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II|FF' todos de formo universol e, consequenlemente, desvincu- lodos dos problemos relotivos oo sentido e oos fins do educoçóo, dos conteÚdos específicos, ossim como do con- texto sácioculturol concreto em que forom gerodos' D*g.-gt- qumo formo, explícito ou implicitom-ente, esto concepçõo ãã inforrnodo pelo tentotivo dã Comênio de propor "um àffijg -iivelsól poro ensinor iudo o Todos"' Perposso esto visõo o pressuposto do neutnolidode cien- tífico e técnico, como se o ciêncio pudesse ser odequodo- mente compreendido, tendo por referêncio exclusivo o suo coerêncio interno, sem levor-se em conlo iombém o conlexto historico do produçoo científico e suos implicoçóes. Hoie e fortemente enfoiizodo, por diferenles outores, o referêncio ético-sociol do conhecimento científico e dos téc- nicqs dele derivodos. A necessidode de superoçõo do perspectivo instrumen- tol foi muilo ossinolodo no I" Seminório: A Didótico pqsso por um momenlo do revisoo crílico' Tem-se o consciêncio do necessidode de superor umo visóo meromenle instrumeniol e pretensomente neuiro do seu conleÚdo. Trqto-se de um momenlo de perplexi- dode, de denúncio e onÚncio, de busco de cominhos que têm de ser conslruídos otrovés do trobolho coniun- to dos profissionois do óreq com os professores de pri- meiro e segundo grous. É pensondo o prótico pedogó- gico concrelo, orticulodo com o perspectivo de tronsfor- íoçao sociol, que emergiró umo novo configuroçóo poro o Didótico (CANDAU, '1983, p. 198)' 1.2. A construçóo de umo didático olternqlivo: o didótico Íundomentol Se este é o desofio, torno-se urgente definir os princi- pois corocterísticos que deveróo informor esio reconstru- çõo do Didótico. A primeiro, oquelo que conslitui o ponto de portido que deve informor todo o esforço o empreender, e o multi- iimensionolidode do processo de ensino -oprendizogem: t4 A perspectivo fundomentol do Didótico ossume o multi- dimensionolidode do processo de ensino-oprendizo- gem e coloco o orliculoçÓo dos três dimensóes, técni- io, humono e político, no centro configurodor de suo temótico (CANDAU, 1984, P. 2l). Neslo linho, o competêncio técnico e o compromisso político se exigem muiuomente e se interpenetrom' l.loo é possível dissocior um do outro. A dimensõo técni- , rr do prótico pedogogico, obieto proprio do Didótico, tem rlt: sêr-pensodo à luz de um proieto élico e políiico-sociol (lr,() o oriente. lslo exige portir do problemóÍico educocionol concre- r,, A Didóiico fundomentol procuro porlir do onólise do l,rrrlico pedogogico concreto e de seus determinontes: Neste seminório ficou evidenciodo que esto reflexôo (o repensor do didótico) posso por um oprofundomenlo de questÕes lois como: o nolurezo do sober escolor, o relo- çôo escolo e sociedode, o compelêncio do professor e suos dimensóes, o neutrqlidqde ou nóo do ciêncio e do lecnico, etc. (P. 112). A questõo bósico que deve informor o revisÕo do Di- dotico é o que se relocioncr com o educoçóo escolor rlcrs closses populores' Os índices persistentes do evo- ',cro e repelêncio nos primeiros séries do primeiro grou csloo oí interpelondo o conhecimento exislente e suos pc,ssibilidodes de contribuir efetivomente poro o viobi- lrztrçoo do oprendizogem dos conleÚdos bósicos do so- lr,:r cscolor pelo moiorio do populoçoo (p' I l2-1 13)' À lrr r'« rt trpoçôo pelo conÍextuolizoçoo do próiico pedo- ,r'.,rri l rl,'v,r scr umo constonte. Â 1,r,,lrlcnrótico relolivo oo ensino de Didótico nóo pode .,', ,li,,sociodo do questóo do formoçoo de educqdores ,.r",trr, J)or suo vez, se orticulo com o onólise do popel , l, r .r lur.crçoo no sociedode em que vivemos. Todo próti- ,,,',,,, irrl c historico e, nesle sentido, se oriento poro rr rlrrnunoÇdo ou poro o libertoçóo. A educoçÕo, sendo t5 CANDAU-Rumo a nova didática (1) pag rumo a uma nova CANDAU-Rumo a nova didática (1)