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larizada diretamente deve registrar um valor de resistência mais ou menos baixo e a junção polarizada reversamente, um valor muito mais alto de resistência. Para um transis- tor npn, a junção polarizada diretamente (polarizada pela fonte interna do ohmímetro) da base para o emissor deve ser testada, como mostra a Figura 3.27, resultando em uma leitura que geralmente está na faixa entre 100 Ω e alguns quiloohms. A junção base-coletor polarizada reversamente (novamente, polarizada reversamente pela fonte interna do ohmímetro) deve ser verificada como mostra a Figura 3.28, com uma leitura maior do que 100 kΩ. Para um transistor pnp, os terminais devem ser invertidos para cada junção. Obviamente, uma resistência pequena ou grande em ambas as direções (invertendo-se os terminais) para cada junção de um transistor npn ou pnp indica um dispositivo defeituoso. Se ambas as junções do transistor resultam em lei- turas adequadas, o tipo do transistor também pode ser determinado observando-se a polaridade dos transistores ao se realizar uma medida na junção base-emissor. Se o terminal positivo (+) for conectado à base e o terminal negativo (–) ao emissor, a leitura de uma baixa resistência indicará um transistor npn e a leitura de uma alta resis- tência, um transistor pnp. Embora um ohmímetro também possa ser utilizado para determinar os terminais de um transistor (base, coletor e emissor), isso pode ser feito simplesmente observando-se a orientação dos terminais no encapsulamento. 3.10 enCapsuLamento do transistor e identifiCação dos terminais Após o transistor ter sido fabricado utilizando-se uma das técnicas descritas no Apêndice A, são adicionados comumente terminais de ouro, alumínio ou níquel e toda a estrutura é encapsulada em um invólucro, como o que é mostrado na Figura 3.29. Os transistores de construção mais robusta são dispositivos de alta potência, enquanto os que possuem um pequeno encapsulamento metálico (na forma de chapéu) ou estrutura de plástico são dispositivos de baixa ou média potência. Sempre que possível, o encapsulamento do transistor deverá ter alguma marcação para indicar os terminais que estão conectados ao emissor, coletor ou base do transistor. Alguns dos métodos mais utilizados estão indicados na Figura 3.30. A estrutura interna de um encapsulamento TO-92 da linha Fairchild é mostrada na Figura 3.31. Note o tamanho bem pequeno do dispositivo semicondutor real. Há fios de conexão de ouro, uma armação de cobre e um encapsula- mento de material epóxi. Quatro (quad) transistores de silício pnp individuais podem ser acondicionados em um encapsulamento plástico de 14 pinos em linha dupla (DIP = Dual In-line Package), como indica a Figura 3.32(a). As conexões internas dos pinos são mostradas na Figura 3.32(b). Como no encap- sulamento CI do diodo, a depressão superior na superfície determina os pinos de números 1 e 14. Transistor JFET SCR (b) Teste de transistor (a) Figura 3.26 Testadores de transistor: (a) medidor digital; (b) testador específico. (Cortesia de B+K Precision Corporation.) + –+ – Ω Aberto E B Baixo R Figura 3.27 Verificação da junção base-emissor diretamente polarizada de um transistor npn. C E B Alto R + –+ – Ω Figura 3.28 Verificação da junção base-coletor reversamente polarizada de um transistor npn. 136 dispositivos eletrônicos e teoria de circuitos Boylestad_2012_cap03.indd 136 3/11/13 5:40 PM E C B E C B E C B E C B (encapsulamento) Ponto branco E B C E B C C E Figura 3.30 Identificação dos terminais do transistor. C B 14 13 C NC 12 11 E 10 B C 9 8 C B 1 2 E NC 3 4 E 5 B C 6 7 (b)(a) FIG. 3.32 (Vista superior) NC — Sem conexão interna Figura 3.32 Transistor pnp quad de silício do tipo Q2T2905, da Texas Instruments: (a) aspecto; (b) conexões dos pinos. (a) (b) Pastilha passivada Estrutura de cobre Injeção axial de composto moldado Encapsulamento de epóxi Saliências travantes (c) Figura 3.31 Estrutura interna de um transistor Fairchild em um encapsulamento TO-92. (a) (b) (c) Figura 3.29 Vários tipos de transistor: (a) baixa potência; (b) média potência; (c) média para alta potência. Capítulo 3 transistores bipolares de junção 137 Boylestad_2012_cap03.indd 137 3/11/13 5:40 PM 3.11 desenVoLVimento do transistor Conforme mencionado na Seção 1.1, a lei de Moore prevê que a quantidade de transistores em um circuito integrado dobrará a cada dois anos. Apresentado pela primeira vez em um artigo escrito por Gordon E. Moore em 1965, a previsão teve um nível de precisão impressio- nante. Um gráfico da contagem do transistor em relação aos anos, que aparece na Figura 3.33, é quase linear ao longo do tempo. O incrível número de 2 bilhões de tran- sistores em um único circuito integrado, utilizando linhas de 45 nm, vai muito além da compreensão. Uma linha de 1 polegada contém mais de 564 mil linhas de 45 nm usadas na construção de CIs hoje em dia. Tente traçar 100 linhas em 1 polegada de largura com um lápis — é quase impossível. As dimensões relativas de traçar linhas de 45 nm em 1 polegada de largura assemelham-se a desenhar uma linha com largura de 1 polegada em uma estrada a quase 9 milhas de extensão.* Embora se diga que a lei de Moore acabará por sofrer dificuldades relacionadas a densidade, desempenho, confiabilidade e orçamento, o consenso da comunidade industrial é que ela ainda seja aplicável por mais uma década ou duas. Apesar de o silício continuar a ser o material líder de fabricação, há uma família de semicondutores chamados de semicondutores compostos III V (o três e o cinco referindo-se ao número de elétrons de valência em cada elemento) que estão fazen- do importantes avanços no desenvolvimento futuro. Um, em particular, é de arseneto de índio e gálio, ou InGaAs, que tem características de transporte melhoradas. Outros incluem GaAlAs, AlGaN e AllnN, que estão sendo de- senvolvidos para fins de maior velocidade, confiabilidade e estabilidade, além de ter tamanho reduzido e técnicas de fabricação melhoradas. Atualmente, o processador Intel® Core™ i7 Quad Core tem mais de 730 milhões de transistores com uma velocidade do clock de 3,33 GHz, em uma pastilha ligei- ramente maior do que 1,6” quadrada. Recentes desenvol- vimentos da Intel incluem o processador Tukwila, que abrigará mais de 2 bilhões de transistores. Curiosamente, a Intel continua a utilizar silício em suas pesquisas de transistores que serão 30% menores e 25% mais rápidos do que os mais velozes atualmente, usando tecnologia de 20 nm. A IBM, em conjunto com o Georgia Institute of Technology, desenvolveu um transistor de silício e germânio capaz de operar a frequências superiores a 500 GHz — um aumento enorme para os padrões atuais. Pentium II 10.000.000.000 1 1.000.000.000 100.000.000 10.000.000 1.000.000 100.000 10.000 1.000 10 100 Contagem do transistor 1960 1965 1970 1980 1990 2000 2010 Ano Nível de 100 Nível de 10 mil Nível de 1 milhão Nível de 2 bilhões Nível de 100 milhões Data em que o artigo de Moore foi apresentado previsão de Moore Intel 4004 Intel 8004 Intel 80286 Intel 80386 Intel 804861 Pentium Pentium III Pentium IV Itanium 2 Core 2 Duo Intel Dual-Core Itanium 2 Core i7 Intel Opteron 2400 AMD Power 7 IBM Power 6 Motorola 6800 RCA 1802 Intel 8085 Tukwila Intel Xeon Nehalem-Ex Intel Escala logarítmica Escala linear FIG. 3.33 Figura 3.33 Contagem de transistores em CI versus tempo para o período de 1960 até o presente. * Em unidades métricas, isso seria como desenhar mais de 220 mil linhas em uma linha de 1 cm de comprimento ou largura através de uma autoestrada de 2,2 km de comprimento. 138 dispositivos eletrônicos e teoria de circuitos Boylestad_2012_cap03.indd 138 3/11/13 5:40 PM A inovação continua a ser a espinha dorsal desse campo em constante desenvolvimento, com um grupo sueco apresentando umtransistor sem junção, destinado principalmente a simplificar o processo de fabricação. Ou- tro introduziu nanotubos de carbono (uma molécula de carbono sob a forma de um cilindro oco, com diâmetro de cerca de 1/50.000 da largura de um fio de cabelo humano) como um caminho para transistores mais rápidos, menores e mais baratos. A Hewlett Packard está desenvolvendo um transistor Crossbar Latch, que emprega uma grade de condução paralela e fios de sinal para criar junções que funcionam como chaves. Uma pergunta frequentemente feita há muitos anos é: para onde esse campo vai daqui para a frente? Obvia- mente, com base no que vemos atualmente, não parece haver limite para o espírito inovador de pesquisadores nesse campo, em busca de novos rumos de investigação. 3.12 resumo Conclusões e conceitos importantes 1. Dispositivos semicondutores possuem as seguintes vantagens sobre as válvulas: são (1) de tamanho menor; (2) mais leves; (3) mais robustos; (4) mais eficientes. Além disso, requerem: (1) nenhum pe- ríodo de aquecimento; (2) nenhuma exigência específica de aquecimento; (3) tensões de operação menores. 2. Transistores são dispositivos de três terminais com três camadas semicondutoras, uma delas bem mais fina que as outras. As camadas externas são de ma- terial do tipo n ou do tipo p, sendo a camada interna do tipo oposto ao das externas. 3. Uma das junções p-n de um transistor é polarizada diretamente, enquanto a outra é polarizada rever- samente. 4. A corrente de emissor de um transistor é sempre a maior corrente, enquanto a corrente-base é sempre a menor. A corrente de emissor é sempre a soma das outras duas. 5. A corrente de coletor possui duas componentes: a corrente de portadores majoritários e a de porta- dores minoritários (também chamada de corrente de fuga). 6. A seta do símbolo do transistor define o sentido convencional do fluxo de corrente no emissor, assim definindo o sentido das outras correntes do dispositivo. 7. Um dispositivo de três terminais necessita de dois conjuntos de curvas características para definir completamente suas características. 8. Na região ativa de um transistor, a junção base- -emissor é polarizada diretamente, enquanto a junção base-coletor é polarizada reversamente. 9. Na região de corte, as junções base-emissor e base- -coletor de um transistor são ambas polarizadas reversamente. 10. Na região de saturação, as junções base-emissor e base-coletor são polarizadas diretamente. 11. Em média, pode-se considerar que a tensão base- -emissor de um transistor em operação é 0,7 V. 12. A quantidade alfa (α) relaciona as correntes de emis- sor e de coletor e é sempre próxima de um. 13. A impedância entre terminais de uma junção polari- zada diretamente é sempre relativamente pequena, enquanto a impedância entre terminais de uma junção polarizada reversamente é geralmente muito alta. 14. A seta no símbolo de um transistor npn aponta para fora do dispositivo, enquanto a seta de um transistor pnp aponta para dentro do símbolo. 15. Para efeito de amplificação linear, o corte para confi- guração emissor-comum será definido por IC = ICEO. 16. A quantidade beta (β) indica uma relação importante entre as correntes de base e de coletor e varia normal- mente entre 50 e 400. 17. O beta CC é definido por uma simples razão de correntes CC em um ponto de operação, enquanto o beta CA é sensível às características na região de interesse. Na maior parte dos casos, no entanto, os dois são inicialmente considerados equivalentes, como uma primeira aproximação. 18. Para ter certeza de que um transistor opera dentro de seu nível máximo de potência, deve-se simplesmente encontrar o produto da tensão coletor-emissor e da corrente de coletor e compará-lo com o valor especificado. equações IE = IC + IB, IC = ICmajoritário+ ICOminoritário, VBE 0,7 V αCC = IC IE , αCA= IC IE ` VCB = constante , ICEO = ICBO 1 – α ` IB = 0 μA βCC = IC IB , βCA= IC IB ` VCE = constante , α = β β + 1 IC = βIB, IE = (β + 1)IB, PCmáx = VCEIC Capítulo 3 transistores bipolares de junção 139 Boylestad_2012_cap03.indd 139 3/11/13 5:40 PM 3.13 anáLise ComputaCionaL Cadence orCad Uma vez que as características do transistor foram apresentadas neste capítulo, é conveniente examinarmos um procedimento para obtê-las utilizando o PSpice para Windows. Os transistores estão listados na biblioteca EVAL e começam com a letra Q. A biblioteca contém dois tran- sistores npn, dois transistores pnp e duas configurações de Darlington. O fato de haver uma série de curvas definidas pelos valores de IB exige que uma varredura nos valores de IB (uma varredura de feixe) seja feita dentro de uma varredura de tensões coletor-emissor. Mas isso não é necessário para o diodo, pois resultaria em apenas uma curva. Primeiramente, o circuito da Figura 3.34 é estabe- lecido utilizando-se o mesmo procedimento definido no Capítulo 2. A tensão VCC estabelece a varredura principal, enquanto a tensão VBB determina a varredura de feixe. Para referência futura, observe o campo no canto superior direito da barra de ferramentas com o controle de rola- gem à medida que for desenhando o circuito. Essa opção permite recuperar componentes anteriormente utilizados. Por exemplo, se um resistor foi utilizado há algum tem- po, basta mover a barra de rolagem até que o resistor R apareça. Clique sobre a opção e o resistor surgirá na tela. Uma vez estabelecido o circuito conforme a Figura 3.34, selecione o ícone New Simulation Profile e in- sira OrCAD 3-1 como o Name. Em seguida, selecione Create para obter a caixa de diálogo Simulation Settings. O Analysis type será DC Sweep, com a Sweep variable sendo uma Voltage Source. Insira VCC como o nome para a fonte de tensão que passou por varredura e selecione Linear para a varredura. O Start value é de 0 V, o End value, de 10 V e o Increment, 0,01 V. É importante não escolher “x” no canto superior direito da caixa para sair do controle de configurações. Devemos, primeiramente, entrar na variável de varredura de feixe selecionando Secondary Sweep e inserindo VBB como a fonte de tensão a ser varrida. Novamente, será uma varredura Linear, mas agora o valor de partida será de 2,7 V para corresponder com uma corrente inicial de 20 μA, conforme determinado por IB = VBB – VBE RB = 2,7 V – 0,7 V 100 k = 20 μ A O End value é de 10,7 V para corresponder a uma corrente de 100 μA. O Increment é definido a 2 V, corres- pondendo a uma mudança na corrente de base de 20 μA. Ambas as varreduras estão definidas, mas, antes de sair da caixa de diálogo, verifique se ambas estão ativadas por um tique na caixa ao lado de cada varredura. Muitas vezes, ao entrar na segunda varredura, o usuário deixa de estabelecê-la antes de sair da caixa de diálogo. Uma vez que ambas estejam selecionadas, deixe a caixa de diálogo e selecione Run PSpice. O resultado será um gráfico com uma tensão VCC variando de 0 a 10 V. Para estabelecer as várias curvas I, aplique a sequência Trace-Add Trace para obter a caixa de diálogo Add Trace. Selecione IC (Q1), a corrente de coletor do transistor para o eixo vertical. Um OK, e as curvas características aparecerão. Infelizmente, porém, elas se estendem de –10 mA a +20 mA no eixo vertical. Isso pode ser corrigido pela sequência Plot-Axis Settings, o que novamente resultará na caixa de diálogo Axis Settings. Selecione Y-Axis e, sob Data Range, escolha User Defined e defina o intervalo de 0 a 20 mA. Um OK, e o gráfico da Figura 3.35 aparecerá. Legendas podem ser adicionadas ao gráfico usando-se a versão de produção do OrCAD. A primeira curva na parte inferior da Figura 3.35 representa IB = 20 μA. A curva acima é IB = 40 μA, a próxima, 60 μA e assim por diante. Se escolhermos um ponto no meio das curvas características definido por VCE = 4 V e IB = 60 μA, como mostrado na Figura 3.35(b), β pode ser determinado por β = IC IB = 11 mA 60 μA= 183,3 Tal como o diodo, os outros parâmetros do disposi- tivo terão um efeito significativo sobre as condições ope- racionais. Se retornarmos às especificações de transistores usando Edit-PSpice Model para obter a caixa de diálogo FIG. 3.34 Figura 3.34 Circuito usado para a obtenção das curvas características de coletor do transistor Q2N2222. 140 dispositivos eletrônicos e teoria de circuitos Boylestad_2012_cap03.indd 140 3/11/13 5:40 PM PSpice Model Editor Demo, poderemos apagar todos os parâmetros, exceto o valor Bf. Certifique-se de manter os parênteses em torno do valor Bf durante o processo de exclusão. Ao sair, a caixa de diálogo Model Editor/16.3 surgirá pedindo que as alterações sejam salvas. Foram salvas como OrCAD 3-1 e o circuito foi simulado no- vamente para obter as características da Figura 3.36, seguindo-se outro ajuste do intervalo do eixo vertical. Observe, primeiramente, que as curvas são todas horizontais, o que significa que o componente está isento de quaisquer elementos resistivos. Além disso, o espa- çamento igual das curvas revela que beta é o mesmo em IC IB = 100 A IB = 80 A IB = 60 A IB = 40 A IB = 20 A VCE FIG. 3.35 Figura 3.35 Curvas características de coletor para o transistor da Figura 3.34. IC IB = 80 A IB = 60 A IB = 40 A IB = 20 A VCE FIG. 3.36 Figura 3.36 Curvas características ideais de coletor para o transistor da Figura 3.34. toda a extensão. Na interseção de VCE = 4 V e IB = 60 μA, o novo valor de β é β = IC IB = 14,6 mA 60 μA = 243,3 O valor real da análise que acabamos de apresentar é reconhecer que, apesar de beta ser fornecido, o desem- penho efetivo do dispositivo vai ser muito dependente de seus outros parâmetros. Suponha que um dispositivo ideal seja sempre um bom ponto de partida, mas um circuito real fornece um conjunto diferente de resultados. Capítulo 3 transistores bipolares de junção 141 Boylestad_2012_cap03.indd 141 3/11/13 5:40 PM probLemas *Nota: asteriscos indicam os problemas mais difíceis. Seção 3.2 Construção do transistor 1. Quais as denominações dadas aos dois tipos de transistor bipolar de junção (TBJ)? Esboce a estrutura básica de cada um e identifique seus vários portadores minoritários e ma- joritários. Desenhe o símbolo gráfico próximo a cada um. Alguma informação será alterada se trocarmos o transistor de silício por um de germânio? 2. Qual é a principal diferença entre um dispositivo bipolar e um unipolar? Seção 3.3 operação do transistor 3. Como devem ser polarizadas as duas junções de um transis- tor para que ele opere adequadamente como amplificador? 4. Qual é a origem da corrente de fuga de um transistor? 5. Esboce uma figura semelhante à Figura 3.4(a) para a junção polarizada diretamente de um transistor npn. Indique o movimento resultante dos portadores. 6. Esboce uma figura semelhante à Figura 3.4(b) para a junção polarizada reversamente de um transistor npn. Indique o movimento resultante dos portadores. 7. Esboce uma figura semelhante à Figura 3.5 para o fluxo dos portadores majoritários e minoritários de um transistor npn. Indique o movimento dos portadores resultante. 8. Qual das correntes do transistor é sempre a maior? Qual é sempre a menor? Quais são as duas correntes relativamente próximas em amplitude? 9. Se a corrente de emissor de um transistor é de 8 mA e IB é 1/100 de IC, determine os valores IC e IB. Seção 3.4 Configuração base-comum 10. De memória, esboce os símbolos para um transistor pnp e para um npn e, em seguida, introduza os sentidos de fluxo convencional para cada corrente. 11. Utilizando as curvas características da Figura 3.7, deter- mine VBE em IE = 5 mA para VCB = 1, 10 e 20 V. Podemos presumir que VCB tem pouca influência sobre a relação entre VBE e IE? 12. a) Determine o valor médio da resistência CA para a curva característica da Figura 3.10(b). b) Para os circuitos nos quais a magnitude dos resistores é em quiloohms, a aproximação feita na Figura 3.10(c) é válida [com base nos resultados do item (a)]? 13. a) Utilizando as curvas características da Figura 3.8, de- termine a corrente de coletor resultante, se IE = 3,5 mA e VCB = 10 V. b) Repita o item (a) para IE = 3,5 mA e VCB = 20 V. c) Como as modificações em VCB afetaram o valor resul- tante de IC? d) Determine de maneira aproximada como IE e IC estão relacionadas, com base nos resultados anteriores. 14. a) Utilizando as curvas características das figuras 3.7 e 3.8, determine IC para VCB = 5 V e VBE = 0,7 V. b) Determine VBE para IC = 5 mA e VCB = 15 V. c) Repita o item (b) utilizando as curvas características da Figura 3.10(b). d) Faça o mesmo utilizando as curvas características da Figura 3.10(c). e) Compare as soluções para VBE nos itens (b), (c) e (d). A diferença pode ser ignorada se em geral encontramos valores de tensão da ordem de poucos volts? 15. a) Dado αCA de 0,998, determine IC se IE = 4 mA. b) Determine αCC se IE = 2,8 mA e IB = 20 μA. c) Determine IE se IB = 40 μA e αCC é 0,98. 16. Esboce, somente de memória, a configuração base-comum de um transistor TBJ (npn e pnp) e indique a polaridade da polarização aplicada e os sentidos das correntes resultantes. Seção 3.5 Configuração emissor-comum 17. Defina ICBO e ICEO. Elas são diferentes? De que maneira se relacionam? Seus valores são normalmente próximos? 18. Utilizando as curvas da Figura 3.13: a) Determine o valor de IC correspondente a VBE = +750 mV e VCE = +4 V. b) Determine o valor de VCE e VBE correspondente a IC = 3,5 mA e IB = 30 μA. *19. a) Para as curvas características de emissor-comum da Figura 3.13, determine o beta CC em um ponto de operação com VCE = 6 V e IC = 3 mA. b) Determine o valor de α correspondente a esse ponto de operação. c) Em VCE = +6 V, determine o valor correspondente de ICEO. d) Calcule o valor aproximado de ICBO, utilizando o valor de beta CC obtido no item (a). *20. a) Utilizando as curvas características da Figura 3.13(a), determine ICEO para VCE = 10 V. b) Determine βCC para IB = 10 μA e VCE = 10 V. c) Utilizando o valor de βCC determinado no item (b), calcule ICBO. 21. a) Utilizando as curvas características da Figura 3.13(a), determine βCC para IB = 60 μA e VCE = 4 V. b) Repita o item (a) para IB = 30 μA e VCE = 7 V. c) Repita o item (a) para IB = 10 μA e VCE = 10 V. d) Revendo os resultados obtidos de (a) a (c), o valor de βCC varia de ponto a ponto nas características? Onde se situam os valores mais altos? Podemos desenvolver alguma conclusão geral sobre o valor de βCC em um conjunto de características fornecidas na Figura 3.13(a)? *22. a) Utilizando as curvas características da Figura 3.13(a), determine βCA para IB = 60 μA e VCE = 4 V. b) Repita o item (a) para IB = 30 μA e VCE = 7 V. c) Repita o item (a) para IB = 10 μA e VCE = 10 V. d) Revendo os resultados de (a) a (c), o valor de βCA varia de ponto a ponto nas curvas características? Onde se situam os valores mais altos? Podemos desenvolver alguma conclusão sobre o valor de βCA em um conjunto de curvas características de coletor? e) Os pontos escolhidos neste exercício são os mesmos do Problema 21. Se esse problema foi resolvido, compare os valores de βCC e βCA para cada ponto e comente o resultado para cada um dos valores. 23. Utilizando as curvas características da Figura 3.13(a), determine βCC para IB = 25 μA e VCE = 10 V. Calcule, então, αCC e o valor resultante de IE. (Utilize o valor de IC determinado por IC = βCCIB) 24. a) Dado que αCC = 0,980, determine o valor correspondente de βCC. b) Dado que βCC = 120, determine o valor correspondente de α. c) Dado que βCC = 120 e IC = 2 mA, determine IE e IB. 142 dispositivos eletrônicos e teoria de circuitos Boylestad_2012_cap03.indd 142 3/11/13 5:40 PM 25. Esboce, somente de memória, a configuração emissor- -comum (para npn e pnp) e introduzaa polarização apro- priada com os sentidos de correntes para IB, IC e IE. Seção 3.6 Configuração coletor-comum 26. Uma tensão de entrada de 2 V rms (medida da base para o terra) é aplicada ao circuito da Figura 3.21. Presumindo-se que a tensão de emissor siga exatamente a tensão de base e que Vbe(rms) = 0,1 V, calcule a amplificação de tensão do circuito (Av = Vo/Vi) e a corrente de emissor para RE = 1 kΩ. 27. Para um transistor que apresente as curvas características da Figura 3.13, esboce as curvas de entrada e saída da configuração coletor-comum. Seção 3.7 Limites de operação 28. Determine a região de operação para um transistor que apresente as curvas características da Figura 3.13, se ICmáx = 6 mA, BVCEO = 15 V e PCmáx = 35 mW. 29. Determine a região de operação para um transistor que apresente as curvas características da Figura 3.8, se ICmáx = 7 mA, BVCBO = 20 V e PCmáx = 42 mW. Seção 3.8 folha de dados do transistor 30. Utilizando a Figura 3.23 como referência, determine a faixa de temperatura permitida para o dispositivo em graus Fahrenheit. 31. Utilizando a informação fornecida na Figura 3.23, ob- servando PDmáx, VCEmáx, ICmáx e VCEsat, esboce os limites de operação do dispositivo. 32. Com base nos dados da Figura 3.23, qual é o valor esperado para ICEO utilizando-se o valor médio de βCC? 33. Como a faixa de valores de hFE [(Figura 3.23(c), normali- zada para hFE = 100] se compara com a faixa de valores de hfe [(Figura 3.23(b)] para a faixa de IC entre 0,1 e 10 mA? 34. Utilizando as curvas características da Figura 3.23(d), determine se a capacitância de entrada na configuração base-comum aumenta ou diminui para valores crescentes de potencial reverso de polarização. É possível explicar por quê? *35. Utilizando as características da Figura 3.23(b), determine quanto o nível de hƒe variou de seu valor em 1 mA para seu valor em 10 mA. Observe que a escala vertical é lo- garítmica, podendo ser necessário consultar a Seção 11.2. Deve-se considerar a variação em uma situação de projeto? *36. Utilizando a curva característica da Figura 3.23(c), deter- mine o valor de βCC em IC = 10 mA para os três valores de temperatura fornecidos na figura. A variação é significa- tiva para a faixa de temperatura especificada? Há algum elemento que deveria ser considerado no desenvolvimento de um projeto? Seção 3.9 teste de transistores 37. a) Utilizando as características da Figura 3.24, determine βCA para IC = 14 mA e VCE = 3 V. b) Determine βCC em IC = 1 mA e VCE = 8 V. c) Determine βCA em IC = 14 mA e VCE = 3 V. d) Determine βCC em IC = 1 mA e VCE = 8 V. e) Como os valores de βCA e βCC se comparam em cada região? f) A aproximação βCC ≅ βCA é válida para esse conjunto de características? Capítulo 3 transistores bipolares de junção 143 Boylestad_2012_cap03.indd 143 3/11/13 5:40 PM Polarização CC — tBJPolarização CC — tBJ objetivos • Ser capaz de determinar os valores de corrente contínua para as várias con figurações importantes com TBJ. • Entender como medir os valores de tensão importantes de uma configuração com TBJ e usá-los para determinar se o circuito opera corretamente. • Conhecer as condições de saturação e de corte de um circuito com TBJ e os níveis esperados de tensão e corrente esta- belecidos por cada condição. • Ser capaz de realizar uma análise por reta de carga das configurações mais comuns com TBJ. • Familiarizar-se com o processo de concepção de amplificadores com TBJ. • Compreender o funcionamento básico de circuitos de chaveamento com transistores. • Começar a entender o processo de solução de problemas em circuitos transistorizados. • Desenvolver um sentido para os fatores de estabilidade de uma configuração com TBJ e para o modo como eles afetam sua operação devido a mudanças em características específicas e alterações ambientais. 44444 4.1 introdução Para a análise ou o projeto de um amplificador com transistor, é necessário o conhecimento das respostas CC e CA do sistema. É comum imaginarmos que o transistor é um dispositivo mágico capaz de aumentar o valor da entrada CA aplicada sem o auxílio de uma fonte de energia externa. Na verdade, qualquer aumento em tensão, corrente ou potência CA é resultado de uma transferência de energia das fontes CC aplicadas. A análise ou o projeto de qualquer amplificador ele- trônico, portanto, utiliza duas componentes: as respostas CA e CC. Felizmente, o teorema da superposição é aplicável, e a análise das condições CC pode ser totalmente separada da resposta CA. Mas deve-se ter em mente que, durante a fase de projeto ou síntese, a escolha dos parâmetros para os valores CC exigidos influenciará a resposta CA e vice-versa. O valor CC de operação de um transistor é con- trolado por vários fatores, incluindo uma vasta gama de pontos de operação possíveis nas curvas características do dispositivo. Na Seção 4.2, será estabelecida a faixa de operação para o amplificador com transistor bipolar de junção (TBJ). Uma vez definidos a corrente CC e os valores de tensão desejados, um circuito que estabeleça o ponto de operação escolhido deve ser projetado. Vários desses circuitos serão analisados neste capítulo. Cada pro- jeto determinará também a estabilidade do sistema, isto é, o quanto ele é sensível às variações de temperatura, outro tópico que será explorado em uma seção deste capítulo. Embora vários circuitos sejam estudados neste ca- pítulo, há certa semelhança entre a análise de cada confi- guração devido ao uso recorrente das seguintes relações básicas importantes de um transistor: VBE 0,7 V (4.1) IE = (β + 1)IB IC (4.2) IC = βIB (4.3) Boylestad_2012_cap04.indd 144 3/11/13 5:50 PM Na verdade, uma vez que a análise dos primeiros circuitos seja claramente compreendida, o caminho para a solução dos circuitos seguintes começará a se tornar bem evidente. Na maioria dos casos, a corrente de base IB é a primeira quantidade a ser determinada. Uma vez conhecido o valor de IB, as relações da Equação 4.1 até a 4.3 podem ser aplicadas para que sejam definidos os parâmetros restantes de interesse. As semelhanças na análise se tornarão imediatamente óbvias à medida que avançarmos no capítulo. As equações para IB são tão similares para várias configurações que uma delas pode ser deduzida de outra pela simples retirada ou adição de um ou dois termos. A função básica deste capítulo é pro- porcionar ao leitor certa intimidade com as características do TBJ que permita a realização de uma análise CC para qualquer circuito que empregue o amplificador com TBJ. 4.2 Ponto de oPeração O termo polarização que aparece no título deste capítulo se refere genericamente à aplicação de tensões CC em um circuito para estabelecer valores fixos de corrente e tensão. Para amplificadores com transistor, a corrente e a tensão CC resultantes estabelecem um ponto de operação nas curvas características que defi- nem a região que será empregada para a amplificação do sinal aplicado. Visto que o ponto de operação é fixo na curva, também é chamado de ponto quiescente (abreviado como ponto Q). Por definição, quiescente significa em repouso, imóvel, inativo. A Figura 4.1 mostra as características de saída para um dispositivo com quatro pontos de operação indicados. O circuito de polarização pode ser projetado para estabelecer a ope- ração do dispositivo em qualquer um desses pontos ou em outros dentro da região ativa. Os valores máximos permitidos para os parâmetros são indicados na Figura 4.1 por uma linha horizontal para a corrente máxima de coletor ICmáx e uma linha vertical para a tensão máxima entre coletor e emissor VCEmáx . A restrição de potência máxima é definida na mesma figura pela curva PCmáx . No extremo inferior do gráfico está localizada a região de corte, definida por IB ≤ 0 μA, e a região de saturação, definida por VCE ≤ VCEsat . O dispositivo TBJ poderia ser polarizado para ope- rar foradesses limites máximos, mas o resultado da operação seria uma redução considerável na vida útil do dispositivo ou sua destruição. Ao limitarmos a operação à região ativa, é possível selecionar diversas áreas ou pontos de operação diferentes. O ponto Q escolhido depende do tipo de utilização do circuito. Podemos con- siderar, ainda, algumas diferenças entre os vários pontos mostrados na Figura 4.1 para apresentar algumas ideias 5 IC máx Saturação IC (mA) VCE0 5 10 15 20 25 10 15 80 μA 60 μA 50 μA 40 μA 30 μA 20 μA 10 μA Corte VCEmáx VCEsat B D C PCmáx 70 μA 20 (V) A 0 μAIB = Figura 4.1 Vários pontos de operação dentro dos limites de operação de um transistor. Capítulo 4 Polarização CC — tBJ 145 Boylestad_2012_cap04.indd 145 3/11/13 5:50 PM 04Boylestad_cap04_ALTA_COR_11mar