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Gramática: pronouns, present tense,
past tense, comparative and
superlative, can (abilities), there to
be
Apresentação
Para alguns, a gramática tem efeito “complicador”, mas a verdade é que a gramática ajuda você a
entender que as regras e as normas de uma língua existem para organizar a mensagem a ser
transmitida. Se essa ordem não existisse, você poderia dizer qualquer coisa na ordem em que você
quisesse. Será que nos entenderíamos falando desta forma?
Nesta Unidade de Aprendizagem, você estudará os pronomes em inglês, seus significados, suas
funções, e como utilizá-los na língua inglesa. Estudará também os dois tempos verbais mais
utilizados em um idioma: o presente e o passado. Além disso, você conhecerá o comparativo e o
superlativo, bem como suas irregularidades. Vamos lá?
Bons estudos.
Ao final desta Unidade de Aprendizagem, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
Reconhecer os pronomes e aplicá-los em frases.•
Observar a diferença entre "Present tense" e "Past tense".•
Identificar a existência e o uso de comparativos e superlativos, o uso do verbo modal can e de
there + be nas estruturas.
•
Infográfico
O infográfico a seguir apresenta exemplos de como é essencial colocar os pronomes na posição
correta, pois eles variam de acordo com a pessoa que fala e com a pessoa com quem ou de quem se
fala em uma frase.
Conteúdo do livro
O estudo da gramática inclui desde o reconhecimento das letras que formam o alfabeto de um
idioma, de substantivos e verbos como palavras principais desse idioma, suas flexões em gênero e
número, entre outras particularidades - características da própria língua. A gramática organiza nossa
comunicação, e isso acontece porque quando você se comunica, o objetivo é entender, ou seja, a
pessoa com quem você se comunica deve entender o que você quer dizer para também responder,
e assim a língua faz sentido. Saber a ordem que as palavras seguem e fazem sentido em um idioma
é fundamental para o sucesso da comunicação.
Acompanhe a leitura do capítulo Gramática: pronouns, present tense, past tense, comparative and
superlative, can (abilities), there to be, do livro Fundamentos do inglês. Boa leitura.
Gramática: pronouns,
present tense, past tense,
comparative and superlative,
can (abilities), there + to be
Objetivos de aprendizagem
Ao final deste texto, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
Reconhecer os pronomes e aplicá-los em frases.
Analisar a diferença entre present tense e past tense.
Identificar a existência e o uso de comparativos e superlativos, o uso
do verbo modal can e de there + be nas estruturas.
Introdução
Para alguns, a gramática tem efeito “complicador”, mas a verdade é que a
gramática ajuda você a entender que as regras, as normas de uma língua
existem para organizar a mensagem a ser transmitida. Se essa ordem
não existisse, você poderia dizer qualquer coisa na ordem em que você
quisesse. Será que nos entenderíamos falando dessa forma?
Neste capítulo, você vai estudar os pronomes em inglês, seu signifi-
cado, sua função e utilização na língua inglesa, além de estudar os dois
tempos verbais mais utilizados em um idioma: o presente e o passado.
Você ainda estudará o comparativo e o superlativo e suas irregularidades,
o verbo can e a estrutura there + be.
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Os pronomes em inglês
A língua inglesa é uma língua formada por regras que organizam o seu emprego,
assim como a maioria das línguas – português, francês, alemão, espanhol, ita-
liano, entre muitas outras. Entretanto, diferentemente dos demais idiomas, suas
regras gramaticais apresentam características bastante peculiares. O emprego
dos pronomes e dos tempos verbais é um exemplo muito típico e próprio do
inglês se comparado às demais línguas citadas. Nesta seção, estudaremos os
pronomes em inglês, utilizados diferentemente no que se refere ao emprego dos
gêneros, masculino e feminino, e, consequentemente, do número, singular e
plural. Veremos, também, na seção seguinte, os tempos verbais present simple
e past simple, que mostram uma conjugação específi ca quanto aos verbos uti-
lizados. Por fi m, na última seção, discutiremos o emprego de can e there + be.
Existem seis classificações de pronomes em inglês: subject pronouns, object
pronouns, demonstrative pronouns, possessive adjective, possessive pronouns
e reflexive pronomes (em português: pronomes retos, pronomes oblíquos,
pronomes demonstrativos, pronomes possesivos e pronomes reflexivos).
Observe que só há uma tradução dos pronomes possessivos, isso porque a
língua portuguesa tem somente um tipo de pronome possessivo. Vejamos a
primeira tabela de pronomes em inglês (Tabela 1), os subject pronouns.
Fonte: adaptada de Campos (2006, p. 58).
Singular
1st person
2nd person
3rd person
I
You
He
She
It Tradução
Eu
Tu ou você
Ele
Ela
Ele ou ela
Plural
1st person
2nd person
3rd person
We
You
They
Nós
Vós ou vocês
Eles ou elas
Tabela 1. Os subject pronouns.
Os pronomes retos são os pronomes usados em referência a pessoas, coisas,
objetos, etc., ou seja, eles substituem o nome de uma pessoa, coisa ou objeto em
uma frase, ocupando a posição de um sujeito, de acordo com a intenção que se
tenha de falar do masculino ou feminino, em singular ou plural. Esses pronomes
são usados sempre antes de um verbo, geralmente no início de uma declaração, e
também demonstram que estão praticando algo, uma ação, na maioria das frases.
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I study English. / Eu estudo inglês.
She eats pizza every week. / Ela come pizza todas as semanas.
We travelled to London last year. / Nós viajamos para Londres no ano passado.
You have a beautiful house. / Vocês têm uma casa bonita.
They are our new neighbours. / Eles são nossos novos vizinhos.
A maioria dos verbos que utilizamos descrevem ações, mas, como é possí-
vel observar nas frases anteriores, em You have a beautiful house e em They
are our new neighbours, os verbos have e are demonstram posse e estado,
respectivamente.
Vejamos a segunda tabela de pronomes em inglês (Tabela 2) com os object
pronouns.
Fonte: adaptada de Campos (2006, p. 60).
Singular
1st person
2nd person
3rd person
me
you
him
her
it
Tradução
Me, mim,
comigo
Te, ti, contigo
ou você
O, lhe
A, lhe
O, a, lhe
Plural
1st person
2nd person
3rd person
us
you
them
Nos, conosco
Vos,
convosco
ou vocês
Os, as, lhes
Tabela 2. Os object pronouns.
Os pronomes oblíquos são os pronomes usados em referência a pessoas,
coisas, objetos, etc., substituindo o nome de uma pessoa, coisa ou objeto em
uma frase e ocupando a posição de um objeto, de acordo com a intenção que
se tenha de falar do masculino ou feminino, em singular ou plural. Esses
pronomes são usados sempre depois de um verbo, geralmente terminam uma
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ideia, uma declaração, e também demonstram que sofrem a ação praticada
na maioria das frases.
I saw it. / Eu o vi.
He loves her. / Ele a ama.
We talked to you yesterday. / Nós falamos com você ontem.
You can come with us. / Você pode vir conosco.
They know me very well. / Eles me conhecem muito bem.
Nessas frases, it é o que foi visto; her é quem recebe amor; you é a pessoa
com quem se fala; us recebe uma companhia e me é a pessoa conhecida, ou
seja, os pronomes aqui destacados recebem a ação.
Vejamos a terceira tabela de pronomes em inglês (Tabela 3) com os de-
monstrative pronouns.
Fonte: adaptada de Campos (2006, p. 60).
Singular Tradução singular Plural Tradução plural
Near This Este / esta / isto These Estes / estas
Far That Aquele / aquela / aquilo Those Aqueles / aquelas
Tabela 3. Os demostrative pronouns.
Os pronomes demonstrativos são os pronomes usados em referência a
pessoas, coisas, objetos,etc., substituindo o nome de uma pessoa, coisa ou
objeto em uma frase e ocupando a posição de um sujeito ou objeto, de acordo
com a intenção que se tenha de falar no singular ou no plural. Esses pronomes
são usados tanto antes quanto depois de um verbo, podendo iniciar uma frase
ou terminar uma ideia, demonstrando que praticam ou sofrem uma ação.
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These are my friends Tom and Lia. / Estes são meus amigos Tom e Lia.
That boy is Tom. / Aquele menino é o Tom.
I know those women. / Eu conheço aquelas mulheres.
I bought this. / Eu comprei isto.
These books cost U$ 100. / Estes livros custam 100 dólares.
Os pronomes demonstrativos podem acompanhar substantivos, como em
that boy, those women e these books, ocupando o lugar do sujeito ou do objeto
em uma frase, ou substituir um substantivo, também ocupando o lugar do
sujeito ou do objeto em uma frase, como em These are my friends Tom and
Lia e I bought this.
Vejamos a quarta tabela de pronomes em inglês (Tabela 4) com os possessive
adjectives e os possessive pronouns.
Fonte: adaptada de Campos (2006, p. 5/59).
Possessive
Adjectives
Possessive
Pronouns Tradução
Singular 1st person
2nd person
3rd person
My
Your
His
Her
its
Mine
Yours
His
Hers
Its
Meu (s),
minha (s)
Teu (s), tua (s)
Dele
Dela
Dele ou dela
Plural 1st person
2nd person
3rd person
Our
Your
Their
Ours
Yours
Theirs
Nosso (s),
nossa (s)
Vosso (s),
vossa (s)
Deles ou delas
Tabela 4. Os possessive adjectives e os possessive pronouns.
Existem dois tipos de pronomes possessivos em inglês: os possessive
adjectives e os possessive pronouns. Eles apresentam a mesma tradução em
português, mas funcionam de maneira diferente em inglês, por isso apresen-
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tam duas formas, com grafias um pouco diferentes. Os possessive adjectives,
bastante comuns, sempre acompanham uma palavra em inglês, um substantivo.
Os possessive pronouns sempre substituem uma palavra, um substantivo,
encerrando uma ideia ou, até mesmo, finalizando uma frase. Vejamos alguns
exemplos:
My car is big. / Meu carro é grande.
This big car is mine. / Este carro grande é meu.
She has to wash her clothes. / Ela tem que lavar as roupas dela.
I think these clothes are hers. / Eu acho que estas roupas são dela.
Is it yours? / É teu?
Como podemos ver, nessas frases, my e her, por exemplo, acompanham
um substantivo, e mine, hers e yours substituem uma palavra na frase. Por
essa função que têm em inglês, os pronomes possessivos apresentam grafia
diferente, demonstrando seu uso, de acordo com a intenção do falante.
Vejamos a quinta tabela de pronomes em inglês (Tabela 5) com os reflexive
pronouns.
Fonte: adaptada de Campos (2006, p. 61).
Singular
1st person
2nd person
3rd person
myself
yourself
himself
herself
itself
Tradução
Eu mesmo (a) / me
Tu mesmo (a) / te
Ele mesmo / se
Ela mesma / se
Ele ou ela mesmo
(a) / se
Plural
1st person
2nd person
3rd person
ourselves
yourselves
themselves
Nós mesmos
(as) / nos
Vocês mesmos
(as) / se
Eles ou elas
mesmos (as) / se
Tabela 5. Os reflexive pronouns.
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Os reflexive pronouns também são usados acompanhados da preposição by, formando
uma expressão. Assim, por exemplo, a tradução de by myself é “sozinho” ou “sozinha”.
A tradução para as demais combinações, by yourself, by himself, by herself, by ourselves,
é parecida a “sozinho(s)” ou “sozinha(s)”, dependendo do contexto, singular ou plural,
feminino ou masculino, e são geralmente usadas no final de uma frase, substituindo
a palavra alone em inglês.
Os pronomes reflexivos são os pronomes usados em referência a pessoas,
coisas, objetos, etc., substituindo o nome de uma pessoa, coisa ou objeto em
uma frase e ocupando a posição de um sujeito ou objeto. Quando usados com
o sujeito, enfatizam esse sujeito, tendo a tradução de um pronome reto +
mesmo (a) no singular ou no plural. Quando utilizados como objeto, fazem
referência ao próprio sujeito, ou seja, fazem com que a ação praticada pelo
sujeito se reflita no próprio sujeito, que, desta vez, ocupa a posição do objeto,
tendo a tradução de me, se, te, etc. de acordo com o sujeito ao qual se refere.
I myself spoke to Mr Johnson. / Eu mesmo falei com o senhor Johnson.
He cut himself cooking. / Ele se cortou cozinhando.
Ann hurt herself in a car accident. / Ann se machucou em um acidente de carro.
We ourselves saw that weird train. / Nós mesmas vimos aquele trem esquisito.
Do you live by yourself? / Você mora sozinha?
Os pronomes que acabamos de estudar pertencem à classe das palavras,
que contém palavras que utilizamos para formar frases (HARMER, 2001) e
é formada por pronomes, verbos, etc. Dividimos a classe das palavras em
primeira classe e segunda classe. A classe que denominamos segunda classe
das palavras é composta por pronomes, entre outras palavras, conhecidas
como preposições, artigos, e são assim denominadas porque são palavras
que não carregam conteúdo significativo quando usadas em uma frase sem o
acompanhamento de palavras que carregam conteúdo por si só. A classe que
denominamos primeira classe das palavras, ou a principal classe de palavras,
é composta por verbos (Figura 1), substantivos, entre outras palavras, e são
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assim denominadas porque são palavras que carregam conteúdo por si só.
Quando falamos Stop! (Pare!, em português), o uso desse verbo sozinho nos
permite entender a mensagem, por isso ele é uma palavra que carrega conteúdo.
Figura 1. Exemplo de verbos de ação.
Fonte: Euro Global Academy (2017).
Estudaremos, em seguida, alguns dos tempos verbais em inglês, o presente
e o passado.
A maioria dos verbos que utilizamos transmite ação. Esses verbos são
ações que praticamos todos os dias, pois sempre caminhamos, corremos,
agachamos, pulamos, empurramos algo, etc.
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Os pronomes possessivos indicam posse e podem ser usados acompanhados de uma
palavra, um substantivo, ou substituir essa palavra, esse substantivo. Esses exemplos
podem ser vistos na primeira seção deste capítulo. Ainda sobre pronomes possessivos,
é possível usar a ideia de posse com a utilização da preposição of, de em português,
mais o possessive pronoun, como nos exemplos que seguem: a friend of mine, a boss
of hers, a suggestion of ours, a neighbour of theirs (uma amiga minha, um chefe dela,
uma sugestão nossa, um vizinho deles, em português), entre outras possibilidades.
Assim, você pode dizer:
A friend of mine has travelled to Hong Kong. / Uma amiga minha já viajou para Hong
Kong.
They talked about a suggestion of ours. / Eles falaram de uma sugestão nossa.
Fonte: CAMPOS, 2006.
O presente e o passado em inglês
A utilização do present simple em inglês é bastante parecida com a do portu-
guês, mas como se trata de outro idioma, algumas características são peculiares
à língua inglesa.
O present simple é utilizado para expressar um fato, algo verdadeiro,
e ações rotineiras. Quando usado para expressar uma ação que acontece
com certa frequência, as ações rotineiras, é geralmente acompanhado de
um advérbio de frequência. Os advérbios de frequência mais utilizados são:
always, usually, often, sometimes e never (em português, sempre, geralmente,
frequentemente, algumas vezes e nunca). Esse tempo também apresenta
uma característica muito particular da língua inglesa: a flexão dos verbos só
acontece para a terceira pessoa do singular e é feita com o acréscimo do “s”
no final do verbo. Vejamos a Tabela 6.
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To work (trabalhar) To stay (ficar) To study (estudar) To do (fazer)
I work I stay I study I do
You work You stay You study You do
He Works He stays He studies He does
She Works She stays She studies She does
It Works It stays It studies It does
We work We stay We study We do
You work You stay You study You do
They work They stay They study They do
Tabela 6. O present simple.
O “s” é acrescido ao final de cada verbo quando conjugado no presente, em inglês,
para a 3ª pessoa do singular. A exceção é para os verbos terminados em “y” precedidos
de uma consoante, como em copy, copiar em português. Se conjugado para he,
she ou it, corta-se o “y”, acrescentando “i” no lugar do “y” + “es”, logo copy → copies.
Aos verbos terminados em “o, x, ss, ch, sh”, se conjugados para he, she ou it, deve-se
acrescentar “es”: go → goes; fix → fixes; cross → crosses; reach → reaches; push → pushes
(em português, ir, consertar, atravessar, alcançar e empurrar).
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I have a brother. / Eu tenho um irmão.
You sometimes say that. / Você, às vezes, diz isso.
He lives in New York. / Ele mora em Nova York.
She always wakes up early. / Ela sempre acorda cedo.
They work hard here. / Eles trabalham muito aqui.
Essas frases transmitem um fato, pois é verdade que eu tenho um irmão, que ele
mora em Nova York e que eles trabalham muito aqui. As frases que utilizam os
advérbios de frequência às vezes e sempre transmitem a frequência com que essa
ação acontece.
Além dessa definição, o present simple também faz referência a um evento no futuro,
principalmente quando informamos o horário desse evento. Vejamos os exemplos:
The meeting is in the evening today. / A reunião é à noite hoje.
I am home tonight. / Eu estou em casa hoje à noite.
The match is at 8 p.m. / A partida é às 20h.
We need to sell everything tomorrow. / Nós precisamos vender tudo amanhã.
Lunch is at 1 o’ clock sharp today. / O almoço é às 13h em ponto hoje.
Diferentemente do português, no inglês, ao negarmos uma frase ou fazer-
mos uma pergunta, um auxiliar deve ser utilizado para mostrar essa intenção.
Esses auxiliares são do/does. A utilização de do ou does se dá porque a única
flexão feita no presente em inglês é para a terceira pessoa do singular, com o
acréscimo do “s”. Então, usamos does quando quisermos negar ou perguntar
utilizando a terceira pessoa do singular. Ao utilizarmos esse auxiliar, o verbo
volta para sua forma infinitiva, ou seja, os sufixos “s”, “es” ou “ies” não são
mais usados. Analisemos a Tabela 7.
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Fonte: adaptada de Campos (2006, p. 75).
Affirmative Negative Interrogative
I live in Brazil. I don’t live in Italy. Do I live in New Zealand?
You live in Brazil. You don’t live in Italy. Do you live in New Zealand?
He lives in Brazil. He doesn’t live in Italy. Does he live in New Zealand?
She lives in Brazil. She doesn’t live in Italy. Does she live in New Zealand?
It lives in Brazil. It doesn’t live in Italy. Does it live in New Zealand?
We live in Brazil. We don’t live in Italy. Do we live in New Zealand?
You live in Brazil. You don’t live in Italy. Do you live in New Zealand?
They live in Brazil. They don’t live in Italy. Do they live in New Zealand?
Tabela 7. Present simple affirmative, negative, interrogative.
I don’t live abroad. / Eu não moro no exterior.
Sarah doesn’t like vanilla. / Sarah não gosta de baunilha.
Does Sarah like vanilla? / Sarah gosta de baunilha?
Does it work? / Isso funciona?
Do you have a question? / Você tem uma pergunta?
Diferentemente do português, em inglês, precisamos de um auxiliar para ne-
gar e para perguntar. A tradução de don’t ou doesn’t em português é não; quando
utilizamos do ou does para as formas interrogativas, eles não são traduzidos
em português, sua tradução ignorada e a pergunta é feita a partir do pronome.
O past simple é utilizado para expressar o passado em inglês. Uma ação
que já aconteceu, iniciou e terminou é representada por um verbo conjugado
no passado. Esse tempo verbal traz dois tipos de verbos em inglês, os regulares
e os irregulares, que são flexionados da mesma forma para todas as pessoas
do discurso, ou seja, qualquer que seja o pronome utilizado, I, you, he, she, it,
we ou they, a flexão é sempre a mesma para todos os pronomes, sendo o verbo
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regular ou irregular. Como o passado se refere a uma ação que já aconteceu,
é muito comum que um advérbio de tempo seja usado. O advérbio de tempo
mais comum no passado é yesterday, ontem em português, e as expressões
adverbiais mais comuns são acompanhadas pelas palavras ago e last, como
em a week ago, a month ago e a year ago ou last week, last month e last year
(em português: uma semana atrás, um mês atrás e um ano atrás ou semana
passada, mês passado e ano passado). Outras expressões adverbiais também
podem ser utilizadas, dependendo do tempo que queremos expressar.
A couple of days ago, twice in May, last April, in November, on Sunday, são mais algumas
expressões adverbiais: dois dias atrás, duas vezes em maio, abril passado, em novembro,
no domingo, em português.
I worked yesterday. / Eu trabalhei ontem.
I bought some coffee in the morning. / Eu comprei café de manhã.
George lived in Paris for a year. / George morou em Paris por um ano.
He left a minute ago. / Ele saiu há um minuto atrás.
The students did the exam. / Os alunos fizeram a prova.
Os verbos regulares e irregulares em inglês devem ser memorizados. A
maioria dos verbos é regular; por isso, há uma tabela para os verbos irregulares:
além de haver menos verbos irregulares, eles não seguem um padrão na sua
conjugação, como os regulares seguem. Os verbos regulares têm o sufixo
“ed” acrescido ao infinitivo do verbo; já os irregulares apresentam uma grafia
diferente da do infinitivo. Mesmo havendo verbos regulares e irregulares, o
past simple é um tempo verbal de conjugação simples. A flexão dos verbos
no passado, em inglês, é a mesma para todas as pessoas do discurso, seja o
verbo regular ou irregular. Vejamos a Tabela 8.
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Regular:
want Regular: like
Regular:
enjoy
Regular:
marry
Irregular:
see
I wanted I liked I enjoyed I married I saw
You wanted You liked You enjoyed You married You saw
He wanted He liked He enjoyed He married He saw
She wanted She liked She enjoyed She married She saw
It wanted It liked It enjoyed It married It saw
We wanted We liked We enjoyed We married We saw
You wanted You liked You enjoyed You married You saw
They wanted They liked They enjoyed They married They saw
Tabela 8. Regulares e irregulares no past simple.
O “ed” é acrescido no final de cada verbo quando conjugado no passado em inglês
para todas as pessoas do discurso. A exceção é para os verbos terminados em “e”, como
em love, amar em português. Quando conjugado no passado, acrescentamos apenas
“d”: love → loved. Nos verbos terminados em “y” precedidos de uma consoante, como
em reply, responder em português, troca-se “y” por “i” + “ed”, logo reply → replied.
Para os demais verbos, não importa sua terminação, acrescentamos sempre o sufixo
“ed” para formarmos o passado, independentemente da pessoa do discurso: play →
played; pass → passed; finish → finished; mix → mixed; watch → watched; jogar, passar,
terminar, misturar e assistir em português.
Diferentemente do português, em inglês, ao negarmos uma frase ou fazer-
mos uma pergunta, um auxiliar deve ser utilizado para mostrar essa intenção
no passado, assim como acontece no presente. Esse auxiliar é did, que éutilizado para todas as pessoas do discurso. Ao utilizarmos did, o verbo volta
para sua forma infinitiva, ou seja, o sufixo “ed” não é mais usado nos verbos
regulares, e os verbos irregulares são substituídos também pela sua forma
infinitiva. Vejamos, em seguida, a tabela dos verbos regulares e irregulares
(Tabelas 9 e 10).
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Fonte: adaptada de Campos (2006, p.77).
Verbo regular: to arrive (chegar)
Affirmative Negative Interrogative
I arrived early. I didn’t arrive early. Did I arrive early?
You arrived early. You didn’t arrive early. Did you arrive early?
He arrived early. He didn’t arrive early. Did he arrive early?
She arrived early. She didn’t arrive early. Did she arrive early?
It arrived early. It didn’t arrive early. Did it arrive early?
We arrived early. We didn’t arrive early. Did we arrive early?
You arrived early. You didn’t arrive early. Did you arrive early?
They arrived early. They didn’t arrive early. Did they arrive early?
Tabela 9a. Conjugação do verbo to arrive no past simple.
Fonte: adaptada de Campos (2006, p.77).
Verbo irregular: to catch (pegar)
Affirmative Negative Interrogative
I caught a cold. I didn’t catch a cold. Did I catch a cold?
You caught a cold. You didn’t catch a cold. Did you catch a cold?
He caught a cold. He didn’t catch a cold. Did he catch a cold?
She caught a cold. She didn’t catch a cold. Did she catch a cold?
It caught a cold. It didn’t catch a cold. Did it catch a cold?
We caught a cold. We didn’t catch a cold. Did we catch a cold?
You caught a cold. You didn’t catch a cold. Did you catch a cold?
They caught a cold. They didn’t catch a cold. Did they catch a cold?
Tabela 10. Conjugação do verbo to catch no past simple.
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Diferentemente do português, em inglês, também precisamos de uma
auxiliar para negar e para perguntar no passado, assim como acontece no
presente. A tradução de didn’t em português é não, e quando utilizamos did
para a forma interrogativa, ele não é traduzido em português. Sendo sua
tradução ignorada, a pergunta é feita a partir do pronome.
A familiaridade na língua inglesa
Após falarmos de presente e de passado em inglês, é bastante pertinente darmos
atenção a duas expressões que transmitem familiaridade nesses dois tempos
verbais: be used to e get used to. A tradução dessas duas expressões é feita
com o verbo acostumar, em português, e, quando utilizadas, signifi cam que a
ação praticada é algo familiar, ou seja, não é uma ação estranha, desconhecida,
mas algo já conhecido do sujeito.
A formação dessas expressões é feita com o auxiliar be ou get + used to +
um present participle. Vejamos as Tabelas 11 e 12.
Be used to
I am used to cooking every day.
You are used to cooking every day.
He is used to cooking every day.
She is used to cooking every day.
It is used to cooking every day.
We are used to cooking every day.
You are used to cooking every day.
They are used to cooking every day.
Tabela 11. Be used to.
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Get used to
I get used to cooking every day.
You get used to cooking every day.
He gets used to cooking every day.
She gets used to cooking every day.
It gets used to cooking every day.
We get used to cooking every day.
You get used to cooking every day.
They get used to cooking every day.
Tabela 12. Get used to.
I’m not used to driving on the left. / Eu não estou acostumada a dirigir à esquerda.
Lauren is used to speaking Spanish. / Lauren está acostumada a falar espanhol.
My parents don’t get used to living in a flat. / Meus pais não se acostumam a morar em
um apartamento.
Do you get used to working early morning? / Você se acostuma a trabalhar bem cedo
de manhã?
Are they used to having a big house? / Eles estão acostumados a ter uma casa grande?
Essas frases trazem exemplos das formas afirmativas e negativas. As formas negativas
seguem o mesmo padrão para negar do present simple. Para fazermos perguntas,
também precisamos do auxiliar, outra regra do present simple. A expressão utilizada
traz o verbo principal no gerúndio porque essa forma mostra a familiaridade que se
tem ao praticar uma ação.
17 Gramática: pronouns, present tense, past tense...
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A utilização do Be used to e Get used to também pode ser usada no passado. Para falar
de familiaridade no passado em inglês, é só conjugar os verbos auxiliares no passado.
Vejamos as Tabelas 13 e 14.
Be used to
I was used to going to the beach.
You were used to going to the beach.
He was used to going to the beach.
She was used to going to the beach.
It was used to going to the beach.
We were used to going to the beach.
You were used to going to the beach.
They were used to going to the beach.
Tabela 13. Be used to no passado.
Get used to
I got used to going to the beach.
You got used to going to the beach.
He got used to going to the beach.
She got used to going to the beach.
It got used to going to the beach.
We got used to going to the beach.
You got used to going to the beach.
They got used to going to the beach.
Tabela 14. Get used to no passado.
Gramática: pronouns, present tense, past tense... 18
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A utilização do comparativo, do superlativo, do
verbo can e da combinação de there + be
A língua inglesa apresenta duas formas de comparar: o comparativo e o su-
perlativo. Essas formas são usadas para expressar diferenças ou semelhanças
entre pessoas, coisas, objetos, etc.; uma comparação pode ser feita de forma
simples, como na frase: Your house is very big (em português, Sua casa é muito
grande) (CELCE-MURCIA; LARSEN-FREEMAN, 1999). Nessa frase, o que
podemos estar dizendo é que alguém tem uma casa, visita a casa de outras
pessoas e faz tal comentário, querendo, dessa forma, dizer que a casa dessa
pessoa é maior que a casa de quem está falando. O exemplo é bem simples
e requer tal interpretação, possível de acordo com o contexto. Entretanto, a
comparação em inglês acontece, de fato, quando há comparação de grau,
usando mais e menos, como em mais fácil ou menos difícil, por exemplo.
Quando usamos mais fácil ou menos difícil, as palavras mais importantes
são os adjetivos fácil e difícil. O comparativo se forma com adjetivos, de
forma geral, acrescentando mais ou menos para que a comparação de grau
seja possível (CELCE-MURCIA; LARSEN-FREEMAN, 1999). A língua
inglesa apresenta algumas características próprias do idioma para formar sua
comparação, e isso acontece da seguinte forma: podemos dizer que há três
tipos de adjetivos, e eles são curtos, longos e irregulares. É com base nessa
informação que a comparação acontece.
Ao compararmos algo ou alguém usando adjetivos curtos, como tall, old,
cold, rich e short (em português, alto, velho, frio, rico e baixo), por exemplo,
para formar a comparação, acrescentamos o sufixo –er, logo, taller, older,
colder, richer e shorter são as comparações mais alto, mais velho, mais frio,
mais rico e mais baixo em português.
Alguns exemplos:
Peter was used to playing football. / Peter estava acostumado a jogar futebol.
They weren’t used to visiting us. / Eles não estavam acostumados a nos visitar.
I got used to drinking black coffee. / Eu me acostumei a beber café preto.
You didn’t get used to living in the countryside. / Você não se acostumou a morar no
interior.
Fonte: Eastwood (2008).
19 Gramática: pronouns, present tense, past tense...
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Mike is taller than John. / Mike é mais alto que John.
My dictionary is older than yours. / Meu dicionário é mais velho que o seu.
Canada is much colder in the winter. / O Canadáé muito mais frio no inverno.
Globo is richer than Record. / A Globo é mais rica que a Record.
His daugther is shorter. / A filha dele é mais baixa.
Há ainda adjetivos como easy, happy, hot, big e simple (em português: fácil,
feliz, quente, grande e simples). A formação da comparação desses adjetivos
é feita da mesma forma, com o acréscimo do sufixo –er, mas ajustando-os
da seguinte forma: easy → easier, happy → happier, hot → hotter, big →
bigger e simple → simpler, formando o comparativo com a eliminação de –y
e o acréscimo de –i + er em easy e happy, dobrando a última consoante em
hot e big + er e acrescentando apenas –r em simple.
Os adjetivos longos formam seus comparativos com o acréscimo de
–more na frente da palavra, muito parecido com a formação em português.
Os adjetivos comfortable, dangerous, difficult, intelligent e expensive (em
português, confortável, perigoso, difícil, inteligente e caro) são longos em
inglês e seus comparativos são: more comfortable, more dangerous, more
difficult, more intelligent e more expensive. Nessa formação, o adjetivo não
sofre nenhuma alteração.
This sofa is more comfortable. / Este sofá é mais confortável.
Porto Alegre is more dangerous than Florianópolis. / Porto Alegre é mais perigosa que
Florianópolis.
French verbs are more difficult than English verbs. / Verbos em francês são mais difíceis
que verbos em inglês.
Surely Lauren is more intelligent. / Certamente Lauren é mais inteligente.
Ford is more expensive than Fiat. / A Ford é mais cara que a Fiat.
Gramática: pronouns, present tense, past tense... 20
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Por fim, há os adjetivos irregulares, que são assim denominados porque
apresentam uma formação diferente da formação dos adjetivos curtos e longos.
Eles são irregulares em inglês e devem ser memorizados. Analisemos a Tabela 15.
Adjective Translation Comparative–irregular Translation
Good Bom Better Melhor
Bad Mau Worse Pior
Far Longe Further Mais longe
Little Pequeno Less Menor
Much Muito (a) More Mais
Many Muitos (as) More Mais
Tabela 15. Adjetivos comparativos em inglês.
Vejamos algumas frases:
Australia is further than Africa. / A Austrália é mais longe que a África.
They have more money than I do. / Eles têm mais dinheiro que eu tenho.
O superlativo também é formado por adjetivos, que pertencem às mesmas
três categorias do comparativo: curtos, longos e irregulares. Os curtos como
tall, old, cold, rich e short, formam seu superlativo com o acréscimo do sufixo
–est; logo, the tallest, the oldest, the coldest, the richest e the shortest são as
comparações do superlativo o mais alto, o mais velho, o mais frio, o mais rico
e o mais baixo em português.
Mark is the tallest guy I know. / Mark é o cara mais alto que eu conheço.
I am the oldest in my family. / Eu sou a mais velha na minha família.
Russia is the coldest place in the world. / A Rússia é o lugar mais frio do mundo.
Bill Gates is the richest man. / Bill Gates é o homem mais rico.
Is he the shortest boy in the classroom? / Ele é o menino mais baixo da turma?
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Os adjetivos easy, happy, hot, big e simple também formam o superlativo com
o acréscimo de um sufixo –est, mas ajustando esses adjetivos da seguinte forma:
easy → easiest, happy → happiest, hot → hottest, big → biggest e simple →
simplest, formando o superlativo com a eliminação do –y e o acréscimo do
–i + est em easy e happy, dobrando a última consoantes em hot e big + est e
acrescentando apenas –st em simple.
Os adjetivos longos formam seus superlativos com o acréscimo de –the
most na frente do adjetivo. Os adjetivos comfortable, dangerous, difficult,
intelligent e expensive são longos em inglês e seus superlativos são: the most
comfortable, the most dangerous, the most difficult, the most intelligent e the
most expensive. Nessa formação, assim como o comparativo, o adjetivo não
sofre nenhuma alteração.
This room is the most comfortable one. / Esta sala é a mais confortável.
Brazil is one of the most dangerous countries. / O Brasil é um dos países mais perigosos.
That English exam was the most difficult. / Aquela prova de inglês foi a mais difícil.
Who’s the most intelligent person you know? / Quem é a pessoa mais inteligente que
você conhece?
Which one is the most expensive? / Qual deles é o mais caro?
No superlativo também há os adjetivos irregulares, que são assim denomi-
nados porque apresentam uma formação diferente da formação dos adjetivos
curtos e longos. Eles são irregulares em inglês e devem ser memorizados.
Vejamos a Tabela 16.
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Adjective Translation Comparative–irregular Translation
Good Bom The best O melhor
Bad Mau The worst O pior
Far Longe The furthest O mais longe
Little Pequeno The least O menor
Much Muito (a) The most O mais
Many Muitos (as) The most O mais
Tabela 16. Adjetivos superlativos em inglês.
Vejamos algumas frases:
That’s the best thing you’ve ever done. / É a melhor coisa que você já fez.
That’s the worst situation. / É a pior situação.
Para ampliar seus estudos, você pode acessar o link a seguir e verificar mais dicas sobre
comparativo e superlativo em inglês (MAXWELL; CLANDFIELD, 2017). Neste link, você
encontra mais explicações em relação ao emprego do comparativo e do superlativo,
além de exemplos e exceções.
https://goo.gl/XZ97l
Can e there be
Can é um verbo auxiliar na língua inglesa e é chamado de modal. Acompanha
e auxilia outros verbos, chamados verbos principais, modalizando esses verbos
principais, ou seja, expressando a habilidade ou a capacidade que temos de
realizar, ou não, uma ação. Can é traduzido como poder, em português, e é
utilizado como sinônimo do verbo conseguir também. Seu emprego expressa
as habilidades que temos de poder ou conseguir realizar algo.
23 Gramática: pronouns, present tense, past tense...
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I can speak English. / Eu posso falar inglês.
She can drive a truck. / Ela consegue dirigir um caminhão.
We can cook for twenty people. / Nós podemos cozinhar para vinte pessoas.
You can play golf very well. / Vocês conseguem jogar golfe muito bem.
They can dance tango. / Eles podem dançar tango.
É possível negar tais habilidades ou capacidades utilizando a negação cań t,
que é a contradição de can + not, podendo também ser usado como cannot.
I can’t ride a motorcycle. / Eu não posso andar de moto.
Bob cannot read without his glasses. / Bob não pode ler sem seus óculos.
My friend and I can’t arrive on time tomorrow. / Minha amiga e eu não conseguimos
chegar na hora amanhã.
You cannot run faster. / Vocês não conseguem correr mais rápido.
They can’t speak Spanish. / Eles não podem falar espanhol.
Can está no presente: quando usamos can, estamos falando de uma ação
que se refere à atual situação em que a ação se encontra. É possível fazer
referência ao passado utilizando could, passado do can. Could também é
um modal e situa em um tempo passado a ação à qual fazemos referência
ao descrever tais habilidade. Sua negação acontece com o acréscimo de not,
formando a contração couldn’t.
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I couldn’t talk to you in the morning. / Eu não pude falar com você de manhã.
Mr Norton could take his flight. / O senhor Norton pôde pegar seu voo.
She couldn’t do gymnastics. / Ela não pôde fazer ginástica.
We could attend the meeting. / Nós pudemos participar à reunião.
They could go with us. / Eles puderam ir conosco.
Observemos as Tabelas 17 e 18.
Affirmative Negative Interrogative
I can swim. I can’t swim. Can I swim?
You can swim. You can’t swim. Can you swim?
He can swim. He can’t swim. Can he swim?
She can swim. She can’tswim. Can she swim?
It can swim. It can’t swim. Can it swim?
We can swim. We can’t swim. Can we swim?
You can swim. You can’t swim. Can you swim?
They can swim. They can’t swim. Can they swim?
Tabela 17. Can: affirmative, negative, interrogative.
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Affirmative Negative Interrogative
I could understand. I couldń t understand. Could I understand?
You could understand. You couldń t understand. Could I understand?
He could understand. He couldń t understand. Could I understand?
She could understand. She couldń t understand. Could I understand?
It could understand. It couldń t understand. Could I understand?
We could understand. We couldń t understand. Could I understand?
You could understand. You couldń t understand. Could I understand?
They could understand. They couldń t understand. Could I understand?
Tabela 18. Could: affirmative, negative, interrogative.
A combinação there + be é uma combinação que tem uma única tradução,
ou seja, não traduzimos uma palavra e depois a outra palavra para falar o que
queremos, mas utilizamos a combinação there + be para o verbo existir ou
haver. Ele deve ser flexionado em inglês, sendo usado there is ou there are
no presente, singular e plural, respectivamente, e there was ou there were no
passado, singular e plural, respectivamente. Na língua portuguesa, é comum
usar esses dois verbos, que dão um sentido mais formal, porque, nas frases
que traduzimos do inglês para o português, esses verbos passam a ser ter.
There is a bank in the city center. / Tem um banco no centro da cidade.
There was a student in the classroom. / Tinha um aluno na sala de aula.
There isn’t any money on the table. / Não há dinheiro na mesa.
There are a lot of clothes to wash. / Há muitas roupas para lavar.
There were over a hundred at the conference. / Tinha mais do que cem pessoas na
conferência.
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Essas frases ficam bem traduzidas com o verbo ter, em português, mas
não podem, em inglês, ser usadas com o mesmo verbo, pois a mensagem
que querem transmitir é de existência, e não de posse. There + be = exist.
Acompanhemos as Tabelas 19 e 20.
There is There are
Affirmative There is a car in the garage. There are two eggs in the fridge.
Negative There isn’t a car in the garage. There aren’t two eggs in the fridge.
Interrogtive Is there a car in the garage? Are there two eggs in the fridge?
Tabela 19. There + be no presente.
There was There were
Affirmative There was an egg on the table. There were ten people waiting.
Negative There wasn’t an egg on the table. There weren’t ten people waiting.
Interrogtive Was there an egg on the table? Were there ten people waiting?
Tabela 20. There + be no passado.
Ao longo deste capítulo, estudamos os pronomes, os tempos verbais no
presente e no passado e verbos auxiliares bastante comuns na língua inglesa.
Esse estudo é a base e serve como ponto de partida para a formação de frases
mais elaboradas.
27 Gramática: pronouns, present tense, past tense...
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1. Em relação à frase I cut my hair twice
a year, podemos afirmar que:
a) está no past simple.
b) está no present simple.
c) está no present perfect.
d) está no past perfect.
e) está no future.
2. Quais verbos são mais
adequados para completar a
frase The receptionist _____
very much yesterday?
a) drinks, drank, sees, saw.
b) went, drove, came, got.
c) sleeps, slept, drives, drove.
d) worked, talked, slept, drank.
e) worked, works, talks, talked.
3. A regra para formar o
comparativo em inglês é:
a) acrescentar um sufixo para
adjetivos curtos e um prefixo
para adjetivos longos.
b) acrescentar a palavra more
na frente dos adjetivos, como
se faz em português.
c) acrescentar o sufixo -er no final
de cada adjetivo para formar
um comparativo positivo.
d) acrescentar o sufixo more na
frente de cada adjetivo para
formar um comparativo negativo.
e) A formação do comparativo
em inglês é diferente porque
há muitas irregularidades.
4. Quais dos superlativos abaixo
podem ser usados para
completar a frase English is
_____ language I know?
a) the happiest, the most young.
b) the longest, the most handsome.
c) the least, the most smart.
d) the coldest, the most calm.
e) the easiest, the most difficult.
5. Analise a seguinte frase: Martin can
drive a car. O verbo can significa:
a) capacidade e poder.
b) habilidade e poder.
c) habilidade e capacidade.
d) capacidade e obrigação.
e) obrigação e habilidade.
Gramática: pronouns, present tense, past tense... 28
C1_Fundamento_Ingles.indd 28 22/03/2018 09:34:37
CAMPOS, G. T. Gramática Língua Inglesa: teoria e prática. São Paulo: Rideel, 2006.
CELCE-MURCIA, M.; LARSEN-FREEMAN, D. The grammar book: an ESL/EFL teacher’s
course. São Paulo: Cengage Learning, 1999.
EASTWOOD, J. Oxford Practice Grammar: intermediate. Oxford: Oxford University
Press, 2008.
EURO GLOBAL ACADEMY. English Speaking Conversation. Bhachau-Kutch, 2017. Dis-
ponível em: http://euroschool.edu.in/resources/english/>. Acesso em: 22 jan. 2018.
HARMER, J. How to teach English: an introduction to the practice of English language
teaching. England: Longman, 2001.
MAXWELL, K. G.; CLANDFIELD, L. Comparative and superlative adjectives – article. One
Stop English, 2017. Disponível em: <http://www.onestopenglish.com/grammar/gram-
mar-reference/adjectives/comparative-and-superlative-adjectives-article/144846.
article>. Acesso em: 26 jan. 2018.
Leituras recomendadas
COE, N.; HARRISON, M.; PATERSON, K. Oxford Practice Grammar: basic. Oxford: Oxford
University Press, 2011.
DAVIDSON, G. Phrases, clauses e sentences. Singapore: Learners Publishing, 2006.
HORN, L. R.; WARD, G. The handbook of pragmatics. Hoboken: Wiley-Blackwell, 2005.
MAXWELL, K. G.; CLANDFIELD, L. Comparative and superlative adjectives – tips and
activities. One Stop English, 2017. Disponível em: <http://www.onestopenglish.com/
grammar/grammar-reference/adjectives/comparative-and-superlative-adjectives-
-tips-and-activities/144844.article>. Acesso em: 26 jan. 2018.
SCRIVENER, J. Grammar: teaching comparatives in English. One Stop English, 2017.
Disponível em: <http://www.onestopenglish.com/methodology/teaching-tips/
grammar-and-vocabulary-tips/grammar-teaching-comparatives-in-english/146584.
article>. Acesso em: 26 jan. 2018.
VINCE, M. Macmillan English Grammar in context: advanced. London: Macmillan, 2012.
29 Gramática: pronouns, present tense, past tense...
C1_Fundamento_Ingles.indd 29 22/03/2018 09:34:37
Encerra aqui o trecho do livro disponibilizado para
esta Unidade de Aprendizagem. Na Biblioteca Virtual
da Instituição, você encontra a obra na íntegra.
Conteúdo:
Dica do professor
Para você aprender um idioma, é fundamental entender como as estruturas básicas funcionam. Isso
inclui a utilização de pronomes e verbos, principalmente em inglês, pois existe uma ordem para
você formar uma frase. Essa ordem é chamada de “word order”, ou seja, cada palavra ocupa uma
posição na frase, porque é assim que o entendimento acontece. Vamos à Dica do Professor?
Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.
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Na prática
A utilização dos pronomes em inglês é simples. Há uma categoria de pronomes que ocupa
diferentes posições no nosso discurso e nas nossas frases. Uma atividade de substituição pode
ajudá-lo na compreensão e utilização deles em diferentes contextos.
Conteúdo interativo disponível na plataforma de ensino!
Saiba +
Para ampliar o seu conhecimento a respeito desse assunto, veja abaixo as sugestões do professor:
Focused communication tasks and secondlanguage acquisition
Neste artigo, você encontrará um estudo com foco em atividades de comunicação para aquisição
de uma segunda língua.
Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.
http://lenguasvivas.org/campus/files/0_28/speakSLA.pdf
Linguagem formal x linguagem
informal
Apresentação
A linguagem formal refere-se à maneira que você utilizará para falar com alguém em ocasiões como
uma entrevista de emprego, uma reunião com os diretores na empresa em que você trabalha, uma
apresentação sobre os resultados do seu setor ou departamento, etc. Em tais situações, é essencial
usar uma linguagem mais refinada, mais polida.
Já a maneira informal, refere-se a uma comunicação mais descontraída. É quando você está com
seus amigos em uma festa, em um bar, ao telefone, ou seja, quando quem está conversando com
você é mais próximo, é uma pessoa do seu convívio e que se tenha mais intimidade e está
acostumado a utilizar uma linguagem não rebuscada. Claro que esses detalhes implicam no tipo de
comunicação que você realmente utiliza, mas também é possível ser formal com pessoas mais
próximas, caso a ocasião peça isso.
Nesta Unidade de Aprendizagem, você estudará a diferença de linguagem formal e linguagem
informal, as estruturas, expressões e verbos considerados formais e informais e as situações em
que você deve ser formal.
Bons estudos.
Ao final desta Unidade de Aprendizagem, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
Identificar a existência das linguagens formal e informal.•
Utilizar as palavras formais em situações necessárias.•
Usar as contrações em situações informais.•
Infográfico
A seguir, você terá acesso a um minidicionário com palavras usadas na linguagem formal e com as
palavras mais usadas na linguagem informal.
Aponte a câmera para o
código e acesse o link do
conteúdo ou clique no
código para acessar.
https://statics-marketplace.plataforma.grupoa.education/sagah/17676fb5-21ca-463e-9a62-dd32de672a0d/7f72f68b-422f-45bc-b44b-02af021396aa.png
Conteúdo do livro
A comunicação acontece pela fala, por palavras, gestos e sinais, caracterizando a linguagem oral e
escrita. Essa forma de se comunicar ainda traz mais dois tipos de linguagens que devem ser
empregadas adequadamente de acordo com a ocasião em que você se encontra, pois a maneira
como você se comunica é determinante dependendo do momento. Saber usar a linguagem formal é
fundamental, já que em certas situações você precisará ter essa postura, enquanto que na
linguagem informal, sua comunicação não segue regras; é espontânea e descontraída, permitindo
que o ouvinte, a pessoa que está conversando com você, o entenda inclusive por causa dos
princípios pragmáticos.
Acompanhe a leitura do capítulo Linguagem formal x linguagem informal, do livro Fundamentos do
Inglês. Boa leitura.
Linguagem formal versus
linguagem informal
Objetivos de aprendizagem
Ao final deste texto, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
Identificar a existência das linguagens formal e informal.
Utilizar as palavras formais em situações necessárias.
Usar as contrações em situações informais.
Introdução
A nomenclatura linguagem formal e linguagem informal refere-se pri-
meiramente à maneira formal que você utilizará para falar com alguém em
ocasiões como uma entrevista de emprego, uma reunião com os diretores
na empresa em que você trabalha, uma apresentação sobre os resultados
do seu setor ou departamento, etc. Em tais situações, é essencial usar uma
linguagem mais refinada, mais polida. A maneira informal refere-se a uma
comunicação mais descontraída. É quando você está com seus amigos
em uma festa, em um bar, ao telefone, ou seja, quando quem está conver-
sando com você é alguém mais próximo, é uma pessoa do seu convívio e
com quem você já tem mais intimidade e está acostumado a utilizar uma
linguagem não rebuscada. Claro que esses detalhes implicam no tipo de
comunicação que você realmente utiliza, mas você pode ser formal com
pessoas mais próximas, caso a ocasião peça isso.
Neste capítulo, você vai estudar a diferença de linguagem formal e
linguagem informal, as estruturas, as expressões, os verbos considerados
formais e informais e as situações em que você deve ser formal.
Linguagem formal e linguagem informal
Ao estudarmos uma língua, aprendemos sempre como usá-la formalmente, ou
seja, aprendemos a linguagem formal de um idioma. As instituições de ensino e
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algumas escolas de idioma difundem o uso e a aplicação da linguagem formal,
enfatizando uma maneira mais polida de se expressar. Entretanto, existe a
linguagem informal, que se difere da formal em muitos aspectos. A diferença
entre a linguagem formal e a linguagem informal existe em português, com
características próprias desse idioma, assim como em inglês, o qual apresenta
outras peculiaridades quanto a sua formalidade e informalidade.
Afinal, qual a diferença entre linguagem formal e linguagem informal? A
principal diferença está na proposta que cada linguagem apresenta, servindo
a diferentes situações. A linguagem que pode ser formal ou informal também
pode ser oral ou escrita, e suas diferenças acontecem pelo tom de voz usado,
pela escolha das palavras e pela combinação de vocábulos em frases e discursos,
que variam conforme o estilo escolhido.
A linguagem formal é impessoal e se faz presente principalmente quando
nos expressamos na escrita. A linguagem escrita tem como característica ser
formal porque está presente nos trabalhos acadêmicos e comunicados oficiais, os
quais não apresentam termos coloquiais e uso do pronome na primeira pessoa do
singular e, como exemplo da língua inglesa, apresentam ausência das contrações.
To whom it may concern. (A quem possa interessar.)
Your service was highly recommended by Mr. Norton. (Seu serviço foi altamente reco-
mendado pelo senhor Norton.)
I am afraid Ms. Sanderson is off today. (Lamento informar que a senhora Sanderson não
se encontra hoje.)
Let us know if you need any further information. (Informe-nos se precisar de mais informações.)
I look forward to hearing from you soon. (Espero ter notícias suas em breve.)
A linguagem informal tem como característica ser mais espontânea. Quando
utilizada, é mais comum na linguagem oral e está presente principalmente
em conversas, bate-papos e mensagens de texto pelo celular e chats. Os dois
últimos exemplos aceleraram a utilização da linguagem informal, tornando-a
abreviada, porque quando nos comunicamos com esses dois canais de comuni-
cação – mensagem de texto no celular ou chats – precisamos ser rápidos, ágeis
e breves. Além disso, a linguagem informal é mais pessoal, ou seja, usamos os
pronomes de primeira pessoa para nos referirmos a quem estamos conversando.
Linguagem formal versus linguagem informal2
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I’m calling because of you. (Estou ligando por causa de você.)
We got to know your service is good. (Ficamos sabendo que seu serviço é bom.)
Sorry, but she isn’t in her office today. (Desculpa, mas ela não está no escritório hoje.)
Tell us if you need anything else. (Nos diga se você precisar de algo mais.)
I’m waiting for your answer. (Estou esperando sua resposta.)
A introdução sobre linguagem formal e linguagem informal apresenta
aspectos que diferenciam uma linguagem da outra pela escolha de estilo de
quem está falando ou escrevendo. A escolha de um ou outro estilo exige a
adequação de acordo com a situação em que a comunicação é feita. Quem é o
destinatário? Essa é uma consideração relevante, pois influenciará no tipo de
diálogo, conversa ou discurso feito por quem conduz a comunicação. Como já
mencionado, a linguagem escrita é usada de maneira mais formal, mas apre-
senta também textos neutros, como os textos que lemos em revistas e jornais,
e conseguimos identificar quando uma linguagemé formal ou informal de
acordo com as palavras que usamos e combinamos em nossa comunicação,
seja oral ou escrita. Algumas estruturas de um idioma são mais utilizadas na
linguagem escrita, tornando-a formal. Vejamos algumas expressões e estruturas
utilizadas na linguagem formal. Tais características são recorrentes quando:
A frase é longa: I apologize for not sending the message. (Peço desculpas
por não ter enviado a mensagem.)
A frase é rebuscada: We look forward to the possibility of working
together. (Esperamos que possamos trabalhar em parceria.)
O texto é impessoal: There will be a great interest in... (Haverá um
grande interesse em...)
O verbo é usado sem contração: This must not have been issued. (Isso
não deve ter sido emitido.)
A voz passiva é utilizada: Those terms were accepted. (Aqueles termos
foram aceitos.)
A inversão se faz presente: Always have Mr. and Mrs. Taylor lived here.
(Sempre viveram aqui o senhor e a senhora Taylor.)
Os pronomes são sempre usados: We hope you all have a good journey.
(Nós esperamos que todos vocês façam uma boa viagem.)
3Linguagem formal versus linguagem informal
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As conjunções usadas são mais longas: however, although, furthermore,
nevertheless, etc.
Vejamos agora algumas expressões e estruturas utilizadas na linguagem
informal. Tais características são recorrentes quando:
A frase é curta: Sorry for that message about... (Desculpe pela men-
sagem sobre...)
A frase é coloquial: We wish to work with you together. (Tomara que a
gente trabalhe junto com você.)
O texto é pessoal: I think I’m interested in... (Eu acho que eu estou
interessada em...)
A contração é utilizada: She didn’t issue... (Ela não emitiu...)
A voz ativa é usada com mais frequência: Everybody accepted the
terms. (Todos aceitaram os termos.)
O phrasal verb é usado com frequência: We threw it away. (Jogamos fora.)
Os pronomes podem ser omitidos: Hope you’re fine. (Espero que esteja bem.)
As conjunções são curtas: but, though, moreover, despite, etc.
Os exemplos anteriores mostram frases escolhidas por falantes da língua
inglesa em situações diferentes, e cada situação caracteriza a linguagem formal
ou a linguagem informal. Entretanto, quem fala explora ainda os princípios
pragmáticos. É necessário trazer as várias relações que a linguagem apresenta,
pois estudar um idioma requer atenção de sua funcionalidade sintática, semântica
e pragmática. Sintaticamente, uma língua é composta de palavras que se com-
binam, geralmente formando um sentido lógico. Semanticamente, as palavras
que formam um enunciado dão sentido à mensagem, mesmo que, às vezes, haja
um erro gramatical, sem que este prejudique o entendimento. Pragmaticamente,
as palavras utilizadas por um falante têm relação com os demais usuários da-
quele idioma, ou seja, de acordo com Horn e Ward (2005), a pragmática pode
ser um estudo dos aspectos dependentes do contexto, levando a significados
que são abstraídos da construção da mensagem, do conteúdo. Há muito a se
estudar sobre pragmática, e muitos estudiosos ampliam esse campo para outros
aspectos de estudo da linguagem. Na seção deste capítulo, é importante lembrar
que a pragmática se faz presente na relação da linguagem com o usuário e que
a construção de uma mensagem leva um tom sintático e semântico, refletindo
nos exemplos de comunicação formal e informal de um idioma.
Para se comunicar formalmente ou informalmente, devemos entender o
contexto em que estamos inseridos. Com alguns exemplos já citados, vamos
Linguagem formal versus linguagem informal4
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analisar a situação de um profissional da área administrativa que trabalha em
uma empresa no Brasil. Esse profissional ocupa um cargo e precisa falar inglês,
logo, é fundamental que ele estude o idioma e, com certeza, dele será exigida a
linguagem formal na maioria das situações. A linguagem formal exigida será
principalmente a oral, pois raramente esse profissional terá que redigir textos muito
formais, limitando a linguagem escrita para e-mails, um tipo de comunicação
mais informal. Pode ser que a empresa peça para que esse colaborador da área
administrativa faça uma prova de proficiência para comprovar sua habilidade de
se comunicar formalmente. Entretanto, isso dependerá da proposta, pois existe o
estudo de inglês para fins específicos, em que, segundo Celani (2008), precisamos
considerar: entender por que alguém precisa aprender inglês e quais são suas
necessidades, construir habilidades específicas, usar o conhecimento que essa
pessoa já tem, ajudar essa pessoa a desenvolver estratégias de aprendizagem e
promover mudanças para que seus estudos avancem. Analisar a necessidade de
quem precisa aprender um idioma é essencial, pois isso norteará sua aprendizagem
e é essencial na abordagem de inglês para fins específicos.
Diferentes profissionais precisam utilizar a linguagem formal e informal em
diferentes momentos, pois participam de reuniões, escrevem e-mails, atendem
ao telefone, enviam mensagens, etc. Todas essas ações exigem a linguagem
para uma comunicação efetiva e são recursos que nos ajudam a decidir como
nos portamos, que vocabulário usamos e que palavras escolhemos.
Algumas contrações acontecem de maneira muito informal em inglês e são muito
usadas pelos falantes nativos. Expressões como wanna, gonna, gotta, gimme, lemme,
kinda e coz são exemplos dessas contrações, apresentando uma linguagem muito
informal. Vamos analisar seus significados?
Wanna (want to): I wanna stay ou I want to stay (Eu quero ficar)
Gonna (going to): I’m gonna stay ou I’m going to stay (Eu ficarei)
Gotta (have to): I’ve gotta stay ou I have to stay (Eu tenho que ficar)
Gimme (give me): Gimme some time ou Give me some time (Me dê tempo)
Lemme (let me): Lemme stay ou let me stay (Deixe-me ficar)
Kinda (kind of ): It’s kinda cool ou It’s kind of cool (É um pouco legal)
Coz (because): Coz I need it ou Because I need it (Porque eu preciso)
Lembre-se de que se tratam de expressões coloquiais, usadas em uma linguagem
muito informal, e são assim representadas na escrita por causa de sua pronúncia.
Fonte: Uses… (2018, documento on-line).
5Linguagem formal versus linguagem informal
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A diferença entre linguagem formal
e linguagem informal
A educação formal consequentemente exige uma postura mais formal, fazendo
com que utilizemos a linguagem formal. Nesses termos, cabe à educação formal
acompanhar o tipo de profi ssional que o mercado de trabalho está exigindo e
orientá-lo para a utilização de uma linguagem que esteja de acordo com os avanços
sociais, tecnológicos e econômicos da atualidade. Dessa forma, o profi ssional verá
o impacto de sua aprendizagem e poderá aplicar de acordo com sua realidade,
conectando o que está diretamente relacionado as suas necessidades profi ssionais.
O mercado de trabalho precisa de profissionais que utilizem a linguagem
formal e a linguagem informal adequadamente dentro de suas necessidades,
mas para isso é preciso compreender a atuação desse profissional no seu
cotidiano, pois esses profissionais já têm habilidades e experiência em que
atuam e podem utilizar desse conhecimento para um melhor desempenho.
Já sabemos que a linguagem formal ocorre principalmente em um ambiente
organizado e estruturado, e a educação formal é responsável por esse com-
portamento; a linguagem informal ocorre em ambientes familiares e de lazer,
mas ocorre também no dia a dia de uma empresa, no seu cotidiano, quando
não há eventos mais formais, como reuniões de negócio e capacitações. A
linguagem informal não precisa ser organizada e estruturada. Observemos
algumas regras em relação ao estilo de linguagem a seguir.
Se entramos em contato com uma empresa e utilizamos a linguagem
escrita, a formalidade é exigida e há aindaduas situações formais a serem
consideradas, quando for o primeiro contato com a empresa, ou quando não
for o primeiro contato com a empresa. Como já mencionado, é fundamental
sermos formais, logo, iniciamos nossa comunicação com:
Formal:
■ Primeiro contato com a empresa: Dear Sir or Madam. Usamos essa
primeira abordagem porque não temos nenhuma informação sobre
a pessoa com quem estamos entrando em contato e que representa
empresa com quem queremos negociar.
■ Não é o primeiro contato com a empresa: Dear Sir. Usamos essa
abordagem porque já conhecemos a pessoa com quem queremos entrar
em contato e que representa a empresa com quem queremos negociar.
Se entramos em contato com uma pessoa e utilizamos a linguagem es-
crita, dependendo da pessoa, podemos ser formais ou informais. Caso seja
Linguagem formal versus linguagem informal6
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o primeiro contato com essa pessoa, mas já conhecemos, ou ouvimos falar
dessa pessoa, ainda assim é importante sermos formais. Porém, se é alguém
que já conhecemos e não estamos entrando em contato pela primeira vez, a
formalidade já não é tão exigida. Logo, iniciamos nossa comunicação com:
Formal:
■ Primeiro contato com a pessoa: Dear Mr. Donald. Usamos essa
abordagem porque não temos intimidade com essa pessoa, mas já
nos cumprimentamos ou trocamos algum tipo de informação.
Informal:
■ Não é o primeiro contato com a empresa: Dear Jack. Usamos essa
abordagem muito íntima, pois já conhecemos a pessoa com quem
estamos entrando em contato e a formalidade não é necessária.
Esses são apenas títulos – Mr. (senhor), Mrs. (senhora), Ms. (senhora), Miss
(senhorita), Sir (senhor) e Madam (senhora) – que usamos para marcar o início
de uma linguagem formal, pois na linguagem informal, usamos o primeiro
nome da pessoa com quem queremos falar.
Os exemplos a seguir trazem a diferença de frases consideradas formais
e informais de acordo com a estrutura utilizada em um idioma. Vejamos:
1. Voz passiva versus voz ativa
■ Formal: The email was sent in the morning. (O e-mail foi enviado
de manhã.)
■ Informal: I sent the e-mail in the morning. (Eu enviei o e-mail de manhã.)
2. Verbos de origem latina versus phrasal verbs
■ Formal: We rejected the proposal. (Nós rejeitamos a proposta.)
■ Informal: We turned down the proposal. (Nós rejeitamos a proposta.)
3. Linguagem indireta versus linguagem direta
■ Formal: It is believed the factory is now closed. (Acredita-se que a
fábrica está fechada agora.)
■ Informal: I believe the factory is closed now. (Eu acredito que a
fábrica esteja fechada agora.)
4. Uso literal da palavra versus gírias.
■ Formal: He is sad. (Ele está triste.)
■ Informal: He is blue. (Ele está triste.)
5. Forma impessoal versus forma pessoal.
■ Formal: It is an interesting picture. (É um quadro interessante.)
7Linguagem formal versus linguagem informal
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■ Informal: I think this picture is interesting. (Eu acho que este quadro
interessante.)
6. Uso de conjunções longas versus conjunções curtas.
■ Formal: Although it is raining, the event... (Embora esteja chovendo,
o evento...)
■ Informal: Though it’s raining, the event... (Embora esteja chovendo,
o evento...)
7. Uso por extenso dos verbos versus contração.
■ Formal: Mr. Right is going to speak to you. (O senhor Right falará
com você.)
■ Informal: He’s going to talk to you. (Ele conversará com você.)
8. Uso de pronomes versus ausência de pronomes.
■ Formal: It cannot be turned off. (Ele não pode ser desligado.)
■ Informal: Can’t be turned off. (Não pode ser desligado.)
9. Primeira pessoa do plural versus primeira pessoa do singular.
■ Formal: We would appreciate it. (Nós agradecemos.)
■ Informal: I’d like to thank you. (Eu gostaria de agradecer.)
10. Uso de modais.
■ Formal: Could you tell me the time please? (Você poderia me dizer
as horas por favor?)
■ Informal: What time is it? (Que horas são?)
A linguagem formal é bastante diferente da linguagem informal. Essa diferença
é percebida pelas palavras, combinações e estruturas vistas nos exemplos anteriores.
Isso também interfere na linguagem escrita e oral. Reforçando os exemplos já
trabalhados, de maneira geral, a linguagem oral é informal, cheia de expressões
coloquiais e formas que não são apropriadas na linguagem escrita, que tem a
tendência de ser formal e organizada. É importante não misturar os dois estilos.
Outra característica da linguagem formal é a necessidade de ser cuidadoso ao
informar determinado dado, mostrando que há uma possibilidade de aquele dado
ser verdadeiro, pois, se afirmamos algo, devemos ter certeza de não estarmos
cometendo engano, fornecendo um dado errado. Essa maneira de se expressar
mostra cuidado ao usar a linguagem para se comunicar, em vez de usar uma
estrutura direta e generalista. Para isso, há alguns verbos e advérbios que ajudam
a mostrar tal cuidado ao fornecermos determinadas informações. São eles:
Verbos: appears to, seems to (parece ser); may, might (pode ser).
Advérbios: perhaps, possibly, probably, apparently (talvez, possivel-
mente, provavelmente, aparentemente).
Linguagem formal versus linguagem informal8
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Esta frase retrata uma afirmação definitiva:
The pay rise will be 15% this year. (O aumento salarial será de 15% este
ano.)
Esta afirmação retrata uma tentativa ou um cuidado de informar algo:
The pay rise may be 15% this year. (O aumento salarial pode ser de 15%
este ano.)
Utilizamos a linguagem para nos comunicar, seja a linguagem formal,
informal, oral ou escrita. Devemos identificar os diferentes momentos para
nos expressar adequadamente. Em se tratando do mercado de trabalho, cada
profissional deve se comportar de acordo com a ocasião.
Em inglês, ao nos dirigirmos a alguém, nunca utilizamos o primeiro nome da pessoa
com quem estamos falando. Isso caracteriza uma linguagem formal. Usar o primeiro
nome de alguém só é possível se essa pessoa permitir. Então, toda vez que conversamos
com alguém, que perguntamos algo a alguém, usamos os títulos: Mr., Mrs., Ms., Miss,
Sir ou Madam. Vamos ver como isso funciona?
Mr. significa “senhor” e é usado para homens jovens ou mais velhos, solteiros ou
casados. Mr. sempre acompanha o sobrenome do homem, nunca o primeiro nome.
Exemplo: Mr. Ford (nunca Mr. Peter).
Mrs. significa “senhora” e é usado para mulheres casadas. Mrs. é a esposa do Mr. e
sempre acompanha o sobrenome do marido, nunca o primeiro nome da mulher.
Exemplo: Mrs. Ford (nunca Mrs. Ann).
Ms. significa “senhora” e é usado para mulheres mais maduras, principalmente ao
nos referirmos a elas no ambiente profissional. Ms. acompanha o sobrenome da
mulher, nunca seu primeiro nome. Exemplo: Ms. Johnson (nunca Ms. Sarah Johnson).
Miss significa “senhorita” e é usado para moças. Miss acompanha o sobrenome da
moça, assim como os demais casos. Exemplo: Miss Taylor (nunca Miss Ellen).
Sir significa “senhor” e é usado para homens jovens ou mais velhos quando nos
dirigimos a eles sem mencionar seus nomes, porque não sabemos ou porque não
queremos dizer o nome. Exemplo: Good morning, Sir (Bom dia, Senhor).
Madam significa “senhora” e é usado para mulheres quando nos dirigimos a elas
sem mencionar seus nomes, porque não sabemos ou porque não queremos dizer
o nome. É muito comum usarmos de maneira escrita ou oral Ma’am em vez de
Madam. Exemplo: Can I help you, Ma’am? (Posso ajudá-la, senhora?).
Fonte: Ping (2016).
9Linguagem formal versus linguagem informal
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O uso da contração em inglês
A língua inglesa é tradicionalmente a língua mais estudada. É uma língua
considerada fácil pelas suas estruturas e pela construção lógica, além de ter um
esquema de conjugação verbal bem simples. Esse idioma tem suas facilidades e
peculiaridades. Um deles é referente à contração.A língua portuguesa também
tem algumas contrações que os falantes utilizam na linguagem informal e, na
maioria das vezes, nem percebem, como falar “tô” em vez de “estou”, “tá” em
vez de “está” e “tão” em vez de “estão”. Esses são exemplos da forma contra-
ída do verbo “estar” em português. Há ainda a utilização de “umas” em vez
de “algumas” e as formas aglutinas, como: “na” equivalente a “em + a”, “no”
equivalente a “em + o”, “da” equivalente a “de + a”, “do” equivalente a “de + o”,
“pela” equivalente a “por + a”, “pelo” equivalente a “por + o”, “nessa” equivalente
a “em + essa”, “nesse” equivalente a “em + esse” e “nisso” equivalente a “em +
isso”. A utilização da aglutinação não caracteriza uma linguagem informal em
português, mas uma facilidade que a língua oferece para se referir a lugares,
posse, etc. O verbo “estar” contraído não é aceito na linguagem escrita em
português, é extremamente informal e é utilizado na comunicação oral. Esses
são apenas alguns exemplos de “contração” em português.
Em inglês, a contração é uma característica da língua e é considerada infor-
mal. Diferente do português, em inglês a contração acontece principalmente
com a combinação de um auxiliar e um pronome e também de um auxiliar e
um verbo. Vejamos alguns exemplos:
I’m interested in travelling to Sydney. (Eu estou interessada em viajar
para Sydney.)
Essa contração acontece com a primeira pessoa do singular e com o verbo
to be conjugado no presente, na forma afirmativa.
Susan’s a nurse. (Susan é uma enfermeira.)
Essa contração acontece com a terceira pessoa do singular e com o verbo
to be conjugado no presente, na forma afirmativa.
He isn’t working now. (Ele não está trabalhando agora.)
Essa contração acontece na terceira pessoa do singular com o verbo to be
conjugado no presente e a negação not em inglês.
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The radio doesn’t work very well. (O rádio não está funcionando muito
bem.)
Essa contração acontece na terceira pessoa do singular com o verbo con-
jugado no presente: o auxiliar does e a negação not em inglês.
They don’t have time to wait. (Eles não têm tempo para esperar.)
Essa contração acontece na terceira pessoa do plural com o verbo conjugado
no presente: o auxiliar do e a negação not em inglês.
We didn’t go to the bank in the morning. (Nós não fomos ao banco de
manhã.)
Essa contração acontece na primeira pessoa do plural com o verbo conju-
gado no passado: o auxiliar did e a negação not em inglês.
I’ll do it. (Eu farei isso.)
Essa contração acontece com a primeira pessoa do singular e com o verbo
conjugado no futuro, na forma afirmativa.
John won’t say anything. (John não dirá nada.)
Essa contração acontece na terceira pessoa do singular com o verbo con-
jugado no futuro: o auxiliar will e a negação not em inglês.
You can’t do it. (Você não pode fazer isso.)
Essa contração acontece na segunda pessoa do singular com o verbo modal
conjugado no presente: o auxiliar can e a negação not em inglês.
I’d like some coffee. Thanks. (Eu gostaria de tomar um cafezinho.
Obrigada.)
Essa contração acontece com a primeira pessoa do singular e com o verbo
modal conjugado no presente, na forma afirmativa.
You shouldn’t wake up so late. (Você não deveria acordar tão tarde.)
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Essa contração acontece na segunda pessoa do singular com o verbo modal
conjugado no presente: o auxiliar should e a negação not em inglês.
You mustn’t smoke here. (Você não deve fumar aqui.)
Essa contração acontece na segunda pessoa do singular com o verbo modal
conjugado no presente: o auxiliar must e a negação not em inglês.
Mary’s just got here. (Mary acabou de chegar.)
Essa contração acontece com a terceira pessoa do singular e com o verbo
conjugado no present perfect, na forma afirmativa.
They’ve been to Paris twice. (Eles estiveram em Paris.)
Esta contração acontece com a terceira pessoa do plural e com o verbo
conjugado no present perfect, na forma afirmativa.
I hadn’t spoken to them. (Eu não tinha falado com eles.)
Essa contração acontece na primeira pessoa do singular com o verbo
conjugado no past perfect: o auxiliar had e a negação not em inglês.
Como podemos ver, em inglês, a contração exige a utilização de um apóstrofo. Devemos
ter cuidado com essa utilização para mostrar a contração, pois há outros exemplos
que mostram uma contração, mas para falar de posse. Acompanhemos:
My boss’s desk is damaged. (A mesa do meu chefe está danificada.)
Sally’s sister bought a new car. (A irmã de Sally comprou um carro novo.)
I saw Peter’s car at the corner. (Eu vi o carro de Peter na esquina.)
My parents’ house é big. (A casa dos meus pais é grande.)
His brother’s name is Tom. (O nome do irmão dele é Tom.)
As frases acima, mostrando um tipo de contração para informar a posse, não são
consideradas informais. Trata-se apenas de mais uma utilização da língua inglesa para
falar de posse.
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No link a seguir, você terá acesso a um material com alguns detalhes sobre linguagem
formal e informal em inglês, com alguns exemplos do ex-presidente norte-americano
Barack Obama. Há dois vídeos com estilos diferentes de entrevista, e, em seguida, as
palavras mais usadas quando a linguagem é formal e outras palavras características
da linguagem informal. Acesse Formality versus Informality e aprofunde mais seus
conhecimentos sobre esses dois estilos de linguagem (MARSHALL, 2014).
https://goo.gl/yLFGYC
1. Sobre a linguagem formal,
é correto afirmar que:
a) a voz passiva é utilizada
em alguns exemplos.
b) a voz ativa é usada na
maioria dos exemplos.
c) o present perfect é um
tempo verbal formal.
d) o past perfect é um
tempo verbal formal.
e) o future é o tempo verbal com
mais expressões formais.
2. Qual das seguintes frases é
exemplo de linguagem formal?
a) Are you ok?
b) I think it is right.
c) That’s me.
d) It is not acceptable.
e) It’s acceptable.
3. Sobre a contração, é
correto afirmar que:
a) os verbos modais em inglês
podem ser contraídos
com o pronome.
b) a contração é usada somente
na linguagem oral.
c) as frases afirmativas ou negativas
podem ter contração.
d) a contração é usada somente
na linguagem escrita.
e) os phrasal verbs são verbos
contraídos em inglês.
4. Sobre a linguagem informal,
é correto afirmar que:
a) o present simple é um tempo
verbal mais informal.
b) a ausência de pronomes
antes do verbo é possível.
c) a voz ativa é usada só no passado
na linguagem informal.
d) os phrasal verbs são usados só no
passado na linguagem informal.
e) o present perfect continuous é
um tempo verbal informal.
5. Qual das frases a seguir é exemplo
de linguagem informal?
a) I wonder why he put up
those terrible conditions.
b) It can be done.
c) There are some left.
d) I am not John.
e) He’ll have to do another test
before he stops the experiment.
13Linguagem formal versus linguagem informal
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CELANI, M. A. A. When myth and reality meet: reflections on ESP in Brazil. English for
Specific Purposes, Atlanta, v. 27, n. 4, p. 412-423, 2008. Disponível em: <https://www.
sciencedirect.com/science/article/pii/S0889490608000318>. Acesso em: 12 fev. 2018.
HORN, L. R.; WARD, G. The handbook of pragmatics. Hoboken: Wiley-Blackwell, 2005.
MARSHALL, C. Formality vs Informality in English. SlideShare, 2014. Disponível em:
<https://www.slideshare.net/cjq11983/formality-vs-informality-in-english>. Acesso
em: 02 mar. 2018.
PING, E. S. Mr, Mrs, Ms, Miss. GrammarNet, Lisboa, 2016. Disponível em: <https://www.
grammarnet.com/ghtml/differ/mister.htm>. Acesso em: 02 fev. 2018.
RUSSO, J. Talk Cidade: Katia Suman conversa com Renata Costa e Vitor Ortiz. Ra-
dio Elétrica, Porto Alegre, 2016. Disponívelem: <http://www.radioeletrica.com/
blog/2016/03/13/talk-cidade-katia-suman-conversa-com-renata-costa-e-vitor-or-
tiz-11-03-16/>. Acesso em: 11 fev. 2018.
USES of Gonna, Gotta, Wanna, Lemme, Gimme, Outta, Kinda I’mma, Hafta, Dunno.
English Learn Site, 2015. Disponível em: <http://www.englishlearnsite.com/vocabulary/
uses-of-gonna-gotta-wanna-lemme-gimme-outta-kinda-imma-hafta-dunno/>.
Acesso em: 02 mar. 2018.
Leituras recomendadas
BUSINESS LANGUAGE SERVICES. Formal and Informal English. Cardiff, 2013. Disponível
em: <https://aliciateacher2.files.wordpress.com/2013/04/formal_informal_english.
pdf>. Acesso em: 10 fev. 2018.
FLINDERS UNIVERSITY. Formal and informal language. Student Learning Center, Adelaide,
2012. Disponível em: <http://www.flinders.edu.au/slc_files/Documents/Yellow%20
Guides/Formal%20&%20Informal%20Language.pdf>. Acesso em: 10 fev. 2018.
FRANCO, T. Escrita Formal e Informal em Inglês. Eu Vou Aprender Inglês, Praia Grande,
2017. Disponível em: <http://euvouaprenderingles.com/escrita-formal-e-informal-
-em-ingles/>. Acesso em: 10 fev. 2018.
PEREIRA, E. N.; CARELLI, I. M.; OLIVEIRA, E. Aprendizagem formal, não formal, informal para
línguas inglesas com o uso de convergência de mídias. In: NUEVAS IDEAS EN INFORMÁTICA
EDUCATIVA. 10., Fortaleza, 2014. Actas... Santiago: TISE, 2014. Disponível em: <http://www.
tise.cl/volumen10/TISE2014/tise2014_submission_149.pdf>. Acesso em: 10 fev. 2018.
SILVA, C. L. C. et al. (Org.). Teorias do discurso e ensino. Porto Alegre: EDIPUCRS, 2009.
Disponível em: <http://www.pucrs.br/edipucrs/teoriasdodiscursoeensino.pdf>.
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UNIVERSITY OF TECHNOLOGY SYDNEY. Formal and informal language. UTS Helps,
Sydney, 2013. Disponível em: <https://www.uts.edu.au/sites/default/files/HELPS%20
Formal%20and%20Informal%20Language.pdf>. Acesso em: 10 fev. 2018.
Linguagem formal versus linguagem informal14
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Encerra aqui o trecho do livro disponibilizado para
esta Unidade de Aprendizagem. Na Biblioteca Virtual
da Instituição, você encontra a obra na íntegra.
Dica do professor
A linguagem oral é, muitas vezes, informal, mas isso não é uma premissa. Trata-se de uma
característica, pois é possível ser formal quando falamos ou conversamos com alguém, e essencial
dependendo da ocasião, se você está em uma reunião de negócios, por exemplo. A linguagem
escrita é, muitas vezes, formal, mas pode ser informal também se usada em bilhetes e recados, ou
até mesmo nos e-mails que você envia. Fique agora com a Dica do Professor.
Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.
https://fast.player.liquidplatform.com/pApiv2/embed/cee29914fad5b594d8f5918df1e801fd/ddb9707b969a70f5b974d0d902b53cd2
Na prática
Muitas vezes, precisamos praticar a linguagem formal porque somos mais informais na maioria das
situações. Uma prática que pode ajudar você a ser mais formal é transformar um diálogo com
expressões coloquiais e gírias em um diálogo formal. Outra atividade é praticar algumas perguntas e
frases em situações formais e informais.
Conteúdo interativo disponível na plataforma de ensino!
Saiba +
Para ampliar o seu conhecimento a respeito desse assunto, veja abaixo as sugestões do professor:
Slang
Neste podcast, você escutará a discussão sobre slangs – gírias. Usar gírias é prático ou algo que
deve ser evitado? Veja alguns exemplos e descubra o que há por trás das gírias.
Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.
Tablets for informal language learning: student usage and
attitudes
O estudo deste artigo é referente à interatividade existente quando os meios de comunicação são
celulares e computadores, influenciando no tipo de linguagem usada.
Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.
http://www.bbc.co.uk/learningenglish/english/features/6-minute-english/ep-160901
https://scholarspace.manoa.hawaii.edu/bitstream/10125/24503/1/Chen%20X.pdf
Gramática: modals (can/can’t/
(don’t) have to/mustn’t/ might;
should); future (will/going to/present
continuous); comparatives and
superlatives; first
Apresentação
Seja bem-vindo!
Nesta Unidade de Aprendizagem você vai estudar aspectos gramaticais de alguns verbos modais
em inglês que são usados para mostrar determinadas ações (habilidades, dever, obrigação,
sugestão, permissão etc.) com a ajuda de outros verbos, os verbos principais, que são
acompanhados pelos modais can, must, should, entre outros. Esses verbos são muito comuns e são
usados para diferenciar frases como She works every day (Ela trabalha todos os dias) e She must work
today (Ela deve trabalhar hoje).
Além de estudar os modais e sua aplicação, você ainda estudará como usar o Presente do Indicativo
e o futuro, principalmente quando se referir a alguma condição, ou seja, quando disser, por
exemplo: "Se eu...", dando a ideia de uma condição – “Se eu levantar cedo amanhã, irei com você de
carro”. Você também revisará o emprego dos tempos verbais no presente e no futuro em frases
que sugerem que uma ação só acontecerá com uma determinada condição (First Conditional), e o
emprego do comparativo e do superlativo, o uso de adjetivos para comparar pessoas, coisas ou
situações.
Bons estudos.
Ao final desta Unidade de Aprendizagem, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
Reconhecer a diferença dos verbos modais para os demais verbos e diferenciar as formas de
utilizar o tempo futuro.
•
Identificar o uso das formas comparativo e superlativo em adjetivos longos e curtos.•
Analisar o uso da primeira condicional.•
Infográfico
Falar de deveres e obrigações em inglês exige a aplicação de dois modais diferentes: MUST e HAVE
TO. Para usá-los adequadamente, você precisa prestar atenção em alguns pontos bem distintos
entre ambos. Veja quais são no infográfico.
Aponte a câmera para o
código e acesse o link do
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Conteúdo do livro
As regras gramaticais de um idioma organizam a língua falada e principalmente a sua escrita,
estabelecendo como esse idioma funciona em sua sintaxe e semântica, por exemplo.
Você identifica que uma frase está sintaticamente correta quando há uma sequência lógica entre as
palavras – por exemplo, ninguém diz “O casaco vou colocar eu”, mas “Eu vou colocar o casaco”,
pois essa é a sintaxe correta, que aceitamos e compreendemos. Você também identifica que uma
frase está semanticamente adequada pelo seu sentido – se alguém disser “Eu devo colocar o
casaco”, seu significado é mais forte do que “Eu vou colocar o casaco”, pois esta última frase se
refere ao futuro, enquanto a primeira se refere a um dever no presente.
O estudo da gramática é minucioso, e pela leitura do capítulo Gramática: modals (can/can’t/ (don’t)
have to/mustn’t/ might; should); future (will/going to/present continuous); comparatives and
superlatives; first conditional, do livro Fundamentos do inglês, você estudará as diferenças de
significado com o uso dos verbos modais.
Boa leitura.
Gramática (modals: can/
can’t, [don’t] have to/mustn’t,
might, should; future [will/
going to/present continuous];
comparatives and
superlatives; first conditional)
Objetivos de aprendizagem
Ao final deste texto, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
Reconhecer a diferença dos verbos modais em relação aos demais
verbos e determinar as formas de utilizar o tempo futuro.
Identificar as formas do comparativo e do superlativo em adjetivos
longos e curtos.
Analisar o uso da primeira condicional (first conditional).
Introdução
Neste capítulo, você vai estudar alguns verbos modais usados com ver-
bos principais e que mostram habilidade, dever, obrigação, sugestão,
permissão, entre outras ações. Além disso,neste capítulo, você verá como
usar o presente do indicativo e o futuro, principalmente quando você
se refere a alguma condição (em inglês, estrutura conhecida como first
conditional). Para isso, serão abordados os tempos verbais no presente e
no futuro em frases que sugerem que uma ação só acontecerá baseada
em uma determinada condição. Por fim, você conhecerá mais sobre o
emprego do comparativo e do superlativo.
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Os modais na língua inglesa
Os verbos modais em inglês são verbos que acompanham outros verbos, chama-
dos de verbos principais, e têm um signifi cado, ou seja, a maioria deles pode ser
traduzida para o português, e esse signifi cado diz exatamente como esse modal
deve ser usado. Isso se deve ao fato de que cada modal tem uma aplicação, uma
função que transmite o que ele representa. Se falamos Mary can speak Spanish
(em português, Mary pode falar espanhol), isso signifi ca que ela tem a habilidade
de falar esse idioma, diferentemente de quando falamos Mary speaks Spanish
(em português, Mary fala espanhol). Esse último exemplo, que está no present
simple, retrata que Mary fala espanhol, e isso é um fato, é verdadeiro, pois
espanhol pode ser seu idioma, sua língua nativa. Já no primeiro exemplo, com
o uso de CAN, o signifi cado muda para uma habilidade, ou seja, além de outro
idioma, ou idiomas, Mary ainda fala espanhol. Podemos interpretar dessa forma
porque CAN (poder em português), atribui um signifi cado a mais para o verbo
principal, modalizando-o, ou seja, dando outro sentido para o verbo principal.
Essa análise mostra que uma frase se refere a uma habilidade específica,
enquanto a outra menciona um fato. As duas frases estão no presente, mas a
segunda está no presente do indicativo, retratando o fato. Esse é apenas um
exemplo sobre o uso do modal CAN: se podemos ou conseguimos realizar
alguma tarefa, atividade, ou ação, usamos CAN.
Observe o Quadro 1, que contém os modais que serão estudados na primeira
seção deste capítulo. Em seguida, analisaremos a aplicação e a função de cada
um deles na língua inglesa.
Modais Formas negativas
Possível
tradução Significado
Can Can’t Poder Habilidade, capacidade
Have to / has to Don’t have to /
doesn’t have to
Ter Regra
Must Must not Dever Obrigação, sugestão
- Mustn’t Proibir Proibição
Should Shouldn’t Deveria Conselho, sugestão
Might - Poder Possibilidade
Will Won’t Ir Futuro
Quadro 1. Verbos modais.
Gramática (modals: can/can’t, [don’t] have to/mustn’t, might, should; future...)2
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I can cook very well. / Eu posso cozinhar muito bem.
I can’t speak Russian. / Eu não sei falar russo.
He can drive a lorry. / Ele consegue dirigir um caminhão.
Peter can’t run 8 miles. / Peter não consegue correr 8 milhas.
Can you pass me the salt please? / Você pode me passar o sal, por favor?
Essas frases são formadas com o verbo modal CAN, que, quando utilizado
em inglês, transmite um significado de habilidade ou capacidade, como
você pode ver nos exemplos. As frases afirmativas expressam que alguém
tem a habilidade ou a capacidade de praticar uma ação; as frases negativas
com CAN’T revelam que alguém não tem a habilidade ou a capacidade de
realizar determinada ação. CAN é um modal que tem outros significados e,
principalmente quando usado em perguntas, exerce a função de permissão
ou pedido. A sua tradução para o português (poder), no caso de perguntas,
significa pedir permissão para fazer algo ou fazer um pedido, como na frase
“Você pode me passar o sal, por favor?” Essa pergunta representa um pedido,
alguém está pedindo um favor (o favor de lhe passarem o sal).
I have to do a lot of things. / Eu tenho que fazer muitas coisas.
She has to sleep early. / Ela tem que dormir cedo.
Tom doesn’t have to work overtime. / Tom não tem que fazer hora extra.
Do you have to be there at 9? / Você tem que estar lá às 9 horas?
They don’t have to wear a uniform. / Eles não têm que usar uniforme.
As frases elaboradas com HAVE TO ou HAS TO comportam um significado
de obrigação ou de necessidade. Como esse modal é formado pelo verbo
HAVE, há uma flexão para a terceira pessoa do singular em inglês, he, she e
it (em português, respectivamente, ele, ela e ele/ela que não sejam humanos).
Quando usamos he, she ou it a flexão é HAS TO. Para os demais pronomes,
I, you, we e they (em português, respectivamente, eu, tu, nós e eles ou elas), a
flexão é HAVE TO, como podemos ver nas frases anteriores. Quando utilizamos
3Gramática (modals: can/can’t, [don’t] have to/mustn’t, might, should; future...)
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esse modal, seu sentido é de obrigação, ou seja, temos a obrigação de realizar
determinada tarefa porque há uma regra que devemos seguir, e não depende
de nós escolhermos ou decidirmos executar tal ação, pois há a obrigação ou a
necessidade de que a ação seja realizada – sua tradução em português é ter que
ou ter de. As frases negativas formadas por DON’T HAVE TO ou DOESN’T
HAVE TO, usados nas mesmas condições que as frases afirmativas, revelam
algo que não tem a necessidade de ser feito.
I must wear my coat. / Eu devo vestir meu casaco.
She must take her medicine now. / Ela tem de tomar o remédio dela agora.
Must you go now? / Você tem que ir agora?
We must not stay here. / Não podemos ficar aqui.
They mustn’t smoke in the room. / Eles estão proibidos de fumar na sala.
MUST é um verbo modal com significado muito parecido com o de HAVE
TO. Ele também indica uma obrigação ou um dever, mas sob a condição de
ser pessoal, passando uma sugestão, dependendo da frase formada por ele.
Ele também pode apresentar o sentido de obrigação vinda de fora, como no
caso de You must wear the seat belt (Você tem que usar o cinto de segurança).
MUST, que tem como tradução para o português o verbo dever, só apresenta
essa flexão, não varia conforme o sujeito utilizado. Nas frases anteriores, a
ideia de obrigação está intrínseca a cada um dos sujeitos na frase.
A negação MUSTN’T contraída é diferente da negação formada por MUST
NOT. Esta é a negação de MUST, enquanto MUSTN’T tem significado de algo
proibido, não permitido, como na frase They mustn’t smoke in the room. Em
frases com MUSTN’T, o sentido de proibição é sempre forte, pois essa negação
é utilizada para enfatizar que alguém não tem permissão de fazer algo.
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I should study more. / Eu deveria estudar mais.
He shouldn’t say that. / Ele não deveria dizer aquilo.
Sue should wait a bit more. / Sue deveria esperar um pouco mais.
You should meet him. / Você deveria encontrá-lo.
You should not do it again. / Você não deveria fazer isso de novo.
SHOULD, verbo modal que apresenta como um dos seus significados
a ideia de conselho, pode ser traduzido para o português por deveria. Na
maioria das frases em que utilizamos SHOULD, frases afirmativas, ou
SHOULDN’T, frases negativas, o sentido é o de conselho. SHOULD também
pode apresentar um dever leve, como em: You should study hard (Você
deveria estudar mais). Nesse caso, também pode haver, no início da frase, a
expressão I think (eu acho); logo, é possível dizer: I think you should study
more (Eu acho que você deveria estudar mais). SHOULD é usado da mesma
forma para todas as pessoas do discurso, assim como CAN e MUST, sem
apresentar qualquer tipo de flexão.
It might be right. / Isso pode estar certo.
He might be John. / Ele deve ser o John.
I might speak to him in your place. / Eu posso falar com ele no seu lugar.
They might be cold. / Eles devem estar com frio.
It might rain. / Pode ser que chova.
5Gramática (modals: can/can’t, [don’t] have to/mustn’t, might, should; future...)
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Essas frases trazem o modal MIGHT, que pode ser traduzidopor poder ou
dever em português, indicando principalmente possibilidade. Quando usamos
o modal MIGHT, mostramos, na maioria das frases, incerteza sobre algo.
I’ll go, I promise. / Eu irei, eu prometo.
She won’t know that. / Ela não saberá isso.
He will accept the deal. / Ele aceitará o acordo.
It won’t rain. / Não choverá.
They will probably work together. / Eles provavelmente trabalharão juntos.
Essas frases são formadas com o verbo auxiliar WILL, também considerado
um modal. Traduzimos esse verbo auxiliar quando ele está acompanhado de
um verbo principal, de maneira que sabemos que uma declaração, seja uma
frase positiva, negativa ou interrogativa, está no futuro. Uma das maneiras
de fazer referência ao futuro em inglês é a partir da combinação de WILL +
VERB. Quando a frase é negativa, acrescenta-se NOT, logo, WILL NOT +
VERB ou WON’T + VERB. A contração na língua inglesa, principalmente a
de um verbo modal + o advérbio de negação NOT, é bastante comum.
Quando WILL é usado em inglês, ele informa que um verbo está no futuro, e
a ação que acontecerá ou o que alguém decidir fazer em seguida é uma decisão
tomada no momento da fala, no momento em que se resolve tomar aquela
decisão. Essa é a característica de WILL, mostrado nos exemplos anteriores,
que não indicam planejamento.
Ainda no que se refere ao futuro, a língua inglesa tem a estrutura BE GOING
TO, composta por BE + GOING TO + VERB. Essa combinação, que informa
que uma frase está no futuro em inglês, é traduzida pelo futuro do presente do
indicativo na língua portuguesa, assim como WILL. Não importa se a frase tem
WIIL ou BE GOING TO em inglês: em português, a tradução só pode ser feita
com o futuro do presente do indicativo – às vezes, pode ser traduzida com a ajuda
do verbo ir + um verbo infinitivo, uma locução verbal. Portanto, a diferença
entre uma ação ser planejada ou não ser planejada não interfere na tradução
para o português, pois, independentemente do planejamento da ação, o futuro
do presente do indicativo é a estrutura que indica futuro na língua portuguesa.
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I’m not going to take that Spanish course. / Eu não farei aquele curso de espanhol.
I’m going to study French next year. / Eu vou estudar francês no ano que vem.
She isn’t going buy that mobile phone. / Ela não comprará aquele celular.
We’re going to spend our holiday in Miami. / Nós passaremos nossas férias em Miami.
They aren’t going to work here anymore. / Eles não vão mais trabalhar aqui.
A estrutura BE GOING TO representa um planejamento. Os exemplos
anteriores mostram que todas as ações foram pensadas e planejadas antes de
serem executadas, e a tendência é que elas aconteçam, ou não, da forma a
partir da qual foram planejadas.
WILL e BE GOING TO são as principais estruturas verbais utilizadas para
falar do futuro em inglês. Além delas, outros tempos verbais também podem
ser usados informalmente em referência ao futuro. A forma poderemos, por
exemplo, refere-se ao verbo poder no futuro; poder é CAN, que é usado no
presente. Entretanto, se a frase for “Poderemos falar com ele amanhã” (em
inglês, We can speak to him tomorrow), a única forma de usar CAN indicando
o futuro é repetindo-o com o auxílio de um advérbio de tempo, que indique
futuro, como tomorrow, tonight, next week, etc. Outra forma de expressar
poder e habilidade no futuro é usando WILL + BE ABLE TO (ser capaz de).
A frase, então, poderia ser We’ll be able to speak to him tomorrow.
I can meet you at 8 tonight. / Eu posso encontrar você às 8 hoje à noite.
He can’t finish the report on Friday. / Ele não pode terminar o relatório na sexta-feira.
It might snow tomorrow morning. / Pode nevar amanhã de manhã.
You should attend the meeting next Monday. / Você deveria ir à reunião na próxima
segunda-feira.
They must keep this by tomorrow. / Eles deverão manter isso até amanhã.
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Como podemos ver, além de CAN, há ainda MIGHT, SHOULD e MUST, que,
mesmo sendo verbos modais do presente, podem ser usados para indicar o futuro
sem modificações, pois essa é a única conjugação possível que eles apresentam.
Present continuous com ideia de futuro
O present continuous é o presente progressivo em português. O present
continuous, também present progressive, em inglês, é formado pelo auxiliar
BE + VERB (ING), ou seja, o verbo TO BE apresenta as fl exões am, is e are +
um verbo que termine com ing. Esse verbo é o present participle, o gerúndio
em português.
Esse tempo verbal é usado para descrever ações que acontecem no momento
da fala ou perto do momento da fala. Vejamos alguns exemplos:
I’m driving now. / Eu estou dirigindo agora.
I’m not reading this book at the moment. / Eu não estou lendo este livro no momento.
We aren’t going to the party right now. / Nós não estamos indo à festa agora.
You are doing very well at school. / Você está indo bem na escola.
Are they drinking coffee? / Eles estão tomando café?
O present continuous pode, também, representar uma ideia de futuro,
desde que ele seja arranjado, combinado. Esse tempo verbal só pode re-
presentar o futuro de maneira informal, pois, como já vimos na primeira
seção deste capítulo, WILL e BE GOING TO são as estruturas que falam
do futuro em inglês. Logo, a frase They are travelling next Saturday (Eles
viajam no próximo sábado), por exemplo, refere-se ao futuro. Como se trata
de uma ação já combinada, é possível usar o present continuous com essa
intenção de futuro.
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Os modais CAN, MAY e COULD podem ter a mesma função em perguntas em inglês e
são traduzidos por poder, poder e poderia, respectivamente, em português. Assim,
é possível perguntar:
Can I leave now? / Posso sair agora?
May I leave now? / Posso sair agora?
Could I leave now? / Eu poderia sair agora?
O que marca a diferença de uso nessas perguntas é o grau de formalidade. CAN
tem outras funções na língua inglesa, além de significar habilidade e capacidade. Em
perguntas, pode significar uma permissão, assim como MAY, que tem significado de
permissão e possibilidade. Quando uma pergunta é feita com MAY, seu significado,
geralmente, é de permissão; em frases afirmativas, seu significado se refere à possibi-
lidade. A diferença entre CAN e MAY nessas perguntas é a formalidade – MAY é mais
formal do que CAN. Em relação a COULD, o grau de formalidade se eleva – COULD é
extremamente formal em perguntas em inglês.
A combinação entre as palavras, nesse caso, entre um verbo modal e um verbo
principal, e o tipo de frase (afirmativa, negativa ou interrogativa) influencia o seu
significado em inglês no que se refere à intenção que o falante tem. Caso façamos
frases afirmativas ou negativas com os mesmos modais, teremos significados diferentes.
Veja o Quadro 2 a seguir:
Proibição I can’t smoke here. Eu não posso fumar aqui.
Possibilidade It may be wrong. Isso pode estar errado.
Capacidade
no passado
She couldn’t arrive
on time yesterday.
Ela não conseguiu
chegar na hora ontem.
Portanto, é essencial entender o significado de cada verbo modal, além da sua aplicação
e função na língua inglesa, porque ele pode variar conforme a intenção do falante.
Comparativo e superlativo em inglês
Na língua inglesa, contamos com o comparativo e com o superlativo, formas
usadas para comparar pessoas, coisas e objetos, por exemplo, mostrando a
diferença que há entre essas pessoas, coisas ou objetos (CELCE-MURCIA;
LARSEN-FREEMAN, 1999). Apesar de serem usados para comparar, o
comparativo e o superlativo apresentam formas e funções diferentes. O com-
parativo é usado para comparar uma pessoa com outra, um objeto ou umacoisa
com outro objeto ou outra coisa, mas também pode ser usado para comparar
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pessoas com pessoas e objetos ou coisas com outros objetos ou outras coisas,
no plural. O superlativo é usado para comparar uma pessoa com as demais,
ou seja, com um grupo de pessoas, um objeto ou uma coisa com os demais
objetos ou as demais coisas, o grupo desses objetos ou coisas. É dessa forma
que a comparação com o comparativo ou o superlativo acontece, usando um
adjetivo que fará tal comparação.
A comparação, em inglês, é de grau e é feita com os advérbios more ou less,
como em more expensive ou less expensive. Quando usamos more expensive
ou less expensive, a palavra mais importante é o adjetivo expensive; more ou
less auxiliam, fazendo a comparação de grau acontecer (CELCE-MURCIA;
LARSEN-FREEMAN, 1999). A comparação, na língua inglesa, é formada com
o acréscimo de more ou less, mas só em alguns casos, pois, para compararmos
de fato, em inglês, precisamos analisar o tipo de adjetivo que estamos usando.
Há basicamente dois tipos de adjetivos em inglês: os curtos e os longos. Essa
classificação é importante porque determina a forma como comparamos: com
o acréscimo, ou não, de mais.
Os adjetivos curtos são assim chamados porque são formados por uma ou
duas sílabas. Os adjetivos de uma sílaba são small, new, young, poor e hot
pequeno, novo, jovem, pobre e quente), por exemplo. Para compararmos frases
com esses adjetivos, é preciso acrescentar o sufixo –ER, que significa mais –
para os adjetivos curtos, a língua inglesa não admite o uso do advérbio mais.
The living room is smaller than the kitchen. / A sala de estar é menor que a cozinha.
My dictionary is newer than yours. / Meu dicionário é mais novo que o seu.
My mother is younger than my father. / Minha mãe é mais jovem que meu pai.
Brazil is poorer than the USA. / O Brasil é mais pobre que os EUA.
Africa is hotter than Europe. / A África é mais quente que a Europa.
Nesses exemplos, vemos a comparação dos adjetivos curtos com o acréscimo
do sufixo –ER, que, acrescido dos adjetivos curtos, significa mais que, como
em smaller, newer, younger, poorer e hotter (menor, mais novo, mais jovem,
mais pobre e mais quente).
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Adjetivos como hot e big (quente e grande), por exemplo, formam seu comparativo
com o acréscimo do sufixo –ER, dobrando a última letra do adjetivo, como em hotter
e bigger (mais quente e maior). Isso acontece porque esses adjetivos são formados
por uma única sílaba, composta por uma consoante, uma vogal e outra consoante – a
sigla CVC em inglês.
Os adjetivos de duas sílabas são geralmente terminados em –Y, mas há
algumas irregularidades, como em happy, dirty, heavy, busy e simple (feliz,
sujo, pesado, ocupado e simples), por exemplo. Sua comparação é formada
pelo sufixo –ER. Nos terminados em –Y, precisamos tirar o –Y e substituí-lo
por –i para, depois, acrescentar –ER: happier, dirtier, heavier, busier e simpler
(mais feliz, mais sujo, mais pesado, mais ocupado e mais simples).
É importante destacar que, em relação ao emprego do masculino e do feminino,
em inglês, quando comparamos, tal marca não existe e o comparativo é usado
tanto no masculino quanto no feminino da mesma forma, sem alteração de gênero
na palavra inglesa. Como na língua portuguesa há essa marca de masculino e de
feminino, quando traduzimos do inglês para o português, é necessário fazer esse
ajuste; logo, pode-se dizer mais suja, mais pesada ou mais ocupada, por exemplo,
e assim por diante, conforme o adjetivo usado e o gênero ao qual se refere.
Os adjetivos longos são formados por três ou mais sílabas e, quando usados
para comparar, acrescentamos o advérbio more (mais), sem modificar o adjetivo, ou
seja, ele não sofre nenhuma alteração. Adjetivos como beautiful, important, famous,
ambitious e interesting (bonita, importante, famoso, ambicioso e interessante) têm
seu comparativo formado com o acréscimo de more. Veja os exemplos a seguir.
Ann is more beautiful than Lucy. / Ann é mais bonita que Lucy.
My car is more important than yours. / Meu carro é mais importante que o seu.
Brad Pitt is more famous than Cauã Reymond. / Brad Pitt é mais famoso que Cauã
Reymond.
Sally is more ambitious than Louis. / Sally é mais ambiciosa que Louis.
Opera is more interesting than cinema. / A ópera é mais interessante que o cinema.
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Essas frases trazem a comparação formada pelo comparative em inglês. Para
formar o comparativo, além do sufixo –ER e do advérbio more, é necessário
acrescentar THAN (que em português) para que a comparação seja feita entre
uma pessoa e outra, ou um objeto e outro ou uma coisa e outra.
Para comparar usando o superlative, utilizamos os mesmos adjetivos, mas
no superlative compara-se uma pessoa, um objeto ou uma situação com os
demais, com um grupo, e a formação é diferente. Os mesmos adjetivos são
usados com propostas diferentes.
Os adjetivos curtos também estão presentes no superlativo e são formados
por uma ou duas sílabas. Small, new, young, poor e hot (pequeno, novo, jovem,
pobre e quente) recebem, nesse caso, o sufixo -EST, que significa “o mais”
junto aos adjetivos curtos – a língua inglesa não admite o uso do advérbio “o
mais” na frente desses adjetivos curtos.
The living room is the smallest in the house. / A sala de estar é a menor peça da casa.
My dictionary is the newest on my shelf. / Meu dicionário é o mais novo na estante.
My mother is the youngest in her family. / Minha mãe é a mais jovem na família dela.
Africa is the poorest continent. / A África é o continente mais pobre.
Brazil is the hottest country. / O Brasil é o país mais quente.
Nesses exemplos, vemos a comparação dos adjetivos curtos com o acréscimo
do sufixo –EST, que, acrescido dos adjetivos curtos, significa “o mais”, como
em smallest, newest, youngest, poorest e hottest (o menor, o mais novo, a mais
jovem, o mais pobre e o mais quente).
Adjetivos como hot e big (quente e grande), por exemplo, formam seu superlativo com o
acréscimo do sufixo –EST, dobrando a última letra do adjetivo, como em hottest e biggest
(o mais quente e o maior), da mesma forma que o comparativo, por causa da formação
com uma consoante, uma vogal e outra consoante (CVC) na única sílaba da palavra.
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Os adjetivos de duas sílabas, geralmente terminados em –Y, como happy,
dirty, heavy, busy e simple, têm sua formação muito semelhante à do com-
parativo. Nos terminados em –Y, precisamos tirar o –Y e substituí-lo por –i
para, então, acrescentar –EST: happiest, dirtiest, heaviest, busiest e simplest
(o mais feliz, o mais sujo, o mais pesado, o mais ocupado e o mais simples).
O mesmo ajuste em relação ao masculino e ao feminino precisa ser feito no
superlativo quando traduzido do inglês para o português: logo, pode-se dizer
a mais feliz, a mais suja, a mais pesada, a mais ocupada ou a mais simples,
por exemplo, conforme o adjetivo usado e o gênero ao qual se refere.
Os adjetivos longos são formados por três ou mais sílabas no superlativo,
da mesma forma que no comparativo. Quando usados para comparar, acres-
centamos o advérbio most, (o mais), sem modificar o adjetivo, ou seja, ele
não sofre nenhuma alteração. Adjetivos como beautiful, important, famous,
ambitious e interesting, por exemplo, no superlativo ficam the most beautiful,
the most important, the most famous, the most ambitious e the most interesting.
Ann is the most beautiful girl in the room. / Ann é a meninamais bonita na sala.
Math is the most incredible subject. / Matemática é a matéria mais incrível.
Brad Pitt is the most famous actor in Hollywood. / Brad Pitt é o ator mais famoso em
Hollywood.
Men are the most ambitious people. / Os homens são as pessoas mais ambiciosas.
Opera is the most interesting art. / A ópera é a arte mais interessante.
Para formar o superlativo, além do sufixo –EST e do advérbio most, é
necessário acrescentar THE (o ou a em português) na frente dos adjetivos
para destacar a pessoa, ou objeto ou coisa a ser comparada com os demais,
com o grupo a que se refere.
First conditional
First conditional é uma estrutura verbal considerada complexa em inglês por-
que é uma frase formada por duas orações, uma principal e uma subordinada.
A oração subordinada é a oração dependente, que geralmente começa com
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o advérbio if (se em português); a oração principal é a oração independente.
Há, como podemos ver com a explicação, uma relação de dependência: a
oração subordinada, que é a oração dependente, apresenta uma condição. Essa
condição começa com o advérbio se, combinado com um verbo conjugado
no presente. A oração principal não precisa da oração subordinada para ter
sentido, ela é formada por um verbo conjugado no futuro, geralmente WILL,
estudado na primeira seção deste capítulo, e seu resultado só será possível
caso a condição na oração subordinada se realize.
IF + VERB (present simple) / WILL
Essa é a estrutura da fi rst conditional em inglês. Vamos analisar a seguinte
frase: If I go out tonight, I won’t spend much money (Se eu sair hoje à noite,
não vou gastar muito dinheiro). Essa frase contém duas orações, a if clause e
a main clause (em português, a oração subordinada e a oração principal). A
if clause tem o verbo go, conjugado no presente, e a main clause tem o verbo
spend, conjugado no futuro. Se falamos apenas I won’t spend much money,
a frase é compreensível e só expressa uma decisão, a de que eu não gastarei
muito dinheiro. Usando essa oração com a oração subordinada, a if clause,
informamos uma condição para que a ação da frase principal aconteça, para
que seu resultado seja garantido, ou seja, eu não gastarei muito dinheiro se eu
sair, ou eu não gastarei muito dinheiro somente nessa condição.
Para formarmos uma first conditional, precisamos da estrutura IF + VERB
(present simple) / WILL, que pode apresentar uma negação no presente ou
uma negação no futuro, independentemente de as orações serem somente
afirmativas ou somente negativas. É possível formar uma first conditional
da seguinte maneira:
IF + VERB (present simple – positive) / WILL (positive)
IF + VERB (present simple – (positive) / WILL (negative)
IF + VERB (present simple – (negative) / WILL (negative)
IF + VERB (present simple – (negative) / WILL (positive)
Os sujeitos utilizados nas duas orações podem ser diferentes, ou seja, não
precisamos usar o mesmo pronome – I, you, he, she, we e they (eu, tu, ele,
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ela, nós e eles) – nas duas orações. A if clause pode trazer uma condição com
um sujeito, e a main clause pode ter seu resultado garantido, ou não, com um
sujeito diferente da if clause. Isso só será possível dependendo do significado
da frase da first conditional.
If it snows, I’ll go skiing. / Se nevar, eu vou esquiar.
If he doesn’t study hard, he’ll fail. / Se ele não estudar muito, ele reprovará.
If I don’t sleep now, I won’t get up early. / Se eu não dormir agora, eu não levantarei cedo.
If you travel to Paris, you’ll see its beauty. / Se você viajar para Paris, você verá sua beleza.
If they are guilty, she won’t forgive them. / Se eles forem culpados, ela não os perdoará.
Essas frases também podem ser usadas da seguinte forma:
WILL / IF + VERB (present simple)
I’ll go skiing if it snows. / Eu vou esquiar se nevar.
He’ll fail if he doesn’t study hard. / Ele reprovará se não estudar muito.
I won’t get up early if I don’t sleep now. / Eu não acordarei cedo se eu não dormir agora.
You’ll see the beauty of Paris if you go there. / Você verá a beleza de Paris se você for para lá.
She won’t forgive them if they are guilty. / Ela não os perdoará se eles forem culpados.
Essa estrutura é direta e não precisa da vírgula, como nos primeiros exem-
plos. A first conditional, assim chamada na língua inglesa pela combinação
dos tempos verbais, exerce a função do modo subjuntivo em português, um
modo verbal que fala de incertezas, condições ou hipóteses.
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1. Na frase: I can speak four languages, o
significado de CAN indica:
a) habilidade e capacidade.
b) permissão e sugestão.
c) habilidade e permissão.
d) permissão e dever.
e) capacidade e sugestão.
2. Complete a frase: Jeniffer _____
arrive early for the meeting, her
boss is waiting for her.
a) must to
b) should
c) has to
d) is going
e) have to
3. Na língua inglesa, o present
continuous é usado para:
a) expressar ações verdadeiras
e corriqueiras no presente.
b) descrever situações que falam
da rotina no presente.
c) descrever situações que
acontecem no presente e
continuam no futuro.
d) descrever situações que
começaram no passado e
continuam no presente.
e) expressar ações que estão
acontecendo no exato
momento da fala.
4. Quais estruturas abaixo
podem ser usadas para falar
do futuro em inglês?
a) can / must / present continuous
b) will / present simple / should
c) might / going to / present perfect
d) will / going to / present continuous
e) can / present simple / must
5. Em relação ao comparativo e ao
superlativo, em inglês, assinale a
alternativa correta.
a) O comparativo é mais usado
para comparar muitas pessoas,
coisas ou situações.
b) O comparativo e o superlativo
utilizam os mesmos adjetivos
na sua formação.
c) O superlativo e o comparativo
são utilizados com a
mesma finalidade.
d) O comparativo e o superlativo
utilizam os mesmos verbos
na sua formação.
e) O superlativo é menos
usado para comparar muitas
pessoas, coisas ou situações.
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CELCE-MURCIA, M.; LARSEN-FREEMAN, D. The grammar book: an ESL/EFL teacher’s
course.: Boston: Cengage Learning, 1999.
Leituras recomendadas
AMERICAN EMBASSY SCHOOL. Adjective List. 2014. Disponível em: <http://mpravin.
msblogs.aes.ac.in/files/2014/01/adjectives-comparativessuperlatives.pdf>. Acesso
em: 17 fev. 2018.
COE, N.; HARRISON, M.; PATERSON, K. Oxford Practice Grammar: basic. Oxford: Oxford
University Press, 2011.
DAVIDSON, G. Phrases, clauses and sentences. Singapore: Learners Publishing, 2003.
EASTWOOD, J. Oxford Practice Grammar: intermediate. Oxford: Oxford University
Press, 2008.
EURO GLOBAL ACADEMY. English Speaking Conversation. 2018. Disponível em: <http://
euroschool.edu.in/resources/english/>. Acesso em: 17 fev. 2018.
HARMER, J. How to teach English: an introduction to the practice of English language
teaching. Harlow: Longman, 1998.
UNIVERSITY OF VICTORIA. English Language Center. First Conditional. 2008. Disponível
em: <http://web2.uvcs.uvic.ca/elc/studyzone/330/grammar/1cond.htm>. Acesso
em: 17 fev. 2018.
VINCE, M. Macmillan English Grammar in context: advanced. London: Macmillan, 2012.
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Encerra aqui o trecho do livro disponibilizado para
esta Unidade de Aprendizagem. Na Biblioteca Virtual
da Instituição, você encontra a obra na íntegra.
Conteúdo:
Dica do professor
Falarde futuro na língua inglesa é diferente de falar de futuro na língua portuguesa. Isso porque o
tempo futuro em português é o Futuro do Presente do Indicativo, usado para descrever qualquer
ação ou situação que aconteça em um futuro próximo, planejado ou não. Essas características são
uma das principais diferenças de como o futuro é usado em inglês. Acompanhe a Dica do Professor.
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Na prática
Para estimular sua criatividade na construção de frases em inglês, recomendamos o treino do First
Conditional. Uma frase é dada, referindo-se a uma condição (p. ex.: If it rains, ...), e a partir dela você
completa com outra que pode ser garantida (p. ex.: I’ll stay home), de acordo com a condição. Então,
você transforma a frase usada para completar a primeira condição em uma condição na frase
seguinte (If I stay home, ...). Acompanhe os exemplos a seguir.
Saiba +
Para ampliar o seu conhecimento a respeito desse assunto, veja abaixo as sugestões do professor:
Modal verbs
Neste artigo, além de praticar a leitura em inglês, você também reforçará como utilizar e aplicar os
modais.
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A polissemia dos verbos modais, ou: falando de ambiguidades
Neste artigo, você verá as diversas interpretações dos verbos modais, por seu significado e
ambiguidade, com os verbos poder, dever e querer.
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https://www.todamateria.com.br/modal-verbs/
https://repositorio.unesp.br/bitstream/handle/11449/107772/ISSN1981-5794-2000-44-115- 145.pdf?sequence=1&isAllowed=y
Estruturas morfológicas avançadas
Apresentação
Você sabe o que é um morfema? Morfema é a menor unidade linguística significativa. Não deve ser
confundido com a palavra, que é formada por morfemas. Essas unidades mínimas podem ser afixos
(prefixos e sufixos) ou a raiz, que é a parte principal da palavra. Os morfemas podem ser livres ou
presos. Os livres funcionam independentemente como palavras ou como parte de outras.
Morfemas presos não funcionam de forma independente, são sempre parte de palavras. Esses
morfemas presos podem ser derivacionais ou flexionais.
Nesta Unidade de Aprendizagem, você estudará os morfemas livres e presos, flexionais e
derivacionais e aprenderá a reconhecê-los.
Bons estudos.
Ao final desta Unidade de Aprendizagem, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
Identificar os morfemas derivacionais da língua inglesa.•
Relacionar os morfemas flexionais da língua inglesa.•
Reconhecer morfemas livres e presos no inglês.•
Infográfico
Os morfemas são as menores unidades significativas que compõem as palavras e, dependendo de
suas características, recebem diferentes classificações.
Neste infográfico sobre morfemas, você verá uma síntese visual dessa terminologia e suas
subdivisões.
Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.
https://statics-marketplace.plataforma.grupoa.education/sagah/0665cfa0-8bfd-4025-8a66-8110a826720d/0533e6a5-5237-4d18-bc8f-a9afda845746.jpg
Conteúdo do livro
A morfologia é a disciplina que trata dos morfemas, que são as menores unidades significativas da
língua. Os morfemas podem ser classificados como livres ou presos, de acordo com sua
possibilidade de existir de maneira independente ou não. Os morfemas presos podem ser
derivacionais ou flexionais, dependendo da modificação que trazem ao significado da palavra ou
apenas ao número, tempo, modo, aspecto ou caso.
No capítulo Estruturas morfológicas avançadas, da obra Oficina de textos em inglês avançado, você
será apresentado aos tipos de morfemas e suas classificações por meio de explicações e exemplos,
e aprenderá a identificá-los.
Boa leitura.
OFICINA DE
TEXTOS EM INGLÊS
AVANÇADO
Elisa Lima Abrantes
Estruturas morfológicas
avançadas
Objetivos de aprendizagem
Ao final deste texto, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
Identificar os morfemas derivacionais da língua inglesa.
Relacionar os morfemas flexionais da língua inglesa.
Reconhecer os morfemas livres e presos no inglês.
Introdução
Morfologia é a parte da linguística que envolve o estudo da estrutura da
palavra e as relações sistemáticas existentes entre elas. É o estudo da estrutura
e da forma das palavras de uma dada língua, incluindo flexão, derivação e
o seu processo de formação. A palavra morfologia foi inicialmente empre-
gada nas ciências da natureza, como a biologia, a botânica e a geologia.
No entanto, desde a segunda metade do século XIX tem sido usada para
descrever o tipo de investigação que analisa todos os elementos básicos
usados numa língua. Na palavra morfologia encontram-se os elementos do
grego morfo (morphé, forma) e logia (estudo). Na linguística, morfologia é a
parte da gramática que descreve a forma das palavras, ou seja, a sua estrutura
interna, composta por partes, que são os morfemas. Os morfemas são os
elementos mínimos das emissões linguísticas que contêm um significado
individual (HOCKETT apud MONTEIRO, 2002, p. 13-14), ou seja, o morfema é a
menor unidade significativa de uma língua, portanto indivisíveis. Podem ser
lexicais, quando carregam significado extralinguístico, por exemplo, hand e
employed, e gramaticais, quando seu significado está relacionado apenas às
relações e categorias existentes na língua, como -ful (indicando quantidade)
e -un (indicando negação).
Além de lexicais ou gramaticais, os morfemas podem ser livres ou presos.
Quando existem de forma autônoma, são livres; quando não é possível que
se estabeleçam sem a presença de outros morfemas, são considerados
presos. Por exemplo, a palavra unbreakable engloba três morfemas: -un
(morfema preso que significa “não”), break (morfema livre, raiz da palavra)
e -able (morfema livre, que significa o que pode ser feito). Nesse exemplo,
o morfema -un tem significado de negação, mas não pode existir se não
estiver ligado a outro morfema, portanto é preso. O morfema break é livre,
pois tem existência autônoma, assim como o morfema -able, que significa
o que pode ser feito.
Os morfemas presos, como você percebeu, sempre estarão acoplados a
morfemas livres, e são classificados em derivacionais ou flexionais, de acordo
com as modificações que trazem para esses morfemas aos quais se acoplam.
Neste capítulo, você vai se deter ao estudo dos morfemas, livres e presos,
derivacionais e flexionais, suas características e como identificá-los.
Morfemas derivacionais da língua inglesa
Os morfemas presos podem ser derivacionais ou fl exionais de acordo com
as modifi cações que trazem para as palavras às quais se acoplam. Pois bem,
no processo de formação de palavras, ou seja, na criação de novas palavras a
partir de palavras existentes, temos a operação morfológica de derivação. Esta
se dá a partir do acoplamento de certos morfemas às palavras já existentes
na língua. Nesse processo, os morfemas podem se acoplar antes da raiz da
palavra, quando se denominam prefi xos, ou após a raiz da palavra, denomi-
nados sufi xos. Prefi xos e sufi xos recebem o nome de afi xos. Veja os exemplos:
Impossible (prefixo in).
Likeable (sufixo able).
Raiz é o elemento original e irredutível em que se concentra a significação, o sentido
geral da palavra. Nas palavras de Saussure (1975, p. 216), raiz é o “elemento irredutível
comum a todos os vocábulos da mesma família”.
Os morfemas derivacionais sempre modificam o significado da palavra e,
por vezes, sua classe gramatical e categoria sintática. Por exemplo, na palavra
Estruturas morfológicas avançadas2
unfairly, que apresenta dois morfemas derivacionais, -un e -ly, o morfema -un
modifica o significado do morfema fair, que é a raiz da palavra, formandouma nova palavra, unfair, que é o oposto de fair. Por outro lado, o morfema
-ly transforma o adjetivo unfair em advérbio de modo, unfairly. Em inglês,
o morfema derivacional pode ser um prefixo ou um sufixo e a modificação
ocorrida na palavra variará se juntar-se a um ou outro.
Normalmente, o sufixo derivacional modifica a classe gramatical das
palavras envolvidas. Por exemplo:
O sufixo -ly, como você viu, transforma adjetivos em advérbios
(slow-slowly).
-ness transforma adjetivos em substantivos (slow-slowness).
-ize transforma adjetivos em verbos (modern-modernize).
-al transforma substantivos em verbos (recreation-recreational).
-fy transforma substantivos em verbos (glory-glorify).
-able transforma verbos em adjetivos (drink-drinkable).
-ance transforma verbos em substantivos (deliver-deliverance).
Já o prefixo derivacional não modifica a classe gramatical, mas apenas o
significado das palavras. Exemplos:
un- (healthy-unhealthy, do-undo).
re- (new-renew).
pre- (view-preview).
mis- (behave-misbehave).
sub- (way-subway).
A produtividade, ou a capacidade de formar novas palavras, dos morfemas
derivacionais pode ser desde muito limitada até bastante extensa, a depender de
serem preservados em poucas palavras e não usados para formar novas palavras, ou
se são encontrados em muitas palavras e, ainda, usados para criar novas palavras.
Um exemplo de sufixo improdutivo é o -th, como em warmth, width, depth
e wealth, enquanto um exemplo de sufixo produtivo é o -able, em available,
unthinkable, admirable ou honorable. Brinton (2000, p. 86) chama atenção para
o fato de que “[...] afixo se acopla a qual raiz é sempre um processo arbitrário e
imprevisível, não é uma questão de regra, e deve ser estabelecido para cada raiz
(como em um dicionário). Ou seja, a derivação é parte do léxico, não da gramática
de uma língua”. Veja a seguir no Quadro 1 alguns exemplos de palavras formadas
por derivação e as mudanças.
3Estruturas morfológicas avançadas
Singer sing + er (verbo para substantivo)
Stupidity stupid + ity (adjetivo para substantivo)
Unreliable un + reliable (adjetivo para adjetivo)
Rewrite re + write (verbo para verbo)
Quadro 1. Palavras formadas por derivação e mudanças
Como você percebeu, os sufixos derivacionais alteram a classe das pala-
vras, além do seu significado. Já os prefixos derivacionais alteram apenas o
significado, sem alterar a classe gramatical. Chamamos de verbalização (tornar
verbo), substantivação (tornar substantivo), adverbialização (tornar advérbio)
e adjetivação (tornar adjetivo) os processos de transformação de categorias
gramaticais para outras.
Os afixos na língua inglesa são prefixos (posição anterior à raiz) e sufixos (posição
posterior à raiz). Em algumas línguas há a ocorrência de infixos (inseridos no meio das
palavras). No inglês contemporâneo, infixos são usados para fins humorísticos, como
im-bloody-possible, ou abso-blooming-lutely (BRINTON, 2000, p. 77). Acesse o link a seguir
para conhecer mais sobre este assunto, por meio de texto e áudio da Michigan Radio.
https://goo.gl/Luh4pm
Morfemas flexionais da língua inglesa
Os morfemas fl exionais não criam novas palavras, mas são aqueles que in-
dicam relações gramaticais, como a indicação de número, gênero, pessoa,
tempo verbal, aspecto, comparativos, possessivos e superlativos. Aplicam-se
a todas as palavras de uma determinada classe. Por exemplo: os substantivos
são marcados quanto ao número e os verbos são marcados quanto à pessoa,
ao tempo e ao modo. Esses morfemas são limitados no sistema linguístico da
língua inglesa, admitindo apenas oito possibilidades: plural e indicação de
posse para substantivos, comparativos e superlativos para adjetivos, e para
Estruturas morfológicas avançadas4
verbos temos as marcas de terceira pessoa do singular, passado, particípio e
aspecto progressivo.
Os morfemas flexionais só admitem sufixos, apenas um por palavra, e
quando adicionados não modificam o significado das palavras ou a sua classe
gramatical. Como sua função é estabelecer significado gramatical, esses sufixos
se posicionam sempre ao final da palavra, após a raiz e os sufixos derivacio-
nais. Veja no Quadro 2 a seguir exemplos de substantivos, adjetivos e verbos.
English inflectional morphemes Added to Examples
-s Plural Nouns She has got
two guitars.
-‘s Possessive Nouns Zeynep’s hair
is long.
-er Comparative Adjectives Zeynep has longer
hair than Derya.
-est Superlative Adjectives Zeynep has the
longest hair.
-s 3rd person
singular
present tense
Verbs Zeynep plays
the guitar.
-ed Past tense Verbs She played the
guitar at the party.
-ing Progressive Verbs She is playing the
guitar at the party.
-en Past participle Verbs She has taken the
guitar to the party.
Quadro 2. Exemplos de substantivos, adjetivos e verbos
Quando falamos She has got two guitars, no primeiro exemplo, não mo-
dificamos o significado da palavra guitar (violão) ou a sua classe gramatical
(substantivo), apenas o número é afetado.
Quando a forma flexionada de uma palavra e a própria palavra não são
cognatas, há uma irregularidade no paradigma (lista de formas flexionadas de
uma raiz) e temos o processo linguístico chamado supletismo. Como exemplo,
5Estruturas morfológicas avançadas
vejamos o adjetivo tall. O paradigma desse adjetivo é o comparativo taller
e o superlativo tallest. Já o adjetivo good é irregular, pois o comparativo é
better e o superlativo best. A raiz da palavra varia de good para o morfema
preso bet. O mesmo ocorre com o verbo go, por exemplo, cujo passado é went,
particípio gone.
Um bom dicionário de inglês vai lhe ajudar na identificação dos morfemas, pois trazem
a divisão silábica, o que facilita entender a formação da palavra. Veja um exemplo
retirado do dicionário Longman on-line, disponível no link a seguir:
https://goo.gl/4f3Na6.
Há uma diferença entre palavra e lexema, em linguística. Man, men, girl e girls são quatro
palavras diferentes, mas apenas dois lexemas, pois não há modificação semântica.
Men e girls são apenas a forma plural de man e girl. Lexema é, grosso modo, o verbete
do dicionário. Se men é apenas plural de man não há necessidade de outro verbete
para men.
Morfemas livres e presos no inglês
Como você já percebeu, os morfemas livres, ou independentes são aqueles
que carregam o signifi cado de maneira autônoma, são sempre a raiz das
palavras, como boy, food, in e on. Esses morfemas ocupam uma posição
de grande potencial para a substituição. Podem se ligar a outros morfemas,
livres ou presos. Os morfemas que só ocorrem em combinação com outros
são chamados presos, como -ed, -s, -ing, -ful, im- e dis-. São afi xos, ou seja,
prefi xos e sufi xos, que se juntam aos morfemas livres para formar novas
Estruturas morfológicas avançadas6
palavras (morfemas derivacionais) ou obedecer a uma relação gramatical
(morfemas fl exionais).
O morfema é uma abstração e a sua realização concreta é o morfe, seg-
mento real dentro de uma palavra, representado foneticamente. E por que
essa diferença? Porque algumas vezes o morfema não tem uma realização
concreta, embora saibamos que ele existe. Nesse caso chamamos mor-
fema zero, pois não apresenta uma realização fonética ou explícita; não há
equivalente no nível do fonema. Por exemplo, como Brinton (2000, p. 76)
nos esclarece: “[...] o passado do verbo let consiste no morfema let com a
adição do morfema que marca o passado. Este não tem expressão concreta.
Ou o plural de fish, que seria {fish}+ {pl} e o plural não tenha realização
concreta”. A importância, portanto, de se distinguir morfema e morfe é que
nem sempre há uma correspondência exata entre um e outro, como no caso
do morfema zero, e os morfemas podem se combinar e serem realizados
concretamente de diversas maneiras.
A partir da distinção entre morfema e morfe pode se analisar uma pa-
lavra de duas formas: “morfologicamente, em morfes, e morfemicamente,
emmorfemas, reconhecendo as unidades abstratas com sentido presente”
(BRINTON, 2000, p. 79). Examine os exemplos no Quadro 3.
Análise morfológica Análise morfêmica
Writers Writ/er/s – 3 morfes {write}+{er}+{pl} – 3 morfemas
Authors Author/s – 2 morfes {author}+{pl} – 2 morfemas
Mice Mice – 1 morfe {mouse}+{pl} – 2 morfemas
Teeth Teeth – 1 morfe {tooth}+{pl} – 2 morfemas
Man’s Man/s – 2 morfes {man}+{poss} – 2 morfemas
Men’s Men/s – 2 morfes {man}+{pl}+{poss} – 3 morfemas
Quadro 3. Exemplos de análises morfológica e morfêmica
Outra característica dos morfemas na língua inglesa é que são pronun-
ciados de forma diferente em diferentes contextos. Por exemplo, o tempo
verbal passado é concretizado de três maneiras: [t] em verbos que terminam
7Estruturas morfológicas avançadas
em consoantes mudas (exemplo, jump), [d] em consoantes sonoras, vogais ou
ditongos (exemplo, play) e [id] em palavras terminadas em t ou d (exemplo,
root e wed). Ou seja, há diferença no som do morfema flexional [ed], mas
não no significado (passado simples); o mesmo acontece com o plural, que
pode ser realizado com som de [z] em palavras como twigs, [s] como em cats
ou [schwa z] como em busses. Essas realizações fonológicas de um morfema
são chamadas alomorfos, ou seja, variações de som de um mesmo morfema.
A alomorfia não se restringe à pronúncia, trata-se, muitas vezes, de uma
variação também na forma de um morfema.
Schwa é um som vocálico átono, neutro e não tonal muito comum na língua inglesa.
Seu símbolo no alfabético fonético internacional é [ə].
As palavras são classificadas como as frases. Palavras simples têm apenas uma raiz,
por exemplo hand; palavras complexas são constituídas por uma raiz e um ou mais
morfemas, como em handy; palavras compostas têm mais de uma raiz, como em
handbook, palavras compostas-complexas apresentam mais de uma raiz e morfemas
acoplados, como em handwriting.
Acesse a este interessante website com exercícios interativos de morfologia:
https://goo.gl/yMC4gJ.
Estruturas morfológicas avançadas8
Veja alguns exemplos de formação de palavras.
Surely: morfema livre sure e morfema preso derivacional -ly que marca advérbio
de modo.
Helpful: morfema livre help e morfema preso derivacional -ful que indica quanti-
dade (cheio de).
Reading: morfema livre read e morfema preso flexional -ing indicando aspect pro-
gressivo do verbo.
Houses: morfema livre house e morfema preso flexional -s indicativo de plural.
BRINTON, L. J. The structure of modern English: a linguistic introduction. Amsterdam:
John Benjamins, 2000.
MONTEIRO, J. L. Morfologia portuguesa. Campinas: Pontes, 2002.
Leituras recomendadas
CARSTAIRS-MCCARTHY, A. An introduction to English morphology: words and their
structures. Edinburgh: Edinburgh University Press, 2002.
MURRAY, T. E. The structure of English: phonetics, phonology, morphology. Boston:
Allyn and Bacon, 1995.
NIDA, E. A. Morphology: the descriptive analysis of words. 2. ed. Ann Arbor: The Uni-
versity of Michigan Press, 1970.
PLAG, I. Word-formation in English. Cambridge: Cambridge University Press, 2003.
ROSA, M. C. Introdução à morfologia. São Paulo: Contexto, 2000.
SAUSSURE, F. Curso de linguística geral. São Paulo: Cultrix, 1975.
UNIVERSITY OF BIRMINGHAM. Morphology exercises. 2017. Disponível em: <https://www.
cs.bham.ac.uk/~pxc/nlp/InteractiveNLP/NLP_morph2.html>. Acesso em: 24 nov. 2018.
YULE, G. The study of language. Cambridge: Cambridge University Press, 1996.
9Estruturas morfológicas avançadas
Conteúdo:
Dica do professor
O conhecimento dos morfemas, que são as menores unidades significativas da língua, e do
processo de formação de palavras é importante tanto para enriquecer o vocabulário, no caso do
estudo do processo de derivação, quanto para a utilização correta das regras gramaticais na escrita
e na fala, quando se compreende bem o processo flexional. O processo de derivação é a adição de
morfemas para criação de novas palavras, e no processo flexional, morfemas são adicionados para
que a palavra se adeque à regra gramatical. A formação de palavras tanto cria novas palavras como
ajusta palavras para atender as necessidades gramaticais da língua.
Nesta Dica do Professor, você conhecerá os morfemas derivacionais e flexionais, bem como
exemplos que lhe ajudarão a compreender o seu funcionamento.
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Na prática
Alomorfos são realizações sonoras diferentes de um mesmo morfema, como acontece, por
exemplo, com a flexão -ed para marcar o passado simples dos verbos regulares em inglês. A
pronúncia dos verbos regulares no passado varia de acordo com o final do verbo em questão.
Às vezes, é necessário um apoio visual para conseguir se adaptar a todas essas regras. Veja, Na
Prática, como uma professora de língua inglesa listou de maneira simples as regras para a pronúncia
de verbos regulares no passado e maneiras de praticá-las.
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Saiba +
Para ampliar o seu conhecimento a respeito desse assunto, veja abaixo as sugestões do professor:
Morfemas livres e presos
Vídeo sobre morfemas livres e presos (bound and free), flexionais e derivacionais. Mostra uma
curiosidade (cramberry morpheme).
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The Morpheme: Its Nature and Use
Artigo que discute a natureza do morfema, desde seu entendimento pelas correntes estruturalistas
até as teorias contemporâneas. Escrito na Universidade de Yale .
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Linguistic Micro-Lectures: Allomorphs
Vídeo com boa explicação e exemplos de morfe e alomorfos.
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https://www.youtube.com/watch?v=-7oMt-shGWQ
https://cowgill.ling.yale.edu/sra/morpheme_final.pdf
https://www.youtube.com/embed/tMJfR7OMauY
Noções do verbo em inglês
Apresentação
Seja bem-vindo!
O verbo é uma palavra que comanda a fala (discurso) na maioria dos idiomas. Geralmente indica
uma ação, mas pode também fazer referência a um estado ou a um sentimento. A Língua
Portuguesa e a Língua Inglesa classificam o verbo como o núcleo de uma frase.
Quando analisamos uma frase, começamos pelo verbo e, a partir dele, identificamos quem pratica a
ação, quando a ação é praticada, o tipo de ação que é praticada, e se o verbo é de ação (verbo
dinâmico, em inglês) ou de estado, descrevendo apenas o estado em que alguém ou algo se
encontra.
Nesta Unidade de Aprendizagem, você analisará os verbos conjugados no Presente e no Passado,
identificando a flexão de cada um deles. Também estudará como utilizar o Futuro e o Present
Perfect, além de observar as diferenças entre o Past Simple e o Present Perfect para usá-los
adequadamente. Por fim, revisará as formas do Futuro e do Condicional.
Bons estudos.
Ao final desta Unidade de Aprendizagem, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
Diferenciar verbos nos tempos Presente e Passado.•
Identificar o uso correto do Passado Simples e do Presente Perfeito.•
Analisar o uso das formas no Futuro e no Condicional.•
Infográfico
As flexões verbais acontecem de forma mais simples em inglês. Conforme as diferentes formas em
que o verbo aparece, é possível reconhecer a que tempo verbal ele se refere e, usando-o
adequadamente, sua função na comunicação se torna precisa. Acompanhe o infográfico.
Aponte a câmera para o
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Os verbos conjugados no Presente e no Passado apresentam uma flexão distinta, de fácil
reconhecimento e aplicação. No capítulo Noções do verbo inglês, do livro Fundamentos do inglês,
você poderá aprofundar seus conhecimentos sobre a diferença entre o Passado e o Present Perfect
e verificar as situações em que esses tempos verbais são usados em inglês. Você também estudará
o futuro e verá como os condicionais são formados na Língua Inglesa.
Ótima leitura.
Noções do verbo em inglês
Objetivos de aprendizagem
Ao final deste texto, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
Diferenciar verbos nos tempos presente e passado.
Identificar o uso correto do past simple e do present perfect.
Analisar o uso das formas no futuro e no condicional.
Introdução
O verbo é uma palavra que comanda a fala e o discurso na maioria dos idio-
mas, indicando, geralmente, uma ação, mas também pode fazer referência
a um estado, a um sentimento. O português e o inglês classificam o verbo
como o núcleo de uma frase. Quando analisamos uma frase, por exemplo,
começamos pelo verbo e, a partir dele, identificamos quem pratica a ação,
quando a ação é praticada, que ação é praticada e se o verbo é um verbo
de ação – chamado verbo dinâmico em inglês – ou um verbo de estado,
descrevendo apenas o estado em que alguém ou alguma coisa se encontra.
Neste capítulo, você irá analisar os verbos conjugados no presente e no
passado, identificando a flexão de cada um deles. Você estudará, também,
como utilizar o futuro e o present perfect e conhecerá as diferenças entre o
past simple e o present perfect, que precisam ser analisados na língua inglesa
para serem usados adequadamente e aplicados quando realmente for ne-
cessário. Por fim, você também revisará as formas do futuro e do condicional.
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O presente em inglês
O present simple, em inglês, é um tempo verbal usado principalmente para
descrever fatos. Apesar de ser presente, os eventos que esse tempo descreve
não retratam algo que está acontecendo agora, no presente, mas que são
fatos no presente. Essa característica, intrínseca ao presente, é essencial para
diferenciá-lo dos demais tempos verbais que trataremos ao longo desta seção.
O present simple também é usado para descrever uma ação que acontece de
maneira habitual; é o tempo verbal usado para descrever ações rotineiras
(SOARS; SOARS, 2002). Essa defi nição do present simple é fundamental
para que utilizemos adequadamente esse tempo verbal em inglês; apesar de
ser semelhante ao uso do presente do indicativo em português, tempos verbais
que se equivalem nos dois idiomas, há algumas diferenças, ou particularidades,
quanto ao seu uso e sua aplicação.
I am Sally. / Sou Sally.
I’m not a secretary. / Não sou secretária.
We live in New York. / Nós moramos em Nova York.
We don’t like milk. / Não gostamos de leite.
The sun is a star. / O sol é uma estrela.
As frases anteriores retratam fatos ou uma informação verdadeira. A explica-
ção é que eu sou Sally ou que eu não sou uma secretária; que é verdade que nós
moramos em Nova York ou que nós não gostamos de leite e, também, é um fato
que o sol é uma estrela. O tempo em que cada um desses verbos está conjugado e
a forma como o utilizamos marcam o uso do presente, present simple em inglês.
O present simple também é o tempo verbal utilizado para informar a
frequência com que uma ação acontece, descrevendo uma ação que acontece
habitualmente ou que faz parte da rotina de alguém. A utilização de advérbios
de frequência ajuda na descrição desse tipo de ação.
Noções do verbo em inglês 2
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I wake up at 6 every day. / Eu acordo às 6h todos os dias.
I always get up at 6. / Eu sempre levanto às 6h.
It’s usually cold in the north. / É geralmente frio no norte.
They sometimes go to the dentist. / Eles, às vezes, vão ao dentista.
They go to the dentist twice a year. / Eles vão ao dentista duas vezes ao ano.
Essas frases anteriores podem retratar algo verdadeiro, pois é verdade que
eu levanto às 6h, que é frio no norte ou, ainda, que eles vão ao dentista, mas
como há a presença de um advérbio de frequência ou de locuções adverbiais,
frequency adverbs ou adverbial expressions em inglês, o significado dessas frases
muda para a descrição de uma ação habitual ou rotineira. É habito ou faz parte da
rotina que eu me levante às 6h, fazer mais frio no norte ou eles irem ao dentista.
Os frequency adverbs mais utilizados são: never, rarely, sometimes, often, usually e always
(respectivamente: nunca, raramente, às vezes, frequentemente, geralmente e sempre,
em português). As adverbial expressions mais utilizadas são every day, once a week /
month / year e twice a week / month / year (respectivamente: todos os dias, uma vez por
semana / mês / ano e duas vezes por semana / mês / ano, em português).
Enfim, o present simple é usado em frases ou declarações para descrever
coisas verdadeiras ou rotineiras.
Outra questão importante a respeito do present simple é a sua forma, ou
seja, como os verbos são conjugados e flexionados. Essa é a parte mais fácil
da língua inglesa: para conjugar um verbo no presente, em inglês, é preciso
buscá-lo no infinitivo, flexionando-o da mesma forma. Os verbos morar,
gostar, acordar, levantar e ir são equivalentes a to live, to like, to wake up,
to get up e to go em inglês. A flexão deles para cada pessoa ou para cada
sujeito, I, we ou they (eu, nós ou eles em português), é igual à sua forma no
infinitivo, com a eliminação de to. Vejamos a conjugação e a flexão dos verbos
no present simple no Quadro 1.
3 Noções do verbo em inglês
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Present Simple
Affirmative Negative Interrogative
1st person singular I like chocolate. I don’t like
chocolate.
Do I like
chocolate?
2nd person singular You like
chocolate.
You don’t like
chocolate.
Do you like
chocolate?
3rd person singular He likes
chocolate.
He doesn’t like
chocolate.
Does he like
chocolate?
3rd person singular She likes
chocolate.
She doesn’t like
chocolate.
Does she like
chocolate?
3rd person singular It likes
chocolate.
It doesn’t like
chocolate.
Does it like
chocolate?
1st person plural We like
chocolate.
We don’t like
chocolate.
Do we like
chocolate?
2nd person plural You like
chocolate.
You don’t like
chocolate.
Do you like
chocolate?
3rd person plural They like
chocolate.
They don’t like
chocolate.
Do they like
chocolate?
Quadro 1. A conjugação no present simple.
A conjugação dos verbos no presente em inglês é igual à forma do verbo
no infinitivo, sem to, com o uso do pronome, da pessoa ou do sujeito antes
do verbo. Já a flexão, que também se repete, tem o acréscimo do sufixo “s”
para os pronomes he, she e it, a única diferença ocorrida quanto à flexão dos
verbos no presente em inglês.
Podemos ver que, ao usar o present simple para falar de fatos ou hábi-
tos, usamos também frases negativas ou interrogativas, que ocorrem com o
acréscimo de um auxiliar. As frases negativas recebem o auxiliar don’t (não,
em português), quando utilizamos I, you, we ou they, como podemos ver em
We don’t like milk. Já os pronomes he, she e it recebem doesn’t (“não”, em
português). Como a terceira pessoa do singular recebe o sufixo “s”, quando
negativa, recebe doesn’t + o verbo no infinitivo sem to e sem o “s”, como nos
exemplos anteriores. Quando perguntamos algo em inglês no tempo presente,
é necessário usar o auxiliar do no início da pergunta, novamente para os
pronomes I, you, we e they, e does no início das perguntas para he, she e it.
Noções do verbo em inglês 4
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Do you like pizza?
Does she have a dog?
A flexão dos verbos em inglês para he, she e it sofre certa alteração de-
pendendo da forma final de cada verbo, ou seja, de como eles terminam.De
forma geral, qualquer verbo recebe o sufixo “s” quando o sujeito for a terceira
pessoa do singular. Vejamos os verbos flexionados para he, she e it.
Regra: acrescenta-se o sufixo “s” ao final do verbo, como em opens, wants, decides,
lives, likes, etc.
Verbos terminados com “y” precedidos de vogal: plays, stays, enjoys, etc.
Verbos terminados com “y” precedidos de consoante: studies, flies, copies, etc.
Verbos terminados com “o”, “x”, “ss”, “ch” ou “sh”: does, fixes, passes, catches, washes, etc.
Exceção: have se torna has para he, she e it.
Sam studies medicine. / Sam estuda medicina.
He doesn’t enjoy his free time. / Ele não aproveita seu tempo livre.
She needs some help every week. / Ela precisa de alguma ajuda todas as semanas.
Larry usually stays home. / Larry geralmente fica em casa.
The CD works very well. / O CD funciona muito bem.
Essas frases na terceira pessoa do singular, mesmo usando nomes próprios
(Sam e Larry equivalem a he e she – ele e ela, em português), transmitem a ideia
de algo verdadeiro ou hábito, de um fato ou algo que faz parte da rotina desse
sujeito. Esses são os cuidados a serem observados para utilizarmos o presente
simple adequadamente, de acordo com sua definição, função e conjugação e
utilizando o auxiliar do ou does em frases negativas e interrogativas, conforme
a pessoa à qual se faz referência.
5 Noções do verbo em inglês
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O passado em inglês
Em inglês, há o past simple, um tempo verbal que retrata uma ação que
começou e terminou no passado em um tempo defi nido. Em português, esse
tempo é o pretérito perfeito do indicativo e sua aplicação é muito parecida
com a utilizada na língua inglesa, pois o passado nos dois idiomas tem a
característica de descrever uma ação que aconteceu no passado, ou seja, essa
ação começou e terminou no passado. Em inglês, para marcar esse tempo,
é comum usar um advérbio de tempo para dizer quando essa ação ocorreu
(SOARS; SOARS, 2002).
Os advérbios de tempo mais usados e que marcam o passado na língua inglesa são
yesterday, last week / month / year, a week / a month / a year ago, a couple of weeks / months
/ years ago e three weeks / months / years ago (respectivamente: ontem, semana / mês
/ ano passado, uma semana / um mês / um ano atrás, duas semanas / dois meses /
dois anos atrás e três semanas / meses / anos atrás, em português).
I visited them last week. / Eu os visitei na semana passada.
He needed a pen. / Ele precisava de uma caneta.
Mary watched that film on Sunday. / Mary assistiu aquele filme no domingo.
We worked with them in 2010. / Nós trabalhamos com eles em 2010.
They stayed home yesterday. / Eles ficaram em casa ontem.
Essas frases descrevem ações no passado, o que é possível identificar
porque todos os verbos utilizados, em cada uma das frases, estão conjugados
no passado, com o acréscimo do sufixo ed. Em cada uma dessas frases, há a
descrição de uma ação que começou e terminou no passado, o que também
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identificamos por causa dos advérbios de tempo: semana passada, no domingo,
em 2010 e ontem, por exemplo. Esses advérbios de tempo esclarecem quando
tais acontecimentos ou ações aconteceram no passado. Os verbos utilizados
no passado são chamados de regulares e irregulares. Para cada verbo regular
conjugado no passado, em inglês, acrescenta-se o sufixo “ed”. Vejamos a
conjugação e a flexão desses verbos no past simple no Quadro 2.
Past Simple (regular)
Affirmative Negative Interrogative
1st person singular I lied I didn’t lie Did I lie?
2nd person singular You lied You didn’t lie Did you lie?
3rd person singular He lied He didn’t lie Did he lie?
3rd person singular She lied She didn’t lie Did she lie?
3rd person singular It lied It didn’t lie Did it lie?
1st person plural We lied We didn’t lie Did we lie?
2nd person plural You lied You didn’t lie Did you lie?
3rd person plural They lied They didn’t lie Did they lie?
Quadro 2. A conjugação no past simple.
A conjugação dos verbos regulares no passado, em inglês, é feita com o
infinitivo do verbo, sem to, e com o acréscimo do sufixo “ed”. A flexão do
verbo regular no passado é igual para todos os pronomes, pessoas ou sujeitos.
As frases negativas precisam do auxiliar didn’t (equivale ao português “não”,
no passado), fazendo com que o verbo conjugado no passado com o sufixo “ed”
perca esse sufixo, como podemos ver no Quadro 2. Para fazermos perguntas,
no passado, o auxiliar é did, que não tem tradução para o português. Quando
fazemos uma pergunta no passado, em inglês, iniciamos a pergunta com did,
e novamente o verbo perde o sufixo “ed”.
Did you watch the news yesterday?
Did he visit his friends last week?
7 Noções do verbo em inglês
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Regra: acrescenta-se o sufixo “ed” no final do verbo, como em opened, wanted, visited, etc.
Verbos terminados com “e” acrescenta-se apenas “d”: decided, lived, liked, invited,
hoped, etc.
Verbos terminados em consoante + vogal + consoante, dobra-se a consoante:
stopped, planned, etc.
Verbos terminados com “y” precedidos de vogal: played, stayed, enjoyed, etc.
Verbos terminados com “y” precedidos de consoante: studied, cried, satisfied, etc.
Já os verbos irregulares são chamados assim porque não seguem uma
regularidade, como os verbos regulares, que são formados com o acréscimo
do sufixo “ed”. Veja nos exemplos a seguir algumas frases no passado com
os verbos irregulares.
I went to the bank in the morning. / Eu fui ao banco de manhã.
He left early. / Ele saiu cedo.
Susan spoke to her boss yesterday. / Susan falou com seu chefe ontem.
We sent the message in January. / Nós enviamos a mensagem em janeiro.
They bought a new house last year. / Eles compraram uma casa nova no ano passado.
Esses exemplos trazem os verbos irregulares conjugados no passado em
inglês com a mesma característica dos verbos regulares, que são usados para
descrever uma ação ou situação que começou e terminou em um passado
definido. A característica do verbo irregular é ter uma flexão diferente no
passado, como o verbo see (“ver”, em português). Seu infinitivo é to see, usado
no presente como see, mas formando o passado (irregular) como saw, diferente
dos verbos regulares como look (“olhar”, em português). Seu infinitivo é to
look, usado no presente como look, mas formando o passado (regular) como
looked, com o acréscimo do sufixo “ed”. Vejamos a conjugação e a flexão
dos verbos irregulares no Past Simple no Quadro 3.
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Past Simple (irregular)
Affirmative Negative Interrogative
1st person singular I thought I didn’t think Did I think?
2nd person singular You thought You didn’t think Did you think?
3rd person singular He thought He didn’t think Did he think?
3rd person singular She thought She didn’t think Did she think?
3rd person singular It thought It didn’t think Did it think?
1st person plural We thought We didn’t think Did we think?
2nd person plural You thought You didn’t think Did you think?
3rd person plural They thought They didn’t think Did they think?
Quadro 3. A conjugação no past simple de verbos irregulares.
Em inglês, o past simple é usado para indicar principalmente que uma ação
começou e terminou no passado. Devemos estar atentos, a partir de agora, ao
tipo de verbo que estamos usando: regular ou irregular. As frases negativas,
assim como acontece com os verbos regulares, precisam do auxiliar didn’t (não
no passado, em português), fazendo com que o verbo irregular, conjugado no
passado, volte para sua forma infinitiva sem to, como no present simple. Para
fazermos perguntas, utilizamos o auxiliar did e o verbo irregular volta para
sua forma infinitiva sem to na pergunta também.
Assim como no present simple, o past simpleutiliza um auxiliar para negar
e para perguntar. No presente, esse auxiliar é do, e does para de he, she e it.
No passado, o auxiliar é did igualmente para todas as pessoas – did é o passado
de do. Usados dessa maneira, no presente e no passado, são auxiliares desses
tempos verbais. Entretanto, é importante lembrarmos que to do é o verbo fazer,
e seu passado é did. Ele é um verbo irregular e também é usado como auxiliar
para o presente, nas formas de do e does, e para o passado, na forma de did.
O present continuous em inglês
Em inglês, o presente pode ser simple, como vimos no início desta seção,
ou continuous. Usa-se o present continuous para informar que uma ação
está acontecendo no exato momento em que se fala, ou seja, a ação está em
9 Noções do verbo em inglês
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progresso (SOARS; SOARS, 2002). O present continuous é formado com o
auxílio do verbo to be, conjugado no presente, que serve como auxiliar para o
verbo principal, um verbo terminado com o sufi xo “ing”. Vejamos a formação
e a conjugação do present continuous no Quadro 4.
Present Continuous
Affirmative Negative Interrogative
1st person singular I am sleeping I’ m not sleeping Am I sleeping?
2nd person
singular
You are sleeping You aren’t sleeping Are you sleeping?
3rd person
singular
He is sleeping He isn’t sleeping Is he sleeping?
3rd person
singular
She is sleeping She isn’t sleeping Is she sleeping?
3rd person
singular
It is sleeping It isn’t sleeping Is it sleeping?
1st person plural We are sleeping We aren’t sleeping Are we sleeping?
2nd person plural You are sleeping You aren’t sleeping Are you sleeping?
3rd person plural They are sleeping They aren’t
sleeping
Are they sleeping?
Quadro 4. A conjugação do present continuous.
A formação da afirmação, negação ou interrogação sempre acontece com
a presença de um auxiliar. Esse auxiliar, como já comentado, é o verbo to be,
conjugado no presente e que, nesse tempo verbal, é o auxiliar que permite
que o verbo principal termine com o sufixo “ing”, conjugação própria para
descrever ações que estão acontecendo no momento da fala. Para as frases
negativas, acrescenta-se not a cada flexão do auxiliar; nas perguntas, o auxiliar
é levado para o início da pergunta.
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I’m working now! / Estou trabalhando agora.
Is he leaving right now? / Ele está saindo neste exato momento?
She isn’t studying Math at the moment. / Ela não está estudando matemática no momento.
We are waiting for you. / Estamos esperando por você.
They’re travelling to Australia. / Eles estão viajando para a Austrália.
As frases acima formam o present continuous pela sua formação: o verbo
auxiliar to be, no presente, + um verbo principal terminado com o sufixo
“ing”. Esse tempo verbal descreve ações que estão acontecendo no momento
da fala, agora, mas pode descrever ações que estão acontecendo por volta do
momento da fala, não exatamente naquela hora, como podemos observar na
frase They’re travelling to Australia.
Para formar o verbo principal no present continuous, é necessário acres-
centar o sufixo “ing”.
Regra: acrescenta-se o sufixo ing no final do verbo, como em sleeping, working, waiting, etc.
Verbos terminados com “y” precedidos de vogal ou consoante: saying, playing,
studying, etc.
Verbos terminados com “e” tira-se “e” para acrescentar “ing”: leaving, coming, driving, etc.
Verbos terminados em consoante + vogal + consoante, dobra-se a consoante:
getting, running, etc.
Exceção: dying, lying, tying.
Esses são os cuidados a serem observados para utilizarmos o present
continuous adequadamente, de acordo com sua definição, função e conjuga-
ção, apresentando dois verbos: um auxiliar (to be) no presente e um principal
terminado em “ing” nas formas afirmativas, negativas e interrogativas.
11 Noções do verbo em inglês
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O past continuous em inglês
Também no passado, em inglês, podemos ter um passado simple, como vimos
no início desta seção, ou um continuous. O past continuous é usado para
descrever uma ação que estava em progresso no passado. É um tempo verbal
usado para enfatizar o progresso de uma ação durante determinado tempo no
passado, sem se preocupar com o início ou com o fi m dessa ação (SOARS;
SOARS, 2002). A formação é feita com o verbo auxiliar to be, conjugado
no past simple, + verbo principal terminado com o sufi xo “ing”. Vejamos a
formação e a conjugação do past continuous no Quadro 5.
Past Continuous
Affirmative Negative Interrogative
1st person singular I was sleeping I wasn’t sleeping Was I sleeping?
2nd person singular You were sleeping You weren’t
sleeping
Were you
sleeping?
3rd person singular He was sleeping He wasn’t sleeping Was he sleeping?
3rd person singular She was sleeping She wasn’t
sleeping
Was she
sleeping?
3rd person singular It was sleeping It wasn’t sleeping Was it sleeping?
1st person plural We were sleeping We weren’t
sleeping
Were we
sleeping?
2nd person plural You were sleeping You weren’t
sleeping
Were you
sleeping?
3rd person plural They were sleeping They weren’t
sleeping
Were they
sleeping?
Quadro 5. A conjugação do past continuous.
A formação da afirmação, negação ou interrogação sempre acontece com
a presença do verbo auxiliar, o verbo to be, conjugado no passado, o que
permite que o verbo principal termine com o sufixo “ing”. Para as frases ne-
gativas, acrescenta-se not a cada flexão do auxiliar; nas perguntas, o auxiliar
é levado para o início da pergunta. Vejamos agora algumas frases com verbos
conjugados no past continuous.
Noções do verbo em inglês 12
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Were you sleeping? / Você estava dormindo?
I was sleeping. / Eu estava dormindo.
Pete wasn’t lying about that. / Pete não estava mentindo sobre aquilo.
She was taking a German course. / Ela estava fazendo um curso de alemão.
We weren’t going to the meeting yesterday. / Não estávamos indo para a reunião ontem.
Essas frases formam o past continuous pela sua formação, ou seja, o verbo
auxiliar to be, no passado, + um verbo principal terminado com o sufixo “ing”.
Esse tempo verbal descreve ações que estavam em progresso no passado. A
formação do verbo principal + o sufixo “ing” é feita da mesma forma para
o present continuous e para o past continuous, como na explicação anterior.
Esses são os cuidados a serem observados para utilizarmos o past conti-
nuous adequadamente, de acordo com sua definição, função e conjugação,
apresentando dois verbos: um auxiliar (to be) no passado e um principal
terminado em “ing” nas formas afirmativas, negativas e interrogativas.
O verbo to be em inglês refere-se ao verbo ser e estar em português. Veja
a sua conjugação e flexão no present simple no Quadro 6.
Present
Affirmative Negative Interrogative
1st person singular I am or I’m I am not or I’m not Am I (...)?
2nd person singular You are or you’re You are not or you aren’t Are you (...)?
3rd person singular He is or he’s He is not or he isn’t Is he (...)?
3rd person singular She is or she’s She is not or she isn’t Is she (...)?
3rd person singular It is or it’s It is not or it isn’t Is it (...)?
1st person plural We are or we’re We are not or we aren’t Are we (...)?
2nd person plural You are or you’re You are not or you aren’t Are you (...)?
3rd person plural They are or they’re They are not or they aren’t Are they (...)?
Quadro 6. O verbo to be no present simple.
13 Noções do verbo em inglês
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Com a tradução de ser e estar, esse verbo é utilizado para dizermos quem
somos, informando nosso nome, nacionalidade e profissão, para informarmos
nossa idade e, com a combinação de um adjetivo, para dizermos se somos
jovens ou velhos, altos ou baixos etc. Também usamoso verbo to be para
descrever se o tempo está bom ou ruim, se está frio ou calor, e para informar
o dia da semana, a data, o mês, o ano e a hora. Usado no presente em inglês,
também tem como função ser utilizado para descrever fatos ou algo verdadeiro.
Acompanhemos os exemplos:
He is John. / Ele é John.
She isn’t a nurse. / Ela não é uma enfermeira.
It’s always hot in Africa. / É sempre quente na África.
We are American. / Somos americanos.
They are on Friday and Saturday. / São na sexta e no sábado.
Veja no Quadro 7 a conjugação e a flexão do verbo to be no passado:
No past simple, o to be também é usado para descrever uma situação completa no
passado, com tempo definido, e serve como verbo principal; como auxiliar, ele é
utilizado no present continuous e no past continuous.
Past
Affirmative Negative Interrogative
1st person singular I was I was not or I wasn’t Was I (...)?
2nd person
singular
You were You were not or you weren’t Were you (...)?
3rd person singular He was He was not or he wasn’t Was he (...)?
3rd person singular She was She was not or she wasn’t Was she (...)?
3rd person singular It was It was not or it wasn’t Was it (...)?
1st person plural We were We were not or we weren’t Were we (...)?
2nd person plural You were You were not or you weren’t Were you (...)?
3rd person plural They were They were not or they weren’t Were they (...)?
Quadro 7. O verbo to be no passado.
Noções do verbo em inglês 14
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O present perfect
O present perfect é um tempo verbal muito utilizado na língua inglesa. Com
suas características próprias, ele descreve experiências no passado e resultados
de ações passadas no presente. É possível usar o presente do indicativo ou
o pretérito perfeito do indicativo para traduzir o que o present perfect quer
informar em inglês. Além de ser usado para descrever experiências ou ações
que tiveram seu início no passado e apresentam seu resultado no presente,
ele também é usado para descrever uma ação que aconteceu e sobre a qual
não interessa, ou não é importante, saber quando e uma ação que acabou de
acontecer, geralmente com o auxílio do advérbio just. O present perfect é
representado pelos auxiliares have ou has + past participle e, dessa forma,
diferenciamos pela formação mais um tempo verbal em inglês. Vejamos a
formação e conjugação do present perfect no Quadro 8.
Present Perfect
Affirmative Negative Interrogative
1st person singular I have been tired. I haven’t
been tired.
Have I been tired?
2nd person
singular
You have
been tired.
You haven’t
been tired.
Have you
been tired?
3rd person singular He has been tired. He hasn’t
been tired.
Has he been tired?
3rd person singular She has been tired. She hasn’t
been tired.
Has she been tired?
3rd person singular It has been tired. It hasn’t been tired. Has it been tired?
1st person plural We have
been tired.
We haven’t
been tired.
Have we
been tired?
2nd person plural You have
been tired.
You haven’t
been tired.
Have you
been tired?
3rd person plural They have
been tired.
They haven’t
been tired.
Have they
been tired?
Quadro 8. A conjugação do present perfect.
15 Noções do verbo em inglês
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O past participle é a forma do verbo que é utilizada para formar o present perfect. Ele é
utilizado na combinação com o auxiliar have para formar a ideia desse tempo verbal.
O particípio dos verbos regulares apresenta a mesma forma que no past simple, ou
seja, o verbo com o acréscimo do sufixo “ed”, como é o caso de to work: worked (past
simple) e worked (past participle).
Os verbos irregulares, por outro lado, apresentam formas específicas para o particípio.
Podem apresentar formas distintas, como é o caso do verbo to go: went (past simple) e
gone (past participle). Alguns verbos irregulares apresentam, até mesmo, três formas de
maneira idêntica, como é o caso de to put: put (past simple) e put (past participle). Em
português, o particípio também é uma forma especial do verbo, como em apresentar
(infinitivo) e apresentado (particípio).
A formação da afirmação, negação ou interrogação no present perfect é
sempre a mesma, com o auxiliar have + um verbo no past participle. Para he,
she ou it, o auxiliar sofre uma flexão diferente, usa-se has + um verbo no past
participle. Na negação, acrescenta-se not a have ou has, haven’t ou hasn’t, para
formar não em português; na interrogação, os auxiliares have ou has iniciam
a pergunta e há uma inversão, como acontece na interrogação de todos os
tempos verbais em inglês. Essa formação, mais a flexão do verbo principal,
o past participle, diferenciam o present perfect dos demais tempos verbais.
I have already seen that. / Eu já vi isso.
Have you ever been to New Zealand? / Você já esteve na Nova Zelândia?
He has gone. / Ele saiu.
We haven’t finished it yet. / Ainda não terminamos.
They’ve bought that new house. / Eles compraram aquela casa nova.
Como podemos ver nas frases com o present perfect, não há marcação de
tempo ou de quando alguma coisa aconteceu. Esta é uma característica forte
do present perfect: não dizer quando, mas dizer que alguma ação aconteceu,
que alguém já passou por alguma experiência ou, ainda, trazer uma ação do
Noções do verbo em inglês 16
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passado para o presente porque seu resultado no presente é o que interessa.
Em I have already seen that, a ideia é mostrar que essa experiência já foi
vivida, reforçada pelo advérbio already. Na pergunta Have you ever been to
New Zealand?, trata-se de uma pergunta que quer saber se essa pessoa, ou esse
sujeito, já passou por essa experiência, a experiência de ter ido para a Nova
Zelândia. Na frase He has gone, o sentido é dizer que ele saiu, e o resultado se
refere à sua ausência. Caso precisem dele, ele não se encontra mais no local.
Em We haven’t finished it yet, novamente há um advérbio, yet, que reforça a
ideia de que uma ação tem seu resultado no presente, e o resultado é o de uma
ação que ainda precisa ser finalizada. Na última frase, They’ve bought that
new house, o present perfect é usado para dizer que uma ação foi praticada
no passado e que não interessa saber quando. Essa última informação marca
a diferença entre usar o present perfect e o past simple em inglês.
Na própria língua inglesa, existe diferença entre usar o past simple e o
present perfect. Como estudado na seção anterior, o past simple é utilizado
para descrever uma ação que aconteceu no passado, que começou e terminou
no passado, uma ação completa, em um tempo definido, ou seja, sabemos
quando tal ação ocorreu. O present perfect é um tempo verbal que marca a
experiência vivida, a ação praticada no passado com o resultado no presente,
uma ação que aconteceu e que não interessa ou não importa saber quando
e uma ação que acabou de acontecer. Se queremos saber quando uma ação
aconteceu, usamos past simple, mas se estamos interessados somente na ação
ou no resultado dessa ação, sem dizer ou se importar com o quando, então,
usamos present perfect (Quadro 9).
Past Simple Present Perfect
I saw that yesterday. I have already seen that.
Did you go to New Zealand last year? Have you ever been to New Zealand?
He left some time ago. He has gone.
We didn’t finish it before lunch. We haven’t finished it yet.
They bought that new
house in December.
They’ve bought that new house.
Quadro 9. Past simple e present perfect.
17 Noções do verbo em inglês
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Esses exemplos marcam a diferença entre um tempo verbal e outro pela
sua formação, conjugação e flexão dos verbos e pelo significado. Nas frases
com o past simple, sabemos quando a ação aconteceu, e isso é importante.
Nas frases com o present perfect, só interessa saber que tipo de experiência
ou resultado temos.Apesar do present perfect não dizer quando uma ação acontece, podemos
dizer há quanto tempo uma experiência está acontecendo. Esse “acontecendo”
não é uma ação que está em progresso, mas tem seu resultado no presente. Essa
marca se faz com a utilização de duas preposições em inglês, usadas no present
perfect: since e for (desde e por, em português), uma preposição e um verbo.
I’ve studied English since July. / Eu estudo inglês desde julho.
He has worked as a salesman for a month. / Ele trabalha como vendedor há um mês.
She hasn’t eaten red meat for ages. / Ela não come carne há anos.
We have lived in London since we were children. / Moramos em Londres desde crianças.
They have known each other for 10 years. / Eles se conhecem há 10 anos.
Essas frases estão traduzidas no presente do indicativo em português. Isso
acontece porque estamos informando desde quando algo acontece, colocando o
resultado dessa informação no presente. Só conseguimos dizer isso no presente
do indicativo em português, por isso a tradução dessas frases muda do passado
para o presente quando traduzimos para o português. Entender essa formação
e familiarizar-se com o uso do present perfect em inglês é fundamental. Veja
outras comparações em inglês no Quadro 10.
Noções do verbo em inglês 18
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Past Simple Present Perfect
I studied English in July. I’ve studied English since July.
He worked as a salesman last month. He has worked as a
salesman for a month.
She didn’t eat red meat yesterday. She hasn’t eaten red meat for ages.
We lived in London when
we were children.
We have lived in London
since we were children.
They met 10 years ago. They have known each other for 10 years.
Quadro 10. Comparações: past simple e present perfect.
Da mesma forma que os exemplos anteriores, esses exemplos marcam a
diferença entre past simple e o present perfect. Além de informar quando uma
ação aconteceu, o past simple também informa que ele começou e terminou
no passado, enquanto as frases com o present perfect se referem a ações que
começaram no passado, mas o resultado no presente é o que interessa, com
o auxílio de since e for.
Observe o uso de since e for no Quadro 11.
Since (in the beginning) For (period)
Since 1996 For a year, for 20 years
Since 8 o’clock For half an hour, for 20 minutes
Since Monday For a week, for a couple of days
Since April For a month
Since I was a child For 10 years
Since we last met For ages
Quadro 11. Usos de since e for.
19 Noções do verbo em inglês
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Esses são os cuidados a serem observados para utilizarmos o present
perfect adequadamente, de acordo com sua definição, função e conjugação,
apresentando dois verbos: um auxiliar (have ou has) e um principal, um past
participle nas formas afirmativas, negativas e interrogativas, o que o diferencia
do past simple também por causa de sua definição, função, conjugação e forma.
Os modais will e going to
O futuro na língua inglesa apresenta dois modais para indicar o futuro: will e
going to - as duas formas retratam o futuro em inglês de maneiras distintas.
Nesse idioma, entendemos o futuro da seguinte maneira: will é o modal do
futuro que expressa a intenção de fazer alguma coisa sem planejar ou quando
tomamos uma decisão no momento da fala, isto é, quando decidimos fazer
alguma coisa e essa decisão é feita no exato momento em que dizemos que
ela será feita (SOARS; SOARS, 2002). Observemos a estrutura para o uso
do will no Quadro 11.
Will
Affirmative Negative Interrogative
1st person singular I will take or I’ll I won’t take Will I take?
2nd person singular You will take or you’ll You won’t take Will you take?
3rd person singular He will take or he’ll He won’t take Will he take?
3rd person singular She will take or she’ll She won’t take Will she take?
3rd person singular It will take or it’ll It won’t take Will it take?
1st person plural We will take or we’ll We won’t take Will we take?
2nd person plural You will take or you’ll You won’t take Will you take?
3rd person plural They will take
or they’ll
They won’t take Will they take?
Quadro 11. O modal will.
Noções do verbo em inglês 20
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I promise I’ll go with you. / Prometo que irei com você. (ou “Prometo ir com você.”)
I’ll close the window. / Eu fecharei a janela. (ou “Eu fecho a janela.”)
He won’t like it. / Ele não gostará disso. (ou “Ele não vai gostar disso.”)
She will never do it again. / Ela nunca fará isso de novo. (ou “Ela não vai mais fazer isso.”)
Will they wait for you? / Eles esperarão por você? (ou “Eles vão esperar por você?”)
Essas frases são geralmente traduzidas para o português com o futuro do
presente do indicativo. Na língua portuguesa, esse é o tempo verbal do futuro,
mas é possível que, por causa de algumas estruturas informais de conjugação
de verbos que estamos acostumados a usar para falar do futuro, usemos uma
tradução mais próxima da fala, como mostram os exemplos anteriores. O
que condiciona a utilização do modal will é o uso dessas frases exemplo, por
exemplo, que remetem a ações e situações decididas no momento da fala.
Quanto à estrutura, temos will + um verbo no infinitivo, sem to, flexionado
da mesma forma para todas as pessoas do discurso.
A diferença dessa estrutura futura em inglês é que as ações não são pla-
nejadas, mas há alguns casos específicos sobre a utilização de will para falar
de possibilidade ou de fazer referência a uma previsão.
It’ll snow. / Vai nevar.
It’ll be a good day. / Será um ótimo dia.
She won’t fail. / Ele não reprovará.
You’ll succeed. / Você conseguirá.
They’ll be ok. / Eles ficarão bem.
Be going to é outra estrutura usada na língua inglesa para informar que
uma ação está no futuro. A principal diferença de going to para will é que
going to se refere a uma ação planejada (SOARS; SOARS, 2002), ou seja,
quando alguém utiliza going to nas frases, quer dizer que a ação foi planejada
21 Noções do verbo em inglês
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para ser realizada no futuro informado. Em português, a tradução de going to
também é com o futuro do presente do indicativo. Vejamos a estrutura para
o uso de going to no Quadro 12.
Going to
Affirmative Negative Interrogative
1st person singular I’m going to work I’ m not going
to work
Am I going
to work?
2nd person
singular
You’re going
to work
You aren’t
going to work
Are you going
to work?
3rd person
singular
He’s going to work He isn’t going
to work
Is he going
to work?
3rd person
singular
She’s going
to work
She isn’t going
to work
Is she going
to work?
3rd person
singular
It’s going to work It isn’t going
to work
Is it going to work?
1st person plural We’re going
to work
We aren’t going
to work
Are we going
to work?
2nd person plural You’re going
to work
You aren’t
going to work
Are you going
to work?
3rd person plural They’re going
to work
They aren’t
going to work
Are they going
to work?
Quadro 12. O uso de going to.
I’m going to travel in July. / Vou viajar em julho.
He isn’t going to spend more money. / Ele não gastará mais dinheiro.
We are going to plan our holiday. / Planejaremos nossas férias.
They’re going to visit their Family next month. / Eles visitarão a família no próximo mês.
Are you going to work next weekend? / Você vai trabalhar no próximo final de semana?
Noções do verbo em inglês 22
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Em todos esses exemplos, podemos dizer que as ações foram planejadas
antes de serem ditas, foram pensadas para acontecer daquela forma, segundo
os planos dos falantes, pois é comum planejarmos uma viagem, férias, uma
visita ou até mesmo trabalhar no final de semana. Quando o falante escolhe
usar going to em inglês, ele tem a intenção de deixar claro que a frase que ele
está usandose refere a algo planejado. Quanto à estrutura, temos be + going
to + um verbo no infinitivo. Observe que a estrutura precisa de um auxiliar,
o to be, e esse verbo auxiliar é flexionado.
It’s windy. It’s going to rain. / Está ventando. Vai chover.
You’re going to be late, come on. / Você se atrasará, vamos lá.
She’s going to pass the exam. / Ela passará na prova.
It’s sunny today. It’s going to be hot. / O dia está ensolarado hoje. Vai fazer calor.
I’m going to cold be on this snowy day. / Vou sentir frio nesse dia com neve.
Esses exemplos não indicam um planejamento total da ação, mas são acon-
tecimentos que, baseados em algumas evidências, consideramos como ações ou
situações certas de acontecerem no futuro, por isso o uso de going to.
Esses são os cuidados a serem observados para utilizarmos will ou going to
adequadamente, de acordo com sua definição, função e utilização. As frases que
indicam o futuro geralmente têm um modal: will, usado nas frases afirmativas,
negativas e interrogativas, e be going to, no qual o be é o verbo auxiliar a ser
flexionado, também usado em frases afirmativas, negativas e interrogativas.
No site da University of Louisiana at Monroe, você terá acesso
a uma lista de verbos que poderão servir para um fim espe-
cífico, dependendo da situação em que você se encontre.
https://goo.gl/JdzF1W
23 Noções do verbo em inglês
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Os condicionais
A língua inglesa tem estruturas verbais bem simples, como o present simple
e o past simple, abordados na primeira seção deste capítulo. Quando uma
frase apresenta apenas um desses verbos, a estrutura é uma estrutura simples.
Entretanto, as línguas não são compostas de frases simples apenas. Existem
também frases complexas, que são assim chamadas porque, na sua composição,
há mais de uma oração, ou seja, há mais de um verbo, e um desses verbos está
na oração que chamamos de dependente, enquanto o outro verbo está na oração
que chamamos independente. O condicional é um exemplo de frase complexa,
pois carrega duas orações: a if clause, oração dependente em português, na
qual if signifi ca se em português, e a main clause, oração independente ou
principal em português (DAVIDSON, 2003).
O first conditional é uma estrutura complexa, no inglês, e é formada por
if + um verbo no present simple, e essa é a if clause, combinada à estrutura
formada pelo futuro com will, chamada de main clause. Nessa frase complexa,
temos a formação do first conditional, um condicional da língua inglesa usado
para informar que há uma frase dependente, que é uma condição, e, baseada
nessa condição, há uma frase independente, que terá seu resultado garantido
caso a condição favoreça.
Entretanto, a formação do first conditional permite o uso de modais como
can e should e, ainda, da estrutura do futuro: be going to.
I’m going to wait for you if you aren’t late. / Esperarei por você se você não se atrasar.
You can pass if you want to. / Você poderá passar se quiser.
We’ll help you if you can wait a bit more. / Ajudaremos você se você puder esperar um
pouquinho.
They’ll travel if the weather is ok. / Eles viajarão se o tempo estiver bom.
Esses exemplos mostram outras possibilidades de uso do first conditional,
com verbos já aprendidos no presente e estruturas no futuro. Para usarmos o
first conditional, basicamente, temos:
Noções do verbo em inglês 24
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IF + VERB (present simple - positive) / WILL (positive)
IF + VERB (present simple - positive) / WILL (negative)
IF + VERB (present simple - negative) / WILL (negative)
IF + VERB (present simple - negative) / WILL (positive)
Os verbos na if clause podem trazer um verbo modal no presente, e no
lugar de will, podemos utilizar be going to, seguindo a lógica de afirmarmos
ou negarmos o verbo conforme a condição, podendo essa estrutura do first
conditional aparecer inversamente. Vejamos:
WILL (positive) / IF + VERB (present simple - positive)
WILL (negative) / IF + VERB (present simple - positive)
WILL (negative) / IF + VERB (present simple - negative)
WILL (positive) / IF + VERB (present simple - negative)
If you aren’t late, I’m going to wait for you. / Se você não se atrasar, esperarei por você.
If you want, you can pass. / Se você quiser, você pode passar.
If he’s got some money, he shouldn’t spend them all. / Se ele tem algum dinheiro, não
deveria gastar tudo.
If you can wait a bit more, we can help you. / Se você puder esperar um pouquinho,
podemos ajudá-lo.
If the weather is ok, they’ll travel. / Se o tempo estiver bom, eles viajarão.
A estrutura IF + VERB (present simple) / WILL pode apresentar uma ne-
gação no presente ou uma negação no futuro. Essa estrutura, que começa com a
if clause, precisa de vírgula para separá-la da main clause. Se o first conditional
for usado iniciando com a main clause e depois a if clause, essa estrutura é direta
e não precisa da vírgula, como nos primeiros exemplos. O first conditional exerce
a função do modo subjuntivo em português. Esses são os cuidados a serem
observados para utilizarmos o first conditional na língua inglesa.
25 Noções do verbo em inglês
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1. Qual é o tempo verbal da frase
“My boss travels on business twice
a year”? Por que o verbo precisa
estar nesse tempo verbal?
a) Present simple, para expressar que
ele viaja a negócios há dois anos.
b) Present continuous, para
expressar a continuidade
da viagem a negócios.
c) Present simple, para expressar
a frequência com que
ele viaja a negócios.
d) Present perfect, para expressar
a experiência dele em
viajar a negócios.
e) Present continuous, para
expressar a frequência que
ele viaja a negócios.
2. Complete a frase: “Sophie
_________ in England for all her life”.
a) had lived
b) hadn’t lived
c) lives
d) has lived
e) lived
3. Na língua inglesa, qual é a diferença
entre o past simple e o present perfect?
a) O past simple descreve ações no
passado e o present perfect, ações
que se refletem no presente.
b) O past simple descreve
ações distantes no passado
e o present perfect, ações
recentes no passado.
c) O past simple descreve ações
que ocorreram em um passado
recente e o present perfect não.
d) O present perfect descreve ações
que ocorreram em um passado
distante e o past simple não.
e) O past simple descreve a
frequência no passado e
o present perfect, a ação
em progresso, já que seu
resultado é no presente.
4. Sobre o futuro na língua inglesa,
é possível afirmar que:
a) existem várias conjugações
possíveis.
b) existe “will”, usado com
muita frequência.
c) existe “be going to”, usado
com muita frequência.
d) existe uma conjugação
equivalente no português.
e) existem “will” e “going to”,
com aplicações distintas.
5. Quais verbos completam a seguinte
frase adequadamente: “Larry
__________ school tomorrow if he
__________ an important exam”.
a) will skip / will have
b) will skip / doesn’t have
c) won’t skip / doesn’t has
d) won’t skip / will have
e) will skips / doesn’t has
Noções do verbo em inglês 26
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DAVIDSON, G. Phrases, clauses and sentences. Singapore: Learners Publishing, 2003.
SOARS, L.; SOARS, J. New Headway English Course. Oxford: Oxford University Press, 2002.
Leituras recomendadas
CELCE-MURCIA, M.; LARSEN-FREEMAN, D. The grammar book: an ESL/EFL teacher’s
course. Boston: Cengage Learning, 1999.
CEFIRE. List of regular verbs. 2018. Disponível em: <cefire.edu.gva.es/mod/resource/
view.php?id=186221>. Acesso em: 22 fev. 2018.
EASTWOOD, J. Oxford Practice Grammar: intermediate. Oxford: Oxford University
Press, 2008.
HARMER, J. How to teach English: an introduction to the practice of English language
teaching. Harlow: Longman, 1998.
HORN, L. R.; WARD, G. (Ed.). The handbook of pragmatics. Oxford: Blackwell Publishing, 2006.
MURPHY, R. English Grammarin use. Cambridge: Cambridge University Press, 1994.
PEARSON LONGMAN. Irregular Verbs. 2018. Disponível em: <http://www.pearsonlongman.
com/insync/pdfs/irregularverbs/InSync4_IrregularVerbs.pdf>. Acesso em: 22 fev. 2018.
SHIRLEY TAYLOR. The power of verbs. 2014. Disponível em: <http://www.shirleytaylor.
com/blog/the-power-of-verbs/>. Acesso em: 22 fev. 2018.
27 Noções do verbo em inglês
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Encerra aqui o trecho do livro disponibilizado para
esta Unidade de Aprendizagem. Na Biblioteca Virtual
da Instituição, você encontra a obra na íntegra.
C06_Fundamentos_de_Ingles.indd 28 11/04/2018 10:33:25
Dica do professor
Os tempos verbais da Língua Inglesa são parecidos com os da Língua Portuguesa. Sua aplicação
varia de acordo com o que representam em cada idioma. Falar do Presente e do Passado exige
entender a conjugação e a flexão de cada verbo, além da situação ou da ação no Presente ou no
Passado. Acompanhe a Dica do Professor.
Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.
https://fast.player.liquidplatform.com/pApiv2/embed/cee29914fad5b594d8f5918df1e801fd/6ec967adc2a6105a83dac616315f671d
Na prática
Uma forma de praticar os verbos no Presente e no Passado, e principalmente memorizar os verbos
regulares e os irregulares, para aprender a diferenciá-los, é escrever frases em um parágrafo sobre
você mesmo com determinados verbos. Você pode usar aqueles que lhe são menos familiares para
começar o processo de memorização, e então aprendê-los de verdade. Veja a seguir um modelo.
Aponte a câmera para o
código e acesse o link do
conteúdo ou clique no
código para acessar.
https://statics-marketplace.plataforma.grupoa.education/sagah/780eab63-d6e7-4e41-84ec-01f31a43f416/a8b17b50-faab-4e71-9be6-7c927f01c175.jpg
Saiba +
Para ampliar o seu conhecimento a respeito desse assunto, veja abaixo as sugestões do professor:
Verbs in English have four basic parts:
No site da British Council, você encontrará um estudo sobre verbos: sua formação, grafia,
utilização, verbos principais, auxiliares, etc. Acesse o site e pratique.
Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.
OS 10 VERBOS MAIS USADOS NO INGLÊS | English in
Brazil
Veja esse vídeo com os 10 verbos mais usados.
Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.
COMO CONJUGAR QUALQUER VERBO EM INGLÊS
Veja aqui como conjugar verbos em inglês
Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.
https://learnenglish.britishcouncil.org/grammar/english-grammar-reference/verbs
https://www.youtube.com/watch?v=7V68WIFtZww
https://www.youtube.com/watch?v=SknYjWljXn0
Produção de texto na modalidade
escrita
Apresentação
Você já notou como a comunicação acontece ao seu redor? E como você se comunica, como você
se expressa? Muitas são as formas para nos comunicarmos, dependendo da situação, ou seja,
quando falamos com nossos pais, amigos e vizinhos; quando conversamos na escola com os
professores e colegas, ou no trabalho, usamos um tipo de linguagem, de vocabulário. Quando
escrevemos, a linguagem que usamos é diferente e o vocabulário também. Para cada situação,
usamos um tipo de linguagem. A comunicação escrita é uma forma de comunicação que acontece
quando você lê um jornal, um livro, ou quando você produz algum texto, um e-mail, por exemplo.
Nesta Unidade de Aprendizagem, você mergulhará no mundo da comunicação textual e estudará a
linguagem utilizada para escrever determinados textos, a forma como os verbos são conjugados,
seus significados, e, depois de um texto pronto, como fazer a leitura desse texto oralmente. Você
verá a diferença de linguagem entre a produção oral (quando produzimos nosso discurso para falar
ou conversar com alguém) e a produção textual (quando produzimos um texto com o objetivo de
comunicar uma mensagem, de contar uma história, etc.).
Bons estudos.
Ao final desta Unidade de Aprendizagem, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
Analisar o vocabulário pertencente a determinado assunto, a fim de iniciar produção de
textual.
•
Escrever frases adequadas, dando atenção aos verbos no início das frases e a diferença deles
em frases imperativas.
•
Ler textos de forma oral.•
Infográfico
Existem muitas maneiras de se comunicar com a linguagem escrita. Acompanhe no infográfico os
diferentes textos e a mensagem que eles passam:
Conteúdo interativo disponível na plataforma de ensino!
Conteúdo do livro
Escrever um texto requer alguns cuidados. A produção escrita exige uma linguagem mais clara e
direta, dependendo do texto que você produz. A utilização de verbos e frases adequadas ajudam na
compreensão do texto escrito, ou seja, da mensagem que esse texto quer passar.
Leia o capítulo Produção de texto na modalidade escrita, do livro Fundamentos do inglês, e
aprofunde seus conhecimentos.
Boa leitura.
FUNDAMENTOS
DE INGLÊS
Dayse Cristina Ferreira da Silva
Produção de texto na
modalidade escrita
Objetivos de aprendizagem
Ao final deste texto, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
Analisar o vocabulário pertencente a determinado assunto para iniciar
produção textual.
Escrever frases adequadas, dando atenção aos verbos no início das
frases e a sua diferença em frases imperativas.
Ler textos de forma oral.
Introdução
Você já notou como a comunicação acontece ao seu redor? E como
você se comunica, como você se expressa? Muitas são as formas para
nos comunicarmos: quando falamos com nossos pais, amigos, vizinhos;
quando conversamos na escola, com os professores, colegas e no trabalho
– em cada uma delas, usamos um tipo de linguagem, de vocabulário.
Quando escrevemos, a linguagem que usamos é diferente, assim como
o vocabulário, já que, para cada situação, usamos um tipo de linguagem.
A comunicação escrita é uma forma de comunicação que acontece
quando você lê um jornal, um livro ou quando você produz algum texto,
um e-mail.
Neste capítulo, você mergulhará no mundo da comunicação textual
e estudará a linguagem utilizada para escrever determinados textos, a
forma como os verbos são conjugados, seu significado e, a partir de um
texto pronto, como fazer a leitura desse texto oralmente. Você verá a
diferença de linguagem entre a produção oral, ou seja, quando produ-
zimos nosso discurso para falar ou conversar com alguém, e a produção
textual, quando produzimos um texto com um objetivo: comunicar uma
mensagem, contar uma história, etc.
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O vocabulário e a produção de texto
A produção de texto é uma tarefa considerada difícil para a maioria dos estu-
dantes. Seja na língua materna ou em uma língua estrangeira, escrever exige
esforço. Esse esforço está relacionado à capacidade que um estudante tem de
conhecer o tema, o assunto sobre o qual deve dissertar, as regras gramaticais
da língua em que ele produzirá o texto e a habilidade de utilizar a linguagem
adequadamente na modalidade escrita para se expressar.
As pessoas interagem por meio da linguagem, utilizando-a verbalmente
e não verbalmente, pois nos comunicamos de muitas formas, principalmente
com base na fala e na escrita. Para nos comunicarmos, seja pela fala ou pela
escrita, utilizamos a linguagem verbal e a não verbal. A linguagem verbal
se manifesta pelas palavras falada ou escrita e a linguagem não verbal se
manifesta pelos símbolos e gestos, pelas imagens e cores, etc. Toda vez que
nos comunicamos, utilizando um tipo de linguagem, essa linguagem exerce
uma função (JAKOBSON, 1985). As funções das linguagens são:
função referencial: essa função se refere a falar das coisas e dos seres no
sentido real, tendo como característica informar direta e objetivamente
(por exemplo, jornais, textos científicos, dissertação, etc.).
função emotiva: essa função está centradano emissor, em quem se
expressa, tendo como característica a subjetividade. Reflete um sen-
timento verdadeiro ou simulado, baseado na emoção (por exemplo,
música, poesia, depoimentos, etc.).
função conativa: essa função está centrada no receptor; tenta-se
persuadi-lo, influenciá-lo, manipulá-lo, focando no uso do imperativo
(por exemplo, anúncios publicitários e campanhas políticas).
função fática: essa função trata de testar o canal de comunicação
para estabelecer ou prolongar tal comunicação, ou até mesmo para
interrompê-la (por exemplo, cumprimentos, interjeições e verbos como:
“entendeu?”).
função poética: essa função está na estrutura da mensagem, sendo mais
subjetiva e conotativa. É também caracterizada por rimas e ritmos. (por
exemplo, poesias e campanhas publicitárias).
função metalinguística: essa função usa a língua para explicar a própria
língua; é quando o emissor explica o código linguístico, e o receptor
reflete sobre esse código (por exemplo, as regras da língua inglesa, da
língua portuguesa, etc.).
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Atualmente, há uma diversidade de linguagens utilizadas por todos os
tipos de pessoas. O advento da tecnologia colaborou como um dos fatores
que exerce forte influência no uso da linguagem para a comunicação. No
entanto, existem muitos gêneros discursivos que se modificam com o passar
do tempo. Um gênero textual consiste, geralmente, em um tipo de texto, uma
variedade de textos que trazem características evidentes, podendo modificar-se
com o passar do tempo. Uma revista especializada em textos sobre filosofia
antiga apresenta um tipo de gênero textual de acordo com sua abordagem.
Os gêneros narrativo, descritivo ou argumentativo são basicamente tipos
de textos que servem como modelo para uma produção textual. Se alguém
escreve um texto contando como foi seu dia, usará a narrativa como suporte e,
inevitavelmente, a descrição para detalhar alguma pessoa ou objeto presente
em sua narrativa. Se essa pessoa escreve um texto sobre as dificuldades de
usar o transporte público no Brasil, possivelmente, argumentará sobre pontos
positivos e negativos, chegando a uma conclusão.
As práticas pedagógicas auxiliam na aprendizagem e no desenvolvimento
do estudante, que precisará do suporte do docente para guiá-lo na sua produção
textual. É com a prática da produção textual que o indivíduo desenvolverá a
capacidade de organizar seu pensamento e seu conhecimento para transmitir
suas ideias, informando o leitor sobre algo. Segundo Silva (2008), os principais
tipos ou as principais sequências textuais são:
sequência narrativa: essa sequência textual atende a uma narração.
Narrar é o principal foco desse tipo de texto: conta-se uma história
geralmente em ordem cronológica, utilizando principalmente os verbos
no presente ou no passado.
sequência descritiva: essa sequência textual dificilmente será predo-
minante em um texto porque atende à descrição de pessoas, objetos e
lugares, fornecendo mais informação sobre eles.
sequência argumentativa: essa sequência textual atende a uma argu-
mentação. Persuadir e convencer são o foco desse tipo de texto, que faz
isso objetivando um discurso que modifica a visão que se tem sobre
determinado assunto.
A compreensão superficial da língua, seja a língua nativa ou a língua es-
trangeira, é um problema para a elaboração de textos e precisa ser desenvolvida
com a prática da leitura e da escrita. A importância linguística se faz tão pre-
sente quanto os aspectos sociais, culturais, cognitivos e ideológicos para que o
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letramento aconteça, colaborando para a construção do saber ler e escrever e
tornando também a escrita, a produção de texto, uma forma de comunicação.
Kleiman (1995) explica que o letramento é um processo que abrange práticas
sociais utilizando a escrita, sendo ao mesmo tempo um sistema simbólico e
tecnológico, e é realizado em contextos específicos para finalidades especí-
ficas. Porém, o letramento sobrepuja a escrita porque a escrita é apenas uma
maneira de adquirir o código alfabético para se manifestar linguisticamente.
Isso acontece porque, com o letramento, ainda não sabemos ler muito bem, pois
estamos aprendendo a escrever e fazer uso desses saberes para compreender,
mais tarde, os diferentes tipos de textos – por exemplo, textos de jornais,
poemas, textos narrativos, etc. (SOARES, 2000). Isso também interfere no
poder que é dado ao estudante de fazer uso desses materiais de escrita varia-
dos para interpretá-los e compreendê-los, conseguindo a informação central
necessária. Como estudante de uma língua estrangeira, é essencial que ele
pratique a leitura e a escrita para fins específicos e que o educador o oriente
dentro desse contexto específico. Dessa forma, o estudante terá a oportunidade
de treinar não somente aspectos linguísticos relacionados à construção da
escrita, mas aspectos culturais, políticos e ideológicos necessários para seu
crescimento e desenvolvimento.
Considerando o letramento para o ensino da língua inglesa, a prática por
meio de textos favorece a aprendizagem, a aquisição da língua e o desenvol-
vimento do saber sobre vocabulário e sintaxe, coesão e coerência e gêneros
discursivos. Ser letrado é saber usar os recursos linguísticos de maneira oral
ou escrita e, assim, poder participar, criticar, interpretar e se expressar. Sendo
o letramento a aquisição do discurso, aprender uma língua estrangeira, falar
essa língua e escrever nessa língua caracteriza usar a língua não somente como
um sistema composto por símbolos, mas como um dispositivo de comunicação
e interação social, já que, como mencionado no início deste capítulo, as pes-
soas interagem por meio da linguagem, expressando seus sentimentos, suas
opiniões, expondo suas críticas e interpretações e, dessa forma, evidenciam
seu conhecimento de mundo.
O ambiente em que a aprendizagem da língua é desenvolvida é de extrema
importância, uma vez que os aspectos formais da língua são externos, ou seja,
precisamos ir à escola para aprendê-los, precisamos praticá-los e continuar
a vivenciá-los. Esse é um contexto que está diretamente ligado à condição
socioeconômica do indivíduo, e é um processo que exige um olhar especial.
O discurso deve ser coerente e, inevitavelmente, haverá frases e expressões
Produção de texto na modalidade escrita4
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que apresentarão significados em determinadas situações comunicativas a
partir de nosso conhecimento de mundo.
Em se tratando da aprendizagem de uma língua estrangeira, adquirir
vocabulário é indispensável para uma comunicação eficaz. O vocabulário que
o estudante aprenderá conterá palavras diversas, como verbos, substantivos,
preposições, conjunções, entre outras, como as expressões idiomáticas. A
língua inglesa é uma língua cheia de expressões que precisam ser estudadas
para que sua compreensão e seu uso aconteça de forma adequada. Atualmente,
já se sabe que a simples memorização de vocabulário não é a melhor maneira
de aprender palavras novas. Inseri-las em um contexto no qual o estudante
perceba a necessidade e a importância de sua utilização é o que deve ser tra-
balhado. Quando o estudante entende a aplicação dessas palavras, a relação
que uma tem com a outra, seu significado e função, sua leitura e a construção
de textos se tornam mais produtivas.
Explorar a leitura, focando em palavras mais conhecidas, em um vocabulário
mais específico, é uma estratégia que pode guiar o estudante. Em primeiro
lugar, pode-se fazer o reconhecimento de palavras de origem latina na língua
inglesa; em seguida, perceber se essas palavras não são falsos cognatos, ou
seja, palavras com grafia e pronúncia semelhantes no português e no inglês,
mas com significados totalmente diferentes; prestaratenção nos prefixos e
nos sufixos que ajudam a identificar o tipo de palavra e sua função na frase;
após, identificar as palavras-chave, porque elas têm relação direta com o
assunto; por fim, utilizar um dicionário para aprender possíveis significados
das palavras desconhecidas após a leitura do texto e após a sua dedução pelo
contexto. Os cognatos são classificados da seguinte forma:
1. Cognatos idênticos na grafia em inglês e português, como social,
crime, animal, etc.
2. Cognatos muito parecidos na grafia em inglês e português, como
impact, preserve, ambulance, etc.
3. Cognatos pouco parecidos na grafia em inglês e português, como
interesting, probable, satisfy, etc.
4. Falsos cognatos com grafia ou pronúncia semelhante em inglês e
português, como arm, actually, nowadays, etc.
Os falsos cognatos podem aparecer com maior frequência, de modo que
devemos ficar atentos a eles e focar principalmente nas palavras mais co-
5Produção de texto na modalidade escrita
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nhecidas para trabalhar o texto e entender o contexto, a ideia, a mensagem
que ele passa. A dedução das demais palavras pode acontecer a partir dos
vocábulos conhecidos, o que ajuda na aquisição de vocabulário – é assim que
se aprendem novas palavras. Outra forma de adquirir vocabulário é prestar
atenção, como já dito, em palavras como, por exemplo, necessary, unnecessary
ou necessarily (em português, necessário, desnecessário e necessariamente).
A palavra necessary é um cognato um pouco parecido com necessário em
português, o que facilita sua identificação. Portanto, unnecessary e necessarily
não se tornam tão difíceis de serem identificados em um texto se prestarmos
atenção no sufixo e no prefixo que os acompanham. Essa é uma prática que
deve ser usada pelos estudantes para ler e escrever melhor.
Usado o vocabulário escolhido e apropriado para a produção de um texto,
é hora de prestar atenção na textualidade, que reúne fatores linguísticos e
extralinguísticos. A coesão e a coerência fazem parte dos fatores linguísticos,
pois uma frase, um parágrafo, um texto não são construídos e não têm sentido
se feitos com um agrupamento de palavras. As palavras precisam estar orga-
nizadas de tal forma que, sintática e semanticamente, conseguimos entender
o enunciado, a informação, a intenção do texto.
Um texto é coerente e coeso se as palavras se unirem de forma adequada,
respeitando os conectivos que ligam determinadas palavras, frases e orações,
fazendo sentido. Algumas palavras são elementos que realmente servem para
“amarrar” frases e parágrafos, formando um texto. Essas palavras que “amar-
ram” são os elementos coesivos que estabelecem relação entre as palavras, as
frases, os parágrafos. Palavras como however, therefore, although, thus, por
exemplo, ligam as frases e estabelecem uma relação semântica, pois informam
contradição, causa, finalidade, etc. Essas palavras são chamadas de mecanismos
coesivos e estabelecem a sequência das frases dentro do texto, garantindo a
coesão textual, pois vão tecendo significado na construção do texto. Outros
elementos coesivos são in, at e on, que acompanham substantivos formando
um advérbio de tempo, como em in the morning, at noon e on Sunday (em
português, de manhã, ao meio dia e no domingo), entre muitos outros, e de
lugar, como em in the office, at the airport e on the plane, etc. (em português,
no escritório, no aeroporto e no avião), além de outros marcadores considerados
lógicos, como firstly, besides, because (em português, primeiramente, além,
porque), entre outros.
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É fundamental saber o valor que cada um desses elementos de coesão dá
para o desenvolvimento do texto: eles vão ajudando a construir o texto de
tal forma que entendemos a conexão estabelecida e evitamos repetições, até
pela utilização de sinônimos e antônimos e pronomes que fazem referência
a outros substantivos no texto, como em for example e for instance, perhaps
e maybe, respond e answer (em português, por exemplo, talvez e responder).
A tarefa de escrever sempre foi considerada difícil. Para escrever, precisamos conhecer
a língua, e não apenas aquele conhecimento oral que estamos acostumados a usar
para falar. Escrever um e-mail é um exemplo de comunicação menos informal e usado
com muita frequência no meio profissional. Dependendo de para quem estamos
escrevendo, podemos decidir ser mais informais ou mais formais, porque há algumas
questões que exigem tais formalidades, como a relação entre as partes. Por exemplo,
se as pessoas que estão se comunicando por e-mail são mais distantes e o ambiente
é profissional, a formalidade é preferível. Isso envolve saber começar e terminar um
e-mail, utilizando uma linguagem adequada. Observe alguns exemplos a seguir.
INFORMAL FORMAL
I need to... It is necessary for me to...
I’m sorry to tell you that... We regret to advise you that...
I promise... I can assure you that...
Sorry, I can’t make it. I am afraid I will not be able to attend.
What do you need? Please let us know your requirements.
Essas frases são apenas alguns exemplos de linguagem escrita que podem passar a
impressão de informalidade ou de formalidade dependendo da sua utilização. Cabe
a quem está redigindo o e-mail perceber a necessidade de enviá-lo à pessoa, separar
a linguagem pessoal da linguagem profissional, ou seja, informal da formal, ser claro,
objetivo e educado e não escrever algo desnecessário.
É importante observar, também, que há algumas expressões comuns na língua
inglesa para iniciar e encerrar um e-mail. Escrever um e-mail é também uma atividade
que precisa ser praticada.
7Produção de texto na modalidade escrita
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Vamos praticar? No site da British Council, há um passo a
passo para redigir diversos tipos de e-mails em inglês, de
acordo com a situação de comunicação. Acesse o link a
seguir e teste seus conhecimentos.
https://goo.gl/rSWEfx
Itens linguísticos para a construção
de frases e textos
Para começar a escrever, é imprescindível dominar alguns itens linguísticos.
Tanto na língua portuguesa quanto na língua inglesa, conhecer o vocabulário
e saber utilizá-lo é fundamental. Um tipo de palavra que aparece com muita
frequência em textos escritos, e na fala também, é o substantivo. A função
do substantivo é dar nomes às pessoas, coisas, lugares, etc. (PENNA, 2008),
e eles podem ser comuns, próprios ou abstratos.
São substantivos comuns: table, house, car, girl, student, shop, park, sea,
beach, book, (em português, respectivamente: mesa, casa, carro, menina,
aluno, loja, parque, oceano, praia, etc.), por exemplo. Esses substantivos dão
nomes aos objetos e às coisas. Man, por exemplo, não é um objeto, mas essa
palavra é considerada um substantivo comum por dar nome a um ser, dando-
-lhe significado.
São substantivos próprios: Ann, Brazil, New York, por exemplo, que são
nome a pessoas e lugares e sempre começam com letra maiúscula.
São substantivos abstratos: life, fear, pain, anger, hate, love, envy, bliss
(em português, vida, medo, dor, raiva, ódio, amor, inveja, felicidade, etc.),
por exemplo, sendo principalmente as palavras que expressam emoção e
sentimento.
Um substantivo é uma palavra que ocupa a posição do sujeito ou do objeto
em uma frase e sua identificação facilita a compreensão e o papel que exerce
nessa frase. Ele raramente aparece sozinhos nas frases, e é muito comum que
seja acompanhado por artigos, adjetivos, pronomes possessivos, pronomes
demonstrativos, um numeral e até mesmo por outro substantivo. Observe o
Quadro 1.
Produção de texto na modalidade escrita8
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ENGLISH PORTUGUESE
The boy O menino
A city / A horse Uma cidade / Um cavalo
An orange / An architect Uma laranja / Um arquiteto
A hot day Um dia quente
Japanesecars Carros japoneses
My friend Meu amigo
Those buses Aqueles ônibus
Four apples Quatro maçãs
Bank manager Gerente de banco
Quadro 1. Grupos nominais em inglês.
As palavras destacadas são os substantivos acompanhados por um ar-
tigo, adjetivo, pronome possessivo, pronome demonstrativo, numeral e outro
substantivo, nessa sequência. Esses substantivos são o núcleo, a parte mais
importante de cada um dos grupos nominais do Quadro 1.
Note o lugar que os substantivos ocupam, acompanhados de seus artigos,
pronomes e seus modificadores. Além dessas construções, os substantivos
também podem ser acompanhados de preposições, geralmente of (em portu-
guês, de), como nos exemplos the title of the text, the history of the world, the
colour of the house (em português, o título do texto, a história do mundo, a
cor da casa), nos quais title, history e colour são os substantivos considerados
núcleos em inglês e em português. Essa é outra construção possível com os
substantivos e que, para quem escreve em inglês, precisa estar clara para que
o texto seja feito com as palavras que se combinam adequadamente. Vamos
analisar as partes que compõem uma frase a partir desses exemplos?
Uma frase é formada basicamente por SUJEITO + VERBO + COMPLE-
MENTO (objetos e advérbios). Nessa formação, o sujeito é reconhecido como
aquele que pratica uma ação, respondendo às perguntas: Quem? O quê? É
composto por substantivos acompanhados de artigos, adjetivos, pronomes
ou, ainda, um pronome reto (em inglês, subject pronoun). O verbo é usado
para descrever a ação que é praticada por alguém, na voz ativa, ou a ação
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que é sofrida, na voz passiva. Na voz ativa, uma frase construída com um
sujeito que pratica a ação, o verbo usado pode ser intransitivo ou transitivo.
Quando o verbo é intransitivo, ele não exige um complemento e não é seguido
de um objeto. Quando o verbo é transitivo, ele pode ser transitivo direto ou
transitivo indireto. O verbo transitivo direto exige um complemento, e esse
complemento é um objeto. O objeto, na frase, é composto por um substantivo,
acompanhado de artigo, adjetivo, pronomes ou, ainda, um pronome oblíquo
(em inglês, object pronoun). Um sujeito ou um objeto também podem ser
formados por um grupo nominal, como the title of the text, the history of the
world, the colour of the house. Outros complementos podem ser os advérbios
ou as expressões adverbiais, que são usados para responder as perguntas:
Onde? Quando? Como? Esses advérbios ou expressões podem vir depois de
verbos intransitivos ou transitivos, dependendo da necessidade que se tem
de responder essas perguntas. As expressões adverbiais contêm mais de uma
palavra para formar tal expressão e podem iniciar uma frase, sendo separadas
por uma vírgula, sem serem usadas apenas no final da frase, como mostra
a estrutura SUJEITO + VERBO + COMPLEMENTO (objetos e advérbios).
Quando identificamos as partes que compõem uma frase, essa compreensão
nos ajuda a entender como construí-las para elaborar nosso próprio texto.
Outro item linguístico tão ou mais importante que o substantivo é o verbo.
Os verbos pertencem à classe das palavras, assim como os substantivos, além
dos adjetivos, advérbios, pronomes, numerais, conjunções, interjeições, artigos
e preposições. O verbo é tão importante que, quando fazemos a análise de
uma frase, começamos essa análise por ele, o verbo. Identificando o verbo,
sabemos se a ação está acontecendo ou se pertence ao presente; se já aconteceu
e pertence ao passado; ou, ainda, se expressa uma ideia de futuro. O verbo
não é usado para falar somente de ações, mas também de estados, o estado
em que alguém ou algo se encontra. Saber os tempos verbais nos ajuda a ter
uma leitura mais clara do texto.
Os tempos verbais que ocorrem com muita frequência, em textos, são o
presente e o passado. Em inglês, o present simple apresenta o verbo na forma
básica, é a forma do infinitivo sem to. Dependendo do sujeito utilizado, se é
um sujeito que está no singular e se refere a he, she ou it, em que ele ou ela
praticam a ação, ou algum assunto é tratado, o verbo conjugado no present
simple para essas pessoas leva “s” ou “es”, dependendo da terminação do
verbo. Ao usarmos o present simple em textos, queremos informar que uma
ação acontece habitualmente ou que se trata de um fato.
Most Brazilians have two mobile phones in this decade.
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Há também o present perfect em inglês, um tempo verbal que é composto
pelos auxiliares have ou has + um verbo no particípio. Esse tempo verbal tem
como característica informar desde quando ou há quanto tempo uma ação ou
um estado acontece, ou seja, essa ação ou esse estado começou no passado e
ainda ocorre no presente.
Brazilian population has increased dramatically over past years.
O past simple é um tempo verbal usado para fazer referência a uma ação
ou a um evento que começou e terminou no passado. A conjugação desse
tempo verbal acontece de duas formas, com os verbos regulares e com os
verbos irregulares. Os verbos regulares são formados com o acréscimo do
sufixo “ed”. Ao final dos verbos regulares, no infinitivo, sem to, acrescenta-se
esse sufixo. Os verbos irregulares apresentam uma grafia e uma pronúncia
diferenciadas, não seguindo nenhuma regularidade. Há uma tabela dos verbos
irregulares para consulta e, assim como os irregulares, os regulares precisam
ser aprendidos e memorizados para que possamos usá-los adequadamente.
Brazil won the World Cup in the 70’s.
O futuro em inglês é representado, por exemplo, por will, modal usado
para nos ajudar a entender uma ideia de futuro a que nos referimos. Além
desse modal, outros também são usados para expressar tal ideia futura, mas
essa forma de se expressar dependerá do que o autor do texto quer informar.
Os verbos modais usados para expressar uma ideia futura de possibilidade
ou impossibilidade são can, can’t, may, may not, could e couldn’t, enquanto
o verbo modal will carrega a ideia futura de certeza comparado aos que ex-
pressam possibilidade.
The conclusion will bring the the final results.
Cabe alertar, neste momento, que verbos na forma imperativa são usados
no início de frases, sem um sujeito explicito. A forma imperativa, na língua
inglesa, refere-se a you (em português, tu ou você). Apesar de, no português,
haver diferentes desinências verbais no imperativo, o inglês utiliza apenas
uma forma, a do infinitivo sem to, de modo que o imperativo serve para dar
uma ordem ou para fazer um pedido, uma súplica, uma solicitação ou para
dar uma orientação, etc. e, como já comentado, é sempre para you, no singular
(para uma única pessoa) ou no plural (para várias pessoas).
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Cabe ao educador proporcionar práticas pedagógicas que aproximem o
conteúdo dos estudantes para que eles consigam desenvolver uma bagagem
cultural capaz identificar o vocabulário apropriado para ser utilizado nos
diferentes textos que devem produzir, ajudá-los a ler nas entrelinhas e aprender
a interpretar, criticar e concluir, e dissertar adequadamente de acordo com o
assunto a ser tratado, usando a linguagem de acordo com sua função.
O caso possessivo em inglês é usado de duas formas. Uma é a que conseguimos usar
igualmente em português quando falamos, por exemplo, the window of the office, the
colour of the building, the history of humankind, the medicine of those treatments, the price
of that appliance (em português, a janela do escritório, a cor do prédio, a história da
humanidade, o remédio daqueles tratamentos, o preço daquele aparelho). O uso da
preposição of (em português, de) está presente nessas expressões que podemos deno-
minar como grupos nominais, ou seja, expressões formadas por substantivosnas quais
o primeiro substantivo desse grupo é o núcleo da expressão. Essa forma é diferente de
outro estudo sobre o possessivo, chamado genitive case em inglês, que é diferente em
português e que precisamos praticar para usar adequadamente, como nos seguintes
exemplos: Brazil’s south population, Sunday’s newspaper, Brad Pitt’s new film, England’s new
music style (em português, a população do sul do Brasil, o jornal de domingo, o novo
filme de Brad Pitt, o novo estilo de música da Inglaterra). Essa maneira de se referir à posse
é uma característica do inglês. Na sua formação, acrescentamos ’s na palavra que dá a
ideia de possuir algo e, em seguida, a palavra que se refere ao possuidor. São exemplos
de grupos nominais também, pois são basicamente formados por substantivos.
A leitura de um texto
Quando uma pessoa aprende uma língua, ela aprende também um pouco da
cultura e das formas de se expressar desse povo. Ao aprender a língua inglesa,
aprendemos a história do país, da Inglaterra ou dos Estados Unidos, por exem-
plo, os costumes dos seus povos e suas preferências em relação à comida, ao
entretenimento, etc. Há ainda outros países, como Canadá, Austrália, Nova
Zelândia e África do Sul, nos quais é possível aprender a língua inglesa e
também seus costumes. Tudo isso representa informação colhida não só do
funcionamento do idioma, mas de toda a riqueza que esse idioma carrega, já
que a linguagem está presente nas mais diversas atividades proporcionadas
pelo ser humano porque a comunicação acontece onde há pessoas, que usam
a linguagem e falam um idioma.
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Podemos ver que aprender uma língua estrangeira é uma forma de ampliar
nossa visão de mundo, estabelecendo contato com pessoas e culturas diferentes
e usando a comunicação para trocar informação e experiências. À medida que
nos tornamos competentes em uma linguagem, a comunicação acontece de
forma mais natural, e expressar-se e posicionar-se são reflexos do domínio da
linguagem. Vivemos em um mundo globalizado, no qual a informação em forma
de notícia nos chega a todo instante e das formas mais variadas. Saber lê-las e
interpretá-las exige, no mínimo, que uma linguagem, um idioma, seja conhecido
porque, inevitavelmente, teremos acesso a outras culturas. Nesse sentido, a língua
inglesa é, sem dúvida, o idioma que mais fornece informações sobre ciência,
tecnologia, política e economia. Assim, integrar as habilidades de reading,
writing, listening e speaking para aprender a língua inglesa é fundamental.
A leitura, seja ela em português ou em inglês, é uma competência que
precisa ser desenvolvida e que não pode ficar restrita apenas ao conhecimento
de textos escritos. Assim como nos comunicamos usando a linguagem verbal
e não verbal, como comentado no início deste capítulo, também lemos essas
linguagens. Se nos comunicamos com palavras, gestos, símbolos, anúncios,
etc., também lemos as palavras, os gestos, os símbolos, os anúncios e os
interpretamos. Nossa experiência nos ajuda a ler os mais variados sinais
que nos rodeiam, e é com nossas experiências que conseguiremos entender,
interpretar, criticar e concluir.
Falar de leitura não se limita a falar de um texto que temos que ler, porque
também fazemos leituras diárias e de maneira abrangente, dependendo do nosso
estado emocional, cultural, social etc., começando antes do texto propriamente
dito e ultrapassando-o. Ler um texto pede, também, entendimento de signi-
ficado e considerações a respeito do papel do leitor, o objetivo do texto e o
processo de interação que ocorrerá entre o leitor e o texto quando esse estiver
em contato com o texto. Ler é um processo interativo e, ao mesmo tempo,
comunicativo, porque o leitor interage com o texto, se vê no lugar daqueles
acontecimentos, percebe a informação para si, e a comunicação acontece por
causa da bagagem e das experiências que o leitor carrega consigo.
Para ler, e ler bem, é fundamental que o leitor estabeleça um objetivo que
faça com que sua leitura ocorra satisfazendo sua necessidade. De acordo
com os diferentes níveis de leitura, conforme os diferentes tipos de textos e
interesses, o leitor fará uma leitura mais superficial, rápida, detalhada, ou uma
leitura prazerosa. Cada leitor tem um objetivo, e esse pode variar dependendo
do interesse e da necessidade que se tem por determinado assunto. Quando
um leitor tem interesse em um determinado tema, a leitura parece fazer mais
13Produção de texto na modalidade escrita
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sentido, e assim acontece quando necessitamos de alguma informação – ler
sobre essa informação faz sentido. Vamos verificar os quatro níveis de leitura:
1. Compreensão geral: é quando há uma leitura rápida por parte do
leitor e ele quer pegar informações de modo geral. É fundamental ter
conhecimento de itens linguísticos, como verbos e tempos verbais, e
conhecimento de mundo para assuntos diversificados.
2. Compreensão de itens principais: é quando há uma leitura mais de-
talhada por parte do leitor para buscar a informação necessária, a que
lhe interessa. Os parágrafos são lidos atentamente.
3. Compreensão detalhada: é quando há uma leitura mais detalhada em
relação às leituras anteriores por parte do leitor e ele, com essa leitura,
compreende tais detalhes que permeiam o texto.
4. Leitura crítica: é quando há uma leitura mais analítica por parte do
leitor e ele se atenta para itens como estrutura do texto, referências,
entre outros, e faz uso dessas informações para sua análise e crítica,
comparando esse texto com outros.
Saber ler é uma prática que deve ser desenvolvida pelos diversos leitores.
Como já comentado, definir os objetivos é o primeiro passo do leitor, que
deve, então, ser treinar, porque esses tipos de leitura precisam ser treinados.
A leitura crítica, principalmente, precisa ser ensinada para que o leitor de-
sempenhe seu papel crítico de maneira adequada, analisando o texto a partir
de seu conhecimento de mundo, da compreensão das frases, do conhecimento
linguístico e de mundo.
O leitor pode também estabelecer estratégias de leitura, dependendo do
propósito da sua leitura e de acordo com o gênero textual. A estratégia escolhida
pelo leitor dependerá de seu objetivo, e só então ele conseguirá estabelecer
um plano para uma compreensão textual adequada. Fazer inferências a partir
de uma leitura geral é uma compreensão que o leitor precisa ter e saber fazer.
As inferências só acontecerão se o leitor tiver conhecimento de mundo, de
maneira que conseguirá formular hipóteses e até propor solução para um
eventual problema. Outros itens, como título, formato do texto, início e fim
de parágrafos, uso de linguagem não verbal e até mesmo palavras de origem
estrangeira ou, ainda, os falsos cognatos, já comentados na primeira seção
deste capítulo, servem como estratégias para o leitor.
Comentamos também a respeito do dicionário para auxílio nas leituras. Al-
guns especialistas sugerem sua utilização em último caso, apesar de poder ser
incorporado como um importante instrumento de aprendizagem. No entanto,
Produção de texto na modalidade escrita14
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ao consultá-lo, sendo um dicionário de inglês-português ou português-inglês, é
necessário dar atenção para as definições possíveis. Existem muitos dicionários,
entre eles os eletrônicos, e uma imensa variedade pode ser escolhida de acordo
com a preferência ou com a ajuda de um professor de inglês. Aprender a utilizá-los
facilitará a consulta, porque não podemos assumir como certa a primeira definição
de uma palavra sobre a qual queremos saber o significado. Em inglês, muitas
palavras assumem traduções diferentes dependendo de como estão inseridas na
frase, apresentando significado e função diferentes. Confira os exemplos a seguir:
Close relationships bring more confidence./ Relacionamentos próximos trazem mais
confiança.
They decided to close the meeting. / Eles decidiram encerrar a reunião.
Doors are closed down. / As portas estão fechadas.
Quando procuramos o significado da palavra close, encontramos como primeira
definição fechar, a primeira tradução que aprendemos quando começamos a
estudar inglês. Depois, estudamos que close também tem significado de próximo,
um adjetivo. Mais tarde, aprendemos que close também serve como um verbo
presente em expressões, podendo ser traduzido como encerrar, além de assumir
equivalências como perto, estreito, etc. O significado de close dependerá da posição
que ele ocupará na frase, podendo ser verbo, adjetivo ou até mesmo um advérbio.
Devemos prestar muita atenção na disposição das palavras no dicionário para
usar a tradução mais adequada e conseguir a interpretação correta, aquela que
realmente faz sentido no texto. O dicionário também traz, na sua organização,
o que aquela palavra significa, um countable noun ou um uncoutable noun, um
verbo, seu passado e particípio, um adjetivo, um advérbio, etc. Nos dicionários de
inglês, ainda, há exemplos com as palavras e suas diferentes funções e posições
dentro de uma frase. O exemplo usado com close é apenas um entre as várias
palavras com significados e funções diferentes na língua inglesa.
É fundamental reforçar que não se lê sem um objetivo, por mais diferentes que
esses objetivos sejam. A leitura feita sem atenção é uma leitura desinteressada,
mas, à medida que a necessidade de obter alguma informação aumenta, prestamos
mais atenção à leitura e aprendemos a ler com cuidado conforme a necessidade que
temos, aprendendo a dar significado e a ter um olhar diferente para determinados
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tipos de texto. As práticas de leitura e escrita abrangem também o que se entende
por língua oral, pois as atividades comunicativas (MARCUSCHI, 2001) são um
conjunto que incluem a escrita e a leitura. Trazer para o contexto do estudante essas
atividades, sem tratá-las como atividades isoladas, permite a prática linguística
em um contexto sociocultural que os situe.
Para praticar mais a redação em inglês, acesse o site da
British Council, no qual há dicas sobre como escrever para
um propósito, como melhorar a escrita nas tarefas acadêmi-
cas com informação e sugestões sobre diferentes tipos de
textos e exercícios para ajudar a escrever mais claramente
e melhor. Acesse em:
https://goo.gl/Py5w2L
Produção de texto na modalidade escrita16
C11_Fundamentos_de_Ingles.indd 16 24/04/2018 09:05:53
JAKOBSON, R. Verbal Art, Verb Sign, Verbal Time. Minneapolis: University of Minnesota,
1985.
KLEIMAN, A. B. (Org.). Os significados do letramento. Campinas: Mercado de Letras, 1995.
LINGNAN UNIVERSITY. Text Types of Genres. 2018. Disponível em <http://www.ln.edu.
hk/eng/genres/>. Acesso em: 01 mar 2018.
MARCUSCHI, L. A. Da fala para a escrita: atividades de retextualização. São Paulo:
Cortez, 2001.
PENNA, L. Leitura em Língua Inglesa. Curitiba: IESDE Brasil, 2008.
SILVA, L. P. Prática Textual em Língua Portuguesa. Curitiba: IESDE Brasil, 2008.
SOARES, M. Letramento: um tema em três gêneros. 4. ed. Belo Horizonte: Autêntica,
2000.
WINAYAH, W. Genre Text. 27 Dec. 2012. Disponível em: <https://winayah17.wordpress.
com/2012/12/27/genre-text/>. Acesso em: 21 abr. 2018.
17Produção de texto na modalidade escrita
C11_Fundamentos_de_Ingles.indd 17 24/04/2018 09:05:54
Leituras recomendadas
BRITISH COUNCIL. Writing for a purpose. 2018. Disponível em <https://learnenglish.
britishcouncil.org/en/writing-purpose/writing-purpose>. Acesso em: 02 mar 2018.
BRITISH COUNCIL. Writing skills practice: English for emails. 2018. Disponível em <ht-
tps://learnenglish.britishcouncil.org/en/english-emails>. Acesso em: 02 mar 2018.
CORREA, V. L. Língua Portuguesa: da oralidade à escrita. Curitiba: IESDE Brasil, 2009.
EMMERSON, P. Email English. 2. ed. Oxford: Macmillan, 2013.
HADFIELD, J.; HADFIELD, C. Oxford basics: simple writing activities. Oxford: Oxford
University Press, 2001.
NORTE, M. B.; SCHLÜNZEN JUNIOR, K.; SCHLÜNZEN, E. T. M. (Coord.). Língua Inglesa.
São Paulo: Cultura, 2013. (Coleção Temas de Formação, 4).
Dica do professor
Escrever parece uma tarefa muito difícil, mas é mais uma habilidade que deve ser praticada quando
aprendemos uma língua estrangeira. Formar frases, observar as partes que formam uma frase,
estudar o significado e a função das palavras são exercícios que devem ser praticados
constantemente. Acompanhe a Dica do Professor:
Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.
https://fast.player.liquidplatform.com/pApiv2/embed/cee29914fad5b594d8f5918df1e801fd/0b942c3d013c221f793b6cafb0cbb7ce
Na prática
Adrew comprou um produto na internet, mas ele não chegou no prazo combinado. Então, ele
resolve reclamar e envia um e-mail. Acompanhe o modelo a seguir:
Como você pode ver, o e-mail inicia com o motivo pelo qual Adrew entrou em contato com o
fornecedor: a compra, os dados do produto, a data e a forma de pagamento. Ele reclama, diz por
que está desistindo da compra e propõe um desfecho.
E você? Como você resolveria essa questão? Você escreveria um e-mail desse modo? Que tipo de
reclamação você faria, caso tivesse encomendado um livro via internet e tivesse recebido um DVD
de um filme italiano?
Saiba +
Para ampliar o seu conhecimento a respeito desse assunto, veja abaixo as sugestões do professor:
Writing Resources
No site da Universidade do Colorado, nos Estados Unidos, você encontrará orientação e dicas de
como escrever diferentes tipos de textos para fins acadêmicos, além de poder praticar com as
atividades sugeridas.
Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.
O ensino de produção textual em inglês como segunda língua -
trajetória e tendências contemporâneas
Veja no link a seguir um artigo sobre o processo de escrita em língua inglesa.
Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.
Improving the writing skills of college students
Neste artigo publicado pela Saint Louis University, em Missori, nos Estados Unidos, você terá uma
leitura a respeito de como melhorar as habilidades de escrita acadêmica. Um artigo em inglês para
você praticar bastante sua leitura também.
Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.
https://writing.colostate.edu/learn.cfm
http://www.helb.org.br/index.php/revista-helb/ano-7-no-7-12013/214-o-ensino-de-producao-textual-em-ingles-como-segunda-lingua-trajetoria-e-tendencias-contemporaneas
https://link.springer.com/content/pdf/10.3758/BF03194058.pdf
Approaches to process writing
Artigo do British Council sobre como estruturar o processo de escrita em língua inglesa.
Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.
https://www.teachingenglish.org.uk/article/approaches-process-writing
Redação de parágrafos e e-mails
Apresentação
Seja bem-vindo!
Nos dias de hoje, com a Internet e o crescente intercâmbio de informações entre países, empresas
e instituições, escrever e-mails e pequenos parágrafos em diferentes idiomas, principalmente inglês,
língua considerada "universal", tornou-se fundamental. Dessa forma, é importante destacar que a
linguagem a ser utilizada em seu texto dependerá de seu objetivo. Se você for escrever um e-mail
para seu chefe ou professor, a linguagem utilizada deverá ser mais formal. Se for escrever para um
amigo, tenderá a ser mais informal.
Nesta Unidade de Aprendizagem, você estudará as linguagens formal e informal e como optar entre
uma ou outra. Além disso, verá como selecionar palavras-chave em um texto para identificar se ele
é formal ou informal e também para facilitar a compreensão da leitura. Ao final,você aprenderá
alguns elementos que compõem um e-mail formal, para praticar esse tipo de texto tão utilizado
atualmente.
Bons estudos.
Ao final desta Unidade de Aprendizagem, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
Observar diversos tipos de textos a fim de saber identificá-los, bem como o uso das
linguagens formal e informal nos mesmos.
•
Selecionar palavras-chave em textos formais e informais.•
Praticar a escrita em um texto de e-mail.•
Infográfico
No texto formal, a tendência é utilizarmos um vocabulário mais complexo, com palavras e frases
mais longas e distantes daquelas usadas oralmente em nosso cotidiano.
Veja, no infográfico a seguir, o que não pode faltar em um e-mail formal.
Conteúdo interativo disponível na plataforma de ensino!
franc
Nota
Logo abaixo
Conteúdo do livro
Embora a linguagem informal seja mais utilizada na fala do que na escrita, alguns gêneros textuais
podem fazer uso dela. Um romance, por exemplo, pode utilizar tanto uma linguagem formal quanto
uma informal, dependendo do estilo que o autor deseja imprimir à obra. Um e-mail enviado a um
amigo normalmente é escrito em linguagem informal, enquanto um e-mail dirigido ao diretor de
uma empresa tende a ser redigido em uma linguagem mais formal. O vocabulário é um dos
principais indicadores se um texto é formal ou informal. As palavras e as expressões escolhidas
darão o tom de formalidade ou informalidade que você quer imprimir a seu texto.
Para compreender melhor como identificar os tipos de linguagens utilizadas em diferentes gêneros
textuais, leia o capítulo Redação de parágrafos e e-mails, do livro Fundamentos de inglês, que trata
dessas relações mais detalhadamente.
Redação de parágrafos
e e-mails
Objetivos de aprendizagem
Ao final deste texto, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
Identificar os diferentes tipos de textos e o uso das linguagens formal
e informal.
Selecionar palavras-chave em textos formais e informais.
Praticar a escrita de um texto de e-mail.
Introdução
Neste capítulo, você vai estudar alguns diferentes tipos de textos e saber
identificar se eles trazem uma linguagem formal ou informal por meio
da análise de alguns elementos que os compõem.
Além disso, você vai aprender quando utilizar a linguagem formal
e quando a linguagem informal é aceita. Você também vai aprender a
selecionar as palavras-chave nos textos como uma forma de identificar
se o texto é formal ou informal e de facilitar a sua compreensão. Ao final
do capítulo, vai aprender sobre alguns elementos que compõem um
e-mail formal, de modo a praticar a redação de um dos tipos de textos
mais utilizados nos dias de hoje.
Texto formal ou texto informal?
Embora a linguagem informal seja mais utilizada na fala do que na escrita,
alguns gêneros textuais podem fazer uso dela. Um romance, por exemplo,
pode utilizar tanto linguagem formal quanto informal, dependendo do estilo
que o autor deseja imprimir à sua obra. Um e-mail pessoal normalmente é
escrito em linguagem informal, enquanto um e-mail dirigido ao diretor de
uma empresa tende a ser redigido em linguagem mais formal.
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Alguns gêneros textuais requerem um tipo de linguagem específica. Um
artigo científico, por exemplo, exige uma linguagem acadêmica, técnica ou
científica, portanto, consequentemente, deve adotar uma linguagem formal.
Em geral, o mesmo acontece com todos os tipos de documentos oficiais,
contratos, relatórios, etc.
O texto formal tende a ser mais complexo, pois costuma apresentar um vo-
cabulário mais complexo, frases mais longas e palavras mais longas e distantes
daquelas que utilizamos no nosso dia a dia na fala. O texto informal costuma
estar mais próximo da fala dos indivíduos e, portanto, ser mais familiar.
Veja no Quadro 1, a seguir, algumas das principais diferenças entre um
texto formal e um texto informal em inglês.
Informal text Formal text
Colloquial words/expressions
(kids, guy, awesome, a lot, etc.)
Avoids using colloquial words/
expressions (kids, guy, awesome, etc.)
Contractions (can’t, won’t, etc.) Avoids contractions (write out full
words – cannot, will not, etc.)
First, second, or third person
(I; you; he/she/it)
Third person (he, she, they) and first
person (we) in research papers, etc.
Clichés or slangs Avoid clichés or slangs
Address readers using second
person pronouns (you, your, etc.)
Avoid addressing readers using
second person pronouns (use one,
one’s, the reader, the reader’s, etc.)
Imperative voice (ex. Remember) Avoid imperative voice (Please refer to...)
Active voice (ex. We have noticed that...) Passive voice (ex. It has
been noticed that...)
Short and simple sentences Longer and more complex sentences
Quadro 1. Formal and informal texts.
Redação de parágrafos e e-mails2
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Veja a seguir alguns exemplos de frases com o mesmo sentido, mas escritas
de modo diferente, sendo uma das frases de cada exemplo escrita de maneira
formal e a outra de maneira informal:
Compare:
She has decided to leave the house. (Formal)
She’s decided to leave the house. (Informal, because of contraction:
She’s = She has)
The woman whom I work with gave birth to a baby boy. (Formal)
The woman I work with gave birth to a baby boy. (Informal: relative
clause without the relative pronoun)
We went to Paris last month. We have a lot of things to tell you. (Formal)
We went to Paris last month. Lots to tell you. (Informal: ellipsis)
Vocabulary
O vocabulário mais formal normalmente pressupõe palavras mais longas e, no
caso do inglês, com origem greco-latina. O vocabulário informal normalmente
envolve palavras mais curtas e, no caso do inglês, de origem anglo-saxã. A
maioria dos dicionários indica se a palavra é formal ou informal e sua origem.
No link a seguir, você encontra uma coletânea dos principais dicionários em inglês.
https://goo.gl/P6Svyh
Veja no Quadro 2, a seguir, exemplos de palavras formais e de palavras
informais com significados próximos.
3Redação de parágrafos e e-mails
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Formal Informal
Commence Start
Terminate End
Endeavour Try
Quadro 2. Formal and informal vocabulary.
Outro elemento que pode definir o grau de formalidade ou informalidade
de um texto são os verbos modais do inglês. A escolha do verbo modal tende a
acontecer quando a pessoa quer ser mais formal e polida (CAMBRIDGE..., 2018).
Can I suggest you try this new model? (Neutral)
May I suggest you try this new model? (More formal)
Might I suggest you try this new model? (Very formal)
Veja a seguir exemplos de dois tipos de e-mail: um informal e outro formal.
Dear Beth,
Thanks a lot for your last e-mail. It’s always great to hear from you. You seem to be having
a great time in France.
Thanks also for the pics. I absolutely loved that snap of yours standing in front of the Eiffel
Tower. France looks stunning. Someday I’ll go there!
There’s not much happening here. I’m busy with work and the kids.
By the way, are you coming home any time soon? If you are, let me know and we can
arrange to meet up.
Hope to see you soon!
Kath
O exemplo anterior, de um e-mail pessoal e informal, faz uso de contrações
nos verbos (‘ll, ‘m e ‘s), de elipse, quando suprime o sujeito (I hope), frases
mais curtas e concisas, além de vocabulário informal (pics, snap e thanks).
Redação de parágrafos e e-mails4
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Dear Mr. John;
We are delighted to receive your e-mail concerning your latest update and we will be
pleased to discuss this topic further.
It was great to hear from you and hear about your business proposal. Therefore, we would
like to take up on your offer and arrange a meeting for the following Thursday at our office.
Should you have any more questions or doubts, please feel free to contact us. We will be
awaiting your confirmationfor our meeting.
Kind regards,
Phillip
O e-mail de negócios faz uso de linguagem formal (Mr., delighted, pleased
e kind regards) e utiliza os verbos sem contrações (will, are e would). Além
disso, faz uso dos modais como forma de ser polido (should e would) e traz
frases mais longas e complexas.
Veja a seguir mais exemplos de um texto formal e outro informal, de gêneros
diferentes. O primeiro texto é um abstract retirado de um texto acadêmico,
sendo, portanto, um texto formal. O segundo é uma propaganda que utiliza
linguagem coloquial, mais próxima da fala, e que trabalha com o jogo de
palavras.
The Commemoration and Memorialization of the American Revolution
Benjamin Herman and Jean Lee (Mentor), History
This project involves discovering how the American Revolution was remembered during
the nineteenth century. The goal is to show that the American Revolution was memorialized
by the actions of the United States government during the 1800s. This has been done by
examining events such as the Supreme Court cases of John Marshall and the Nullification
Crisis. Upon examination of these events, it becomes clear that John Marshall and John
Calhoun (creator of the Doctrine of Nullification) attempted to use the American Revolution
to bolster their claims by citing speeches from Founding Fathers. Through showing that the
American Revolution lives on in memory, this research highlights the importance of the
revolution in shaping the actions of the United States government.
Fonte: The Writing Center (2018, documento on-line).
5Redação de parágrafos e e-mails
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Figura 1. Exemplo de texto informal em propaganda: uso
de contractions é praticamente obrigatório.
Fonte: Pankonien e Entenman (2012).
Anteriormente, mencionamos que o texto formal tende a ser mais complexo que
o texto informal, pois ele se distancia mais da fala e, portanto, do dia a dia do leitor.
Contudo, para o aprendiz de uma língua estrangeira, textos extremamente informais
podem ser mais difíceis de compreender, pois contêm muitas gírias e representam a
língua de um determinado grupo específico. Hoje, com o uso dos mais variados canais
de comunicação escrita, como e-mail, blogs, WhatsApp, Facebook, entre tantos outros,
a linguagem escrita ganhou outro status e outros contornos.
Redação de parágrafos e e-mails6
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Recursos para identificação de textos formais
ou informais
A seguir, você vai ver o exemplo de dois e-mails e como podemos determinar
se são formais ou informais por meio da seleção de palavras.
Dear Ms. Black;
I am writing in response to the advertisement I saw for your English School on the ‘World
Today’ magazine. I am interested in doing one of your courses and I would be grateful if you
could provide some further information.
I look forward to hearing from you.
Yours sincerely,
Jennifer Young
Hi Stephanie,
I saw the ad of your English School on the ‘World Today’ magazine. I want to do a course
there. Can you give me some more information?
Please let me know if you have any courses I can take.
Thanks,
Jane
Os e-mails tratam do mesmo assunto. Contudo, o primeiro foi escrito
usando linguagem formal e o segundo linguagem informal.
Quais palavras determinam a formalidade ou a informalidade dos textos? A
tabela das páginas anteriores pode lhe dar algumas pistas. Você também pode
utilizar um dicionário on-line para ajudar a determinar o grau de formalidade
de uma palavra ou expressão.
7Redação de parágrafos e e-mails
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Veja a seguir (Quadro 3) as palavras e expressões que determinam a for-
malidade ou a informalidade dos textos. Compare os exemplos que você
acabou de observar.
Primeiro e-mail Segundo e-mail
Dear Ms. Hi
In response -
Advertisement Ad
Would be grateful -
Could (modal verb) Can you
Further Some more
Look forward to hearing from you Let me know
Yours sincerely Thanks
Quadro 3. Formal x informal.
Observe a seguir (Quadros 4, 5, 6, 7, 8 e 9) as palavras informais e seus corres-
pondentes formais. Lembre-se de consultá-las antes de escrever um parágrafo ou
e-mail, para ter uma ideia do grau de formalidade ou informalidade do seu texto.
Informal Formal
Say sorry Apologize, apologise
Go up Increase
Do down Decrease
Set up Establish
Look at Examine
Blow up Explode
Find out Discover
Bring about Cause
Quadro 4. Informal x formal.
(Continua)
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Fonte: Emma (2018, documento on-line).
Informal Formal
Put off Postpone, delay
Rack up Accumulate
Make up Fabricate
Stand for Represent
Find out Discover, ascertain
Leave out Omit
Point out Indicate
Go against Oppose
Get in touch with Contact
It’s about It concerns
Need to Required
Think about Consider
Get Obtain
Put up Tolerate
Deal with Handle
Seem Appear
Show Demonstrate, illustrate, portray
Start Commence
Keep Retain
Free Release
Get on someone’s nerves Bother
Ring up Call
Show up Arrive
Let Permit
Fill in Substitute, inform
Block Undermine
Give the go ahead, greenlight Authorize, authorise
Quadro 4. Informal x formal.
(Continuação)
9Redação de parágrafos e e-mails
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Fonte: Emma (2018, documento on-line).
Informal Formal
Anyways Nevertheless
Plus/Also Moreover/ Furthermore
But However
So Therefore/Thus
Also In addition, additionally
ASAP As soon as possible/at your
earliest convenience
Okay, OK Acceptable
In the meantime In the interim
I think In my opinion,
In the end, Finally
To sum up In conclusion,
In a nutshell/basically To summarize,
Anyway, Notwithstanding
Quadro 5. Transitions.
Fonte: Emma (2018, documento on-line).
Emphasis words: informal Emphasis words: formal
Lots of/a lot of Much, many
Tons of, heaps of Large quantities of, a number of
Totally Completely, strongly
Really, very Definitely
Quadro 6. Emphasis words.
Redação de parágrafos e e-mails10
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Fonte: Emma (2018, documento on-line).
Informal Formal
Hi Robert Dear Sir or Madam
Just wanted to let you know… I am writing to inform you...
Love, Cheers, Yours Truly, Best
regards, kind regards
Yours sincerely, Yours faithfully
Hope to hear from you soon I look forward to hearing from you
You can call me if you need anything Please do not hesitate to contact me
Quadro 7. Letter expressions.
Fonte: Emma (2018, documento on-line).
Informal Formal
ASAP As soon as possible
T.V. Television
Photo Photograph
Cell Cell phone
Net Internet
Quadro 8. Abbreviations.
Informal Formal
Kids Children
Bad Negative
Good Positive
Really big Considerable
Quadro 9. Slangs.
(Continua)
11Redação de parágrafos e e-mails
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Quando e como utilizar expressões de fechamento de cartas e e-mails:
Em uma carta ou um e-mail formal que você não saiba o nome do destinatário:
Dear Sir (Sirs, Madam, etc.)
[... text of letter ...]
Yours faithfully,
(author’s name)
Em uma carta ou um e-mail formal cujo nome do destinatário seja conhecido:
Dear Mr. Smith (Mrs. Jones, etc.)
[... text of letter ...]
Yours sincerely,
(author’s name)
Observe: best regards é uma forma mais casual de terminar uma mensagem, normal-
mente utilizada em e-mails.
Como escrever um e-mail formal
Como vimos anteriormente, você pode escrever um e-mail formal ou informal,
dependendo de a quem ele está endereçado. Os e-mails informais são normal-
mente escritos para amigos e familiares, portanto, você tem mais liberdade
para criar suas próprias regras e imprimir seu estilo.
Fonte: Emma (2018, documento on-line).
Informal Formal
Right Correct
Wrong Incorrect
Smart Intelligent
Cheap Inexpensive
Quadro 9. Slangs.
(Continuação)
Redação de parágrafos e e-mails12
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Hi Anne, I miss you so much! Can’t wait to see you on Friday!! We haven’t hung out in so
long! I miss my bestie! Maybe we can go to the movies or dinner or just chill and watch TV
and catch up... idc, whichever you want. Love ya, Jules
Contudo, se você for escrever um e-mail para um professor, colega de traba-
lho ou chefe, recomenda-se que seja profissional e, portanto, que a sua escrita
seja mais formal. Ao escrever um e-mail formal, preste atenção na gramática.
Dear Professor Johnson,
I was unable to attend class today due to a doctor’s appointment. When you have a
moment, could please let me know what I missed and what homework I need to have
completed for Friday?
Thank you,
Julia Smith
O formato do e-mail
A saudação em um e-mail formal é similar à saudação utilizada em cartas.
Se você for escrever para alguém cujo nome desconhece, você deve utilizar
To Whom it May Concern Se você for se candidatar a um emprego, deverá
se dirigir à pessoa que está contratando, por exemplo, Dear Hiring Manager.
Caso você saiba o nome do destinatário, pode utilizar, por exemplo, Dear
Mr./Ms. Smith. Em uma saudação formal, você não deve utilizar o primeiro
nome do destinatário, tampouco saudações informais como Hello, Hi ou Hey.
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O corpo do e-mail
Lembre-se que o e-mail precisa ser conciso. A primeira frase, a frase de
abertura, pode ser uma saudação, se apropriado. Observe:
I hope all is well with you.
Thank you for your prompt response.
Contudo, em e-mails mais formais, é melhor ir direto ao ponto. Dependendo
do assunto, é recomendado escrever no máximo quatro parágrafos e cada
parágrafo deve tratar de um único ponto. Ao final do último parágrafo, você
deve agradecer o destinatário. Observe:
Thank you for your assistance with...
Thank you for your time and I look forward to hearing back from you.
Please feel free to call or email me if you have any questions.
I would appreciate it if this could be taken care of promptly.
O fechamento
Da mesma forma que a saudação, o fechamento de um e-mail formal pode
ser o mesmo utilizado em cartas. Contudo, diferentemente da saudação, em
inglês, temos mais opções para encerrar um e-mail ou carta. Observe:
Thank you.
Best regards.
Best wishes.
Yours sincerely.
Yours faithfully.
O fechamento deve ser seguido do seu nome completo. Você pode incluir,
também, se apropriado, o seu cargo e o seu telefone. Observe o exemplo a seguir.
Redação de parágrafos e e-mails14
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Sincerely,
Kathleen Smith
Sales Manager
(555) 555-5555
Não use contrações, como: don’t, haven’t, I’m, isn’t.
Use linguagem formal e atente para a gramática. NUNCA use gírias.
Não esqueça: revise seu texto e, se possível, peça uma segunda opinião.
Agora é a sua vez de praticar.
Escreva, a seguir, um e-mail para o seu professor, pedindo que ele/ela lhe
informe se vocês terão aula na semana que vem.
15Redação de parágrafos e e-mails
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Existem vários sites com dicas de como escrever correspon-
dências ou documentos formais. Conheça alguns no link
ou código a seguir.
https://goo.gl/w61Zjp
1. Diga se as frases abaixo
devem ser classificadas como
formais ou informais.
I. I am pleased to inform you that
you have won our grand prize.
II. I hope all is well with your
new career choice.
III. You should be delighted to have
the chance to participate.
IV. I can’t help you with that
cuz it’s too hard.
V. Hi, how are you?
a) 1) F, 2) F, 3) I, 4) I, 5) I
b) 1) I, 2) I, 3) I, 4) F, 5) F
c) 1) F, 2) F, 3) F, 4) I, 5) F
d) 1) I, 2) F, 3) F, 4) I, 5) F
e) 1) F, 2) F, 3) F, 4) I, 5) I
2. Para transformar o e-mail a seguir
de informal para formal, quais
alterações deveriam ser feitas?
Hello Professor Smith,
I’m sorry to tell you but I’m sick
and I’m not gonna go to your
class today. See ya Wednesday.
Jason
a) I’m sorry to tell you I’m sick
and will not be able to go
to your class today.
I am looking forward to
seeing you on Wednesday.
Thanks,
Jason
b) Dear Professor Smith,
I am sorry to tell you I am
ill and will not be able to
attend your class today.
I am looking forward to
seeing you on Wednesday.
Sincerely,
Jason
c) Hey Professor Smith,
I am sorry to tell you I am
ill and will not be able to
attend your class today.
I’ll see you in class on Wednesday.
Sincerely,
Jason
d) Dear Professor Smith,
I’m sorry to tell you I’m ill and
will not go to class today.
I am looking forward to
seeing you on Wednesday.
Thanks,
Jason
e) Dear Professor Smith,
I am sorry to tell you but I am sick
Redação de parágrafos e e-mails16
C15_Fundamentos_de_Ingles.indd 16 16/04/2018 08:42:44
and I am not going to your class
today. See you Wednesday.
Jason
3. Em quais situações você deve
usar linguagem formal?
I. Writing a letter of complaint
II. E-mailing a friend
III. Writing to the school’s board
IV. Emailing your boss
V. Talking to your teenager
a) A, C, D
b) A, B, E
c) A, B, C
d) C, D, E
e) B, C, D
4. Qual a afirmação é correta
sobre os textos informais?
a) Os textos informais utilizam uma
linguagem culta e profissional, os
verbos não podem aparecer em
sua forma contraída (isn’t, hasn’t,
etc.), as gírias não são permitidas,
é permitido escrever somente
em primeira ou terceira pessoa
do plural (e as frases costumam
ser mais longas e complexas.
b) Os textos informais utilizam
uma linguagem coloquial, os
verbos não podem aparecer
em sua forma contraída (isn’t,
hasn’t, etc.), as gírias não são
permitidas, é comum utilizarmos
a primeira pessoa do singular (I
am, I want) e as frases costumam
ser mais curtas e simples.
c) Os textos informais utilizam
uma linguagem coloquial, os
verbos podem aparecer em sua
forma contraída (isn’t, hasn’t,
etc.), as gírias são permitidas, é
comum utilizarmos a primeira
pessoa do singular (I am, I
want) e as frases costumam
ser mais curtas e simples.
d) Os textos informais utilizam uma
linguagem culta e profissional, os
verbos não podem aparecer em
sua forma contraída (isn’t, hasn’t,
etc.), as gírias são permitidas, é
comum utilizarmos a primeira
pessoa do singular (I am, I
want) e as frases costumam
ser mais longas e complexas.
e) Os textos informais utilizam uma
linguagem coloquial, os verbos
podem aparecer em sua forma
contraída (isn’t, hasn’t, etc.), as
gírias não são permitidas, é
comum utilizarmos a primeira
pessoa do singular (I am, I
want) e as frases costumam
ser mais curtas e simples.
5. Qual afirmação é correta
sobre os textos formais?
a) Ao escrevermos um texto
formal, devemos utilizar a
forma contraída dos verbos.
A linguagem formal deve ser
privilegiada em detrimento
da linguagem coloquial, com
gírias e clichés. Geralmente,
recomenda-se utilizar a primeira
e a segunda pessoas (I e you).
O texto formal costuma ter
frases mais curtas e ser mais
simples que o texto informal.
A voz passiva nunca é
utilizada nos textos formais.
b) Ao escrevermos um texto
formal, devemos evitar utilizar
a forma contraída dos verbos.
A linguagem formal deve ser
privilegiada em detrimento
da linguagem coloquial, com
gírias e clichés. Geralmente,
recomenda-se utilizar a primeira
e a segunda pessoas (I e you).
O texto formal costuma ter
17Redação de parágrafos e e-mails
C15_Fundamentos_de_Ingles.indd 17 16/04/2018 08:42:44
frases mais longas e ser mais
simples que o texto informal.
A voz passiva é comumente
utilizada nos textos formais.
c) Ao escrevermos um texto
formal, devemos utilizar a
forma contraída dos verbos.
A linguagem formal deve ser
privilegiada em detrimento
da linguagem coloquial, com
gírias e clichés. Geralmente,
recomenda-se evitar a primeira
e a segunda pessoas (I e you).
O texto formal costuma ter
frases mais curtas e ser mais
simples que otexto informal.
A voz passiva é comumente
utilizada nos textos formais.
d) Ao escrevermos um texto
formal, devemos evitar utilizar
a forma contraída dos verbos.
A linguagem formal deve ser
privilegiada em detrimento
da linguagem coloquial, com
gírias e clichés. Geralmente,
recomenda-se evitar a primeira
e a segunda pessoas (I e you).
O texto formal costuma ter
frases mais longas e ser mais
complexo que o texto informal.
A voz passiva é comumente
utilizada nos textos formais.
e) Ao escrevermos um texto
formal, devemos evitar utilizar
a forma contraída dos verbos.
A linguagem formal deve ser
privilegiada em detrimento
da linguagem coloquial, com
gírias e clichés. Geralmente,
recomenda-se evitar a primeira
e a segunda pessoas (I e
you). O texto formal costuma
ter frases mais longas e ser
mais complexo que o texto
informal. A voz passiva nunca
é utilizada nos textos formais.
Redação de parágrafos e e-mails18
C15_Fundamentos_de_Ingles.indd 18 16/04/2018 08:42:46
CAMBRIDGE DICTIONARY. Formal and informal language. 2018. Disponível em: <https://
dictionary.cambridge.org/pt/gramatica/gramatica-britanica/types-of-english-formal-
-informal-etc/formal-and-informal-language>. Acesso em: 09 abr. 2018.
EMMA. Formal & Informal English. 2018. Disponível em: <https://www.engvid.com/
english-resource/formal-informal-english/>. Acesso em: 09 abr. 2018.
PANKONIEN, C.; ENTENMAN, E. 15 Tips for Writing in a Conversational Tone. Printwand,
2012. Disponível em: <https://www.printwand.com/blog/15-tips-for-writing-in-a-
-conversational-tone>. Acesso em: 12 abr. 2018.
Leituras recomendadas
MEYER, S. Writing Center Modules: diction & style. 2011. Disponível em: <https://www.
menlo.edu/wp-content/uploads/2015/03/DICTION__STYLE.pdf>. Acesso em: 09
abr. 2018.
OXFORD UNIVERSITY. Levels of Informality. 2008. Disponível em: <https://elt.oup.com/
elt/students/result/pdf/brupp_formality.pdf>. Acesso em: 09 abr. 2018.
THE WRITING CENTER. Abstract: examples. 2018. Disponível em: <https://writing.wisc.
edu/Handbook/presentations_abstracts_examples.html>. Acesso em: 09 abr. 2018.
19Redação de parágrafos e e-mails
C15_Fundamentos_de_Ingles.indd 19 16/04/2018 08:42:46
Encerra aqui o trecho do livro disponibilizado para
esta Unidade de Aprendizagem. Na Biblioteca Virtual
da Instituição, você encontra a obra na íntegra.
Conteúdo:
Dica do professor
Neste vídeo você verá algumas expressões muito utilizadas nos e-mails em inglês, o que elas
significam e a melhor maneira de aplicá-las.
Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.
https://fast.player.liquidplatform.com/pApiv2/embed/cee29914fad5b594d8f5918df1e801fd/a2c56715991ae7e8b65af23d43a53366
Na prática
Roberta trabalha no Departamento de Recursos Humanos de uma multinacional. Ela precisa se
corresponder com seus colegas da cidade de Houston, nos Estados Unidos, quase que diariamente.
Inicialmente, Roberta se sentia insegura ao escrever e-mails, pois achava que seu inglês não era
suficiente para redigir textos mais formais. Foi então que recebeu, de um colega, dicas de redação
de e-mails em inglês e passou adotar algumas regrinhas.
Confira a seguir.
Aponte a câmera para o
código e acesse o link do
conteúdo ou clique no
código para acessar.
https://statics-marketplace.plataforma.grupoa.education/sagah/2b2b5356-4ea5-4365-8c6a-93b5fe11e8af/095a78c1-350d-4e5c-80bb-ccd32e56af2f.jpg
Saiba +
Para ampliar o seu conhecimento a respeito desse assunto, veja abaixo as sugestões do professor:
How to write a perfect professional email in 5 steps
No site a seguir, você poderá conferir cinco passos para acertar na hora de escrever e-mails.
Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.
Writing an email – 18 – English at Work has the words for
perfect emails
No vídeo a seguir, do canal BBC Learning English, você verá uma situação relacionada à escrita de
e-mails.
Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.
Email practice
No site da Oxford University Press, você poderá praticar a escrita de e-mails a partir de cinco
exercícios disponíveis.
Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.
https://englishlive.ef.com/blog/career-english/write-perfect-professional-email-english-5-steps/
https://www.youtube.com/embed/aO3Det4ir8U
https://elt.oup.com/student/businessoneone/int/a_emailpractice/?cc=us&selLanguage=en
Produção de textos de diferentes
tipos através de estratégias
discursivas
Apresentação
Ninguém produz um texto aleatoriamente. Parte-se de determinadas ideias que se ouve e com as
quais são dialogadas. Parte-se também de determinadas estruturas que compõem o que se chama
de gênero discursivo. Para escrever um texto, além dos conhecimentos gramaticais, é necessário
também observar as especificidades do gênero utilizado, além do grau de formalidade. Dois
gêneros para aprender a trabalhar com as estratégias discursivas são: opinion piece e abstract.
Nesta Unidade de Aprendizagem, você conhecerá as estratégias discursivas utilizadas na produção
de textos de diferentes gêneros. Partindo da análise de textos com estrutura vocabular, sintática,
discursiva e retórica complexa, você entenderá que, a depender da função do gênero mobilizado, as
estratégias usadas para alcançar os objetivos da produção escrita são diferentes. Além disso,
aprenderá a observar o nível de formalidade nos gêneros estudados.
Bons estudos.
Ao final desta Unidade de Aprendizagem, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
Analisar textos com estrutura vocabular, sintática, discursiva e retórica complexa.•
Identificar o nível de formalidade de diferentes gêneros textuais. •
Produzir textos de diferentes gêneros aplicando as estratégias discursivas.•
Infográfico
O artigo de opinião é um gênero muito peculiar, pois mescla a linguagem objetiva e a subjetiva. É
possível citar fatos, eventos, dados para argumentar a seu favor, mas também é preciso se
posicionar, emitir uma opinião.
Neste infográfico, você vai obter algumas dicas sobre como escrever um artigo de opinião (opinion
piece). Além disso, vai ver algumas estratégias de produção escrita, além de expressões que podem
lhe auxiliar a escrever o seu próprio artigo em inglês.
Aponte a câmera para o
código e acesse o link do
conteúdo ou clique no
código para acessar.
https://statics-marketplace.plataforma.grupoa.education/sagah/4c4d8e20-1811-4ab4-822a-13f4cf537a8e/24482142-fca7-4b77-a23b-af203d6b711f.jpg
Conteúdo do livro
Para escrever um texto em língua inglesa não basta ter conhecimentos gramaticais. É preciso
adequar o uso da língua e da linguagem ao gênero textual que se está mobilizando. Você entrará
em contato com textos de dois gêneros diferentes: abstract e opinion piece.
No capítulo Produção de textos de diferentes tipos por meio de estratégias discursivas, da obra
Oficina de textos em inglês avançado, base teórica desta Unidade de Aprendizagem, você vai estudar
estratégias discursivas que podem ser utilizadas para melhor compreender o funcionamento dos
gêneros e, consequentemente, para melhor utilizá-los na prática.
Boa leitura.
OFICINA DE
TEXTOS EM INGLÊS
AVANÇADO
Aline Gomes Vidal
Produção de textos de
diferentes tipos por meio
de estratégias discursivas
Objetivos de aprendizagem
Ao final deste texto, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
Analisar textos com estrutura vocabular, sintática, discursiva e retórica
complexa.
Identificar o nível de formalidade de diferentes gêneros textuais.
Produzir textos de diferentes gêneros aplicando as estratégias
discursivas.
Introdução
Neste capítulo, você vai aprender a analisar a estrutura vocabular, sintática,
discursiva e retórica de textos complexos, além de identificar o nível de
formalidade em gêneros textuais diferentes. Você também vai aprendero que são estratégias discursivas e como elas são utilizadas em textos
pertencentes aos gêneros selecionados.
Você vai ver a análise de exemplos concretos selecionados a partir
de dois gêneros em particular: abstract (resumo) e opinion piece (artigo
de opinião). A comparação entre textos de diferentes gêneros permitirá
a você compreender melhor as características estruturais de cada um,
contribuindo para que você eleve suas habilidades de compreensão
escrita. Colocando as estratégias trabalhadas em prática, você também
será capaz de produzir textos diversos com maior qualidade.
Análise de textos complexos e estratégias
discursivas
Estratégias discursivas são os vestígios que o discurso deixa na linguagem.
Elas estão relacionadas à natureza interacional do discurso, isto é, envolve
o sujeito, o contexto e as condições de produção, recepção e circulação dos
textos – sejam eles orais ou escritos.
Dependendo do tipo ou gênero textual que mobilizamos, podemos uti-
lizar diferentes estratégias, a fim de envolver o interlocutor e de construir
uma real situação de comunicação. É a partir do uso do gênero (notícia,
carta, poema, crônica, artigo acadêmico, etc.) que passamos a produzir uma
estrutura vocabular, sintática, discursiva e retórica que deve condizer com
o gênero em questão.
A seguir, vamos analisar a estrutura de dois textos diferentes, a fim de
que você compreenda melhor como se constrói a sua estrutura. Analisaremos
um abstract e um opinion piece. Com essa análise, você deverá se sentir
preparado para analisar outros textos e também produzir conteúdo autoral
utilizando as mesmas estratégias.
Abstract
Primeiramente, vamos analisar o abstract de um artigo acadêmico. Em outros
gêneros, como teses, dissertações e conferências, o abstract também pode
ser utilizado. O abstract é um dos elementos do artigo acadêmico e consiste
em descrever sucintamente o decurso de uma pesquisa ou investigação, a
fi m de que o leitor tenha uma ideia geral do que será dito. Trata-se de um
primeiro aspecto formal exigido pelo gênero, pois em revistas e outros
periódicos científi cos essa é uma forma consagrada sem a qual difi cilmente
se publica um artigo.
O vocabulário costuma ser mais complexo com termos técnicos ou es-
pecíficos de uma determinada área de conhecimento. Por exemplo, se você
escreve um artigo que tem como base o conceito de “gênero do discurso”
de Bakhtin (1997), tenderá a usar termos e expressões correlacionados a ele,
como: enunciado concreto, responsividade ativa, alternância dos sujeitos
do discurso, entre outros. O vocabulário específico é um dos traços do
artigo científico como um todo e, consequentemente, do abstract – uma
de suas partes.
No abstract no box Exemplo, a seguir, identificam-se algumas expres-
sões representativas de vocabulário específico ligado ao tema da pesquisa:
Produção de textos de diferentes tipos por meio de estratégias discursivas2
language learning and teaching, SLA, computer-mediated communication,
multimodal tools, sociocultural and constructivist theories e multimodality.
Aqui vemos a especificidade vocabular do ponto de vista técnico (quando
menciona ferramentas) e teórico (quando menciona concepções ligadas a
uma corrente teórica).
Rethinking Task Design for the Digital Age: A Framework for Language Teaching
and Learning in a Synchronous Online Environment
This article discusses a framework for the development of tasks in a synchronous online
environment used for language learning and teaching. It shows how a theoretical approach
based on second language acquisition (SLA) principles, sociocultural and constructivist
theories, and concepts taken from research on multimodality and new literacies, can influence
the design and implementation of tasks for computer-mediated communication (CMC). The
findings are based on a study conducted at the Open University, a study which examined
all three levels of theory, design and implementation. The paper first presents the underlying
theories in more detail before examining how these theories are translated into the design
of tasks for language tutorials via an audio-graphic conferencing tool. Finally it looks at
how the design was implemented in practice by focusing on a number of issues such as
student-student and student-tutor interaction, feedback, use of multimodal tools, and the
differences between teaching face-to-face and online (HAMPEL, 2006, documento on-line).
Do ponto de vista sintático, identificamos a preponderância da ordem
direta (This article discusses a framework) e também uma tendência a evitar
orações subordinadas (aquelas que utilizam os pronomes who, that, which,
etc.), o que evidencia e reforça o uso de uma linguagem objetiva nesse gênero.
São textos que procuram expor de forma clara a sua proposta.
Por fim, do ponto de vista retórico-discursivo, o abstract procura ser
objetivo, mostrando as diferentes partes que compõem o estudo. Segundo
Corte e Fischer (2000, p. 13), “[...] ao analisarmos os abstracts das diferentes
áreas constatamos que, em geral, apresentam a seguinte estrutura: 1º) esta-
belecimento do objetivo da pesquisa, 2º) descrição da metodologia, 3º) ação
e discussão dos resultados e 4º) apresentação da conclusão mais importante
(avaliação dos resultados)” .
Utilizando essa estrutura, o enunciador do abstract tenta fazer uma
exposição descritiva de seu estudo, apresentando suas partes. Com isso,
3Produção de textos de diferentes tipos por meio de estratégias discursivas
ele busca auxiliar o leitor a tomar conhecimento da proposta do artigo,
permitindo-lhe escolher se quer ler o texto completo.
Chama a atenção o fato de o abstract produzido em inglês poder ser
utilizado em artigos originalmente escritos em outros idiomas. Em geral,
mesmo que o texto seja publicado em território não anglófono, é necessária
a produção de um resumo em inglês. Do ponto de vista discursivo, essa é
uma forma de dar visibilidade à pesquisa científica, permitindo acesso a
especialistas falantes nativos e não nativos de língua inglesa.
Saiba mais, no link a seguir, sobre a produção escrita de abstracts no artigo de Marcos
Paulo da Silva e Antonio Rediver Guizzo (2017), O gênero abstract: questões de com-
preensão e produção textual.
https://goo.gl/HFyECS
Opinion piece
Opinion piece é um artigo de jornal ou revista que expõe a opinião do autor
sobre um determinado tema. No Brasil, temos algo similar nos textos de
articulistas, especialmente em revistas e jornais de grande circulação. São
os chamados artigos de opinião.
Em geral, os artigos de opinião expõem fatos e eventos relacionados
ao tópico sobre o qual se quer opinar, a fim de construir uma estrutura
argumentativa. Neles, o autor pode expor de maneira mais explícita a sua
opinião, sua crítica. Além disso, essas publicações costumam conter uma
foto do autor, reforçando o caráter personalista e individual da divulgação de
opiniões. Vemos que isso não acontece na publicação de notícias. Veja agora
se você já consegue identificar as características mencionadas anteriormente
no exemplo a seguir.
Produção de textos de diferentes tipos por meio de estratégias discursivas4
Relax, people: We survived Nixon. We’ll survive Trump.
By Marc A. Thiessen
Columnist
November 1 at 6:20 PM
Next week marks the 50th anniversary of the election of President Richard M. Nixon. It is a
chance for some perspective. While many seem convinced that the United States will never
recover from the Donald Trump presidency, the truth is conservatism, the Republican Party
and our nation survived Nixon — and we will survive Trump.
(…)
Many were appalled by Trump’s Helsinki news conference and embrace of Russian President
Vladimir Putin. But it was Nixon who gave us detente with Moscow, invited Leonid Brezhnev
to the White House, and signed the disastrous Anti-Ballistic Missile Treaty which restricted
U.S. missile defense for decades.
(…)
As bad as things got for Republicans, sixyears after Nixon’s resignation we elected Ronald
Reagan and, just like that, it was Morning in America. Those of us fortunate enough to have
lived through the Reagan Revolution have great expectations for the presidency. We want
to not just support the policies, but admire the person who occupies the Oval Office. So
our disappointment in Trump’s moral failures is profound. But the truth is, if you look back
at U.S. history, there have been few Reagans. Most presidents are mediocre, and some are
downright awful. But the idea that Trump has ushered in an end to the hopeful, optimistic
vision for conservatism is absurd. All conservatism needs to recover is for one great, hopeful,
optimistic leader to emerge.
Until then — to paraphrase the man who implemented Nixon’s wage and price controls,
Donald H. Rumsfeld — we go to war with the president we have (THIESSEN, 2018, docu-
mento on-line).
Primeiramente, podemos dividir esse texto em três partes: introdução,
desenvolvimento e conclusão. Na introdução, o autor expõe o tópico de que
tratará: as consequências da administração do presidente estadunidense Donald
Trump em comparação à do ex-presidente Richard Nixon. O articulista também
já emite a conclusão logo no primeiro parágrafo: we will survive Trump (“nós
sobreviveremos ao Trump”).
5Produção de textos de diferentes tipos por meio de estratégias discursivas
Em seguida, ele passa a elaborar sua argumentação utilizando fatos his-
tóricos que corroboram sua tese. Thiessen relata fatos que amedrontavam os
estadunidenses à época de Nixon e seu discurso tem um tom apaziguador no
sentido de que o país, se sobreviveu àquele presidente, também sobreviverá
a Trump. Discursivamente falando, a principal estratégia utilizada pelo autor
é, portanto, a apresentação de eventos históricos.
Outra estratégia que fica evidente é a comparação que vai dando legitimi-
dade para os argumentos do autor, pois, comparando, o leitor vai identificando
as semelhanças entre os dois contextos expostos – era Nixon e era Trump – e
vai sendo persuadido de que as consequências tendem a ser parecidas, de que
o futuro tende a “imitar” o passado.
Thiessen (2018) finaliza o texto fazendo severas críticas ao líder Donald
Trump, mas, ao mesmo tempo, aludindo à ideia de que “tempos melhores
virão”. Sua conclusão tem um tom de certa forma conformista, com uma
paráfrase (como ele próprio afirma): we go to war with the president we have.
Ao longo do texto, percebemos algumas estratégias utilizadas pelo autor
para o desenvolvimento da argumentação. Por se tratar de um texto opinativo,
entende-se que se queira convencer o leitor de um determinado ponto de vista.
Para isso, uma das estratégias que podemos identificar é o uso de pronomes
na primeira pessoa do plural – we/us/our. Essa é uma maneira de se aproximar
do leitor e elevar o grau de afetividade com ele. Isso tende a aumentar o envol-
vimento do leitor com o texto, reforçando a proposta de persuasão do artigo.
Sendo assim, o artigo de opinião é caracterizado essencialmente pela es-
tratégia de convencimento. É um dos traços mais marcantes do gênero, sendo
a argumentação seu recurso retórico mais importante. Outro traço relevante
é a mistura entre a objetividade e a subjetividade. A argumentação costuma
ser pautada na objetividade, como no caso da exposição de fatos históricos,
enquanto a opinião é marcadamente subjetiva.
Opinion piece é diferente de editorial. Opinion piece é um artigo assinado por uma
pessoa, pois nesse gênero é muito forte e marcada a exposição do ponto de vista
do autor sobre o assunto discutido. Já o editorial corresponde à opinião de um grupo
de pessoas e, por esse motivo, não costuma ser assinado. Nesse caso, a referência
não é a visão de um autor só, mas sim a opinião de um veículo ou de uma empresa
jornalística como um todo.
Produção de textos de diferentes tipos por meio de estratégias discursivas6
Saiba mais sobre estratégias discursivas em artigos de opinião no artigo de Vera
Lúcia Pires, Graziela Frainer Knoll e Éderson Cabral (2016), Dialogismo e polifonia: dos
conceitos à análise de um artigo de opinião.
https://goo.gl/F3kctC
O nível de formalidade nos gêneros textuais
Linguagem formal e informal são variantes linguísticas, isto é, são varia-
ções de uso da língua. Dependendo da situação comunicativa em que nos
encontramos, usamos diferentes formas de entonação, diferente estrutura
vocabular, sintática, retórica e discursiva. Segundo Tarallo (2005, p. 23),
“[...] em toda comunidade de fala são frequentes as formas linguísticas em
variação (...) a essas formas dá-se o nome de ‘variantes linguísticas’ [que]
são, portanto, diversas maneiras de se dizer a mesma coisa em um mesmo
contexto, e com o mesmo valor de verdade”.
No âmbito da linguagem coloquial ou informal, a linguagem é utilizada
de uma forma mais espontânea e descontraída. É possível que ocorram
diferentes tipos de “erros” gramaticais sem que haja grandes consequências
negativas. Em determinadas situações, a propósito, o “erro” pode ser uma
forma consolidada pelo uso. É o caso da comunicação em aplicativos de
conversa, onde é permitido, por exemplo, fazer abreviações que, na lingua-
gem formal, seriam consideradas, no mínimo, inadequadas. Isso ocorre em
função da informalidade que esse tipo de situação exige.
Já no âmbito da linguagem formal, especialmente na forma escrita, a
linguagem é usada de forma mais cuidadosa, com maior preocupação quanto
às regras gramaticais, uso de vocabulário adequado e ortografia correta.
Em determinados contextos, há inclusive uma padronização específica da
linguagem, visando a uniformizar ao máximo as formas de comunicação.
É o caso do Manual de Padronização de Textos do Supremo Tribunal de
Justiça (STJ) (BRASIL, 2016), que visa à uniformidade das produções
textuais, de modo a facilitar a comunicação e o trabalho dos servidores que
atuam no órgão.
7Produção de textos de diferentes tipos por meio de estratégias discursivas
O Manual de Padronização de Textos do Supremo Tribunal de Justiça (BRASIL, 2016)
pode ser encontrado no link a seguir:
https://goo.gl/3Ny4h8
O nível de formalidade está diretamente ligado ao gênero textual mo-
bilizado em uma produção escrita ou oral, tanto que falamos em gêneros
formais e informais. Alguns exemplos de gêneros informais: mensagens
de celular, chat, postagem em redes sociais de amigos, bilhetes, recados,
etc. Entre os gêneros formais, podemos incluir carta comercial, currículo,
reportagem, além de nossos objetos de estudo neste capítulo: abstract e
artigo de opinião.
Identificar a formalidade nos diferentes gêneros textuais é importante tanto
do ponto de vista da compreensão quanto da produção escrita. Quando somos
capazes de apontar se um texto é formal ou informal, ficamos mais atentos
às estruturas que o compõem e, consequentemente, nos tornamos mais aptos
a analisar e produzir textos do mesmo gênero.
No link a seguir, você poderá ver uma aula que aprofunda o tema das tipologias e
dos gêneros textuais:
https://goo.gl/cKTzQ3
Em ambos os casos que aqui analisamos, a linguagem utilizada é mais
formal, dotada de estrutura gramatical, vocabular, retórica e discursiva com-
plexa. No caso do artigo de opinião, o fato de ser opinativo não quer dizer que
possa se tratar de um texto informal, pelo contrário. Vemos que a variante
linguística empregada é mais formal, ainda que não haja tanta rigidez do ponto
Produção de textos de diferentes tipos por meio de estratégias discursivas8
de vista formal, como ocorre com o abstract. O abstract também faz uso da
linguagem formal, mas certamente apresenta maior padronização e estrutura
mais rígida do que o artigo de opinião.
Veja a diferença de grau de formalidade em dois textos sobre homeschooling:
ABSTRACT
Homeschooling – that is, parent-led home-based education – is an age-old traditional
educational practice that a decade ago appeared to be cutting-edge and “alternative”but
is now bordering on “mainstream” in the United States. It may be the fastest-growing form
of education in the United States.
NOTÍCIA
The SA Schools Act (Chapter 2, 3 [6a, b]) states that parents who, without just cause,
fail to send their children to school will be guilty of an offence and liable to six months’
imprisonment. The Basic Education Laws Amendment Bill proposes that the prison term
be extended to six years.
A diferença mais evidente reside nas variações estilísticas que resultam da adequação
às finalidades específicas de cada situação comunicativa. Como você pode ver, a
notícia procura utilizar um estilo mais fluido e menos complexo, a fim de atingir mais
leitores. Já o público do abstract é mais especializado e, por isso, o nível de formalidade
presente no estilo de escrita também é maior.
Usando as estratégias discursivas
Agora vamos ver como podemos, na prática, utilizar as estratégias trabalhadas
nos objetivos anteriores. Utilizaremos os gêneros abstract e opinion piece
como referência para que você consiga entender como é possível aplicar as
estratégias discursivas na produção de textos em língua inglesa.
Abstract
O abstract é um gênero essencialmente descritivo e, portanto, as estratégias
de produção de texto devem conseguir levar ao público-alvo sequências des-
critivas concisas, porém completas, a respeito do estudo realizado. Do ponto
9Produção de textos de diferentes tipos por meio de estratégias discursivas
de vista discursivo, o abstract é um recurso que ajuda o leitor a decidir se
vai ler o artigo inteiro ou não. Dessa forma, uma das primeiras questões a se
perguntar quando da produção de um abstract é: qual o público-alvo?
Saber qual o seu público-alvo pode contribuir para que o texto alcance
seus objetivos, isto é, consiga atingir as pessoas certas. No caso do abstract,
o público-alvo costuma ser formado por pessoas que produzem ou adquirem
conhecimento em um determinado campo científico. Entretanto, toda grande-
-área tem subáreas que, a depender do nível de especificidade do estudo, podem
se desdobrar em microáreas. Por esse motivo, é importante que o abstract
contenha conceitos-chave da pesquisa a que se refere. Quando um resumo é
muito genérico e não revela o contexto específico do artigo, a tendência é que
ele não alcance muitos leitores.
Além disso, a linguagem acadêmica tem características próprias, de modo
que simplesmente conhecer a língua inglesa pode não ser suficiente. É preciso
também entender um pouco sobre como funciona o academic writing. Temos
que entender que a academia é uma comunidade e que, como tal, produz suas
próprias formas de uso da linguagem.
Poderíamos agora lançar uma segunda pergunta: de que forma são tratados
os temas dos textos desse gênero? Na formulação de um abstract, é importante
mencionar conceitos e termos técnicos ou especializados. Trata-se de uma
estratégia bastante pertinente. Geralmente, quando procuramos um artigo
para ler, não fazemos uma busca aleatória, mas, sim, uma busca por conceitos
específicos relacionados ao tema de nosso interesse ou de nossa necessidade.
Portanto, apresentar esses conceitos e termos é uma forma de chamar a atenção
do leitor e, de certa maneira, reunir uma determinada comunidade científica
que compartilha um objeto de estudo. De acordo com Gil e Aranha (2017,
p. 846), “[...] é essa capacidade de usar o gênero que separa os indivíduos
experientes dos leigos ou daqueles que estão iniciando sua vida acadêmica”.
Uma forma de saber se estamos utilizando o termo correto na língua inglesa é
pesquisar outros artigos sobre o mesmo assunto e ver quais termos os autores
da área utilizam?
Uma terceira questão a ser pontuada: quais os elementos da estrutura formal
do gênero em questão? Como vimos anteriormente, podemos separar a estru-
tura do abstract da seguinte maneira: objetivos (apresentação do problema),
metodologia, descrição dos resultados (argumentos) e conclusões. São esses
os elementos repetitivos e estáveis do gênero, do ponto de vista retórico. A
observação do movimento desses elementos auxilia o pesquisador a escrever
e a dialogar com seus interlocutores por meio de formas reconhecidas. Veja
a seguir o Quadro 1.
Produção de textos de diferentes tipos por meio de estratégias discursivas10
OBJETIVOS
Na apresentação dos objetivos, por exemplo, é notável o uso frequente de
verbos usados para introduzir o tema da pesquisa. Alguns deles são: review, aim,
describe, present e consider.
METODOLOGIA
Na metodologia, é comum o emprego de expressões usadas para fazer referên-
cia a outros autores, como according to, research has shown that e recent studies
have found that.
DESCRIÇÃO DOS RESULTADOS
Já na descrição dos resultados, entram os conectivos que dão sequência à argu-
mentação: first, there is e next.
CONCLUSÕES
Por fim, nas conclusões, encontramos muitas vezes sugestões ou soluções apre-
sentadas pela pesquisa. Marca-se também o final do texto, momento em que é
comum o uso de marcadores discursivos como finally, to sum up, entre outros.
Quadro 1. Estrutura do abstract
Uma última pergunta a se fazer: qual a variante linguística utilizada?
Como ela é trabalhada? Dentro da linguagem formal, uma das marcas do
texto acadêmico e que aparece claramente no abstract é a impessoalidade.
Portanto, é muito comum o uso de there is/there are, além da voz passiva,
marcando a objetividade do discurso.
Observe exemplos de abstract que utilizam there to be em sua estrutura:
Data saturation is reached when there is enough information to replicate the study when
the ability to obtain additional new information has been attained, and when further coding
is no longer feasible (FUSCH; NESS, 2015).
There is an instinctive drive among all humans to make meaning of their daily lives
(THAYLOR, 2017).
There are limited published data on recent cancer incidence and mortality trends worl-
dwide (TORRE et al., 2016).
11Produção de textos de diferentes tipos por meio de estratégias discursivas
Opinion piece
Como vimos, o artigo de opinião é um texto essencialmente argumentativo
que circula, mormente, no universo jornalístico. Em geral, o autor procura
convencer o leitor, expondo sua opinião a respeito de um dado tema. É, portanto,
um instrumento de interação entre autor e leitor, ainda que eles não estejam
no mesmo espaço e tempo.
Se o propósito do texto é persuadir o leitor, uma primeira pergunta que
podemos fazer a fim de estabelecer estratégias discursivas de construção
textual é: como construir uma argumentação? Em geral, o artigo de opinião
apresenta três partes: exposição, interpretação e opinião.
A exposição é marcada pelo lançamento da tese que será defendida e
pode servir também como uma espécie de introdução ao tema. Uma de suas
características, a partir do exemplo que já analisamos, é, portanto, o uso do
tempo verbal simple present. Faz sentido o uso desse tempo verbal, pois o artigo
de opinião costuma tratar de temas atuais e é o espaço em que o autor fará a
afirmação de uma tese. É claro que o uso do simple present não é exclusivo,
mas é, certamente, uma tendência no gênero.
Frases de efeito (metáforas, ironias e outras figuras de linguagem) e afirma-
ções veementes são uma forma de reforçar o seu argumento, de fazer com que a
sua opinião soe verdadeira. Portanto, expressões como the truth is, we all know
that e the fact is funcionam como tentativas de convencer o leitor a respeito da
legitimidade dos argumentos que o autor constrói. Nesse ponto, não há exemplos
constantes, já que depende muito da criatividade do autor. Para efeito de exempli-
ficação, podemos citar o título de outro artigo de opinião: Indonesia is burning.
So why is the world looking away?, que tem um tom de provocação em relação ao
leitor, conduzindo-o a voltar seu olhar a um problema identificado na Indonésia.
Indonesia is burning. So why is the world looking away?
I’ve often wondered how the media would respond wheneco-apocalypsestruck. I pictured
the news programmes producing brief, sensational reports, while failing to explain why it was
happening or how it might be stopped. Then they would ask their financial correspondents
how the disaster affected share prices, before turning to the sport. As you can probably tell,
Produção de textos de diferentes tipos por meio de estratégias discursivas12
Para a interpretação, existem diversas estratégias que podem ser utiliza-
das: relações de causa e consequência, comparação entre diferentes tempos
e lugares, narração de um fato, entre outras possibilidades. Interpretação
geralmente apresenta background information, isto é, informações relacionadas
ao assunto tratado que irão corroborar a tese defendida. É nesse ponto que
geralmente entra a linguagem objetiva, isto é, o uso da terceira pessoa. Em
outros momentos é possível o uso da primeira pessoa, quando o autor tenta
envolver o leitor de maneira mais pessoal, entretanto, na exposição de fatos,
a terceira pessoa é a estratégia mais utilizada.
Por fim, chegamos à opinião, espaço privilegiado do uso da linguagem
subjetiva. A opinião não se limita a aparecer no final do texto, ela pode
permear todo o artigo de opinião. O uso de pronomes na primeira pessoa (I,
me, my, mine, we, us, our ou ours) e também da segunda pessoa (you, your
ou yours) é uma forma de o autor se aproximar do leitor, criar uma certa
intimidade com ele, de modo que ele se sinta confortável o suficiente a ponto
de concordar com o autor. É uma das estratégias de persuasão utilizadas
pelo autor, portanto.
Além disso, usar adjetivos para qualificar eventos históricos também é uma
estratégia usada para valorizar ou desvalorizar determinado ponto de vista.
Mencionar uma conferência internacional sobre o clima, por exemplo, é uma
coisa. Utilizar adjetivos como abstract e manufactured nas expressões abstract
diplomacy and manufactured drama dá outro efeito na produção de texto.
I don’t have an ocean of faith in the industry for which I work. What I did not expect was
that they would ignore it.
(…)
After the last great conflagration, in 1997, there was a missing cohort in Indonesia of
15,000 children under the age of three, attributed to air pollution. This, it seems, is worse.
The surgical masks being distributed across the nation will do almost nothing to protect
those living in a sunless smog. Members of parliament in Kalimantan (Indonesian Borneo)
have had to wear face masks during debates. The chamber is so foggy that they must have
difficulty recognising one another.
(…)
At the climate summit in Paris in December the media, trapped within the intergovernmental
bubble of abstract diplomacy and manufactured drama, will cover the negotiations almost
without reference to what is happening elsewhere. The talks will be removed to a realm with
which we have no moral contact. And, when the circus moves on, the silence will resume. Is there
any other industry that serves its customers so badly? (MONBIOT, 2015, documento on-line).
13Produção de textos de diferentes tipos por meio de estratégias discursivas
Uma pergunta final que poderíamos fazer sobre a produção de artigos de
opinião: qual a variante linguística utilizada? Como ela é trabalhada? Ainda
que se trate de um gênero menos rígido do que o abstract, por exemplo, ainda
assim é necessário utilizar a linguagem formal, atentando para o uso apropriado
de regras gramaticais e vocabulário pertinente.
BAKHTIN, M. Gêneros do discurso. In: BAKHTIN, M. Estética da criação verbal. São Paulo:
Martins Fontes, 1997.
BRASIL. Superior Tribunal de Justiça. Manual de padronização de textos do STJ: Superior
Tribunal de Justiça. 2. ed. Brasília, DF: STJ, 2016. Disponível em: <https://bdjur.stj.jus.
br/jspui/bitstream/2011/102844/manual_padronizacao_textos_2016.pdf>. Acesso
em: 25 nov. 2018.
CORTE, A. C. O.; FISCHER, C. R. Introdução, conclusão e “abstract” em relatórios de
pesquisa em língua inglesa. Caderno do Centro de Línguas, n. 3, p. 45-53, 2000.
GIL, B.; ARANHA, S. Um estudo do gênero abstract na disciplina de Antropologia:a
heterogeneidade da(s) área(s). DELTA, São Paulo, v. 33, n. 3, p. 843-871, set. 2017.
Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-
-44502017000300843&lng=en&nrm=iso>. Acesso em: 26 nov. 2018.
HAMPEL, R. Rethinking Task Design for the Digital Age: A Framework for Language
Teaching and Learning in a Synchronous Online Environment. ReCALL, v. 18, n. 1, p.
105-121, May 2006. Disponível em: <https://eric.ed.gov/?id=EJ843650>. Acesso em:
25 nov. 2018.
MONBIOT, G. Indonesia is burning. So why is the world looking away? The Guardian,
30 out. 2015. Disponível em: <https://www.theguardian.com/commentisfree/2015/
oct/30/indonesia-fires-disaster-21st-century-world-media>. Acesso em: 27 nov. 2018.
TARALLO, F. A pesquisa sociolinguística. São Paulo: Ática, 2005.
THIESSEN, M. A. Relax, people: We survived Nixon. We’ll survive Trump. 2018. Dispo-
nível em: <https://www.washingtonpost.com/opinions/relax-people-we-survived-
-nixon-well-survive-trump/2018/11/01/548a183a-de01-11e8-b732-3c72cbf131f2_story.
html?noredirect=on&utm_term=.f708adbab2a5>. Acesso em: 25 nov. 2018.
Leituras recomendadas
COSTA, W. A. S. Estratégias discursivas para um ethos de credibilidade no debate político.
Linguagem em (Dis)curso, v. 18, n. 1, p. 69-86, 2018. Disponível em: <http://www.scielo.
br/pdf/ld/v18n1/1518-7632-ld-18-01-69.pdf>. Acesso em: 25 nov. 2018.
Produção de textos de diferentes tipos por meio de estratégias discursivas14
FUSCH, P. I.; NESS, L. R. Are We There Yet? Data Saturation in Qualitative Research. The
Qualitative Report, v. 20, n. 9, 2015. Disponível em: <https://nsuworks.nova.edu/tqr/
vol20/iss9/3/>. Acesso em: 25 nov. 2018.
KNOWLTON, S.; FREEMAN, K. Clear Thinking, clear writing. In: KNOWLTON, S.; FREEMAN,
K. Campus Weblines: Your high school: can find its voice online. New York: The New
York Times, 2001. Disponível em: <https://archive.nytimes.com/www.nytimes.com/
learning/general/weblines/481.html>. Acesso em: 25 nov. 2018.
PINHEIRO, E.; BASSETTO, L. M. T. O gênero artigo de opinião como objeto mediador de
ensino e aprendizagem da língua portuguesa. Os desafios da escola pública paranaense
na perspectiva do professor PDE, v. 1, 2014. Disponível em: <http://www.diaadiaeducacao.
pr.gov.br/portals/cadernospde/pdebusca/producoes_pde/2014/2014_uenp_port_ar-
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PIRES, V. L.; KNOLL, G. F.; CABRAL, E. Dialogismo e polifonia: dos conceitos à análise de
um artigo de opinião. Letras de Hoje, v. 51, n. 1, p. 119-126, 2016. Disponível em: <http://
revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/fale/article/viewFile/21707/14345>. Acesso
em: 25 nov. 2018.
SILVA, M. P.; GUIZZO, A. R. O gênero abstract: questões de compreensão e produção textual.
In: FÓRUM ACADÊMICO DE LETRAS, 28., 2017, Foz do Iguaçu. Anais... Foz do Iguaçu: UNILA,
2017. Disponível em: <https://dspace.unila.edu.br/bitstream/handle/123456789/3319/
FALE_127-130.pdf?sequence=1&isAllowed=y>. Acesso em: 25 nov. 2018.
THAYLOR, E. W. Transformative Learning Theory. In: LAROS, A.; FUHR, T.; TAYLOR,
E. W. Transformative Learning Meets Bildung: An International Exchange. Nether-
lands: Sense Publishers, 2017. Disponível em: <https://link.springer.com/chap-
ter/10.1007/978-94-6300-797-9_2>. Acesso em: 25 nov. 2018.
TORRE, L. A. et al. Global Cancer Incidence and Mortality Rates and Trends: An Update.
Cancer Epidemiology, Biomarkers & Prevention, v. 25, n. 1, p. 16-27, 2016. Disponível em:
<http://cebp.aacrjournals.org/content/25/1/16.short>. Acesso em: 25 nov. 2018.
15Produção de textos de diferentes tipos por meio de estratégias discursivas
Conteúdo:
Dica do professor
Quando é necessário escrever um abstract, é comum as pessoas terem dúvidas quanto às
expressões mais adequadas.
Nesta Dica do Professor, você vai ver algumas propostas que podem auxiliá-lo a formular um
abstract.Existem estruturas que são frequentemente utilizadas nesse gênero e que você pode
utilizar para facilitar a sua produção escrita.
Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.
https://fast.player.liquidplatform.com/pApiv2/embed/cee29914fad5b594d8f5918df1e801fd/2290e002c5f4c3a3df0e49733ff453c1
Na prática
O artigo de opinião é um texto dissertativo-argumentativo que costuma ser motivado por uma
questão atual e no qual o autor procura expor seu ponto de vista a respeito de um assunto.
Neste Na prática, você vai encontrar uma situação hipotética envolvendo o uso desse gênero
discursivo.
Leia a apresentação do problema e observe a solução encontrada pelas personagens envolvidas.
Aponte a câmera para o
código e acesse o link do
conteúdo ou clique no
código para acessar.
https://statics-marketplace.plataforma.grupoa.education/sagah/091aa807-81b3-41db-9317-143654dc0fda/0c4de885-1e78-4173-ba8b-6729a55d81c9.jpg
Saiba +
Para ampliar o seu conhecimento a respeito desse assunto, veja abaixo as sugestões do professor:
Um estudo do gênero abstract na disciplina de Antropologia: a
heterogeneidade da(s) área(s)
Leia o seguinte artigo e analise as características retóricas e linguísticas do gênero abstract em um
corpus na área de Antropologia.
Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.
Produção escrita: elaborando um abstract descritivo
Assista o seguinte vídeo, por meio do qual você vai aprender a produzir o seu próprio abstract.
Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.
Modalizadores: a negociação em artigo de opinião
O artigo a seguir trata das estratégias de negociação e persuasão que ocorrem na escrita de artigos
de opinião.
Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.
http://www.scielo.br/pdf/delta/v33n3/1678-460X-delta-33-03-00843.pdf
https://www.youtube.com/embed/Cou0I4eWn-E
http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1518-76322016000100117&script=sci_arttext
Jornais e Revistas de notícias
Veja nesse link da NEWS - UFMG, sites de jornais e rádios em Língua Inglesa.
Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.
3 sites de notícias para praticar seu inglês
Nesse artigo, você vai ver alguns sites de notícias para praticar inglês.
Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.
Técnicas para fazer manchetes em inglês
No inglês, assim como no português, existem técnicas para escrever uma manchete. Veja mais no
link a seguir.
Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.
Redação publicitária: entenda a importância e suas
características
A redação publicitária é a técnica responsável por conceituar as campanhas de divulgação e um dos
pilares da Publicidade.
http://www.letras.ufmg.br/arado/news.html
https://inglesnarede.com.br/dicas/3-sites-de-noticias-para-voce-praticar-seu-ingles/
http://www.lem.seed.pr.gov.br/modules/conteudo/conteudo.php?conteudo=660
Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.
Writing an Abstract
Você sabe o que é um resumo? Veja a resposta no link a seguir.
Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.
Persuasive texts - Advertising
Veja no vídeo a seguir textos persuasivos utilizados na Publicidade.
Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.
https://rockcontent.com/blog/redacao-publicitaria/
https://writingcenter.gmu.edu/guides/writing-an-abstract
https://www.youtube.com/embed/z5yq_el23EA