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TCC I - TALITA FORMAESKI

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Centro 
Materno
Infantil 
Fonte: Foto Gilmar Estevam
Centro Materno Infantil - HNSC
Assistência à Saúde Pública e Privada
Trabalho de Conclusão de Curso 1
UNISUL – Arquitetura e Urbanismo
Orientador: Prof. Arq. Ramon Lima
Acadêmica: Talita Formaeski
UNISUL
UNISUL – Universidade do Sul de Santa Catarina
Talita Formaeski Rosa
TCC I – Centro Materno Infantil – HNSC
Assistência à Saúde Pública e Privada
Tubarão
2020.1
Talita Formaeski Rosa
TCC I – Centro Materno Infantil
Assistência à Saúde Pública e Privada
Orientador: Prof. Arq. Ramon Lima de Carvalho
Tubarão
2020.1
Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao Curso de
Arquitetura e Urbanismo da Universidade do Sul de Santa
Catarina como requisito parcial à obtenção do título de
Bacharel em Arquitetura e Urbanismo.
Talita Formaeski Rosa
TCC I – Centro Materno Infantil
Assistência à Saúde Pública e Privada
Tubarão, 22 de Julho de 2020.
__________________________________________
Professor e Orientador Ramon Lima de Carvalho
Universidade do Sul de Santa Catarina
__________________________________________
Professor Avaliador 1
Universidade do Sul de Santa Catarina
__________________________________________
Professor Avaliador 2
Universidade do Sul de Santa Catarina
Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao Curso de
Arquitetura e Urbanismo da Universidade do Sul de Santa
Catarina como requisito parcial à obtenção do titulo de
Bacharel em Arquitetura e Urbanismo.
Agradecimentos
Primeiramente, agradeço a Deus, pela saúde mantida ao longo da minha vida e por ter me guiado a essa oportunidade, me
mantendo em evolução intelectual.
Agradeço imensamente aos meus pais, Salésio e Fátima, que em nenhum momento duvidam da minha capacidade. São vocês
que em suas orações me mandam forças para continuar essa caminhada; sem a constante presença de vocês, nada teria o mesmo
sentido. Foi de vocês que herdei a honestidade, a empatia, a solicitude e o discernimento, que honro até o presente momento, estes e
todos os demais princípios. Agradeço aos meus irmãos pelo apoio, Taty, Bruno, Sidney e Simone.
Agradeço à “madrinha Jane e Kiko” pelo apoio incondicional; sem ela, eu não teria chegado até aqui com o mesmo conforto.
Agradeço às minhas colegas de trabalho do Centro Obstétrico – HNSC Enf. Maikely que me da a oportunidade de presenciar
o milagre da vida, me permitindo participar de momentos únicos, sempre me motivando e provocando meu potencial, Enf. Cristina, Enf.
Katiane e à Equipe Dinastia, as quais compreendem minhas necessidades.
Em especial, agradeço a um amigo que apareceu em minha vida e desde então tudo tem mais alegria, tornando cada
situação especial. Obrigada, Rangel, por tudo, pelos momentos, conversas, por me acalmar nas horas de aflição dizendo “tá, pera, tô
indo aí” e chega trazendo soluções, calmaria e piadas, tem um espirito suave e um bom-humor contagiante, a quem quero para sempre
junto comigo, muito obrigada.
Agradeço aos professores do Curso de Arquitetura e Urbanismo, salientando ao Coord. Prof. Arq. Rodrigo Althof, sempre muito
gentil e acessível. Agradeço às amizades especiais que o curso me presenteou: Luiza, Katy e Josi; sem elas, os ‘viradões’ de projeto
não seriam os mesmos.
Por último, em especial, agradeço ao meu orientador, Ramon Lima de Carvalho, quem eu já havia reservado como orientador
e escolhido o tema desde o segundo semestre, e não é que deu certo?! Agradeço pela paciência com os assessoramentos tendo se
mostrado presente, espirituoso, calmo e compreensível. Obrigada, professor.
A todos, amigos e familiares, obrigada!
Resumo
Este trabalho tem por finalidade ser base para o futuro
anteprojeto de um centro materno infantil em conjunto com o
Hospital Nossa Senhora da Conceição, em Tubarão – SC,
referência em gestação de alto risco. Revisando os registros
em um hospital de Tubarão e região, percebe-se alto grau de
nascimentos por parto cesárea, acima do indicado pela OMS.
O futuro Centro Materno Infantil tem uma proposta
humanizada, acolhendo e auxiliando a população para uma
escolha consciente e individualizada quanto à via de
nascimento adequada, diminuindo assim as taxas de
internação de RN em UTI neonatal, anulação de morte materna
e redução segura do tempo de permanência hospitalar.
Considerando essas informações, foram feitas análises de
referenciais teóricos, referenciais projetuais, análise da área a
ser implantada a proposta e o partido arquitetônico. Os
referenciais teóricos foram importantes para abordar temas
quanto à ambiência, história da obstetrícia e a atual condição
da infraestrutura na saúde da mulher na cidade de Tubarão. Os
referenciais projetuais foram escolhidos por suprir alguns
aspectos pertinentes relacionados à especialidade da proposta.
A análise da área mostra todos os aspectos do terreno
escolhido e seu entorno, resultando na progressão do
desenvolvimento do partido.
Palavras-chave: Arquitetura hospitalar. Obstetrícia.
Humanização. Ambiência.
Abstract
This research aims to be a base for a future preliminary
project of a maternal and child center in conjunction with
Hospital Nossa Senhora da Conceição, in Tubarão – SC, a
reference in high risk management. By reviewing the records
in a hospital in Tubarão and region, a high degree of births
per birth is observed, above the recommended by OMS. The
future Maternal and Child Center has a humanized proposal,
welcoming and helping the population through a conscious
and individualized choice, as for the adequate birth path,
decreasing the rates of hospitalization of RN in ​​neonatal ICU,
cancellation of maternal death and safe reduction of hospital
stay. Considering these information, it were done analyzes of
theoretical references, projected references, area analyzes
where it will be made the proposal and an architectural party.
Theoretical frameworks were important to address topics
about ambience, history of obstetrics and current condition of
infrastructure in women's health in Tubarão city. The projected
references were selected for some aspects related to the
proposal’s specialty. An analysis of the area shows all aspects
of the chosen terrain and its content, resulting in the progress
of the party's development.
Keywords: Hospital architecture. Obstetrics. Humanization.
Ambience.
Centro Materno Infantil – TCC 1 – Acadêmica Talita Formaeski – Orientador: Prof. Arq. Ramon Lima
Siglas e abreviaturas
AC – Alojamento Conjunto
AMUREL – Associação de Municípios da Região de Laguna
ANVISA – Agência Nacional de Vigilância Sanitária
BCF – Batimento CardioFetal
CMI – Centro Materno Infantil
CPN – Casa de Parto Normal
CTI – Centro de Tratamento Intensivo
DF – Distrito Federal
HNSC – Hospital Nossa Senhora da Conceição
IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas
IHAC – Iniciativa Hospital Amigo da Criança
OMS – Organização Mundial da Saúde
PPP – Pré-parto, Parto e Pós-parto
ReHuNa – Rede Nacional pela Humanização do Parto e do
Nascimento
RN – Recém-nascido
SC – Santa Catarina
SISREG – Sistema de Regulação
SPA – Sala de Pós Alta
SRPA – Sala de Recuperação Pós Anestésica
SUS – Sistema Único de Saúde
UTI – Unidade de Tratamento Intensivo
PP – Pré-parto
PC – Parto Cesárea
PN – Parto Normal
RPA – Recuperação Pós-Anestésica
BLH – Banco de Leite Humano
SUAS – Sistema Único de Assistência Social
Centro Materno Infantil – TCC 1 – Acadêmica Talita Formaeski – Orientador: Prof. Arq. Ramon Lima
Centro Materno Infantil – TCC 1 – Acadêmica Talita Formaeski – Orientador: Prof. Arq. Ramon Lima
Sumário
1 Introdução..........................................................................10
1.1 Problemática.................................................................10
1.2 Justificativa...................................................................11
1.3 Objetivos.......................................................................12
1.3.1 Objetivo Geral........................................................121.3.2 Objetivos Específicos............................................12
1.4 Metodologia...................................................................13
2 Referenciais teóricos.........................................................13
2.1 História da obstetrícia no Brasil....................................14
2.2 Humanização no atendimento direto............................15
2.2.1 Presença do acompanhante no parto...................16
2.2.2 Salas de PPP, salas cirúrgicas, recuperação, 
permanência e internação..........................................................16
2.2.3 A atenção dispensada ao RN quanto aos cuidados 
e procedimentos invasivos na primeira hora de vida.................17
2.2.4 Abortamento...........................................................17
2.3 Ambiência......................................................................18
3 Referenciais projetuais......................................................22
3.1 Hospital Can Misses.....................................................22
3.1.1 Ficha técnica..........................................................22
3.1.2 Elementos..............................................................22
3.1.2.1 Acessos...........................................................22
3.1.2.2 Circulações ....................................................23
3.1.2.3 Volume e massa.............................................23
3.1.2.4 Conforto ambiental e sustentabilidade...........24
3.1.2.5 Zoneamento funcional....................................25
3.1.2.6 Estruturas e técnicas construtivas..................25
3.1.3 Relações................................................................26
3.1.3.1 Relação com o entorno...............................................26
3.1.3.2 Relação entre exterior e interior.....................26
3.1.3.3 Hierarquias espaciais.....................................27
3.1.4 Ordem de ideias...................................................27
3.1.4.1 Traçados e simetria.......................................28
3.1.5 Partido..................................................................28
3.1.6 Por que da escolha? O que pretende usar?........28
3.2 Centro Internacional de Neuroreabilitação e 
Neurociências Sarah Kubitschek - RJ......................................29
3.2.1 Ficha técnica........................................................29
3.2.2 Elementos............................................................29
3.2.2.1 Acessos.........................................................30
3.2.2.2 Circulações...................................................30
3.2.2.3 Volume e massa............................................31
3.2.2.4 Conforto ambiental e sustentabilidade..........31
3.2.2.5 Zoneamento funcional...................................32
3.2.2.6 Estruturas e técnicas construtivas................33
3.2.3 Relações...............................................................34
3.2.3.1 Relação com o entorno.................................34
3.2.3.2 Relação entre exterior e interior....................35
3.2.3.3 Hierarquias espaciais....................................35
3.2.4 Ordem de ideias...................................................35
3.2.4.1 Traçados reguladores...................................35
3.2.4.2 Simetria e assimetria.....................................36
3.2.5 Partido...................................................................36
3.2.6 Por que da escolha? O que pretende usar?........37
4 Estudo de Caso – Hospital Amparo Maternal................37
4.1 Ficha técnica................................................................38
4.2 Elementos.....................................................................38
4.2.1 Acessos / Entradas principais e secundárias.......38
4.2.2 Circulações............................................................39
4.2.3 Volume e massa....................................................40
4.2.4 Conforto ambiental e sustentabilidade..................40
4.2.5 Zoneamento funcional...........................................41
4.2.6 Estruturas e técnicas construtivas.........................42
4.3 Relações........................................................................43
4.3.1 Do edifício com o entorno.......................................43
Centro Materno Infantil – TCC 1 – Acadêmica Talita Formaeski – Orientador: Prof. Arq. Ramon Lima
4.3.2 Do interior com o exterior....................................43
4.3.3 Hierarquias espaciais..........................................44
4.4 Ordem de ideias.........................................................45
4.4.1 Simetria e assimetria...........................................45
4.4.2 Traçados reguladores..........................................45
4.5 Partido.........................................................................46
4.6 Por que da escolha? O que pretende usar?..............46
4.7 Detalhamento da visita in loco....................................47
5 Diagnóstico de área.........................................................48
5.1 Dados gerais...............................................................48
5.1.1 Histórico da cidade..............................................48
5.1.2 A origem do município de Tubarão.....................49
5.2 Análise geral da área..................................................49
5.2.1 Análise específica da área..................................50
5.3 Hierarquia viária e transportes coletivos....................51
5.3.1 Sistema viário......................................................52
5.4 Uso do solo.................................................................52
5.4.1 Gabaritos.............................................................53
5.4.2 Zoneamento, uso e ocupação.............................53
5.4.3 Condicionantes ambientais.................................54
5.4.4 Equipamentos urbanos........................................55
5.4.5 Morfologia urbana................................................55
5.4.6 Infraestrutura urbana..................................................56
5.4.7 Relação público e privado...................................56
5.5 Histórico do HNSC......................................................57
5.5.1 Centro Materno Infantil........................................58
5.5.1.1 Sobre o centro materno infantil a ser 
projetado...................................................................................58
5.6 Síntese do diagnóstico................................................61
6 Partido arquitetônico.......................................................61
6.1 Conceito......................................................................62
6.2 Intenções de projeto...................................................63
6.3 Proposta de partido....................................................64
6.4 Volumetria geral setorizada.......................................64
6.5 Fluxograma geral..........................................................65
6.6 Aplicação do conceito..................................................65
6.7 Planta baixa zoneada e volumetria..............................66
6.8 Aplicação dos referenciais projetuais..........................68
6.9 Materialidade................................................................68
7 Considerações finais........................................................70
8 Referências........................................................................70
9 Apêndices...........................................................................739.1 Pré-dimensionamento e programa de necessidades 
específico....................................................................................73
9.2 Fluxogramas específicos..............................................78
9.3 Tabela de pesquisa de porcentagem por via de 
nascimento.................................................................................82
1 Introdução
O presente Trabalho de Conclusão de Curso visa
construir uma ala para acolher o Centro Materno Infantil do
Hospital Nossa Senhora da Conceição, em Tubarão/SC.
O foco principal desse projeto tem base no parto
normal, cesáreas, consultas, exames e abortamentos
humanizados, nos direitos da mulher, no acesso a toda equipe
de apoio que ela possa precisar para qualquer um desses
procedimentos. Nessa ala, teremos, então, os cinco setores
que compõem o CMI: Centro Obstétrico, Alojamento Conjunto,
Pediatria, UTI Neonatal e Banco de Leite Humano.
O alto índice de cesarianas, algumas delas com
indicação duvidosa, ocorrendo por falta de conhecimento da
gestante, tornam esses procedimentos invasivos, o que
compromete a saúde da gestante e do recém-nascido a curto e
a longo prazo. Com isso, viu-se a necessidade de aprimorar o
ambiente onde ocorrem os atendimentos, principalmente a
gestantes e puérperas.
O objetivo deste projeto é criar um espaço exclusivo e
humanizado voltado à saúde da mulher na gestação, no parto
e no puerpério.
1.1 Problemática
Tubarão atualmente tem seu crescimento populacional
acelerado (segundo dados do IBGE, aproxima-se de 106 mil
habitantes em 2020), e para suprir toda a cidade e região, o
município conta com dois estabelecimentos de saúde com
internação para gestantes, sendo um deles público.
O Hospital Nossa Senhora da Conceição, além de ser
referência em gestação de alto risco, é um dos maiores de
Santa Catarina em número de leitos, totalizando 396 leitos
(internação, observação e alojamento canguru). Possui CTI –
Centro de Tratamento Intensivo Adulto, com 30 leitos (SUS e
particulares).
A UTI Mista conta com 13 leitos (neonatal e pediátrico).
Tendo como foco a maternidade e a UTI neonatal, a população
conta com 53 leitos distribuídos para: triagem obstétrica, salas
de pré-parto, PPP, internação SUS, particular e convênios e
recuperação pós-anestésica, e 13 leitos para UTI neonatal,
fazendo parte do SISREG, ou seja, tendo que abrir vaga para
outras regiões, se necessário.
Observando que o HNSC atende toda região da
AMUREL, que representa aproximadamente 364 mil pessoas,
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sendo, portanto, referência, a instituição faz aproximadamente,
na obstetrícia, 1.200 atendimentos/mês, sendo eles, em média,
880 consultas, 16 curetagens e ainda cerca de 250
nascimentos. Assim, percebe-se a necessidade de ampliação e
humanização do setor que é o berço do nosso hospital, o
Centro Materno Infantil.
Um dos índices da OMS mostra que o número de
cesarianas ainda está muito alto. No Brasil, segundo a OMS,
55% dos nascimentos ainda são por cesáreas; em Santa
Catarina, são 58%; e no HNSC, conforme pesquisa realizada
pela autora, o índice atual é de 52% pelo SUS, e as cesáreas
por convênios estão em 71,4%. A taxa ideal deve ficar entre
10% e 15% (tabela em apêndice).
Devido a essas taxas, a saúde da mulher e do RN pode
ser comprometida, pois a taxa de mortalidade infantil e de
internação em UTI Neonatal ainda é bastante preocupante,
visto que os nascimentos prematuros são a maior indicação de
internação em UTI neonatal.
Os partos normais ainda não têm um ambiente
exclusivo para a evolução de cada gestante individual; a
maioria desses procedimentos ainda ocorre ou recupera no
mesmo ambiente das cesáreas, curetagens, observação e
triagem. Há duas salas de PPP, mas a gestante não
permanece nesta sala desde sua chegada ao Centro
Obstétrico, não há essa privacidade, esse atendimento
exclusivo.
Os procedimentos de curetagens ocorrem em salas de
cesáreas e salas de parto, expondo a mãe aos nascimentos
alheios, o que a deixa ainda mais vulnerável psicologicamente,
inclusive quando a recuperação acontece junto às puérperas.
A SRPA (Sala de Recuperação Pós Anestésica) é
compartilhada por todas as pacientes e acompanhantes, o que
gera desconforto para as puérperas e acompanhantes, que,
por alguma intercorrência, não estão com o recém-nascido.
A necessidade de uma ambiência adequada aos
tratamentos que são dispensados é indiscutível.
1.2 Justificativa
Inicialmente, a escolha do tema foi pessoal, pois a
autora, atualmente, atua na área que foi escolhida como tema,
no entanto a observação ao longo dos anos na área da saúde
e as leituras realizadas sobre o tema mostram que a população
merece um local apropriado para o momento mais importante
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de suas vidas: o nascimento de um bebê e, com ele, de uma
mãe e um pai.
Observando a demanda de serviços oferecidos pelo
SUS dentro do HNSC, principalmente ligados à saúde da
mulher, este Trabalho de Conclusão de Curso se justifica por
solucionar as problemáticas de toda a região, com a proposta
de transferir o Centro Materno Infantil (Centro Obstétrico,
Alojamento Conjunto, UTI Neonatal, Banco de Leite Humano e
Pediatria) para um novo espaço, incentivando o Parto Normal,
diminuindo as taxas de mortalidade materna e infantil,
apoiando e informando as gestantes e familiares quanto aos
serviços e programas oferecidos.
E essa transferência do CMI traz a possibilidade de
ampliação ou criação de novos leitos/setores no atual
ambiente, sendo que a área onde está implantado o hospital
não oferece mais a possibilidade de ampliação horizontal ou
vertical.
1.3 Objetivos
1.3.1 Objetivo geral
Elaboração do anteprojeto da Ala do Centro Materno
Infantil
do HNSC em Tubarão, Santa Catarina.
1.3.2 Objetivos específicos
✓ Elaborar um projeto de acordo com as necessidades da
região;
✓ Tornar a ambiência o foco principal em todos os setores;
✓ Projetar uma Ala de Centro Materno Infantil que ofereça
apoio às mulheres de Tubarão e região;
✓ Projetar a ligação direta entre o Hospital e o Centro Materno
Infantil;
✓ Contribuir, por meio da arquitetura, para tornar o setor
referência em partos;
✓ Levantar dados e diagnósticos da área observando suas
carências;
✓ Elaborar pesquisas sobre temas específicos para agregar
conhecimento que vá contribuir com o lançamento do
anteprojeto;
✓ Elaborar pesquisas de projetos existentes para servirem de
referência no lançamento da proposta;
✓ Promover a sustentabilidade.
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1.4 Metodologia
A realização do trabalho ocorre por meio de
referenciais teóricos, pesquisa de referenciais projetuais,
levantamento físico e diagnóstico da área, entrevista com
funcionários e médicos da instituição citada (HNSC), diretrizes
projetuais, partido da proposta e anteprojeto, sendo
desenvolvidos na seguinte forma:
✓ Análises teórica e legislativa por meio de pesquisas em
documentos e sites específicos para ambientes de saúde;
✓ Análise de referenciais projetuais estudando ambiência
hospitalar, uso de recursos naturais, circulação e
acessibilidade;
✓ Elaboração de estudo de caso a ser realizado no HAM, por
meio de entrevistas, registros fotográficos e análise da
planta baixa;
✓ Elaboração do programa de necessidades eficiente;
✓ Realização de um levantamento de dados do local por meio
de visitas, levantamentofotográfico e mensuração para a
escolha da área a ser implantado o estabelecimento;
✓ Elaboração de um programa de necessidades eficiente por
meio do cruzamento dos dados obtidos no processo de
pesquisa;
✓ Com base em todas as informações obtidas, será traçada a
proposta do partido, apresentada por meio de textos,
✓ Croquis, plantas e cortes esquemáticos;
✓ Elaboração do anteprojeto, utilizando todas as informações
anteriores.
2 Referenciais teóricos
A humanização no ambiente estrutural de um hospital ou
de uma ala hospitalar contribui positivamente para a melhoria da
evolução clínica do paciente, independentemente de sua
condição de saúde e/ou idade, fornecendo a segurança
necessária e adequada, além de proporcionar maior satisfação
dos acompanhantes e profissionais.
A ambiência hospitalar é uma das metas do Sistema
Único de Saúde (SUS), pois tem por finalidade não só
proporcionar melhores condições para assistência, mas trazer
mais conforto aos pacientes, nesse caso representados por
gestantes e parturientes que precisam de um local humanizado
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e acolhedor para vivenciarem um momento tão especial em
suas vidas, o nascimento de uma família. Dessa forma,
trataremos neste capítulo sobre a história da obstetrícia no
Brasil, a humanização no atendimento com ênfase nos
nascimentos e abortamentos e a ambiência.
2.1 História da obstetrícia no Brasil
Início do século XIX, tradicionalmente, os abortos,
partos e os cuidados com o RN, eram realizados por parteiras,
parentes, vizinhas, por pessoas com alguma experiência para
ajudar no momento da dor, que seria também chamada de
“aparadeira”. A formação de médicos era precária até meados
de 1832, onde houveram reformas radicais no ensino da
medicina tornando, neste ano, oficial o ensino da Obstetrícia no
Brasil. Caderno de saúde pública, RJ, junho de 1991, pg. 135.
Entre os séculos XVIII e XIX começa a disputa pelos
trabalhos de partos e outros procedimentos entre parteiras e
médicos (MUSÉE, 2002; RHODES, 1995 apud BITENCOURT;
KRAUSE, 2004).
Como em outras partes do mundo,
também, no Brasil, os médicos estavam
empenhados em estabelecer sua hegemonia
no campo da saúde e disputar a clientela da
parteira. (OSAWA et al, 2006, p.699).
Neste período, o parto deixou de ser um evento social,
que movimentava toda a família para a chegada de um novo
membro, passando a ser medicado, hospitalizado, corrigido,
acelerado, monitorado (SILVA, 2010). Para Moura et al (2007,
p.13 ).
[...] na década de 40, foi intensificada a
hospitalização do parto, que permitiu a
medicalização e controle do período
gravídico puerperal e o parto como um
processo natural, privativo e familiar, passou
a ser vivenciado na esfera pública, em
instituições de saúde com a presença de
vários atores conduzindo este período. Esse
fato favoreceu a submissão da mulher que
deixou de ser protagonista do processo
parturitivo.
Em 1960, devido à grande influência sofrida pelas casas
de parto da Europa e dos EUA, o Brasil estava com um grande
número de cesáreas e uma alta taxa de mortalidade materna.
Morte materna é a morte de uma mulher
durante a gestação ou até 42 dias após o
término da gestação, independentemente da
duração ou da localização da gravidez. É
causada por qualquer fator relacionado ou
agravado pela gravidez ou por medidas
tomadas em relação a ela. Manual dos
Comitês de Mortalidade Materna. Ministério
da Saúde. (DF, 2007, p.12).
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Neste momento, a mulher perde o protagonismo,
surgem as intervenções desnecessárias, as induções sem
indicação, o aceleramento do trabalho de parto para
desocupar leitos nos hospitais e o afastamento dos familiares.
Esse modelo de assistência acarreta na desumanização do
parto, e a mulher passa a ser um objeto de estudo, apenas
(JAMAS, 2010).
Eis que em 1999 surge em São Paulo a primeira Casa
de Parto Normal, de acordo com a Portaria nº 985/1999 do
Ministério da Saúde. Essa Casa surge com pensamentos
diferentes de assistência à mãe e ao bebê, com foco principal
em diminuir as taxas de mortalidade materna (CAMPOS e
LANA, 2007; MACHADO e PRAÇA, 2006).
Nos CPN, as gestantes têm atendimento por
enfermeiras obstétricas, cuja presença do médico não se faz
necessária na maioria das vezes, e elas têm direito a um
acompanhante de sua escolha. Essa assistência traz
alternativas para analgesia, soluções de manejo para o
trabalho de parto, considerando os desejos da gestante
(GONÇALVES et al, 2011).
2.2 Humanização no atendimento direto
Os nascimentos, na cultura brasileira, são considerados
sagrados. São vistos como um momento de milagre, de
nascimento de um bebê, de uma mãe e de um pai. Neste
momento, tudo o que foi sonhado se realiza, tudo o que foi
imaginado se torna realidade bem diante dos olhos daquelas
que o fizeram. Artigo: A história do parto: do domicilio ao
hospital; das parteiras ao médico; de sujeito a objeto
(VENDRUSCOLO e KRUEL, 2016).
Para que este momento seja assistido com qualidade,
seja em consultas, exames, administração de medicamentos,
parto normal, parto cesariana ou curetagem, a gestante fica à
disposição os especialistas 24h, ininterruptamente. Por meio da
consulta e triagem, os profissionais atentam-se para as
necessidades individuais de cada paciente, seus medos,
dúvidas, questionamentos, procedimentos a serem realizados,
exames de controle e de urgência. Para isso, o hospital conta
com uma equipe composta por médicos obstetras, enfermeiras
obstetras, técnicos em enfermagem, radiologistas, pediatras
neonatologistas, farmacêuticos, laboratórios, dentre outros
(ANVISA, 2008).
Juntamente com o Ministério da Saúde, com esse olhar
especial sobre as gestantes, surgem vários programas, com
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Figura 1 – Programas sociais
Fonte: Google. 
iniciativas governamentais, para amparar, informar, fortalecer e
incentivar o nascimento, aleitamento e puerpério:
2.2.1 Presença do acompanhante no parto
A presença do acompanhante proporciona bem-estar
físico e emocional à mulher e favorece uma boa evolução no
período gravídico puerperal. O acompanhante passa
segurança durante todo o processo parturitivo, o que pode
diminuir as complicações na gestação, parto e puerpério, a
utilização de analgesia, ocitocina, partos cesáreos e o tempo
de hospitalização do binômio, mãe e filho (MOURA et al, 2007).
2.2.2 Salas de PPP, salas cirúrgicas, recuperação,
permanência e internação
Salas de parto normal ou parto cesárea, ambiente este
onde ela possa expressar seus sentimentos mais profundos,
onde os assuntos mais polêmicos vêm à tona: vida, morte e
sexualidade. Neste local, ela deve se sentir única, protagonista
de tudo o que está acontecendo com seu corpo, com sua vida.
Mas ao mesmo tempo ela tem direito ao acesso à equipe
médica, de enfermagem, acesso à analgesia farmacológica, ou
não (BRASIL, 2017).
A permanência na SRPA deve ter continuidade na
humanização ao cuidado, agora incluindo o recém-nascido,
para o qual deve-se atentar à amamentação, e também aos
sinais vitais da mãe e RN e suporte ao acompanhante.
Neste momento, a puérpera precisa descansar,
amamentar, sentir-se confortável com o local, com a maca em
que ela se encontra. É necessário que seja um ambiente
calmo, limpo, seguro,e que ela possa contar com uma equipe
de apoio, médicos, enfermeiras, banco de leite e alojamento
conjunto.
E importante a observação redobrada da
puérpera nessa fase, por tratar-se do
período em que, com mais frequência,
ocorrem hemorragias pós-parto,
principalmente por atonia ou hipotonia
uterina. E também momento adequado para
promoção de ações que possibilitem o
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vínculo mãe/bebe, evitando-se a
separação desnecessária (BRASIL, 2001,
p.99).
2.2.3 A atenção dispensada ao RN quanto aos cuidados e
procedimentos invasivos na primeira hora de vida
A taxa de mortalidade infantil e de internação em UTI
Neonatal ainda é bastante preocupante, por isso o primeiro
atendimento ao RN tem importância fundamental, pois dessa
forma é possível reduzir os danos ao neonato.
As ações de promoção, prevenção e
assistência à saúde dirigidas à gestante e
ao RN têm grande importância, pois
influenciam a condição de saúde dos
indivíduos, desde o período neonatal até a
vida adulta. Cada vez mais, vem sendo
salientada a relação determinante entre a
vida intrauterina, as condições de saúde no
nascimento e no período neonatal e os
problemas crônico-degenerativos na vida
adulta, como obesidade, diabetes, doenças
cardiovasculares, saúde mental, entre
outros. (MINISTÉRIO DA SAÚDE,
2011,p.11)
Atualmente, o recém-nascido a termo, ativo e reativo é
atendido ao nascer pelo pediatra e enfermagem em sala, com
..........
Fonte: Foto Gustavo Campos/G1
Figura 2 – Imagem de UTI Neonatal
clampeamento tardio do cordão umbilical. O RN permanece em
contato pele a pele, ininterruptamente, por 1h, no mínimo, com a
mãe, sendo neste momento estimulado o aleitamento materno,
fortalecendo o vínculo entre mãe e RN (MINISTÉRIO DA
SAÚDE, 2011).
2.2.4 Abortamento
O Ministério da Saúde reconhece, por meio da
Norma Técnica Atenção Humanizada ao Abortamento, que a
realidade brasileira quanto ao abortamento é preocupante, além
de ser uma importante causa de morte materna por
procedimentos realizados ilegalmente em locais pouco ou nada
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seguros.
Essas mulheres que não têm apoio legal da saúde
pública para optarem por interromper a gestação acabam
procurando métodos alternativos para provocar o aborto, tendo,
dessa forma, complicações na saúde ou até vindo a óbito.
Aspectos culturais, religiosos e legais
inibem as mulheres a declararem seus
abortamentos, dificultando o cálculo da sua
magnitude. Independentemente dessa
dificuldade, sabe-se que o abortamento e
vastamente praticado, com o uso de meios
diversos, muitas vezes induzidos pela
própria mulher ou realizados por
profissionais em condições inseguras, em
geral acarretando consequências danosas a
saúde, podendo, inclusive, levar a morte.
(BRASIL, 2005,p.7).
A humanização neste tipo de atendimento exige
estrutura física hospitalar pensada para esta mulher; ela deve
ter acesso a uma equipe com todos os níveis de gestores, deve
contar com profissionais éticos, compreensivos, capacitados
para lidar com essa situação de vulnerabilidade, sendo,
portanto, acolhida, informada e aconselhada com respeito e
dignidade. Parto, aborto e puerpério (MINISTÉRIO DA SAÚDE,
2001).
Ambiência
2.3 Ambiência
O conceito de ambiência é regido por três tópicos:
O espaço que visa à confortabilidade focada
na privacidade e individualidade dos sujeitos
envolvidos, valorizando elementos do
ambiente que interagem com as pessoas –
cor, cheiro, som, iluminação, morfologia –, e
garantindo conforto aos trabalhadores e
usuários. O espaço que. possibilita a
produção de subjetividades – encontro de
sujeitos – por meio da ação e reflexão sobre
os processos de trabalho. O espaço usado
como ferramenta facilitadora do processo de
trabalho, favorecendo a otimização de
recursos, o atendimento humanizado,
acolhedor e resolutivo. É importante ressaltar
que esses três eixos devem estar sempre
juntos na composição de uma ambiência,
sendo esta subdivisão apenas didática.
(MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2006,p.6)..
No primeiro atendimento à gestante, especificamente,
deve-se ter uma prioridade urgente, de modo que a circulação
interna seja quase exclusiva dela – em que os funcionários do
hospital ou ala saibam a importância dessa paciente quando
adentra à instituição, compreendendo que mesmo as pequenas
alterações fisiológicas podem resultar em outras muito maiores.
Uma vez atendida, ela tem prioridade e privacidade em suas
consultas, exames e procedimentos médicos e de enfermagem,
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como preferir, de acordo com suas necessidades físicas e
psicológicas paralelas às necessidades do embrião ou feto,
mesmo que seja um aborto, em que não há mais BCF’s,
conforme consta na Resolução RDC nº 50, de 21 de fevereiro
de 2002.
Adentra-se aqui na questão dos fluxos interfuncionais e
intrafuncionais, salientando que em ambos deve ocorrer a
humanização, mas que no segundo deve haver a
disponibilidade estrutural e a privacidade para as gestantes,
sendo que muitas delas utilizarão esse ambiente de circulação
como parte de suas atividades no trabalho de parto, como
garante a Resolução RDC nº 36, de 03 de junho de 2008, da
ANVISA.
....... O ambiente em que ela será recebida, juntamente com
um acompanhante de sua escolha, deve ser acolhedor, calmo,
confortável, seguro e apropriado para suas possíveis
urgências. Este ambiente deve existir desde o seu primeiro
atendimento, ou seja, a recepção, seguindo para a sala de
triagem, consultório, salas cirúrgicas, PPP, SRPA, AC, SPA e
saída (BRASIL, 2014).
Quanto ao RN, a humanização se estende ao momento
em que a possibilidade de permanência dos pais se torna
inquestionável e o atendimento por profissionais capacitados
24h permanece, sendo eles médicos, enfermeiros,
fisioterapeutas, nutricionistas, cirurgiões pediátricos,
radiologistas, entre outros, direito assegurado pelo Ministério da
Saúde - Portaria nº 371, de 07 de maio de 2014. Este ambiente
deve ser acolhedor, trazendo conforto térmico, acústico e visual
para a permanência ao longo do tratamento, além de aconchego
aos RN’s e aos acompanhantes.
Uma pessoa se sente confortável em um ambiente
quando este lembra seu lar. No caso dos prédios hospitalares,
tem-se pensado muito nessa questão, seja na construção de
novos hospitais ou clínicas, ou mesmo nas reformas.
Em um ambiente hospitalar, torna-se mais complexa
essa adaptação, pois, paralelo à estética e à funcionalidade dos
ambientes, deve-se atentar ao limite orçamentário e às normas
para esse tipo de construção. (KIBERT, 2020).
Sendo o clima Catarinense privilegiado, este permite
aproveitar por mais tempo a iluminação natural, levando para
dentro dos ambientes, das edificações, mais qualidade de vida
física e mental, pois entre os procedimentos e medicações o
paciente tem a sensação de tempo, hora e clima, o que o
remete à janela de casa, à rua do bairro, à janela do seu
trabalho, e dessa forma o mantém motivado e positivo quanto ao
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seu tratamento ou procedimento.
Pode-se estabelecer uma analogia entre a
luz do dia e osciclos da vida...O homem
reage as variações da luz do dia: revigora-
se num dia luminoso e deprime-se ante um
dia obscurecido. (BARNABÉ, 2008,p.35).
No caso do Centro Obstétrico, o conforto lumínico tem
um papel importante nas salas de PPP, salas cirúrgicas, SRPA,
circulação e consultórios, assim como o térmico, o acústico e o
visual, como cita Niemeyer:
Trabalho no meu canto, no fundo do
escritório. Muita gente me pergunta porque
não fico na parte da frente, mais clara,
defronte ao mar. Mas é neste lugar, mais
sereno, tranquilo e discreto, que me sinto
melhor. (NIEMEYER, apud CORREA, 1996,
p. 16).
A gestante deve sentir-se à vontade quando chegar a
sua hora, a hora do seu parto, um momento único entre a
gestante, o recém-nascido e seus familiares, em que deve
sentir que tudo ao redor está preparado para ela. (MINISTÉRIO
DA SAÚDE, 2014). Nessa hora, seja em parto normal ou parto
cesárea, ela precisa de um local em que se sinta acolhida, no
qual a iluminação esteja a seu favor, onde não haja ruídos e, se
houver, que sejam de sua escolha, e que esse ambiente se
adapte às necessidades dela e do acompanhante de sua
escolha para aquele momento.
Assim, se for de sua vontade, ela não precisará sair da
sala de PP, pois essa sala pode ser adaptada para que o
nascimento ocorra ali mesmo, onde a gestante se sentir melhor.
Atualmente, denomina-se sala de PPP e sala de PC. Cada uma
com suas características necessárias para os devidos
procedimentos a serem realizados, porém mantendo a
humanização antes da cirurgia, durante o nascimento e no
puerpério (BRASIL, 2001).
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Figura 3 – Imagem de PPP
Fonte: Foto RS Design
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O ambiente utilizado para procedimentos de curetagem,
seja por aborto provocado ou espontâneo, não deve ser menos
humanizado do que o utilizado para parto normal, por exemplo.
Há inúmeras razões para compreender esse ou aquele
tipo de aborto. Profissionais da saúde, principalmente, têm o
dever de não discriminarem nem julgarem a causa do aborto.
A mulher que está passando por esse procedimento
deve receber todo atendimento oferecido pela lei oferece, com
tratamento humanizado sempre.
Em situações de urgência ou emergência,
todo serviço de saúde deve cuidar da mulher
de modo rápido, respeitoso e de acordo com
as normas do Ministério da Saúde. (MPPE,
2015,p.17).
O paciente, após esse momento crítico de RPA ou pós-
parto imediato, quer ter ao seu lado o acompanhante e quer
também receber seus familiares e visitas. Para isso, é
necessário que a estrutura física esteja pronta para recebê-los
desde a recepção até o leito onde está a gestante, a puérpera,
o RN (seja com a mãe ou na UTI neo), a criança (pediatria) e
até aquela mãe que está amamentando (BLH).
Para manter a humanização na assistência de saúde, é
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Figura 4 – Ambientes de uso comum
Fonte: Foto Rondônia Digital Fonte: Foto ACR Arquitetura
Fonte: Foto BealtifulDecay
Figura 5 – Ambientes de uso comum pediátrico
Fonte: Foto VivaDecora
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Simportante que os profissionais envolvidos na questão, reúnam-
se sempre que necessário para compartilhar e documentar tudo
o que já foi feito e o que ainda será, dessa forma mantém-se
atualizada a evolução no atendimento (RATTNER et al, 2010).
Centro Materno Infantil – TCC 1 – Acadêmica Talita Formaeski – Orientador: Prof. Arq. Ramon Lima
3 Referenciais projetuais
Neste capítulo, serão analisados um referencial
projetual em forma de estudo de caso, Hospital Amparo
Maternal, e dois referenciais projetuais escolhidos pelo aluno,
que irão sustentar, auxiliar e contribuir na criação e
desenvolvimento do futuro anteprojeto. Assim, foram
analisados o Hospital Rede Sarah, no Rio de Janeiro, e o
Hospital Can Misses, localizado na Espanha, sendo o primeiro
nacional, e o segundo, internacional.
3.1 Hospital Can Misses
O projeto repensa e otimiza os fluxos de todos os
usuários, reformulando as conexões entre os serviços. É um
hospital modular, eficiente, fácil de usar e que permite
crescimento futuro. Apresenta 67.132m² construídos, sendo
eles 46.405m² hospitalar + 1.991m² de reforma + 18.736m² de
estacionamento, oferecendo 900 vagas.
3.1.1 Ficha técnica:
Área construída: 67.132m²
Ano: 2014
Localização: Ibiza, Espanha.
Projeto: Luís Vidal + Arquitetos
3.1.2 Elementos
A análise realizada neste referencial projetual refere-se,
particularmente, ao fluxograma, o qual destaca-se por ser
definido de forma que separa os serviços em diferentes
edificações, semelhante ao projeto em questão, porém em
menor escala.
3.1.2.1 Acessos
O hospital se localiza ao noroeste de Ibiza, uma ilha ao
leste da Espanha. O local tem uma ocupação escassa,
apresenta grande quantidade de residências na periferia da
ilha. A obra, que fica entre duas vias de fluxo importante, E-10
(leste) e E-20 (oeste), é o acesso principal pela Carrer de
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Corona (sudoeste), onde o fluxo é moderado por ser uma via
coletora, não causando congestionamento para o trânsito local.
A fachada a sudoeste mantém os acessos mistos de
pedestres e veículos, mas a entrada de funcionários e clientes
é separada; o cliente tem acesso direto à recepção, e o
funcionário tem acesso por uma via interna aos fundos da
edificação, dessa forma adentrando na área destinada a
vestiários/serviços.
3.1.2.2 Circulações
A circulação linear predomina na obra. A comunicação
interna ocorre por meio de corredores. Cada bloco explora
Acesso de veículos 
Acesso de pedestres 
Acesso de ambulância 
Fonte: ArchDaily, graficado pelo autor. 
Circulação semipública 
Circulaçao técnica
Circulação vertical
Fonte: ArchDaily, graficado pelo autor. 
Figura 6 – Planta de cobertura graficada
Figura 7 – Implantação graficada
essa forma de circulação. A circulação vertical foi utilizadas pelo
autor em todos os blocos e nas escadarias externas, local em
que estas fazem parte das fachadas. A entrada principal para a
recepção do hospital possuem uma rampa longa e confortável,
trazendo a sensação de acolhimento aos clientes e indicando o
acesso.
3.1.2.3 Volume e massa
A construção que tem seu formato predominantemente
retangular, disposta de forma horizontal, possui características
marcantes definidas por Luís Vidal, como a estrutura elevada no
seu exterior, as escadarias marcando presença nas fachadas, a
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apresenta um conjunto de aspectos curativos para seus
usuários. A ilha de Ibiza, por ter um clima mediterrânico, quente
e bastante seco, beneficia o uso da luz natural, que está
altamente presente em todos os ambientes, valorizando as
cores vivas.
Os jardins terapêuticos, os materiais para conforto
acústico e a textura do próprio edifício também colaboram para
o conforto do prédio. Como é possível observar na figura, o
hospital, com seus diferentes blocos, possui uma grande taxa
de ocupação em relação ao terreno.
Fonte: ArchDaily. 
Figura 8 – Vista aérea do edifício
Fonte: ArchDaily. 
Figura 9 – Fachada colorida do edifício.
passarela coberta, possuindo ao seu redor uma área plana,
segura e iluminada para os usuários, com uma paleta de cores
primárias, dando um ar contemporâneo e industrial ao
hospital.Como pode-se observar na Fig.8, o hospital, com seus
diferentes blocos, possui uma grande taxa de ocupação em
relação ao terreno, sendo as demais partes destinadas para o
estacionamento, a circulação e a vegetação.
3.1.2.4 Conforto ambiental e sustentabilidade
O hospital Can Misses, como é conhecido, também
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Fonte: ArchDaily, graficado pelo autor. Leste 
Oeste 
uma circulação central horizontal.
3.1.2.6 Estrutura e técnicas construtivas
Nesta reestruturação do Can Misses, Luís introduz o
branco como cor predominante. Elementos marcantes fazem
parte do projeto, não somente pela estrutura, mas pelos
materiais utilizados, como o metal usado na fabricação das
escadarias externas, brises, esquadrias e revestimentos. Outra
relevante parte do projeto, e a mais importante, é a introdução
da arquitetura curativa de Luís Vidal, com uma nova tipologia de
hospitais: os 'hospitais aeroporto', baseados em uma circulação
otimizada, organogramas e conexões visuais melhoradas pelo
uso da cor.
Fonte: ArchDaily. 
Administração 
Atendimento de urgência 
Bloco cirúrgico 
Bloco de internação 
Bloco psiquiátrico 
Recepção 
Bloco de hospital dia 
Consultórios 
Figura 10 – Análise bioclimática
Figura 11 – Zoneamento funcional
Fonte: ArchDaily. 
Figura 12 – Fachadas do hospital
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3.1.2.5 Zoneamento funcional
A edificação possui blocos separados, cada um com
sua função. Porém, todos os blocos se interligam por meio de
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3.1.3 Relações
Neste projeto de ampliação e reestruturação do Can
Misses, o propósito do arquiteto foi otimizar os fluxos de
pacientes, famílias e médicos, melhorando a privacidade do
usuário e a conectividade entre os serviços, sem abrir mão da
humanização interna e externa.
3.1.3.1 Relação com o entorno
Vale destacar a vasta área livre no entorno do edifício,
tornando fácil a solução de uma ampliação futura. À noroeste,
fica a parte menos desenvolvida da ilha, mas em seu entorno
imediato o hospital mantém sua tipologia muito semelhante às
edificações existentes, horizontalmente predominantes. Outro
fator importante é a proximidade do hospital com avenidas
importantes, facilitando os acessos.
3.1.3.2 Relação entre exterior e interior
O uso de cores primárias é um dos recursos mais
reconhecidos da arquitetura de LVA para reforçar sua
Fonte: ArchDaily, graficado pelo autor. 
Figura 13 – Relação com o entorno
legibilidade, destacar algumas formas de organização e criar um
ambiente, acolhedor, trazendo para os usuários um sentimento
de casa, aconchego. Com a finalidade de criar a interação entre
o espaço exterior e o interior, foi indispensável o uso de vidros
em grande parte da fachada, otimizando a iluminação natural
com brises.
Fonte: ArchDaily. 
Figuras 14 – Aberturas do hospital
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3.1.3.3 Hierarquias espaciais
Após um planejamento substancial – a estrutura
existente permaneceu totalmente operacional durante toda a
execução da obra –, um grande número de melhorias foi
realizado, trazendo para essa estrutura uso administrativo.
Incluídos na atualização estão o fluxo espacial e a organização,
aprimorando as funções e o tráfego de pedestres, o aumento
da privacidade do paciente e a realocação de unidades
médicas, pronto-socorro e unidade de terapia intensiva para
um local menor e centralizado. Observando o máximo os
cuidados de saúde, raras áreas são consideradas públicas,
sendo assim o maior fluxo fica por conta de áreas
semipúblicas, semiprivadas e privadas.
Figuras 15 – Planta baixa primeiro pavimento 
Fonte: ArchDaily, graficado pelo autor. 
Privado Semi-privado Semi-público 
Figuras 14 – Planta baixa térreo
Fonte: ArchDaily, graficado pelo autor. 
Figuras 16 – Planta baixa segundo pavimento
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Privado Semi-privado Semi-público 
Fonte: ArchDaily, graficado pelo autor. 
Privado Semi-privado Semi-público 
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3.1.4 Ordem de ideias
O hospital em análise aparenta um projeto simétrico,
plantas espelhadas. Alguns blocos são diferentes devido ao uso,
mas as formas são bastante semelhantes. O que traz beleza à
obra são as fachadas, com cores e recursos sustentáveis.
Centro Materno Infantil – TCC 1 – Acadêmica Talita Formaeski – Orientador: Prof. Arq. Ramon Lima
3.1.4.1 Traçados e Simetria
Observar uma fachada diferente torna-se fácil quando a
obra foi projetada por LVA, pois as cores fortes predominam
nas edificações, principalmente nas fachadas. Os traços
horizontais em formas retangulares estão, insistentemente,
presentes em todo o projeto, possuindo assim a repetição de
blocos.
No edifício, a assimetria entre as formas está presente
em todas as áreas, externa, interna, cobertura e esquadrias,
apesar das dimensões variáveis, como pode-se observar
através da Fig. 17 os blocos possuem semelhanças de formato.
Figuras 17 – Analise de traçado e simetria
Fonte: ArchDaily. 
3.1.5 Partido
Can Misses faz parte de um novo pensar para ambientes
hospitalares, baseado na arquitetura da cura. O objetivo desta
nova arquitetura é garantir o bem-estar dos usuários por meio de
aspectos combinados, incluindo a presença de luz natural, o
efeito positivo do contato com o verde, com a vegetação, os sons
e, claro, o uso das cores e seus efeitos psicológicos,
considerando-as uma fonte de energia que pode ter influência
positiva e direta nos pacientes.
Enquanto isso, Luís Vidal introduz uma nova tipologia de
hospitais: os 'hospitais aeroporto', desenvolvidos após sua
experiência ao projetar aeroportos, como o Aeroporto de
Zaragoza ou o novo Terminal 2, do Aeroporto de Heathrow. Essa
nova tipologia trata-se de otimização da circulação,
organogramas e conexões visuais melhoradas pelo uso da cor.
3.1.6 Por que da escolha? O que pretende usar?
Em um hospital, a maior preocupação é a alta hospitalar
com melhora ou cura dos pacientes, e nessa trajetória, que pode
ser de curto, médio ou longo prazo, há recursos que podem ser
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utilizados para auxiliar neste processo de recuperação.
Além dos usuários, deve-se pensar também no bem-estar dos
seus acompanhantes e profissionais. Foi este pensar voltado
para a arquitetura de Luís Vidal que fez a autora escolher como
exemplo o Novo Hospital Can Misses. Com esse espelho,
torna-se fundamental desenvolver no projeto futuro questões
pensadas em cores curativas, circulações humanizadas e
funcionais, conexão entre usuários e o entorno por . meio de
fachadas inclusivas, lugares destinados ao banho de sol e à
inclusão das áreas verdes.
3.2 Centro Internacional de Neuroreabilitação e
Neurociências Sarah Kubitschek - RJ
Parte de uma rede hospitalar presente em diversas
cidades do país, todas as unidades projetadas por João
Filgueiras Lima, a imagem da instituição está ligada a uma
tipologia íntima do arquiteto.
O complexo abrange três blocos lineares (ambulatório,
internação e bloco de serviços) e um domo, destinado ao
auditório. A planta retangular dosblocos não é capaz de
traduzir a espacialidade do interior, que se deve à plasticidade
da cobertura e aos sheds.
.O tratamento paisagístico do local foi pensado para
coletar e tratar a água da chuva, evitando que o terreno
precisasse de grandes aterros, área pantanosa, característico
da região.
3.2.1 Ficha técnica:
Área construída: 52.000m²
Projeto: João Filgueiras Lima, Lelé (autor); Ana Amélia
Monteiro e André Borem
Ano de conclusão: 2008
Localização: Jacarepaguá, Rio de Janeiro.
3.2.2 Elementos
A análise realizada neste referencial projetual refere-se,
principalmente, à diversidade de acessos para a edificação,
evidenciando o traçado marcante do Lelé, mostrando o sistema
construtivo e a distribuição dos ambientes.
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3.2.2.1 Acessos
O hospital, na zona oeste do Rio de Janeiro, se localiza
em uma área que tem uma ocupação escassa, mas apresenta
sinais de construções de residenciais de luxo em grande
quantidade. A obra fica entre duas vias de alto fluxo, a Avenida
Embaixador Abelardo Bueno (sul) e a Estrada Arroio Pavuna
(oeste), sendo o acesso principal pelo Norte, na Avenida Jose
Wilker, onde o fluxo é moderado, não causando
congestionamento para o trânsito local. A fachada norte
mantém os acessos mistos de pedestres e veículos, mas a
entrada de funcionários e clientes é separada; o cliente tem
acesso direto à recepção, e o funcionário, acesso direto à área
destinada a vestiários/serviços.
..Figura 18 – Análise de acessos
Fonte: ArchDaily, graficado pela autora. 
Acesso de veículos 
Acesso de pedestres 
Acesso de funcionários 
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IS3.2.2.2 Circulações
A entrada principal para a recepção do hospital torna-se
perceptível por uma marquise ondulada, trazendo proteção aos
clientes e indicando o acesso.
A circulação linear em grelha predomina na obra, sendo
que os setores se interligam por meio de corredores. Mas a
circulação vertical não foi excluída pelo autor, ele usou a rampa
do passeio central em que a vegetação envolve a circulação,
atraindo o uso comum, proporcionando um espaço humanizado
aos clientes e funcionários.
Figura 19 – Análise de circulação no térreo
Fonte: ArchDaily, graficado pela autora. 
Centro Materno Infantil – TCC 1 – Acadêmica Talita Formaeski – Orientador: Prof. Arq. Ramon Lima
Figura 20 – Rampa interna e entrada principal
Fonte: ArchDaily, Foto Leonardo Finotti . 
3.2.2.3 Volume e massa
A construção horizontal, com sua forma
predominantemente retangular, possui características
marcantes, como a cobertura em shed e detalhes que
remetem aos estilo arquitetônico de Lelé, como o solário
atirantado e também o auditório, possuindo este o formato de
uma semiesfera, com uma cúpula com a finalidade de
possibilitar a passagem de luz natural para o interior do
ambiente.
O hospital possui uma grande taxa de ocupação em
relação ao terreno, sendo as demais partes destinadas ao
estacionamento e à vegetação. Percebe-se que o arquiteto
Lelé segue a mesma tipologia e ritmos em toda a rede de
hospitais Sarah Kubitschek, visto que os traços possuem
31Centro Materno Infantil – TCC 1 – Acadêmica Talita Formaeski – Orientador: Prof. Arq. Ramon Lima
notáveis elementos, como superfícies transparentes na
cobertura.
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Fonte: ArchDaily, 
Figura 21 – Análise de Volume e Massa
3.2.2.4 Conforto ambiental e sustentabilidade
O arquiteto mostra sua preocupação em criar um
ambiente hospitalar humanizado, trazendo aspectos construtivos
importantes para o alcance deste objetivo, como as partes
destinadas à ventilação e à iluminação natural, que foram
projetadas com uma orientação que faz o melhor proveito das
funções a que se destinam. Visando a uma eficiência maior da
iluminação natural, o arquiteto investe em elementos como shed
e as vegetações no interior da edificação, juntamente com as
fachadas de vidros e brises, que maximizam o conforto
Centro Materno Infantil – TCC 1 – Acadêmica Talita Formaeski – Orientador: Prof. Arq. Ramon Lima
interno. Já o espelho d’água, assim como os forros
basculantes, mostram-se efetivos no resfriamento do ar
quente, ponto fundamental, uma vez que o hospital localiza-se
no Rio de Janeiro, que é uma cidade de clima quente e úmido.
Nota-se que Lelé atenta-se à criação de espaços que
geram conforto aos usuários e reduzem o consumo de energia
elétrica, resultando em um projeto que compreende a
arquitetura com o que é primordial para as necessidades
sociais de saúde.
3.2.2.5 Zoneamento funcional
Por meio da planta baixa, constata-se que as áreas
sociais localizam-se mais a oeste do projeto, sendo a zona
médica mais centralizada e os espaços destinados aos
serviços na fachada leste. Assim, consegue-se uma separação
mais funcional. Com esta divisão, percebe-se que a área
central da edificação se sobressai em relação às demais pela
alta concentração de especialidades, acarretando em um
maior fluxo de usuários, tornando-a mais crítica.
Fonte: ArchDaily, graficado pela autora. 
Figura 22 – Zoneamento funcional
Zona Social 
Zona Médica 
Serviços 
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Figura 23 – Insolação, cobertura
Fonte: ArchDaily, graficado pela autora. 
Leste 
Oeste 
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Figura 24 – Insolação, corte
Fonte: Youtube. . 
Figura 25 – Resfriamento, corte
Figura 26 – Troca do ar, corte
Figura 27 – Saída do ar quente, corte
3.2.2.6 Estrutura e técnicas construtivas
Nesta edificação, Lelé deixa muito evidente seus
anseios arquitetônicos, não somente pelas formas aplicadas ao
projeto, mas pelos materiais utilizados na estrutura, como o
metal usado na fabricação dos pilares, os quais servem de
apoio para a marquise ondulada metálica localizada no acesso
principal.
Ainda neste contexto, vê-se que, além da estrutura
metálica, houve o uso de lajes pré-moldadas, sendo que estas
apresentam vantagem ao permitirem mais rapidez no
andamento da obra, redução das etapas de produção e mão de
obra, e facilidade na execução.
Os brises móveis de policarbonato e os forros com
esquadrias metálicas também são destaques como técnicas
construtivas, uma vez que corroboram com a eficiência da
ventilação e iluminação natural.
Outra relevante parte do projeto é o solário Fig. 28 o
qual possui estrutura metálica e em balanço e uma passarela de
acesso sustentada por tirantes, com uma formidável vista para o
espelho d’água.
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Fonte: Youtube. . 
Fonte: Youtube. . 
Fonte: Youtube. . 
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Figuras 28 – Perspectiva externa
Fonte: ArchDaily. 
3.2.3 Relações
No desenvolvimento deste projeto, o propósito do
arquiteto Lelé foi criar locais que consigam despertar nas
pessoas que utilizam estes ambientes uma sensação de bem-
estar, remetendo a espaços familiares e hospitaleiros. Este
tópico abordará os aspectos benéficos ao ser escolhido o local
no qual situa-se a edificação, assim como os pontos relevantes
em relação à funcionalidade do hospital.
3.2.3.1 Relação com o entorno
Primeiramente, vale destacar a ausência de construções
34Centro Materno Infantil – TCC 1 – Acadêmica Talita Formaeski – Orientador: Prof. Arq. Ramon Lima
nas adjacências, o que possibilita a ampliação, caso
necessário,futuramente, sem muitos percalços.
Outro fator relevante é a proximidade do hospital com a
Lagoa de Jacarepaguá, que está abaixo do nível do dele,
fazendo com que as variações do nível d’água não afetem o
edifício com facilidade, e apresentando entre o edifício e a lagoa
diversas áreas verdes.
Por meio dos vidros presentes nas fachadas, torna-se
possível a visualização do lado externo, assim como do solário e
dos jardins verdes, que também trazem a interação das pessoas
com o meio ambiente. Todavia, ao se observar pela área
externa, o hospital assemelha-se a uma construção privativa.
As cores aplicadas nas fachadas dão prosseguimentos
às ideias de projetos já existentes e mostram sintonia com os
arredores, entretanto as tipologias locais se diferem.
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Figuras 29 – Imagem aérea
Fonte: Google Earth, graficada pela autora. 
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3.2.3.2 Relação entre exterior e interior
Com a finalidade de criar interação entre os espaços
exterior e o interior, foi indispensável o uso vidros em grande
parte da fachada. Seguindo esta mesma linha, os ambientes
com vegetação e o solário possibilitam aos pacientes tomar sol
e caminhar, assim como as luzes naturais, os espelhos d’água
e a hidroterapia, que auxiliam no convívio dos usuários com o
meio externo. Além dos benefícios já mencionados, esses
aspectos ainda são de grande valia, pois contribuem para que
as pessoas que estejam no hospital, profissionais, pacientes e
familiares, tenham um espaço de lazer e conforto em áreas
externas.
....Figuras 30 – Espaços externos de convivência
Fonte: ArchDaily. 
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IS3.2.3.3 Hierarquias espaciais
Em concordância com a Fig. 31 contata-se que a maior
parte do projeto foi destinada à área privada. Houve esta
necessidade, visto que salas cirúrgicas, UTI e setores
administrativos fazem parte desta área e requerem grandes
espaços para serem alocados. Já o espaço semipúblico
requereu a menor área, uma vez que acomoda apenas salas
para acesso à recepção e sala de espera. Ainda analisando a
mesma figura, é possível distinguir a distribuição de todas as
salas e a divisão entre os espaços públicos e privados.
3.2.4 Ordem de ideias
O hospital em análise, apesar de aparentar ser um
projeto simétrico, contém plantas são diferentes. Assim, este
tópico é fundamental, uma vez que abordará o estudo das
simetrias e assimetrias da obra, resultando nas características
mais relevantes de cada bloco.
3.2.4.1 Traçados reguladores
Centro Materno Infantil – TCC 1 – Acadêmica Talita Formaeski – Orientador: Prof. Arq. Ramon Lima
Privado 
Semi-privado 
Semi-público 
Figuras 31 – Hierarquia espacial
Fonte: Arcoweb, graficado pela autora. 
Figuras 32 – Análise de traçados e simetrias
Fonte: Leonardo Finotti. 
36Centro Materno Infantil – TCC 1 – Acadêmica Talita Formaeski – Orientador: Prof. Arq. Ramon Lima
Nas fachadas da edificação há o predomínio de
traçados horizontais em formas retangulares, propriedade esta
que também está presente na cobertura, a qual possui uma
sucessão de módulos. Devido às tipologias e formas
arquitetônicas, a volumetria dos conjuntos também é similar.
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3.2.4.2 Simetria e assimetria
No edifício, a assimetria, ou seja, a disparidade entre as
formas, está presente em ambas áreas, externa e interna, como
se pode observar por meio da Fig. 32. Já em relação à cobertura
e às fachadas, nota-se a presença de simetrias, isto é, a
semelhança entre as linhas analisadas.
3.2.5 Partido
Como citado anteriormente, o arquiteto João Filgueiras
Lima, o Lelé, expressa sua criatividade por meio de detalhes
eminentes no projeto do Hospital da Rede Sarah, como o projeto
do solário e do auditório. Outros pontos que também merecem
destaque, não sendo, pois, não menos importantes, são as
coberturas zenitais onduladas, as estruturas metálicas e a
humanização no interior. Como já haviam sido construídos
outros hospitais da Rede Sarah, vários elementos dos demais
hospitais foram introduzidos no Hospital Rede Sarah Kubistchek,
como, por exemplo, os espaços verdes integrados aos
ambientes e a flexibilidade salas, o sistema de iluminação e
ventilação natural. É possível dizer, assim, que no
Centro Materno Infantil – TCC 1 – Acadêmica Talita Formaeski – Orientador: Prof. Arq. Ramon Lima
desenvolvimento dos hospitais projetados por Lelé, ele atenta-
se a seguir características similares entre os projetos,
agregando novas ideias, resultando em ambientes mais
humanizados.
3.2.6 Por que a escolha? O que pretende usar?
Num ambiente hospitalar, a maior preocupação é
contribuir com a recuperação dos pacientes e, durante este
processo, auxiliar na melhoria da autoestima. Além dos
pacientes, o bem-estar dos seus familiares e, ou,
acompanhantes e profissionais, também é um fator a ser
considerado. Com este escopo, no Hospital Rede Sarah
Kubistchek, Lelé, por meio de seu projeto, une as pessoas aos
recursos naturais. Dessa forma, torna-se fundamental
desenvolver no projeto em questão alternativas para explorar
esses recursos naturais, utilizando ao máximo a iluminação
natural nos ambientes destinados ao banho de sol, à
humanização dos ambientes e à inclusão das áreas verdes.
37Centro Materno Infantil – TCC 1 – Acadêmica Talita Formaeski – Orientador: Prof. Arq. Ramon Lima
Figuras 32 – Perspectivas
Fonte: Arcoweb. 
4 Estudo de Caso - Hospital Amparo Maternal
Neste tópico, será analisado um referencial projetual de
escolha do acadêmico, tendo como base a especialidade e a
diversidade de atendimento oferecido neste ambiente,
conhecendo na prática a realidade do fluxo e a organização do
espaço, que assemelha-se ao futuro anteprojeto proposto neste
trabalho de conclusão de curso. Enquanto parte da rede
hospitalar Associação Congregação Santa Catarina, presente
em diversas cidades do país, o Amparo Maternal se destaca
pelo atendimento exclusivo e integrado às gestantes por meio do
SUS. Em meados de 1930, um período no qual a gravidez por
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mulheres solteiras era mal vista pela sociedade, era comum o
preconceito com essas moças, assim como com mulheres
pobres, mestiças e negras, e havia o abandono de gestantes
dentro desses perfis por suas famílias. A partir da concepção
de que nenhuma parturiente na cidade de São Paulo deveria
ficar sem um local adequado para dar à luz é que foi fundado o
Hospital Amparo Maternal.
O complexo abrange blocos retangulares que se
interligam, horizontalmente, contando com atendimentos
ambulatoriais, urgências, emergências, cirúrgicos e de rotina.
O Hospital Amparo Maternal é considerado modelo de
boas práticas para a Secretaria Municipal de Saúde e
referência para o Parto Humanizado e Parto Adequado.
4.1 Ficha Técnica:
Endereço: Rua Loefgren, 1901, São Paulo – São Paulo
Área construída: 10.388 m²
Inaugurado: 1939
Reforma e ampliação: em andamento, com início em 2019
Arquiteta responsável pela reforma e ampliação: Célia
Bertazzoli.
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Figuras 33 – Fachada do hospital.
Fonte: acervo da autora . 
4.2 Elementos
Este item conta com a descrição do sistema construtivo,
o detalhamento dos acessos, as entradas principais e as
circulações da edificação, assim como o zoneamento funcional e
o conforto ambiental.
4.2.1 Acessos/entradas principais e secundárias
O hospital se localiza na zona sul de São Paulo, próximo
à rua Napoleão de Barros (oeste), e possui acesso de veículos e
pedestres, ligando-se ao subsolo1 e 2, na rua Botucatu (leste),
com acesso de veículos e acesso exclusivo para funcionários, e
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a rua Loefgren (norte), sendo a de principal acesso aos
usuários, veículos e pedestres, onde o fluxo é moderado, não
causando transtornos locais para o trânsito.
Figuras 34 – Análise de acessos
Fonte: HAM, graficado pela autora . 
Acesso de veículos 
Acesso de pedestres 
Acesso de funcionários 
Acesso de veículo de serviço 
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4.2.2 Circulações
A circulação linear predomina neste hospital, sendo
que os setores se interligam por meio de corredores. Mas a
circulação vertical se faz necessária, com o uso de elevadores
e escadarias interligando pacientes e funcionários para outros
setores.
A entrada principal para os usuários até a recepção do
hospital tem visibilidade pela presença de um portão e uma
guarita, trazendo proteção aos clientes e indicando o acesso.
Figura 35 – Análise de circulação, térreo
Fonte: HAM, graficado pela autora. 
Circulação semi-pública 
Circulação semi-privada
Circulação vertical
Circulação privada 
Figura 36 – Análise de circulação, primeiro pavimento
Fonte: HAM, graficado pela autora. 
Circulação vertical
Circulação semi-privada
Centro Materno Infantil – TCC 1 – Acadêmica Talita Formaeski – Orientador: Prof. Arq. Ramon Lima
Fonte: HAM, graficado pela autora. 
Figura 37 – Análise de circulação, segundo pavimento
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Circulação semi-pública 
Circulação semi-privada
Circulação vertical
Circulação privada 
4.2.3 Volume e massa
A construção predominantemente horizontal, com
formato retangular, não possui características marcantes de
grandes arquitetos. Conforme observação, o hospital possui
uma pequena taxa de ocupação em relação ao terreno, sendo
que parte do solo foi destinada para o estacionamento e a
vegetação. Percebe-se o seguimento de uma mesma tipologia
e ritmos em toda a obra em sua criação e ampliação ao longo
dos anos.
4.2.4 Conforto ambiental e sustentabilidade
A obra, que inicialmente, foi construída por um grupo
Figuras 38 e 39 – Foto da inauguração do HAM e análise de volume
Fonte: HAM. Fonte: Goofle Earth. 
de pessoas e liderada pela madre Marie Domineuc, tenta trazer
para a instituição a humanização nos ambientes, como, por
exemplo, o terraço, voltado para o norte, que e responsável por
grande parte da iluminação e ventilação natural dos quartos
.dessa fachada, além de oferecer áreas de socialização entre os
internados.
Também está visível a preocupação com a qualidade de
vida da população usuária dos serviços do hospital, pois no
projeto de reforma e ampliação a taxa de permeabilidade de
25% está muito bem distribuída, mesmo com os desníveis
presentes no terreno.
Analisando o novo projeto, vê-se que faz parte dele o
sistema de captação de água da chuva, o que é, de certo modo,
uma garantia de que esse recurso não faltará em períodos de
racionamento e rodízios de água. Empreendimentos como
hospitais pode sofrer bastante com esse tipo de situação, dado
o grande consumo de água.
Centro Materno Infantil – TCC 1 – Acadêmica Talita Formaeski – Orientador: Prof. Arq. Ramon Lima
Figura 40 – Insolação, cobertura
Fonte: HAM, graficado pela autora. 
Leste 
Oeste 
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4.2.5 Zoneamento funcional
Por meio das plantas baixas mostradas nas imagens a
seguir, constata-se que as áreas com atendimento direto ao
paciente localizam-se ao norte e ao leste do terreno, inclusive a
recepção central e a fachada principal. Ao sul e oeste,
localizam-se áreas de serviços e outros usos
predominantemente hospitalares. Com esta divisão, percebe-se
que a área central da edificação se sobressai em relação às
demais pela alta concentração de circulação, tornando essa
área a mais crítica.
Fonte: HAM, graficado pela autora. 
Figura 41 – Zoneamento funcional subsolo
Fonte: HAM, graficado pela autora. 
Figura 42 – Zoneamento funcional térreo
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Figura 43 – Zoneamento funcional primeiro pavimento
Fonte: HAM, graficado pela autora. 
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Figura 44 – Zoneamento funcional segundo pavimento
Fonte: HAM, graficado pela autora. 
Sala CirúrgicaSala de RPA
Área médica 
Almoxarifado
Resíduos recicláveis 
Recepção 
Lavanderia 
Refeitório
Área técnica
Área de colaboradores
Administração 
Depósito 
Circulação UTI neo 
Farmácia Sala de indução
PPP Dormitório 
Terraço Banheiro 
Depósito 
4.2.6 Estrutura e técnicas construtivas
Nesta edificação, fica evidente a época de sua
construção, não somente pelas formas aplicadas ao projeto,
mas pelos materiais utilizados na estrutura, como as madeiras
usadas na fabricação das esquadrias, as quais estão sendo
trocadas, paredes com espessura incomum, desde o acesso
principal. Ainda neste contexto, vê-se que, além da estrutura
com sistema construtivo antigo, alguns revestimentos
permanecem originais.
Os vidros nas fachadas são destaques como técnicas
construtivas, uma vez que são responsáveis por grande parte
da ventilação e iluminação natural. No pátio, local sem
construções, há uma manta asfáltica em toda a extensão,
facilitando o fluxo veicular interno.
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4.3 Relações
Neste item, será avaliado o entorno do hospital, bem
como será feita a relação entre o interior e o exterior. Ainda
serão avaliadas as hierarquias espaciais, a fim de analisar o
fluxo interno e externo.
4.3.1 Do edifício com o entorno
A Vila Clementino, localizada na Zona Sul de São
Paulo, bairro onde está localizado o hospital, é uma área bem
desenvolvida e com muitas edificações, sendo assim há
poucos vazios e poucas áreas verdes. Já em relação ao
terreno, o hospital não ocupa uma grande área, visto que sua
taxa de ocupação é de 36%.
A área, de característica residencial, multifamiliar e
unifamiliar, possui pouca vegetação. Já no entorno imediato, a
arborização traz qualidade de vida para a população com
consequência direta na recuperação dos pacientes, sendo que
as árvores geram conforto térmico interno, e os vidros das
fachadas trazem a sensação de conexão com a natureza.
Figura 45 – Imagem aérea
Fonte: Google Earth, graficado pela autora. 
4.3.2 Do interior com o exterior
O hospital, conforme observa-se na Fig. 46, possui
diversas aberturas para o exterior, valorizando o contato visual
por meio dos vidros quadriculados presentes nas esquadrias e
também pela presença de um terraço nos quartos da fachada
norte.
A presença das áreas verdes que circundam o hospital
é essencial, pois, além de contribuir para o conforto térmico e
ambiental, colabora positivamente para o bem-estar e a
recuperação dos pacientes, e é fundamental no equilíbrio entre
o espaço modificado e o meio ambiente.
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Figuras 46 – Vistas do HAM
Fonte: acervo da autora. 
4.3.3 Hierarquias espaciais
No hospital em estudo, com exceção do acesso de
serviço, os demais são públicos, visto que todos os
atendimentos são realizados pelo Sistema Único de Saúde.
Além da diversidade de serviços oferecidos pelo hospital
maternal, há ambientes críticos que requerem maior atenção
devido à especificidade do atendimento, assim entende-seque
Figura 47 – Análise de hierarquia, subsolo
Fonte: HAM, graficado pela autora. 
Privado 
Semi-privado
Semi-público 
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serviços de diversas características se entrelaçam, vinculando-
se a essa hierarquia a importância da integração bem planejada
dos ambientes.
Figura 48 – Análise de hierarquia, térreo
Fonte: HAM, graficado pela autora. 
Privado 
Semi-privado
Semi-público 
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Fonte: HAM, graficado pela autora. 
Figura 49 – Análise de hierarquia, primeiro pavimento
Figura 50 – Análise de hierarquia, segundo pavimento
4.4 Ordem de ideias
Neste tópico, será apresentado o que há de comum em
relação à arquitetura, entre os blocos, e expondo as formas
básicas de como o hospital foi projetado, por meio dos traçados
reguladores.
4.4.1 Simetria e assimetria
Apesar de os blocos do hospital serem todos
retangulares, não há simetria entre eles, pois cada bloco possui
diversas dimensões. Analisando o espaço interno, percebe-se
que a maioria dos quartos de internação possui tamanhos que
se repetem, assim como os banheiros. Já os quartos de PPP
são maiores, assim possuem uma amplitude confortável, e os
demais ambientes são todos assimétricos. O projeto original
apresentava assimetria em sua implantação; após a ampliação,
a ideia seguiu o padrão existente, por sua limitação tipológica.
4.4.2 Traçados reguladores
Com base nos projetos, original, reforma e ampliação,
45Centro Materno Infantil – TCC 1 – Acadêmica Talita Formaeski – Orientador: Prof. Arq. Ramon Lima
Privado 
Semi-privado
Semi-público 
Privado 
Semi-privado
Semi-público 
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Fonte: HAM, graficado pela autora. 
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percebe-se que a edificação, além da assimetria citada
anteriormente, possui uma repetição de fachada, possui ritmo
marcado, uma vez que dispõe de harmonia na materialidade
mantida ao longo das ampliações, como: cores, espaços,
formas e texturas. A implantação compõe uma circulação
vertical e horizontal bem definida, que se repete na maioria
dos pavimentos.
4.5 Partido
A estrutura do hospital, em relação à arquitetura,
mesmo após a ampliação, mostra-se básica, uma vez que não
possui nenhum elemento diferenciado. No entanto, apesar da
simplicidade do projeto, os ambientes são bem distribuídos e
integrados, fator importante, já que num hospital é essencial
que os acessos sejam organizados hierarquicamente para um
atendimento mais humanizado, tanto nos atendimentos de
rotina quanto nos de emergência. A área verde presente no
Figura 51 – Análise de traçados, fachada
Fonte: HAM. 
terreno também é outro ponto relevante, pois contribui com o
conforto tanto dos pacientes quanto dos colaboradores.
4.6 Por que a escolha? O que pretende usar?
O Hospital Amparo Maternal, além de referência no
atendimento a gestantes, ganha destaque por ter atendimento
exclusivo por meio do Sistema Único de Saúde. Sua localização
é de fácil acesso, e ele conta com estrutura bem organizada, o
que permite executar com excelência os atendimento
integrados: pré-natal, realização de partos e cesáreas e
procedimentos ginecológicos.
A forma como se idealizou o projeto, assim como a
filantropia, são pontos que se destacam por serem semelhantes
à história do Hospital Nossa Senhora da Conceição.
Além dessas informações serem importantes como
referências na elaboração do projeto do hospital materno,
também será proposta a criação de salas PPP, sacadas no
quarto, para iluminação natural e contato do paciente com o
meio externo, e arborização e centralização do atendimento à
mulher, como observado no Hospital Amparo Maternal.
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4.7 Detalhamento da visita in loco
O Hospital Amparo Maternal tem em seu entorno uma
grande área residencial consolidada, o que dificulta o acesso a
outros centros de saúde que serviriam de apoio. Este, que tem
o estilo fazenda, marcado pelas aberturas arredondadas,
porta-janelas nos quartos, sacadas e terraços grandes,
esquadrias de madeira e um amplo pátio, em que a vegetação
é bastante presente e o número de vagas mostrou-se
excessivo, limita a criação de novas alas, porém a disposição
delas traz praticidade aos usuários.
A estrutura já se mostra ultrapassada e apresentando
patologias devido aos seus mais de oitenta anos. Contudo, o
alto investimento da educação continuada no atendimento às
gestantes é equivalente ao investimento nos equipamentos
internos.
Ainda em relação à estrutura, a ampliação se mostra
benéfica, uma vez que está sendo ampliada a quantidade de
quartos de PPP, que agora estão grandes, aconchegantes e
bem equipados, sendo o atendimento humanizado aos
nascimentos a Missão da instituição. Dando continuidade à
Missão, o hospital oferece o atendimento social, o centro de
acolhida, tratando-se de abrigo provisório para gestantes em
vulnerabilidade e risco social.
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Quanto ao fluxo interno, a disposição da enfermagem em
relação aos quartos torna o atendimento imediato e
humanizado, porém os quartos de internação que ainda não
passaram por reforma são pequenos, sem banheiros e não
oferecem privacidade.
No subsolo, onde há o atendimento de rotina das
gestantes, pré-natal e seus exames, apresentou-se um layout
reduzido, causando desconforto entre as gestantes que
aguardam atendimento. Apesar deste incômodo, a recepção
central mostra-se resolutiva e prática quanto à burocracia no
atendimento e internação.
Em conversa com os funcionários Aline e Antônio,
ambos responsáveis pelo setor de engenharia, eles relataram
que a ampliação em andamento, além de readequar o hospital
às normas em vigor, irá trazer benefícios para a população
devido ao aumento do número de leitos, principalmente para as
gestantes em trabalho de parto. Isso reforça a responsabilidade
social do hospital em manter a referência e a qualidade do
atendimento, visto que atualmente é o segundo hospital de
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maior demanda na cidade de São Paulo pelo volume de
nascimentos via SUS.
5 Diagnóstico de área
Neste capítulo, serão apresentadas as informações
relevantes da cidade de Tubarão, a fim de elaborar o
diagnóstico da área central. Estas informações são
fundamentais para o trabalho em questão, uma vez que nos
proporcionam um conhecimento mais aprofundando do
entorno do terreno de onde será desenvolvido o projeto, dando
mais fundamentação, resultando assim num projeto bem
elaborado.
5.1 Dados gerais
A área que será analisada para o desenvolvimento do
projeto situa-se em Tubarão, no Sul do estado de Santa
Catarina, com 140km de distância de Florianópolis e 57,2km
de Criciúma, sendo criada em 27 de maio de 1870. O principal
acesso à cidade é feito pela BR-101 e possui também parte da
malha ferroviária, da concessionária FTC (Ferrovia Tereza
Cristina). De acordo com dados do IBGE (2019), Tubarão possui
uma população de 105.686 habitantes e uma área de
301,755km². Em relação ao clima, a cidade possui um clima
subtropical, sendo o verão com dias muito quentes, podendo
passar dos 35º, já o inverno conta com vários dias de fortes
ventos e temperaturas baixas, sendo as temperaturas média
máxima de 23,6°C e média mínima de 15,5°C.
A cidade faz parte da AMUREL (Associação dos
Municípios da Região Laguna), a qual conta com 18 municípios
e uma populaçãode 365.687 habitantes, segundo dados do
IBGE (2018). Ainda conforme o IBGE (2014), mais da metade
do PIB tubaronense está ligado à indústria (22,6%) e ao
segmento de prestação de serviços (35,8%).
5.1.1 Histórico da cidade
As informações a seguir foram disponibilizadas pela
prefeitura municipal de Tubarão, fundamentadas no texto de
Amadio Vettoretti, juntamente com a dissertação “A Formação
do Espaço Urbano e a Ferrovia Tereza Cristina”, escrita por
Rodrigo Althoff Medeiros.
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5.1.2 A origem do município de Tubarão
Em meados de 1773, origina-se Tubarão, com a
denominação de Poço Grande do Rio Tubarão, sendo o quinto
Distrito de Laguna.
Em relação aos aspectos econômicos, pode-se
destacar três empresas importantes para o desenvolvimento da
cidade: em 1884, a inauguração da Estrada de Ferro Dona
Tereza Cristina; em 1956, a Cia de Cigarros Souza Cruz; e em
2006, a inauguração do primeiro shopping center da cidade, o
Farol Shopping, que até hoje tem uma grande importância no
desenvolvimento econômico da cidade.
Na educação, ganha destaque o colégio São José, com
forte atuação na década de 1930, juntamente com o Grupo
Escolar Hercílio Luz. Já na de década de 1940, o Ginásio
Sagrado Coração de Jesus também começou a ganhar
notoriedade, assim como o colégio Dehon; e em 1950, a Escola
Técnica do Comércio. No ensino superior, foi a partir de 1964
que surgiram os primeiros cursos, e logo mais, em 1989, a
Universidade do Sul de Santa Catarina (UNISUL).
Na área de comunicação, o ano de 1947 foi muito
relevante, com a criação da primeira rádio do Sul de Santa
Catarina, a Sociedade Rádio Tubá Ltda.
Na área da saúde, o marco mais importante foi a
construção do Hospital Nossa Senhora da Conceição. Em 1991,
na Avenida Marcolino Martins Cabral, um grupo de médicos
fundou a Pró-Vida. O Hospital Socimed também é um marco
fundamental, com sua inauguração no ano de 2003.
Um fato histórico que teve grande impacto na cidade foi a
enchente que ocorreu em março de 1974, alagando as áreas
baixas da cidade. Vale destacar a inauguração da Ponte Nereu
Ramos no ano de 1939, fato este que levou à criação da
principal avenida da cidade, a Avenida Marcolino Martins Cabral.
Já em 1971, houve a finalização da BR-101, colaborando para o
aumento populacional e o desenvolvimento econômico. Logo
após, também foram construídas mais três pontes, uma no
centro, outra no sudeste-nordeste e, por último, uma a sudoeste-
noroeste.
5.2 Análise geral da área
A área escolhida para a elaboração do projeto está
localizada no Bairro Centro, na Rua Vidal Ramos, próximo à
avenida principal da cidade, a Avenida Marcolino Martins Cabral.
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Nesta região, há um grande fluxo de veículos e
pedestres, visto que é uma área central, onde encontram-se
vários estabelecimentos importantes, como o Hospital Nossa
Senhora da Conceição, o Colégio São José e a Escola Técnica
de Comércio de Tubarão, assim como laboratórios, shopping,
restaurantes, escritórios, farmácias, clínicas de serviços
médicos e diversos comércios varejistas.
5.2.1 Análise específica da área
O terreno definido para o desenvolvimento do projeto
possui uma área de 2142m², sendo 31m de testada com a Rua
Vidal Ramos e 82.5m de testada com a Avenida Marcolino
Martins Cabral. Como mencionado anteriormente, fica
localizado na Rua Vidal Ramos, e tem acesso tanto pela
Avenida Marcolino Martins Cabral como pela Rua Padre
Bernardo Freuser, sendo todas essas vias pavimentadas.
Conforme é possível observar na Fig. 53, a área
atualmente não está vazia, sendo ocupada por um
estacionamento rotativo, uma farmácia, um terreno vazio e uma
residência.
O terreno encontra-se numa área central, possui
50Centro Materno Infantil – TCC 1 – Acadêmica Talita Formaeski – Orientador: Prof. Arq. Ramon Lima
topografia plana e sua localização é excelente para o
desenvolvimento de um Centro Materno Infantil, uma vez que
fica em frente ao Hospital Nossa Senhora da Conceição, do qual
fará parte, e também por conter no seu entorno imediato
estabelecimentos da área da saúde, como farmácias e
laboratórios.
Figura 52 – Localização da área escolhida
Fonte: Google Imagens e Google Maps, graficado pela autora. 
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FOTO DO TERRENO
Figura 53 – Ocupação atual
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5.3 Hierarquia viária e transportes coletivos
Conforme é possível observar na Fig. 54, o terreno
encontra-se em frente a uma via coletora e muito próximo a
vias arteriais. Essas vias são importantes, principalmente a
Avenida Marcolino Martins Cabral, por fazer a ligação dos
principais acessos à cidade, assim como dos bairros vizinhos
e da rua em frente ao terreno. Não menos importante, tem-se
também a Rua Tubalcain Faraco, que está ligada à Rua Padre
Bernardo Freuser, sendo essa uma via para acesso ao
terreno. A Rua Lauro Müller, localizada na margem direita,
também é essencial, uma vez que é uma via arterial e com
grande fluxo de veículos, e por meio dela é possível chegar às
vias coletoras que ficam próximas à área de estudo.
No que se refere ao transporte público, nota-se que o
terreno está numa posição estratégica, visto que nas
proximidades há pontos e linhas de ônibus, sendo as
empresas responsáveis pelas linhas: Alvorada, TCL e
Transgeraldo. Outro fator relevante é que há linhas tanto
municipais quanto intermunicipais, possibilitando o
atendimento de pessoas de outras regiões.
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Figura 54 – Análise viária e de transporte
Fonte: Cadastral PMT, graficado pela autora. 
Figura 55 – Acessos ao terreno
Fonte: Cadastral PMT, graficado pela autora. 
Via arterial
Via coletora
Via local
Ponto de ônibus
Terreno
Av. Marcolino Martins Cabral
Rua Padre Bernardo Freuser 
Rua Vidal Ramos
Av. Patricio Lima 
Terreno 
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5.3.1 Sistema viário
O local com movimento mais intenso, tanto de pessoas
como de automóveis, na cidade de Tubarão, é o Bairro Centro,
uma vez que nesta área se concentra a maior parte do
comércio e serviços, sendo esse fluxo mais acentuado no
período diurno. Nesta região, encontra-se a avenida Marcolino
Martins Cabral, na qual ocorre a maior movimentação, já que
nela há inúmeras lojas, shoppings, hospitais, clínicas etc.
Conforme pode-se observar na Fig. 55, além da
avenida Marcolino Martins Cabral, mencionada anteriormente,
as ruas Coronel Colaço e Tubalcain Faraco também são ruas
essenciais no sistema viário, uma vez que fazem as ligações
principais de acesso ao centro, porém, do mesmo modo,
sofrem com a alta movimentação nos horários de pico,
gerando em alguns pontos congestionamento de veículos.
A maior parte das vias da área central possui sentido
duplo, mas oferecem poucos espaços destinados a
estacionamentos públicos. Já a avenida Marcolino Martins
Cabral conta com vias largas e com um canteiro central
dividindo as faixas de sentido único. A grande parte das ruas é
pavimentada, mas percebe-se a carência de uma boa
infraestrutura, a insuficiência de ciclovias e passeios acessíveis,
o que gera dificuldade na circulação de pedestres e ciclistas, e
até mesmo de veículos, devido à alta circulação destes.5.4 Uso do solo
Neste item, é observado como o espaço geográfico está
sendo utilizado, ou seja, como é sua ocupação e quais as
atividades que nele ocorrem. Assim, verifica-se que a área em
análise, por ser um ponto central da cidade, tem seu uso muito
diversificado, com predomínio de edifícios mistos ou comerciais,
destinados principalmente ao comércio, como, por exemplo,
lojas de vestuário, farmácias, clínicas e bancos. Já ao lado
leste, como podemos verificar na Fig. 56, a maior parte das
edificações é de uso residencial. Há ainda alguns pontos vazios,
o que torna possível uma futura expansão e desenvolvimento
desta área de estudo.
Tratando-se da tipologia, também há uma grande
variação, desde construções mais simples até prédios de alto
padrão, principalmente os que vêm sendo construídos nos
últimos anos, os quais oferecem maior sofisticação e uma
arquitetura mais moderna. Fig. 57.
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Figura 56 – Mapa de usos
Fonte: Cadastral PMT, graficado pela autora. 
Terreno
Institucional Comercial
Misto
Residencial
5.4.1 Gabaritos
Como já reportado, tem-se uma área mais densa de
prédios comerciais e de uso misto na área central, todavia em
bairros próximos, como Vila Moema e Oficinas, há uma zona
mais residencial. É evidente a presença de muitas edificações de
até 3 pavimentos. Isso ocorre porque o desenvolvimento desta
parte da cidade teve início numa época mais antiga. Alguns
prédios mudam o traçado horizontal, que é observado nesta
área, porém a grande maioria é construção recente. Isto
evidencia o processo de verticalização, trazendo benefícios
como a otimização do espaço e o aumento da eficiência da
infraestrutura, uma vez que a população se concentra mais
numa determinada região, ajudando também na preservação da
vegetação, já que não há expansão para as áreas periféricas.
5.4.2 Zoneamento, uso e ocupação
Em concordância com o plano diretor do ano de 2013 da
cidade de Tubarão, o qual define como deve ser feita a
ocupação do solo urbano, a área de estudo pertence à Zona
Residencial I (ZC I), conforme a Fig. 58.
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Figura 57 – Mapa de gabaritos.
Fonte: Cadastral PMT, graficado pela autora. 
Terreno
1 – 2 Pavimentos
3 – 4 Pavimentos
5 - 6 Pavimentos
6 ou mais Pavimentos
Centro Materno Infantil – TCC 1 – Acadêmica Talita Formaeski – Orientador: Prof. Arq. Ramon Lima
Nela, conclui-se que não há taxa de permeabilidade e
que o recuo frontal deve possuir, no mínimo, 4 metros. Já em
relação à altura da edificação, não existe restrição, porém deve-
se obedecer à taxa de ocupação de 90%, ao coeficiente de
aproveitamento, aos recuos laterais e usos permitidos.
Analisando estes aspectos, conclui-se que nesta zona é
possível a construção de uma edificação de serviços
hospitalares, validando a ideia que esse estudo pretende
desenvolver.
54Centro Materno Infantil – TCC 1 – Acadêmica Talita Formaeski – Orientador: Prof. Arq. Ramon Lima
Figura 58 – Zoneamento
Zona Residencial I
Área em análise
Fonte: Cadastral PMT, adaptado pela autora. 
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Fonte: Cadastral PMT, adaptado pela autora. 
Figura 59 – Uso e ocupação do solo
5.4.3 Condicionantes ambientais
Assim como já citado, a região do terreno é plana,
sendo até alguns anos atrás uma área vazia, porém agora
compreende um estacionamento rotativo. Por estarem
localizados numa área central e que já vem sendo
desenvolvida ao longo de muitos anos, os terrenos próximos,
em sua maioria, possuem algum tipo de edificação. Em relação
ao nível, encontra-se acima do nível do Rio Tubarão e nivelado
com as vias em seu entorno, com uma topografia praticamente
plana, o que facilita na hora do nivelamento.
Conforme nota-se na Fig. 60, ao lado sul a área é
valorizado pela presente vegetação da Praça Walter Zumblick.
Apesar das edificações presentes no seu entorno imediato, há
insolação constante durante quase todo o dia e uma boa
ventilação natural, porém, devido ao intenso fluxo de veículos,
ocasionado pela presença do comércio varejista e outros
estabelecimentos com grande fluxo de pessoas, como o
hospital e escolas, nos arredores do local são emitidos muitos
barulhos, gerando uma certa poluição sonora.
Centro Materno Infantil – TCC 1 – Acadêmica Talita Formaeski – Orientador: Prof. Arq. Ramon Lima 55Centro Materno Infantil – TCC 1 – Acadêmica Talita Formaeski – Orientador: Prof. Arq. Ramon Lima
Figura 60 – Condicionantes ambientais
Vento Nordeste
Vento Sul
Vegetação
Terreno
Fonte: Cadastral PMT, graficado pela autora. 
5.4.4 Equipamentos urbanos
Podendo ser tanto públicos como privados, os
equipamentos urbanos são designados para a prestação de
serviços essenciais para que a cidade possa funcionar de
maneira mais eficiente. Desse modo, por meio da Fig. 61 vê-se
os principais equipamentos urbanos situados na região central
da cidade de Tubarão. Com este levantamento, é possível
perceber que há diversificados equipamentos nesta área, como
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Asupermercados, museu, praças e serviços hospitalares, o que
mostra que esta região é ideal. Apesar desses fatores, ainda
há um déficit em alguns tipos de serviço, como de
entretenimento e parques urbanos.
5.4.5 Morfologia urbana
Ao estudar as formas, estruturas e transformações,
juntamente com a análise da Fig. 62, conclui-se que a região
central é muito densa, sendo este aspecto observado em
Figura 61 – Equipamentos urbanos
Fonte: Cadastral PMT, graficado pela autora. 
Centro Materno Infantil – TCC 1 – Acadêmica Talita Formaeski – Orientador: Prof. Arq. Ramon Lima 56Centro Materno Infantil – TCC 1 – Acadêmica Talita Formaeski – Orientador: Prof. Arq. Ramon Lima
toda a área de estudo, isto é, para que haja expansão e
desenvolvimento de novas edificações se faz necessário o
aproveitamento dos poucos vazios existentes. Ainda analisando
a relação de cheios e vazios, é possível verificar que a área
está praticamente consolidada, porém ainda há espaços vazios
para realizar ações neste local.
5.4.6 Infraestrutura urbana
Neste tópico, serão mencionados os componentes de
infraestrutura urbana, assim temos:
Figura 62 – Cheios e vazios
Cheios Vazios
Fonte: Cadastral PMT, graficado pela autora. 
Terreno
✓ Abastecimento de água: captação e tratamento realizados
pela Tubarão saneamento;
✓ Esgoto: coleta, tratamento e destinação efetuados pela
Tubarão saneamento, sendo que, onde não há rede de
esgoto, as residências possuem fossa séptica;
✓ Rede Elétrica: a Celesc é a empresa responsável pela
distribuição de energia da área analisada;
✓ Coleta de Lixo: A coleta é feita pela empresa Racli, sendo a
coleta de lixo orgânico realizada de segunda a sábado, e a
coleta seletiva, às segundas e quintas.
5.4.7 Relação público e privado
Na comparação entre os espaços públicos e privados,
nota-se, por meio da Fig. 63, que prevalece a existência dos
locais privados, constituídos, na grande maioria, por
residências. Os locais públicos, apesar de estarem presentes
em menor parte, são compostos basicamente por escolas,
serviços hospitalares, prefeitura, entre outros estabelecimentos
indispensáveis para o o bom funcionamento da região, porém
ainda não são suficientes, e, conforme já mencionado, há
necessidade de novos equipamentos para o desenvolvimento
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Figura 63 – Cheios e vazios
Fonte: Cadastral PMT, graficado pela autora. 
Terreno
Privado
Público
Semi-público
5.5 Histórico do HNSC
Faz-se necessária a elaboração deste tópico, visto queo projeto em estudo, apesar de não ser projetado na área em
que está o Hospital Nossa Senhora da Conceição, é uma
extensão dele, e fará o uso de alguns dos seus serviços
prestados. Assim, é válido o conhecimento de um breve
histórico da instituição.
...............
da cidade. O Hospital Nossa Senhora da Conceição foi fundado
em 8 de dezembro do ano de 1904, mantido com a dedicação
das religiosas da Congregação das Irmãs da Divina
Providência. Desde sua fundação, vem trabalhando para
defender a vida e promover a saúde na cidade de Tubarão/SC.
É referência como hospital geral para o Sul do Estado
de Santa Catarina, atendendo a toda a região da Amurel
(Associação dos Municípios da Região de Laguna). Além
disso, ainda atende casos de alta complexidade das regiões
da Amrec (Associação dos Municípios da Região Carbonífera)
e Amesc (Associação dos Municípios do Extremo Sul de
Santa Catarina).
Considerado um hospital estratégico para o Ministério
da Saúde, quando necessário, presta atendimento a outras
regiões do país. Mais um grande passo de uma trajetória
pautada na seriedade, comprometimento, amor e dedicação ao
próximo, foi dado no dia 1º de abril de 2015, data na qual a
Sociedade Divina Providência confiou a gestão de todos os
seus hospitais à Associação Congregação de Santa Catarina.
Uma parceria inovadora, que proporcionou para a
região um atendimento de ainda mais qualidade.
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Centro Materno Infantil – TCC 1 – Acadêmica Talita Formaeski – Orientador: Prof. Arq. Ramon Lima
A Associação Congregação de Santa Catarina é hoje,
uma entidade filantrópica que impacta na cadeia de valor
produtivo do país, com 22 casas presentes em 6 estados
brasileiros, atuando nas três áreas de Assistência Social:
Saúde, Educação e Assistência Social. A ACSC conta com
aproximadamente 13 mil colaboradores.
5.5.1 Centro Materno Infantil
O HNSC possui o Centro Materno Infantil, que é
composto por: UTI Neonatal e Pediátrica, Pediatria, Banco de
Leite Humano, Alojamento Conjunto e Centro Obstétrico. Além
de contratualizado com o Sistema Único de Saúde (SUS), o
Hospital Nossa Senhora da Conceição mantém convênio com
aproximadamente 30 entidades, entre elas Planos de Saúde e
de Assistência, Administradoras de Saúde, Empresas,
Associações, Sindicatos e Prefeituras.
5.5.1.1 Sobre o centro materno infantil a ser projetado
O pavimento onde atualmente ocorrem os serviços
oferecidos pelo Centro Materno Infantil do HNSC terá
58Centro Materno Infantil – TCC 1 – Acadêmica Talita Formaeski – Orientador: Prof. Arq. Ramon Lima
aproximadamente 90% de sua área realocada para o futuro
anteprojeto, conforme consta graficado na Fig. 64.
A ligação entre os dois prédios será feita por meio de
uma passarela, a qual manterá passagem de serviços de apoio
(cozinha, higienização, rouparia, CME, colaboradores e acesso
principal à UTI adulto).
Dessa forma, abriremos espaço para futuras ampliações
e/ou criação de setores, visto que não há possibilidade
estrutural de ampliação vertical no HNSC.
Passarela de ligação 
entre prédios
Área a ser realocada Área a ser construída
Figura 64 – Área estudada 
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Figura 65 e 66 – HNSC E Centro Obstétrico
Fonte: Acervo da autora. Fonte: Site HNSC. 
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Conforme pesquisa com o responsável pelas reformas
e manutenções do HNSC, o hospital tem planejamento de
reestruturação dos setores de Hemodinâmica, Emergência,
Administração e Consultórios.
A seguir imagens cedidas pelo Hospital Nossa
Senhora da Conceição, estudadas e graficadas pela autora.
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Refeitório
Administração 
Emergência Serviços 
Circulação interna 
Circulação externa 
Cozinha
Ambulatório 
Pronto Atend. Serviços 
Circulação interna 
Circulação externa 
Centro de Imagem Alta Complexidade 
Figura 67 – HNSC Subsolo 
Figura 68 – HNSC primeiro pavimento 
Centro Materno Infantil – TCC 1 – Acadêmica Talita Formaeski – Orientador: Prof. Arq. Ramon Lima
Centro Obstétrico 
Circulação interna Serviços 
Aloj. Conjunto 
Internação S7 
UTI neo 
Pediatria 
Internação S9 
Circulação interna 
Internação S11 
Internação S8 
Internação S12 
Serviço 
Salão Nobre Internação Sao Vicente
BLH 
Internação S6 
Internação S5 
UTI coronária e geral adulto 
Circulação interna 
UTI adulto 
Serviço 
C.C. 
Serviço 
Circulação interna 
Internação S20 
Serviço 
Circulação interna 
Serviço 
Cobertura 
60Centro Materno Infantil – TCC 1 – Acadêmica Talita Formaeski – Orientador: Prof. Arq. Ramon Lima
Figura 70 – HNSC terceiro pavimento 
Figura 71 – HNSC quarto pavimento 
Figura 72 – HNSC quinto pavimento 
Figura 69 – HNSC segundo pavimento 
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Figura 73 – HNSC sexto pavimento 
Figura 74 – HNSC sétimo pavimento 
Centro Materno Infantil – TCC 1 – Acadêmica Talita Formaeski – Orientador: Prof. Arq. Ramon Lima
5.6 Síntese do diagnóstico
A área escolhida localiza-se numa região central com
fácil acesso para as pessoas que residem no município de
Tubarão e para a população das cidades vizinhas que também
faz uso dos serviços oferecidos pelo Hospital Nossa Senhora
da Conceição, devido ao principal acesso da cidade ser feito
pela BR-101, e como muitas vezes a procura pelo hospital é
feita com urgência, essa localização torna-se privilegiada para
a implantação de um Centro Materno Infantil.
Apesar de a área estar numa boa localização, é
possível perceber situações adversas, como a poluição sonora
devido ao alto fluxo de pessoas e veículos nos arredores e o
fato de uma rua estar em meio ao hospital e ao terreno, mas
serão apresentadas em projeto soluções, como paredes com
isolamento acústico e a construção de uma passarela para
fazer a ligação entre o hospital e o centro materno infantil,
assim garantindo a viabilidade do projeto diante destes
problemas.
A presença de um estacionamento rotativo no local
também não traz grandes complicações, haja vista que é uma
estrutura simples e fácil de ser retirada, resultando, após essa
ação, em um terreno plano e sem estruturas no local, facilitando
a criação e a construção de uma nova edificação.
Com todas as informações obtidas neste capítulo,
conclui-se que a área selecionada será um bom local para a
implantação do projeto ao qual esse trabalho se propõe. Como
já visto nas informações discutidas nos capítulos anteriores, o
hospital atualmente trabalha com uma alta demanda de
serviços especializados em ginecologia e obstetrícia, o que
justifica a necessidade da realocação deste setor, em
decorrência da limitação de ampliação no prédio atual.
O município de Tubarão possui grande destaque na
área da saúde em relação ao estado de Santa Catarina, dessa
maneira um novo centro materno infantil trará muitos benefícios
para a população, pela ampliação e qualidade de novos
atendimentos e também pelo desenvolvimento da economia.
6 Partido arquitetônico
Neste capítulo, serão discutidos os aspectos que irão
conduzir o desenvolvimento do projeto em estudo, levando em
consideração as diretrizes apresentadas nos capítulos
anteriores, a fim de alcançar os objetivos do conceito proposto.
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Centro Materno Infantil – TCC 1 – Acadêmica Talita Formaeski – Orientador: Prof. Arq. Ramon Lima
Será apresentado através de zoneamentos, pré-
dimensionamentos, fluxogramas e programa de necessidades,
mostrando os estudos por meio de croquis, desenho técnico e
esboços.
6.1 Conceito
Para a definição do conceito, foipensado na
problemática discutida no início deste trabalho, por meio dos
referenciais teóricos analisados e dos atuais dados da OMS
relacionados à saúde da mulher.
✓ Ambiência: corresponde a uma estrutura física
preparada para acolher a mulher em todas as suas fases, a
família, visitantes e colaboradores, independentemente de
suas funções. Oferecer aos usuários ambientes que
proporcionam a sensação de lar, aconchego, promovendo
assim o bem-estar de todos os envolvidos.
✓ Informação: estrutura que conta com profissionais
especializados, com ambiente preparado e com boa
didática para informar, amparar, apoiar a paciente e seus
62Centro Materno Infantil – TCC 1 – Acadêmica Talita Formaeski – Orientador: Prof. Arq. Ramon Lima
familiares em suas escolhas nos momentos bons e ruins,
esclarecendo dúvidas que muitas mulheres ainda têm por falta
de acesso ou oportunidade, ambientes que ofereçam
privacidade e aconchego.
✓ Integração: oferecer atendimento completo dentro da
especialidade de ginecologia e obstetrícia, principalmente a
gestantes e puérperas, oferecendo consultas com médicos,
enfermeiras, psicólogos, nutricionistas, pediatras, dentre outras
especialidades, se for necessário. Realizar exames de imagem
e laboratoriais em caso de urgência e emergência.
Um ambiente pensado para o atendimento de saúde
deve atender aos anseios de quem busca por tais serviços,
acolhendo toda a família do paciente.
Respeitar suas individualidades, crenças, limitações e
reações em cada situação torna-se indiscutível. Para que este
atendimento seja personalizado, o paciente deve receber toda a
informação necessária, deve desfrutar de um ambiente que lhe
transmita tranquilidade, segurança e eficácia junto aos
profissionais qualificados, para que possam usufruir de todo
atendimento que a instituição tem a oferecer.
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Centro Materno Infantil – TCC 1 – Acadêmica Talita Formaeski – Orientador: Prof. Arq. Ramon Lima 63Centro Materno Infantil – TCC 1 – Acadêmica Talita Formaeski – Orientador: Prof. Arq. Ramon Lima
6.2 Intenções do projeto
Baseado nas análises, tanto dos referenciais teóricos
quanto dos referenciais projetuais, foram salientadas algumas
diretrizes a serem adotadas para a valorização da
humanização na edificação e para garantir a promoção a vida,
sendo este o norte desta proposta.
o Possuir áreas com vegetação, permitindo acesso
físico de pacientes e colaboradores;
o Utilizar ao máximo o bioclimatismo da edificação;
o Presentear pacientes, acompanhantes e
colaboradores com o contato visual com o entorno do
edifício;
o Oferecer espaços abertos para convívio;
o Projetar áreas com ambiência de lar, sem fortes
características hospitalares;
o Valorizar a vista dos ambientes, principalmente os de
permanência;
o Projetar áreas próprias para o trabalho de parto (TP),
sem intervenções sonoras ou lumínicas.
o Criar acessos facilitados para pacientes,
acompanhantes, visitantes e colaboradores;
o Propor integração dos colaboradores entre setores;
o Ser referência no atendimento ao público que busca soluções
na especialidade de ginecologia e obstetrícia;
o Ser referência em atendimento humanizado, garantindo a
agilidade em consulta, diagnóstico, internação, tratamentos e
procedimentos invasivos ou não;
o Ser referência em gestação de alto risco;
o Utilizar de recursos para interagir com os usuários, tais como:
materialidade diversificada, cores pensadas para cada tipo de
uso, auxiliando no progresso do tratamento, iluminação
exclusiva, dentre outras opções personalizáveis em sua
estadia.
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Av. Marcolino Martins Cabral 
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Figura 75 – Implantação zoneada, nível térreo.
6.3 Proposta de partido
Acesso principal pedestres
Acesso veicular
Acesso secundário pedestres
Acesso ambulância 
Acesso garagem / subsolo 
Acesso técnico 
01 – Circulação vertical e 
elevador de urgência 
02 – Acesso de ambulância 
03 – Recepção
04 – Área comercial
05 – Área verde com vegetação 
baixa
06 – Área pavimentada para 
pedestres
07 – Área pavimentada para 
veículos 
08 – Área verde com vegetação 
media 
09 – Central de gás
Legenda:
L
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6.4 Volumetria geral setorizada
Figura 76 – Volumetria setorizada
Após análise da área, estudo de zoneamento e testes de
volumetria, a proposta do anteprojeto mostra uma edificação
com traçado limpo e racional que segue o formato do terreno. A
volumetria conta com repetição de pavimentos, e em um deles
usa-se uma passarela como recurso de integração com os
serviços do hospital.
Informações coletadas do programa 
de necessidades especifico:
•07 Quartos de PPP
•62 Leitos adulto
•50 Leitos pediátricos
•20 Leitos UTI Neonatal
•110 Vagas privativas de 
estacionamento
Este programa de necessidades representa o prédio em geral. O programa de necessidades específicos de cada setor
se encontram nos apêndices deste trabalho.
O programa de necessidades foi elaborado baseando-se nas analises dos
referenciais e na demanda dos serviços hospitalares oferecidos na cidade de Tubarão
e região. O programa segue as normas vigentes na RDC-50.
Para o quantitativo foi usado como base, além da demanda, os critérios
relacionados a humanização, integração e informação para usuários e colaboradores.
Fonte: Desenvolvido pela autora. 
Fonte: Desenvolvido pela autora. 
Na legislação municipal não consta
diretrizes relacionado a construção de passarela
para uso privado sobre via publica, para que seja
autorizado a execução dessa circulação horizontal
em passarela necessita de um requerimento na
prefeitura e analise do setor de obras.
65Centro Materno Infantil – TCC 1 – Acadêmica Talita Formaeski – Orientador: Prof. Arq. Ramon Lima
6.5 Fluxograma geral
No estudo dos fluxos procurou-se facilitar os acessos interno e externo, para colaboradores e pacientes, propiciando
espaços de fácil leitura.
O acesso de pessoas (usuários, acompanhantes, visitantes, colaboradores) se da pelo Hall / Recepção, o acesso
técnico para a central de gases, de resíduos e para a área técnica pode acontecer pelo térreo e pelo subsolo.
Já o acesso ao estacionamento privativo que pode ser ocupado por usuários e colaboradores é feito pelo subsolo. O
térreo possui acesso veicular para embarque e desembarque, protegida.
Este fluxograma representa o prédio em geral. Os fluxogramas específicos de cada setor se encontram nos apêndices
deste trabalho.
Fonte: Desenvolvido pela autora. 
6.6 Aplicação do conceito
Fonte: Desenvolvido pela autora. 
Fonte: Desenvolvido pela autora. 
Figura 77 – Circulação vertical e horizontal.
Figura 79 – Área verde, humanizada.
No desenvolver da volumetria , a circulação se
tornou importante para o cumprimento do conceito de
INFORMAÇÃO, visto que o sistema “hospital aeroporto” do
arquiteto Luís Vidal foi um grande inspirador, pois traz a
didática em sua função de sinalizar.
A AMBIÊNCIA, item evidente neste estudo preliminar , sua
ausência se torna inaceitável na atualidade. Para valorizar os
recursos naturais, o térreo apresenta área social com vegetação,
o vão no centro do prédio colabora para a iluminação natural e
ventilação cruzada em todos os setores, as fachadas nordeste e
sudeste ficam protegidas por brise ocasionando conforto térmico e
favorecendo uma acústica eficiente e confortável, toda a
edificação conta com esquadrias acústicas, nas fachadas e nos
ambientes internos.
Conforme o Ministério da Saúde, o ambiente precisa ser
acolhedor e oferecer conforto térmico, acústico e visual para o
usuário.
Fonte: Desenvolvido pela autora. 
Figura 78 – Passarela.
A INTEGRAÇÃO, item extremamente necessário
principalmente em um ambiente hospitalar, onde traz a facilidade
deacesso de colaboradores, equipe médica de urgência e
transporte para a UTI adulto, dentre outros serviços de apoio
vindo do Hospital Nossa Senhora da Conceição.
Porém a integração não se limita apenas à passarela. Em
todos os pavimentos temos, conforme sugere a Cartilha
Humaniza SUS, sala de leitura e sala de estar geral, onde podem
interagir colaboradores, usuários e visitantes, além do térreo que
conta com restaurante / lanchonete e um pátio interno.
Circulação vertical
Circulação horizontal
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66Centro Materno Infantil – TCC 1 – Acadêmica Talita Formaeski – Orientador: Prof. Arq. Ramon Lima
6.7 Planta baixa zoneada e volumetria
Figura 80 – Planta baixa subsolo.
Fonte: Desenvolvido pela autora. 
Figura 81 – Planta baixa térreo.
Fonte: Desenvolvido pela autora. 
Figura 82 – Planta baixa mezanino.
Fonte: Desenvolvido pela autora. 
Figura 83 – Planta baixa centro obstétrico.
Fonte: Desenvolvido pela autora. 
3
3
5
26
1
2
3
4
1
4
2
5
6
8
9
7
4
1
2
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1
17 18
19
3
4 5 6 9 10
2221
29
37
28
35 3634
33
1
20
23
24
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6 7 8
25
30 31
27
1
1
2
10 10
10
10
10
5 5
32 3232
38
1- Circ. vert.
2- Sala técnica
3- Área comerc.
4- Área verde
1- Circ. vert.
2- Sala técnica
3- Área comerc.
4- Área verde
5- Recepção
6- Recep. elev.
7- Acesso emerg.
8- Acesso subs.
9- Central de gás
1- Circ. vert.
2- Sala técnica
3- Central de res.
4- Reservatório
5- Estacionam.
1- Circ. vert.
2- Sala técnica
3- Rouparia
4- Farmácia
5- Sala cesárea
6- Estar func.
7- Almox.
8- Dep. de equip.
9- SRPA
10- PPP
14- Rep. Med. 
15- Rep. Acad.
16- Copa satélite
17- Expurgo
18- Vestiários 
19- CME
20- Lavabos
21- Vest. acomp.
22- Área deamb.
23- Internação
24- Financeiro
25- Copa func.
26- Estar geral
27- Vão
28- Sala de esp.
29- Triagem cons.
30- Coord. Enf.
31- Educ. cont.
32- Consult.
33- Área verde
34- Sala espera
35- Cardiotocog.
36- Triagem
37- Área de obs.
38- Passarela
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67Centro Materno Infantil – TCC 1 – Acadêmica Talita Formaeski – Orientador: Prof. Arq. Ramon Lima
Figura 84 – Planta baixa alojamento conjunto.
Fonte: Desenvolvido pela autora. 
Figura 85 – Planta baixa alojamento conjunto tratamento.
Fonte: Desenvolvido pela autora. 
Figura 86 – Planta baixa pediatria e UTI neonatal.
Fonte: Desenvolvido pela autora. 
Figura 87 – Planta baixa CDI, BLH e pré-natal.
Fonte: Desenvolvido pela autora. 
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1
1
2
3
4
7 8 9 10 11
12
13
1 14
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22
2726
21
19
20
18171615
23 24 25
4 4 4 4 4 4 4 4 4
5
5
5
55
55
55
1- Circ. vert.
2- Sala técnica
3- DML
4- Quarto priv.
5- Quarto SUS
6- Quarto semi.
7- Coord. Enf.
8- Farmácia
9- Expurgo
10- Rouparia
11- Vestiário
12- Sala atend.
13- Lavabos
14- Sala de leit.
15- Estar func.
16- Almox.
17- Dep. De equip.
18- Copa
19- Internação
20- Financeiro
21- Vão
22- Posto de enf.
23- Copa func.
24- Educ. contin.
25- Estar geral
26- Área prescric.
27- Preparo. de med.
28- Área verde
1
2
3
29
7 8 9 10 11
12
13
1 14
630
28
22
2726
21
19
20
18171615
23 24 25
4 4 4 4 4 4 4
5
5
31
44
44
55
28
1- Circ. vert.
2- Sala técnica
3- DML
4- Quarto SUS
5- Quarto priv.
6- Quarto semi.
7- Coord. Enf.
8- Farmácia
9- Expurgo
10- Rouparia
11- Vestiário
12- Sala atend.
13- Lavabos
14- Sala de leit.
15- Estar func.
16- Almox.
17- Dep. Equip.
18- Copa
19- Internação
20- Financeiro
21- Vão 
22- Posto enf.
23- Copa func.
24- Educ. cont.
25- Estar geral
26- Área presc.
27- Preparo med.
28- Área verde
29- Sala de curet.
30- PPP esp.
31- Isolamento
2
3
4 4 5 5 5 5 5 5 5 5 5 5
5
6
6
1615
555
20
1 
12
13
111095587
17
18
22
21
21
26 11
23 24
28
2519 14
9
10
2227
29
23
23
23
23
24 24 20
29292929
1- Circ. vert.
2- Sala técnica
3- DML
4- Isolamento
5- Quarto SUS
6- Quarto priv.
7- Coord. Enf.
8- Farmácia
9- Expurgo
10- Rouparia
11- Vestiário
12- Posto enf..
13- Lavabos
14- Depos. equip.
15- Posto enf.
16- Sala de aula
17- Internação
18- Financeiro
19- Vão
20- Área verde
21- Almox.
22- Copa func.
23- Isolam. ped.
24- Isolam. neo
25- Recepção 
26- Copa satelite
27- Repouso med.
28- Salão
29- Leito ped. 
2
3
4 5 6 7 8 9 9 9 10
22
33
30
32
211
30 31
4948
43
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23 24 25 26
44 40 20
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35
36
37
38
39
17
41
42
43
33 45
46 47
1- Circ. vert.
2- Sala técnica
3- DML
4- Mamografia
5- Laudos
6- Digitação
7- Sala entrev.
8- Histerosc.
9- USG
10- Sala vacina
11- Coord. enf.
12- Farmácia
13- Comando TC
14- Tomograf.
15- Expurgo
16- Rouparia
17- Vestiário
18- Sala atend.
19- Lavabos
20- Posto enf. 
21-SRPA
22- Lab. satélite
23- Estar func.
24- Almox.
25- Comando RM
26- Resson mag.
27- Internação
28- Financeiro
29- Vão
30- Sala de esp.
31- Entre. Exames
32- Cons. Med.
33- Consult. Enf.
34- Lactário
35- Paramentacao
36- Manipul.
37- Saída
38- Estoque
39- Pasteuriz.
40- Dep. Equip.
41- Utilidades
42- Lavabos
43- Área verde
44- Copa func.
45- Coleta
46- Amamentação
47- Atend. Priv.
48- Arquiv. Exames
49- Montagem ex.
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68Centro Materno Infantil – TCC 1 – Acadêmica Talita Formaeski – Orientador: Prof. Arq. Ramon Lima
6.8 Aplicação dos Referenciais Projetuais
Figura 89 – Hospital Rede Sarah - RJ
Fonte: ArchDaily. Fonte: ArchDaily. Fonte: ArchDaily.
Figura 90 – Hospital Can Misses - Ibiza Figura 91 – Hospital Can Misses - Ibiza
O vão inserido
no meio do prédio foi
uma inspiração do teto
retrátil do referencial
projetual nacional,
Hospital Rede Sara –
RJ, onde traz para o
interior do ambiente a
iluminação e ventilação
natural.
O Novo Hospital Can
Misses, referencial que me
serviu de embasamento para
um ambiente acessível, um
térreo inclusivo, convidativo,
acolhedor, e um sistema de
circulação sinalizado, colorido,
didático.
6.9 Materialidade
Figura 92 – Proposta de materialidade.
A materialidade proposta para o Centro Materno
Infantil traz cores e materiais pensados para o conforto e
evolução clínica dos pacientes, são materiais resistentes,
tem leveza em suas texturas, quando bem combinados
colaboram para o conforto dos usuários. A madeira em
sua cor original no interior do prédio traz a leveza, a
sensação de informalidade, reduzindo a tensão. O
alumínio tem seu uso principalmente nas esquadrias, o
vidro vai se apresentar em todas as fachadas permitindo
a conexão visual com o entorno e o verde usado em
algumas paredes de ambientes internos promove a
alegria, estabilidade, segurança e conforto. Assim como
as cores amarelo, rosa, azul roxo e branco, trazem
sentimentos variados para ambientes variados.
Figura 93 – Paleta de cores.
Fonte: Desenvolvido pela autora. 
Fonte: Desenvolvido pela autora. Fonte: Google imagens. 
Figura 88 – Planta baixa cobertura.
Fonte: Desenvolvido pela autora. 
Figura 95 – Proposta de brise
Fonte: Desenvolvido pela autora. 
O uso do brise de soleil
nas fachadas, seguindo as cores
da proposta, traz leveza e alegria
para o ambiente, as aletas
verticais coloridas sobre a grande
lamina de vidro, filtram a luz
recebida e também a luz emitida a
noite, trazendo a sensação de
movimento, funcionamento,
evolução. A vegetação entre os
brises esta na fachada sudeste.Fonte: Architizer.
Fonte: Desenvolvido pela autora. 
Figura 94 – Sem brise
1- Casa de maquinas
2- Vão coberto
3- Reservatório
4- Cobertura
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A ventilação que
se adentra ao subsolo
tem saída também pelo
térreo, através de
bancos com abertura na
base.
O vão tem
cobertura fixa de vidro,
permitindo a iluminação
natural nos ambientes
internos assim como a
ventilação, pois fica
afastado na base.
A fachada nordeste
e sudeste recebem
iluminação natural durante
quase todo o dia,
recebendo proteção por
brise soleil em todos os
pavimentos.Subsolo
Térreo
69Centro Materno Infantil – TCC 1 – Acadêmica Talita Formaeski – Orientador: Prof. Arq. Ramon Lima
Figura 96 – Corte esquemático
Figura 97 – Croquis e fachadas
Fonte: Desenvolvido pela autora. 
Fonte: Desenvolvido pela autora. 
Fonte: Desenvolvido pela autora. 
Fonte: Desenvolvido pela autora. 
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Figura 98 – Croqui do térreo
Sistema de
captação da agua da
chuva.
Brise de soleil
vertical coloridos por
pavimento / setor.
Centro Materno Infantil – TCC 1 – Acadêmica Talita Formaeski – Orientador: Prof. Arq. Ramon Lima 70Centro Materno Infantil – TCC 1 – Acadêmica Talita Formaeski – Orientador: Prof. Arq. Ramon Lima
7 Considerações finais
Fundamentado nas pesquisas e resultados obtidos no
desenvolvimento deste estudo, foi possível obter um
conhecimento mais aprofundado sobre a necessidade e a
viabilidade da implantação de um centro materno infantil na
cidade de Tubarão.
Ao mesmo tempo que as informações sobre o terreno
e a região do município de Tubarão foram de suma
importância para um conhecimento mais aprofundado para
desenvolver as diretrizes do projeto, a visita ao Hospital
Amparo Maternal de São Paulo também se mostrou muito
relevante e essencial para que o objetivo proposto por este
trabalho fosse alcançado, já que, por meio deste processo, foi
possível conhecer a estrutura de um hospital que já é
referência no atendimento exclusivo a gestantes e assim ter
como base o que é essencial e o que pode ser feito de
melhorias para que o projeto do centro materno infantil ao qual
esse trabalho se propõe seja bem elaborado.
Por fim, todas as análises feitas anteriormente até
chegar à idealização do partido foram fundamentais, pois por
meio destes estudos foi possível identificar todas as
características da área e assim solucionar as problemáticas.
Assim sendo, na fase seguinte deste projeto será
apresentada a proposta final do Centro Materno Infantil.
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8 Referências
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SANITÁRIA. Resolução RDC nº 36, de 03 de junho de
2008. Dispõe sobre Regulamento Técnico para
Funcionamento dos Serviços de Atenção Obstétrica e
Neonatal. Disponível
em:<http://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/anvisa/2008/r
es0036_03_06_2008_rep.html> Acesso em: 05 jun. 2020.
• ANVISA. AGENCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA
SANITÁRIA. Resolução RDC nº 50, de 21 de fevereiro de
2002. Dispõe sobre o Regulamento Técnico para
planejamento, programação, elaboração e avaliação de
projetos físicos de estabelecimentos assistenciais de saúde.
Disponível em:
<https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/anvisa/2002/res
0050_21_02_2002.html>. Acesso em: 27 mai. 2020.
• ASSOCIAÇÃO CONGREGAÇÃO DE SANTA CATARINA.
Amparo Maternal. Disponível em:
<https://www.amparomaternal.org/>. Acesso em: 10 mai.
2020.
Centro Materno Infantil – TCC 1 – Acadêmica Talita Formaeski – Orientador: Prof. Arq. Ramon Lima 71Centro Materno Infantil – TCC 1 – Acadêmica Talita Formaeski – Orientador: Prof. Arq. Ramon Lima
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• BARNABÉ, Paulo Marcos Mottos. A poética na luz natural
na obra de Oscar Niemeyer. Londrina: EDUEL, 2008.
• BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Ciência,
Tecnologia e Insumos Estratégicos. Departamento de
Gestão e Incorporação de Tecnologias em Saúde. Diretrizes
nacionais de assistência ao parto normal: versão resumida
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Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos, Departamento
de Gestão e Incorporação de Tecnologias em Saúde. –
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Humanização. Ambiência / Ministério da Saúde, Secretaria
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Centro Materno Infantil – TCC 1 – Acadêmica Talita Formaeski – Orientador: Prof. Arq. Ramon Lima 72Centro Materno Infantil – TCC 1 – Acadêmica Talita Formaeski – Orientador: Prof. Arq. Ramon Lima
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Centro Materno Infantil – TCC 1 – Acadêmica Talita Formaeski – Orientador: Prof. Arq. Ramon Lima 73Centro Materno Infantil – TCC 1 – Acadêmica Talita Formaeski – Orientador: Prof. Arq. Ramon Lima
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9.1 - Pre-dimensionamento e programa de necessidades especifico
9 Apendices
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9.2 - Fluxogramas especificos
CENTRO OBSTETRICO
TERREO
MEZANINO
SUBSOLO
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ALOJAMENTO CONJUNTO
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PEDIATRIA
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CDI
PRE-NATAL
BLH
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9.3 - Tabela de pesquisa de porcentagem por via de nascimento
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