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ATENÇÃO PRIMÁRIA 
À SAÚDE NO BRASIL
Frederico Germano Lopes Cavalcante
Nilson Massakazu Ando
Ementa
• Rede de Atenção à Saúde (RAS)
• Atenção Primárias à Saúde (APS)
• Política Nacional da Atenção Básica 
(PNAB)
• Estratégia de Saúde da Família 
(ESF)
• Programa Mais Médicos para o 
Brasil (PMMB)
Questão orientadora
• D. Maria, 62 anos, é diabética e hipertensa há pelo menos 7 anos, mas há 3 
anos não vai ao médico. Acordou um dia com dor nas costas e resolveu 
procurar a Unidade de Saúde. Chegando lá, foi orientada a retornar na sexta-
feira para marcar uma consulta para a semana seguinte.
• Ela fez isso, e na segunda-feira estava diante do médico de família da sua área. 
Queria um referenciamento ao ortopedista. O médico lhe sugeriu experimentar 
usar diclofenaco durante 4 dias e retomar o tratamento da pressão e diabetes, 
além de fazer novo papanicolau e mamografia. Sugeriu também exames 
laboratoriais e uma consulta de rotina com o oftalmologista. Os exames foram 
coletados pela enfermeira da equipe na semana seguinte.
Questão orientadora
• Em um mês, a paciente retornava ao médico de família com o resultado dos 
exames de sangue e o controle da pressão realizado semanalmente. Tanto o 
diabetes quanto a pressão alta estavam mal controladas. O médico de família 
alterou a dose dos medicamentos prescritos na consulta anterior e orientou nova 
sequência de controle de pressão e novo exame laboratorial em 3 meses.
• Nesse meio tempo, foi chamada para o oftalmologista, para a mamografia e fez o 
papanicolau com a auxiliar de enfermagem da unidade. Enquanto aguardava o 
período determinado pelo médico de família para fazer novos exames, ela 
perdeu o genro assassinado pela polícia e ficou extremamente abalada. 
Procurou então o médico de família para “pedir um calmante”. Por causa desse 
episódio, atrasou a coleta dos novos exames laboratoriais em 2 meses, mas 
procurou, então não se descuidar do uso dos medicamentos. 
Questão orientadora
• Passados 5 meses da última consulta, coletou novos exames com a mesma 
enfermeira e voltou ao médico de família em seguida para retomar o tratamento 
da pressão e do diabetes. Segundo relatou ao médico de família, o oftalmologista 
dissera que sua vista estava “ok” e que, embora tenha começado uma catarata, 
não tinha de operar naquele momento. Aproveitou para queixar-se de dor na 
perna esquerda quando caminhava. 
• Os exames laboratoriais haviam melhorado consideravelmente, mas o médico 
de família detectou um pulso diminuído no membro inferior esquerdo. Ele 
solicitou uma ultrassonografia (US) Doppler, resolveu referenciar ao cirurgião 
vascular para uma avaliação e orientou espaçar os retornos, já que havia 
adquirido um controle aceitável da pressão e do diabetes.
Questão orientadora
• Enquanto aguardava o resultado da US, ela teve um quadro de gripe prolongado 
e procurou novamente o médico de família da unidade, tendo sido atendida por 
ele no “acolhimento”. Finalmente, realizou a US Doppler com um radiologista, 
que mostrou uma obstrução arterial na altura da região poplítea. A paciente 
esperou 4 meses e finalmente conseguiu o cirurgião vascular, que sugeriu 
programar cirurgia. A paciente ficou assustada e decidiu procurar novamente o 
médico de família.
• Combinaram que tentariam o tratamento clínico por meio do controle do diabetes 
e da hipertensão, além de cuidados gerais com as pernas, a fim de tentar evitar 
a cirurgia. Após 2 anos de seguimento e mais 6 consultas, encontra-se bem, sem 
lesão nos membros e com controle clínico da dor na perna esquerda.
APS como um modelo de organização do 
sistema de saúde
• Um sistema de saúde é “o conjunto de 
organizações, indivíduos e ações cuja 
intenção primordial é promover, 
recuperar e/ou melhorar a saúde”
• Uma forma de organização dos serviços, 
na qual há uma porta de entrada ao 
sistema de saúde, que se configura 
como espaço de coordenação das 
respostas às necessidades dos 
indivíduos, suas famílias e comunidade
Rede de Atenção em Saúde (RAS)
APS como um modelo de organização do sistema 
de saúde
• APS foi posicionada como um dos elementos da 
estrutura operacional de uma rede de atenção à 
saúde (RAS): centro comunicador e coordenador 
do cuidado.
• Partindo do centro, ela tem a responsabilidade de 
fazer a ponte entre os diferentes níveis e pontos 
de atenção, assim como integrar ao processo os 
sistemas logísticos e de apoio, garantindo a 
integralidade de sua atenção.
• A APS possui o papel coordenador, necessário 
para a integração do sistema.
APS e sua integração na rede de atenção à 
saúde
• Um sistema de saúde constitui-se de redes horizontais interligadas por pontos de 
atenção, de distintas densidades tecnológicas, com suas estruturas de apoio e 
logística, não havendo hierarquia entre os diferentes pontos de atenção à saúde
• Como exemplos, citam-se unidades de atenção primária, unidades de cuidados 
intensivos, hospitais-dia, ambulatórios de cirurgia, ambulatórios de atenção 
especializada, serviços de atenção domiciliar. Os serviços de atenção primária 
são a porta de entrada ao sistema, e coordenam o conjunto de respostas às 
necessidades em saúde da população.
• Um sistema de saúde com forte referencial na atenção primária à saúde é mais 
efetivo, é mais satisfatório para a população, tem menores custos e é mais 
equitativo – mesmo em contextos de grande iniquidade social.
Conceitos e siglas que geram confusão
• APS – atenção primária à saúde: 
“lugar” do sistema de saúde definido 
pelos serviços que oferece.
• PSF/ESF – Programa Saúde da 
Família/Estratégia Saúde da Família: 
programa de 1994 a 1998 e 
estratégia do Estado para reorientar 
a atenção primária brasileira a partir 
de 1998.
• MFC – Medicina de Família e 
Comunidade: especialidade médica.
APS: aspectos-chave
• Atenção primária à saúde (APS) é definida como “[...] atenção de primeiro 
contato, contínua, global e coordenada que se proporciona à população sem 
distinção de gênero, doença, ou sistema orgânico”.
• Prevenção, cuidado a pacientes crônicos e vulnerabilidade social são conceitos 
que têm afinidade com a atenção primária, mas não são seus definidores.
• Há vários instrumentos para avaliar a APS, sendo que o mais completo e mais 
utilizado no Brasil é o instrumento de Avaliação da atenção primária chamado 
PCATool
• O conceito de integralidade utilizado na APS diverge do utilizado em outros 
campos
APS: valores, princípios e atributos
Atributos nucleares da APS: acesso de 
primeiro contato
• É o princípio soberano, representa a 
porta de entrada e o primeiro contato 
do paciente com o sistema; outras 
nomenclaturas, algumas vezes 
entendidas como pejorativas, foram 
sendo usadas em parte, ou mesmo 
em substituição a este atributo, como 
“acolhimento”, “gatekeeper” ou 
“porteiro”.
Atributos nucleares da APS: coordenação 
do cuidado
• A coordenação envolve a continuidade de 
informação dentro do sistema, seja pela 
continuidade do profissional, seja via 
prontuário médico.
• Importância em três níveis
• Dentro da própria unidade
• Na relação com profissionais que 
fornecem consultoria ou acompanhamento 
de curta duração
• Na relação com especialistas focais que 
vão compartilhar o cuidado com a APS
Atributos nucleares da APS: 
longitudinalidade
• Longitudinalidade se relaciona com a 
existência de uma fonte regular de atenção 
e seu uso ao decorrer do tempo.
• A longitudinalidade, que trata do 
acompanhamento do paciente ao longo do 
tempo por profissionais da equipe de 
atenção primária em saúde (APS), é 
considerada característica central deste 
nível assistencial.
Política Nacional de Atenção 
Básica (PNAB)
Política Nacional de Atenção Básica (PNAB)
Política nacional que direciona os trabalhos envolvidos nos 
diversos campos da APS
1. Dos Princípios e Diretrizes Gerais da Atenção Básica
2. Das Funções na Rede de Atenção À Saúde
3. Das Responsabilidades
4. Da Infraestruturae Funcionamento da Atenção Básica
5. Implantação e Credenciamento das Equipes de Atenção
Básica
6. Do Financiamento da Atenção Básica
Comparativo: PNAB 2011 x 2017
Comparativo: PNAB 2011 x 2017
Comparativo: PNAB 2011 x 2017
Comparativo: PNAB 2011 x 2017
Comparativo: PNAB 2011 x 2017
Comparativo: PNAB 2011 x 2017
Política Nacional de Atenção Básica
(PNAB) 2017
Dispõe que as UBS deverão assegurar o acolhimento e escuta ativa e
qualificada das pessoas, mesmo que não sejam da área de abrangência da 
unidade, com classificação de risco e encaminhamento responsável;
Percentual de financiamento para as eAB (30% da eSF Modalidade 2);
Recursos condicionados à abrangência da oferta de ações e serviços;
Define prazo máximo de 4 meses para a implantação da equipe credenciada,
com fluxo e critérios para credenciamento de eAB, a ser publicado em
manual específico;
Inclui as Equipes de Atenção Básica Prisional;
Reforça a importância da integração entre a Vigilância em Saúde e Atenção
Básica: Agentes de Combate as
Endemias (ACE) e Agentes Comunitários de Saúde (ACS);
Política Nacional de Atenção Básica
(PNAB) 2017
• Define prazo máximo de 4 meses para a implantação da equipe
credenciada, com fluxo e critérios para credenciamento de eAB, a ser
publicado em manual específico;
• Inclui as Equipes de Atenção Básica Prisional;
• Reforça a importância da integração entre a Vigilância em Saúde e
Atenção Básica: Agentes de Combate as Endemias (ACE) e Agentes
Comunitários de Saúde (ACS);
Política Nacional de Atenção Básica (PNAB) 2017
• Define prazo máximo de 4 meses
para a implantação da equipe
credenciada, com fluxo e critérios
para credenciamento de eAB, a
ser publicado em manual
específico;
• Inclui as Equipes de Atenção
Básica Prisional;
• Reforça a importância da
integração entre a Vigilância em
Saúde e Atenção Básica: Agentes
de Combate as Endemias (ACE) e 
Agentes Comunitários de Saúde
(ACS);
• ACS e ACE devem compor uma eAB ou uma eSF e
serem coordenados por profissionais de saúde de
nível superior realizado de forma compartilhada
entre a Atenção Básica e a Vigilância em Saúde;
• Nas localidades em que não houver cobertura eAB
ou eSF, o ACS deve se vincular à equipe da
Estratégia de Agentes Comunitários de Saúde
(EACS) e o ACE, deve ser vinculado à equipe de
vigilância em saúde do município e sua supervisão
técnica deve ser realizada por profissional com
comprovada capacidade técnica;
• Nº de ACS e ACE estabelecidos por base
critérios demográficos,populacional,
epidemiológicos e socioeconômicos, de acordo
com definição local;
• Quantitativo de ACS em eSF a depender da
necessidade e perfil epidemiológico local; em
áreas de grande dispersão territorial, áreas de risco
e vulnerabilidade social, recomenda-se a cobertura
de 100% da população com número máximo de
750 pessoas por ACS em eSF;
• Adiciona atribuições comuns aos ACS e ACE e
acrescenta atribuições específicas do ACE;
Política Nacional de Atenção Básica
(PNAB) 2017
Considera que em caráter excepcional e assistidos por profissional de saúde
de nível superior, membro da equipe, após treinamento especifico e o
fornecimento de equipamentos adequados, os ACS poderão realizar as
seguintes atividades:
• Aferir pressão arterial;
• Realizar a medição da glicemia capilar;
• Aferição da temperatura axilar;
• Técnicas limpas de curativo.
Política Nacional de Atenção Básica
(PNAB) 2017
Estratégia Saúde da Família
Estratégia de Saúde da Família (ESF)
É componente estruturante do sistema
de saúde brasileiro tem provocado um
importante movimento com o intuito de
reordenar o modelo de atenção no
SUS.
O principal propósito da ESF é
reorganizar a prática da atenção à
saúde em novas bases e substituir o
modelo tradicional, levando a saúde
para mais perto das famílias e, com
isso, melhorar a qualidade de vida da
população.
COMPOSIÇÃO DA ESF: uma equipe multiprofissional, composta
por no mínimo:
• Médico (preferencialmente da especialidade Medicina de Família
e Comunidade);
• Enfermeiro (preferencialmente especialista em Saúde da Família);
• Auxiliar e/ou técnico de enfermagem; e
• Agentes Comunitários de Saúde (ACS).
• Podem ser acrescentados a essa composição os profissionais de
Saúde Bucal (cirurgião-dentista, preferencialmente especialista
em Saúde da Família e auxiliar ou técnico de saúde bucal) e os
Agentes de Combate às Endemias (ACE).
Estratégia de Saúde da Família (ESF)
PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS:
• São a porta de entrada de um sistema hierarquizado e regionalizado de 
saúde;
• Trabalha com território adscrito, com uma população delimitada, sob a sua
responsabilidade;
• Intervém sobre os fatores de risco aos quais a comunidade está exposta;
• Presta assistência integral, permanente e de qualidade;
• Realiza atividades de educação, promoção, prevenção e recuperação da
saúde.
Estratégia de Saúde da Família (ESF)
ESF: processo de trabalho
• Definição do território de atuação e depopulação sob responsabilidade das UBS e das equipes;
• Programação e implementação das atividades de atenção à saúde de acordo com as necessidades
de saúde da população, com a priorização de intervenções clínicas e sanitárias nos problemas de
saúde segundo critérios de frequência, risco, vulnerabilidade e resiliência. Inclui-se aqui o
planejamento e organização da agenda de trabalho compartilhado de todos os profissionais e
recomenda-se evitar a divisão de agenda segundo critérios de problemas de saúde, ciclos de vida,
sexo e patologias, dificultan- do o acesso dos usuários;
• Desenvolver ações que priorizem os grupos de risco e os fatores de risco clínico-comportamentais,
alimentares e/ou ambientais, com a finalidade de prevenir o aparecimento ou a persistência de
doenças e danos evitáveis;
ESF: processo de trabalho
• Realizar o acolhimento com escuta qualificada, classificação de risco, avaliação de necessidade de 
saúde e análise de vulnerabilidade, tendo em vista a responsabilidade da assistência resolutiva à 
demanda espontânea e o primeiro atendimento às urgências;
• Prover atenção integral, contínua e organizada à população adscrita;
• Realizar atenção à saúde na Unidade Básica de Saúde, no domicílio, em locais do território (salões
comunitários, escolas, creches, praças etc.) e em outros espaços que comportem a ação planejada;
ESF: processo de trabalho
• Desenvolver açõeseducativas que possam interferir no processo de saúde-doença da
população, no desenvolvimento de autonomia, individual e coletiva, e na busca por qualidade de vida
pelos usuários;
• Participar do planejamento local de saúde, assim como do monitoramento e avaliação das ações na
sua equipe, unidade e município, visando à readequação do processo de trabalho e do 
planejamento diante das necessidades, realidade, dificuldades e possibilidades analisadas;
• Desenvolver ações intersetoriais, integrando projetos e redes de apoio social voltados para o
desenvolvimento de uma atenção integral;
• Apoiar as estratégias de fortalecimento da gestão local e do controle social;
• Realizar atenção domiciliar destinada a usuários que possuam problemas de saúde
controlados/compensados e com dificuldade ou impossibilidade física de locomoção até uma
unidade de saúde, que necessitam de cuidados
Ferramentas da ESF
• Territorialização
• Trabalho em Equipe
• Abordagem centrada na
pessoa
• Abordagem familiar
• Abordagem comunitária
• Gestão da Clínica
• Matriciamento
• Caracterizar a população;
• Identificar os problemas de saúde-
doença;
• Avaliar a situação sócio-econômica e
vulnerabilidade social;
• Vínculo;
• Mapeamento do território vivo –
elementos estáticos e dinâmicos,
barreiras funcionais e sociais;
• Planejamento de ações da equipe;
Ferramentas da ESF: territorialização
Mapa do Território:
• Área geográfica - ruas e avenidas, 
acidentes geográficos
• Espaços de interesse comunitário: áreas 
de lazer, templos religiosos, áreas de 
ocupação, associações
• Equipamentos Sociais (Centrode 
Referência de Assistência Social 
(CRAS), Centro de Assistência 
Psicossocial (CAPS), Creches...)
• Tensões no território
Ferramentas da ESF: territorialização
Atuação das equipes de saúde da família: 
Território
• Número definido de famílias
• Território Vivo
• Adscrição: 2000 a 3.500 pessoas, a 
depender da vulnerabilidade e perfil 
demográfico/epidemiológico
Ferramentas da ESF: territorialização
• O Território da ESF é dividido em áreas 
menores chamadas MICROÁREAS;
• Essa divisão segue critérios de natureza 
geográfica, demográfica e social.
• Cada MICROÁREA fica sob a 
responsabilidade sanitária de um Agente 
Comunitário de Saúde.
Ferramentas da ESF: territorialização
• É um processo concomitante e 
interdependente da territorialização e da 
inserção comunitária;
• Tem objetivo de identificar as condições 
de vida, necessidades de saúde e 
acesso da comunidade, vinculando o 
usuário à ESF;
• Busca por outras informações: lideranças 
comunitárias, colaboradores na 
comunidade.
Ferramentas da ESF: adscrição da 
clientela
• Os ACS são parte integrante da equipe
mínima da ESF;
• São um elo entre as equipes de saúde e a 
comunidade, buscam e trazem informações entre
a Unidade de saúde e a população;
• Acompanham mensalmente, em domicilio todas
as famílias
• Desenvolvem de forma constante ações de
promoção da saúde.
QUANTOS AGENTES POR ESF?
➢ O número suficiente para cobrir
100% da população adscrita;
➢ Com um número máx. de 750 
pessoas por ACS.
Agente Comunitário de Saúde (ACS)
Núcleo Ampliado de Saúde 
da Família e Atenção Básica
• O Nasf é uma estratégia inovadora que tem por objetivo apoiar,
ampliar, aperfeiçoar a atenção e a gestão da saúde na Atenção
Básica/Saúde da Família. Seus requisitos são, além do
conhecimento técnico, a responsabilidade por determinado
número de equipes de SF e o desenvolvimento de habilidades
relacionadas ao paradigma da Saúde da Família.
• Deve estar comprometido, também, com a promoção de
mudanças na atitude e na atuação dos profissionais da SF e
entre sua própria equipe (NASF), incluindo na atuação ações
intersetoriais e interdisciplinares, promoção, prevenção,
reabilitação da saúde e cura, além de humanização de
serviços, educação permanente, promoção da integralidade e
da organização territorial dos serviços de saúde.
NASF-AB: o que é?
• Equipe multiprofissional e interdisciplinar
• Composição conforme necessidades
• Suporte clínico, sanitário e pedagógico
• Atendimentos regulados pelas equipes que atuam na atenção
básica
• Longitudinalidade do cuidado
• Planejamento do cuidado conjuntamente com as equipes
• Contribuição para a integralidade do cuidado
• Discussão de casos
NASF: características
• Equipe multiprofissional e interdisciplinar
• Composição conforme necessidades
• Suporte clínico, sanitário e pedagógico
• Atendimentos regulados pelas equipes que atuam na atenção
básica
• Longitudinalidade do cuidado
• Planejamento do cuidado conjuntamente com as equipes
• Contribuição para a integralidade do cuidado
• Discussão de casos
NASF: características
• Interconsulta
• Construção conjunta de projetos terapêuticos
• Educação permanente
• Intervenções no território e na saúde de grupos populacionais de
todos os ciclos de vida
• Ações de prevenção e promoção da saúde
• Discussão do processo de trabalho das equipes, dentre outros.
NASF: características
• O apoio matricial será formado por um conjunto de profissionais que não têm, necessariamente,
relação direta e cotidiana com o usuário, mas cujas tarefas serão de prestar apoio às equipes de
referência (equipes de SF). Assim, se a equipe de referência é composta por um conjunto de
profissionais considerados essenciais na condução de problemas de saúde dos clientes, eles
deverão acionar uma rede assistencial necessária a cada caso.
• o Nasf está inserido na rede de serviços dentro da APS assim como as equipes de SF, ou seja, ele
faz parte da APS.
• O apoio matricial apresenta as dimensões de suporte: assistencial e técnico-pe- dagógico. A
dimensão assistencial é aquela que vai produzir ação clínica direta com os usuários, e a ação
técnico-pedagógica vai produzir ação de apoio educativo com e para a equipe. Essas duas
dimensões podem e devem se misturar nos diversos momentos.
NASF: matriciamento
Modalidades No. de equipes vinculadas Carga horária*
NASF 1 5 a 9 eSF e/ou eAB para populações específicas Mínimo 200 horas semanais; 
cada ocupação deve ter no 
máximo 80 horas semanais.
NASF 2 3 a 4 eSF e/ou eAB para populações específicas Mínimo 120 horas semanais; 
cada ocupação deve ter no 
máximo 40 horas semanais.
NASF 3 1 a 2 eSF e/ou eAB para populações específicas Mínimo 80 horas semanais; cada
ocupação deve ter no máximo 40
horas semanais.
*Nenhum profissional poderá ter carga horária semanal menor que 20 horas.
NASF: modalidades
Profissionais do NASF
•Assistente Social
•Professional/Professor Educação Física
•Farmacêutico
•Fisioterapeuta
•Fonoaudiólogo
•Nutricionista
•Psicólogo
•Terapeuta Ocupacional
•Médico Veterinário
•Professor com Formação em Arte e 
Educação
•Médico Pediatra
•Médico Acupunturista
•Médico Ginecologista/Obstetra
•Médico Homeopata
•Médico Psiquiatra
•Médico Geriatra
•Médico Internista (Clínica
Médica)
•Médico do Trabalho
•Profissional Sanitarista
Programa Mais Médicos Para 
o Brasil
Programa Mais Médicos
Programa Mais Médicos
O PMMB atua em três frentes principais: 
1. provimento imediato de profissionais
médicos
2. melhorias estruturais para a APS
3. mudanças conceituais filosófica na 
construção do currículo do curso 
médico paralelamente ao aumento 
do numero de vagas e de cursos de
medicina.
Eixos do PMMB
Programa Mais Médicos
Programa Mais Médicos
Programa Mais Médicos
Programa Mais Médicos
Programa Mais Médicos: eixo de 
formação
Programa Mais Médicos
Programa Mais Médicos
PMMB: Supervisão Acadêmica
• Uma das especificidades do
programa, dentro da proposta de
promover educação permanente, é
por meio da figura do Supervisor
Acadêmico, realizado por um
colega médico, em geral, ligado a
acompanhamento mensal de
uma universidade, que faz
um
grupo 
para
de médicos do 
dar suporte
programa, 
técnico,
acompanhar o seu desempenho
clínico, o processo de trabalho, a
relação com a equipe e com a
comunidade.
PMMB: Supervisão Acadêmica
O momento de supervisão pode ocorrer a
qualquer momento, por meios de
comunicação diversa, para fortalecer o
vínculo entre o supervisor e o supervisionado,
de maneira que esse processo seja
singularizado em todos os aspectos que
possam influenciar no desempenho do
profissional participante do programa.
Para a realização das atividades de Supervisão Acadêmica são previstos momentos próprios, que
se caracterizam enquanto espaços de Educação Permanente, encontro de educação
permanente para qualificação da supervisão acadêmica, encontro de supervisão locorregional,
supervisão periódica in loco.
A Supervisão Acadêmica, tem como
objetivos:
• Fortalecimento da educação permanente
em saúde,
• integração ensino-serviço,
• Fortalecimento da atenção básica;
• Fortalecimento formação de
profissionais
nas redes de atenção à saúde.
PMMB: Supervisão Acadêmica
Supervisão Acadêmica
• O supervisor é sua referencia profossional e 
pessoal dentro do programa;
• Estará ao seu lado para dar suporte
nos diversos assuntos da rotina do
servico:
• Dúvidas clínicas
• Processo de trabalho
• Organizaçã da agenda
• Horário de estudos
Conte com seu SUPERVISOR! Ele é seu colega.
• “O resultado mais significativo do Mais Médicos foi levar acesso à saúde para a população,
especialmente em populações vivendo em situação de vulnerabilidade. Isso é outorgar o direito
à saúde previsto na Constituição brasileira”,
• “O programa mostrou que é possível levar médicos para todos os lugares do país. Permitiu ainda
que os profissionais brasileiros, principalmenteos mais jovens, perdessem o medo de ir para o
interior. Além disso, a chegada de médicos de 47 nacionalidades, com outros modos de atuar e
outra formação, promoveu um debate sobre a formação de médicos no Brasil”
Programa Mais Médicos – 5 anos
Programa Mais Médicos – 5 anos
Bibliografia
• BRASIL. Ministério da Saúde. Política Nacional de Atenção Básica. Brasília: Ministério da Saúde, 2012. (Série
E. Legislação em Saúde)
• BRASIL. Ministério da Saúde. Núcleo de Apoio à Saúde da Família. v. 1. Brasília: Ministério da Saúde, 2014.
(Cadernos de Atenção Básica, n. 39)
• Tratado de medicina de família e comunidade : princípios, formação e prática [recurso eletrônico] / 
Organizadores, Gustavo Gusso, José Mauro Ceratti Lopes, Lêda Chaves Dias; [coordenação editorial:
Lêda Chaves Dias]. – 2. ed. – Porto Alegre : Artmed, 2019.
• Lei no 12.871, de 22 de outubro de 2013. Institui o Programa Mais Médicos, altera as Leis no 8.745, de 9 de 
dezembro de 1993, e no 6.932, de 7 de julho de 1981, e dá outras providências [Internet]. 2013 [citado 03 Fev 
2016]. Disponível em: http://www.planalto. gov.br/cci vil_03/_ato2011-2014/2013/Lei/L12871.htm
	Slide 1
	Slide 2: Ementa
	Slide 3: Questão orientadora
	Slide 4: Questão orientadora
	Slide 5: Questão orientadora
	Slide 6: Questão orientadora
	Slide 7: APS como um modelo de organização do sistema de saúde
	Slide 8: Rede de Atenção em Saúde (RAS)
	Slide 9: APS como um modelo de organização do sistema de saúde
	Slide 10
	Slide 11: APS e sua integração na rede de atenção à saúde
	Slide 12: Conceitos e siglas que geram confusão
	Slide 13: APS: aspectos-chave
	Slide 14: APS: valores, princípios e atributos
	Slide 15: Atributos nucleares da APS: acesso de primeiro contato
	Slide 16: Atributos nucleares da APS: coordenação do cuidado
	Slide 17: Atributos nucleares da APS: longitudinalidade
	Slide 18
	Slide 19: Política Nacional de Atenção Básica (PNAB)
	Slide 20: Comparativo: PNAB 2011 x 2017
	Slide 21: Comparativo: PNAB 2011 x 2017
	Slide 22: Comparativo: PNAB 2011 x 2017
	Slide 23: Comparativo: PNAB 2011 x 2017
	Slide 24: Comparativo: PNAB 2011 x 2017
	Slide 25: Comparativo: PNAB 2011 x 2017
	Slide 26: Política Nacional de Atenção Básica (PNAB) 2017
	Slide 27: Política Nacional de Atenção Básica (PNAB) 2017
	Slide 28: Política Nacional de Atenção Básica (PNAB) 2017
	Slide 29: Política Nacional de Atenção Básica (PNAB) 2017
	Slide 30: Política Nacional de Atenção Básica (PNAB) 2017
	Slide 31
	Slide 32: Estratégia de Saúde da Família (ESF)
	Slide 33: Estratégia de Saúde da Família (ESF)
	Slide 34: Estratégia de Saúde da Família (ESF)
	Slide 35: ESF: processo de trabalho
	Slide 36: ESF: processo de trabalho
	Slide 37: ESF: processo de trabalho
	Slide 38: Ferramentas da ESF
	Slide 39: Ferramentas da ESF: territorialização
	Slide 40: Ferramentas da ESF: territorialização
	Slide 41: Ferramentas da ESF: territorialização
	Slide 42: Ferramentas da ESF: territorialização
	Slide 43: Ferramentas da ESF: adscrição da clientela
	Slide 44: Agente Comunitário de Saúde (ACS)
	Slide 45
	Slide 46: NASF-AB: o que é?
	Slide 47: NASF: características
	Slide 48: NASF: características
	Slide 49: NASF: características
	Slide 50: NASF: matriciamento
	Slide 51: NASF: modalidades
	Slide 52: Profissionais do NASF
	Slide 53
	Slide 54: Programa Mais Médicos
	Slide 55: Programa Mais Médicos
	Slide 56: Eixos do PMMB
	Slide 57: Programa Mais Médicos
	Slide 58: Programa Mais Médicos
	Slide 59: Programa Mais Médicos
	Slide 60: Programa Mais Médicos
	Slide 61: Programa Mais Médicos: eixo de formação
	Slide 62: Programa Mais Médicos
	Slide 63: Programa Mais Médicos
	Slide 64: PMMB: Supervisão Acadêmica
	Slide 65: PMMB: Supervisão Acadêmica
	Slide 66: PMMB: Supervisão Acadêmica
	Slide 67: Programa Mais Médicos – 5 anos
	Slide 68: Programa Mais Médicos – 5 anos
	Slide 69: Bibliografia

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