Prévia do material em texto
18. Dada uma corrente de diodo de 8 mA e n = 1, determine Is, se a tensão aplicada é igual a 0,5 V e tem-se temperatura ambiente (25 °C). *19. Dada uma corrente de diodo de 6 mA, VT = 26 mV, n = 1 e Is = 1 nA, determine a tensão aplicada VD. 20. a) Trace a função de y = ex de 0 a 10. Por que é difícil traçar esse gráfico? b) Qual é o valor de y = ex para x = 0? c) Com base nos resultados do item (b), por que o fator –1 é importante na Equação 1.2? 21. Na região de polarização reversa, a corrente de saturação de um diodo de silício é de cerca de 0,1 μA (T = 20 °C). Determine seu valor aproximado, se a temperatura for aumentada 40 °C. 22. Compare as características de um diodo de silício e de germânio e determine qual você prefere para a maioria das aplicações práticas. Dê alguns detalhes. Consulte a lista de diodos de um fabricante e compare as características de um diodo de germânio e de silício de especificações máximas semelhantes. 23. Determine a queda de tensão direta através do diodo cujas características aparecem na Figura 1.19, a temperaturas de –75 °C, 25 °C e 125 °C e com uma corrente de 10 mA. Para cada temperatura, determine o valor da corrente de saturação. Compare os extremos de cada uma e comente a razão entre as duas. Seção 1.7 o ideal versus o prático 24. Explique com suas próprias palavras o significado da palavra ideal aplicada a um dispositivo ou sistema. 25. Explique com suas próprias palavras as características do diodo ideal e como elas determinam os estados ligado e desligado do dispositivo. Ou seja, por que os equivalentes de curto-circuito e de circuito aberto são adequados. 26. Qual é a principal diferença entre as características de uma chave simples e as de um diodo ideal? Seção 1.8 níveis de resistência 27. Determine a resistência estática ou CC do diodo da Figura 1.15 para uma corrente direta de 4 mA. 28. Repita o Problema 27 para uma corrente direta de 15 mA e compare os resultados. 29. Determine a resistência estática ou CC do diodo comercial- mente disponível da Figura 1.15 para uma tensão reversa de –10 V. Como isso se compara com o valor determinado para uma tensão reversa de –30 V? 30. Calcule as resistências CC e CA do diodo da Figura 1.15 para uma corrente direta de 10 mA e compare suas magnitudes. 31. a) Determine a resistência dinâmica (CA) do diodo da Figura 1.15 para uma corrente direta de 10 mA, usando a Equação 1.5. b) Determine a resistência dinâmica (CA) do diodo da Figura 1.15 para uma corrente direta de 10 mA, usando a Equação 1.6. c) Compare as soluções dos itens (a) e (b). 32. Usando a Equação 1.5, determine a resistência CA para as correntes de 1 mA e 15 mA no diodo da Figura 1.15. Compare as soluções e desenvolva uma conclusão geral que considere a resistência CA e os níveis crescentes de corrente no diodo. 33. Usando a Equação 1.6, determine a resistência CA para as correntes de 1 e 15 mA no diodo da Figura 1.15. Modifique a equação, conforme necessário, para níveis baixos de corrente no diodo. Compare com os resultados obtidos no Problema 32. 34. Determine a resistência CA média para o diodo da Figura 1.15, para a região entre 0,6 e 0,9 V. 35. Determine a resistência CA para o diodo da Figura 1.15 em 0,75 V e compare com a resistência CA média obtida no Problema 34. Seção 1.9 circuitos equivalentes do diodo 36. Determine o circuito equivalente linear por partes para o diodo da Figura 1.15. Use um segmento de reta que cruze com o eixo horizontal em 0,7 V e que melhor aproxime a curva para a região acima de 0,7 V. 37. Repita o Problema 36 para o diodo da Figura 1.27. 38. Encontre o circuito equivalente linear por partes para os diodos de germânio e de arseneto de gálio da Figura 1.18. 1.10 capacitância de transição e difusão *39. a) Tomando como base a Figura 1.33, determine a capaci- tância de transição para potenciais de polarização rever- sa de –25 e –10 V. Determine a razão entre a variação do valor de capacitância e a variação na tensão. b) Repita o item (a) para potenciais de polarização reversa de –10 e –1 V. Determine a razão entre a variação do valor da capacitância e a variação no valor da tensão. c) Compare as razões determinadas nos itens (a) e (b). Conclua qual faixa de operação possui mais áreas de aplicação prática. 40. Com base na Figura 1.33, determine a capacitância de difusão para 0 e 0,25 V. 41. Explique com suas próprias palavras a diferença entre as capacitâncias de difusão e transição. 42. Determine a reatância apresentada por um diodo descrito pela curva característica da Figura 1.33, para um potencial direto de 0,2 V e para um potencial reverso de –20 V, se a frequência aplicada for de 6 MHz. 43. A capacitância de transição sem polarização de um diodo de silício é 8 pF com VK = 0,7 V e n = 1/2. Qual a capaci- tância de transição, se o potencial de polarização reversa aplicada for 5 V? 44. Determine o potencial de polarização reversa aplicada, se a capacitância de transição de um diodo de silício é de 4 pF, mas o valor sem polarização é 10 pF com n = 1/3 e VK = 0,7 V. Seção 1.11 tempo de recuperação reversa 45. Esboce a forma de onda para a corrente i do circuito da Figura 1.57, se tt = 2ts, sendo o tempo de recuperação reversa total de 9 ns. Figura 1.57 Problema 45. 46 dispositivos eletrônicos e teoria de circuitos Boylestad_2012_cap01.indd 46 3/11/13 5:31 PM Seção 1.12 Folhas de dados do diodo *46. Trace IF versus VF usando escalas lineares para o diodo da Figura 1.37. Observe que o gráfico apresentado emprega escala logarítmica para o eixo vertical (escalas logarítmicas são abordadas nas seções 9.2 e 9.3). 47. a) Comente a variação no valor da capacitância com o aumento do potencial de polarização reversa para o diodo da Figura 1.37. b) Qual é o nível de C(0)? c) Usando VK = 0,7 V, determine o nível de n na Equação 1.9. 48. A corrente de saturação reversa do diodo da Figura 1.37 varia significativamente em amplitude para potenciais de polarização reversa na faixa de –25 a –100 V? *49. Para o diodo da Figura 1.37, determine o valor de IR à temperatura ambiente (25 °C) e para o ponto de ebulição da água (100 °C). A mudança é significativa? O valor quase dobra para cada 10 °C de aumento na temperatura? 50. Para o diodo da Figura 1.37, determine a resistência CA (dinâmica) máxima para uma corrente direta de 0,1, 1,5 e 20 mA. Compare os valores e comente se os resultados confirmam as conclusões obtidas das seções anteriores deste capítulo. 51. Usando as características apresentadas na Figura 1.37, determine os valores de dissipação de potência máxima para o diodo à temperatura ambiente (25 °C) e a 100 °C. Assumindo-se que VF permaneça fixo em 0,7 V, como o valor máximo de IF variou entre os dois níveis de tempe- ratura? 52. Usando as curvas características apresentadas na Figura 1.37, determine a temperatura na qual a corrente no diodo terá 50% de seu valor à temperatura ambiente (25 °C). Seção 1.15 diodos Zener 53. As seguintes características são especificadas para um determinado diodo Zener: VZ = 29 V, VR = 16,8 V, IZT = 10 mA, IR = 20 μA e IZM = 40 mA. Esboce a curva caracterís- tica do modo exibido na Figura 1.47. *54. Em que temperatura o diodo Zener de 10 V da Figura 1.47 apresentará uma tensão nominal de 10,75 V? (Dica: observe os dados na Tabela 1.7.) 55. Determine o coeficiente de temperatura de um diodo Zener de 5 V (estimado em 25 °C), se a tensão nominal cair para 4,8 V a uma temperatura de 100 °C. 56. Usando as curvas da Figura 1.48(a), que valor para o coeficiente de temperatura se espera para um diodo de 20 V? Repita isso para um diodo de 5 V. Suponha uma escala linear entre os níveis de tensão nominal e um nível de corrente de 0,1 mA. 57. Determine a impedância dinâmica para o diodo de 24 V com IZ = 10 mA da Figura 1.48(b). Observe que essa é uma escalalogarítmica. *58. Compare os valores de impedância dinâmica do diodo de 24 V da Figura 1.48(b) para valores de corrente de 0,2, 1 e 10 mA. Qual a relação entre os resultados e o aspecto da curva característica nessa região? Seção 1.16 diodos emissores de luz 59. Com base na Figura 1.52(e), qual seria um valor apropriado de VK para esse dispositivo? Compare com o valor obtido de VK para o silício e o germânio. 60. Dado que Eg = 0,67 eV para o germânio, determine o comprimento de onda da resposta solar máxima para o material. Os fótons nesse comprimento de onda têm um nível de energia inferior ou superior? 61. Utilizando as informações oferecidas pela Figura 1.52, determine a tensão direta através do diodo, se a intensidade luminosa relativa for de 1,5. *62. a) Qual é o aumento percentual na eficiência relativa do dispositivo da Figura 1.52, se a corrente de pico for aumentada de 5 para 10 mA? b) Repita o item (a) aumentando de 30 mA para 35 mA (o mesmo aumento na corrente). c) Compare o aumento percentual dos itens (a) e (b). Em que ponto da curva você diria que há um ganho muito pequeno para aumentos adicionais na corrente de pico? 63. a) Se a intensidade luminosa em uma disposição angular de 0° for de 3,0 mcd para o dispositivo da Figura 1.52, em que ângulo ela será de 0,75 mcd? b) Em que ângulo a redução da intensidade luminosa é maior do que 50%? *64. Esboce a curva de redução de corrente para a corrente direta média do LED vermelho de alta eficiência da Figura 1.52 conforme determinado pela temperatura. (Observe os valores máximos absolutos.) capítulo 1 diodos semicondutores 47 Boylestad_2012_cap01.indd 47 3/11/13 5:31 PM Aplicações do diodoAplicações do diodo 2.1 introdução A estrutura, as características e os modelos de dio- dos semicondutores foram apresentados no Capítulo 1. Este capítulo desenvolverá um conhecimento funcional do diodo em diversas configurações utilizando modelos apropriados a cada tipo de aplicação. Ao final do capítulo, o padrão fundamental do comportamento dos diodos em circuitos CC e CA deverá estar claramente compreendido. Os conceitos aprendidos neste capítulo serão significati- vos nos seguintes. Por exemplo, diodos são empregados com frequência na descrição da fabricação básica de transistores e na análise de circuitos transistorizados nos domínios CC e CA. Este capítulo revelará um aspecto interessante e muito útil do estudo de áreas como a dos dispositivos e sistemas eletrônicos: Uma vez compreendido o funcionamento básico de um dispositivo, é possível examinar sua função e resposta em uma variedade infinita de configurações. Em outras palavras, agora que temos um conheci- mento básico das características de um diodo juntamente com sua resposta a tensões e correntes aplicadas, pode- mos usar esse conhecimento para examinar uma grande objetivos • Compreender o conceito de análise por reta de carga e como ele se aplica a circuitos com diodo. • Familiarizar-se com o uso de circuitos equivalentes para analisar circuitos com diodo em série, em paralelo e em série- -paralelo. • Compreender o processo de retificação para estabelecer um nível CC a partir de uma entrada CA senoidal. • Ser capaz de prever a resposta de saída de uma con figuração de diodo ceifador e grampeador. • Familiarizar-se com a análise e a gama de aplicações de diodos Zener. variedade de circuitos. Não há necessidade de reexaminar a resposta do dispositivo para cada aplicação. De modo geral: A análise de circuitos eletrônicos pode seguir um dos dois caminhos: usar as características reais ou aplicar um modelo aproximado para o dispositivo. Para o diodo, a discussão inicial incluirá as ca- racterísticas reais para demonstrar claramente como as características de um dispositivo e os parâmetros de cir- cuito interagem. Assim que os resultados obtidos se tor- narem confiáveis, o modelo aproximado por partes será empregado para verificar os resultados encontrados por meio das características completas. É importante que o papel e a resposta de vários elementos em um sistema eletrônico sejam compreendidos sem que seja necessário recorrer continuamente a extensos procedimentos mate- máticos. Comumente, isso é obtido por meio do processo de aproximação, que pode ser bastante complexo. Embora os resultados obtidos utilizando as características reais possam ser um pouco diferentes dos alcançados por meio de diversas aproximações, deve-se ter em mente que as características obtidas de uma folha de dados podem ser ligeiramente diferentes daquelas de um dispositivo usado na prática. Em outras palavras, por exemplo, as características 222222222 Boylestad_2012_cap02.indd 48 3/11/13 5:33 PM de um diodo semicondutor 1N4001 podem variar de um elemento para outro em um mesmo lote. A variação pode ser pequena, mas costuma ser suficiente para validar as aproximações empregadas na análise. Deve-se considerar também os outros elementos do circuito: o resistor com valor nominal de 100 Ω é de exatamente 100 Ω? A tensão aplicada é de, exatamente, 10 V ou, quem sabe, de 10,08 V? Todas essas possibilidades contribuem para a crença geral de que uma resposta determinada por meio de um conjunto apropriado de aproximações pode ser “tão pre- cisa” quanto as que empregam todas as características. Neste livro, a ênfase está no conhecimento funcional de um dispositivo por meio do uso de aproximações apropriadas, evitando, assim, um nível desnecessário de complexidade matemática. No entanto, serão normalmente fornecidas informações suficientes para permitir uma análise mate- mática detalhada, caso desejemos fazê-la. 2.2 Análise por retA de cArgA O circuito da Figura 2.1 é a mais simples das con- figurações com diodo e será utilizado para descrever a análise de um circuito com diodos por meio de suas carac- terísticas reais. Na próxima seção, substituiremos a curva característica por um modelo aproximado para o diodo e compararemos as soluções. Resolver o circuito da Figura 2.1 significa determinar os valores de corrente e tensão que vão satisfazer ao mesmo tempo tanto as características do diodo quanto os parâmetros de circuito escolhidos. Na Figura 2.2, a curva característica do diodo é co- locada sobre o mesmo conjunto de eixos de uma linha reta definida pelos parâmetros do circuito. A linha reta é deno- minada reta de carga porque a interseção no eixo vertical é definida pela carga aplicada R. A análise a seguir é, por conseguinte, chamada de análise por reta de carga. A inter- seção das duas curvas vai definir a solução para o circuito e determinar seus valores de corrente e tensão. Antes de analisarmos os detalhes do desenho da reta de carga sobre a curva característica, precisamos determi- nar a resposta esperada do circuito simples da Figura 2.1. Nela, note que a “pressão” determinada pela fonte de ali- mentação CC deve estabelecer uma corrente convencional no sentido horário. O fato de o sentido dessa corrente ser o mesmo da seta no símbolo do diodo revela que o diodo está no estado “ligado” (on) e conduzirá um valor elevado de corrente. A polaridade da tensão aplicada resultou em uma situação de polarização direta. Uma vez estabelecido o sentido da corrente, as polaridades para a tensão através do diodo e do resistor podem ser sobrepostas. A polaridade de VD e o sentido de ID revelam claramente que o diodo está, na realidade, no estado de polarização direta, resul- tando em uma tensão através do diodo nas proximidades de 0,7 V e em uma corrente da ordem de 10 mA ou mais. As interseções da reta de carga sobre a curva caracte- rística da Figura 2.2 podem ser determinadas aplicando-se a Lei das Tensões de Kirchhoff para tensões no sentido horário, que resulta em +E – VD – VR = 0 ou E = VD + ID R (2.1) R VD ID + – VR + – (a) + – E 0 ID (mA) VD (V) (b) Figura 2.1 Configuração com diodo em série: (a) circuito; (b) curva característica. 0IDQ ID VDEVDQ Ponto Q E R Curva característica (dispositivo) Reta de carga (circuito) Figura 2.2 Desenhando a reta de carga e determinando o ponto de operação. capítulo 2 Aplicações do diodo 49 Boylestad_2012_cap02.indd 49 3/11/13 5:33 PM As duas variáveis da Equação 2.1, VD e ID, são as mesmas que as do eixo do diodo da Figura 2.2. Essa se- melhança permite traçar graficamente a Equação 2.1 sobre as mesmas características da Figura 2.2. As interseções da reta de carga com a curva carac- terística do diodo podem ser determinadas facilmente apenas considerando-se o fato de que, em qualquer ponto do eixo horizontal, ID = 0 A e, em qualquer ponto do eixo vertical, VD = 0 V. Se assumirmos que VD = 0 V na Equação 2.1 e so- lucionarmos ID, teremos a magnitude de ID sobre o eixo vertical. Portanto, com VD = 0 V, a Equação 2.1 torna-se E = VD + IDR = 0 V + IDR e ID = E R ` VD = 0 V (2.2) como mostra a Figura 2.2. Se assumirmos que ID = 0 A na Equação 2.1 e solucionarmos VD, teremos a magnitude de VD no eixo horizontal. Logo, com ID = 0 A, a Equação 2.1 torna-se E = VD + IDR = VD + (0 A)R e VD = E 0 ID = 0 A (2.3) como mostrado na Figura 2.2. Uma linha reta traçada entre os dois pontos definirá a reta de carga, como indicado na Figura 2.2. Mudando-se o valor de R (a carga), a interseção com o eixo vertical se modificará. O resultado será uma mudança na inclinação da reta de carga e um ponto de interseção diferente entre essa reta e a curva característica do dispositivo. Agora, temos uma reta de carga definida pelo siste- ma e uma curva característica definida pelo dispositivo. O ponto de interseção entre as duas curvas representa o ponto de operação para esse circuito. Desenhando-se uma linha vertical até o eixo horizontal, pode-se determinar a tensão do diodo VDQ, enquanto uma linha horizontal do ponto de interseção até o eixo vertical fornecerá o valor de IDQ. A corrente ID é, na realidade, a corrente que circula em toda a configuração em série na Figura 2.1(a). O ponto de operação é normalmente chamado de ponto quiescente (abreviado por “ponto Q”) para refletir suas qualidades de “imobilidade, inércia” definidas por um circuito CC. A solução obtida da interseção das duas curvas é a mesma que seria obtida por meio de uma solução mate- mática simultânea de ID = E R – VD R (derivada da Equação 2.1) e ID = Is(eVD nVT – )1 Visto que a curva para um diodo tem característi- cas não lineares, a matemática envolvida exigiria o uso de técnicas não lineares que estão bem além da neces- sidade e do alcance deste livro. A análise por reta de carga descrita anteriormente oferece uma solução com um mínimo de esforço e uma descrição “pictorial” do motivo pelo qual os valores da solução para VDQ e IDQ foram obtidos. O exemplo a seguir demonstra as téc- nicas já introduzidas e revela a relativa facilidade com que a reta de carga pode ser determinada utilizando-se as equações 2.2 e 2.3. eXeMplo 2.1 Para a configuração em série do diodo da Figura 2.3(a), empregando a curva característica do diodo da Figura 2.3(b), determine: a) VDQ e IDQ. b) VR. R VD ID + – VR + – (a) 0 ID (mA) VD (V) (b) 20 18 16 14 12 10 8 6 4 2 0,5 0,8 0,5 k Si + – E 10 V Figura 2.3 (a) Circuito; (b) curva característica. 50 dispositivos eletrônicos e teoria de circuitos Boylestad_2012_cap02.indd 50 3/11/13 5:33 PM solução: a) Equação 2.2: ID = E R VD = 0 V = 10 V 0,5 k = 20 Am Equação 2.3: VD = E 0 ID= 0 A = 10 V A reta de carga resultante é mostrada na Figura 2.4. A interseção entre a reta de carga e a curva caracte- rística define o ponto Q como: VDQ 0,78 V IDQ 18,5 mA O valor de VD certamente é uma estimativa, e a precisão de ID é limitada pela escala escolhida. Um grau de pre- cisão mais elevado exigiria um diagrama muito maior e isso talvez fosse impraticável. b) VR = E – VD = 10 V – 0,78 V = 9,22 V Como visto no exemplo anterior, a reta de carga é determinada unicamente pelo circuito empregado, enquanto a curva característica é definida pelo dispositivo escolhido. Mudar o modelo usado para o diodo não altera o circuito, de modo que a reta de carga a ser traçada será exatamente a mesma obtida no exemplo anterior. Uma vez que o circuito do Exemplo 2.1 é uma rede CC, o ponto Q da Figura 2.4 permanecerá fixo com VDQ = 0,78 V e IDQ = 18,5 mA. No Capítulo 1, uma resistência CC foi definida em qualquer ponto sobre a curva característica por RD = VD/ID. Usando os valores do ponto Q, a resistência CC para o Exemplo 2.1 é RD = VDQ IDQ = 0,78 V 18,5 mA = 42,16 Um circuito equivalente (somente para essas con- dições de operação) pode, então, ser desenhado como mostra a Figura 2.5. A corrente ID = E RD + R = 10 V 42,16 + 500 = 10 V 542,16 18,5 mA IDQ 18,5 mA VDQ 0,78 V Ponto Q Reta de carga , Figura 2.4 Solução do Exemplo 2.1. R + + – – 10 V 500 42,16 VD RD VR IDQ IDQ + – E Figura 2.5 Circuito equivalente à Figura 2.4. capítulo 2 Aplicações do diodo 51 Boylestad_2012_cap02.indd 51 3/11/13 5:33 PM e VR = RE RD + R = (500 )(10 V) 42,16 + 500 = 9,22 V equiparando-se aos resultados do Exemplo 2.1. Em essência, portanto, uma vez determinado o ponto Q de CC, o diodo pode ser substituído por sua resistência equivalente CC. Esse conceito de substituir uma curva característica por um modelo equivalente é importante e será usado quando analisarmos as entradas CA e os modelos equivalentes para transistores nos capí- tulos seguintes. Agora, veremos qual efeito os diferentes modelos equivalentes para o diodo exercerão sobre a resposta no Exemplo 2.1. eXeMplo 2.2 Repita o Exemplo 2.1 usando o modelo equivalente aproximado para o diodo semicondutor de silício. solução: A reta de carga é redesenhada, como mostrado na Figura 2.6, com as mesmas interseções do Exemplo 2.1. A curva característica do circuito equivalente aproximado para o diodo também foi esboçada no mesmo gráfico. O ponto Q resultante é VDQ 0,7 V IDQ 18,5 mA = = Os resultados obtidos no Exemplo 2.2 são bastan- te interessantes. O valor de IDQ é exatamente o mesmo que o obtido no Exemplo 2.1, utilizando-se uma curva característica muito mais fácil de desenhar do que a da Figura 2.4. O valor de VD = 0,7 V neste caso e o de 0,78 V do Exemplo 2.1 diferem entre si na casa dos centésimos, mas ambos certamente têm o mesmo grau de aproximação quando comparados com as outras tensões do circuito. Para essa situação, a resistência CC do ponto Q é RD = VDQ IDQ = 0,7 V 18,5 mA = 37,84 que ainda é relativamente próxima à obtida para todas as características. No próximo exemplo, daremos um passo adiante e substituiremos o modelo ideal. Os resultados revelarão as condições a serem satisfeitas para aplicar adequadamente o equivalente ideal. eXeMplo 2.3 Repita o Exemplo 2.1 utilizando o modelo ideal do diodo. solução: Como mostrado na Figura 2.7, a reta de carga continua sendo a mesma, mas agora a curva característica ideal cruza com a reta de carga no eixo vertical. O ponto Q é, portanto, definido por: VDQ = 0 V IDQ = 20 mA Os resultados são diferentes o bastante dos encon- trados no Exemplo 2.1 para causar desconfiança quanto a sua precisão. Eles certamente fornecem alguma indi- cação dos valores de tensão e corrente esperados com relação aos outros valores de tensão do circuito, mas o esforço adicional de simplesmente incluir a queda de 0,7 V sugere que a abordagem do Exemplo 2.2 seja mais adequada. ⇒ ID 0,7 V IDQ>18,5 mA > 20 18 16 14 12 10 8 6 4 2 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 100,5 VD (V) ID (mA) VDQ 0,7 V Ponto Q Reta de carga Figura 2.6 Solução do Exemplo 2.1 usando o modelo aproximado do diodo. 52 dispositivos eletrônicos e teoria de circuitos Boylestad_2012_cap02.indd 52 3/11/13 5:33 PM Portanto, a utilização do modelo ideal do diodo deve ser reservada para os casos em que a função deum diodo é mais importante do que níveis de tensão que diferem em décimos de volt e para as situações em que as tensões aplicadas são consideravelmente maio- res do que a tensão de limiar VK. Nas próximas seções, será empregado exclusivamente o modelo aproximado, pois os valores de tensão obtidos serão sensíveis a variações próximas de VK. Além disso, o modelo ideal será empregado com mais frequência, pois as tensões aplicadas serão, muitas vezes, maiores que VK, e os autores desejam assegurar que a função do diodo seja clara e corretamente entendida. Neste caso, RD = VDQ IDQ = 0 V 20 mA = 0 (ou um equivalente de curto-circuito) 2.3 configurAções coM diodo eM série Na seção anterior, mostramos que os resultados obti- dos por meio do modelo equivalente aproximado linear por partes eram bem próximos, se não iguais, aos resultados obtidos utilizando-se todas as características. Na verdade, se levarmos em conta todas as possíveis variações devido a tolerâncias, temperatura e assim por diante, podemos considerar uma solução “tão precisa” quanto a outra. Visto que a utilização do modelo aproximado normalmente resulta em uma redução de esforço e tempo para obter os resultados desejados, essa será a abordagem empre- gada neste livro, a menos que se especifique o contrário. Lembre-se do seguinte: O propósito principal deste livro é desenvolver um conhecimento geral do comportamento, das aptidões e das possíveis áreas de aplicação de um dispositivo a fim de minimizar a necessidade de extensos desenvol- vimentos matemáticos. Para todas as análises a seguir, neste capítulo, su- ponhamos que a resistência direta do diodo seja geralmente tão peque- na, em comparação com os outros elementos em série do circuito, que possa ser desprezada. Essa é uma estimativa válida para a maioria das aplicações que empregam diodos. Usar esse fato re- sultará nos equivalentes aproximados para o diodo de silício e o diodo ideal que aparecem na Tabela 2.1. Para a região de condução, a única diferença entre o diodo de silício e o diodo ideal é o deslocamento vertical na curva característica, que é representado no modelo equivalente por uma fonte CC de 0,7 V oposta ao sen- tido da corrente direta que passa pelo dispositivo. Para tensões inferiores a 0,7 V (em um diodo de silício real) e 0 V (em um diodo ideal), a resistência é tão elevada em comparação com outros elementos da rede que seu equivalente é o circuito aberto. Para um diodo de Ge, a tensão de offset é de 0,3 V; para um diodo de GaAs, 1,2 V. Fora isso, os circuitos equivalentes são os mesmos. Para cada diodo, a legenda Si, Ge ou GaAs aparecerá junto com o símbolo do diodo. Para circuitos com diodos ideais, o símbolo aparecerá como mostrado na Tabela 2.1, sem quaisquer legendas. Agora, o modelo aproximado será usado para in- vestigar diversas configurações em série de diodos com alimentação CC. Isso estabelecerá uma base na análise do diodo, que se estenderá nas seções e nos capítulos seguintes. ⇒ ID 0 V IDQ = 20 mA = Ponto Q 20 18 16 14 12 10 8 6 4 2 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 Reta de carga VD (V) ID (mA) VDQ VD = 0 V Figura 2.7 Solução do Exemplo 2.1 utilizando o modelo ideal do diodo. capítulo 2 Aplicações do diodo 53 Boylestad_2012_cap02.indd 53 3/11/13 5:33 PM O procedimento descrito pode ser, na verdade, aplicado a circuitos com qualquer quantidade de diodos e em várias configurações. Para cada configuração, deve-se determinar pri- meiramente o estado de cada diodo. Quais diodos estão “ligados” e quais estão “desligados”? Uma vez que isso seja determinado, o equivalente apropriado pode ser substituído e os parâmetros restantes do circuito podem ser definidos. De modo geral, um diodo está no estado “ligado” se a corrente estabelecida pelas fontes for tal que seu sentido coincida com o da seta do símbolo do diodo, e VD ≥ 0,7 V para o silício, VD ≥ 0,3 V para o germânio e VD ≥ 1,2 V para o arseneto de gálio. Para cada configuração, substitua mentalmente os diodos por elementos resistivos e observe o sentido resul- tante da corrente como algo estabelecido pelas tensões apli- cadas (“pressão”). Se o sentido resultante for o mesmo que o da seta do símbolo do diodo, a condução será estabelecida através do diodo e o dispositivo estará no estado “ligado”. A descrição anterior depende, é claro, de a fonte ter uma tensão maior do que a tensão de limiar (VK) de cada diodo. Se um diodo estiver no estado “ligado”, tanto é possível atribuir uma queda de 0,7 V através do elemento quanto redesenhar a rede com o circuito equivalente VK definido na Tabela 2.1. Com o tempo, a preferência deverá ser simplesmente incluir a queda de 0,7 V através de cada diodo “ligado” e desenhar uma linha diagonal através de cada diodo no estado “desligado” ou aberto. Inicialmente, porém, o método de substituição será utilizado para asse- gurar que as tensões e os valores de corrente apropriados sejam determinados. O circuito em série da Figura 2.8, descrito em de- talhes na Seção 2.2, será utilizado para demonstrar a abordagem descrita nos parágrafos anteriores. O estado do diodo é primeiramente determinado substituindo-se men- talmente o diodo por um elemento resistivo, como mostra a Figura 2.9(a). O sentido resultante de I é o mesmo da seta do símbolo do diodo, e, uma vez que E > VK, o diodo está no estado “ligado”. O circuito é, então, redesenhado Tabela 2.1 Modelos de diodo semicondutor aproximado e ideal. 0 Silício: Ideal: ID ID ID = 0 AID = 0 A ID VD VD0 ID 0,7 V + 0,7 V – + 0,7 V – Si Si ID + 0 V – ID = 0 AID = 0 A + VD = 0 V – ID + –VD ID IR + – VR Figura 2.8 Configuração com diodo em série. 54 dispositivos eletrônicos e teoria de circuitos Boylestad_2012_cap02.indd 54 3/11/13 5:33 PM conforme a Figura 2.9(b), com o modelo equivalente apropriado para o diodo de silício diretamente polariza- do. Para referências futuras, observe que a polaridade de VD é a mesma que resultaria caso um diodo fosse de fato um elemento resistivo. Os valores resultantes de tensão e corrente são os seguintes: VD = VK (2.4) VR = E – VK (2.5) ID = IR = VR R (2.6) Na Figura 2.10, o diodo da Figura 2.7 foi invertido. A substituição mental do diodo por um elemento resistivo, como mostra a Figura 2.11, revela que o sentido da cor- rente não é o mesmo que o do símbolo do diodo. Este está no estado “desligado”, resultando no circuito equivalente da Figura 2.12. Devido ao fato de o circuito estar aberto, a corrente do diodo é 0 A e a tensão através do resistor R é a seguinte: VR = IRR = IDR = (0 A)R = 0 V O fato é que VR = 0 V estabelece E volts através do circuito aberto, como definido pela Lei das Tensões de Kirchhoff. Lembre-se sempre de que, sob quaisquer circunstâncias — CC, valores CA instantâneos, pulsos etc. —, a Lei das Tensões de Kirchhoff deve ser satisfeita! eXeMplo 2.4 Para a configuração do diodo em série da Figura 2.13, determine VD, VR e ID. solução: Como a tensão aplicada estabelece uma corrente no sentido horário, coincidindo com o sentido da seta do símbolo do diodo, este está no estado “ligado”: VD = 0,7 V VR = E – VD = 8 V – 0,7 V = 7,3 V ID = IR = VR R = 7,3 V 2,2 k 3,32 mA R I VR + – (a) + – E + – R0,7 V R VR + – I VD ID (b) + – E Figura 2.9 (a) Determinação do estado do diodo da Figura 2.8; (b) substituição do modelo equivalente pelo diodo “ligado” da Figura 2.9(a). + – VR Figura 2.10 Inversão do diodo da Figura 2.8. + – VR Figura 2.11 Determinação do estado do diodo da Figura 2.10. + – RID = 0 A = E R VR + – I VD + – E Figura 2.12 Substituição do diodo “desligado” da Figura 2.10 por seu modelo equivalente. capítulo 2 Aplicações do diodo 55 Boylestad_2012_cap02.indd 55 3/11/13 5:33 PM 02Boylestad_cap02_ALTA_COR_11mar