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16 
 
DA ESTRUTURA DO PODER JUDICIÁRIO 
 
As regras sobre o Poder Judiciário estão nos arts. 92 a 126 da Constituição Federal. 
 
DA CONVERGÊNCIA 
O STF e os Tribunais Superiores (TST, TSE, STM e STJ) sãos órgão de convergência, 
têm sede na Capital Federal (Brasília e exercem jurisdição sobre todo o território 
nacional (art. 92, §§1º e 2º). 
 
Cada uma das Justiças Especiais da União tem por cúpula seu próprio Tribunal Superior 
que é o responsável pela última decisão nas causas de competência dessa Justiça, 
ressalvado o controle de constitucionalidade, que sempre cabe ao STF. 
 
Quanto às causas processadas na Justiça Federal ou nas locais, em matéria 
infraconstitucional, a convergência conduz ao STJ. 
 
Em matéria constitucional, a convergência direciona-se ao STF. 
 
Todos os Tribunais Superiores convergem ao STF, como órgão máximo da Justiça 
brasileira e responsável pelo controle de constitucionalidade de leis, atos normativos e 
decisões judiciárias. 
 
DA SUPERPOSIÇÃO 
O STF e o STJ não são apenas órgãos de convergência, mas também órgãos de 
superposição, vez que as suas decisões se sobrepõem às decisões proferidas pelos 
órgãos inferiores da Justiça comum e da Justiça especial. 
 
As decisões dos STJ se sobrepõem àquelas da Justiça Federal comum, da Estadual e 
daquela do Distrito Federal e Territórios, ao passo que as decisões do STF se sobrepõem 
a todas as Justiças e Tribunais. 
 
O Supremo Tribunal Federal não é apenas uma Corte Constitucional, pois não exerce 
somente a defesa da Constituição Federal. De fato, também executa a defesa da 
legislação federal. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
17 
 
Quanto à competência dos órgãos judiciais, há a distinção entre JUSTIÇA COMUM 
E ESPECIAL 
 
Além da estrutura delineada nos artigos 92 e 98 da Constituição – CNJ, Tribunais 
Superiores (STF, STJ, TST, TSE e STM), Tribunais de 2ª instância (TRFs, TJs, TRTs, 
TREs e TJMs), os juízes de 1ª instância e Juizados Especiais, o Poder Judiciário 
também pode ser dividido naquilo que denominada JUSTIÇA COMUM e JUSTIÇA 
ESPECIAL. 
 
 
JUSTIÇA COMUM: 
a) Justiça Federal (Tribunais Regionais 
Federais e Juízes Federais — arts. 106 a 110, 
bem como a criação de juizados especiais nos 
termos da Lei Federal n. 10.259/2001 — art. 
98, § 1.º, CF/88); 
 
b) Justiça do Distrito Federal e Territórios 
(Tribunais e Juízes do Distrito Federal e 
Territórios, organizados e mantidos pela 
União — arts. 21, XIII, e 22, XVII, que 
também criará os Juizados 
Especiais e a Justiça de Paz); 
 
c) Justiça Estadual comum (ordinária) (art. 
125 — juízos de primeiro grau de jurisdição, 
incluídos os Juizados Especiais[34] — art. 98, 
I — e a Justiça de Paz — art. 98, II;[35] bem 
como os de segundo grau de jurisdição, 
compostos pelos Tribunais de Justiça. 
Lembrar que apossibilidade de criação dos 
Tribunais de Alçada, nos termos do art. 96, II, 
“c”, da CF/88, e 108 
da LOMN,[36] não mais existe em razão do 
art. 4.º da EC n. 45/2004). 
JUSTIÇA ESPECIAL: 
a) Justiça do Trabalho: composta pelo 
Tribunal Superior do Trabalho — TST; 
Tribunais Regionais do Trabalho — TRTs e 
pelos Juízes do Trabalho (Varas do Trabalho) 
(arts. 111 a 
116); 
 
b) Justiça Eleitoral: composta pelo Tribunal 
Superior Eleitoral — TSE; Tribunais 
Regionais 
Eleitorais — TREs, Juízes Eleitorais e Juntas 
Eleitorais (arts. 118 a 121); 
 
c) Justiça Militar da União: Superior 
Tribunal Militar — STM e Conselhos de 
Justiça, Especial 
e Permanente, nas sedes das Auditorias 
Militares (arts. 122 a 124); 
 
d) Justiça Militar dos Estados, do Distrito 
Federal e Territórios :[38] Tribunal de 
Justiça — TJ,ou Tribunal de Justiça Militar — 
TJM, nos Estados em que o efetivo militar for 
superior a 20.000 
integrantes e, em primeiro grau, pelos juízes 
de direito togados (juízes de direito da Justiça 
Militar Estadual) e pelos Conselhos de 
Justiça, com sede nas auditorias militares — 
art. 125, §§ 3.º, 4.º e 5.º — EC n. 45/2004). 
 
 
Quanto à natureza dos órgãos judiciais, há diferenciação entre JUSTIÇA 
FEDERAL E JUSTIÇA ESTADUAL 
 
 
 
 
 
18 
 
ORGANOGRAMA DO PODER JUDICIÁRIO 
 
 
Competência 
- Justiça Estadual – Causas cíveis, criminais, de acidentes do trabalho 
etc. 
 
- Justiça Federal – Quando a União ou autarquia federal é parte no 
processo (Questões tributárias, previdenciárias, administrativas etc.) 
 
- Justiça do Trabalho – Conciliar e julgar dissídios individuais e 
coletivos entre empregados e empregadores, inclusive quando for parte a 
administração direta e indireta da União, dos Estados e dos Municípios 
(CF, art. 114) 
 
- Justiça Eleitoral – Cuida da preparação, organização, realização e 
apuração dos pleitos e julga os crimes eleitorais. 
 
- Justiça Militar – Julga os crimes cometidos por militares.

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