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Prévia do material em texto

Escola Santa Maria 
Professora: Mary Alvarenga Série: 5º ano 
 
 
 
 A fábula é uma história curta. As personagens são animais que agem como seres humanos, como a 
disputa entre fortes e fracos, a esperteza e a lerdeza, a ganância e a bondade, a gratidão e a avareza, o 
bondoso e o ruim. No final do texto, é apresentada uma moral, um ensinamento ou uma crítica. . 
 
Características da fábula 
 
 Apresenta os elementos narrativos (ação, personagens, narrador, local e tempo) 
 A narrativa é curta 
 As personagens, geralmente são animais. 
 Traz uma reflexão 
 No final tem uma moral. 
 
Leia as fábulas a seguir 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Um leão, cansado de tanto caçar, dormia espichado debaixo da sombra boa de uma árvore. 
 Vieram uns ratinhos passear em cima dele e ele acordou. 
 Todos conseguiram fugir, menos um, que o leão prendeu debaixo da pata. 
Tanto o ratinho pediu e implorou que o leão desistiu de esmagá-lo e deixou que fosse embora. 
 Algum tempo depois o leão ficou preso na rede de uns caçadores. 
Não conseguindo se soltar, fazia a floresta inteira tremer com seus urros de raiva. 
Nisso apareceu o ratinho, e com seus dentes afiados roeu as cordas e soltou o leão. 
 
Moral: Uma boa ação ganha outra. 
 Fábulas de Esopo 
 Um lobo devorou sua caça tão depressa, com tanto apetite, que acabou ficando com um osso entalado 
na garganta. Cheio de dor, o lobo começou a correr de um lado para outro soltando uivos, e ofereceu uma 
bela recompensa para quem tirasse o osso de sua garganta. Com pena do lobo e com vontade de ganhar o 
dinheiro, uma cegonha resolveu enfrentar o perigo. Depois de tirar o osso, quis saber onde estava a 
recompensa que o lobo tinha prometido. 
 – Recompensa? – berrou o lobo. – Mas que cegonha pechinchona! Que recompensa, que nada! Você 
enfiou a cabeça na minha boca e em vez de arrancar sua cabeça com uma dentada deixei que você a tirasse lá 
de dentro sem um arranhãozinho. Você não acha que tem muita sorte, seu bicho insolente! Dê o fora e se 
cuide para nunca mais chegar perto de minhas garras! 
 
Moral: Não espere gratidão ao mostrar caridade para um inimigo. 
 Fábulas de Esopo 
 
 
 Um dia um corvo estava pousado no galho de uma 
árvore com um pedaço de queijo no bico quando 
passou uma raposa. Vendo o corvo com o queijo, a 
raposa logo começou a matutar um jeito de se 
apoderar do queijo. Com esta ideia na cabeça, foi para 
debaixo da árvore, olhou para cima e disse: 
 - Que pássaro magnífico avisto nessa árvore! Que 
beleza estonteante! Que cores maravilhosas! Será que 
ele tem uma voz suave para combinar com tanta 
beleza! Se tiver, não há dúvida de que deve ser 
proclamado rei dos pássaros. 
 Ouvindo aquilo o corvo ficou que era pura vaidade. Para mostrar à raposa que sabia 
cantar, abriu o bico e soltou um sonoro ―Cróóó!‖. O queijo veio abaixo, claro, e a raposa 
abocanhou ligeiro aquela delícia, dizendo: 
 - Olhe meu senhor, estou vendo que voz o senhor tem. O que não tem é inteligência! 
 
 Moral: cuidado com quem muito elogia. 
 Fábulas de Esopo 
 
 
 
Entendendo o texto 
 
1. Que tipo de texto é este? _____________________________________________________________ 
 
2. Qual é o título da história? ___________________________________________________________ 
 
3. Quem é o autor do texto? ____________________________________________________________ 
 
4. Quais são os personagens da história? ___________________________________________________ 
 
5. Onde a história acontece? ____________________________________________________________ 
 
6. Como a raposa conseguiu comer o queijo do corvo? _______________________________________ 
_____________________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________________ 
 
 
 
7. O corvo acreditou nos elogios da raposa? Justifique sua resposta. ____________________________ 
_____________________________________________________________________________________ 
_____________________________________________________________________________________ 
_____________________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________________ 
 
8. Qual dos animais foi o mais esperto? ___________________________________________________ 
_____________________________________________________________________________________ 
 
9. Qual é a moral da história? ___________________________________________________________ 
_____________________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________ 
 
10. Você concorda com a atitude da raposa? Por quê? _________________________________________ 
_____________________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________________ 
 
11. Se você fosse o corvo, qual seria sua atitude ao escutar os elogios da raposa? 
_____________________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________ 
 
12. Você acha que a raposa agiu certo? Por quê? _____________________________________________ 
_____________________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________________ 
 
13. Na fábula, os animais estão representando os seres humanos. Você acredita que esse tipo de atitude 
pode ser encontrada nos dias de hoje? ________________________________________________ 
_____________________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________ 
 
14. A finalidade desse texto é 
 
a) ( ) Relatar um acontecimento importante. 
b) ( ) Contar uma história engraçada. 
c) ( ) Descrever os personagens 
d) ( ) Transmitir uma lição de moral 
 
Crie uma fábula. Não esqueça o título, o nome dos personagens e a moral da história.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Escola Santa Maria 
Professora: Mary Alvarenga Série: 5º ano 
 
 
 Narrativa com tendência para magia e encantamento. As transformações ocorridas são produzidas 
por seres encantados dotados de poderes: fadas, magos, duendes... 
 Tem com característica a demarcação do tempo no início do parágrafo de forma imprecisa: ―Era 
uma vez...‖. ―Certa vez...‖, Frequentemente usa-se a expressão ―E foram felizes para sempre‖. Estrutura do conto 
 
 Introdução ou apresentação – É o inicio da história a ser narrada. Momento que o narrador 
apresenta fatos iniciais, os personagens e, na maioria das vezes, o tempo e o espaço. 
 
 Complicação ou desenvolvimento – Parte que se desenvolve o conflito, e nós como leitores, 
ficamos surpresos à espera do que está por vir. 
 
 Clímax – Momento mais tenso da narrativa, pois tudo pode acontecer, podendo ser aquilo que 
esperávamos ou não. 
 
 Desfecho ou conclusão – Revela o final da história, a solução para o conflito, sendo este fim 
poderá ser de vários modos: triste, alegre, surpreendente, engraçado ou trágico. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Às margens de uma extensa mata existia, há muito tempo, uma cabana pobre, feita de troncos de 
árvore, na qual morava um lenhador com sua segunda esposa e seus dois filhinhos, nascidos do primeiro 
casamento. O garoto chamava-se João e a menina, Maria. 
 A vida sempre fora difícil na casa do lenhador, mas naquela época as coisas haviam piorado ainda 
mais: não havia comida para todos. 
 — Minha mulher, o que será de nós? Acabaremos todos por morrer de necessidade. E as crianças 
serão as primeiras… 
 — Há uma solução… — disse a madrasta, que era muito malvada. — Amanhã daremos a João e 
Maria um pedaço de pão, depois os levaremos à mata e lá os abandonaremos. 
 O lenhador não queria nem ouvir falar de um plano tão cruel, mas a mulher, esperta e insistente, 
conseguiu convencê-lo. 
 No aposento ao lado, as duas crianças tinham escutado tudo, e Maria desatou a chorar. 
 — Não chore — tranquilizou-a o irmão — Tenho uma ideia. 
 Esperou que os pais estivessem dormindo, saiu da cabana, catou um punhado de pedrinhas brancas 
que brilhavam ao clarão da lua e as escondeu no bolso. Depois voltou para a cama. 
 No dia seguinte, ao amanhecer, a madrasta acordou as crianças. 
 As crianças foram com o pai e a madrasta cortar lenha na floresta e lá foram abandonadas. 
 João havia marcado o caminho com as pedrinhas e, ao anoitecer, conseguiram voltar para casa. 
 O pai ficou contente, mas a madrasta, não. Mandou-os dormir e trancou a porta do quarto. Como era 
malvada, ela planejou levá-los ainda mais longe no dia seguinte. 
 João ouviu a madrasta novamente convencendo o pai a abandoná-los, mas desta vez não conseguiu 
sair do quarto para apanhar as pedrinhas, pois sua madrasta havia trancado a porta. Maria desesperada só 
chorava. João pediu-lhe para ficar calma e ter fé em Deus. 
 Antes de saírem para o passeio, receberam para comer um pedaço de pão velho. João, em vez de 
comer o pão, guardou-o. 
 Ao caminhar para a floresta, João jogava as migalhas de pão no chão, para marcar o caminho da 
volta. 
 Chegando a uma clareira, a madrasta ordenou que esperassem até que ela colhesse algumas frutas, 
por ali. Mas eles esperaram em vão. Ela os tinha abandonado mesmo! 
 — Não chore Maria, disse João. Agora, só temos é que seguir a trilha que eu fiz até aqui, e ela está 
toda marcada com as migalhas do pão. 
 Só que os passarinhos tinham comido todas as migalhas de pão deixadas no caminho. 
 As crianças andaram muito até que chegaram a uma casinha toda feita com chocolate, biscoitos e 
doces. Famintos, correram e começaram a comer. 
 De repente, apareceu uma velhinha, dizendo: - Entrem, entrem, entrem, que lá dentro tem muito 
mais para vocês. 
 Mas a velhinha era uma bruxa que os deixou comer bastante até caírem no sono e confortáveis 
caminhas. 
 Quando as crianças acordaram, achavam que estavam no céu, parecia tudo perfeito. 
 Porém a velhinha era uma bruxa malvada que e aprisionou João numa jaula para que ele engordasse. 
Ela queria devorá-lo bem gordo. E fez da pobre e indefesa Maria, sua escrava. 
 Todos os dias João tinha que mostrar o dedo para que ela sentisse se ele estava engordando. O 
menino, muito esperto, percebendo que a bruxa enxergava pouco, mostrava-lhe um ossinho de galinha. E 
ela ficava furiosa, reclamava com Maria: 
 — Esse menino, não há meio de engordar. 
 — Dê mais comida para ele! 
 Passaram-se alguns dias até que numa manhã assim que a bruxa acordou, cansada de tanto esperar, 
foi logo gritando: 
 — Hoje eu vou fazer uma festança. 
 — Maria, ponha um caldeirão bem grande, com água até a boca para ferver. 
 — Dê bastante comida paro seu o irmão, pois é hoje que eu vou comê-lo ensopado. 
 Assustada, Maria começou a chorar. 
 — Acenderei o forno também, pois farei um pão para acompanhar o ensopado. Disse a bruxa. 
 Ela empurrou Maria para perto do forno e disse: 
 — Entre e veja se o forno está bem quente para que eu possa colocar o pão. 
 A bruxa pretendia fechar o forno quando Maria estivesse lá dentro, para assá-la e comê-la também. 
Mas Maria percebeu a intenção da bruxa e disse: 
 — Ih! Como posso entrar no forno, não sei como fazer? 
 — Menina boba! Disse a bruxa. Há espaço suficiente, até eu poderia passar por ela. 
 A bruxa se aproximou e colocou a cabeça dentro do forno. Maria, então, deu-lhe um empurrão e ela 
caiu lá dentro. A menina, então, rapidamente trancou a porta do forno deixando que a bruxa morresse 
queimada. 
 Mariazinha foi direto libertar seu irmão. 
 Estavam muito felizes e tiveram a ideia de pegarem o tesouro que a bruxa guardava e ainda algumas 
guloseimas. 
 Encheram seus bolsos com tudo que conseguiram e partiram rumo a floresta. 
Depois de muito andarem atravessaram um grande lago com a ajuda de um cisne. 
 Andaram mais um pouco e começaram a reconhecer o caminho. Viram de longe a pequena cabana 
do pai. 
 Ao chegarem na cabana encontraram o pai triste e arrependido. A madrasta havia morrido de fome e 
o pai estava desesperado com o que fez com os filhos. 
 Quando os viu, o pai ficou muito feliz e foi correndo abraça-los. Joãozinho e Maria mostraram-lhe 
toda a fortuna que traziam nos seus bolsos, agora não haveria mais preocupação com dinheiro e comida e 
assim foram felizes para sempre. 
 
 Christiane Angelotti, adaptado da obra dos Irmãos Grimm 
 
 
 
 ERA UMA VEZ um príncipe que viajou pelo 
mundo inteiro à procura da princesa ideal para se 
casar. Tinha de ser linda e de sangue azul, uma 
verdadeira princesa! 
Mas depois de muitos meses a viajar de país em 
país, o príncipe voltou para o seu reino, muito triste 
e abatido, pois não tinha conseguido encontrar a 
princesa que se tornaria sua mulher. 
 Numa noite fria e escura de inverno, quando o 
príncipe já pensava ser impossível casar com uma 
princesa, houve uma terrível tempestade. No meio 
da tempestade, alguém bateu à porta do castelo. O 
velho rei intrigado foi abrir a porta. Qual não foi a 
sua surpresa ao ver uma bela menina 
completamente molhada da cabeça aos pés. 
 A menina disse: ―poderei passar a noite aqui no 
seu castelo, senhor? Fui surpreendida pela 
tempestade enquanto viaja já de volta para o meu 
reino. Estou com fome e frio e não tenho onde 
ficar…‖. 
 
 
 O rei desconfiado perguntou: Sois uma princesa? A princesa respondeu timidamente: ―Sim, 
senhor 
 ―Então entrai, pois seria imperdoável da minha parte deixar-vos lá fora numa noite como esta!‖ 
Respondeu o rei, não muito convencido de se tratar mesmo de uma princesa. 
 Enquanto a princesa se secava e mudava de roupa, o rei informou a rainha daquela visita inesperada. 
A rainha pôs-se a pensar e, com um sorriso matreiro, disse ―vamos já descobrir se se trata de uma 
verdadeira princesa ou não…‖. 
 A rainha subiu ao quarto de hóspedesonde ia ficar a princesa e, sem ninguém ver, tirou a roupa de 
cama e colocou por baixo do colchão uma ervilha. De seguida colocou por cima da cama mais vinte 
colchões e edredons e, finalmente, a roupa de cama. 
 Então, desceu a escadaria e dirigiu-se à princesa, apresentando-se, e dizendo amavelmente: Já pode 
subir e descansar. Amanhã falaremos com mais calma sobre a menina e o seu reino… 
 A princesa subiu e deitou-se naquela cama estranha que mais parecia uma montanha! 
 Na manhã seguinte, a princesa desceu para tomar o pequeno almoço. O rei e a rainha já estavam 
sentados à mesa. A princesa saudou os reis e sentou-se. Então a rainha perguntou: Como passou a noite, 
princesa? 
 A princesa respondeu: ―Oh, a verdade é que não consegui dormir nada naquela cama tão 
incómoda‖… senti qualquer coisa no colchão que me incomodou toda a noite e deixou o meu corpo todo 
dorido! 
 O rei levantou-se e, muito ofendido, exclamou: ―Impossível‖! Nunca nenhum convidado se queixou 
dos nossos excelentes colchões de penas! 
 Mas a rainha interrompe-o e disse com um sorriso: ―Pode sim!‖ E explicou ao rei o que tinha feito 
para ver se realmente se tratava de uma princesa ou alguém a querer enganá-los. 
 A rainha levantou-se e disse a todos: ―Só uma verdadeira princesa com uma pele tão sensível e 
delicada é capaz de sentir o incómodo de uma ervilha através de vinte colchões e edredons!‖. 
 O rei e a rainha apresentaram a princesa ao seu filho o príncipe, e ele mal a viu, ficou logo perdido 
de amores. 
 Ao fim de alguns dias, o príncipe casou com a princesa, com a certeza de ter encontrado finalmente 
uma princesa verdadeira que há tanto tempo procurava. 
 A partir daquele dia, a ervilha passou a fazer parte das joias da coroa, para que todos se lembrassem 
da história da princesa ervilha. 
 
 
Adaptado do conto de Hans Christian Andersen 
 
 
 ERA UMA VEZ dois irmãos, uma menina e um 
menino, chamados Joana e João que viviam na 
floresta com a sua madrasta. Como ela era muito má 
para eles, as duas crianças decidiram fugir, assim que 
tivessem uma oportunidade. 
Esse dia chegou e, numa manhã, bem cedo, 
enquanto a madrasta ainda dormia, saíram de casa 
sem fazer barulho. 
Depois de muito andarem e já cansados, 
resolveram parar junto a um ribeiro para descansar um 
pouco. O que eles não sabiam é que a sua madrasta já 
os tinha encontrado e os seguia silenciosamente, 
através da floresta… 
 
 
Como estava um dia muito quente, João perguntou à sua irmã: 
 — Posso beber um pouco de água deste ribeiro Joana? 
Ao que a Joana respondeu, sem suspeitar que a madrasta feiticeira tinha lançado um feitiço sobre 
as águas daquele ribeiro: 
 — Claro que sim! Andamos muito, está muito calor e deves estar com sede… 
O irmão de Joana, assim que bebeu o primeiro gole de água, transformou-se numa corça! 
— Oh! Meu querido irmão, que te aconteceu? Não te preocupes, havemos de arranjar uma 
solução. Para já, temos de fugir daqui! 
Depois de andarem mais um pouco, e já quase de noite, encontraram uma casa abandonada e 
decidiram passar a noite lá. Os dias foram passando e, longe da madrasta, João e Joana acharam boa ideia 
ficar a viver ali. 
Todos os dias o menino-corça gostava de correr pela floresta, deixando a sua irmã muito 
preocupada. 
— Joãozinho, sabes bem que não gosto que andes por aí sozinho, pois tenho medo que um 
caçador te encontre e te leve! 
Mas o menino corça era muito jovem e curioso e não resistia a fazer o mesmo todos os dias. 
Um dia, já perto da hora do almoço, o menino corça chega a casa ferido, pois tinha sido atingido 
pelo tiro de um caçador. 
Joana, muito aflita, leva o irmão para dentro de casa e começa a tratar-lhe a ferida. 
O caçador que perseguia o menino corça era muito persistente, e seguiu as pegadas da corça até à 
casa dos dois irmãos. Quando lá entrou, viu Joana ao lado da corça. 
A irmã ao ver o caçador, exclamou: 
— Por favor, não mates a minha corça! Mas o caçador já nem sequer olhava para a corsa, 
maravilhado com a beleza de Joana… 
O jovem caçador, apaixonado por Joana, pergunta-lhe se quer casar com ele e ir morar para o seu 
castelo, juntamente com o menino corça. Esta aceita com alegria e o jovem caçador, Joana e João 
dirigem-se para o castelo, onde o casamento de Joana e do jovem caçador, que afinal é um príncipe, é 
celebrado com uma grande festa. 
Um ano mais tarde, Joana e o príncipe tiveram um lindo menino, a quem chamaram Bernardo, e 
todos viviam radiantes naquele reino. 
A notícia do nascimento do menino e de como eram felizes, Joana e o menino corça, chega aos 
ouvidos da cruel madrasta, deixando-a furiosa! 
A madrasta decide então castigá-los a todos, roubando-lhes Bernardo, o filho de Joana. 
A malvada feiticeira entra no quarto do Bernardo, disfarçada de criada, e prepara-se para levar o 
menino, mas eis que chega o príncipe e, apercebendo-se da intenção da madrasta, saca da sua espada 
mágica e retira todos os poderes à madrasta malvada! 
Como a madrasta já não tem os seus poderes, o feitiço é quebrado e a corça volta a transformar-se 
no Joãozinho. E assim todos juntos, puderam viver felizes para sempre. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Entre os bichos da floresta, espalhou-se a notícia de que haveria uma festa no Céu. 
 
Porém, só foram convidados os animais que voam. 
As aves ficaram animadíssimas com a notícia, começaram a falar da festa por todos os cantos da 
floresta. Aproveitavam para provocar inveja nos outros animais, que não podiam voar. 
Um sapo muito malandro, que vivia no brejo, lá no meio da floresta, ficou com muita vontade de 
participar do evento. Resolveu que iria de qualquer jeito, e saiu espalhando para todos, que também fora 
convidado. 
Os animais que ouviam o sapo contar vantagem, que também havia sido convidado para a festa no 
céu, riam dele. 
Imaginem o sapo, pesadão, não aguentava nem correr, que diria voar até a tal festa! 
Durante muitos dias, o pobre sapinho, virou motivo de gozação de toda a floresta. 
Tira essa ideia da cabeça, amigo sapo. — dizia o esquilo, descendo da árvore. — Bichos como 
nós, que não voam, não têm chances de aparecer na Festa no Céu. 
— Eu vou sim. — dizia o sapo muito esperançoso. — Ainda não sei como, mas irei. Não é justo 
fazerem uma festa dessas e excluírem a maioria dos amimais. 
Depois de muito pensar, o sapo formulou um plano. 
Horas antes da festa, procurou o urubu. Conversaram muito, e se divertiram com as piadas que o 
sapo contava. 
Já quase de noite, o sapo se despediu do amigo: 
—Bom, meu caro urubu, vou indo para o meu descanso, afinal, mais tarde preciso estar bem 
disposto e animado para curtir a festa. 
—Você vai mesmo, amigo sapo? — perguntou o urubu, meio desconfiado. 
—Claro, não perderia essa festa por nada. — disse o sapo já em retirada. — Até amanhã! 
Porém, em vez de sair, o sapo deu uma volta, pulou a janela da casa do urubu e vendo a viola dele 
em cima da cama, resolveu esconder-se dentro dela. 
Chegada a hora da festa, o urubu pegou a sua viola, amarrou-a em seu pescoço e voou em direção 
ao céu. 
Ao chegar ao céu, o urubu deixou sua viola num canto e foi procurar as outras aves. O sapo 
aproveitou para espiar e, vendo que estava sozinho, deu um pulo e saltou da viola, todo contente. 
As aves ficaram muito surpresas ao verem o sapo dançando e pulando no céu. Todos queriam 
saber como ele havia chegado lá, mas o sapo esquivando-se mudava de conversa e ia se divertir. 
Estava quase amanhecendo, quando o sapo resolveu que era hora de se preparar para a "carona" 
com o urubu. Saiu sem que ninguém percebesse, e entrou na viola do urubu, que estava encostada num 
cantinho do salão. 
O sol já estava surgindo, quando a festa acabou e os convidados foram voando, cada um para o 
seudestino. 
O urubu pegou a sua viola e voou em direção à floresta. 
Voava tranquilo, quando no meio do caminho sentiu algo se mexer dentro da viola. Espiou dentro 
do instrumento e avistou o sapo dormindo, todo encolhido, parecia uma bola. 
 —Ah! Que sapo folgado! Foi assim que você foi à festa no Céu? Sem pedir, sem avisar e ainda 
me fez de bobo! 
E lá do alto, ele virou sua viola até que o sapo despencou direto para o chão. 
A queda foi impressionante. O sapo caiu em cima das pedras do leito de um rio, e mais 
impressionante ainda foi que ele não morreu. 
Nossa Senhora, viu o que aconteceu e salvou o bichinho. 
Mas nas suas costas ficou a marca da queda; uma porção de remendos. É por isso que os sapos 
possuem uns desenhos estranhos nas costas, é uma homenagem de Deus a este sapinho atrevido, mas de 
bom coração. 
 
(Christiane Angelotti adaptação do conto de Luís da Câmara Cascudo) 
 
 
Entendendo o texto 
 
1. Que tipo de texto é este? _____________________________________________________________ 
 
2. Qual é o título da história? ___________________________________________________________ 
 
3. Quem é o autor do texto? ____________________________________________________________ 
 
4. Quais são os personagens principais da história? _________________________________________ 
 
 
5. Onde ia acontecer uma festa? _________________________________________________________ 
 
6. Por que os bichos sem asas estavam "jururus de fazer dó"? __________________________________ 
_____________________________________________________________________________________ 
____________________________________________________________________________________ 
 
7. O sapo decidiu ir à festa. Como ele conseguiu chegar até lá? ________________________________ 
_____________________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________________ 
 
8. Como se divertiu o sapo na festa? ______________________________________________________ 
_____________________________________________________________________________________ 
 
9. Na volta, o que fez o urubu descobrir onde estava o sapo? ___________________________________ 
_____________________________________________________________________________________ 
 
10. Qual foi a reação do urubu ao descobrir o sapo dentro de sua viola? ___________________________ 
____________________________________________________________________________________ 
____________________________________________________________________________________ 
 
11. O que aconteceu com o sapo? ______________________________________________________ 
_____________________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________________ 
 
12. Que outro final você daria para o conto? ________________________________________________ 
_____________________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________________ 
 
13. O conto ―A festa no Céu‖ narra: 
 
a) ( ) um ensinamento religioso 
b) ( ) a luta do bem contra o mal 
c) ( ) a explicação sobre a origem de uma característica de um animal 
d) ( ) um malandro enganando um poderoso 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Crie um conto colocando todas as partes, desde o início até o desfecho. Não esqueça 
o título e o nome dos personagens.

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