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Universidade do Estado do Rio de Janeiro Faculdade de Engenharia Elétrica – FEN Departamento de Engenharia Elétrica – DEE LABORATÓRIO DE CIRCUITOS – II Turma 2 Matheus Lopes Oliveira Raquel Lorraine Vianna da Costa Victória Lucas Chaves Conversor de Impedância Generalizada (GIC), Com Amplificador Operacional (AMP OP) Experiência 6 Prof. Gustavo Martins Data da experiência: 02/05/2024 Data da entrega: 09/05/2024 Rio de Janeiro 2024 SUMÁRIO 1. Objetivo 2. Materiais e métodos 2.1 Materiais Utilizados 2.2 Procedimentos Experimentais 3. Resultados 3.1 Analítico 3.2 Experimental 4. Discussão de Resultados 5. Conclusões 6. Referências bibliográficas 1. OBJETIVO Este experimento tem por objetivo estudar uma aplicação do amplificador operacional em circuitos em regime permanente senoidal, além de provar que é possível converter uma impedância capacitiva em indutiva e vice-versa, aplicando amplificadores operacionais. 2. MATERIAIS E MÉTODOS 2.1 Materiais Utilizados ● Resistores de 1,2KΩ e 470 Ω ● Capacitor de 120nF ● 2 AMPOps 741 ● Osciloscópio digital (2 canais) ● Gerador de funções ● Protoboard ● Multímetro digital 2.2 Procedimentos Experimentais No procedimento experimental, com o circuito montado da figura 1, usando o gerador de sinais, ajustou-se uma onda senoidal de amplitude de 4V e frequência de 1KHz. Figura 1 - Circuito GIC Fonte: Roteiro Experimental de Laboratório de Circuitos Elétricos II - Prática 6. Foram inseridas as pontas de prova do canal 1 do osciloscópio para medir a tensão de entrada e, inseriu-se as pontas de prova do canal 2 entre os terminais A e B . Cabe ressaltar que o circuito GIC, localizado entre os pontos A e B, equivale a um indutor Leq. Em seguida, mediu-se a amplitude da tensão sobre o resistor Rs e sua defasagem, em relação à tensão de entrada. Para isso, no osciloscópio, selecionou-se a função MATH para realizar a operação matemática CH1 - CH2, pôs-se na função v(t) - vL(t). Observou-se a tensão vR(t) para verificar se está adiantada ou atrasada, em relação à tensão de entrada v(t). Por fim, aumentou-se a frequência da entrada para 2 KHz, sem modificar sua amplitude e, verificou-se o efeito em vR(t). Mediu-se a amplitude e a defasagem desta tensão, em relação a v(t). 3. RESULTADOS 3.1 Analítico Para esta experiência, estudou-se o circuito GIC, na figura 2, com dois amplificadores operacionais e realizado as contas a seguir. Figura 2 - Circuito GIC, com dois AMP OPs, com a fonte de tensão senoidal aplicada à entrada. Fonte: Roteiro Experimental de Laboratório de Circuitos Elétricos II - Prática 6. Analisando o circuito da Figura 2, temos que a impedância de entrada de um circuito, no domínio da frequência complexa é 𝑍𝑖 , onde 𝑉𝑖 é o fasor de tensão de entrada, e 𝐼𝑖 fasor de corrente de entrada. Provando que De acordo com a característica de transferência do AMP OP: Figura 3 - Circuito GIC, com resistor 470 Ω. Fonte: Roteiro Experimental de Laboratório de Circuitos Elétricos II - Prática 6. Considerando o circuito da figura 3, no qual montou-se no laboratório, a tensão de entrada é senoidal, com amplitude de 4V e frequência 1KHz. Observou-se que foi acrescentada uma resistência em série Rs =470Ω. Calculou-se a impedância Zeq “vista” pela fonte (gerador de tensão senoidal), e a tensão vs (t) (tensão sobre a resistência Rs). Para 1kHZ: Para 2kHZ: Analitico F (Hz) Vs∟θ (V) |Zt|∟θ 1000 1,59 -66,59 1183,10 66,59 2000 0,85 -77,79 2221,75 77,79 Tabela 1 - Resultados analíticos. 3.2 Experimental Para as imagens obtidas no osciloscópio, o canal 1 em azul está a tensão da fonte, enquanto a tensão Vs no resistor está em verde, obtida pela função Math. F = 1KHz - Tensão. F = 1KHz - Fase. F = 2KHz - Tensão. F = 2KHz - Fase. Com as imagens geradas do osciloscópio, obteve-se a tabela 2 com os valores medidos, sendo a amplitude calculada como VPP/2 e o ângulo de defasagem pela equação (1) onde Δx é a distância entre os sinais medido com os cursores e o período (T) o inverso da frequência dada. (1)𝑇 ∆𝑥 = 360º θ 4. DISCUSSÃO DE RESULTADOS O cálculo da impedância total experimental foi realizado utilizando a expressão (2) do divisor de tensão, considerando a resistência Rs o valor teórico de 470Ω, já que a mesma não foi medida experimentalmente. (2)𝑍𝑡 = 𝑅𝑠 𝑉𝑠 × 𝑉 Para analisar os erros associados, o erro percentual relativo foi calculado pela expressão (3). (3)ϵ% = 𝑉𝑎𝑙𝑜𝑟 𝐴𝑛𝑎𝑙í𝑡𝑖𝑐𝑜 − 𝑉𝑎𝑙𝑜𝑟 𝑀𝑒𝑑𝑖𝑑𝑜| | 𝑉𝑎𝑙𝑜𝑟 𝐴𝑛𝑎𝑙í𝑡𝑖𝑐𝑜 ×100 Analitico F (Hz) Vs∟θ (V) |Zt|∟θ (Ω) 1000 1,59 -66,59 1183,10 66,59 2000 0,85 -77,79 2221,75 77,79 Experimental F (Hz) Vs∟θ (V) |Zt|∟θ (Ω) 1000 1,56 -66,24 1205,13 66,24 2000 0,84 -72 2238,10 72 ERRO F (Hz) ϵVs ϵθ ϵ|Zt| ϵθ 1000 1,83 0,53 1,86 0,53 2000 0,73 7,44 0,74 7,44 Tabela 2 - Resultados e erros associados. Observou-se no experimento que a tensão do resistor apresentou uma forma de onda atrasada da fonte, sendo esse um comportamento de circuitos predominantemente indutivos. É visto também ao aumentar a frequência para 2Khz, que a impedância do circuito aumentou e a defasagem também, corroborando o efeito indutivo do sistema. Os erros experimentais foram relativamente baixos, sendo o mais alto visto para o ângulo de fase da frequência de 2KHz, que pode ser explicada pela dificuldade que sem tem de se ajustar os cursores no osciloscópio para efetuar a medida e também por conta da resolução do osciloscópio, já que a leitura do mesmo é feita em blocos, sendo assim a medição ocorre pela menor subdivisão do bloco que o osciloscópio é capaz de realizar, o que acaba impactando na exatidão dos valores medidos. Há de ressaltar que no experimento não haviam resistores de 1KΩ disponíveis e portanto foi utilizado resistores de 1,2KΩ. Devido a esse fato, foi padronizado nesse relatório os resistores como 1,2KΩ. 5. CONCLUSÕES Observando o comportamento do circuito nas diferentes frequências, notou-se que, no circuito há predominância de efeito indutivo, já que a tensão vista no resistor apresentou um atraso e que na frequência mais alta esse atraso aumentou, com o ângulo ficando mais perto de 90º. Esse efeito indutivo também foi visto na impedância, já que a mesma aumentou com a frequência, consequentemente causando uma diminuição na tensão do resistor, sendo assim o experimento atesta a validade da conversão de impedância capacitiva em indutiva com o uso de amplificadores operacionais. 6. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS Depto. de Engenharia Elétrica UERJ - Circuitos Elétricos II (Experiência 6 – Conversor de Impedância Generalizado (GIC), Com Amplificador Operacional (AMP OP)