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PATOLOGIA 
AULA 2 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Profª Tatiana Zuccolotto 
 
 
 
2 
CONVERSA INICIAL 
As lesões teciduais podem ser desencadeadas em diversas situações, 
inclusive em condições ambientais desfavoráveis, como em locais com altas 
taxas de poluição. Sempre que os tecidos sofrem algum tipo de lesão, esta pode 
ser reversível, evoluindo para a cura, ou pode ser irreversível, evoluindo para 
morte celular. Nesta aula, abordaremos as patologias ambientais e sua relação 
com as doenças, além dos principais tipos de lesão celular e os mecanismos que 
levam à sua formação e os mecanismos de reparo dessas lesões. 
TEMA 1 – PATOLOGIA AMBIENTAL E SUA RELAÇÃO COM O 
DESENVOLVIMENTO DAS DOENÇAS 
Atualmente, no Brasil, mais de 90% da população está nas grandes 
cidades. Existe uma tendência global de aumento da população urbana e 
redução da população rural, o que pode ser atribuído a busca de maiores 
oportunidades (IBGE, 2020). E é claro que esse aumento populacional pode 
trazer consequências à saúde. 
A OMS incluiu dois temas de saúde ambiental na sua agenda para o 
século XXI: as mudanças climáticas e seus efeitos sobre a saúde humana, que 
vão desde extremos de temperatura, catástrofes, deslizamentos, falta de água, 
até surgimento de novas doenças com a proliferação de novos vetores 
transmissores de doenças. O segundo tema é a urbanização das cidades 
médias, que é considerada um desafio à saúde. Neste tema, estão incluídos o 
aumento no tempo de deslocamento que, consequentemente, reduz o tempo de 
sono, lazer e outras atividades importantes aos seres humanos, além do 
aumento nos índices de poluição do ar, do solo, das águas, poluição sonora e 
visual, aumento na produção de lixo e aumento das condições de estresse 
(WHO, 2020). 
Os altos índices de poluição trazem consequências graves à saúde. 
Esses agentes químicos, com os quais entramos em contato todos os dias, 
interferem em processos orgânicos como absorção, transporte, distribuição, 
armazenamento, biotransformação e excreção, levando ao desenvolvimento de 
patologias muitas vezes graves. 
A exposição humana a poluentes atmosféricos, por exemplo, pode 
provocar impactos de curto prazo, médio e/ou longo prazo. Entre os problemas 
 
 
3 
de curto prazo, podemos incluir irritação nas mucosas do nariz e dos olhos; 
irritação na garganta (ardência e desconforto); problemas respiratórios com 
agravamento da asma, enfisema pulmonar e bronquite asmática; e problemas 
de pele, como dermatite atópica. Já entre os problemas associados de médio e 
longo prazo, podemos incluir surgimento ou agravamento de doenças 
pulmonares e cardiovasculares; desenvolvimento de cardiopatias; diminuição da 
qualidade de vida; diminuição da expectativa de vida (em até dois anos); 
aumento das chances de desenvolver câncer, principalmente de pulmão, pele e 
bexiga; alopecia; problemas durante a gestação; nascimento de bebês abaixo 
do peso (Leite; Pereira, 2017; Brasil, 2021). 
Quando se trata da poluição hídrica, o preocupante nesse caso é que 
qualquer poluente atmosférico ou do solo que seja solúvel em água atingirá um 
destino comum: os lençóis freáticos, os lagos, os rios, os mares e/ou os oceanos. 
A poluição das águas é responsável por doenças como: cólera, febre tifoide, 
hepatites A e, doenças diarreicas agudas, amebíases e giardíase. Existem, 
ainda, doenças causadas pelo contato da pele ou mucosas com água 
contaminada por esgoto humano ou por fezes ou urina de animais. Entre estas, 
incluem-se a esquistossomose e a leptospirose (SES/SP, 2009). 
No caso da poluição do solo, o contato humano com esses poluentes pode 
desencadear inúmeras doenças, entre as quais: tétano, toxoplasmose, 
ancilostomíase, tungíase, esporotricose, paracoccidioidomicose, ascaridíase e 
verminoses (teníase, oxiuríase ou enterobíase) (BVS, 2011). Além destas, 
causadas por micro-organismos, estamos sujeitos, ainda, à contaminação por 
metais pesados, dentre os quais: alumínio, arsênio, bário, berílio, cádmio, 
chumbo, mercúrio e níquel. Os efeitos do contato com esses poluentes são 
cumulativos e a longo prazo, e suas ações no organismo incluem desde sintomas 
como dores de cabeça, náuseas e vômitos, até alterações genéticas, 
comprometimento do sistema nervoso central, renal e hepático, câncer de 
pulmão e próstata (Muniz; Oliveira-Filho, 2006; Brasil, 2008; Hess, 2018). 
Estamos acostumados com os conceitos mais comuns de poluição 
ambiental, como a do ar, da água e do solo, porém existem outros tipos de 
poluição que também trazem sérios prejuízos a saúde da população, como a 
poluição sonora, visual e radioativa. 
A poluição sonora está relacionada com inúmeros problemas 
relacionados à saúde, como reações de estresse, depressão, surdez, alterações 
 
 
4 
no sistema do labirinto, os quais desencadeiam tonturas, enjoo, vômito e até 
perda de consciência, agressividade, perda de atenção, concentração e/ou 
memórias, as quais podem levar a queda do rendimento escolar e no trabalho, 
dores de cabeça, insônia, alterações no sistema cardiovascular, com aumento 
da pressão arterial, arritmia e taquicardia, acidente vascular cerebral (AVC), 
cansaço, medo, problemas no sistema digestivo, redução da libido e 
desequilíbrios nos níveis de colesterol e hormonais (Perez, 2014). 
Já a poluição visual vai além da degradação das paisagens. Segundo 
Fiorillo (2007), as alterações na estética urbana estão entre os fatores 
responsáveis pelos altos índices de poluição visual. Essas alterações podem 
aumentar o nível de distração da população, ocasionando, consequentemente, 
aumento no número de acidentes de trânsito e impactando, assim, a saúde da 
população. Os estímulos visuais excessivos gerados por esse tipo de poluição 
levam ao cansaço visual, o qual pode vir acompanhado de dores de cabeça, 
irritabilidade e dificuldade visual. Comumente, esses excessos de informação em 
vias urbanas são responsáveis pela distração de motoristas e pedestres, 
desencadeando graves acidentes (Goulart Jr. et al., 2013). 
Por fim, acompanhando o desenvolvimento tecnológico, estamos à mercê 
da poluição nuclear, também conhecida como poluição radioativa, a mais 
perigosa entre os tipos de poluição. As consequências desencadeadas por esse 
tipo de poluição podem ser imediatas ou a longo prazo, sendo cumulativas no 
organismo. Em curto prazo, os indivíduos podem apresentar náuseas, vômitos e 
diarreia, provavelmente causados pela destruição das células do sistema 
digestivo e queimaduras. Já os efeitos da exposição em longo prazo costumam 
ser mais graves e podem incluir a inflamação do tecido cerebral, redução na 
atividade da medula óssea com redução da produção celular, infertilidade, 
teratogênese, câncer e catarata (Aquino; Aquino, 2012). 
TEMA 2 – AS LESÕES CELULARES, SUAS FORMAS E OS AGENTES 
CAUSADORES 
As lesões celulares podem ter diversas causas, e a sua gravidade 
depende de qual agente etiológico e qual tipo celular estão envolvidos, além da 
intensidade e da duração da lesão. Em geral, as lesões são reversíveis, porém, 
 
 
5 
em alguns casos, essas lesões podem ser irreversíveis, levando à morte celular 
(Porth, 2010; Varella, 2014). 
Os principais agentes lesivos são: agentes físicos, radiação, agentes 
químicos, agentes biológicos e desequilíbrios nutricionais. 
Os agentes físicos incluem: 
• Forças mecânicas: são decorrentes dos impactos físicos que causam um 
trauma. Nesse tipo de lesão, há a divisão e laceração do tecido afetado, 
incluindo fratura óssea, comprometimento dos vasos sanguíneos com 
perturbação do fluxo. 
• Extremos de temperatura: incluem tanto as temperaturas muito altas, que 
causam queimaduras extensas, choque térmico, lesão vascular, 
inativação enzimática, coagulação dos vasos sanguíneos e proteínas 
tissulares, quanto as temperaturas muito baixas, que causam um aumento 
na viscosidade do sangue e indução à vasoconstrição.Esses dois fatores 
causam uma redução no fluxo sanguíneo que pode levar à hipóxia 
tecidual, além da estase capilar, bem como a trombose capilar e arteriolar. 
• Lesões por eletricidade: provocam lesões teciduais extensas e 
perturbação dos impulsos nervosos e cardíacos. A resistência tecidual ao 
fluxo da corrente em circuitos elétricos transforma a energia elétrica em 
calor, por isso pode ocorrer a degeneração das paredes dos vasos, 
levando à formação de trombos e causando severo dano muscular e 
tecidual (Porth, 2010; Kumar et al., 2013). 
No caso da radiação temos: 
• Radiação ionizante: nesse tipo de radiação, os fótons possuem energia 
suficiente para deslocar os elétrons dos átomos e moléculas presentes 
nas células, afetando as moléculas-alvo, caso da radioterapia, ou 
originando radicais livres, que podem interagir com compostos celulares. 
A radiação ionizante é capaz de causar a morte celular, interromper a 
replicação celular ou induzir a mutações genéticas, as quais podem ou 
não ser letais. Normalmente, a resposta imediata à lesão por radiação 
ionizante inclui tumefação, ruptura das mitocôndrias e outras organelas, 
alterações na membrana celular e alterações nucleares. Já os efeitos 
crônicos da exposição à radiação ionizante incluem fibrose e escaras em 
tecidos e órgãos na área irradiada. 
 
 
6 
• Radiação não ionizante: nesse tipo de radiação, não ocorre o 
deslocamento dos elétrons de átomos e moléculas presentes nas células. 
Existem poucos casos relatados de queimaduras da pele e danos 
térmicos nos tecidos profundos. Entretanto, quando ocorrem, podem 
lesionar os tecidos dérmicos e subcutâneos. 
• Radiação ultravioleta: inclui a radiação emitida na luz solar, responsável 
pelo aumento do risco de desenvolvimento de câncer de pele. Os danos 
teciduais são associados às espécies reativas de oxigênio. Além destes, 
a radiação UV causa danos ao DNA (Porth, 2010; Kumar et al., 2013). 
Já os agentes químicos capazes de lesar as células são compostos 
comuns do dia a dia, como o monóxido de carbono expelido pelo escapamento 
de veículos automotores, até compostos mais complexos, como os metais 
pesados (mercúrio e chumbo), encontrados em equipamentos médicos, tintas, 
entre outros. Esses agentes são capazes de danificar a membrana plasmática e 
outras organelas celulares, além de inativar enzimas, induzir à coagulação 
proteica, interferir no balanço osmótico e iônico da célula, interferir no 
metabolismo orgânico e destruir as células pelo contato (Porth, 2010; Kumar et 
al., 2013). 
Os agentes biológicos incluem desde vírus até parasitas maiores. Eles 
têm a capacidade de danificar as células e incorporar-se ao DNA ou ainda liberar 
toxinas que causem danos aos tecidos, aumentando a permeabilidade capilar ou 
ainda que interfiram na produção de ATP, gerando um déficit energético ao 
organismo e, com isso, ocasionando o mau funcionamento de muitas rotas 
metabólicas e outros processos orgânicos (Porth, 2010; Kumar et al., 2013). 
Por fim, qualquer desordem nutricional, seja ela o excesso ou a falta de 
nutrientes predispões as células a sofrerem lesões. A obesidade, por exemplo, 
ou dietas ricas em gorduras saturadas induzem ao desenvolvimento da 
aterosclerose. Já, a falta de nutrientes pode induzir ao aparecimento de anemia 
ferropriva, por exemplo, ou ainda, o aparecimento de escorbuto, beribéri e 
pelagra, além da inativação de diversas rotas metabólicas pela falta de minerais 
e/ou vitaminas (Porth, 2010; Kumar et al., 2013). 
Todos esses mecanismos são responsáveis por ocasionar danos aos 
tecidos, os quais podem ser reversíveis ou irreversíveis. 
 
 
 
7 
2.1 Lesões celulares reversíveis e irreversíveis 
As lesões celulares podem ser reversíveis ou irreversíveis. As reversíveis 
são aquelas que, nos estágios iniciais ou nas formas leves de lesão as alterações 
morfológicas e funcionais, evoluem para cura se o estímulo for removido. 
Embora tenha havido comprometimento estrutural e funcional dos tecidos, não 
houve um dano celular tão intenso que evolua para cronificação da lesão com 
posterior morte celular. Já as lesões celulares irreversíveis são aquelas em que 
o dano celular excedeu o limite de adaptação ou recuperação, e a evolução é a 
morte celular (Porth, 2010; Brasil, 2017). 
Cabe salientar que a morte celular pode ser causada, por inúmeros 
motivos, entre os quais: rompimento da membrana celular, edema lisossomal e 
a vacuolização da mitocôndria com redução na geração de ATP encontram-se 
entre os principais. As anormalidades celulares irreversíveis são inúmeras, 
entretanto, três delas merecem destaque: picnose celular, cariorrexe e cariólise, 
pois afetam o núcleo celular, o que interfere em todo o funcionamento biológico 
da célula. 
• Picnose celular: nesse tipo de anormalidade, o núcleo apresenta-se bem 
menor do que o normal e com aspecto puntiforme. A cromatina sofre 
condensação e apresenta-se intensamente basofílica. 
• Cariorrexe: nessa anomalia celular, o núcleo e o material genético 
apresentam-se totalmente fragmentados. O núcleo perde totalmente a 
sua delimitação. 
• Cariólise: nessa alteração celular, há a completa dissolução do material 
genético por ação da enzima DNAse. O núcleo apresenta-se com um 
aspecto pálido em função da diminuição da basofilia, determinada pela 
dissolução da cromatina (Unicamp, 2016). 
TEMA 3 – MECANISMOS DE LESÃO CELULAR 
O desenvolvimento e a evolução de uma lesão envolvem diversos 
mecanismos. Em alguns casos, as lesões celulares são diretas, como quando 
são desencadeadas por agentes físicos. Já em outros, essas lesões celulares 
são indiretas, como as causadas por distúrbios genéticos, que alterarão o 
funcionamento metabólico do organismo. 
 
 
8 
Quase sempre, a formação de radicais livres, a hipóxia e depleção de ATP 
e a perturbação intracelular da homeostasia de cálcio são os mecanismos pelos 
quais os agentes etiológicos provocam uma lesão celular. 
• Formação de radicais livres: a presença de radicais livres pode levar ao 
rompimento celular e comprometimento tecidual, uma vez que são 
capazes de reagir com carboidratos, proteínas e lipídios, causando sérios 
danos na membrana plasmática. Essas moléculas são capazes, também, 
de inativar enzimas e interferir em reações metabólicas, de danificar a 
molécula de DNA por interagirem com os ácidos nucleicos. No caso das 
espécies reativas de oxigênio, estas podem levar o organismo ao estresse 
oxidativo, ocasionando a oxidação de diversos componentes celulares, 
além de ativar as vias de transdução de sinal e induzir a mudanças na 
expressão de genes e proteínas. As espécies reativas do oxigênio (ERO) 
podem induzir modificações e, com isso, causar danos ao DNA genômico 
e mitocondrial, causando uma disfunção no funcionamento da 
mitocôndria. Os danos oxidativos causados tanto por radicais livres 
quanto pela ERO são responsáveis por induzir ao desenvolvimento de 
várias patologias, entre as quais: esclerose amiotrófica lateral, câncer, 
progressão de doença cardiovascular e aceleração do processo de 
envelhecimento (Finkel, 2003; Van Houten et al., 2006; Porth, 2010). 
• Hipóxia e depleção de ATP: a redução ou privação no fornecimento de 
oxigênio durante a hipóxia leva à interrupção do metabolismo oxidativo e 
à produção de ATP. A gravidade do dano celular depende do grau de 
privação de oxigênio e da necessidade celular. Numa tentativa de 
compensação dessa falta de oxigênio, proteínas conhecidas como fatores 
induzidos por hipóxia (HIF) induzem a expressão dos genes responsáveis 
por estimular a produção de hemácias, produzem enzimas glicolíticas que 
geram ATP na ausência de oxigênio e aumentam a formação de novos 
vasos sanguíneos. A hipóxia pode ser o resultado de diversos fatores, 
entre os quais: quantidade inadequada de oxigênio no ar, doença 
respiratória, isquemia, anemia, edema ou da incapacidade das células nautilização de O2. Em estado de hipóxia, o metabolismo celular é alterado, 
levando à redução energética na célula. Como compensação, a célula 
inicia o metabolismo anaeróbico, usando os estoques limitados de 
glicogênio. Além disso, há redução do pH, que leva à alteração das 
 
 
9 
membranas celulares, acumula cromatina e diminui o volume celular. A 
hipóxia pode ser a causa final para morte celular. Por exemplo, um agente 
físico como o frio extremo pode causar grave vasoconstrição e prejudicar 
o fluxo sanguíneo levando o organismo a uma condição de hipotermia 
(Marx, 2004; Porth, 2010). 
• Perturbação intracelular da homeostasia de cálcio: em situações normais, 
as concentrações de cálcio no organismo são menores a nível intracelular 
e maiores a nível extracelular. Porém, em situações patológicas, como 
nos casos em ocorre isquemia, ou na presença de algumas toxinas, 
ocorre a elevação nos níveis de cálcio citossólico em função do influxo 
aumentado através da membrana celular, além de haver liberação dos 
estoques de cálcio da mitocôndria e retículo endoplasmático. Esses 
aumentos nos níveis de cálcio intracelular induzem a ativação de enzimas 
como: as fosfolipases, responsáveis por danificar a membrana celular; as 
proteases, que danificam o citoesqueleto; e as proteínas presentes na 
membrana, as ATPases, que degradam ATP e ativam sua depleção, e as 
endonucleases que fragmentam a cromatina (Porth, 2010; Kumar et al., 
2013). 
TEMA 4 – MECANISMOS DE REPARO DAS LESÕES CELULARES 
Qualquer lesão celular passa por um processo de cura, o qual acontece 
através de regeneração ou cicatrização. O processo de regeneração acontece 
quando o tecido morto é substituído por outro idêntico e há a recuperação de 
suas funções. Já no processo de cicatrização há o restabelecimento da 
homeostasia do tecido, entretanto há a formação de uma cicatriz fibrótica que 
ocasiona a perda da atividade funcional (Brasileiro Filho, 2016). 
O que determina o tipo de reparo que vai ser desencadeado em uma área 
lesionada é a extensão da lesão e qual órgão foi lesado. Entretanto, esses 
mecanismos de reparo não são excludentes. Em um mesmo tecido, pode haver 
regeneração e cicatrização (Schimitt, 2006). 
Para auxiliar no entendimento dos processos de regeneração e 
cicatrização, é importante que se conheça um pouco sobre a classificação 
tecidual quanto à capacidade de proliferação. 
As células lábeis ou intermitóticas ativas, como os epitélios de 
revestimento e as células mieloides e linfoides, são capazes de se dividir o tempo 
 
 
10 
todo. Já as células estáveis ou intermitóticas, como o tecido parenquimatoso do 
fígado, túbulos renais, glândulas exócrinas e endócrinas e células mesenquimais 
ósseas e cartilaginosas, entram em divisão quando estimuladas; caso contrário, 
ficam no G0. Existe ainda, um terceiro grupo de células, as permanentes, 
perenes ou pós-mitóticas, que após sua formação abandonam o ciclo celular e 
entram em estado não replicativo. Nesse terceiro grupo, encontram-se os 
neurônios e as fibras musculares estriadas (Sabbatini, 2001; Schmitt, 2006; 
Brasileiro Filho, 2016). 
A regeneração é mais comum em tecidos constituídos por células lábeis. 
Nos tecidos constituídos por células estáveis, a regeneração acontece a partir 
de células diferenciadas, as quais estão em G0, ou através de células tronco, ou 
ainda de células progenitoras residentes. Já as células permanentes são 
incapazes de se regenerar. Nesses casos, acontece a cicatrização. Quando a 
lesão tecidual é extensa e com ampla destruição tecidual, mesmo que seja em 
tecidos constituídos por células lábeis ou estáveis, a reparação será por 
cicatrização, devido à intensidade da agressão. 
Nas lesões agudas, a regeneração é dependente dos fatores de 
crescimento liberados pelas células inflamatórias que migraram até o local da 
lesão; ou por células vizinhas, que são estimuladas por diferentes citocinas 
geradas na inflamação, as quais são fundamentais para iniciar o processo. Já 
nas lesões crônicas, as células progenitoras e as células células-tronco 
residentes ou vindas da circulação são ativadas e entram em processo de 
proliferação diferenciando-se nas células necessárias. Quando a lesão não é 
muito extensa, as células vizinhas à área lesionada entram em divisão e ocupam 
o espaço das que tiveram morte celular. 
O processo de cicatrização tem início com a instalação de uma reação 
inflamatória, quando as células do exsudato de células fagocitárias reabsorvem 
restos celulares e o sangue extravasado. Em um segundo momento, há a 
proliferação fibroblástica e endotelial para a formação do tecido conjuntivo 
cicatricial, também denominado de tecido de granulação. Após essa formação, 
ocorre sua remodelação, favorecendo a redução do volume da cicatriz. 
O processo cicatricial pode ser classificado como: cicatrização por 
primeira intenção e cicatrização por segunda intenção. 
• Cicatrização por primeira intenção: ocorre um estímulo para aproximação 
dos bordos afetados evitando a perda tecidual, levando a uma menor 
 
 
11 
formação de tecido conjuntivo. Esse tipo de cicatrização acontece em 
ferimentos que sofreram sutura ou ferimento pequenos e de pouca 
profundidade. 
• Cicatrização por segunda intenção: ocorre em ferimentos maiores, 
quando não há aproximação dos bordos, fazendo com que o tecido 
necessite de uma maior organização, bem como uma maior deposição de 
colágeno. Nesse caso, em geral, há formação de cicatrizes aparentes 
(Sabbatini, 2001; Schmitt, 2006; Brasileiro Filho, 2016). 
TEMA 5 – MORTE CELULAR 
Em geral, a morte celular é precedida por uma lesão celular irreversível. 
De acordo com o que estudamos, a gravidade da lesão depende do tipo e do 
tempo de exposição ao agente etiológico, além da linhagem celular envolvida e 
do grau de adaptação das células envolvidas. 
Após a exposição celular a um estresse severo, há o desenvolvimento de 
uma lesão, que inicialmente se manifesta através de alterações reversíveis. Se 
o estresse persistir, a lesão progride até se tornar uma alteração irreversível e, 
assim, culminar em morte celular. Embora, na maioria das vezes, se associe a 
morte celular após a exposição tecidual a um agente etiológico, existe um outro 
fator que determina a morte celular sem que haja o estresse por esse agente. 
Nesses casos, há um controle do número de células, o qual é regulado pelo 
equilíbrio entre a proliferação celular e a morte celular. Dessa forma, são dois os 
mecanismos de morte celular, como pode ser observado na figura a seguir: a 
morte celular programada ou apoptose e a necrose, sendo esta última, sempre, 
um processo patológico (Brasil, 2017). 
 
 
 
12 
Figura 1 – Apoptose e necrose 
 
Fonte: Designua/Shutterstock. 
5.1 Apoptose 
A apoptose é a morte celular programada, ou seja, um processo de 
eliminação, seletivo e geneticamente controlado, de células alteradas ou velhas, 
as quais não tem mais o desempenho total de suas funções. Sua função é o 
encerramento do ciclo de vida de uma célula, num processo perfeitamente 
normal em inúmeros tecidos de organismos eucariontes (Lothhammer et al., 
2009; Porth, 2010). A apoptose é uma maneira natural e programada de remoção 
de células em estágios finais para que novas células possam surgir, garantindo 
dessa forma a manutenção das funções teciduais e/ou orgânicas. 
É um processo importante na remoção e remodelação de células durante 
a embriogênese, na involução de tecidos dependentes de hormônios, como 
próstata, glândulas mamárias e útero após a gestação, na atresia ovariana 
durante o ciclo menstrual, essencial para manter a saúde reprodutiva na mulher, 
além de estar presente, também, na seleção de linfócitos e demais órgãos 
 
 
13 
linfoides, e na remoção de células de tecidos com altas taxas de renovação, 
como é o caso do tecido epitelial (Porth, 2010; Brasileiro Filho, 2016). 
As célulasque estão em processo de apoptose apresentam algumas 
características morfológicas e moleculares. Entre as morfológicas, estão: 
redução do volume celular, condensação da cromatina, clivagem de DNA e 
fragmentação celular, sendo que esses fragmentos são reconhecidos e 
fagocitados rapidamente sem ocasionar resposta imunológica. Entre as 
características moleculares, podemos citar a liberação de citocromo c da 
mitocôndria, ativação de caspases, enzimas proteolíticas que clivam diversos 
substratos celulares, ocasionando a morte celular (Lucs; Pantaleão, 2010). Todo 
esse processo pode ser observado em cinco fases ao microscópio de luz, 
conforme ilustrado na Figura 2: 
1. Na fase inicial, a cromatina inicia o processo de condensação e inativação. 
Durante essa fase, com a alteração dos limites nucleares, grânulos 
grosseiros de heterocromatina são formados no interior do núcleo. O 
material genético inativo induz a desorganização e separação do 
citoesqueleto, causando uma deformação nos contornos celulares e a 
separação das junções, a fim de proteger as células adjacentes da 
transferência involuntária de resíduos tóxicos, os quais poderiam causar 
lesão ou morte. Ainda no citoplasma, ocorre o empacotamento das 
organelas pelo retículo endoplasmático, podendo originar pontos de 
vacuolização. 
2. Na segunda fase, há a interrupção do transporte celular. A célula diminui 
seu tamanho e o citoplasma torna-se mais corado e denso. Tanto os 
limites celulares quanto os limites nucleares tornam-se mais irregulares, 
e percebe-se a condensação da cromatina, a qual pode aparecer como 
uma estrutura única e densamente corada. Nesse momento, temos a 
caracterização do núcleo picnótico. 
3. Na terceira fase, o núcleo adquire uma característica enrugada e 
apresenta-se fragmentado, em pequenas partículas ou corpúsculos 
heterocromáticos. Nesse momento, temos a caracterização do processo 
de cariorréxis. 
4. Na quarta fase, é o citoplasma da célula que se apresenta em destruição. 
Ele entra em um processo de fragmentação progressivo, entretanto, ainda 
é capaz de englobar os fragmentos nucleares em alguns pontos de seu 
 
 
14 
citoplasma, os quais se desprendem da superfície celular, dando origem 
aos corpos apoptóticos. Nesse momento, temos a caracterização do 
processo de cariólise, em que ocorre a fragmentação final do material 
genético no interior de corpos apoptóticos e estes são liberados no meio 
extracelular. Além dos corpos apoptóticos, podem se desprender também 
partes citoplasmáticas sem material genético. Estas são denominadas de 
bolhas citoplasmáticas. 
5. Na quinta e última fase, acontece a limpeza dos restos celulares através 
da remoção por fagocitose das células vizinhas, por macrófagos teciduais 
ou macrófagos das cavidades associadas aos epitélios sem que haja 
dano químico ou toxicidade para as demais células do tecido 
(Lothhammer et al., 2009). 
Figura 2 – Apoptose 
 
Fonte: Designua/Shutterstock. 
 
 
15 
A apoptose também está ligada a diversos processos patológicos, como 
na morte celular associada a algumas infecções virais (hepatites B e C), nos 
distúrbios neurodegenerativos (doença de Alzheimer, doença de Parkinson e 
esclerose lateral amiotrófica), estímulos nocivos, radiação, agentes químicos e 
grandes variações de pH, além da contribuição nos processos de 
desenvolvimento do câncer. Contudo, os mecanismos de como isso influencia 
nas doenças ainda é desconhecido. 
O processo apoptótico pode acontecer por duas vias distintas, porém 
interligadas: a via extrínseca e a via intrínseca. Em ambas as vias, a fase de 
execução é realizada pelas caspases (Porth, 2010). 
A via extrínseca acontece através da indução externa por associação de 
outra célula, e não aquela que sofrerá apoptose. O processo tem início com a 
ativação dos receptores de superfície, os quais podem ser o receptor do fator de 
necrose tumoral (TNF-R), o Faz (CD95/Apo1) e o ligante indutor de apoptose 
relacionado ao TNF (TRAIL). A indução desses receptores leva à formação de 
um complexo de sinalização indutor de morte (DISC) formado pelo receptor de 
morte, uma proteína adaptadora e mais uma caspase iniciadora, normalmente a 
pró-caspase 8. Essa caspase é a responsável por ativar o DISC e induzir a 
ativação da caspase 3 acionando uma cascata de caspases, as quais levam à 
quebra de muitos substratos, ocasionado a morte celular (Kennedy; Deleo, 
2009). 
Na via intrínseca, ou mitocondrial, não há participação do receptor de 
morte. O que ocorre é a alteração do potencial da membrana mitocondrial. Essa 
via é ativada a partir da ocorrência de danos no DNA, presença de espécies 
reativas de oxigênio, em condições de hipóxia e níveis reduzidos de ATP, além 
do processo natural de envelhecimento celular, entre outros. Esses sinais 
acarretam a despolarização da membrana mitocondrial e a modificação da sua 
permeabilidade, havendo formação de poros, os quais permitem a liberação do 
citocromo c e outras proteínas pro-apoptóticas para o citoplasma. 
Consequentemente, essa alteração na permeabilidade da membrana 
mitocondrial leva à perda da homeostasia celular e, com isso, à interrupção da 
síntese de ATP. Essas modificações levam ao aumento da produção de espécies 
reativas do oxigênio, as quais induzem à oxidação de lipídios, proteínas e ácidos 
nucléicos, aumentando as diferenças do potencial da membrana mitocondrial, 
até o ponto em que ocorre a ruptura total da organela. 
 
 
16 
Outro ponto importante para a via intrínseca é que a partir da 
despolarização da membrana e das alterações da permeabilidade, o citocromo 
c inicia a ativação da cascata das caspases, incluindo a caspase 3, a etapa 
comum entre as vias intrínseca e extrínseca. 
Por outro lado, existem inúmeros inibidores desse processo apoptótico, e 
muitos autores acreditam que tal inibição esteja relacionada ao desenvolvimento 
do câncer e doenças autoimunes (Grivicich et al., 2007; Porth, 2010). 
5.2 Necrose 
É a morte celular seguida de autólise, ou seja, após a morte celular, ocorre 
a degradação enzimática dos componentes celulares por suas próprias enzimas, 
as quais são liberadas para o citoplasma a partir dos lisossomos, sendo então 
ativadas pela alta concentração de Ca++ citoplasmático. O processo necrótico 
acontece em indivíduos vivos ou mortos, embora o termo necrose refira-se à 
morte celular que acontece em um órgão ou tecido, mesmo que estes ainda 
façam parte de um organismo vivo (Proskuryakov et al., 2003; Porth, 2010; 
Brasileiro Filho, 2016). Na necrose, há um processo inflamatório devido ao 
extravasamento de enzimas para o meio extracelular, destruindo o tecido 
adjacente. Diferente da apoptose, que funciona removendo células lesadas ou 
que não podem mais desempenhar perfeitamente suas funções, para que em 
seu lugar entrem células novas, a necrose interfere na substituição celular e na 
regeneração do tecido afetado (Porth, 2010). 
Durante o processo necrótico, várias mudanças acontecem no citoplasma 
e núcleo da célula, entretanto elas não são visíveis por horas após o processo, 
nem mesmo sob olhar ao microscópio. O processo de decomposição celular ou 
tecidual pode apresentar diferentes características: 
• Necrose de liquefação: o tecido afetado apresenta consistência mole ou 
semifluida, a qual é causada pela liberação das enzimas lisossômicas dos 
tecidos mortos e células inflamatórias. Esse tipo de necrose é mais 
comum após períodos de anoxia no tecido nervoso, a qual pode ser 
causada por toxinas bacterianas, substâncias tóxicas ou isquemia. Além 
do tecido nervoso, a necrose liquefativa pode ocorrer em outras linhagens 
teciduais devido a infecções bacterianas com acúmulo de leucócitos. Se 
 
 
17 
esse processo persistir, as características podem ser alteradas e a 
necrose vista como necrose caseosa. 
• Necrose caseosa: o tecido afetado apresenta aspecto amorfo, de 
coloraçãobranca ou amarelada, e pode apresentar consistência pastosa 
ou seca em função das células mortas que se tornam uma massa granular 
friável. As células perdem os contornos e os detalhes estruturais, além de 
apresentarem núcleos picnóticos e cariorrexis. A necrose caseosa está 
associada às lesões crônicas, como na tuberculose, 
paracoccidioidomicose e a tularemia. 
• Necrose de coagulação: é característico das lesões hipóxicas em áreas 
infartadas, embora também possa aparecer em lesões causadas por 
toxinas bacterianas e agentes químicos. Durante o processo, ocorre a 
acidificação e a desnaturação das proteínas estruturais e enzimáticas da 
célula, apesar de que a formação do tecido se mantém preservada 
durante algum tempo. 
• Necrose gordurosa: é característica, principalmente, do tecido adiposo. 
Está presente nos casos de pancreatite aguda e necrose gordurosa das 
glândulas mamárias. Esse tipo de necrose acontece quando os ácidos 
graxos intracelulares extravasam e sofrem uma reação de saponificação 
formando sabão, o qual se deposita nos tecidos (Porth, 2010; Brasileiro 
Filho, 2016). 
Existe ainda uma forma estendida de lesões necróticas, que conhecemos 
por gangrena. Este termo é aplicável quando uma porção considerável de tecido 
sofre necrose. A gangrena pode ser classificada em seca ou úmida. 
Na gangrena seca, a parte afetada apresenta aspecto seco e murcho, a 
pele encontra-se enrugada e a cor muda para marrom-escuro a preto. Além 
disso, é possível observar a existência de uma linha nítida no limite entre o tecido 
morto e o não lesado, caracterizando uma reação inflamatória. Na maior parte 
dos casos, a gangrena seca é resultado da redução no suprimento arterial de 
sangue a uma parte tecidual em que não há redução no retomo venoso, e é uma 
forma de necrose de coagulação. 
Na gangrena úmida, a área afetada apresenta-se fria, edematosa, sem 
pulsação e com coloração escura. Normalmente, há a formação de bolhas na 
superfície, as quais podem estar infectadas por bactérias, causando um odor 
fétido. Diferente da gangrena seca que afeta, principalmente, as extremidades, 
 
 
18 
a gangrena úmida pode atingir, também, órgãos internos. Sua evolução é rápida 
e seus efeitos sistêmicos são graves. Se não for contida, pode levar o paciente 
a óbito por toxemia. Em muitos casos, pode haver invasão bacteriana nos tecidos 
lesados da gangrena seca, convertendo-a para forma úmida. 
Existe ainda um tipo especial de gangrena denominado de gangrena 
gasosa, que ocorre após a infecção de um tecido necrosado por bactérias do 
gênero Clostridium sp., sendo mais comum a Clostridium perfringens. Esses 
micro-organismos, quando em condições anaeróbias, produzem enzimas 
proteolíticas e lipolíticas que dissolvem as membranas celulares, causando a 
morte das células musculares, dispersão de edema intenso, anemia hemolítica, 
hemoglobinúria e insuficiência renal. Além disso, esses micro-organismos são 
produtores de gás, o que leva à formação de bolhas na superfície tecidual. Essa 
forma de gangrena é extremamente grave e potencialmente fatal, sendo preciso 
muitas vezes a amputação do membro afetado para evitar a disseminação da 
infecção (Vasconcelos, 2000; Porth, 2010; Brasileiro Filho, 2016). 
NA PRÁTICA 
De acordo com o que estudamos nesta aula, vimos que muitos poluentes 
podem ser responsáveis por causar lesões teciduais. Essas lesões podem ser 
reversíveis, ou irreversíveis, evoluindo ou não para morte celular. 
Com base nos conhecimentos adquiridos, proponha um mecanismo de 
lesão e reparação celular, e sua possível evolução para um indivíduo que teve 
contato, por aspiração, com o amianto, um grupo de minerais formado por fibras 
microscópicas que eram muito utilizadas em diversos materiais de construção, e 
que hoje é considerado um poluente de alta periculosidade. 
FINALIZANDO 
Como vimos, a conservação do meio ambiente também influencia no 
desencadeamento de lesões celulares. O aumento da população que vive em 
áreas urbanas desencadeou um aumento nos níveis de poluição, seja ela, 
atmosférica, hídrica, do solo, sonora, visual ou radioativa. Esses níveis elevados 
provocam alterações na saúde humana, e em muitas delas, lesões teciduais 
severas. Além desses poluentes, existem ainda inúmeros agentes que podem 
ocasionar lesões celulares reversíveis ou irreversíveis. As reversíveis são 
 
 
19 
aquelas que evoluem para cura, e as irreversíveis, infelizmente, evoluem para 
morte celular. Entre esses agentes, estão os agentes físicos, radiação, agentes 
químicos, agentes biológicos e desequilíbrios nutricionais. 
Quando há o contato do agente lesivo com a célula, ele pode desencadear 
a lesão através da formação de radicais livres, da hipóxia e depleção de ATP, e 
da perturbação intracelular da homeostasia de cálcio. Dependendo da gravidade 
da lesão, esta pode evoluir para cura através dos processos de regeneração ou 
cicatrização, ou pode evoluir para a morte celular. 
 
 
 
20 
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	CONVERSA INICIAL
	TEMA 1 – PATOLOGIA AMBIENTAL E SUA RELAÇÃO COM O DESENVOLVIMENTO DAS DOENÇAS
	TEMA 2 – AS LESÕES CELULARES, SUAS FORMAS E OS AGENTES CAUSADORES
	2.1 Lesões celulares reversíveis e irreversíveis
	TEMA 3 – MECANISMOS DE LESÃO CELULAR
	TEMA 4 – MECANISMOS DE REPARO DAS LESÕES CELULARES
	TEMA 5 – MORTE CELULAR
	5.1 Apoptose
	5.2 Necrose
	NA PRÁTICA
	FINALIZANDO
	REFERÊNCIAS

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