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ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE NO BRASIL Frederico Germano Lopes Cavalcante Nilson Massakazu Ando Ementa • Rede de Atenção à Saúde (RAS) • Atenção Primárias à Saúde (APS) • Política Nacional da Atenção Básica (PNAB) • Estratégia de Saúde da Família (ESF) • Programa Mais Médicos para o Brasil (PMMB) Questão orientadora • D. Maria, 62 anos, é diabética e hipertensa há pelo menos 7 anos, mas há 3 anos não vai ao médico. Acordou um dia com dor nas costas e resolveu procurar a Unidade de Saúde. Chegando lá, foi orientada a retornar na sexta- feira para marcar uma consulta para a semana seguinte. • Ela fez isso, e na segunda-feira estava diante do médico de família da sua área. Queria um referenciamento ao ortopedista. O médico lhe sugeriu experimentar usar diclofenaco durante 4 dias e retomar o tratamento da pressão e diabetes, além de fazer novo papanicolau e mamografia. Sugeriu também exames laboratoriais e uma consulta de rotina com o oftalmologista. Os exames foram coletados pela enfermeira da equipe na semana seguinte. Questão orientadora • Em um mês, a paciente retornava ao médico de família com o resultado dos exames de sangue e o controle da pressão realizado semanalmente. Tanto o diabetes quanto a pressão alta estavam mal controladas. O médico de família alterou a dose dos medicamentos prescritos na consulta anterior e orientou nova sequência de controle de pressão e novo exame laboratorial em 3 meses. • Nesse meio tempo, foi chamada para o oftalmologista, para a mamografia e fez o papanicolau com a auxiliar de enfermagem da unidade. Enquanto aguardava o período determinado pelo médico de família para fazer novos exames, ela perdeu o genro assassinado pela polícia e ficou extremamente abalada. Procurou então o médico de família para “pedir um calmante”. Por causa desse episódio, atrasou a coleta dos novos exames laboratoriais em 2 meses, mas procurou, então não se descuidar do uso dos medicamentos. Questão orientadora • Passados 5 meses da última consulta, coletou novos exames com a mesma enfermeira e voltou ao médico de família em seguida para retomar o tratamento da pressão e do diabetes. Segundo relatou ao médico de família, o oftalmologista dissera que sua vista estava “ok” e que, embora tenha começado uma catarata, não tinha de operar naquele momento. Aproveitou para queixar-se de dor na perna esquerda quando caminhava. • Os exames laboratoriais haviam melhorado consideravelmente, mas o médico de família detectou um pulso diminuído no membro inferior esquerdo. Ele solicitou uma ultrassonografia (US) Doppler, resolveu referenciar ao cirurgião vascular para uma avaliação e orientou espaçar os retornos, já que havia adquirido um controle aceitável da pressão e do diabetes. Questão orientadora • Enquanto aguardava o resultado da US, ela teve um quadro de gripe prolongado e procurou novamente o médico de família da unidade, tendo sido atendida por ele no “acolhimento”. Finalmente, realizou a US Doppler com um radiologista, que mostrou uma obstrução arterial na altura da região poplítea. A paciente esperou 4 meses e finalmente conseguiu o cirurgião vascular, que sugeriu programar cirurgia. A paciente ficou assustada e decidiu procurar novamente o médico de família. • Combinaram que tentariam o tratamento clínico por meio do controle do diabetes e da hipertensão, além de cuidados gerais com as pernas, a fim de tentar evitar a cirurgia. Após 2 anos de seguimento e mais 6 consultas, encontra-se bem, sem lesão nos membros e com controle clínico da dor na perna esquerda. APS como um modelo de organização do sistema de saúde • Um sistema de saúde é “o conjunto de organizações, indivíduos e ações cuja intenção primordial é promover, recuperar e/ou melhorar a saúde” • Uma forma de organização dos serviços, na qual há uma porta de entrada ao sistema de saúde, que se configura como espaço de coordenação das respostas às necessidades dos indivíduos, suas famílias e comunidade Rede de Atenção em Saúde (RAS) APS como um modelo de organização do sistema de saúde • APS foi posicionada como um dos elementos da estrutura operacional de uma rede de atenção à saúde (RAS): centro comunicador e coordenador do cuidado. • Partindo do centro, ela tem a responsabilidade de fazer a ponte entre os diferentes níveis e pontos de atenção, assim como integrar ao processo os sistemas logísticos e de apoio, garantindo a integralidade de sua atenção. • A APS possui o papel coordenador, necessário para a integração do sistema. APS e sua integração na rede de atenção à saúde • Um sistema de saúde constitui-se de redes horizontais interligadas por pontos de atenção, de distintas densidades tecnológicas, com suas estruturas de apoio e logística, não havendo hierarquia entre os diferentes pontos de atenção à saúde • Como exemplos, citam-se unidades de atenção primária, unidades de cuidados intensivos, hospitais-dia, ambulatórios de cirurgia, ambulatórios de atenção especializada, serviços de atenção domiciliar. Os serviços de atenção primária são a porta de entrada ao sistema, e coordenam o conjunto de respostas às necessidades em saúde da população. • Um sistema de saúde com forte referencial na atenção primária à saúde é mais efetivo, é mais satisfatório para a população, tem menores custos e é mais equitativo – mesmo em contextos de grande iniquidade social. Conceitos e siglas que geram confusão • APS – atenção primária à saúde: “lugar” do sistema de saúde definido pelos serviços que oferece. • PSF/ESF – Programa Saúde da Família/Estratégia Saúde da Família: programa de 1994 a 1998 e estratégia do Estado para reorientar a atenção primária brasileira a partir de 1998. • MFC – Medicina de Família e Comunidade: especialidade médica. APS: aspectos-chave • Atenção primária à saúde (APS) é definida como “[...] atenção de primeiro contato, contínua, global e coordenada que se proporciona à população sem distinção de gênero, doença, ou sistema orgânico”. • Prevenção, cuidado a pacientes crônicos e vulnerabilidade social são conceitos que têm afinidade com a atenção primária, mas não são seus definidores. • Há vários instrumentos para avaliar a APS, sendo que o mais completo e mais utilizado no Brasil é o instrumento de Avaliação da atenção primária chamado PCATool • O conceito de integralidade utilizado na APS diverge do utilizado em outros campos APS: valores, princípios e atributos Atributos nucleares da APS: acesso de primeiro contato • É o princípio soberano, representa a porta de entrada e o primeiro contato do paciente com o sistema; outras nomenclaturas, algumas vezes entendidas como pejorativas, foram sendo usadas em parte, ou mesmo em substituição a este atributo, como “acolhimento”, “gatekeeper” ou “porteiro”. Atributos nucleares da APS: coordenação do cuidado • A coordenação envolve a continuidade de informação dentro do sistema, seja pela continuidade do profissional, seja via prontuário médico. • Importância em três níveis • Dentro da própria unidade • Na relação com profissionais que fornecem consultoria ou acompanhamento de curta duração • Na relação com especialistas focais que vão compartilhar o cuidado com a APS Atributos nucleares da APS: longitudinalidade • Longitudinalidade se relaciona com a existência de uma fonte regular de atenção e seu uso ao decorrer do tempo. • A longitudinalidade, que trata do acompanhamento do paciente ao longo do tempo por profissionais da equipe de atenção primária em saúde (APS), é considerada característica central deste nível assistencial. Política Nacional de Atenção Básica (PNAB) Política Nacional de Atenção Básica (PNAB) Política nacional que direciona os trabalhos envolvidos nos diversos campos da APS 1. Dos Princípios e Diretrizes Gerais da Atenção Básica 2. Das Funções na Rede de Atenção À Saúde 3. Das Responsabilidades 4. Da Infraestruturae Funcionamento da Atenção Básica 5. Implantação e Credenciamento das Equipes de Atenção Básica 6. Do Financiamento da Atenção Básica Comparativo: PNAB 2011 x 2017 Comparativo: PNAB 2011 x 2017 Comparativo: PNAB 2011 x 2017 Comparativo: PNAB 2011 x 2017 Comparativo: PNAB 2011 x 2017 Comparativo: PNAB 2011 x 2017 Política Nacional de Atenção Básica (PNAB) 2017 Dispõe que as UBS deverão assegurar o acolhimento e escuta ativa e qualificada das pessoas, mesmo que não sejam da área de abrangência da unidade, com classificação de risco e encaminhamento responsável; Percentual de financiamento para as eAB (30% da eSF Modalidade 2); Recursos condicionados à abrangência da oferta de ações e serviços; Define prazo máximo de 4 meses para a implantação da equipe credenciada, com fluxo e critérios para credenciamento de eAB, a ser publicado em manual específico; Inclui as Equipes de Atenção Básica Prisional; Reforça a importância da integração entre a Vigilância em Saúde e Atenção Básica: Agentes de Combate as Endemias (ACE) e Agentes Comunitários de Saúde (ACS); Política Nacional de Atenção Básica (PNAB) 2017 • Define prazo máximo de 4 meses para a implantação da equipe credenciada, com fluxo e critérios para credenciamento de eAB, a ser publicado em manual específico; • Inclui as Equipes de Atenção Básica Prisional; • Reforça a importância da integração entre a Vigilância em Saúde e Atenção Básica: Agentes de Combate as Endemias (ACE) e Agentes Comunitários de Saúde (ACS); Política Nacional de Atenção Básica (PNAB) 2017 • Define prazo máximo de 4 meses para a implantação da equipe credenciada, com fluxo e critérios para credenciamento de eAB, a ser publicado em manual específico; • Inclui as Equipes de Atenção Básica Prisional; • Reforça a importância da integração entre a Vigilância em Saúde e Atenção Básica: Agentes de Combate as Endemias (ACE) e Agentes Comunitários de Saúde (ACS); • ACS e ACE devem compor uma eAB ou uma eSF e serem coordenados por profissionais de saúde de nível superior realizado de forma compartilhada entre a Atenção Básica e a Vigilância em Saúde; • Nas localidades em que não houver cobertura eAB ou eSF, o ACS deve se vincular à equipe da Estratégia de Agentes Comunitários de Saúde (EACS) e o ACE, deve ser vinculado à equipe de vigilância em saúde do município e sua supervisão técnica deve ser realizada por profissional com comprovada capacidade técnica; • Nº de ACS e ACE estabelecidos por base critérios demográficos,populacional, epidemiológicos e socioeconômicos, de acordo com definição local; • Quantitativo de ACS em eSF a depender da necessidade e perfil epidemiológico local; em áreas de grande dispersão territorial, áreas de risco e vulnerabilidade social, recomenda-se a cobertura de 100% da população com número máximo de 750 pessoas por ACS em eSF; • Adiciona atribuições comuns aos ACS e ACE e acrescenta atribuições específicas do ACE; Política Nacional de Atenção Básica (PNAB) 2017 Considera que em caráter excepcional e assistidos por profissional de saúde de nível superior, membro da equipe, após treinamento especifico e o fornecimento de equipamentos adequados, os ACS poderão realizar as seguintes atividades: • Aferir pressão arterial; • Realizar a medição da glicemia capilar; • Aferição da temperatura axilar; • Técnicas limpas de curativo. Política Nacional de Atenção Básica (PNAB) 2017 Estratégia Saúde da Família Estratégia de Saúde da Família (ESF) É componente estruturante do sistema de saúde brasileiro tem provocado um importante movimento com o intuito de reordenar o modelo de atenção no SUS. O principal propósito da ESF é reorganizar a prática da atenção à saúde em novas bases e substituir o modelo tradicional, levando a saúde para mais perto das famílias e, com isso, melhorar a qualidade de vida da população. COMPOSIÇÃO DA ESF: uma equipe multiprofissional, composta por no mínimo: • Médico (preferencialmente da especialidade Medicina de Família e Comunidade); • Enfermeiro (preferencialmente especialista em Saúde da Família); • Auxiliar e/ou técnico de enfermagem; e • Agentes Comunitários de Saúde (ACS). • Podem ser acrescentados a essa composição os profissionais de Saúde Bucal (cirurgião-dentista, preferencialmente especialista em Saúde da Família e auxiliar ou técnico de saúde bucal) e os Agentes de Combate às Endemias (ACE). Estratégia de Saúde da Família (ESF) PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS: • São a porta de entrada de um sistema hierarquizado e regionalizado de saúde; • Trabalha com território adscrito, com uma população delimitada, sob a sua responsabilidade; • Intervém sobre os fatores de risco aos quais a comunidade está exposta; • Presta assistência integral, permanente e de qualidade; • Realiza atividades de educação, promoção, prevenção e recuperação da saúde. Estratégia de Saúde da Família (ESF) ESF: processo de trabalho • Definição do território de atuação e depopulação sob responsabilidade das UBS e das equipes; • Programação e implementação das atividades de atenção à saúde de acordo com as necessidades de saúde da população, com a priorização de intervenções clínicas e sanitárias nos problemas de saúde segundo critérios de frequência, risco, vulnerabilidade e resiliência. Inclui-se aqui o planejamento e organização da agenda de trabalho compartilhado de todos os profissionais e recomenda-se evitar a divisão de agenda segundo critérios de problemas de saúde, ciclos de vida, sexo e patologias, dificultan- do o acesso dos usuários; • Desenvolver ações que priorizem os grupos de risco e os fatores de risco clínico-comportamentais, alimentares e/ou ambientais, com a finalidade de prevenir o aparecimento ou a persistência de doenças e danos evitáveis; ESF: processo de trabalho • Realizar o acolhimento com escuta qualificada, classificação de risco, avaliação de necessidade de saúde e análise de vulnerabilidade, tendo em vista a responsabilidade da assistência resolutiva à demanda espontânea e o primeiro atendimento às urgências; • Prover atenção integral, contínua e organizada à população adscrita; • Realizar atenção à saúde na Unidade Básica de Saúde, no domicílio, em locais do território (salões comunitários, escolas, creches, praças etc.) e em outros espaços que comportem a ação planejada; ESF: processo de trabalho • Desenvolver açõeseducativas que possam interferir no processo de saúde-doença da população, no desenvolvimento de autonomia, individual e coletiva, e na busca por qualidade de vida pelos usuários; • Participar do planejamento local de saúde, assim como do monitoramento e avaliação das ações na sua equipe, unidade e município, visando à readequação do processo de trabalho e do planejamento diante das necessidades, realidade, dificuldades e possibilidades analisadas; • Desenvolver ações intersetoriais, integrando projetos e redes de apoio social voltados para o desenvolvimento de uma atenção integral; • Apoiar as estratégias de fortalecimento da gestão local e do controle social; • Realizar atenção domiciliar destinada a usuários que possuam problemas de saúde controlados/compensados e com dificuldade ou impossibilidade física de locomoção até uma unidade de saúde, que necessitam de cuidados Ferramentas da ESF • Territorialização • Trabalho em Equipe • Abordagem centrada na pessoa • Abordagem familiar • Abordagem comunitária • Gestão da Clínica • Matriciamento • Caracterizar a população; • Identificar os problemas de saúde- doença; • Avaliar a situação sócio-econômica e vulnerabilidade social; • Vínculo; • Mapeamento do território vivo – elementos estáticos e dinâmicos, barreiras funcionais e sociais; • Planejamento de ações da equipe; Ferramentas da ESF: territorialização Mapa do Território: • Área geográfica - ruas e avenidas, acidentes geográficos • Espaços de interesse comunitário: áreas de lazer, templos religiosos, áreas de ocupação, associações • Equipamentos Sociais (Centrode Referência de Assistência Social (CRAS), Centro de Assistência Psicossocial (CAPS), Creches...) • Tensões no território Ferramentas da ESF: territorialização Atuação das equipes de saúde da família: Território • Número definido de famílias • Território Vivo • Adscrição: 2000 a 3.500 pessoas, a depender da vulnerabilidade e perfil demográfico/epidemiológico Ferramentas da ESF: territorialização • O Território da ESF é dividido em áreas menores chamadas MICROÁREAS; • Essa divisão segue critérios de natureza geográfica, demográfica e social. • Cada MICROÁREA fica sob a responsabilidade sanitária de um Agente Comunitário de Saúde. Ferramentas da ESF: territorialização • É um processo concomitante e interdependente da territorialização e da inserção comunitária; • Tem objetivo de identificar as condições de vida, necessidades de saúde e acesso da comunidade, vinculando o usuário à ESF; • Busca por outras informações: lideranças comunitárias, colaboradores na comunidade. Ferramentas da ESF: adscrição da clientela • Os ACS são parte integrante da equipe mínima da ESF; • São um elo entre as equipes de saúde e a comunidade, buscam e trazem informações entre a Unidade de saúde e a população; • Acompanham mensalmente, em domicilio todas as famílias • Desenvolvem de forma constante ações de promoção da saúde. QUANTOS AGENTES POR ESF? ➢ O número suficiente para cobrir 100% da população adscrita; ➢ Com um número máx. de 750 pessoas por ACS. Agente Comunitário de Saúde (ACS) Núcleo Ampliado de Saúde da Família e Atenção Básica • O Nasf é uma estratégia inovadora que tem por objetivo apoiar, ampliar, aperfeiçoar a atenção e a gestão da saúde na Atenção Básica/Saúde da Família. Seus requisitos são, além do conhecimento técnico, a responsabilidade por determinado número de equipes de SF e o desenvolvimento de habilidades relacionadas ao paradigma da Saúde da Família. • Deve estar comprometido, também, com a promoção de mudanças na atitude e na atuação dos profissionais da SF e entre sua própria equipe (NASF), incluindo na atuação ações intersetoriais e interdisciplinares, promoção, prevenção, reabilitação da saúde e cura, além de humanização de serviços, educação permanente, promoção da integralidade e da organização territorial dos serviços de saúde. NASF-AB: o que é? • Equipe multiprofissional e interdisciplinar • Composição conforme necessidades • Suporte clínico, sanitário e pedagógico • Atendimentos regulados pelas equipes que atuam na atenção básica • Longitudinalidade do cuidado • Planejamento do cuidado conjuntamente com as equipes • Contribuição para a integralidade do cuidado • Discussão de casos NASF: características • Equipe multiprofissional e interdisciplinar • Composição conforme necessidades • Suporte clínico, sanitário e pedagógico • Atendimentos regulados pelas equipes que atuam na atenção básica • Longitudinalidade do cuidado • Planejamento do cuidado conjuntamente com as equipes • Contribuição para a integralidade do cuidado • Discussão de casos NASF: características • Interconsulta • Construção conjunta de projetos terapêuticos • Educação permanente • Intervenções no território e na saúde de grupos populacionais de todos os ciclos de vida • Ações de prevenção e promoção da saúde • Discussão do processo de trabalho das equipes, dentre outros. NASF: características • O apoio matricial será formado por um conjunto de profissionais que não têm, necessariamente, relação direta e cotidiana com o usuário, mas cujas tarefas serão de prestar apoio às equipes de referência (equipes de SF). Assim, se a equipe de referência é composta por um conjunto de profissionais considerados essenciais na condução de problemas de saúde dos clientes, eles deverão acionar uma rede assistencial necessária a cada caso. • o Nasf está inserido na rede de serviços dentro da APS assim como as equipes de SF, ou seja, ele faz parte da APS. • O apoio matricial apresenta as dimensões de suporte: assistencial e técnico-pe- dagógico. A dimensão assistencial é aquela que vai produzir ação clínica direta com os usuários, e a ação técnico-pedagógica vai produzir ação de apoio educativo com e para a equipe. Essas duas dimensões podem e devem se misturar nos diversos momentos. NASF: matriciamento Modalidades No. de equipes vinculadas Carga horária* NASF 1 5 a 9 eSF e/ou eAB para populações específicas Mínimo 200 horas semanais; cada ocupação deve ter no máximo 80 horas semanais. NASF 2 3 a 4 eSF e/ou eAB para populações específicas Mínimo 120 horas semanais; cada ocupação deve ter no máximo 40 horas semanais. NASF 3 1 a 2 eSF e/ou eAB para populações específicas Mínimo 80 horas semanais; cada ocupação deve ter no máximo 40 horas semanais. *Nenhum profissional poderá ter carga horária semanal menor que 20 horas. NASF: modalidades Profissionais do NASF •Assistente Social •Professional/Professor Educação Física •Farmacêutico •Fisioterapeuta •Fonoaudiólogo •Nutricionista •Psicólogo •Terapeuta Ocupacional •Médico Veterinário •Professor com Formação em Arte e Educação •Médico Pediatra •Médico Acupunturista •Médico Ginecologista/Obstetra •Médico Homeopata •Médico Psiquiatra •Médico Geriatra •Médico Internista (Clínica Médica) •Médico do Trabalho •Profissional Sanitarista Programa Mais Médicos Para o Brasil Programa Mais Médicos Programa Mais Médicos O PMMB atua em três frentes principais: 1. provimento imediato de profissionais médicos 2. melhorias estruturais para a APS 3. mudanças conceituais filosófica na construção do currículo do curso médico paralelamente ao aumento do numero de vagas e de cursos de medicina. Eixos do PMMB Programa Mais Médicos Programa Mais Médicos Programa Mais Médicos Programa Mais Médicos Programa Mais Médicos: eixo de formação Programa Mais Médicos Programa Mais Médicos PMMB: Supervisão Acadêmica • Uma das especificidades do programa, dentro da proposta de promover educação permanente, é por meio da figura do Supervisor Acadêmico, realizado por um colega médico, em geral, ligado a acompanhamento mensal de uma universidade, que faz um grupo para de médicos do dar suporte programa, técnico, acompanhar o seu desempenho clínico, o processo de trabalho, a relação com a equipe e com a comunidade. PMMB: Supervisão Acadêmica O momento de supervisão pode ocorrer a qualquer momento, por meios de comunicação diversa, para fortalecer o vínculo entre o supervisor e o supervisionado, de maneira que esse processo seja singularizado em todos os aspectos que possam influenciar no desempenho do profissional participante do programa. Para a realização das atividades de Supervisão Acadêmica são previstos momentos próprios, que se caracterizam enquanto espaços de Educação Permanente, encontro de educação permanente para qualificação da supervisão acadêmica, encontro de supervisão locorregional, supervisão periódica in loco. A Supervisão Acadêmica, tem como objetivos: • Fortalecimento da educação permanente em saúde, • integração ensino-serviço, • Fortalecimento da atenção básica; • Fortalecimento formação de profissionais nas redes de atenção à saúde. PMMB: Supervisão Acadêmica Supervisão Acadêmica • O supervisor é sua referencia profossional e pessoal dentro do programa; • Estará ao seu lado para dar suporte nos diversos assuntos da rotina do servico: • Dúvidas clínicas • Processo de trabalho • Organizaçã da agenda • Horário de estudos Conte com seu SUPERVISOR! Ele é seu colega. • “O resultado mais significativo do Mais Médicos foi levar acesso à saúde para a população, especialmente em populações vivendo em situação de vulnerabilidade. Isso é outorgar o direito à saúde previsto na Constituição brasileira”, • “O programa mostrou que é possível levar médicos para todos os lugares do país. Permitiu ainda que os profissionais brasileiros, principalmenteos mais jovens, perdessem o medo de ir para o interior. Além disso, a chegada de médicos de 47 nacionalidades, com outros modos de atuar e outra formação, promoveu um debate sobre a formação de médicos no Brasil” Programa Mais Médicos – 5 anos Programa Mais Médicos – 5 anos Bibliografia • BRASIL. Ministério da Saúde. Política Nacional de Atenção Básica. Brasília: Ministério da Saúde, 2012. (Série E. Legislação em Saúde) • BRASIL. Ministério da Saúde. Núcleo de Apoio à Saúde da Família. v. 1. Brasília: Ministério da Saúde, 2014. (Cadernos de Atenção Básica, n. 39) • Tratado de medicina de família e comunidade : princípios, formação e prática [recurso eletrônico] / Organizadores, Gustavo Gusso, José Mauro Ceratti Lopes, Lêda Chaves Dias; [coordenação editorial: Lêda Chaves Dias]. – 2. ed. – Porto Alegre : Artmed, 2019. • Lei no 12.871, de 22 de outubro de 2013. Institui o Programa Mais Médicos, altera as Leis no 8.745, de 9 de dezembro de 1993, e no 6.932, de 7 de julho de 1981, e dá outras providências [Internet]. 2013 [citado 03 Fev 2016]. Disponível em: http://www.planalto. gov.br/cci vil_03/_ato2011-2014/2013/Lei/L12871.htm Slide 1 Slide 2: Ementa Slide 3: Questão orientadora Slide 4: Questão orientadora Slide 5: Questão orientadora Slide 6: Questão orientadora Slide 7: APS como um modelo de organização do sistema de saúde Slide 8: Rede de Atenção em Saúde (RAS) Slide 9: APS como um modelo de organização do sistema de saúde Slide 10 Slide 11: APS e sua integração na rede de atenção à saúde Slide 12: Conceitos e siglas que geram confusão Slide 13: APS: aspectos-chave Slide 14: APS: valores, princípios e atributos Slide 15: Atributos nucleares da APS: acesso de primeiro contato Slide 16: Atributos nucleares da APS: coordenação do cuidado Slide 17: Atributos nucleares da APS: longitudinalidade Slide 18 Slide 19: Política Nacional de Atenção Básica (PNAB) Slide 20: Comparativo: PNAB 2011 x 2017 Slide 21: Comparativo: PNAB 2011 x 2017 Slide 22: Comparativo: PNAB 2011 x 2017 Slide 23: Comparativo: PNAB 2011 x 2017 Slide 24: Comparativo: PNAB 2011 x 2017 Slide 25: Comparativo: PNAB 2011 x 2017 Slide 26: Política Nacional de Atenção Básica (PNAB) 2017 Slide 27: Política Nacional de Atenção Básica (PNAB) 2017 Slide 28: Política Nacional de Atenção Básica (PNAB) 2017 Slide 29: Política Nacional de Atenção Básica (PNAB) 2017 Slide 30: Política Nacional de Atenção Básica (PNAB) 2017 Slide 31 Slide 32: Estratégia de Saúde da Família (ESF) Slide 33: Estratégia de Saúde da Família (ESF) Slide 34: Estratégia de Saúde da Família (ESF) Slide 35: ESF: processo de trabalho Slide 36: ESF: processo de trabalho Slide 37: ESF: processo de trabalho Slide 38: Ferramentas da ESF Slide 39: Ferramentas da ESF: territorialização Slide 40: Ferramentas da ESF: territorialização Slide 41: Ferramentas da ESF: territorialização Slide 42: Ferramentas da ESF: territorialização Slide 43: Ferramentas da ESF: adscrição da clientela Slide 44: Agente Comunitário de Saúde (ACS) Slide 45 Slide 46: NASF-AB: o que é? Slide 47: NASF: características Slide 48: NASF: características Slide 49: NASF: características Slide 50: NASF: matriciamento Slide 51: NASF: modalidades Slide 52: Profissionais do NASF Slide 53 Slide 54: Programa Mais Médicos Slide 55: Programa Mais Médicos Slide 56: Eixos do PMMB Slide 57: Programa Mais Médicos Slide 58: Programa Mais Médicos Slide 59: Programa Mais Médicos Slide 60: Programa Mais Médicos Slide 61: Programa Mais Médicos: eixo de formação Slide 62: Programa Mais Médicos Slide 63: Programa Mais Médicos Slide 64: PMMB: Supervisão Acadêmica Slide 65: PMMB: Supervisão Acadêmica Slide 66: PMMB: Supervisão Acadêmica Slide 67: Programa Mais Médicos – 5 anos Slide 68: Programa Mais Médicos – 5 anos Slide 69: Bibliografia