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Diretrizes Curriculares da Educação Básica do Estado do Amapá 
 
Governo do Estado do Amapá 
Secretaria de Estado da Educação 
 
Governo do Estado do Amapá 
Secretaria de Estado da Educação 
 
(ESTE DOCUMENTO AINDA PASSARÁ POR CORREÇÃO E REVISÃO 
ORTOGRAFICA) 
 
 
 
 
CURRÍCULO MÍNIMO DE EDUCAÇÃO DE JOVES E ADULTOS – EJA 
 
 
 
A Educação de Jovens, Adultos e Idosos vem assumindo concepções e 
práticas bastante diferenciadas, tornando uma possibilidade de acesso ao direito a 
Educação escolar sob a perspectiva do “direito promotor da cidadania”. Nesta 
perspectiva o currículo mais apropriado é aquele que dialoga com a cultura do aluno 
EJA, considerando suas características e seu universo cultural rompendo a visão 
reducionista que limitava o educando ao mundo do trabalho, bem como a 
padronização do ensino regular que era a única proposta curricular disponibilizada 
para todos os professores da rede, independente do segmento de atuação. 
Em virtude da necessidade de um currículo especifico e mais próximo da 
realidade dos educandos jovens, adultos e idosos, tornou-se necessário definir um 
currículo que não fosse tão extenso, que estabeleça orientações institucionais aos 
profissionais do ensino sobre as competências mínimas que os alunos da EJA 
devem desenvolver a cada ano de escolaridade e em cada componente curricular, 
imprimindo-se, assim, uma consistente linha de trabalho. Nesse sentido, foram 
realizados encontros entre os técnicos do Núcleo de Educação de Jovens e Adultos 
para estudos de uma proposta curricular , a fim de subsidiar a elaboração do referido 
documento em conjunto com os professores da rede estadual de ensino que atuam 
na modalidade EJA, em encontros organizados por componentes curriculares. A 
soma dos esforços de todos os envolvidos, resultou na primeira proposta curricular 
para modalidade EJA. 
 
 
 
 
LÍNGUA PORTUGUESA /LITERATURA 
 
 
 
APRESENTAÇÃO 
 
 
O componente curricular de Língua Portuguesa permeia as outras áreas do 
conhecimento, pois a nossa Língua é o principal instrumento que temos para 
interagir com as outras pessoas, para termos acesso às informações, aos saberes, 
enfim, à cultura da qual fazemos parte. O ensino da Língua Portuguesa, de acordo 
com os Parâmetros Curriculares Nacionais – PCNS (2001, p.35), pauta-se nas 
quatro habilidades fundamentais que devem ser trabalhadas em continuo: falar, 
ouvir, ler e escrever. É justamente dessas habilidades que decorrem os eixos 
organizadores: uso da Língua (oral e escrita) e reflexão sobre a Língua. 
A Comunicação é, pois, um fato atual. Os homens entendem-se, comunicam- 
se e, na linguagem, está o instrumento para exercer essa comunicação. Ao 
comunicar-se através da escrita, o homem exterioriza suas ideias, reflexões, 
sentimentos, enfim, tudo aquilo que faz parte do mundo interior. 
O Currículo Mínimo do componente curricular de Língua Portuguesa da 
modalidade de Ensino de jovens e Adultos - EJA prioriza esta comunicação de forma 
mais prazerosa e eficaz através dos eixos selecionados no decorrer das etapas e 
bimestres do Ensino Fundamental e Médio. Incluímos diversos gêneros textuais que 
privilegiam o raciocínio, o senso crítico e, despertam o interesse pela linguagem 
culta respeitando os fenômenos da língua. 
Distribuímos as classes gramaticais no decorrer das etapas para que sejam 
contextualizadas com os gêneros de cada eixo para melhor domínio do mecanismo 
básico da estrutura gramatical da língua. Afinal, a gramática ainda sustenta um bom 
texto. Para ampliar o conhecimento do aluno, serão trabalhados vários gêneros 
textuais do seu cotidiano que, servirão de interpretação, reflexão e reelaboração dos 
gêneros em foco. 
 
 
 
 
EMENTA 
 
 
 
A linguagem como manifestação da cultura e como construidora dos sujeitos 
sociais. A identidade da linguagem no grupo e o reconhecimento de outras 
linguagens. A importância da leitura. Tipologia textual. A língua padrão e seu 
funcionamento social fonético e fonologia. Morfologia, texto literário e texto não 
literário. A literatura como manifesto cultural de uma sociedade especifica, gênero 
textuais. 
 
 
 
 
OBJETIVO GERAL 
 
 
 
Utilizar a língua oral e escrita para expressar sentimentos, experiências e 
ideias, acolhendo, interpretando, considerando e respeitando os diferentes níveis de 
expressão veiculados no sistema de comunicação, escrevendo textos com coesão e 
coerência, respeitando o sistema de pontuação e ortografia convencional buscando 
as informações necessárias para compreensão da língua na elaboração e produção 
de textos (orais e escritos), considerando características dos gêneros literários, 
revisando os próprios textos e valorizando a leitura como fonte de fruição estética, 
entretenimento e cultura, e a escrita, como registro da oralidade, bem como suas 
possibilidades de participação social no exercício da cidadania. 
 
 
 
 
 
ESTRUTURA CURRICULAR - LÍNGUA PORTUGUESA /LITERATURA 
 
2ª ETAPA – ENSINO MEDIO 
LINGUA PORTUGUESA / LITERATURA 
2° BIMESTRE 
EIXO CRÔNICA NO PRÉ-MODERNISMO/SEMNÁRIO E DEBATE 
REGRADO 
HABILIDADES E 
COMPETÊNCIAS 
- Relacionar os modos de organização da linguagem às escolhas do 
autor, à tradição literária e ao contexto sócio/cultural de cada época; 
- Reconhecer a abordagem de temas universais na produção literária 
do negro brasileiro; 
- Diferenciar tema de título e tema de subtema; 
- Distinguir um fato da opinião relativa a este fato; 
- Reconhecer a importância dos argumentos para a defesa e 
consistência dos pontos de vista defendidos; 
- Empregar adequadamente a linguagem e os fatores de textualidade 
como clareza e objetividade; 
- Empregar adequadamente marcadores discursivos (geralmente, 
muitas vezes etc.). 
- Diferenciar os tipos de argumento: tese, argumento de contra- 
argumento; 
- Utilizar os procedimentos de reformulação e refutação para 
construção da argumentação; 
- Estabelecer relações lógico-discursivas pela utilização de operadores 
argumentativos. 
- Pesquisar sobre autores e obras do período pré-modernista e 
preparar um seminário/debate regrado para apresentação, utilizando 
recursos midiáticos e infográficos, citação de fontes e tempo para 
questionamentos do público. 
 
2ª ETAPA – ENSINO MEDIO 
LINGUA PORTUGUESA / LITERATURA 
1° BIMESTRE 
EIXO SIMBOLISMO/ REDAÇÃO DISSERTATIVA 
HABILIDADES E 
COMPETÊNCIAS 
- Reconhecer na estética simbolista traços da tendência pessimista do 
“fim do século”. 
- Identificar os recursos expressivos do gênero textual canção, 
reconhecendo sua relação com a poesia e a música. 
- Analisar textos simbolistas, identificando recursos ligados à 
musicalidade. 
- Reconhecer o emprego de figuras de linguagem na construção de 
imagens sugestivas. 
- Identificar o valor expressivo das interjeições e demais sinais de 
pontuação. 
- Identificar os termos integrantes e acessórios da oração. 
- Elaborar texto dissertativo comparando poemas parnasianos e 
simbolistas às letras de canções contemporâneas. 
 
 
ESTRUTURA CURRICULAR - LÍNGUA PORTUGUESA /LITERATURA 
 
 
 
 
 
2ª ETAPA – ENSINO MEDIO 
LINGUA PORTUGUESA / LITERATURA 
3° BIMESTRE 
EIXO MODERNISMO, PÓS-MODERNISMO E LITERATURA AFRICANA E 
INDÍGENA DE LÍNGUA PORTUGUESA 
HABILIDADES E 
COMPETÊNCIAS 
- Relacionar os modos de organização da linguagem às escolhas do 
autor, à tradição literária e ao contexto sociocultural de cada época; 
- Estabelecer relações intertextuais entre os textos literários lidos e 
outras formas de manifestação artística; 
- Identificar narrador, foco narrativo, espaço, tempo, personagens e 
conflito; 
- Identificar os elementos do enredo: apresentação, complicação, 
clímax e desfecho; 
- Reconhecer os efeitos expressivos do registro de fluxo da consciência 
e do discurso indireto livre; 
- Reconhecer a fragmentação do discurso como mecanismo 
expressivo; 
- Reconhecer as principais tendênciase temáticas das produções 
literárias indígenas e africanas; 
- Reconhecer a estrutura da frase, do período, do parágrafo e exercitar 
sua formação e progressão; 
- Identificar e promover relações de concordância nominal e verbal 
entre unidades do discurso; 
- Identificar mecanismos linguísticos no uso da regência e da crase; 
- Identificar as figuras de linguagem (como metáfora e ironia) que 
produzem diferentes efeitos estilísticos; 
- Distinguir os tipos de discurso (direto, indireto e indireto livre) 
presentes nos gêneros estudados; 
- Escrever conto ou redação dissertativa com a temática do negro e do 
indígena na formação do Brasil considerando aspectos do passado e 
do presente. 
 
 
ESTRUTURA CURRICULAR - LÍNGUA PORTUGUESA /LITERATURA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
2ª ETAPA – ENSINO MEDIO 
LINGUA PORTUGUESA / LITERATURA 
4° BIMESTRE 
EIXO 
PRODUÇÃO DE TEXTOS, DEFENDENDO UM PONTO DE VISTA E 
OS OPERADORES ARGUMENTATIVOS 
HABILIDADES E 
COMPETÊNCIAS 
 
- Identificar os gêneros publicitários (Propaganda, publicidade anúncio, 
cartazes.); 
- Produzir textos literários nos tempos modernos, tendências 
contemporâneas (contexto histórico e características); 
- Analisar textos da literária amapaense, autores e obras principais 
análises em textos/gêneros ficcional como poema, diários, contos, mito, 
lenda; 
- Identificar e utilizar a correspondência e suas linguagens, a coerência 
no tratamento (produzindo texto interpessoal como cartas pessoais, 
cartas comerciais, cartões...); 
- Reconhecer a importância da leitura, interpretação e produção de 
textos no dia a dia gênero instrucional (receitas caseiras culinárias, 
manuais, placas e verbetes); 
- Ler, entender e escrever, a expressividade do texto escrito (a 
objetividade e a subjetividade no texto argumentativo). 
 
LÍNGUA ESTRANGEIRA MODERNA 
 
INGLÊS 
 
APRESENTAÇÃO 
 
Em consonância com a proposta de currículo mínimo da EJA/2012, no que 
dispõe o caderno, vol. 2 do MEC, a Secretaria de Estado de Educação do Amapá 
apresenta o currículo mínimo de LEM, o qual traz em seu bojo, um novo olhar para a 
construção das matrizes de ensino e aprendizagem da Língua Inglesa. 
É sabido que cada vez mais o homem contemporâneo encontra-se atento 
diante das mudanças sociais, no que se refere à globalização. A partir disso, essa 
proposta persiste no cunho de aprendizado da língua estrangeira, entendendo-se 
como um direito básico de todos e uma resposta ás necessidade do acesso a uma 
ampla rede de comunicação e á inserção no mundo do trabalho. 
O ensino da Língua Inglesa também absorve, por meio desse currículo 
mínimo, o desenvolvimento de habilidades centradas em bases textuais que 
engendram gêneros diversos, semelhante ao que decorre com o ensino da língua 
aterna. Tomar como parâmetro, a orientação voltada para os gêneros discursivos, 
consiste em afirmar o reconhecimento plural e significativo das situações 
comunicativas e de interação. 
Torna-se possível com o trabalho de gêneros discursivos, perceber melhor as 
situações reais de comunicação, com práticas relacionadas ao contexto real do 
aluno. A facilidade em fazer um trabalho interdisciplinar, amplia o conceito e o 
aprendizado, deixando de lado a concepção de um ensino sistêmico da língua. 
 
EMENTA 
O plano de trabalho elaborado para LE (Língua Estrangeira) incide basicamente na 
compreensão, interação e praticidade no uso da língua. A modalidade de ensino 
fundamental tomará por base a apresentação de palavras e expressões em outras 
língua por meio de empréstimos linguísticos, possibilitando a comunicação com 
falantes de outras línguas e observação do uso dos recursos verbais e não-verbais. 
No ensino médio, a construção textual também constará da tentativa de estruturação 
de elementos e de sua organização (recursos gramaticais), assim como a 
elaboração de produção textual e seu sentido. A partir do rol de conteúdos, o aluno 
possuirá um alicerce de conhecimento que o encaminhará para uma interação 
linguística, no âmbito oral e escrito, proporcionando competências e habilidades que 
orientem o sujeito para o mundo do trabalho. 
 
OBJETIVO GERAL 
 
Proporcionar habilidades necessárias ao universo linguístico do aluno a fim de 
que sejam desenvolvidas as competências de compreensão e expressão no que 
tange a LEM, possibilitando, dessa forma, um interesse e conhecimento do campo 
multilíngue e multicultural, assim como o surgimento de agentes de transformação 
no mundo do trabalho. 
 
ESTRUTURA CURRICULAR 
 
 
INGLÊS - 2ª ETAPA – ENSINO MEDIO 
1° BIMESTRE 
EIXO 
INTERNET/ E-MAIL/ REDE SOCIAIS 
HABILIDADES E 
COMPETENCIAS 
1- Compreensão escrita e oral 
- Compreender os diferentes pontos de vista apresentados pela 
linguagem da internet; 
- Compreender quais pontos de vista pertencem ao autor do texto e 
quais pertencem a outras pessoas/autoridades; 
- Compreender os argumentos principais que sustentam a posição do 
autor; 
- Compreender o público a que se dirige esses textos. 
2- A língua em uso 
- Reconhecer recursos (linguísticos e não linguísticos) indicam 
referência a falas de outros autores ou personalidades. 
3- Produção escrita e oral 
- Produzir uma adaptação um e-mail escolhido por diferentes grupos de 
alunos ou pela turma: Trocar o tema e os argumentos; 
- Produzir um e-mail a partir do levantamento de problemas na 
comunidade e, apresenta-lo em vídeo simulando um programa de TV. 
 
ESTRUTURA CURRICULAR 
 
 
 
 
INGLÊS - 2ª ETAPA – ENSINO MEDIO 
2° BIMESTRE 
EIXO 
CARTA AO LEITOR 
HABILIDADES E 
COMPETENCIAS 
1- Compreensão escrita e oral 
- Compreender a estruturação de texto de opinião (tese de argumento, 
contra-argumento, refutação); 
- Comparar a mesma informação, por meio de fontes e pontos de vista 
diversos. 
2- A língua em uso 
- Reconhecer elementos linguísticos para introduzir tese, argumento, 
contra-argumento e refutação ( verbos de opinião, conectivos, flexões 
de 3ª pessoa, voz passiva, vocativos, modais de possibilidades e 
advérbios); 
- Reconhecer o papel do argumento dos conectivos subordinativos ( 
contraste, exemplificação, causa e consequência). 
3- Produção escrita e oral 
- Compor uma carta do leitor usando como base notícia de um 
acontecimento da comunidade/escola; 
 
- Expor um problema e emitir opinião sobre ele 
 
INGLÊS - 2ª ETAPA – ENSINO MEDIO 
3° BIMESTRE 
EIXO 
PUBLICIDADE 
HABILIDADES E 
COMPETENCIAS 
1- Compreensão escrita e oral 
- Distinguir a função social de publicidade e propaganda relacionando 
suas s práticas cotidianas; 
- Relacionar as relações pragmáticas entre texto e contexto e as 
expressões de apelo ao interlocutor. 
2- A língua em uso 
- Reconhecer o caráter conciso e persuasivo da linguagem publicitária; 
- Empregar mecanismos discursivo ( vozes locutoras: construções 
verbais, modalizadoras, conectivos, etc) visando os objetivos de uma 
campanha publicitária. 
3- Produção escrita e oral 
- Elaborar uma campanha publicitária de um produto de escolha livre, 
organizando panfleto bilíngue; 
- Preparar e apresentar versão oral para a campanha produzida. 
 
ESTRUTURA CURRICULAR 
 
 
 
 
 
REFERÊNCIAS 
ARAÚJO, José Carlos Souza; GUARATO, Monica. Alfabetização de Jovens e Adultos; a 
experiência do Mobral em Uberlandia. Cadernos de Historia da Educação- vol. 1- nº 1- 
jan./dez. 2002. 
 
COLLINS, English Dictionary, London; Collins, London e Glascow, 2002. 
DIAS, R; CRISTOVÃO, V.L.L.- Org. O livro didático de língua estrangeira- múltiplas 
perspectivas. Campinas- Mercado de Letras, 2009 
DIAS, Reinildes. Ingles Instrumental. Reading criticalliy in English. Belo Horizonte- editor 
da UFMG, 2003. 
 
LÍNGUAGEM, CÓDIGOS E SUAS TECNOLOGIAS/Secretaria de Educação Média e 
Tecnologia-Basilia: MEC;SEMTE,PCN+ Ensino Medio: Orientações Educacionais 
Complementares aos Parâmetros Curriculares Nacionais.Brasilia: MEC; SEMTE, 2002. 
 
LÍNGUA ESTRANGEIRANA EJA Vol 02.- MEC.gov.br/secad/arquivo/pdf/eja>,acessado 
em 02/10/2014 
 
MARCUSCHI, Luís Antônio. Generos Textuais; definição e funcionalidade. SP,2000 
 
 
INGLÊS - 2ª ETAPA – ENSINO MEDIO 
4° BIMESTRE 
EIXO 
DOCUMENTOS PESSOAIS 
HABILIDADES E 
COMPETENCIAS 
1- Compreensão escrita e oral 
- Compreender a ordem das informações e sua finalidade no gênero; 
- Reconhecer a função social textual dos elementos identificados nos 
documentos; 
2- A língua em uso 
- Reconhecer elementos linguísticos que caracterizam o tipo textual descritivo; 
3- Produção escrita e oral 
- Apresentar uma RG/CNH/PASSAPORT de acordo com as exigências 
referentes a padrão de apresentação; 
- Preparar um vídeo candidatando-se a tirar uns desses documentos 
para aulas em LE 
 
LÍNGUA ESTRANGEIRA MODERNA 
 
FRANCES 
 
APRESENTAÇÃO 
O ensino da Língua Estrangeira na educação brasileira, tornou-se 
indispensável na formação do indivíduo, uma vez que na sociedade atual, o domínio 
de um novo idioma tende a ampliar as possibilidades de acesso ao conhecimento 
cultural, científico e tecnológico produzido. 
Dedicar-se ao estudo de um novo idioma é a abertura de um caminho para o 
crescimento profissional, intelectual e social do indivíduo que passará a entender 
novos pensamentos, culturas e costumes. 
A crescente internacionalização dos mercados exigiu que nações adotassem 
o uso de uma segunda língua, fazendo com que a procura pela aprendizagem se 
tornasse corriqueira, pois surgia então, um caso de sobrevivência e integração 
global. Vale ressaltar, que o conhecimento de uma nova língua facilita na 
compreensão de situações de consulta presentes no dia a dia, como um manual de 
produtos importados, consulta de classificados e entrevistas de emprego e etc. 
O francês (français) é um dos principais idiomas do mundo, e uma das mais 
importantes línguas românicas, com um número de falantes apenas inferior ao dos 
espanhóis e dos portugueses. É uma língua falada nos cinco continentes e oficial de 
33 países, sendo portanto a nona mais falada no mundo, e assim como o inglês, 
também é ensinada no mundo todo. 
No Brasil, a partir da chegada da família real portuguesa, foram implantadas 
as línguas inglesa e francesa, estas, introduzidas oficialmente no currículo, sendo 
que durante o período colonial a língua francesa era ministrada somente nas escolas 
militares. 
Atualmente, com as transações comerciais, o domínio da Língua francesa na 
região de fronteira do nosso estado (Amapá), tornou-se uma necessidade básica na 
formação dos indivíduos, principalmente, com a construção da ponte binacional. 
Além disso, existem projetos de instituições superiores e técnicas desse país, que 
oferecem intercâmbio, exigindo assim, que os alunos tenham domínio da Língua 
Francesa. 
Em Macapá, foi criado o “Centro Estadual de Língua e Cultura Francesa 
Danielle Miterrand”, visando a formação de professores para a ampliação de mais 
uma língua estrangeira, em atendimento a lei vigente. 
Com isso, o curso, tem como finalidade, o conhecimento da cultura e o 
domínio da língua francesa, proporcionando crescimento intelectual, bem como 
estreitando relações com o nosso país vizinho, Guiana Francesa. 
EMENTA 
O plano de trabalho elaborado para LE (Língua Estrangeira) incide basicamente na 
compreensão, interação e praticidade no uso da língua. A modalidade de ensino 
fundamental tomará por base a apresentação de palavras e expressões em outras 
línguas por meio de empréstimos linguísticos, possibilitando a comunicação com 
falantes de outras línguas e observação do uso dos recursos verbais e não-verbais. 
No ensino médio, a construção textual também constará da tentativa de estruturação 
de elementos de sua organização (recursos gramaticais), assim como a elaboração 
de produção textual e seu sentido. A partir do rol de conteúdos, o aluno possuirá um 
alicerce de conhecimento que o encaminhará para uma interação linguística, no 
âmbito oral e escrito, proporcionando competências e habilidades que orientem o 
sujeito para o mundo do trabalho. 
 
 
OBJETIVO GERAL 
 
Compreender no universo que o cerca, as línguas estrangeiras que cooperam 
nos sistemas de comunicação, percebendo-se como parte integrante de um mundo 
plunlíngue e compreendendo o papel hegemônico que algumas línguas 
desempenham em determinado momento histórico, possibilitando assim o acesso a 
bens culturais da humanidade, construídos em outras partes do mundo, utilizando-se 
de outras habilidades comunicativas de modo a poder atuar em situações diversas 
dentro da sociedade. 
 
ESTRUTURA CURRICULAR 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
FRANCES - 2ª ETAPA – ENSINO MEDIO 
1° BIMESTRE 
EIXO 
LES TEXTES ( ARTIGOS LITERÁRIOS, ARTIGOS, NOTÍCIAS, 
RECEITAS, RÓTULOS, DIÁLOGOS E CANÇÕES) 
HABILIDADES E 
COMPETENCIAS 



1- Compreensão escrita e oral 
- Analisar criticamente a importância e a finalidade de diversos 
gêneros, como textos literários, artigos, notícias. 
A Língua em uso 
- Reconhecer os recursos utilizados para a produção dos textos em 
estudo 
2- Produção escrita e oral 
- Produzir textos diversos conforme os que foram apresentados. 
 
FRANCES - 2ª ETAPA – ENSINO MEDIO 
2° BIMESTRE 
EIXO 
ARTIGO DE OPINIÃO 
HABILIDADES E 
COMPETENCIAS 




1- Compreensão escrita e oral 
- Compreender o objetivo e ponto de vista do artigo. 
- Compreender o público a quem se dirige. 
A Língua em uso 
- Compreender o objetivo e a função do artigo de opinião 
2- Produção escrita e oral 
- Produzir um artigo de opinião a partir dos problemas apresentados e 
sugeridos pela turma 
 
ESTRUTURA CURRICULAR 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
FRANCES - 2ª ETAPA – ENSINO MEDIO 
3° BIMESTRE 
EIXO 
ARTIGO DE OPINIÃO 
HABILIDADES E 
COMPETENCIAS 




- Identificar as ideias principais e relacioná-las ao cotidiano. 
A língua em uso 
- Diferenciar o resumo de uma resenha através de seus recursos estilísticos e 
gramaticais. 
2- Produção escrita e oral 
- Construir o resumo e a resenha pós leitura do livro “Le petit prince.” 
 
 
 
FRANCES - 2ª ETAPA – ENSINO MEDIO 
4° BIMESTRE 
EIXO 
CURRICULUM VITAE 
HABILIDADES E 
COMPETENCIAS 


1- Compreensão escrita e oral. 
- Identificar os objetivos e finalidades de um currículo vitae. 
A língua em uso 
- Relacionar as informações verbais e não verbais de um currículo. 
2- Produção escrita e oral 
- Elaborar o seu curriculum vitae. 
 
 
REFERÊNCIA 
FERREIRA, Júlia Simone. A contribuição da Língua Francesa para a Língua 
Portuguesa. Disponível em: <http://www.filologia.org.br/v_jnlflp/01.pdf>. Acesso em 
15 de junho de 2015. 
 
LÍNGUAGEM, CÓDIGOS E SUAS TECNOLOGIAS/Secretaria de Educação Média e 
Tecnologia-Brasília: MEC; SEMTE,PCN+ Ensino Médio:Orientações Educacionais 
Complementares aos Parâmetros Curriculares Nacionais. Brasília: MEC; SEMTE, 2002 
 
LÍNGUA ESTRANGEIRA NA EJA Vol 02. <mec.gov.br/secad/arquivo/pdf/eja>,Acessado 
em 10/06/2015. 
 
 
PRETA, Luciana de Magalhães Catta. A Língua Espanhola na Educação de Jovens e 
Adultos. <www.bdtd.ndc.uff.br/tde> Acessado e 10/06/2015. 
 
Orientação Técnica nº01/2011 – Sobre a implantação da Língua Espanhola nas Escolas 
Estaduais do Amapá. 
 
Resolução nº 134/2009. Conselho Estadual de Educação. 
 
 
SANTIAGO, Silviano. Presença da língua e da literatura francesa no Brasil: para 
Uma história dos afetos culturais franco-brasileiros Disponível 
em:<http://w3.ufsm.br/revistaletras/artigos_r39/artigo39_001.pdf>. Acesso em 14 
junho. 
2015 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
LÍNGUA ESTRANGEIRA MODERNA 
 
ESPANHOL 
 
APRESENTAÇÃO 
O ensino de LE (Língua Estrangeira) na educação brasileira sempre esteve 
atrelado ao desenvolvimento econômico e social do país, fato este observado na 
história da educação brasileira. 
Desde a colonização do Brasil, o ensino de língua estrangeira esteve veiculado a 
esses interesses comerciais. Foi assim comos Jesuitas, quando aqui chegaram e 
passaram a ensinar a Língua Portuguesa aos indígenas. Com a chegada da família 
real em 1808, criaram a disciplina Inglês e Francês, a fim de melhorar as instruções 
e de atender as demandas advindas da abertura dos portos ao comércio 
estrangeiro. Com a globalização o domínio de uma língua estrangeira, tornou-se um 
fator importante na transação comercial e também na formação educacional dos 
indivíduos. 
Segundo as orientações do Caderno Vol 02 de Língua Estrangeira da EJA do 
MEC,o conhecimento de línguas estrangeiras torna-se imprescindível para 
desenvolver e ampliar as possibilidades de acesso ao conhecimento cientifico e 
tecnológico produzido. 
No contexto atual o aprendizado de uma LE (Língua Estrangeira), 
principalmente em estado brasileiro de fronteira, tornou-se uma necessidade básica 
na formação educacional dos alunos, oportunizando jovens e adultos a ter uma 
inserção no mundo do trabalho, promovendo assim a participação social. 
Além disso, possibilita ao aluno da EJA, interpretar o quadro político, social e 
cultural exposto pela mídia, bem como compreender e respeitar as diversidades 
culturais dos mesmos. 
A LE (Língua Estrangeira) também tem seu papel no desenvolvimento 
linguístico dos alunos, levando-os a prática da leitura e também da escrita, 
compreendendo as estruturas linguísticas da sua própria língua. 
Na prática, o acesso a uma LE (Língua Estrangeira), na educação de jovens e 
adultos facilita o acesso à informação de consulta de classificados, elaboração de 
currículo, leitura de manuais de eletro eletrônico, entrevista de emprego, maior 
aproveitamento de leitura de livros, revistas, jornais, filmes, documentário, 
entrevistas. Este aspecto aumenta seu interesse no universo sócio comunicativo, 
ampliando sua percepção da realidade e desenvolvendo habilidades autênticas ao 
seu contexto social. Além disso, o presente currículo segue também orientações do 
documento Marco Comum Europeu do Ensino de Línguas Estrangeiras, no qual 
prioriza o ato comunicativo, fato este fundamental para quem ensina e estuda uma 
língua estrangeira. 
Diante dessas premissas, o presente currículo apresenta proposta que venha 
atender as necessidades pedagógicas dessa clientela oriundas de uma formação 
marcada de atribulações, norteando os professores que atuam com esse público, a 
terem uma prática pedagógica mais contextualizada a sua realidade. 
 
EMENTA 
O plano de trabalho elaborado para LE (Língua Estrangeiro) incide basicamente na 
compreensão, interação e praticidade no uso da língua. A modalidade de ensino 
fundamental tomará por base a apresentação de palavras e expressões em outras 
línguas por meio de empréstimos linguísticos, possibilitando a comunicação com 
falantes de outras línguas e observação do uso dos recursos verbais e não-verbais. 
No ensino médio, a construção textual também constará da tentativa de estruturação 
de elementos de sua organização (recursos gramaticais), assim como a elaboração 
de produção textual e seu sentido. A partir do rol de conteúdos, o aluno possuirá um 
alicerce de conhecimento que o encaminhará para uma interação linguística, âmbito 
oral e escrito, proporcionando competências e habilidades que orientem o sujeito 
para o mundo do trabalho. 
 
OBJETIVO GERAL 
Vivenciar uma experiência de comunicação humana no que se refere a novas 
maneiras de se expressar e de ver o mundo, refletindo sobre os costumes e 
possibilitando maior entendimento do seu próprio papel, reconhecendo que o 
aprendizado de uma ou mais línguas lhe possibilita o acesso a bens culturais 
respeitando assim suas adversidades, sejam elas econômicas e sociais. 
 
ESTRUTURA CURRICULAR 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 ESPANHOL - 2ª ETAPA – ENSIMO MEDIO 
1° BIMESTRE 
EIXO 
HQ/CARTOON/TIRINHAS E CHARGE 
HABILIDADES E 
COMPETENCIAS 
 
1- Compreensão escrita e oral 
- Compreender o tema as ideias centrais e secundarias e as 
informações implícitas no texto; 
- Compreender as relações de causa/consequência entre partes do 
texto. 
A língua em uso 
- Reconhecer as marcas linguísticas de impessoalidade e de opinião; 
- Reconhecer os tópicos frasais; 
- Reconhecer diferentes mecanismos de coesão sequencial emprego 
dos tempos verbais, advérbios e marcadores temporais. 
2- Produção escrita e oral 
- Elaborar sínteses que reproduzam as informações principais do texto 
a partir da leitura de um livro ou de um texto; 
- Elaborar um vídeo com a apresentação dos resumos, em formato de 
documentário cultural; 
- Utilizar mecanismo de divulgação dos trabalhos escritos dos alunos. 
 
ESTRUTURA CURRICULAR 
 
 
 
 
 
 ESPANHOL - 2ª ETAPA – ENSIMO MEDIO 
2° BIMESTRE 
EIXO 
INTERNET/ E-MAIL/ REDE SOCIAIS 
HABILIDADES E 
COMPETENCIAS 
 
1- Compreensão escrita e oral 
- Compreender os diferentes pontos de vista apresentados pela 
linguagem da internet; 
- Compreender quais pontos de vista pertencem ao autor do texto e 
quais pertencem a outras pessoas/autoridades; 
- Compreender os argumentos principais que sustentam a posição do 
autor; 
- Compreender o público a que se dirige esses textos. 
A língua em uso 
- Reconhecer recursos (linguísticos e não linguísticos) indicam 
referência a falas de outros autores ou personalidades. 
2- Produção escrita e oral 
- Produzir uma adaptação um e-mail escolhido por diferentes grupos de 
alunos ou pela turma: Trocar o tema e os argumentos; 
-Produzir um e-mail a partir do levantamento de problemas na 
comunidade e, apresenta-lo em vídeo simulando um programa de TV. 
 
ESPANHOL - 2ª ETAPA – ENSIMO MEDIO 
3° BIMESTRE 
EIXO 
DOCUMENTOS PESSOAIS 
HABILIDADES E 
COMPETENCIAS 
1- Compreensão escrita e oral 
- Compreender a ordem das informações e sua finalidade no gênero; 
- Reconhecer a função social textual dos elementos identificados nos 
documentos; 
A língua em uso 
- Reconhecer elementos linguísticos que caracterizam o tipo textual 
descritivo; 
2- Produção escrita e oral 
- Apresentar uma RG/CNH/PASSAPORT de acordo com as exigências 
referentes a padrão d apresentação; 
- Preparar um vídeo candidatando-se a tiras uns desses documentos 
para aulas em LE. 
 
ESTRUTURA CURRICULAR 
 
 
 
 
REFERÊNCIAS 
LÍNGUAGEM, CÓDIGOS E SUAS TECNOLOGIAS/Secretaria de Educação Média e 
Tecnologia-Basilia: MEC;SEMTE,PCN+ Ensino Medio: Orientações Educacionais 
Complementares aos Parâmetros Curriculares Nacionais.Brasilia: MEC; SEMTE, 2002. 
 
LÍNGUA ESTRANGEIRA NA EJA Vol 02.<mec.gov.br/secad/arquivo/pdf/eja>,Acessado em 
02/10/2014. 
 
PRETA, Luciana de Magalhães Catta. A Língua Espanhola na Educação de Jovens e 
Adultos. <www.bdtd.ndc.uff.br/tde> Acessado e 10/09/2012. 
 
 
Orientação Técnica nº01/2011 – Sobre a implantação da Língua Espanhola nas Escolas 
Estaduais do Amapá. 
 
SECRETARIA DO ESTADO DA EDUCAÇÃO. Resolução nº 134/2009. Conselho Estadual 
de Educação 
 
 
ESPANHOL - 2ª ETAPA – ENSIMO MEDIO 
4° BIMESTRE 
EIXO 
LENDAS 
HABILIDADES E 
COMPETENCIAS 
1- Compreensão escrita e oral 
- Compreender a forma de organização dos dados de um texto narrativo 
apresentando sua finalidade para o gênero; 
- Apreender os principais elementos do texto narrativo; 
- Analisar as características composicionais do gênero, mobilizando o 
aluno a reconhecer o conteúdo a estrutura composicional e a temática 
desse gênero discursivo. 
A língua em uso 
- Reconhecer os elementos linguísticos que expressam a estrutura do 
texto narrativo e também a linguagem forma e informal; 
- Reconhecer o uso e a finalidade das formas verbais e marcadores 
temporais no passado, bem como os elementos que introduzem ideia e 
finalidade. 
2- Produção escrita e oral 
- Pesquisar com os alunos lendas dos países de LE, destacando os 
elementos linguísticos temporais; 
- Construir texto em LE das lendas locais. 
 
 
 
 
ARTES 
APRESENTAÇÃO 
A arte é o ponto de intersecção entreo indivíduo e o mundo que o cerca e 
possibilita o acesso informações plenas de significados. Ela é inerente ao ser 
humano, ou seja, desde os primórdios o homem já utilizava a arte como meio de se 
expressar e se comunicar com seu grupo social. Um dosexemplos são as pinturas 
rupestres. A arte como tal, se insere na produção cultural que ocorre de forma 
contínua na sociedade, transmitindo ideias e emoções que determinada sociedade 
constrói em uma determinada época histórica. 
Os educandos da EJA podem desenvolver competências em arte, na medida 
em que a vivenciam em seu cotidiano, ransformando conhecimentos estéticos e 
artísticos em compreensões mais amplas e o prazer de conviver com a arte. 
Nesse sentido, podemos construir uma metodologia em arte com ênfase nas 
trocas, no movimento, na reciprocidade, possibilitando uma abertura ao outro, a 
partir do exercício do sentir, do olhar e do fazer, enfatizando as experiências 
individuais fundamentais para a construção do saber coletivo. 
O processo de ensino aprendizagem em arte deve, portanto, proporcionar a 
humanização dos estudantes a fim de que sejam cidadãos sensíveis, reflexívos, 
criativos e responsáveis por melhores qualidades culturais e respeito pela 
diversidade. 
EMENTA 
 
A disciplina Arte aborda as concepções e procedimentos metodológicos do ensino 
das linguagens artísticas desenvolvidas no Ensino Fundamental e no Ensino 
Médio da Modalidade EJA. 
 
Ensino Medio – 2ª Etapa: 
Os primeiros artistas da humanidade; As primeiras civilizações da humanidade; Arte 
grega e romana. O Barroco e a missão francesa; Impressionismo; Pós-
impressionismo; Expressionismo; Fauvismo; Dadaísmo; Abstracionismo; 
Surrealismo; Movimento Modernista e pós-moderna. Arte amapaense 
OBJETIVO GERAL 
 
O Ensino da Arte na EJA tem como objetivo experimentar e explorar as 
possibilidades de cada linguagem artística, valorizando a pluralidade cultural e as 
diversas manifestações existentes no Amapá, propiciando desenvolver o olhar crítico 
dos alunos, que muitas vezes não tiveram essa oportunidade anteriormente e 
ampliar suas possibilidades de expressão. 
 
ESTRUTURA CURRICULAR 
 
 
 ARTE - 2ª ETAPA – ENSINO MEDIO 
2° BIMESTRE 
EIXO 
OS ISMOS DA ARTE 
HABILIDADES E 
COMPETÊNCIAS 
- Analisar a história ocidental até chegar aos estilos mais 
contemporâneos. 
- Reconhecer os movimentos de grande impacto, não apenas sobre a 
arte, mas sobre a cultura como um todo. 
- Identificar a relação com arte do passado e sua visão de futuro. 
- Apreciar os diversos estilos e suas características através das obras 
de arte. 
- Compreender as críticas recebidas por esses movimentos que 
buscavam a liberdade de expressão. 
- Fazer criações artísticas envolvendo as diversas expressõesestudadas. 
- Organizar uma exposição artística da produção dos alunos 
 
 ARTE - 2ª ETAPA – ENSINO MEDIO 
1° BIMESTRE 
EIXO 
A ARTE TESTEMUNHANDO A HISTÓRIA 
HABILIDADES E 
COMPETÊNCIAS 
- Testemunhar a história humana ao longo dos séculos por intermédio 
da arte. 
- Reconhecer os acontecimentos políticos, econômicos, sociais que 
influenciaram a humanidade desde as primeiras civilizações da 
antiguidade. 
- Conhecer e refletir sobre artistas e obras de arte que serviram como 
agentes de mudanças e denúncias da sociedade. 
- Apreciar os movimentos de resistência cultural de criação comunitária 
de uma região. 
- Produzir artisticamente tendo sua realidade social como tema. 
- Elaborar registros pessoais de suas experiências artísticas por meio 
de produção audiovisual. 
 
ESTRUTURA CURRICULAR 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ARTE - 2ª ETAPA – ENSIMO MEDIO 
3° BIMESTRE 
EIXO 
A LIBERDADE DO PENSAMENTO ARTÍSTICO 
HABILIDADES E 
COMPETÊNCIAS 
- Contextualizar histórica e socialmente o movimento pós-modernista 
brasileiro. 
- Conhecer os diversos manifestos artísticos que tenham contribuídos 
para novos rumos da arte na atualidade. 
- Discutir, a partir de estudos da proposta do movimento pós- 
modernista, a realidade cultural atual. 
- Apreciar obras artísticas (pinturas, músicas, peças teatrais, etc) que 
representem denúncia e/ou crítica social. 
- Fazer criações artísticas envolvendo as diversas expressões do pós- 
modernismo. 
- Criar vídeos e músicas com temáticas sociais. 
 
ARTE - 2ª ETAPA – ENSIMO MEDIO 
4° BIMESTRE 
EIXO 
ARTE, TECNOLOGIA E NOVAS MÍDIAS 
HABILIDADES E 
COMPETÊNCIAS 
- Conhecer as diversas formas de produção de arte de consumo e seus 
mecanismos. 
- Analisar a cultura de massa, consumo, globalização e as tecnologias 
atuais nas produções artísticas. 
- Identificar as diversas formas da cultura amapaense. (teatro, dança, 
música, artesanato). 
- Observar as obras de arte visual e comunicação, verificando as 
relações estabelecidas entre a filosofia, indústria cultural e mídia. 
- Pesquisar sobre o processo criativo de artistas nacionais e regionais 
que tenham ênfase como temática a reflexão sobre a sociedade em 
que vivemos. 
- Fazer criações artística utilizando os diversos meios tecnológicos. 
- Utilizar meios midiáticos para representar a dramatização de temas 
regionais. 
 
REFERÊNCIAS 
_______. Arte-Educação no Brasil. São Paulo: Perspectiva, 1978. 
ABRAMOWICZ, Anete In: Desafios para a prática pedagógica”. BARBOSA, Maria de 
 
Assunção e SILVÉRIO, Valter Roberto (Org.). Educação como prática da diferença. 
Campinas: Armazém do Ipê, 2006, p. 21-40. 
BARBOSA, A. M. Arte educação: conflitos/acertos. São Paulo: Ática, 1995. 
 
BATTISTONE, Duílio – Breve História da Arte – 7ª edição - SP. Ed. Ática. 
 
BERTELLO, Maria Augusta – Minimanual de Pesquisa – Arte. Palavra em ação. Ed. Clarato. 
2004. 
 
BOSI, A. Reflexões sobre a Arte. São Paulo: Ática, 1998. 
 
COLL, César e TEBEROSKY, Ana. Apredendo Arte. Editora Atica. São Paulo: 2000. 
 
COSTA, Cristina. Questões de Arte. Editora Moderna. 
 
DONDIS, Dondis A. Sintaxe da linguagem visual. São Paulo: Martins Fontes, 2000.Coleção 
pitágoras - “Artes” - Ensino Médio. 
 
FEITOSA, Charles. Explicando a Filosofia com Arte. Editora Ediouro; Rio de Janeiro; 2004. 
Ferraz, M H. C. de T e FUSARI, M. F. de R. Metodologia do Ensino da Arte. São Paulo: 
Cortez, 19997. 
 
GOMBRICH, E. H. A história da Arte. 16. E. Rio de Janeiro: LTC. 
 
GOMES, Nilma Lino. “Diversidade cultura, currículo e questão racial. 
 
GOMES, Nilma Lino. Educação e relações raciais: discutindo algumas estratégias de 
atuação”. In: MUNANGA, Kabengele (org.). Superando o racismo na escola. Brasília: MEC, 
1999. 
 
HADDAD, Denise Akel; Morbin, Dulce Gonçalves – A Arte de Fazer Arte – 5ª, 6ª e 7ª série. 
Ed. Saraiva; 
 
http://pt.wikipedia.org/wiki/Historia da arte 
 
Itaú Cultural – Enciclopédia de Artes Visuais – São Paulo 
 
MAGALDI, sábato, Iniciação ao Teatro, série Fundamento, Editora Ática, 3ª Edição. 
 
MATRINS, M. C. et alii. didática do ensino da arte: poetizar, fruir e conhecer Arte. São 
Paulo: FTD, 1998. 
 
MATTOS, Paula Berfot - A arte – Ed. AB 
 
MATTOS, Paula de Vicenzo fidelis Belfort. A Arte de Educar: Cartilha de Arte e Educação 
para professores do ensino fundamental e médio, editora AB Antonio Bellini: 2003. 
 
MCCLOUD, Scott – Descrevendo os Quadrinhos – Ed. M. Books 
 
PARÂMETROS CURRICULARES NACIONAIS. Ensino fundamental e Médio: Arte. Brasília: 
MEC/Secretaria de Educação Fundamental, 1998. 
 
PROENÇA, Proença. Descobrindo A História da Arte. Editora Ática; São Paulo: 2007 
Revistaescola.abril.com.br/arte 
 
VALADARES, Solange e Diniz, Célia – Arte no cotidiano Escolar - Ed. FAPI; PCN`s – 
ensino Fundamental e Médio. 
 
VENTRELLA, Roseli. Jaqueline Arruda – Link da Arte – 5ª, 6ª e 7ª série. Ed. Morena. SP. 
20002; 
 
www.itaucultural.org.br. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
EDUCAÇÃO FÍSICA 
 
 
APRESENTAÇÃO 
 
A disciplina de Educação Fisica é uma prática pedagógica que possibilita o contato 
com a cultura corporal de movimento, por meio de linguagens quefavoreçam a expressão 
das idéias, sentimentos e crenças pelo movimento, oportunizando ao educando refletir sobre 
sua história pessoal e sobre como esta é “cravada” e desenhada em seu corpo ao longo do 
tempo. 
Deste modo, entende-se a Educação Fisica escolar como uma disciplina que 
introduz e integra o aluno na cultura corporal de movimento, formando o cidadão que vai 
produzi-la, reproduzi-la e transformá-la, instrumentalizando-o para ususfruir de jogos, 
esportes, danças, lutas e das ginásticas em benefício do exercício crítico da cidadania e da 
melhoria da qualidade de vida (BRASIL, 2002). 
A Educação Física na Educação de Jovens e adultos deve oportunizar aos 
educandos a experimentação de práticas corporais que possibilitem a inclusão, a 
diversidade e a ligação com o cotidiano, dos valores hegemônicos presentes na 
mídia em relação à Educação Física e Saúde, Ética, Esporte, lazer e outros, sempre 
buscando uma reflexão crítica e contextual. 
 Neste sentido, a proposta curricular da Educação Física para a Educação de 
Jovens e Adultos está pautada na concepção Crítico-Superadora (COLETIVO DE 
AUTORES, 1992; 2012), na perspectiva da ação-reflexão-nova ação1, implicando 
em perceber e estimular iniciativas em parceria com outros saberes escolares na 
direção da interdisciplinaridade e da multidisciplinaridade. 
 
 
 
 
EMENTA 
 
 
A proposta em questão, parte-se da utilização de eixos norteadores, com 
base na dimensão dialógica e problematizadora, visando promover a interpretação e 
construção de conceitos, relações e teorias que comporão a cultura corporal de 
movimento no que diz respeito à ginástica, à luta, à dança, ao jogo e ao esporte, 
que de forma integrada possibilitam melhor compreender os temas em questão. A 
cultura corporal deve ser ensinada pelo educador e aprendida pelos educandos na 
dimensão do saber (tentar) fazer, mas também deve incluir o agir e o saber sobre 
esses conteúdos. Isso significa vivenciar as práticas corporais e refletir sobre suas 
relações com o mundo, a cultura, a política, a economia e a sociedade em geral, 
desenvolvendo conhecimentos ampliados sobre o racismo, a ética, as questões de 
gênero e orientação sexual, sobre seu próprio corpo, os padrões de beleza, a 
competição exacerbada, o individualismo, a exclusão, as várias formas de 
violências, o uso de drogas, o doping, a prevenção de doenças, a melhoria da 
saúde, o meio-ambiente, a pluralidade cultural, a vivencia do tempo, do lazer e 
outras questões fundamentais. 
 
 
 
 
OBJETIVO GERAL 
 
Propiciar competências e habilidades que permitam vivenciar, conhecer, 
reconhecer, respeitar e compreender criticamente a pluralidade das manifestações 
da cultura corporal de movimento por meio de práticas corporais que estimulem a 
reflexão sobre o mundo, a cultura, a política, a economia e a sociedade em geral. 
 
 
 
 
 
ESTRUTURA CURRICULAR 
 
 
 
 
EDUCAÇÃO FISICA - 2ª ETAPA – ENSINO MEDIO 
2° BIMESTRE 
EIXO 
PRÁTICAS SOCIAIS 
COMPETÊNCIAS E 
HABILIDADES 
- Compreender o esporte como conteúdo do lazer e Analisar limites e 
possibilidades para a prática esportiva de lazer; 
- Compreender o esporte como direito social e relacionando os 
princípios da competição esportiva com a competição na sociedade 
capitalista; 
- Identificar, sistematizar, ampliar e aprofundar os valores 
(re)produzidos no esporte: morais, éticos, sociais, políticos, religiosos, 
culturais; bem como os problemas sociais do tipo: estereótipos, 
preconceitos e discriminações relacionados à prática do esporte na 
sociedade. 
 
 
EDUCAÇÃO FISICA - 2ª ETAPA – ENSINO MEDIO 
1° BIMESTRE 
EIXO 
LINGUAGEM E INTERAÇÃO 
COMPETÊNCIAS E 
HABILIDADES 
- Analisar os padrões de corpo impostos pela cultura, a influência da 
mídia na prática da ginástica e as implicações do consumismo nas 
práticas das modalidades da ginástica. 
- Analisar os benefícios e riscos das diferentes modalidades de 
ginástica praticadas em academias e outros espaços. 
- Identificar, sistematizar, ampliar e aprofundar na ginástica os 
conteúdos subjacentes, estabelecendo nexos e relações com 
linguagem circense. 
 
EDUCAÇÃO FISICA - 2ª ETAPA – ENSINO MEDIO 
3° BIMESTRE 
EIXO 
MEIO AMBIENTE E DIVERSIDADE CULTURAL 
COMPETÊNCIAS E 
HABILIDADES 
- Identificar, sistematizar, ampliar e aprofundar o conhecimento 
dos jogos (populares, de salão e esportivos) relacionando-os e 
entendendo a sua importância para o Lazer, a Educação, a Saúde, o 
Trabalho e na exploração de espaços existentes na comunidade. 
- Compreender as implicações dos avanços tecnológicos para o brincar 
e as implicações da urbanização para o brincar. 
- (Re)criar jogos e brincadeiras em função dos sujeitos, espaços e materiais. 
 
 
ESTRUTURA CURRICULAR 
 
REFERÊNCIAS 
BROTTO, Fábio. Jogos cooperativos.Campinas: Editora Unicamp, [s.d.] 
COLETIVO DE AUTORES. Metodologia do ensino de educação física. São Paulo: Cortez, 
1992. 
 
Educação Física / vários autores. – Curitiba: SEED-PR, 2006. –248 p. ISBN: 85-85380-32-2 
1. Educação física. 2. Ensino médio. 3. Esporte. 4. Dança. 5. Ginástica. 6. Jogos. 7. Lutas. 
I. Folhas. II. Material de apoio pedagógico. III. Material de apoio teórico. IV. Secretaria de 
Estado da Educação. Superintendência da Educação. V. Título. CDU 796+373.5 
 
FREIRE, P. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. São 
Paulo:Paz e Terra, 1997 
 
Ministério da Educação. Conselho Nacional de Educação. Diretrizes curriculares para o 
ensino médio, 1999. 
 
Ministério da Educação. Parâmetros curriculares nacionais: ensino médio, 2002. 
 
NAHAS, Markus V. Atividade física, saúde e qualidade de vida: conceitos e sugestões para 
um estilo de vida ativo. 3. ed. Londrina: Midiograf, 2003. 
Parâmetros Curriculares de Educação Física – Educação de Jovens e Adultos/2013. 
Proposta Curricular do Estado de Pernambuco. Educação de Jovens e Adultos – Ensino 
Fundamental e Médio / 2013 
 
Proposta Curricular Educação Física do Estado de Minas Gerais – CBC. Ensino 
Fundamental e Médio EJA 
 
Referencial Curricular do Estado de Rondônia. Educação de Jovens e Adultos – Ensino 
Fundamental e Médio – 2013. 
 
EDUCAÇÃO FISICA - 2ª ETAPA – ENSINO MEDIO 
4° BIMESTRE 
EIXO 
ESTÉTICA DA LINGUAGEM CORPORAL 
COMPETÊNCIAS E 
HABILIDADES 
- Identificar estereótipos na dança e a influência da mídia nas formas 
de dançar, bem como compreender a dança como meio de 
desenvolvimento de valores e atitudes (afetividade, confiança, 
criatividade, sensibilidade, respeito às diferenças, inclusão). 
- Identificar a dança como possibilidade de superação de preconceitos 
e compreender as relações sociais entre homens e mulheres na dança 
- Vivenciar processos de criação e improvisação e compor pequenas 
coreografias a partir de temas, materiais ou músicas. 
 
MATEMÁTICA 
 
 
APRESENTAÇÃO 
 
 
As propostas de Currículo Mínimo para o Ensino Fundamental (3ª e 4ª 
etapas) e Ensino Médio para Educação de Jovens e Adultos (EJA) do Amapá está 
fundamentada nas Diretrizes e Parâmetros Curriculares Nacionais. Sua proposição 
busca construir um Currículo Mínimo na área de Matemática, buscando um ensino 
interdisciplinar e contextualizado. 
 
Neste trabalho busca-se estabelecer um prévio diagnóstico da situação de 
aprendizagem dos educandos da EJA, como forma de orientar a elaboração do 
planejamento educacional. 
A estrutura desta proposta de currículo está organizada em Eixos Temáticos e 
suas respectivas Habilidades e Competências, que certamente, estarão propensas 
às adaptações necessárias ao longo do tempo, uma vez que o trabalho curricular 
nunca estará pronto, carecendo ao longo de sua aplicação as necessárias 
adaptações que são impostas por uma realidade que sempre se modifica à medida 
que as transformações sociais norteiam o nosso modo de trabalhar com a educação. 
 
O Currículo Mínimo se propõe a harmonizar os diversos saberes presentes 
emuma rede de ensino múltipla e diversa, tendo na EJA um seguimento de ensino 
que carece de um olhar mais aprofundado e sensível por ter uma clientela que 
possui uma história de vida de exclusão. 
Finalmente, esta proposta será construída a cada dia por cada professor, 
cada aluno e demais agentes presentes na escola, fazendo a sua crítica construtiva, 
podando seus excessos e acrescentando a este currículo aquilo que não foi possível 
colocar neste documento. 
 
EMENTA 
Estabelece o desenvolvimento da compreensão dos conceitos matemáticos a 
partir das experiências em educação não formal ou escolar, na construção do 
raciocínio lógico e na resolução de problemas, através das relações 
interdisciplinares, com foco no cotidiano, na sociedade, no trabalho e na cultura, 
como práticas de autonomia e emancipação. 
 
OBJETIVO GERAL 
 
Que os educandos sejam capazes de: 
Valorizar a Matemática como instrumento para interpretar informações sobre o 
mundo, reconhecendo sua importância em nossa cultura, apreciando o caráter de 
jogo intelectual da Matemática, reconhecendo-o como estímulo à resolução de 
problemas, através de intervenções relacionadas à vida cotidiana, aplicando noções 
e procedimentos de resolução de problemas individual e coletivamente, de forma à 
aperfeiçoar a compreensão do espaço, identificando, representando e classificando 
formas geométricas, observando seus elementos, suas propriedades, coletando e 
analisando dados, construindo e interpretando tabelas e gráficos e suas relações. 
 
ESTRUTURA CURRICULAR 
 
MATEMATICA - 2ª ETAPA – ENSINO MEDIO 
1° BIMESTRE 
EIXO 
O ESTUDO DA ESTATÍSTICA E DA ANÁLISE COMBINATÓRIA 
HABILIDADES E 
COMPETÊNCIAS 
- Compreender os conceitos básicos de estatística: população, 
amostra, frequência absoluta e frequência relativa. 
- Construir, ler e interpretar histogramas, gráficos de linhas, de barras e 
de setores. 
- Resolver problemas envolvendo o cálculo da média aritmética, 
mediana e moda. 
- Resolver problemas envolvendo cálculo de desvio-padrão. 
- Resolver problemas de contagem utilizando o princípio multiplicativo 
ou noções de permutação simples e/ou combinação simples. 
- Utilizar o princípio multiplicativo e o princípio aditivo da contagem na 
resolução de problemas. 
- Identificar e diferenciar os diversos tipos de agrupamentos. 
- Calcular a probabilidade de um evento. 
 
ESTRUTURA CURRICULAR 
 
 
 
 
 
 
MATEMATICA - 2ª ETAPA – ENSINO MEDIO 
2° BIMESTRE 
EIXO 
A MATEMÁTICA FINANCEIRA E SUA APLICAÇÃO PRÁTICA 
HABILIDADES E 
COMPETÊNCIAS 
- Distinguir os juros simples dos compostos, aplicando em situações 
problemas. 
- Identificar a utilização dos conceitos da matemática financeira na vida 
diária comercial. 
- Utilizar os conceitos de matemática financeira para resolver 
problemas do dia-a-dia. 
- Resolver problemas de matemática financeira utilizando o conceito de 
Progressão Geométrica. 
 
MATEMATICA - 2ª ETAPA – ENSINO MEDIO 
3° BIMESTRE 
EIXO 
O ESTUDO DA RETA E CIRCUNFERÊNCIA 
HABILIDADES E 
COMPETÊNCIAS 
- Identificar retas paralelas e retas perpendiculares a partir de suas 
equações. 
- Determinar a equação da circunferência na forma reduzida e na forma 
geral conhecidos o centro e o raio. 
- Calcular o perímetro de uma circunferência e área de um círculo; 
- Reconhecer polígonos regulares e suas propriedades; 
- Calcular os ângulos internos e externos de um polígono regular; 
 
MATEMATICA - 2ª ETAPA – ENSINO MEDIO 
4° BIMESTRE 
EIXO 
INTRODUÇÃO À GEOMETRIA ANALÍTICA 
HABILIDADES E 
COMPETÊNCIAS 
- Estudo do Ponto 
- Resolver problemas utilizando o cálculo da distância entre dois 
pontos. 
- Estudo da Reta 
- Identificar e determinar as equações geral e reduzida de uma reta. 
- Identificar retas paralelas e retas perpendiculares a partir de suas 
equações. 
- Determinar a equação da circunferência na forma reduzida e na forma 
geral, conhecidos o centro e o raio. 
 
 
REFERÊNCIAS 
D’AMBRÓSIO, Ubiratan. Da realidade à ação: reflexões sobre educação matemática. 
Campinas Unicamp, 1986 
 
 
FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia: saberes necessários à prática educativa. 
São Paulo: Paz e Terra, 1996. 
 
PARRA, Cecilia & SAIZ, Ilma ( org). Didatica da matemática:reflexões psicopedagógicas. 
Porto Alegre. Artmed.1996. 
 
VYGOSTSKY, Lev S. Pensamento e linguagem. Lisboa, Antídoto, 1979. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
BIOLOGIA 
 
 
APRESENTAÇÃO 
 
 
 
Com a publicação dos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN’s), em 1998, 
pelo Ministério da Educação e Cultura (MEC), uma série de mudanças foram 
propostas para a Educação Básica. Na área de Ciências da Natureza, essas 
mudanças, não só no conceito, mas também nos “procedimentos, atitudes e valores 
humanos”, que priorizem a compreensão do processo de produção do conhecimento 
cientifico e do desenvolvimento tecnológico contemporâneo, suas relações com as 
demais áreas da Ciência, seu papel na vida humana, sua presença no cotidiano e 
seus impactos na vida social. 
Na Educação de Jovens e Adultos, adota-se o Currículo Mínimo. Nessa 
estrutura, devem ser selecionados os conhecimentos do ensino formal, de alta 
relevância, considerados essenciais para que os alunos compreendam as questões 
científicas, tecnológicas e humanas, presentes na vida familiar, social e profissional 
de todos. 
O ensino de Ciências e Biologia na Educação de Jovens e Adultos – EJA, 
deve contribuir para que os discentes possam compreender o mundo em que vivem, 
os aspectos relacionais ao homem com o meio físico e ambiental, o conhecimento 
do próprio corpo, os hábitos ligados à saúde individual e coletiva, tomar decisões 
relacionadas à Ciência, Tecnologias, Sociedade e Ambiente e, agir em prol de uma 
sustentabilidade sócio ambiental do planeta e de uma melhor qualidade de vida para 
a humanidade. 
Este documento apresenta uma proposta de Currículo Mínimo de Ciências 
(para o Ensino Fundamental) e Biologia (para o Ensino Médio), para o público da 
Educação de Jovens e Adultos (EJA), construído coletivamente entre os técnicos do 
Núcleo de Assessoramento Técnico Pedagógico (NATEP) e do Núcleo de Educação 
de Jovens e Adultos (NEJA), da Secretaria de Estado da Educação do Amapá, e os 
professores das referidas disciplinas da Rede Estadual de ensino do Amapá. 
Assim, esta proposta objetiva orientar e apresentar aos professores da Rede 
Estadual de Ensino do Amapá, que atuam na EJA, o Currículo Mínimo de Ciências e 
Biologia, que foi estruturado para ser trabalhada bimestralmente, nos diferentes 
anos e séries do Ensino Fundamental e Médio, através de Eixos Temáticos, 
possibilitando ao professor a escolha mais adequada dos conteúdos, de acordo com 
a diversidade cultural dos alunos e com a realidade de cada escola/aluno. 
 
EMENTA 
Terra a partir da organização dos elementos químicos. A química participando dos 
ciclos biogeoquímicos. A união dos elementos e os processos de separação das 
misturas. Aplicabilidade da Química no cotidiano. Introdução ao estudo da Física. 
Conceituando energia, força e velocidade. Os tipos de energia e seu uso. Noções de 
eletricidade. 
 
 
2ª etapa Ensino Medio: Biodiversidade. Os seres vivos agrupados em reinos. A 
relação dos organismos vivos e a saúde humana. As doenças humanas típicas da 
Amazônia, em especial do Estado do Amapá. O saber local das populações 
tradicionais na cura de doenças. Dos trabalhos de Mendel às tecnologias modernas. 
A vida e a engenharia genética. Evolução, a vida em transformação. Historia 
evolutiva dos seres vivos na Terra. Estudo da Ecologia. A transferência de matéria e 
energia nos ecossistemas. A química presente nos ciclos da natureza. Os seres 
vivos e suas relações. Os biomas brasileiros e amapaenses. O Amapá no cenário da 
sustentabilidade. O homem como um agente multiplicador de atitudes 
ambientalmente sustentáveis.OBJETIVO GERAL 
 
- O ensino das Ciências na Educação de Jovens e Adultos visa desenvolver 
competências e habilidades que permitam ao aluno compreender o mundo que o 
cerca e sua relação com a vida e seus fenômenos, influenciado por um pensamento 
historicamente construído de forma crítica e atual; relacionando o conhecimento 
adquirido com o seu cotidiano, no sentido de melhoria da qualidade de vida, 
propiciando, assim, um aprendizado útil à vida e ao trabalho dentro da concepção e 
importância do desenvolvimento sustentável e a manutenção saudável do planeta 
Terra. 
- O ensino da Biologia na Educação de Jovens e Adultos está pautado no fenômeno 
da vida, ou seja, permite ao aluno compreender o mundo em que vive, o 
funcionamento dos ambientes, como a vida se mantém e se renova; contribuindo, 
assim, para a formação da cidadania, utilizando-se os conhecimentos de natureza 
científica, biológica e tecnológica de forma crítica e atual, além de promover o 
desenvolvimento de valores e atitudes relacionadas aos cuidados com a saúde, o 
corpo e o ambiente. 
 
ESTRUTURA CURRICULAR 
 
BIOLOGIA - 2ª ETAPA – ENSINO MEDIO 
1° BIMESTRE 
EIXO 
VIDA E AMBIENTE; VIDA E SAÚDE 
HABILIDADES E 
COMPETENCIAS 
- Reconhecer a diversidade como resultado de um processo evolutivo; 
- Entender que a classificação biológica é um instrumento de organização dos organismos vivos; 
- Identificar as categorias taxonômicas; 
- Compreender a atual classificação dos seres vivos em reinos e domínios; 
- Citar, caracterizar e exemplificar os reinos de seres vivos existentes; 
- Conhecer a organização dos vírus e justificar motivo pelo qual eles não fazem parte de nenhum 
dos cinco reinos de seres vivos; 
- Identificar e conhecer as principais doenças causadas por vírus na espécie humana, 
com enfoque nas de maior incidência na região amazônica e no Amapá, como a dengue, 
chikungunya e zika; 
- Conhecer as características das bactérias e sua importância para o meio ambiente e para os 
seres humano; 
- Identificar e conhecer as principais doenças causadas por bactérias na espécie humana; 
- Conhecer as características dos protozoários; 
- Identificar e conhecer as principais doenças causadas por protozoários na espécie 
humana, com enfoque nas de maior incidência na região amazônica e no Amapá, 
como a malária e leishamníose; 
- Conhecer a organização básica dos fungos e seus processos metabólicos; 
- Compreender a importância biológica dos fungos; 
- Identificar e conhecer as principais doenças causadas por fungos na espécie humana; 
- Reconhecer as características dos grupos de animais, com ênfase nos filos associados à saúde 
humana, como platelmintos, nematódeos, anelídeos, artrópodes e répteis; 
- Discutir e apontar medidas preventivas no combate às doenças causadas pelos agentes 
patológicos (vírus, bactérias, protozoários, fungos e vermes); 
- Reconhecer a importância dos anelídeos para a saúde e para o ambiente; 
- Reconhecer os principais aracnídeos e serpentes peçonhentos e compreender as medidas 
preventivas de acidentes; 
- Reconhecer as características dos vegetais e sua importância para o ambiente e para 
o homem; 
- Identificar os órgãos vegetais usados por populações tradicionais do Estado do 
Amapá para tratamento de doenças. 
 
ESTRUTURA CURRICULAR 
 
 
 
 
BIOLOGIA - 2ª ETAPA – ENSINO MEDIO 
3° BIMESTRE 
EIXO 
VI VIDA E AMBIENTE 
HABILIDADES E 
COMPETENCIAS 
 
- Reconhecer Lamarck como um evolucionista, comentar os fundamentos de suas leis 
e analisa-las sob os conhecimentos atuais; 
- Conhecer as ideias de seleção natural proposta por Darwin e sua importância no 
processo evolutivo das espécies; 
- Reconhecer e entender o papel da adaptação dos seres vivos ao ambiente; 
- Descrever os mecanismos de isolamento geográfico e reprodutivo e compreendê-los 
como processos responsáveis pela especiação; 
- Diferenciar abiogênese e biogênese, comparando-as e entender os motivos pelos 
quais a abiogênese foi descartada; 
- Reconhecer a importância dos trabalhos de Redi, Pasteur e Oparin para o avanço da 
ciência; 
- Expor a teoria de Oparin para explicar o surgimento dos primeiros seres vivos; 
- Entender o processo de evolução dos grupos de seres vivos, com enfoque no da 
espécie humana. 
 
 
BIOLOGIA - 2ª ETAPA – ENSINO MEDIO 
2° BIMESTRE 
EIXO 
VIDA E DIVERSIDADE; SOCIEDADE E TECNOLOGIA 
HABILIDADES E 
COMPETENCIAS 
 
- Conceituar homozigose, heterozigose, dominância, recessividade, genótipo e 
fenótipo; 
- Definir hereditariedade; 
- Descrever os primeiros experimentos de Mendel com as ervilhas de cheiro e suas 
conclusões; 
- Aplicar as noções de cálculo de probabilidade na resolução de problemas envolvendo 
cruzamentos; 
- Distinguir os grupos sanguíneos do sistema ABO e explicar o mecanismo de 
incompatibilidade sanguínea; 
- Conhecer o fator Rh e relacioná-lo com o desenvolvimento da eritroblastose fetal; 
- Conhecer os cromossomos envolvidos na determinação sexual; 
- Identificar as principais anomalias ligadas ao sexo na espécie humana (Down, Turner 
e Klinefelter). 
 
ESTRUTURA CURRICULAR 
 
 
 
 
 
 
BIOLOGIA - 2ª ETAPA – ENSINO MEDIO 
4° BIMESTRE 
EIXO 
VIDA E AMBIENTE; VIDA E SAÚDE; SOCIEDADE E TECNOLOGIA 
HABILIDADES E 
COMPETENCIAS 
 
- Reconhecer a importância da Ecologia nos dias atuais; 
- Conceituar e reconhecer um ecossistema e citar exemplos; 
- Entender a importância da interação dos componentes bióticos e abióticos e sua 
importância para a manutenção do equilíbrio ambiental; 
- Definir e diferenciar habitat e nicho ecológico; 
- Diferenciar cadeia e teia alimentar, identificando os elementos que compõem uma 
cadeia alimentar; 
- Justificar o porquê do fluxo de energia ser unidirecional nas relações tróficas; 
- Analisar a fotossíntese e respiração como transformações energéticas essenciais 
para a vida; 
- Descrever o ciclo dos principais elementos (carbono, oxigênio e nitrogênio) e da água; 
- Entender os ciclos do carbono, da água e do nitrogênio, destacando a importância da 
reciclagem de todas as substâncias na natureza; 
- Reconhecer a importância da participação das bactérias no ciclo do nitrogênio; 
- Definir rotação de culturas e adubação verde e justificar sua importância na 
manutenção da qualidade do solo; 
- Citar, caracterizar e exemplificar as relações harmônicas e desarmônicas 
estabelecidas pelos seres vivos; 
- Conceituar bioma; 
- Conhecer os tipos de biomas existentes, reconhecendo os existentes no território 
brasileiro e sua importância; 
- Conhecer e identificar os biomas amapaenses, associando ao modo de vida das 
populações existente no Estado; 
- Entender o que é poluição, os tipos existentes e como essas alterações interferem 
nos seres humanos e nos outros seres vivos; 
- Reconhecer a exploração humana como uma ameaça concreta a sustentabilidade do planeta; 
- Propor medidas que respeitem o meio ambiente e assim, minimizem os danos 
causados a ele; 
- Ter atitudes ambientalmente sustentáveis e corretas e ser um agente multiplicador de 
tais atitudes; 
- Posicionar-se de maneira crítica e consciente sobre a atual situação ambiental no 
mundo, comprometendo-se com as questões ambientais. 
 
REFERÊNCIAS 
AMAPÁ. Biologia e Prática Pedagógica. Estudo em Discussão, 2006. 
AMORIM, Antônio Carlos Rodrigues de. O que foge do olhar das reformas curriculares: nas 
aulas de Biologia, o professor como escritor das relações entre ciência, tecnologia e 
sociedade. Ciência & Educação, v.7, n.1, p. 47-65, 2001. Disponível em: < 
http://www.scielo.br/pdf/ciedu/v7n1/04.pdf>. Acesso em: 20 de fev. 2015. 
 
CAIN, M. L.; BOWMAN, W. D.; HACKER, S. D. Ecologia. 1. ed. São Paulo: Artmed, 2012. 
CAMPOS, L. M. L.; DINIZ, R. E. S. A prática como fonte de aprendizagem e o saber da 
experiência: o que dizem professores de Ciências e de Biologia. Investigações em Ensino 
de Ciências, v.06(1), p. 79-96, abr. 2001 
HAVEN, P. H.; EVERT,R. F.; EICHHORN, S. E Biologia Vegetal. 8. ed. São Paulo: 
Saraiva, 2014. 
FUTUYMA, D. Biologia Evolutiva. Tradução de M. de Vivo. Ribeirão Preto – SP: Sociedade 
Brasileira de Genética/CNPq, 1992. 
 
GRIFFITHS, A.J.F. Introdução à Genética. 8. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 
2006. 
 
JUNQUEIRA, J.; CARNEIRO, L.C. Biologia Celular e Molecular. 8. ed. Rio de Janeiro: 
Guanabara Koogan, 2005. 
 
KRASILCHIK, Myriam. Prática de ensino de Biologia. 4. ed. São Paulo: EDUSP, 2004. 
 
KREUZER, H.; MASSEY, A. Engenharia Genética e Biotecnologia. 2. ed. São Paulo: 
Artmed, 2002. 
 
MONTES CLAROS, Secretaria Municipal de Educação. Proposta Curricular do Sistema 
Municipal de Ensino de Montes Claros – Educação de Jovens e Adultos. Montes 
Claros/MG: 2012. 
 
MORAIS, Francisco Alexandro de. O ensino de Ciências e Biologia nas turmas de eja: 
experiências no município de Sorriso – MT. Revista Iberoamericana de Educacion, n.48/6, 
marzo de 2009. Disponível em: <http://www.rieoei.org/expe/2612Morais.pdf>. Acesso em: 20 
de jun. 2015. 
 
MOREIRA, Adelson Fernandes; FERREIRA, Leonardo Augusto Gonçalves. Abordagem 
temática e contextos de vida em uma prática educativa em ciências e biologia na EJA. 
Ciênc. Educ. (Bauru), v. 17, n. 3, p. 603-624.2011. disponível em: 
<http://www.scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1516-
73132011000300006&lng=pt&nrm=iso&tlng=en>.Acesso em:20dejun.2015. 
 
ODUM, E.P. Basic Ecology. 1. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1988. 
 
ORR, E. T. Biologia dos Vertebrados. 5. ed. São Paulo: Editora Roca, 1986. 
 
PRIMACK. Biologia da Conservação. Londrina/PR: Editora Planta, 2001. 
SÃO PAULO, Governo do Estado. Proposta Curricular do Estado de São Paulo: 
Biologia.São Paulo: SEE, 2008. 
 
SÃO PAULO, Prefeitura do Município. Caderno de Orientações Didáticas para EJA. 
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1516-73132011000300006&lng=pt&nrm=iso&tlng=en
Ciências: Etapas Complementares e Final. São Paulo: SME, 2010. 
SECRETARIA de Educação do Distrito Federal. Currículo em movimento – Educação de 
Jovens e Adultos. 2013. Disponível 
em:<http://www.cre.se.df.gov.br/ascom/documentos/curric_mov/cad_curric/7eja.pdf>. 
Acesso em: 19 de jun. 2015. 
 
SNUSTAD, D.P.; SIMMONS, M.J. Fundamentos de Genética. 1. ed. Rio de Janeiro: 
Guanabara Koogan, 2001. 
 
XAVIER, Márcia Cristina Fernandes; FREIRE, Alexandre de Sá; MORAES, Milton Ozório. A 
nova (moderna) Biologia e a Genética nos livros didáticos de Biologia no Ensino 
Médio.Ciencias & Educação, v.12, n. 3, p. 275-289. Disponível em: 
<http://www.scielo.br/pdf/ciedu/v12n3/03.pdf>. Acesso em: 20 de fev. 2015. 
 
 
 
 
 
 
FÍSICA 
 
 
 
APRESENTAÇÃO 
 
 
 
A Física, enquanto ciência construída e organizada pelo homem, deverá 
permitir, a partir de suas nuances especificas, orientar e articular o conhecimento 
do educando, através de metodologias que enfatizem a construção de estratégias, 
a comprovação e a justificativa de resultados. Com base nessas questões e 
atrelada ao conjunto de conhecimentos das demais áreas, a ciência Física estará 
vinculada à realidade na busca da autonomia. 
 
O que se pretende é o tratamento didático de conceitos e ideias Físicas de 
forma articulada e contínua de acordo com a realidade dos educandos, utilizando o 
seu saber prévio. E para que isto aconteça de forma clara e eficiente os conteúdos 
desta disciplina serão trabalhados em níveis crescentes de abrangência, 
possibilitando ao aluno construir relações cada vez mais complexas. 
 
A física tem como objeto de estudo o universo, em toda a sua complexidade. 
Dessa forma entende-se que a física deve educar para cidadania contribuindo para 
o desenvolvimento de um sujeito crítico, capaz de admirar a beleza da produção 
cientifica ao longo da história e compreender a necessidade desta dimensão do 
conhecimento para o estudo e o entendimento do universo de fenômenos que o 
cerca. Assim, elaborou-se a proposta de um currículo estruturante tendo em vista e 
evolução histórica das ideias e conceitos da física, a prática docente e o 
entendimento, pelos professores, de que o Ensino Médio em EJA deve estar 
voltado à formação de sujeitos que, em sua formação e cultura, agreguem a visão 
da natureza, das produções e das relações humanas. 
 
Esse currículo estruturante indica campos de estudo da física como: 
movimento, termodinâmica e eletromagnetismo, que a partir de desdobramentos 
em conteúdos pontuais, possam garantir os objetos de estudo da disciplina em 
toda a sua complexidade. O universo, sua evolução, suas transformações e as 
interações que nele se apresentam. Ressalta-se a importância de um enfoque 
conceitual que não leve em conta apenas uma equação matemática, mas que 
considere o pressuposto teórico que afirma que o conhecimento cientifico é uma 
construção humana com significado histórico e social. 
 
 
 
 
EMENTA 
 
 
 
 
O presente trabalho visa nortear o estudo de uma ciência fascinante: a física. 
 
A física e a ciência que mais tem contribuído para o continuo avanço tecnológico do 
mundo em que vivemos. Além de buscar o conhecimento do universo, ela se ocupa 
de todos os ramos da atividade humana. Nessa perspectiva e considerando que a 
física constitui-se no estudo dos fenômenos que regem a natureza, no ensino médio, 
essa disciplina será organizada de maneira a favorecer avaliações fenomênicas de 
forma empírica e científica, geração de hipóteses e elaboração de resultados. Para 
tal, o aluno contará com um leque de conteúdos que o subsidiará e permitirá a 
sistematização das situações problemas elencadas dentro e fora da sala de aula, 
além de poder contar com competências e habilidades que visem a sua inserção no 
mercado de trabalho. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
OBJETIVO GERAL 
 
 
 
 
A disciplina de física propõe aos estudantes o estudo da natureza. Mas, como 
nos alerte Menezes (2005), natureza, aqui, tem sentido de realidade material 
sensível. Entretanto, os conhecimentos desenvolvimentos pela Física, e que são 
apresentados aos estudantes do Ensino Médio em EJA, não são coisas da natureza, 
ou a própria natureza, mas modelos de elaborações humanas. 
- Dominar as relações qualitativas e quantitativas, de estrutura simbólica própria à 
comunicação física; 
- Desenvolver a capacidade de investigação física. Classificar, organizar, 
sistematizar. Identificar regularidades. Observar, estimar ordens de grandeza, 
compreender o conceito de medir, fazer hipóteses, testar; 
- Articular o conhecimento físico com conhecimentos de outras áreas do saber 
Cientifico; 
- Estabelecer relações entre o conhecimento físico e outras formas de expressão da 
cultura humana; 
- Utilizar e compreender tabelas, gráficos e relações matemáticas. Ser capaz de 
diferenciar e traduzir as linguagens matemáticas, discursiva e gráfica; 
- Expressar-se corretamente utilizando a linguagem física adequada e elementos de 
sua representação simbólica; 
- Conhecer fontes de informação e formas de obter informações relevantes, sabendo 
interpretar notícias científicas. Compreender manuais de utilização; 
- Compreender a importância de sua participação como um ser social no processo 
de organização do mundo moderno; 
- Reconhecer os diferentes modos de relacionamento que o homem mantém com a 
física e as transformações que ela vem promovendo para a sociedade; 
- Adquirir visão do conjunto do processo de desenvolvimento social, político e 
econômico do Brasil e do mundo, para que possa formar consciência crítica; 
- Fazer a releitura da memória viva nos diversos aspectos da leitura da física 
correlacionando-a com a arte (as diversas formas de leitura escrita: a arte e a escrita 
através dos recicláveis). 
ESTRUTURA CURRICULAR 
 
 
 
 
 
 
 
 
FISICA - 2ª ETAPA – ENSINO MÉDIO 
1° BIMESTRE 
EIXO 
TEMPERATURA E CALOR 
HABILIDADES E 
COMPETENCIAS 
- Entender o conceito de calor e de temperatura. 
- Conhecer as diferentes escalas termométricas.- Analisar o fenômeno de dilatação térmica. 
- Ser capaz de explicar o calor, a energia interna e os processos de 
transferência de calor: condução, convecção, radiação. 
- Entender os conceitos de calor específico, latente e as mudanças de 
fase. 
- Ser capaz de explicar as trocas de calor e o equilíbrio térmico. 
- Articular as noções apreendidas com experiências laboratoriais simples e com 
exemplos do cotidiano. 
 
FISICA - 2ª ETAPA – ENSINO MÉDIO 
2° BIMESTRE 
EIXO 
ONDAS / LUZ E SOM 
HABILIDADES E 
COMPETENCIAS 
Compreender as características das ondas mecânicas e 
eletromagnéticas. 
- Entender e formalizar a relação entre velocidade de propagação, 
frequência e comprimento de onda. 
- Explicar os principais fenômenos ondulatórios, tais como a 
superposição e a interferência. 
- Compreender, analisar e correlacionar com o cotidiano o a reflexão e 
a refração de ondas. 
- Compreender a natureza ondulatória do som e da luz. 
- Entender e interpretar o espectro eletromagnético. 
- Compreender causas e formas de intensidade, altura e timbre do 
som. 
- Entender as escalas musicais e o procedimento de ultra-som, fazendo 
paralelos com as noções aprendidas. 
- Discutir a natureza audível do som e o efeito Doppler.. 
 
 
ESTRUTURA CURRICULAR 
 
 
 
 
 
 
 
 
FISICA - 2ª ETAPA – ENSINO MÉDIO 
4° BIMESTRE 
EIXO 
MECÂNICA 
HABILIDADES E 
COMPETENCIAS 
- Conceituar e demonstrar aplicações práticas de carga elétrica. 
- Descrever as características dos materiais isolantes e dos condutores elétricos; 
- Compreender a relação entre força e campo elétrico. 
- Conceituar corrente elétrica, articulando com o cotidiano. 
- Explicar a geração de eletricidade em pilhas e baterias. 
- Enunciar e explicar a lei de Ohm e a resistência elétrica. 
- Entender e descrever os ímãs e o campo magnético, reconhecendo 
linhas de campo e o campo magnético terrestre. 
- Compreender a experiência de Oersted e o funcionamento dos 
eletroímãs. 
- Explicar o funcionamento dos eletroímãs, dos geradores, e motores 
elétricos, articulando com a vida real cotidiana. 
- Discutir as aplicações do eletromagnetismo. 
 
 
 
FISICA - 2ª ETAPA – ENSINO MÉDIO 
3° BIMESTRE 
EIXO ÓPTICA 
HABILIDADES E 
COMPETENCIAS 
- Conceituar corpos luminosos e corpos iluminados. 
- Descrever a propagação da luz em meios homogêneos. 
- Compreender as noções envolvidas nos raios de luz e na sombra. 
- Conceituar prisma óptico, reflexão, refração e dispersão da luz. 
- Entender e enunciar a lei de reflexão da luz. 
- Descrever a formação de imagem em espelho plano e esféricos, e 
correlaciona-los com exemplos simples do cotidiano 
- Compreender e exemplificar a formação de imagens por refração. 
- Analisar o fenômeno de dispersão e a luz branca. 
- Entender a composição das lentes. 
- Analisar o olho humano, compreendendo os defeitos de visão. 
- Analisar e reconhecer os principais instrumentos óticos. 
 
 
 
REFERÊNCIAS 
Abrantes, P. C. C. Newton e a Física Francesa no Século XIX, IN: Cad. De História 
eFilosofia Da Ciência, Série 2, Jan-Jun, 1989. 
 
AÇÃO EDUCATIVA. Disponível em:http://www.acaoeducativa.org.br/base. php?t-not-
0201&y-base&y-1not-0001&z-03>. Acesso em junho de 2015. 
 
Apostila Diretrizes Curriculares de Física para o Ensino Médio-Versão preliminar julho/2006. 
 
Bonjorno, Regina Azenha. [et. al.] Física completa: Volume único. Ensino Médio–2. ed.– 
São Paulo: FTD, 2001. 
 
Brasil / MEC. Parâmetros Curriculares Nacionais: Ensino Médio Brasília, MEC / 
SENTEC,2002. 
 
Brasil / MEC.Lei de Diretrizes e Bases da Educação–LDB 9.394/96. Disponível 
em:<http://portal.mec.gov.br>. Acesso em junho de 2015. 
 
Chaves, A. Física: Mecânica. Volume 1. Rio de Janeiro: Reichmann e Affonso. 
Editores,2000. 
 
Conexão Professor: Currículo Mínimo. Disponível em: < 
http://www.conexaoprofessor.rj.gov.br/curriculo_identificacao.asp>. Acesso em junho de 
2015. 
 
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO. Apoio à Qualidade do Ensino Noturno. Brasil, 2007. 
Disponível em: <http://portal.mec.gov.br>. Acesso em junho de 2015. 
 
OBJETIVOS GERAIS DO ENSINO DE FÍSICA. Disponível em: 
www.sxdceciliameireles.seed.pr.gov.br/redeescola/escolas/.../Fisica. Acesso em junho de 
2015. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
http://www.conexaoprofessor.rj.gov.br/curriculo_identificacao.asp
http://www.conexaoprofessor.rj.gov.br/curriculo_identificacao.asp
 
 
 
 
 
 
QUÍMICA 
 
 
 
APRESENTAÇÃO 
 
De uma maneira mais simples, gostaríamos de enfatizar a nossa maneira de 
pensar quando nos referimos à química, sua composição, seus fundamentos, seus 
princípios, enfim, referendarmos para que nossos alunos possam compreender sua 
origem e sua importância no nosso cotidiano. 
 
A química permeia por todos os fatores: sociais, econômico, político, 
ambientais, sociocultural, educacional e de saúde, por isso, é preocupado com esse 
viés da química, que devemos ter o cuidado de repassar para os novos 
componentes da sociedade no futuro, a responsabilidade que eles devem ter com o 
estudo desta disciplina. Evidenciar novos conhecimentos, construindo uma vida 
melhor. 
 
O ensino- aprendizagem vem sendo modificado com a intensão de 
proporcionar um mundo melhor, para as gerações futuras, minimizando os prejuízos 
causados por nós ao longo dos anos. O docente precisa saber como funciona o 
mundo do qual ele faz parte, necessita despertar dentro dele a curiosidade de se 
apropriar do conhecimento, descobrir novos meios, afim de que possa compreender 
melhor o mundo em que esta inserida, criando soluções para as situações que 
possam surgir no seu dia a dia. 
A abordagem construtivista vem sendo aplicada com o objetivo de 
desenvolver no aluno a criticidade, a criatividade, o sentimento e o desejo de buscar 
informações para esclarecer suas dúvidas, ir à busca de soluções para seus 
problemas e para contribuir com a evolução e o progresso científico, melhorando 
assim, melhor qualidade de vida para a sociedade. 
 
 
EMENTA 
 
 
Estabelecimento de relações entre as estruturas atômicas modernas com o 
funcionamento da natureza elétrica e particular da matéria. Detalhamento das 
características fundamentais do átomo e a análise da sua constituição junto com sua 
importância. Investigação dos critérios utilizados na construção da Tabela periódica 
proporciona uma melhor compreensão dos fatos no todo. Pesquisar com 
profundidade as forças de atração e de repulsão que influenciam as ligações 
Interatômicas. Representação das principais substâncias iônicas e covalentes mais 
conhecidas em nosso meio. Explicitação das diferentes ligações químicas ocorridas 
em um processo químico e correlaciona-las com o cotidiano. 
 
Estudo das funções inorgânicas nomeando os ácidos, sais, bases e óxidos 
mais comuns. Aplicabilidade das funções e a busca de compreensão da contribuição 
dos óxidos na formação das chuvas ácidas e suas consequências. Participação das 
grandezas químicas nos cálculos para determinação quantitativa da matéria. 
 
Reflexão sobre Cinética Química, observando, identificando as 
transformações químicas e o tempo gasto durante o processo. Descrição da 
Termoquímica com discussão dos fenômenos químicos e físicos que provocam troca 
de calor. Criação de conceito sobre calorimetria. Elaboração de gráficos e tabelas 
envolvendo entalpia. Exames de questões relacionadas com Equilíbrio Químico 
baseado nas Leis de Bronsted-Lowry e no Princípio de Le Chatelier . 
Fundamentação de Eletroquímica, reconhecimentos dos agentes das reações de 
oxirredução. Compreensão de eletrólise Compreensão da eletrólise como processo 
não espontâneo. Investigação sobre a Radioatividade e Energia Nuclear 
identificando a natureza das radiações em todo o seu contexto. 
 
Introdução à Química Orgânica. Identificar e reconhecer as principais 
características das cadeias orgânicas e os grupos funcionais. Aplicação e 
explicitação das fórmulas das principais funções orgânicas. Detalhamentode 
reações Orgânicas. Orientação sobre Biomoléculas e Polímeros. Confronto da 
Química Industrial, meio ambiente e o impacto de sua ação na sociedade através de 
fatos veiculados em notícias e artigos de jornais. 
 
OBJETIVO GERAL 
 
Objetivando relacionar o cotidiano com os conteúdos programáticos desta 
disciplina, comparar os conceitos teóricos com as aplicações cotidianas da Química. 
É necessário informar aos alunos esta correlação, a fim de mostrar que estudar 
química é se apropriar do conhecimento como base para ter condições de modificar 
o seu dia a dia, com propriedade. Impedir que a Química fosse vista como 
amontoado de fórmulas, ou como um conjunto de cálculos matemáticos sem sentido 
e de conceitos abstratos sem utilização. 
 
ESTRUTURACURRICULAR 
 
 
 
ESTRUTURACURRICULAR 
Quimica - 2ª ETAPA – Ensino Médio 
1° BIMESTRE 
EIXO I 
EQUILÍBRIO QUÍMICO 
HABILIDADES E 
COMPETENCIAS 
 - Reconhecer a coexistência de reagentes e produtos (equilíbrio 
dinâmico) em reações químicas e bioquímicas (ex.: metabolismo 
celular). 
- Identificar o estado de equilíbrio por meio de análise de gráficos de 
concentração de reagentes e produtos em função do tempo. 
- Identificar os fatores que perturbam o equilíbrio de uma reação, tais 
como a concentração das substâncias envolvidas, a temperatura e a 
pressão (Principio de Le Chatelier). 
- Noções de acidez de Brönsted-Lowry para a compreensão do 
equilíbrio iônico da água. 
- Conceituar caráter ácido e caráter básico de uma solução, através da 
escala de pH e pOH. 
 
EIXO II 
 
ELETROQUÍMICA 
HABILIDADES E 
COMPETENCIAS 
- Reconhecer o agente redutor e oxidante em uma reação de óxido- 
redução por meio do cálculo do número de oxidação (NOX) dos 
elementos. 
- Calcular a energia elétrica envolvida numa transformação química e 
compreender a sua aplicação em pilhas e baterias. 
- Prever a espontaneidade ou não de uma reação de óxido-redução a 
partir de uma série de reatividade. 
- Entender o fenômeno da corrosão e de proteção da corrosão a partir 
da série de reatividade de óxido-redução. 
- Compreender a eletrólise como um processo não espontâneo e 
exemplificar com alguns de seus principais usos (por exemplo: 
galvanização, obtenção de cloro, alumínio etc.). 
- Reconhecer os aspectos ambientais envolvidos no descarte de pilhas 
e baterias utilizadas em equipamentos eletrônicos e na reciclagem das 
embalagens de alumínio. 
 
 
 
 
Quimica - 2ª ETAPA – Ensino Médio 
2° BIMESTRE 
EIXO I 
RADIOATIVIDADE E ENERGIA NUCLEAR 
HABILIDADES E 
COMPETENCIAS 
- Compreender, identificar e representar os códigos, os símbolos e as 
expressões próprios das transformações nucleares e as leis que as regem. 
- Identificar a natureza das radiações alfa, beta e gama. 
- Relacionar o número de nêutrons e prótons com massa isotópica e 
com sua eventual instabilidade. 
- Compreender e diferenciar fissão nuclear e fusão nuclear. 
EIXO II 
QUÍMICA ORGÂNICA – GRUPOS FUNCIONAIS 
HABILIDADES E 
COMPETENCIAS 
- Reconhecer as principais características das cadeias carbônicas (isto 
é: aberta/fechada, ramificada/não ramificada, saturada/insaturada, 
aromáticos/não aromáticos), estabelecendo relações, por exemplo, 
com as principais frações do petróleo, a utilização de etino no 
amadurecimento de frutas etc. 
- Reconhecer o nome e as fórmulas estruturais das principais funções 
orgânicas: hidrocarbonetos, álcool, aldeídos, cetonas, ácidos 
carboxílicos, éteres, ésteres, aminas, amidas, fenóis, e haletos, sempre 
que possível usando as moléculas mais simples. 
- Identificar algumas das substâncias orgânicas com uso especial para 
a vida cotidiana, tais como: propanona, éter etílico, etanol, metanol, 
formol, acetato de isoamila, ácido acetilsalicílico. 
- Identificar os casos mais comuns de isomeria em moléculas 
orgânicas. 
 
Quimica - 2ª ETAPA – Ensino Médio 
3° BIMESTRE 
EIXO I 
REAÇÕES ORGÂNICAS 
HABILIDADES E 
COMPETENCIAS 
- Identificar e compreender os principais tipos de transformações em 
moléculas orgânicas, tais como: Combustão, craqueamento, 
saponificação, esterificação, oxidação, peptização, hidrólise, 
polimerização, bem como, sua utilização na indústria química e 
congêneres. 
EIXO II 
BIOMOLÉCULAS E POLÍMEROS 
HABILIDADES E 
COMPETENCIAS 
- Compreender que os polímeros são formados por repetições de 
monômeros, identificando sua presença nos plásticos e em 
biomoléculas (i.e.: carboidratos, proteínas e ácidos nucléicos). 
- Problematizar o uso dos plásticos em nosso dia a dia, utilizando 
campos temáticos tais como: poluição, reciclagem, armazenamento, 
incineração. 
- Reconhecer a importância da Química para a inovação científica e 
tecnológica nas sociedades modernas, enfatizando suas contribuições 
nos campos da Biotecnologia, Saúde Humana, Nanotecnologia, 
desenvolvimento de novos materiais e novas matrizes energéticas. 
 
ESTRUTURACURRICULAR 
 
 
 
Quimica - 2ª ETAPA – Ensino Médio 
4° BIMESTRE 
EIXO I 
A QUÍMICA NA INDÚSTRIA, MEIO AMBIENTE E A SOCIEDADE 
HABILIDADES E 
COMPETENCIAS 
- Compreender o conteúdo de textos e comunicações referentes ao 
conhecimento científico e tecnológico em Química, veiculados em 
notícias e artigos de jornais, revistas, televisão e outros meios sobre 
temas como agrotóxicos, concentração de poluentes, chuvas ácidas, 
camada de ozônio, aditivos de alimentos, flúor na água, corantes e 
reciclagens; 
- Compreender o papel desempenhado pela Química no 
desenvolvimento tecnológico e a complexa relação entre ciência e 
tecnologia ao longo da história. 
- Reconhecer o papel do conhecimento químico no desenvolvimento 
tecnológico atual em diferentes áreas do setor produtivo, industrial e 
agrícola. 
- Compreender a interdependência entre desenvolvimento científico e 
tecnológico e desenvolvimento tecnológico e sociedade. 
- Identificar a presença do conhecimento químico na cultura humana 
contemporânea em diferentes âmbitos e setores, como os domésticos, 
comerciais, artísticos, desde as receitas caseiras para limpeza, 
propagandas e uso de cosméticos, até em obras literárias, músicas e filmes. 
- Reconhecer as responsabilidades sociais decorrentes da aquisição de 
conhecimento na defesa da qualidade de vida e dos direitos do 
consumidor. 
- Reconhecer o papel de eventos, processos e produtos culturais 
voltados à difusão da ciência, incluindo museus, exposições científicas, 
peças de teatro, programas de televisão, vídeos, documentários, 
folhetos de divulgação científica e tecnológica. 
- Reconhecer a influência da ciência e da tecnologia sobre a sociedade 
 e desta última sobre o progresso científico e tecnológico e as limitações 
 e possibilidades de se usar a ciência e a tecnologia para resolver 
 problemas sociais. 
- Compreender as interações entre a ciência e a tecnologia e os sistemas 
políticos e do processo de tomada de decisão sobre ciência e tecnologia, 
englobando defesa nacional e políticas globais. 
- Reconhecer os aspectos relevantes do conhecimento químico e suas 
tecnologias na interação individual e coletiva do ser humano com o 
 ambiente. 
 
 
HISTÓRIA 
 
 
 
APRESENTAÇÃO 
 
 
 
A História passou a existir no Brasil, como disciplina escolar com a criação do 
Colégio Pedro II, em 1837. No mesmo ano, foi criado o Instituto Histórico e Geográfico 
Brasileiro (IHGB), que instituiu a História como disciplina acadêmica. Foram construídos os 
programas escolares, os manuais didáticos e as orientações dos conteúdos que seriam 
ensinados, elaborados sob influência da História do positivismo e orientada pela linearidade 
dos fatos, pelo uso restrito dos documentos oficiais como fonte e verdade histórica e, por 
fim, pela perspectiva da valorização política dos heróis. A disciplina História limitava-se a 
narrativa de causas e consequências, deixando de verificar o processo histórico em volta 
dessa relação. 
 
Desde a sua instituição como disciplina,o seu ensino passou por um longo processo 
de permanência, mudanças e rupturas e, até mesmo em dados momentos, em contradições 
com a própria ciência. 
Assim, o ensino da disciplina História deve rejeitar a História trabalhada como 
verdade pronta e definitiva, atrelada uma única vertente do pensamento humano, sem 
diálogo com outras. 
A História tem como objeto de estudo os processos históricos relativos às ações e 
às relações humanas praticadas no tempo, bem como os sentidos que os sujeitos deram às 
mesmas, tendo ou não consciência dessas ações. Também, se deve considerar como 
objeto de estudo, as relações dos seres humanos com os fenômenos naturais, tais como as 
condições geográficas, físicas e biológicas de uma determinada época e local. 
Neste sentido, a disciplina História esta presente no currículo escolar para que o 
aluno possa compreender as ações e relações humanas (culturais, de trabalho e de poder) 
que compõem o processo histórico que é dinâmico, considerando a diversidade cultural e a 
memória da população local. 
O estudo da História na Educação Básica, na modalidade EJA deve partir das 
diferenças sociais e culturais existentes entre os alunos para que estes possam 
compreender o meio em que vivem, bem como sua própria história. Para tanto, é necessário 
explorar e ampliar as possibilidades de recortes temporais, de conceitos, de sujeitos e de 
suas experiências, favorecendo o aluno a elaborar conceitos que o ajudam a j refletir sobre 
processos históricos. 
Nesse contexto, foi elaborada a proposta do currículo minimo a ser adotado na rede 
estadual de ensino, na modalidade EJA. A elaboração desta proposta partiu da pesquisa 
realizada pela equipe nos currículos utilizados na rede, bem como em outros estados, além 
de pesquisa bibliográfica. 
 
 
EMENTA 
Dispõe sobre a proposta de currículo mínimo da disciplina História a ser trabalhada 
na rede estadual de ensino do Estado do Amapá, na modalidade da Educação de 
Jovens e Adultos - EJA, visando nortear os professores da disciplina História sobre 
os eixos a serem abordados em sala de aula. A construção histórica das 
comunidades, sociedades e seus processos de trabalho; A formação da cultura 
das civilizações; Relações entre as diversas sociedades e culturas; A história do 
Brasil e do Amapá; A análise de fontes e sua historicidade; Aspectos Sociais e 
Econômicos do Brasil. Desenvolver conceitos históricos contextualizados e 
interdisciplinares, mediante a articulação passado-presente, incorporando e 
(re)significando conteúdos e conhecimentos produzidos ao longo do Ens. 
Fundamental e na vivência do aluno: História: o tempo e o homem; Tempo físico e 
tempo histórico; Pluralidade e circularidade cultural; Identidade social (eu e o outro); 
Religiosidade e política; Hierarquização social; O mundo rural: ontem e hoje. Estado, 
poder e representatividade; A cultura e suas manifestações; Pluralidade e 
circularidade cultural. Estado, poder e representatividade; Construção de identidade 
nacional. Estado, poder e representatividade; Economia e trabalho; Vida e cotidiano 
social. ; Lutas e guerras; Revolução e reforma; Estado, nação e sociedade; Os 
direitos sociais e suas dimensões; Cultura e transformação; Ideologias e 
hegemonias; Nacionalismos e lutas sociais; Indústria cultural; Mídias e discursos; 
Ditadura e democracia; Lutas e tensões políticas; Estado, poder e 
representatividade; Cultura e resistência; Globalização e exclusão social; 
Neoliberalismo; História: continuidade e reconstruções. 
 
 
OBJETIVO GERAL 
Desenvolver no aluno a capacidade de identificar os processos históricos e 
reconhecer as relações de poder existente entre eles, de modo que sejam capazes 
de se constituírem sujeitos críticos, protagonistas de sua própria história. 
ESTRUTURA CURRICULAR 
 
 
 
 
 
 
HISTORIA - 2ª ETAPA – Ensino MEDIO 
1° BIMESTRE 
EIXO A CRISE DO SISTEMA COLONIAL E INDEPENDÊNCIA DAS 
AMÉRICAS 
HABILIDADES E 
COMPETENCIAS 
- Caracterizar o processo de independência das Treze Colônias; 
- Comparar os processos de emancipação da América Espanhola e 
América Portuguesa; 
-Analisar as revoltas anti coloniais no Brasil; 
- Caracterizar o processo de Independência do Brasil. 
EIXO A FORMAÇÃO DO ESTADO NACIONAL BRASILEIRO: PODER E 
TRABALHO 
HABILIDADES E 
COMPETENCIAS 
- Analisar os movimentos sociais que atuaram nos processos de 
disputa pelo poder; 
- Discutir os limites da cidadania presentes no estado imperial; 
- Identificar estratégias de dominação e resistência que promovam 
inclusão e/ou exclusão social. 
 
HISTORIA - 2ª ETAPA – Ensino MEDIO 
2° BIMESTRE 
EIXO 
MUDANÇAS POLÍTICAS E SOCIAIS OCORRIDAS NO BRASIL NO FINAL DO 
SÉCULO XIX, GRUPOS SOCIAIS EM CONFLITO NO BRASIL REPUBLICANO E A 
CONSTRUÇÃO DA CIDADANIA NA REPÚBLICA VELHA 
HABILIDADES E 
COMPETENCIAS 
- Comparar o significado histórico-geográfico das organizações políticas e 
ocioeconômicas em escala local, regional; - Analisar o conceito de cidadania no Brasil 
republicano. EIXO 
GEOPOLÍTICA E CONFLITOS ENTRE OS SÉCULOS XIX E XX: IMPERIALISMO, A 
OCUPAÇÃO DA ÁFRICA E DA ÁSIA E SUAS IMPLICAÇÕES NA 1ª GUERRA 
MUNDIAL 
HABILIDADES E 
COMPETENCIAS 
- Identificar os significados histórico-geográficos das relações de poder entre as nações; 
- Compreender as diversidades socioculturais afro-asiáticas e analisar os conflitos 
decorrentes do processo de dominação. 
EIXO 
A ATUAÇÃO DOS GRUPOS SOCIAIS E OS PROCESSOS REVOLUCIONÁRIOS 
DO SÉCULO XX: MOVIMENTOS SOCIALISTAS 
HABILIDADES E 
COMPETENCIAS 
- Comparar a atuação dos movimentos sociais que contribuíram para mudanças em 
processos de disputa pelo poder; - Analisar diferentes processos de produção ou 
circulação de riquezas e suas implicações sócio-espaciais. 
 
ESTRUTURA CURRICULAR 
 
 
 
 
 
HISTORIA - 2ª ETAPA – Ensino MEDIO 
3° BIMESTRE 
EIXO OS SISTEMAS TOTALITÁRIOS NA EUROPA DO SÉCULO XX: 
NAZI-FASCISMO; DITADURAS NA AMÉRICA LATINA E ESTADO 
NOVO NO BRASIL 
HABILIDADES E 
COMPETENCIAS 
- Avaliar criticamente conflitos culturais, sociais, políticos, econômicos 
ou ambientais ao longo da história; 
- Relacionar os movimentos sociopolíticos nacionais e mundiais. 
EIXO 2ª GUERRA E A BIPOLARIZAÇÃO DO MUNDO (GUERRA FRIA); 
BRASIL NO CONTEXTO DA GUERRA FRIA: DITADURA MILITAR 
NO BRASIL 
HABILIDADES E 
COMPETENCIAS 
- Analisar as relações de dominação e convivência, resistência entre 
sujeitos históricos; 
- Compreender a formação de alianças e conflitos no contexto de 
disputa por hegemonia. 
- Analisar os fatores e as consequências da Ditadura militar no Brasil. 
EIXO CONFLITOS POLÍTICO-CULTURAIS PÓS-GUERRA FRIA E 
REORGANIZAÇÃO GEOPOLÍTICA DO CONTINENTE AFRICANO. 
A LUTA PELA CONQUISTA DE DIREITOS PELOS CIDADÃOS: AS 
CONSTITUIÇÕES BRASILEIRAS 
HABILIDADES E 
COMPETENCIAS 
- Compreender a cidadania em uma perspectiva histórica, como 
resultado de lutas, confrontos e negociações. 
- Contextualizar o processo de descolonização da África e seus 
reflexos na atualidade. 
EIXO NOVA ORDEM INTERNACIONAL: SOCIALISMO DE MERCADO 
(RÚSSIA, CHINA E CUBA) E NEOLIBERALISMO 
HABILIDADES E 
COMPETENCIAS 
- Comparar as dinâmicas econômicas de diferentes sociedades 
EIXO UMA NOVA ORDEM REPUBLICANA DEMOCRÁTICA NO BRASIL 
HABILIDADES E 
COMPETENCIAS 
- Analisar o processo histórico de redemocratização 
 
ESTRUTURA CURRICULAR 
 
 
 
REFERÊNCIAS 
 
ABREU, Adriana & EMANUEL, Herbert. Macapá – A capital do meio do meio do mundo. São 
Paulo. Editora Cortez, 2008. 
AQUINO, Rubim. História das Sociedades. Ed. ao livro técnico, 1980. 
 
CAMILO. Janaína. Homens e pedras do desenho das fronteiras. A construção da Fortaleza 
de São José de Macapá (1764-1782). Brasília. Senado Federal, Conselho Editorial, 2009. 
GRECES. Crescimento do Jovem na Comunidade Cristã. Ed. salesiana, 1992. 
MOCELLIN, Renato. Para Aprender a História. Editora do Brasil, 1997. 
MORAIS, Paulo Dias & MORAIS, JurandirDias. O AMAPA EM PESPECTIVA. Editora 
Gráfica J.M. Macapá – AP-2005. 
PRIORE, Mary Del & VENÂNCIO, Renato Pinto. LIVRO DE OURO DA HISTORIA DO 
BRASIL e Renato Pinto Venâncio. Editora Ediouro. R.J, Rio de Janeiro 
REIS, Athur Cézar Ferreira. Limites e demarcações na Amazônia. Cecut. 
 
RODRIGUES, Joelma Éster. História em documento: imagem e texto. 2° Ed. – 
São Paulo. 
 
SANTOS, Fernando Rodrigues. História do Amapá: da autonomia territorial ao fim do 
janarismo-1943 a 1970. Belém: Grafinorte Ind. E Comércio, 2006. 
 
 
 
HISTORIA - 2ª ETAPA – Ensino MEDIO 
4° BIMESTRE 
EIXO NOVA ORDEM INTERNACIONAL: SOCIALISMO DE MERCADO 
(RÚSSIA, CHINA E CUBA) E NEOLIBERALISMO 
HABILIDADES E 
COMPETENCIAS 
- Comparar as dinâmicas econômicas de diferentes sociedades. 
EIXO UMA NOVA ORDEM REPUBLICANA DEMOCRÁTICA NO BRASIL 
HABILIDADES E 
COMPETENCIAS 
- Analisar o processo histórico de redemocratização 
 
 
 
 
GEOGRAFIA 
 
 
 
 
APRESENTAÇÃO 
 
 
 
O currículo de geografia sofreu transformações desde a institucionalização da 
geografia como disciplina. Pode-se destacar três momentos: o período tradicional, 
no qual se privilegiou a geografia física, revelando seu caráter positivista e funcional, 
marcada pelo padrão natureza-homem-economia. 
 
O segundo momento, iniciado em meados da década de 80, a geografia 
tradicional passou a sofrer críticas baseadas na teoria marxista e esse fato 
influenciou diretamente os conteúdos curriculares da geografia na escola, mas não 
foi capaz de romper com a estrutura natureza-homem-economia. No entanto, propõe 
que se estude o espaço físico de forma integrada, envolvendo o humano e 
econômico em sua dimensão social e histórica. Essas mudanças provocaram a 
inserção de novos conteúdos no currículo da disciplina. 
 
O terceiro momento seria marcado não por uma desvinculação dos 
anteriores, na realidade, seria um aperfeiçoamento do segundo. No qual a geografia 
teve seus conteúdos alargados e por ganhar esse caráter dinâmico, passou a 
abordar temas até então considerados exclusivos de outras ciências como a história, 
economia e sociologia. Os conteúdos da disciplina geografia passaram a ter 
dimensões que ultrapassaram os limites, até então bem definidos, da geografia. A 
marca deste período seria a interdisciplinaridade, que permita ao aluno enxergar o 
espaço físico como um todo, onde ocorre as interações históricas, culturais, sociais e 
naturais, a partir da construção de conceitos como território, espaço, região, 
paisagem, natureza e sociedade. 
 
Nesse sentido, construir um currículo que tenha esse caráter interdisciplinar e 
que possibilite o aluno analisar seu espaço de forma crítica é um desafio, pois 
propor conteúdo a serem trabalhos em sala de aula exige o cuidado e a 
sensibilidade para não formar um currículo que tenha um fim em sim mesmo. A 
seleção de conteúdos deve atender a uma finalidade maior que é despertar o senso 
crítico no aluno. 
 
Durante a construção da proposta de um currículo mínimo da disciplina 
geografia para a modalidade da Educação de Jovens e Adultos da rede estadual de 
ensino do Estado do Amapá tivemos algumas dificuldades como tempo e a 
necessidade de dialogar com outros pares, mas buscamos utilizar o que já vem 
sendo trabalhado em sala, bem como ousamos propor novas formas de pensar e 
compreender a organização do espaço vivido pelo aluno da EJA. 
 
Além desta preocupação em escolher temas que despertem o senso crítico 
do aluno, também se pensou na seleção de conteúdos como forma de atrair a 
atenção do aluno, haja vista que é expressiva a evasão escolar nessa modalidade. 
Assim, elegeu-se eixos que permitam o aluno se enxergar dentro deste espaço 
como sujeito que contribui para as transformações do meio em que vive. 
 
Nesse contexto, foi elaborada a proposta do currículo mínimo a ser adotado 
na rede estadual de ensino, na modalidade EJA. A elaboração desta proposta partiu 
da pesquisa realizada pela equipe nos currículos utilizados na rede, bem como em 
outros estados, além de pesquisa bibliográfica. 
 
 
 
 
EMENTA 
 
Dispõe sobre a proposta de currículo mínimo da disciplina Geografia a ser 
trabalhada na rede estadual de ensino do Estado do Amapá, na modalidade da 
Educação de Jovens e Adultos - EJA, visando nortear os professores da disciplina 
História sobre os eixos a serem abordados em sala de aula. 
 
 
OBJETIVO GERAL 
 
Desenvolver no aluno atitudes cognitivas e sensoriais (refletir, criticar, sentir) para 
que o mesmo possa agir conscientemente nesse espaço integrado que hoje 
vivemos. 
 
 
ESTRUTURA CURRICULAR 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
GEOGRAFIA - 2ª ETAPA – Ensino Medio 
1° BIMESTRE 
EIXO MATRIZ ENERGÉTICA E AS ENERGIAS ALTERNATIVAS 
HABILIDADES E 
COMPETENCIAS 
- Compreender e localizar a infraestrutura energética no mundo: a 
geopolítica do petróleo, a crise do petróleo no mundo, o carvão, gás 
natural, energia nuclear, energia elétrica e fontes alternativas. 
- Identificar e localizar as matrizes energéticas no Brasil: sua estrutura, 
evolução e aspectos socioeconômicos. 
- Analisar as implicações econômicas, políticas, sociais e ambientais 
das matrizes energéticas brasileiras. 
- Reconhecer e compreender a importância das fontes de energia 
alternativas brasileiras (álcool, biodiesel e outros). 
- Identificar e classificar as fontes energéticas. 
- Compreender a importância geopolítica das fontes energéticas, em 
especial, o petróleo. 
 
GEOGRAFIA - 2ª ETAPA – Ensino Medio 
2° BIMESTRE 
EIXO RECURSOS HIDRÍCOS 
HABILIDADES E 
COMPETENCIAS 
- Identificar as principais Bacias hidrográficas; 
- verificar a utilização dos recursos hídricos; proteção dos recursos 
hídricos; crise 
 
ESTRUTURA CURRICULAR 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
GEOGRAFIA - 2ª ETAPA – Ensino Medio 
3° BIMESTRE 
EIXO AS REDES DE TRANSPORTES E INFORMACIONAIS 
HABILIDADES E 
COMPETENCIAS 
- Levantar e identificar os tipos de modais: hidroviário, ferroviário, 
rodoviário e aeroviário. 
- Identificar e compreender os modais de acordo com o processo de 
logística e organização espacial (vantagens e desvantagens). 
- Compreender a utilização do transporte intermodal em escala local e 
global. 
- Analisar e contextualizar o processo histórico dos meios de transporte 
do Brasil. 
- Compreender o desenvolvimento técnico e tecnológico e sua relação 
com a evolução dos meios de comunicação. 
- Identificar a existência dos canais de comunicação contemporâneos 
(telecomunicações e infovias). 
- Analisar a compressão espaço/tempo e suas consequências na 
integração do território brasileiro. 
 
GEOGRAFIA - 2ª ETAPA – Ensino Medio 
4° BIMESTRE 
EIXO UNIDADES DE CONSERVAÇÃO NO AMAPÁ 
HABILIDADES E 
COMPETENCIAS 
- Analisar o conceito de unidade de conservação; conhecer as 
espécies, conhecer, através de visitas e mapas as unidades de 
conservação existentes do estado, verificar as atividades 
desenvolvidas em torno dessas áreas. 
- Observar através de mapas as unidades de conservação existentes 
no Estado do Amapá. 
 
REFERÊNCIAS 
 
AGUIAR, J. S. Educação Inclusiva: Jogos para o ensino de conceitos. Campinas: 
Papirus,2013 
 
ALENTEJANO, Paulo R.R.; ROCHA-LEÃO, Otávio M. O trabalho de campo, uma 
ferramenta essencial para os geógrafos ou um instrumento banalizado? Boletim Paulista 
de Geografia. São Paulo: AGB/SP n.84.pp.51-67, jul.2006 
 
ALMEIDA, R. D. Cartografia Escolar. São Paulo: Contexto, 2008. 
 
ALMEIDA, R. D. Do Desenho ao Mapa: Iniciação cartográfica na escola. São Paulo: 
Contexto, 2006. 
 
ANTONELLO, I.; MOURA, J. D. P.; TSUKAMOTO, R. Y. Múltiplas Geografias: ensino- 
pesquisa-reflexão. Vol. II, Londrina: Ed. Humanidades, 2005. 
 
ANTONELLO, I.; MOURA, J. D. P.; TSUKAMOTO, R. Y. Múltiplas Geografias: ensino- 
pesquisa-reflexão. Vol. III, Londrina: Ed. Humanidades, 2006. 
 
ARCHELA, R. S.; CALVENTE, M. C. M. H. Ensino de Geografia: tecnologias digitais e 
outras técnicaspasso a passo. Londrina: Eduel, 2008. 
 
DINIZ, Flávio G; ARAÚJO, Thyago F. de. O uso de filmes no ensino de geografia: uma 
discussão sobre a representação da África.10ºEncontro Nacional de Prática de Ensino em 
Geografia, Porto Alegre: 2009. 
 
FRANCISCHETT, M. N. A Cartografia no Ensino de Geografia: construindo os caminhos 
do cotidiano. Rio de Janeiro: Litteris Ed.: Kroart, 2002. 
 
FRANCISCHETT, M. N. A Cartografia no ensino de Geografia: aprendizagem mediada. 
Cascavel: EDUNIOESTE, 2004. 
 
VESENTINI, J. W. (Org.) O Ensino de Geografia no Século XXI. Campinas: Papirus,2004 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
SOCIOLOGIA 
 
 
 
 
APRESENTAÇÃO 
 
 
 
 
Sociologia é a ciência que estuda a sociedade humana e a interação entre os 
homens. Interessa-se pelo modo como são criadas, mantidas e transformadas as 
organizações e as instituições que dão forma à estrutura social, pelo efeito que têm 
sobre o comportamento individual e social, e pelas transformações provocadas pela 
interação social. Seu terreno de investigação é bastante amplo, podendo abranger 
desde motivos pelos quais as pessoas selecionam suas amizades até as relações 
de poder ou as razões das desigualdades sociais. É, portanto, o ramo do 
conhecimento que faz das relações humanas seu objeto, aplicando de modo 
sistemático a razão e a observação e integrando explicações teóricas e métodos 
quantitativos e qualitativos de verificação empírica. 
Assim, no que se refere ao componente curricular de Sociologia da Educação 
de Jovens e Adultos - EJA é importante ressaltar que este componente está 
organizado na seguinte forma: eixo, habilidades, competências, ementa, objetivo 
geral e estrutura curricular. Esse modelo de estrutura curricular pautada nas 
competências e habilidades ajuda a selecionar melhor os conteúdos já que facilita a 
compreensão do professor mediador do conhecimento. 
Certamente não são os conteúdos que diferenciam as disciplinas umas das 
outras, e sim a postura cognitiva diferente diante da vida. E na EJA é necessário 
também ensinar sobre a vida na perspectiva sociológica. 
Portanto, esta proposta curricular é de fundamental importância visto que 
essa modalidade de ensino EJA é um dos espaços em que os seres humanos 
desenvolvem a capacidade de pensar, ler, interpretar, reinventar o seu mundo, e 
suas relações sociais por meio de um currículo reflexivo. Nesse sentido a mediação 
entre jovens e adultos, seus saberes e o conhecimento científico são recursos de 
transformação propostos no currículo de Sociologia. 
 
 
 
 
 
 
 
 
EMENTA 
 
 
 
 
Este componente curricular propõe abordar as seguintes temáticas: Sociedade, suas 
transformações e as Ciências Sociais. As primeiras inquietações e influências para o 
surgimento da Sociologia. Indivíduo e sociedade: a realidade como objeto de estudo. 
O processo de socialização: primários e secundários. Grupos sociais. Estratificação 
social. Instituições sociais. O Clássico da Sociologia: Émile Durkheim. O método de 
análise sociológico da realidade social: Funcionalismo– Durkheim. Educação. O 
Clássico da Sociologia: Max Weber. O método de análise sociológico da realidade 
social: Compreensivo – Weber. Democracia. Poder, política e Estado: formas de 
exercício do poder. O Clássico da Sociologia: Karl Marx. O método de análise 
sociológico da realidade social: Materialismo Histórico Dialético –Marx. Trabalho e 
sociedade. Emprego e desemprego. Cidadania. Cultura e suas transformações. 
 
 
 
OBJETIVO GERAL 
 
 
Conduzir o aluno nas principais questões conceituais e metodológicas do 
componente sociologia, propiciando uma formação capaz de analisar e corresponder 
o contexto social do ser humano, fazendo com que os próprios educandos através 
do que lhes forem ministrado para a sua formação básica, despertem para uma 
reflexão crítica no que se refere aos problemas do meio social, do ambiental e das 
relações sociais que fazem parte do seu cotidiano, construindo a capacidade de 
transformação do ser alienado para o cidadão consciente e/ou sensibilizado, face 
aos desafios impostos por uma sociedade globalizada. 
 
 
 
 
 
 
 
SOCIOLOGIA - 2ª ETAPA – Ensino Medio 
2° BIMESTRE 
EIXO 
1. O Clássico da Sociologia: Max Weber. 
2. O método de análise sociológico da realidade social: 
Compreensivo – Max Weber. 
3. Democracia. 
4. Poder, política e Estado: formas de exercício do poder. 
HABILIDADES E 
COMPETENCIAS 
1.1- Entender o pensamento sociológico que Max Weber valeu-se para 
fundamentar suas análises, para a compreensão dos fenômenos 
sociais. 
1.2- Identificar o método Compreensivo com o entendimento de uma 
análise dos sentidos que o homem dá à vida e às suas ações em 
diferentes significados. 
4.1- Compreender como se processa o desenvolvimento da 
democracia, seus vínculos com os conceitos de cidadania e direitos 
humanos e a importância da participação política para a afirmação 
desses direitos. 
4.2- Traçar debates sobre as relações de poder: o econômico, o 
ideológico e o político, como instrumentos que se disseminam por toda 
a sociedade. 
4.3- Reconhecer as inter-relações entre o poder, a política e o Estado, 
bem como suas influências no cotidiano. 
 
ESTRUTURA CURRICULAR 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ESTRUTURA CURRICULAR – SOCIOLOGIA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
SOCIOLOGIA - 2ª ETAPA – Ensino Medio 
1° BIMESTRE 
EIXO 
1. O Clássico da Sociologia: Émile Durkheim. 
2. O método de análise sociológico da realidade social: 
Funcionalismo – Émile Durkheim. 
3. Educação. 
HABILIDADES E 
COMPETENCIAS 
1.1- Entender a contribuição de Émile Durkheim no segmento de suas 
análises e explicações dos fenômenos sociais e à construção do 
conhecimento. 
1.2- Analisar a corrente sociológica do Funcionalismo e a sua 
contribuição de interdependência na sociedade. 
1.3- Compreender dentro da análise do pensamento de Durkheim, a 
função que a Educação desempenha para a coletividade. 
 
SOCIOLOGIA - 2ª ETAPA – Ensino Medio 
3° BIMESTRE 
EIXO 
1. O Clássico da Sociologia: Karl Marx. 
2. O método de análise sociológico da realidade social: 
Materialismo Histórico Dialético – Karl Marx. 
3. Trabalho e sociedade. 
4. Emprego e desemprego. 
5. Cidadania. 
HABILIDADES E 
COMPETENCIAS 
1.1- Entender a ideologia e a dinâmica pensada por Karl Marx entre o 
conflito e os diferentes interesses que provocaram as transformações 
históricas, surgindo novos modos de produção de bens materiais. 
1.2- Compreender a explicação do método sociológico de Karl Marx 
que combina a interpretação materialista da história e a análise 
dialética da realidade social. 
5.1- Identificar os diferentes modos de organização do trabalho. 
5.2- Comparar as relações entre profissionalização e a dinâmica das 
tendências, e exigências do mercado de trabalho no mundo atual. 
5.3- Estabelecer uma reflexão sobre as formas de desigualdades 
existentes em relação ao trabalho e emprego. 
5.4- Reconhecer a cidadania como conquista valiosa de direitos de 
igualdade e respeito dentro de princípios morais e de convivência 
social. 
 
SOCIOLOGIA - 2ª ETAPA – Ensino Medio 
4° BIMESTRE 
EIXO 
CULTURA E SUAS TRANSFORMAÇÕES 
HABILIDADES E 
COMPETENCIAS 
- Analisar as duas diferentes faces da cultura, sendo em primeiro: 
práticas, saberes, valores e normas dos diferentes agrupamentos 
humanos e em segundo: refletir a cultura na visão de mundo. 
- Construir uma visão crítica na sociedade contemporânea sobre os 
meios de comunicação de massa, por seu papel central na difusão de 
ideologias e a indústria cultural como o conjunto dos veículos de 
comunicação controlados pela classe dominante. 
 
ESTRUTURA CURRICULAR 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
REFERÊNCIAS 
 
 
 
 
ANTUNES, Ricardo. A crise, o desemprego e alguns desafios atuais. Serv. Soc. Soc., São 
Paulo, n. 104, out./dez.2010. 
 
ARON, Raymond. As etapas do pensamento sociológico. 6. Ed. Trad. Sérgio Bath. São 
Paulo: Martins Fontes, 2002. (Coleção Tópicos). 
 
BAUMAN, Zygmunt. Aprendendo a pensar com a Sociologia. Rio de Janeiro: Zahar, 2010 
BECHER, Howard S. Falando da sociedade: ensaio sobre as diferentes maneiras de 
representar o social. Rio de Janeiro: Zahar, 2009. 
 
CLEMENT, Charles; HIGUCHI, Niro. A floresta amazônica e o futuro do Brasil. Ciência & 
Cultura – temas e tendências: Amazônia, artigos. Revista da Sociedade Brasileira para o 
Progresso da Ciência, ano 58, n. 3, jul./ago./set. 2006, p. 44-51 
 
COSTA, Albertina; SORJ, Bila; BRUSCHINI, Cristina; HIRATA, Helena (Orgs.). Mercado de 
trabalho e gênero: comparações internacionais. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2008. 
 
DALLARI, Dalmo. Direitos humanos e cidadania. São Paulo: moderna, 2004. 
DAYRELL, Juarez. O rap e o funk na socialização da juventude. Revista Educação e 
Pesquisa, São Paulo, v. 28, n. 1, jan./jun. 2002. Disponível em: 
http://www.scielo.br/pdf/ep/v28n1/11660.pdf. Acesso em 21 mar. 2013 
FLORIANI, Dimas. Conhecimento, meio ambiente & globalização. Curitiba: Juruá, 2004 
FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia. São Paulo: Paz e Terra, 2011 
FRY, Peter; MACRAE, Edward. O que é homossexualidade? São Paulo: Brasiliense, 1983 
GAIGER, Luiz. Significado e tendências da economia solidária. In: CENTRAL ÚNICA DOS 
TRABALHADORES – CUT (Org.). Sindicalismo e economia solidária. São Paulo: CUT, 
1999. 
GEERTZ, Clifford. A interpretação das culturas. Rio de Janeiro: Guanabara, 1989 
GONÇALVES, L. A. O.; SILVA, P.B.G.O jogo das diferenças: multiculturalismo e seus 
contextos. Belo Horizonte: Autêntica, 1998 
 
GONH, Maria da Glória Marcondes. História dos movimentos e lutas sociais: a construção 
da cidadania dos brasileiros. São Paulo: Loyola, 1997 
 
IANNI, Octavio. Teorias da globalização. 13.ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2006 
MARTINEZ-ALIER, J. Justiça ambiental e distribuição ecológica de conflitos. In: FERREIRA, 
Leila (Org.). A Sociologia no horizonte do século XXI. São Paulo: Bom tempo, 2002. P. 122- 
135 
 
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GONÇALVES, L. A. O.; SILVA, P.B.G.O jogo das diferenças: multiculturalismo e seus 
contextos. Belo Horizonte: Autêntica, 199 
 
GONH, Maria da Glória Marcondes. História dos movimentos e lutas sociais: a construção 
da cidadania dos brasileiros. São Paulo: Loyola, 1997. 
 
IANNI, Octavio. Teorias da globalização. 13.ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2006 
MARTINEZ-ALIER, J. Justiça ambiental e distribuição ecológica de conflitos. In: FERREIRA, 
Leila (Org.). A Sociologia no horizonte do século XXI. São Paulo: Bom tempo, 2002. P. 122- 
135 
 
MORIN, Edgar. Ciência com consciência. Lisboa: Publicações Europa-América, 1994. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
FILOSOFIA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
APRESENTAÇÃO 
 
 
 
 
A elaboração da Proposta Curricular do ensino de filosofia para educação de 
Jovens e Adultos das 1ª e 2ª etapas do ensino médio,foi uma construção coletiva e 
faz parte do esforço dos professores e professoras técnicos e técnicas da Secretaria 
de Educação do Estado do Amapá (SEED), e representa um momento importante 
para a educação do estado em que diversos setores compartilharam saberes em 
prol de avanços nas diretrizes e princípios educacionais e também na organização 
curricular da rede pública do estado do Amapá. Trata-se de uma primeira proposta 
de Conteúdo Básico Comum – CBC para a área de Filosofia, motivada pela 
Resolução nº 4 do CNE / CEB, de 16/08/2006, que garante a obrigatoriedade da 
disciplina Filosofia no Ensino Médio, Será apresentada por eixos temáticos 
trabalhados a partir do desenvolvimento de competências e habilidades que devem 
permear os planos de curso e as aulas, com intuito de estabelecer um currículo 
escolar que esteja em consonância com as transformações sociais na atualidade. O 
principal objetivo é orientar o processo de ensino aprendizagem e também as 
práticas pedagógicas nas salas de aula da rede estadual de ensino, contribuindo 
assim, para a qualidade da Educação, e proporcionando a todos uma educação de 
qualidade, pautada na Educação em Direitos Humanos, que garanta a 
sistematização dos conhecimentos desenvolvidos na sociedade e o 
desenvolvimento integral do ser humano. Dessa forma, antes de tudo, este 
documento deve ser usado cotidianamente como parte do material pedagógico de 
que dispõe o educador 
 
 
 
 
EMENTA 
 
 
A finalidade da Filosofia no Ensino Médio contido nas dimensões da lei nº: 9.394/96 
e respectiva Lei nº 11.684, que deu força de lei ao parecer nº 38/2006, vem 
reconhecer a sua importância histórica na formação de todas as ciências e a sua 
contribuição para que os indivíduos sejam sujeitos de si mesmos conscientes e 
construtores de sua história, buscando prepará-los para uma vida criativa, atuante e 
distante de uma visão fragmentada sobre as questões que se desenrolam no meio 
em que vivem. Colocamos a proposta a seguir com a finalidade de orientar o campo 
curricular do ensino de filosofia de nível médio, em seu segmento EJA, visando 
adequar seu conteúdo às condições objetivas em que tal ensino pode se dar. Nesse 
sentido, levamos em conta os limites pedagógicos inerentes à sua estrutura, como 
por exemplo, carga horária reduzida, turno noturno e alto grau de heterogeneidade 
social, psicológica e epistemológica dos estudantes. 
 
OBJETIVO GERAL 
 
Compreender dialeticamente o processo do conhecimento, no qual somos herdeiros 
e construtores, com limites e possibilidades de participação ativa, oportunizando 
para que o educando desenvolva as competências necessárias da reflexão 
filosófica, como instrumento da formação cidadã. 
 
ESTRUTURA CURRICULAR 
 
 
 
FILOSOFIA - 2ª ETAPA – Ensino Medio 
1° BIMESTRE 
EIXO O QUE É CONHECIMENTO? 
HABILIDADES E 
COMPETENCIAS 
- Analisar as noções de aparência e de realidade 
- Identificar e compreender as condições de possibilidades do conhecimento. 
- Diferenciar o conhecimento fundamentado em argumentos e o saber baseado 
na autoridade 
- Reconhecer a importância da Filosofia para sua formação cognitiva, intelectual, 
afetiva e social. 
- Caracterizar o conhecimento no pensamento dos primeiros filósofos. 
- Compreender a diferença entre conhecimento empírico e cientifico 
 
FILOSOFIA - 2ª ETAPA – Ensino Medio 
3° BIMESTRE 
EIXO FILOSOFIA, POLITICA E CIDADANIA 
HABILIDADES E 
COMPETENCIAS 
- Conceituar política a partir da concepção grega de polis. 
-.Diferenciar política de politicagem. 
- Compreender a relação entre liberdade e responsabilidade. 
- Reconhecer que a luta pela conquista dos Direitos Humanos se dá a 
partir da necessidade de melhorias das condições de vida do homem. 
- Reconhecer o conflito ideológico existente entre as classes sociais. 
 
FILOSOFIA - 2ª ETAPA – Ensino Medio 
4° BIMESTRE 
EIXO PROBLEMATIZANDO A RAZÃO 
HABILIDADES E 
COMPETENCIAS 
- Situar e discutir os limites da noção de razão na modernidade. 
- Reconhecer as diferenças entre ciênciae cientificismo. 
- Identificar e analisar as finalidades da escola enquanto espaço de 
democratização do saber e de construção do 
conhecimento. 
 
 
ESTRUTURA CURRICULAR 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
FILOSOFIA - 2ª ETAPA – Ensino Medio 
2° BIMESTRE 
EIXO INSTRUMENTO DO PENSAR FILOSOFICO 
HABILIDADES E 
COMPETENCIAS 
- Apropriar-se de princípios e de alguns dos instrumentos da lógica 
para o pensar filosófico. 
- Desenvolver o raciocínio lógico e a argumentação. 
 
 
REFERÊNCIAS 
 
ARANHA, Maria Lúcia de Arruda e MARTINS, Maria Helena Pires. Temas de filosofia. São 
Paulo: Moderna, 2009. 
 
CHALITA, Gabriel. Vivendo a Filosofia. São Paulo: Ática, 2009. 
CHAUI, Marilena. Convite à filosofia. Editora Ática, São Paulo, 2013- 13ª ed 
COTRIM, Gilberto. Fundamentos da filosofia. São Paulo: Saraiva, 2008. 
 
FAGUNDES. Márcia Botelho. Aprendendo valores éticos. Belo Horizonte: 
Autêntica, 2000. 
 
GARDER, Jostein. O Mundo de Sofia. São Paulo: Cia das Letras, 2005 
 
INÊS, Lacerda Araújo. Introdução à Filosofia da Ciência. Ed. UFPR; 2004 
MINAS GERAIS, Secretaria do Estado, Proposta curricular ensino médio 
PERNAMBUCO, Parâmetros Curriculares de Filosofia e Sociologia – Educação 
de Jovens e Adultos -2013. 
 
RIO DE JANEIRO, Currículo mínimo filosofia, 2012 
RONDONIA, Referencial Curricular do Ensino Médio, .2012

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