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EMPACOTAMENTO DO DNA Material genético (DNA ou RNA) → Partícula viral, bactéria ou um núcleo → Empacotamento (processo de compactação)→ Organização estrutural (pnts ligadores de DNA); Organização helicoidal do cromossomo (resultante da ação de enzimas) • Empacotamento de genomas virais - Particula viral: ➢ Capsídeo ➢ DNA ou RNA -Existem dois principais mecanismos pelos quais o capsídeo viral pode ser montado em torno do ácido nucléico 1. Montagem ao redor do ácido nucléico condensado: Neste método, as proteínas estruturais virais se organizam e se ligam ao redor do ácido nucléico, que já está condensado. Durante o processo de montagem essas preoteinas interegem entre si e com o ácido nucléico, formando o capsídeo completo em torno do material genético. Esse método é comum em vírus que tem um processo de replicação que produz acido nucleico condensado como alguns vírus de DNA. 2. Montagem da concha vazia: As proteínas estruturais virais se auto- organizam para formar uma estrutura semelhante a uma concha vazia, sem o ácido nucléico presente. Posteriormente, o ácido nucléico é inserido na concha vazia, e a condensação do material genético ocorre à medida que ele é incorporado. Esse método é observado em muitos vírus de DNA, onde o ácido nucléico não está inicialmente condesado durante a montagem. - Ambos os mecanismos garantem que o capsídeo viral seja montado de forma precisa e funcional em torno do ácido nucléico, permitindo que a partícula viral seja estável e capaz de infectar novas células hospedeiras. A escolha entre esses mecanismos depende das características específicas do vírus, incluindo o tipo de ácido nucléico que carrega e os detalhes do ciclo de replicação viral. • Vírus Mosaico do Tabaco -Vírus de RNA de fita simples; - Centro de nucleação: O centro de nucleação é o local onde a estrutura em grampo se forma no RNA viral. Essa estrutura em grampo é importante para a replicação e a montagem do vírus. Ela atua como um ponto de partida para a montagem das proteínas virais e outras moléculas necessárias para o ciclo de vida do vírus. - Proteínas que se ligam no centro de nucleação: As proteínas virais se ligam ao centro de nucleação do RNA viral. A partir desse ponto, essas proteínas se movem em direções opostas ao longo do RNA, atingindo as extremidades do genoma viral. Esse movimento bidirecional das proteínas é crucial para a montagem do capsídeo viral e para a replicação do RNA viral. • Empacotamento de genomas bacterianos - Genoma bacteriano: DNA cromossomal ➔ Cromossomo bacteriano: o genoma principal da bactéria é composto por uma única molécula de DNA circular, conhecida como cromossomo bacteriano ➔ Plasmídeos: Além do cromossomo principal, muitas bactérias contém pequenas moléculas de DNA circular chamadas de plasmídeos, que podem carregar denes adicionais que conferem vantagens seletivas, como resistênciaa a antibióticos. - Organização do cromossomo circular ➔ Nucleóides: O cromossomo bacteriano é organizado em uma estrutura compacta chamada nucleóide que não possui delimitação de uma membrana (oposto das células eucarióticas), mas é uma região definida dentro da célula onde o DNA está localizado. ➔ DNA em forma de alças: quando as células bacterianas são rompidas ou lisadas, o DNA pode ser visuazilado como fibras em formato de alças, que permanecem ligadas ao envelope celular rompido. Essa estrutura de alças é uma forma eficiente de empacotar o DNA e facilitar a sua replicação e transcrição. -Visualização e dinâmica ➔ Compactação e Estrutura: a compactação do DNA no nucleóide é facilitada por várias proteínas, como as proteínas HU e as proteínas de condensação de DNA. Essas proteínas ajudam a dobrar e superenrolar o DNA, mantendo- o organizado e acessível para os processos celulares necessários. ➔ Função do nucleóide: a estrutura do nucleóide permite a organização espacial do DNA, facilitando a segregação do DNA durante a divisão celular e a regulação da expressão gênica. • Organização do DNA bacteriano -Estrutura Nucleóide: ➔ O DNA bacteriano é compactada em uma região chamada de nucleóide ➔ O nucleóide não é delimitada por uma membrana, mas é uma área distinta onde o DNA é organizado e armazenado -Proteínas SMC (Structural Maintenance of Chromosomes): ➔ As proteínas SMC formam um arcabouço cromossômico essencial para a manutenção da estrutura do cromossomo ➔ Essas proteínas ajudam a condensar e organizar o DNA, facilitando a segregação durante a divisão celular e a regulação da expressão gênica. -Organização em alças ➔ O cromossomo circular bacteriano é organizado em alças (loops), que são importantes para a compactação e para a acessibilidade do DNA durante os processos de replicação e transcrição. ➔ Essas alças são fixadas em locais específicos da membrana celular ou em pontos de ancoragem dentro da célula, mantendo o DNA organizado e minimizando emaranhamentos. -Ausência de Nucleossomos ➔ Diferente dos eucariotos, que organizam seu DNA em nucleossomos (estruturas compostas por DNA enrolado em torno de histonas), as bactérias não formam nucleossomos. ➔ Em vez disso, elas usam outras proteínas, como as já mencionadas SMC e proteínas HU, para compactar e organizar seu DNA. - Importância do superenovelamento: ➔ Compactação do DNA: Superenovelar o DNA permite que grandes quantidades de material genético sejam compactadas em um espaço pequeno, como dentro de uma célula bacteriana ou em um núcleo eucariótico. ➔ Regulação da Acessibilidade: O grau de superenovelamento pode regular a acessibilidade do DNA para a maquinaria de replicação e transcrição, controlando quais regiões do DNA estão ativamente sendo expressas ou replicadas. ➔ Manutenção da Estabilidade Genômica: Superenovelamentos ajudam a manter a estabilidade do genoma, prevenindo emaranhamentos e quebras que poderiam resultar em danos genéticos. • Topoisomerase -As topoisomerases são enzimas essenciais que desempenham um papel crucial na regulação do superenovelamento do DNA. Elas são responsáveis por aumentar ou diminuir o grau de supertorção do DNA, promovendo quebras transitórias na ligação fosfodiéster, o que permite a introdução ou remoção de supertorções. As topoisomerases catalisam a formação de topoisômeros, que são moléculas de DNA com sequências e tamanhos idênticos, mas que diferem em sua topologia. - Tipo 1: ➔ Mecanismo de Ação: Rompem uma das fitas do DNA, permitindo que a fita rompida gire em torno da fita intacta para aliviar tensões de supertorção. Esse processo não requer ATP. ➔ Funções em Bactérias: o Topoisomerase I (Topo I): Geralmente relaxa o DNA introduzindo quebras temporárias em uma das fitas para remover supertorções negativas. o Topoisomerase III (Topo III): Similar à Topo I, desempenha um papel em processos específicos de manutenção de DNA e recombinação. ➔ Funções em Eucariotos: o Topoisomerase I (Topo I): Relaxa as supertorções durante processos de reparo e replicação do DNA. o Topoisomerase III (Topo III): Envolvida em reparo e replicação do DNA, assim como na resolução de estruturas de recombinação. -Tipo 2: ➔ Mecanismo de Ação: Rompem ambas as fitas do DNA simultaneamente através de um mecanismo dependente de ATP, permitindo a passagem de uma hélice de DNA através de outra para introduzir ou remover supertorções. ➔ Funções em Bactérias: o Topoisomerase II (Girase): Introduz supertorções negativas no DNA, o que é crucial para a compactação do genoma bacteriano e para facilitar a replicação e transcrição. o Topoisomerase IV (Topo IV): Especializada na dissociação dos cromossomos-filhos catenados, permitindo sua segregação durante a divisão celular. ➔ Funções em Eucariotos: o Topoisomerase IIa (Topo IIalfa): Relaxa supertorções durante reparo, replicação e transcrição do DNA. o Topoisomerase IIbeta (Topo IIbeta): Também relaxa supertorções e desempenha papelna regulação da expressão gênica. -Importância das Topoisomerases 1. Replicação do DNA 2. Transcrição 3. Empacotamento do DNA 4. Segregação cromossômica Resumo: As topoisomerases são enzimas críticas para a manutenção da estrutura e função do DNA. As Topoisomerases Tipo I introduzem quebras temporárias em uma das fitas de DNA para remover supertorções, enquanto as Topoisomerases Tipo II introduzem quebras em ambas as fitas e utilizam ATP para introduzir ou remover supertorções. Estas enzimas são fundamentais para processos como replicação, transcrição e empacotamento do DNA, bem como para a segregação cromossômica. • Tipos de supertorções ➔ Supertorção Plectonêmica : É um tipo de estrutura em que a supertorção gira para direita, tende a ser mais estendida e estreita em vez que compacta. Essa estrutura é mais comum em DNAs isolados em laboratórios- não produz compactação suficiente para empacotar o DNA na célula. ➔ Supertorção Solenóide: Envolve voltas para a esquerda. A estrutura é formada e estabilizada por proteínas ligadores de DNA e proporciona maior grau de compactação.