. Tipos de enpenagem 
 
 
 
11. SUPERFICIE DE CONTROLE DAS AERONAVES 
 
Diversos são os mecanismos que auxiliam no controle e sustentaçao das aeronaves. Estes 
mecanismos estão divididos entre principais e secundários. 
. 
 
 
 
11.1. Mecanismos principais 
 
 Aileron 
 
São mecanismos localizados nas pontas das asas. Auxiliam na rotação do avião. Quando 
o aileron da asa esquerda se move para cima, automaticamente o da asa direita atua para baixo e vice-
 
p. 37 
 
versa. 
 
 Leme de direção 
 
Superfície de controle que permite o movimento da aeronave em seu eixo vertical, 
possibilitando desviar de rota. 
 
 Profundor 
 
Aerófilo cuja função é imprimir um movimento de arfagem (picar e cabrar) à aeronave. 
O profundor é geralmente articulado ao estabilizador vertical. 
 
11.2. Mecanismos secundários 
 
 Flapes 
 
Os flaps (ou flapes) são dispositivos hipersustentadores que consistem de abas ou superfícies 
articuladas, existentes nos bordos de fuga das asas de um avião, os quais, quando abaixados e/ou 
estendidos, aumentam a sustentação e o arrasto ou resistência ao avanço de uma asa pela mudança 
na curvatura do seu perfil e pelo aumento de sua área. 
 
 Spoilers 
 
Os spoilers ficam na parte superior das asas e são acionados quando o avião toca o solo, 
reduzindo a sustentação dasasas para firmar a aeronave no solo e possibilitar a frenagem ao longo da 
pista. São utilizados também durante o voo para redução de velocidade. 
 
 Slats e Slots 
 
Aerodinamicamente, os slats funcionam da mesma forma que os slots fixos, mas podem ser 
recolhidos em altas velocidades, quando não são mais necessários. 
 
 
12. FUSELAGEM 
 
Estrutura de forma aproximadamente 
dinamica que abriga a tripulação, passageiros e 
carga na qual são fixadas as asas, as superficies 
da cauda e montados os motores da maioria das 
aeronaves. 
Como já vimos nas páginas 28 e 29 
desta apostila, existem três tipos de fuselagem na 
sua estrutura: tubular, monocoque e 
semimonocoque. 
 
 
 
https://pt.wikipedia.org/wiki/Dispositivos_hipersustentadores
https://pt.wikipedia.org/wiki/Dispositivos_hipersustentadores
https://pt.wikipedia.org/wiki/Dispositivos_hipersustentadores
https://pt.wikipedia.org/wiki/Asa_(avia%C3%A7%C3%A3o)
https://pt.wikipedia.org/wiki/Avi%C3%A3o
https://pt.wikipedia.org/wiki/Sustenta%C3%A7%C3%A3o_(aerodin%C3%A2mica)
https://pt.wikipedia.org/wiki/Arrasto
https://pt.wikipedia.org/wiki/Arqueamento
 
p. 38 
 
13. CABINE 
 
 Cabine de pilotagem ou cabine de comando (em inglês: cockpit) é uma área usualmente 
situada na parte dianteira de uma aeronave, de onde os pilotos a controlam. 
Conta com todos os instrumentos de controle do avião, como o velocímetro, o horizonte 
artificial, o altímetro, indicador de velocidade vertical, o giro direcional, instrumentos do motor, VOR e 
ADF, o manche ou manípulo eletrónico de controlo, os pedais, o ILS, as manetes de mistura, RPM e 
potência, alavanca de flapes, compensadores, engate da chave, botão de start, ar-condicionado, faróis, 
limpador de para-brisa, geradores elétricos, bateria, sistema hidráulico e bomba de combustível e, nas 
aeronaves mais modernas, telas de navegação. 
A cabine de pilotagem pode abrigar mais do que um piloto, podendo assim ter espaço para 
um copiloto, um navegador e um engenheiro de voo. 
 
 
 
14. TREM DE POUSO DE AERONAVES 
 
O trem de pouso, também conhecido como trem de aterragem ou trem de aterrissagem, é um 
dos principais equipamentos do avião, utilizado nos pousos e decolagens. O trem de pouso dianteiro é 
responsável pela direção durante o deslocamento da aeronave no solo. 
O trem de pouso deve suportar todo 
o peso de uma aeronave durante as operações de 
pouso e decolagem, sendo fixado rigidamente 
aos componentes estruturais primários da 
aeronave. 
 
 
 
https://pt.wikipedia.org/wiki/L%C3%ADngua_inglesa
https://pt.wikipedia.org/wiki/Aeronave
https://pt.wikipedia.org/wiki/Aviador
https://pt.wikipedia.org/wiki/Veloc%C3%ADmetro
https://pt.wikipedia.org/wiki/Horizonte_artificial
https://pt.wikipedia.org/wiki/Horizonte_artificial
https://pt.wikipedia.org/wiki/Alt%C3%ADmetro
https://pt.wikipedia.org/wiki/Manche_(avia%C3%A7%C3%A3o)
https://pt.wikipedia.org/wiki/Side-stick
https://pt.wikipedia.org/wiki/Flap
https://pt.wikipedia.org/wiki/Copiloto
https://pt.wikipedia.org/wiki/Navega%C3%A7%C3%A3o_a%C3%A9rea
https://pt.wikipedia.org/wiki/Engenheiro_de_voo
https://pt.wikipedia.org/wiki/Avi%C3%A3o
 
p. 39 
 
14.1. Quanto a sua operação`(funcionamento) 
 
14.2. Quanto a sua Disposição 
 
 
14.3. Quanto ao tipo 
 
 
 
 
p. 40 
 
 
 
 
15. NOÇOES BÁSICAS DE VOO 
 
 
15.1. Aerodinâmica e teoria de voo 
 
A aerodinâmica é uma ciência que faz parte da física e estuda o movimento do ar e sua 
interação com os corpos. Em outras palavras, ela estuda os efeitos do movimento de ar sobre os corpos e 
o efeito dos corpos sobre o movimento do ar. 
A teoria de voo, por sua vez, é a aplicação da aerodinâmica ao projeto e a operação das 
aeronaves em geral. 
O vento relativo é o vento aparente que sopra sobre um corpo em movimento na atmosfera, 
geralmente no sentido contrário ao objeto em movimento. O vento relativo tem a mesma intensidade 
(velocidade) que a velocidade aerodinâmica, mas não representa o deslocamento mesmo estando 
associado a ele. 
 
 
 
15.2. Teorema de Bernoulli 
 
“Se a velocidade de uma partícula de um fluido aumenta enquanto ela se escoa ao longo de uma linha de 
corrente, a pressão do fluido deve diminuir e vice-versa" 
 
 
 
p. 41 
 
 
 
 
 
 
 
 
15.3. Forças que atuam sobre um avião 
 
Existem quatro forças que atuam sobre um avião: sutentação, peso, arrasto e tração. 
 
 
 
 Sustentação 
 
A sustentação é obtida através de perfil aerodinâmico das asas, em função da ação do vento 
relativo nas cambras superiores e inferiores. 
 
 Peso 
 
O peso é a soma do peso básico do avião, mais passageiros, carga e combustível. 
 
 
p. 42 
 
 Tração 
 
A tração ou impulsão é obtida pela ação do ar que sai em alta velocidade dos motores. 
 
 Arrasto 
 
O arrasto é uma força aerodinâmica devido à resistência do ar que se opõe ao avanço de um 
corpo. Essa força depende de alguns fatores como a forma do corpo, a sua rugosidade e o efeito induzido 
resultante da diferença de pressão entre a parte inferior e superior da asa. 
Existem vários tipos de arrasto, vamos verificar alguns deles: 
 Arrasto induzido 
Durante o voo, o arrasto induzido resulta da força de sustentação que deve ser produzida para 
que a aeronave se mantenha em voo nivelado. O arrasto induzido é maior em velocidades menores, onde 
um ângulo de ataque mais elevado é necessário. Conforme a velocidade aumenta, o arrasto induzido 
diminui. Cada um desses componentes do arrasto muda em proporção aos outros, dependendo da 
velocidade. 
 Arrasto de forma 
O arrasto de forma ou arrasto de pressão surge em decorrência da forma do objeto. A forma e 
tamanho do corpo são os fatores mais importantes no arrasto de forma. Corpos com sessões transversais 
maiores terão um arrasto maior do que corpos mais finos. Corpos menos curvados (mais retos) possuem 
menor arrasto de forma. O arrasto de forma segue a equação de arrasto, ou seja, ele aumenta com o 
aumento da velocidade, sendo um fator mais importante em voos de alta velocidade. 
 
 Arrasto de perfil 
O arrasto de perfil refere-se à soma do arrasto de forma com o arrasto de fricção. Entretanto, 
esse termo é comumente usado como sinônimo de arrasto de forma. 
 
 Arrasto de interferência 
O arrasto de interferência acontece quando o fluxo de ar ao redor de uma parte do objeto 
(como a fuselagem) ocupa o mesmo espaço que o fluxo de ar ao redor de outro objeto (como a asa). Esses 
dois fluxos de ar competindo entre si precisam aumentar sua velocidade para passar pela área restrita. 
Esse processo de aumento de velocidade exige uma energia extra e cria turbulência, resultando em um 
aumento mensurável no arrasto de forma. Esse aumento de velocidade está presente em qualquer 
velocidade do ar, mas se torna mais importante na fase transônica, quando a velocidade resultante é sônica 
e produz ondas de choque. 
 
 Arrasto de fricção 
O arrasto de fricção surge da fricção do fluido contra a superfície do objeto que se move por 
ele. O arrasto de fricção surge da interação entre o fluido e a superfície do corpo e é diretamente 
relacionado com a superfície mergulhada, a área da superfície do corpo que está em contato com o fluido. 
O ar em contato com um corpo se prende à superfície e essa camada tende a se prender à próxima camada 
de ar, ao ponto que várias lâminas de ar estão sendo arrastadas junto com a aeronave. A força requerida 
 
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para arrastar essa camada de ar presa no corpo é chamada de arrasto de fricção. O arrasto de fricção 
confere certo momento a uma massa de ar, conforme o objeto passa por ela, e esse ar aplica uma força 
retardante no corpo. 
 
15.4. Eixos imaginários que atuam sobre o avião 
 
Os movimentos de uma aeronave durantre o voo são: 
 
 Arfagem: ligado ao eixo transversal; 
 Rolagem: ligado ao eixo longitudinal; 
 Guinada: ligado ao eixo vertical.16. DINAMICA DE POUSO E DECOLAGEM 
 
16.1. Pouso 
 
O pouso ou aterrissagem é geralmente feita com uma diminuição gradual de velocidade e 
sustentação. Primeiro é executado o flare, em que a razão de descida é reduzida passando para uma atitude 
de estol (perda de sustentação). Pouco antes ou no momento do toque, a atitude horizontal é restabelecida. 
 
16.2. Decolagem 
 
A decolagem é a fase inicial do voo de um avião, em que a aeronave adquire a velocidade 
necessária para obter a sustentação e alçar voo. 
Na decolagem é necessário que os motores desenvolvam potência suficiente para vencer 
quatro variáveis: 
 
 Inércia; 
 Atrito dos pneus com a pista; 
 Força da gravidade; 
 Resistência do ar. 
 
 
https://pt.wikipedia.org/wiki/Flare
https://pt.wikipedia.org/wiki/Estol
https://pt.wikipedia.org/wiki/In%C3%A9rcia
https://pt.wikipedia.org/wiki/Atrito
https://pt.wikipedia.org/wiki/Pneu
https://pt.wikipedia.org/wiki/For%C3%A7a_da_gravidade
https://pt.wikipedia.org/wiki/Coeficiente_de_resist%C3%AAncia_aerodin%C3%A2mica
 
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17. CIRCUITO AÉREO PADRÃO 
 
Em um aeródromo, o circuito de tráfego é uma trajetória padrão para coordenar o tráfego 
aéreo. Este se difere de "aproximações diretas" e "subidas diretas" na qual a aeronave se mantém próxima 
do aeródromo. Os circuitos são comumente utilizados em pequenos aeródromos utilizados pela aviação 
geral e em bases aéreas. Muitos aeroportos evitam sua utilização a menos que exista atividade da aviação 
geral além de voos comerciais. Entretanto, algum tipo de circuito pode ser utilizado em alguns casos, 
como por exemplo, quando a aeronave tem que arremeter, mas este tipo de circuito em aeroportos 
controlados pode ser diferente em forma e propósito ao circuito de tráfego utilizado em aeroportos 
menores. 
O uso de um circuito em um aeródromo é utilizado basicamente para manter a segurança 
aérea. Ao usar um circuito padrão, os pilotos sabem onde esperar outros tráfegos e serem capazes de 
visualizá-los e evitá-los. 
 
 
 
 
18. ATMOSFERA TERRESTRE 
 
A atmosfera terrestre é a camada de ar que envolve o Planeta Terra fornecendo proteção e os 
gases necessários para a manutenção da vida. É composta por Oxigênio, Hidrogênio e Gás carbônico. 
É dividida em 5(cinco) camadas: 
 
 Troposfera: até 12 km (-60 graus C); 
 Estratosfera: até 50 km (entre -5 e -60 graus C); 
 Mesosfera: até 80 km (entre -5 e -95 graus C); 
 Termosfera: até 500 km (até 1000 graus C); 
 Exosfera: fim da termosfera até o espaço. 
 
https://pt.wikipedia.org/wiki/Controle_de_tr%C3%A1fego_a%C3%A9reo
https://pt.wikipedia.org/wiki/Controle_de_tr%C3%A1fego_a%C3%A9reo
https://pt.wikipedia.org/wiki/Avia%C3%A7%C3%A3o_geral
https://pt.wikipedia.org/wiki/Avia%C3%A7%C3%A3o_geral
https://pt.wikipedia.org/wiki/Base_a%C3%A9rea
https://pt.wikipedia.org/wiki/Arremeter
https://pt.wikipedia.org/wiki/Seguran%C3%A7a_a%C3%A9rea
https://pt.wikipedia.org/wiki/Seguran%C3%A7a_a%C3%A9rea
 
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18.1. Distribuição do calor na atmosfera 
 
 
 Convecção: O transporte vertical e mistura de calor em outras propriedades; 
 Advecção: Transporte horizontal ou transferência de calor e frio de um ponto para outro; 
 Radiação: Transmitida do calor sob a forma de radiação eletromagnética; 
 Condução: Ocorre dentro de uma substância ou entre as substâncias que estão em contato físico 
direto. 
 
18.2. Atmosfera Internacional Padrão (ISA) 
 
Sabemos que o desempenho da aeronave, ou seja, a sua performance, tal como velocidade, 
comprimento de pista para decolagem, potência dos motores, etc., depende muito dos parâmetros 
atmosféricos. 
Como estes parâmetros estão sujeitos a grandes variações, foi criada uma atmosfera padrão 
(ISA), com as seguintes finalidades: 
 
 Utilizar este padrão para possibilitar cálculos do desempenho da aeronave em diversas condições; 
 Possibilitar a comparação dos desempenhos de aeronaves diferentes; 
 Padronizar os critérios de avaliação entre os desempenhos de aeronaves diferentes. 
 
A padronização da atmosfera foi devidamente aprovada pela Organização da Aviação Civil 
Internacional (OACI), e é apresentada nos seguintes conceitos: 
 
 Nível do mar: Valor médio da Terra, considerada como uma esfera lisa, perfeita e volume 
correspondente; 
 Altitude: Distância vertical que separa um ponto no espaço do nível do mar; 
 
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 Altura: Distância vertical que separa um ponto no espaço da superfície do solo; 
 Nível: Qualquer superfície paralela à superfície do mar; 
 Pressão ao nível do mar: 1013,25 hPa (hectoPascal) ou 29,92in Hg (polegadas de Mercúrio); 
 Temperatura do nível do mar: 15°C ou 59ºF; 
 Gradiente vertical térmico: 0,65°C/100m ou 2° C/1000ft; 
 Velocidade do som ao nível do mar: 340 m/s ou 660 Kt; 
 Latitude: 45°N ou 45°S. 
 
 
19. FENOMENOS METEOROLÓGICOS 
 
Os fenômenos meteorológicos consistem nos eventos que acontecem na atmosfera e que estão 
associados ao clima e ao tempo. Pode ser natural ou em decorrência da ação do ser humano. 
 
19.1. Nuvens 
São conjuntos de pequenas partículas de gelo, gotículas de água ou de ambos ao mesmo tempo 
(mistas), que se encontram em suspensão na atmosfera 
 
19.2. Cumulunimbos 
São as nuvens mais perigosas para a aviação. No topo, geralmente apresenta a 
forma característica de uma bigorna. É uma nuvem mais escura formada por grandes gotas de água e 
granizo, podendo conter cristais de gelo no topo. Está associada a tempestades fortes com raios e trovões. 
 
 
 
19.3. Ventos 
As aeronaves são controladas em meio a um oceano de ar, e os movimentos desse oceano 
influenciam diretamente sobre o voo. Dependendo da direção e intensidade do vento, pode haver um 
aumento ou economia do consumo de combustível, turbulência e até desvio de rumo e rota. 
 
 
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19.4. Turbulência 
 
Turbulência é o nome dado à movimentação do ar em grandes altitudes e que faz com que o 
avião balance. Basicamente, a turbulência acontece quando existe uma mudança brusca na temperatura, 
na velocidade ou na pressão do ar. 
 
 
 
 
19.5. Fenônemos meteorológicos que restringem a visibilidade no aeródromo 
 
19.5.1. Precipitação 
Qualquer tipo de fenômeno relacionado a queda de água do céu. Alguns destes fenômenos 
podem prejudicar as operações aéreas como granizo, geada, saraiva e neve. 
 
19.5.2. Nevoeiro 
O nevoeiro pode ser definido como uma nuvem estratiforme muito próxima à superfície, que 
acaba reduzindo nossa visibilidade a menos que 1.000 metros. 
 Formação: Ocorre quando há resfriamento do ar até que a temperatura do ponto de orvalho seja 
atingida ou o aumento da temperatura do ponto de orvalho, através do acréscimo de vapor d’água 
no ar. Além disso, precisamos que a atmosfera esteja estável. 
 Dissipação: O nevoeiro se dissipa com o aumento da velocidade do vento ou com o aquecimento 
da superfície devido a incidência dos raios solares. 
 
 
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20. CARACTERÍSTICAS E RISCOS ASSOCIADOS ÀS OPERAÇÕES DE POUSO, 
DECOLAGEM, TAXIAMENTO, ESTACIONAMENTO E ABASTECIMENTO DE 
AERONAVES 
 
 
 
 
 
20.1. Taxiamento de aeronaves 
 
Deslocamento de uma aeronave por seus próprios meios na superfície terrestre, exceto quando 
pousando ou decolando. 
Atentar para o controle da TWR para colisão com outras aeronaves em taxi e/ou pouso. 
 
 
 
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20.2. Estacionamento de aeronaves 
 
A plataforma de estacionamento, rampa ou pátio é parte de um aeroporto. Geralmente é a área 
onde as aeronaves são estacionadas, descarregadas e carregadas, abastecidas ou encaminhadas. 
Risco de colisão com veículos e equipamentos. 
 
 
 
 
20.3. Abastecimento de aeronaves 
 
Os abastecimentos de aeronaves são feitos através de caminhões tanques ou rede submersa de 
combustível. 
Existe o constante risco de acidentes(incêndio e explosão) e risco à saúde (intoxicação) com os 
responsáveis pelo abastecimento das aeronaves. Para isto deve tomar todas as medidas de segurança 
operacional para minimizar os riscos inerentes a esta atividade. 
 
 
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BIBLIOGRAFIA 
 
ABNT – ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICA - NBR 9719 - Aeroportos - Parque de 
Abastecimento de Aeronaves. Rio de Janeiro. Julho de 1997. 
ABNT – ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICA - NBR 12285 Proteção 
Contraincêndio em Depósito de Combustível de Aviação. Abril de1992. 
Agência Nacional de Aviação Civil – ANAC. RBAC- 153 - Segurança Operacional em Aeródromos – 
Operação, manutenção e resposta à emergência. Agência Nacional de Aviação Civil – ANAC. 
Agência Nacional de Aviação Civil – ANAC. RBAC nº 154 - Projetos de Aeródromos - Regulamento 
Brasileiro da Aviação Civil. 
Agência Nacional de Aviação Civil – ANAC. RESOLUÇÃO nº 279 de 10 de julho de 2013, 
alterada pela RESOLUÇÃO Nº 382, de 14 de junho de 2016. 
Comando da Aeronáutica, ICA 81-4 – Instrução que trata do Programa para Prevenção de Ocorrências de 
Incursão em Pista da Prestação dos Serviços de Tráfego Aéreo, de 01/09/2021 – Revogou a ICA 63-21. 
Comando da Aeronáutica. Departamento de Controle do Espaço Aéreo, ICA 63-10 – Estações Prestadoras 
de Serviços de Telecomunicações e Tráfego Aéreo – EPTA, de 29/11/2021 
Comando da Aeronáutica, ICA 100-37 - Serviços de Tráfego Aéreo, de 01/12/2020. 
Comando da Aeronáutica, MCA 100-16 - Fraseologia de Tráfego Aéreo, aprovada pela Portaria 
DECEA Nᵒ 114/SDOP, de 04 de janeiro de 2021. 
DECRETO Nº 11.195, de 08/09/2022. Dispõe sobre o Programa Nacional de Segurança da Aviação 
Civil Contra Atos de Interferência Ilícita. 
https:/itamarclaudioneto.no.comunidades.net - site consultado em 06 de março de 2022; 
https:/economia.uol.com.br – site consultado em 06 de março de 2022; 
https:/www.pt.wikipedia.org – site consultado em 05 de março de 2022; 
https:/2.anac.gov.br – site consultado em 05 de março de 2022. 
https:/blog.hangar33.com.br.

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