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NOÇÕES DE DIREITO 
ADMINISTRATIVO 
Teoria, dicas e questões de concursos. 
DIREITO ADMINISTRATIVO: 
CONCEITO, FONTES E PRINCÍPIOS. 
O Direito Administrativo é o ramo do Direito que 
estuda as funções e atividades administrativas do 
Estado. 
Para tanto, engloba a legislação brasileira que 
dispõe sobre os órgãos e agentes que compõem os 
aparelhos estatais na prestação de serviços públicos, 
princípios e demais assuntos relacionados, tendo sempre 
como objetivo precípuo o de satisfazer o interesse 
coletivo. 
Conforme Odete Medauar (2003), o Direito 
Administrativo é um conjunto de normas e princípios que 
regem a atuação da Administração Pública. 
O conceito mais aceita pela doutrina é a definição 
dada por Hely Lopes Meirelles: “o Direito 
Administrativo é o conjunto harmônico de princípios 
jurídicos que regem os órgãos, os agentes e as 
atividades públicas tendentes a realizar, concreta, 
direta e imediatamente, os fins desejados pelo 
Estado“. 
OBJETO 
O objeto de estudo do Direito Administrativo 
sofreu grande evolução ao longo do tempo, desde o 
momento em que era visto como um simples estudo das 
normas administrativas, passando pelo período do 
serviço público, da disciplina do bem público, até os dias 
atuais, quando se preocupa com os sujeitos que exercem 
e sofrem com a atividade do Estado, bem como das 
funções e atividades que a Administração Pública 
desempenha; o que leva a observar que o seu objeto de 
estudo é dinâmico e evolui, em consonância com a 
atividade administrativa e o desenvolvimento do Estado. 
Destarte, seu objeto principal é o desempenho 
da função administrativa. 
FONTES DO DIREITO ADMINISTRATIVO 
Segundo o saudoso Hely Lopes Meirelles, o 
Direito Administrativo possui quatro fontes: a lei, a 
doutrina, a jurisprudência e os costumes, sendo a Lei a 
principal, formal e primordial. 
A LEI, em sentido amplo, é a fonte primária do 
Direito Administrativo, abrangendo esta expressão desde 
a Constituição até os regulamentos executivos. E 
compreende-se que assim seja, porque tais atos, 
impondo o seu poder normativo aos indivíduos e ao 
próprio Estado, estabelecem relações de administração 
de interesse direto e imediato do Direito Administrativo. 
DICA DA PROVA: Em decorrência do princípio da 
legalidade, a lei é a mais importante de todas as 
fontes do Direito Administrativo. (Cespe/TRT/10ª 
Região/2013) 
A DOUTRINA, formando o sistema teórico de 
princípios aplicáveis ao Direito Positivo, é elemento 
construtivo da Ciência Jurídica à qual pertence a 
disciplina em causa. A doutrina é que distingue as regras 
que convêm ao Direito Público e ao Direito Privado, e 
mais particularmente a cada um dos sub-ramos do saber 
jurídico. Ela influi não só na elaboração da lei, como nas 
decisões contenciosas e não contenciosas, ordenando, 
assim, o próprio Direito Administrativo. 
A JURISPRUDÊNCIA, traduzindo a reiteração 
dos julgamentos num mesmo sentido, influencia 
poderosamente a construção do Direito, e especialmente 
a do Direito Administrativo, que se ressente de 
sistematização doutrinária e de codificação legal. A 
jurisprudência tem um caráter mais prático, mais objetivo 
que a doutrina e alei, mas nem por isso se aparta de 
princípios teóricos que, por sua persistência nos 
julgados, acabam por penetrar e integrar a própria 
Ciência Jurídica. Outra característica da jurisprudência é 
o seu nacionalismo. Enquanto a doutrina tende a
universalizar-se, a jurisprudência tende a nacionalizar-se,
pela contínua adaptação da lei e dos princípios teóricos
ao caso concreto. Sendo o Direito Administrativo menos
geral que os demais ramos jurídicos, preocupa-se
diretamente com a Administração de cada Estado, e por
1
http://www.editoradince.com.br/
isso mesmo encontra, muitas vezes, mais afinidade com 
a jurisprudência pátria que com a doutrina estrangeira. A 
jurisprudência, entretanto, não obriga quer a 
Administração, que o Judiciário, porque não vigora entre 
nós o princípio norte-americano do stare decises, 
segundo o qual a decisão judicial superior vincula as 
instâncias inferiores para os casos idênticos. 
O COSTUME, em razão da deficiência da 
legislação, a prática administrativa vem suprindo o texto 
escrito, e sedimentada na consciência dos 
administradores e administrados, a praxe burocrática 
passa a suprir a lei, ou atua como elemento reformativo 
da doutrina. 
OBS.: A lei é a fonte primária do Direito 
Administrativo. Todas as demais fontes citadas 
são secundárias, acessórias. 
OUTRAS FONTES: Ao lado da LEI, a principal 
fonte de qualquer direito, os autores enumeram outros: a 
analogia, a equidade, os princípios gerais do direito, os 
Tratados internacionais não recepcionados, a instrução e 
a circular. 
REGIME JURÍDICO DA ADMINISTRAÇÃO 
PÚBLICA 
“Conjunto de traços, de conotações, que tipificam 
o direito administrativo, colocando a Administração
Pública numa posição privilegiada, vertical na relação
jurídico-administrativa” (Di Pietro).
“Conjunto de prerrogativas e restrições a que está 
sujeita a Administração e que não se encontram nas 
relações entre particulares” (Di Pietro). 
Como se vê, para a citada jurista, o regime 
jurídico-administrativo resume-se, basicamente, a apenas 
duas palavras: PRERROGATIVAS e SUJEIÇÕES 
(RESTRIÇÕES). Essas prerrogativas e restrições são 
manifestações dos princípios constitucionais do Direito 
Administrativo, a seguir referidos. 
Para Celso Antônio Bandeira de Mello, o conteúdo 
deste regime encontra expressão, fundamental, em dois 
princípios: o da supremacia do interesse público sobre o 
privado e o da indisponibilidade dos interesses públicos. 
Convém lembrar ainda, que, se por um lado as 
prerrogativas do regime jurídico-administrativo conferem 
à Administração uma posição sobranceira, frente ao 
particular, por outro lado, muitos dos princípios e 
restrições que lhe são próprios funcionam como meios de 
proteção dos direitos dos administrados. Aliás, o regime 
jurídico-administrativo é expressão equilibrada de duas 
realidades jurídicas de máxima importância: a 
necessidade de satisfação dos interesses coletivos e a 
proteção aos direitos dos administrados, frente a ação do 
Estado 
PRINCÍPIOS DE DIREITO ADMINISTRATIVO 
São princípios basilares do Direito 
Administrativo: supremacia do interesse público sobre 
o particular e indisponibilidade do interesse público.
No Brasil, a Jurisdição é uma, cabendo apenas 
a um órgão à competência de dizer o Direito de forma 
definitiva, é dizer, fazendo coisa julgada material: Poder 
Judiciário. 
Diz-se que a Jurisdição é dual quando há 
previsão de que dois órgãos se manifestem de forma 
definitiva sobre o Direito, cada qual com suas 
competências próprias, como na França. 
Aqui, as decisões em matéria administrativa só 
fazem coisa julgada material quando tomadas pelo 
Judiciário. 
Dualidade de jurisdição e duplo grau de 
jurisdição não se confundem. Dualidade: dois órgãos 
dizendo o Direito no caso concreto, de forma definitiva. 
Duplo grau: duas instâncias, dentro do mesmo órgão, 
decidindo a mesma matéria, uma superior à outra. 
Pelo princípio específico da legalidade, a 
Administração Pública só poderá fazer o que estiver 
previsto na lei. 
Duas são as vertentes do princípio 
da impessoalidade. Na primeira, qualquer ato da 
Administração Pública deve zelar pelo interesse público, 
não pessoal. Na outra, os atos são imputados à entidade 
a que se vincula o agente público, não a ele próprio. 
O princípio da moralidade diz respeito à moral 
interna da instituição, que deve pautar os atos dos 
agentes públicos, como complemento à lei. Os atos 
devem ser, além de legais, honestos, e seguir os bons 
costumes e a boa administração. 
Seguindo o princípio da publicidade, a regra é de 
que todos os atos devem ser públicos, garantindo a 
transparência estatal. As exceções devem ser legalmente 
previstas e também atenderem ao interesse público. 
O princípio da eficiência prega a maximização de 
resultados em qualquer ação da Administração Pública,que deve ser rápida, útil, econômica, voltada para os 
melhores resultados esperados por todos. 
Cinco princípios básicos da Administração, 
expressos na Constituição Federal, em seu art. 37, caput: 
legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e 
eficiência. 
LIMPE a Administração Pública: 
Legalidade 
Impessoalidade 
Moralidade 
Publicidade 
Eficiência 
A supremacia do interesse público é um 
princípio basilar da Administração Pública, que deve ser 
observado tanto pelo legislador, no momento de produzir 
a lei, quanto pelo administrador, quando de sua 
execução. O interesse público é indisponível, tendo o 
agente público o poder-dever de agir de acordo com esse 
princípio. 
Em face do atributo da presunção de legitimidade, 
tomam-se como existentes os fatos alegados e como 
legais os atos administrativos praticados, até prova em 
contrário. É uma presunção relativa, “juris tantum”. 
O princípio da continuidade estabelece a 
necessidade de que a Administração Pública não 
interrompa a prestação de seus serviços, pois 
fundamentais e essenciais à coletividade. 
O princípio da hierarquia determina que haja 
coordenação e subordinação entre os órgãos da 
Administração Pública, com a possibilidade de revisão de 
atos, delegação, avocação e punição. 
Pelo princípio da auto tutela cabe à 
Administração Pública rever seus próprios atos, anulando 
os ilegais e revogando os inconvenientes ou inoportunos. 
É controle interno, diferente da tutela, que é controle 
externo, sujeição exercida por outra pessoa. 
Qualquer ação tomada dentro da esfera pública 
deve ser pautada no princípio da razoabilidade, 
2
implicando em coerência entre os meios e os fins, 
considerando-se todas as situações e circunstâncias que 
afetem a solução. 
O princípio da motivação exige que a 
Administração Pública fundamente todos seus atos 
adequadamente, sempre vinculando o ato aos motivos 
apresentados. Ainda que o ato discricionário esteja entre 
as exceções de obrigatoriedade de motivação, segundo 
a Teoria dos Motivos Determinantes, o motivo alegado 
se adere e se vincula ao ato: se aquele for inexistente, 
este também será. 
Pelo princípio da igualdade, todos devem receber 
tratamento isonômico da Administração Pública. Sendo 
iguais, o tratamento não pode ser diferente. As 
diferenças devem ser consideradas e, atendendo ao 
princípio da razoabilidade, justificar as diferenças de 
tratamento. 
Pelo princípio da segurança jurídica, garante-se 
a estabilidade relativa das relações jurídicas, não 
passíveis de alteração aleatória pela Administração 
Pública, mas apenas dentro das possibilidades e prazos 
legais de alterações. 
Todo processo, inclusive o administrativo, deve 
obediência ao devido processo legal (“due process of 
law”), de onde provém também os princípios do 
contraditório e da ampla defesa. 
O contraditório assegura que a parte tem o 
direito de se manifestar sobre todas as provas 
produzidas e sobre as alegações feitas pela parte 
adversa. 
Por ampla defesa entende-se a possibilidade que 
o acusado tem de usar todos os meios lícitos admitidos
para provar o que alega inclusive manter-se calado (art.
5º, LXIII, CF/88) e não produzir provas contra si.
QUESTÕES DE CONCURSOS 
01. (TJ-SP – VUNESP/2009) Um dos aspectos
primordiais do Direito Administrativo brasileiro é o de
ser um conjunto
a) de princípios e normas aglutinador dos poderes do
Estado de maneira a colocar o administrado em
relação de subordinação hierárquica a tais poderes.
b) de princípios e normas que não alberga a noção de
bem de domínio privado do Estado.
c) instrumental de princípios e normas que regula
exclusivamente as relações jurídicas administrativas
entre o Estado e o particular.
d) de princípios e normas limitador dos poderes do
Estado.
02. (PC-SP – VUNESP/2014) O conceito de Direito
Administrativo é peculiar e sintetiza-se no conjunto
harmônico de princípios jurídicos que regem os
órgãos, os agentes e as atividades públicas tendentes
a realizar concreta, direta e imediatamente os fins
desejados pelo Estado. A par disso, é fonte primária
do Direito Administrativo
a) a jurisprudência.
b) os costumes.
c) os princípios gerais de direito.
d) a lei, em sentido amplo.
e) a doutrina.
03. (PC-SP- Delegado – VUNESP) O conceito de Direito
Administrativo é peculiar e sintetiza-se no conjunto
harmônico de princípios jurídicos que regem os
órgãos, os agentes e as atividades públicas tendentes
a realizar concreta, direta e imediatamente os fins
desejados pelo Estado. A par disso, é fonte primária
do Direito Administrativo
(A) a jurisprudência.
(B) os costumes.
(C) os princípios gerais de direito.
(D) a lei, em sentido amplo.
(E) a doutrina.
04. (DPE-MS - VUNESP) A expressão regime jurídico-
administrativo é utilizada para designar
a) os regimes de direito público e de direito privado a que
pode submeter-se a Administração Pública.
b) o conjunto das prerrogativas e restrições a que está
sujeita a Administração Pública e que não se
encontram nas relações entre particulares.
c) as restrições a que está sujeita a Administração
Pública, sob pena de nulidade do ato administrativo,
excluindo-se de seu âmbito as prerrogativas da
Administração.
d) as prerrogativas que colocam a Administração Pública
em posição de supremacia perante o particular,
excluindo-se de seu âmbito as restrições impostas à
Administração.
05. (IBADE - 2019 - Prefeitura de Vilhena - RO - Fiscal de
Meio Ambiente) São fontes do Direito Administrativo:
I - A Constituição. 
II - Atos pessoais do Presidente da República. 
III - Normas internas de uma Empresa Privada. 
IV - Tratados internacionais não recepcionados. 
V - Medida Provisória. 
Está(ão) correta(s): 
A somente V. 
B somente I, II e IV. 
C I, II, III, IV e V. 
D somente I e V. 
E somente I, III e V. 
Gabaritos: 01/ D; 02/D; 03/D; 04/B; 05/D 
ESTADO, GOVERNO E 
ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA: 
CONCEITOS, ELEMENTOS, 
PODERES E ORGANIZAÇÃO; 
NATUREZA, FINS E PRINCÍPIOS. 
1. ESTADO
O Estado é a pessoa jurídica que tem os 
seguintes elementos básicos: 
• Soberania
• Povo
• Território
• Governo
No conceito de Marcus Vasconcellos (2011), 
representa a ideia de uma sociedade politicamente 
3
organizada em um limite territorial, com vistas ao bem-
estar de todos. 
Nas palavras do doutrinador: 
A organização de um Estado guarda relação 
com a ‘forma de Estado’, que consiste na 
existência, ou não, de uma divisão territorial do 
poder ou, em outras palavras, de como é a 
organização política e a administrativa de um 
Estado. 
A organização do Estado pode ser analisado sob 
vários aspectos: organização político-territorial, 
organização dos poderes, forma de governo e regime de 
governo. 
O Brasil é uma República federativa 
presidencialista. Sendo a forma de estado como 
“Federação”, forma de governo “República” e regime de 
governo “Presidencialismo”. 
O Federalismo do Estado Brasileiro 
Para entender o conceito de Estado federal é 
preciso antes conhecer a descentralização e 
desconcentração de poder e de competências. 
Primeiro, vamos ao conceito de descentralização. 
Para o doutrinador Isaias Fonseca Moraes (2008): 
Descentralização é a existência de mais de 
um ente político em um único Estado soberano, 
todos habilitados a intervirem em seus domínios 
territoriais e exercerem o poder em decorrência 
de sua autonomia. 
Desconcentração é outra coisa: 
Desconcentração é a quantidade de 
atribuições ou competências espalhadas entre 
cada ente político descentralizado, ou seja, os 
membros de um Estado soberano federado 
ligados hierarquicamente a um poder central, 
com atribuições definidas e separadas. (Isaias 
Fonseca Moraes) 
Isaias considera que a descentralização é a 
ordem política constitucional, enquanto a 
desconcentração é a organização de serviços e 
atribuições. Portanto, a primeira é formal; a segunda, 
material. 
A descentralização caracteriza-se pela existência 
de um poder local vinculado ao central pelo princípio da 
hierarquia. 
A desconcentração é apartilha de atribuições 
entre os entes descentralizados. 
Para José Luiz Quadros de Magalhães (2002), em 
síntese, descentralização é a divisão política do território 
em porções administrativas dotadas de autonomia e 
personalidade jurídica próprias. 
Enquanto a desconcentração verifica-se apenas 
no plano administrativo e material das atribuições, sem 
se preocupar com a porção territorial componente do 
modelo descentralizado, sua autonomia e personalidade 
jurídica. 
Modelos de Federalismo 
A direção da concentração de poderes e 
atribuições dos entes federados é o diferencial entre um 
e outro modelo de federação. 
Se for dirigido para o governo central, tem-se o 
federalismo centrípeto; se for dirigido para os Estados-
membros, no modelo centrífugo (Isaias Fonseca Moraes, 
2008). 
Tem-se que a federação brasileira segue o 
modelo centrífugo. Ela surgiu pela abdicação do poder 
pleno de Estado unitário, passando parte de suas 
atribuições para os Estados-membros, criados 
artificialmente. 
A Constituição Federal de 1988 mantém para a 
União atribuições amplas e designa aos Estados-
membros competências residuais. 
Conforme o artigo 1º da CF: “A República 
Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos 
Estados e Municípios e do Distrito Federal, constitui-se 
em Estado Democrático de Direito (…)”. 
Níveis de Federação 
No entendimento de Isaias Fonseca Moraes 
(2008), o nível da federação é definido pelo número de 
entes que a compõem. 
A federação brasileira é formada por três níveis, 
pois está formada pela união indissolúvel dos Estados, 
dos Municípios e do Distrito Federal (este como Estado-
membro). 
Os três níveis são: 
• União.
• Estados.
• Municípios.
O art. 18 da CF trata o seguinte: “A organização 
político administrativa da República Federativa do Brasil 
compreende a União, os Estados, o Distrito Federal e os 
Municípios, todos autônomos, nos termos desta 
Constituição”. 
A Constituição Federal de 1988 inovou ao 
considerar os Municípios entes federados, embora sem 
competência jurisdicional, nem representação junto ao 
Senado Federal. 
No entanto, a autonomia administrativa e a 
competência legislativa “constitucional” os colocam 
com status de entes federados elevando a condição da 
federação para três níveis. 
ORGANIZAÇÃO DOS PODERES 
O Estado possui divisões internas de suas 
funções. A Constituição Federal estabelece em seu artigo 
2º: “São Poderes da União, independentes e harmônicos 
entre si, o Legislativo, o Executivo e o Judiciário”. 
Poder Legislativo 
O principal papel do Poder Legislativo é elaborar 
leis, bem como realizar o controle político do Poder 
Executivo (fiscalizar). 
No âmbito federal, o Poder Legislativo é exercido 
pelo Congresso Nacional, composto da Câmara dos 
Deputados e do Senado Federal. 
Por possuir duas casas, o Legislativo é bicameral. 
Nos estados, municípios e Distrito Federal, o Poder 
Legislativo é unicameral, composto por uma Casa, 
respectivamente a Assembleia Legislativa, a Câmara 
Municipal e a Câmara Distrital. 
Poder Judiciário 
O Poder Judiciário é composto de órgãos do 
Poder Público que têm a função típica de aplicar a lei a 
casos concretos, para solucionar litígios. 
Os órgãos do Poder Judiciário estão previstos no 
art. 92 da CF. São eles: 
• Supremo Tribunal Federal (STF)
• Conselho Nacional de Justiça (CNJ)
• Superior Tribunal de Justiça (STJ)
• Tribunais Regionais Federais (TRF) e juízes
federais
• Tribunais e juízes do Trabalho
4
• Tribunais e juízes eleitorais
• Tribunais e juízes militares
• Tribunais e juízes dos Estados e do Distrito
Federal e Territórios.
Poder Executivo 
Ao Poder Executivo cumpre, em suas funções 
típicas, o exercício das chefias de Estado, de Governo e 
da Administração Pública Federal. 
Para Marcus Vasconcellos (2011): 
O presidencialismo é o sistema de governo 
adotado no Brasil, uma vez que o Executivo é 
monocrático, tendo em vista que as funções de 
chefe de Estado (representar o País no âmbito 
externo) e chefe de Governo (representar o País 
no âmbito interno) recaem na mesma pessoa, 
que é eleita pelo povo. 
O Poder Executivo, no âmbito federal, é exercido 
pelo presidente da República, auxiliado pelos ministros 
de Estado. 
2. GOVERNO
Conceito de Governo
É o conjunto de Poderes e órgãos constitucionais. 
É o complexo de funções estatais básicas. É a condução 
política dos negócios públicos. 
Na verdade, o Governo ora se identifica com os 
Poderes e órgãos supremos do Estado, ora se apresenta 
nas funções originárias desses Poderes e órgãos como 
manifestação da Soberania. 
A constante, porém, do Governo é a sua 
expressão política de comando, de iniciativa, de fixação 
de objetivos do Estado e de manutenção da ordem 
jurídica vigente. O Governo atua mediante atos de 
Soberania ou, pelo menos, de autonomia política na 
condução dos negócios públicos. 
Forma de Governo 
A forma de governo é a relação que existe entre 
quem detém o poder (povo) e quem exerce o poder (via 
de regra, eleito pelo povo), ou seja, entre governantes e 
governados. 
O governo republicano é caracterizado 
pela efetividade dos governantes, que têm mandatos 
periódicos e podem ser responsabilizados por seus atos 
(Marcus Vasconcellos, 2011). 
Regime de Governo 
O regime de governo é a relação existente entre 
os três poderes, principalmente entre o Executivo e o 
Legislativo. 
No caso brasileiro, cujo regime 
é presidencialista, predomina uma relação de 
independência entre os poderes. 
O chefe do Executivo realiza as funções de chefe 
de Estado (representa os interesses internos do país – 
por exemplo, quando assina tratados e acordos 
internacionais). 
Ele também atua como chefe de governo 
(representa os interesses internos do país – por exemplo, 
quando nomeia ou exonera um ministro de Estado). 
Portanto, duas características básicas do 
presidencialismo: independência entre os poderes e 
concentração das chefias de Estado e de governo 
(Marcus Vasconcellos, 2011). 
3. ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA
Conceito de Administração pública:
Administração pública é um conceito da área 
do direito que descreve o conjunto de agentes, 
serviços e órgãos instituídos pelo Estado com o 
objetivo de fazer a gestão de certas áreas de uma 
sociedade, como Educação, Saúde, Cultura, etc. 
Administração pública também representa o conjunto de 
ações que compõem a função administrativa. 
Organização da Administração Pública 
Para que o Estado possa desenvolver sua função 
administrativa, é indispensável que apresente uma 
estrutura organizada, que se efetiva por meio de suas 
entidades, órgãos e agentes. 
Em um sentido amplo, a Administração Pública 
compreende um conjunto de entidades e órgãos 
incumbidos de realizar as atividades administrativas. 
Atividade da Administração 
A atividade administrativa decorre 
necessariamente do poder. A Administração Pública não 
age por si só, é necessário que alguém fale por ela. 
Seus órgãos são como o Estado, uma ficção 
jurídica; e, como tal, agem por meio de pessoas físicas 
detentoras do poder. 
Para alcançar seus objetivos o Estado distribui 
suas atividades em funções, dividindo, dessa forma, o 
exercício do poder. 
O Estado brasileiro é uma República Federativa 
em que as funções legislativa, executiva e judicial são 
exercidas pela União, Estados-membros e pelo Distrito 
Federal. 
Os Municípios exercem somente funções 
legislativas e executivas para questões de interesse 
local. 
Nas palavras de Isaias Fonseca Moraes (2008): 
A divisão federativa, por si só, não secciona o 
Estado, que é uno e indivisível, apenas 
especializa a estrutura interna e administrativa. 
É fato que a função administrativa é exercida 
pelos agentes públicos dos três Poderes com vistas a 
alcançar os objetivos da República. 
Assim, dentro dos Poderes Legislativo e Judiciário 
são exercidas atividades administrativas internas com o 
objetivo de gerir seus próprios interesses para a 
satisfação do interesse coletivo. 
Para Marcus Vasconcellos (2011),as atividades 
administrativas podem ser exercidas de três diferentes 
formas: centralizada, descentralizada ou desconcentrada. 
Veja a seguir: 
• Centralizada: a atividade administrativa é
exercida diretamente pelo ente público
competente (União, estado, município, Distrito 
Federal), por meio de seus órgãos e agentes. 
Essa forma de atividade ocorre na 
Administração Pública direta. Por exemplo, a 
segurança pública. 
• Descentralizada: a atividade administrativa é
distribuída a outras entidades (outras pessoas
jurídicas ou físicas). A Administração direta é 
desonerada do exercício da atividade 
administrativa. A descentralização pode 
ocorrer mediante delegação (situação que o 
Poder Público transfere a execução de 
determinado serviço) e outorga (situação em 
que o Poder Público transfere a titularidade do 
serviço); 
5
• Desconcentração: é resultado da criação de
órgãos públicos dentro de uma mesma pessoa
jurídica, em que se repartem internamente as 
atribuições e se estabelece a subordinação 
hierárquica. 
ÓRGÃOS PÚBLICOS 
De acordo com o professor Hely Lopes Meirelles 
(2003), órgãos públicos são centros de competências 
instituídos para o desempenho de funções estatais. 
Essa prerrogativa ocorre através de seus agentes, 
cuja atuação é pautada à pessoa jurídica a que 
pertencem. 
São unidades de ação com atribuições específicas 
na organização estatal. 
Os órgãos públicos são integrantes da estrutura 
do Estado e de suas pessoas jurídicas. No entanto, não 
possuem personalidade jurídica nem vontade própria. 
Nesse sentido, cito novamente Marcus Vasconcellos 
(2011): 
Os órgãos não possuem capacidade 
processual, ou seja, não podem figurar em 
ações judiciais, sendo a pessoa jurídica a que 
pertencem a titular de tal capacidade. 
No entanto, existem exceções – como 
exemplo, a capacidade da Mesa da Câmara dos 
Deputados de entrar com ação direta de 
inconstitucionalidade. 
A criação e a extinção dos órgãos da 
administração ocorrem por meio de lei de iniciativa do 
chefe do Executivo. 
Uma vez criados, são organizados com base em 
decreto, desde que não haja aumento de despesas, 
conforme o artigo 84, inciso VI, da CF. 
Administração Pública Direta 
Corresponde ao conjunto de órgãos que integram 
as pessoas políticas do Estado, ou seja, União, estados, 
municípios e Distrito Federal. 
Corresponde à organização político-administrativa 
da República Federativa do Brasil, nos termos do artigo 
18 da CF. São exemplos: ministérios, Polícia Federal, 
Secretaria da Receita Federal. 
Administração Pública Indireta 
Compreende pessoas jurídicas (de direito público 
ou privado), denominadas entidades. 
Estão vinculadas à Administração Pública direta e 
são criadas para a execução de atividades 
administrativas. 
O Decreto nº 200/67 dispõe em seu artigo 4º, que: 
Art. 4° A Administração Federal 
compreende: 
I – A Administração Direta, que se constitui 
dos serviços integrados na estrutura 
administrativa da Presidência da República e 
dos Ministérios. 
II – A Administração Indireta, que 
compreende as seguintes categorias de 
entidades, dotadas de personalidade jurídica 
própria: 
1. Autarquias;
2. Empresas Públicas;
3. Sociedades de Economia Mista.
4. fundações públicas.
Essas pessoas jurídicas são autônomas, dotadas 
de capacidade administrativa e independência gerencial, 
sendo, no entanto, fiscalizadas pela Administração direta. 
As entidades da Administração indireta são fruto 
da descentralização. 
A importância da descentralização está no 
surgimento de pessoas jurídicas com finalidades 
específicas, visando ao aumento da eficiência (princípio 
da especialidade). 
NATUREZA 
É a de um encargo de defesa, conservação e 
aprimoramento dos bens, serviços e interesses da 
coletividade. Como tal, impõe-se ao administrador 
público a obrigação de cumprir fielmente os preceitos do 
Direito e da moral administrativa que regem a sua 
atuação. Ao ser investido em função ou cargo público, 
todo agente do poder assume para com a coletividade o 
compromisso de bem servi-la, porque outro não é o 
desejo do povo, como legítimo destinatário dos bens, 
serviços e interesses administrados pelo Estado. 
FINS 
O bem comum da coletividade administrada. Toda 
atividade do administrador público deve ser orientada 
para esse objetivo. Se dele o administrador se afasta ou 
desvia, trai o mandato de que está investido, porque a 
comunidade não institui a Administração senão como 
meio de atingir o bem-estar social. Ilícito e imoral será 
todo ato administrativo que não for praticado no interesse 
da coletividade. O fim, e não a vontade do administrador, 
domina todas as formas de administração. Os fins da 
Administração consubstanciam-se, portanto, na defesa 
do interesse público, assim entendidas aquelas 
aspirações ou vantagens licitamente almejadas por toda 
a comunidade administrada, ou por uma parte expressiva 
de seus membros. O ato ou contrato administrativo 
realizado sem interesse público configura desvio de 
finalidade. 
PRINCÍPIOS 
Com já vimos, estão previsto no artigo 37 da CF: 
• Legalidade – Poder constituinte de 1º grau. Na
AP, o agente público só pode fazer ou deixar
de fazer o que está expressamente na lei. Na 
CF, as pessoas não podem fazer o que a lei 
proíbe (autonomia de vontade); 
• Impessoalidade – Poder constituinte de 1º grau.
Direciona que o servidor não pratique um ato
para favorecer ou prejudicar alguém. Vedação 
a promoção pessoal (art. 37, P.1º); 
• Moralidade – Poder constituinte de 1º grau.
Exige que o agente público paute sua conduta
por padrões éticos que têm por fim último 
alcançar a consecução do bem comum, 
independentemente da esfera de poder ou do 
nível político-administrativo da Federação em 
que atue; 
• Publicidade – Poder constituinte de 1º grau.
Vem propiciar a transparência, de modo que a
todos é assegurado o direito à obtenção de 
informações e certidões, para defesa de 
direitos e esclarecimentos de situações de 
interesse pessoal, assim como o remédio do 
habeas data.; 
• Eficiência – Passou a ser expresso a partir de
1998 com a Reforma Administrativa. Deve ser
dirigida à consecução do máximo de proveito, 
com o mínimo de recursos humanos, materiais 
e financeiros com destinação pública, a partir 
da constatação de que a eficiência pode ser 
obtida pelo contrato de gestão, e de acordos 
6
administrativos referentes à atividades 
tipicamente estatais. Previsão de avaliação 
periódica de desempenho nos termos de lei 
complementar.; 
Com a aplicação do princípio da impessoalidade, 
vale destacar o agente de fato. Este divide-se em 
putativo (agente que parece que é, mas não é) e 
necessário (é agente de direito). 
QUESTÕES DE CONCURSOS 
01. (AOCP - 2019 - PC-ES - Assistente Social) Assinale a
alternativa correta acerca de Estado, Governo e
Administração Pública.
A Segundo a Constituição Federal, a tripartição de 
funções é absoluta no âmbito do aparelho do Estado. 
B O estudo da administração pública, do ponto de vista 
subjetivo, abrange a maneira como o Estado participa 
das atividades econômicas privadas. 
C O Estado constitui a nação politicamente organizada, 
enquanto a administração pública corresponde à 
atividade que estabelece objetivos do Estado, 
conduzindo politicamente os negócios públicos. 
D Os conceitos de governo e administração não se 
equiparam; o primeiro refere-se a uma atividade 
essencialmente política, ao passo que o segundo, a 
uma atividade eminentemente técnica. 
E Tradicionalmente, na Doutrina, os elementos 
apontados como constitutivos do Estado são: o povo, 
a uniformidade linguística e o governo. 
02. (PC-SP- Delegado – VUNESP) A Administração
Pública, em sentido
(A) objetivo, material ou funcional, designa os entes que
exercem a atividade administrativa.
(B) amplo, objetivamente considerada, compreende a
função política e a função administrativa.
(C) estrito, subjetivamente considerada, compreende
tanto os órgãos governamentais, supremos, 
constitucionais, como também os órgãos 
administrativos,subordinados e dependentes, aos 
quais incumbe executar os planos governamentais. 
(D) estrito, objetivamente considerada, compreende a
função política e a função administrativa.
(E) subjetivo, formal ou orgânico, compreende a própria
função administrativa que incumbe,
predominantemente, ao Poder Executivo.
03. (Pre.SJC/SP- Procurador – VUNESP/2018) Sobre a
autarquia, assinale a alternativa correta.
(A) É pessoa jurídica de direito público criada por lei,
integrante da Administração direta.
(B) É criada por lei, mas sua existência legal depende do
registro do seu estatuto na Junta Comercial.
(C) É criada por lei para desempenhar, com
exclusividade, funções de caráter econômico, que
sejam próprias e típicas do Estado.
(D) Sua extinção, assim como sua criação, somente pode
ocorrer por meio de lei de iniciativa do Poder
Executivo.
(E) Tem personalidade jurídica, patrimônio e receitas
próprias, mas está subordinada ao controle
hierárquico do Ministério ou Secretaria ao qual se
encontra vinculada.
04. (PC/SP- Delegado – VUNESP/2018) O conceito de
Administração Pública possui vários sentidos, sendo
correto afirmar que:
(A) sob o sentido formal, a Administração Pública deve
ser entendida como o conjunto de funções
administrativas exercidas pelo Estado.
(B) sob o sentido objetivo, entende-se como
Administração Pública a estrutura orgânica do
Estado, definidora do conjunto de estruturas de
competências legalmente definidas.
(C) sob o sentido empreendedor, a Administração
Pública é o conjunto de funções administrativas
exercidas pelo Estado de forma empreendedora,
visando o atingimento das suas finalidades.
(D) sob o sentido material, a Administração Pública deve
ser entendida como a atividade administrativa
exercida pelo Estado.
(E) sob o sentido material, entende-se como
Administração Pública o conjunto de órgãos do
Estado, isto é, a estrutura estatal.
Gabarito: 01/D; 02/B; 03/D; 04/C 
ORGANIZAÇÃO ADMINISTRATIVA DA 
UNIÃO; ADMINISTRAÇÃO DIRETA E 
INDIRETA. 
Organização da Administrativa é a estruturação 
das entidades e órgãos que irão desempenhar as 
funções, através de agentes públicos. – fundamento – 
Decreto-Lei 200/67. 
ESTADO 
Pessoa jurídica de direito público “Interno”, 
formada pela junção de três elementos originários e 
indissociáveis: povo, território e governo soberano. 
Estado de Direito 
Regido por normas e respeito às autoridades 
públicas e aos direitos fundamentais. 
Estado Federal 
É a descentralização política: União, Estado, 
Distrito Federal e Municípios. 
GOVERNO 
Conjunto de órgãos e poderes do Estado. Sua 
competência é fixar os objetivos do Estado, função 
política de comando. 
ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA 
Quando mencionamos “Administração”, devemos 
emprestar-lhe um sentido amplo, além do seu 
significado etimológico (executar, servir, dirigir, gerir). 
Devemos entender, assim, como um “conjunto de 
atividades preponderantemente executórias de pessoas 
jurídicas de Direito Público ou delas delegatárias, gerindo 
interesses coletivos, na prossecução dos fins desejados, 
pelo Estado”. (Diogo de Figueiredo Moreira Neto. Curso 
de Direito Administrativo, p.88) 
Com o passar do tempo e o crescente volume das 
interações sociais entre os cidadãos e o Estado, os 
serviços administrativos alcançaram uma demanda tal, 
7
que se tornou inevitável a desconcentração e a 
descentralização destes serviços. Então, essas 
obrigações foram deslocadas do centro Estatal 
superlotado para setores periféricos. 
Para tanto, além da atuação Estatal direta, na 
prestação dos serviços, feita por meio de Órgãos, o 
Estado também criou outras pessoas como Entidades ou 
simplesmente transferiu a particulares o exercício de 
outras atividades públicas. 
ENTIDADES DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA 
BRASILEIRA 
1. ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA DIRETA
Também chamada de Administração Pública 
Centralizada, existe em todos os níveis das Esferas do 
Governo, Federal, Estadual, Distrital e Municipal, e em 
seus poderes, Executivo, Legislativo e Judiciário. É em 
si, a própria Administração Pública. 
Na Administração Pública Direta como o 
próprio nome diz, a atividade administrativa é exercida 
pelo próprio governo que “atua diretamente por meio dos 
seus Órgãos, isto é, das unidades que são simples 
repartições interiores de sua pessoa e que por isto dele 
não se distinguem”. Celso Antônio Bandeira de Mello 
(2004:130) 
Estes órgãos são despersonalizados, ou 
seja, não possuem personalidade jurídica própria, 
portanto, não são capazes de contrair direitos e 
obrigações por si próprios. Os Órgãos não passam de 
simples repartições internas de retribuições, e 
necessitam de um representante legal (agente público) 
para constituir a vontade de cada um deles. Trata-se 
da desconcentração do poder na Administração 
Pública. Onde há desconcentração administrativa vai 
haver hierarquia, entre aquele Órgão que está 
desconcentrando e aquele que recebe a atribuição 
(exemplo: Delegacias Regionais da Polícia Federal, 
Varas Judiciais, Comissão de Constituição e Justiça). 
Os Órgãos atuam nos quadros vinculados a cada 
uma das Esferas de Governo. A exemplo temos os 
Ministérios, Órgãos federais ligados à União; as 
Secretarias Estaduais, Órgãos estaduais ligados ao 
estado membro; e as Secretarias Municipais, Órgãos 
municipais ligados à esfera municipal de poder. 
Na Administração Pública Direta o Estado é ao 
mesmo tempo o titular e o executor do serviço público. 
2. ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA INDIRETA
Apenas com a Administração Pública Direta, o 
Estado não seria capaz de administrar todo o território 
nacional, tanto pela sua extensão quanto pela 
complexidade e volume das relações sociais existentes 
entre o administrado (particular) e o Governo. Por 
isso, houve-se por bem outorgar poderes para outras 
estruturas (Entidades). 
A Administração Pública Indireta ou 
Descentralizada é a atuação estatal de forma indireta na 
prestação dos serviços públicos que se dá por meio de 
outras pessoas jurídicas, distintas da própria entidade 
política. Estas estruturas recebem poderes de gerir áreas 
da Administração Pública por meio de outorga. 
A outorga ocorre quando o Estado cria uma 
entidade (pessoa jurídica) e a ela transfere, por lei, 
determinado serviço público ou de utilidade pública. 
Nesta descentralização de poderes não há 
vinculo hierárquico entre a Administração Central e as 
Entidades que recebem a titularidade e a execução 
destes poderes, portanto, as entidades não são 
subordinadas ao Estado. O que existe na relação entre 
ambas é um poder chamado de Controle com 
atribuições de fiscalização. 
O Controle é “o poder que a Administração 
Central tem de influir sobre a pessoa descentralizada”. 
Assim, enquanto os poderes do hierarca são presumidos, 
os do controlador só existem quando previstos em lei e 
se manifestam apenas em relação aos atos 
nela indicados”. Celso Antônio Bandeira de Mello 
(2004:141) 
Estas Entidades são personalizadas, portanto, 
possuem vontade e capacidade de exercer direitos e 
contrair obrigações por si próprios. 
São elas: Autarquias, Empresas Públicas, 
Sociedades de Economia Mista e Fundações 
Públicas. 
a) Autarquia
É a Entidade integrante da Administração Pública 
Indireta, criada pelo próprio governo, através de uma Lei 
Específica (lei ordinária que trata de um tema pré-
determinado) para exercer uma função típica, exclusiva 
do Estado. Independem de registro e são organizadas 
por Decreto. Tem o seu fim específico (especialidade) 
voltado para a coletividade. 
Por exemplo, na área da saúde, temos o INSS, na 
área da educação, as Autarquias Educacionais como 
a UFMG, na área de proteção ambiental, o IBAMA, etc. 
Podem ser federais, estaduais ou municipais. 
Para Celso Antônio Bandeira de Mello (2004:147) 
as Autarquias são “pessoas jurídicas de Direito 
Público de capacidade exclusivamente administrativa”. 
Deve-se dizer, porém que a Autarquia não tem 
autonomia política, ou seja, não tem poderes para inovar 
o ordenamento jurídico (fazer leis)
NasAutarquias é possível ser adotado dois 
regimes jurídicos de pessoal, o estatutário, em que o 
servidor público ocupa um cargo público, regido por um 
por estatuto, ou o celetista, em que o empregado público 
ocupa emprego público regido pela CLT. 
Seu patrimônio é próprio, ou seja, pertencente à 
própria Entidade e não ao ente político que a criou, trata-
se de um patrimônio distinto do governo, com um fim 
específico, determinado em lei. 
b) Empresas Públicas
São empresas com personalidade jurídica 
de Direito Privado, integrantes da Administração Pública 
Indireta que exercem funções atípicas. As normas que 
8
incidem nestas entidades são em sua maioria de direito 
privado, provenientes do Código Civil. 
São autorizadas por Lei Específica a funcionar 
como prestadoras de serviços públicos, ou exploradoras 
de atividade econômica. Além desta autorização é 
necessário o registro dos seus estatutos sociais no 
cartório público competente (Cartório Civil de Registro 
de Pessoas Jurídicas). As Prestadoras de Serviço 
Público exercem atividades essenciais (serviços 
de postagem e aéreos – Correios e INFRAERO) para a 
coletividade. As Exploradoras de Atividade 
Econômicas fornecem serviços não essenciais (serviços 
bancários – Caixa Econômica Federal). 
Seu capital social é integralizado 
exclusivamente com recursos públicos, podendo, 
estes recursos serem provenientes de entes políticos 
distintos. Por exemplo: é possível uma única Empresa 
Pública ser formada por recursos federais, estaduais e 
municipais. 
Podem ser instituídas sobre qualquer forma 
societária permitida em lei(Sociedade Anônima – S/A, 
Limitada etc). Só admite o regime jurídico de pessoal na 
forma celetista e seus contratos deverão ser precedidos 
de licitação, porém, este procedimento poderá ser 
mais simplificado (licitação especial). 
Seu patrimônio é próprio, ou seja, pertencente à 
própria Entidade e não ao ente político que a criou, trata-
se de um patrimônio distinto do governo. 
c) Sociedade de Economia Mista
São empresas com personalidade jurídica de 
Direito Privado, integrantes da Administração Pública 
Indireta que exercem função atípica. As normas que 
incidem nestas entidades são em sua maioria de direito 
privado. Seu capital social é constituído por 
recursos públicos e privados, sendo a maior parte das 
ações destas empresas, de propriedade do Estado (pelo 
menos 51% das ações com poder de voto). Assim, o 
governo sempre mantém o controle destes entes. Estas 
Entidades terão necessariamente a forma societária de 
S.A.(Sociedade Anônima), para que seja possível a
integralização do seu capital social com dinheiro privado.
Assim como as Empresas Públicas, estas 
entidades são autorizadas por Lei Específica a funcionar 
como prestadoras de serviços públicos (COPASA, 
CEMIG, BHTRANS), ou exploradoras de atividade 
econômica (Banco do Brasil). Além desta autorização é 
necessário o registro do seu estatuto social no 
cartório público competente (Cartório Civil de Registro 
de Pessoas Jurídicas). 
Só admitem o regime jurídico de pessoal na 
forma celetista. 
Seu patrimônio é próprio, ou seja, pertencente à 
própria Entidade e não ao ente político que a criou, trata-
se de um patrimônio distinto do governo. 
d) Fundações Públicas
As Fundações Públicas são Entidades integrantes 
da Administração Pública Indireta, formadas por 
um patrimônio personalizado, destacado por um 
fundador (no caso da Fundação Pública, vinculado a uma 
das esferas de governo) para uma finalidade específica. 
Não podem ter como fim o lucro, mas, nada impede que, 
pelos trabalhos desenvolvidos o lucro aconteça. 
Neste caso, esta receita não poderá ser repartida entre 
seus dirigentes, devendo, ser aplicada na função 
específica para qual a entidade fora criada, ou seja, no 
âmbito interno da própria Fundação. 
Quem destacou o patrimônio para a constituição 
da Fundação define o regime a ser seguido. Se foi um 
particular, temos uma Fundação Privada, se foi ente 
público, teremos uma Fundação Pública. 
As Fundações Privadas são regulamentadas 
pelo Código Civil, ou seja, pelas leis de direito privado, e 
não tem em seu patrimônio recursos públicos, portanto, 
não compõe a Administração Pública Indireta, razão 
pela qual, não serão objeto deste estudo. A exemplo 
temos a Fundação Roberto Marinho e a Fundação 
Airton Senna. 
As Fundações Públicas compõem a 
Administração Pública Indireta, e quanto a sua natureza 
jurídica, temos muita divergência doutrinária. Hoje, a 
posição majoritária, reconhecida inclusive pelo 
STF (Supremo Tribunal Federal), é de que as duas são 
possíveis, tanto a Fundação Pública com 
personalidade jurídica de Direito Privado quanto a 
Fundação Pública com personalidade jurídica de 
Direito Público. 
As Fundações Públicas de Direito Público 
admitem dois regimes jurídicos de pessoal, o estatutário 
e o celetista, já, as Fundações Públicas de Direito 
Privado admitem somente o regime jurídico celetista. 
Em suma, o Estado poderá criar Fundações 
regidas pelo Direito Público ou autorizar por lei 
Fundações regidas pelo Direito Privado; devendo, em 
ambos os casos, ser editada uma Lei Complementar 
para definir suas áreas de sua atuação. (Art. 37, XIX, 
CF). 
As Fundações Públicas exercem funções 
atípicas. 
AGÊNCIAS REGULADORAS E EXECUTIVAS 
Agências reguladoras 
São autarquias sob regime especial que a função 
de regular a prestação de serviços públicos e organizar e 
fiscalizar esses serviços a serem prestados por 
concessionárias ou permissionárias, com o objetivo 
garantir o direito do usuário ao serviço público de 
qualidade. 
Não há muitas diferenças em relação à tradicional 
autarquia, a não ser uma maior autonomia financeira e 
administrativa, além de seus diretores serem eleitos para 
mandato por tempo determinado. 
Essas entidades têm as seguintes finalidades 
básicas: 
a) fiscalizar serviços públicos (ANEEL, ANTT,
ANAC, ANTAC);
b) fomentar e fiscalizar determinadas atividades
privadas (ANCINE);
c) regulamentar, controlar e fiscalizar atividades
econômicas (ANP);
d) exercer atividades típicas de estado (ANVS,
ANVISA e ANS).
Agências executivas 
As agências executivas e reguladoras fazem parte 
da administração pública indireta, são pessoas jurídicas 
de direito público interno e consideradas como autarquias 
especiais. 
9
Sua principal função é o controle de pessoas 
privadas incumbidas da prestação de serviços públicos, 
sob o regime de concessão ou permissão. 
Agências executivas são pessoas jurídicas de 
direito público que podem celebrar contrato de gestão 
com objetivo de reduzir custos, otimizar e aperfeiçoar a 
prestação de serviços públicos. 
Seu objetivo principal é a execução de atividades 
administrativas. 
Nelas há uma autonomia financeira e 
administrativa ainda maior. 
São requisitos para transformar uma autarquia ou 
fundação em uma agência executiva: a) tenham planos 
estratégicos de reestruturação e de desenvolvimento 
institucional em andamento; b) tenham celebrado 
contrato de gestão com o ministério supervisor. 
Ex.: INMETRO e a ABIN. 
QUESTÕES DE CONCURSOS 
01. (AOCP - 2018 - SUSIPE-PA - Técnico de
Administração e Finanças - Administração) A
respeito da administração pública direta e indireta,
assinale a alternativa correta.
A Administração Direta do Estado é o conjunto de 
pessoas administrativas que têm o objetivo de 
desempenhar as atividades administrativas de forma 
descentralizada. 
B Enquanto a Administração Direta é composta de 
pessoas jurídicas, também denominadas de 
entidades, a Administração Indireta se compõe de 
órgãos internos do Estado. 
C Administração Indireta é o conjunto de órgãos que 
integram as pessoas federativas, ao qual foi 
atribuída a competência para o exercício, de forma 
centralizada, das atividades administrativas do 
Estado. Em outras palavras, significa que “a 
Administração Pública é, ao mesmo tempo, a titular 
e a executora do serviço público”. 
D A Administração Indireta do Estado abrange todos os 
órgãosdos Poderes políticos das pessoas 
federativas cuja competência seja a de exercer a 
atividade administrativa, e isso porque, embora 
sejam estruturas autônomas, os Poderes se incluem 
nessas pessoas e estão imbuídos da necessidade 
de atuarem centralizadamente por meio de seus 
órgãos e agentes. 
E Na esfera federal, temos que a Administração Direta 
da União, no Poder Executivo, se compõe de órgãos 
de duas classes distintas: a Presidência da 
República e os Ministérios; Na esfera estadual, 
temos organização semelhante à federal, guardando 
com esta certo grau de simetria. Assim, teremos a 
Governadoria do Estado, os órgãos de assessoria 
ao Governador e as Secretarias Estaduais; e, na 
esfera municipal, é composta da Prefeitura, de 
eventuais órgãos de assessoria ao Prefeito e de 
Secretarias Municipais, com seus órgãos internos. 
02. (PC/SP- Escrivão – VUNESP/2018) A Administração
Indireta compreende as seguintes entidades, dotadas
de personalidade jurídica própria:
(A) autarquias, fundações, empresas públicas e
sociedades de economia mista.
(B) agências executivas, fundações de apoio e serviços
sociais autônomos.
(C) autarquias, fundações, organizações sociais e
empresas públicas.
(D) agências reguladoras, empresas públicas e Polícias
Civil e Militar.
(E) autarquias, fundações e organizações sociais.
03. (PC/SP- Escrivão – VUNESP/2018) A Administração
Pública, ao constatar que um de seus atos foi
praticado com desvio de finalidade deverá
(A) provocar o Poder Judiciário para que aquele poder
revogue o ato viciado.
(B) provocar o Tribunal de Contas para que aquele órgão
declare nulo o ato viciado.
(C) convalidá-lo, mediante provocação.
(D) declará-lo nulo, de ofício.
(E) revogá-lo, de ofício ou mediante provocação.
04. (AOCP - 2018 - UEFS - Analista Universitário -
Administração) Assinale a alternativa correta sobre a
administração direta e indireta.
A Autarquias são empresas públicas. 
B As agências reguladoras são autarquias sob regime 
especial. 
C Sociedades de economia mista são entidades da 
administração direta. 
D A administração direta traduz a ideia de 
descentralização do serviço público. 
E Os municípios são entes da administração indireta. 
Gabarito: 01/E; 02/A; 03/D; 04/B 
AGENTES PÚBLICOS: ESPÉCIES E 
CLASSIFICAÇÃO; PODERES, 
DEVERES E PRERROGATIVAS; 
CARGO, EMPREGO E FUNÇÃO 
PÚBLICOS. 
São todas as pessoas físicas incumbidas de 
exercer alguma função estatal, definitiva ou 
transitoriamente. Os AGENTES desempenham as 
funções dos órgãos a que estão vinculados. 
Agente público é toda pessoa física que presta 
serviço público para a Administração Pública Direta 
(Estado) e Indireta (autarquias, fundações, empresas 
públicas e sociedade de economia mista) 
Exercem cargos, emprego, mandato e função 
públicos. 
Lembre-se sempre que os Agentes Públicos 
podem ser divididos entre Servidores Públicos 
(estatutários) e Empregados Públicos (celetistas). 
1) Servidores Públicos
O Servidor Público é o Agente que possui uma 
relação funcional com o Estado. Ou seja, ele está 
submetido a um regime jurídico estatutário (legal) de 
Direito Público. 
Os Servidores Públicos são titulares de cargos 
públicos, efetivos ou em comissão. 
Exemplo de servidores públicos: policiais civis e 
militares, juízes, secretários de estado etc. 
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https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/provas/aocp-2018-susipe-pa-tecnico-de-administracao-e-financas-administracao
https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/provas/aocp-2018-susipe-pa-tecnico-de-administracao-e-financas-administracao
https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/provas/aocp-2018-uefs-analista-universitario-administracao
https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/provas/aocp-2018-uefs-analista-universitario-administracao
2) Empregados Públicos
Empregados Públicos são Agentes que estão sob 
o regime contratual trabalhista, ou seja, são celetistas.
Embora estejam a serviço do Estado, o regime 
jurídico a que estão submetidos é de Direito Privado, pois 
o vínculo deles com a Administração Pública é contratual.
Exemplo de empregados públicos: funcionários 
terceirizados contratados pela Administração Pública. 
Classificação dos Agentes Públicos 
Existem 5 categorias de Agentes Públicos. São 
elas: 
• Agentes Políticos
• Agentes Administrativos
• Agentes Honoríficos
• Agentes Delegados
• Agentes Credenciados
Vamos conhecer detalhadamente cada uma 
dessas classificações. 
Agentes Políticos 
Começando pelos agentes políticos, que são os 
ocupantes dos altos cargos da Administração Pública. 
São os dirigentes governamentais, e aqueles que 
orientam, criam diretrizes e supervisionam os Governos. 
Alguns Agentes Políticos: 
• Presidente da República
• Governadores
• Prefeitos
• Senadores
• Deputados
• Vereadores
• Juízes
• Desembargadores
• Promotores
• Procuradores
• Ministros
• Secretários
As competências dos Agentes Políticos são 
diretamente derivadas da Constituição Federal. Eles não 
estão subordinados a outras autoridades (exceto os 
auxiliares diretos dos chefes do Executivo, a exemplo de 
ministros e secretários). 
Agentes Administrativos 
A classificação de Agente Administrativo é dada 
para quem tem uma atuação pública profissional e 
remunerada. Eles estão sujeitos à hierarquia da 
Administração Pública, ocupando cargos públicos. 
Os Agentes Administrativos podem ser 
servidores públicos, empregados públicos ou 
temporários. 
Já explicamos acima o conceito de servidor 
público (estatutário) e empregado público (celetista). 
Já o temporário está submetido a um contrato de 
direito público temporário, de natureza não trabalhista. 
Muitos estados brasileiros contratam professores 
e outros profissionais através desse tipo de vínculo 
temporário. 
São Agentes Administrativos os professores, 
policiais, enfermeiros, médicos e outros profissionais que 
exercem cargos públicos. 
Agentes Honoríficos 
Os Agentes Honoríficos não são profissionais 
contratados pela Administração Pública. Eles apenas 
colaboram transitoriamente com o Estado, para exercer 
determinadas funções. 
Como não há vínculo profissional, é muito raro 
que sejam remunerados. Alguns exemplos: mesários 
eleitorais, membros dos Conselhos Tutelares, membros 
do tribunal do júri etc. 
Agentes Delegados 
Já os Agentes Delegados são particulares que 
têm a responsabilidade de exercer uma atividade 
específica (obras, por exemplo) por delegação do 
Estado, que deve fiscalizar sua atuação. 
Embora colaborem com o Poder Público, não são 
considerados servidores. Eles são permissionários ou 
subsidiários de serviços públicos. 
Um exemplo sempre utilizado é o caso dos 
leiloeiros, que realizam leilões de bens públicos. 
Agentes Credenciados 
A quinta e última classificação dos Agentes 
Públicos é a de Agentes Credenciados, que nada mais 
são que pessoas que representam o Estado em alguma 
circunstância. 
Um exemplo muito citado é a de um artista que, 
representando o país, recebe uma medalha ou honraria 
no exterior em nome do Governo. Ou o pesquisador que 
participa de um seminário internacional representando o 
Brasil. 
PODERES, DEVERES E PRERROGATIVAS 
Poderes: Poder-dever: O servidor não pode se 
omitir. Os deveres de eficiência, de probidade e o de 
prestar contas. 
Deveres: Normalmente vêm previstos nas leis 
estatutárias, abrangendo, entre outros, os de 
assiduidade, pontualidade, discrição, urbanidade, 
obediência, lealdade. 
Prerrogativa: Privilégio atribuído a alguém por 
seu cargo; – Férias, licenças, vencimento ou 
remuneração e demais vantagens pecuniárias (= 
dinheiro), assistência, direito de petição, disponibilidade e 
aposentadoria. 
CARGO, EMPREGO E FUNÇÃO PÚBLICOS 
Os ocupantes de cargo público tem vínculo 
estatutário e institucional regido por um estatuto funcional 
próprio, na União a Lei 8.112/90. Em sentido contrário, o 
ocupante de emprego público tem vínculo trabalhista e 
contratual regido pela CLT. Obviamente há algumas 
diferenças resultantes disso, ovínculo estatutário, por 
exemplo, não é cabível a entidades privadas da 
Administração Pública Indireta; já o vínculo contratual 
ocorre em ambos os casos, logo as entidades de direito 
público podem possuir servidores públicos estatutários 
ou celetistas. 
Sobre a função pública, há as funções atreladas a 
cargos ou empregos e funções autônomas, como a 
função temporária, exercida por servidores temporários, 
11
e a função de confiança, exercida exclusivamente por 
servidores públicos titulares de cargos comissionados e 
se destinam apenas às atribuições de direção, chefia e 
assessoramento. 
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lá eles tem praticamente todas as apostilas 
atualizadas de todos os concursos abertos. 
Não se admite que qualquer pessoa exerça 
atividades em nome do Estado, devendo exercê-las 
somente aquelas que mantenham vínculo laboral com a 
Administração Pública. 
Existem três tipos de vínculo: 
1) Cargo– cargo é o conjunto de atribuições e
responsabilidades que possui um agente público, criado 
por lei (conjunto), em número determinado, com 
denominação própria e remunerado pelos cofres 
públicos. É o vínculo de trabalho que liga a espécie de 
agente público servidor público à Administração: 
Art. 3º Cargo público é o conjunto de 
atribuições e responsabilidades previstas na 
estrutura organizacional que devem ser 
cometidas a um servidor. (LEI Nº 8.112/1990). 
Se dividem em cargos de provimento efetivo e os 
de provimento em comissão. 
Na primeira modalidade, o agente público poderá 
adquirir estabilidade após três anos de efetivo exercício. 
Efetividade segundo Odete Medauar, é o modo de 
preenchimento do cargo, garantindo ao agente a 
permanência no exercício de suas atribuições. Já a 
estabilidade, se refere ao modo como o agente público 
perderá seu cargo, devendo ser somente por sentença 
judicial transitada em julgado, processo administrativo, 
procedimento de avaliação periódica e para possibilitar 
que as despesas com pessoal não excedam os limites 
estabelecidos em lei. 
Na modalidade de provimento em comissão, não 
há garantia de permanência ou de forma de perda, como 
o efetivo, mas é uma atividade de caráter transitório, ou
seja, dura enquanto a confiança da pessoa que nomeou
o agente existir, ou enquanto essa pessoa ocupar
determinado escalão dentro da Adm. Pública.
Outra característica dos cargos públicos é que 
existe a possibilidade de progressão para outras classes, 
e consequente aumento de vencimentos e exercício de 
atividades mais complexas. 
Para acumular dois cargos não pode haver 
choque de horários, tampouco ultrapassar o teto 
constitucional. Além do mais, os cargos têm de ser 
aqueles previstos na Constituição: dois cargos de 
professor; um de professor com um de técnico ou 
científico; dois cargos de profissional vinculado à área de 
saúde. 
2) Emprego– é o vínculo estabelecido entre a
pessoa natural e a Administração Pública Indireta 
(empresas públicas e sociedades de economia mista), 
sendo que essas relações empregatícias serão regidas 
pela Consolidação das Leis do Trabalho. 
3) Função– o termo função aqui não se refere
àquelas atividades que todo agente público exerce, mas 
sim a um vínculo de trabalho entre uma pessoa física e a 
Adm. Pública. Conjunto de atribuições e 
responsabilidades exercidas por pessoa, em regra para a 
execução de serviços eventuais. 
Para distinguir cargo em comissão de função, é 
necessário esclarecer que os cargos em comissão são 
aqueles de chefia, direção (1º escalão), enquanto que na 
função, o agente exerce em regra a chefia de 
determinados setores (chefia executiva), ficando 
subordinada ao que detém o cargo em comissão. 
Existem as funções de confiança que são aquelas 
ocupadas por agentes concursados (art. 37, V, CF) e as 
temporárias, que são ocupadas por terceirizados e 
regidos pela lei 8.745/93. 
A função pública é regida pelo estatuto, trata-se 
de um dos casos excepcionais em que as regras 
estatutárias são aplicadas a servidores com outro tipo de 
vínculo que não o de servidor. 
Os empregados públicos apesar de se 
equipararem aos empregados privados, se sujeitam a 
alguns preceitos aplicáveis aos estatutários, como o 
limite da remuneração, proibição de acumulação de 
cargos e possibilidade de sofrer sanções por improbidade 
administrativa. 
REGIME JURÍDICO ÚNICO: PROVIMENTO, 
VACÂNCIA, REMOÇÃO, REDISTRIBUIÇÃO E 
SUBSTITUIÇÃO 
Regime jurídico único: provimento, vacância, 
remoção, redistribuição e substituição 
Sugiro dar uma olhada na lei 8.1122/90 a partir do 
artigo 5 que dispõe sobre o regime jurídico único dos 
servidores públicos 
Provimento: 
É o ato administrativo por meio do qual é 
preenchido cargo público (efetivo ou de confiança). 
1 Provimento originário ou autônomo 
Tal provimento se materializa por nomeação. 
Após a nomeação, o estatuto estabelece o prazo de 30 
dias até a data da posse. Caso não se concretize nesse 
prazo, perderá efeito a nomeação. O nomeado só se 
tornará servidor após o ato da posse. Caso o agente não 
entre em exercício da função após 15 dias de sua 
nomeação, o servidor é exonerado do cargo. É a partir da 
data em que entra em exercício que começam a contar 
os prazos para todos os seus direitos relacionados ao 
tempo de serviço. 
2 Provimento derivado vertical 
Promoção: Tem por escopo realizar uma elevação 
funcional do servidor de um cargo de uma classe para 
outro de uma classe superior. 
3 Provimento derivado horizontal 
Readaptação: Conforme preceitua o artigo 24 da 
lei 8.112/90, a readaptação é a investidura do servidor 
em cargo de atribuições e responsabilidades compatíveis 
com a limitação que tenha sofrido em sua capacidade 
física ou mental verificada em inspeção médica. Caso 
haja reconhecimento de incapacidade absoluta, será 
aposentado. 
4 Provimento derivado por reingresso 
Reversão: Reversão é o retorno à atividade de 
servidor aposentado => Ver a Art. 25 da Lei 8.112/90 
12
http://www.apostilasopcao.com.br/?afiliado=13148
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8112cons.htm
Reintegração: A reintegração é a reinvestidura do 
servidor estável no cargo anteriormente ocupado, ou no 
cargo resultante de sua transformação, quando 
invalidada a sua demissão por decisão administrativa ou 
judicial, com ressarcimento de todas as vantagens. 
(Art. 28, da Lei 8.112/90) 
Recondução: Recondução é o retorno do servidor 
estável ao cargo anteriormente ocupado e decorrerá de: 
I - inabilitação em estágio probatório relativo a outro 
cargo; II - reintegração do anterior ocupante. (Art. 29) 
Disponibilidade e aproveitamento: Ver Arts. 30, 
31 e 32 da Lei 8.112/90 
Vacância: 
Ver Lei 8.112/90, art. 33 a 35 
Remoção 
Ver Lei 8.112/90, art. 36 
DA REDISTRIBUIÇÃO E SUBSTITUIÇÃO: 
Da Redistribuição 
Ver Lei 8.112/90, art. 37 
Da Substituição 
Ver Lei 8.112/90, art. 38 e 39 
DIREITOS E VANTAGENS 
Vencimento e da Remuneração 
O Vencimento é a retribuição pecuniária pelo 
exercício de cargo público, com valor fixado em lei (art. 
40). Nenhum servidor receberá, a título de vencimento, 
importância inferior ao salário-mínimo. 
A Remuneração é o vencimento do cargo efetivo, 
acrescido das vantagens pecuniárias permanentes 
estabelecidas em lei (art. 41). O vencimento do cargo 
efetivo, acrescido das vantagens de caráter permanente, 
é irredutível (§3º,art. 41). 
O vencimento, a remuneração e o provento não 
serão objeto de arresto, sequestro ou penhora, exceto 
nos casos de prestação de alimentos resultante de 
decisão judicial (art. 48). 
SERVIDOR EM DÉBITO COM O ERÁRIO 
As reposições e indenizações ao erário serão 
previamente comunicadas ao servidor ou ao pensionista 
e amortizadas em parcelas mensais cujos valores não 
excederão a 10% da remuneração ou provento (art. 46). 
O servidor que for demitido, exonerado ou que tiver sua 
aposentadoria ou disponibilidade cassada, terá o prazo 
de 60 dias para quitaro débito (art. 47). A não quitação 
do débito no prazo previsto implicará sua inscrição em 
dívida ativa (parágrafo único, art. 47). 
VANTAGENS 
Além do vencimento, poderão ser pagas ao 
servidor as seguintes vantagens (art. 49): 
-indenizações;
-gratificações;
-adicionais.
As indenizações não se incorporam ao 
vencimento ou provento para qualquer efeito (§1º). As 
gratificações e os adicionais incorporam-se ao 
vencimento ou provento, nos casos e condições 
indicados em lei (§2º). 
INDENIZAÇÕES 
Constituem indenizações ao servidor (art. 51): 
Ajuda de custo; Diárias; Transporte. 
DIÁRIAS – O servidor que, a serviço, afastar-se 
da sede em caráter eventual ou transitório fará jus a 
passagens e diárias destinadas a indenizar as parcelas 
de despesas extraordinária com pousada, alimentação e 
locomoção urbana, conforme dispuser em regulamento 
(art. 58). 
AJUDA DE CUSTO – destina-se a compensar as 
despesas de instalação do servidor que, no interesse do 
serviço, passar a ter exercício em nova sede, com 
mudança de domicílio em caráter permanente, vedado o 
duplo pagamento de indenização, a qualquer tempo, no 
caso de o cônjuge ou companheiro que detenha também 
a condição de servidor, vier a ter exercício na mesma 
sede (art. 53). 
A ajuda de custo é calculada sobre a 
remuneração do servidor, conforme se dispuser em 
regulamento, não podendo exceder a importância 
correspondente a 3 (três) meses (art. 54). 
TRANSPORTE – conceder-se-á indenização de 
transporte ao servidor que realizar despesas com a 
utilização de meio próprio de locomoção para a execução 
de serviços externos, por força das atribuições próprias 
do cargo, conforme se dispuser em regulamento (art. 60). 
GRATIFICAÇÕES E ADICIONAIS 
Além do vencimento e das vantagens previstas 
nesta Lei, serão deferidos aos servidores as seguintes 
retribuições, gratificações e adicionais (art. 61): 
-retribuição pelo exercício de função de direção,
chefia e assessoramento; gratificação natalina; 
adicional por tempo de serviço; 
-adicional pelo exercício de atividades insalubres,
perigosas ou penosas; adicional pela 
prestação de serviço extraordinário; adicional 
noturno; adicional de férias; outros, relativos 
ao local ou à natureza do trabalho. 
Entendo que o detalhamento a respeito dos 
adicionais e gratificações, das licenças e dos 
afastamentos é secundário, no entanto, como consta do 
programa ponho a disposição o texto de estatuto com 
redação atualizada até março de 2001. 
Retribuição pelo Exercício de Função de Direção, 
Chefia e Assessoramento 
A remuneração dos cargos em comissão será 
estabelecida em lei específica (parágrafo único, art. 62). 
Ao servidor ocupante de cargo efetivo é devida 
retribuição pelo seu exercício de função de direção, 
chefia ou assessoramento, ou de cargo de provimento ou 
de Natureza Especial (art. 62). 
GRATIFICAÇÃO NATALINA 
A gratificação natalina corresponde a 1/12 (um 
doze avos) da remuneração a que o servidor fizer jus no 
mês de dezembro, por mês de exercício no respectivo 
ano (art. 63). A fração igual ou superior a 15 (quinze) dias 
será considerada como mês integral. O servidor 
exonerado perceberá sua gratificação natalina, 
proporcionalmente aos meses de exercício, calculada 
sobre a remuneração do mês da exoneração (art. 65). A 
13
gratificação natalina não será considerada para cálculo 
de qualquer vantagem pecuniária. 
ADICIONAIS DE INSALUBRIDADE, PERICULOSIDADE 
ou ATIVIDADES PENOSAS 
Fazem jus a um adicional sobre o vencimento do 
cargo efetivo os servidores que trabalhem com 
habitualidade em locais insalubres ou em contato 
permanente com substâncias tóxicas, radioativas ou com 
risco de vida (art. 68). 
O servidor que fizer jus aos adicionais de 
insalubridade e de periculosidade deverá optar por um 
deles (§1º, art. 68). 
O adicional de atividade penosa será devido aos 
servidores em exercício em zonas de fronteira ou em 
localidades cujas condições de vida o justifiquem, nos 
termos, condições e limites fixados em regulamento (art. 
71). Os locais de trabalho e os servidores que operam 
com Raios X ou substâncias radioativas serão mantidos 
sob controle permanente, de modo que as doses de 
radiação ionizante não ultrapassem o nível máximo 
previsto na legislação própria. (art. 72) Parágrafo único. 
Os servidores a que se refere este artigo serão 
submetidos a exames médicos a cada 6 (seis) meses. 
ADICIONAL POR SERVIÇO EXTRAORDINÁRIO 
O serviço extraordinário será remunerado com 
acréscimo de 50% (cinquenta por cento) em relação à 
hora normal de trabalho (art. 73) e somente será 
permitido para atender a situações excepcionais e 
temporárias, respeitado o limite máximo de 2 (duas) 
horas por jornada (art. 74). 
ADICIONAL NOTURNO 
O serviço noturno, prestado em horário de um 
compreendido entre 22 (vinte e duas) horas dia e 5 
(cinco) horas do dia seguinte, terá o valor-hora acrescido 
de 25% (vinte e cinco por cento), computando-se cada 
hora como cinquenta e dois minutos e trinta segundos 
(art. 75). Em se tratando de serviço extraordinário, o 
acréscimo de que trata este artigo incidirá sobre a 
remuneração prevista no art. 73 (art. 75, parágrafo 
único). 
ADICIONAL DE FÉRIAS 
Independentemente de solicitação, será pago ao 
servidor, por ocasião das férias, um adicional 
correspondente a 1/3 (um terço) da remuneração do 
período das férias (art. 76). No caso de o servidor 
exercer função de direção, chefia ou assessoramento, ou 
ocupar cargo em comissão, a respectiva vantagem será 
considerada no cálculo do adicional de férias (art. 76, 
parágrafo único). 
FÉRIAS 
O servidor fará jus a trinta dias de férias, que 
podem ser acumuladas, até o máximo de dois períodos, 
no caso de necessidade do serviço, ressalvadas as 
hipóteses em que haja legislação específica (art. 77). 
Para o primeiro período aquisitivo de férias serão 
exigidos 12 (doze) meses de exercício (parágrafo único). 
O pagamento da remuneração das férias será efetuado 
até 2 (dois) dias antes do início do respectivo período. O 
servidor exonerado do cargo efetivo, ou em comissão, 
perceberá indenização relativa ao período das férias a 
que tiver direito e ao incompleto, na proporção de 1/12 
(um doze avos) por mês de efetivo exercício, ou fração 
superior a quatorze dias (art. 77, § 3º).. O servidor que 
opera direta e permanentemente com Raios X ou 
substâncias radioativas gozará 20 (vinte) dias 
consecutivos de férias, por semestre de atividade 
profissional, proibida em qualquer hipótese a acumulação 
(art. 79) As férias somente poderão ser interrompidas por 
motivo de calamidade pública, comoção interna, 
convocação para júri, serviço militar ou eleitoral, ou por 
necessidade do serviço declarada pela autoridade 
máxima do órgão ou entidade (art. 80). O restante do 
período interrompido será gozado de uma só vez. 
DAS LICENÇAS 
Conceder-se-á ao servidor licença (art. 81): por 
motivo de doença em pessoa da família; por motivo de 
afastamento do cônjuge ou companheiro; para o serviço 
militar; para atividade política; para capacitação; para 
tratar de interesses particulares; para desempenho de 
mandato classista. 
A licença concedida dentro de 60 (sessenta) dias 
do término de outra da mesma espécie será considerada 
como prorrogação (art. 82). 
LICENÇA POR MOTIVO EM PESSOA DA FAMÍLIA 
Poderá ser concedida licença ao servidor por 
motivo de doença do cônjuge ou companheiro, dos pais, 
dos filhos, do padrasto ou madrasta e enteado, ou 
dependente que viva às suas expensas e conste do seu 
assentamento funcional, mediante comprovação por 
junta médica oficial (art. 83). 
A licença será concedida sem prejuízo da 
remuneração do cargo efetivo, até trinta dias, podendo 
ser prorrogada por até trinta dias, mediante parecer de 
junta médica oficial e, excedendo estes prazos, sem 
remuneração, por até noventa dias (§2º). 
É vedado o exercício de atividade remunerada 
durante o período da licença (§3º, art. 81). 
Poderá ser concedida licença ao servidor para 
acompanhar cônjugeou companheiro que foi deslocado 
para outro ponto do território nacional, para o exterior ou 
para o exercício de mandato eletivo dos Poderes 
Executivo e Legislativo (art. 84). A licença será por prazo 
indeterminado e sem remuneração (art. 84, §1º). 
No deslocamento de servidor cujo cônjuge ou 
companheiro também seja servidor público, civil ou 
militar, de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, 
do Distrito Federal e dos Municípios, poderá haver 
exercício provisório em órgão ou entidade da 
Administração Federal direta, autárquica ou fundacional, 
desde que para o exercício de atividade compatível com 
o seu cargo (art. 84,§2º).
LICENÇA PARA O SERVIÇO MILITAR 
Ao servidor convocado para o serviço militar será 
concedida licença, na forma e condições previstas na 
legislação específica (art. 85). (o artigo não diz se é com 
ou sem remuneração). Concluído o serviço militar, o 
servidor terá até 30 (trinta) dias sem remuneração para 
reassumir o exercício do cargo (art. 85, parágrafo único). 
LICENÇA PARA ATIVIDADE POLÍTICA 
O servidor terá direito a licença, sem 
remuneração, durante o período que mediar entre a sua 
escolha em convenção partidária, como candidato a 
14
cargo eletivo, e a véspera do registro de sua candidatura 
perante a Justiça Eleitoral (art. 86). 
O servidor candidato a cargo eletivo na localidade 
onde desempenha suas funções e que exerça cargo de 
direção, chefia, assessoramento, arrecadação ou 
fiscalização, dele será afastado, a partir do dia imediato 
ao do registro de sua candidatura perante a Justiça 
Eleitoral, até o décimo dia seguinte ao do pleito (art. 86, 
§1º).
A partir do registro da candidatura e até o décimo 
dia seguinte ao da eleição, o servidor fará jus à licença, 
assegurados os vencimentos do cargo efetivo, somente 
pelo período de três meses (art. 86, §2º). 
LICENÇA PARA CAPACITAÇÃO 
Após cada quinquênio de efetivo exercício, o 
servidor poderá, no interesse da Administração, afastar-
se do exercício do cargo efetivo, com a respectiva 
remuneração, por até três meses, para participar de 
curso de capacitação profissional (art. 87). 
Os períodos de licença de que trata o caput não 
são acumuláveis. 
LICENÇA PARA TRATAR INTERESSES 
PARTICULARES 
A critério da Administração, poderão ser 
concedidas ao servidor ocupante de cargo efetivo, desde 
que não esteja em estágio probatório, licenças para o 
trato de assuntos particulares pelo prazo de até três anos 
consecutivos, sem remuneração. (art. 91). A licença 
poderá ser interrompida, a qualquer tempo, a pedido do 
servidor ou no interesse do serviço. 
LICENÇA PARA O DESEMPENHO DE MANDATO 
CLASSISTA 
É assegurado ao servidor o direito à licença sem 
remuneração para o desempenho de mandato em 
confederação, federação, associação de classe de 
âmbito nacional, sindicato representativo da categoria ou 
entidade fiscalizadora da profissão, (considerado tempo 
de efetivo exercício, exceto promoção por merecimento) 
conforme disposto em regulamento (art. 92). A licença 
terá duração igual à do mandato, podendo ser 
prorrogada, no caso de reeleição, e por uma única vez 
(art. 92, §2º). 
DOS AFASTAMENTOS 
Afastamento servir a outro órgão ou entidade 
Ver Lei 8.112/90, art. 93 
Afastamento para estudo ou missão no exterior 
A ausência não excederá a 4 (quatro) anos, e 
finda a missão ou estudo, somente decorrido igual 
período, será permitida nova ausência (§1º, art. 95). 
Ademais a este servidor não será concedida exoneração 
ou licença para tratar de interesse particular antes de 
decorrido período igual ao do afastamento, ressalvada a 
hipótese de ressarcimento da despesa havida com seu 
afastamento (§2º, art .95). 
TEMPO DE SERVIÇO 
É contado para todos os efeitos o tempo de 
serviço público federal, inclusive o prestado às Forças 
Armadas (art. 100). A apuração do tempo de serviço será 
feita em dias, que serão convertidos em anos, 
considerado o ano como de 365 dias (art. 101). Além das 
ausências ao serviço previstas no art. 97, são 
considerados como de efetivo exercício os afastamentos 
em virtude de (art.102). 
Ver Lei 8.112/90, art. 102 
O tempo em que o servidor esteve aposentado 
será contado apenas para nova aposentadoria (§1º, 103). 
Será contado em dobro o tempo de serviço prestado às 
Forças Armadas em operações de guerra (§2º, art. 103). 
Entendo que é inconstitucional, ante o teor do art. 40, 
§10, CF, acrescentado pela EC nº 20/98,
É vedada a contagem cumulativa de tempo de 
serviço prestado concomitantemente em mais de um 
cargo ou função de órgão ou entidades dos Poderes da 
União, Estado, Distrito Federal e Município, autarquia, 
fundação pública, sociedade de economia mista e 
empresa pública (§3º, art. 103). 
DIREITO DE PETIÇÃO 
É assegurado ao servidor o direito de requerer 
aos Poderes Públicos, em defesa de direito ou interesse 
legítimo (art. 104). Para o exercício do direito de petição, 
é assegurada vista do processo ou documento, na 
repartição, ao servidor ou a procurador por ele 
constituído (art. 113). 
O requerimento será dirigido à autoridade 
competente para decidi-lo e encaminhado por intermédio 
daquela a que estiver imediatamente subordinado o 
requerente (art. 105). 
Cabe pedido de reconsideração à autoridade que 
houver expedido o ato ou proferido a primeira decisão, 
não podendo ser renovado (art. 106). O requerimento e o 
pedido de reconsideração de que tratam os artigos 
anteriores deverão ser despachados no prazo de 5 
(cinco) dias e decididos dentro de 30 (trinta) dias (art. 
106, parágrafo único). 
Caberá recurso do indeferimento do pedido de 
reconsideração, no prazo de 30 (trinta) dias, dirigido à 
autoridade imediatamente superior à que tiver expedido o 
ato ou proferido a decisão, e, sucessivamente, em escala 
ascendente, às demais autoridades (art. 107, I, §1º). Será 
encaminhado por intermédio da autoridade a que estiver 
imediatamente subordinado o requerente (107, §§ 1º, 2º 
e art. 108). 
O recurso poderá ser recebido com efeito 
suspensivo a juízo da autoridade competente. Em caso 
de provimento, os efeitos da decisão retroagirão à data 
do ato impugnado (art. 109). 
PRESCRIÇÃO DO DIREITO DE RECORRER 
O direito de requerer contado da data da 
publicação do ato impugnado ou da data da ciência pelo 
interessado, quando o ato não for publicado (tiver 
natureza reservada) (art. 110, parágrafo único), 
prescreve (art. 110): 
I – em 5 (cinco) anos, quanto aos atos de 
demissão e de cassação de aposentadoria ou 
disponibilidade, ou que afetem interesse 
patrimonial e créditos resultantes das relações 
de trabalho; 
II – em 120 (cento e vinte) dias, nos demais 
casos, salvo quando outro prazo for fixado em 
lei. 
A prescrição é de ordem pública, não podendo ser 
relevada pela administração (art. 112). O pedido de 
reconsideração e o recurso, quando cabíveis, 
15
interrompem a prescrição (art. 111). São fatais e 
improrrogáveis os prazos estabelecidos neste Capítulo, 
salvo motivo de força maior (art. 115). 
A administração deverá rever seus atos, a 
qualquer tempo, quando eivados de ilegalidade (art. 114). 
DO REGIME DISCIPLINAR 
O regime disciplinar faz parte do título IV do 
Estatuto, e compreende os seguintes capítulos: dos 
deveres, das proibições, da acumulação, das 
responsabilidades e das penalidades. 
DAS PENALIDADES 
São penalidades disciplinares (art. 127): 
Advertência; Suspensão; Demissão; Cassação de 
aposentadoria ou disponibilidade; Destituição de cargo 
em comissão; Destituição de função comissionada. 
ADVERTÊNCIA 
A advertência será aplicada por escrito, nos casos 
de : inobservância de dever funcional previsto em lei, 
regulamentação ou norma interna, que não justifique 
imposição de penalidade mais grave (art. 129). Eis aqui 
um exemplo de que as sanções disciplinares não 
obedecem cegamente o princípio da tipicidade. Que 
decide se cabe ou não penalidade mais grave é a 
Administração. 
Bem como na Inobservância das seguintes 
proibições (art. 117, incisos I a VIII e XIX) ausentar-se do 
serviçodurante o expediente, sem prévia autorização do 
chefe imediato; retirar, sem prévia anuência da 
autoridade competente, qualquer documento ou objeto 
da repartição; recusar fé a documentos públicos; opor 
resistência injustificada ao andamento de documento e 
processo ou execução de serviço; promover 
manifestação de apreço ou desapreço no recinto da 
repartição; cometer a pessoa estranha à repartição, fora 
dos casos previstos em lei, o desempenho de atribuição 
que seja de sua responsabilidade ou de seu subordinado; 
coagir ou aliciar subordinados no sentido de filiarem-se a 
associação profissional ou sindical, ou a partido político; 
manter sob sua chefia imediata, em cargo ou função de 
confiança, cônjuge, companheiro ou parente até o 
segundo grau civil; recusar-se a atualizar seus dados 
cadastrais quando solicitado. 
SUSPENSÃO 
A suspensão será aplicada (art. 130): em caso de 
reincidência das faltas punidas com advertência e de 
violação; das demais proibições que não tipifiquem 
infração sujeita a penalidade de demissão; de que são 
exemplos as proibições (art. 117, XVII e XVIII) : cometer 
a outro servidor atribuições estranhas ao cargo que 
ocupa, exceto em situações de emergência e transitórias; 
exercer quaisquer atividades que sejam incompatíveis 
com o exercício do cargo ou função e com o horário de 
trabalho; 
DEMISSÃO 
A demissão será aplicada nos seguintes casos 
(art. 132): 
-crime contra a administração pública (estão
previstos no Código Penal); 
-abandono de cargo (configura abandono de
cargo a ausência intencional do servidor ao 
serviço por mais de trinta dias consecutivos, 
art. 138); 
-inassiduidade habitual (entende-se por 
inassiduidade habitual a falta ao serviço, 
sem causa justificada, por sessenta dias, 
interpoladamente, durante o período de doze 
meses (art. 139); 
-improbidade administrativa;
-incontinência pública e conduta escandalosa,
na repartição; 
-insubordinação grave em serviço;
-ofensa física, em serviço, a servidor ou a
particular, salvo em legítima defesa própria 
ou de outrem; 
-aplicação irregular de dinheiros públicos;
revelação de segredo do qual se apropriou 
em razão do cargo; 
-lesão aos cofres públicos e dilapidação do
patrimônio nacional; corrupção; acumulação 
ilegal de cargos, empregos ou funções 
públicas; 
Bem como na transgressão das seguintes 
proibições (incisos IX a XVI do art. 117): 
-valer-se do cargo para lograr proveito pessoal
ou de outrem, em detrimento da dignidade 
da função pública; 
-participar de gerência ou administração de
empresa privada, sociedade civil, salvo a 
participação nos conselhos de administração 
e fiscal de empresas ou entidades em que a 
União detenha, direta ou indiretamente, 
participação do capital social, sendo-lhe 
vedado exercer o comércio, exceto na 
qualidade de acionista, cotista ou 
comanditário; 
-atuar, como procurador ou intermediário, junto
a repartições públicas, salvo quando se 
tratar de benefícios previdenciários ou 
assistenciais de parentes até o segundo 
grau, e de cônjuge ou companheiro; 
-receber propina, comissão, presente ou
vantagem de qualquer espécie, em razão de 
suas atribuições; 
-aceitar comissão, emprego ou pensão de
estado estrangeiro; 
-praticar usura sob qualquer de suas formas;
-proceder de forma desidiosa;
-utilizar pessoal ou recursos materiais da
repartição em serviços ou atividades 
particulares; 
A demissão ou a destituição de cargo em 
comissão, nos casos abaixo implica a indisponibilidade 
dos bens e o ressarcimento ao erário, sem prejuízo da 
ação penal cabível (art. 136). 
-improbidade administrativa aplicação irregular de
dinheiros públicos lesão aos cofres públicos e 
dilapidação do patrimônio nacional; corrupção; 
A demissão ou a destituição de cargo em 
comissão, nos casos abaixo incompatibiliza o ex-servidor 
para nova investidura em cargo público federal, pelo 
prazo de 5 (cinco) anos (art. 137). 
-revelação de segredo do qual se apropriou em
razão do cargo; 
-corrupção
16
O servidor que for demitido ou destituído do cargo 
em comissão nos casos abaixo não poderá retornar ao 
serviço público federal (parágrafo único, art. 137). 
-crime contra a administração pública
-improbidade administrativa aplicação irregular de
dinheiros públicos lesão aos cofres públicos e 
dilapidação do patrimônio nacional; corrupção; 
ACUMULAÇÃO ILEGAL DE CARGOS 
Ressalvados os casos previstos na Constituição, é 
vedada a acumulação remunerada de cargos públicos 
(art. 118). 
A proibição de acumular estende-se a cargos, 
empregos e funções em autarquias, fundações públicas, 
empresas públicas, sociedades de economia mista da 
União, do Distrito Federal, dos Estados, dos Territórios e 
dos Municípios (§1º, art. 118). 
A acumulação de cargos, ainda que lícita, fica 
condicionada à comprovação da compatibilidade de 
horários (§2º, art. 118). 
O servidor vinculado ao regime desta Lei, que 
acumular licitamente dois cargos efetivos, quando 
investido em cargo de provimento em comissão, ficará 
afastado de ambos os cargos efetivos, salvo na hipótese 
em que houver compatibilidade de horário e local com o 
exercício de um deles, declarada pelas autoridades 
máximas dos órgãos ou entidades envolvidos (art. 120) 
O servidor não poderá exercer mais de um cargo 
em comissão, exceto no caso previsto no parágrafo único 
do art. 9o,(exercício interino em outro cargo de confiança, 
nesta hipótese deverá optar pela remuneração de um 
deles) nem ser remunerado pela participação em órgão 
de deliberação coletiva (art. 119). Exceto remuneração 
devida pela participação em conselhos de administração 
e fiscal das empresas públicas e sociedades de 
economia mista, suas subsidiárias e controladas, bem 
como quaisquer empresas ou entidades em que a União, 
direta ou indiretamente, detenha participação no capital 
social(parágrafoúnicoart.119). 
Art. 133. Detectada a qualquer tempo a 
acumulação ilegal de cargos, empregos ou 
funções públicas, a autoridade notificará o 
servidor, por intermédio de sua chefia imediata, 
para apresentar opção no prazo improrrogável 
de dez dias, contados da data da ciência e, na 
hipótese de omissão, adotará procedimento 
sumário para a sua apuração e regularização 
imediata; 
A opção pelo servidor até o último dia de prazo 
para defesa configurará sua boa-fé, hipótese em que se 
converterá automaticamente em pedido de exoneração 
do outro cargo (§5º). 
Caracterizada a acumulação ilegal e provada a 
má-fé, aplicar-se-á a pena de demissão, destituição ou 
cassação de aposentadoria ou disponibilidade em 
relação aos cargos, empregos ou funções públicas em 
regime de acumulação ilegal, hipótese em que os órgãos 
ou entidades de vinculação serão comunicados (§6º, art. 
133). 
CASSAÇÃO DE APOSENTADORIA 
Será cassada a aposentadoria ou a 
disponibilidade do inativo que houver praticado, na 
atividade, falta punível com a demissão (art. 134). 
DESTITUIÇÃO DE CARGO EM COMISSÃO 
A destituição de cargo em comissão exercido por 
não ocupante de cargo efetivo será aplicada nos casos 
de infração sujeita às penalidades de suspensão e de 
demissão (art. 135). 
Constatada a hipótese de que trata este artigo, a 
exoneração efetuada (a pedido ou a juízo da autoridade, 
hipóteses do artigo 35) será convertida em destituição de 
cargo em comissão (parágrafo único). 
APLICAÇÃO DAS PENALIDADES DISCIPLINARES 
As penalidades disciplinares serão aplicadas (art. 
141): 
-quando se tratar de demissão e cassação de
aposentadoria ou disponibilidade, pelo 
Presidente da República, pelos Presidentes 
das Casas do Poder Legislativo e dos 
Tribunais Federais e pelo Procurador-Geral da 
República, de servidor vinculado ao respectivo 
Poder, órgão, ou entidade; 
-quando se tratar de suspensão superior a 30
(trinta) dias, pelas autoridades administrativas 
de hierarquia imediatamente inferior àquelas 
mencionadas no inciso anterior; 
-nos casos de advertência ou de suspensão de
até 30 (trinta) dias, pelo chefe da repartição e 
outras autoridades na formados respectivos 
regimentos ou regulamentos; 
-quando se tratar de destituição de cargo em
comissão, pela autoridade que houver feito a 
nomeação. 
PRESCRIÇÃO 
A ação disciplinar prescreverá (art. 142): 
I – em 5 (cinco) anos, quanto às infrações 
puníveis com demissão, cassação de aposentadoria ou 
disponibilidade e destituição de cargo em comissão; 
II – em 2 (dois) anos, quanto à suspensão; 
III – em 180 (cento e oitenta) dias, quanto á 
advertência. 
ATENÇÃO: O prazo de prescrição começa a 
correr da data em que o fato se tornou conhecido 
(§1º, Art. 142).
Os prazos de prescrição previstos na lei penal 
aplicam-se às infrações disciplinares capituladas também 
como crime (§2º, art. 142). 
INTERRUPÇÃO DA PRESCRIÇÃO 
A abertura de sindicância ou a instauração de 
processo disciplinar interrompe a prescrição, até a 
decisão final proferida por autoridade competente (§3º, 
art. 142). 
Interrompido o curso da prescrição, o prazo 
começará a correr a partir do dia em que cessar a 
interrupção (§4º, art. 142). 
DO PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR 
DA SINDICÂNCIA 
Ao tomar conhecimento de irregularidades 
praticadas por servidor a Administração é obrigada, 
através de sindicância, a proceder a sua apuração. 
Sindicância é um procedimento prévio a qualquer 
punição. 
Da sindicância poderá resultar (Lei 8.112/90, art. 
145): 
17
I – arquivamento do processo; 
II – aplicação de penalidade de advertência ou 
suspensão de até 30 (trinta) dias; 
III – instauração de processo disciplinar. 
Na hipótese de o relatório da sindicância concluir 
que a infração está capitulada como ilícito penal, a 
autoridade competente encaminhará cópia dos autos ao 
Ministério Público, independentemente da imediata 
instauração do processo disciplinar (art. 154, parágrafo 
único). 
PRAZO DE CONCLUSÃO DA SINDICÂNCIA 
O prazo para conclusão da sindicância não 
excederá 30 (trinta) dias, podendo ser prorrogado por 
igual período, a critério da autoridade superior (lei 
8.112/90, art. 145, parágrafo único). 
DO PROCESSO DISCIPLINAR 
Será obrigatória a abertura de processo 
disciplinar, sempre que o ilícito praticado pelo servidor 
ensejar a imposição de penalidade de suspensão por 
mais de 30 (trinta) dias, de demissão, cassação de 
aposentadoria ou disponibilidade, ou destituição de cargo 
em comissão (Lei 8.112/90, art. 146). 
Os autos da sindicância integrarão o processo 
disciplinar, como peça informativa da instrução (art. 154, 
caput). 
CONDUÇÃO DO PROCESSO DISCIPLINAR 
O processo disciplinar será conduzido por 
comissão composta de três servidores estáveis 
designados pela autoridade competente, que indicará 
entre eles o seu presidente, que deverá ser ocupante de 
cargo efetivo superior ou do mesmo nível, ou ter nível de 
escolaridade igual ou superior ao do indiciado (art. 149). 
FASES DO PROCESSO DISCIPLINAR 
O processo disciplinar se desenvolve nas 
seguintes fases (art. 151): I – instauração, com a 
publicação do ato que constituir a comissão; II – inquérito 
administrativo, que compreende instrução, defesa e 
relatório; III – julgamento. 
PRAZO DO PROCESSO DISCIPLINAR 
O prazo para conclusão do processo disciplinar 
não excederá 60 (sessenta) dias, contados da data de 
publicação do ato que constituir a comissão, admitida a 
sua prorrogação por igual prazo, quando as 
circunstâncias e exigirem (Lei 8.112/90, art. 152). 
INDICIAÇÃO DO SERVIDOR 
Concluída a instrução do inquérito, tipificada a 
infração disciplinar, será formulada a indiciação do 
servidor, com a especificação dos fatos a ele imputados 
e das respectivas provas, que será citado por mandado 
expedido pelo presidente da comissão para apresentar 
defesa escrita, no prazo de 10 (dez) dias, assegurando-
se-lhe vista do processo na repartição. O servidor que 
não apresentar defesa será considerado revel (arts. 161, 
caput, §1º e art.164). 
DO AFASTAMENTO PREVENTIVO 
Como medida cautelar e a fim de que o servidor 
não venha a influir na apuração da irregularidade, a 
autoridade instauradora do processo disciplinar poderá 
determinar o seu afastamento do exercício do cargo, pelo 
prazo de até 60 (sessenta) dias, que poderá ser 
prorrogado por igual prazo, sem prejuízo da 
remuneração, findo o qual cessarão os efeitos, ainda que 
não concluído o processo (art. 147). 
REVISÃO DO PROCESSO DISCIPLINAR 
O processo disciplinar poderá ser revisto, a 
qualquer tempo, a pedido ou de ofício, quando se 
aduzirem fatos novos ou circunstâncias suscetíveis de 
justificar a inocência do punido ou a inadequação da 
penalidade aplicada. Em caso de falecimento, ausência 
ou desaparecimento do servidor, qualquer pessoa da 
família poderá requerer a revisão do processo. No caso 
de incapacidade mental do servidor, a revisão será 
requerida pelo respectivo curador (art. 174, §§1ºe 2º). 
Regime disciplinar 
São os Deveres, as Proibições, a Acumulação, 
Responsabilidades e Penalidades; Estes dispositivos 
prevêem, basicamente, um conjunto de normas de 
conduta e de proibições impostas pela lei aos servidores 
por ela abrangidos, tendo em vista a prevenção, a 
apuração e a possível punição de atos e omissões que 
possam por em risco o funcionamento adequado da 
administração pública, do ponto de vista ético, do ponto 
de vista da eficiência e do ponto de vista da legalidade. 
Decorrem, estes dispositivos, do denominado Poder 
Disciplinar que é aquele conferido à Administração com o 
objetivo de manter sua disciplina interna, na medida em 
que lhe atribui instrumentos para punir seus servidores (e 
também àqueles que estejam a ela vinculados por um 
instrumento jurídico determinado – particulares
contratados pela Administração). 
RESPONSABILIDADE CIVIL, CRIMINAL E 
ADMINISTRATIVA 
Encontra-se prevista na Constituição bem como 
nos respectivos regimes jurídicos (estatutos) dos 
servidores públicos civis de cada pessoa política: União, 
Estados, Distrito Federal e Municípios. No caso da União 
o assunto é previsto pela lei nº 8.112/90, em seus arts.
121 a 126.
TRATAMENTO DADO PELA CONSTITUIÇÃO FEDERAL 
CF/88, art. 37,§ 6º - "As pessoas jurídicas de 
direito público e as de direito privado prestadoras de 
serviços públicos responderão pelos danos que seus 
agentes, nessa qualidade, causarem a terceiros, 
assegurado o direito de regresso contra o responsável 
nos casos de dolo ou culpa". 
Da análise deste dispositivo, percebemos que: 
a) A responsabilidade das pessoas jurídicas de
direito público (União, Estados, Distrito
Federal, Municípios, e suas respectivas
Autarquias e Fundações Públicas) e das
pessoas jurídicas de direito privado
prestadoras de serviços públicos
(concessionárias e permissionárias) é objetiva.
Responsabilidade objetiva é aquela que
independe da verificação da ocorrência de
dolo ou culpa
b) A responsabilidade dos agentes públicos é
regressiva e subjetiva. É regressiva porque,
primeiro, as pessoas jurídicas indenizam os
18
prejuízos causados a terceiros, depois, 
ingressam com ação judicial contra os agentes 
(servidores) se estes forem ou causadores do 
dano. É subjetiva, porque, o servidor só 
indenizará prejuízos que tenha causado em 
caso de dolo ou de culpa. 
RESPONSABILIDADES DO SERVIDOR 
O servidor responde civil, penal e 
administrativamente pelo exercício irregular das suas 
atribuições (art. 121, caput). 
RESPONSABILIDADE CIVIL 
A responsabilidade civil decorre de ato omissivo 
ou comissivo, doloso ou culposo, que resulte prejuízo ao 
erário ou a terceiros (art. 122). 
A obrigação de reparar o dano estende-se aos 
sucessores e contra eles será executada, até o limite do 
valor da herança recebida (art. 122, §3º). 
RESPONSABILIDADE PENAL 
A responsabilidade penal (criminal) abrange 
crimes e contravenções imputadas ao servidor, nessa 
qualidade (art. 123). 
Os prazos de prescrição previstos na lei penal 
aplicam-se às infrações disciplinares capituladas como 
crime (art. 142, §2º). Assim, se servidor cometer infração 
administrativa que configure também infração penal, não 
será punido administrativamentese ocorrer a prescrição 
penal, a exemplo do emprego irregular de dinheiros 
públicos, no estatuto é infração punível com demissão 
cujo prazo prescricional é de 5 anos (art. 132, VIII, c/cart. 
142, I, do Estatuto), No entanto, se aplica o prazo de 
prescrição da lei penal que é menor. 
RESPONSABILIDADE ADMINISTRATIVA 
A responsabilidade administrativa resulta de ato 
comissivo ou omissivo praticado no desempenho do 
cargo ou função (art. 124). 
CUMULATIVIDADE DAS SANÇÕES 
As sanções civis, penais e administrativas 
poderão cumular-se, sendo independentes entre si (art. 
125). 
EXCLUSÃO DA RESPONSABILIDADE 
ADMINISTRATIVA 
A responsabilidade administrativa do servidor será 
afastada no caso de absolvição penal que (art. 126): 
-negue a existência do fato (o fato não existiu);
-negue sua autoria (não foi o servidor o autor do
fato). 
OBS.: a absolvição penal por insuficiência de 
provas não afasta a responsabilidade 
administrativa do servidor. Assim, na hipótese de 
insuficiência de provas, mantém-se a punição 
administrativa. 
LEI Nº 8.112, DE 11 DE DEZEMBRO DE 1990 
ATENÇÃO: para dispor dessa norma, acesse 
www.editoradince.com Na aba ATAULIZAÇÕES 
QUESTÕES DE CONCURSOS 
01. (AOCP - 2015 - TRE-AC - Técnico Judiciário - Área
Admistrativa) É forma de provimento de cargo público
prevista na Lei n° 8.112/90,
A portaria. 
B despacho. 
C decreto. 
D promoção. 
E resolução. 
02. (AOCP - 2015 - TRE-AC - Técnico Judiciário - Área
Admistrativa) De acordo com a Lei n° 8.112/90, são
requisitos básicos para investidura em cargo público,
dentre outros;
A nacionalidade brasileira e certidão negativa de débitos. 
B certidão negativa de débitos e gozo dos direitos 
políticos. 
C idade mínima de 21 anos e aptidão física e mental. 
D idade mínima de 18 anos e certidão negativa de 
débitos. 
E aptidão física e mental e nacionalidade brasileira. 
02. (OCP - 2015 - TRE-AC - Analista Judiciário - Área
Judiciária) No tocante às proibições do
servidor público, previstas na Lei n° 8.112/90,
assinale a alternativa correta.
A É proibido ao servidor se manter chefe de parente de 
quarto grau. 
B O servidor não pode ser gerente de sociedade privada, 
exceto se já era gerente da sociedade antes da 
investidura no cargo. 
C É proibido ao servidor cometer a outro servidor 
atribuições estranhas ao cargo que ocupa, exceto em 
situações de emergência e transitórias. 
D É proibido ao servidor recusar fé a documento público, 
exceto se autorizado pelo seu chefe. 
E É proibido ao servidor, em regra, filiar-se a partido 
político. 
Gabarito: 01/D; 02/E; 03/C 
CONTROLE E 
RESPONSABILIZAÇÃO DA 
ADMINISTRAÇÃO: CONTROLE 
ADMINISTRATIVO; CONTROLE 
JUDICIAL; CONTROLE 
LEGISLATIVO 
Controlar a Administração Pública significa 
verificar se ela está agindo de acordo com os princípios 
do regime jurídico-administrativo, atendendo a suas 
finalidades. Tal controle é composto por um conjunto de 
instrumentos estabelecidos pelas normas jurídicas para a 
execução por meio dos poderes Legislativo, Executivo e 
Judiciário. Visa assegurar: 
• A legitimidade dos atos administrativos;
• A coibição dos abusos das condutas funcionais
dos agentes públicos;
• A defesa dos direitos dos administrados.
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ESPÉCIEIS DE CONTROLE DA ADMINISTRAÇÃO 
1. Quanto à extensão do controle:
• CONTROLE INTERNO: é todo aquele realizado
pela entidade ou órgão responsável pela atividade 
controlada, no âmbito da própria administração. 
- exercido de forma integrada entre os Poderes
- responsabilidade solidária dos responsáveis pelo
controle interno, quando deixarem de dar
ciência ao TCU de qualquer irregularidade ou 
ilegalidade. 
• CONTROLE EXTERNO: ocorre quando o órgão
fiscalizador se situa em Administração DIVERSA daquela 
de onde a conduta administrativa se originou. 
- controle do Judiciário sobre os atos do Executivo
em ações judiciais;
- sustação de ato normativo do Poder Executivo
pelo Legislativo;
• CONTROLE EXTERNO POPULAR: As contas
dos Municípios ficarão, durante 60 dias, anualmente, à 
disposição de qualquer contribuinte, para exame e 
apreciação, o qual poderá questionar-lhes a legitimidade, 
nos termos da lei. 
2. Quanto ao momento em que se efetua:
• CONTROLE PRÉVIO OU PREVENTIVO: é o
que é exercido antes de consumar-se a conduta 
administrativa, como ocorre, por exemplo, com 
aprovação prévia, por parte do Senado Federal, do 
Presidente e diretores do Banco Central. 
• CONTROLE CONCOMITANTE: acompanha a
situação administrativa no momento em que ela se 
verifica. É o que ocorre, por exemplo, com a fiscalização 
de um contrato em andamento. 
• CONTROLE POSTERIOR OU CORRETIVO:
tem por objetivo a revisão de atos já praticados, para 
corrigi-los, desfazê-los ou, somente, confirmá-los. 
ABRANGE ATOS como os de aprovação, homologação, 
anulação, revogação ou convalidação. 
3. Quanto à natureza do controle:
• CONTROLE DE LEGALIDADE: é o que verifica
a conformidade da conduta administrativa com as 
normas legais que a regem. Esse controle pode ser 
interno ou externo. Vale dizer que a Administração 
exercita-o de ofício ou mediante provocação: o 
Legislativo só o efetiva nos casos constitucionalmente 
previstos; e o Judiciário através da ação adequada. Por 
esse controle o ato ilegal e ilegítimo somente pode ser 
anulado, e não revogado. 
• CONTROLE DO MÉRITO: é o que se consuma
pela verificação da conveniência e da oportunidade da 
conduta administrativa. A competência para exercê-lo é 
da Administração, e, em casos excepcionais, expressos 
na Constituição, ao Legislativo, mas nunca ao Judiciário. 
4. Quanto ao órgão que o exerce:
• CONTROLE ADMINISTRATIVO:
É exercido pelo Executivo e pelos órgãos 
administrativos do Legislativo e do Judiciário, sob os 
ASPECTOS DE LEGALIDADE E MÉRITO, por iniciativa 
própria ou mediante provocação. 
Meios de Controle: 
- Fiscalização Hierárquica: esse meio de controle
é inerente ao poder hierárquico. 
 Supervisão Ministerial: APLICÁVEL nas 
entidades de administração indireta vinculadas a um 
Ministério; supervisão não é a mesma coisa que 
subordinação; trata-se de controle finalístico. 
- Recursos Administrativos: são meios hábeis que
podem ser utilizados para provocar o reexame do ato 
administrativo, pela PRÓPRIA ADMINISTRAÇÃO 
PÚBLICA. Recursos Administrativos: em regra, o efeito É 
NÃO SUSPENSIVO. 
- Representação: denúncia de irregularidades feita
perante a própria Administração; 
- Reclamação: oposição expressa a atos da
Administração que afetam direitos ou interesses legítimos 
do interessado; 
- Pedido de Reconsideração: solicitação de
reexame dirigida à mesma autoridade que praticou o ato; 
- Recurso Hierárquico próprio: dirigido à
autoridade ou instância superior do mesmo órgão 
administrativo em que foi praticado o ato; é decorrência 
da hierarquia; 
- Recurso Hierárquico Expresso: dirigido à
autoridade ou órgão estranho à repartição que expediu o 
ato recorrido, mas com competência julgadora expressa. 
• CONTROLE LEGISLATIVO:
NÃO PODE exorbitar às hipóteses 
constitucionalmente previstas, sob pena de ofensa ao 
princípio da separação de poderes. O controle alcança os 
órgãos do Poder Executivo e suas entidades da 
Administração Indireta e o Poder Judiciário (quando 
executa função administrativa). 
- Controle Político: tem por base a possibilidade
de fiscalização sobre atosligados à função administrativa 
e organizacional. 
- Controle Financeiro: A fiscalização contábil,
financeira, orçamentária, operacional e patrimonial da 
União e das entidades da administração direta e indireta, 
quanto à legalidade, legitimidade, economicidade, 
aplicação das subvenções e renúncia de receitas, será 
exercida pelo Congresso Nacional, mediante controle 
externo, e pelo sistema de controle interno de cada 
Poder. 
- Campo de Controle: Prestará contas qualquer
pessoa física ou jurídica, pública ou privada, que utilize, 
arrecade, guarde, gerencie ou administre dinheiro, bens 
e valores públicos ou pelos quais a União responda, ou 
que, em nome desta, assuma obrigações de natureza 
pecuniária. 
TCU: é órgão integrante do Congresso Nacional 
que tem a FUNÇÃO DE auxiliá-lo no controle financeiro 
externo da Administração Pública. 
Obs.: No âmbito estadual e municipal, aplicam-se, 
no que couber, aos respectivos Tribunais e 
Conselhos de Contas, as normas sobre 
fiscalização contábil, financeira e orçamentária. 
• CONTROLE JUDICIAL:
É o poder de fiscalização que o Judiciário exerce 
ESPECIFICAMENTE sobre a atividade administrativa do 
Estado. Alcança, basicamente, os atos administrativos do 
Executivo, mas também examina os atos do Legislativo e 
do próprio Judiciário quando realiza atividade 
administrativa. 
20
Obs.: É VEDADO AO JUDICIÁRIO apreciar o 
mérito administrativo e restringe-se ao controle da 
legalidade e da legitimidade do ato impugnado. 
ATOS SUJEITOS A CONTROLE ESPECIAL: 
- atos políticos;
- atos legislativos;
- atos interna corporis.
FORMAS DE CONTROLE JUDICIAL 
Há diversas formas determinadas pela 
Constituição Federal para que seja efetivado o controle 
pelo Poder Judiciário. 
As mais importantes são: 
Habeas Corpus 
Conforme artigo 5º, inciso LXVIII, da CF: 
Conceder-se-á habeas corpus sempre que 
alguém sofrer ou se achar ameaçado de sofrer 
violência ou coação em sua liberdade de 
locomoção, por ilegalidade ou abuso de poder. 
É garantida a gratuidade desse tipo de ação pela 
própria CF (artigo 5º, inciso LXXVI, da CF). 
Habeas Data 
Conforme artigo 5º, inciso LXXII, da CF: 
Conceder-se-á habeas data para assegurar o 
conhecimento de informações relativas à pessoa do 
impetrante, constantes de registros ou bancos de dados 
de entidades governamentais ou de caráter público e 
para garantir, se necessário, a retificação de dados, 
quando não se prefira fazê-lo por processo sigiloso, 
judicial ou administrativo. 
Esse tipo de ação também é isento de custas 
(artigo 5º, inciso LXXVII, da CF). 
Mandado de Segurança 
Conforme artigo 5º, inciso LXIX, da CF: 
Conceder-se-á mandado de segurança para 
proteger direito líquido e certo, não amparado 
por habeas corpus ou habeas data, quando o 
responsável pela ilegalidade ou abuso de poder 
for autoridade pública ou agente de pessoa 
jurídica no exercício de atribuições do Poder 
Público. 
De acordo com Fábio Tavares Sobreira (2014), 
esse remédio constitucional tem campo residual, uma 
vez que apenas terá cabimento quando não for caso 
de habeas corpus ou habeas data. 
Ação civil pública 
A ação civil pública pode ser incluída dentre os 
mecanismos de controle, ao passo que tem como alvo 
todo aquele que causar dano a algum interesse difuso, 
podendo ser proposto contra o próprio poder Público 
quando ele for responsável pelo dano. 
Mandado de Injunção 
Conforme artigo 5º, inciso LXXI, da CF: 
Conceder-se-á mandado de injunção sempre 
que a falta de norma regulamentadora torne 
inviável o exercício dos direitos e liberdades 
constitucionais e das prerrogativas inerentes à 
nacionalidade, à soberania e à cidadania. 
Ou seja, é um controle difuso da 
inconstitucionalidade por omissão. 
Para Marcos Miguel (2011), é um remédio 
constitucional posto à disposição de quem se considerar 
prejudicado pela falta de norma regulamentadora que 
torne inviável o exercício dos direito ali explicitados na 
CF. 
Ação Popular 
Conforme artigo 5º, inciso LXXIII, da CF: 
Qualquer cidadão é parte legítima para 
propor ação popular que vise a anular ato lesivo 
ao patrimônio público ou de entidade de que o 
Estado participe, à moralidade administrativa, ao 
meio ambiente e ao patrimônio histórico e 
cultural, ficando o autor, salvo comprovada má-
fé, isento de custas judiciais e do ônus da 
sucumbência. 
Nesse caso, o legislador está invocando o 
Princípio da Moralidade que deve ser observado pela 
Administração Pública em todos os seus atos e 
procedimentos. 
Como nos lembra Fábio Tavares Sobreira (2014), 
a moralidade administrativa é indicada como causa 
autônoma de invalidação de atos administrativos e 
pretende seja a atuação do administrador público 
honesta, proba e com vistas à boa-fé. 
QUESTÕES DE CO NCURSOS 
01. Acerca do Controle da Administração Pública,
assinale a alternativa que apresenta um mecanismo
de controle do Poder Judiciário.
A Tribunal de Contas fazendo controle concentrado das 
leis. 
B Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) quando 
investiga e aplica sanções aos agentes políticos. 
C Sustação dos atos normativos do poder executivo que 
exorbitem da função de regulamentar, a qual é função 
exclusiva do Poder Judiciário. 
D Julgamento de Ação Civil Pública. 
E Nomeação de dirigentes para a Administração Indireta. 
02. (SAP-SP - VUNESP) O controle da Administração
Pública
a) poderá ser exercido pelo Poder Legislativo.
b) poderá ser exercido somente pelo Poder Executivo.
c) não poderá ser exercido pelo Poder Judiciário.
d) não poderá ser exercido pelo Poder Legislativo.
e) poderá ser exercido somente pelo Poder Judiciário.
03. (VUNESP –EMPLASA) No que se refere ao controle
da Administração, é correto afirmar que;
a) o controle interno é todo aquele realizado pela
entidade ou órgão responsável pela atividade
controlada, no âmbito da própria Administração
b) o controle hierárquico é o que se realiza por um Poder
ou órgão constitucional independente funcionalmente
sobre a atividade administrativa de outro Poder
estranho à Administração
c) o controle externo é o teleológico.
21
d) o controle externo popular é aquele em que as contas
do Executivo ficam durante 90 dias, a cada biênio, à
disposição de qualquer contribuinte.
e) o controle hierárquico é aquele que a norma legal
estabelece para as entidades autônomas, indicando a
autoridade controladora.
Gabarito: 01/D; 02/A; 03/A 
RESPONSABILIDADE CIVIL DO 
ESTADO. 
CONCEITO 
Entende-se por responsabilidade civil do Estado 
(ou da Administração) como sendo a obrigação legal da 
Fazenda Pública de ressarcir terceiros pelos danos 
patrimoniais que lhe foram causados por atos comissivos 
ou omissivos, materiais ou jurídicos, lícitos ou ilícitos dos 
agentes públicos, no desempenho de suas funções ou a 
pretexto de exercê-las. 
Para Celso Antônio Bandeira de Mello, a 
responsabilidade civil do Estado "é uma consequência 
lógica inevitável da noção de Estado de Direito", pois, 
estando o Estado abaixo do Direito, tem direitos e 
deveres, sendo responsável. 
CARACTERÍSTICAS 
Tal responsabilidade é legal e não contratual. Não 
decorre de uma atividade direta do Estado, mas sim da 
constatação de danos causados em razão de suas 
próprias atividades. 
Independe da responsabilidade criminal e 
administrativa para se caracterizar e é regida pelo Direito 
Público, pois, o Estado não pode ser equiparado ao 
particular. 
TEORIAS 
A responsabilidade civil do Estado (ou da 
Administração) é objetiva. Dessa responsabilidade 
objetiva decorrem três teses norteadoras, quais sejam: 
a) Teoria da culpa administrativa: Leva em conta a
falta do serviço, e não a culpa subjetiva do agente 
administrativo. Para que incorra a responsabilidade faz-
se necessário que a vítima sofra um dano e comprove a 
falta do serviço. Exige, também, uma culpa especial da 
Administração, que é denominada culpa administrativa. A 
falta de serviço caracteriza-se: pela sua inexistência, pelo 
seu mau funcionamento ou retardamento. Incorrendo 
qualquerdessas hipóteses, a culpa administrativa é 
presumida. 
b) Teoria do risco administrativo: Baseia-se no
risco que o Estado causa a seus administrados. A 
Administração tem obrigação de indenizar a vítima pelo 
ato danoso e injusto que lhe foi causado, não sendo 
necessário à vítima provar culpa dos agentes ou falta de 
serviço. Para que surja a responsabilidade, mister se faz 
que a vítima comprove que sofreu um dano e que ele é 
injusto. Porém, se comprovado, pelo Poder Público, que 
a vítima teve culpa, a indenização será amenizada ou 
excluída. 
c) Teoria do risco integral: A administração tem o
dever e de ressarcir todo e qualquer ato danoso causado 
à vítima, ainda que esta tenha culpa ou dolo. Esta teoria 
nunca foi adotada pela legislação pátria por ser 
extremista. 
TEORIA ADOTADA 
De acordo com o art. 37, § 6º, da CF, abaixo 
transcrito, a teoria adotada pelo Brasil foi a do risco 
administrativo. 
Art. 37, §6º, da CF: "As pessoas jurídicas de 
direito público e as de direito privado prestadoras 
de serviço público responderão pelos danos que 
seus agentes, nessa qualidade, causarem a 
terceiros, assegurado o direito de regresso contra 
o responsável em casos de dolo ou culpa".
Assim, todo e qualquer ente estatal tem o dever 
de ressarcir os danos que seus agentes (permanentes ou 
transitórios) causarem no exercício de suas funções, ou a 
pretexto de exercê-las, sendo facultado, posteriormente, 
o direito de cobrar do servidor o valor pago.
CAUSAS EXCLUDENTES 
Para que ocorra a responsabilidade civil é de 
suma importância a presença dos seguintes 
pressupostos, a saber: o dano, a culpa do agente e o 
nexo de causalidade. Portanto, na falta de um desses 
pressupostos não se configurará a responsabilidade. 
A responsabilidade civil do Estado será elidida 
quando presentes determinadas hipóteses, aptas a 
excluir o nexo causal entre a conduta do Estado e o dano 
causado à vítima, quais sejam: a força maior, o caso 
fortuito, o estado de necessidade e a culpa exclusiva 
da vítima. 
O nexo de causalidade é o fundamento da 
responsabilidade civil do Estado, sendo que tal 
responsabilidade deixará de existir ou será amenizada 
quando o serviço público não for a causa do dano, ou 
quando não for a única causa. São apontadas como 
causas excludentes da responsabilidade a força maior e 
a culpa da vítima. 
Força maior é o acontecimento imprevisível, 
sendo que não é imputável à Administração Pública, pois 
não há nexo de causalidade entre o dano e o 
comportamento da Administração. Entretanto, há uma 
exceção à regra, mesmo que se configure motivo de 
força maior, a responsabilidade do Estado poderá 
ocorrer, se juntamente com a força maior ocorrer 
omissão do Estado na realização de um serviço. Por 
exemplo, em caso de enchente, o Estado responderá se 
ficar demonstrado que a realização de determinado 
serviço teria sido suficiente para impedir a enchente. 
Quanto a culpa da vítima, há que se observar se 
sua culpa é exclusiva ou concorrente com a do Estado; 
no caso de culpa exclusiva da vítima o Estado não 
responde, entretanto, se a culpa for concorrente, atenua-
se a sua responsabilidade, que se reparte com a vítima. 
RESPONSABILIDADE NOS CASOS DE OMISSÃO 
Entende-se que, quando o Estado é omisso em 
seu dever legal de agir, deverá reparar o prejuízo 
causado. Porém, a responsabilidade será na forma 
subjetiva, uma vez que deverá ser demonstrada a 
omissão estatal (culpa). O tema não é pacífico nem na 
doutrina, nem nos tribunais. Prevalece entre os 
doutrinadores que a redação do art. 37, § 6º, da CF, só 
consagra a responsabilidade objetiva nos atos 
comissivos (ação). 
22
SIMPLIFICANDO: 
Objetiva Pessoa jurídica 
de direito 
público 
Entes Federativos, 
autarquias, fundações 
autárquicas. 
Pessoa jurídica 
de direito pri-
vado 
(prestadora de 
serviço público) 
Empresa pública, 
sociedade de economia 
mista, concessionários 
e permissionários de 
serviço público. 
Subjetiva Omissão estatal. 
Empresa pública e sociedade de 
economia mista que exploram atividade 
econômica 
INDENIZAÇÃO 
A indenização a ser paga pela Administração em 
favor da vítima pode se dar amigavelmente ou por meio 
da ação de indenização. 
Para que a vítima receba a indenização (dano 
emergente, os lucros cessantes, os honorários 
advocatícios, correção monetária e juros) basta que ela 
comprove o nexo causal entre o ato do servidor e o dano 
que lhe foi causado. 
É possível a indenização por lesão corporal (caso 
em que deverá ser pago o tratamento da vítima) e por 
morte (caso em que deverá ser custeado o funeral e a 
prestação alimentícia da vítima pelo tempo provável de 
sua vida aos seus dependentes). 
Também é possível a indenização por dano moral, 
embora haja dificuldade em se fixar o montante a ser 
pago. 
AÇÃO REGRESSIVA 
O art. 37, § 6º, da CF, contempla a hipótese da 
Administração (ou do Estado) de ajuizar uma ação 
regressiva em desfavor do agente que causou o dano à 
terceiro. Porém, para que seja possível ao Estado 
ingressar com referida ação, necessário se faz que o 
mesmo já tenha sido condenado a pagar o dano e que 
comprove o dolo ou culpa do agente. 
Assim, após indenizada a vítima, o Estado tem o 
direito de restaurar seu patrimônio, voltando-se contra o 
agente causador do dano. 
A ação regressiva pode ser ajuizada ainda que o 
servidor não mais exerça o cargo. Caso o agente 
causador do dano já tenha falecido, a ação regressiva 
poderá ser ingressada contra seus herdeiros e 
sucessores. 
STF: “A teor do disposto no art. 37, § 6º, da 
Constituição Federal, a ação por danos causados por 
agente público deve ser ajuizada contra o Estado ou a 
pessoa jurídica de direito privado prestadora de 
serviço público, sendo parte ilegítima para a ação 
o autor do ato, assegurado o direito de regresso contra
o responsável nos casos de dolo ou culpa”.
SIMPLIFICANDO: 
Base no art 37,$ 6º da CF. 
Responsabilidade do Estado será sempre 
objetiva. 
Responsabilidade objetiva é: conduta + dano + 
nexo de causalidade. Excluem o dolo e a ilicitude. 
Excludentes de responsabilidade: Caso fortuito, 
Força maior ou Culpa exclusiva da vítima. 
Responsabilidade do agente: A vítima cobra do 
Estado, a vítima não cobra diretamente do agente, pois o 
STF construiu a '"doutrina da dupla garantia", com base 
no princípio da impessoalidade. 
A regra é: A vítima cobra do Estado / O Estado 
cobra do agente em uma ação de regresso. A 
responsabilidade é objetiva do Estado/ Subjetiva do 
agente. 
SUPER DICAS: 
O STJ entende que a responsabilidade do Estado 
por presos é objetiva. 
O entendimento atual do STF é de que as 
prestadoras de serviços públicos têm responsabilidade 
objetiva em relação a usuários e a terceiros não usuários 
(RE n. 591.874). 
QUESTÕES DE CONCURSOS 
01. ( AOCP - 2018 - Prefeitura de Belém - PA -
Biomédico) Segundo o art. 37, § 6º, da Constituição
Federal: “As pessoas jurídicas de direito público e as
de direito privado prestadoras de serviços públicos
responderão pelos danos que seus agentes, nessa
qualidade, causarem a terceiros, assegurado o direito
de regresso contra o responsável nos casos de dolo
ou culpa”. De acordo com essa norma, é correto
afirmar que
A o Estado responderá pela lesão causada por servidor 
público que agira no exercício de sua função oficial. 
B se o dano foi causado pelo agente público fora do 
exercício de sua função, o Estado igualmente 
responderá por ele. 
C o servidor público causador do ato ilícito passível de 
reparação responde objetivamente por sua conduta 
lesiva. 
D o direito de regresso do Estado é assegurado contra o 
responsável pela lesão nos casos unicamente de ato 
ilícito doloso. 
E as pessoas de direito privado não respondem 
objetivamente por eventuais danos enquanto prestam 
serviços públicos. 
02. (AOCP - TRE-AC - Técnico Judiciário -Área
Admistrativa) Em relação à responsabilidade Civil do
Estado, assinale a alternativa correta.
A A União é responsabilizada por danos nucleares 
somente quando for culpadapeio dano. 
B As pessoas jurídicas de direito público e as de direito 
privado prestadoras de serviços públicos responderão 
pelos danos que seus agentes, nessa qualidade, 
causarem a terceiros. 
C Para a configuração de responsabilidade civil do 
Estado, não é necessário que haja nexo de 
causalidade. 
D As sociedades de economia mista que exploram 
atividade econômica não respondem pelos danos que 
seus agentes causarem a terceiros. 
E No ordenamento jurídico brasileiro, vige o sistema da 
irresponsabilidade estatal, baseada no primado “the 
king can do no wrong". 
03. (AOCP - BRDE - Analista de Projetos - Jurídica) A
respeito da responsabilidade Civil do Estado, assinale
a alternativa correta.
23
https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/provas/aocp-2018-prefeitura-de-belem-pa-biomedico
https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/provas/aocp-2018-prefeitura-de-belem-pa-biomedico
https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/provas/aocp-2015-tre-ac-tecnico-judiciario-area-admistrativa
https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/provas/aocp-2015-tre-ac-tecnico-judiciario-area-admistrativa
https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/provas/aocp-2012-brde-analista-de-projetos-juridica
A O Estado não possui personalidade jurídica e, portanto, 
a responsabilidade civil deve recair, exclusivamente, 
sobre seus agentes. 
B No Brasil, a Responsabilidade Civil do Estado é, como 
regra, subjetiva. 
C De acordo com a Teoria do Risco Administrativo, a 
culpa exclusiva da vítima exclui a responsabilidade do 
Estado. 
D A Teoria do Risco Integral não tem aplicabilidade no 
Brasil. 
E As pessoas jurídicas de direito público e as de direito 
privado prestadoras de serviços públicos não 
responderão pelos danos que seus agentes, nessa 
qualidade, causarem a terceiros. 
Gabarito: 01/A; 02/B; 03/C 
ATO ADMINISTRATIVO: CONCEITO, 
REQUISITOS, ATRIBUTOS, 
CLASSIFICAÇÃO E ESPÉCIES 
CONCEITO 
Atos administrativos são apenas uma das 
espécies de atos praticados pela administração. É 
possível, afinal, que a administração pratique vários tipos 
de atos: 
• Atos políticos: esses atos políticos não se
sujeitam ao controle jurisdicional em abstrato. Claro que 
é possível indenização – controle judicial de efeitos 
concretos do ato, por exemplo, mas não o controle 
jurisdicional do ato em si. Ex.:: Súmulas vinculantes não 
determinam atos políticos. 
• Atos privados: aqui, a administração abre mão
das prerrogativas públicas e é tratada como particular. 
Acontece somente em situações particulares. 
• Atos materiais: são aqueles que executam
atividade. São chamados também de fatos 
administrativos. 
• Atos administrativos: são os praticados no
exercício da função administrativa, no exercício do 
direito público, e ensejando a manifestação de vontade 
do Estado. É uma manifestação da vontade funcional 
apta a gerar efeitos jurídicos, produzida no exercício da 
função administrativa. – Conceito de Marçal Justen Filho. 
VALIDADE E EFICÁCIA 
Validade 
O ato administrativo é válido quando elaborado de 
acordo com as normas jurídicas o orientam (adaptado ao 
ordenamento jurídico). 
Eficácia 
A Eficácia diz respeito à aptidão do ato para 
produzir efeitos jurídicos, ou seja, um efeito próprio e 
deve ocorrer depois da publicação no diário oficial. 
CLASSIFICAÇÃO DOS ATOS 
ADMINISTRATIVOS 
QUANTO À LIBERDADE DE ATUAÇÃO DO AGENTE 
PÚBLICO: VINCULADOS X DISCRICIONÁRIOS 
• Vinculado – lei estabelece todos os elementos
objetivamente. Não há qualquer margem de escolha para 
o agente público.
• Discricionário – também previsto em lei, mas
se confere ao agente público uma margem de escolha 
(ou por determinações expressas ou por conceitos 
indeterminados). O agente pode complementar o ato de 
acordo com seu juízo de conveniência e oportunidade. 
QUANTO AO ALCANCE DO ATO ADMINISTRATIVO: 
GERAIS X INDIVIDUAIS 
• Gerais – quando se descreve uma situação
fática e todos aqueles que se adequem à situação fática 
devem obedecer a esse ato. 
• Individuais – é aquele que individualiza as
pessoas atingidas por ele. 
Atenção: a nomeação de 300 candidatos 
aprovados em um determinado concurso é ato individual, 
pois cada candidato é nomeado pessoalmente. É feita a 
individualização de quem é atingido, então. 
QUANTO A FORMAÇÃO DO ATO ADMINISTRATIVO: 
SIMPLES X COMPLEXO X COMPOSTO 
• Simples – é perfeito e acabado com a simples
manifestação de vontade de um único agente. 
Ex.: portaria de nomeação de um analista do TRT. 
• Complexos – ato administrativo que só se
aperfeiçoa por soma de vontades absolutamente 
independentes. 
Ex.: nomeação de um Procurador da Fazenda 
Nacional (depende de ato do ministério da fazenda e da 
AGU); aposentadoria do servidor (pois precisa da 
manifestação do órgão ao qual o agente é vinculado e do 
Tribunal de Contas). 
OBS. efeito prodrômico: exigência de outro ato 
para aperfeiçoamento do primeiro. 
• Composto – também depende de mais de uma
manifestação de vontade, mas se tem uma vontade 
principal + uma acessória. 
QUANTO À DESTINAÇÃO DO ATO ADMINISTRATIVO: 
INTERNOS X EXTERNOS 
• Internos – voltados para a própria 
administração. 
• Externos – orientados aos cidadãos em geral.
QUANTO AO OBJETO 
• Atos de império: são atos praticados de oficio
pelos agentes públicos e impostos coercitivamente aos 
administrados, em nome do princípio da supremacia do 
interesse público. Ex.: desapropriação de um bem 
24
privado, interdição de estabelecimento comercial, 
apreensão de mercadorias, etc. 
• Atos de gestão: a Administração Pública atua
como se fosse uma pessoa privada, não se valendo da 
citada supremacia. Ex.: alienação de bem público, 
aluguel de bem imóvel de autarquia a um particular; 
• Atos de expediente: são aqueles atos internos
da administração pública, relacionados às rotinas de 
andamento dos variados serviços executados por seus 
órgãos e entidades administrativos. Assim, não têm 
conteúdo decisório. 
QUANTO AO NÚMERO DE PARTES DO ATO 
ADMINISTRATIVO: UNILATERAL X BILATERAL X 
PLURILATERAL 
• Unilateral – formação da vontade pelo órgão
emitente. 
• Bilateral - formação da vontade entre dois
interesses distintos. 
• Plurilateral - conjugação de uma pluralidade de
interesses. 
QUANTO À MODIFICAÇÃO DA ESFERA JURÍDICA 
DOS AFETADOS PELO ATO ADMINISTRATIVO: 
AMPLIATIVO X RESTRITIVO 
• Ampliativos – concedem direitos e garantias aos
usuários/cidadãos. 
• Restritivos – restringem direitos e garantias aos
usuários/cidadãos. 
Espécies de atos administrativos 
NORMATIVOS: 
São atos praticados pelo Estado para os quais se 
estabelecem normas gerais e abstratas. São decorrência 
do poder normativo, isto é, é a possibilidade de se 
expedirem normas gerais e abstratas dentro dos limites 
da lei. Espécies: 
• Regulamentos (decretos) – ato privativo do
chefe do executivo.
• Avisos (ministeriais) – são os atos normativos
dos ministérios, órgãos imediatamente
inferiores ao do chefe do executivo. 
• Instruções normativas – atos expedidos por
outras autoridades públicas. São atos
administrativos normativos por qualquer outra 
autoridade. 
• Deliberações / Resoluções – são atos
normativos dos órgãos colegiados, sejam eles
integrantes da administração direta ou da 
indireta com poder normativo (Ex.: ag. 
Reguladoras). 
ORDINATÓRIOS: 
São atos praticados para ordenação interna da 
atividade pública. São atos praticados internamente para 
a organização, e não atingem terceiros. 
Decorrem do poder hierárquico. 
São ESPÉCIES: 
• Portaria – ato interno individual. É praticada por
chefes de órgãos públicos e atinge indivíduos 
específicos, normalmente seus subalternos, 
determinando que eles realizem certos atos. 
• Circular – normas internas uniformes (que não
extrapolam a administração pública). São ordens escritas 
voltadas a determinados agentes. Ex.: definição de 
horário de funcionamento da repartição. 
• Ordem de serviço – delegação de ordens e
divisão de tarefas. Distribuição de atividade interna do 
órgão. 
• Memorandos – ato de comunicaçãointerna.
Comunicação entre agentes do mesmo órgão. 
• Ofícios – ato de comunicação externa –
Comunicações oficiais realizadas pela Administração a 
terceiros, podendo ser entre agentes de órgãos diversos, 
entre autoridades diferentes ou entre autoridade pública 
e particular. 
NEGOCIAIS 
São atos de consentimento. O estado concede ao 
particular algo que este pleiteia. No ato negocial, deve 
haver coincidência entre manifestação de vontade do 
particular e o interesse do particular. 
ATENÇÃO: Todos os atos negociais são 
expedidos por meio de alvará (forma do ato 
negocial). 
Podem ser: 
• Licença – sempre é um ato de polícia. É ato
por meio do qual a administração permite ao particular a 
realização de uma atividade fiscalizada. (diferente de 
autorização de polícia, a licença não é ato discricionário e 
sim vinculado). 
Licença tem critério objetivo definido em lei e o 
particular terá direito subjetivo à concessão da licença a 
outrem. 
Ex.: licença para construir casa. 
• Autorização – ato administrativo discricionário
e precário. Precário, pois pode ser desfeito a qualquer 
tempo, independente de indenização. Temos 2 espécies: 
o Autorização de uso de bem público: todas as
vezes que particular pretende usar bem público de forma 
normal, não precisa de consentimento do Estado (Ex.: 
passear na praia). No entanto, se a utilização é especial, 
precisa de autorização (Ex.: casar-se na praia). Neste 
caso, é necessária autorização de uso! 
o Autorização de polícia: para atividade
material fiscalizada pelo poder público – Ex.: portar arma, 
abrir escola etc. 
• Permissão –Trata-se da permissão de USO de
bem público (e não de serviço!). Aqui, permite-se ao 
particular usar o bem público de forma especial. 
Ex.: fazer feirinha na praça. É Ato administrativo, 
que, apesar de ter natureza de ato, depende de licitação 
para que seja perfeita e acabada regularmente. 
ATENÇÃO: Qual a diferença entre autorização 
de uso e permissão de uso? Autorização é feita no 
interesse do particular e a permissão é feita no 
interesse público. Se tiver condição de uso 
(termo), prazo, deixa de ser precário.
• Admissão – ato por meio do qual se permite que
particular usufrua de serviço público prestado pelo 
Estado. Ex.: matrícula na escolinha pública. 
ENUNCIATIVOS 
São atos por meio dos quais a administração 
pública atesta fato ou emite opinião. 
25
• Parecer – ato enunciativo opinativo. Emite
opinião do poder público sobre determinada situação. O 
parecer não produz efeito direto no mundo jurídico. 
Quando se trata de pareceres, a doutrina fala que 
podem ser: facultativos ou obrigatórios, estes últimos 
sendo os definidos em lei como necessários à validade 
do processo administrativo – Ex.: licitação. 
Note: parecer não vincula! A autoridade pode, 
fundamentadamente, seguir o parecer ou 
contrariá-lo. 
Atos que atestam situações de fato: 
• Atestado – verifica-se situação de fato e atesta.
• Certidão – espelho de registro. Algo já está
registrado, e na certidão é espelhado para a
sociedade. 
• Apostila (averbação) – É o assentamento de
informação. Ex.: certidão de tempo por
contribuição INSS que é averbada no local de 
trabalho. 
 Obs. parte da doutrina defende que atos 
enunciativos não são atos administrativos, pois 
não são atos que manifestam vontade do poder 
público. 
PUNITIVOS 
É ato sancionatório. Devem ser analisados com 
base em 2 princípios: 
(i) proporcionalidade; e
(ii) devido processo legal
ELEMENTOS OU REQUISITOS DE UM ATO 
ADMINISTRATIVO: 
Mnemônica: Co Fi Fo Mo Ob 
• COMPETÊNCIA (ela é irrenunciável, 
intransferível e imprescritível, mas pode ser delegada ou 
avocada em alguns casos). 
• FINALIDADE (sempre deve ser observado o
interesse público, além disso, deve atender ao objetivo 
definido na lei). 
• FORMA (Em regra os atos são formais e
escritos – dentro desse elemento encontramos 
a motivação). 
• MOTIVOS (situação de fato e de direito).
• OBJETO (efeito jurídico produzido, é o próprio
conteúdo material do ato). 
=>MOTIVAÇÃO: A motivação é a exteriorização 
dos motivos, isto é, é a sua exposição escrita. Encontra-
se dentro do elemento forma. 
ATRIBUTOS (CARACTERÍSTICAS) 
São atributos de um Ato Administrativo, ou 
seja, as particularidades que o diferenciam dos demais 
atos jurídicos: 
• Presunção de legitimidade e veracidade:
Permeia-se pelo princípio da legalidade. Veracidade do 
ato e consonância com o ordenamento jurídico. O ato, 
quando editado, nasce com a presunção de ter sido 
editado de acordo com a lei e por autoridade dotada de 
competência e de serem verdadeiros os fatos suscitados 
pela Administração Pública. 
• Imperatividade (ou coercibilidade): Obrigação
de cumprimento do ato. O ato administrativo pode ser 
imposto ao particular, sem a necessidade de sua 
concordância. Constitui o “poder extroverso” do Estado, 
por meio do qual este impõe unilateralmente a sua 
vontade. 
• Autoexecutoriedade: Capacidade que a 
Administração de editar e produzir seus próprios atos, 
sem que seja necessário acionar o poder Judiciário ou 
intervenção de qualquer outro Poder. 
• Exigibilidade: Obriga os destinatários a
cumprirem o ato. 
A Administração Pública pode revogar o Ato 
Administrativo por motivo de conveniência e 
oportunidade. Anular quando detectadas ilegalidades. No 
caso de ilegalidade do ato, o Judiciário tem capacidade 
para anular. 
Conforme a Súmula 473 do STF: 
A administração pode anular seus próprios 
atos, quando eivados de vícios que os tornam 
ilegais, porque deles não se originam direitos; ou 
revogá-los, por motivo de conveniência ou 
oportunidade, respeitados os direitos adquiridos, e 
ressalvada, em todos os casos, a apreciação 
judicia. 
Os Atos Administrativos podem ser realizados por 
meio de autorização, permissão e licença, bem como se 
extinguem mediante cassação, revogação ou anulação. 
Mnemônica: PATI 
EXTINÇÃO, DESFAZIMENTO E SANATÓRIA 
Extinção 
São formas de extinção dos Atos administrativos: 
anulação, revogação, cassação, caducidade, 
contraposição, extinção natural, extinção objetiva e 
extinção subjetiva. 
Anulação: É a extinção do ato administrativo 
considerado ilegal pela própria Administração ou pelo 
Poder Judiciário. Efeito Ex Tunc 
Os atos discricionários e os atos vinculados estão 
sujeitos ao controle de legalidade e por isso, são 
passíveis de anulação. 
A anulação de um ato administrativo tem efeito 
retroativo. 
Em algumas situações é possível corrigir o ato 
administrativo que foi considerado ilegal (convalidação). 
Revogação: É a extinção de um ato 
administrativo praticado de forma válida e discricionária, 
quando sua manutenção deixar de ser conveniente e 
oportuna, por motivo de interesse público. Alguns atos 
não podem ser revogados como: atos vinculados; atos 
que geram direito adquiridos; atos consumados; atos que 
integram um procedimento e atos enunciativos. Efeito Ex 
Nunc 
Cassação: É a extinção de um ato administrativo 
válido devido ao descumprimento das condições por 
parte do favorecido pelo ato. Efeito Ex tunc. 
Caducidade: É a extinção do ato administrativo 
por causa de uma nova lei que torna a lei anterior 
incompatível. 
Contraposição: É a extinção de um ato 
administrativo válido, quando outro ato produz efeito 
contrário. 
Extinção natural: quando o prazo do ato 
administrativo termina. 
Extinção objetiva é quando desaparece o objeto 
que gerou o ato administrativo 
26
Extinção subjetiva é quando desaparece o 
destinatário do ato administrativo. 
Desfazimento 
Quando os atos administrativos forem 
inconvenientes ou inoportunos, ilegais ou ilegítimos 
podem ser extintos através de revogação, anulação e/ou 
convalidação. 
Revogação: É a extinção de um ato 
administrativo praticado de forma válida e discricionária, 
quando sua manutenção deixar de ser conveniente e 
oportuna, por motivo de interesse público. Alguns atos 
não podem ser revogados como: atos vinculados; atos 
que geram direito adquiridos; atos consumados; atos que 
integram um procedimentoe atos enunciativos. Efeito Ex 
Nunc 
Anulação: É a extinção do ato administrativo 
considerado ilegal pela própria Administração ou pelo 
Poder Judiciário. Efeito Ex Tunc 
Os atos discricionários e os atos vinculados estão 
sujeitos ao controle de legalidade e por isso, são 
passíveis de anulação. 
A anulação de um ato administrativo tem efeito 
retroativo. 
Em algumas situações é possível corrigir o ato 
administrativo que foi considerado ilegal (convalidação). 
Convalidação: ocorre quando o ato administrativo 
possui um vício sanável, mas caso for extinguir poderá 
trazer consequência aos destinatários ou ao público. 
Então faz apenas uma reparação da parte falha do ato 
administrativo e mantendo o resto do ato. 
Sanatória ou convalidação 
A sanatória ou convalidação é uma forma de 
corrigir vícios existentes em um ato ilegal sendo 
preceituado no art. 55 da Lei nº 9.784/1999, in verbis: 
Art. 55. Em decisão na qual se evidencie não 
acarretarem lesão ao interesse público nem 
prejuízo a terceiros, os atos que apresentarem 
defeitos sanáveis poderão ser convalidados pela 
própria Administração. 
Os efeitos da convalidação são retroativos ( ex 
tunc ) ao tempo de sua execução. 
Convalidação: ocorre quando o ato administrativo 
possui um vício sanável, mas caso for extinguir poderá 
trazer consequência aos destinatários ou ao público. 
Então faz apenas uma reparação da parte falha do ato 
administrativo e mantendo o resto do ato. 
VINCULAÇÃO E DISCRICIONARIEDADE 
Na concepção de HELY LOPES MEIRELLES 
“Atos vinculados ou regrados são aqueles para os quais 
a lei estabelece os requisitos e condições de sua 
realização”, ao passo que “discricionários são os que a 
Administração pode praticar com liberdade de escolha de 
seu conteúdo, de seu destinatário, de sua conveniência, 
de sua oportunidade e de seu modo de realização”. 
O ato vinculado é exatamente como a lei manda, 
e o discricionário o agente público tem alguma liberdade 
para fazer algumas mudanças conforme a sua vontade, 
mas com limites. O administrador tem na verdade que 
respeitar a lei e os princípios da administração pública, 
ou seja, não deve confundir a discricionariedade com 
arbitrariedade. 
QUESTÕES DE CONCURSOS 
01. (AOCP - 2018 - Prefeitura de Belém - PA -
Biomédico) Ato administrativo é a declaração de
vontade do Poder Público anunciando a decisão
adotada como requisito legitimador da sua futura
atuação. Dentre os atributos dos atos administrativos,
tem-se:
A presunção de voluntariedade e atipicidade. 
B tipicidade e inafastabilidade. 
C presunção de veracidade e celeridade. 
D imperatividade e atipicidade. 
E autoexecutoriedade e imperatividade. 
02. (PC-CE – VUNESP) São atos administrativos
ordinatórios, entre outros,
A) os Decretos, os Despachos, os Regimentos e as
Resoluções.
B) os Despachos, os Avisos, as Portarias e as Ordens
de Serviço.
C) os Decretos, as Instruções, os Provimentos e os
Regimentos.
D) as Instruções, as Deliberações, as Portarias e os
Regulamentos.
E) os Regulamentos, as Instruções, os Regimentos e as
Deliberações.
03. (TJ-PA - VUNESP) São, entre outros, atributos do ato
administrativo:
a) objetividade e supremacia do interesse público.
b) exigibilidade e motivação.
c) continuidade e indisponibilidade.
d) imperatividade e exigibilidade.
e) irrevogabilidade e imprescritibilidade.
04. (AOCP - 2018 - FUNPAPA - Educador Social de
Rua) Assinale a alternativa correta acerca dos atos
administrativos.
A Ato administrativo é todo ato praticado pela 
administração pública ou por quem lhe faça as vezes, 
no exercício da função administrativa, sob o regime 
de direito privado, manifestando a vontade do poder 
público em casos concretos ou de forma geral. 
B Podem ser listados como atributos do ato 
administrativo a presunção de legitimidade, a 
imperatividade e a autoexecutoriedade. 
C É vedado pela legislação a delegação de 
competências definidas como privativas. 
D Competência, finalidade, forma, motivo e tipicidade 
são requisitos de validade do ato administrativo. 
E Atos de gestão são aqueles nos quais a administração 
pública atua com prerrogativa de poder público, 
valendo-se da supremacia do interesse público sobre 
o interesse privado.
Gabarito: 01/E; 02/B; 03/D; 04/B 
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https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/provas/aocp-2018-prefeitura-de-belem-pa-biomedico
https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/provas/aocp-2018-prefeitura-de-belem-pa-biomedico
https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/provas/aocp-2018-funpapa-educador-social-de-rua
https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/provas/aocp-2018-funpapa-educador-social-de-rua
PODERES ADMINISTRATIVOS: 
PODER HIERÁRQUICO; PODER 
DISCIPLINAR; PODER 
REGULAMENTAR; PODER DE 
POLÍCIA; USO E ABUSO DO PODER. 
Os Poderes Administrativos são inerentes à 
Administração Pública e possuem caráter instrumental, 
ou seja, são instrumentos de trabalho essenciais para 
que a Administração possa desempenhar as suas 
funções atendendo o interesse público. Os poderes são 
verdadeiros poderes-deveres, pois a Administração não 
apenas pode como tem a obrigação de exercê-los. 
USO E ABUSO DE PODER 
Usar normalmente o poder é uma prerrogativa, é 
empregá-lo segundo as normas legais, a moral da 
instituição, a finalidade do ato e as exigências do 
interesse público, devendo ser utilizado sempre em 
benefício da coletividade administrativa. Entretanto, nem 
sempre o administrador utiliza adequadamente esse 
instrumento, caracterizando o que se denomina abuso de 
poder. Abuso de poder é o fenômeno que se verifica 
sempre que uma autoridade ou um agente público pratica 
um ato, ultrapassando os limites das suas atribuições ou 
competências, ou se desvia das finalidades 
administrativas definidas pela lei. 
DICA: O abuso de poder pode se configurar nas 
modalidades de excesso de poder e desvio de 
finalidade ou de poder. 
CLASSIFICAÇÃO DOS PODERES 
1) Poder vinculado
Atos vinculados são aqueles que não cabem à 
Administração tecer considerações sobre sua 
oportunidade e conveniência, ou escolher seu conteúdo. 
O “poder vinculado” é, na verdade, um dever da 
Administração Pública agir de acordo com uma regra 
existente. 
Quando há os pressupostos para a edição de um 
ato vinculado, não cabe à Administração se omitir. Ela é 
obrigada a atuar. 
Ex: o Prefeito de uma cidade que, vinculado à 
Lei de Responsabilidade Fiscal, deixa de realizar 
determinado gasto no Município. O Prefeito tem 
obrigação de cumprir a Lei de Responsabilidade Fiscal. 
Não há opção. A ação do Prefeito, nesse caso, ocorre 
em decorrência do Poder Vinculado. 
• Ex.: A prática de ato (portaria) de aposentadoria
de servidor público. 
2) Poder Discricionário
É aquele pelo qual a Administração Pública de 
modo explícito ou implícito, pratica atos administrativos 
com liberdade de escolha de sua conveniência, 
oportunidade e conteúdo. A discricionariedade é a 
liberdade de escolha dentro de limites permitidos em lei, 
não se confunde com arbitrariedade que é ação contrária 
ou excedente da lei. 
• Ex: Autorização para porte de arma; Exoneração
de um ocupante de cargo em comissão. 
3) Poder Hierárquico
É aquele pelo qual a Administração distribui e 
escalona as funções de seus órgãos, ordena e rever a 
atuação de seus agentes, estabelece a relação de 
subordinação entre os servidores públicos de seu quadro 
de pessoal. No seu exercício dão-se ordens, fiscaliza-se, 
delega-se e avoca-se. 
Ex: um tenente do Exército que determina a um 
soldado realizar a limpeza de um equipamento bélico. O 
Poder Hierárquico autoriza o tenente a dar a ordem, 
fiscalizá-la, e, caso o soldado descumpra a ordem, 
aplicar a devida sanção. 
4) Poder Disciplinar
Ë aquele através do qual a lei permite a 
Administração Pública aplicar penalidades às infrações 
funcionais de seus servidores e demais pessoas ligadas 
à disciplina dos órgãos e serviços da Administração. A 
aplicação da punição por parte do superior hierárquico é 
um poder-dever, se não ofizer incorrerá em crime contra 
Administração Pública (Código Penal, art. 320). 
Ex.: o chefe de uma repartição que percebe um 
subordinado descumprindo o horário de chegada e saída 
para o trabalho. O Poder Disciplinar autoriza o chefe a 
punir o infrator. Ex: Aplicação de pena de suspensão ao 
servidor público. 
FIQUE LIGADO: Poder disciplinar não se 
confunde com Poder Hierárquico. No Poder 
hierárquico a administração pública distribui e 
escalona as funções de seus órgãos e de seus 
servidores. No Poder disciplinar ela responsabiliza 
os seus servidores pelas faltas cometidas 
5) Poder Regulamentar
Ë aquele inerente aos Chefes dos Poderes 
Executivos (Presidente, Governadores e Prefeitos) para 
expedir decretos e regulamentos para complementar, 
explicitar(detalhar) a lei visando sua fiel execução. 
A CF/88 dispõe que: 
“Art. 84 - Compete privativamente ao 
Presidente da República: IV - sancionar, 
promulgar e fazer publicar as leis, bem como 
expedir decretos e regulamentos para sua fiel 
execução”; 
O direito brasileiro não admite os chamados 
"decretos autônomos", ou seja, aqueles que 
trazem matéria reservada à lei. 
Exemplo: o Presidente da República que cria um 
Decreto-Lei para regulamentar o uso de armas de fogo 
por servidores militares. 
6) Poder de Polícia
Considera-se poder de polícia atividade da 
administração pública que, limitando ou disciplinando 
direito, interêsse ou liberdade, regula a prática de ato ou 
abstenção de fato, em razão de interesse público 
concernente à segurança, à higiene, à ordem, aos 
costumes, à disciplina da produção e do mercado, ao 
exercício de atividades econômicas dependentes de 
concessão ou autorização do Poder Público, à 
tranquilidade pública ou ao respeito à propriedade e aos 
direitos individuais ou coletivos. (Art. 78, CTN) 
Em resumo: através do qual a Administração 
Pública tem a faculdade de condicionar e restringir o uso 
28
e gozo de bens, atividades e direitos individuais, em 
benefício do interesse público. 
O Poder de Polícia é exercido em benefício da 
coletividade ou do próprio Estado. 
Ex.: o Corpo de Bombeiros, quando interdita um 
bar por falta de condições adequadas para a evacuação 
em caso de incêndio. Embora o proprietário do bar tenha 
direito ao bem, e de exercer seu trabalho, isso é restrito 
em benefício da coletividade. 
LIMITES DO PODER DE POLÍCIA 
Necessidade – a medida de polícia só deve ser 
adotada para evitar ameaças reais ou prováveis de 
perturbações ao interesse público; 
Proporcionalidade/razoabilidade – é a relação 
entre a limitação ao direito individual e o prejuízo a ser 
evitado; 
Eficácia – a medida deve ser adequada para 
impedir o dano a interesse público. 
Para ser eficaz a Administração não precisa 
recorrer ao Poder Judiciário para executar as suas 
decisões, é o que se chama de auto-executoriedade. 
RESUMINDO: 
1) PODER HIERÁRQUICO: É a subordinação entre
órgãos e agentes sempre dentro da estrutura da
mesma pessoa jurídica.
2) PODER DISCIPLINAR: É a aplicação de penalidades
à servidores e à particulares que possuam algum
vínculo jurídico com a Administração Pública.
3) PODER DE POLÍCIA: É o poder que possui a
Administração de limitar e condicionar a forma pela
qual os particulares irão exercer seus direitos, bens e
liberdades, objetivando a proteção do interesse
público.
ATRIBUTOS DO PODER DE POLÍCIA 
• Discricionariedade: O poder de polícia em
regra é discricionário, pois da margem de
liberdade dentro dos parâmetros legais ao
administrador público para agir, contudo, se a lei
exigir o poder de polícia pode ser vinculado.
• Autoexecutoriedade: A Administração pode
executar diretamente suas decisões, sem
precisar de intervenção judicial (mas nem todos
atos possuem esse atributo, como a multa,
por exemplo).
• Coercibilidade: As determinações da
Administração podem ser impostas
coercitivamente ao administrado, ou seja, o
particular é obrigado a observar os ditames da
administração, independentemente de sua
anuência.
4) PODER REGULAMENTAR : É com base nesse
poder que a Administração irá editar atos normativos
que irão complementar e regulamentar a lei, de modo
a dar fiel execução à mesma. Esses atos não podem
inovar no ordenamento jurídico (eles não podem criar,
alterar, contrariar ou extinguir).
QUESTÕES DE CONCURSOS
01. (AOCP - 2018 - SUSIPE-PA - Técnico de
Administração e Finanças - Administração) O poder
de polícia da administração pública, segundo o
conceito clássico de Marcelo Caetano: “É o modo de
atuar da autoridade administrativa que consiste em
intervir no exercício das atividades individuais 
suscetíveis de fazer perigar interesses gerais, tendo 
por objeto evitar que se produzam, ampliem ou 
generalizem os danos sociais que a lei procura 
prevenir.” Sobre esse poder, assinale a alternativa 
correta. 
A Ante o princípio de que quem pode o mais pode o 
menos, não é difícil atribuir às pessoas políticas da 
federação o exercício do poder de polícia. Afinal, se 
lhes incumbe editar as próprias leis limitativas, de 
todo coerente que se lhes confira, em decorrência, o 
poder de minudenciar as restrições. Trata-se aqui do 
poder de polícia derivado, que alcança, em sentido 
amplo, as leis e os atos administrativos provenientes 
de tais pessoas. 
B O Estado, porém, não age somente por seus agentes e 
órgãos internos. Várias atividades administrativas e 
serviços públicos são executados por pessoas 
administrativas vinculadas ao Estado. Trata-se aqui 
do poder de polícia originário. 
C O poder de polícia reclama do Poder Público a atuação 
de agentes fiscalizadores da conduta dos indivíduos. 
A fiscalização apresenta duplo aspecto: um 
preventivo, através do qual os agentes da 
Administração procuram impedir um dano social, e 
um repressivo, que, em face da transgressão da 
norma de polícia, redunda na aplicação de uma 
sanção. 
D O poder de polícia possui a característica da 
coercibilidade, que é a prerrogativa de praticar atos e 
colocá-los em imediata execução, sem dependência à 
manifestação judicial. 
E O poder de polícia possui a característica da 
autoexecutoriedade, que é intrínseco a essa 
característica o poder que tem a Administração de 
usar a força, caso necessária para vencer eventual 
recalcitrância. 
02. (AOCP - 2018 - UEFS - Técnico Universitário -
Administrativa) Assinale a alternativa correta a
respeito dos poderes administrativos.
A O poder hierárquico consubstancia-se em um poder de 
estruturação interna da atividade pública, de modo 
que somente se manifesta dentro de uma mesma 
pessoa jurídica. 
B Em decorrência da existência de controle e 
fiscalização, pode-se afirmar que há hierarquia entre 
os diferentes entes federativos ou entre os entes da 
administração direta e os entes da administração 
indireta. 
C A possibilidade de delegação e avocação de 
competências retira seu fundamento no poder 
disciplinar. 
D A viabilidade de aplicação de multa, por parte do poder 
público, ao particular que estaciona em local proibido 
decorre do poder disciplinar da Administração 
Pública. 
E A discricionariedade no exercício do poder disciplinar 
confere ao Administrador as prerrogativas entre 
sancionar ou não o agente infrator, ainda que a 
sanção esteja expressa em lei, bem como a de definir 
a extensão e a intensidade da penalidade a ser 
aplicada. 
03. (AOCP - 2018 - UEFS - Analista Universitário -
Administração) Referente ao poder de polícia
administrativa, é correto afirmar que
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https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/provas/aocp-2018-susipe-pa-tecnico-de-administracao-e-financas-administracao
https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/provas/aocp-2018-susipe-pa-tecnico-de-administracao-e-financas-administracao
https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/provas/aocp-2018-uefs-tecnico-universitario-administrativa
https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/provas/aocp-2018-uefs-tecnico-universitario-administrativa
https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/provas/aocp-2018-uefs-analista-universitario-administracaohttps://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/provas/aocp-2018-uefs-analista-universitario-administracao
A a polícia administrativa não envolve atos de 
fiscalização. 
B não há distinção entre polícia administrativa e polícia 
judiciária. 
C a autoexecutoriedade não é atributo do poder de 
polícia administrativa. 
D a polícia militar em hipótese alguma atua na esfera de 
ação da polícia administrativa. 
E o exercício do poder de polícia fiscalizatório pode ser 
remunerado por meio da cobrança de taxa. 
Gabarito: 01/C; 02/A; 03/E 
LICITAÇÕES E CONTRATO 
ADMINISTRATIVO – LEI 8.666/93. 
1. LICITAÇÕES
CONCEITO 
Licitação é o procedimento administrativo formal 
em que a Administração Pública convoca, mediante 
condições estabelecidas em ato próprio (edital ou 
convite), empresas interessadas na apresentação de 
propostas para o oferecimento de bens e serviços. A 
licitação objetiva garantir a observância do princípio 
constitucional da isonomia e a selecionar a proposta mais 
vantajosa para a Administração, de maneira a assegurar 
oportunidade igual a todos os interessados e possibilitar 
o comparecimento ao certame ao maior número possível
de concorrentes.
OBJETO 
A licitação vai ter por objeto aquilo sobre o que a 
Administração deseja contratar. Dispõe da lei que a 
licitação pode ter por objetivos serviços, obras, compras, 
alimentações, concessões, permissões e locações da 
Administração Pública. 
FINALIDADES 
A finalidade da licitação deve ser sempre atender 
o interesse público, buscar a proposta mais vantajosa,
existindo igualdade de condições, bem como os demais
princípios resguardados pela constituição.
PRINCÍPIOS 
Os seguintes princípios básicos que norteiam os 
procedimentos licitatórios devem ser observados, dentre 
outros: 
Princípio da Legalidade: Nos procedimentos de 
licitação, esse princípio vincula os licitantes e a 
Administração Pública às regras estabelecidas, nas 
normas e princípios em vigor. 
Princípio da Isonomia: Significa dar tratamento 
igual a todos os interessados. É condição essencial para 
garantir em todas as fases da licitação. 
Princípio da Impessoalidade: Esse princípio 
obriga a Administração a observar nas suas decisões 
critérios objetivos previamente estabelecidos, afastando 
a discricionariedade e o subjetivismo na condução dos 
procedimentos da licitação. 
Princípio da Moralidade e da Probidade 
Administrativa: A conduta dos licitantes e dos agentes 
públicos tem que ser, além de lícita, compatível com a 
moral, ética, os bons costumes e as regras da boa 
administração. 
Princípio da Publicidade: Qualquer interessado 
deve ter acesso às licitações públicas e seu controle, 
mediante divulgação dos atos praticados pelos 
administradores em todas as fases da licitação. 
Princípio da Vinculação ao Instrumento 
Convocatório: Obriga a Administração e o licitante a 
observarem as normas e condições estabelecidas no ato 
convocatório. Nada poderá ser criado ou feito sem que 
haja previsão no ato convocatório. 
Princípio do Julgamento Objetivo: Esse 
princípio significa que o administrador deve observar 
critérios objetivos definidos no ato convocatório para o 
julgamento das propostas. Afasta a possibilidade de o 
julgador utilizar-se de fatores subjetivos ou de critérios 
não previstos no ato convocatório, mesmo que em 
benefício da própria Administração. 
CONTRATAÇÃO DIRETA: DISPENSA E 
INEXIGIBILIDADE 
De acordo com o art. 175 da CF, a prestação de 
serviços incumbida ao Poder Público será sempre 
realizada pela licitação. Sendo assim, apenas no caso de 
inviabilidade de competição é que a licitação poderá 
deixar de ser realizada. 
Na dispensa, há possibilidade de competição, 
portanto, a lei faculta tal dispensa à Administração. Já na 
inexigibilidade, a licitação é inviável, pois não há esta 
possibilidade de competição, visto que existe apenas um 
objeto ou uma pessoa que atenda às necessidades da 
Administração. 
A Lei de Licitação enumera, em seu art. 17, I e II, 
os casos em que o procedimento licitatório é dispensado. 
Tais casos deverão ser interpretados em sentido estrito e 
não poderão ser ampliados já que constituem exceção à 
regra geral. 
O art.24 da lei supracitada trata ainda de 
hipóteses em que a licitação é dispensável, ou seja, o 
administrador não é obrigado a dispensá-la, cabe a ele a 
opção de realizar ou não tal procedimento. Esta dispensa 
é determinada em: 
• Razão do valor: o custo do procedimento
operacional pode ser superior ao valor do
contrato; 
• Razão de situações excepcionais: a demora do
procedimento é incompatível com a urgência
na realização do contrato (exemplo: casos de 
guerra ou calamidade pública); quando a 
celebração do contrato não atender ao 
interesse público, ou ainda quando a licitação 
não despertar o interesse dos particulares 
(licitação deserta) ou no caso em que os 
interessados não são selecionados por serem 
inabilitados ou desclassificados (licitação 
fracassada); 
• Razão do objeto: ocorre, por exemplo, nas
compras hortifrutigranjeiros ou de outros
gêneros perecíveis, devendo ser observado o 
tempo necessário para a realização do 
procedimento licitatório, este com base no 
preço do dia; 
• Razão da pessoa: dá-se, por exemplo, na
contratação de associação de portadores de
deficiência física, sem fins lucrativos e de 
comprovada idoneidade, em contrato de 
prestação de serviços ou de fornecimento de 
30
mão-de-obra, desde que o preço não seja 
incompatível com os oferecidos no mercado. 
Exemplifica, ainda, o art. 25 desta mesma lei, as 
situações em que a licitação é inexigível, em razão da 
inviabilidade da competição. Tal inexigibilidade pode ser 
ampliada, não se aplicando apenas nas hipóteses legais, 
porém há sempre necessidade de justificativa. 
MODALIDADES 
A Lei nº 8666/93 prevê, em seu art. 22, cinco 
modalidades de licitação: concorrência, tomada de 
preços, convite, concurso e leilão. A Lei nº 10.520/02 
institui também como modalidade de licitação o pregão, a 
ser utilizado na aquisição de bens e serviços comuns. 
– Concorrência
• Sua principal característica é para Aquisições e
Obras de Grande Vulto, e também regra das 
modalidades (na dúvida – opte por ela, conforme 
disposto no artigo 23 §3o da respectiva Lei), bem como 
nessa modalidade existe a peculiaridade da Habilitação 
Preliminar. 
• O prazo de Edital:
45 dias quando o tipo for de Melhor Técnica ou
Técnica e Preço e para Regime de Empreitada 
Integral. 
30 dias caberá nos demais casos. 
– Tomada de Preços
• Para Interessados devidamente cadastrados ou
que atenderem a todas exigências para cadastramento 
até o 3odia anterior à data do recebimento das propostas. 
• O prazo de Edital:
30 dias – para o tipo Melhor Técnica ou Técnica e
Preço, 
15 dias – demais casos 
– Convite
• Modalidade cabível para interessados no ramo
pertinente ao objeto, cadastrados ou não, escolhidos e 
convidados em número mínimo de 3 participantes. 
• Para quem não foi convidado, pode apresentar
propostas até 24hs antes da apresentação das mesmas. 
• Outra característica, que reputo pertinente, é
que tal modalidade cabe para aquisição de objetos e 
produtos comuns (sem especificações técnicas) 
• Nos casos em que couber a Modalidade Convite
a Administração poderá utilizar a Tomada de Preços e 
em qualquer caso a Concorrência. 
• Prazo: 5 dias úteis (prestem atenção pois são
dias úteis e não corridos) 
- Concurso
• Escolha de Trabalhos: técnicos, científicos ou
artísticos. 
• Mediante instituição de Prêmios ou 
Remuneração – Nunca Cargo Público. 
• Prazo: 45 dias
– Leilão
• Venda de móveis inservíveis para a 
Administração; 
• Produtos legalmente apreendidos ou 
penhorados; 
• Bens Imóveis da Administração, cuja aquisição
haja derivado de procedimento judicial ou dação em 
pagamento. 
ATENÇÃO: Pregão é modalidade de Licitação, 
porém com Legislação Específica (que tratarei 
oportunamente). 
NOVOS LIMITES PARA MODALIDADES DE 
LICITAÇÃO1: 
Decreto 9.412, de 18 de junho de 1028 atualiza 
os valoresdas modalidades de licitação de que trata o 
art. 23 da Lei nº 8.666/1993. 
Agora, os valores são os seguintes: 
DICA: para quem já havia decorado os valores 
antigos, basta multiplicar por 2,2 para saber os 
novos. 
Obras e serviços de engenharia: 
• Concorrência: acima de R$ 3,3 milhões
• Tomada de preços: R$ até R$ 3,3 milhões
• Convite: até R$ 330 mil
• Dispensa de licitação: até R$ 33 mil
Demais compras e serviços: 
• Concorrência: acima de R$ 1,43 milhões
• Tomada de preços: até R$ 1,43 milhões
• Convite: até R$ 176 mil
• Dispensa de licitação: até R$ 17,6 mil
Bastante atenção, pois os limites para dispensa 
de licitação em razão do valor também mudaram! 
Além dos limites para definição da modalidade de 
licitação, as seguintes referências também foram 
alteradas, pois fazem remissão aos valores das 
modalidades de licitação: 
• Definição de obras, serviços e compras de
grande vulto (art. 6º, V): R$ 82,5 milhões (= 25 vezes o 
valor da concorrência para obras e serviços de 
engenharia) 
• Limite para utilização do leilão para venda de
bens móveis (art. 17, §6º): até R$ 1,43 milhões 
• Limite para aquisição por dispensa de
licitação de produto para pesquisa e 
desenvolvimento (art. 24, XXI): R$ 660 mil (=20% do 
valor da tomada de preços para obras e serviços de 
engenharia) 
• Limite para realização de audiência pública –
licitações de imenso vulto (art. 39): R$ 330 
milhões (=100 vezes o alor da concorrência para obras e 
serviços de engenharia) 
• Limite para celebração de contrato verbal –
pequenas compras de pronto pagamento (art. 60, 
parágrafo único): R$ 8.800,00 
• Limite para dispensa do recebimento
provisório de obras e serviços (art. 74, III): R$ 176 mil 
Detalhe é que os novos valores só começarão a 
valer em trinta dias após a publicação do Decreto, ou 
seja, apenas em 19/7/2018. Portanto, somente após 
esta data é que as atualizações poderão ser cobradas 
em prova. 
Além disso, as novidades não poderão ser 
cobradas nos concursos cujos editais foram 
publicados antes da entrada em vigor do Decreto, ou 
seja, antes de 19/7/2018, como TRT-SP e Polícia 
Federal. Mas nos próximos certames, as bancas poderão 
explorar. 
Por fim, vale mencionar que os novos limites, 
embora tenham sido estabelecidos por Decreto do Poder 
1 https://www.estrategiaconcursos.com.br/blog/novos-
limites-para-modalidades-de-licitacao/ 
31
https://www.estrategiaconcursos.com.br/blog/novos-limites-para-modalidades-de-licitacao/
https://www.estrategiaconcursos.com.br/blog/novos-limites-para-modalidades-de-licitacao/
https://www.estrategiaconcursos.com.br/blog/novos-limites-para-modalidades-de-licitacao/
Executivo Federal, são aplicáveis não apenas à União, 
mas também aos Estados, Distrito Federal e 
Municípios. 
PROCEDIMENTO 
A licitação é realizada por meio de um 
procedimento administrativo, sucessão de atos e fatos da 
Administração e atos e fatos do licitante, o qual tende a 
permitir a melhor contratação, tendo em vista os 
interesses da própria Administração. Tal procedimento 
fica a cargo de uma Comissão, permanente ou especial, 
composta de, pelo menos, três membros que, via de 
regra, tem responsabilidade solidária pelos atos 
praticados por ela. 
São duas as fases da licitação: 
1. Fase Interna: inicia-se com a abertura do
processo administrativo, a caracterização da 
necessidade de contratar, indicação do objeto e dos 
recursos próprios para a despesa, dentre outros. São os 
atos prévios, preparatórios do procedimento licitatório. 
2. Fase Externa: tem início com a convocação dos
interessados por meio de instrumento adequado, seguida 
da habilitação, classificação, julgamento, adjudicação e 
da homologação. 
• Edital: ato pelo qual a Administração divulga
determinada oferta de contrato a todos os interessados e 
fixa as condições para sua participação, que se dá pela 
apresentação de propostas que deverão estar 
rigorosamente de acordo com este instrumento, sob pena 
de nulidade. 
• Habilitação: fase em que há a abertura dos
envelopes, que contêm os documentos dos licitantes 
exigidos no edital e também suas propostas, e a 
apreciação de ambos. Esta documentação deve 
comprovar a habilidade jurídica do licitante, sua 
capacidade técnica, idoneidade financeira e sua 
regularidade fiscal, sob pena de inabilitação do mesmo. 
• Classificação: faz-se a análise do conteúdo das
propostas, que deverão obedecer todas as regras 
contidas no edital, e seu julgamento. A desclassificação 
ocorre devido a desconformidade da proposta com os 
requisitos do edital ou pela sua inviabilidade. 
• Julgamento: é a confrontação entre as 
propostas selecionadas na classificação. O julgamento 
deve ser objetivo e seguir o tipo de licitação adotado no 
edital (licitação de menor preço, de melhor técnica, de 
técnica e preço e de maior oferta ou lance). 
• Homologação: corresponde à aprovação do
certame e seu resultado pela autoridade competente, a 
qual poderá anular o procedimento em caso de 
ilegalidade e determinar o saneamento do vício e 
irregularidades, se estes não contaminarem o resultado 
do certame. 
• Adjudicação: o licitante vencedor terá o direito
ao futuro contrato. Trata-se de ato declaratório, pelo qual 
se dá a atribuição do objeto da licitação ao vencedor do 
procedimento. A adjudicação impede a Administração de 
realizar outra licitação com objeto idêntico e vincula o 
vencedor nos termos do edital e da proposta consagrada, 
sujeitando-o às penalidades previstas no edital, caso não 
assine o contrato no prazo estipulado. 
INVALIDAÇÃO DA LICITAÇÃO 
A invalidação da licitação decorre da anulação ou 
da revogação. A licitação é anulada quando verificado 
vício de ilegalidade no procedimento, que contamina o 
contrato firmado. A anulação deve ser justificada e 
publicada e não gera indenização ao licitante. Já a 
revogação se dá “em razão de interesse público 
decorrente de fato superveniente devidamente 
comprovado” (Lei nº 8666/93, art. 49), e, portanto, pode 
gerar indenização ao licitante vencedor, podendo este 
tentar restabelecer o certame se entender que a 
demonstração do interesse público não foi suficiente para 
revogação do procedimento licitatório. 
2. CONTRATOS ADMINISTRATIVOS
Contrato: é todo acordo de vontades, firmado 
livremente pelas partes, para criar obrigações e direitos 
recíprocos 
Contrato Administrativo é o ajuste que a 
Administração, agindo nessa qualidade, firma com o 
particular ou outra entidade administrativa para a 
consecução de objetivos de interesse público, nas 
condições estabelecidas pela própria Administração. 
CARACTERÍSTICAS 
Consensual: acordo de vontades, e não um ato 
unilateral e impositivo da Administração; 
Formal: expressado por escrito e com requisitos 
especiais; 
Oneroso: remunerado na forma convencionada; 
Comutativo: porque estabelece compensações 
recíprocas; 
Intuitu Personae: Deve ser executado pelo 
próprio contratado, vedadas, em princípio, a sua 
substituição por outrem ou a transferência de ajuste. 
MODALIDADES DE CONTRATOS ADMINISTRATIVOS 
1. CONTRATO DE OBRA PÚBLICA: Trata-se do
ajuste levado a efeito pela Administração Pública com um 
particular, que tem por objeto A CONSTRUÇÃO, A 
REFORMA OU AMPLIAÇÃO DE CERTA OBRA 
PÚBLICA. Tais contratos só podem ser realizados com 
profissionais ou empresa de engenharia, registrados no 
CREA. 
• Pela EMPREITADA, atribui-se ao particular a
execução da obra mediante remuneração
previamente ajustada. 
• Pela Tarefa, outorga-se ao particular contratante
a execução de pequenas obras ou parte de
obra maior, mediante remuneração por preço 
certo, global ou unitário. 
2. CONTRATO DE SERVIÇO: Trata-se de acordo
celebrado pela Administração Pública com certo 
particular. São serviços de demolição, conserto, 
instalação, montagem, operação, conservação, 
reparação, manutenção, transporte, etc. Não podemos 
confundir contrato de serviço com contrato de concessão 
de serviço. No Contrato de Serviço a Administração 
recebe o serviço. Já na Concessão, presta o serviço ao 
Administradopor intermédio de outrem. 
3. CONTRATO DE FORNECIMENTO: É o acordo
através do qual a Administração Pública adquire, por 
compra, coisas móveis de certo particular, com quem 
celebra o ajuste. Tais bens destinam-se à realização de 
obras e manutenção de serviços públicos. Ex. materiais 
de consumo, produtos industrializados, gêneros 
alimentícios, etc. 
4. CONTRATO DE GESTÃO: é o ajuste
celebrado pelo Poder Público com órgão ou entidade da 
Administração Direta, Indireta e entidades privadas 
qualificadas como ONG’s 
32
5. CONTRATO DE CONCESSÃO: Trata-se de
ajuste, oneroso ou gratuito, efetivado sob condição pela 
Administração Pública, chamada CONCEDENTE, com 
certo particular, o CONCESSIONÁRIO, visando transferir 
o uso de determinado bem público. É contrato precedido
de autorização legislativa.
PECULIARIDADES DOS CONTRATOS 
ADMINISTRATIVOS 
A Administração Pública aparece com uma série 
de prerrogativas que garantem sua supremacia sobre o 
particular. 
Tais peculiaridades constituem as chamadas 
CLÁUSULAS EXORBITANTES, explícitas ou implícitas, 
em todo contrato administrativo. 
CLÁUSULAS EXORBITANTES - jamais seriam 
possíveis no Direito Privado 
1. Exigência de Garantia
2. Alteração ou Rescisão Unilateral por parte da
Administração;
3. Fiscalização;
4. Retomada do Objeto;
5. Aplicação de Penalidades e Anulação
6. Equilíbrio Econômico e Financeiro;
7. Impossibilidade do Particular Invocar a Exceção
do Contrato não Cumprido;
1. Exigência de Garantia: Após ter vencido a Licitação,
é feita uma exigência ao contratado, a qual pode ser:
Caução em dinheiro, Títulos da Dívida Pública, Fiança
Bancária, etc. Esta garantia será devolvida após a
execução do contrato. Caso o contratado tenha dado
causa a rescisão contratual, a Administração poderá reter
a garantia a título de ressarcimento.
2. Alteração ou Rescisão Unilateral: A Administração
Pública tem o dever de zelar pela eficiência dos serviços
públicos e, muitas vezes, celebrado um contrato de
acordo com determinados padrões, posteriormente,
observa-se que estes não mais servem ao interesse
público, quer no plano dos próprios interesses, quer no
plano das técnicas empregadas. Essa ALTERAÇÃO não
pode sofrer resistência do particular contratado, desde
que o Poder Público observe uma cláusula correlata, qual
seja, o EQUILÍBRIO ECONÔMICO e financeiro do
contrato.
Motivos ensejadores de alterações nos Contratos: 
I - não cumprimento de cláusulas contratuais, 
especificações, projetos ou prazos; 
II - a lentidão do seu cumprimento, o atraso 
injustificado no início da obra, serviço ou fornecimento ou 
a paralisação da obra, do serviço ou do fornecimento, 
sem justa causa e prévia comunicação à Administração; 
III - a decretação de falência ou a instauração de 
insolvência civil; a dissolução da sociedade ou o 
falecimento do contratado, ou ainda, a alteração social ou 
a modificação da finalidade ou da estrutura da empresa 
que prejudique a execução do contrato; 
IV - razões de interesse público; 
V - a ocorrência de caso fortuito ou de força maior; 
3. Fiscalização: Os contratos administrativos preveem a
possibilidade de controle e fiscalização a ser exercido
pela própria Administração. Deve a Administração
fiscalizar, acompanhar a execução do contrato,
admitindo-se, inclusive, uma intervenção do Poder 
Público no contrato, assumindo a execução do contrato 
para eliminar falhas, preservando o interesse público. 
4. Retomada do Objeto: O princípio da continuidade do
serviço público AUTORIZA a retomada do objeto de um
contrato, sempre que a paralisação ou a ineficiente
execução possam ocasionar prejuízo ao interesse
público.
5. Aplicação de Penalidades: Pode o Poder Público
IMPOR PENALIDADES em decorrência da fiscalização e
controle (aplicação de multas e, em casos extremos, a
proibição de contratar com a Administração Pública).
Resulta do princípio da “auto-executoriedade” e do poder
de polícia da Administração Pública.
OBS: É evidente que no contrato de direito 
privado seria inadmissível a aplicação das 
sanções penais que exigem intervenção do Poder 
Judiciário. 
6. Equilíbrio Financeiro: Nos contratos administrativos,
os direitos dos contratados estão basicamente voltados
para as chamadas cláusulas econômicas. O contratado
tem o direito à manutenção ao longo da execução do
contrato, da mesma proporcionalidade entre encargos e
vantagens estabelecidas no momento em que o contrato
foi celebrado. Por isso, se a Administração alterar
cláusulas do serviço, IMPONDO MAIS GASTOS ou
ÔNUS AO CONTRATADO, DEVERÁ, de modo correlato,
proporcionar modificação na remuneração a que o
contratado faz jus, sob pena do contratado reclamar
judicialmente PLEITEANDO O EQUILÍBRIO
ECONÔMICO FINANCEIRO, que é a manutenção da
comutatividade na execução do contrato (equivalência
entre as prestações – comutativo).
7. Exceção do Contrato não Cumprido: É a
impossibilidade do Particular invocar a Exceção do
Contrato não cumprido. Nos contratos de direito privado,
de natureza bilateral, ou seja, naqueles em que existem
obrigações recíprocas, é admissível a exceção do
contrato não cumprido – a parte pode dizer que somente
cumprirá a obrigação se a outra parte cumprir a sua. No
entanto, nos contratos administrativos, afirma-se que o
princípio da continuidade dos serviços públicos
IMPOSSIBILITA AO PARTICULAR arguir a exceção do
contrato não cumprido. Se a Administração descumpriu
uma cláusula contratual, o particular não deve paralisar a
execução do contrato, mas postular perante o Poder
Judiciário as reparações cabíveis ou a rescisão
contratual. A inoponibilidade da exceção do contrato não
cumprido só prevaleceria para os contratos de serviços
públicos. Nos demais, seria impossível a inoponibilidade
da exceção do contrato não cumprido. Hoje, a Lei
8.666/93 – Contratos e Licitações – prevê a paralisação
da execução do contrato não pago por período acima de
90 dias.
INTERPRETAÇÃO DOS CONTRATOS 
• As normas que regem os contratos 
administrativos são as de Direito Público, suplementadas 
pelos princípios da teoria geral dos contratos e do Direito 
Privado. 
• Nos contratos administrativos celebrados em
prol da coletividade não se pode interpretar suas 
cláusulas contra essa mesma coletividade. 
33
• Existem princípios que não podem ser
desconsiderados pelos intérpretes, tais como a 
“vinculação da administração ao interesse público”, 
“presunção de legitimidade das cláusulas contratuais”. 
• Qualquer cláusula que contrarie o interesse
público ou renuncie direitos da Administração, deve ser 
interpretada como não escrita, salvo se autorizada por 
lei. 
FORMALIZAÇÃO DO CONTRATO ADMINISTRATIVO 
Os contratos Administrativos regem-se pelas suas 
cláusulas e pelos preceitos de Direito Público, aplicando-
lhes supletivamente os princípios da Teoria Geral do 
Contratos e o Direito Privado. Os contratos 
administrativos têm que ser precedidos por Licitação, 
salvo nos casos de INEXEGIBILIDADE e 
DISPENSA. Terão que constar, obrigatoriamente, 
Cláusulas Obrigatórias: 
• as que definem o objeto;
• as que estabeleçam o regime de execução da
obra;
• as que fixem o preço e as condições de
pagamento;
• as que tragam os critérios de reajustamento e
atualização monetária;
• as que marquem prazos de início, execução,
conclusão e entrega do objeto do contrato;
• as que apontem as garantias, etc.
Instrumento Contratual: lavram-se nas próprias 
repartições interessadas; 
• exige-se Escritura Pública quando tenham por
objeto direito real sobre imóveis
• o contrato verbal constitui exceção, pois os
negócios administrativos dependem de
comprovação documental e registro nos
órgãos de controle interno.
• A ausência de contrato escrito e requisitos
essenciais e outros defeitos de forma - podem
viciar as manifestações de vontade das partes
e com isto acarretar a ANULAÇÃO do
contrato.
Conteúdo: é a vontade das partes expressa no 
momento de sua formalização 
• surge então a necessidade de cláusulas
necessárias, que fixem com fidelidade o objeto
do ajuste e definamos direitos e obrigações,
encargos e responsabilidades.
• Não se admite, em seu conteúdo, cláusulas que
concedam maiores vantagens ao contratado, e
que sejam prejudiciais à Administração 
Pública. 
• Integram o Contrato: o Edital, o projeto, o
memorial, cálculos, planilhas, etc.
EXECUÇÃO DO CONTRATO 
É o cumprimento de suas cláusulas firmadas no 
momento de sua celebração; é cumpri-lo no seu objeto, 
nos seus prazos e nas suas condições. 
Execução Pessoal 
• todo contrato é firmado “intuitu personae”, ou
seja, só poderá executá-lo aquele que foi o ganhador da 
licitação; 
• nem sempre é personalíssimo, podendo exigir a
participação de diferentes técnicos e especialistas, sob 
sua inteira responsabilidade; 
Encargos da Execução 
• o contratado é responsável pelos encargos
trabalhistas, previdenciários, fiscal e comerciais 
decorrentes da Execução do contrato; 
• a inadimplência do contratado, com referência a
esses encargos, não transfere a responsabilidade à 
Administração e nem onera o objeto do contrato; 
• outros encargos poderão ser atribuídos ao
contratado, mas deverão constar do Edital de Licitação; 
Acompanhamento da Execução do Contrato 
• é direito da Administração e compreende a
Fiscalização, orientação, interdição, intervenção e 
aplicação de penalidades contratuais. 
Etapa Final da Execução do Contrato 
• consiste na entrega e recebimento do objeto do
contrato. Pode ser provisório ou definitivo 
INEXECUÇÃO DO CONTRATO 
É o descumprimento de suas cláusulas, no todo 
em parte. Pode ocorrer por ação ou omissão, culposa ou 
sem culpa de qualquer das partes. 
Causas Justificadoras: São causas que 
permitem justificar o descumprimento do contrato por 
parte do contratado. A existência dessas causas pode 
levar à extinção ou à revisão das cláusulas do contrato. 
1. Teoria da Imprevisão
2. Fato do Príncipe
3. Fato da Administração
4. Caso Fortuito
5. Força Maior
TEORIA DA IMPREVISÃO: Pressupõe situações 
imprevisíveis que afetam substancialmente as obrigações 
contratuais, tornando excessivamente oneroso o 
cumprimento do contrato. 
• É a aplicação da antiga cláusula “rebus sic
stantibus”. 
• Os contratos são obrigatórios (“pacta sunt
servanda”). No entanto, nos contratos de prestações 
sucessivas está implícita a cláusula “rebus sic stantibus” 
(a convenção não permanece em vigor se houver 
mudança da situação existente no momento da 
celebração). 
• A aplicação da TEORIA DA IMPREVISÃO
permite o restabelecimento do equilíbrio econômico-
financeiro do contrato administrativo. 
FATO DO PRÍNCIPE: também denominada “álea 
administrativa”, é a medida de ordem geral, praticada 
pela própria Administração Pública, não relacionada 
diretamente com o contrato, MAS QUE NELE 
REPERCUTE, provocando desequilíbrio econômico-
financeiro em detrimento do contratado. Ex.: Medida 
Governamental que dificulte a importação de matéria-
prima necessária à execução do contrato. 
34
FATO DA ADMINISTRAÇÃO: é toda ação ou omissão 
do Poder Público que, incidindo direta e especificamente 
sobre o contrato, retarda ou impede a sua execução. É 
falta contratual cometida pela Administração. 
CASO FORTUITO: é o evento da natureza, inevitável e 
imprevisível, que impossibilita o cumprimento do 
contrato. Ex.: inundação 
FORÇA MAIOR: é o acontecimento humano, 
imprevisível e inevitável, que impossibilita a execução do 
contrato. Ex.: greve. 
Consequências da Inexecução: 
• propicia sua rescisão;
• acarreta para o inadimplente, consequência de
Ordem Civil e Administrativa; 
• acarreta a suspensão provisória e a declaração
de inidoneidade para contratar com a Administração. 
REVISÃO DO CONTRATO ADMINISTRATIVO 
Pode ocorrer por interesse da própria 
Administração ou pela superveniência de fatos novos que 
tornem inexequível o ajuste inicial. 
• Interesse da Administração: quando o 
interesse público exige a alteração do projeto ou dos 
processos técnicos de sua execução, com aumento de 
encargos; 
• Superveniência de Fatos: quando sobrevem
atos de Governo ou fatos materiais imprevistos e 
imprevisíveis pelas partes, o qual dificulte ou agravem a 
conclusão do objeto do contrato. 
Em qualquer destes casos, o contrato é passível 
de REVISÃO. 
RESCISÃO DO CONTRATO ADMINISTRATIVO 
 É o término do contrato durante a execução por 
inadimplência de uma das partes, pela superveniência de 
eventos que impeçam ou tornem inconvenientes o 
prosseguimento do ajuste. 
A esse respeito distinguem-se as hipóteses de 
RESCISÃO: 
a) ADMINISTRATIVA;
b) JUDICIAL;
c) DE PLENO DIREITO.
ADMINISTRATIVA: 
• por motivo de interesse público: A 
Administração, zelando pelo interesse público, considera 
inconveniente a sua manutenção. Obs: o particular fará 
jus a mais ampla indenização, no caso de rescisão por 
motivo de interesse público. 
• por falta do contratado: Nesse caso, não está
a Administração obrigada a entrar na justiça e, então por 
seus próprios meios, declara a rescisão, observando o 
DEVIDO PROCESSO LEGAL, ou seja, que se assegure 
o direito de defesa ao contratado.
 JUDICIAL: 
É determinada pelo Poder Judiciário, sendo 
facultativa para a Administração - esta, se quiser, pode 
pleitear judicialmente a rescisão. O contratado somente 
poderá pleitear a rescisão, JUDICIALMENTE. 
PLENO DIREITO: 
Não depende de manifestação das partes, pois 
decorre de um fato extintivo já previsto, que leva à 
rescisão do contrato de pleno direito. Ex.: a falência. 
LEI Nº 8.666/1993 – LICITAÇÕES E 
CONTRATOS 
NOTA: Art. 31. As disposições das Leis nºs 8.666, 
de 21 de junho de 1993 , 13.019, de 31 de julho de 
2014 , e 9.790, de 23 de março de 1999 , não se 
aplicam aos instrumentos de parceria e aos termos 
de execução de programas, projetos e demais 
finalidades de interesse público. (Lei nº 13.800, de 
4 de janeiro de 2019) 
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA 
Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu 
sanciono a seguinte Lei: 
Capítulo I 
DAS DISPOSIÇÕES GERAIS 
Seção I 
Dos Princípios 
Art. 1o Esta Lei estabelece normas gerais sobre 
licitações e contratos administrativos pertinentes a obras, 
serviços, inclusive de publicidade, compras, alienações e 
locações no âmbito dos Poderes da União, dos Estados, 
do Distrito Federal e dos Municípios. 
Parágrafo único. Subordinam-se ao regime desta 
Lei, além dos órgãos da administração direta, os fundos 
especiais, as autarquias, as fundações públicas, as 
empresas públicas, as sociedades de economia mista e 
demais entidades controladas direta ou indiretamente 
pela União, Estados, Distrito Federal e Municípios. 
Art. 2o As obras, serviços, inclusive de publicidade, 
compras, alienações, concessões, permissões e 
locações da Administração Pública, quando contratadas 
com terceiros, serão necessariamente precedidas de 
licitação, ressalvadas as hipóteses previstas nesta Lei. 
Parágrafo único. Para os fins desta Lei, considera-
se contrato todo e qualquer ajuste entre órgãos ou 
entidades da Administração Pública e particulares, em 
que haja um acordo de vontades para a formação de 
vínculo e a estipulação de obrigações recíprocas, seja 
qual for a denominação utilizada. 
Art. 3o A licitação destina-se a garantir a 
observância do PRINCÍPIO CONSTITUCIONAL da 
isonomia, a seleção da proposta mais vantajosa para 
a administração e a promoção do desenvolvimento 
nacional sustentável e será processada e julgada em 
estrita conformidade com os PRINCÍPIOS BÁSICOS da 
legalidade, da impessoalidade, da moralidade, da 
igualdade, da publicidade, da probidade 
administrativa, da vinculação ao instrumento 
convocatório, do julgamento objetivo e dos que lhes 
são correlatos. (Redação dada pela Lei nº 12.349, de 2010) 
A licitação é um processo administrativo pelo qual 
o setor público realiza a escolha do melhor contrato para
aquisição de um bem ou serviço que seja de seu interesse.
A licitação segue os seguintes princípios:
Isonomia: É o que garante a igualdade de direitos a 
todos os participantes do processo licitatório, afim de 
garantira possibilidade de competição. 
Legalidade: É obrigatório que o processo 
licitatório obedeça as leis vigentes; 
35
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L8666cons.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L8666cons.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2014/Lei/L13019.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2014/Lei/L13019.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L9790.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2010/Lei/L12349.htm#art1
Impessoalidade: A avaliação das propostas deve 
ser objetiva, sem abertura para subjetividade. 
Moralidade: A participação dos agentes públicos e 
dos licitantes deve obedecer a conduta ética, moral e da 
boa administração. 
Publicidade: As informações referentes ao 
processo de licitação devem ser disponibilizadas a 
qualquer cidadão, com a finalidade de possibilitar a 
fiscalização e a legalidade. 
Vinculação ao instrumento Convocatório: No ato 
convocatório, estão listadas todas as normas e critérios 
necessários para a participação na licitação. Desta forma, 
é obrigatório que seja disponibilizado para todos os 
interessados. Pode ser realizado em forma de edital ou 
convite, dependendo da modalidade da licitação. 
Julgamento Objetivo: O julgamento dos 
participantes habilitados deve seguir critérios objetivos e 
que estejam presentes no ato convocatório. 
§ 1o É vedado aos agentes públicos:
I - admitir, prever, incluir ou tolerar, nos atos de
convocação, cláusulas ou condições que comprometam, 
restrinjam ou frustrem o seu caráter competitivo, inclusive 
nos casos de sociedades cooperativas, e estabeleçam 
preferências ou distinções em razão da naturalidade, da 
sede ou domicílio dos licitantes ou de qualquer outra 
circunstância impertinente ou irrelevante para o 
específico objeto do contrato, ressalvado o disposto nos 
§§ 5o a 12 deste artigo e no art. 3o da Lei no 8.248, de 23
de outubro de 1991; (Redação dada pela Lei nº 12.349,
de 2010)
II - estabelecer tratamento diferenciado de natureza 
comercial, legal, trabalhista, previdenciária ou qualquer 
outra, entre empresas brasileiras e estrangeiras, inclusive 
no que se refere a moeda, modalidade e local de 
pagamentos, mesmo quando envolvidos financiamentos 
de agências internacionais, ressalvado o disposto no 
parágrafo seguinte e no art. 3o da Lei no 8.248, de 23 de 
outubro de 1991. 
§ 2o Em igualdade de condições, como critério de
desempate, será assegurada preferência, 
sucessivamente, aos bens e serviços: 
 I - (Revogado pela Lei nº 12.349, de 2010) 
II - produzidos no País; 
III - produzidos ou prestados por empresas 
brasileiras. 
IV - produzidos ou prestados por empresas que 
invistam em pesquisa e no desenvolvimento de 
tecnologia no País. (Incluído pela Lei nº 11.196, de 2005) 
V - produzidos ou prestados por empresas que 
comprovem cumprimento de reserva de cargos prevista 
em lei para pessoa com deficiência ou para reabilitado da 
Previdência Social e que atendam às regras de 
acessibilidade previstas na legislação. (Incluído pela Lei 
nº 13.146, de 2015) 
§ 3o A licitação não será sigilosa, sendo públicos e
acessíveis ao público os atos de seu procedimento, salvo 
quanto ao conteúdo das propostas, até a respectiva 
abertura. 
§ 4º (Vetado). (Incluído pela Lei nº 8.883, de 1994)
§ 5o Nos processos de licitação, poderá ser
estabelecida margem de preferência para: (Redação 
dada pela Lei nº 13.146, de 2015) 
I - produtos manufaturados e para serviços 
nacionais que atendam a normas técnicas brasileiras; e 
(Incluído pela Lei nº 13.146, de 2015) 
II - bens e serviços produzidos ou prestados por 
empresas que comprovem cumprimento de reserva de 
cargos prevista em lei para pessoa com deficiência ou 
para reabilitado da Previdência Social e que atendam às 
regras de acessibilidade previstas na legislação. (Incluído 
pela Lei nº 13.146, de 2015) 
§ 6o A margem de preferência de que trata o §
5o será estabelecida com base em estudos revistos 
periodicamente, em prazo não superior a 5 (cinco) anos, 
que levem em consideração: (Incluído pela Lei nº 12.349, 
de 2010) (Vide Decreto nº 7.546, de 2011) (Vide Decreto 
nº 7.709, de 2012) 
I - geração de emprego e renda; (Incluído pela Lei 
nº 12.349, de 2010) 
II - efeito na arrecadação de tributos federais, 
estaduais e municipais; (Incluído pela Lei nº 12.349, de 
2010) 
III - desenvolvimento e inovação tecnológica 
realizados no País; (Incluído pela Lei nº 12.349, de 2010) 
IV - custo adicional dos produtos e serviços; e 
(Incluído pela Lei nº 12.349, de 2010) 
V - em suas revisões, análise retrospectiva de 
resultados. (Incluído pela Lei nº 12.349, de 2010) 
§ 7o Para os produtos manufaturados e serviços
nacionais resultantes de desenvolvimento e inovação 
tecnológica realizados no País, poderá ser estabelecido 
margem de preferência adicional àquela prevista no § 5o. 
(Incluído pela Lei nº 12.349, de 2010) (Vide Decreto nº 
7.546, de 2011) 
§ 8o As margens de preferência por produto,
serviço, grupo de produtos ou grupo de serviços, a que 
se referem os §§ 5o e 7o, serão definidas pelo Poder 
Executivo federal, não podendo a soma delas ultrapassar 
o montante de 25% (vinte e cinco por cento) sobre o
preço dos produtos manufaturados e serviços
estrangeiros. (Incluído pela Lei nº 12.349, de 2010) (Vide
Decreto nº 7.546, de 2011)
§ 9o As disposições contidas nos §§ 5o e 7o deste
artigo não se aplicam aos bens e aos serviços cuja 
capacidade de produção ou prestação no País seja 
inferior: (Incluído pela Lei nº 12.349, de 2010) (Vide 
Decreto nº 7.546, de 2011) 
I - à quantidade a ser adquirida ou contratada; ou 
(Incluído pela Lei nº 12.349, de 2010) 
II - ao quantitativo fixado com fundamento no § 
7o do art. 23 desta Lei, quando for o caso. (Incluído pela Lei 
nº 12.349, de 2010) 
§ 10. A margem de preferência a que se refere o §
5o poderá ser estendida, total ou parcialmente, aos bens 
e serviços originários dos Estados Partes do Mercado 
Comum do Sul - Mercosul. (Incluído pela Lei nº 12.349, 
de 2010) (Vide Decreto nº 7.546, de 2011) 
§ 11. Os editais de licitação para a contratação de
bens, serviços e obras poderão, mediante prévia 
justificativa da autoridade competente, exigir que o 
contratado promova, em favor de órgão ou entidade 
integrante da administração pública ou daqueles por ela 
indicados a partir de processo isonômico, medidas de 
compensação comercial, industrial, tecnológica ou 
acesso a condições vantajosas de financiamento, 
cumulativamente ou não, na forma estabelecida pelo 
Poder Executivo federal. (Incluído pela Lei nº 12.349, de 
2010) (Vide Decreto nº 7.546, de 2011) 
§ 12. Nas contratações destinadas à implantação,
manutenção e ao aperfeiçoamento dos sistemas de 
tecnologia de informação e comunicação, considerados 
estratégicos em ato do Poder Executivo federal, a 
36
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2010/Lei/L12349.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2010/Lei/L12349.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8248.htm#art3.
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8248.htm#art3.
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2010/Lei/L12349.htm#art7
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2005/Lei/L11196.htm#art118
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13146.htm#art104
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13146.htm#art104
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13146.htm#art127
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8883.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13146.htm#art104
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13146.htm#art104
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13146.htm#art127
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13146.htm#art104
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13146.htm#art104
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13146.htm#art104http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2010/Lei/L12349.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2010/Lei/L12349.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2011/Decreto/D7546.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2012/Decreto/D7709.htm#art5
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2012/Decreto/D7709.htm#art5
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2010/Lei/L12349.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2010/Lei/L12349.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2010/Lei/L12349.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2010/Lei/L12349.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2010/Lei/L12349.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2010/Lei/L12349.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2010/Lei/L12349.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2010/Lei/L12349.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2011/Decreto/D7546.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2011/Decreto/D7546.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2010/Lei/L12349.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2011/Decreto/D7546.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2011/Decreto/D7546.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2010/Lei/L12349.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2011/Decreto/D7546.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2011/Decreto/D7546.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2010/Lei/L12349.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2010/Lei/L12349.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2010/Lei/L12349.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2010/Lei/L12349.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2010/Lei/L12349.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2011/Decreto/D7546.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2010/Lei/L12349.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2010/Lei/L12349.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2011/Decreto/D7546.htm
licitação poderá ser restrita a bens e serviços com 
tecnologia desenvolvida no País e produzidos de acordo 
com o processo produtivo básico de que trata a Lei 
no 10.176, de 11 de janeiro de 2001. (Incluído pela Lei nº 
12.349, de 2010) (Vide Decreto nº 7.546, de 2011) 
§ 13. Será divulgada na internet, a cada exercício
financeiro, a relação de empresas favorecidas em 
decorrência do disposto nos §§ 5o, 7o, 10, 11 e 12 deste 
artigo, com indicação do volume de recursos destinados 
a cada uma delas. (Incluído pela Lei nº 12.349, de 2010) 
§ 14. As preferências definidas neste artigo e nas
demais normas de licitação e contratos devem privilegiar 
o tratamento diferenciado e favorecido às microempresas
e empresas de pequeno porte na forma da lei. (Incluído
pela Lei Complementar nº 147, de 2014)
§ 15. As preferências dispostas neste artigo
prevalecem sobre as demais preferências previstas na 
legislação quando estas forem aplicadas sobre produtos 
ou serviços estrangeiros. (Incluído pela Lei Complementar nº 
147, de 2014) 
Art. 4o Todos quantos participem de licitação 
promovida pelos órgãos ou entidades a que se refere o 
art. 1º têm direito público subjetivo à fiel observância do 
pertinente procedimento estabelecido nesta lei, podendo 
qualquer cidadão acompanhar o seu desenvolvimento, 
desde que não interfira de modo a perturbar ou impedir a 
realização dos trabalhos. 
Parágrafo único. O procedimento licitatório previsto 
nesta lei caracteriza ato administrativo formal, seja ele 
praticado em qualquer esfera da Administração Pública. 
Art. 5o Todos os valores, preços e custos utilizados 
nas licitações terão como expressão monetária a moeda 
corrente nacional, ressalvado o disposto no art. 42 desta 
Lei, devendo cada unidade da Administração, no 
pagamento das obrigações relativas ao fornecimento de 
bens, locações, realização de obras e prestação de 
serviços, obedecer, para cada fonte diferenciada de 
recursos, a estrita ordem cronológica das datas de suas 
exigibilidades, salvo quando presentes relevantes razões 
de interesse público e mediante prévia justificativa da 
autoridade competente, devidamente publicada. 
§ 1o Os créditos a que se refere este artigo terão
seus valores corrigidos por critérios previstos no ato 
convocatório e que lhes preservem o valor. 
§ 2o A correção de que trata o parágrafo anterior
cujo pagamento será feito junto com o principal, correrá à 
conta das mesmas dotações orçamentárias que 
atenderam aos créditos a que se referem. (Redação 
dada pela Lei nº 8.883, de 1994) 
§ 3o Observados o disposto no caput, os
pagamentos decorrentes de despesas cujos valores não 
ultrapassem o limite de que trata o inciso II do art. 24, 
sem prejuízo do que dispõe seu parágrafo único, deverão 
ser efetuados no prazo de até 5 (cinco) dias úteis, 
contados da apresentação da fatura. (Incluído pela Lei nº 
9.648, de 1998) 
Art. 5o-A. As normas de licitações e contratos 
devem privilegiar o tratamento diferenciado e favorecido 
às microempresas e empresas de pequeno porte na 
forma da lei. (Incluído pela Lei Complementar nº 147, de 2014) 
Seção II 
Das Definições 
Art. 6o Para os fins desta Lei, considera-se: 
I - Obra - toda construção, reforma, fabricação, 
recuperação ou ampliação, realizada por execução direta 
ou indireta; 
II - Serviço - toda atividade destinada a obter 
determinada utilidade de interesse para a Administração, 
tais como: demolição, conserto, instalação, montagem, 
operação, conservação, reparação, adaptação, 
manutenção, transporte, locação de bens, publicidade, 
seguro ou trabalhos técnico-profissionais; 
III - Compra - toda aquisição remunerada de bens 
para fornecimento de uma só vez ou parceladamente; 
IV - Alienação - toda transferência de domínio de 
bens a terceiros; 
V - Obras, serviços e compras de grande vulto -
 aquelas cujo valor estimado seja superior a 25 (vinte e 
cinco) vezes o limite estabelecido na alínea "c" do inciso I 
do art. 23 desta Lei; 
VI - Seguro-Garantia - o seguro que garante o fiel 
cumprimento das obrigações assumidas por empresas 
em licitações e contratos; 
VII - Execução direta - a que é feita pelos órgãos e 
entidades da Administração, pelos próprios meios; 
VIII - Execução indireta - a que o órgão ou entidade 
contrata com terceiros sob qualquer dos seguintes 
regimes: (Redação dada pela Lei nº 8.883, de 1994) 
a) empreitada por preço global - quando se contrata
a execução da obra ou do serviço por preço certo e total; 
b) empreitada por preço unitário - quando se
contrata a execução da obra ou do serviço por preço 
certo de unidades determinadas; 
c) (Vetado). (Redação dada pela Lei nº 8.883, de 1994)
d) tarefa - quando se ajusta mão-de-obra para
pequenos trabalhos por preço certo, com ou sem 
fornecimento de materiais; 
e) empreitada integral - quando se contrata um
empreendimento em sua integralidade, compreendendo 
todas as etapas das obras, serviços e instalações 
necessárias, sob inteira responsabilidade da contratada 
até a sua entrega ao contratante em condições de 
entrada em operação, atendidos os requisitos técnicos e 
legais para sua utilização em condições de segurança 
estrutural e operacional e com as características 
adequadas às finalidades para que foi contratada; 
IX - Projeto Básico - conjunto de elementos 
necessários e suficientes, com nível de precisão 
adequado, para caracterizar a obra ou serviço, ou 
complexo de obras ou serviços objeto da licitação, 
elaborado com base nas indicações dos estudos técnicos 
preliminares, que assegurem a viabilidade técnica e o 
adequado tratamento do impacto ambiental do 
empreendimento, e que possibilite a avaliação do custo 
da obra e a definição dos métodos e do prazo de 
execução, devendo conter os seguinteselementos: 
a) desenvolvimento da solução escolhida de forma
a fornecer visão global da obra e identificar todos os seus 
elementos constitutivos com clareza; 
b) soluções técnicas globais e localizadas, 
suficientemente detalhadas, de forma a minimizar a 
necessidade de reformulação ou de variantes durante as 
fases de elaboração do projeto executivo e de realização 
das obras e montagem; 
c) identificação dos tipos de serviços a executar e
de materiais e equipamentos a incorporar à obra, bem 
como suas especificações que assegurem os melhores 
resultados para o empreendimento, sem frustrar o caráter 
competitivo para a sua execução; 
d) informações que possibilitem o estudo e a
dedução de métodos construtivos, instalações provisórias 
37
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/LEIS_2001/L10176.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/LEIS_2001/L10176.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2010/Lei/L12349.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2010/Lei/L12349.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2011/Decreto/D7546.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2010/Lei/L12349.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/LCP/Lcp147.htm#art10
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/LCP/Lcp147.htm#art10
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/LCP/Lcp147.htm#art10
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/LCP/Lcp147.htm#art10
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8883.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8883.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9648cons.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9648cons.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/LCP/Lcp147.htm#art10
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8883.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8883.htm#art1
e condições organizacionais para a obra, sem frustrar o 
caráter competitivo para a sua execução; 
e) subsídios para montagem do plano de licitação e
gestão da obra, compreendendo a sua programação, a 
estratégia de suprimentos, as normas de fiscalização e 
outros dados necessários em cada caso; 
f) orçamento detalhado do custo global da obra,
fundamentado em quantitativos de serviços e 
fornecimentos propriamente avaliados; 
X - Projeto Executivo - o conjunto dos elementos 
necessários e suficientes à execução completa da obra, 
de acordo com as normas pertinentes da Associação 
Brasileira de Normas Técnicas - ABNT; 
XI - Administração Pública - a administração direta 
e indireta da União, dos Estados, do Distrito Federal e 
dos Municípios, abrangendo inclusive as entidades com 
personalidade jurídica de direito privado sob controle do 
poder público e das fundações por ele instituídas ou 
mantidas; 
XII - Administração - órgão, entidade ou unidade 
administrativa pela qual a Administração Pública opera e 
atua concretamente; 
XIII - Imprensa Oficial - veículo oficial de divulgação 
da Administração Pública, sendo para a União o Diário 
Oficial da União, e, para os Estados, o Distrito Federal e 
os Municípios, o que for definido nas respectivas leis; 
(Redação dada pela Lei nº 8.883, de 1994) 
XIV - Contratante - é o órgão ou entidade signatária 
do instrumento contratual; 
XV - Contratado - a pessoa física ou jurídica 
signatária de contrato com a Administração Pública; 
XVI - Comissão - comissão, permanente ou 
especial, criada pela Administração com a função de 
receber, examinar e julgar todos os documentos e 
procedimentos relativos às licitações e ao cadastramento 
de licitantes. 
 XVII - produtos manufaturados nacionais - produtos 
manufaturados, produzidos no território nacional de 
acordo com o processo produtivo básico ou com as 
regras de origem estabelecidas pelo Poder Executivo 
federal; (Incluído pela Lei nº 12.349, de 2010) 
XVIII - serviços nacionais - serviços prestados no 
País, nas condições estabelecidas pelo Poder Executivo 
federal; (Incluído pela Lei nº 12.349, de 2010) 
XIX - sistemas de tecnologia de informação e 
comunicação estratégicos - bens e serviços de tecnologia 
da informação e comunicação cuja descontinuidade 
provoque dano significativo à administração pública e 
que envolvam pelo menos um dos seguintes requisitos 
relacionados às informações críticas: disponibilidade, 
confiabilidade, segurança e confidencialidade. (Incluído 
pela Lei nº 12.349, de 2010) 
XX - produtos para pesquisa e desenvolvimento - 
bens, insumos, serviços e obras necessários para 
atividade de pesquisa científica e tecnológica, 
desenvolvimento de tecnologia ou inovação tecnológica, 
discriminados em projeto de pesquisa aprovado pela 
instituição contratante. (Incluído pela Lei nº 13.243, de 2016) 
Seção III 
Das Obras e Serviços 
Art. 7o As licitações para a execução de obras e 
para a prestação de serviços obedecerão ao disposto 
neste artigo e, em particular, à seguinte sequência: 
I - projeto básico; 
II - projeto executivo; 
III - execução das obras e serviços. 
§ 1o A execução de cada etapa será 
obrigatoriamente precedida da conclusão e aprovação, 
pela autoridade competente, dos trabalhos relativos às 
etapas anteriores, à exceção do projeto executivo, o qual 
poderá ser desenvolvido concomitantemente com a 
execução das obras e serviços, desde que também 
autorizado pela Administração. 
§ 2o As obras e os serviços somente poderão ser
licitados quando: 
I - houver projeto básico aprovado pela autoridade 
competente e disponível para exame dos interessados 
em participar do processo licitatório; 
II - existir orçamento detalhado em planilhas que 
expressem a composição de todos os seus custos 
unitários; 
III - houver previsão de recursos orçamentários que 
assegurem o pagamento das obrigações decorrentes de 
obras ou serviços a serem executadas no exercício 
financeiro em curso, de acordo com o respectivo 
cronograma; 
IV - o produto dela esperado estiver contemplado 
nas metas estabelecidas no Plano Plurianual de que trata 
o art. 165 da Constituição Federal, quando for o caso.
§ 3o É vedado incluir no objeto da licitação a
obtenção de recursos financeiros para sua execução, 
qualquer que seja a sua origem, exceto nos casos de 
empreendimentos executados e explorados sob o regime 
de concessão, nos termos da legislação específica. 
§ 4o É vedada, ainda, a inclusão, no objeto da
licitação, de fornecimento de materiais e serviços sem 
previsão de quantidades ou cujos quantitativos não 
correspondam às previsões reais do projeto básico ou 
executivo. 
§ 5o É vedada a realização de licitação cujo objeto
inclua bens e serviços sem similaridade ou de marcas, 
características e especificações exclusivas, salvo nos 
casos em que for tecnicamente justificável, ou ainda 
quando o fornecimento de tais materiais e serviços for 
feito sob o regime de administração contratada, previsto 
e discriminado no ato convocatório. 
§ 6o A infringência do disposto neste artigo implica
a nulidade dos atos ou contratos realizados e a 
responsabilidade de quem lhes tenha dado causa. 
§ 7o Não será ainda computado como valor da obra
ou serviço, para fins de julgamento das propostas de 
preços, a atualização monetária das obrigações de 
pagamento, desde a data final de cada período de 
aferição até a do respectivo pagamento, que será 
calculada pelos mesmos critérios estabelecidos 
obrigatoriamente no ato convocatório. 
§ 8o Qualquer cidadão poderá requerer à
Administração Pública os quantitativos das obras e 
preços unitários de determinada obra executada. 
§ 9o O disposto neste artigo aplica-se também, no
que couber, aos casos de dispensa e de inexigibilidade 
de licitação. 
Como caiu em prova! 
 (CESPE - 2020 - MPE-CE - Analista Ministerial - 
Engenharia Civil) Julgue o item, relativos a 
licitação de obras públicas. 
Para fins de adiantamento de cronograma, é permitida 
a execução de obras concomitantemente à fase de 
elaboração do projeto básico, desde que 
autorizado pela administração. (V/F) FALSO 
38
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8883.htm#art1http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2010/Lei/L12349.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2010/Lei/L12349.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2010/Lei/L12349.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2010/Lei/L12349.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2016/Lei/L13243.htm#art4
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constitui%C3%A7ao.htm#art165
Art. 8o A execução das obras e dos serviços deve 
programar-se, sempre, em sua totalidade, previstos seus 
custos atual e final e considerados os prazos de sua 
execução. 
Parágrafo único. É proibido o retardamento 
imotivado da execução de obra ou serviço, ou de suas 
parcelas, se existente previsão orçamentária para sua 
execução total, salvo insuficiência financeira ou 
comprovado motivo de ordem técnica, justificados em 
despacho circunstanciado da autoridade a que se refere 
o art. 26 desta Lei. (Redação dada pela Lei nº 8.883, de 1994)
Art. 9o NÃO PODERÁ PARTICIPAR, direta ou 
indiretamente, da licitação ou da execução de obra ou 
serviço e do fornecimento de bens a eles necessários: 
I - o autor do projeto, básico ou executivo, pessoa 
física ou jurídica; 
II - empresa, isoladamente ou em consórcio, 
responsável pela elaboração do projeto básico 
ou executivo ou da qual o autor do projeto seja 
dirigente, gerente, acionista ou detentor de mais 
de 5% (cinco por cento) do capital com direito a 
voto ou controlador, responsável técnico ou 
subcontratado; 
III - servidor ou dirigente de órgão ou entidade 
contratante ou responsável pela licitação. 
§ 1o É permitida a participação do autor do projeto
ou da empresa a que se refere o inciso II deste artigo, na 
licitação de obra ou serviço, ou na execução, como 
consultor ou técnico, nas funções de fiscalização, 
supervisão ou gerenciamento, exclusivamente a serviço 
da Administração interessada. 
§ 2o O disposto neste artigo não impede a licitação
ou contratação de obra ou serviço que inclua a 
elaboração de projeto executivo como encargo do 
contratado ou pelo preço previamente fixado pela 
Administração. 
§ 3o Considera-se participação indireta, para fins do
disposto neste artigo, a existência de qualquer vínculo de 
natureza técnica, comercial, econômica, financeira ou 
trabalhista entre o autor do projeto, pessoa física ou 
jurídica, e o licitante ou responsável pelos serviços, 
fornecimentos e obras, incluindo-se os fornecimentos de 
bens e serviços a estes necessários. 
§ 4o O disposto no parágrafo anterior aplica-se aos
membros da comissão de licitação. 
Art. 10. As obras e serviços poderão ser 
executados nas seguintes formas: (Redação dada pela Lei 
nº 8.883, de 1994) 
I - execução direta; 
II - execução indireta, nos seguintes regimes: 
(Redação dada pela Lei nº 8.883, de 1994) 
a) empreitada por preço global;
b) empreitada por preço unitário;
c) (Vetado). (Redação dada pela Lei nº 8.883, de 1994)
d) tarefa;
e) empreitada integral.
Parágrafo único. (Vetado). (Redação dada pela Lei nº 
8.883, de 1994) 
Art. 11. As obras e serviços destinados aos 
mesmos fins terão projetos padronizados por tipos, 
categorias ou classes, exceto quando o projeto-padrão 
não atender às condições peculiares do local ou às 
exigências específicas do empreendimento. 
Art. 12. Nos projetos básicos e projetos executivos 
de obras e serviços serão considerados principalmente 
os seguintes requisitos: (Redação dada pela Lei nº 8.883, 
de 1994) 
I - segurança; 
II - funcionalidade e adequação ao interesse 
público; 
III - economia na execução, conservação e 
operação; 
IV - possibilidade de emprego de mão-de-obra, 
materiais, tecnologia e matérias-primas existentes no 
local para execução, conservação e operação; 
V - facilidade na execução, conservação e 
operação, sem prejuízo da durabilidade da obra ou do 
serviço; 
VI - adoção das normas técnicas, de saúde e de 
segurança do trabalho adequadas; (Redação dada pela 
Lei nº 8.883, de 1994) 
VII - impacto ambiental. 
Seção IV 
Dos Serviços Técnicos Profissionais Especializados 
Art. 13. Para os fins desta Lei, consideram-se 
serviços técnicos profissionais especializados os 
trabalhos relativos a: 
I - estudos técnicos, planejamentos e projetos 
básicos ou executivos; 
II - pareceres, perícias e avaliações em geral; 
III - assessorias ou consultorias técnicas e 
auditorias financeiras ou tributárias; (Redação dada pela 
Lei nº 8.883, de 1994) 
IV - fiscalização, supervisão ou gerenciamento de 
obras ou serviços; 
V - patrocínio ou defesa de causas judiciais ou 
administrativas; 
VI - treinamento e aperfeiçoamento de pessoal; 
VII - restauração de obras de arte e bens de valor 
histórico. 
VIII - (Vetado). (Incluído pela Lei nº 8.883, de 1994) 
§ 1o Ressalvados os casos de inexigibilidade de
licitação, os contratos para a prestação de serviços 
técnicos profissionais especializados deverão, 
preferencialmente, ser celebrados mediante a realização 
de concurso, com estipulação prévia de prêmio ou 
remuneração. 
§ 2o Aos serviços técnicos previstos neste artigo
aplica-se, no que couber, o disposto no art. 111 desta 
Lei. 
§ 3o A empresa de prestação de serviços técnicos
especializados que apresente relação de integrantes de 
seu corpo técnico em procedimento licitatório ou como 
elemento de justificação de dispensa ou inexigibilidade 
de licitação, ficará obrigada a garantir que os referidos 
integrantes realizem pessoal e diretamente os serviços 
objeto do contrato. 
Seção V 
Das Compras 
Art. 14. Nenhuma compra será feita sem a 
adequada caracterização de seu objeto e indicação dos 
recursos orçamentários para seu pagamento, sob pena 
de nulidade do ato e responsabilidade de quem lhe tiver 
dado causa. 
Art. 15. As compras, sempre que possível, 
deverão: (Regulamento) (Regulamento) (Regulamento) 
I - atender ao princípio da padronização, que 
imponha compatibilidade de especificações técnicas e de 
desempenho, observadas, quando for o caso, as 
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http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8883.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8883.htm#art1
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http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/Mensagem_Veto/anterior_98/Vep436-L8883-94.pdf
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8883.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8883.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8883.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8883.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8883.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8883.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8883.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8883.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8883.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/D2743.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/2001/D3931htm.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2013/Decreto/D7892.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2013/Decreto/D7892.htm#art28
condições de manutenção, assistência técnica e garantia 
oferecidas; 
II - ser processadas através de sistema de registro 
de preços; 
III - submeter-se às condições de aquisição e 
pagamento semelhantes às do setor privado; 
IV - ser subdivididas em tantas parcelas quantas 
necessárias para aproveitar as peculiaridades do 
mercado, visando economicidade; 
V - balizar-se pelos preços praticados no âmbito 
dos órgãos e entidades da Administração Pública. 
§ 1o O registro de preços será precedido de ampla
pesquisa de mercado. 
§ 2o Os preços registrados serão publicados
trimestralmente para orientação da Administração, na 
imprensa oficial. 
§ 3o O sistema de registro de preços será
regulamentado por decreto, atendidas as peculiaridades 
regionais, observadas as seguintes condições: 
I - seleção feita mediante concorrência;II - estipulação prévia do sistema de controle e 
atualização dos preços registrados; 
III - validade do registro não superior a um ano. 
§ 4o A existência de preços registrados não obriga a
Administração a firmar as contratações que deles 
poderão advir, ficando-lhe facultada a utilização de outros 
meios, respeitada a legislação relativa às licitações, 
sendo assegurado ao beneficiário do registro preferência 
em igualdade de condições. 
§ 5o O sistema de controle originado no quadro
geral de preços, quando possível, deverá ser 
informatizado. 
§ 6o Qualquer cidadão é parte legítima para
impugnar preço constante do quadro geral em razão de 
incompatibilidade desse com o preço vigente no 
mercado. 
§ 7o Nas compras deverão ser observadas, ainda:
I - a especificação completa do bem a ser adquirido
sem indicação de marca; 
II - a definição das unidades e das quantidades a 
serem adquiridas em função do consumo e utilização 
prováveis, cuja estimativa será obtida, sempre que 
possível, mediante adequadas técnicas quantitativas de 
estimação; 
III - as condições de guarda e armazenamento que 
não permitam a deterioração do material. 
§ 8o O recebimento de material de valor superior ao
limite estabelecido no art. 23 desta Lei, para a 
modalidade de convite, deverá ser confiado a uma 
comissão de, no mínimo, 3 (três) membros. 
Art. 16. Será dada publicidade, mensalmente, em 
órgão de divulgação oficial ou em quadro de avisos de 
amplo acesso público, à relação de todas as compras 
feitas pela Administração Direta ou Indireta, de maneira a 
clarificar a identificação do bem comprado, seu preço 
unitário, a quantidade adquirida, o nome do vendedor e o 
valor total da operação, podendo ser aglutinadas por 
itens as compras feitas com dispensa e inexigibilidade de 
licitação. (Redação dada pela Lei nº 8.883, de 1994) 
Parágrafo único. O disposto neste artigo não se 
aplica aos casos de dispensa de licitação previstos no 
inciso IX do art. 24. (Incluído pela Lei nº 8.883, de 1994) 
Seção VI 
Das Alienações 
Art. 17. A alienação de bens da Administração 
Pública, subordinada à existência de interesse público 
devidamente justificado, será precedida de avaliação e 
obedecerá às seguintes normas: 
I - quando imóveis, dependerá de autorização 
legislativa para órgãos da administração direta e 
entidades autárquicas e fundacionais, e, para todos, 
inclusive as entidades paraestatais, dependerá de 
avaliação prévia e de licitação na modalidade de 
concorrência, dispensada esta nos seguintes casos: 
a) dação em pagamento;
b) doação, permitida exclusivamente para outro
órgão ou entidade da administração pública, de qualquer 
esfera de governo, ressalvado o disposto nas 
alíneas f, h e i; (Redação dada pela Lei nº 11.952, de 2009) 
c) permuta, por outro imóvel que atenda aos
requisitos constantes do inciso X do art. 24 desta Lei; 
d) investidura;
e) venda a outro órgão ou entidade da
administração pública, de qualquer esfera de governo; 
(Incluída pela Lei nº 8.883, de 1994) 
f) alienação gratuita ou onerosa, aforamento,
concessão de direito real de uso, locação ou permissão 
de uso de bens imóveis residenciais construídos, 
destinados ou efetivamente utilizados no âmbito de 
programas habitacionais ou de regularização fundiária de 
interesse social desenvolvidos por órgãos ou entidades 
da administração pública; (Redação dada pela Lei nº 
11.481, de 2007) 
g) procedimentos de legitimação de posse de que
trata o art. 29 da Lei no 6.383, de 7 de dezembro de 
1976, mediante iniciativa e deliberação dos órgãos da 
Administração Pública em cuja competência legal inclua-
se tal atribuição; (Incluído pela Lei nº 11.196, de 2005) 
h) alienação gratuita ou onerosa, aforamento,
concessão de direito real de uso, locação ou permissão 
de uso de bens imóveis de uso comercial de âmbito local 
com área de até 250 m² (duzentos e cinquenta metros 
quadrados) e inseridos no âmbito de programas de 
regularização fundiária de interesse social desenvolvidos 
por órgãos ou entidades da administração pública; 
(Incluído pela Lei nº 11.481, de 2007) 
i) alienação e concessão de direito real de uso,
gratuita ou onerosa, de terras públicas rurais da União e 
do Incra, onde incidam ocupações até o limite de que 
trata o § 1o do art. 6o da Lei no 11.952, de 25 de junho de 
2009, para fins de regularização fundiária, atendidos os 
requisitos legais; e (Redação dada pela Lei nº 13.465, 2017) 
II - quando móveis, dependerá de avaliação prévia 
e de licitação, dispensada esta nos seguintes casos: 
a) doação, permitida exclusivamente para fins e uso
de interesse social, após avaliação de sua oportunidade 
e conveniência sócio-econômica, relativamente à escolha 
de outra forma de alienação; 
b) permuta, permitida exclusivamente entre órgãos
ou entidades da Administração Pública; 
c) venda de ações, que poderão ser negociadas em
bolsa, observada a legislação específica; 
d) venda de títulos, na forma da legislação
pertinente; 
e) venda de bens produzidos ou comercializados
por órgãos ou entidades da Administração Pública, em 
virtude de suas finalidades; 
f) venda de materiais e equipamentos para outros
órgãos ou entidades da Administração Pública, sem 
utilização previsível por quem deles dispõe. 
40
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8883.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8883.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Lei/L11952.htm#art39
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8883.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2007/Lei/L11481.htm#art3
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2007/Lei/L11481.htm#art3
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L6383.htm#art29
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L6383.htm#art29
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2005/Lei/L11196.htm#art118
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2007/Lei/L11481.htm#art3
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13465.htm#art6
§ 1o Os imóveis doados com base na alínea "b" do
inciso I deste artigo, cessadas as razões que justificaram 
a sua doação, reverterão ao patrimônio da pessoa 
jurídica doadora, vedada a sua alienação pelo 
beneficiário. 
§ 2o A Administração também poderá conceder
título de propriedade ou de direito real de uso de imóveis, 
dispensada licitação, quando o uso destinar-se: 
(Redação dada pela Lei nº 11.196, de 2005) 
I - a outro órgão ou entidade da Administração 
Pública, qualquer que seja a localização do imóvel; 
(Incluído pela Lei nº 11.196, de 2005) 
II - a pessoa natural que, nos termos de lei, 
regulamento ou ato normativo do órgão competente, haja 
implementado os requisitos mínimos de cultura, 
ocupação mansa e pacífica e exploração direta sobre 
área rural, observado o limite de que trata o § 1o do art. 
6o da Lei no 11.952, de 25 de junho de 2009; (Redação 
dada pela Lei nº 13.465, 2017) 
§ 2º-A. As hipóteses do inciso II do § 2o ficam
dispensadas de autorização legislativa, porém 
submetem-se aos seguintes condicionamentos: 
(Redação dada pela Lei nº 11.952, de 2009) 
I - aplicação exclusivamente às áreas em que a 
detenção por particular seja comprovadamente anterior a 
5 de maio de 2014; (Redação dada pela Medida 
Provisória nº 910, de 2019) 
II - submissão aos demais requisitos e 
impedimentos do regime legal e administrativo da 
destinação e da regularização fundiária de terras 
públicas; (Incluído pela Lei nº 11.196, de 2005) 
III - vedação de concessões para hipóteses de 
exploração não-contempladas na lei agrária, nas leis de 
destinação de terras públicas, ou nas normas legais ou 
administrativas de zoneamento ecológico-econômico; e 
(Incluído pela Lei nº 11.196, de 2005) 
IV - previsão de rescisão automática da concessão, 
dispensada notificação, em caso de declaração de 
utilidade, ou necessidade pública ou interesse social. 
(Incluído pela Lei nº 11.196, de 2005) 
§ 2o-B. A hipótese do inciso II do § 2o deste artigo:
(Incluído pela Lei nº 11.196, de 2005)I - só se aplica a imóvel situado em zona rural, não 
sujeito a vedação, impedimento ou inconveniente a sua 
exploração mediante atividades agropecuárias; (Incluído 
pela Lei nº 11.196, de 2005) 
II - fica limitada às áreas de até dois mil e 
quinhentos hectares, vedada a dispensa de licitação para 
áreas superiores a esse limite; (Redação dada pela 
Medida Provisória nº 910, de 2019) 
III - pode ser cumulada com o quantitativo de área 
decorrente da figura prevista na alínea g do inciso I do 
caput deste artigo, até o limite previsto no inciso II deste 
parágrafo. (Incluído pela Lei nº 11.196, de 2005) 
IV – (VETADO) (Incluído pela Lei nº 11.763, de 2008) 
§ 3o Entende-se por investidura, para os fins desta
lei: (Redação dada pela Lei nº 9.648, de 1998) 
I - a alienação aos proprietários de imóveis lindeiros 
de área remanescente ou resultante de obra pública, 
área esta que se tornar inaproveitável isoladamente, por 
preço nunca inferior ao da avaliação e desde que esse 
não ultrapasse a 50% (cinquenta por cento) do valor 
constante da alínea "a" do inciso II do art. 23 desta lei; 
(Incluído pela Lei nº 9.648, de 1998) 
II - a alienação, aos legítimos possuidores diretos 
ou, na falta destes, ao Poder Público, de imóveis para 
fins residenciais construídos em núcleos urbanos anexos 
a usinas hidrelétricas, desde que considerados 
dispensáveis na fase de operação dessas unidades e 
não integrem a categoria de bens reversíveis ao final da 
concessão. (Incluído pela Lei nº 9.648, de 1998) 
§ 4o A doação com encargo será licitada e de seu
instrumento constarão, obrigatoriamente os encargos, o 
prazo de seu cumprimento e cláusula de reversão, sob 
pena de nulidade do ato, sendo dispensada a licitação no 
caso de interesse público devidamente justificado; 
(Redação dada pela Lei nº 8.883, de 1994) 
§ 5o Na hipótese do parágrafo anterior, caso o
donatário necessite oferecer o imóvel em garantia de 
financiamento, a cláusula de reversão e demais 
obrigações serão garantidas por hipoteca em segundo 
grau em favor do doador. (Incluído pela Lei nº 8.883, de 
1994) 
§ 6o Para a venda de bens móveis avaliados,
isolada ou globalmente, em quantia não superior ao limite 
previsto no art. 23, inciso II, alínea "b" desta Lei, a 
Administração poderá permitir o leilão. (Incluído pela Lei 
nº 8.883, de 1994) 
§ 7o (VETADO). (Incluído pela Lei nº 11.481, de 2007)
Art. 18. Na concorrência para a venda de bens
imóveis, a fase de habilitação limitar-se-á à comprovação 
do recolhimento de quantia correspondente a 5% (cinco 
por cento) da avaliação. 
Parágrafo único. (Revogado pela Lei nº 8.883, de 1994) 
Art. 19. Os bens imóveis da Administração Pública, 
cuja aquisição haja derivado de procedimentos judiciais 
ou de dação em pagamento, poderão ser alienados por 
ato da autoridade competente, observadas as seguintes 
regras: 
I - avaliação dos bens alienáveis; 
II - comprovação da necessidade ou utilidade da 
alienação; 
III - adoção do procedimento licitatório, sob a 
modalidade de concorrência ou leilão. (Redação dada pela 
Lei nº 8.883, de 1994) 
Capítulo II 
Da Licitação 
Seção I 
Das Modalidades, Limites e Dispensa 
Art. 20. As licitações serão efetuadas no local onde 
se situar a repartição interessada, salvo por motivo de 
interesse público, devidamente justificado. 
Parágrafo único. O disposto neste artigo não 
impedirá a habilitação de interessados residentes ou 
sediados em outros locais. 
Art. 21. Os avisos contendo os resumos dos editais 
das concorrências, das tomadas de preços, dos 
concursos e dos leilões, embora realizados no local da 
repartição interessada, deverão ser publicados com 
antecedência, no mínimo, por uma vez: (Redação dada 
pela Lei nº 8.883, de 1994) 
I - no Diário Oficial da União, quando se tratar de 
licitação feita por órgão ou entidade da Administração 
Pública Federal e, ainda, quando se tratar de obras 
financiadas parcial ou totalmente com recursos federais 
ou garantidas por instituições federais; (Redação dada 
pela Lei nº 8.883, de 1994) 
II - no Diário Oficial do Estado, ou do Distrito 
Federal quando se tratar, respectivamente, de licitação 
feita por órgão ou entidade da Administração Pública 
Estadual ou Municipal, ou do Distrito Federal; (Redação 
dada pela Lei nº 8.883, de 1994) 
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http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2005/Lei/L11196.htm#art118
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2005/Lei/L11196.htm#art118
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Lei/L11952.htm#art6%C2%A71
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Lei/L11952.htm#art6%C2%A71
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13465.htm#art6
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13465.htm#art6
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Lei/L11952.htm#art39
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Mpv/mpv910.htm#art3
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Mpv/mpv910.htm#art3
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2005/Lei/L11196.htm#art118
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2005/Lei/L11196.htm#art118
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2005/Lei/L11196.htm#art118
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2005/Lei/L11196.htm#art118
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2005/Lei/L11196.htm#art118
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2005/Lei/L11196.htm#art118
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Mpv/mpv910.htm#art3
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Mpv/mpv910.htm#art3
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2008/Msg/VEP-580-08.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2008/Lei/L11763.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9648cons.htm#art17%C2%A73
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9648cons.htm#art17%C2%A73i
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9648cons.htm#art17%C2%A73ii
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8883.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8883.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8883.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8883.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8883.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2007/Lei/L11481.htm#art3
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8883.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8883.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8883.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8883.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8883.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8883.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8883.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8883.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8883.htm#art1
III - em jornal diário de grande circulação no Estado 
e também, se houver, em jornal de circulação no 
Município ou na região onde será realizada a obra, 
prestado o serviço, fornecido, alienado ou alugado o 
bem, podendo ainda a Administração, conforme o vulto 
da licitação, utilizar-se de outros meios de divulgação 
para ampliar a área de competição. (Redação dada pela 
Lei nº 8.883, de 1994) 
§ 1o O aviso publicado conterá a indicação do local
em que os interessados poderão ler e obter o texto 
integral do edital e todas as informações sobre a 
licitação. 
§ 2o O prazo mínimo até o recebimento das
propostas ou da realização do evento será: 
I - quarenta e cinco dias para: (Redação dada pela 
Lei nº 8.883, de 1994) 
a) concurso; (Incluída pela Lei nº 8.883, de 1994)
b) concorrência, quando o contrato a ser celebrado
contemplar o regime de empreitada integral ou quando a 
licitação for do tipo "melhor técnica" ou "técnica e preço"; 
(Incluída pela Lei nº 8.883, de 1994) 
II - trinta dias para: (Redação dada pela Lei nº 
8.883, de 1994) 
a) concorrência, nos casos não especificados na
alínea "b" do inciso anterior; (Incluída pela Lei nº 8.883, de1994) 
b) tomada de preços, quando a licitação for do tipo
"melhor técnica" ou "técnica e preço"; (Incluída pela Lei 
nº 8.883, de 1994) 
III - quinze dias para a tomada de preços, nos 
casos não especificados na alínea "b" do inciso anterior, 
ou leilão; (Redação dada pela Lei nº 8.883, de 1994) 
IV - cinco dias úteis para convite. (Redação dada 
pela Lei nº 8.883, de 1994) 
§ 3o Os prazos estabelecidos no parágrafo anterior
serão contados a partir da última publicação do edital 
resumido ou da expedição do convite, ou ainda da efetiva 
disponibilidade do edital ou do convite e respectivos 
anexos, prevalecendo a data que ocorrer mais tarde. 
(Redação dada pela Lei nº 8.883, de 1994) 
§ 4o Qualquer modificação no edital exige
divulgação pela mesma forma que se deu o texto original, 
reabrindo-se o prazo inicialmente estabelecido, exceto 
quando, inquestionavelmente, a alteração não afetar a 
formulação das propostas. 
Art. 22. São modalidades de licitação: 
I - concorrência; 
II - tomada de preços; 
III - convite; 
IV - concurso; 
V - leilão. 
§ 1o Concorrência é a modalidade de licitação
entre quaisquer interessados que, na fase inicial de 
habilitação preliminar, comprovem possuir os requisitos 
mínimos de qualificação exigidos no edital para execução 
de seu objeto. 
§ 2o Tomada de preços é a modalidade de
licitação entre interessados devidamente cadastrados ou 
que atenderem a todas as condições exigidas para 
cadastramento até o terceiro dia anterior à data do 
recebimento das propostas, observada a necessária 
qualificação. 
=>Ver § 9o 
§ 3o Convite é a modalidade de licitação entre
interessados do ramo pertinente ao seu objeto, 
cadastrados ou não, escolhidos e convidados em número 
mínimo de 3 (três) pela unidade administrativa, a qual 
afixará, em local apropriado, cópia do instrumento 
convocatório e o estenderá aos demais cadastrados na 
correspondente especialidade que manifestarem seu 
interesse com antecedência de até 24 (vinte e 
quatro) horas da apresentação das propostas. 
=>Ver § 6o e § 7o 
§ 4o Concurso é a modalidade de licitação entre
quaisquer interessados para escolha de trabalho técnico, 
científico ou artístico, mediante a instituição de prêmios 
ou remuneração aos vencedores, conforme critérios 
constantes de edital publicado na imprensa oficial com 
antecedência mínima de 45 (quarenta e cinco) dias. 
§ 5o Leilão é a modalidade de licitação entre
quaisquer interessados para a venda de bens móveis 
inservíveis para a administração ou de produtos 
legalmente apreendidos ou penhorados, ou para a 
alienação de bens imóveis prevista no art. 19, a quem 
oferecer o maior lance, igual ou superior ao valor da 
avaliação. (Redação dada pela Lei nº 8.883, de 1994) 
O Leilão pode ser realizado por meio eletrônico ou 
presencial. É uma das modalidade mais utilizadas 
atualmente para realizar compras e contratações 
públicas, utilizada para realização de compras comuns. 
É realizada uma única sessão de abertura das propostas. 
O critério utilizado é o de menor preço. 
§ 6o Na hipótese do § 3o deste artigo, existindo na
praça mais de 3 (três) possíveis interessados, a cada 
novo convite, realizado para objeto idêntico ou 
assemelhado, é obrigatório o convite a, no mínimo, mais 
um interessado, enquanto existirem cadastrados não 
convidados nas últimas licitações. (Redação dada pela 
Lei nº 8.883, de 1994) 
§ 7o Quando, por limitações do mercado ou
manifesto desinteresse dos convidados, for impossível a 
obtenção do número mínimo de licitantes exigidos no 
§ 3o deste artigo, essas circunstâncias deverão ser
devidamente justificadas no processo, sob pena de
repetição do convite.
§ 8o É vedada a criação de outras modalidades de
licitação ou a combinação das referidas neste artigo. 
§ 9o Na hipótese do parágrafo 2o deste artigo, a
administração somente poderá exigir do licitante não 
cadastrado os documentos previstos nos arts. 27 a 31, 
que comprovem habilitação compatível com o objeto da 
licitação, nos termos do edital. (Incluído pela Lei nº 8.883, 
de 1994) 
LEIA COM ATENÇÃO: 
Art. 23. As modalidades de licitação a que se 
referem os incisos I a III do artigo anterior serão 
determinadas em função dos seguintes limites, tendo em 
vista o valor estimado da contratação: 
I - para obras e serviços de engenharia: (Redação 
dada pela Lei nº 9.648, de 1998) (Vide Decreto nº 9.412, 
de 2018) 
a) convite - até R$ 150.000,00 (cento e cinquenta
mil reais); (Redação dada pela Lei nº 9.648, de 1998) 
(Vide Decreto nº 9.412, de 2018) 
b) tomada de preços - até R$ 1.500.000,00 (um
milhão e quinhentos mil reais); (Redação dada pela Lei nº 
9.648, de 1998) (Vide Decreto nº 9.412, de 2018) 
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http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8883.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8883.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8883.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8883.htm#art1
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http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8883.htm#art1
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http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8883.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9648cons.htm#art23i
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9648cons.htm#art23i
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2018/Decreto/D9412.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2018/Decreto/D9412.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9648cons.htm#art23i
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2018/Decreto/D9412.htm#art1
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c) concorrência: acima de R$ 1.500.000,00 (um
milhão e quinhentos mil reais); (Redação dada pela Lei nº 
9.648, de 1998) (Vide Decreto nº 9.412, de 2018) 
II - para compras e serviços não referidos no inciso 
anterior: (Redação dada pela Lei nº 9.648, de 1998) (Vide 
Decreto nº 9.412, de 2018) 
a) convite - até R$ 80.000,00 (oitenta mil reais);
(Redação dada pela Lei nº 9.648, de 1998) (Vide Decreto 
nº 9.412, de 2018) 
b) tomada de preços - até R$ 650.000,00 
(seiscentos e cinquenta mil reais); (Redação dada pela Lei 
nº 9.648, de 1998) (Vide Decreto nº 9.412, de 2018) 
c) concorrência - acima de R$ 650.000,00 
(seiscentos e cinquenta mil reais). (Redação dada pela Lei 
nº 9.648, de 1998) (Vide Decreto nº 9.412, de 2018) 
§ 1o As obras, serviços e compras efetuadas pela
Administração serão divididas em tantas parcelas 
quantas se comprovarem técnica e economicamente 
viáveis, procedendo-se à licitação com vistas ao melhor 
aproveitamento dos recursos disponíveis no mercado e à 
ampliação da competitividade sem perda da economia de 
escala. (Redação dada pela Lei nº 8.883, de 1994) 
§ 2o Na execução de obras e serviços e nas
compras de bens, parceladas nos termos do parágrafo 
anterior, a cada etapa ou conjunto de etapas da obra, 
serviço ou compra, há de corresponder licitação distinta, 
preservada amodalidade pertinente para a execução do 
objeto em licitação. (Redação dada pela Lei nº 8.883, de 
1994) 
=>Ver art. 47. 
§ 3o A concorrência é a modalidade de licitação
cabível, qualquer que seja o valor de seu objeto, tanto na 
compra ou alienação de bens imóveis, ressalvado o 
disposto no art. 19, como nas concessões de direito real 
de uso e nas licitações internacionais, admitindo-se neste 
último caso, observados os limites deste artigo, a tomada 
de preços, quando o órgão ou entidade dispuser de 
cadastro internacional de fornecedores ou o convite, 
quando não houver fornecedor do bem ou serviço no 
País. (Redação dada pela Lei nº 8.883, de 1994) 
§ 4o Nos casos em que couber convite, a
Administração poderá utilizar a tomada de preços e, em 
qualquer caso, a concorrência. 
§ 5o É vedada a utilização da modalidade "convite"
ou "tomada de preços", conforme o caso, para parcelas 
de uma mesma obra ou serviço, ou ainda para obras e 
serviços da mesma natureza e no mesmo local que 
possam ser realizadas conjunta e concomitantemente, 
sempre que o somatório de seus valores caracterizar o 
caso de "tomada de preços" ou "concorrência", 
respectivamente, nos termos deste artigo, exceto para as 
parcelas de natureza específica que possam ser 
executadas por pessoas ou empresas de especialidade 
diversa daquela do executor da obra ou serviço. 
(Redação dada pela Lei nº 8.883, de 1994) 
§ 6o As organizações industriais da Administração
Federal direta, em face de suas peculiaridades, 
obedecerão aos limites estabelecidos no inciso I deste 
artigo também para suas compras e serviços em geral, 
desde que para a aquisição de materiais aplicados 
exclusivamente na manutenção, reparo ou fabricação de 
meios operacionais bélicos pertencentes à União. 
(Incluído pela Lei nº 8.883, de 1994) 
§ 7o Na compra de bens de natureza divisível e
desde que não haja prejuízo para o conjunto ou 
complexo, é permitida a cotação de quantidade inferior à 
demandada na licitação, com vistas a ampliação da 
competitividade, podendo o edital fixar quantitativo 
mínimo para preservar a economia de escala. (Incluído 
pela Lei nº 9.648, de 1998) 
§ 8o No caso de consórcios públicos, aplicar-se-á o
dobro dos valores mencionados no caput deste artigo 
quando formado por até 3 (três) entes da Federação, e o 
triplo, quando formado por maior número. (Incluído pela 
Lei nº 11.107, de 2005) 
Art. 24. É dispensável a licitação: (Vide Lei nº 
12.188, de 2.010) 
I - para obras e serviços de engenharia de valor até 
10% (dez por cento) do limite previsto na alínea "a", do 
inciso I do artigo anterior, desde que não se refiram a 
parcelas de uma mesma obra ou serviço ou ainda para 
obras e serviços da mesma natureza e no mesmo local 
que possam ser realizadas conjunta e 
concomitantemente; (Redação dada pela Lei nº 9.648, de 
1998) 
II - para outros serviços e compras de valor até 
10% (dez por cento) do limite previsto na alínea "a", do 
inciso II do artigo anterior e para alienações, nos casos 
previstos nesta Lei, desde que não se refiram a parcelas 
de um mesmo serviço, compra ou alienação de maior 
vulto que possa ser realizada de uma só vez; (Redação 
dada pela Lei nº 9.648, de 1998) 
III - nos casos de guerra ou grave perturbação da 
ordem; 
IV - nos casos de emergência ou de calamidade 
pública, quando caracterizada urgência de atendimento 
de situação que possa ocasionar prejuízo ou 
comprometer a segurança de pessoas, obras, serviços, 
equipamentos e outros bens, públicos ou particulares, e 
somente para os bens necessários ao atendimento da 
situação emergencial ou calamitosa e para as parcelas 
de obras e serviços que possam ser concluídas no prazo 
máximo de 180 (cento e oitenta) dias consecutivos e 
ininterruptos, contados da ocorrência da emergência ou 
calamidade, vedada a prorrogação dos respectivos 
contratos; 
V - quando não acudirem interessados à licitação 
anterior e esta, justificadamente, não puder ser repetida 
sem prejuízo para a Administração, mantidas, neste 
caso, todas as condições preestabelecidas; 
VI - quando a União tiver que intervir no domínio 
econômico para regular preços ou normalizar o 
abastecimento; 
VII - quando as propostas apresentadas 
consignarem preços manifestamente superiores aos 
praticados no mercado nacional, ou forem incompatíveis 
com os fixados pelos órgãos oficiais competentes, casos 
em que, observado o parágrafo único do art. 48 desta Lei 
e, persistindo a situação, será admitida a adjudicação 
direta dos bens ou serviços, por valor não superior ao 
constante do registro de preços, ou dos serviços; (Vide § 
3º do art. 48) 
VIII - para a aquisição, por pessoa jurídica de direito 
público interno, de bens produzidos ou serviços 
prestados por órgão ou entidade que integre a 
Administração Pública e que tenha sido criado para esse 
fim específico em data anterior à vigência desta Lei, 
desde que o preço contratado seja compatível com o 
praticado no mercado; (Redação dada pela Lei nº 8.883, 
de 1994) 
IX - quando houver possibilidade de 
comprometimento da segurança nacional, nos casos 
estabelecidos em decreto do Presidente da República, 
ouvido o Conselho de Defesa Nacional; (Regulamento) 
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http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9648cons.htm#art23i
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9648cons.htm#art23i
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2018/Decreto/D9412.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2018/Decreto/D9412.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9648cons.htm#art23ii
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2018/Decreto/D9412.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2018/Decreto/D9412.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2018/Decreto/D9412.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9648cons.htm#art23ii
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2018/Decreto/D9412.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2018/Decreto/D9412.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2018/Decreto/D9412.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9648cons.htm#art23ii
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9648cons.htm#art23ii
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2018/Decreto/D9412.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2018/Decreto/D9412.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9648cons.htm#art23ii
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9648cons.htm#art23ii
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2018/Decreto/D9412.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2018/Decreto/D9412.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8883.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8883.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8883.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8883.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8883.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8883.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9648cons.htm#art23%C2%A77
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9648cons.htm#art23%C2%A77
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2005/Lei/L11107.htm#art17
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2005/Lei/L11107.htm#art17
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2010/Lei/L12188.htm#art27
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2010/Lei/L12188.htm#art27
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9648cons.htm#art24i.
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9648cons.htm#art24i.
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9648cons.htm#art24ii
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9648cons.htm#art24ii
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8666compilado.htm#art48%C2%A73
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8666compilado.htm#art48%C2%A73
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8883.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8883.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/D2295.htmX - para a compra ou locação de imóvel destinado 
ao atendimento das finalidades precípuas da 
administração, cujas necessidades de instalação e 
localização condicionem a sua escolha, desde que o 
preço seja compatível com o valor de mercado, segundo 
avaliação prévia; (Redação dada pela Lei nº 8.883, de 
1994) 
XI - na contratação de remanescente de obra, 
serviço ou fornecimento, em consequência de rescisão 
contratual, desde que atendida a ordem de classificação 
da licitação anterior e aceitas as mesmas condições 
oferecidas pelo licitante vencedor, inclusive quanto ao 
preço, devidamente corrigido; 
XII - nas compras de hortifrutigranjeiros, pão e 
outros gêneros perecíveis, no tempo necessário para a 
realização dos processos licitatórios correspondentes, 
realizadas diretamente com base no preço do dia; 
(Redação dada pela Lei nº 8.883, de 1994) 
XIII - na contratação de instituição brasileira 
incumbida regimental ou estatutariamente da pesquisa, 
do ensino ou do desenvolvimento institucional, ou de 
instituição dedicada à recuperação social do preso, 
desde que a contratada detenha inquestionável 
reputação ético-profissional e não tenha fins lucrativos; 
(Redação dada pela Lei nº 8.883, de 1994) 
XIV - para a aquisição de bens ou serviços nos 
termos de acordo internacional específico aprovado pelo 
Congresso Nacional, quando as condições ofertadas 
forem manifestamente vantajosas para o Poder Público; 
(Redação dada pela Lei nº 8.883, de 1994) 
XV - para a aquisição ou restauração de obras de 
arte e objetos históricos, de autenticidade certificada, 
desde que compatíveis ou inerentes às finalidades do 
órgão ou entidade. 
XVI - para a impressão dos diários oficiais, de 
formulários padronizados de uso da administração, e de 
edições técnicas oficiais, bem como para prestação de 
serviços de informática a pessoa jurídica de direito 
público interno, por órgãos ou entidades que integrem a 
Administração Pública, criados para esse fim específico; 
(Incluído pela Lei nº 8.883, de 1994) 
XVII - para a aquisição de componentes ou peças 
de origem nacional ou estrangeira, necessários à 
manutenção de equipamentos durante o período de 
garantia técnica, junto ao fornecedor original desses 
equipamentos, quando tal condição de exclusividade for 
indispensável para a vigência da garantia; (Incluído pela 
Lei nº 8.883, de 1994) 
XVIII - nas compras ou contratações de serviços 
para o abastecimento de navios, embarcações, unidades 
aéreas ou tropas e seus meios de deslocamento quando 
em estada eventual de curta duração em portos, 
aeroportos ou localidades diferentes de suas sedes, por 
motivo de movimentação operacional ou de 
adestramento, quando a exiguidade dos prazos legais 
puder comprometer a normalidade e os propósitos das 
operações e desde que seu valor não exceda ao limite 
previsto na alínea "a" do inciso II do art. 23 desta Lei: 
(Incluído pela Lei nº 8.883, de 1994) 
XIX - para as compras de material de uso pelas 
Forças Armadas, com exceção de materiais de uso 
pessoal e administrativo, quando houver necessidade de 
manter a padronização requerida pela estrutura de apoio 
logístico dos meios navais, aéreos e terrestres, mediante 
parecer de comissão instituída por decreto; (Incluído pela 
Lei nº 8.883, de 1994) 
XX - na contratação de associação de portadores 
de deficiência física, sem fins lucrativos e de comprovada 
idoneidade, por órgãos ou entidades da Admininistração 
Pública, para a prestação de serviços ou fornecimento de 
mão-de-obra, desde que o preço contratado seja 
compatível com o praticado no mercado. (Incluído pela 
Lei nº 8.883, de 1994) 
XXI - para a aquisição ou contratação de produto 
para pesquisa e desenvolvimento, limitada, no caso de 
obras e serviços de engenharia, a 20% (vinte por cento) 
do valor de que trata a alínea “b” do inciso I do caput do 
art. 23; (Incluído pela Lei nº 13.243, de 2016) 
XXII - na contratação de fornecimento ou 
suprimento de energia elétrica e gás natural com 
concessionário, permissionário ou autorizado, segundo 
as normas da legislação específica; (Incluído pela Lei nº 
9.648, de 1998) 
XXIII - na contratação realizada por empresa 
pública ou sociedade de economia mista com suas 
subsidiárias e controladas, para a aquisição ou alienação 
de bens, prestação ou obtenção de serviços, desde que 
o preço contratado seja compatível com o praticado no
mercado. (Incluído pela Lei nº 9.648, de 1998)
XXIV - para a celebração de contratos de prestação 
de serviços com as organizações sociais, qualificadas no 
âmbito das respectivas esferas de governo, para 
atividades contempladas no contrato de gestão. (Incluído 
pela Lei nº 9.648, de 1998) 
XXV - na contratação realizada por Instituição 
Científica e Tecnológica - ICT ou por agência de fomento 
para a transferência de tecnologia e para o licenciamento 
de direito de uso ou de exploração de criação protegida. 
(Incluído pela Lei nº 10.973, de 2004) 
XXVI – na celebração de contrato de programa com 
ente da Federação ou com entidade de sua 
administração indireta, para a prestação de serviços 
públicos de forma associada nos termos do autorizado 
em contrato de consórcio público ou em convênio de 
cooperação. (Incluído pela Lei nº 11.107, de 2005) 
XXVII - na contratação da coleta, processamento e 
comercialização de resíduos sólidos urbanos recicláveis 
ou reutilizáveis, em áreas com sistema de coleta seletiva 
de lixo, efetuados por associações ou cooperativas 
formadas exclusivamente por pessoas físicas de baixa 
renda reconhecidas pelo poder público como catadores 
de materiais recicláveis, com o uso de equipamentos 
compatíveis com as normas técnicas, ambientais e de 
saúde pública. (Redação dada pela Lei nº 11.445, de 
2007). 
XXVIII – para o fornecimento de bens e serviços, 
produzidos ou prestados no País, que envolvam, 
cumulativamente, alta complexidade tecnológica e defesa 
nacional, mediante parecer de comissão especialmente 
designada pela autoridade máxima do órgão. (Incluído 
pela Lei nº 11.484, de 2007). 
XXIX – na aquisição de bens e contratação de 
serviços para atender aos contingentes militares das 
Forças Singulares brasileiras empregadas em operações 
de paz no exterior, necessariamente justificadas quanto 
ao preço e à escolha do fornecedor ou executante e 
ratificadas pelo Comandante da Força. (Incluído pela Lei 
nº 11.783, de 2008). 
XXX - na contratação de instituição ou organização, 
pública ou privada, com ou sem fins lucrativos, para a 
prestação de serviços de assistência técnica e extensão 
rural no âmbito do Programa Nacional de Assistência 
Técnica e Extensão Rural na Agricultura Familiar e na 
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http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8883.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8883.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2016/Lei/L13243.htm#art4
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9648cons.htm#art24xxii.
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9648cons.htm#art24xxii.
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9648cons.htm#art24xxiii
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9648cons.htm#art24xxiv
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9648cons.htm#art24xxiv
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2004/Lei/L10.973.htm#art25
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2005/Lei/L11107.htm#art24xxvi
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2007/Lei/L11445.htm#art57http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2007/Lei/L11445.htm#art57
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2007/Lei/L11445.htm#art59
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2007/Lei/L11484.htm#art62
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2007/Lei/L11484.htm#art62
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2008/Lei/L11783.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2008/Lei/L11783.htm#art1
Reforma Agrária, instituído por lei federal. (Incluído pela 
Lei nº 12.188, de 2.010) Vigência 
XXXI - nas contratações visando ao cumprimento 
do disposto nos arts. 3o, 4o, 5o e 20 da Lei no 10.973, de 
2 de dezembro de 2004, observados os princípios gerais 
de contratação dela constantes. (Incluído pela Lei nº 
12.349, de 2010) 
XXXII - na contratação em que houver transferência 
de tecnologia de produtos estratégicos para o Sistema 
Único de Saúde - SUS, no âmbito da Lei no 8.080, de 19 
de setembro de 1990, conforme elencados em ato da 
direção nacional do SUS, inclusive por ocasião da 
aquisição destes produtos durante as etapas de 
absorção tecnológica. (Incluído pela Lei nº 12.715, de 
2012) 
XXXIII - na contratação de entidades privadas sem 
fins lucrativos, para a implementação de cisternas ou 
outras tecnologias sociais de acesso à água para 
consumo humano e produção de alimentos, para 
beneficiar as famílias rurais de baixa renda atingidas pela 
seca ou falta regular de água. (Incluído pela Lei nº 
12.873, de 2013) 
XXXIV - para a aquisição por pessoa jurídica de 
direito público interno de insumos estratégicos para a 
saúde produzidos ou distribuídos por fundação que, 
regimental ou estatutariamente, tenha por finalidade 
apoiar órgão da administração pública direta, sua 
autarquia ou fundação em projetos de ensino, pesquisa, 
extensão, desenvolvimento institucional, científico e 
tecnológico e estímulo à inovação, inclusive na gestão 
administrativa e financeira necessária à execução desses 
projetos, ou em parcerias que envolvam transferência de 
tecnologia de produtos estratégicos para o Sistema Único 
de Saúde – SUS, nos termos do inciso XXXII deste 
artigo, e que tenha sido criada para esse fim específico 
em data anterior à vigência desta Lei, desde que o preço 
contratado seja compatível com o praticado no mercado. 
(Incluído pela Lei nº 13.204, de 2015) 
XXXV - para a construção, a ampliação, a 
reforma e o aprimoramento de estabelecimentos 
penais, desde que configurada situação de grave e 
iminente risco à segurança pública. (Incluído pela Lei nº 
13.500, de 2017) 
§ 1o Os percentuais referidos nos incisos I e II
do caput deste artigo serão 20% (vinte por cento) para 
compras, obras e serviços contratados por consórcios 
públicos, sociedade de economia mista, empresa pública 
e por autarquia ou fundação qualificadas, na forma da lei, 
como Agências Executivas. (Incluído pela Lei nº 12.715, 
de 2012) 
§ 2o O limite temporal de criação do órgão ou
entidade que integre a administração pública 
estabelecido no inciso VIII do caput deste artigo não se 
aplica aos órgãos ou entidades que produzem produtos 
estratégicos para o SUS, no âmbito da Lei no 8.080, de 
19 de setembro de 1990, conforme elencados em ato da 
direção nacional do SUS. (Incluído pela Lei nº 12.715, de 
2012) 
§ 3o A hipótese de dispensa prevista no inciso XXI
do caput, quando aplicada a obras e serviços de 
engenharia, seguirá procedimentos especiais instituídos 
em regulamentação específica. (Incluído pela Lei nº 
13.243, de 2016) 
§ 4o Não se aplica a vedação prevista no inciso I
do caput do art. 9o à hipótese prevista no inciso XXI 
do caput. (Incluído pela Lei nº 13.243, de 2016) 
Art. 25. É inexigível a licitação quando houver 
inviabilidade de competição, em especial: 
I - para aquisição de materiais, equipamentos, ou 
gêneros que só possam ser fornecidos por produtor, 
empresa ou representante comercial exclusivo, vedada a 
preferência de marca, devendo a comprovação de 
exclusividade ser feita através de atestado fornecido pelo 
órgão de registro do comércio do local em que se 
realizaria a licitação ou a obra ou o serviço, pelo 
Sindicato, Federação ou Confederação Patronal, ou, 
ainda, pelas entidades equivalentes; 
II - para a contratação de serviços técnicos 
enumerados no art. 13 desta Lei, de natureza singular, 
com profissionais ou empresas de notória especialização, 
vedada a inexigibilidade para serviços de publicidade e 
divulgação; 
III - para contratação de profissional de qualquer 
setor artístico, diretamente ou através de empresário 
exclusivo, desde que consagrado pela crítica 
especializada ou pela opinião pública. 
§ 1o Considera-se de notória especialização o
profissional ou empresa cujo conceito no campo de sua 
especialidade, decorrente de desempenho anterior, 
estudos, experiências, publicações, organização, 
aparelhamento, equipe técnica, ou de outros requisitos 
relacionados com suas atividades, permita inferir que o 
seu trabalho é essencial e indiscutivelmente o mais 
adequado à plena satisfação do objeto do contrato. 
§ 2o Na hipótese deste artigo e em qualquer dos
casos de dispensa, se comprovado superfaturamento, 
respondem solidariamente pelo dano causado à Fazenda 
Pública o fornecedor ou o prestador de serviços e o 
agente público responsável, sem prejuízo de outras 
sanções legais cabíveis. 
Art. 26. As dispensas previstas nos §§ 2o e 4o do 
art. 17 e no inciso III e seguintes do art. 24, as situações 
de inexigibilidade referidas no art. 25, necessariamente 
justificadas, e o retardamento previsto no final do 
parágrafo único do art. 8o desta Lei deverão ser 
comunicados, dentro de 3 (três) dias, à autoridade 
superior, para ratificação e publicação na imprensa 
oficial, no prazo de 5 (cinco) dias, como condição para a 
eficácia dos atos. (Redação dada pela Lei nº 11.107, de 
2005) 
Parágrafo único. O processo de dispensa, de 
inexigibilidade ou de retardamento, previsto neste artigo, 
será instruído, no que couber, com os seguintes 
elementos: 
I - caracterização da situação emergencial, 
calamitosa ou de grave e iminente risco à segurança 
pública que justifique a dispensa, quando for o caso; 
(Redação dada pela Lei nº 13.500, de 2017) 
II - razão da escolha do fornecedor ou executante; 
III - justificativa do preço. 
IV - documento de aprovação dos projetos de 
pesquisa aos quais os bens serão alocados. (Incluído 
pela Lei nº 9.648, de 1998) 
Seção II 
Da Habilitação 
Art. 27. Para a habilitação nas licitações exigir-se-á 
dos interessados, exclusivamente, documentação 
relativa a: 
I - habilitação jurídica; 
II - qualificação técnica; 
III - qualificação econômico-financeira; 
IV – regularidade fiscal e trabalhista; (Redação 
dada pela Lei nº 12.440, de 2011) 
45
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2010/Lei/L12188.htm#art27
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2010/Lei/L12188.htm#art27
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2010/Lei/L12188.htm#art29
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2010/Lei/L12349.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2010/Lei/L12349.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2012/Lei/L12715.htm#art73
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2012/Lei/L12715.htm#art73
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2013/Lei/L12873.htm#art16
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2013/Lei/L12873.htm#art16
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13204.htm#art6
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13500.htm#art3
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13500.htm#art3
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2012/Lei/L12715.htm#art73
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2012/Lei/L12715.htm#art73
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2012/Lei/L12715.htm#art73
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2012/Lei/L12715.htm#art73
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2016/Lei/L13243.htm#art4http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2016/Lei/L13243.htm#art4
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2016/Lei/L13243.htm#art4
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2005/Lei/L11107.htm#art26..
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2005/Lei/L11107.htm#art26..
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13500.htm#art3
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9648cons.htm#art26iv
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9648cons.htm#art26iv
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2011/Lei/L12440.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2011/Lei/L12440.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2011/Lei/L12440.htm#art4
V – cumprimento do disposto no inciso XXXIII do 
art. 7o da Constituição Federal. (Incluído pela Lei nº 
9.854, de 1999) 
São fases da Habilitação: 
Credenciamento: É neste momento em que os 
licitantes tomam conhecimento de quem está autorizado 
e credenciado para participar da licitação. 
Habilitação jurídica: É a demonstração legal 
da existência da empresa e de sua legitimidade; 
Regularidade Fiscal: Apresenta a regularidade 
do licitante perante a legislação tributária. Comprovada 
através dos seguintes documentos: 
• Certidão de regularidade com a Fazenda
Federal, Estadual e Municipal; 
• Certidão de regularidade com a procuradoria
da Fazenda Nacional; 
• Certidão de regularidade com a Seguridade
Social; 
• Certidão de regularidade com o FGTS;
Qualificação Técnica: É comprovada 
normalmente por meio de Atestados de Capacidade 
Técnica, expedidos por órgãos governamentais ou de 
empresas privadas, e atestam que a empresa possui 
capacidade para executar o serviço ou bem. 
Qualificação Econômico Financeira: Objetiva 
comprovar se a empresa poderá cumprir com o 
compromisso do contrato, são comprovados pelos 
seguintes documentos: 
• Balanço Patrimonial e demonstrações
contábeis do último exercício; 
• Exigência de Certidão Negativa de Falência,
Concordata e de execução patrimonial; 
• Garantia, que poderá ser em depósito prévio a
data de realização da licitação de até 1% do valor do 
contrato a ser licitado; 
• Capital Social mínimo até o limite de 10% do
valor total do contrato; 
• Índices de Liquidez;
Documentação Complementar (V): São duas 
declarações exigidas em licitações sendo: Declaração 
de Superveniência de Fatos Impeditivos e a Declaração 
de Emprego de Menores. 
Art. 28. A documentação relativa à habilitação 
jurídica, conforme o caso, consistirá em: 
I - cédula de identidade; 
II - registro comercial, no caso de empresa 
individual; 
III - ato constitutivo, estatuto ou contrato social em 
vigor, devidamente registrado, em se tratando de 
sociedades comerciais, e, no caso de sociedades por 
ações, acompanhado de documentos de eleição de seus 
administradores; 
IV - inscrição do ato constitutivo, no caso de 
sociedades civis, acompanhada de prova de diretoria em 
exercício; 
V - decreto de autorização, em se tratando de 
empresa ou sociedade estrangeira em funcionamento no 
País, e ato de registro ou autorização para 
funcionamento expedido pelo órgão competente, quando 
a atividade assim o exigir. 
Art. 29. A documentação relativa à regularidade 
fiscal e trabalhista, conforme o caso, consistirá em: 
(Redação dada pela Lei nº 12.440, de 2011) 
I - prova de inscrição no Cadastro de Pessoas 
Físicas (CPF) ou no Cadastro Geral de Contribuintes 
(CGC); 
II - prova de inscrição no cadastro de contribuintes 
estadual ou municipal, se houver, relativo ao domicílio ou 
sede do licitante, pertinente ao seu ramo de atividade e 
compatível com o objeto contratual; 
III - prova de regularidade para com a Fazenda 
Federal, Estadual e Municipal do domicílio ou sede do 
licitante, ou outra equivalente, na forma da lei; 
IV - prova de regularidade relativa à Seguridade 
Social e ao Fundo de Garantia por Tempo de Serviço 
(FGTS), demonstrando situação regular no cumprimento 
dos encargos sociais instituídos por lei. (Redação dada 
pela Lei nº 8.883, de 1994) 
V – prova de inexistência de débitos inadimplidos 
perante a Justiça do Trabalho, mediante a apresentação 
de certidão negativa, nos termos do Título VII-A da 
Consolidação das Leis do Trabalho, aprovada pelo 
Decreto-Lei no 5.452, de 1o de maio de 1943. (Incluído 
pela Lei nº 12.440, de 2011) 
Art. 30. A documentação relativa à qualificação 
técnica limitar-se-á a: 
I - registro ou inscrição na entidade profissional 
competente; 
II - comprovação de aptidão para desempenho de 
atividade pertinente e compatível em características, 
quantidades e prazos com o objeto da licitação, e 
indicação das instalações e do aparelhamento e do 
pessoal técnico adequados e disponíveis para a 
realização do objeto da licitação, bem como da 
qualificação de cada um dos membros da equipe técnica 
que se responsabilizará pelos trabalhos; 
III - comprovação, fornecida pelo órgão licitante, de 
que recebeu os documentos, e, quando exigido, de que 
tomou conhecimento de todas as informações e das 
condições locais para o cumprimento das obrigações 
objeto da licitação; 
IV - prova de atendimento de requisitos previstos 
em lei especial, quando for o caso. 
§ 1o A comprovação de aptidão referida no inciso II
do "caput" deste artigo, no caso das licitações pertinentes 
a obras e serviços, será feita por atestados fornecidos 
por pessoas jurídicas de direito público ou privado, 
devidamente registrados nas entidades profissionais 
competentes, limitadas as exigências a: (Redação dada 
pela Lei nº 8.883, de 1994) 
I - capacitação técnico-profissional: comprovação 
do licitante de possuir em seu quadro permanente, na 
data prevista para entrega da proposta, profissional de 
nível superior ou outro devidamente reconhecido pela 
entidade competente, detentor de atestado de 
responsabilidade técnica por execução de obra ou 
serviço de características semelhantes, limitadas estas 
exclusivamente às parcelas de maior relevância e valor 
significativo do objeto da licitação, vedadas as exigências 
de quantidades mínimas ou prazos máximos; (Incluído 
pela Lei nº 8.883, de 1994) 
II - (Vetado). (Incluído pela Lei nº 8.883, de 1994) 
a) (Vetado). (Incluído pela Lei nº 8.883, de 1994)
b) (Vetado). (Incluído pela Lei nº 8.883, de 1994)
§ 2o As parcelas de maior relevância técnica e de
valor significativo, mencionadas no parágrafo anterior, 
serão definidas no instrumento convocatório. (Redação 
dada pela Lei nº 8.883, de 1994) 
46
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constitui%C3%A7ao.htm#art7xxxiii
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constitui%C3%A7ao.htm#art7xxxiii
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9854.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9854.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2011/Lei/L12440.htm#art3
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2011/Lei/L12440.htm#art4
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8883.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8883.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/Del5452.htm#tituloviia
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/Del5452.htm#tituloviia
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/Del5452.htm#tituloviia
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2011/Lei/L12440.htm#art3
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2011/Lei/L12440.htm#art3
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2011/Lei/L12440.htm#art4
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8883.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8883.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8883.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8883.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8883.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8883.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8883.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8883.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8883.htm#art1§ 3o Será sempre admitida a comprovação de
aptidão através de certidões ou atestados de obras ou 
serviços similares de complexidade tecnológica e 
operacional equivalente ou superior. 
§ 4o Nas licitações para fornecimento de bens, a
comprovação de aptidão, quando for o caso, será feita 
através de atestados fornecidos por pessoa jurídica de 
direito público ou privado. 
§ 5o É vedada a exigência de comprovação de
atividade ou de aptidão com limitações de tempo ou de 
época ou ainda em locais específicos, ou quaisquer 
outras não previstas nesta Lei, que inibam a participação 
na licitação. 
§ 6o As exigências mínimas relativas a instalações
de canteiros, máquinas, equipamentos e pessoal técnico 
especializado, considerados essenciais para o 
cumprimento do objeto da licitação, serão atendidas 
mediante a apresentação de relação explícita e da 
declaração formal da sua disponibilidade, sob as penas 
cabíveis, vedada as exigências de propriedade e de 
localização prévia. 
§ 7º (Vetado). (Redação dada pela Lei nº 8.883, de
1994) 
I - (Vetado). (Incluído pela Lei nº 8.883, de 1994) 
II - (Vetado). (Incluído pela Lei nº 8.883, de 1994) 
§ 8o No caso de obras, serviços e compras de
grande vulto, de alta complexidade técnica, poderá a 
Administração exigir dos licitantes a metodologia de 
execução, cuja avaliação, para efeito de sua aceitação 
ou não, antecederá sempre à análise dos preços e será 
efetuada exclusivamente por critérios objetivos. 
§ 9o Entende-se por licitação de alta complexidade
técnica aquela que envolva alta especialização, como 
fator de extrema relevância para garantir a execução do 
objeto a ser contratado, ou que possa comprometer a 
continuidade da prestação de serviços públicos 
essenciais. 
§ 10. Os profissionais indicados pelo licitante para
fins de comprovação da capacitação técnico-operacional 
de que trata o inciso I do § 1º deste artigo deverão 
participar da obra ou serviço objeto da licitação, 
admitindo-se a substituição por profissionais de 
experiência equivalente ou superior, desde que aprovada 
pela administração. (Incluído pela Lei nº 8.883, de 1994) 
§ 11. (Vetado). (Incluído pela Lei nº 8.883, de 1994)
§ 12. (Vetado). (Incluído pela Lei nº 8.883, de 1994)
Art. 31. A documentação relativa à qualificação 
econômico-financeira limitar-se-á a: 
I - balanço patrimonial e demonstrações contábeis 
do último exercício social, já exigíveis e apresentados na 
forma da lei, que comprovem a boa situação financeira 
da empresa, vedada a sua substituição por balancetes ou 
balanços provisórios, podendo ser atualizados por 
índices oficiais quando encerrado há mais de 3 
(três) meses da data de apresentação da proposta; 
II - certidão negativa de falência ou concordata 
expedida pelo distribuidor da sede da pessoa jurídica, ou 
de execução patrimonial, expedida no domicílio da 
pessoa física; 
III - garantia, nas mesmas modalidades e critérios 
previstos no "caput" e § 1o do art. 56 desta Lei, limitada a 
1% (um por cento) do valor estimado do objeto da 
contratação. 
§ 1o A exigência de índices limitar-se-á à
demonstração da capacidade financeira do licitante com 
vistas aos compromissos que terá que assumir caso lhe 
seja adjudicado o contrato, vedada a exigência de 
valores mínimos de faturamento anterior, índices de 
rentabilidade ou lucratividade. (Redação dada pela Lei nº 
8.883, de 1994) 
§ 2o A Administração, nas compras para entrega
futura e na execução de obras e serviços, poderá 
estabelecer, no instrumento convocatório da licitação, a 
exigência de capital mínimo ou de patrimônio líquido 
mínimo, ou ainda as garantias previstas no § 1o do art. 56 
desta Lei, como dado objetivo de comprovação da 
qualificação econômico-financeira dos licitantes e para 
efeito de garantia ao adimplemento do contrato a ser 
ulteriormente celebrado. 
§ 3o O capital mínimo ou o valor do patrimônio
líquido a que se refere o parágrafo anterior não poderá 
exceder a 10% (dez por cento) do valor estimado da 
contratação, devendo a comprovação ser feita 
relativamente à data da apresentação da proposta, na 
forma da lei, admitida a atualização para esta data 
através de índices oficiais. 
§ 4o Poderá ser exigida, ainda, a relação dos
compromissos assumidos pelo licitante que importem 
diminuição da capacidade operativa ou absorção de 
disponibilidade financeira, calculada esta em função do 
patrimônio líquido atualizado e sua capacidade de 
rotação. 
§ 5o A comprovação de boa situação financeira da
empresa será feita de forma objetiva, através do cálculo 
de índices contábeis previstos no edital e devidamente 
justificados no processo administrativo da licitação que 
tenha dado início ao certame licitatório, vedada a 
exigência de índices e valores não usualmente adotados 
para correta avaliação de situação financeira suficiente 
ao cumprimento das obrigações decorrentes da licitação. 
(Redação dada pela Lei nº 8.883, de 1994) 
§ 6º (Vetado). (Redação dada pela Lei nº 8.883, de
1994) 
Art. 32. Os documentos necessários à habilitação 
poderão ser apresentados em original, por qualquer 
processo de cópia autenticada por cartório competente 
ou por servidor da administração ou publicação em órgão 
da imprensa oficial. (Redação dada pela Lei nº 8.883, de 
1994) 
§ 1o A documentação de que tratam os arts. 28 a 31
desta Lei poderá ser dispensada, no todo ou em parte, 
nos casos de convite, concurso, fornecimento de bens 
para pronta entrega e leilão. 
§ 2o O certificado de registro cadastral a que se
refere o § 1o do art. 36 substitui os documentos 
enumerados nos arts. 28 a 31, quanto às informações 
disponibilizadas em sistema informatizado de consulta 
direta indicado no edital, obrigando-se a parte a declarar, 
sob as penalidades legais, a superveniência de fato 
impeditivo da habilitação. (Redação dada pela Lei nº 
9.648, de 1998) 
§ 3o A documentação referida neste artigo poderá
ser substituída por registro cadastral emitido por órgão ou 
entidade pública, desde que previsto no edital e o registro 
tenha sido feito em obediência ao disposto nesta Lei. 
§ 4o As empresas estrangeiras que não funcionem
no País, tanto quanto possível, atenderão, nas licitações 
internacionais, às exigências dos parágrafos anteriores 
mediante documentos equivalentes, autenticados pelos 
respectivos consulados e traduzidos por tradutor 
juramentado, devendo ter representação legal no Brasil 
com poderes expressos para receber citação e responder 
administrativa ou judicialmente. 
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http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8883.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8883.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8883.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8883.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8883.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8883.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8883.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8883.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8883.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8883.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/Mensagem_Veto/anterior_98/Vep436-L8883-94.pdf
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8883.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8883.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8883.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8883.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9648cons.htm#art32%C2%A72
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9648cons.htm#art32%C2%A72
§ 5o Não se exigirá, para a habilitação de que trata
este artigo, prévio recolhimento de taxas ou
emolumentos, salvo os referentes a fornecimento do
edital, quando solicitado, com os seus elementos
constitutivos, limitados ao valor do custo efetivo de
reprodução gráfica da documentação fornecida.
§ 6o O disposto no § 4o deste artigo, no § 1o do art.
33 e no § 2o do art. 55, não se aplica às licitações 
internacionais para a aquisição de bens e serviços cujo 
pagamento seja feito com o produto definanciamento 
concedido por organismo financeiro internacional de que 
o Brasil faça parte, ou por agência estrangeira de
cooperação, nem nos casos de contratação com
empresa estrangeira, para a compra de equipamentos
fabricados e entregues no exterior, desde que para este
caso tenha havido prévia autorização do Chefe do Poder
Executivo, nem nos casos de aquisição de bens e
serviços realizada por unidades administrativas com sede
no exterior.
§ 7o A documentação de que tratam os arts. 28 a 31
e este artigo poderá ser dispensada, nos termos de 
regulamento, no todo ou em parte, para a contratação de 
produto para pesquisa e desenvolvimento, desde que 
para pronta entrega ou até o valor previsto na alínea 
“a” do inciso II do caput do art. 23. (Incluído pela Lei nº 
13.243, de 2016) 
Art. 33. Quando permitida na licitação a 
participação de empresas em consórcio, observar-se-
ão as seguintes normas: 
I - comprovação do compromisso público ou 
particular de constituição de consórcio, subscrito pelos 
consorciados; 
II - indicação da empresa responsável pelo 
consórcio que deverá atender às condições de liderança, 
obrigatoriamente fixadas no edital; 
III - apresentação dos documentos exigidos nos 
arts. 28 a 31 desta Lei por parte de cada consorciado, 
admitindo-se, para efeito de qualificação técnica, o 
somatório dos quantitativos de cada consorciado, e, para 
efeito de qualificação econômico-financeira, o somatório 
dos valores de cada consorciado, na proporção de sua 
respectiva participação, podendo a Administração 
estabelecer, para o consórcio, um acréscimo de até 30% 
(trinta por cento) dos valores exigidos para licitante 
individual, inexigível este acréscimo para os consórcios 
compostos, em sua totalidade, por micro e pequenas 
empresas assim definidas em lei; 
IV - impedimento de participação de empresa 
consorciada, na mesma licitação, através de mais de um 
consórcio ou isoladamente; 
V - responsabilidade solidária dos integrantes pelos 
atos praticados em consórcio, tanto na fase de licitação 
quanto na de execução do contrato. 
§ 1o No consórcio de empresas brasileiras e
estrangeiras a liderança caberá, obrigatoriamente, à 
empresa brasileira, observado o disposto no inciso II 
deste artigo. 
§ 2o O licitante vencedor fica obrigado a promover,
antes da celebração do contrato, a constituição e o 
registro do consórcio, nos termos do compromisso 
referido no inciso I deste artigo. 
Seção III 
Dos Registros Cadastrais 
Art. 34. Para os fins desta Lei, os órgãos e 
entidades da Administração Pública que realizem 
frequentemente licitações manterão registros cadastrais 
para efeito de habilitação, na forma regulamentar, válidos 
por, no máximo, um ano. 
§ 1o O registro cadastral deverá ser amplamente
divulgado e deverá estar permanentemente aberto aos 
interessados, obrigando-se a unidade por ele 
responsável a proceder, no mínimo anualmente, através 
da imprensa oficial e de jornal diário, a chamamento 
público para a atualização dos registros existentes e para 
o ingresso de novos interessados.
§ 2o É facultado às unidades administrativas
utilizarem-se de registros cadastrais de outros órgãos ou 
entidades da Administração Pública. 
Art. 35. Ao requerer inscrição no cadastro, ou 
atualização deste, a qualquer tempo, o interessado 
fornecerá os elementos necessários à satisfação das 
exigências do art. 27 desta Lei. 
Art. 36. Os inscritos serão classificados por 
categorias, tendo-se em vista sua especialização, 
subdivididas em grupos, segundo a qualificação técnica e 
econômica avaliada pelos elementos constantes da 
documentação relacionada nos arts. 30 e 31 desta Lei. 
§ 1o Aos inscritos será fornecido certificado,
renovável sempre que atualizarem o registro. 
§ 2o A atuação do licitante no cumprimento de
obrigações assumidas será anotada no respectivo 
registro cadastral. 
Art. 37. A qualquer tempo poderá ser alterado, 
suspenso ou cancelado o registro do inscrito que deixar 
de satisfazer as exigências do art. 27 desta Lei, ou as 
estabelecidas para classificação cadastral. 
Seção IV 
Do Procedimento e Julgamento 
Art. 38. O procedimento da licitação será iniciado 
com a abertura de processo administrativo, devidamente 
autuado, protocolado e numerado, contendo a 
autorização respectiva, a indicação sucinta de seu objeto 
e do recurso próprio para a despesa, e ao qual serão 
juntados oportunamente: 
I - edital ou convite e respectivos anexos, quando 
for o caso; 
II - comprovante das publicações do edital 
resumido, na forma do art. 21 desta Lei, ou da entrega do 
convite; 
III - ato de designação da comissão de licitação, do 
leiloeiro administrativo ou oficial, ou do responsável pelo 
convite; 
IV - original das propostas e dos documentos que 
as instruírem; 
V - atas, relatórios e deliberações da Comissão 
Julgadora; 
VI - pareceres técnicos ou jurídicos emitidos sobre 
a licitação, dispensa ou inexigibilidade; 
VII - atos de adjudicação do objeto da licitação e da 
sua homologação; 
VIII - recursos eventualmente apresentados pelos 
licitantes e respectivas manifestações e decisões; 
IX - despacho de anulação ou de revogação da 
licitação, quando for o caso, fundamentado 
circunstanciadamente; 
X - termo de contrato ou instrumento equivalente, 
conforme o caso; 
XI - outros comprovantes de publicações; 
XII - demais documentos relativos à licitação. 
48
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2016/Lei/L13243.htm#art4
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2016/Lei/L13243.htm#art4
Parágrafo único. As minutas de editais de licitação, 
bem como as dos contratos, acordos, convênios ou 
ajustes devem ser previamente examinadas e aprovadas 
por assessoria jurídica da Administração. (Redação dada 
pela Lei nº 8.883, de 1994) 
Art. 39. Sempre que o valor estimado para uma 
licitação ou para um conjunto de licitações simultâneas 
ou sucessivas for superior a 100 (cem) vezes o limite 
previsto no art. 23, inciso I, alínea "c" desta Lei, o 
processo licitatório será iniciado, obrigatoriamente, com 
uma audiência pública concedida pela autoridade 
responsável com antecedência mínima de 15 
(quinze) dias úteis da data prevista para a publicação do 
edital, e divulgada, com a antecedência mínima de 10 
(dez) dias úteis de sua realização, pelos mesmos meios 
previstos para a publicidade da licitação, à qual terão 
acesso e direito a todas as informações pertinentes e a 
se manifestar todos os interessados. 
Parágrafo único. Para os fins deste artigo, 
consideram-se licitações simultâneas aquelas com 
objetos similares e com realização prevista para 
intervalos não superiores a trinta dias e licitações 
sucessivas aquelas em que, também com objetos 
similares, o edital subsequente tenha uma data anterior a 
cento e vinte dias após o término do contrato resultante 
da licitação antecedente. (Redação dada pela Lei nº 
8.883, de 1994) 
Art. 40. O edital conterá no preâmbulo o número de 
ordem em série anual, o nome da repartição interessada 
e de seu setor, a modalidade, o regime de execução e o 
tipo da licitação, a menção de que será regida por esta 
Lei, o local, dia e hora para recebimento da 
documentação e proposta, bem como para início da 
abertura dos envelopes, e indicará, obrigatoriamente, o 
seguinte: 
I - objeto da licitação, em descrição sucinta e clara; 
II - prazo e condições para assinatura do contrato 
ou retirada dos instrumentos, como previsto no art. 64 
desta Lei, para execução do contrato e para entrega do 
objeto da licitação; 
III - sanções para o caso de inadimplemento; 
IV - local onde poderá ser examinado e adquirido o 
projeto básico; 
V - se há projeto executivo disponível na data da 
publicação do edital de licitação e o local onde possa ser 
examinado e adquirido; 
VI - condições para participação na licitação, em 
conformidade com os arts. 27 a 31 desta Lei, e forma de 
apresentação das propostas; 
VII - critério para julgamento, com disposições 
claras e parâmetros objetivos; 
VIII - locais,horários e códigos de acesso dos 
meios de comunicação à distância em que serão 
fornecidos elementos, informações e esclarecimentos 
relativos à licitação e às condições para atendimento das 
obrigações necessárias ao cumprimento de seu objeto; 
IX - condições equivalentes de pagamento entre 
empresas brasileiras e estrangeiras, no caso de 
licitações internacionais; 
X - o critério de aceitabilidade dos preços unitário e 
global, conforme o caso, permitida a fixação de preços 
máximos e vedados a fixação de preços mínimos, 
critérios estatísticos ou faixas de variação em relação a 
preços de referência, ressalvado o disposto nos 
parágrafos 1º e 2º do art. 48; (Redação dada pela Lei nº 
9.648, de 1998) 
XI - critério de reajuste, que deverá retratar a 
variação efetiva do custo de produção, admitida a adoção 
de índices específicos ou setoriais, desde a data prevista 
para apresentação da proposta, ou do orçamento a que 
essa proposta se referir, até a data do adimplemento de 
cada parcela; (Redação dada pela Lei nº 8.883, de 1994) 
XII - (Vetado). (Redação dada pela Lei nº 8.883, de 
1994) 
XIII - limites para pagamento de instalação e 
mobilização para execução de obras ou serviços que 
serão obrigatoriamente previstos em separado das 
demais parcelas, etapas ou tarefas; 
XIV - condições de pagamento, prevendo: 
a) prazo de pagamento não superior a trinta dias,
contado a partir da data final do período de 
adimplemento de cada parcela; (Redação dada pela Lei 
nº 8.883, de 1994) 
b) cronograma de desembolso máximo por período,
em conformidade com a disponibilidade de recursos 
financeiros; 
c) critério de atualização financeira dos valores a
serem pagos, desde a data final do período de 
adimplemento de cada parcela até a data do efetivo 
pagamento; (Redação dada pela Lei nº 8.883, de 1994) 
d) compensações financeiras e penalizações, por
eventuais atrasos, e descontos, por eventuais 
antecipações de pagamentos; 
e) exigência de seguros, quando for o caso;
XV - instruções e normas para os recursos 
previstos nesta Lei; 
XVI - condições de recebimento do objeto da 
licitação; 
XVII - outras indicações específicas ou peculiares 
da licitação. 
§ 1o O original do edital deverá ser datado,
rubricado em todas as folhas e assinado pela autoridade
que o expedir, permanecendo no processo de licitação, e
dele extraindo-se cópias integrais ou resumidas, para sua
divulgação e fornecimento aos interessados.
§ 2o Constituem anexos do edital, dele fazendo
parte integrante: 
I - o projeto básico e/ou executivo, com todas as 
suas partes, desenhos, especificações e outros 
complementos; 
II - orçamento estimado em planilhas de 
quantitativos e preços unitários; (Redação dada pela Lei 
nº 8.883, de 1994) 
III - a minuta do contrato a ser firmado entre a 
Administração e o licitante vencedor; 
IV - as especificações complementares e as 
normas de execução pertinentes à licitação. 
§ 3o Para efeito do disposto nesta Lei, considera-se
como adimplemento da obrigação contratual a prestação 
do serviço, a realização da obra, a entrega do bem ou de 
parcela destes, bem como qualquer outro evento 
contratual a cuja ocorrência esteja vinculada a emissão 
de documento de cobrança. 
§ 4o Nas compras para entrega imediata, assim
entendidas aquelas com prazo de entrega até trinta dias 
da data prevista para apresentação da proposta, poderão 
ser dispensadas: (Incluído pela Lei nº 8.883, de 1994) 
I - o disposto no inciso XI deste artigo; (Incluído pela 
Lei nº 8.883, de 1994) 
II - a atualização financeira a que se refere a alínea 
"c" do inciso XIV deste artigo, correspondente ao período 
49
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8883.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8883.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8883.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8883.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9648cons.htm#art40x.
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9648cons.htm#art40x.
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8883.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/Mensagem_Veto/anterior_98/Vep436-L8883-94.pdf
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8883.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8883.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8883.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8883.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8883.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8883.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8883.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8883.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8883.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8883.htm#art1
compreendido entre as datas do adimplemento e a 
prevista para o pagamento, desde que não superior a 
quinze dias. (Incluído pela Lei nº 8.883, de 1994) 
§ 5º A Administração Pública poderá, nos editais de
licitação para a contratação de serviços, exigir da 
contratada que um percentual mínimo de sua mão de 
obra seja oriundo ou egresso do sistema prisional, com a 
finalidade de ressocialização do reeducando, na forma 
estabelecida em regulamento. (Incluído pela Lei nº 13.500, 
de 2017) 
Art. 41. A Administração não pode descumprir as 
normas e condições do edital, ao qual se acha 
estritamente vinculada. 
§ 1o Qualquer cidadão é parte legítima para
impugnar edital de licitação por irregularidade na 
aplicação desta Lei, devendo protocolar o pedido até 5 
(cinco) dias úteis antes da data fixada para a abertura 
dos envelopes de habilitação, devendo a Administração 
julgar e responder à impugnação em até 3 (três) dias 
úteis, sem prejuízo da faculdade prevista no § 1o do art. 
113. 
§ 2o Decairá do direito de impugnar os termos do
edital de licitação perante a administração o licitante que 
não o fizer até o segundo dia útil que anteceder a 
abertura dos envelopes de habilitação em concorrência, 
a abertura dos envelopes com as propostas em convite, 
tomada de preços ou concurso, ou a realização de leilão, 
as falhas ou irregularidades que viciariam esse edital, 
hipótese em que tal comunicação não terá efeito de 
recurso. (Redação dada pela Lei nº 8.883, de 1994) 
§ 3o A impugnação feita tempestivamente pelo
licitante não o impedirá de participar do processo 
licitatório até o trânsito em julgado da decisão a ela 
pertinente. 
§ 4o A inabilitação do licitante importa preclusão do
seu direito de participar das fases subsequentes. 
Art. 42. Nas concorrências de âmbito internacional, 
o edital deverá ajustar-se às diretrizes da política
monetária e do comércio exterior e atender às exigências
dos órgãos competentes.
§ 1o Quando for permitido ao licitante estrangeiro
cotar preço em moeda estrangeira, igualmente o poderá 
fazer o licitante brasileiro. 
§ 2o O pagamento feito ao licitante brasileiro
eventualmente contratado em virtude da licitação de que 
trata o parágrafo anterior será efetuado em moeda 
brasileira, à taxa de câmbio vigente no dia útil 
imediatamente anterior à data do efetivo pagamento. 
(Redação dada pela Lei nº 8.883, de 1994) 
§ 3o As garantias de pagamento ao licitante
brasileiro serão equivalentes àquelas oferecidas ao 
licitante estrangeiro. 
§ 4o Para fins de julgamento da licitação, as
propostas apresentadas por licitantes estrangeiros serão 
acrescidas dos gravames consequentes dos mesmos 
tributos que oneram exclusivamente os licitantes 
brasileiros quanto à operação final de venda. 
§ 5o Para a realização de obras, prestação de
serviços ou aquisição de bens com recursos 
provenientes de financiamento ou doação oriundos de 
agência oficial de cooperação estrangeira ou organismo 
financeiro multilateral de que o Brasil seja parte, poderão 
ser admitidas, na respectiva licitação, as condições 
decorrentes de acordos, protocolos, convenções ou 
tratados internacionais aprovados pelo Congresso 
Nacional, bem como as normas e procedimentos 
daquelas entidades, inclusive quanto ao critério de 
seleção da proposta mais vantajosapara a 
administração, o qual poderá contemplar, além do preço, 
outros fatores de avaliação, desde que por elas exigidos 
para a obtenção do financiamento ou da doação, e que 
também não conflitem com o princípio do julgamento 
objetivo e sejam objeto de despacho motivado do órgão 
executor do contrato, despacho esse ratificado pela 
autoridade imediatamente superior. (Redação dada pela 
Lei nº 8.883, de 1994) 
§ 6o As cotações de todos os licitantes serão para
entrega no mesmo local de destino. 
Art. 43. A licitação será processada e julgada com 
observância dos seguintes procedimentos: 
I - abertura dos envelopes contendo a 
documentação relativa à habilitação dos concorrentes, e 
sua apreciação; 
II - devolução dos envelopes fechados aos 
concorrentes inabilitados, contendo as respectivas 
propostas, desde que não tenha havido recurso ou após 
sua denegação; 
III - abertura dos envelopes contendo as propostas 
dos concorrentes habilitados, desde que transcorrido o 
prazo sem interposição de recurso, ou tenha havido 
desistência expressa, ou após o julgamento dos recursos 
interpostos; 
IV - verificação da conformidade de cada proposta 
com os requisitos do edital e, conforme o caso, com os 
preços correntes no mercado ou fixados por órgão oficial 
competente, ou ainda com os constantes do sistema de 
registro de preços, os quais deverão ser devidamente 
registrados na ata de julgamento, promovendo-se a 
desclassificação das propostas desconformes ou 
incompatíveis; 
V - julgamento e classificação das propostas de 
acordo com os critérios de avaliação constantes do 
edital; 
VI - deliberação da autoridade competente quanto à 
homologação e adjudicação do objeto da licitação. 
§ 1o A abertura dos envelopes contendo a
documentação para habilitação e as propostas será 
realizada sempre em ato público previamente designado, 
do qual se lavrará ata circunstanciada, assinada pelos 
licitantes presentes e pela Comissão. 
§ 2o Todos os documentos e propostas serão
rubricados pelos licitantes presentes e pela Comissão. 
§ 3o É facultada à Comissão ou autoridade superior,
em qualquer fase da licitação, a promoção de diligência 
destinada a esclarecer ou a complementar a instrução do 
processo, vedada a inclusão posterior de documento ou 
informação que deveria constar originariamente da 
proposta. 
§ 4o O disposto neste artigo aplica-se à
concorrência e, no que couber, ao concurso, ao leilão, à 
tomada de preços e ao convite. (Redação dada pela Lei nº 
8.883, de 1994) 
§ 5o Ultrapassada a fase de habilitação dos
concorrentes (incisos I e II) e abertas as propostas (inciso 
III), não cabe desclassificá-los por motivo relacionado 
com a habilitação, salvo em razão de fatos 
supervenientes ou só conhecidos após o julgamento. 
§ 6o Após a fase de habilitação, não cabe
desistência de proposta, salvo por motivo justo 
decorrente de fato superveniente e aceito pela Comissão. 
Art. 44. No julgamento das propostas, a Comissão 
levará em consideração os critérios objetivos definidos no 
50
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8883.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8883.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8883.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8883.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8883.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8883.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8883.htm#art1
edital ou convite, os quais não devem contrariar as 
normas e princípios estabelecidos por esta Lei. 
§ 1o É vedada a utilização de qualquer elemento,
critério ou fator sigiloso, secreto, subjetivo ou reservado 
que possa ainda que indiretamente elidir o princípio da 
igualdade entre os licitantes. 
§ 2o Não se considerará qualquer oferta de
vantagem não prevista no edital ou no convite, inclusive 
financiamentos subsidiados ou a fundo perdido, nem 
preço ou vantagem baseada nas ofertas dos demais 
licitantes. 
§ 3o Não se admitirá proposta que apresente preços
global ou unitários simbólicos, irrisórios ou de valor zero, 
incompatíveis com os preços dos insumos e salários de 
mercado, acrescidos dos respectivos encargos, ainda 
que o ato convocatório da licitação não tenha 
estabelecido limites mínimos, exceto quando se referirem 
a materiais e instalações de propriedade do próprio 
licitante, para os quais ele renuncie a parcela ou à 
totalidade da remuneração. (Redação dada pela Lei nº 
8.883, de 1994) 
§ 4o O disposto no parágrafo anterior aplica-se
também às propostas que incluam mão-de-obra 
estrangeira ou importações de qualquer natureza. 
(Redação dada pela Lei nº 8.883, de 1994) 
Art. 45. O julgamento das propostas será 
objetivo, devendo a Comissão de licitação ou o 
responsável pelo convite realizá-lo em conformidade com 
os tipos de licitação, os critérios previamente 
estabelecidos no ato convocatório e de acordo com os 
fatores exclusivamente nele referidos, de maneira a 
possibilitar sua aferição pelos licitantes e pelos órgãos de 
controle. 
§ 1o Para os efeitos deste artigo, constituem tipos
de licitação, exceto na modalidade concurso: (Redação 
dada pela Lei nº 8.883, de 1994) 
I - a de menor preço - quando o critério de seleção 
da proposta mais vantajosa para a Administração 
determinar que será vencedor o licitante que apresentar 
a proposta de acordo com as especificações do edital ou 
convite e ofertar o menor preço; 
II - a de melhor técnica; 
=>Ver art. 46. 
III - a de técnica e preço. 
IV - a de maior lance ou oferta - nos casos 
de alienação de bens ou concessão de direito real de 
uso. (Incluído pela Lei nº 8.883, de 1994) 
Tipos de licitação: 
O tipo de licitação nada mais é que o critério de 
julgamento que será utilizado para definir qual proposta 
vencerá o certame. Ou seja, qual é a mais vantajosa e 
obedece aos critérios do edital. 
A legislação prevê que a licitação possa ser 
classificada em quatro tipos. Quais sejam: 
Menor preço: Neste tipo de licitação os 
critérios de seleção são de acordo com a proposta que 
apresenta o menor preço. Normalmente é utilizado para 
compras em geral. 
Melhor técnica: Neste caso os critérios são de 
acordo com os fatores técnicos. É utilizado em casos 
onde existe a necessidade de um conhecimento 
aprofundado sobre o objeto da licitação, como os 
serviços de engenharia, estudos técnicos e elaboração 
de projetos. 
Menor técnica e menor preço: Nesse tipo de 
licitação os critérios são definidos na média dos dois 
quesitos: preço e técnica. É obrigatória nos casos de 
contratação de bens e serviços de informática, tomada 
de preço e concorrência. 
Maior lance ou oferta: É o tipo de licitação 
usado, exclusivamente, para casos de alienação de bens 
ou concessão de direito real de uso. 
§ 2o No caso de empate entre duas ou mais
propostas, e após obedecido o disposto no § 2o do art. 
3o desta Lei, a classificação se fará, obrigatoriamente, 
por sorteio, em ato público, para o qual todos os licitantes 
serão convocados, vedado qualquer outro processo. 
§ 3o No caso da licitação do tipo "menor preço",
entre os licitantes considerados qualificados a
classificação se dará pela ordem crescente dos preços
propostos, prevalecendo, no caso de empate,
exclusivamente o critério previsto no parágrafo anterior.
(Redação dada pela Lei nº 8.883, de 1994)
§ 4o Para contratação de bens e serviços de
informática, a administração observará o disposto no art. 
3o da Lei no 8.248, de 23 de outubro de 1991, levando em 
conta os fatores especificados em seu parágrafo 2o e 
adotando obrigatoriamente o tipo de licitação "técnica e 
preço", permitido o emprego de outro tipo de licitação nos 
casos indicados em decreto do Poder Executivo. 
(Redação dada pela Lei nº 8.883, de 1994) 
§ 5o É vedada a utilização de outros tipos de
licitação não previstos neste artigo. 
§ 6o Na hipótese prevista no art. 23, § 7º, serão
selecionadas tantas propostas quantas necessárias até 
que se atinja a quantidade demandada na licitação. 
(Incluído pela Leinº 9.648, de 1998) 
Art. 46. Os tipos de licitação "melhor técnica" ou 
"técnica e preço" serão utilizados exclusivamente para 
serviços de natureza predominantemente intelectual, em 
especial na elaboração de projetos, cálculos, 
fiscalização, supervisão e gerenciamento e de 
engenharia consultiva em geral e, em particular, para a 
elaboração de estudos técnicos preliminares e projetos 
básicos e executivos, ressalvado o disposto no § 4o do 
artigo anterior. (Redação dada pela Lei nº 8.883, de 
1994) 
§ 1o Nas licitações do tipo "melhor técnica" será
adotado o seguinte procedimento claramente explicitado 
no instrumento convocatório, o qual fixará o preço 
máximo que a Administração se propõe a pagar: 
I - serão abertos os envelopes contendo as 
propostas técnicas exclusivamente dos licitantes 
previamente qualificados e feita então a avaliação e 
classificação destas propostas de acordo com os critérios 
pertinentes e adequados ao objeto licitado, definidos com 
clareza e objetividade no instrumento convocatório e que 
considerem a capacitação e a experiência do 
proponente, a qualidade técnica da proposta, 
compreendendo metodologia, organização, tecnologias e 
recursos materiais a serem utilizados nos trabalhos, e a 
qualificação das equipes técnicas a serem mobilizadas 
para a sua execução; 
II - uma vez classificadas as propostas técnicas, 
proceder-se-á à abertura das propostas de preço dos 
licitantes que tenham atingido a valorização mínima 
estabelecida no instrumento convocatório e à negociação 
das condições propostas, com a proponente melhor 
classificada, com base nos orçamentos detalhados 
apresentados e respectivos preços unitários e tendo 
como referência o limite representado pela proposta de 
menor preço entre os licitantes que obtiveram a 
valorização mínima; 
51
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8883.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8883.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8883.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8883.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8883.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8883.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8883.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8248.htm#art3.
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8248.htm#art3.
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8248.htm#art3%C2%A72.
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8883.htm#art45%C2%A74
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9648cons.htm#art45%C2%A76
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8883.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8883.htm#art1
III - no caso de impasse na negociação anterior, 
procedimento idêntico será adotado, sucessivamente, 
com os demais proponentes, pela ordem de 
classificação, até a consecução de acordo para a 
contratação; 
IV - as propostas de preços serão devolvidas 
intactas aos licitantes que não forem preliminarmente 
habilitados ou que não obtiverem a valorização mínima 
estabelecida para a proposta técnica. 
§ 2o Nas licitações do tipo "técnica e preço" será
adotado, adicionalmente ao inciso I do parágrafo anterior, 
o seguinte procedimento claramente explicitado no
instrumento convocatório:
I - será feita a avaliação e a valorização das 
propostas de preços, de acordo com critérios objetivos 
preestabelecidos no instrumento convocatório; 
II - a classificação dos proponentes far-se-á de 
acordo com a média ponderada das valorizações das 
propostas técnicas e de preço, de acordo com os pesos 
preestabelecidos no instrumento convocatório. 
§ 3o Excepcionalmente, os tipos de licitação
previstos neste artigo poderão ser adotados, por 
autorização expressa e mediante justificativa 
circunstanciada da maior autoridade da Administração 
promotora constante do ato convocatório, para 
fornecimento de bens e execução de obras ou prestação 
de serviços de grande vulto majoritariamente 
dependentes de tecnologia nitidamente sofisticada e de 
domínio restrito, atestado por autoridades técnicas de 
reconhecida qualificação, nos casos em que o objeto 
pretendido admitir soluções alternativas e variações de 
execução, com repercussões significativas sobre sua 
qualidade, produtividade, rendimento e durabilidade 
concretamente mensuráveis, e estas puderem ser 
adotadas à livre escolha dos licitantes, na conformidade 
dos critérios objetivamente fixados no ato convocatório. 
§ 4º (Vetado). (Incluído pela Lei nº 8.883, de 1994)
Art. 47. Nas licitações para a execução de obras e 
serviços, quando for adotada a modalidade de execução 
de empreitada por preço global, a Administração deverá 
fornecer obrigatoriamente, junto com o edital, todos os 
elementos e informações necessários para que os 
licitantes possam elaborar suas propostas de preços com 
total e completo conhecimento do objeto da licitação. 
Art. 48. Serão desclassificadas: 
I - as propostas que não atendam às exigências do 
ato convocatório da licitação; 
II - propostas com valor global superior ao limite 
estabelecido ou com preços manifestamente 
inexequiveis, assim considerados aqueles que não 
venham a ter demonstrada sua viabilidade através de 
documentação que comprove que os custos dos insumos 
são coerentes com os de mercado e que os coeficientes 
de produtividade são compatíveis com a execução do 
objeto do contrato, condições estas necessariamente 
especificadas no ato convocatório da licitação. (Redação 
dada pela Lei nº 8.883, de 1994) 
§ 1º Para os efeitos do disposto no inciso II deste
artigo consideram-se manifestamente inexequíveis, no 
caso de licitações de menor preço para obras e serviços 
de engenharia, as propostas cujos valores sejam 
inferiores a 70% (setenta por cento) do menor dos 
seguintes valores: (Incluído pela Lei nº 9.648, de 1998) 
a) média aritmética dos valores das propostas
superiores a 50% (cinquenta por cento) do valor orçado 
pela administração, ou (Incluído pela Lei nº 9.648, de 
1998) 
b) valor orçado pela administração. (Incluído pela
Lei nº 9.648, de 1998) 
§ 2º Dos licitantes classificados na forma do
parágrafo anterior cujo valor global da proposta for 
inferior a 80% (oitenta por cento) do menor valor a que se 
referem as alíneas "a" e "b", será exigida, para a 
assinatura do contrato, prestação de garantia adicional, 
dentre as modalidades previstas no § 1º do art. 56, igual 
a diferença entre o valor resultante do parágrafo anterior 
e o valor da correspondente proposta. (Incluído pela Lei 
nº 9.648, de 1998) 
§ 3º Quando todos os licitantes forem inabilitados
ou todas as propostas forem desclassificadas, a 
administração poderá fixar aos licitantes o prazo de 
oito dias úteis para a apresentação de nova 
documentação ou de outras propostas escoimadas das 
causas referidas neste artigo, facultada, no caso de 
convite, a redução deste prazo para três dias úteis. 
(Incluído pela Lei nº 9.648, de 1998) 
Art. 49. A autoridade competente para a aprovação 
do procedimento somente poderá revogar a licitação por 
razões de interesse público decorrente de fato 
superveniente devidamente comprovado, pertinente e 
suficiente para justificar tal conduta, devendo anulá-la por 
ilegalidade, de ofício ou por provocação de terceiros, 
mediante parecer escrito e devidamente fundamentado. 
§ 1o A anulação do procedimento licitatório por
motivo de ilegalidade não gera obrigação de indenizar, 
ressalvado o disposto no parágrafo único do art. 59 desta 
Lei. 
§ 2o A nulidade do procedimento licitatório induz à
do contrato, ressalvado o disposto no parágrafo único do 
art. 59 desta Lei. 
§ 3o No caso de desfazimento do processo
licitatório, fica assegurado o contraditório e a ampla 
defesa. 
§ 4o O disposto neste artigo e seus parágrafos
aplica-se aos atos do procedimento de dispensa e de 
inexigibilidade de licitação. 
Art. 50. A Administração não poderá celebrar o 
contrato com preterição da ordem de classificação das 
propostas ou com terceiros estranhos ao procedimento 
licitatório, sob pena de nulidade. 
Art. 51.A habilitação preliminar, a inscrição em 
registro cadastral, a sua alteração ou cancelamento, e as 
propostas serão processadas e julgadas por comissão 
permanente ou especial de, no mínimo, 3 
(três) membros, sendo pelo menos 2 (dois) deles 
servidores qualificados pertencentes aos quadros 
permanentes dos órgãos da Administração responsáveis 
pela licitação. 
§ 1o No caso de convite, a Comissão de licitação,
excepcionalmente, nas pequenas unidades 
administrativas e em face da exiguidade de pessoal 
disponível, poderá ser substituída por servidor 
formalmente designado pela autoridade competente. 
§ 2o A Comissão para julgamento dos pedidos de
inscrição em registro cadastral, sua alteração ou 
cancelamento, será integrada por profissionais 
legalmente habilitados no caso de obras, serviços ou 
aquisição de equipamentos. 
§ 3o Os membros das Comissões de licitação
responderão solidariamente por todos os atos praticados 
pela Comissão, salvo se posição individual divergente 
estiver devidamente fundamentada e registrada em ata 
lavrada na reunião em que tiver sido tomada a decisão. 
52
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8883.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8883.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8883.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9648cons.htm#art48%C2%A71
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9648cons.htm#art48%C2%A71
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9648cons.htm#art48%C2%A71
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9648cons.htm#art48%C2%A71
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9648cons.htm#art48%C2%A71
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9648cons.htm#art48%C2%A72
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9648cons.htm#art48%C2%A72
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9648cons.htm#art48%C2%A73
§ 4o A investidura dos membros das Comissões
permanentes não excederá a 1 (um) ano, vedada a 
recondução da totalidade de seus membros para a 
mesma comissão no período subsequente. 
§ 5o No caso de concurso, o julgamento será feito
por uma comissão especial integrada por pessoas de 
reputação ilibada e reconhecido conhecimento da 
matéria em exame, servidores públicos ou não. 
Art. 52. O concurso a que se refere o § 4o do art. 22 
desta Lei deve ser precedido de regulamento próprio, a 
ser obtido pelos interessados no local indicado no edital. 
§ 1o O regulamento deverá indicar:
I - a qualificação exigida dos participantes;
II - as diretrizes e a forma de apresentação do
trabalho; 
III - as condições de realização do concurso e os 
prêmios a serem concedidos. 
§ 2o Em se tratando de projeto, o vencedor deverá
autorizar a Administração a executá-lo quando julgar 
conveniente. 
Art. 53. O leilão pode ser cometido a leiloeiro oficial 
ou a servidor designado pela Administração, procedendo-
se na forma da legislação pertinente. 
§ 1o Todo bem a ser leiloado será previamente
avaliado pela Administração para fixação do preço 
mínimo de arrematação. 
§ 2o Os bens arrematados serão pagos à vista ou
no percentual estabelecido no edital, não inferior a 5% 
(cinco por cento) e, após a assinatura da respectiva ata 
lavrada no local do leilão, imediatamente entregues ao 
arrematante, o qual se obrigará ao pagamento do 
restante no prazo estipulado no edital de convocação, 
sob pena de perder em favor da Administração o valor já 
recolhido. 
§ 3o Nos leilões internacionais, o pagamento da
parcela à vista poderá ser feito em até vinte e quatro 
horas. (Redação dada pela Lei nº 8.883, de 1994) 
§ 4o O edital de leilão deve ser amplamente
divulgado, principalmente no município em que se 
realizará. (Incluído pela Lei nº 8.883, de 1994) 
Capítulo III 
DOS CONTRATOS 
Contratos Administrativos em Licitação 
Após a conclusão da licitação, a Administração 
deverá elaborar os contratos entre as partes. O contrato 
deve apresentar com clareza as cláusulas de direitos, 
obrigações e responsabilidades de cada parte. O 
contrato deve seguir o que consta em edital. 
Seção I 
Disposições Preliminares 
Art. 54. Os contratos administrativos de que trata 
esta Lei regulam-se pelas suas cláusulas e pelos 
preceitos de direito público, aplicando-se-lhes, 
supletivamente, os princípios da teoria geral dos 
contratos e as disposições de direito privado. 
§ 1o Os contratos devem estabelecer com clareza e
precisão as condições para sua execução, expressas em 
cláusulas que definam os direitos, obrigações e 
responsabilidades das partes, em conformidade com os 
termos da licitação e da proposta a que se vinculam. 
§ 2o Os contratos decorrentes de dispensa ou de
inexigibilidade de licitação devem atender aos termos do 
ato que os autorizou e da respectiva proposta. 
Art. 55. São cláusulas necessárias em todo 
contrato as que estabeleçam: 
I - o objeto e seus elementos característicos; 
II - o regime de execução ou a forma de 
fornecimento; 
III - o preço e as condições de pagamento, os 
critérios, data-base e periodicidade do reajustamento de 
preços, os critérios de atualização monetária entre a data 
do adimplemento das obrigações e a do efetivo 
pagamento; 
IV - os prazos de início de etapas de execução, de 
conclusão, de entrega, de observação e de recebimento 
definitivo, conforme o caso; 
V - o crédito pelo qual correrá a despesa, com a 
indicação da classificação funcional programática e da 
categoria econômica; 
VI - as garantias oferecidas para assegurar sua 
plena execução, quando exigidas; 
VII - os direitos e as responsabilidades das partes, 
as penalidades cabíveis e os valores das multas; 
VIII - os casos de rescisão; 
IX - o reconhecimento dos direitos da 
Administração, em caso de rescisão administrativa 
prevista no art. 77 desta Lei; 
X - as condições de importação, a data e a taxa de 
câmbio para conversão, quando for o caso; 
XI - a vinculação ao edital de licitação ou ao termo 
que a dispensou ou a inexigiu, ao convite e à proposta do 
licitante vencedor; 
XII - a legislação aplicável à execução do contrato e 
especialmente aos casos omissos; 
XIII - a obrigação do contratado de manter, durante 
toda a execução do contrato, em compatibilidade com as 
obrigações por ele assumidas, todas as condições de 
habilitação e qualificação exigidas na licitação. 
§ 1º (Vetado). (Redação dada pela Lei nº 8.883, de
1994) 
§ 2o Nos contratos celebrados pela Administração
Pública com pessoas físicas ou jurídicas, inclusive 
aquelas domiciliadas no estrangeiro, deverá constar 
necessariamente cláusula que declare competente o foro 
da sede da Administração para dirimir qualquer questão 
contratual, salvo o disposto no § 6o do art. 32 desta Lei. 
§ 3o No ato da liquidação da despesa, os serviços
de contabilidade comunicarão, aos órgãos incumbidos da 
arrecadação e fiscalização de tributos da União, Estado 
ou Município, as características e os valores pagos, 
segundo o disposto no art. 63 da Lei no 4.320, de 17 de 
março de 1964. 
Art. 56. A critério da autoridade competente, em 
cada caso, e desde que prevista no instrumento 
convocatório, PODERÁ ser exigida prestação de 
garantia nas contratações de obras, serviços e 
compras. 
§ 1o Caberá ao contratado optar por uma das
seguintes modalidades de garantia: (Redação dada pela 
Lei nº 8.883, de 1994) 
I - caução em dinheiro ou em títulos da dívida 
pública, devendo estes ter sido emitidos sob a forma 
escritural, mediante registro em sistema centralizado de 
liquidação e de custódia autorizado pelo Banco Central 
do Brasil e avaliados pelos seus valores econômicos, 
conforme definido pelo Ministério da Fazenda; (Redação 
dada pela Lei nº 11.079, de 2004) 
II - seguro-garantia; (Redação dada pela Lei nº 
8.883, de 1994) 
53
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8883.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8883.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8883.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8883.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L4320.htm#art63
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L4320.htm#art63http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8883.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8883.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2004/Lei/L11079.htm#art26
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2004/Lei/L11079.htm#art26
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8883.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8883.htm#art1
III - fiança bancária. (Redação dada pela Lei nº 
8.883, de 8.6.94) 
Normalmente na assinatura dos contratos é exigido 
uma garantia de cumprimento contratual, que de acordo 
com a lei limita-se a 5% do valor total do contrato e 
para obras e serviços de alta complexidade 10%. A 
garantia pode ser apresentada nas formas de: 
• Caução em Dinheiro ou títulos da dívida pública;
• Seguro Garantia;
• Fiança Bancária.
§ 2o A garantia a que se refere o caput deste artigo
não excederá a cinco por cento do valor do contrato e 
terá seu valor atualizado nas mesmas condições 
daquele, ressalvado o previsto no parágrafo 3o deste 
artigo. (Redação dada pela Lei nº 8.883, de 1994) 
§ 3o Para obras, serviços e fornecimentos de
grande vulto envolvendo alta complexidade técnica e 
riscos financeiros consideráveis, demonstrados através 
de parecer tecnicamente aprovado pela autoridade 
competente, o limite de garantia previsto no parágrafo 
anterior poderá ser elevado para até dez por cento do 
valor do contrato. (Redação dada pela Lei nº 8.883, de 
1994) 
§ 4o A garantia prestada pelo contratado será
liberada ou restituída após a execução do contrato e, 
quando em dinheiro, atualizada monetariamente. 
§ 5o Nos casos de contratos que importem na
entrega de bens pela Administração, dos quais o 
contratado ficará depositário, ao valor da garantia deverá 
ser acrescido o valor desses bens. 
Art. 57. A duração dos contratos regidos por esta 
Lei ficará adstrita à vigência dos respectivos créditos 
orçamentários, exceto quanto aos relativos: 
I - aos projetos cujos produtos estejam 
contemplados nas metas estabelecidas no Plano 
Plurianual, os quais poderão ser prorrogados se houver 
interesse da Administração e desde que isso tenha sido 
previsto no ato convocatório; 
II - à prestação de serviços a serem executados de 
forma contínua, que poderão ter a sua duração 
prorrogada por iguais e sucessivos períodos com vistas à 
obtenção de preços e condições mais vantajosas para a 
administração, limitada a sessenta meses; (Redação 
dada pela Lei nº 9.648, de 1998) 
III - (Vetado). (Redação dada pela Lei nº 8.883, de 
1994) 
IV - ao aluguel de equipamentos e à utilização de 
programas de informática, podendo a duração estender-
se pelo prazo de até 48 (quarenta e oito) meses após o 
início da vigência do contrato. 
V - às hipóteses previstas nos incisos IX, XIX, 
XXVIII e XXXI do art. 24, cujos contratos poderão ter 
vigência por até 120 (cento e vinte) meses, caso haja 
interesse da administração. (Incluído pela Lei nº 12.349, 
de 2010) 
§ 1o Os prazos de início de etapas de execução, de
conclusão e de entrega admitem prorrogação, mantidas 
as demais cláusulas do contrato e assegurada a 
manutenção de seu equilíbrio econômico-financeiro, 
desde que ocorra algum dos seguintes motivos, 
devidamente autuados em processo: 
I - alteração do projeto ou especificações, pela 
Administração; 
II - superveniência de fato excepcional ou 
imprevisível, estranho à vontade das partes, que altere 
fundamentalmente as condições de execução do 
contrato; 
III - interrupção da execução do contrato ou 
diminuição do ritmo de trabalho por ordem e no interesse 
da Administração; 
IV - aumento das quantidades inicialmente 
previstas no contrato, nos limites permitidos por esta Lei; 
V - impedimento de execução do contrato por fato 
ou ato de terceiro reconhecido pela Administração em 
documento contemporâneo à sua ocorrência; 
VI - omissão ou atraso de providências a cargo da 
Administração, inclusive quanto aos pagamentos 
previstos de que resulte, diretamente, impedimento ou 
retardamento na execução do contrato, sem prejuízo das 
sanções legais aplicáveis aos responsáveis. 
§ 2o Toda prorrogação de prazo deverá ser
justificada por escrito e previamente autorizada pela 
autoridade competente para celebrar o contrato. 
§ 3o É vedado o contrato com prazo de vigência
indeterminado. 
§ 4o Em caráter excepcional, devidamente 
justificado e mediante autorização da autoridade 
superior, o prazo de que trata o inciso II do caput deste 
artigo poderá ser prorrogado por até doze meses. 
(Incluído pela Lei nº 9.648, de 1998) 
Art. 58. O regime jurídico dos contratos 
administrativos instituído por esta Lei confere à 
Administração, em relação a eles, a prerrogativa de: 
I - modificá-los, unilateralmente, para melhor 
adequação às finalidades de interesse público, 
respeitados os direitos do contratado; 
II - rescindi-los, unilateralmente, nos casos 
especificados no inciso I do art. 79 desta Lei; 
III - fiscalizar-lhes a execução; 
IV - aplicar sanções motivadas pela inexecução 
total ou parcial do ajuste; 
V - nos casos de serviços essenciais, ocupar 
provisoriamente bens móveis, imóveis, pessoal e 
serviços vinculados ao objeto do contrato, na hipótese da 
necessidade de acautelar apuração administrativa de 
faltas contratuais pelo contratado, bem como na hipótese 
de rescisão do contrato administrativo. 
§ 1o As cláusulas econômico-financeiras e 
monetárias dos contratos administrativos não poderão 
ser alteradas sem prévia concordância do contratado. 
§ 2o Na hipótese do inciso I deste artigo, as
cláusulas econômico-financeiras do contrato deverão ser 
revistas para que se mantenha o equilíbrio contratual. 
Art. 59. A declaração de nulidade do contrato 
administrativo opera retroativamente impedindo os 
efeitos jurídicos que ele, ordinariamente, deveria 
produzir, além de desconstituir os já produzidos. 
Parágrafo único. A nulidade não exonera a 
Administração do dever de indenizar o contratado pelo 
que este houver executado até a data em que ela for 
declarada e por outros prejuízos regularmente 
comprovados, contanto que não lhe seja imputável, 
promovendo-se a responsabilidade de quem lhe deu 
causa. 
Seção II 
Da Formalização dos Contratos 
Art. 60. Os contratos e seus aditamentos serão 
lavrados nas repartições interessadas, as quais manterão 
arquivo cronológico dos seus autógrafos e registro 
sistemático do seu extrato, salvo os relativos a direitos 
54
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8883.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8883.htm#art1
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http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8883.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9648cons.htm#art57ii.
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9648cons.htm#art57ii.
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8883.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8883.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2010/Lei/L12349.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2010/Lei/L12349.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9648cons.htm#art57%C2%A74
reais sobre imóveis, que se formalizam por instrumento 
lavrado em cartório de notas, de tudo juntando-se cópia 
no processo que lhe deu origem. 
Parágrafo único. É nulo e de nenhum efeito o 
contrato verbal com a Administração, salvo o de 
pequenas compras de pronto pagamento, assim 
entendidas aquelas de valor não superior a 5% (cinco por 
cento) do limite estabelecido no art. 23, inciso II, alínea 
"a" desta Lei, feitas em regime de adiantamento. 
Art. 61. Todo contrato deve mencionar os nomes 
das partes e os de seus representantes, a finalidade, o 
ato que autorizou a sua lavratura, o número do processo 
da licitação, da dispensa ou da inexigibilidade, a sujeição 
dos contratantes às normas desta Lei e às cláusulas 
contratuais. 
Parágrafo único. A publicação resumida do 
instrumento de contrato ou de seus aditamentos na 
imprensaoficial, que é condição indispensável para sua 
eficácia, será providenciada pela Administração até o 
quinto dia útil do mês seguinte ao de sua assinatura, para 
ocorrer no prazo de vinte dias daquela data, qualquer 
que seja o seu valor, ainda que sem ônus, ressalvado o 
disposto no art. 26 desta Lei. (Redação dada pela Lei nº 
8.883, de 1994) 
Art. 62. O instrumento de contrato é obrigatório nos 
casos de concorrência e de tomada de preços, bem 
como nas dispensas e inexigibilidades cujos preços 
estejam compreendidos nos limites destas duas 
modalidades de licitação, e facultativo nos demais em 
que a Administração puder substituí-lo por outros 
instrumentos hábeis, tais como carta-contrato, nota de 
empenho de despesa, autorização de compra ou ordem 
de execução de serviço. 
§ 1o A minuta do futuro contrato integrará sempre o
edital ou ato convocatório da licitação. 
§ 2o Em "carta contrato", "nota de empenho de
despesa", "autorização de compra", "ordem de execução 
de serviço" ou outros instrumentos hábeis aplica-se, no 
que couber, o disposto no art. 55 desta Lei. (Redação 
dada pela Lei nº 8.883, de 1994) 
§ 3o Aplica-se o disposto nos arts. 55 e 58 a 61
desta Lei e demais normas gerais, no que couber: 
I - aos contratos de seguro, de financiamento, de 
locação em que o Poder Público seja locatário, e aos 
demais cujo conteúdo seja regido, predominantemente, 
por norma de direito privado; 
II - aos contratos em que a Administração for parte 
como usuária de serviço público. 
§ 4o É dispensável o "termo de contrato" e facultada
a substituição prevista neste artigo, a critério da 
Administração e independentemente de seu valor, nos 
casos de compra com entrega imediata e integral dos 
bens adquiridos, dos quais não resultem obrigações 
futuras, inclusive assistência técnica. 
Art. 63. É permitido a qualquer licitante o 
conhecimento dos termos do contrato e do respectivo 
processo licitatório e, a qualquer interessado, a obtenção 
de cópia autenticada, mediante o pagamento dos 
emolumentos devidos. 
Art. 64. A Administração convocará regularmente o 
interessado para assinar o termo de contrato, aceitar ou 
retirar o instrumento equivalente, dentro do prazo e 
condições estabelecidos, sob pena de decair o direito à 
contratação, sem prejuízo das sanções previstas no art. 
81 desta Lei. 
§ 1o O prazo de convocação poderá ser prorrogado
uma vez, por igual período, quando solicitado pela parte 
durante o seu transcurso e desde que ocorra motivo 
justificado aceito pela Administração. 
§ 2o É facultado à Administração, quando o
convocado não assinar o termo de contrato ou não 
aceitar ou retirar o instrumento equivalente no prazo e 
condições estabelecidos, convocar os licitantes 
remanescentes, na ordem de classificação, para fazê-lo 
em igual prazo e nas mesmas condições propostas pelo 
primeiro classificado, inclusive quanto aos preços 
atualizados de conformidade com o ato convocatório, ou 
revogar a licitação independentemente da cominação 
prevista no art. 81 desta Lei. 
§ 3o Decorridos 60 (sessenta) dias da data da
entrega das propostas, sem convocação para a 
contratação, ficam os licitantes liberados dos 
compromissos assumidos. 
Seção III 
Da Alteração dos Contratos 
Art. 65. Os contratos regidos por esta Lei poderão 
ser alterados, com as devidas justificativas, nos 
seguintes casos: 
I - unilateralmente pela Administração: 
a) quando houver modificação do projeto ou das
especificações, para melhor adequação técnica aos seus 
objetivos; 
b) quando necessária a modificação do valor
contratual em decorrência de acréscimo ou diminuição 
quantitativa de seu objeto, nos limites permitidos por esta 
Lei; 
II - por acordo das partes: 
a) quando conveniente a substituição da garantia
de execução; 
b) quando necessária a modificação do regime de
execução da obra ou serviço, bem como do modo de 
fornecimento, em face de verificação técnica da 
inaplicabilidade dos termos contratuais originários; 
c) quando necessária a modificação da forma de
pagamento, por imposição de circunstâncias 
supervenientes, mantido o valor inicial atualizado, vedada 
a antecipação do pagamento, com relação ao 
cronograma financeiro fixado, sem a correspondente 
contraprestação de fornecimento de bens ou execução 
de obra ou serviço; 
d) para restabelecer a relação que as partes
pactuaram inicialmente entre os encargos do contratado 
e a retribuição da administração para a justa 
remuneração da obra, serviço ou fornecimento, 
objetivando a manutenção do equilíbrio econômico-
financeiro inicial do contrato, na hipótese de sobrevirem 
fatos imprevisíveis, ou previsíveis porém de 
consequências incalculáveis, retardadores ou impeditivos 
da execução do ajustado, ou, ainda, em caso de força 
maior, caso fortuito ou fato do príncipe, configurando álea 
econômica extraordinária e extracontratual. (Redação dada 
pela Lei nº 8.883, de 1994) 
§ 1o O contratado fica obrigado a aceitar, nas
mesmas condições contratuais, os acréscimos ou 
supressões que se fizerem nas obras, serviços ou 
compras, até 25% (vinte e cinco por cento) do valor inicial 
atualizado do contrato, e, no caso particular de reforma 
de edifício ou de equipamento, até o limite de 50% 
(cinquenta por cento) para os seus acréscimos. 
§ 2o Nenhum acréscimo ou supressão poderá
exceder os limites estabelecidos no parágrafo anterior, 
salvo: (Redação dada pela Lei nº 9.648, de 1998) 
I - (VETADO) (Incluído pela Lei nº 9.648, de 1998) 
55
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8883.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8883.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8883.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8883.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8883.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8883.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9648cons.htm#art65%C2%A72
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9648cons.htm#art65%C2%A72
II - as supressões resultantes de acordo celebrado 
entre os contratantes. (Incluído pela Lei nº 9.648, de 
1998) 
§ 3o Se no contrato não houverem sido
contemplados preços unitários para obras ou serviços, 
esses serão fixados mediante acordo entre as partes, 
respeitados os limites estabelecidos no § 1o deste artigo. 
§ 4o No caso de supressão de obras, bens ou
serviços, se o contratado já houver adquirido os materiais 
e posto no local dos trabalhos, estes deverão ser pagos 
pela Administração pelos custos de aquisição 
regularmente comprovados e monetariamente corrigidos, 
podendo caber indenização por outros danos 
eventualmente decorrentes da supressão, desde que 
regularmente comprovados. 
§ 5o Quaisquer tributos ou encargos legais criados,
alterados ou extintos, bem como a superveniência de 
disposições legais, quando ocorridas após a data da 
apresentação da proposta, de comprovada repercussão 
nos preços contratados, implicarão a revisão destes para 
mais ou para menos, conforme o caso. 
§ 6o Em havendo alteração unilateral do contrato
que aumente os encargos do contratado, a
Administração deverá restabelecer, por aditamento, o
equilíbrio econômico-financeiro inicial.
§ 7o (VETADO)
§ 8o A variação do valor contratual para fazer face
ao reajuste de preços previsto no próprio contrato, as 
atualizações, compensações ou penalizações financeiras 
decorrentes das condições de pagamento nele previstas, 
bem como o empenho de dotações orçamentárias 
suplementares até o limite do seu valor corrigido, não 
caracterizam alteração do mesmo, podendo ser 
registrados por simples apostila, dispensando a 
celebração de aditamento. 
Seção IV 
Da Execução dos Contratos 
Art. 66. O contrato deverá ser executado fielmente 
pelas partes, de acordo com as cláusulas avençadas e 
as normas desta Lei, respondendo cada uma pelas 
consequências de sua inexecução total ou parcial. 
Art. 66-A. As empresas enquadradas no inciso V do 
§ 2o e no inciso II do § 5o do art. 3o desta Lei deverão
cumprir, durante todo o período de execução do contrato,a reserva de cargos prevista em lei para pessoa com
deficiência ou para reabilitado da Previdência Social,
bem como as regras de acessibilidade previstas na
legislação. (Incluído pela Lei nº 13.146, de 2015)
Parágrafo único. Cabe à administração fiscalizar o 
cumprimento dos requisitos de acessibilidade nos 
serviços e nos ambientes de trabalho. (Incluído pela Lei 
nº 13.146, de 2015) 
Art. 67. A execução do contrato deverá ser 
acompanhada e fiscalizada por um representante da 
Administração especialmente designado, permitida a 
contratação de terceiros para assisti-lo e subsidiá-lo de 
informações pertinentes a essa atribuição. 
§ 1o O representante da Administração anotará em
registro próprio todas as ocorrências relacionadas com a 
execução do contrato, determinando o que for necessário 
à regularização das faltas ou defeitos observados. 
§ 2o As decisões e providências que ultrapassarem
a competência do representante deverão ser solicitadas 
a seus superiores em tempo hábil para a adoção das 
medidas convenientes. 
Art. 68. O contratado deverá manter preposto, 
aceito pela Administração, no local da obra ou serviço, 
para representá-lo na execução do contrato. 
Art. 69. O contratado é obrigado a reparar, corrigir, 
remover, reconstruir ou substituir, às suas expensas, no 
total ou em parte, o objeto do contrato em que se 
verificarem vícios, defeitos ou incorreções resultantes da 
execução ou de materiais empregados. 
Art. 70. O contratado é responsável pelos danos 
causados diretamente à Administração ou a terceiros, 
decorrentes de sua culpa ou dolo na execução do 
contrato, não excluindo ou reduzindo essa 
responsabilidade a fiscalização ou o acompanhamento 
pelo órgão interessado. 
Art. 71. O contratado é responsável pelos encargos 
trabalhistas, previdenciários, fiscais e comerciais 
resultantes da execução do contrato. 
§ 1o A inadimplência do contratado, com referência
aos encargos trabalhistas, fiscais e comerciais não 
transfere à Administração Pública a responsabilidade por 
seu pagamento, nem poderá onerar o objeto do contrato 
ou restringir a regularização e o uso das obras e 
edificações, inclusive perante o Registro de Imóveis. 
(Redação dada pela Lei nº 9.032, de 1995) 
§ 2o A Administração Pública responde 
solidariamente com o contratado pelos encargos 
previdenciários resultantes da execução do contrato, nos 
termos do art. 31 da Lei nº 8.212, de 24 de julho de 1991. 
(Redação dada pela Lei nº 9.032, de 1995) 
§ 3º (Vetado). (Incluído pela Lei nº 8.883, de 1994)
Art. 72. O contratado, na execução do contrato, 
sem prejuízo das responsabilidades contratuais e legais, 
poderá subcontratar partes da obra, serviço ou 
fornecimento, até o limite admitido, em cada caso, pela 
Administração. 
Art. 73. Executado o contrato, o seu objeto será 
recebido: 
I - em se tratando de obras e serviços: 
a) provisoriamente, pelo responsável por seu
acompanhamento e fiscalização, mediante termo 
circunstanciado, assinado pelas partes em até 15 
(quinze) dias da comunicação escrita do contratado; 
b) definitivamente, por servidor ou comissão
designada pela autoridade competente, mediante termo 
circunstanciado, assinado pelas partes, após o decurso 
do prazo de observação, ou vistoria que comprove a 
adequação do objeto aos termos contratuais, observado 
o disposto no art. 69 desta Lei;
II - em se tratando de compras ou de locação de 
equipamentos: 
a) provisoriamente, para efeito de posterior
verificação da conformidade do material com a 
especificação; 
b) definitivamente, após a verificação da qualidade
e quantidade do material e consequente aceitação. 
§ 1o Nos casos de aquisição de equipamentos de
grande vulto, o recebimento far-se-á mediante termo 
circunstanciado e, nos demais, mediante recibo. 
§ 2o O recebimento provisório ou definitivo não
exclui a responsabilidade civil pela solidez e segurança 
da obra ou do serviço, nem ético-profissional pela 
perfeita execução do contrato, dentro dos limites 
estabelecidos pela lei ou pelo contrato. 
§ 3o O prazo a que se refere a alínea "b" do inciso I
deste artigo não poderá ser superior a 90 (noventa) dias, 
56
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9648cons.htm#art65%C2%A72
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9648cons.htm#art65%C2%A72
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13146.htm#art104
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13146.htm#art127
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13146.htm#art104
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13146.htm#art104
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9032.htm#art4
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8212cons.htm#art31..
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9032.htm#art4
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8883.htm#art1
salvo em casos excepcionais, devidamente justificados e 
previstos no edital. 
§ 4o Na hipótese de o termo circunstanciado ou a
verificação a que se refere este artigo não serem, 
respectivamente, lavrado ou procedida dentro dos prazos 
fixados, reputar-se-ão como realizados, desde que 
comunicados à Administração nos 15 (quinze) dias 
anteriores à exaustão dos mesmos. 
Art. 74. Poderá ser dispensado o recebimento 
provisório nos seguintes casos: 
I - gêneros perecíveis e alimentação preparada; 
II - serviços profissionais; 
III - obras e serviços de valor até o previsto no art. 
23, inciso II, alínea "a", desta Lei, desde que não se 
componham de aparelhos, equipamentos e instalações 
sujeitos à verificação de funcionamento e produtividade. 
Parágrafo único. Nos casos deste artigo, o 
recebimento será feito mediante recibo. 
Art. 75. Salvo disposições em contrário constantes 
do edital, do convite ou de ato normativo, os ensaios, 
testes e demais provas exigidos por normas técnicas 
oficiais para a boa execução do objeto do contrato 
correm por conta do contratado. 
Art. 76. A Administração rejeitará, no todo ou em 
parte, obra, serviço ou fornecimento executado em 
desacordo com o contrato. 
Seção V 
Da Inexecução e da Rescisão dos Contratos 
Art. 77. A inexecução total ou parcial do contrato 
enseja a sua rescisão, com as consequências contratuais 
e as previstas em lei ou regulamento. 
Art. 78. Constituem motivo para rescisão do 
contrato: 
I - o não cumprimento de cláusulas contratuais, 
especificações, projetos ou prazos; 
II - o cumprimento irregular de cláusulas 
contratuais, especificações, projetos e prazos; 
III - a lentidão do seu cumprimento, levando a 
Administração a comprovar a impossibilidade da 
conclusão da obra, do serviço ou do fornecimento, nos 
prazos estipulados; 
IV - o atraso injustificado no início da obra, serviço 
ou fornecimento; 
V - a paralisação da obra, do serviço ou do 
fornecimento, sem justa causa e prévia comunicação à 
Administração; 
VI - a subcontratação total ou parcial do seu objeto, 
a associação do contratado com outrem, a cessão ou 
transferência, total ou parcial, bem como a fusão, cisão 
ou incorporação, não admitidas no edital e no contrato; 
VII - o desatendimento das determinações 
regulares da autoridade designada para acompanhar e 
fiscalizar a sua execução, assim como as de seus 
superiores; 
VIII - o cometimento reiterado de faltas na sua 
execução, anotadas na forma do § 1o do art. 67 desta 
Lei; 
IX - a decretação de falência ou a instauração de 
insolvência civil; 
X - a dissolução da sociedade ou o falecimento do 
contratado; 
XI - a alteração social ou a modificação da 
finalidade ou da estrutura da empresa, que prejudique a 
execução do contrato; 
XII - razões de interesse público, de alta relevância 
e amplo conhecimento, justificadas e determinadas pela 
máxima autoridade da esfera administrativa a que está 
subordinado o contratante e exaradas no processo 
administrativo a que se refere o contrato; 
XIII - a supressão, por parte da Administração, de 
obras, serviços ou compras, acarretando modificação do 
valor inicial do contrato além do limite permitidono 
§ 1o do art. 65 desta Lei;
XIV - a suspensão de sua execução, por ordem 
escrita da Administração, por prazo superior a 120 (cento 
e vinte) dias, salvo em caso de calamidade pública, grave 
perturbação da ordem interna ou guerra, ou ainda por 
repetidas suspensões que totalizem o mesmo prazo, 
independentemente do pagamento obrigatório de 
indenizações pelas sucessivas e contratualmente 
imprevistas desmobilizações e mobilizações e outras 
previstas, assegurado ao contratado, nesses casos, o 
direito de optar pela suspensão do cumprimento das 
obrigações assumidas até que seja normalizada a 
situação; 
XV - o atraso superior a 90 (noventa) dias dos 
pagamentos devidos pela Administração decorrentes de 
obras, serviços ou fornecimento, ou parcelas destes, já 
recebidos ou executados, salvo em caso de calamidade 
pública, grave perturbação da ordem interna ou guerra, 
assegurado ao contratado o direito de optar pela 
suspensão do cumprimento de suas obrigações até que 
seja normalizada a situação; 
XVI - a não liberação, por parte da Administração, 
de área, local ou objeto para execução de obra, serviço 
ou fornecimento, nos prazos contratuais, bem como das 
fontes de materiais naturais especificadas no projeto; 
XVII - a ocorrência de caso fortuito ou de força 
maior, regularmente comprovada, impeditiva da 
execução do contrato. 
XVIII – descumprimento do disposto no inciso V do 
art. 27, sem prejuízo das sanções penais cabíveis. 
(Incluído pela Lei nº 9.854, de 1999) 
Parágrafo único. Os casos de rescisão contratual 
serão formalmente motivados nos autos do processo, 
assegurado o contraditório e a ampla defesa. 
Art. 79. A rescisão do contrato poderá ser: 
I - determinada por ato unilateral e escrito da 
Administração, nos casos enumerados nos incisos I a XII 
e XVII do artigo anterior; 
II - amigável, por acordo entre as partes, reduzida a 
termo no processo da licitação, desde que haja 
conveniência para a Administração; 
III - judicial, nos termos da legislação; 
IV - (Vetado). (Redação dada pela Lei nº 8.883, de 
1994) 
§ 1o A rescisão administrativa ou amigável deverá
ser precedida de autorização escrita e fundamentada da 
autoridade competente. 
§ 2o Quando a rescisão ocorrer com base nos
incisos XII a XVII do artigo anterior, sem que haja culpa 
do contratado, será este ressarcido dos prejuízos 
regularmente comprovados que houver sofrido, tendo 
ainda direito a: 
I - devolução de garantia; 
II - pagamentos devidos pela execução do contrato 
até a data da rescisão; 
III - pagamento do custo da desmobilização. 
§ 3º (Vetado). (Redação dada pela Lei nº 8.883, de
1994) 
57
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9854.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8883.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8883.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8883.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8883.htm#art1
§ 4º (Vetado). (Redação dada pela Lei nº 8.883, de
1994) 
§ 5o Ocorrendo impedimento, paralisação ou 
sustação do contrato, o cronograma de execução será 
prorrogado automaticamente por igual tempo. 
Art. 80. A rescisão de que trata o inciso I do artigo 
anterior acarreta as seguintes consequências, sem 
prejuízo das sanções previstas nesta Lei: 
I - assunção imediata do objeto do contrato, no 
estado e local em que se encontrar, por ato próprio da 
Administração; 
II - ocupação e utilização do local, instalações, 
equipamentos, material e pessoal empregados na 
execução do contrato, necessários à sua continuidade, 
na forma do inciso V do art. 58 desta Lei; 
III - execução da garantia contratual, para 
ressarcimento da Administração, e dos valores das 
multas e indenizações a ela devidos; 
IV - retenção dos créditos decorrentes do contrato 
até o limite dos prejuízos causados à Administração. 
§ 1o A aplicação das medidas previstas nos incisos
I e II deste artigo fica a critério da Administração, que 
poderá dar continuidade à obra ou ao serviço por 
execução direta ou indireta. 
§ 2o É permitido à Administração, no caso de
concordata do contratado, manter o contrato, podendo 
assumir o controle de determinadas atividades de 
serviços essenciais. 
§ 3o Na hipótese do inciso II deste artigo, o ato
deverá ser precedido de autorização expressa do 
Ministro de Estado competente, ou Secretário Estadual 
ou Municipal, conforme o caso. 
§ 4o A rescisão de que trata o inciso IV do artigo
anterior permite à Administração, a seu critério, aplicar a 
medida prevista no inciso I deste artigo. 
Capítulo IV 
DAS SANÇÕES ADMINISTRATIVAS E DA TUTELA 
JUDICIAL 
Seção I 
Disposições Gerais 
Art. 81. A recusa injustificada do adjudicatário em 
assinar o contrato, aceitar ou retirar o instrumento 
equivalente, dentro do prazo estabelecido pela 
Administração, caracteriza o descumprimento total da 
obrigação assumida, sujeitando-o às penalidades 
legalmente estabelecidas. 
Parágrafo único. O disposto neste artigo não se 
aplica aos licitantes convocados nos termos do art. 64, 
§ 2o desta Lei, que não aceitarem a contratação, nas
mesmas condições propostas pelo primeiro adjudicatário,
inclusive quanto ao prazo e preço.
Art. 82. Os agentes administrativos que praticarem 
atos em desacordo com os preceitos desta Lei ou 
visando a frustrar os objetivos da licitação sujeitam-se às 
sanções previstas nesta Lei e nos regulamentos próprios, 
sem prejuízo das responsabilidades civil e criminal que 
seu ato ensejar. 
Art. 83. Os crimes definidos nesta Lei, ainda que 
simplesmente tentados, sujeitam os seus autores, 
quando servidores públicos, além das sanções penais, à 
perda do cargo, emprego, função ou mandato eletivo. 
Art. 84. Considera-se servidor público, para os fins 
desta Lei, aquele que exerce, mesmo que 
transitoriamente ou sem remuneração, cargo, função ou 
emprego público. 
§ 1o Equipara-se a servidor público, para os fins
desta Lei, quem exerce cargo, emprego ou função em 
entidade paraestatal, assim consideradas, além das 
fundações, empresas públicas e sociedades de 
economia mista, as demais entidades sob controle, direto 
ou indireto, do Poder Público. 
§ 2o A pena imposta será acrescida da terça parte,
quando os autores dos crimes previstos nesta Lei forem 
ocupantes de cargo em comissão ou de função de 
confiança em órgão da Administração direta, autarquia, 
empresa pública, sociedade de economia mista, 
fundação pública, ou outra entidade controlada direta ou 
indiretamente pelo Poder Público. 
Art. 85. As infrações penais previstas nesta Lei 
pertinem às licitações e aos contratos celebrados pela 
União, Estados, Distrito Federal, Municípios, e 
respectivas autarquias, empresas públicas, sociedades 
de economia mista, fundações públicas, e quaisquer 
outras entidades sob seu controle direto ou indireto. 
Seção II 
Das Sanções Administrativas 
Art. 86. O atraso injustificado na execução do 
contrato sujeitará o contratado à multa de mora, na forma 
prevista no instrumento convocatório ou no contrato. 
§ 1o A multa a que alude este artigo não impede
que a Administração rescinda unilateralmente o contrato 
e aplique as outras sanções previstas nesta Lei. 
§ 2o A multa, aplicada após regular processo
administrativo, será descontada da garantia do respectivo 
contratado. 
§ 3o Se a multa for de valor superior ao valor da
garantia prestada, além da perda desta, responderá o 
contratado pela sua diferença, a qual será descontada 
dos pagamentos eventualmente devidos pela 
Administração ou ainda, quando for o caso, cobrada 
judicialmente. 
Art. 87. Pela inexecução total ou parcial do contrato 
a Administração poderá, garantida a prévia defesa, 
aplicar ao contratado as seguintes sanções: 
I - advertência; 
II - multa, na forma prevista no instrumento 
convocatório ou no contrato; 
III - suspensão temporária de participação em 
licitação e impedimento de contratar com a 
Administração, por prazo não superior a 2 (dois) anos; 
IV - declaração de inidoneidade para licitar ou 
contratar com a AdministraçãoPública enquanto 
perdurarem os motivos determinantes da punição ou até 
que seja promovida a reabilitação perante a própria 
autoridade que aplicou a penalidade, que será concedida 
sempre que o contratado ressarcir a Administração pelos 
prejuízos resultantes e após decorrido o prazo da sanção 
aplicada com base no inciso anterior. 
§ 1o Se a multa aplicada for superior ao valor da
garantia prestada, além da perda desta, responderá o 
contratado pela sua diferença, que será descontada dos 
pagamentos eventualmente devidos pela Administração 
ou cobrada judicialmente. 
§ 2o As sanções previstas nos incisos I, III e IV
deste artigo poderão ser aplicadas juntamente com a do 
inciso II, facultada a defesa prévia do interessado, no 
respectivo processo, no prazo de 5 (cinco) dias úteis. 
§ 3o A sanção estabelecida no inciso IV deste artigo
é de competência exclusiva do Ministro de Estado, do 
Secretário Estadual ou Municipal, conforme o caso, 
facultada a defesa do interessado no respectivo 
58
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8883.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8883.htm#art1
processo, no prazo de 10 (dez) dias da abertura de vista, 
podendo a reabilitação ser requerida após 2 (dois) anos 
de sua aplicação. (Vide art 109 inciso III) 
Art. 88. As sanções previstas nos incisos III e IV do 
artigo anterior poderão também ser aplicadas às 
empresas ou aos profissionais que, em razão dos 
contratos regidos por esta Lei: 
I - tenham sofrido condenação definitiva por 
praticarem, por meios dolosos, fraude fiscal no 
recolhimento de quaisquer tributos; 
II - tenham praticado atos ilícitos visando a frustrar 
os objetivos da licitação; 
III - demonstrem não possuir idoneidade para 
contratar com a Administração em virtude de atos ilícitos 
praticados. 
Seção III 
Dos Crimes e das Penas 
Art. 89. (Revogado pela Lei nº 14.133, de 2021) 
Art. 90. (Revogado pela Lei nº 14.133, de 2021) 
Art. 91. (Revogado pela Lei nº 14.133, de 2021) 
Art. 92. (Revogado pela Lei nº 14.133, de 2021) 
Art. 93. (Revogado pela Lei nº 14.133, de 2021) 
Art. 94. (Revogado pela Lei nº 14.133, de 2021) 
Art. 95. (Revogado pela Lei nº 14.133, de 2021) 
Art. 96. (Revogado pela Lei nº 14.133, de 2021) 
Art. 97. (Revogado pela Lei nº 14.133, de 2021) 
Art. 98. (Revogado pela Lei nº 14.133, de 2021) 
Art. 99. (Revogado pela Lei nº 14.133, de 2021) 
Seção IV 
Do Processo e do Procedimento Judicial 
Art. 100. (Revogado pela Lei nº 14.133, de 2021) 
Art. 101. (Revogado pela Lei nº 14.133, de 2021) 
Art. 102. (Revogado pela Lei nº 14.133, de 2021) 
Art. 103. (Revogado pela Lei nº 14.133, de 2021) 
Art. 104. (Revogado pela Lei nº 14.133, de 2021) 
Art. 105. (Revogado pela Lei nº 14.133, de 2021) 
Art. 106. (Revogado pela Lei nº 14.133, de 2021) 
Art. 107. (Revogado pela Lei nº 14.133, de 2021) 
Art. 108. (Revogado pela Lei nº 14.133, de 2021) 
Capítulo V 
DOS RECURSOS ADMINISTRATIVOS 
Recurso é uma defesa administrativa, na qual se 
impugna uma decisão acerca do processo licitatório. 
Todos os licitantes tem direito a contestar o 
julgamento da comissão em até 5 dias úteis a contar 
da lavratura da ata. 
Art. 109. Dos atos da Administração decorrentes da 
aplicação desta Lei cabem: 
I - recurso, no prazo de 5 (cinco) dias úteis a contar 
da intimação do ato ou da lavratura da ata, nos casos de: 
a) habilitação ou inabilitação do licitante;
b) julgamento das propostas;
c) anulação ou revogação da licitação;
d) indeferimento do pedido de inscrição em registro
cadastral, sua alteração ou cancelamento; 
e) rescisão do contrato, a que se refere o inciso I do
art. 79 desta Lei; (Redação dada pela Lei nº 8.883, de 1994) 
f) aplicação das penas de advertência, suspensão
temporária ou de multa; 
II - representação, no prazo de 5 (cinco) dias úteis 
da intimação da decisão relacionada com o objeto da 
licitação ou do contrato, de que não caiba recurso 
hierárquico; 
III - pedido de reconsideração, de decisão de 
Ministro de Estado, ou Secretário Estadual ou Municipal, 
conforme o caso, na hipótese do § 4o do art. 87 desta Lei, 
no prazo de 10 (dez) dias úteis da intimação do ato. 
§ 1o A intimação dos atos referidos no inciso I,
alíneas "a", "b", "c" e "e", deste artigo, excluídos os 
relativos a advertência e multa de mora, e no inciso III, 
será feita mediante publicação na imprensa oficial, salvo 
para os casos previstos nas alíneas "a" e "b", se 
presentes os prepostos dos licitantes no ato em que foi 
adotada a decisão, quando poderá ser feita por 
comunicação direta aos interessados e lavrada em ata. 
§ 2o O recurso previsto nas alíneas "a" e "b" do
inciso I deste artigo terá efeito suspensivo, podendo a 
autoridade competente, motivadamente e presentes 
razões de interesse público, atribuir ao recurso interposto 
eficácia suspensiva aos demais recursos. 
§ 3o Interposto, o recurso será comunicado aos
demais licitantes, que poderão impugná-lo no prazo de 5 
(cinco) dias úteis. 
§ 4o O recurso será dirigido à autoridade superior,
por intermédio da que praticou o ato recorrido, a qual 
poderá reconsiderar sua decisão, no prazo de 5 
(cinco) dias úteis, ou, nesse mesmo prazo, fazê-lo subir, 
devidamente informado, devendo, neste caso, a decisão 
ser proferida dentro do prazo de 5 (cinco) dias úteis, 
contado do recebimento do recurso, sob pena de 
responsabilidade. 
§ 5o Nenhum prazo de recurso, representação ou
pedido de reconsideração se inicia ou corre sem que os 
autos do processo estejam com vista franqueada ao 
interessado. 
§ 6o Em se tratando de licitações efetuadas na
modalidade de "carta convite" os prazos estabelecidos 
nos incisos I e II e no parágrafo 3o deste artigo serão de 
dois dias úteis. (Incluído pela Lei nº 8.883, de 1994)
Capítulo VI 
DISPOSIÇÕES FINAIS E TRANSITÓRIAS 
Art. 110. Na contagem dos prazos estabelecidos 
nesta Lei, excluir-se-á o dia do início e incluir-se-á o do 
vencimento, e considerar-se-ão os dias consecutivos, 
exceto quando for explicitamente disposto em contrário. 
Parágrafo único. Só se iniciam e vencem os prazos 
referidos neste artigo em dia de expediente no órgão ou 
na entidade. 
Art. 111. A Administração só poderá contratar, 
pagar, premiar ou receber projeto ou serviço técnico 
especializado desde que o autor ceda os direitos 
patrimoniais a ele relativos e a Administração possa 
utilizá-lo de acordo com o previsto no regulamento de 
concurso ou no ajuste para sua elaboração. 
Parágrafo único. Quando o projeto referir-se a obra 
imaterial de caráter tecnológico, insuscetível de privilégio, 
a cessão dos direitos incluirá o fornecimento de todos os 
dados, documentos e elementos de informação 
pertinentes à tecnologia de concepção, desenvolvimento, 
fixação em suporte físico de qualquer natureza e 
aplicação da obra. 
Art. 112. Quando o objeto do contrato interessar a 
mais de uma entidade pública, caberá ao órgão 
contratante, perante a entidade interessada, responder 
pela sua boa execução, fiscalização e pagamento. 
59
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8666cons.htm#art109iii
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14133.htm#art193
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14133.htm#art193
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14133.htm#art193
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14133.htm#art193
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14133.htm#art193
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14133.htm#art193
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http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14133.htm#art193http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14133.htm#art193
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14133.htm#art193
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14133.htm#art193
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14133.htm#art193
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14133.htm#art193
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14133.htm#art193
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14133.htm#art193
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14133.htm#art193
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8883.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8666cons.htm#art87%C2%A73
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8883.htm#art1
§ 1o Os consórcios públicos poderão realizar
licitação da qual, nos termos do edital, decorram 
contratos administrativos celebrados por órgãos ou 
entidades dos entes da Federação consorciados. 
(Incluído pela Lei nº 11.107, de 2005) 
§ 2o É facultado à entidade interessada o
acompanhamento da licitação e da execução do contrato. 
(Incluído pela Lei nº 11.107, de 2005) 
Art. 113. O controle das despesas decorrentes dos 
contratos e demais instrumentos regidos por esta Lei 
será feito pelo Tribunal de Contas competente, na forma 
da legislação pertinente, ficando os órgãos interessados 
da Administração responsáveis pela demonstração da 
legalidade e regularidade da despesa e execução, nos 
termos da Constituição e sem prejuízo do sistema de 
controle interno nela previsto. 
§ 1o Qualquer licitante, contratado ou pessoa física
ou jurídica poderá representar ao Tribunal de Contas ou 
aos órgãos integrantes do sistema de controle interno 
contra irregularidades na aplicação desta Lei, para os fins 
do disposto neste artigo. 
§ 2o Os Tribunais de Contas e os órgãos
integrantes do sistema de controle interno poderão 
solicitar para exame, até o dia útil imediatamente anterior 
à data de recebimento das propostas, cópia de edital de 
licitação já publicado, obrigando-se os órgãos ou 
entidades da Administração interessada à adoção de 
medidas corretivas pertinentes que, em função desse 
exame, lhes forem determinadas. (Redação dada pela 
Lei nº 8.883, de 1994) 
Art. 114. O sistema instituído nesta Lei não impede 
a pré-qualificação de licitantes nas concorrências, a ser 
procedida sempre que o objeto da licitação recomende 
análise mais detida da qualificação técnica dos 
interessados. 
§ 1o A adoção do procedimento de pré-qualificação
será feita mediante proposta da autoridade competente, 
aprovada pela imediatamente superior. 
§ 2o Na pré-qualificação serão observadas as
exigências desta Lei relativas à concorrência, à 
convocação dos interessados, ao procedimento e à 
analise da documentação. 
Art. 115. Os órgãos da Administração poderão 
expedir normas relativas aos procedimentos operacionais 
a serem observados na execução das licitações, no 
âmbito de sua competência, observadas as disposições 
desta Lei. 
Parágrafo único. As normas a que se refere este 
artigo, após aprovação da autoridade competente, 
deverão ser publicadas na imprensa oficial. 
Art. 116. Aplicam-se as disposições desta Lei, no 
que couber, aos convênios, acordos, ajustes e outros 
instrumentos congêneres celebrados por órgãos e 
entidades da Administração. 
§ 1o A celebração de convênio, acordo ou ajuste
pelos órgãos ou entidades da Administração Pública 
depende de prévia aprovação de competente plano de 
trabalho proposto pela organização interessada, o qual 
deverá conter, no mínimo, as seguintes informações: 
I - identificação do objeto a ser executado; 
II - metas a serem atingidas; 
III - etapas ou fases de execução; 
IV - plano de aplicação dos recursos financeiros; 
V - cronograma de desembolso; 
VI - previsão de início e fim da execução do objeto, 
bem assim da conclusão das etapas ou fases 
programadas; 
VII - se o ajuste compreender obra ou serviço de 
engenharia, comprovação de que os recursos próprios 
para complementar a execução do objeto estão 
devidamente assegurados, salvo se o custo total do 
empreendimento recair sobre a entidade ou órgão 
descentralizador. 
§ 2o Assinado o convênio, a entidade ou órgão
repassador dará ciência do mesmo à Assembléia 
Legislativa ou à Câmara Municipal respectiva. 
§ 3o As parcelas do convênio serão liberadas em
estrita conformidade com o plano de aplicação aprovado, 
exceto nos casos a seguir, em que as mesmas ficarão 
retidas até o saneamento das impropriedades ocorrentes: 
I - quando não tiver havido comprovação da boa e 
regular aplicação da parcela anteriormente recebida, na 
forma da legislação aplicável, inclusive mediante 
procedimentos de fiscalização local, realizados 
periodicamente pela entidade ou órgão descentralizador 
dos recursos ou pelo órgão competente do sistema de 
controle interno da Administração Pública; 
II - quando verificado desvio de finalidade na 
aplicação dos recursos, atrasos não justificados no 
cumprimento das etapas ou fases programadas, práticas 
atentatórias aos princípios fundamentais de 
Administração Pública nas contratações e demais atos 
praticados na execução do convênio, ou o 
inadimplemento do executor com relação a outras 
cláusulas conveniais básicas; 
III - quando o executor deixar de adotar as medidas 
saneadoras apontadas pelo partícipe repassador dos 
recursos ou por integrantes do respectivo sistema de 
controle interno. 
§ 4o Os saldos de convênio, enquanto não
utilizados, serão obrigatoriamente aplicados em 
cadernetas de poupança de instituição financeira oficial 
se a previsão de seu uso for igual ou superior a um mês, 
ou em fundo de aplicação financeira de curto prazo ou 
operação de mercado aberto lastreada em títulos da 
dívida pública, quando a utilização dos mesmos verificar-
se em prazos menores que um mês. 
§ 5o As receitas financeiras auferidas na forma do
parágrafo anterior serão obrigatoriamente computadas a 
crédito do convênio e aplicadas, exclusivamente, no 
objeto de sua finalidade, devendo constar de 
demonstrativo específico que integrará as prestações de 
contas do ajuste. 
§ 6o Quando da conclusão, denúncia, rescisão ou
extinção do convênio, acordo ou ajuste, os saldos 
financeiros remanescentes, inclusive os provenientes das 
receitas obtidas das aplicações financeiras realizadas, 
serão devolvidos à entidade ou órgão repassador dos 
recursos, no prazo improrrogável de 30 (trinta) dias do 
evento, sob pena da imediata instauração de tomada de 
contas especial do responsável, providenciada pela 
autoridade competente do órgão ou entidade titular dos 
recursos. 
Art. 117. As obras, serviços, compras e alienações 
realizados pelos órgãos dos Poderes Legislativo e 
Judiciário e do Tribunal de Contas regem-se pelas 
normas desta Lei, no que couber, nas três esferas 
administrativas. 
Art. 118. Os Estados, o Distrito Federal, os 
Municípios e as entidades da administração indireta 
60
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2005/Lei/L11107.htm#art112%C2%A71
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2005/Lei/L11107.htm#art112%C2%A72
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8883.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8883.htm#art1
deverão adaptar suas normas sobre licitações e 
contratos ao disposto nesta Lei. 
Art. 119. As sociedades de economia mista, 
empresas e fundações públicas e demais entidades 
controladas direta ou indiretamente pela União e pelas 
entidades referidas no artigo anterior editarão 
regulamentos próprios devidamente publicados, ficando 
sujeitas às disposições desta Lei. 
Parágrafo único. Os regulamentos a que se refere 
este artigo, no âmbito da Administração Pública, após 
aprovados pela autoridade de nível superior a que 
estiverem vinculados os respectivos órgãos, sociedades 
e entidades, deverão ser publicados na imprensa oficial. 
Art. 120. Os valores fixados por esta Lei poderão 
ser anualmente revistos pelo PoderExecutivo Federal, 
que os fará publicar no Diário Oficial da União, 
observando como limite superior a variação geral dos 
preços do mercado, no período. (Redação dada pela Lei nº 
9.648, de 1998) 
Art. 121. O disposto nesta Lei não se aplica às 
licitações instauradas e aos contratos assinados 
anteriormente à sua vigência, ressalvado o disposto no 
art. 57, nos parágrafos 1o, 2o e 8o do art. 65, no inciso XV 
do art. 78, bem assim o disposto no "caput" do art. 5o, 
com relação ao pagamento das obrigações na ordem 
cronológica, podendo esta ser observada, no prazo de 
noventa dias contados da vigência desta Lei, 
separadamente para as obrigações relativas aos 
contratos regidos por legislação anterior à Lei no 8.666, 
de 21 de junho de 1993. (Redação dada pela Lei nº 8.883, de 
1994) 
Parágrafo único. Os contratos relativos a imóveis 
do patrimônio da União continuam a reger-se pelas 
disposições do Decreto-lei no 9.760, de 5 de setembro de 
1946, com suas alterações, e os relativos a operações de 
crédito interno ou externo celebrados pela União ou a 
concessão de garantia do Tesouro Nacional continuam 
regidos pela legislação pertinente, aplicando-se esta Lei, 
no que couber. 
Art. 122. Nas concessões de linhas aéreas, 
observar-se-á procedimento licitatório específico, a ser 
estabelecido no Código Brasileiro de Aeronáutica. 
Art. 123. Em suas licitações e contratações 
administrativas, as repartições sediadas no exterior 
observarão as peculiaridades locais e os princípios 
básicos desta Lei, na forma de regulamentação 
específica. 
Art. 124. Aplicam-se às licitações e aos contratos 
para permissão ou concessão de serviços públicos os 
dispositivos desta Lei que não conflitem com a legislação 
específica sobre o assunto. (Redação dada pela Lei nº 
8.883, de 1994) 
Parágrafo único. As exigências contidas nos incisos 
II a IV do § 2o do art. 7o serão dispensadas nas licitações 
para concessão de serviços com execução prévia de 
obras em que não foram previstos desembolso por parte 
da Administração Pública concedente. (Incluído pela Lei nº 
8.883, de 1994) 
Art. 125. Esta Lei entra em vigor na data de sua 
publicação. (Renumerado por força do disposto no art. 3º da 
Lei nº 8.883, de 1994) 
Art. 126. Revogam-se as disposições em contrário, 
especialmente os Decretos-leis nos 2.300, de 21 de 
novembro de 1986, 2.348, de 24 de julho de 1987, 2.360, 
de 16 de setembro de 1987, a Lei no 8.220, de 4 de 
setembro de 1991, e o art. 83 da Lei no 5.194, de 24 de 
dezembro de 1966.(Renumerado por força do disposto 
no art. 3º da Lei nº 8.883, de 1994) 
Brasília, 21 de junho de 1993, 172o da Independência e 
105o da República. 
ITAMAR FRANCO 
QUESTÕES DE CONCURSOS 
01. (AOCP - 2018 - UEFS - Analista Universitário -
Ciências Contábeis) Os prazos mínimos para
convocação dos licitantes quando for do tipo melhor
técnica ou de técnica e preço serão, respectivamente:
A 15 dias para Concorrência e 05 dias para Tomada de 
Preços. 
B 30 dias para Concorrência e 15 dias para Tomada de 
Preços. 
C 20 dias para Concorrência e 10 dias para Tomada de 
Preços. 
D 45 dias para Concorrência e 30 dias para Tomada de 
Preços. 
E 60 dias para Concorrência e 45 dias para Tomada de 
Preços. 
02. (AOCP - 2018 - UEFS - Analista Universitário -
Ciências Contábeis) São situações em que o
processo licitatório pode ser dispensado, EXCETO
A guerra ou grave perturbação da ordem. 
B obras e serviços de engenharia de até 10% do limite 
previsto para a execução dessa atividade na 
modalidade concorrência. 
C emergência ou calamidade pública. 
D comprometimento da segurança nacional. 
E aquisição ou restauração de obras de arte ou objetos 
históricos. 
03. (AOCP - 2018 - UEFS - Analista Universitário -
Ciências Contábeis) A vinculação da licitação às
prescrições legais que a regem em todos seus atos e
fases é imposta pelo princípio
A do procedimento formal. 
B da vinculação ao edital. 
C da publicidade. 
D do julgamento objetivo. 
E da probidade administrativa. 
04. (AOCP - 2018 - SUSIPE-PA - Técnico em Gestão de
Infraestrutura - Engenharia Civil) Qual é a modalidade
de licitação, também denominada ‘turn-key’, em que
se contrata um empreendimento em sua
integralidade, compreendendo todas as etapas das
obras, serviços e instalações necessárias de acordo
com a jurisprudência do TCU (Tribunal de Contas da
União), cuja finalidade, ao final do contrato, é obter a
obra em pleno funcionamento?
A Empreitada por liquidação de valor. 
B Empreitada por preço certo e líquido. 
C Empreitada por preço unitário. 
D Empreitada por preço global. 
E Empreitada integral. 
05. (AOCP - 2018 - SUSIPE-PA - Técnico em Gestão de
Infraestrutura - Engenharia Civil) Quando um ente
público deseja a elaboração de um estudo para
verificar a viabilidade de construção de um presídio
em determinada área urbana, pode-se utilizar o tipo
de licitação denominado
61
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9648cons.htm#art120.
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9648cons.htm#art120.
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8883.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8883.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/Del9760.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/Del9760.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L7565.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8883.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8883.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8883.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8883.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8883.htm#art3
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8883.htm#art3
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8883.htm#art3
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/Del2300-86.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/Del2300-86.htm
http://legislacao.planalto.gov.br/legisla/legislacao.nsf/Viw_Identificacao/del%202.348-1987?OpenDocument
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/1965-1988/Del2360.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/1965-1988/Del2360.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/1989_1994/L8220.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/1989_1994/L8220.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L5194.htm#art83
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L5194.htm#art83
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8883.htm#art3
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8883.htm#art3
https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/provas/aocp-2018-uefs-analista-universitario-ciencias-contabeis
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A melhor oferta. 
B concurso. 
C menor preço. 
D melhor técnica. 
E leilão. 
Gabarito: 01/D; 02/B; 03/A; 04/E; 05/D 
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