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RELATÓRIO DE AULAS PRÁTICAS - EaD 
 
AULA 01 
DATA: 
 
23/03/2022 
VERSÃO:01 
 
RELATÓRIO DE AULAS PRÁTICAS: Imunologia Clínica 
 
DADOS DO (A) ALUNO (A): 
 
NOME: Maria José Resende de Lima MATRÍCULA: 01293529 
CURSO: Farmácia POLO: Aracaju/SE 
PROFESSOR (A) ORIENTADOR (A): Juliana Prado Gonçales. 
 
 
TEMA DE AULA: TIPAGEM SANGUÍNEA E TESTE RÁPIDO 
 
 
RELATÓRIO 
 
A tipagem sanguínea é um procedimento utilizado nas transfusões de sangue 
e centros de hemoterapia, com a finalidade de identificar qual o tipo sanguíneo e 
qual o fator RH o indivíduo possui. 
Segundo (LIU, 2012), a tipagem sanguínea diz respeito à determinação dos 
grupos sanguíneos. Estes caracterizados pela presença ou pela ausência de certos 
antígenos, em geral, na membrana eritrocitária. 
Diante de algo tão importante, é fundamental conhecer as técnicas para 
realizar o processo de tipagem. As técnicas mais conhecidas nesse processo são o 
uso de lâmina ou tubo e das microplacas comerciais. Para isso, é necessário que 
exista compatibilidade, principalmente em relação aos sistemas ABO e RhD, com o 
objetivo de evitar alguma reação que resulte na morte do sujeito receptor. Por esse 
motivo, a tipagem sanguínea se faz necessária antes de uma transfusão, evitando 
assim uma reação letal. 
A tipagem direta é uma técnica que determina a presença e ausência dos 
antígenos ABO presentes na membrana das hemácias. Assim, a prova direta 
(antígeno), acontece da seguinte forma, o antígeno A; antígeno B; antígenos A e B e 
a ausência de antígeno A e B. 
Dessa forma, a principal investigação da tipagem direta é o teste da 
Antiglobulina direto que tem a principal finalidade a detecção de hemácias revestidas 
de anticorpos, ou seja, hemácias sensibilizadas "in vivo". Essa técnica é muito 
utilizada na investigação de reações transfusionais, no diagnóstico de doença 
hemolítica perinatal e de anemias hemolíticas autoimunes. 
 
 
RELATÓRIO DE AULAS PRÁTICAS - EaD 
 
AULA 01 
DATA: 
 
23/03/2022 
VERSÃO:01 
A tipagem reversa tem a finalidade de determinar a presença ou ausência dos 
anticorpos ABO (anticorpo A e anticorpo) no plasma ou soro. A prova reversa do 
anticorpo ocorre da seguinte forma: Anticorpo A; Anticorpo B; Ausência de 
anticorpos A e B. Enquanto que com o Sistema ABO ocorre assim: Grupo sanguíneo 
A; Grupo sanguíneo B; Grupo sanguíneo A e B e Grupo sanguíneo O. 
Todavia, quando um anticorpo presente na amostra não é identificado, deve-
se verificar as hemácias usadas na pesquisa de teste, pois o teste da antiglobulina 
indireto consiste na Pesquisa de Anticorpos Irregulares (P.A.I.). Por meio dessa 
pesquisa é possível determinar a ausência ou a presença de anticorpos livres no 
soro ou plasma de doadores e pacientes. 
Portanto, após obter o P.A.I. Positivo, é necessário a presença de um 
anticorpo irregular no plasma deste paciente ou doador de sangue, o que nos levará 
a realização de um outro teste denominado de Identificação de Anticorpos 
Irregulares (I.A.I.). Nesse, iremos determinar a especificidade deste anticorpo, ou 
seja, contra que aglutinógeno específico esse anticorpo é voltado. 
A professora da referida disciplina, iniciou a vídeo aula explicando a 
importância do sistema ABO e o fator Rh; das aglutinações e anticorpos. Através 
das amostras verificou-se os tipos sanguíneos A, AB, O, B e em seguida a o fator Rh 
positivo ou negativo. Lembrado que a tipagem pode ser realizada através das 
lâminas e dos tubos de ensaios. Em qualquer um dos métodos utilizados, não há 
alteração do resultado. 
Na vídeo aula foi feito o teste com quatro lâminas: solução salina a 9%, um 
tubo com EDTA, uma pipeta graduas de 1ml, os reagentes Anti cor azul; anti B cor 
amarela; anti Rh cor incolor, o reagente anti A liga as hemácias formando uma rede 
aglutinada e formou um coagulo positivo para o tipo A e fator Rh +. Isso, através da 
aglutinação, caso não forme nenhum tipo de grumo, a reação será negativa. 
A solução de hemácia a 40% usando 1 ml, pois é preciso de 600 microlitros 
do paciente para 900 microlitros de solução de salina para analise onde cada gota 
da amostra foi usada uma pipeta gradua de 1ml e pipetando 600 microlitros da 
solução de salina e nomeou um tubo para 40% e pipetou 400 microlitros de 
hemácias, após homogeneizar e colocada em lâminas nomeadas de A, B, AB e RH, 
em cada lâmina foi adicionado o reagente pertencente a ela e em seguida foi 
 
 
RELATÓRIO DE AULAS PRÁTICAS - EaD 
 
AULA 01 
DATA: 
 
23/03/2022 
VERSÃO:01 
adicionado uma gota de hemácia a 40%, homogeneizando com a ponteira e sempre 
trocando para não haver contaminação, após esse processo a professora aguardou 
em média três minutos para fazer a leitura da lâmina. 
Contudo, foi observada uma aglutinação maior na segunda lâmina, sendo 
uma aglutinação inexistente com a presença de bordas fixas devido à fixação de 
sangue na lâmina sem aglutinação. A lâmina AB trata-se de uma composição de 
anticorpos anti A e anti B, com isso ocorre a aglutinação obrigatória entre AB, isso 
devido ao anticorpo, assim conclui que paciente é tem a tipagem sanguínea A. 
Com o teste em tubos, foi o mesmo procedimento realizado com as lâminas, 
foram utilizados tubos nomeados em A, B, AB e RH, com isso, foram realizadas 
duas etapas. A primeira utilizou uma solução a 5%, colocando 950 microlitros de 
salina para 50 microlitros de hemácia, em seguida realizou a homogeneização com 
as gotas de anticorpos. 
O tubo com anticorpo A e a solução de hemácia com a aglutinação em forma 
de botão significa que o paciente tem antígeno A, enquanto que o segundo o tubo B 
o paciente não tem presença de botão que significa que o paciente não tem 
antígeno B na superfície da hemácia e no tubo AB tem aglutinação com a presença 
de botão, e tubo do Rh tem aglutinação de antígeno D. 
Com isso, os aglutinógenos refere-se a estruturas presentes na membrana 
das hemácias, as quais são herdadas geneticamente dos pais e determinam os 
diversos grupos sanguíneos. 
Enquanto que os anticorpos são proteínas responsáveis pela defesa 
imunológica do organismo (defendem o organismo contra corpos estranhos). 
O sistema ABO está dividido em quatro grupos sanguíneos: A, B, AB e O; 
onde os mesmos estão classificados em: o grupo A possuem aglutinógenos A nas 
hemácias e anticorpos contra B no plasma; o grupo B possuem aglutinógenos B nas 
hemácias e anticorpos contra A no plasma; o grupo AB possuem aglutinógenos A e 
B nas hemácias e não possuem anticorpos no plasma; o grupo O não possuem 
aglutinógenos nas hemácias e possuem anticorpos contra A e B no plasma. 
 
 
 
 
 
RELATÓRIO DE AULAS PRÁTICAS - EaD 
 
AULA 01 
DATA: 
 
23/03/2022 
VERSÃO:01 
 
TESTE RÁPIDO 
 
Os testes rápidos são todos os testes cuja execução, leitura e interpretação 
do resultado são feitas em no máximo 30 minutos, sem a necessidade de estrutura 
laboratorial. A leitura dos resultados é feita a olho nu. 
Os estudos de validação dos testes rápidos demonstraram que eles possuem 
sensibilidade entre 99,5% e 100%, ou seja, a mesma sensibilidade encontrada em 
outros testes que são utilizados na rotina do diagnóstico laboratorial da infecção pelo 
HIV, (BRANSON, 2003). 
Assim, pode-se afirmar que os testes rápidos, atualmente disponíveis no 
mercado, detectam apenas anticorpos produzidos em resposta à infecção pelo HIV. 
Eles detectam, simultaneamente, antígenos do HIV e anticorpos contra o vírus – os 
denominados testes de quarta geração – ainda não foram validados pelo 
Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais. Quando a validação for realizada e 
os testes aprovados, esses também poderão ser utilizados, (OMS, 2004). 
Os testes rápidos vêm crescendo em razão da facilidade e rapidez na ação e 
resultados, sendo fácil o seu diagnóstico para a triagem. Sendo um grande desafio 
aos programas de saúde pública devido a ampliação e acesso aos diagnósticos. 
Eles ainda dispensam o uso reagenteadicional, além também não necessitar de 
estrutura laboratorial. 
A leitura é bastante fácil, podendo o seu resultado ser positivo ou negativo. 
Positivo quando houver o aparecimento de duas linhas coloridas, com uma na área 
de teste e outra na área de controle. 
Negativo quando no resultado aparecer somente uma linha colorida na área 
de controle. 
Invalido quando não aparecer nenhuma linha colorida. 
O método de imunocromatografia é o mais frequente, pois ele envolve a 
pesquisa de antígenos ou anticorpos. Para pesquisa de anticorpos, haverá antígeno 
na membrana de nitrocelulose para captura os anticorpos presente na amostra, para 
a pesquisa de antígeno, haverá anticorpos para capturar os antígenos presente. 
 
 
RELATÓRIO DE AULAS PRÁTICAS - EaD 
 
AULA 01 
DATA: 
 
23/03/2022 
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Dessa forma, o teste molecular é o teste por RT-PCR (Reação em Cadeia da 
Polimerase com Transcrição Reversa em tempo real). Este teste é o mais indicado 
pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para diagnóstico da COVID-19, OECD, 
2020). 
Por detectar diretamente o material genético do vírus, seu RNA, este teste 
afirma se a pessoa está ou não contaminada pela COVID-19 no momento do teste. 
No teste de RT-PCR, uma vez que detecta-se o material genético do vírus, as 
amostras devem ser coletadas em locais de maior concentração viral, como na 
nasofaringe e na orofaringe, através de swabs (ANVISA, 2020). 
Está técnica é muito sensível e específica, logo, falsos positivos e falsos 
negativos são menos comuns comparados aos testes rápidos. Geralmente, falsos 
positivos ocorrem quando existe contaminação da amostra e falsos negativos 
quando a coleta não é realizada corretamente. 
Estes testes são essenciais na estratégia de: testar, isolar e rastrear. Isso 
porque eles possuem função de diagnóstico, já que detecta diretamente o material 
genético do vírus, diferente dos testes rápidos. Desta forma, é possível identificar 
quem está infectado, isolar esta pessoa e rastrear seus contatos, e assim, reduzir a 
disseminação da doença. 
 
REFERÊNCIAS 
 
 
ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Testes para COVID-19: 
Perguntas e respostas. 2020. Disponível em: 
<http://portal.anvisa.gov.br/documents/219201/4340788/Perguntas+e+respostas+-
+testes+para+Covid-19.pdf/9fe182c3-859b-475f-ac9f-7d2a758e48e7>. Acesso em: 
15 mar. 2022. 
 
 
BRANSON, B. M. Point-of-Care Rapid Tests for HIV Antibodies. J Lab Med , 
27(7/8): 288-295, 2003. 
 
 
GREENWALD, J.L. et al. A Rapid Review of Rapid HIV. Current Infectious Disease 
Reports; 8:125-131, 2006. 
 
 
http://portal.anvisa.gov.br/documents/219201/4340788/Perguntas+e+respostas+-+testes+para+Covid-19.pdf/9fe182c3-859b-475f-ac9f-7d2a758e48e7
http://portal.anvisa.gov.br/documents/219201/4340788/Perguntas+e+respostas+-+testes+para+Covid-19.pdf/9fe182c3-859b-475f-ac9f-7d2a758e48e7
 
 
RELATÓRIO DE AULAS PRÁTICAS - EaD 
 
AULA 01 
DATA: 
 
23/03/2022 
VERSÃO:01 
INSTITUTO Português do Sangue, IP. Imuno-hematologia: Recomendações. 2. ed. 
Lisboa (Portugal): Ministério da Saúde, 2008. 
 
 
LIU, I.P. Análise de Resultados da Tipagem Sanguínea Antes e Após a 
Implantação da Técnica de Semiautomação. Trabalho de Conclusão de Curso 
(Bacharelado em Biomedicina). Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Instituto 
de Ciências Básicas da Saúde. Porto Alegre. 2012, 41 p. 
 
 
OECD (Organisation for Economic Co-operation and Development). Testing for 
COVID-19: A way to lift confinement restrictions. 2020. Disponível em: 
http://www.oecd.org/coronavirus/policy-responses/testing-for-covid-19-a-way-to-lift-
confinement-restrictions-89756248/http://www.oecd.org/coronavirus/policy-
responses/testing-for-covid-19-a-way-to-lift-confinement-restrictions-
89756248/#section-d1e222. 
 
 
OMS – ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE. Guidelines for use in HIV testing and 
counselling services in resource-constrained settings. Geneva, 50p. 2004. 
 
 
http://www.oecd.org/coronavirus/policy-responses/testing-for-covid-19-a-way-to-lift-confinement-restrictions-89756248/http:/www.oecd.org/coronavirus/policy-responses/testing-for-covid-19-a-way-to-lift-confinement-restrictions-89756248/#section-d1e222
http://www.oecd.org/coronavirus/policy-responses/testing-for-covid-19-a-way-to-lift-confinement-restrictions-89756248/http:/www.oecd.org/coronavirus/policy-responses/testing-for-covid-19-a-way-to-lift-confinement-restrictions-89756248/#section-d1e222
http://www.oecd.org/coronavirus/policy-responses/testing-for-covid-19-a-way-to-lift-confinement-restrictions-89756248/http:/www.oecd.org/coronavirus/policy-responses/testing-for-covid-19-a-way-to-lift-confinement-restrictions-89756248/#section-d1e222
http://www.oecd.org/coronavirus/policy-responses/testing-for-covid-19-a-way-to-lift-confinement-restrictions-89756248/http:/www.oecd.org/coronavirus/policy-responses/testing-for-covid-19-a-way-to-lift-confinement-restrictions-89756248/#section-d1e222

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