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CÂNCER DE COLO LETÍCIA MANTOVANI FEREGUETTI 
 
 
1 
 
Câncer de Colo de Útero: 
O Câncer de Colo de Útero é considerado um 
problema de saúde pública. Sua incidência vem 
diminuindo ao longo dos últimos três anos, 
principalmente devido a programas de prevenção. 
O câncer cervical começa a partir dos 30 anos, 
aumentando o seu risco rapidamente até atingir 
50 e 60 anos. 
O tipo mais comum de CA de colo de útero é o 
carcinoma de células escamosa correspondendo 
cerca de 85% a 90% dos casos, seguido pelo tipo de 
adenocarcinoma. Sendo o principal fator de risco 
para o seu desenvolvimento de lesões 
intraepiteliais de alto grau e do câncer de colo de 
útero é a infecção pelo papiloma vírus humano 
(HPV). Infecções persistentes por HPV podem levar 
a transformações intraepiteliais progressivas, que 
podem evoluir para lesões intraepiteliais 
precursoras do câncer de colo do útero, as quais, 
se não diagnosticadas e tratadas oportunamente, 
evoluem para o câncer de colo do útero. 
A infecção por HPV é a Infecção Sexualmente 
Transmissível (IST) mais comum em todo o mundo 
e a maioria das pessoas sexualmente ativas, 
homens e mulheres, terá contato com o vírus 
durante algum momento da vida. Entretanto, mais 
de 90% dessas novas infecções por HPV regridem 
espontaneamente em seis a 18 meses. 
Existem hoje 13 tipos de HPV reconhecidos como 
oncogênicos pela IARC (International Agency for 
Research on Cancer). Desses, os mais comuns são 
o HPV 16 e o HPV 18. 
A infecção pelo HPV, por si só, não representa uma 
causa suficiente para o surgimento dessa 
neoplasia, sendo necessária a persistência da 
infecção. A associação com outros fatores de risco, 
como o tabagismo e a imunossupressão (pelo vírus 
da imunodeficiência humana – HIV ou outras 
causas), influencia no surgimento desse câncer. 
A vacina contra o HPV é um dos instrumentos para 
o combate ao câncer de colo do útero. 
HISTOLOGIA E ANATOMIA: 
O colo uterino possui uma forma cilíndrica, e 
apresenta uma parte interna que constitui o canal 
cervical ou endocervice e uma parte externa que 
mantem o contato com a vagina que é o 
Ectocervice. 
 A endocérvice é revestida por uma camada 
única de células cilíndricas produtoras de 
muco, chamada de epitélio colunar 
simples. 
 Já a ectocérvice é revestida por um tecido 
de várias camadas de células planas, 
chamado de epitélio escamoso e 
estratificado. 
 Entre esses dois epitélios, encontra-se a 
Junção Escamocolunar (JEC), que é uma 
linha que pode estar tanto na ecto como na 
endocérvice, dependendo da situação 
hormonal da mulher. 
 Metaplasia escamosa: é fisiológico, quando 
se tem a troca do tipo de células. Sendo a 
metaplasia escamosa quando o epitélio 
escamoso invade o colunar, ou seja, o 
epitélio colunar passa a ser escamoso. 
CÂNCER DE COLO LETÍCIA MANTOVANI FEREGUETTI 
 
 
2 
 
 
 
 
EPIDEMIOLOGIA: 
Estimam-se que cerca de 16.590 casos novos de 
câncer de colo do útero para cada ano. 
Segundo dados do ministério da saúde existe cerca 
de 35 a 40 milhões de mulheres entre 35 a 49 anos 
que nunca realizaram o exame citopatológico. 
HISTORIA NATURAL DA DOENÇA: 
A infecção pelo HPV é a causa necessária para o 
desenvolvimento do câncer de colo de útero. 
HPV 
A infecção pelo HPV é um fator necessário, mas 
não suficiente para o desenvolvimento do câncer 
do colo do útero. 
O HPV, é um oncovírus de DNA de dupla hélice, 
pertence à família papilomavírus. São vírus 
capazes de infectar a pele ou as mucosas. 
É a infecção sexualmente transmissível no mundo 
mais prevalente. 
Hoje existem cerca de 200 tipos de HPV 
identificados, que possuem alto e baixo risco de 
oncogenicidade (inibição das proteínas 
supressoras de tumor p53 e pRb, facilitando a 
integração do DNA e a via epissomais). 
O HPV pode ser classificado em tipos de baixo e de 
alto risco de desenvolver câncer. Como já dito, 
existem 12 tipos identificados como de alto risco 
(HPV tipos 16, 18, 31, 33, 35, 39, 45, 51, 52, 56, 58 e 
59) que têm probabilidade maior de persistir e 
estarem associados a lesões pré-cancerígenas. 
 Os tipos 16 e 18 são responsáveis por 
aproximadamente 70% de todos os carcinomas 
cervicais, por serem os mais mitogênicos. Eles 
também são responsáveis por até 90% dos casos 
de câncer de ânus, até 60% dos cânceres de vagina 
e até 50% dos casos de câncer vulvar. 
CÂNCER DE COLO LETÍCIA MANTOVANI FEREGUETTI 
 
 
3 
 
 O tipo 16 é o mais prevalente e o mais 
frequente entre os carcinomas de células 
escamosas. 
 O tipo 18 é o responsável por 20% dos 
tumores e o mais comum entre os 
adenocarcinomas. 
 Os HPV de tipo 6 e 11, de baixo risco e 
encontrados na maioria dos condilomas 
genitais e papilomas laríngeos, parecem 
não oferecer nenhum risco de progressão 
para malignidade. Também são descritos 
como tipos de baixo risco o 42, 43 e 44. 
 
TRANSMISSÃO: 
A transmissão é feita principalmente pela via 
sexual, podendo ser transmitida de forma: oral-
genital, genital- genital e manual – genital. 
A infecção pelo vírus HPV é muito comum, 
estimando-se que cerca de 80% das mulheres 
sexualmente ativas vão adquirir o vírus, e a 
maioria das vezes a infecção por HPV vai ser 
eliminada espontaneamente em até 2 anos. 
Nos casos em que a infecção persiste, pode ocorrer 
lesões intraepitelaisi antes que haja a evolução 
para a neoplasia invasora o HPV, cuja a 
identificação e o tratamento adequado é o que 
possibilita a prevenção da progressão para o 
carcinoma cervical invasivo. 
 A colposcopia quando necessária, 
possibilita o diagnóstico precoce de lesões 
e tratamento adequado. 
Além dos aspectos relacionados a infecção pelo 
HPV (tipo a carga viral, infecção única ou múltipla) 
existem demais fatores que estão ligados a 
genética e ao comportamento sexual que parecem 
ter influência que irão determinar a regressão ou a 
persistência da infecção e a progressão de lesões 
precursoras de câncer. 
A idade também interfere nesse processo, sendo 
que a maioria das infecções por HPV em mulheres 
com menos de 30 anos regride de forma 
espontânea. 
 
 
A infecção ocorre quando se tem o contato com o 
HPV, com isso, ele entra no epitélio através de 
algum micro lesão e infecta a célula basal, o qual 
irá se multiplicar, essas células podem sofrer 
alterações em cerca de 1-2 anos, e irão evoluir até 
CÂNCER DE COLO LETÍCIA MANTOVANI FEREGUETTI 
 
 
4 
 
chegar em um alto grau de lesão epitelial. As 
células malignas podem vir a romper a membrana 
basal e invadir os tecidos envolventes. 
EPIDEMIOLOGIA: 
 POP-Brasil 2016-2017 estudou população 
com idade médica 21,6 anos; 
 Prevalência geral HPV 53,6%; 
 Sendo que 31% mais de um tipo de HPV ao 
mesmo tempo; 
 Embora haja diferenças importantes de 
prevalência do vírus entre as diferentes 
regiões do país, o vírus atinge todas as 
classes sociais; 
 Quase 100% dos cânceres cervicais nas 
mulheres: 
 70%: tipos 16 e 18. 
 88% dos tumores de canal anal; 
 50% dos tumores penianos; 
 26% dos carcinomas de cabeça e pescoço; 
PREVENÇÃO PRIMÁRIA: 
A vacina ANTI-HPV é feita por partículas 
semelhantes a vírus (VLP). 
 Inicialmente foram criados dois tipos de 
vacinas, a bivalente e a quadrivalente. 
 
Vacina HPV quadrivalente (6, 11, 16 e 18) e a 
bivalente (16-18). 
 A mais utilizada é a quadrivalente pois 
existe uma proteção a mais contra o 
condiloma. 
Protocolo iniciado em 2014, sobre a vacinação do 
HPV diz: 
 População feminina de 9 a 14 anos; 
 População masculina de 11 a 14 anos. 
 2 doses (6 / 6 meses); 
 APENAS 1 DOSE NO ANO DE 2024. 
 
VACINA QUADRIVALENTE - MEDCURSO 
Houve mudanças em relação ao sexo masculino e 
imunossuprimidos. 
 Sexo masculino: 9 a 14 anos (0-6 meses). 
 Imunossuprimidos: transplante de órgão 
sólidos ou de MO, pacientes oncológicos e 
HIV. 
 
VACINAÇÃO NONAVALENTE 
Possuia cobertura de 9 subtipos de HPV: 
6/11/16/18/31/33/45/52/58. 
CÂNCER DE COLO LETÍCIA MANTOVANI FEREGUETTI 
 
 
5 
 
 
A vacinação em mulheres com lesões cervicais, 
tem benefício com grau de evidência moderado. 
 Proteção de novas infecções 
 Proteção de reativação 
Mulheres conizadas – (mulheres com diagnóstico 
de HPV). 
 5 a 25% de recidiva 
 5 a 10x mais de risco para CA de colo x 
população geral 
 Mulheres tratadas de nic2+ ou adeno in situ 
 Idade entre 20 e 45 anos 
 O mais breve possível do diagnóstico 
(antes, durante ou depois do tto); 
PREVENÇÃO SECUNDÁRIA: 
É necessária uma anamnese + exame físico + 
citologia (colpocitologia). 
Clínica: normalmente em lesões iniciais são 
assintomáticas, pacientes referem sinusiorragia. 
Em lesões mais avançadas costumam queixar-se 
de dor, corrimento fétido, Metrorragia. 
Exame especular + toque vaginal/retal. 
COLPOCITOLOGIA: é o rastreamento do câncer de 
colo de útero, de acordo com o ministério da suade 
é necessário que haja uma coleta dupla, ou seja, 
deve ser coletado do ectocervice + endocervice. 
 Periodicidade: deve ser coletado pelo 
menos uma vez por ano, após 2 teste 
negativos consecutivos, a paciente pode vir 
a coletar a cada 3 anos. 
 Faixa etária: 25 a 64 anos, para mulheres 
sexualmente ativas (caso a paciente não 
tenha iniciado ainda vida sexual até os 25 
anos, deve esperar até que tenha sua 
primeira relação, e assim coletar até os 64 
anos). 
 Casos especiais: 
o Gestante: pode fazer coleta, 
igualmente. 
o PVHIV: Após sexarca começa a 
coletar o exame, não se deve 
esperar os 25 anos nesses 
pacientes. Começa a coleta logo 
após o primeiro ato sexual, a coleta 
deve ser feita de 6/6 meses no 
primeiro ano, se estiver normal, 
pode se tornar anual, no entrando 
se tiver CD4 < 200, deve-se manter 
o rastreio de 6/6meses. 
o VIRGO: paciente que ainda não 
começou a vida sexual, logo não 
coleta. 
COLPOSCOPIA + BIOPSIA DIRIGIDA = confirmação 
do diagnóstico. 
o Pode se fazer uso do ácido acético: Serve 
para coagular proteína, que mostra intensa 
área de mitose. 
o Pode fazer o TESTE DE SCHILLER (LUGOL): 
trofismo pelo glicogênio. 
CÂNCER DE COLO LETÍCIA MANTOVANI FEREGUETTI 
 
 
6 
 
O normal seria corar, pois existe grande 
quantidade de glicogênio na parte 
escamosa, no entanto quando não se cora. 
 
Achados da colposcopia + biopsia: 
Vasos atípicos + superfície irregular + 
erosão/ulceração. 
OBS.: Às vezes a colposcopia pode vir 
insatisfatória, com a JEC não visível. 
 
 Citologia cérvico-vaginal convencional 
 Citologia em base líquida 
 Captura híbrida 
 PCR 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
CÂNCER DE COLO LETÍCIA MANTOVANI FEREGUETTI 
 
 
7 
 
DIRETRIZ PARA O RASTREAMENTO DE 
CA DE COLO DE UTERO 
TEM COMO FUNÇÃO MONTAR ESTRATÉGIAS PARA 
RASTREIO. 
1.Identificar anormalidades relacionadas ao HPV 
oncogênico, com propensão a câncer invasor. 
 2. Evitar tratamento abusivo de anormalidades 
não destinadas a se tornar câncer. 
POPULAÇÃO ALVO: 
 Abaixo de 25 anos: deve-se evitar. 
 25 a 64 anos com vida sexual ativa: 
citologia trienal após 2 exames negativos 
com intervalo anual 
 64 anos: não rastrear após 2 exames 
negativos consecutivos nos últimos 5 anos. 
ADEQUALIDADE DA AMOSTRA: 
 Insatisfatória (acelular ou hipocelular; 
leitura prejudicada): repetir em 6 a 12 
semanas com correção quando possível do 
problema que motivou. 
 Somente células escamosas: repetir com 
intervalo de 1 ano e com 2 anuais negativos 
consecutivos, passará a trienal. 
SITUAÇÕES ESPECIAIS: 
 Imunossuprimidas - após o início da 
atividade sexual 6/6 meses no primeiro 
ano, se normais, seguimento anual 
enquanto se mantiver o fator de 
imunossupressão . CD4 <200 cel/mm – 
manter 6/6meses 
 Gestantes - reflete a oportunidade do 
rastreio durante o pré-natal. 
 Sem história de atividade sexual - não 
rastrear 
 Pós-menopausa: de acordo com 
orientação das demais (se necessário 
estrogenização prévia) 
 Histerectomizadas: histerectomia por 
lesões benignas sem história prévia de 
lesões cervicais: excluídas do 
rastreamento. Histerectomia por lesão 
precursora ou câncer de colo: acompanhar 
de acordo com lesão tratada. 
POPULAÇÃO ALVO: 
- Câncer colo – 0,1 a 0,2% 
 ≥ 30 anos: repetir em 6 meses 
 < 30 anos: repetir em 1 ano 
 Se 2 exames negativos: rastreio trienal 
 Se ASC-US ou alteração maior: colposcopia 
CÉLULAS ESCAMOSAS ATÍPICAS DE SIGNIFICADO 
INDETERMINADO, QUANDO NÃO SE PODE EXCLUIR 
LESÃO INTRAEPITELIAL DE ALTO GRAU: 
 Câncer de colo 1,3 a 3% 
 TODAS devem ser encaminhadas para a 
colposcopia. 
 Gestantes: colposcopia e biopsia somente 
se suspeita de invasão. Reavaliar 90 dias 
após parto. 
CÉLULAS GLANDULARES ATÍPICAS DE SIGNIFICADO 
INDETERMINADO, POSSIVELMENTE NÃO NEOPLÁSICAS 
OU CÉLULAS GLANDULARES ATÍPICAS DE SIGNIFICADO 
INDETERMINADO QUANDO NÃO SE PODE EXCLUIR LESÃO 
INTRAEPITELIAL DE ALTO GRAU: 
 Câncer: em 3% das mulheres com AGC 
 Em 50%: associação com lesões escamosas 
CÂNCER DE COLO LETÍCIA MANTOVANI FEREGUETTI 
 
 
8 
 
 
LESÃO INTRAEPITELIAL ESCAMOSA DE BAIXO GRAU: 
 - 47,4% das LIEBG regridem a exames normais 
após 24 meses. 
- 0,2% das mulheres com LIEBG , evoluem para o 
carcinoma invasor. 
 Repetir citologia em 6 meses 
 Se 2 exames negativos: rastreio trienal 
 Se qualquer citologia nova positiva: 
Colposcopia 
LESÃO INTRAEPITELIAL ESCAMOSA DE ALTO GRAU-: 
 1 a 2 % - Carcinoma invasor 
 Colposcopia em TODAS em até 3 meses 
após resultado citológico. 
LESÃO INTRAEPITELIAL ESCAMOSA DE ALTO GRAU: 
 Na gravida: Se não houver invasão, cito e 
colpo em 3 meses pós-parto 
- NIC 2/3 – reavaliar 90 dia após o parto 
 Não há contra indicação ao parto vaginal 
nas pacientes com LIE. 
LSIL NÃO PODENDO EXCLUIR MICROINVASÃO OU 
CARCINOMA EPIDERMOIDE INVASOR 
 Encaminhar para a Colposcopia 
 < 25 anos; pós-menopausa e 
imunossuprimidas: mesmas 
recomendações 
 Gestantes - biópsia se sugestiva de 
invasão - na ausência de invasão, os 
demais procedimentos diagnósticos (EZT 
ou conização) devem ser realizados 
somente 90 dias após o parto. 
INDICAÇÕES DE COLPOSCOPIA: 
• Colo com aspecto suspeito 
• Citologia com LSIL persistente 
• Citologia de HSIL (NIC II / NIC III) 
• Citologia insatisfatória persistente 
• Acetorreação ou não captação do 
Lugol no exame de inspeção visual 
• Verrugas genitais 
• IST’S 
• Sinusorragia 
• Dispareunia 
• Vulvovaginites de repetição 
• Pólipo endocervical 
 
TECNICA: 
CÂNCER DE COLO LETÍCIA MANTOVANI FEREGUETTI 
 
 
9 
 
 
 
 
 
 
 
 
TRATAMENTO DE LESÕES PRECURSORAS: 
 
CÂNCER DE COLO LETÍCIA MANTOVANI FEREGUETTI 
 
 
10 
 
 
 
 
Câncer de Colo de Útero 
FATORES DE RISCO: 
O principal fator de risco é a exposição com o HPV, 
e sabemos que o HPV se contrai através de 
relações sexuais, logo, seus fatores de risco estarão 
associados: 
 Coitarca; 
 Múltiplos parceiros; 
 IST´S; 
 Anticoncepcional combinado; 
 Tabagismo; 
 Baixa Imunidade; 
 Multipariedade; 
 Desnutrição; 
 Má higiene genital; 
 Baixo nível socioeconômico; 
 Radiação ionizante; 
 
EPIDEMIOLOGIA: 
É uma infecção persistente pelo HPV de alto risco 
oncogênico; 
SINAIS E SINTOMAS: 
 Assintomáticos nos estádios iniciais. 
 Aparecer como um sangramento vaginal 
anormal. 
 Sinusorragia (sangramento após relação 
sexual) 
 Corrimento Vaginal (Sanguinolento, fétido). 
 Casos mais avançados : emagrecimento, 
desnutrição, anemia , dor pélvica ou 
lombar, sintomas urinários ou intestinais, 
fístula vesicovaginal , edema de membros 
inferiores , sintomas relacionados a 
insuficiência pós renal 
Quais são as lesões clinicas do HPV: 
CÂNCER DE COLO LETÍCIA MANTOVANI FEREGUETTI 
 
 
11 
 
CONDILOMA ACUMINADOÉ representado pelo HPV 6 e 11 principalmente. 
 
TRATAMENTO: 
Vai depender da situação da paciente, se gravida 
ou não e do tamanho e evolução da lesão. 
 Eletrocauterização (laser): usado em 
pacientes que possui uma lesão mais 
extensa. 
 Ac. Tricloacético: ideal em lesões pequenas 
e pode ser usada em gestante. 
 Imunomoduladores: Pode fazer o uso em 
domicilio, demora mais para resolver. 
 
DIAGNÓSTICO: 
É necessário que haja uma avaliação clínica com 
coleta de anamnese + exame fisíco + especulo e 
toque vaginal. 
CLÍNICO, CIRÚRGICO E RADIOLÓGICO 
 Lesões visíveis: uma biópsia pode ser 
suficiente, mas se não for satisfatória, pode 
ser necessário uma conização. 
 A avaliação clínica é o primeiro passo, e 
pode-se completa-la com uso de exames 
de imagem: 
 Ultrassonografia 
 Tomografia computadorizada 
 Ressonância magnética 
 Tomografia por emissão de pósitrons (PET) 
 Pode ser feito por meio de rastreio 
colpocitologia oncótica; 
 Colposcopia quando houver indicação; 
 Biopsia se alteração colposcópicas. 
O estudo histopatológico vai nos dizer se existe 
uma neoplasia intraepitelial cervical (NIC) ou CA 
de colo uterino se é um câncer in situs ou invasor. 
 
CÂNCER DE COLO LETÍCIA MANTOVANI FEREGUETTI 
 
 
12 
 
 
ESTADIAMENTO / TRATAMENTO: 
Avaliação da lesão intraepitelial cervical (NIC) 
existem diversos tipos de excisão: 
CLASSIFICAÇÃO DE RICHART (1967) 
Richart (1967) considerou as displasias como um 
processo de proliferação neoplásica intraepitelial e 
introduziu o termo Neoplasia Intraepitelial Cervical 
(NIC). Agrupou as lesões precursoras em três 
graus: 
 NIC I: presença de células atípicas em até 
1/3 do epitélio; 
 NIC II: presença de células atípicas em 1/3 a 
2/3 do epitélio; 
 NIC III: presença de células atípicas em 
mais de 2/3 do epitélio. Quando a atipia 
celular atinge toda a espessura do epitélio, 
mas não ultrapassa a membrana basal, a 
lesão é denominada de carcinoma in situ. É 
importante perceber que, nesta 
classificação, NIC III engloba displasia 
acentuada e carcinoma in situ, já que a 
diferenciação entre as duas lesões é difícil. 
Além disso, ambas possuem o mesmo 
prognóstico. 
 
 
 
NIC I: não há chances de virar câncer, seu 
tratamento pode ser expectante ou destrutivo (se 
>2 anos). 
 Cauterização; 
 Crioterapia; 
NIC II ou III ou carcinoma In Situs: Deve tirar uma 
margem maior, deve ser feita uma excisão do tipo 
3 quando suspeita de invasão, sem limite da lesão 
ou JEC não visível. 
 Conização; 
TIPOS HISTOLÓGICOS: 
 Carcinoma Escamoso- HPV 16 
 Adenocarcinoma –HPV 18 
VIAS DE DISSEMINAÇÃO: 
 Contiguidade: Vagina e corpo uterino 
(invade quem está perto); 
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13 
 
 Linfática: A disseminação linfática, onde 
acometa órgãos longe. 
 Hematogenica: é raro, mas pode acontecer 
em casos graves, e pode acometer: fígado, 
pulmão e osso. 
ESTADIAMENTO FÍGO: 
ESTÁDIO 0: CARCINOME IN SITU 
ESTÁDIO I: RESTRITO AO COLO UTERINO 
IA 1- < 3 mm (microinvasor) 
IA 2- > ou = 3 a 5 mm 
IB 1- > ou = 5mm a 2 cm 
IB 2- > ou = 2cm a 4 cm 
IB 3- > ou = 4cm 
ESTÁDIO II: PEGA QUEM TÁ PERTO 
IIA= PARTE SUPERIOR DA VAGINA 
II A1 < 4 cm 
II A2 > ou = 4cm 
IIB = INVADE PARAMÉTRIO 
ESTÁDIO III: 
III A: 1/3 INFERIOR DA VAGINA 
III B: PAREDE PÉLVICA / HIDRONEFROSE 
III C: LINFONODO PÉLVICO (1) PARA-
AÓRTICO (2) 
ESTÁDIO IV: 
IV A: BEXIGA E RETO 
IV B: METÁSTASE À DISTÂNCIA 
TRATAMENTO: 
HISTERECTOMIA TIPO 1: 
(Histerectomia simples ou extrafascial: retirada do 
corpo e colo do útero). 
HISTERECTOMIA TIPO 2: 
Remoção de parte dos paramétrios e uterossacros, 
terço superior da vagina, linfadenectomia pélvica 
sistemática e linfadenectomia para-aórtica 
seletiva. Há remoção medial dos ligamentos cardinais e 
uterossacros. Difere da histerectomia tipo III pois preserva o 
ramo ureteral até o ureter, já que a artéria uterina é 
seccionada a nível do ureter; tem o ligamento cardinal 
seccionado próximo à dissecção ureteral; tem apenas o 
ligamento vesicouterino anterior seccionado, preservando o 
posterior; a vagina tem uma margem menor removida. 
HISTERECTOMIA TIPO 3: 
Remoção de parte dos paramétrios e uterossacros, 
terço superior da vagina, linfadenectomia pélvica 
sistemática e linfadenectomia para-aórtica 
seletiva. Há remoção medial dos ligamentos 
cardinais e uterossacros. Difere da histerectomia 
tipo III pois preserva o ramo ureteral até o ureter, 
já que a artéria uterina é seccionada a nível do 
ureter; tem o ligamento cardinal seccionado 
próximo à dissecção ureteral; tem apenas o 
ligamento vesicouterino anterior seccionado, 
preservando o posterior; a vagina tem uma 
margem menor removida. 
0 – Excisão do tipo 3 é diagnóstico e terapêutica; 
IA1- Padrão, histerectomia tipo 1 
 Caso a paciente tenha vontade de gestar, 
faz excisão tipo 3. 
IA2- Padrão histerectomia tipo 2 (piver II) + 
linfadenectomia pélvica. 
IB 1 e 2- Padrão é histerectomia tipo 3 (WERTHEIM-
MEIGS), é uma cirurgia que retira todo útero e o 
colo. 
IB3 ou IIA1- histerectomia (WERTHEIM-MEIGS), tipo 
3 ou quimioterapia 
> Ou = II A2- quimioterapia 
CÂNCER DE COLO LETÍCIA MANTOVANI FEREGUETTI 
 
 
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