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resistência CC do enrolamento) e será ignorada nesse cálculo. 
Logo, a única perda de potência considerada aqui é aquela 
dissipada pelo transistor de potência e é calculada por
 PQ = Pi(CC) - Po CA)( (12.15)
onde PQ é a potência dissipada em forma de calor. Embora 
a equação seja simples, ela deve ser considerada quando 
utilizamos um amplificador classe A. A quantidade de 
potência dissipada pelo transistor é a diferença entre a 
drenada da fonte CC (determinada pelo ponto de pola-
rização) e a quantidade entregue à carga CA. Quando o 
sinal de entrada é muito pequeno, com uma potência CA 
muito pequena entregue para a carga, a potência máxima é 
dissipada pelo transistor. Quando o sinal de entrada é gran-
de, assim como a potência entregue para a carga, menos 
potência é dissipada pelo transistor. Em outras palavras, o 
transistor de um amplificador classe A tem que trabalhar 
“pesado” (dissipar a maior parte da potência) quando a 
carga estiver desconectada do amplificador, e o transistor 
dissipa a mínima quantidade de potência quando a carga 
estiver drenando a máxima potência possível do circuito.
EXEmplo 12.5
Para o circuito da Figura 12.10 e os resultados do Exem-
plo 12.4, calcule a potência de entrada CC, a potência 
dissipada pelo transistor e a eficiência do circuito para 
o sinal de entrada do Exemplo 12.4.
solução: 
Equação 12.14:
Pi(CC) = VCCICQ = (10 V)(140 mA) = 1,4 W
Equação 12.15:
PQ = Pi(CC) – Po(CA) = 1,4 W – 0,477 W = 0,92 W
A eficiência do amplificador é, então,
% h =
Po(CA)
Pi(CC) × 100%
=
0,477 W
1,4 W × 100% = 34,1% 
Máxima eficiência teórica Para um amplificador 
classe A acoplado a transformador, a máxima eficiência 
teórica atinge 50%. Com base nos sinais obtidos utilizando 
o amplificador, a eficiência pode ser escrita por:
 
% h = 50a
VCEmáx - VCEmín
VCEmáx + VCEmín
b
2
% (12.16)
Quanto maior o valor de VCEmáx e menor o valor de 
VCEmín, mais próxima fica a eficiência do limite teórico 
de 50%.
EXEmplo 12.6
Calcule a eficiência do amplificador classe A acoplado 
a transformador para uma fonte de 12 V e saídas de:
a) V(p) = 12 V.
b) V(p) = 6 V.
c) V(p) = 2 V.
solução:
a) Visto que VCEQ = VCC = 12 V, os pontos máximo e 
mínimo da oscilação de tensão são, respectivamente,
VCEmáx = VCEQ + V(p) = 12 V + 12 V = 24 V
VCEmín = VCEQ – V(p) = 12 V – 12 V = 0 V
 o que resulta em
% h = 50a 24 V - 0 V
24 V + 0 V b
2
 % = 50% 
b)
VCEmáx = VCEQ + V(p) = 12 V + 6 V = 18 V
VCEmín = VCEQ – V(p) = 12 V – 6 V = 6 V
 o que resulta em
% h = 50a 18 V - 6 V
18 V + 6 V b
2
 % = 12,5% 
c)
VCEmáx = VCEQ + V(p) = 12 V + 2 V = 14 V
VCEmín = VCEQ – V(p) = 12 V – 2 V = 10 V
 o que resulta em
% h = 50a 14 V - 10 V
14 V + 10 V b
2
 % = 1,39% 
Observe como a eficiência do amplificador cai dras-
ticamente de um máximo de 50% para V(p) = VCC até 
um pouco acima de 1% em V(p) = 2 V.
12.4 opErAção do 
AmplifiCAdor ClAssE B
Na operação classe B, o transistor fica polarizado 
em um valor que o mantém cortado, sendo ligado somente 
quando o sinal CA é aplicado. Isto é, praticamente não há 
polarização, e o transistor conduz corrente apenas durante 
um semiciclo do sinal de entrada. Para obtermos saída 
para um ciclo completo de sinal, é necessário utilizar dois 
transistores e ter cada um deles conduzindo em semiciclos 
opostos. A operação combinada fornece um ciclo completo 
576 dispositivos eletrônicos e teoria de circuitos
Boylestad_2012_cap12.indd 576 3/11/13 6:08 PM
de sinal de saída. Visto que uma parte do circuito empurra 
(push) o sinal alto durante um semiciclo e a outra parte 
puxa (pull) o sinal baixo durante o outro semiciclo, o 
circuito é chamado de circuito push-pull. A Figura 12.12 
mostra um diagrama para a operação push-pull. Um sinal 
de entrada CA é aplicado ao circuito push-pull, com cada 
metade operando em semiciclos alternados; a carga, então, 
recebe um sinal por um ciclo completo de operação CA. 
Os transistores de potência utilizados em um circuito push-
-pull são capazes de entregar a potência desejada à carga, 
e a operação classe B desses transistores apresenta uma 
eficiência maior do que era possível utilizando um único 
transistor em operação classe A.
potência de entrada (CC)
A potência fornecida à carga por um amplificador é 
drenada da fonte de alimentação (ou fontes de alimentação; 
veja a Figura 12.13) que fornece a potência de entrada ou 
potência CC. O valor dessa potência de entrada pode ser 
calculado por
 Pi(CC)= VCCICC (12.17)
onde ICC é a corrente média ou corrente CC drenada das 
fontes de alimentação. Na operação classe B, a corrente 
drenada de uma única fonte de alimentação tem a forma 
de um sinal de onda completa retificado, enquanto a cor-
rente drenada de duas fontes de alimentação tem a forma 
de um sinal de meia onda retificado de cada fonte. Em 
qualquer caso, o valor da corrente média drenada pode 
ser escrito como
 
ICC =
2
p
I )p(
 
(12.18)
onde I(p) é o valor de pico da forma de onda da corrente de 
saída. Utilizando a Equação 12.18 na equação da potência 
de entrada (Equação 12.17), obtemos:
 
Pi(CC) = VCCa
2
p
I(p)b 
 
(12.19)
potência de saída (CA)
A potência entregue à carga (geralmente referida 
como uma resistência, RL) pode ser calculada utilizando-
-se qualquer uma dentre diversas equações. Caso se use 
um medidor de valor eficaz (rms) para medir a tensão na 
carga, a potência de saída pode ser calculada como:
Circuito para 
um semiciclo
Circuito para 
um semiciclo
Carga
Figura 12.12 Representação em bloco da operação push-pull.
Circuito 
para um 
semiciclo
Circuito 
para um 
semiciclo
Circuito 
para um 
semiciclo
Circuito 
para um 
semiciclo
Carga
Carga
Figura 12.13 Conexão de um amplificador push-pull à carga: (a) utilizando duas fontes de tensão; 
(b) utilizando uma fonte de tensão.
Capítulo 12 Amplificadores de potência 577
Boylestad_2012_cap12.indd 577 3/11/13 6:08 PM
 
Po(CA) =
V2
L(rms)
RL
 
 
(12.20)
Caso se empregue um osciloscópio, a tensão de saída 
medida de pico, ou pico a pico, pode ser utilizada: 
 
Po(CA) =
V2
L(p@p)
8RL
=
V2
L(p)
2RL
 
 
(12.21)
Quanto maior for a tensão rms ou a tensão de pico 
de saída, maior será a potência entregue à carga.
Eficiência
A eficiência de um amplificador classe B pode ser 
calculada pela equação básica:
% h =
Po(CA)
Pi(CC) × %001
Utilizando as equações 12.19 e 12.21 na equação da 
eficiência anterior, obtemos
% h =
Po(CA)
Pi(CC) × 100% =
V2
L(p)>2RL
VCC [(2>p)I(p)] × 100%
=
p
4
 
VL(p)
VCC
× %001 (12.22)
[utilizando I(p) = VL(p)/RL]. A Equação 12.22 mostra que, 
quanto maior for a tensão de pico, maior será a eficiência 
do circuito, até um valor máximo quando VL(p) = VCC, 
sendo então essa eficiência máxima:
eficiência máxima =
p
4 × 100% = %5,87
Potência dissipada pelos transistores de saída 
A potência dissipada (em forma de calor) pelos transis-
tores de potência de saída é a diferença entre a potência 
de entrada fornecida pelas fontes e a potência de saída 
entregue para a carga,
 P2Q = Pi(CC) – Po(CA) (12.23)
onde P2Q é a potência dissipada pelos dois transistores de 
potência de saída. A potência dissipada em cada transistor 
é, então,
 
PQ =
P2Q
2 
 
(12.24)
EXEmplo 12.7
Para um amplificador classe B que forneça um sinal de 
20 V de pico para uma carga de 16 Ω (alto-falante) e uma 
fonte de alimentação de VCC = 30 V, determine a potência 
de entrada, a potência de saída e a eficiência do circuito.
solução: 
Um sinal de 20 V de pico através de uma carga de 
16 Ω fornece uma corrente de pico na carga de:
IL(p) =
VL(p)
RL
=
20 V
16 = 1,25 A
O valor CC da corrente drenada da fonte de alimentação 
é, então,
ICC =
2
p
 IL(p) =
2
p
 (1,25 A) = 0,796 A
e a potência de entrada fornecida pela fonte de tensão é
Pi(CC) = VCCICC = (30 V)(0,796 A) = 23,9 W
A potência de saída entregue à carga é
Po(CA) =
V2
L(p)
2RL
=
(20 V)2
2(16 ) = 12,5 W 
para uma eficiência resultante de:
% h =
Po(CA)
Pi (CC) × 100%
=
12,5W
23,9 W × 100% = 52,3% 
Considerações sobre máxima potência
Para a operação classe B, a potência máxima de saída 
é entregue para a carga quando VL(p) = VCC:
 
 Po(CA) =
V2
CC
2RL
máxima
 
(12.25)
A corrente de pico CA correspondente I(p) é, portanto, 
I(p) =
VCC
RL
 
de maneira que o valor máximo da corrente média da fonte 
de alimentação é:
ICC =
2
p
I(p) =
2VCC
pRL
máxima
578 dispositivos eletrônicos e teoria de circuitos
Boylestad_2012_cap12.indd 578 3/11/13 6:09 PM
Utilizar essa corrente para calcular o valor máximo 
de potência de entrada resulta em:
 Pi(CC) = VCC ( ICC)
= VCCa
2VCC
pRL
b =
2V2
CC
pRL
máxima máximo
 
(12.26)
A eficiência máxima do circuito para uma operação 
classe B é, então,
 %h =
Po(CA)
Pi(CC) × 100%
=
V2
CC>2RL
VCC [(2>p)(VCC>RL)] × %001
=
p
4 × 100% = 78,54%
máxima
 
(12.27)
Quando o sinal de entrada resulta em uma oscilação 
menor do que a oscilação máxima possível do sinal de 
saída, a eficiência do circuito é menor do que 78,5%.
Para a operação classe B, a potência máxima dissi-
pada pelos transistores de saída não ocorre na condição 
de potência máxima de entrada ou de saída. A potência 
máxima dissipada pelos dois transistores de saída ocorre 
quando a tensão de saída através da carga é
VL(p) = 0,636VCC a=
2
p
VCCb
para uma dissipação máxima de potência no transistor de:
 
 P2Q =
2V2
CC
p2RL
máxima
 
(12.28)
EXEmplo 12.8
Para um amplificador classe B que utiliza uma fonte de 
VCC = 30 V e aciona de uma carga de 16 Ω, determine 
a potência máxima de entrada, a potência de saída e a 
dissipação no transistor.
solução: 
A máxima potência de saída é:
Po(CA) =
V2
CC
2RL
=
(30 V)2
2(16 ) = 28,125 Wmáxima
A máxima potência de entrada drenada da fonte de 
tensão é:
 Pi(CC) =
2V2
CC
pRL
=
2(30 V)2
p(16 ) = 35,81 Wmáxima
A eficiência do circuito é, então,
máxima % h =
Po(CA)
Pi(CC) × 100%
=
28,125 W
35,81 W × 100% = %45,87
como esperado. A máxima potência dissipada por cada 
transistor é:
 PQ =
 P2Q
2
= 0,5a
2V2
CC
p2RL
b = 0,5 c
2(30 V)2
p216
d
= 5,7 W
máxima
máxima
Sob condições máximas, um par de transistores dis-
sipando cada um, no máximo, 5,7 W, pode entregar 
28,125 W para uma carga de 16 Ω enquanto drena 
35,81 W da fonte de alimentação.
A eficiência máxima de um amplificador classe B 
também pode ser expressa como segue
Po(CA) =
V2
L(p)
2RL
Pi(CC) = VCCICC = VCC c
2VL(p)
pRL
d 
de maneira que
 
% h =
Po(CA)
Pi(CC) × 100%
=
V2
L(p)>2RL
VCC [(2>p)(VL(p)>RL)] × %001
 % h = 78,54
VL(p)
VCC
 %
 
(12.29)
EXEmplo 12.9
Calcule a eficiência de um amplificador classe B para 
uma tensão de alimentação VCC = 24 V com tensões de 
pico de saída de:
a) VL(p) = 22 V.
b) VL(p) = 6 V.
Capítulo 12 Amplificadores de potência 579
Boylestad_2012_cap12.indd 579 3/11/13 6:09 PM
solução: 
Utilizando a Equação 12.29, temos:
a)
 
% h = 78,54
VL(p)
VCC
% = 78,54a
22 V
24 V
b = 72%
b) % h = 78,54a
6 V
24 V
b% = 19,6%
Observe que uma tensão próxima da máxima [22 V 
no item (a)] resulta em uma eficiência próxima à má-
xima, enquanto uma oscilação pequena de tensão [6 V 
no item (b)] ainda fornece uma eficiência próxima de 
20%. Fontes de alimentação e oscilações de sinais com 
valores semelhantes resultariam em eficiências muito 
piores em um amplificador classe A.
12.5 CirCuitos AmplifiCAdorEs 
ClAssE B
Há várias configurações de circuitos possíveis para 
obtermos a operação classe B. Nesta seção, examinaremos 
algumas vantagens e desvantagens dos circuitos mais utili-
zados. Os sinais de entrada para o amplificador podem ser 
um único sinal, e o próprio circuito ofereceria então dois 
estágios de saída diferentes, cada um operando em metade 
do ciclo. Se o sinal de entrada estiver na forma de dois 
sinais de polaridades opostas, dois estágios semelhantes 
poderiam ser utilizados, cada um operando em um ciclo 
alternado do sinal de entrada. Uma maneira de obter in-
versão de polaridade ou fase é utilizar um transformador, 
e o amplificador acoplado a transformador é muito utili-
zado há bastante tempo. Entradas de polaridades opostas 
podem ser facilmente obtidas por meio de amp-ops com 
duas saídas opostas, ou empregando-se alguns estágios 
de amp-ops para obter dois sinais de polaridades opostas. 
Também é possível obter uma operação de polaridade 
oposta utilizando uma única entrada e transistores com-
plementares (npn e pnp, ou nMOS e pMOS).
A Figura 12.14 mostra diferentes formas de obter-
mos sinais invertidos em fase a partir de um único sinal de 
entrada. A Figura 12.14(a) mostra um transformador com 
derivação central para fornecer sinais de fases opostas. Se 
o transformador tiver sua derivação exatamente centrada, 
os dois sinais serão exatamente de mesma magnitude e 
opostos em fase. O circuito da Figura 12.14(b) utiliza um 
estágio TBJ com saída em fase no emissor e saída com fase 
oposta no coletor. Se o ganho estiver próximo de 1 para cada 
saída, a mesma amplitude será obtida em cada uma delas. 
Provavelmente, o mais usual é utilizar estágios amp-op: 
um para fornecer um ganho inversor unitário, e outro para 
um ganho não inversor também unitário, para proporcionar 
duas saídas de mesma amplitude, mas com fases opostas.
Circuitos push-pull acoplados 
a transformador
O circuito da Figura 12.15 utiliza um transformador 
de entrada com derivação central para produzir sinais de 
polaridades opostas para os dois transistores de entrada e 
um transformador na saída para acionar a carga em um 
modo de operação push-pull, que é descrito a seguir.
Durante o primeiro semiciclo de operação, o transis-
tor Q1 é levado para a condução enquanto o transistor Q2 
é mantido cortado. A corrente I1 através do transformador 
produz o primeiro semiciclo de sinal para a carga. Duran-
te o segundo semiciclo do sinal de entrada, Q2 conduz; 
portanto Q1 fica cortado e a corrente I2 através do trans-
formador proporciona o segundo semiciclo para a carga. 
O sinal total desenvolvido através da carga varia, então, 
durante o ciclo completo de operação do sinal.
(a)
V
V
Sinais 
push-pull
Vi 
(c)
E F
E F
(b)
VCC
RC
R1
C2 Sinais de entrada 
push-pull
RE
C3
R2
Vi 
C1
Ampli-
ficador
Figura 12.14 Circuitos separadores de fase (continua).
580 dispositivos eletrônicos e teoria de circuitos
Boylestad_2012_cap12.indd 580 3/11/13 6:09 PM
N2
Vi
IL
RL
+VCC
I1
Q1
N1
I2
Q2
R2
R1
+VCC
N1
Circuito de 
polarização
Transformador 
de entrada 
separador de fase
Circuito push-pull Transformador 
de saída push-pull
Carga
Figura 12.15 Circuito push-pull.
(a)
V
V
Sinais 
push-pull
Vi 
(c)
E F
E F
(b)
VCC
RC
R1
C2 Sinais de entrada 
push-pull
RE
C3
R2
Vi 
C1
Ampli-
ficador
Figura 12.14 Continuação.
Capítulo 12 Amplificadores de potência 581
Boylestad_2012_cap12.indd 581 3/11/13 6:09 PM
Circuitos de simetria complementar
Utilizando transistores complementares (npn e pnp), 
podemos obter um ciclo completo de saída através da carga 
por meio de semiciclos de operação de cada transistor, 
como consta na Figura 12.16(a). Enquanto um único sinal 
de entrada é aplicado na base de ambos os transistores, 
estes, sendo de tipos opostos, conduzirão em semiciclos 
opostos da entrada. O transistor npn será polarizado para a 
condução pelo semiciclo positivo do sinal, proporcionando 
um semiciclo de sinal através da carga, como mostra a 
Figura 12.16(b). Durante o semiciclo negativo de sinal, o 
transistor pnp é polarizado para a condução, como mostra 
a Figura 12.16(c).
Durante um ciclo completo da entrada, um ciclo 
completo de sinal de saída é desenvolvido através da carga. 
Uma desvantagem do circuito é a necessidade de duas fon-
Polarizado ligado 
pelo sinal de entrada
Polarizado ligado 
pelo sinal de entrada
Polarizado desligado 
pelo sinal de entrada
Polarizado desligado 
pelo sinal de entrada
Distorção por cruzamento 
(crossover)
Figura 12.16 Circuito push-pull de simetria complementar.
582 dispositivos eletrônicose teoria de circuitos
Boylestad_2012_cap12.indd 582 3/11/13 6:09 PM
tes por tensão separadas. Outra, menos óbvia, é a distorção 
por cruzamento (crossover) resultante no sinal de saída 
(veja a Figura 12.16(d)). A distorção por cruzamento se 
refere ao fato que, durante a passagem do sinal de positivo 
para negativo (ou vice-versa), haverá uma não linearidade 
no sinal de saída. Isso resulta do fato que o circuito não 
apresenta um chaveamento perfeito de um transistor li-
gado para o outro cortado na condição de tensão zero de 
entrada. Ambos os transistores podem estar parcialmente 
cortados, de maneira que a tensão de saída não acompanhe 
a entrada em torno da condição de tensão zero. Polarizar 
os transistores em classe AB melhora esta situação, pois, 
assim, ambos conduzem por mais da metade de um ciclo.
Uma versão mais prática de um circuito push-pull 
que utiliza transistores complementares é mostrada na 
Figura 12.17. Observe que a carga é acionada como a saída 
de um seguidor de emissor, de maneira que a resistência 
da carga esteja casada à baixa resistência de saída da 
fonte que aciona o circuito. O circuito utiliza transistores 
complementares em conexão Darlington para oferecer alta 
corrente e baixa resistência de saída.
Amplificador push-pull 
quase complementar
Em circuitos amplificadores de potência utilizados 
na prática, é preferível usar transistores npn para ambos 
os dispositivos de saída de alta corrente. Como a cone-
xão push-pull requer dispositivos complementares, um 
transistor pnp de alta potência deve ser utilizado. Uma 
maneira prática de obtermos uma operação complementar 
utilizando os mesmos transistores npn casados na saída 
é oferecida pelo circuito quase complementar mostrado 
na Figura 12.18. A operação push-pull é obtida pelo uso 
de transistores complementares (Q1 e Q2) antes dos tran-
sistores de saída npn casados (Q3 e Q4). Observe que os 
transistores Q1 e Q3 formam uma conexão Darlington que 
apresenta baixa impedância de saída, característica de um 
seguidor de emissor. A conexão dos transistores Q2 e Q4 
forma um par realimentado, o qual, de modo análogo, 
fornece uma baixa impedância para a carga. O resistor R2 
pode ser ajustado para minimizar a distorção por cruza-
mento através da alteração do valor de polarização CC. 
O sinal de entrada único para o estágio push-pull resulta, 
então, em um ciclo de saída completo para a carga. O 
amplificador push-pull quase complementar é o circuito 
mais utilizado em amplificadores de potência.
EXEmplo 12.10
Para o circuito da Figura 12.19, calcule a potência de 
entrada, a potência de saída, a potência manipulada por 
cada transistor de saída e a eficiência do circuito para 
uma entrada de 12 V rms.
Carga CA quando o 
alto-falante está 
desconectado
Conectar ao 
alto-falante de 
4 a 16 Ω
,
Figura 12.17 Circuito push-pull com simetria complementar utilizando transistores Darlington.
Capítulo 12 Amplificadores de potência 583
Boylestad_2012_cap12.indd 583 3/11/13 6:09 PM
solução: 
A tensão de pico de entrada é
Vi(p) = !2 Vi (rms)
= !2 (12 V) = 16,97 V 17 V
Visto que a tensão resultante sobre a carga é, idealmen-
te, a mesma do sinal de entrada (o amplificador tem, 
idealmente, um ganho de tensão unitário),
VL(p) = 17 V
e a potência de saída desenvolvida na carga é:
Po(CA) =
V2
L(p)
2RL
=
(17 V)2
2(4 ) = 36,125 W
A corrente de pico na carga é
IL(p) =
VL(p)
RL
=
17 V
4 = 4,25 A
a partir da qual a corrente CC das fontes pode ser 
calculada como
ICC =
2
p
IL(p) =
2(4,25 A)
p
= 2,71 A
Par Darlington
Par realimentado
Saída
(Carga)
Entrada
Figura 12.18 Amplificador de potência push-pull quase complementar sem transformador.
Figura 12.19 Amplificador de potência classe B para os 
exemplos 12.10 a 12.12.
584 dispositivos eletrônicos e teoria de circuitos
Boylestad_2012_cap12.indd 584 3/11/13 6:09 PM
de modo que a potência fornecida ao circuito é:
Pi(CC) = VCCICC = (25 V)(2,71 A) = 67,75 W
A potência dissipada por cada transistor de saída é:
PQ =
P2Q
2
=
Pi - Po
2
=
67,75 W - 36,125 W
2
= 15,8 W
A eficiência do circuito (para uma entrada de 12 V 
rms) é, então,
% h =
Po
Pi
× 100%
=
36,125 W
67,75 W × 100% = 53,3%
EXEmplo 12.11
Para o circuito da Figura 12.19, calcule a máxima po-
tência de entrada, a máxima potência de saída, a tensão 
de entrada para operação com máxima potência e a po-
tência dissipada pelos transistores de saída nessa tensão.
solução: 
A máxima potência de entrada é:
 Pi(CC) =
2V2
CC
pRL
=
2(25 V)2
p4 = 99,47 Wmáxima
A máxima potência de saída é:
 Po(CA) =
V2
CC
2RL
=
(25 V)2
2(4 ) = 78,125 Wmáxima
[Observe que a eficiência máxima é conseguida nesta 
situação:
% h =
Po
Pi
× 100% =
78,125 W
99,47 W 100% = ]%45,87
Para conseguir potência máxima de operação, a tensão 
de saída deve ser
VL(p) = VCC = 25 V
e a potência dissipada pelos transistores de saída é, 
portanto,
P2Q = Pi – Po = 99,47 W – 78,125 W = 21,3 W 
EXEmplo 12.12
Para o circuito da Figura 12.19, determine a máxima 
potência dissipada pelos transistores de saída e a tensão 
de entrada na qual isso ocorre.
solução:
 A máxima potência dissipada por ambos os transistores 
de saída é:
 P2Q =
2V2
CC
p2RL
=
2(25 V)2
p24
= 31,66 Wmáxima
A dissipação máxima ocorre em:
VL = 0,636VL(p) = 0,636(25 V) = 15,9 V
(Observe que, em VL = 15,9 V, o circuito precisou que 
os transistores dissipassem 31,66 W, enquanto, em 
VL = 25 V, eles tiveram de dissipar somente 21,3 W.)
12.6 distorção do AmplifiCAdor
Um sinal senoidal puro tem uma única frequência na 
qual a tensão varia positiva e negativamente com as mes-
mas amplitudes. Qualquer sinal que varie por menos do 
que um ciclo completo de 360° é considerado distorcido. 
Um amplificador ideal é capaz de amplificar um sinal se-
noidal puro, produzindo uma versão ampliada, sendo que 
a forma de onda resultante também é uma senoidal pura. 
Quando ocorre distorção, a saída não será uma duplicata 
exata (exceto em sua magnitude) do sinal de entrada.
A distorção pode acontecer porque as características 
do dispositivo são não lineares, e neste caso ocorre distor-
ção não linear ou distorção em amplitude. Isso pode ocor-
rer com amplificadores de qualquer classe de operação. 
A distorção pode ocorrer também porque os elementos do 
circuito e dispositivos respondem a um sinal de entrada 
de forma diferente nas várias frequências, sendo esse caso 
chamado de distorção em frequência.
Uma das técnicas para descrever formas de onda 
distorcidas, porém periódicas, utiliza a análise de Fourier. 
Esse método descreve qualquer forma de onda periódica 
em termos de seu componente de frequência fundamental 
e de componentes de frequência que são múltiplos inteiros 
dela. Esses componentes são chamados de componentes 
harmônicos ou apenas harmônicas. Por exemplo, um 
sinal originalmente de 1.000 Hz poderia resultar, após a 
distorção, em um sinal com componentes de frequência 
de 1.000 Hz (1 kHz) e componentes harmônicos de 2 kHz 
(2 × 1 kHz), 3 kHz (3 × 1 kHz), 4 kHz (4 × 1 kHz) e assim 
por diante. A frequência original de 1 kHz é chamada de 
frequência fundamental; os múltiplos inteiros são as har-
mônicas. O componente de 2 kHz é, portanto, chamado de 
Capítulo 12 Amplificadores de potência 585
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