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Tomás de Aquino e a 
Síntese Aristotélica
Tomás de Aquino, um dos mais proeminentes pensadores da filosofia 
medieval cristã, realizou uma notável síntese entre o pensamento de 
Aristóteles e os ensinamentos da teologia católica. Aquino buscou 
reconciliar a razão filosófica com a fé religiosa, argumentando que a 
filosofia poderia complementar e enriquecer a compreensão da doutrina 
cristã.
Sua obra-prima, a "Suma Teológica", é considerada um dos pilares do 
pensamento escolástico. Nela, Aquino abordou questões fundamentais, 
como a existência de Deus, a natureza da alma humana e os princípios da 
ética. Ele se baseou extensivamente no sistema aristotélico, incorporando 
conceitos como a teoria da substância, a teoria da causalidade e a 
teoria da virtude, e reinterpretando-os à luz da teologia cristã.
Ao integrar a filosofia de Aristóteles com a fé católica, Tomás de Aquino 
promoveu uma síntese brilhante, que se tornou uma referência central 
para a compreensão da relação entre razão e revelação. Sua 
abordagem racional e sistemática, aliada à sua profunda erudição 
teológica, exerceu uma influência duradoura no pensamento filosófico e 
religioso do Ocidente.
Filosofia Renascentista
A Filosofia Renascentista marcou um período de profundas 
transformações intelectuais na Europa, impulsionado pela valorização do 
indivíduo, da razão e da investigação científica. Rompendo com a visão 
teocêntrica predominante na Idade Média, os pensadores renascentistas 
buscaram redescobrir os ideais clássicos da Antiguidade grega e romana, 
aliando-os a uma nova perspectiva humanista.
Um dos nomes mais proeminentes desse movimento foi Nicolau 
Maquiavel, que em sua obra "O Príncipe" apresentou uma visão 
pragmática e realista da política, desvinculada de considerações morais. 
Maquiavel defendia que o governante deveria agir com base no que é 
eficaz, e não no que é moralmente correto, abrindo caminho para uma 
concepção secular e instrumental do poder.
Outra figura de destaque foi René Descartes, um dos principais 
expoentes do Racionalismo, que buscou estabelecer fundamentos 
sólidos para o conhecimento através da dúvida metódica e do cogito, 
"Penso, logo existo". Descartes propôs uma separação entre a mente e o 
corpo, introduzindo uma nova forma de compreender a natureza 
humana e sua relação com o mundo físico.
Maquiavel e a Política
Nicolau Maquiavel, um dos pensadores mais influentes do Renascimento, ficou conhecido por sua abordagem 
pragmática e realista da política. Em sua obra mais célebre, "O Príncipe", Maquiavel apresentou uma visão 
desvinculada das considerações morais tradicionais, defendendo que o governante deve agir de acordo com o que é 
eficaz para a manutenção do poder, e não necessariamente de acordo com o que é moralmente correto.
Rompendo com a visão predominante na Idade Média, Maquiavel propôs uma concepção secular e instrumental 
do poder, argumentando que o líder político deve estar disposto a fazer uso de meios questionáveis, como a 
mentira e a astúcia, se necessário para garantir a estabilidade e a prosperidade do Estado. Essa perspectiva 
pragmática e amoral foi considerada controversa na época, pois desafiava a visão tradicional de que a política 
deveria ser orientada por princípios éticos.
A obra de Maquiavel teve um impacto duradouro no pensamento político ocidental, introduzindo conceitos como a 
separação entre moral e política, a importância da realidade sobre as aparências e a necessidade de o 
governante ser flexível e adaptável às circunstâncias, mesmo que isso implique em tomar decisões questionáveis 
do ponto de vista moral. Sua visão realista e pragmática da política continua a ser objeto de intensos debates e 
controvérsias até os dias atuais.
Descartes e o 
Racionalismo
René Descartes, considerado um dos pais do Racionalismo, revolucionou 
a filosofia moderna com sua abordagem centrada na razão como a 
principal fonte de conhecimento. Através de sua famosa afirmação 
"Penso, logo existo" (Cogito, ergo sum), Descartes estabeleceu o eu 
pensante como o fundamento seguro a partir do qual todo o 
conhecimento pode ser construído.
Rejeitando a visão aristotélica-medieval da relação entre mente e corpo, 
Descartes propôs uma separação radical entre a substância pensante (a 
mente) e a substância extensa (o corpo material). Essa divisão entre o 
mental e o físico, conhecida como dualismo cartesiano, teve profundas 
implicações na maneira de compreender a natureza humana e sua 
relação com o mundo.
A filosofia de Descartes se baseou em um método de dúvida sistemática, 
no qual o filósofo questionava todas as crenças e percepções, buscando 
estabelecer verdades indiscutíveis a partir das quais todo o conhecimento 
poderia ser derivado. Essa abordagem racionalista contrastava com a 
visão empirista, que privilegiava a experiência sensorial como a fonte 
primária do conhecimento.
https://pt.wikipedia.org/wiki/Empirismo

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