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Gramática: pronouns, present tense, 
past tense, comparative and 
superlative, can (abilities), there to 
be
Apresentação
Para alguns, a gramática tem efeito “complicador”, mas a verdade é que a gramática ajuda você a 
entender que as regras e as normas de uma língua existem para organizar a mensagem a ser 
transmitida. Se essa ordem não existisse, você poderia dizer qualquer coisa na ordem em que você 
quisesse. Será que nos entenderíamos falando desta forma? 
 
Nesta Unidade de Aprendizagem, você estudará os pronomes em inglês, seus significados, suas 
funções, e como utilizá-los na língua inglesa. Estudará também os dois tempos verbais mais 
utilizados em um idioma: o presente e o passado. Além disso, você conhecerá o comparativo e o 
superlativo, bem como suas irregularidades. Vamos lá? 
Bons estudos.
Ao final desta Unidade de Aprendizagem, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
Reconhecer os pronomes e aplicá-los em frases.•
Observar a diferença entre "Present tense" e "Past tense".•
Identificar a existência e o uso de comparativos e superlativos, o uso do verbo modal can e de 
there + be nas estruturas.
•
Infográfico
O infográfico a seguir apresenta exemplos de como é essencial colocar os pronomes na posição 
correta, pois eles variam de acordo com a pessoa que fala e com a pessoa com quem ou de quem se 
fala em uma frase. 
 
Conteúdo do livro
O estudo da gramática inclui desde o reconhecimento das letras que formam o alfabeto de um 
idioma, de substantivos e verbos como palavras principais desse idioma, suas flexões em gênero e 
número, entre outras particularidades - características da própria língua. A gramática organiza nossa 
comunicação, e isso acontece porque quando você se comunica, o objetivo é entender, ou seja, a 
pessoa com quem você se comunica deve entender o que você quer dizer para também responder, 
e assim a língua faz sentido. Saber a ordem que as palavras seguem e fazem sentido em um idioma 
é fundamental para o sucesso da comunicação. 
 
Acompanhe a leitura do capítulo Gramática: pronouns, present tense, past tense, comparative and 
superlative, can (abilities), there to be, do livro Fundamentos do inglês. Boa leitura.
 
Gramática: pronouns, 
present tense, past tense, 
comparative and superlative, 
can (abilities), there + to be 
Objetivos de aprendizagem
Ao final deste texto, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
 Reconhecer os pronomes e aplicá-los em frases.
 Analisar a diferença entre present tense e past tense.
 Identificar a existência e o uso de comparativos e superlativos, o uso
do verbo modal can e de there + be nas estruturas.
Introdução
Para alguns, a gramática tem efeito “complicador”, mas a verdade é que a 
gramática ajuda você a entender que as regras, as normas de uma língua 
existem para organizar a mensagem a ser transmitida. Se essa ordem 
não existisse, você poderia dizer qualquer coisa na ordem em que você 
quisesse. Será que nos entenderíamos falando dessa forma?
Neste capítulo, você vai estudar os pronomes em inglês, seu signifi-
cado, sua função e utilização na língua inglesa, além de estudar os dois 
tempos verbais mais utilizados em um idioma: o presente e o passado. 
Você ainda estudará o comparativo e o superlativo e suas irregularidades, 
o verbo can e a estrutura there + be.
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Os pronomes em inglês
A língua inglesa é uma língua formada por regras que organizam o seu emprego, 
assim como a maioria das línguas – português, francês, alemão, espanhol, ita-
liano, entre muitas outras. Entretanto, diferentemente dos demais idiomas, suas 
regras gramaticais apresentam características bastante peculiares. O emprego 
dos pronomes e dos tempos verbais é um exemplo muito típico e próprio do 
inglês se comparado às demais línguas citadas. Nesta seção, estudaremos os 
pronomes em inglês, utilizados diferentemente no que se refere ao emprego dos 
gêneros, masculino e feminino, e, consequentemente, do número, singular e 
plural. Veremos, também, na seção seguinte, os tempos verbais present simple 
e past simple, que mostram uma conjugação específi ca quanto aos verbos uti-
lizados. Por fi m, na última seção, discutiremos o emprego de can e there + be.
Existem seis classificações de pronomes em inglês: subject pronouns, object 
pronouns, demonstrative pronouns, possessive adjective, possessive pronouns 
e reflexive pronomes (em português: pronomes retos, pronomes oblíquos, 
pronomes demonstrativos, pronomes possesivos e pronomes reflexivos). 
Observe que só há uma tradução dos pronomes possessivos, isso porque a 
língua portuguesa tem somente um tipo de pronome possessivo. Vejamos a 
primeira tabela de pronomes em inglês (Tabela 1), os subject pronouns.
 Fonte: adaptada de Campos (2006, p. 58). 
Singular 
1st person 
2nd person
3rd person
 I 
 You
 He
 She
 It Tradução
Eu
Tu ou você
Ele
Ela
Ele ou ela 
Plural
1st person
2nd person
3rd person 
We
You
They 
Nós 
Vós ou vocês 
Eles ou elas 
 Tabela 1. Os subject pronouns. 
Os pronomes retos são os pronomes usados em referência a pessoas, coisas, 
objetos, etc., ou seja, eles substituem o nome de uma pessoa, coisa ou objeto em 
uma frase, ocupando a posição de um sujeito, de acordo com a intenção que se 
tenha de falar do masculino ou feminino, em singular ou plural. Esses pronomes 
são usados sempre antes de um verbo, geralmente no início de uma declaração, e 
também demonstram que estão praticando algo, uma ação, na maioria das frases. 
 Gramática: pronouns, present tense, past tense... 2
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I study English. / Eu estudo inglês.
She eats pizza every week. / Ela come pizza todas as semanas.
We travelled to London last year. / Nós viajamos para Londres no ano passado.
You have a beautiful house. / Vocês têm uma casa bonita.
They are our new neighbours. / Eles são nossos novos vizinhos.
A maioria dos verbos que utilizamos descrevem ações, mas, como é possí-
vel observar nas frases anteriores, em You have a beautiful house e em They 
are our new neighbours, os verbos have e are demonstram posse e estado, 
respectivamente.
Vejamos a segunda tabela de pronomes em inglês (Tabela 2) com os object 
pronouns.
 Fonte: adaptada de Campos (2006, p. 60). 
Singular 
1st person 
2nd person
3rd person
 me 
 you
 him
 her
 it 
Tradução
Me, mim, 
comigo 
Te, ti, contigo 
ou você
O, lhe
A, lhe
O, a, lhe
Plural
1st person
2nd person
3rd person 
us
you
them 
Nos, conosco
Vos, 
convosco 
ou vocês
Os, as, lhes
 Tabela 2. Os object pronouns. 
Os pronomes oblíquos são os pronomes usados em referência a pessoas, 
coisas, objetos, etc., substituindo o nome de uma pessoa, coisa ou objeto em 
uma frase e ocupando a posição de um objeto, de acordo com a intenção que 
se tenha de falar do masculino ou feminino, em singular ou plural. Esses 
pronomes são usados sempre depois de um verbo, geralmente terminam uma 
3 Gramática: pronouns, present tense, past tense... 
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ideia, uma declaração, e também demonstram que sofrem a ação praticada 
na maioria das frases. 
I saw it. / Eu o vi.
He loves her. / Ele a ama.
We talked to you yesterday. / Nós falamos com você ontem.
You can come with us. / Você pode vir conosco.
They know me very well. / Eles me conhecem muito bem.
Nessas frases, it é o que foi visto; her é quem recebe amor; you é a pessoa 
com quem se fala; us recebe uma companhia e me é a pessoa conhecida, ou 
seja, os pronomes aqui destacados recebem a ação.
Vejamos a terceira tabela de pronomes em inglês (Tabela 3) com os de-
monstrative pronouns.
 Fonte: adaptada de Campos (2006, p. 60). 
Singular Tradução singular Plural Tradução plural
Near This Este / esta / isto These Estes / estas 
Far That Aquele / aquela / aquilo Those Aqueles / aquelas
 Tabela 3. Os demostrative pronouns. 
Os pronomes demonstrativos são os pronomes usados em referência a 
pessoas, coisas, objetos,etc., substituindo o nome de uma pessoa, coisa ou 
objeto em uma frase e ocupando a posição de um sujeito ou objeto, de acordo 
com a intenção que se tenha de falar no singular ou no plural. Esses pronomes 
são usados tanto antes quanto depois de um verbo, podendo iniciar uma frase 
ou terminar uma ideia, demonstrando que praticam ou sofrem uma ação. 
 Gramática: pronouns, present tense, past tense... 4
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These are my friends Tom and Lia. / Estes são meus amigos Tom e Lia.
That boy is Tom. / Aquele menino é o Tom.
I know those women. / Eu conheço aquelas mulheres.
I bought this. / Eu comprei isto.
These books cost U$ 100. / Estes livros custam 100 dólares.
Os pronomes demonstrativos podem acompanhar substantivos, como em 
that boy, those women e these books, ocupando o lugar do sujeito ou do objeto 
em uma frase, ou substituir um substantivo, também ocupando o lugar do 
sujeito ou do objeto em uma frase, como em These are my friends Tom and 
Lia e I bought this.
Vejamos a quarta tabela de pronomes em inglês (Tabela 4) com os possessive 
adjectives e os possessive pronouns.
 Fonte: adaptada de Campos (2006, p. 5/59). 
Possessive 
Adjectives
Possessive 
Pronouns Tradução
Singular 1st person 
2nd person
3rd person
 My 
 Your
 His
 Her
 its 
 Mine
 Yours
 His
 Hers
 Its
Meu (s), 
minha (s)
Teu (s), tua (s)
Dele
Dela
Dele ou dela
Plural 1st person
2nd person
3rd person 
Our
Your
Their 
Ours 
Yours
Theirs
Nosso (s), 
nossa (s)
Vosso (s), 
vossa (s)
Deles ou delas
 Tabela 4. Os possessive adjectives e os possessive pronouns. 
Existem dois tipos de pronomes possessivos em inglês: os possessive 
adjectives e os possessive pronouns. Eles apresentam a mesma tradução em 
português, mas funcionam de maneira diferente em inglês, por isso apresen-
5 Gramática: pronouns, present tense, past tense... 
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tam duas formas, com grafias um pouco diferentes. Os possessive adjectives, 
bastante comuns, sempre acompanham uma palavra em inglês, um substantivo. 
Os possessive pronouns sempre substituem uma palavra, um substantivo, 
encerrando uma ideia ou, até mesmo, finalizando uma frase. Vejamos alguns 
exemplos:
My car is big. / Meu carro é grande.
This big car is mine. / Este carro grande é meu.
She has to wash her clothes. / Ela tem que lavar as roupas dela.
I think these clothes are hers. / Eu acho que estas roupas são dela.
Is it yours? / É teu?
Como podemos ver, nessas frases, my e her, por exemplo, acompanham 
um substantivo, e mine, hers e yours substituem uma palavra na frase. Por 
essa função que têm em inglês, os pronomes possessivos apresentam grafia 
diferente, demonstrando seu uso, de acordo com a intenção do falante.
Vejamos a quinta tabela de pronomes em inglês (Tabela 5) com os reflexive 
pronouns.
 Fonte: adaptada de Campos (2006, p. 61). 
Singular 
1st person 
2nd person
3rd person
 myself
 yourself
 himself 
 herself
 itself 
Tradução
Eu mesmo (a) / me
Tu mesmo (a) / te
Ele mesmo / se
Ela mesma / se
Ele ou ela mesmo 
(a) / se
Plural
1st person
2nd person
3rd person 
ourselves
yourselves
themselves 
Nós mesmos 
(as) / nos
Vocês mesmos 
(as) / se
Eles ou elas 
mesmos (as) / se
 Tabela 5. Os reflexive pronouns. 
 Gramática: pronouns, present tense, past tense... 6
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Os reflexive pronouns também são usados acompanhados da preposição by, formando 
uma expressão. Assim, por exemplo, a tradução de by myself é “sozinho” ou “sozinha”. 
A tradução para as demais combinações, by yourself, by himself, by herself, by ourselves, 
é parecida a “sozinho(s)” ou “sozinha(s)”, dependendo do contexto, singular ou plural, 
feminino ou masculino, e são geralmente usadas no final de uma frase, substituindo 
a palavra alone em inglês.
Os pronomes reflexivos são os pronomes usados em referência a pessoas, 
coisas, objetos, etc., substituindo o nome de uma pessoa, coisa ou objeto em 
uma frase e ocupando a posição de um sujeito ou objeto. Quando usados com 
o sujeito, enfatizam esse sujeito, tendo a tradução de um pronome reto + 
mesmo (a) no singular ou no plural. Quando utilizados como objeto, fazem 
referência ao próprio sujeito, ou seja, fazem com que a ação praticada pelo 
sujeito se reflita no próprio sujeito, que, desta vez, ocupa a posição do objeto, 
tendo a tradução de me, se, te, etc. de acordo com o sujeito ao qual se refere. 
I myself spoke to Mr Johnson. / Eu mesmo falei com o senhor Johnson.
He cut himself cooking. / Ele se cortou cozinhando.
Ann hurt herself in a car accident. / Ann se machucou em um acidente de carro.
We ourselves saw that weird train. / Nós mesmas vimos aquele trem esquisito.
Do you live by yourself? / Você mora sozinha?
Os pronomes que acabamos de estudar pertencem à classe das palavras, 
que contém palavras que utilizamos para formar frases (HARMER, 2001) e 
é formada por pronomes, verbos, etc. Dividimos a classe das palavras em 
primeira classe e segunda classe. A classe que denominamos segunda classe 
das palavras é composta por pronomes, entre outras palavras, conhecidas 
como preposições, artigos, e são assim denominadas porque são palavras 
que não carregam conteúdo significativo quando usadas em uma frase sem o 
acompanhamento de palavras que carregam conteúdo por si só. A classe que 
denominamos primeira classe das palavras, ou a principal classe de palavras, 
é composta por verbos (Figura 1), substantivos, entre outras palavras, e são 
7 Gramática: pronouns, present tense, past tense... 
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assim denominadas porque são palavras que carregam conteúdo por si só. 
Quando falamos Stop! (Pare!, em português), o uso desse verbo sozinho nos 
permite entender a mensagem, por isso ele é uma palavra que carrega conteúdo.
Figura 1. Exemplo de verbos de ação.
Fonte: Euro Global Academy (2017).
Estudaremos, em seguida, alguns dos tempos verbais em inglês, o presente 
e o passado. 
A maioria dos verbos que utilizamos transmite ação. Esses verbos são 
ações que praticamos todos os dias, pois sempre caminhamos, corremos, 
agachamos, pulamos, empurramos algo, etc. 
 Gramática: pronouns, present tense, past tense... 8
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Os pronomes possessivos indicam posse e podem ser usados acompanhados de uma 
palavra, um substantivo, ou substituir essa palavra, esse substantivo. Esses exemplos 
podem ser vistos na primeira seção deste capítulo. Ainda sobre pronomes possessivos, 
é possível usar a ideia de posse com a utilização da preposição of, de em português, 
mais o possessive pronoun, como nos exemplos que seguem: a friend of mine, a boss 
of hers, a suggestion of ours, a neighbour of theirs (uma amiga minha, um chefe dela, 
uma sugestão nossa, um vizinho deles, em português), entre outras possibilidades. 
Assim, você pode dizer:
A friend of mine has travelled to Hong Kong. / Uma amiga minha já viajou para Hong 
Kong.
They talked about a suggestion of ours. / Eles falaram de uma sugestão nossa.
Fonte: CAMPOS, 2006.
O presente e o passado em inglês
A utilização do present simple em inglês é bastante parecida com a do portu-
guês, mas como se trata de outro idioma, algumas características são peculiares 
à língua inglesa. 
O present simple é utilizado para expressar um fato, algo verdadeiro, 
e ações rotineiras. Quando usado para expressar uma ação que acontece 
com certa frequência, as ações rotineiras, é geralmente acompanhado de 
um advérbio de frequência. Os advérbios de frequência mais utilizados são: 
always, usually, often, sometimes e never (em português, sempre, geralmente, 
frequentemente, algumas vezes e nunca). Esse tempo também apresenta 
uma característica muito particular da língua inglesa: a flexão dos verbos só 
acontece para a terceira pessoa do singular e é feita com o acréscimo do “s” 
no final do verbo. Vejamos a Tabela 6.
9 Gramática: pronouns,present tense, past tense... 
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To work (trabalhar) To stay (ficar) To study (estudar) To do (fazer)
I work I stay I study I do
You work You stay You study You do
He Works He stays He studies He does
She Works She stays She studies She does
It Works It stays It studies It does
We work We stay We study We do
You work You stay You study You do
They work They stay They study They do
 Tabela 6. O present simple. 
O “s” é acrescido ao final de cada verbo quando conjugado no presente, em inglês, 
para a 3ª pessoa do singular. A exceção é para os verbos terminados em “y” precedidos 
de uma consoante, como em copy, copiar em português. Se conjugado para he, 
she ou it, corta-se o “y”, acrescentando “i” no lugar do “y” + “es”, logo copy → copies. 
Aos verbos terminados em “o, x, ss, ch, sh”, se conjugados para he, she ou it, deve-se 
acrescentar “es”: go → goes; fix → fixes; cross → crosses; reach → reaches; push → pushes 
(em português, ir, consertar, atravessar, alcançar e empurrar).
 Gramática: pronouns, present tense, past tense... 10
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I have a brother. / Eu tenho um irmão. 
You sometimes say that. / Você, às vezes, diz isso.
He lives in New York. / Ele mora em Nova York.
She always wakes up early. / Ela sempre acorda cedo.
They work hard here. / Eles trabalham muito aqui.
Essas frases transmitem um fato, pois é verdade que eu tenho um irmão, que ele 
mora em Nova York e que eles trabalham muito aqui. As frases que utilizam os 
advérbios de frequência às vezes e sempre transmitem a frequência com que essa 
ação acontece.
Além dessa definição, o present simple também faz referência a um evento no futuro, 
principalmente quando informamos o horário desse evento. Vejamos os exemplos:
The meeting is in the evening today. / A reunião é à noite hoje.
I am home tonight. / Eu estou em casa hoje à noite.
The match is at 8 p.m. / A partida é às 20h.
We need to sell everything tomorrow. / Nós precisamos vender tudo amanhã.
Lunch is at 1 o’ clock sharp today. / O almoço é às 13h em ponto hoje.
Diferentemente do português, no inglês, ao negarmos uma frase ou fazer-
mos uma pergunta, um auxiliar deve ser utilizado para mostrar essa intenção. 
Esses auxiliares são do/does. A utilização de do ou does se dá porque a única 
flexão feita no presente em inglês é para a terceira pessoa do singular, com o 
acréscimo do “s”. Então, usamos does quando quisermos negar ou perguntar 
utilizando a terceira pessoa do singular. Ao utilizarmos esse auxiliar, o verbo 
volta para sua forma infinitiva, ou seja, os sufixos “s”, “es” ou “ies” não são 
mais usados. Analisemos a Tabela 7.
11 Gramática: pronouns, present tense, past tense... 
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 Fonte: adaptada de Campos (2006, p. 75). 
Affirmative Negative Interrogative 
I live in Brazil. I don’t live in Italy. Do I live in New Zealand?
You live in Brazil. You don’t live in Italy. Do you live in New Zealand?
He lives in Brazil. He doesn’t live in Italy. Does he live in New Zealand?
She lives in Brazil. She doesn’t live in Italy. Does she live in New Zealand?
It lives in Brazil. It doesn’t live in Italy. Does it live in New Zealand?
We live in Brazil. We don’t live in Italy. Do we live in New Zealand?
You live in Brazil. You don’t live in Italy. Do you live in New Zealand?
They live in Brazil. They don’t live in Italy. Do they live in New Zealand?
 Tabela 7. Present simple affirmative, negative, interrogative. 
I don’t live abroad. / Eu não moro no exterior.
Sarah doesn’t like vanilla. / Sarah não gosta de baunilha.
Does Sarah like vanilla? / Sarah gosta de baunilha?
Does it work? / Isso funciona?
Do you have a question? / Você tem uma pergunta?
Diferentemente do português, em inglês, precisamos de um auxiliar para ne-
gar e para perguntar. A tradução de don’t ou doesn’t em português é não; quando 
utilizamos do ou does para as formas interrogativas, eles não são traduzidos 
em português, sua tradução ignorada e a pergunta é feita a partir do pronome. 
O past simple é utilizado para expressar o passado em inglês. Uma ação 
que já aconteceu, iniciou e terminou é representada por um verbo conjugado 
no passado. Esse tempo verbal traz dois tipos de verbos em inglês, os regulares 
e os irregulares, que são flexionados da mesma forma para todas as pessoas 
do discurso, ou seja, qualquer que seja o pronome utilizado, I, you, he, she, it, 
we ou they, a flexão é sempre a mesma para todos os pronomes, sendo o verbo 
 Gramática: pronouns, present tense, past tense... 12
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regular ou irregular. Como o passado se refere a uma ação que já aconteceu, 
é muito comum que um advérbio de tempo seja usado. O advérbio de tempo 
mais comum no passado é yesterday, ontem em português, e as expressões 
adverbiais mais comuns são acompanhadas pelas palavras ago e last, como 
em a week ago, a month ago e a year ago ou last week, last month e last year 
(em português: uma semana atrás, um mês atrás e um ano atrás ou semana 
passada, mês passado e ano passado). Outras expressões adverbiais também 
podem ser utilizadas, dependendo do tempo que queremos expressar. 
A couple of days ago, twice in May, last April, in November, on Sunday, são mais algumas 
expressões adverbiais: dois dias atrás, duas vezes em maio, abril passado, em novembro, 
no domingo, em português.
I worked yesterday. / Eu trabalhei ontem. 
I bought some coffee in the morning. / Eu comprei café de manhã. 
George lived in Paris for a year. / George morou em Paris por um ano.
He left a minute ago. / Ele saiu há um minuto atrás.
The students did the exam. / Os alunos fizeram a prova.
Os verbos regulares e irregulares em inglês devem ser memorizados. A 
maioria dos verbos é regular; por isso, há uma tabela para os verbos irregulares: 
além de haver menos verbos irregulares, eles não seguem um padrão na sua 
conjugação, como os regulares seguem. Os verbos regulares têm o sufixo 
“ed” acrescido ao infinitivo do verbo; já os irregulares apresentam uma grafia 
diferente da do infinitivo. Mesmo havendo verbos regulares e irregulares, o 
past simple é um tempo verbal de conjugação simples. A flexão dos verbos 
no passado, em inglês, é a mesma para todas as pessoas do discurso, seja o 
verbo regular ou irregular. Vejamos a Tabela 8.
13 Gramática: pronouns, present tense, past tense... 
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Regular: 
want Regular: like
Regular: 
enjoy
Regular: 
marry 
Irregular: 
see
I wanted I liked I enjoyed I married I saw
You wanted You liked You enjoyed You married You saw
He wanted He liked He enjoyed He married He saw
She wanted She liked She enjoyed She married She saw
It wanted It liked It enjoyed It married It saw
We wanted We liked We enjoyed We married We saw
You wanted You liked You enjoyed You married You saw
They wanted They liked They enjoyed They married They saw
 Tabela 8. Regulares e irregulares no past simple. 
O “ed” é acrescido no final de cada verbo quando conjugado no passado em inglês 
para todas as pessoas do discurso. A exceção é para os verbos terminados em “e”, como 
em love, amar em português. Quando conjugado no passado, acrescentamos apenas 
“d”: love → loved. Nos verbos terminados em “y” precedidos de uma consoante, como 
em reply, responder em português, troca-se “y” por “i” + “ed”, logo reply → replied. 
Para os demais verbos, não importa sua terminação, acrescentamos sempre o sufixo 
“ed” para formarmos o passado, independentemente da pessoa do discurso: play → 
played; pass → passed; finish → finished; mix → mixed; watch → watched; jogar, passar, 
terminar, misturar e assistir em português.
Diferentemente do português, em inglês, ao negarmos uma frase ou fazer-
mos uma pergunta, um auxiliar deve ser utilizado para mostrar essa intenção 
no passado, assim como acontece no presente. Esse auxiliar é did, que éutilizado para todas as pessoas do discurso. Ao utilizarmos did, o verbo volta 
para sua forma infinitiva, ou seja, o sufixo “ed” não é mais usado nos verbos 
regulares, e os verbos irregulares são substituídos também pela sua forma 
infinitiva. Vejamos, em seguida, a tabela dos verbos regulares e irregulares 
(Tabelas 9 e 10).
 Gramática: pronouns, present tense, past tense... 14
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 Fonte: adaptada de Campos (2006, p.77). 
Verbo regular: to arrive (chegar)
Affirmative Negative Interrogative 
I arrived early. I didn’t arrive early. Did I arrive early?
You arrived early. You didn’t arrive early. Did you arrive early?
He arrived early. He didn’t arrive early. Did he arrive early?
She arrived early. She didn’t arrive early. Did she arrive early?
It arrived early. It didn’t arrive early. Did it arrive early?
We arrived early. We didn’t arrive early. Did we arrive early?
You arrived early. You didn’t arrive early. Did you arrive early?
They arrived early. They didn’t arrive early. Did they arrive early?
 Tabela 9a. Conjugação do verbo to arrive no past simple. 
 Fonte: adaptada de Campos (2006, p.77). 
Verbo irregular: to catch (pegar)
Affirmative Negative Interrogative 
I caught a cold. I didn’t catch a cold. Did I catch a cold?
You caught a cold. You didn’t catch a cold. Did you catch a cold?
He caught a cold. He didn’t catch a cold. Did he catch a cold?
She caught a cold. She didn’t catch a cold. Did she catch a cold?
It caught a cold. It didn’t catch a cold. Did it catch a cold?
We caught a cold. We didn’t catch a cold. Did we catch a cold?
You caught a cold. You didn’t catch a cold. Did you catch a cold?
They caught a cold. They didn’t catch a cold. Did they catch a cold?
 Tabela 10. Conjugação do verbo to catch no past simple. 
15 Gramática: pronouns, present tense, past tense... 
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Diferentemente do português, em inglês, também precisamos de uma 
auxiliar para negar e para perguntar no passado, assim como acontece no 
presente. A tradução de didn’t em português é não, e quando utilizamos did 
para a forma interrogativa, ele não é traduzido em português. Sendo sua 
tradução ignorada, a pergunta é feita a partir do pronome. 
A familiaridade na língua inglesa
Após falarmos de presente e de passado em inglês, é bastante pertinente darmos 
atenção a duas expressões que transmitem familiaridade nesses dois tempos 
verbais: be used to e get used to. A tradução dessas duas expressões é feita 
com o verbo acostumar, em português, e, quando utilizadas, signifi cam que a 
ação praticada é algo familiar, ou seja, não é uma ação estranha, desconhecida, 
mas algo já conhecido do sujeito. 
A formação dessas expressões é feita com o auxiliar be ou get + used to + 
um present participle. Vejamos as Tabelas 11 e 12.
Be used to
I am used to cooking every day.
You are used to cooking every day.
He is used to cooking every day.
She is used to cooking every day.
It is used to cooking every day.
We are used to cooking every day.
You are used to cooking every day.
They are used to cooking every day.
 Tabela 11. Be used to. 
 Gramática: pronouns, present tense, past tense... 16
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Get used to
I get used to cooking every day.
You get used to cooking every day.
He gets used to cooking every day.
She gets used to cooking every day.
It gets used to cooking every day.
We get used to cooking every day.
You get used to cooking every day.
They get used to cooking every day.
 Tabela 12. Get used to. 
I’m not used to driving on the left. / Eu não estou acostumada a dirigir à esquerda.
Lauren is used to speaking Spanish. / Lauren está acostumada a falar espanhol.
My parents don’t get used to living in a flat. / Meus pais não se acostumam a morar em 
um apartamento.
Do you get used to working early morning? / Você se acostuma a trabalhar bem cedo 
de manhã?
Are they used to having a big house? / Eles estão acostumados a ter uma casa grande?
Essas frases trazem exemplos das formas afirmativas e negativas. As formas negativas 
seguem o mesmo padrão para negar do present simple. Para fazermos perguntas, 
também precisamos do auxiliar, outra regra do present simple. A expressão utilizada 
traz o verbo principal no gerúndio porque essa forma mostra a familiaridade que se 
tem ao praticar uma ação.
17 Gramática: pronouns, present tense, past tense... 
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A utilização do Be used to e Get used to também pode ser usada no passado. Para falar 
de familiaridade no passado em inglês, é só conjugar os verbos auxiliares no passado. 
Vejamos as Tabelas 13 e 14.
Be used to
I was used to going to the beach.
You were used to going to the beach.
He was used to going to the beach.
She was used to going to the beach.
It was used to going to the beach.
We were used to going to the beach.
You were used to going to the beach.
They were used to going to the beach.
 Tabela 13. Be used to no passado. 
Get used to
I got used to going to the beach.
You got used to going to the beach.
He got used to going to the beach.
She got used to going to the beach.
It got used to going to the beach.
We got used to going to the beach.
You got used to going to the beach.
They got used to going to the beach.
 Tabela 14. Get used to no passado. 
 Gramática: pronouns, present tense, past tense... 18
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A utilização do comparativo, do superlativo, do 
verbo can e da combinação de there + be
A língua inglesa apresenta duas formas de comparar: o comparativo e o su-
perlativo. Essas formas são usadas para expressar diferenças ou semelhanças 
entre pessoas, coisas, objetos, etc.; uma comparação pode ser feita de forma 
simples, como na frase: Your house is very big (em português, Sua casa é muito 
grande) (CELCE-MURCIA; LARSEN-FREEMAN, 1999). Nessa frase, o que 
podemos estar dizendo é que alguém tem uma casa, visita a casa de outras 
pessoas e faz tal comentário, querendo, dessa forma, dizer que a casa dessa 
pessoa é maior que a casa de quem está falando. O exemplo é bem simples 
e requer tal interpretação, possível de acordo com o contexto. Entretanto, a 
comparação em inglês acontece, de fato, quando há comparação de grau, 
usando mais e menos, como em mais fácil ou menos difícil, por exemplo.
Quando usamos mais fácil ou menos difícil, as palavras mais importantes 
são os adjetivos fácil e difícil. O comparativo se forma com adjetivos, de 
forma geral, acrescentando mais ou menos para que a comparação de grau 
seja possível (CELCE-MURCIA; LARSEN-FREEMAN, 1999). A língua 
inglesa apresenta algumas características próprias do idioma para formar sua 
comparação, e isso acontece da seguinte forma: podemos dizer que há três 
tipos de adjetivos, e eles são curtos, longos e irregulares. É com base nessa 
informação que a comparação acontece. 
Ao compararmos algo ou alguém usando adjetivos curtos, como tall, old, 
cold, rich e short (em português, alto, velho, frio, rico e baixo), por exemplo, 
para formar a comparação, acrescentamos o sufixo –er, logo, taller, older, 
colder, richer e shorter são as comparações mais alto, mais velho, mais frio, 
mais rico e mais baixo em português. 
Alguns exemplos:
Peter was used to playing football. / Peter estava acostumado a jogar futebol.
They weren’t used to visiting us. / Eles não estavam acostumados a nos visitar.
I got used to drinking black coffee. / Eu me acostumei a beber café preto.
You didn’t get used to living in the countryside. / Você não se acostumou a morar no 
interior.
Fonte: Eastwood (2008).
19 Gramática: pronouns, present tense, past tense... 
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Mike is taller than John. / Mike é mais alto que John.
My dictionary is older than yours. / Meu dicionário é mais velho que o seu.
Canada is much colder in the winter. / O Canadáé muito mais frio no inverno.
Globo is richer than Record. / A Globo é mais rica que a Record.
His daugther is shorter. / A filha dele é mais baixa.
Há ainda adjetivos como easy, happy, hot, big e simple (em português: fácil, 
feliz, quente, grande e simples). A formação da comparação desses adjetivos 
é feita da mesma forma, com o acréscimo do sufixo –er, mas ajustando-os 
da seguinte forma: easy → easier, happy → happier, hot → hotter, big → 
bigger e simple → simpler, formando o comparativo com a eliminação de –y 
e o acréscimo de –i + er em easy e happy, dobrando a última consoante em 
hot e big + er e acrescentando apenas –r em simple.
Os adjetivos longos formam seus comparativos com o acréscimo de 
–more na frente da palavra, muito parecido com a formação em português. 
Os adjetivos comfortable, dangerous, difficult, intelligent e expensive (em 
português, confortável, perigoso, difícil, inteligente e caro) são longos em 
inglês e seus comparativos são: more comfortable, more dangerous, more 
difficult, more intelligent e more expensive. Nessa formação, o adjetivo não 
sofre nenhuma alteração. 
This sofa is more comfortable. / Este sofá é mais confortável. 
Porto Alegre is more dangerous than Florianópolis. / Porto Alegre é mais perigosa que 
Florianópolis.
French verbs are more difficult than English verbs. / Verbos em francês são mais difíceis 
que verbos em inglês.
Surely Lauren is more intelligent. / Certamente Lauren é mais inteligente.
Ford is more expensive than Fiat. / A Ford é mais cara que a Fiat.
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Por fim, há os adjetivos irregulares, que são assim denominados porque 
apresentam uma formação diferente da formação dos adjetivos curtos e longos. 
Eles são irregulares em inglês e devem ser memorizados. Analisemos a Tabela 15.
Adjective Translation Comparative–irregular Translation
Good Bom Better Melhor 
Bad Mau Worse Pior 
Far Longe Further Mais longe 
Little Pequeno Less Menor 
Much Muito (a) More Mais 
Many Muitos (as) More Mais 
 Tabela 15. Adjetivos comparativos em inglês. 
Vejamos algumas frases:
Australia is further than Africa. / A Austrália é mais longe que a África.
They have more money than I do. / Eles têm mais dinheiro que eu tenho. 
O superlativo também é formado por adjetivos, que pertencem às mesmas 
três categorias do comparativo: curtos, longos e irregulares. Os curtos como 
tall, old, cold, rich e short, formam seu superlativo com o acréscimo do sufixo 
–est; logo, the tallest, the oldest, the coldest, the richest e the shortest são as 
comparações do superlativo o mais alto, o mais velho, o mais frio, o mais rico 
e o mais baixo em português. 
Mark is the tallest guy I know. / Mark é o cara mais alto que eu conheço. 
I am the oldest in my family. / Eu sou a mais velha na minha família. 
Russia is the coldest place in the world. / A Rússia é o lugar mais frio do mundo.
Bill Gates is the richest man. / Bill Gates é o homem mais rico. 
Is he the shortest boy in the classroom? / Ele é o menino mais baixo da turma?
21 Gramática: pronouns, present tense, past tense... 
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Os adjetivos easy, happy, hot, big e simple também formam o superlativo com 
o acréscimo de um sufixo –est, mas ajustando esses adjetivos da seguinte forma: 
easy → easiest, happy → happiest, hot → hottest, big → biggest e simple → 
simplest, formando o superlativo com a eliminação do –y e o acréscimo do 
–i + est em easy e happy, dobrando a última consoantes em hot e big + est e 
acrescentando apenas –st em simple.
Os adjetivos longos formam seus superlativos com o acréscimo de –the 
most na frente do adjetivo. Os adjetivos comfortable, dangerous, difficult, 
intelligent e expensive são longos em inglês e seus superlativos são: the most 
comfortable, the most dangerous, the most difficult, the most intelligent e the 
most expensive. Nessa formação, assim como o comparativo, o adjetivo não 
sofre nenhuma alteração.
This room is the most comfortable one. / Esta sala é a mais confortável.
Brazil is one of the most dangerous countries. / O Brasil é um dos países mais perigosos.
That English exam was the most difficult. / Aquela prova de inglês foi a mais difícil.
Who’s the most intelligent person you know? / Quem é a pessoa mais inteligente que 
você conhece?
Which one is the most expensive? / Qual deles é o mais caro?
No superlativo também há os adjetivos irregulares, que são assim denomi-
nados porque apresentam uma formação diferente da formação dos adjetivos 
curtos e longos. Eles são irregulares em inglês e devem ser memorizados. 
Vejamos a Tabela 16.
 Gramática: pronouns, present tense, past tense... 22
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Adjective Translation Comparative–irregular Translation
Good Bom The best O melhor 
Bad Mau The worst O pior 
Far Longe The furthest O mais longe 
Little Pequeno The least O menor
Much Muito (a) The most O mais
Many Muitos (as) The most O mais 
 Tabela 16. Adjetivos superlativos em inglês. 
Vejamos algumas frases:
That’s the best thing you’ve ever done. / É a melhor coisa que você já fez.
That’s the worst situation. / É a pior situação.
Para ampliar seus estudos, você pode acessar o link a seguir e verificar mais dicas sobre 
comparativo e superlativo em inglês (MAXWELL; CLANDFIELD, 2017). Neste link, você 
encontra mais explicações em relação ao emprego do comparativo e do superlativo, 
além de exemplos e exceções.
https://goo.gl/XZ97l
Can e there be 
Can é um verbo auxiliar na língua inglesa e é chamado de modal. Acompanha 
e auxilia outros verbos, chamados verbos principais, modalizando esses verbos 
principais, ou seja, expressando a habilidade ou a capacidade que temos de 
realizar, ou não, uma ação. Can é traduzido como poder, em português, e é 
utilizado como sinônimo do verbo conseguir também. Seu emprego expressa 
as habilidades que temos de poder ou conseguir realizar algo.
23 Gramática: pronouns, present tense, past tense... 
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I can speak English. / Eu posso falar inglês.
She can drive a truck. / Ela consegue dirigir um caminhão.
We can cook for twenty people. / Nós podemos cozinhar para vinte pessoas.
You can play golf very well. / Vocês conseguem jogar golfe muito bem.
They can dance tango. / Eles podem dançar tango.
É possível negar tais habilidades ou capacidades utilizando a negação cań t, 
que é a contradição de can + not, podendo também ser usado como cannot. 
I can’t ride a motorcycle. / Eu não posso andar de moto.
Bob cannot read without his glasses. / Bob não pode ler sem seus óculos.
My friend and I can’t arrive on time tomorrow. / Minha amiga e eu não conseguimos 
chegar na hora amanhã.
You cannot run faster. / Vocês não conseguem correr mais rápido.
They can’t speak Spanish. / Eles não podem falar espanhol.
Can está no presente: quando usamos can, estamos falando de uma ação 
que se refere à atual situação em que a ação se encontra. É possível fazer 
referência ao passado utilizando could, passado do can. Could também é 
um modal e situa em um tempo passado a ação à qual fazemos referência 
ao descrever tais habilidade. Sua negação acontece com o acréscimo de not, 
formando a contração couldn’t.
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I couldn’t talk to you in the morning. / Eu não pude falar com você de manhã.
Mr Norton could take his flight. / O senhor Norton pôde pegar seu voo.
She couldn’t do gymnastics. / Ela não pôde fazer ginástica.
We could attend the meeting. / Nós pudemos participar à reunião.
They could go with us. / Eles puderam ir conosco.
Observemos as Tabelas 17 e 18.
Affirmative Negative Interrogative 
I can swim. I can’t swim. Can I swim?
You can swim. You can’t swim. Can you swim?
He can swim. He can’t swim. Can he swim?
She can swim. She can’tswim. Can she swim?
It can swim. It can’t swim. Can it swim? 
We can swim. We can’t swim. Can we swim?
You can swim. You can’t swim. Can you swim?
They can swim. They can’t swim. Can they swim?
 Tabela 17. Can: affirmative, negative, interrogative. 
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Affirmative Negative Interrogative 
I could understand. I couldń t understand. Could I understand?
You could understand. You couldń t understand. Could I understand?
He could understand. He couldń t understand. Could I understand?
She could understand. She couldń t understand. Could I understand?
It could understand. It couldń t understand. Could I understand?
We could understand. We couldń t understand. Could I understand?
You could understand. You couldń t understand. Could I understand?
They could understand. They couldń t understand. Could I understand?
 Tabela 18. Could: affirmative, negative, interrogative. 
A combinação there + be é uma combinação que tem uma única tradução, 
ou seja, não traduzimos uma palavra e depois a outra palavra para falar o que 
queremos, mas utilizamos a combinação there + be para o verbo existir ou 
haver. Ele deve ser flexionado em inglês, sendo usado there is ou there are 
no presente, singular e plural, respectivamente, e there was ou there were no 
passado, singular e plural, respectivamente. Na língua portuguesa, é comum 
usar esses dois verbos, que dão um sentido mais formal, porque, nas frases 
que traduzimos do inglês para o português, esses verbos passam a ser ter. 
There is a bank in the city center. / Tem um banco no centro da cidade. 
There was a student in the classroom. / Tinha um aluno na sala de aula.
There isn’t any money on the table. / Não há dinheiro na mesa.
There are a lot of clothes to wash. / Há muitas roupas para lavar. 
There were over a hundred at the conference. / Tinha mais do que cem pessoas na 
conferência.
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Essas frases ficam bem traduzidas com o verbo ter, em português, mas 
não podem, em inglês, ser usadas com o mesmo verbo, pois a mensagem 
que querem transmitir é de existência, e não de posse. There + be = exist. 
Acompanhemos as Tabelas 19 e 20.
There is There are
Affirmative There is a car in the garage. There are two eggs in the fridge.
Negative There isn’t a car in the garage. There aren’t two eggs in the fridge.
Interrogtive Is there a car in the garage? Are there two eggs in the fridge? 
 Tabela 19. There + be no presente. 
There was There were
Affirmative There was an egg on the table. There were ten people waiting.
Negative There wasn’t an egg on the table. There weren’t ten people waiting.
Interrogtive Was there an egg on the table? Were there ten people waiting? 
 Tabela 20. There + be no passado. 
Ao longo deste capítulo, estudamos os pronomes, os tempos verbais no 
presente e no passado e verbos auxiliares bastante comuns na língua inglesa. 
Esse estudo é a base e serve como ponto de partida para a formação de frases 
mais elaboradas.
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1. Em relação à frase I cut my hair twice 
a year, podemos afirmar que:
a) está no past simple.
b) está no present simple.
c) está no present perfect.
d) está no past perfect.
e) está no future.
2. Quais verbos são mais 
adequados para completar a 
frase The receptionist _____ 
very much yesterday?
a) drinks, drank, sees, saw.
b) went, drove, came, got.
c) sleeps, slept, drives, drove.
d) worked, talked, slept, drank.
e) worked, works, talks, talked.
3. A regra para formar o 
comparativo em inglês é:
a) acrescentar um sufixo para 
adjetivos curtos e um prefixo 
para adjetivos longos.
b) acrescentar a palavra more 
na frente dos adjetivos, como 
se faz em português.
c) acrescentar o sufixo -er no final 
de cada adjetivo para formar 
um comparativo positivo.
d) acrescentar o sufixo more na 
frente de cada adjetivo para 
formar um comparativo negativo.
e) A formação do comparativo 
em inglês é diferente porque 
há muitas irregularidades.
4. Quais dos superlativos abaixo 
podem ser usados para 
completar a frase English is 
_____ language I know?
a) the happiest, the most young.
b) the longest, the most handsome.
c) the least, the most smart.
d) the coldest, the most calm.
e) the easiest, the most difficult.
5. Analise a seguinte frase: Martin can 
drive a car. O verbo can significa:
a) capacidade e poder.
b) habilidade e poder.
c) habilidade e capacidade.
d) capacidade e obrigação.
e) obrigação e habilidade.
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C1_Fundamento_Ingles.indd 28 22/03/2018 09:34:37
CAMPOS, G. T. Gramática Língua Inglesa: teoria e prática. São Paulo: Rideel, 2006.
CELCE-MURCIA, M.; LARSEN-FREEMAN, D. The grammar book: an ESL/EFL teacher’s 
course. São Paulo: Cengage Learning, 1999.
EASTWOOD, J. Oxford Practice Grammar: intermediate. Oxford: Oxford University 
Press, 2008.
EURO GLOBAL ACADEMY. English Speaking Conversation. Bhachau-Kutch, 2017. Dis-
ponível em: http://euroschool.edu.in/resources/english/>. Acesso em: 22 jan. 2018.
HARMER, J. How to teach English: an introduction to the practice of English language 
teaching. England: Longman, 2001.
MAXWELL, K. G.; CLANDFIELD, L. Comparative and superlative adjectives – article. One 
Stop English, 2017. Disponível em: <http://www.onestopenglish.com/grammar/gram-
mar-reference/adjectives/comparative-and-superlative-adjectives-article/144846.
article>. Acesso em: 26 jan. 2018.
Leituras recomendadas
COE, N.; HARRISON, M.; PATERSON, K. Oxford Practice Grammar: basic. Oxford: Oxford 
University Press, 2011.
DAVIDSON, G. Phrases, clauses e sentences. Singapore: Learners Publishing, 2006.
HORN, L. R.; WARD, G. The handbook of pragmatics. Hoboken: Wiley-Blackwell, 2005.
MAXWELL, K. G.; CLANDFIELD, L. Comparative and superlative adjectives – tips and 
activities. One Stop English, 2017. Disponível em: <http://www.onestopenglish.com/
grammar/grammar-reference/adjectives/comparative-and-superlative-adjectives-
-tips-and-activities/144844.article>. Acesso em: 26 jan. 2018.
SCRIVENER, J. Grammar: teaching comparatives in English. One Stop English, 2017. 
Disponível em: <http://www.onestopenglish.com/methodology/teaching-tips/
grammar-and-vocabulary-tips/grammar-teaching-comparatives-in-english/146584.
article>. Acesso em: 26 jan. 2018. 
VINCE, M. Macmillan English Grammar in context: advanced. London: Macmillan, 2012.
29 Gramática: pronouns, present tense, past tense... 
C1_Fundamento_Ingles.indd 29 22/03/2018 09:34:37
Encerra aqui o trecho do livro disponibilizado para 
esta Unidade de Aprendizagem. Na Biblioteca Virtual 
da Instituição, você encontra a obra na íntegra.
 
Conteúdo:
 
 
Dica do professor
Para você aprender um idioma, é fundamental entender como as estruturas básicas funcionam. Isso 
inclui a utilização de pronomes e verbos, principalmente em inglês, pois existe uma ordem para 
você formar uma frase. Essa ordem é chamada de “word order”, ou seja, cada palavra ocupa uma 
posição na frase, porque é assim que o entendimento acontece. Vamos à Dica do Professor?
Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.
 
 
 
 
 
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Na prática
A utilização dos pronomes em inglês é simples. Há uma categoria de pronomes que ocupa 
diferentes posições no nosso discurso e nas nossas frases. Uma atividade de substituição pode 
ajudá-lo na compreensão e utilização deles em diferentes contextos. 
 
Conteúdo interativo disponível na plataforma de ensino!
 
Saiba +
Para ampliar o seu conhecimento a respeito desse assunto, veja abaixo as sugestões do professor:
Focused communication tasks and secondlanguage acquisition
Neste artigo, você encontrará um estudo com foco em atividades de comunicação para aquisição 
de uma segunda língua. 
Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.
http://lenguasvivas.org/campus/files/0_28/speakSLA.pdf
Linguagem formal x linguagem 
informal
Apresentação
A linguagem formal refere-se à maneira que você utilizará para falar com alguém em ocasiões como 
uma entrevista de emprego, uma reunião com os diretores na empresa em que você trabalha, uma 
apresentação sobre os resultados do seu setor ou departamento, etc. Em tais situações, é essencial 
usar uma linguagem mais refinada, mais polida. 
 
Já a maneira informal, refere-se a uma comunicação mais descontraída. É quando você está com 
seus amigos em uma festa, em um bar, ao telefone, ou seja, quando quem está conversando com 
você é mais próximo, é uma pessoa do seu convívio e que se tenha mais intimidade e está 
acostumado a utilizar uma linguagem não rebuscada. Claro que esses detalhes implicam no tipo de 
comunicação que você realmente utiliza, mas também é possível ser formal com pessoas mais 
próximas, caso a ocasião peça isso. 
 
Nesta Unidade de Aprendizagem, você estudará a diferença de linguagem formal e linguagem 
informal, as estruturas, expressões e verbos considerados formais e informais e as situações em 
que você deve ser formal. 
Bons estudos.
Ao final desta Unidade de Aprendizagem, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
Identificar a existência das linguagens formal e informal.•
Utilizar as palavras formais em situações necessárias.•
Usar as contrações em situações informais.•
Infográfico
A seguir, você terá acesso a um minidicionário com palavras usadas na linguagem formal e com as 
palavras mais usadas na linguagem informal.
Aponte a câmera para o 
código e acesse o link do 
conteúdo ou clique no 
código para acessar.
https://statics-marketplace.plataforma.grupoa.education/sagah/17676fb5-21ca-463e-9a62-dd32de672a0d/7f72f68b-422f-45bc-b44b-02af021396aa.png
 
 
Conteúdo do livro
A comunicação acontece pela fala, por palavras, gestos e sinais, caracterizando a linguagem oral e 
escrita. Essa forma de se comunicar ainda traz mais dois tipos de linguagens que devem ser 
empregadas adequadamente de acordo com a ocasião em que você se encontra, pois a maneira 
como você se comunica é determinante dependendo do momento. Saber usar a linguagem formal é 
fundamental, já que em certas situações você precisará ter essa postura, enquanto que na 
linguagem informal, sua comunicação não segue regras; é espontânea e descontraída, permitindo 
que o ouvinte, a pessoa que está conversando com você, o entenda inclusive por causa dos 
princípios pragmáticos. 
 
Acompanhe a leitura do capítulo Linguagem formal x linguagem informal, do livro Fundamentos do 
Inglês. Boa leitura. 
 
Linguagem formal versus 
linguagem informal
Objetivos de aprendizagem
Ao final deste texto, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
  Identificar a existência das linguagens formal e informal.
  Utilizar as palavras formais em situações necessárias.
  Usar as contrações em situações informais.
Introdução
A nomenclatura linguagem formal e linguagem informal refere-se pri-
meiramente à maneira formal que você utilizará para falar com alguém em 
ocasiões como uma entrevista de emprego, uma reunião com os diretores 
na empresa em que você trabalha, uma apresentação sobre os resultados 
do seu setor ou departamento, etc. Em tais situações, é essencial usar uma 
linguagem mais refinada, mais polida. A maneira informal refere-se a uma 
comunicação mais descontraída. É quando você está com seus amigos 
em uma festa, em um bar, ao telefone, ou seja, quando quem está conver-
sando com você é alguém mais próximo, é uma pessoa do seu convívio e 
com quem você já tem mais intimidade e está acostumado a utilizar uma 
linguagem não rebuscada. Claro que esses detalhes implicam no tipo de 
comunicação que você realmente utiliza, mas você pode ser formal com 
pessoas mais próximas, caso a ocasião peça isso. 
Neste capítulo, você vai estudar a diferença de linguagem formal e 
linguagem informal, as estruturas, as expressões, os verbos considerados 
formais e informais e as situações em que você deve ser formal.
Linguagem formal e linguagem informal
Ao estudarmos uma língua, aprendemos sempre como usá-la formalmente, ou 
seja, aprendemos a linguagem formal de um idioma. As instituições de ensino e 
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algumas escolas de idioma difundem o uso e a aplicação da linguagem formal, 
enfatizando uma maneira mais polida de se expressar. Entretanto, existe a 
linguagem informal, que se difere da formal em muitos aspectos. A diferença 
entre a linguagem formal e a linguagem informal existe em português, com 
características próprias desse idioma, assim como em inglês, o qual apresenta 
outras peculiaridades quanto a sua formalidade e informalidade.
Afinal, qual a diferença entre linguagem formal e linguagem informal? A 
principal diferença está na proposta que cada linguagem apresenta, servindo 
a diferentes situações. A linguagem que pode ser formal ou informal também 
pode ser oral ou escrita, e suas diferenças acontecem pelo tom de voz usado, 
pela escolha das palavras e pela combinação de vocábulos em frases e discursos, 
que variam conforme o estilo escolhido.
A linguagem formal é impessoal e se faz presente principalmente quando 
nos expressamos na escrita. A linguagem escrita tem como característica ser 
formal porque está presente nos trabalhos acadêmicos e comunicados oficiais, os 
quais não apresentam termos coloquiais e uso do pronome na primeira pessoa do 
singular e, como exemplo da língua inglesa, apresentam ausência das contrações. 
To whom it may concern. (A quem possa interessar.)
Your service was highly recommended by Mr. Norton. (Seu serviço foi altamente reco-
mendado pelo senhor Norton.)
I am afraid Ms. Sanderson is off today. (Lamento informar que a senhora Sanderson não 
se encontra hoje.)
Let us know if you need any further information. (Informe-nos se precisar de mais informações.)
I look forward to hearing from you soon. (Espero ter notícias suas em breve.)
A linguagem informal tem como característica ser mais espontânea. Quando 
utilizada, é mais comum na linguagem oral e está presente principalmente 
em conversas, bate-papos e mensagens de texto pelo celular e chats. Os dois 
últimos exemplos aceleraram a utilização da linguagem informal, tornando-a 
abreviada, porque quando nos comunicamos com esses dois canais de comuni-
cação – mensagem de texto no celular ou chats – precisamos ser rápidos, ágeis 
e breves. Além disso, a linguagem informal é mais pessoal, ou seja, usamos os 
pronomes de primeira pessoa para nos referirmos a quem estamos conversando.
Linguagem formal versus linguagem informal2
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I’m calling because of you. (Estou ligando por causa de você.)
We got to know your service is good. (Ficamos sabendo que seu serviço é bom.)
Sorry, but she isn’t in her office today. (Desculpa, mas ela não está no escritório hoje.)
Tell us if you need anything else. (Nos diga se você precisar de algo mais.)
I’m waiting for your answer. (Estou esperando sua resposta.)
A introdução sobre linguagem formal e linguagem informal apresenta 
aspectos que diferenciam uma linguagem da outra pela escolha de estilo de 
quem está falando ou escrevendo. A escolha de um ou outro estilo exige a 
adequação de acordo com a situação em que a comunicação é feita. Quem é o 
destinatário? Essa é uma consideração relevante, pois influenciará no tipo de 
diálogo, conversa ou discurso feito por quem conduz a comunicação. Como já 
mencionado, a linguagem escrita é usada de maneira mais formal, mas apre-
senta também textos neutros, como os textos que lemos em revistas e jornais, 
e conseguimos identificar quando uma linguagemé formal ou informal de 
acordo com as palavras que usamos e combinamos em nossa comunicação, 
seja oral ou escrita. Algumas estruturas de um idioma são mais utilizadas na 
linguagem escrita, tornando-a formal. Vejamos algumas expressões e estruturas 
utilizadas na linguagem formal. Tais características são recorrentes quando:
  A frase é longa: I apologize for not sending the message. (Peço desculpas 
por não ter enviado a mensagem.)
  A frase é rebuscada: We look forward to the possibility of working 
together. (Esperamos que possamos trabalhar em parceria.)
  O texto é impessoal: There will be a great interest in... (Haverá um 
grande interesse em...)
  O verbo é usado sem contração: This must not have been issued. (Isso 
não deve ter sido emitido.)
  A voz passiva é utilizada: Those terms were accepted. (Aqueles termos 
foram aceitos.)
  A inversão se faz presente: Always have Mr. and Mrs. Taylor lived here. 
(Sempre viveram aqui o senhor e a senhora Taylor.)
  Os pronomes são sempre usados: We hope you all have a good journey. 
(Nós esperamos que todos vocês façam uma boa viagem.)
3Linguagem formal versus linguagem informal
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  As conjunções usadas são mais longas: however, although, furthermore, 
nevertheless, etc.
Vejamos agora algumas expressões e estruturas utilizadas na linguagem 
informal. Tais características são recorrentes quando:
  A frase é curta: Sorry for that message about... (Desculpe pela men-
sagem sobre...)
  A frase é coloquial: We wish to work with you together. (Tomara que a 
gente trabalhe junto com você.)
  O texto é pessoal: I think I’m interested in... (Eu acho que eu estou 
interessada em...)
  A contração é utilizada: She didn’t issue... (Ela não emitiu...)
  A voz ativa é usada com mais frequência: Everybody accepted the 
terms. (Todos aceitaram os termos.)
  O phrasal verb é usado com frequência: We threw it away. (Jogamos fora.)
  Os pronomes podem ser omitidos: Hope you’re fine. (Espero que esteja bem.)
  As conjunções são curtas: but, though, moreover, despite, etc. 
Os exemplos anteriores mostram frases escolhidas por falantes da língua 
inglesa em situações diferentes, e cada situação caracteriza a linguagem formal 
ou a linguagem informal. Entretanto, quem fala explora ainda os princípios 
pragmáticos. É necessário trazer as várias relações que a linguagem apresenta, 
pois estudar um idioma requer atenção de sua funcionalidade sintática, semântica 
e pragmática. Sintaticamente, uma língua é composta de palavras que se com-
binam, geralmente formando um sentido lógico. Semanticamente, as palavras 
que formam um enunciado dão sentido à mensagem, mesmo que, às vezes, haja 
um erro gramatical, sem que este prejudique o entendimento. Pragmaticamente, 
as palavras utilizadas por um falante têm relação com os demais usuários da-
quele idioma, ou seja, de acordo com Horn e Ward (2005), a pragmática pode 
ser um estudo dos aspectos dependentes do contexto, levando a significados 
que são abstraídos da construção da mensagem, do conteúdo. Há muito a se 
estudar sobre pragmática, e muitos estudiosos ampliam esse campo para outros 
aspectos de estudo da linguagem. Na seção deste capítulo, é importante lembrar 
que a pragmática se faz presente na relação da linguagem com o usuário e que 
a construção de uma mensagem leva um tom sintático e semântico, refletindo 
nos exemplos de comunicação formal e informal de um idioma. 
Para se comunicar formalmente ou informalmente, devemos entender o 
contexto em que estamos inseridos. Com alguns exemplos já citados, vamos 
Linguagem formal versus linguagem informal4
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analisar a situação de um profissional da área administrativa que trabalha em 
uma empresa no Brasil. Esse profissional ocupa um cargo e precisa falar inglês, 
logo, é fundamental que ele estude o idioma e, com certeza, dele será exigida a 
linguagem formal na maioria das situações. A linguagem formal exigida será 
principalmente a oral, pois raramente esse profissional terá que redigir textos muito 
formais, limitando a linguagem escrita para e-mails, um tipo de comunicação 
mais informal. Pode ser que a empresa peça para que esse colaborador da área 
administrativa faça uma prova de proficiência para comprovar sua habilidade de 
se comunicar formalmente. Entretanto, isso dependerá da proposta, pois existe o 
estudo de inglês para fins específicos, em que, segundo Celani (2008), precisamos 
considerar: entender por que alguém precisa aprender inglês e quais são suas 
necessidades, construir habilidades específicas, usar o conhecimento que essa 
pessoa já tem, ajudar essa pessoa a desenvolver estratégias de aprendizagem e 
promover mudanças para que seus estudos avancem. Analisar a necessidade de 
quem precisa aprender um idioma é essencial, pois isso norteará sua aprendizagem 
e é essencial na abordagem de inglês para fins específicos. 
Diferentes profissionais precisam utilizar a linguagem formal e informal em 
diferentes momentos, pois participam de reuniões, escrevem e-mails, atendem 
ao telefone, enviam mensagens, etc. Todas essas ações exigem a linguagem 
para uma comunicação efetiva e são recursos que nos ajudam a decidir como 
nos portamos, que vocabulário usamos e que palavras escolhemos.
Algumas contrações acontecem de maneira muito informal em inglês e são muito 
usadas pelos falantes nativos. Expressões como wanna, gonna, gotta, gimme, lemme, 
kinda e coz são exemplos dessas contrações, apresentando uma linguagem muito 
informal. Vamos analisar seus significados?
  Wanna (want to): I wanna stay ou I want to stay (Eu quero ficar)
  Gonna (going to): I’m gonna stay ou I’m going to stay (Eu ficarei)
  Gotta (have to): I’ve gotta stay ou I have to stay (Eu tenho que ficar)
  Gimme (give me): Gimme some time ou Give me some time (Me dê tempo)
  Lemme (let me): Lemme stay ou let me stay (Deixe-me ficar)
  Kinda (kind of ): It’s kinda cool ou It’s kind of cool (É um pouco legal)
  Coz (because): Coz I need it ou Because I need it (Porque eu preciso)
Lembre-se de que se tratam de expressões coloquiais, usadas em uma linguagem 
muito informal, e são assim representadas na escrita por causa de sua pronúncia.
Fonte: Uses… (2018, documento on-line). 
5Linguagem formal versus linguagem informal
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A diferença entre linguagem formal 
e linguagem informal
A educação formal consequentemente exige uma postura mais formal, fazendo 
com que utilizemos a linguagem formal. Nesses termos, cabe à educação formal 
acompanhar o tipo de profi ssional que o mercado de trabalho está exigindo e 
orientá-lo para a utilização de uma linguagem que esteja de acordo com os avanços 
sociais, tecnológicos e econômicos da atualidade. Dessa forma, o profi ssional verá 
o impacto de sua aprendizagem e poderá aplicar de acordo com sua realidade, 
conectando o que está diretamente relacionado as suas necessidades profi ssionais. 
O mercado de trabalho precisa de profissionais que utilizem a linguagem 
formal e a linguagem informal adequadamente dentro de suas necessidades, 
mas para isso é preciso compreender a atuação desse profissional no seu 
cotidiano, pois esses profissionais já têm habilidades e experiência em que 
atuam e podem utilizar desse conhecimento para um melhor desempenho. 
Já sabemos que a linguagem formal ocorre principalmente em um ambiente 
organizado e estruturado, e a educação formal é responsável por esse com-
portamento; a linguagem informal ocorre em ambientes familiares e de lazer, 
mas ocorre também no dia a dia de uma empresa, no seu cotidiano, quando 
não há eventos mais formais, como reuniões de negócio e capacitações. A 
linguagem informal não precisa ser organizada e estruturada. Observemos 
algumas regras em relação ao estilo de linguagem a seguir.
Se entramos em contato com uma empresa e utilizamos a linguagem 
escrita, a formalidade é exigida e há aindaduas situações formais a serem 
consideradas, quando for o primeiro contato com a empresa, ou quando não 
for o primeiro contato com a empresa. Como já mencionado, é fundamental 
sermos formais, logo, iniciamos nossa comunicação com:
  Formal:
 ■ Primeiro contato com a empresa: Dear Sir or Madam. Usamos essa 
primeira abordagem porque não temos nenhuma informação sobre 
a pessoa com quem estamos entrando em contato e que representa 
empresa com quem queremos negociar. 
 ■ Não é o primeiro contato com a empresa: Dear Sir. Usamos essa 
abordagem porque já conhecemos a pessoa com quem queremos entrar 
em contato e que representa a empresa com quem queremos negociar.
Se entramos em contato com uma pessoa e utilizamos a linguagem es-
crita, dependendo da pessoa, podemos ser formais ou informais. Caso seja 
Linguagem formal versus linguagem informal6
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o primeiro contato com essa pessoa, mas já conhecemos, ou ouvimos falar 
dessa pessoa, ainda assim é importante sermos formais. Porém, se é alguém 
que já conhecemos e não estamos entrando em contato pela primeira vez, a 
formalidade já não é tão exigida. Logo, iniciamos nossa comunicação com:
  Formal: 
 ■ Primeiro contato com a pessoa: Dear Mr. Donald. Usamos essa 
abordagem porque não temos intimidade com essa pessoa, mas já 
nos cumprimentamos ou trocamos algum tipo de informação.
  Informal:
 ■ Não é o primeiro contato com a empresa: Dear Jack. Usamos essa 
abordagem muito íntima, pois já conhecemos a pessoa com quem 
estamos entrando em contato e a formalidade não é necessária.
Esses são apenas títulos – Mr. (senhor), Mrs. (senhora), Ms. (senhora), Miss 
(senhorita), Sir (senhor) e Madam (senhora) – que usamos para marcar o início 
de uma linguagem formal, pois na linguagem informal, usamos o primeiro 
nome da pessoa com quem queremos falar.
Os exemplos a seguir trazem a diferença de frases consideradas formais 
e informais de acordo com a estrutura utilizada em um idioma. Vejamos:
1. Voz passiva versus voz ativa
 ■ Formal: The email was sent in the morning. (O e-mail foi enviado 
de manhã.)
 ■ Informal: I sent the e-mail in the morning. (Eu enviei o e-mail de manhã.)
2. Verbos de origem latina versus phrasal verbs
 ■ Formal: We rejected the proposal. (Nós rejeitamos a proposta.)
 ■ Informal: We turned down the proposal. (Nós rejeitamos a proposta.)
3. Linguagem indireta versus linguagem direta
 ■ Formal: It is believed the factory is now closed. (Acredita-se que a 
fábrica está fechada agora.)
 ■ Informal: I believe the factory is closed now. (Eu acredito que a 
fábrica esteja fechada agora.)
4. Uso literal da palavra versus gírias.
 ■ Formal: He is sad. (Ele está triste.)
 ■ Informal: He is blue. (Ele está triste.)
5. Forma impessoal versus forma pessoal.
 ■ Formal: It is an interesting picture. (É um quadro interessante.)
7Linguagem formal versus linguagem informal
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 ■ Informal: I think this picture is interesting. (Eu acho que este quadro 
interessante.)
6. Uso de conjunções longas versus conjunções curtas.
 ■ Formal: Although it is raining, the event... (Embora esteja chovendo, 
o evento...)
 ■ Informal: Though it’s raining, the event... (Embora esteja chovendo, 
o evento...)
7. Uso por extenso dos verbos versus contração.
 ■ Formal: Mr. Right is going to speak to you. (O senhor Right falará 
com você.)
 ■ Informal: He’s going to talk to you. (Ele conversará com você.)
8. Uso de pronomes versus ausência de pronomes.
 ■ Formal: It cannot be turned off. (Ele não pode ser desligado.)
 ■ Informal: Can’t be turned off. (Não pode ser desligado.)
9. Primeira pessoa do plural versus primeira pessoa do singular.
 ■ Formal: We would appreciate it. (Nós agradecemos.)
 ■ Informal: I’d like to thank you. (Eu gostaria de agradecer.)
10. Uso de modais.
 ■ Formal: Could you tell me the time please? (Você poderia me dizer 
as horas por favor?)
 ■ Informal: What time is it? (Que horas são?)
A linguagem formal é bastante diferente da linguagem informal. Essa diferença 
é percebida pelas palavras, combinações e estruturas vistas nos exemplos anteriores. 
Isso também interfere na linguagem escrita e oral. Reforçando os exemplos já 
trabalhados, de maneira geral, a linguagem oral é informal, cheia de expressões 
coloquiais e formas que não são apropriadas na linguagem escrita, que tem a 
tendência de ser formal e organizada. É importante não misturar os dois estilos. 
Outra característica da linguagem formal é a necessidade de ser cuidadoso ao 
informar determinado dado, mostrando que há uma possibilidade de aquele dado 
ser verdadeiro, pois, se afirmamos algo, devemos ter certeza de não estarmos 
cometendo engano, fornecendo um dado errado. Essa maneira de se expressar 
mostra cuidado ao usar a linguagem para se comunicar, em vez de usar uma 
estrutura direta e generalista. Para isso, há alguns verbos e advérbios que ajudam 
a mostrar tal cuidado ao fornecermos determinadas informações. São eles:
  Verbos: appears to, seems to (parece ser); may, might (pode ser).
  Advérbios: perhaps, possibly, probably, apparently (talvez, possivel-
mente, provavelmente, aparentemente).
Linguagem formal versus linguagem informal8
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Esta frase retrata uma afirmação definitiva:
The pay rise will be 15% this year. (O aumento salarial será de 15% este 
ano.)
Esta afirmação retrata uma tentativa ou um cuidado de informar algo:
The pay rise may be 15% this year. (O aumento salarial pode ser de 15% 
este ano.)
Utilizamos a linguagem para nos comunicar, seja a linguagem formal, 
informal, oral ou escrita. Devemos identificar os diferentes momentos para 
nos expressar adequadamente. Em se tratando do mercado de trabalho, cada 
profissional deve se comportar de acordo com a ocasião.
Em inglês, ao nos dirigirmos a alguém, nunca utilizamos o primeiro nome da pessoa 
com quem estamos falando. Isso caracteriza uma linguagem formal. Usar o primeiro 
nome de alguém só é possível se essa pessoa permitir. Então, toda vez que conversamos 
com alguém, que perguntamos algo a alguém, usamos os títulos: Mr., Mrs., Ms., Miss, 
Sir ou Madam. Vamos ver como isso funciona?
  Mr. significa “senhor” e é usado para homens jovens ou mais velhos, solteiros ou 
casados. Mr. sempre acompanha o sobrenome do homem, nunca o primeiro nome. 
Exemplo: Mr. Ford (nunca Mr. Peter).
  Mrs. significa “senhora” e é usado para mulheres casadas. Mrs. é a esposa do Mr. e 
sempre acompanha o sobrenome do marido, nunca o primeiro nome da mulher. 
Exemplo: Mrs. Ford (nunca Mrs. Ann).
  Ms. significa “senhora” e é usado para mulheres mais maduras, principalmente ao 
nos referirmos a elas no ambiente profissional. Ms. acompanha o sobrenome da 
mulher, nunca seu primeiro nome. Exemplo: Ms. Johnson (nunca Ms. Sarah Johnson).
  Miss significa “senhorita” e é usado para moças. Miss acompanha o sobrenome da 
moça, assim como os demais casos. Exemplo: Miss Taylor (nunca Miss Ellen).
  Sir significa “senhor” e é usado para homens jovens ou mais velhos quando nos 
dirigimos a eles sem mencionar seus nomes, porque não sabemos ou porque não 
queremos dizer o nome. Exemplo: Good morning, Sir (Bom dia, Senhor).
  Madam significa “senhora” e é usado para mulheres quando nos dirigimos a elas 
sem mencionar seus nomes, porque não sabemos ou porque não queremos dizer 
o nome. É muito comum usarmos de maneira escrita ou oral Ma’am em vez de 
Madam. Exemplo: Can I help you, Ma’am? (Posso ajudá-la, senhora?).
Fonte: Ping (2016).
9Linguagem formal versus linguagem informal
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O uso da contração em inglês
A língua inglesa é tradicionalmente a língua mais estudada. É uma língua 
considerada fácil pelas suas estruturas e pela construção lógica, além de ter um 
esquema de conjugação verbal bem simples. Esse idioma tem suas facilidades e 
peculiaridades. Um deles é referente à contração.A língua portuguesa também 
tem algumas contrações que os falantes utilizam na linguagem informal e, na 
maioria das vezes, nem percebem, como falar “tô” em vez de “estou”, “tá” em 
vez de “está” e “tão” em vez de “estão”. Esses são exemplos da forma contra-
ída do verbo “estar” em português. Há ainda a utilização de “umas” em vez 
de “algumas” e as formas aglutinas, como: “na” equivalente a “em + a”, “no” 
equivalente a “em + o”, “da” equivalente a “de + a”, “do” equivalente a “de + o”, 
“pela” equivalente a “por + a”, “pelo” equivalente a “por + o”, “nessa” equivalente 
a “em + essa”, “nesse” equivalente a “em + esse” e “nisso” equivalente a “em + 
isso”. A utilização da aglutinação não caracteriza uma linguagem informal em 
português, mas uma facilidade que a língua oferece para se referir a lugares, 
posse, etc. O verbo “estar” contraído não é aceito na linguagem escrita em 
português, é extremamente informal e é utilizado na comunicação oral. Esses 
são apenas alguns exemplos de “contração” em português. 
Em inglês, a contração é uma característica da língua e é considerada infor-
mal. Diferente do português, em inglês a contração acontece principalmente 
com a combinação de um auxiliar e um pronome e também de um auxiliar e 
um verbo. Vejamos alguns exemplos:
I’m interested in travelling to Sydney. (Eu estou interessada em viajar 
para Sydney.)
Essa contração acontece com a primeira pessoa do singular e com o verbo 
to be conjugado no presente, na forma afirmativa.
Susan’s a nurse. (Susan é uma enfermeira.)
Essa contração acontece com a terceira pessoa do singular e com o verbo 
to be conjugado no presente, na forma afirmativa.
He isn’t working now. (Ele não está trabalhando agora.)
Essa contração acontece na terceira pessoa do singular com o verbo to be 
conjugado no presente e a negação not em inglês.
Linguagem formal versus linguagem informal10
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The radio doesn’t work very well. (O rádio não está funcionando muito 
bem.)
Essa contração acontece na terceira pessoa do singular com o verbo con-
jugado no presente: o auxiliar does e a negação not em inglês.
They don’t have time to wait. (Eles não têm tempo para esperar.)
Essa contração acontece na terceira pessoa do plural com o verbo conjugado 
no presente: o auxiliar do e a negação not em inglês.
We didn’t go to the bank in the morning. (Nós não fomos ao banco de 
manhã.)
Essa contração acontece na primeira pessoa do plural com o verbo conju-
gado no passado: o auxiliar did e a negação not em inglês.
I’ll do it. (Eu farei isso.)
Essa contração acontece com a primeira pessoa do singular e com o verbo 
conjugado no futuro, na forma afirmativa.
John won’t say anything. (John não dirá nada.)
Essa contração acontece na terceira pessoa do singular com o verbo con-
jugado no futuro: o auxiliar will e a negação not em inglês.
You can’t do it. (Você não pode fazer isso.)
Essa contração acontece na segunda pessoa do singular com o verbo modal 
conjugado no presente: o auxiliar can e a negação not em inglês.
I’d like some coffee. Thanks. (Eu gostaria de tomar um cafezinho. 
Obrigada.)
Essa contração acontece com a primeira pessoa do singular e com o verbo 
modal conjugado no presente, na forma afirmativa.
You shouldn’t wake up so late. (Você não deveria acordar tão tarde.)
11Linguagem formal versus linguagem informal
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Essa contração acontece na segunda pessoa do singular com o verbo modal 
conjugado no presente: o auxiliar should e a negação not em inglês.
You mustn’t smoke here. (Você não deve fumar aqui.)
Essa contração acontece na segunda pessoa do singular com o verbo modal 
conjugado no presente: o auxiliar must e a negação not em inglês.
Mary’s just got here. (Mary acabou de chegar.)
Essa contração acontece com a terceira pessoa do singular e com o verbo 
conjugado no present perfect, na forma afirmativa.
They’ve been to Paris twice. (Eles estiveram em Paris.)
Esta contração acontece com a terceira pessoa do plural e com o verbo 
conjugado no present perfect, na forma afirmativa.
I hadn’t spoken to them. (Eu não tinha falado com eles.)
Essa contração acontece na primeira pessoa do singular com o verbo 
conjugado no past perfect: o auxiliar had e a negação not em inglês.
Como podemos ver, em inglês, a contração exige a utilização de um apóstrofo. Devemos 
ter cuidado com essa utilização para mostrar a contração, pois há outros exemplos 
que mostram uma contração, mas para falar de posse. Acompanhemos: 
  My boss’s desk is damaged. (A mesa do meu chefe está danificada.)
  Sally’s sister bought a new car. (A irmã de Sally comprou um carro novo.)
  I saw Peter’s car at the corner. (Eu vi o carro de Peter na esquina.)
  My parents’ house é big. (A casa dos meus pais é grande.)
  His brother’s name is Tom. (O nome do irmão dele é Tom.)
As frases acima, mostrando um tipo de contração para informar a posse, não são 
consideradas informais. Trata-se apenas de mais uma utilização da língua inglesa para 
falar de posse. 
Linguagem formal versus linguagem informal12
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No link a seguir, você terá acesso a um material com alguns detalhes sobre linguagem 
formal e informal em inglês, com alguns exemplos do ex-presidente norte-americano 
Barack Obama. Há dois vídeos com estilos diferentes de entrevista, e, em seguida, as 
palavras mais usadas quando a linguagem é formal e outras palavras características 
da linguagem informal. Acesse Formality versus Informality e aprofunde mais seus 
conhecimentos sobre esses dois estilos de linguagem (MARSHALL, 2014).
https://goo.gl/yLFGYC
1. Sobre a linguagem formal, 
é correto afirmar que:
a) a voz passiva é utilizada 
em alguns exemplos.
b) a voz ativa é usada na 
maioria dos exemplos.
c) o present perfect é um 
tempo verbal formal.
d) o past perfect é um 
tempo verbal formal.
e) o future é o tempo verbal com 
mais expressões formais.
2. Qual das seguintes frases é 
exemplo de linguagem formal?
a) Are you ok?
b) I think it is right.
c) That’s me.
d) It is not acceptable.
e) It’s acceptable.
3. Sobre a contração, é 
correto afirmar que:
a) os verbos modais em inglês 
podem ser contraídos 
com o pronome.
b) a contração é usada somente 
na linguagem oral.
c) as frases afirmativas ou negativas 
podem ter contração.
d) a contração é usada somente 
na linguagem escrita.
e) os phrasal verbs são verbos 
contraídos em inglês.
4. Sobre a linguagem informal, 
é correto afirmar que:
a) o present simple é um tempo 
verbal mais informal.
b) a ausência de pronomes 
antes do verbo é possível.
c) a voz ativa é usada só no passado 
na linguagem informal.
d) os phrasal verbs são usados só no 
passado na linguagem informal.
e) o present perfect continuous é 
um tempo verbal informal.
5. Qual das frases a seguir é exemplo 
de linguagem informal?
a) I wonder why he put up 
those terrible conditions.
b) It can be done.
c) There are some left.
d) I am not John.
e) He’ll have to do another test 
before he stops the experiment.
13Linguagem formal versus linguagem informal
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CELANI, M. A. A. When myth and reality meet: reflections on ESP in Brazil. English for 
Specific Purposes, Atlanta, v. 27, n. 4, p. 412-423, 2008. Disponível em: <https://www.
sciencedirect.com/science/article/pii/S0889490608000318>. Acesso em: 12 fev. 2018.
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MARSHALL, C. Formality vs Informality in English. SlideShare, 2014. Disponível em: 
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PING, E. S. Mr, Mrs, Ms, Miss. GrammarNet, Lisboa, 2016. Disponível em: <https://www.
grammarnet.com/ghtml/differ/mister.htm>. Acesso em: 02 fev. 2018.
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uses-of-gonna-gotta-wanna-lemme-gimme-outta-kinda-imma-hafta-dunno/>. 
Acesso em: 02 mar. 2018. 
Leituras recomendadas
BUSINESS LANGUAGE SERVICES. Formal and Informal English. Cardiff, 2013. Disponível 
em: <https://aliciateacher2.files.wordpress.com/2013/04/formal_informal_english.
pdf>. Acesso em: 10 fev. 2018.
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EDUCATIVA. 10., Fortaleza, 2014. Actas... Santiago: TISE, 2014. Disponível em: <http://www.
tise.cl/volumen10/TISE2014/tise2014_submission_149.pdf>. Acesso em: 10 fev. 2018.
SILVA, C. L. C. et al. (Org.). Teorias do discurso e ensino. Porto Alegre: EDIPUCRS, 2009. 
Disponível em: <http://www.pucrs.br/edipucrs/teoriasdodiscursoeensino.pdf>. 
Acesso em: 02 mar. 2018.
UNIVERSITY OF TECHNOLOGY SYDNEY. Formal and informal language. UTS Helps, 
Sydney, 2013. Disponível em: <https://www.uts.edu.au/sites/default/files/HELPS%20
Formal%20and%20Informal%20Language.pdf>. Acesso em: 10 fev. 2018.
Linguagem formal versus linguagem informal14
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Encerra aqui o trecho do livro disponibilizado para 
esta Unidade de Aprendizagem. Na Biblioteca Virtual 
da Instituição, você encontra a obra na íntegra.
 
Dica do professor
A linguagem oral é, muitas vezes, informal, mas isso não é uma premissa. Trata-se de uma 
característica, pois é possível ser formal quando falamos ou conversamos com alguém, e essencial 
dependendo da ocasião, se você está em uma reunião de negócios, por exemplo. A linguagem 
escrita é, muitas vezes, formal, mas pode ser informal também se usada em bilhetes e recados, ou 
até mesmo nos e-mails que você envia. Fique agora com a Dica do Professor.
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Na prática
Muitas vezes, precisamos praticar a linguagem formal porque somos mais informais na maioria das 
situações. Uma prática que pode ajudar você a ser mais formal é transformar um diálogo com 
expressões coloquiais e gírias em um diálogo formal. Outra atividade é praticar algumas perguntas e 
frases em situações formais e informais.
Conteúdo interativo disponível na plataforma de ensino!
Saiba +
Para ampliar o seu conhecimento a respeito desse assunto, veja abaixo as sugestões do professor:
Slang
Neste podcast, você escutará a discussão sobre slangs – gírias. Usar gírias é prático ou algo que 
deve ser evitado? Veja alguns exemplos e descubra o que há por trás das gírias.
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Tablets for informal language learning: student usage and 
attitudes
O estudo deste artigo é referente à interatividade existente quando os meios de comunicação são 
celulares e computadores, influenciando no tipo de linguagem usada.
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http://www.bbc.co.uk/learningenglish/english/features/6-minute-english/ep-160901
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Gramática: modals (can/can’t/ 
(don’t) have to/mustn’t/ might; 
should); future (will/going to/present 
continuous); comparatives and 
superlatives; first
Apresentação
Seja bem-vindo!
Nesta Unidade de Aprendizagem você vai estudar aspectos gramaticais de alguns verbos modais 
em inglês que são usados para mostrar determinadas ações (habilidades, dever, obrigação, 
sugestão, permissão etc.) com a ajuda de outros verbos, os verbos principais, que são 
acompanhados pelos modais can, must, should, entre outros. Esses verbos são muito comuns e são 
usados para diferenciar frases como She works every day (Ela trabalha todos os dias) e She must work 
today (Ela deve trabalhar hoje).
Além de estudar os modais e sua aplicação, você ainda estudará como usar o Presente do Indicativo 
e o futuro, principalmente quando se referir a alguma condição, ou seja, quando disser, por 
exemplo: "Se eu...", dando a ideia de uma condição – “Se eu levantar cedo amanhã, irei com você de 
carro”. Você também revisará o emprego dos tempos verbais no presente e no futuro em frases 
que sugerem que uma ação só acontecerá com uma determinada condição (First Conditional), e o 
emprego do comparativo e do superlativo, o uso de adjetivos para comparar pessoas, coisas ou 
situações. 
Bons estudos.
Ao final desta Unidade de Aprendizagem, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
Reconhecer a diferença dos verbos modais para os demais verbos e diferenciar as formas de 
utilizar o tempo futuro. 
•
Identificar o uso das formas comparativo e superlativo em adjetivos longos e curtos.•
Analisar o uso da primeira condicional.•
Infográfico
Falar de deveres e obrigações em inglês exige a aplicação de dois modais diferentes: MUST e HAVE 
TO. Para usá-los adequadamente, você precisa prestar atenção em alguns pontos bem distintos 
entre ambos. Veja quais são no infográfico. 
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Conteúdo do livro
As regras gramaticais de um idioma organizam a língua falada e principalmente a sua escrita, 
estabelecendo como esse idioma funciona em sua sintaxe e semântica, por exemplo.
Você identifica que uma frase está sintaticamente correta quando há uma sequência lógica entre as 
palavras – por exemplo, ninguém diz “O casaco vou colocar eu”, mas “Eu vou colocar o casaco”, 
pois essa é a sintaxe correta, que aceitamos e compreendemos. Você também identifica que uma 
frase está semanticamente adequada pelo seu sentido – se alguém disser “Eu devo colocar o 
casaco”, seu significado é mais forte do que “Eu vou colocar o casaco”, pois esta última frase se 
refere ao futuro, enquanto a primeira se refere a um dever no presente.
O estudo da gramática é minucioso, e pela leitura do capítulo Gramática: modals (can/can’t/ (don’t) 
have to/mustn’t/ might; should); future (will/going to/present continuous); comparatives and 
superlatives; first conditional, do livro Fundamentos do inglês, você estudará as diferenças de 
significado com o uso dos verbos modais.
Boa leitura.
 
Gramática (modals: can/
can’t, [don’t] have to/mustn’t, 
might, should; future [will/
going to/present continuous]; 
comparatives and 
superlatives; first conditional)
Objetivos de aprendizagem
Ao final deste texto, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
 Reconhecer a diferença dos verbos modais em relação aos demais
verbos e determinar as formas de utilizar o tempo futuro.
 Identificar as formas do comparativo e do superlativo em adjetivos
longos e curtos.
 Analisar o uso da primeira condicional (first conditional).
Introdução
Neste capítulo, você vai estudar alguns verbos modais usados com ver-
bos principais e que mostram habilidade, dever, obrigação, sugestão, 
permissão, entre outras ações. Além disso,neste capítulo, você verá como 
usar o presente do indicativo e o futuro, principalmente quando você 
se refere a alguma condição (em inglês, estrutura conhecida como first 
conditional). Para isso, serão abordados os tempos verbais no presente e 
no futuro em frases que sugerem que uma ação só acontecerá baseada 
em uma determinada condição. Por fim, você conhecerá mais sobre o 
emprego do comparativo e do superlativo.
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Os modais na língua inglesa
Os verbos modais em inglês são verbos que acompanham outros verbos, chama-
dos de verbos principais, e têm um signifi cado, ou seja, a maioria deles pode ser 
traduzida para o português, e esse signifi cado diz exatamente como esse modal 
deve ser usado. Isso se deve ao fato de que cada modal tem uma aplicação, uma 
função que transmite o que ele representa. Se falamos Mary can speak Spanish 
(em português, Mary pode falar espanhol), isso signifi ca que ela tem a habilidade 
de falar esse idioma, diferentemente de quando falamos Mary speaks Spanish 
(em português, Mary fala espanhol). Esse último exemplo, que está no present 
simple, retrata que Mary fala espanhol, e isso é um fato, é verdadeiro, pois 
espanhol pode ser seu idioma, sua língua nativa. Já no primeiro exemplo, com 
o uso de CAN, o signifi cado muda para uma habilidade, ou seja, além de outro
idioma, ou idiomas, Mary ainda fala espanhol. Podemos interpretar dessa forma 
porque CAN (poder em português), atribui um signifi cado a mais para o verbo
principal, modalizando-o, ou seja, dando outro sentido para o verbo principal.
Essa análise mostra que uma frase se refere a uma habilidade específica, 
enquanto a outra menciona um fato. As duas frases estão no presente, mas a 
segunda está no presente do indicativo, retratando o fato. Esse é apenas um 
exemplo sobre o uso do modal CAN: se podemos ou conseguimos realizar 
alguma tarefa, atividade, ou ação, usamos CAN. 
Observe o Quadro 1, que contém os modais que serão estudados na primeira 
seção deste capítulo. Em seguida, analisaremos a aplicação e a função de cada 
um deles na língua inglesa.
Modais Formas negativas
Possível 
tradução Significado
Can Can’t Poder Habilidade, capacidade
Have to / has to Don’t have to / 
doesn’t have to
Ter Regra
Must Must not Dever Obrigação, sugestão
- Mustn’t Proibir Proibição
Should Shouldn’t Deveria Conselho, sugestão
Might - Poder Possibilidade
Will Won’t Ir Futuro
Quadro 1. Verbos modais.
Gramática (modals: can/can’t, [don’t] have to/mustn’t, might, should; future...)2
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I can cook very well. / Eu posso cozinhar muito bem.
I can’t speak Russian. / Eu não sei falar russo.
He can drive a lorry. / Ele consegue dirigir um caminhão.
Peter can’t run 8 miles. / Peter não consegue correr 8 milhas.
Can you pass me the salt please? / Você pode me passar o sal, por favor?
Essas frases são formadas com o verbo modal CAN, que, quando utilizado 
em inglês, transmite um significado de habilidade ou capacidade, como 
você pode ver nos exemplos. As frases afirmativas expressam que alguém 
tem a habilidade ou a capacidade de praticar uma ação; as frases negativas 
com CAN’T revelam que alguém não tem a habilidade ou a capacidade de 
realizar determinada ação. CAN é um modal que tem outros significados e, 
principalmente quando usado em perguntas, exerce a função de permissão 
ou pedido. A sua tradução para o português (poder), no caso de perguntas, 
significa pedir permissão para fazer algo ou fazer um pedido, como na frase 
“Você pode me passar o sal, por favor?” Essa pergunta representa um pedido, 
alguém está pedindo um favor (o favor de lhe passarem o sal).
I have to do a lot of things. / Eu tenho que fazer muitas coisas.
She has to sleep early. / Ela tem que dormir cedo.
Tom doesn’t have to work overtime. / Tom não tem que fazer hora extra.
Do you have to be there at 9? / Você tem que estar lá às 9 horas?
They don’t have to wear a uniform. / Eles não têm que usar uniforme.
As frases elaboradas com HAVE TO ou HAS TO comportam um significado 
de obrigação ou de necessidade. Como esse modal é formado pelo verbo 
HAVE, há uma flexão para a terceira pessoa do singular em inglês, he, she e 
it (em português, respectivamente, ele, ela e ele/ela que não sejam humanos). 
Quando usamos he, she ou it a flexão é HAS TO. Para os demais pronomes, 
I, you, we e they (em português, respectivamente, eu, tu, nós e eles ou elas), a 
flexão é HAVE TO, como podemos ver nas frases anteriores. Quando utilizamos 
3Gramática (modals: can/can’t, [don’t] have to/mustn’t, might, should; future...)
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esse modal, seu sentido é de obrigação, ou seja, temos a obrigação de realizar 
determinada tarefa porque há uma regra que devemos seguir, e não depende 
de nós escolhermos ou decidirmos executar tal ação, pois há a obrigação ou a 
necessidade de que a ação seja realizada – sua tradução em português é ter que 
ou ter de. As frases negativas formadas por DON’T HAVE TO ou DOESN’T 
HAVE TO, usados nas mesmas condições que as frases afirmativas, revelam 
algo que não tem a necessidade de ser feito. 
I must wear my coat. / Eu devo vestir meu casaco.
She must take her medicine now. / Ela tem de tomar o remédio dela agora.
Must you go now? / Você tem que ir agora?
We must not stay here. / Não podemos ficar aqui.
They mustn’t smoke in the room. / Eles estão proibidos de fumar na sala.
MUST é um verbo modal com significado muito parecido com o de HAVE 
TO. Ele também indica uma obrigação ou um dever, mas sob a condição de 
ser pessoal, passando uma sugestão, dependendo da frase formada por ele. 
Ele também pode apresentar o sentido de obrigação vinda de fora, como no 
caso de You must wear the seat belt (Você tem que usar o cinto de segurança). 
MUST, que tem como tradução para o português o verbo dever, só apresenta 
essa flexão, não varia conforme o sujeito utilizado. Nas frases anteriores, a 
ideia de obrigação está intrínseca a cada um dos sujeitos na frase. 
A negação MUSTN’T contraída é diferente da negação formada por MUST 
NOT. Esta é a negação de MUST, enquanto MUSTN’T tem significado de algo 
proibido, não permitido, como na frase They mustn’t smoke in the room. Em 
frases com MUSTN’T, o sentido de proibição é sempre forte, pois essa negação 
é utilizada para enfatizar que alguém não tem permissão de fazer algo.
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I should study more. / Eu deveria estudar mais.
He shouldn’t say that. / Ele não deveria dizer aquilo.
Sue should wait a bit more. / Sue deveria esperar um pouco mais.
You should meet him. / Você deveria encontrá-lo.
You should not do it again. / Você não deveria fazer isso de novo.
SHOULD, verbo modal que apresenta como um dos seus significados 
a ideia de conselho, pode ser traduzido para o português por deveria. Na 
maioria das frases em que utilizamos SHOULD, frases afirmativas, ou 
SHOULDN’T, frases negativas, o sentido é o de conselho. SHOULD também 
pode apresentar um dever leve, como em: You should study hard (Você 
deveria estudar mais). Nesse caso, também pode haver, no início da frase, a 
expressão I think (eu acho); logo, é possível dizer: I think you should study 
more (Eu acho que você deveria estudar mais). SHOULD é usado da mesma 
forma para todas as pessoas do discurso, assim como CAN e MUST, sem 
apresentar qualquer tipo de flexão.
It might be right. / Isso pode estar certo.
He might be John. / Ele deve ser o John.
I might speak to him in your place. / Eu posso falar com ele no seu lugar.
They might be cold. / Eles devem estar com frio.
It might rain. / Pode ser que chova.
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Essas frases trazem o modal MIGHT, que pode ser traduzidopor poder ou 
dever em português, indicando principalmente possibilidade. Quando usamos 
o modal MIGHT, mostramos, na maioria das frases, incerteza sobre algo.
I’ll go, I promise. / Eu irei, eu prometo.
She won’t know that. / Ela não saberá isso.
He will accept the deal. / Ele aceitará o acordo.
It won’t rain. / Não choverá.
They will probably work together. / Eles provavelmente trabalharão juntos.
Essas frases são formadas com o verbo auxiliar WILL, também considerado 
um modal. Traduzimos esse verbo auxiliar quando ele está acompanhado de 
um verbo principal, de maneira que sabemos que uma declaração, seja uma 
frase positiva, negativa ou interrogativa, está no futuro. Uma das maneiras 
de fazer referência ao futuro em inglês é a partir da combinação de WILL + 
VERB. Quando a frase é negativa, acrescenta-se NOT, logo, WILL NOT + 
VERB ou WON’T + VERB. A contração na língua inglesa, principalmente a 
de um verbo modal + o advérbio de negação NOT, é bastante comum. 
Quando WILL é usado em inglês, ele informa que um verbo está no futuro, e 
a ação que acontecerá ou o que alguém decidir fazer em seguida é uma decisão 
tomada no momento da fala, no momento em que se resolve tomar aquela 
decisão. Essa é a característica de WILL, mostrado nos exemplos anteriores, 
que não indicam planejamento.
Ainda no que se refere ao futuro, a língua inglesa tem a estrutura BE GOING 
TO, composta por BE + GOING TO + VERB. Essa combinação, que informa 
que uma frase está no futuro em inglês, é traduzida pelo futuro do presente do 
indicativo na língua portuguesa, assim como WILL. Não importa se a frase tem 
WIIL ou BE GOING TO em inglês: em português, a tradução só pode ser feita 
com o futuro do presente do indicativo – às vezes, pode ser traduzida com a ajuda 
do verbo ir + um verbo infinitivo, uma locução verbal. Portanto, a diferença 
entre uma ação ser planejada ou não ser planejada não interfere na tradução 
para o português, pois, independentemente do planejamento da ação, o futuro 
do presente do indicativo é a estrutura que indica futuro na língua portuguesa.
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I’m not going to take that Spanish course. / Eu não farei aquele curso de espanhol.
I’m going to study French next year. / Eu vou estudar francês no ano que vem.
She isn’t going buy that mobile phone. / Ela não comprará aquele celular.
We’re going to spend our holiday in Miami. / Nós passaremos nossas férias em Miami.
They aren’t going to work here anymore. / Eles não vão mais trabalhar aqui.
A estrutura BE GOING TO representa um planejamento. Os exemplos 
anteriores mostram que todas as ações foram pensadas e planejadas antes de 
serem executadas, e a tendência é que elas aconteçam, ou não, da forma a 
partir da qual foram planejadas.
WILL e BE GOING TO são as principais estruturas verbais utilizadas para 
falar do futuro em inglês. Além delas, outros tempos verbais também podem 
ser usados informalmente em referência ao futuro. A forma poderemos, por 
exemplo, refere-se ao verbo poder no futuro; poder é CAN, que é usado no 
presente. Entretanto, se a frase for “Poderemos falar com ele amanhã” (em 
inglês, We can speak to him tomorrow), a única forma de usar CAN indicando 
o futuro é repetindo-o com o auxílio de um advérbio de tempo, que indique 
futuro, como tomorrow, tonight, next week, etc. Outra forma de expressar
poder e habilidade no futuro é usando WILL + BE ABLE TO (ser capaz de).
A frase, então, poderia ser We’ll be able to speak to him tomorrow.
I can meet you at 8 tonight. / Eu posso encontrar você às 8 hoje à noite.
He can’t finish the report on Friday. / Ele não pode terminar o relatório na sexta-feira.
It might snow tomorrow morning. / Pode nevar amanhã de manhã.
You should attend the meeting next Monday. / Você deveria ir à reunião na próxima 
segunda-feira.
They must keep this by tomorrow. / Eles deverão manter isso até amanhã.
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Como podemos ver, além de CAN, há ainda MIGHT, SHOULD e MUST, que, 
mesmo sendo verbos modais do presente, podem ser usados para indicar o futuro 
sem modificações, pois essa é a única conjugação possível que eles apresentam.
Present continuous com ideia de futuro
O present continuous é o presente progressivo em português. O present 
continuous, também present progressive, em inglês, é formado pelo auxiliar 
BE + VERB (ING), ou seja, o verbo TO BE apresenta as fl exões am, is e are + 
um verbo que termine com ing. Esse verbo é o present participle, o gerúndio 
em português. 
Esse tempo verbal é usado para descrever ações que acontecem no momento 
da fala ou perto do momento da fala. Vejamos alguns exemplos:
I’m driving now. / Eu estou dirigindo agora.
I’m not reading this book at the moment. / Eu não estou lendo este livro no momento.
We aren’t going to the party right now. / Nós não estamos indo à festa agora.
You are doing very well at school. / Você está indo bem na escola.
Are they drinking coffee? / Eles estão tomando café?
O present continuous pode, também, representar uma ideia de futuro, 
desde que ele seja arranjado, combinado. Esse tempo verbal só pode re-
presentar o futuro de maneira informal, pois, como já vimos na primeira 
seção deste capítulo, WILL e BE GOING TO são as estruturas que falam 
do futuro em inglês. Logo, a frase They are travelling next Saturday (Eles 
viajam no próximo sábado), por exemplo, refere-se ao futuro. Como se trata 
de uma ação já combinada, é possível usar o present continuous com essa 
intenção de futuro.
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Os modais CAN, MAY e COULD podem ter a mesma função em perguntas em inglês e 
são traduzidos por poder, poder e poderia, respectivamente, em português. Assim, 
é possível perguntar: 
 Can I leave now? / Posso sair agora?
 May I leave now? / Posso sair agora?
 Could I leave now? / Eu poderia sair agora?
O que marca a diferença de uso nessas perguntas é o grau de formalidade. CAN
tem outras funções na língua inglesa, além de significar habilidade e capacidade. Em 
perguntas, pode significar uma permissão, assim como MAY, que tem significado de 
permissão e possibilidade. Quando uma pergunta é feita com MAY, seu significado, 
geralmente, é de permissão; em frases afirmativas, seu significado se refere à possibi-
lidade. A diferença entre CAN e MAY nessas perguntas é a formalidade – MAY é mais 
formal do que CAN. Em relação a COULD, o grau de formalidade se eleva – COULD é 
extremamente formal em perguntas em inglês. 
A combinação entre as palavras, nesse caso, entre um verbo modal e um verbo 
principal, e o tipo de frase (afirmativa, negativa ou interrogativa) influencia o seu 
significado em inglês no que se refere à intenção que o falante tem. Caso façamos 
frases afirmativas ou negativas com os mesmos modais, teremos significados diferentes. 
Veja o Quadro 2 a seguir:
Proibição I can’t smoke here. Eu não posso fumar aqui.
Possibilidade It may be wrong. Isso pode estar errado.
Capacidade 
no passado
She couldn’t arrive 
on time yesterday.
Ela não conseguiu 
chegar na hora ontem.
Portanto, é essencial entender o significado de cada verbo modal, além da sua aplicação 
e função na língua inglesa, porque ele pode variar conforme a intenção do falante.
Comparativo e superlativo em inglês
Na língua inglesa, contamos com o comparativo e com o superlativo, formas 
usadas para comparar pessoas, coisas e objetos, por exemplo, mostrando a 
diferença que há entre essas pessoas, coisas ou objetos (CELCE-MURCIA; 
LARSEN-FREEMAN, 1999). Apesar de serem usados para comparar, o 
comparativo e o superlativo apresentam formas e funções diferentes. O com-
parativo é usado para comparar uma pessoa com outra, um objeto ou umacoisa 
com outro objeto ou outra coisa, mas também pode ser usado para comparar 
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pessoas com pessoas e objetos ou coisas com outros objetos ou outras coisas, 
no plural. O superlativo é usado para comparar uma pessoa com as demais, 
ou seja, com um grupo de pessoas, um objeto ou uma coisa com os demais 
objetos ou as demais coisas, o grupo desses objetos ou coisas. É dessa forma 
que a comparação com o comparativo ou o superlativo acontece, usando um 
adjetivo que fará tal comparação.
A comparação, em inglês, é de grau e é feita com os advérbios more ou less, 
como em more expensive ou less expensive. Quando usamos more expensive 
ou less expensive, a palavra mais importante é o adjetivo expensive; more ou 
less auxiliam, fazendo a comparação de grau acontecer (CELCE-MURCIA; 
LARSEN-FREEMAN, 1999). A comparação, na língua inglesa, é formada com 
o acréscimo de more ou less, mas só em alguns casos, pois, para compararmos 
de fato, em inglês, precisamos analisar o tipo de adjetivo que estamos usando. 
Há basicamente dois tipos de adjetivos em inglês: os curtos e os longos. Essa 
classificação é importante porque determina a forma como comparamos: com 
o acréscimo, ou não, de mais.
Os adjetivos curtos são assim chamados porque são formados por uma ou 
duas sílabas. Os adjetivos de uma sílaba são small, new, young, poor e hot 
pequeno, novo, jovem, pobre e quente), por exemplo. Para compararmos frases 
com esses adjetivos, é preciso acrescentar o sufixo –ER, que significa mais – 
para os adjetivos curtos, a língua inglesa não admite o uso do advérbio mais.
The living room is smaller than the kitchen. / A sala de estar é menor que a cozinha.
My dictionary is newer than yours. / Meu dicionário é mais novo que o seu.
My mother is younger than my father. / Minha mãe é mais jovem que meu pai.
Brazil is poorer than the USA. / O Brasil é mais pobre que os EUA.
Africa is hotter than Europe. / A África é mais quente que a Europa.
Nesses exemplos, vemos a comparação dos adjetivos curtos com o acréscimo 
do sufixo –ER, que, acrescido dos adjetivos curtos, significa mais que, como 
em smaller, newer, younger, poorer e hotter (menor, mais novo, mais jovem, 
mais pobre e mais quente).
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Adjetivos como hot e big (quente e grande), por exemplo, formam seu comparativo 
com o acréscimo do sufixo –ER, dobrando a última letra do adjetivo, como em hotter 
e bigger (mais quente e maior). Isso acontece porque esses adjetivos são formados 
por uma única sílaba, composta por uma consoante, uma vogal e outra consoante – a 
sigla CVC em inglês.
Os adjetivos de duas sílabas são geralmente terminados em –Y, mas há 
algumas irregularidades, como em happy, dirty, heavy, busy e simple (feliz, 
sujo, pesado, ocupado e simples), por exemplo. Sua comparação é formada 
pelo sufixo –ER. Nos terminados em –Y, precisamos tirar o –Y e substituí-lo 
por –i para, depois, acrescentar –ER: happier, dirtier, heavier, busier e simpler 
(mais feliz, mais sujo, mais pesado, mais ocupado e mais simples). 
É importante destacar que, em relação ao emprego do masculino e do feminino, 
em inglês, quando comparamos, tal marca não existe e o comparativo é usado 
tanto no masculino quanto no feminino da mesma forma, sem alteração de gênero 
na palavra inglesa. Como na língua portuguesa há essa marca de masculino e de 
feminino, quando traduzimos do inglês para o português, é necessário fazer esse 
ajuste; logo, pode-se dizer mais suja, mais pesada ou mais ocupada, por exemplo, 
e assim por diante, conforme o adjetivo usado e o gênero ao qual se refere. 
Os adjetivos longos são formados por três ou mais sílabas e, quando usados 
para comparar, acrescentamos o advérbio more (mais), sem modificar o adjetivo, ou 
seja, ele não sofre nenhuma alteração. Adjetivos como beautiful, important, famous, 
ambitious e interesting (bonita, importante, famoso, ambicioso e interessante) têm 
seu comparativo formado com o acréscimo de more. Veja os exemplos a seguir.
Ann is more beautiful than Lucy. / Ann é mais bonita que Lucy.
My car is more important than yours. / Meu carro é mais importante que o seu.
Brad Pitt is more famous than Cauã Reymond. / Brad Pitt é mais famoso que Cauã 
Reymond.
Sally is more ambitious than Louis. / Sally é mais ambiciosa que Louis.
Opera is more interesting than cinema. / A ópera é mais interessante que o cinema.
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Essas frases trazem a comparação formada pelo comparative em inglês. Para 
formar o comparativo, além do sufixo –ER e do advérbio more, é necessário 
acrescentar THAN (que em português) para que a comparação seja feita entre 
uma pessoa e outra, ou um objeto e outro ou uma coisa e outra.
Para comparar usando o superlative, utilizamos os mesmos adjetivos, mas 
no superlative compara-se uma pessoa, um objeto ou uma situação com os 
demais, com um grupo, e a formação é diferente. Os mesmos adjetivos são 
usados com propostas diferentes.
Os adjetivos curtos também estão presentes no superlativo e são formados 
por uma ou duas sílabas. Small, new, young, poor e hot (pequeno, novo, jovem, 
pobre e quente) recebem, nesse caso, o sufixo -EST, que significa “o mais” 
junto aos adjetivos curtos – a língua inglesa não admite o uso do advérbio “o 
mais” na frente desses adjetivos curtos.
The living room is the smallest in the house. / A sala de estar é a menor peça da casa.
My dictionary is the newest on my shelf. / Meu dicionário é o mais novo na estante.
My mother is the youngest in her family. / Minha mãe é a mais jovem na família dela.
Africa is the poorest continent. / A África é o continente mais pobre.
Brazil is the hottest country. / O Brasil é o país mais quente.
Nesses exemplos, vemos a comparação dos adjetivos curtos com o acréscimo 
do sufixo –EST, que, acrescido dos adjetivos curtos, significa “o mais”, como 
em smallest, newest, youngest, poorest e hottest (o menor, o mais novo, a mais 
jovem, o mais pobre e o mais quente).
Adjetivos como hot e big (quente e grande), por exemplo, formam seu superlativo com o 
acréscimo do sufixo –EST, dobrando a última letra do adjetivo, como em hottest e biggest 
(o mais quente e o maior), da mesma forma que o comparativo, por causa da formação
com uma consoante, uma vogal e outra consoante (CVC) na única sílaba da palavra.
Gramática (modals: can/can’t, [don’t] have to/mustn’t, might, should; future...)12
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Os adjetivos de duas sílabas, geralmente terminados em –Y, como happy, 
dirty, heavy, busy e simple, têm sua formação muito semelhante à do com-
parativo. Nos terminados em –Y, precisamos tirar o –Y e substituí-lo por –i 
para, então, acrescentar –EST: happiest, dirtiest, heaviest, busiest e simplest 
(o mais feliz, o mais sujo, o mais pesado, o mais ocupado e o mais simples). 
O mesmo ajuste em relação ao masculino e ao feminino precisa ser feito no 
superlativo quando traduzido do inglês para o português: logo, pode-se dizer 
a mais feliz, a mais suja, a mais pesada, a mais ocupada ou a mais simples, 
por exemplo, conforme o adjetivo usado e o gênero ao qual se refere. 
Os adjetivos longos são formados por três ou mais sílabas no superlativo, 
da mesma forma que no comparativo. Quando usados para comparar, acres-
centamos o advérbio most, (o mais), sem modificar o adjetivo, ou seja, ele 
não sofre nenhuma alteração. Adjetivos como beautiful, important, famous, 
ambitious e interesting, por exemplo, no superlativo ficam the most beautiful, 
the most important, the most famous, the most ambitious e the most interesting.
Ann is the most beautiful girl in the room. / Ann é a meninamais bonita na sala.
Math is the most incredible subject. / Matemática é a matéria mais incrível.
Brad Pitt is the most famous actor in Hollywood. / Brad Pitt é o ator mais famoso em 
Hollywood.
Men are the most ambitious people. / Os homens são as pessoas mais ambiciosas.
Opera is the most interesting art. / A ópera é a arte mais interessante.
Para formar o superlativo, além do sufixo –EST e do advérbio most, é 
necessário acrescentar THE (o ou a em português) na frente dos adjetivos 
para destacar a pessoa, ou objeto ou coisa a ser comparada com os demais, 
com o grupo a que se refere.
First conditional
First conditional é uma estrutura verbal considerada complexa em inglês por-
que é uma frase formada por duas orações, uma principal e uma subordinada. 
A oração subordinada é a oração dependente, que geralmente começa com 
13Gramática (modals: can/can’t, [don’t] have to/mustn’t, might, should; future...)
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o advérbio if (se em português); a oração principal é a oração independente.
Há, como podemos ver com a explicação, uma relação de dependência: a
oração subordinada, que é a oração dependente, apresenta uma condição. Essa 
condição começa com o advérbio se, combinado com um verbo conjugado
no presente. A oração principal não precisa da oração subordinada para ter
sentido, ela é formada por um verbo conjugado no futuro, geralmente WILL,
estudado na primeira seção deste capítulo, e seu resultado só será possível
caso a condição na oração subordinada se realize.
IF + VERB (present simple) / WILL
Essa é a estrutura da fi rst conditional em inglês. Vamos analisar a seguinte 
frase: If I go out tonight, I won’t spend much money (Se eu sair hoje à noite, 
não vou gastar muito dinheiro). Essa frase contém duas orações, a if clause e 
a main clause (em português, a oração subordinada e a oração principal). A 
if clause tem o verbo go, conjugado no presente, e a main clause tem o verbo 
spend, conjugado no futuro. Se falamos apenas I won’t spend much money, 
a frase é compreensível e só expressa uma decisão, a de que eu não gastarei 
muito dinheiro. Usando essa oração com a oração subordinada, a if clause, 
informamos uma condição para que a ação da frase principal aconteça, para 
que seu resultado seja garantido, ou seja, eu não gastarei muito dinheiro se eu 
sair, ou eu não gastarei muito dinheiro somente nessa condição.
Para formarmos uma first conditional, precisamos da estrutura IF + VERB 
(present simple) / WILL, que pode apresentar uma negação no presente ou 
uma negação no futuro, independentemente de as orações serem somente 
afirmativas ou somente negativas. É possível formar uma first conditional 
da seguinte maneira:
IF + VERB (present simple – positive) / WILL (positive)
IF + VERB (present simple – (positive) / WILL (negative)
IF + VERB (present simple – (negative) / WILL (negative)
IF + VERB (present simple – (negative) / WILL (positive)
Os sujeitos utilizados nas duas orações podem ser diferentes, ou seja, não 
precisamos usar o mesmo pronome – I, you, he, she, we e they (eu, tu, ele, 
Gramática (modals: can/can’t, [don’t] have to/mustn’t, might, should; future...)14
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ela, nós e eles) – nas duas orações. A if clause pode trazer uma condição com 
um sujeito, e a main clause pode ter seu resultado garantido, ou não, com um 
sujeito diferente da if clause. Isso só será possível dependendo do significado 
da frase da first conditional.
If it snows, I’ll go skiing. / Se nevar, eu vou esquiar.
If he doesn’t study hard, he’ll fail. / Se ele não estudar muito, ele reprovará.
If I don’t sleep now, I won’t get up early. / Se eu não dormir agora, eu não levantarei cedo.
If you travel to Paris, you’ll see its beauty. / Se você viajar para Paris, você verá sua beleza.
If they are guilty, she won’t forgive them. / Se eles forem culpados, ela não os perdoará.
Essas frases também podem ser usadas da seguinte forma:
WILL / IF + VERB (present simple) 
I’ll go skiing if it snows. / Eu vou esquiar se nevar.
He’ll fail if he doesn’t study hard. / Ele reprovará se não estudar muito.
I won’t get up early if I don’t sleep now. / Eu não acordarei cedo se eu não dormir agora.
You’ll see the beauty of Paris if you go there. / Você verá a beleza de Paris se você for para lá.
She won’t forgive them if they are guilty. / Ela não os perdoará se eles forem culpados.
Essa estrutura é direta e não precisa da vírgula, como nos primeiros exem-
plos. A first conditional, assim chamada na língua inglesa pela combinação 
dos tempos verbais, exerce a função do modo subjuntivo em português, um 
modo verbal que fala de incertezas, condições ou hipóteses.
15Gramática (modals: can/can’t, [don’t] have to/mustn’t, might, should; future...)
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1. Na frase: I can speak four languages, o 
significado de CAN indica: 
a) habilidade e capacidade.
b) permissão e sugestão.
c) habilidade e permissão.
d) permissão e dever.
e) capacidade e sugestão.
2. Complete a frase: Jeniffer _____ 
arrive early for the meeting, her 
boss is waiting for her. 
a) must to
b) should
c) has to
d) is going
e) have to
3. Na língua inglesa, o present 
continuous é usado para: 
a) expressar ações verdadeiras 
e corriqueiras no presente.
b) descrever situações que falam 
da rotina no presente.
c) descrever situações que 
acontecem no presente e 
continuam no futuro.
d) descrever situações que 
começaram no passado e 
continuam no presente.
e) expressar ações que estão 
acontecendo no exato 
momento da fala.
4. Quais estruturas abaixo 
podem ser usadas para falar 
do futuro em inglês? 
a) can / must / present continuous
b) will / present simple / should
c) might / going to / present perfect
d) will / going to / present continuous
e) can / present simple / must
5. Em relação ao comparativo e ao 
superlativo, em inglês, assinale a 
alternativa correta. 
a) O comparativo é mais usado 
para comparar muitas pessoas, 
coisas ou situações.
b) O comparativo e o superlativo 
utilizam os mesmos adjetivos 
na sua formação.
c) O superlativo e o comparativo 
são utilizados com a 
mesma finalidade.
d) O comparativo e o superlativo 
utilizam os mesmos verbos 
na sua formação.
e) O superlativo é menos 
usado para comparar muitas 
pessoas, coisas ou situações.
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CELCE-MURCIA, M.; LARSEN-FREEMAN, D. The grammar book: an ESL/EFL teacher’s 
course.: Boston: Cengage Learning, 1999.
Leituras recomendadas
AMERICAN EMBASSY SCHOOL. Adjective List. 2014. Disponível em: <http://mpravin.
msblogs.aes.ac.in/files/2014/01/adjectives-comparativessuperlatives.pdf>. Acesso 
em: 17 fev. 2018.
COE, N.; HARRISON, M.; PATERSON, K. Oxford Practice Grammar: basic. Oxford: Oxford 
University Press, 2011.
DAVIDSON, G. Phrases, clauses and sentences. Singapore: Learners Publishing, 2003.
EASTWOOD, J. Oxford Practice Grammar: intermediate. Oxford: Oxford University 
Press, 2008.
EURO GLOBAL ACADEMY. English Speaking Conversation. 2018. Disponível em: <http://
euroschool.edu.in/resources/english/>. Acesso em: 17 fev. 2018.
HARMER, J. How to teach English: an introduction to the practice of English language 
teaching. Harlow: Longman, 1998.
UNIVERSITY OF VICTORIA. English Language Center. First Conditional. 2008. Disponível 
em: <http://web2.uvcs.uvic.ca/elc/studyzone/330/grammar/1cond.htm>. Acesso 
em: 17 fev. 2018.
VINCE, M. Macmillan English Grammar in context: advanced. London: Macmillan, 2012.
17Gramática (modals: can/can’t, [don’t] have to/mustn’t, might, should; future...)
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Encerra aqui o trecho do livro disponibilizado para 
esta Unidade de Aprendizagem. Na Biblioteca Virtual 
da Instituição, você encontra a obra na íntegra.
 
Conteúdo:
 
Dica do professor
Falarde futuro na língua inglesa é diferente de falar de futuro na língua portuguesa. Isso porque o 
tempo futuro em português é o Futuro do Presente do Indicativo, usado para descrever qualquer 
ação ou situação que aconteça em um futuro próximo, planejado ou não. Essas características são 
uma das principais diferenças de como o futuro é usado em inglês. Acompanhe a Dica do Professor.
Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.
https://fast.player.liquidplatform.com/pApiv2/embed/cee29914fad5b594d8f5918df1e801fd/e400987b822950b84936fed9580ffb93
Na prática
Para estimular sua criatividade na construção de frases em inglês, recomendamos o treino do First 
Conditional. Uma frase é dada, referindo-se a uma condição (p. ex.: If it rains, ...), e a partir dela você 
completa com outra que pode ser garantida (p. ex.: I’ll stay home), de acordo com a condição. Então, 
você transforma a frase usada para completar a primeira condição em uma condição na frase 
seguinte (If I stay home, ...). Acompanhe os exemplos a seguir. 
 
Saiba +
Para ampliar o seu conhecimento a respeito desse assunto, veja abaixo as sugestões do professor:
Modal verbs
Neste artigo, além de praticar a leitura em inglês, você também reforçará como utilizar e aplicar os 
modais.
Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.
A polissemia dos verbos modais, ou: falando de ambiguidades
Neste artigo, você verá as diversas interpretações dos verbos modais, por seu significado e 
ambiguidade, com os verbos poder, dever e querer.
Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.
https://www.todamateria.com.br/modal-verbs/
https://repositorio.unesp.br/bitstream/handle/11449/107772/ISSN1981-5794-2000-44-115- 145.pdf?sequence=1&isAllowed=y
Estruturas morfológicas avançadas
Apresentação
Você sabe o que é um morfema? Morfema é a menor unidade linguística significativa. Não deve ser 
confundido com a palavra, que é formada por morfemas. Essas unidades mínimas podem ser afixos 
(prefixos e sufixos) ou a raiz, que é a parte principal da palavra. Os morfemas podem ser livres ou 
presos. Os livres funcionam independentemente como palavras ou como parte de outras. 
Morfemas presos não funcionam de forma independente, são sempre parte de palavras. Esses 
morfemas presos podem ser derivacionais ou flexionais.
Nesta Unidade de Aprendizagem, você estudará os morfemas livres e presos, flexionais e 
derivacionais e aprenderá a reconhecê-los.
Bons estudos.
Ao final desta Unidade de Aprendizagem, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
Identificar os morfemas derivacionais da língua inglesa.•
Relacionar os morfemas flexionais da língua inglesa.•
Reconhecer morfemas livres e presos no inglês.•
Infográfico
Os morfemas são as menores unidades significativas que compõem as palavras e, dependendo de 
suas características, recebem diferentes classificações.
Neste infográfico sobre morfemas, você verá uma síntese visual dessa terminologia e suas 
subdivisões.
Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.
https://statics-marketplace.plataforma.grupoa.education/sagah/0665cfa0-8bfd-4025-8a66-8110a826720d/0533e6a5-5237-4d18-bc8f-a9afda845746.jpg
 
Conteúdo do livro
A morfologia é a disciplina que trata dos morfemas, que são as menores unidades significativas da 
língua. Os morfemas podem ser classificados como livres ou presos, de acordo com sua 
possibilidade de existir de maneira independente ou não. Os morfemas presos podem ser 
derivacionais ou flexionais, dependendo da modificação que trazem ao significado da palavra ou 
apenas ao número, tempo, modo, aspecto ou caso.
No capítulo Estruturas morfológicas avançadas, da obra Oficina de textos em inglês avançado, você 
será apresentado aos tipos de morfemas e suas classificações por meio de explicações e exemplos, 
e aprenderá a identificá-los.
Boa leitura.
OFICINA DE 
TEXTOS EM INGLÊS 
AVANÇADO
Elisa Lima Abrantes
Estruturas morfológicas 
avançadas
Objetivos de aprendizagem
Ao final deste texto, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
  Identificar os morfemas derivacionais da língua inglesa.
  Relacionar os morfemas flexionais da língua inglesa.
  Reconhecer os morfemas livres e presos no inglês.
Introdução
Morfologia é a parte da linguística que envolve o estudo da estrutura da 
palavra e as relações sistemáticas existentes entre elas. É o estudo da estrutura 
e da forma das palavras de uma dada língua, incluindo flexão, derivação e 
o seu processo de formação. A palavra morfologia foi inicialmente empre-
gada nas ciências da natureza, como a biologia, a botânica e a geologia. 
No entanto, desde a segunda metade do século XIX tem sido usada para 
descrever o tipo de investigação que analisa todos os elementos básicos 
usados numa língua. Na palavra morfologia encontram-se os elementos do 
grego morfo (morphé, forma) e logia (estudo). Na linguística, morfologia é a 
parte da gramática que descreve a forma das palavras, ou seja, a sua estrutura 
interna, composta por partes, que são os morfemas. Os morfemas são os 
elementos mínimos das emissões linguísticas que contêm um significado 
individual (HOCKETT apud MONTEIRO, 2002, p. 13-14), ou seja, o morfema é a 
menor unidade significativa de uma língua, portanto indivisíveis. Podem ser 
lexicais, quando carregam significado extralinguístico, por exemplo, hand e 
employed, e gramaticais, quando seu significado está relacionado apenas às 
relações e categorias existentes na língua, como -ful (indicando quantidade) 
e -un (indicando negação). 
Além de lexicais ou gramaticais, os morfemas podem ser livres ou presos. 
Quando existem de forma autônoma, são livres; quando não é possível que 
se estabeleçam sem a presença de outros morfemas, são considerados 
presos. Por exemplo, a palavra unbreakable engloba três morfemas: -un 
(morfema preso que significa “não”), break (morfema livre, raiz da palavra) 
e -able (morfema livre, que significa o que pode ser feito). Nesse exemplo, 
o morfema -un tem significado de negação, mas não pode existir se não 
estiver ligado a outro morfema, portanto é preso. O morfema break é livre, 
pois tem existência autônoma, assim como o morfema -able, que significa 
o que pode ser feito.
Os morfemas presos, como você percebeu, sempre estarão acoplados a 
morfemas livres, e são classificados em derivacionais ou flexionais, de acordo 
com as modificações que trazem para esses morfemas aos quais se acoplam.
Neste capítulo, você vai se deter ao estudo dos morfemas, livres e presos, 
derivacionais e flexionais, suas características e como identificá-los.
Morfemas derivacionais da língua inglesa
Os morfemas presos podem ser derivacionais ou fl exionais de acordo com 
as modifi cações que trazem para as palavras às quais se acoplam. Pois bem, 
no processo de formação de palavras, ou seja, na criação de novas palavras a 
partir de palavras existentes, temos a operação morfológica de derivação. Esta 
se dá a partir do acoplamento de certos morfemas às palavras já existentes 
na língua. Nesse processo, os morfemas podem se acoplar antes da raiz da 
palavra, quando se denominam prefi xos, ou após a raiz da palavra, denomi-
nados sufi xos. Prefi xos e sufi xos recebem o nome de afi xos. Veja os exemplos:
Impossible (prefixo in).
Likeable (sufixo able).
Raiz é o elemento original e irredutível em que se concentra a significação, o sentido 
geral da palavra. Nas palavras de Saussure (1975, p. 216), raiz é o “elemento irredutível 
comum a todos os vocábulos da mesma família”.
Os morfemas derivacionais sempre modificam o significado da palavra e, 
por vezes, sua classe gramatical e categoria sintática. Por exemplo, na palavra 
Estruturas morfológicas avançadas2
unfairly, que apresenta dois morfemas derivacionais, -un e -ly, o morfema -un 
modifica o significado do morfema fair, que é a raiz da palavra, formandouma nova palavra, unfair, que é o oposto de fair. Por outro lado, o morfema 
-ly transforma o adjetivo unfair em advérbio de modo, unfairly. Em inglês, 
o morfema derivacional pode ser um prefixo ou um sufixo e a modificação 
ocorrida na palavra variará se juntar-se a um ou outro.
Normalmente, o sufixo derivacional modifica a classe gramatical das 
palavras envolvidas. Por exemplo:
  O sufixo -ly, como você viu, transforma adjetivos em advérbios 
(slow-slowly).
  -ness transforma adjetivos em substantivos (slow-slowness).
  -ize transforma adjetivos em verbos (modern-modernize).
  -al transforma substantivos em verbos (recreation-recreational).
  -fy transforma substantivos em verbos (glory-glorify).
  -able transforma verbos em adjetivos (drink-drinkable).
  -ance transforma verbos em substantivos (deliver-deliverance).
Já o prefixo derivacional não modifica a classe gramatical, mas apenas o 
significado das palavras. Exemplos:
  un- (healthy-unhealthy, do-undo).
  re- (new-renew).
  pre- (view-preview).
  mis- (behave-misbehave).
  sub- (way-subway).
A produtividade, ou a capacidade de formar novas palavras, dos morfemas 
derivacionais pode ser desde muito limitada até bastante extensa, a depender de 
serem preservados em poucas palavras e não usados para formar novas palavras, ou 
se são encontrados em muitas palavras e, ainda, usados para criar novas palavras. 
Um exemplo de sufixo improdutivo é o -th, como em warmth, width, depth 
e wealth, enquanto um exemplo de sufixo produtivo é o -able, em available, 
unthinkable, admirable ou honorable. Brinton (2000, p. 86) chama atenção para 
o fato de que “[...] afixo se acopla a qual raiz é sempre um processo arbitrário e 
imprevisível, não é uma questão de regra, e deve ser estabelecido para cada raiz 
(como em um dicionário). Ou seja, a derivação é parte do léxico, não da gramática 
de uma língua”. Veja a seguir no Quadro 1 alguns exemplos de palavras formadas 
por derivação e as mudanças.
3Estruturas morfológicas avançadas
Singer sing + er (verbo para substantivo)
Stupidity stupid + ity (adjetivo para substantivo)
Unreliable un + reliable (adjetivo para adjetivo)
Rewrite re + write (verbo para verbo)
 Quadro 1. Palavras formadas por derivação e mudanças 
Como você percebeu, os sufixos derivacionais alteram a classe das pala-
vras, além do seu significado. Já os prefixos derivacionais alteram apenas o 
significado, sem alterar a classe gramatical. Chamamos de verbalização (tornar 
verbo), substantivação (tornar substantivo), adverbialização (tornar advérbio) 
e adjetivação (tornar adjetivo) os processos de transformação de categorias 
gramaticais para outras. 
Os afixos na língua inglesa são prefixos (posição anterior à raiz) e sufixos (posição 
posterior à raiz). Em algumas línguas há a ocorrência de infixos (inseridos no meio das 
palavras). No inglês contemporâneo, infixos são usados para fins humorísticos, como 
im-bloody-possible, ou abso-blooming-lutely (BRINTON, 2000, p. 77). Acesse o link a seguir 
para conhecer mais sobre este assunto, por meio de texto e áudio da Michigan Radio. 
https://goo.gl/Luh4pm
Morfemas flexionais da língua inglesa
Os morfemas fl exionais não criam novas palavras, mas são aqueles que in-
dicam relações gramaticais, como a indicação de número, gênero, pessoa, 
tempo verbal, aspecto, comparativos, possessivos e superlativos. Aplicam-se 
a todas as palavras de uma determinada classe. Por exemplo: os substantivos 
são marcados quanto ao número e os verbos são marcados quanto à pessoa, 
ao tempo e ao modo. Esses morfemas são limitados no sistema linguístico da 
língua inglesa, admitindo apenas oito possibilidades: plural e indicação de 
posse para substantivos, comparativos e superlativos para adjetivos, e para 
Estruturas morfológicas avançadas4
verbos temos as marcas de terceira pessoa do singular, passado, particípio e 
aspecto progressivo. 
Os morfemas flexionais só admitem sufixos, apenas um por palavra, e 
quando adicionados não modificam o significado das palavras ou a sua classe 
gramatical. Como sua função é estabelecer significado gramatical, esses sufixos 
se posicionam sempre ao final da palavra, após a raiz e os sufixos derivacio-
nais. Veja no Quadro 2 a seguir exemplos de substantivos, adjetivos e verbos.
English inflectional morphemes Added to Examples
-s Plural Nouns She has got 
two guitars.
-‘s Possessive Nouns Zeynep’s hair 
is long.
-er Comparative Adjectives Zeynep has longer 
hair than Derya.
-est Superlative Adjectives Zeynep has the 
longest hair.
-s 3rd person 
singular 
present tense
Verbs Zeynep plays 
the guitar.
-ed Past tense Verbs She played the 
guitar at the party.
-ing Progressive Verbs She is playing the 
guitar at the party.
-en Past participle Verbs She has taken the 
guitar to the party.
 Quadro 2. Exemplos de substantivos, adjetivos e verbos 
Quando falamos She has got two guitars, no primeiro exemplo, não mo-
dificamos o significado da palavra guitar (violão) ou a sua classe gramatical 
(substantivo), apenas o número é afetado. 
Quando a forma flexionada de uma palavra e a própria palavra não são 
cognatas, há uma irregularidade no paradigma (lista de formas flexionadas de 
uma raiz) e temos o processo linguístico chamado supletismo. Como exemplo, 
5Estruturas morfológicas avançadas
vejamos o adjetivo tall. O paradigma desse adjetivo é o comparativo taller 
e o superlativo tallest. Já o adjetivo good é irregular, pois o comparativo é 
better e o superlativo best. A raiz da palavra varia de good para o morfema 
preso bet. O mesmo ocorre com o verbo go, por exemplo, cujo passado é went, 
particípio gone. 
Um bom dicionário de inglês vai lhe ajudar na identificação dos morfemas, pois trazem 
a divisão silábica, o que facilita entender a formação da palavra. Veja um exemplo 
retirado do dicionário Longman on-line, disponível no link a seguir: 
https://goo.gl/4f3Na6.
Há uma diferença entre palavra e lexema, em linguística. Man, men, girl e girls são quatro 
palavras diferentes, mas apenas dois lexemas, pois não há modificação semântica. 
Men e girls são apenas a forma plural de man e girl. Lexema é, grosso modo, o verbete 
do dicionário. Se men é apenas plural de man não há necessidade de outro verbete 
para men.
Morfemas livres e presos no inglês
Como você já percebeu, os morfemas livres, ou independentes são aqueles 
que carregam o signifi cado de maneira autônoma, são sempre a raiz das 
palavras, como boy, food, in e on. Esses morfemas ocupam uma posição 
de grande potencial para a substituição. Podem se ligar a outros morfemas, 
livres ou presos. Os morfemas que só ocorrem em combinação com outros 
são chamados presos, como -ed, -s, -ing, -ful, im- e dis-. São afi xos, ou seja, 
prefi xos e sufi xos, que se juntam aos morfemas livres para formar novas 
Estruturas morfológicas avançadas6
palavras (morfemas derivacionais) ou obedecer a uma relação gramatical 
(morfemas fl exionais).
O morfema é uma abstração e a sua realização concreta é o morfe, seg-
mento real dentro de uma palavra, representado foneticamente. E por que 
essa diferença? Porque algumas vezes o morfema não tem uma realização 
concreta, embora saibamos que ele existe. Nesse caso chamamos mor-
fema zero, pois não apresenta uma realização fonética ou explícita; não há 
equivalente no nível do fonema. Por exemplo, como Brinton (2000, p. 76) 
nos esclarece: “[...] o passado do verbo let consiste no morfema let com a 
adição do morfema que marca o passado. Este não tem expressão concreta. 
Ou o plural de fish, que seria {fish}+ {pl} e o plural não tenha realização 
concreta”. A importância, portanto, de se distinguir morfema e morfe é que 
nem sempre há uma correspondência exata entre um e outro, como no caso 
do morfema zero, e os morfemas podem se combinar e serem realizados 
concretamente de diversas maneiras. 
A partir da distinção entre morfema e morfe pode se analisar uma pa-
lavra de duas formas: “morfologicamente, em morfes, e morfemicamente, 
emmorfemas, reconhecendo as unidades abstratas com sentido presente” 
(BRINTON, 2000, p. 79). Examine os exemplos no Quadro 3.
Análise morfológica Análise morfêmica
Writers Writ/er/s – 3 morfes {write}+{er}+{pl} – 3 morfemas
Authors Author/s – 2 morfes {author}+{pl} – 2 morfemas
Mice Mice – 1 morfe {mouse}+{pl} – 2 morfemas
Teeth Teeth – 1 morfe {tooth}+{pl} – 2 morfemas
Man’s Man/s – 2 morfes {man}+{poss} – 2 morfemas
Men’s Men/s – 2 morfes {man}+{pl}+{poss} – 3 morfemas
 Quadro 3. Exemplos de análises morfológica e morfêmica 
Outra característica dos morfemas na língua inglesa é que são pronun-
ciados de forma diferente em diferentes contextos. Por exemplo, o tempo 
verbal passado é concretizado de três maneiras: [t] em verbos que terminam 
7Estruturas morfológicas avançadas
em consoantes mudas (exemplo, jump), [d] em consoantes sonoras, vogais ou 
ditongos (exemplo, play) e [id] em palavras terminadas em t ou d (exemplo, 
root e wed). Ou seja, há diferença no som do morfema flexional [ed], mas 
não no significado (passado simples); o mesmo acontece com o plural, que 
pode ser realizado com som de [z] em palavras como twigs, [s] como em cats 
ou [schwa z] como em busses. Essas realizações fonológicas de um morfema 
são chamadas alomorfos, ou seja, variações de som de um mesmo morfema. 
A alomorfia não se restringe à pronúncia, trata-se, muitas vezes, de uma 
variação também na forma de um morfema. 
Schwa é um som vocálico átono, neutro e não tonal muito comum na língua inglesa. 
Seu símbolo no alfabético fonético internacional é [ə].
As palavras são classificadas como as frases. Palavras simples têm apenas uma raiz, 
por exemplo hand; palavras complexas são constituídas por uma raiz e um ou mais 
morfemas, como em handy; palavras compostas têm mais de uma raiz, como em 
handbook, palavras compostas-complexas apresentam mais de uma raiz e morfemas 
acoplados, como em handwriting.
Acesse a este interessante website com exercícios interativos de morfologia: 
https://goo.gl/yMC4gJ.
Estruturas morfológicas avançadas8
Veja alguns exemplos de formação de palavras.
  Surely: morfema livre sure e morfema preso derivacional -ly que marca advérbio 
de modo.
  Helpful: morfema livre help e morfema preso derivacional -ful que indica quanti-
dade (cheio de).
  Reading: morfema livre read e morfema preso flexional -ing indicando aspect pro-
gressivo do verbo.
  Houses: morfema livre house e morfema preso flexional -s indicativo de plural.
BRINTON, L. J. The structure of modern English: a linguistic introduction. Amsterdam: 
John Benjamins, 2000.
MONTEIRO, J. L. Morfologia portuguesa. Campinas: Pontes, 2002.
Leituras recomendadas
CARSTAIRS-MCCARTHY, A. An introduction to English morphology: words and their 
structures. Edinburgh: Edinburgh University Press, 2002.
MURRAY, T. E. The structure of English: phonetics, phonology, morphology. Boston: 
Allyn and Bacon, 1995.
NIDA, E. A. Morphology: the descriptive analysis of words. 2. ed. Ann Arbor: The Uni-
versity of Michigan Press, 1970.
PLAG, I. Word-formation in English. Cambridge: Cambridge University Press, 2003.
ROSA, M. C. Introdução à morfologia. São Paulo: Contexto, 2000. 
SAUSSURE, F. Curso de linguística geral. São Paulo: Cultrix, 1975.
UNIVERSITY OF BIRMINGHAM. Morphology exercises. 2017. Disponível em: <https://www.
cs.bham.ac.uk/~pxc/nlp/InteractiveNLP/NLP_morph2.html>. Acesso em: 24 nov. 2018.
YULE, G. The study of language. Cambridge: Cambridge University Press, 1996.
9Estruturas morfológicas avançadas
Conteúdo:
Dica do professor
O conhecimento dos morfemas, que são as menores unidades significativas da língua, e do 
processo de formação de palavras é importante tanto para enriquecer o vocabulário, no caso do 
estudo do processo de derivação, quanto para a utilização correta das regras gramaticais na escrita 
e na fala, quando se compreende bem o processo flexional. O processo de derivação é a adição de 
morfemas para criação de novas palavras, e no processo flexional, morfemas são adicionados para 
que a palavra se adeque à regra gramatical. A formação de palavras tanto cria novas palavras como 
ajusta palavras para atender as necessidades gramaticais da língua.
Nesta Dica do Professor, você conhecerá os morfemas derivacionais e flexionais, bem como 
exemplos que lhe ajudarão a compreender o seu funcionamento.
Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.
 
https://fast.player.liquidplatform.com/pApiv2/embed/cee29914fad5b594d8f5918df1e801fd/e6b10f9e86ee5610cba1d01a9bd9df74
Na prática
Alomorfos são realizações sonoras diferentes de um mesmo morfema, como acontece, por 
exemplo, com a flexão -ed para marcar o passado simples dos verbos regulares em inglês. A 
pronúncia dos verbos regulares no passado varia de acordo com o final do verbo em questão.
Às vezes, é necessário um apoio visual para conseguir se adaptar a todas essas regras. Veja, Na 
Prática, como uma professora de língua inglesa listou de maneira simples as regras para a pronúncia 
de verbos regulares no passado e maneiras de praticá-las.
Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.
https://statics-marketplace.plataforma.grupoa.education/sagah/d80f59b1-50ad-4d30-8774-15eb41ca566d/36ea0756-a105-4e31-b4b7-e3c7e897adce.jpg
Saiba +
Para ampliar o seu conhecimento a respeito desse assunto, veja abaixo as sugestões do professor:
Morfemas livres e presos
Vídeo sobre morfemas livres e presos (bound and free), flexionais e derivacionais. Mostra uma 
curiosidade (cramberry morpheme).
Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.
The Morpheme: Its Nature and Use
Artigo que discute a natureza do morfema, desde seu entendimento pelas correntes estruturalistas 
até as teorias contemporâneas. Escrito na Universidade de Yale .
Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.
Linguistic Micro-Lectures: Allomorphs
Vídeo com boa explicação e exemplos de morfe e alomorfos.
Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.
https://www.youtube.com/watch?v=-7oMt-shGWQ
https://cowgill.ling.yale.edu/sra/morpheme_final.pdf
https://www.youtube.com/embed/tMJfR7OMauY
Noções do verbo em inglês
Apresentação
Seja bem-vindo!
O verbo é uma palavra que comanda a fala (discurso) na maioria dos idiomas. Geralmente indica 
uma ação, mas pode também fazer referência a um estado ou a um sentimento. A Língua 
Portuguesa e a Língua Inglesa classificam o verbo como o núcleo de uma frase.
Quando analisamos uma frase, começamos pelo verbo e, a partir dele, identificamos quem pratica a 
ação, quando a ação é praticada, o tipo de ação que é praticada, e se o verbo é de ação (verbo 
dinâmico, em inglês) ou de estado, descrevendo apenas o estado em que alguém ou algo se 
encontra.
Nesta Unidade de Aprendizagem, você analisará os verbos conjugados no Presente e no Passado, 
identificando a flexão de cada um deles. Também estudará como utilizar o Futuro e o Present 
Perfect, além de observar as diferenças entre o Past Simple e o Present Perfect para usá-los 
adequadamente. Por fim, revisará as formas do Futuro e do Condicional.
Bons estudos.
Ao final desta Unidade de Aprendizagem, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
Diferenciar verbos nos tempos Presente e Passado.•
Identificar o uso correto do Passado Simples e do Presente Perfeito.•
Analisar o uso das formas no Futuro e no Condicional.•
Infográfico
As flexões verbais acontecem de forma mais simples em inglês. Conforme as diferentes formas em 
que o verbo aparece, é possível reconhecer a que tempo verbal ele se refere e, usando-o 
adequadamente, sua função na comunicação se torna precisa. Acompanhe o infográfico.
Aponte a câmera para o 
código e acesse o link do 
conteúdo ou clique no 
código para acessar.
https://statics-marketplace.plataforma.grupoa.education/sagah/cdbc611b-f2ec-44c4-97ff-28a934e4c197/ce10a81c-a905-4c0c-bece-efc3c0ffaff1.jpgConteúdo do livro
Os verbos conjugados no Presente e no Passado apresentam uma flexão distinta, de fácil 
reconhecimento e aplicação. No capítulo Noções do verbo inglês, do livro Fundamentos do inglês, 
você poderá aprofundar seus conhecimentos sobre a diferença entre o Passado e o Present Perfect 
e verificar as situações em que esses tempos verbais são usados em inglês. Você também estudará 
o futuro e verá como os condicionais são formados na Língua Inglesa.
Ótima leitura.
 
Noções do verbo em inglês
Objetivos de aprendizagem
Ao final deste texto, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
  Diferenciar verbos nos tempos presente e passado.
  Identificar o uso correto do past simple e do present perfect.
  Analisar o uso das formas no futuro e no condicional.
Introdução
O verbo é uma palavra que comanda a fala e o discurso na maioria dos idio-
mas, indicando, geralmente, uma ação, mas também pode fazer referência 
a um estado, a um sentimento. O português e o inglês classificam o verbo 
como o núcleo de uma frase. Quando analisamos uma frase, por exemplo, 
começamos pelo verbo e, a partir dele, identificamos quem pratica a ação, 
quando a ação é praticada, que ação é praticada e se o verbo é um verbo 
de ação – chamado verbo dinâmico em inglês – ou um verbo de estado, 
descrevendo apenas o estado em que alguém ou alguma coisa se encontra.
Neste capítulo, você irá analisar os verbos conjugados no presente e no 
passado, identificando a flexão de cada um deles. Você estudará, também, 
como utilizar o futuro e o present perfect e conhecerá as diferenças entre o 
past simple e o present perfect, que precisam ser analisados na língua inglesa 
para serem usados adequadamente e aplicados quando realmente for ne-
cessário. Por fim, você também revisará as formas do futuro e do condicional. 
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O presente em inglês
O present simple, em inglês, é um tempo verbal usado principalmente para 
descrever fatos. Apesar de ser presente, os eventos que esse tempo descreve 
não retratam algo que está acontecendo agora, no presente, mas que são 
fatos no presente. Essa característica, intrínseca ao presente, é essencial para 
diferenciá-lo dos demais tempos verbais que trataremos ao longo desta seção. 
O present simple também é usado para descrever uma ação que acontece de 
maneira habitual; é o tempo verbal usado para descrever ações rotineiras 
(SOARS; SOARS, 2002). Essa defi nição do present simple é fundamental 
para que utilizemos adequadamente esse tempo verbal em inglês; apesar de 
ser semelhante ao uso do presente do indicativo em português, tempos verbais 
que se equivalem nos dois idiomas, há algumas diferenças, ou particularidades, 
quanto ao seu uso e sua aplicação.
I am Sally. / Sou Sally.
I’m not a secretary. / Não sou secretária.
We live in New York. / Nós moramos em Nova York.
We don’t like milk. / Não gostamos de leite.
The sun is a star. / O sol é uma estrela.
As frases anteriores retratam fatos ou uma informação verdadeira. A explica-
ção é que eu sou Sally ou que eu não sou uma secretária; que é verdade que nós 
moramos em Nova York ou que nós não gostamos de leite e, também, é um fato 
que o sol é uma estrela. O tempo em que cada um desses verbos está conjugado e 
a forma como o utilizamos marcam o uso do presente, present simple em inglês.
O present simple também é o tempo verbal utilizado para informar a 
frequência com que uma ação acontece, descrevendo uma ação que acontece 
habitualmente ou que faz parte da rotina de alguém. A utilização de advérbios 
de frequência ajuda na descrição desse tipo de ação.
 Noções do verbo em inglês 2
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I wake up at 6 every day. / Eu acordo às 6h todos os dias.
I always get up at 6. / Eu sempre levanto às 6h.
It’s usually cold in the north. / É geralmente frio no norte.
They sometimes go to the dentist. / Eles, às vezes, vão ao dentista.
They go to the dentist twice a year. / Eles vão ao dentista duas vezes ao ano.
Essas frases anteriores podem retratar algo verdadeiro, pois é verdade que 
eu levanto às 6h, que é frio no norte ou, ainda, que eles vão ao dentista, mas 
como há a presença de um advérbio de frequência ou de locuções adverbiais, 
frequency adverbs ou adverbial expressions em inglês, o significado dessas frases 
muda para a descrição de uma ação habitual ou rotineira. É habito ou faz parte da 
rotina que eu me levante às 6h, fazer mais frio no norte ou eles irem ao dentista. 
Os frequency adverbs mais utilizados são: never, rarely, sometimes, often, usually e always 
(respectivamente: nunca, raramente, às vezes, frequentemente, geralmente e sempre, 
em português). As adverbial expressions mais utilizadas são every day, once a week / 
month / year e twice a week / month / year (respectivamente: todos os dias, uma vez por 
semana / mês / ano e duas vezes por semana / mês / ano, em português).
Enfim, o present simple é usado em frases ou declarações para descrever 
coisas verdadeiras ou rotineiras. 
Outra questão importante a respeito do present simple é a sua forma, ou 
seja, como os verbos são conjugados e flexionados. Essa é a parte mais fácil 
da língua inglesa: para conjugar um verbo no presente, em inglês, é preciso 
buscá-lo no infinitivo, flexionando-o da mesma forma. Os verbos morar, 
gostar, acordar, levantar e ir são equivalentes a to live, to like, to wake up, 
to get up e to go em inglês. A flexão deles para cada pessoa ou para cada 
sujeito, I, we ou they (eu, nós ou eles em português), é igual à sua forma no 
infinitivo, com a eliminação de to. Vejamos a conjugação e a flexão dos verbos 
no present simple no Quadro 1.
3 Noções do verbo em inglês 
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Present Simple
Affirmative Negative Interrogative 
1st person singular I like chocolate. I don’t like 
chocolate.
Do I like 
chocolate?
2nd person singular You like 
chocolate.
You don’t like 
chocolate.
Do you like 
chocolate? 
3rd person singular He likes 
chocolate.
He doesn’t like 
chocolate.
Does he like 
chocolate?
3rd person singular She likes 
chocolate.
She doesn’t like 
chocolate.
Does she like 
chocolate?
3rd person singular It likes 
chocolate.
It doesn’t like 
chocolate.
Does it like 
chocolate?
1st person plural We like 
chocolate.
We don’t like 
chocolate.
Do we like 
chocolate?
2nd person plural You like 
chocolate.
You don’t like 
chocolate.
Do you like 
chocolate?
3rd person plural They like 
chocolate.
They don’t like 
chocolate.
Do they like 
chocolate?
 Quadro 1. A conjugação no present simple. 
A conjugação dos verbos no presente em inglês é igual à forma do verbo 
no infinitivo, sem to, com o uso do pronome, da pessoa ou do sujeito antes 
do verbo. Já a flexão, que também se repete, tem o acréscimo do sufixo “s” 
para os pronomes he, she e it, a única diferença ocorrida quanto à flexão dos 
verbos no presente em inglês. 
Podemos ver que, ao usar o present simple para falar de fatos ou hábi-
tos, usamos também frases negativas ou interrogativas, que ocorrem com o 
acréscimo de um auxiliar. As frases negativas recebem o auxiliar don’t (não, 
em português), quando utilizamos I, you, we ou they, como podemos ver em 
We don’t like milk. Já os pronomes he, she e it recebem doesn’t (“não”, em 
português). Como a terceira pessoa do singular recebe o sufixo “s”, quando 
negativa, recebe doesn’t + o verbo no infinitivo sem to e sem o “s”, como nos 
exemplos anteriores. Quando perguntamos algo em inglês no tempo presente, 
é necessário usar o auxiliar do no início da pergunta, novamente para os 
pronomes I, you, we e they, e does no início das perguntas para he, she e it. 
 Noções do verbo em inglês 4
C06_Fundamentos_de_Ingles.indd 4 11/04/2018 10:33:20
Do you like pizza?
Does she have a dog?
A flexão dos verbos em inglês para he, she e it sofre certa alteração de-
pendendo da forma final de cada verbo, ou seja, de como eles terminam.De 
forma geral, qualquer verbo recebe o sufixo “s” quando o sujeito for a terceira 
pessoa do singular. Vejamos os verbos flexionados para he, she e it.
Regra: acrescenta-se o sufixo “s” ao final do verbo, como em opens, wants, decides, 
lives, likes, etc.
  Verbos terminados com “y” precedidos de vogal: plays, stays, enjoys, etc.
  Verbos terminados com “y” precedidos de consoante: studies, flies, copies, etc.
  Verbos terminados com “o”, “x”, “ss”, “ch” ou “sh”: does, fixes, passes, catches, washes, etc.
  Exceção: have se torna has para he, she e it.
Sam studies medicine. / Sam estuda medicina.
He doesn’t enjoy his free time. / Ele não aproveita seu tempo livre.
She needs some help every week. / Ela precisa de alguma ajuda todas as semanas.
Larry usually stays home. / Larry geralmente fica em casa.
The CD works very well. / O CD funciona muito bem.
Essas frases na terceira pessoa do singular, mesmo usando nomes próprios 
(Sam e Larry equivalem a he e she – ele e ela, em português), transmitem a ideia 
de algo verdadeiro ou hábito, de um fato ou algo que faz parte da rotina desse 
sujeito. Esses são os cuidados a serem observados para utilizarmos o presente 
simple adequadamente, de acordo com sua definição, função e conjugação e 
utilizando o auxiliar do ou does em frases negativas e interrogativas, conforme 
a pessoa à qual se faz referência.
5 Noções do verbo em inglês 
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O passado em inglês
Em inglês, há o past simple, um tempo verbal que retrata uma ação que 
começou e terminou no passado em um tempo defi nido. Em português, esse 
tempo é o pretérito perfeito do indicativo e sua aplicação é muito parecida 
com a utilizada na língua inglesa, pois o passado nos dois idiomas tem a 
característica de descrever uma ação que aconteceu no passado, ou seja, essa 
ação começou e terminou no passado. Em inglês, para marcar esse tempo, 
é comum usar um advérbio de tempo para dizer quando essa ação ocorreu 
(SOARS; SOARS, 2002).
Os advérbios de tempo mais usados e que marcam o passado na língua inglesa são 
yesterday, last week / month / year, a week / a month / a year ago, a couple of weeks / months 
/ years ago e three weeks / months / years ago (respectivamente: ontem, semana / mês 
/ ano passado, uma semana / um mês / um ano atrás, duas semanas / dois meses / 
dois anos atrás e três semanas / meses / anos atrás, em português).
I visited them last week. / Eu os visitei na semana passada.
He needed a pen. / Ele precisava de uma caneta.
Mary watched that film on Sunday. / Mary assistiu aquele filme no domingo.
We worked with them in 2010. / Nós trabalhamos com eles em 2010.
They stayed home yesterday. / Eles ficaram em casa ontem.
Essas frases descrevem ações no passado, o que é possível identificar 
porque todos os verbos utilizados, em cada uma das frases, estão conjugados 
no passado, com o acréscimo do sufixo ed. Em cada uma dessas frases, há a 
descrição de uma ação que começou e terminou no passado, o que também 
 Noções do verbo em inglês 6
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identificamos por causa dos advérbios de tempo: semana passada, no domingo, 
em 2010 e ontem, por exemplo. Esses advérbios de tempo esclarecem quando 
tais acontecimentos ou ações aconteceram no passado. Os verbos utilizados 
no passado são chamados de regulares e irregulares. Para cada verbo regular 
conjugado no passado, em inglês, acrescenta-se o sufixo “ed”. Vejamos a 
conjugação e a flexão desses verbos no past simple no Quadro 2. 
Past Simple (regular)
Affirmative Negative Interrogative 
1st person singular I lied I didn’t lie Did I lie?
2nd person singular You lied You didn’t lie Did you lie? 
3rd person singular He lied He didn’t lie Did he lie?
3rd person singular She lied She didn’t lie Did she lie?
3rd person singular It lied It didn’t lie Did it lie?
1st person plural We lied We didn’t lie Did we lie?
2nd person plural You lied You didn’t lie Did you lie?
3rd person plural They lied They didn’t lie Did they lie?
 Quadro 2. A conjugação no past simple. 
A conjugação dos verbos regulares no passado, em inglês, é feita com o 
infinitivo do verbo, sem to, e com o acréscimo do sufixo “ed”. A flexão do 
verbo regular no passado é igual para todos os pronomes, pessoas ou sujeitos. 
As frases negativas precisam do auxiliar didn’t (equivale ao português “não”, 
no passado), fazendo com que o verbo conjugado no passado com o sufixo “ed” 
perca esse sufixo, como podemos ver no Quadro 2. Para fazermos perguntas, 
no passado, o auxiliar é did, que não tem tradução para o português. Quando 
fazemos uma pergunta no passado, em inglês, iniciamos a pergunta com did, 
e novamente o verbo perde o sufixo “ed”.
Did you watch the news yesterday? 
Did he visit his friends last week?
7 Noções do verbo em inglês 
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Regra: acrescenta-se o sufixo “ed” no final do verbo, como em opened, wanted, visited, etc.
  Verbos terminados com “e” acrescenta-se apenas “d”: decided, lived, liked, invited, 
hoped, etc.
  Verbos terminados em consoante + vogal + consoante, dobra-se a consoante: 
stopped, planned, etc.
  Verbos terminados com “y” precedidos de vogal: played, stayed, enjoyed, etc.
  Verbos terminados com “y” precedidos de consoante: studied, cried, satisfied, etc.
Já os verbos irregulares são chamados assim porque não seguem uma 
regularidade, como os verbos regulares, que são formados com o acréscimo 
do sufixo “ed”. Veja nos exemplos a seguir algumas frases no passado com 
os verbos irregulares.
I went to the bank in the morning. / Eu fui ao banco de manhã.
He left early. / Ele saiu cedo.
Susan spoke to her boss yesterday. / Susan falou com seu chefe ontem.
We sent the message in January. / Nós enviamos a mensagem em janeiro.
They bought a new house last year. / Eles compraram uma casa nova no ano passado.
Esses exemplos trazem os verbos irregulares conjugados no passado em 
inglês com a mesma característica dos verbos regulares, que são usados para 
descrever uma ação ou situação que começou e terminou em um passado 
definido. A característica do verbo irregular é ter uma flexão diferente no 
passado, como o verbo see (“ver”, em português). Seu infinitivo é to see, usado 
no presente como see, mas formando o passado (irregular) como saw, diferente 
dos verbos regulares como look (“olhar”, em português). Seu infinitivo é to 
look, usado no presente como look, mas formando o passado (regular) como 
looked, com o acréscimo do sufixo “ed”. Vejamos a conjugação e a flexão 
dos verbos irregulares no Past Simple no Quadro 3. 
 Noções do verbo em inglês 8
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Past Simple (irregular)
Affirmative Negative Interrogative
1st person singular I thought I didn’t think Did I think? 
2nd person singular You thought You didn’t think Did you think? 
3rd person singular He thought He didn’t think Did he think?
3rd person singular She thought She didn’t think Did she think?
3rd person singular It thought It didn’t think Did it think?
1st person plural We thought We didn’t think Did we think?
2nd person plural You thought You didn’t think Did you think?
3rd person plural They thought They didn’t think Did they think?
 Quadro 3. A conjugação no past simple de verbos irregulares. 
Em inglês, o past simple é usado para indicar principalmente que uma ação 
começou e terminou no passado. Devemos estar atentos, a partir de agora, ao 
tipo de verbo que estamos usando: regular ou irregular. As frases negativas, 
assim como acontece com os verbos regulares, precisam do auxiliar didn’t (não 
no passado, em português), fazendo com que o verbo irregular, conjugado no 
passado, volte para sua forma infinitiva sem to, como no present simple. Para 
fazermos perguntas, utilizamos o auxiliar did e o verbo irregular volta para 
sua forma infinitiva sem to na pergunta também.
Assim como no present simple, o past simpleutiliza um auxiliar para negar 
e para perguntar. No presente, esse auxiliar é do, e does para de he, she e it. 
No passado, o auxiliar é did igualmente para todas as pessoas – did é o passado 
de do. Usados dessa maneira, no presente e no passado, são auxiliares desses 
tempos verbais. Entretanto, é importante lembrarmos que to do é o verbo fazer, 
e seu passado é did. Ele é um verbo irregular e também é usado como auxiliar 
para o presente, nas formas de do e does, e para o passado, na forma de did.
O present continuous em inglês
Em inglês, o presente pode ser simple, como vimos no início desta seção, 
ou continuous. Usa-se o present continuous para informar que uma ação 
está acontecendo no exato momento em que se fala, ou seja, a ação está em 
9 Noções do verbo em inglês 
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progresso (SOARS; SOARS, 2002). O present continuous é formado com o 
auxílio do verbo to be, conjugado no presente, que serve como auxiliar para o 
verbo principal, um verbo terminado com o sufi xo “ing”. Vejamos a formação 
e a conjugação do present continuous no Quadro 4.
Present Continuous
Affirmative Negative Interrogative 
1st person singular I am sleeping I’ m not sleeping Am I sleeping?
2nd person 
singular
You are sleeping You aren’t sleeping Are you sleeping? 
3rd person 
singular
He is sleeping He isn’t sleeping Is he sleeping?
3rd person 
singular
She is sleeping She isn’t sleeping Is she sleeping?
3rd person 
singular
It is sleeping It isn’t sleeping Is it sleeping?
1st person plural We are sleeping We aren’t sleeping Are we sleeping?
2nd person plural You are sleeping You aren’t sleeping Are you sleeping?
3rd person plural They are sleeping They aren’t 
sleeping
Are they sleeping?
 Quadro 4. A conjugação do present continuous. 
A formação da afirmação, negação ou interrogação sempre acontece com 
a presença de um auxiliar. Esse auxiliar, como já comentado, é o verbo to be, 
conjugado no presente e que, nesse tempo verbal, é o auxiliar que permite 
que o verbo principal termine com o sufixo “ing”, conjugação própria para 
descrever ações que estão acontecendo no momento da fala. Para as frases 
negativas, acrescenta-se not a cada flexão do auxiliar; nas perguntas, o auxiliar 
é levado para o início da pergunta. 
 Noções do verbo em inglês 10
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I’m working now! / Estou trabalhando agora. 
Is he leaving right now? / Ele está saindo neste exato momento?
She isn’t studying Math at the moment. / Ela não está estudando matemática no momento.
We are waiting for you. / Estamos esperando por você. 
They’re travelling to Australia. / Eles estão viajando para a Austrália.
As frases acima formam o present continuous pela sua formação: o verbo 
auxiliar to be, no presente, + um verbo principal terminado com o sufixo 
“ing”. Esse tempo verbal descreve ações que estão acontecendo no momento 
da fala, agora, mas pode descrever ações que estão acontecendo por volta do 
momento da fala, não exatamente naquela hora, como podemos observar na 
frase They’re travelling to Australia.
Para formar o verbo principal no present continuous, é necessário acres-
centar o sufixo “ing”.
Regra: acrescenta-se o sufixo ing no final do verbo, como em sleeping, working, waiting, etc.
  Verbos terminados com “y” precedidos de vogal ou consoante: saying, playing, 
studying, etc.
  Verbos terminados com “e” tira-se “e” para acrescentar “ing”: leaving, coming, driving, etc.
  Verbos terminados em consoante + vogal + consoante, dobra-se a consoante: 
getting, running, etc.
  Exceção: dying, lying, tying.
Esses são os cuidados a serem observados para utilizarmos o present 
continuous adequadamente, de acordo com sua definição, função e conjuga-
ção, apresentando dois verbos: um auxiliar (to be) no presente e um principal 
terminado em “ing” nas formas afirmativas, negativas e interrogativas. 
11 Noções do verbo em inglês 
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O past continuous em inglês
Também no passado, em inglês, podemos ter um passado simple, como vimos 
no início desta seção, ou um continuous. O past continuous é usado para 
descrever uma ação que estava em progresso no passado. É um tempo verbal 
usado para enfatizar o progresso de uma ação durante determinado tempo no 
passado, sem se preocupar com o início ou com o fi m dessa ação (SOARS; 
SOARS, 2002). A formação é feita com o verbo auxiliar to be, conjugado 
no past simple, + verbo principal terminado com o sufi xo “ing”. Vejamos a 
formação e a conjugação do past continuous no Quadro 5.
Past Continuous
Affirmative Negative Interrogative 
1st person singular I was sleeping I wasn’t sleeping Was I sleeping?
2nd person singular You were sleeping You weren’t 
sleeping
Were you 
sleeping? 
3rd person singular He was sleeping He wasn’t sleeping Was he sleeping?
3rd person singular She was sleeping She wasn’t 
sleeping
Was she 
sleeping?
3rd person singular It was sleeping It wasn’t sleeping Was it sleeping?
1st person plural We were sleeping We weren’t 
sleeping
Were we 
sleeping?
2nd person plural You were sleeping You weren’t 
sleeping
Were you 
sleeping?
3rd person plural They were sleeping They weren’t 
sleeping
Were they 
sleeping?
 Quadro 5. A conjugação do past continuous. 
A formação da afirmação, negação ou interrogação sempre acontece com 
a presença do verbo auxiliar, o verbo to be, conjugado no passado, o que 
permite que o verbo principal termine com o sufixo “ing”. Para as frases ne-
gativas, acrescenta-se not a cada flexão do auxiliar; nas perguntas, o auxiliar 
é levado para o início da pergunta. Vejamos agora algumas frases com verbos 
conjugados no past continuous.
 Noções do verbo em inglês 12
C06_Fundamentos_de_Ingles.indd 12 11/04/2018 10:33:22
Were you sleeping? / Você estava dormindo?
I was sleeping. / Eu estava dormindo.
Pete wasn’t lying about that. / Pete não estava mentindo sobre aquilo.
She was taking a German course. / Ela estava fazendo um curso de alemão.
We weren’t going to the meeting yesterday. / Não estávamos indo para a reunião ontem.
Essas frases formam o past continuous pela sua formação, ou seja, o verbo 
auxiliar to be, no passado, + um verbo principal terminado com o sufixo “ing”. 
Esse tempo verbal descreve ações que estavam em progresso no passado. A 
formação do verbo principal + o sufixo “ing” é feita da mesma forma para 
o present continuous e para o past continuous, como na explicação anterior.
Esses são os cuidados a serem observados para utilizarmos o past conti-
nuous adequadamente, de acordo com sua definição, função e conjugação, 
apresentando dois verbos: um auxiliar (to be) no passado e um principal 
terminado em “ing” nas formas afirmativas, negativas e interrogativas. 
O verbo to be em inglês refere-se ao verbo ser e estar em português. Veja 
a sua conjugação e flexão no present simple no Quadro 6. 
Present
Affirmative Negative Interrogative 
1st person singular I am or I’m I am not or I’m not Am I (...)?
2nd person singular You are or you’re You are not or you aren’t Are you (...)? 
3rd person singular He is or he’s He is not or he isn’t Is he (...)?
3rd person singular She is or she’s She is not or she isn’t Is she (...)?
3rd person singular It is or it’s It is not or it isn’t Is it (...)?
1st person plural We are or we’re We are not or we aren’t Are we (...)?
2nd person plural You are or you’re You are not or you aren’t Are you (...)?
3rd person plural They are or they’re They are not or they aren’t Are they (...)?
 Quadro 6. O verbo to be no present simple. 
13 Noções do verbo em inglês 
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Com a tradução de ser e estar, esse verbo é utilizado para dizermos quem 
somos, informando nosso nome, nacionalidade e profissão, para informarmos 
nossa idade e, com a combinação de um adjetivo, para dizermos se somos 
jovens ou velhos, altos ou baixos etc. Também usamoso verbo to be para 
descrever se o tempo está bom ou ruim, se está frio ou calor, e para informar 
o dia da semana, a data, o mês, o ano e a hora. Usado no presente em inglês, 
também tem como função ser utilizado para descrever fatos ou algo verdadeiro. 
Acompanhemos os exemplos:
  He is John. / Ele é John.
  She isn’t a nurse. / Ela não é uma enfermeira.
  It’s always hot in Africa. / É sempre quente na África.
  We are American. / Somos americanos.
  They are on Friday and Saturday. / São na sexta e no sábado.
Veja no Quadro 7 a conjugação e a flexão do verbo to be no passado:
No past simple, o to be também é usado para descrever uma situação completa no 
passado, com tempo definido, e serve como verbo principal; como auxiliar, ele é 
utilizado no present continuous e no past continuous. 
Past
Affirmative Negative Interrogative 
1st person singular I was I was not or I wasn’t Was I (...)?
2nd person 
singular
You were You were not or you weren’t Were you (...)?
3rd person singular He was He was not or he wasn’t Was he (...)?
3rd person singular She was She was not or she wasn’t Was she (...)?
3rd person singular It was It was not or it wasn’t Was it (...)?
1st person plural We were We were not or we weren’t Were we (...)?
2nd person plural You were You were not or you weren’t Were you (...)?
3rd person plural They were They were not or they weren’t Were they (...)?
 Quadro 7. O verbo to be no passado. 
 Noções do verbo em inglês 14
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O present perfect
O present perfect é um tempo verbal muito utilizado na língua inglesa. Com 
suas características próprias, ele descreve experiências no passado e resultados 
de ações passadas no presente. É possível usar o presente do indicativo ou 
o pretérito perfeito do indicativo para traduzir o que o present perfect quer 
informar em inglês. Além de ser usado para descrever experiências ou ações 
que tiveram seu início no passado e apresentam seu resultado no presente, 
ele também é usado para descrever uma ação que aconteceu e sobre a qual 
não interessa, ou não é importante, saber quando e uma ação que acabou de 
acontecer, geralmente com o auxílio do advérbio just. O present perfect é 
representado pelos auxiliares have ou has + past participle e, dessa forma, 
diferenciamos pela formação mais um tempo verbal em inglês. Vejamos a 
formação e conjugação do present perfect no Quadro 8.
Present Perfect
Affirmative Negative Interrogative 
1st person singular I have been tired. I haven’t 
been tired.
Have I been tired?
2nd person 
singular
You have 
been tired.
You haven’t 
been tired.
Have you 
been tired? 
3rd person singular He has been tired. He hasn’t 
been tired.
Has he been tired?
3rd person singular She has been tired. She hasn’t 
been tired.
Has she been tired?
3rd person singular It has been tired. It hasn’t been tired. Has it been tired?
1st person plural We have 
been tired.
We haven’t 
been tired.
Have we 
been tired?
2nd person plural You have 
been tired.
You haven’t 
been tired.
Have you 
been tired?
3rd person plural They have 
been tired.
They haven’t 
been tired.
Have they 
been tired?
 Quadro 8. A conjugação do present perfect. 
15 Noções do verbo em inglês 
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O past participle é a forma do verbo que é utilizada para formar o present perfect. Ele é 
utilizado na combinação com o auxiliar have para formar a ideia desse tempo verbal. 
O particípio dos verbos regulares apresenta a mesma forma que no past simple, ou 
seja, o verbo com o acréscimo do sufixo “ed”, como é o caso de to work: worked (past 
simple) e worked (past participle). 
Os verbos irregulares, por outro lado, apresentam formas específicas para o particípio. 
Podem apresentar formas distintas, como é o caso do verbo to go: went (past simple) e 
gone (past participle). Alguns verbos irregulares apresentam, até mesmo, três formas de 
maneira idêntica, como é o caso de to put: put (past simple) e put (past participle). Em 
português, o particípio também é uma forma especial do verbo, como em apresentar 
(infinitivo) e apresentado (particípio).
A formação da afirmação, negação ou interrogação no present perfect é 
sempre a mesma, com o auxiliar have + um verbo no past participle. Para he, 
she ou it, o auxiliar sofre uma flexão diferente, usa-se has + um verbo no past 
participle. Na negação, acrescenta-se not a have ou has, haven’t ou hasn’t, para 
formar não em português; na interrogação, os auxiliares have ou has iniciam 
a pergunta e há uma inversão, como acontece na interrogação de todos os 
tempos verbais em inglês. Essa formação, mais a flexão do verbo principal, 
o past participle, diferenciam o present perfect dos demais tempos verbais.
I have already seen that. / Eu já vi isso.
Have you ever been to New Zealand? / Você já esteve na Nova Zelândia?
He has gone. / Ele saiu.
We haven’t finished it yet. / Ainda não terminamos.
They’ve bought that new house. / Eles compraram aquela casa nova.
Como podemos ver nas frases com o present perfect, não há marcação de 
tempo ou de quando alguma coisa aconteceu. Esta é uma característica forte 
do present perfect: não dizer quando, mas dizer que alguma ação aconteceu, 
que alguém já passou por alguma experiência ou, ainda, trazer uma ação do 
 Noções do verbo em inglês 16
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passado para o presente porque seu resultado no presente é o que interessa. 
Em I have already seen that, a ideia é mostrar que essa experiência já foi 
vivida, reforçada pelo advérbio already. Na pergunta Have you ever been to 
New Zealand?, trata-se de uma pergunta que quer saber se essa pessoa, ou esse 
sujeito, já passou por essa experiência, a experiência de ter ido para a Nova 
Zelândia. Na frase He has gone, o sentido é dizer que ele saiu, e o resultado se 
refere à sua ausência. Caso precisem dele, ele não se encontra mais no local. 
Em We haven’t finished it yet, novamente há um advérbio, yet, que reforça a 
ideia de que uma ação tem seu resultado no presente, e o resultado é o de uma 
ação que ainda precisa ser finalizada. Na última frase, They’ve bought that 
new house, o present perfect é usado para dizer que uma ação foi praticada 
no passado e que não interessa saber quando. Essa última informação marca 
a diferença entre usar o present perfect e o past simple em inglês.
Na própria língua inglesa, existe diferença entre usar o past simple e o 
present perfect. Como estudado na seção anterior, o past simple é utilizado 
para descrever uma ação que aconteceu no passado, que começou e terminou 
no passado, uma ação completa, em um tempo definido, ou seja, sabemos 
quando tal ação ocorreu. O present perfect é um tempo verbal que marca a 
experiência vivida, a ação praticada no passado com o resultado no presente, 
uma ação que aconteceu e que não interessa ou não importa saber quando 
e uma ação que acabou de acontecer. Se queremos saber quando uma ação 
aconteceu, usamos past simple, mas se estamos interessados somente na ação 
ou no resultado dessa ação, sem dizer ou se importar com o quando, então, 
usamos present perfect (Quadro 9). 
Past Simple Present Perfect
I saw that yesterday. I have already seen that. 
Did you go to New Zealand last year? Have you ever been to New Zealand?
He left some time ago. He has gone.
We didn’t finish it before lunch. We haven’t finished it yet. 
They bought that new 
house in December.
They’ve bought that new house. 
 Quadro 9. Past simple e present perfect. 
17 Noções do verbo em inglês 
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Esses exemplos marcam a diferença entre um tempo verbal e outro pela 
sua formação, conjugação e flexão dos verbos e pelo significado. Nas frases 
com o past simple, sabemos quando a ação aconteceu, e isso é importante. 
Nas frases com o present perfect, só interessa saber que tipo de experiência 
ou resultado temos.Apesar do present perfect não dizer quando uma ação acontece, podemos 
dizer há quanto tempo uma experiência está acontecendo. Esse “acontecendo” 
não é uma ação que está em progresso, mas tem seu resultado no presente. Essa 
marca se faz com a utilização de duas preposições em inglês, usadas no present 
perfect: since e for (desde e por, em português), uma preposição e um verbo.
I’ve studied English since July. / Eu estudo inglês desde julho.
He has worked as a salesman for a month. / Ele trabalha como vendedor há um mês.
She hasn’t eaten red meat for ages. / Ela não come carne há anos.
We have lived in London since we were children. / Moramos em Londres desde crianças.
They have known each other for 10 years. / Eles se conhecem há 10 anos.
Essas frases estão traduzidas no presente do indicativo em português. Isso 
acontece porque estamos informando desde quando algo acontece, colocando o 
resultado dessa informação no presente. Só conseguimos dizer isso no presente 
do indicativo em português, por isso a tradução dessas frases muda do passado 
para o presente quando traduzimos para o português. Entender essa formação 
e familiarizar-se com o uso do present perfect em inglês é fundamental. Veja 
outras comparações em inglês no Quadro 10.
 Noções do verbo em inglês 18
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Past Simple Present Perfect
I studied English in July. I’ve studied English since July.
He worked as a salesman last month. He has worked as a 
salesman for a month.
She didn’t eat red meat yesterday. She hasn’t eaten red meat for ages.
We lived in London when 
we were children.
We have lived in London 
since we were children.
They met 10 years ago. They have known each other for 10 years.
 Quadro 10. Comparações: past simple e present perfect. 
Da mesma forma que os exemplos anteriores, esses exemplos marcam a 
diferença entre past simple e o present perfect. Além de informar quando uma 
ação aconteceu, o past simple também informa que ele começou e terminou 
no passado, enquanto as frases com o present perfect se referem a ações que 
começaram no passado, mas o resultado no presente é o que interessa, com 
o auxílio de since e for. 
Observe o uso de since e for no Quadro 11.
Since (in the beginning) For (period)
Since 1996 For a year, for 20 years
Since 8 o’clock For half an hour, for 20 minutes
Since Monday For a week, for a couple of days
Since April For a month
Since I was a child For 10 years
Since we last met For ages
 Quadro 11. Usos de since e for. 
19 Noções do verbo em inglês 
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Esses são os cuidados a serem observados para utilizarmos o present 
perfect adequadamente, de acordo com sua definição, função e conjugação, 
apresentando dois verbos: um auxiliar (have ou has) e um principal, um past 
participle nas formas afirmativas, negativas e interrogativas, o que o diferencia 
do past simple também por causa de sua definição, função, conjugação e forma.
Os modais will e going to
O futuro na língua inglesa apresenta dois modais para indicar o futuro: will e 
going to - as duas formas retratam o futuro em inglês de maneiras distintas. 
Nesse idioma, entendemos o futuro da seguinte maneira: will é o modal do 
futuro que expressa a intenção de fazer alguma coisa sem planejar ou quando 
tomamos uma decisão no momento da fala, isto é, quando decidimos fazer 
alguma coisa e essa decisão é feita no exato momento em que dizemos que 
ela será feita (SOARS; SOARS, 2002). Observemos a estrutura para o uso 
do will no Quadro 11.
Will
Affirmative Negative Interrogative 
1st person singular I will take or I’ll I won’t take Will I take?
2nd person singular You will take or you’ll You won’t take Will you take? 
3rd person singular He will take or he’ll He won’t take Will he take?
3rd person singular She will take or she’ll She won’t take Will she take?
3rd person singular It will take or it’ll It won’t take Will it take?
1st person plural We will take or we’ll We won’t take Will we take?
2nd person plural You will take or you’ll You won’t take Will you take?
3rd person plural They will take 
or they’ll
They won’t take Will they take?
 Quadro 11. O modal will. 
 Noções do verbo em inglês 20
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I promise I’ll go with you. / Prometo que irei com você. (ou “Prometo ir com você.”)
I’ll close the window. / Eu fecharei a janela. (ou “Eu fecho a janela.”)
He won’t like it. / Ele não gostará disso. (ou “Ele não vai gostar disso.”)
She will never do it again. / Ela nunca fará isso de novo. (ou “Ela não vai mais fazer isso.”)
Will they wait for you? / Eles esperarão por você? (ou “Eles vão esperar por você?”)
Essas frases são geralmente traduzidas para o português com o futuro do 
presente do indicativo. Na língua portuguesa, esse é o tempo verbal do futuro, 
mas é possível que, por causa de algumas estruturas informais de conjugação 
de verbos que estamos acostumados a usar para falar do futuro, usemos uma 
tradução mais próxima da fala, como mostram os exemplos anteriores. O 
que condiciona a utilização do modal will é o uso dessas frases exemplo, por 
exemplo, que remetem a ações e situações decididas no momento da fala. 
Quanto à estrutura, temos will + um verbo no infinitivo, sem to, flexionado 
da mesma forma para todas as pessoas do discurso. 
A diferença dessa estrutura futura em inglês é que as ações não são pla-
nejadas, mas há alguns casos específicos sobre a utilização de will para falar 
de possibilidade ou de fazer referência a uma previsão.
It’ll snow. / Vai nevar.
It’ll be a good day. / Será um ótimo dia.
She won’t fail. / Ele não reprovará.
You’ll succeed. / Você conseguirá.
They’ll be ok. / Eles ficarão bem.
Be going to é outra estrutura usada na língua inglesa para informar que 
uma ação está no futuro. A principal diferença de going to para will é que 
going to se refere a uma ação planejada (SOARS; SOARS, 2002), ou seja, 
quando alguém utiliza going to nas frases, quer dizer que a ação foi planejada 
21 Noções do verbo em inglês 
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para ser realizada no futuro informado. Em português, a tradução de going to 
também é com o futuro do presente do indicativo. Vejamos a estrutura para 
o uso de going to no Quadro 12.
Going to
Affirmative Negative Interrogative 
1st person singular I’m going to work I’ m not going 
to work
Am I going 
to work?
2nd person 
singular
You’re going 
to work
You aren’t 
going to work
Are you going 
to work? 
3rd person 
singular
He’s going to work He isn’t going 
to work
Is he going 
to work?
3rd person 
singular
She’s going 
to work
She isn’t going 
to work
Is she going 
to work?
3rd person 
singular
It’s going to work It isn’t going 
to work
Is it going to work?
1st person plural We’re going 
to work
We aren’t going 
to work
Are we going 
to work?
2nd person plural You’re going 
to work
You aren’t 
going to work
Are you going 
to work?
3rd person plural They’re going 
to work
They aren’t 
going to work
Are they going 
to work?
 Quadro 12. O uso de going to. 
I’m going to travel in July. / Vou viajar em julho.
He isn’t going to spend more money. / Ele não gastará mais dinheiro.
We are going to plan our holiday. / Planejaremos nossas férias.
They’re going to visit their Family next month. / Eles visitarão a família no próximo mês.
Are you going to work next weekend? / Você vai trabalhar no próximo final de semana?
 Noções do verbo em inglês 22
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Em todos esses exemplos, podemos dizer que as ações foram planejadas 
antes de serem ditas, foram pensadas para acontecer daquela forma, segundo 
os planos dos falantes, pois é comum planejarmos uma viagem, férias, uma 
visita ou até mesmo trabalhar no final de semana. Quando o falante escolhe 
usar going to em inglês, ele tem a intenção de deixar claro que a frase que ele 
está usandose refere a algo planejado. Quanto à estrutura, temos be + going 
to + um verbo no infinitivo. Observe que a estrutura precisa de um auxiliar, 
o to be, e esse verbo auxiliar é flexionado. 
It’s windy. It’s going to rain. / Está ventando. Vai chover.
You’re going to be late, come on. / Você se atrasará, vamos lá.
She’s going to pass the exam. / Ela passará na prova.
It’s sunny today. It’s going to be hot. / O dia está ensolarado hoje. Vai fazer calor.
I’m going to cold be on this snowy day. / Vou sentir frio nesse dia com neve.
Esses exemplos não indicam um planejamento total da ação, mas são acon-
tecimentos que, baseados em algumas evidências, consideramos como ações ou 
situações certas de acontecerem no futuro, por isso o uso de going to. 
Esses são os cuidados a serem observados para utilizarmos will ou going to 
adequadamente, de acordo com sua definição, função e utilização. As frases que 
indicam o futuro geralmente têm um modal: will, usado nas frases afirmativas, 
negativas e interrogativas, e be going to, no qual o be é o verbo auxiliar a ser 
flexionado, também usado em frases afirmativas, negativas e interrogativas. 
No site da University of Louisiana at Monroe, você terá acesso 
a uma lista de verbos que poderão servir para um fim espe-
cífico, dependendo da situação em que você se encontre. 
https://goo.gl/JdzF1W
23 Noções do verbo em inglês 
C06_Fundamentos_de_Ingles.indd 23 11/04/2018 10:33:24
Os condicionais
A língua inglesa tem estruturas verbais bem simples, como o present simple 
e o past simple, abordados na primeira seção deste capítulo. Quando uma 
frase apresenta apenas um desses verbos, a estrutura é uma estrutura simples. 
Entretanto, as línguas não são compostas de frases simples apenas. Existem 
também frases complexas, que são assim chamadas porque, na sua composição, 
há mais de uma oração, ou seja, há mais de um verbo, e um desses verbos está 
na oração que chamamos de dependente, enquanto o outro verbo está na oração 
que chamamos independente. O condicional é um exemplo de frase complexa, 
pois carrega duas orações: a if clause, oração dependente em português, na 
qual if signifi ca se em português, e a main clause, oração independente ou 
principal em português (DAVIDSON, 2003).
O first conditional é uma estrutura complexa, no inglês, e é formada por 
if + um verbo no present simple, e essa é a if clause, combinada à estrutura 
formada pelo futuro com will, chamada de main clause. Nessa frase complexa, 
temos a formação do first conditional, um condicional da língua inglesa usado 
para informar que há uma frase dependente, que é uma condição, e, baseada 
nessa condição, há uma frase independente, que terá seu resultado garantido 
caso a condição favoreça. 
Entretanto, a formação do first conditional permite o uso de modais como 
can e should e, ainda, da estrutura do futuro: be going to.
I’m going to wait for you if you aren’t late. / Esperarei por você se você não se atrasar.
You can pass if you want to. / Você poderá passar se quiser.
We’ll help you if you can wait a bit more. / Ajudaremos você se você puder esperar um 
pouquinho.
They’ll travel if the weather is ok. / Eles viajarão se o tempo estiver bom.
Esses exemplos mostram outras possibilidades de uso do first conditional, 
com verbos já aprendidos no presente e estruturas no futuro. Para usarmos o 
first conditional, basicamente, temos: 
 Noções do verbo em inglês 24
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IF + VERB (present simple - positive) / WILL (positive)
IF + VERB (present simple - positive) / WILL (negative)
IF + VERB (present simple - negative) / WILL (negative)
IF + VERB (present simple - negative) / WILL (positive)
Os verbos na if clause podem trazer um verbo modal no presente, e no 
lugar de will, podemos utilizar be going to, seguindo a lógica de afirmarmos 
ou negarmos o verbo conforme a condição, podendo essa estrutura do first 
conditional aparecer inversamente. Vejamos:
WILL (positive) / IF + VERB (present simple - positive) 
WILL (negative) / IF + VERB (present simple - positive) 
WILL (negative) / IF + VERB (present simple - negative)
WILL (positive) / IF + VERB (present simple - negative)
If you aren’t late, I’m going to wait for you. / Se você não se atrasar, esperarei por você.
If you want, you can pass. / Se você quiser, você pode passar.
If he’s got some money, he shouldn’t spend them all. / Se ele tem algum dinheiro, não 
deveria gastar tudo.
If you can wait a bit more, we can help you. / Se você puder esperar um pouquinho, 
podemos ajudá-lo.
If the weather is ok, they’ll travel. / Se o tempo estiver bom, eles viajarão.
A estrutura IF + VERB (present simple) / WILL pode apresentar uma ne-
gação no presente ou uma negação no futuro. Essa estrutura, que começa com a 
if clause, precisa de vírgula para separá-la da main clause. Se o first conditional 
for usado iniciando com a main clause e depois a if clause, essa estrutura é direta 
e não precisa da vírgula, como nos primeiros exemplos. O first conditional exerce 
a função do modo subjuntivo em português. Esses são os cuidados a serem 
observados para utilizarmos o first conditional na língua inglesa. 
25 Noções do verbo em inglês 
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1. Qual é o tempo verbal da frase 
“My boss travels on business twice 
a year”? Por que o verbo precisa 
estar nesse tempo verbal?
a) Present simple, para expressar que 
ele viaja a negócios há dois anos.
b) Present continuous, para 
expressar a continuidade 
da viagem a negócios.
c) Present simple, para expressar 
a frequência com que 
ele viaja a negócios.
d) Present perfect, para expressar 
a experiência dele em 
viajar a negócios.
e) Present continuous, para 
expressar a frequência que 
ele viaja a negócios.
2. Complete a frase: “Sophie 
_________ in England for all her life”.
a) had lived
b) hadn’t lived
c) lives
d) has lived
e) lived
3. Na língua inglesa, qual é a diferença 
entre o past simple e o present perfect?
a) O past simple descreve ações no 
passado e o present perfect, ações 
que se refletem no presente.
b) O past simple descreve 
ações distantes no passado 
e o present perfect, ações 
recentes no passado.
c) O past simple descreve ações 
que ocorreram em um passado 
recente e o present perfect não.
d) O present perfect descreve ações 
que ocorreram em um passado 
distante e o past simple não.
e) O past simple descreve a 
frequência no passado e 
o present perfect, a ação 
em progresso, já que seu 
resultado é no presente.
4. Sobre o futuro na língua inglesa, 
é possível afirmar que:
a) existem várias conjugações 
possíveis.
b) existe “will”, usado com 
muita frequência.
c) existe “be going to”, usado 
com muita frequência.
d) existe uma conjugação 
equivalente no português.
e) existem “will” e “going to”, 
com aplicações distintas.
5. Quais verbos completam a seguinte 
frase adequadamente: “Larry 
__________ school tomorrow if he 
__________ an important exam”.
a) will skip / will have
b) will skip / doesn’t have
c) won’t skip / doesn’t has
d) won’t skip / will have
e) will skips / doesn’t has
 Noções do verbo em inglês 26
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DAVIDSON, G. Phrases, clauses and sentences. Singapore: Learners Publishing, 2003. 
SOARS, L.; SOARS, J. New Headway English Course. Oxford: Oxford University Press, 2002.
Leituras recomendadas
CELCE-MURCIA, M.; LARSEN-FREEMAN, D. The grammar book: an ESL/EFL teacher’s 
course. Boston: Cengage Learning, 1999.
CEFIRE. List of regular verbs. 2018. Disponível em: <cefire.edu.gva.es/mod/resource/
view.php?id=186221>. Acesso em: 22 fev. 2018.
EASTWOOD, J. Oxford Practice Grammar: intermediate. Oxford: Oxford University 
Press, 2008. 
HARMER, J. How to teach English: an introduction to the practice of English language 
teaching. Harlow: Longman, 1998.
HORN, L. R.; WARD, G. (Ed.). The handbook of pragmatics. Oxford: Blackwell Publishing, 2006.
MURPHY, R. English Grammarin use. Cambridge: Cambridge University Press, 1994.
PEARSON LONGMAN. Irregular Verbs. 2018. Disponível em: <http://www.pearsonlongman.
com/insync/pdfs/irregularverbs/InSync4_IrregularVerbs.pdf>. Acesso em: 22 fev. 2018.
SHIRLEY TAYLOR. The power of verbs. 2014. Disponível em: <http://www.shirleytaylor.
com/blog/the-power-of-verbs/>. Acesso em: 22 fev. 2018.
27 Noções do verbo em inglês 
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Encerra aqui o trecho do livro disponibilizado para 
esta Unidade de Aprendizagem. Na Biblioteca Virtual 
da Instituição, você encontra a obra na íntegra.
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Dica do professor
Os tempos verbais da Língua Inglesa são parecidos com os da Língua Portuguesa. Sua aplicação 
varia de acordo com o que representam em cada idioma. Falar do Presente e do Passado exige 
entender a conjugação e a flexão de cada verbo, além da situação ou da ação no Presente ou no 
Passado. Acompanhe a Dica do Professor.
Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.
https://fast.player.liquidplatform.com/pApiv2/embed/cee29914fad5b594d8f5918df1e801fd/6ec967adc2a6105a83dac616315f671d
Na prática
Uma forma de praticar os verbos no Presente e no Passado, e principalmente memorizar os verbos 
regulares e os irregulares, para aprender a diferenciá-los, é escrever frases em um parágrafo sobre 
você mesmo com determinados verbos. Você pode usar aqueles que lhe são menos familiares para 
começar o processo de memorização, e então aprendê-los de verdade. Veja a seguir um modelo.
Aponte a câmera para o 
código e acesse o link do 
conteúdo ou clique no 
código para acessar.
https://statics-marketplace.plataforma.grupoa.education/sagah/780eab63-d6e7-4e41-84ec-01f31a43f416/a8b17b50-faab-4e71-9be6-7c927f01c175.jpg
Saiba +
Para ampliar o seu conhecimento a respeito desse assunto, veja abaixo as sugestões do professor:
Verbs in English have four basic parts:
No site da British Council, você encontrará um estudo sobre verbos: sua formação, grafia, 
utilização, verbos principais, auxiliares, etc. Acesse o site e pratique.
Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.
OS 10 VERBOS MAIS USADOS NO INGLÊS | English in 
Brazil
Veja esse vídeo com os 10 verbos mais usados.
Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.
COMO CONJUGAR QUALQUER VERBO EM INGLÊS
Veja aqui como conjugar verbos em inglês
Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.
https://learnenglish.britishcouncil.org/grammar/english-grammar-reference/verbs
https://www.youtube.com/watch?v=7V68WIFtZww
https://www.youtube.com/watch?v=SknYjWljXn0
Produção de texto na modalidade 
escrita
Apresentação
Você já notou como a comunicação acontece ao seu redor? E como você se comunica, como você 
se expressa? Muitas são as formas para nos comunicarmos, dependendo da situação, ou seja, 
quando falamos com nossos pais, amigos e vizinhos; quando conversamos na escola com os 
professores e colegas, ou no trabalho, usamos um tipo de linguagem, de vocabulário. Quando 
escrevemos, a linguagem que usamos é diferente e o vocabulário também. Para cada situação, 
usamos um tipo de linguagem. A comunicação escrita é uma forma de comunicação que acontece 
quando você lê um jornal, um livro, ou quando você produz algum texto, um e-mail, por exemplo.
Nesta Unidade de Aprendizagem, você mergulhará no mundo da comunicação textual e estudará a 
linguagem utilizada para escrever determinados textos, a forma como os verbos são conjugados, 
seus significados, e, depois de um texto pronto, como fazer a leitura desse texto oralmente. Você 
verá a diferença de linguagem entre a produção oral (quando produzimos nosso discurso para falar 
ou conversar com alguém) e a produção textual (quando produzimos um texto com o objetivo de 
comunicar uma mensagem, de contar uma história, etc.).
Bons estudos.
Ao final desta Unidade de Aprendizagem, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
Analisar o vocabulário pertencente a determinado assunto, a fim de iniciar produção de 
textual.
•
Escrever frases adequadas, dando atenção aos verbos no início das frases e a diferença deles 
em frases imperativas.
•
Ler textos de forma oral.•
Infográfico
Existem muitas maneiras de se comunicar com a linguagem escrita. Acompanhe no infográfico os 
diferentes textos e a mensagem que eles passam: 
Conteúdo interativo disponível na plataforma de ensino!
Conteúdo do livro
Escrever um texto requer alguns cuidados. A produção escrita exige uma linguagem mais clara e 
direta, dependendo do texto que você produz. A utilização de verbos e frases adequadas ajudam na 
compreensão do texto escrito, ou seja, da mensagem que esse texto quer passar.
Leia o capítulo Produção de texto na modalidade escrita, do livro Fundamentos do inglês, e 
aprofunde seus conhecimentos. 
Boa leitura. 
 
FUNDAMENTOS 
DE INGLÊS 
Dayse Cristina Ferreira da Silva
Produção de texto na 
modalidade escrita
Objetivos de aprendizagem
Ao final deste texto, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
  Analisar o vocabulário pertencente a determinado assunto para iniciar 
produção textual.
  Escrever frases adequadas, dando atenção aos verbos no início das 
frases e a sua diferença em frases imperativas.
  Ler textos de forma oral.
Introdução
Você já notou como a comunicação acontece ao seu redor? E como 
você se comunica, como você se expressa? Muitas são as formas para 
nos comunicarmos: quando falamos com nossos pais, amigos, vizinhos; 
quando conversamos na escola, com os professores, colegas e no trabalho 
– em cada uma delas, usamos um tipo de linguagem, de vocabulário. 
Quando escrevemos, a linguagem que usamos é diferente, assim como 
o vocabulário, já que, para cada situação, usamos um tipo de linguagem. 
A comunicação escrita é uma forma de comunicação que acontece 
quando você lê um jornal, um livro ou quando você produz algum texto, 
um e-mail.
Neste capítulo, você mergulhará no mundo da comunicação textual 
e estudará a linguagem utilizada para escrever determinados textos, a 
forma como os verbos são conjugados, seu significado e, a partir de um 
texto pronto, como fazer a leitura desse texto oralmente. Você verá a 
diferença de linguagem entre a produção oral, ou seja, quando produ-
zimos nosso discurso para falar ou conversar com alguém, e a produção 
textual, quando produzimos um texto com um objetivo: comunicar uma 
mensagem, contar uma história, etc.
C11_Fundamentos_de_Ingles.indd 1 24/04/2018 09:05:49
O vocabulário e a produção de texto
A produção de texto é uma tarefa considerada difícil para a maioria dos estu-
dantes. Seja na língua materna ou em uma língua estrangeira, escrever exige 
esforço. Esse esforço está relacionado à capacidade que um estudante tem de 
conhecer o tema, o assunto sobre o qual deve dissertar, as regras gramaticais 
da língua em que ele produzirá o texto e a habilidade de utilizar a linguagem 
adequadamente na modalidade escrita para se expressar.
As pessoas interagem por meio da linguagem, utilizando-a verbalmente 
e não verbalmente, pois nos comunicamos de muitas formas, principalmente 
com base na fala e na escrita. Para nos comunicarmos, seja pela fala ou pela 
escrita, utilizamos a linguagem verbal e a não verbal. A linguagem verbal 
se manifesta pelas palavras falada ou escrita e a linguagem não verbal se 
manifesta pelos símbolos e gestos, pelas imagens e cores, etc. Toda vez que 
nos comunicamos, utilizando um tipo de linguagem, essa linguagem exerce 
uma função (JAKOBSON, 1985). As funções das linguagens são:
  função referencial: essa função se refere a falar das coisas e dos seres no 
sentido real, tendo como característica informar direta e objetivamente 
(por exemplo, jornais, textos científicos, dissertação, etc.).
  função emotiva: essa função está centradano emissor, em quem se 
expressa, tendo como característica a subjetividade. Reflete um sen-
timento verdadeiro ou simulado, baseado na emoção (por exemplo, 
música, poesia, depoimentos, etc.).
  função conativa: essa função está centrada no receptor; tenta-se 
persuadi-lo, influenciá-lo, manipulá-lo, focando no uso do imperativo 
(por exemplo, anúncios publicitários e campanhas políticas).
  função fática: essa função trata de testar o canal de comunicação 
para estabelecer ou prolongar tal comunicação, ou até mesmo para 
interrompê-la (por exemplo, cumprimentos, interjeições e verbos como: 
“entendeu?”).
  função poética: essa função está na estrutura da mensagem, sendo mais 
subjetiva e conotativa. É também caracterizada por rimas e ritmos. (por 
exemplo, poesias e campanhas publicitárias).
  função metalinguística: essa função usa a língua para explicar a própria 
língua; é quando o emissor explica o código linguístico, e o receptor 
reflete sobre esse código (por exemplo, as regras da língua inglesa, da 
língua portuguesa, etc.).
Produção de texto na modalidade escrita2
C11_Fundamentos_de_Ingles.indd 2 24/04/2018 09:05:50
Atualmente, há uma diversidade de linguagens utilizadas por todos os 
tipos de pessoas. O advento da tecnologia colaborou como um dos fatores 
que exerce forte influência no uso da linguagem para a comunicação. No 
entanto, existem muitos gêneros discursivos que se modificam com o passar 
do tempo. Um gênero textual consiste, geralmente, em um tipo de texto, uma 
variedade de textos que trazem características evidentes, podendo modificar-se 
com o passar do tempo. Uma revista especializada em textos sobre filosofia 
antiga apresenta um tipo de gênero textual de acordo com sua abordagem. 
Os gêneros narrativo, descritivo ou argumentativo são basicamente tipos 
de textos que servem como modelo para uma produção textual. Se alguém 
escreve um texto contando como foi seu dia, usará a narrativa como suporte e, 
inevitavelmente, a descrição para detalhar alguma pessoa ou objeto presente 
em sua narrativa. Se essa pessoa escreve um texto sobre as dificuldades de 
usar o transporte público no Brasil, possivelmente, argumentará sobre pontos 
positivos e negativos, chegando a uma conclusão.
As práticas pedagógicas auxiliam na aprendizagem e no desenvolvimento 
do estudante, que precisará do suporte do docente para guiá-lo na sua produção 
textual. É com a prática da produção textual que o indivíduo desenvolverá a 
capacidade de organizar seu pensamento e seu conhecimento para transmitir 
suas ideias, informando o leitor sobre algo. Segundo Silva (2008), os principais 
tipos ou as principais sequências textuais são: 
  sequência narrativa: essa sequência textual atende a uma narração. 
Narrar é o principal foco desse tipo de texto: conta-se uma história 
geralmente em ordem cronológica, utilizando principalmente os verbos 
no presente ou no passado.
  sequência descritiva: essa sequência textual dificilmente será predo-
minante em um texto porque atende à descrição de pessoas, objetos e 
lugares, fornecendo mais informação sobre eles.
  sequência argumentativa: essa sequência textual atende a uma argu-
mentação. Persuadir e convencer são o foco desse tipo de texto, que faz 
isso objetivando um discurso que modifica a visão que se tem sobre 
determinado assunto.
A compreensão superficial da língua, seja a língua nativa ou a língua es-
trangeira, é um problema para a elaboração de textos e precisa ser desenvolvida 
com a prática da leitura e da escrita. A importância linguística se faz tão pre-
sente quanto os aspectos sociais, culturais, cognitivos e ideológicos para que o 
3Produção de texto na modalidade escrita
C11_Fundamentos_de_Ingles.indd 3 24/04/2018 09:05:50
letramento aconteça, colaborando para a construção do saber ler e escrever e 
tornando também a escrita, a produção de texto, uma forma de comunicação.
Kleiman (1995) explica que o letramento é um processo que abrange práticas 
sociais utilizando a escrita, sendo ao mesmo tempo um sistema simbólico e 
tecnológico, e é realizado em contextos específicos para finalidades especí-
ficas. Porém, o letramento sobrepuja a escrita porque a escrita é apenas uma 
maneira de adquirir o código alfabético para se manifestar linguisticamente. 
Isso acontece porque, com o letramento, ainda não sabemos ler muito bem, pois 
estamos aprendendo a escrever e fazer uso desses saberes para compreender, 
mais tarde, os diferentes tipos de textos – por exemplo, textos de jornais, 
poemas, textos narrativos, etc. (SOARES, 2000). Isso também interfere no 
poder que é dado ao estudante de fazer uso desses materiais de escrita varia-
dos para interpretá-los e compreendê-los, conseguindo a informação central 
necessária. Como estudante de uma língua estrangeira, é essencial que ele 
pratique a leitura e a escrita para fins específicos e que o educador o oriente 
dentro desse contexto específico. Dessa forma, o estudante terá a oportunidade 
de treinar não somente aspectos linguísticos relacionados à construção da 
escrita, mas aspectos culturais, políticos e ideológicos necessários para seu 
crescimento e desenvolvimento.
Considerando o letramento para o ensino da língua inglesa, a prática por 
meio de textos favorece a aprendizagem, a aquisição da língua e o desenvol-
vimento do saber sobre vocabulário e sintaxe, coesão e coerência e gêneros 
discursivos. Ser letrado é saber usar os recursos linguísticos de maneira oral 
ou escrita e, assim, poder participar, criticar, interpretar e se expressar. Sendo 
o letramento a aquisição do discurso, aprender uma língua estrangeira, falar 
essa língua e escrever nessa língua caracteriza usar a língua não somente como 
um sistema composto por símbolos, mas como um dispositivo de comunicação 
e interação social, já que, como mencionado no início deste capítulo, as pes-
soas interagem por meio da linguagem, expressando seus sentimentos, suas 
opiniões, expondo suas críticas e interpretações e, dessa forma, evidenciam 
seu conhecimento de mundo.
O ambiente em que a aprendizagem da língua é desenvolvida é de extrema 
importância, uma vez que os aspectos formais da língua são externos, ou seja, 
precisamos ir à escola para aprendê-los, precisamos praticá-los e continuar 
a vivenciá-los. Esse é um contexto que está diretamente ligado à condição 
socioeconômica do indivíduo, e é um processo que exige um olhar especial. 
O discurso deve ser coerente e, inevitavelmente, haverá frases e expressões 
Produção de texto na modalidade escrita4
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que apresentarão significados em determinadas situações comunicativas a 
partir de nosso conhecimento de mundo.
Em se tratando da aprendizagem de uma língua estrangeira, adquirir 
vocabulário é indispensável para uma comunicação eficaz. O vocabulário que 
o estudante aprenderá conterá palavras diversas, como verbos, substantivos, 
preposições, conjunções, entre outras, como as expressões idiomáticas. A 
língua inglesa é uma língua cheia de expressões que precisam ser estudadas 
para que sua compreensão e seu uso aconteça de forma adequada. Atualmente, 
já se sabe que a simples memorização de vocabulário não é a melhor maneira 
de aprender palavras novas. Inseri-las em um contexto no qual o estudante 
perceba a necessidade e a importância de sua utilização é o que deve ser tra-
balhado. Quando o estudante entende a aplicação dessas palavras, a relação 
que uma tem com a outra, seu significado e função, sua leitura e a construção 
de textos se tornam mais produtivas. 
Explorar a leitura, focando em palavras mais conhecidas, em um vocabulário 
mais específico, é uma estratégia que pode guiar o estudante. Em primeiro 
lugar, pode-se fazer o reconhecimento de palavras de origem latina na língua 
inglesa; em seguida, perceber se essas palavras não são falsos cognatos, ou 
seja, palavras com grafia e pronúncia semelhantes no português e no inglês, 
mas com significados totalmente diferentes; prestaratenção nos prefixos e 
nos sufixos que ajudam a identificar o tipo de palavra e sua função na frase; 
após, identificar as palavras-chave, porque elas têm relação direta com o 
assunto; por fim, utilizar um dicionário para aprender possíveis significados 
das palavras desconhecidas após a leitura do texto e após a sua dedução pelo 
contexto. Os cognatos são classificados da seguinte forma:
1. Cognatos idênticos na grafia em inglês e português, como social, 
crime, animal, etc.
2. Cognatos muito parecidos na grafia em inglês e português, como 
impact, preserve, ambulance, etc.
3. Cognatos pouco parecidos na grafia em inglês e português, como 
interesting, probable, satisfy, etc.
4. Falsos cognatos com grafia ou pronúncia semelhante em inglês e 
português, como arm, actually, nowadays, etc.
Os falsos cognatos podem aparecer com maior frequência, de modo que 
devemos ficar atentos a eles e focar principalmente nas palavras mais co-
5Produção de texto na modalidade escrita
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nhecidas para trabalhar o texto e entender o contexto, a ideia, a mensagem 
que ele passa. A dedução das demais palavras pode acontecer a partir dos 
vocábulos conhecidos, o que ajuda na aquisição de vocabulário – é assim que 
se aprendem novas palavras. Outra forma de adquirir vocabulário é prestar 
atenção, como já dito, em palavras como, por exemplo, necessary, unnecessary 
ou necessarily (em português, necessário, desnecessário e necessariamente). 
A palavra necessary é um cognato um pouco parecido com necessário em 
português, o que facilita sua identificação. Portanto, unnecessary e necessarily 
não se tornam tão difíceis de serem identificados em um texto se prestarmos 
atenção no sufixo e no prefixo que os acompanham. Essa é uma prática que 
deve ser usada pelos estudantes para ler e escrever melhor.
Usado o vocabulário escolhido e apropriado para a produção de um texto, 
é hora de prestar atenção na textualidade, que reúne fatores linguísticos e 
extralinguísticos. A coesão e a coerência fazem parte dos fatores linguísticos, 
pois uma frase, um parágrafo, um texto não são construídos e não têm sentido 
se feitos com um agrupamento de palavras. As palavras precisam estar orga-
nizadas de tal forma que, sintática e semanticamente, conseguimos entender 
o enunciado, a informação, a intenção do texto. 
Um texto é coerente e coeso se as palavras se unirem de forma adequada, 
respeitando os conectivos que ligam determinadas palavras, frases e orações, 
fazendo sentido. Algumas palavras são elementos que realmente servem para 
“amarrar” frases e parágrafos, formando um texto. Essas palavras que “amar-
ram” são os elementos coesivos que estabelecem relação entre as palavras, as 
frases, os parágrafos. Palavras como however, therefore, although, thus, por 
exemplo, ligam as frases e estabelecem uma relação semântica, pois informam 
contradição, causa, finalidade, etc. Essas palavras são chamadas de mecanismos 
coesivos e estabelecem a sequência das frases dentro do texto, garantindo a 
coesão textual, pois vão tecendo significado na construção do texto. Outros 
elementos coesivos são in, at e on, que acompanham substantivos formando 
um advérbio de tempo, como em in the morning, at noon e on Sunday (em 
português, de manhã, ao meio dia e no domingo), entre muitos outros, e de 
lugar, como em in the office, at the airport e on the plane, etc. (em português, 
no escritório, no aeroporto e no avião), além de outros marcadores considerados 
lógicos, como firstly, besides, because (em português, primeiramente, além, 
porque), entre outros.
Produção de texto na modalidade escrita6
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É fundamental saber o valor que cada um desses elementos de coesão dá 
para o desenvolvimento do texto: eles vão ajudando a construir o texto de 
tal forma que entendemos a conexão estabelecida e evitamos repetições, até 
pela utilização de sinônimos e antônimos e pronomes que fazem referência 
a outros substantivos no texto, como em for example e for instance, perhaps 
e maybe, respond e answer (em português, por exemplo, talvez e responder).
A tarefa de escrever sempre foi considerada difícil. Para escrever, precisamos conhecer 
a língua, e não apenas aquele conhecimento oral que estamos acostumados a usar 
para falar. Escrever um e-mail é um exemplo de comunicação menos informal e usado 
com muita frequência no meio profissional. Dependendo de para quem estamos 
escrevendo, podemos decidir ser mais informais ou mais formais, porque há algumas 
questões que exigem tais formalidades, como a relação entre as partes. Por exemplo, 
se as pessoas que estão se comunicando por e-mail são mais distantes e o ambiente 
é profissional, a formalidade é preferível. Isso envolve saber começar e terminar um 
e-mail, utilizando uma linguagem adequada. Observe alguns exemplos a seguir.
INFORMAL FORMAL
I need to... It is necessary for me to...
I’m sorry to tell you that... We regret to advise you that...
I promise... I can assure you that...
Sorry, I can’t make it. I am afraid I will not be able to attend.
What do you need? Please let us know your requirements.
Essas frases são apenas alguns exemplos de linguagem escrita que podem passar a 
impressão de informalidade ou de formalidade dependendo da sua utilização. Cabe 
a quem está redigindo o e-mail perceber a necessidade de enviá-lo à pessoa, separar 
a linguagem pessoal da linguagem profissional, ou seja, informal da formal, ser claro, 
objetivo e educado e não escrever algo desnecessário. 
É importante observar, também, que há algumas expressões comuns na língua 
inglesa para iniciar e encerrar um e-mail. Escrever um e-mail é também uma atividade 
que precisa ser praticada. 
7Produção de texto na modalidade escrita
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Vamos praticar? No site da British Council, há um passo a 
passo para redigir diversos tipos de e-mails em inglês, de 
acordo com a situação de comunicação. Acesse o link a 
seguir e teste seus conhecimentos.
https://goo.gl/rSWEfx
Itens linguísticos para a construção 
de frases e textos
Para começar a escrever, é imprescindível dominar alguns itens linguísticos. 
Tanto na língua portuguesa quanto na língua inglesa, conhecer o vocabulário 
e saber utilizá-lo é fundamental. Um tipo de palavra que aparece com muita 
frequência em textos escritos, e na fala também, é o substantivo. A função 
do substantivo é dar nomes às pessoas, coisas, lugares, etc. (PENNA, 2008), 
e eles podem ser comuns, próprios ou abstratos. 
São substantivos comuns: table, house, car, girl, student, shop, park, sea, 
beach, book, (em português, respectivamente: mesa, casa, carro, menina, 
aluno, loja, parque, oceano, praia, etc.), por exemplo. Esses substantivos dão 
nomes aos objetos e às coisas. Man, por exemplo, não é um objeto, mas essa 
palavra é considerada um substantivo comum por dar nome a um ser, dando-
-lhe significado.
São substantivos próprios: Ann, Brazil, New York, por exemplo, que são 
nome a pessoas e lugares e sempre começam com letra maiúscula.
São substantivos abstratos: life, fear, pain, anger, hate, love, envy, bliss 
(em português, vida, medo, dor, raiva, ódio, amor, inveja, felicidade, etc.), 
por exemplo, sendo principalmente as palavras que expressam emoção e 
sentimento.
Um substantivo é uma palavra que ocupa a posição do sujeito ou do objeto 
em uma frase e sua identificação facilita a compreensão e o papel que exerce 
nessa frase. Ele raramente aparece sozinhos nas frases, e é muito comum que 
seja acompanhado por artigos, adjetivos, pronomes possessivos, pronomes 
demonstrativos, um numeral e até mesmo por outro substantivo. Observe o 
Quadro 1.
Produção de texto na modalidade escrita8
C11_Fundamentos_de_Ingles.indd 8 24/04/2018 09:05:51
ENGLISH PORTUGUESE
The boy O menino
A city / A horse Uma cidade / Um cavalo
An orange / An architect Uma laranja / Um arquiteto
A hot day Um dia quente
Japanesecars Carros japoneses
My friend Meu amigo
Those buses Aqueles ônibus
Four apples Quatro maçãs
Bank manager Gerente de banco
Quadro 1. Grupos nominais em inglês.
As palavras destacadas são os substantivos acompanhados por um ar-
tigo, adjetivo, pronome possessivo, pronome demonstrativo, numeral e outro 
substantivo, nessa sequência. Esses substantivos são o núcleo, a parte mais 
importante de cada um dos grupos nominais do Quadro 1. 
Note o lugar que os substantivos ocupam, acompanhados de seus artigos, 
pronomes e seus modificadores. Além dessas construções, os substantivos 
também podem ser acompanhados de preposições, geralmente of (em portu-
guês, de), como nos exemplos the title of the text, the history of the world, the 
colour of the house (em português, o título do texto, a história do mundo, a 
cor da casa), nos quais title, history e colour são os substantivos considerados 
núcleos em inglês e em português. Essa é outra construção possível com os 
substantivos e que, para quem escreve em inglês, precisa estar clara para que 
o texto seja feito com as palavras que se combinam adequadamente. Vamos 
analisar as partes que compõem uma frase a partir desses exemplos? 
Uma frase é formada basicamente por SUJEITO + VERBO + COMPLE-
MENTO (objetos e advérbios). Nessa formação, o sujeito é reconhecido como 
aquele que pratica uma ação, respondendo às perguntas: Quem? O quê? É 
composto por substantivos acompanhados de artigos, adjetivos, pronomes 
ou, ainda, um pronome reto (em inglês, subject pronoun). O verbo é usado 
para descrever a ação que é praticada por alguém, na voz ativa, ou a ação 
9Produção de texto na modalidade escrita
C11_Fundamentos_de_Ingles.indd 9 24/04/2018 09:05:51
que é sofrida, na voz passiva. Na voz ativa, uma frase construída com um 
sujeito que pratica a ação, o verbo usado pode ser intransitivo ou transitivo. 
Quando o verbo é intransitivo, ele não exige um complemento e não é seguido 
de um objeto. Quando o verbo é transitivo, ele pode ser transitivo direto ou 
transitivo indireto. O verbo transitivo direto exige um complemento, e esse 
complemento é um objeto. O objeto, na frase, é composto por um substantivo, 
acompanhado de artigo, adjetivo, pronomes ou, ainda, um pronome oblíquo 
(em inglês, object pronoun). Um sujeito ou um objeto também podem ser 
formados por um grupo nominal, como the title of the text, the history of the 
world, the colour of the house. Outros complementos podem ser os advérbios 
ou as expressões adverbiais, que são usados para responder as perguntas: 
Onde? Quando? Como? Esses advérbios ou expressões podem vir depois de 
verbos intransitivos ou transitivos, dependendo da necessidade que se tem 
de responder essas perguntas. As expressões adverbiais contêm mais de uma 
palavra para formar tal expressão e podem iniciar uma frase, sendo separadas 
por uma vírgula, sem serem usadas apenas no final da frase, como mostra 
a estrutura SUJEITO + VERBO + COMPLEMENTO (objetos e advérbios).
Quando identificamos as partes que compõem uma frase, essa compreensão 
nos ajuda a entender como construí-las para elaborar nosso próprio texto. 
Outro item linguístico tão ou mais importante que o substantivo é o verbo. 
Os verbos pertencem à classe das palavras, assim como os substantivos, além 
dos adjetivos, advérbios, pronomes, numerais, conjunções, interjeições, artigos 
e preposições. O verbo é tão importante que, quando fazemos a análise de 
uma frase, começamos essa análise por ele, o verbo. Identificando o verbo, 
sabemos se a ação está acontecendo ou se pertence ao presente; se já aconteceu 
e pertence ao passado; ou, ainda, se expressa uma ideia de futuro. O verbo 
não é usado para falar somente de ações, mas também de estados, o estado 
em que alguém ou algo se encontra. Saber os tempos verbais nos ajuda a ter 
uma leitura mais clara do texto. 
Os tempos verbais que ocorrem com muita frequência, em textos, são o 
presente e o passado. Em inglês, o present simple apresenta o verbo na forma 
básica, é a forma do infinitivo sem to. Dependendo do sujeito utilizado, se é 
um sujeito que está no singular e se refere a he, she ou it, em que ele ou ela 
praticam a ação, ou algum assunto é tratado, o verbo conjugado no present 
simple para essas pessoas leva “s” ou “es”, dependendo da terminação do 
verbo. Ao usarmos o present simple em textos, queremos informar que uma 
ação acontece habitualmente ou que se trata de um fato.
Most Brazilians have two mobile phones in this decade.
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Há também o present perfect em inglês, um tempo verbal que é composto 
pelos auxiliares have ou has + um verbo no particípio. Esse tempo verbal tem 
como característica informar desde quando ou há quanto tempo uma ação ou 
um estado acontece, ou seja, essa ação ou esse estado começou no passado e 
ainda ocorre no presente.
Brazilian population has increased dramatically over past years.
O past simple é um tempo verbal usado para fazer referência a uma ação 
ou a um evento que começou e terminou no passado. A conjugação desse 
tempo verbal acontece de duas formas, com os verbos regulares e com os 
verbos irregulares. Os verbos regulares são formados com o acréscimo do 
sufixo “ed”. Ao final dos verbos regulares, no infinitivo, sem to, acrescenta-se 
esse sufixo. Os verbos irregulares apresentam uma grafia e uma pronúncia 
diferenciadas, não seguindo nenhuma regularidade. Há uma tabela dos verbos 
irregulares para consulta e, assim como os irregulares, os regulares precisam 
ser aprendidos e memorizados para que possamos usá-los adequadamente.
Brazil won the World Cup in the 70’s.
O futuro em inglês é representado, por exemplo, por will, modal usado 
para nos ajudar a entender uma ideia de futuro a que nos referimos. Além 
desse modal, outros também são usados para expressar tal ideia futura, mas 
essa forma de se expressar dependerá do que o autor do texto quer informar. 
Os verbos modais usados para expressar uma ideia futura de possibilidade 
ou impossibilidade são can, can’t, may, may not, could e couldn’t, enquanto 
o verbo modal will carrega a ideia futura de certeza comparado aos que ex-
pressam possibilidade. 
The conclusion will bring the the final results.
Cabe alertar, neste momento, que verbos na forma imperativa são usados 
no início de frases, sem um sujeito explicito. A forma imperativa, na língua 
inglesa, refere-se a you (em português, tu ou você). Apesar de, no português, 
haver diferentes desinências verbais no imperativo, o inglês utiliza apenas 
uma forma, a do infinitivo sem to, de modo que o imperativo serve para dar 
uma ordem ou para fazer um pedido, uma súplica, uma solicitação ou para 
dar uma orientação, etc. e, como já comentado, é sempre para you, no singular 
(para uma única pessoa) ou no plural (para várias pessoas).
11Produção de texto na modalidade escrita
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Cabe ao educador proporcionar práticas pedagógicas que aproximem o 
conteúdo dos estudantes para que eles consigam desenvolver uma bagagem 
cultural capaz identificar o vocabulário apropriado para ser utilizado nos 
diferentes textos que devem produzir, ajudá-los a ler nas entrelinhas e aprender 
a interpretar, criticar e concluir, e dissertar adequadamente de acordo com o 
assunto a ser tratado, usando a linguagem de acordo com sua função.
O caso possessivo em inglês é usado de duas formas. Uma é a que conseguimos usar 
igualmente em português quando falamos, por exemplo, the window of the office, the 
colour of the building, the history of humankind, the medicine of those treatments, the price 
of that appliance (em português, a janela do escritório, a cor do prédio, a história da 
humanidade, o remédio daqueles tratamentos, o preço daquele aparelho). O uso da 
preposição of (em português, de) está presente nessas expressões que podemos deno-
minar como grupos nominais, ou seja, expressões formadas por substantivosnas quais 
o primeiro substantivo desse grupo é o núcleo da expressão. Essa forma é diferente de 
outro estudo sobre o possessivo, chamado genitive case em inglês, que é diferente em 
português e que precisamos praticar para usar adequadamente, como nos seguintes 
exemplos: Brazil’s south population, Sunday’s newspaper, Brad Pitt’s new film, England’s new 
music style (em português, a população do sul do Brasil, o jornal de domingo, o novo 
filme de Brad Pitt, o novo estilo de música da Inglaterra). Essa maneira de se referir à posse 
é uma característica do inglês. Na sua formação, acrescentamos ’s na palavra que dá a 
ideia de possuir algo e, em seguida, a palavra que se refere ao possuidor. São exemplos 
de grupos nominais também, pois são basicamente formados por substantivos. 
A leitura de um texto
Quando uma pessoa aprende uma língua, ela aprende também um pouco da 
cultura e das formas de se expressar desse povo. Ao aprender a língua inglesa, 
aprendemos a história do país, da Inglaterra ou dos Estados Unidos, por exem-
plo, os costumes dos seus povos e suas preferências em relação à comida, ao 
entretenimento, etc. Há ainda outros países, como Canadá, Austrália, Nova 
Zelândia e África do Sul, nos quais é possível aprender a língua inglesa e 
também seus costumes. Tudo isso representa informação colhida não só do 
funcionamento do idioma, mas de toda a riqueza que esse idioma carrega, já 
que a linguagem está presente nas mais diversas atividades proporcionadas 
pelo ser humano porque a comunicação acontece onde há pessoas, que usam 
a linguagem e falam um idioma. 
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Podemos ver que aprender uma língua estrangeira é uma forma de ampliar 
nossa visão de mundo, estabelecendo contato com pessoas e culturas diferentes 
e usando a comunicação para trocar informação e experiências. À medida que 
nos tornamos competentes em uma linguagem, a comunicação acontece de 
forma mais natural, e expressar-se e posicionar-se são reflexos do domínio da 
linguagem. Vivemos em um mundo globalizado, no qual a informação em forma 
de notícia nos chega a todo instante e das formas mais variadas. Saber lê-las e 
interpretá-las exige, no mínimo, que uma linguagem, um idioma, seja conhecido 
porque, inevitavelmente, teremos acesso a outras culturas. Nesse sentido, a língua 
inglesa é, sem dúvida, o idioma que mais fornece informações sobre ciência, 
tecnologia, política e economia. Assim, integrar as habilidades de reading, 
writing, listening e speaking para aprender a língua inglesa é fundamental. 
A leitura, seja ela em português ou em inglês, é uma competência que 
precisa ser desenvolvida e que não pode ficar restrita apenas ao conhecimento 
de textos escritos. Assim como nos comunicamos usando a linguagem verbal 
e não verbal, como comentado no início deste capítulo, também lemos essas 
linguagens. Se nos comunicamos com palavras, gestos, símbolos, anúncios, 
etc., também lemos as palavras, os gestos, os símbolos, os anúncios e os 
interpretamos. Nossa experiência nos ajuda a ler os mais variados sinais 
que nos rodeiam, e é com nossas experiências que conseguiremos entender, 
interpretar, criticar e concluir. 
Falar de leitura não se limita a falar de um texto que temos que ler, porque 
também fazemos leituras diárias e de maneira abrangente, dependendo do nosso 
estado emocional, cultural, social etc., começando antes do texto propriamente 
dito e ultrapassando-o. Ler um texto pede, também, entendimento de signi-
ficado e considerações a respeito do papel do leitor, o objetivo do texto e o 
processo de interação que ocorrerá entre o leitor e o texto quando esse estiver 
em contato com o texto. Ler é um processo interativo e, ao mesmo tempo, 
comunicativo, porque o leitor interage com o texto, se vê no lugar daqueles 
acontecimentos, percebe a informação para si, e a comunicação acontece por 
causa da bagagem e das experiências que o leitor carrega consigo.
Para ler, e ler bem, é fundamental que o leitor estabeleça um objetivo que 
faça com que sua leitura ocorra satisfazendo sua necessidade. De acordo 
com os diferentes níveis de leitura, conforme os diferentes tipos de textos e 
interesses, o leitor fará uma leitura mais superficial, rápida, detalhada, ou uma 
leitura prazerosa. Cada leitor tem um objetivo, e esse pode variar dependendo 
do interesse e da necessidade que se tem por determinado assunto. Quando 
um leitor tem interesse em um determinado tema, a leitura parece fazer mais 
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sentido, e assim acontece quando necessitamos de alguma informação – ler 
sobre essa informação faz sentido. Vamos verificar os quatro níveis de leitura:
1. Compreensão geral: é quando há uma leitura rápida por parte do 
leitor e ele quer pegar informações de modo geral. É fundamental ter 
conhecimento de itens linguísticos, como verbos e tempos verbais, e 
conhecimento de mundo para assuntos diversificados.
2. Compreensão de itens principais: é quando há uma leitura mais de-
talhada por parte do leitor para buscar a informação necessária, a que 
lhe interessa. Os parágrafos são lidos atentamente.
3. Compreensão detalhada: é quando há uma leitura mais detalhada em 
relação às leituras anteriores por parte do leitor e ele, com essa leitura, 
compreende tais detalhes que permeiam o texto.
4. Leitura crítica: é quando há uma leitura mais analítica por parte do 
leitor e ele se atenta para itens como estrutura do texto, referências, 
entre outros, e faz uso dessas informações para sua análise e crítica, 
comparando esse texto com outros.
Saber ler é uma prática que deve ser desenvolvida pelos diversos leitores. 
Como já comentado, definir os objetivos é o primeiro passo do leitor, que 
deve, então, ser treinar, porque esses tipos de leitura precisam ser treinados. 
A leitura crítica, principalmente, precisa ser ensinada para que o leitor de-
sempenhe seu papel crítico de maneira adequada, analisando o texto a partir 
de seu conhecimento de mundo, da compreensão das frases, do conhecimento 
linguístico e de mundo.
O leitor pode também estabelecer estratégias de leitura, dependendo do 
propósito da sua leitura e de acordo com o gênero textual. A estratégia escolhida 
pelo leitor dependerá de seu objetivo, e só então ele conseguirá estabelecer 
um plano para uma compreensão textual adequada. Fazer inferências a partir 
de uma leitura geral é uma compreensão que o leitor precisa ter e saber fazer. 
As inferências só acontecerão se o leitor tiver conhecimento de mundo, de 
maneira que conseguirá formular hipóteses e até propor solução para um 
eventual problema. Outros itens, como título, formato do texto, início e fim 
de parágrafos, uso de linguagem não verbal e até mesmo palavras de origem 
estrangeira ou, ainda, os falsos cognatos, já comentados na primeira seção 
deste capítulo, servem como estratégias para o leitor.
Comentamos também a respeito do dicionário para auxílio nas leituras. Al-
guns especialistas sugerem sua utilização em último caso, apesar de poder ser 
incorporado como um importante instrumento de aprendizagem. No entanto, 
Produção de texto na modalidade escrita14
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ao consultá-lo, sendo um dicionário de inglês-português ou português-inglês, é 
necessário dar atenção para as definições possíveis. Existem muitos dicionários, 
entre eles os eletrônicos, e uma imensa variedade pode ser escolhida de acordo 
com a preferência ou com a ajuda de um professor de inglês. Aprender a utilizá-los 
facilitará a consulta, porque não podemos assumir como certa a primeira definição 
de uma palavra sobre a qual queremos saber o significado. Em inglês, muitas 
palavras assumem traduções diferentes dependendo de como estão inseridas na 
frase, apresentando significado e função diferentes. Confira os exemplos a seguir:
Close relationships bring more confidence./ Relacionamentos próximos trazem mais 
confiança.
They decided to close the meeting. / Eles decidiram encerrar a reunião.
Doors are closed down. / As portas estão fechadas.
Quando procuramos o significado da palavra close, encontramos como primeira 
definição fechar, a primeira tradução que aprendemos quando começamos a 
estudar inglês. Depois, estudamos que close também tem significado de próximo, 
um adjetivo. Mais tarde, aprendemos que close também serve como um verbo 
presente em expressões, podendo ser traduzido como encerrar, além de assumir 
equivalências como perto, estreito, etc. O significado de close dependerá da posição 
que ele ocupará na frase, podendo ser verbo, adjetivo ou até mesmo um advérbio. 
Devemos prestar muita atenção na disposição das palavras no dicionário para 
usar a tradução mais adequada e conseguir a interpretação correta, aquela que 
realmente faz sentido no texto. O dicionário também traz, na sua organização, 
o que aquela palavra significa, um countable noun ou um uncoutable noun, um 
verbo, seu passado e particípio, um adjetivo, um advérbio, etc. Nos dicionários de 
inglês, ainda, há exemplos com as palavras e suas diferentes funções e posições 
dentro de uma frase. O exemplo usado com close é apenas um entre as várias 
palavras com significados e funções diferentes na língua inglesa. 
É fundamental reforçar que não se lê sem um objetivo, por mais diferentes que 
esses objetivos sejam. A leitura feita sem atenção é uma leitura desinteressada, 
mas, à medida que a necessidade de obter alguma informação aumenta, prestamos 
mais atenção à leitura e aprendemos a ler com cuidado conforme a necessidade que 
temos, aprendendo a dar significado e a ter um olhar diferente para determinados 
15Produção de texto na modalidade escrita
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tipos de texto. As práticas de leitura e escrita abrangem também o que se entende 
por língua oral, pois as atividades comunicativas (MARCUSCHI, 2001) são um 
conjunto que incluem a escrita e a leitura. Trazer para o contexto do estudante essas 
atividades, sem tratá-las como atividades isoladas, permite a prática linguística 
em um contexto sociocultural que os situe.
Para praticar mais a redação em inglês, acesse o site da 
British Council, no qual há dicas sobre como escrever para 
um propósito, como melhorar a escrita nas tarefas acadêmi-
cas com informação e sugestões sobre diferentes tipos de 
textos e exercícios para ajudar a escrever mais claramente 
e melhor. Acesse em:
https://goo.gl/Py5w2L 
Produção de texto na modalidade escrita16
C11_Fundamentos_de_Ingles.indd 16 24/04/2018 09:05:53
JAKOBSON, R. Verbal Art, Verb Sign, Verbal Time. Minneapolis: University of Minnesota, 
1985.
KLEIMAN, A. B. (Org.). Os significados do letramento. Campinas: Mercado de Letras, 1995.
LINGNAN UNIVERSITY. Text Types of Genres. 2018. Disponível em <http://www.ln.edu.
hk/eng/genres/>. Acesso em: 01 mar 2018.
MARCUSCHI, L. A. Da fala para a escrita: atividades de retextualização. São Paulo: 
Cortez, 2001.
PENNA, L. Leitura em Língua Inglesa. Curitiba: IESDE Brasil, 2008.
SILVA, L. P. Prática Textual em Língua Portuguesa. Curitiba: IESDE Brasil, 2008.
SOARES, M. Letramento: um tema em três gêneros. 4. ed. Belo Horizonte: Autêntica, 
2000.
WINAYAH, W. Genre Text. 27 Dec. 2012. Disponível em: <https://winayah17.wordpress.
com/2012/12/27/genre-text/>. Acesso em: 21 abr. 2018.
17Produção de texto na modalidade escrita
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Leituras recomendadas
BRITISH COUNCIL. Writing for a purpose. 2018. Disponível em <https://learnenglish.
britishcouncil.org/en/writing-purpose/writing-purpose>. Acesso em: 02 mar 2018.
BRITISH COUNCIL. Writing skills practice: English for emails. 2018. Disponível em <ht-
tps://learnenglish.britishcouncil.org/en/english-emails>. Acesso em: 02 mar 2018.
CORREA, V. L. Língua Portuguesa: da oralidade à escrita. Curitiba: IESDE Brasil, 2009.
EMMERSON, P. Email English. 2. ed. Oxford: Macmillan, 2013.
HADFIELD, J.; HADFIELD, C. Oxford basics: simple writing activities. Oxford: Oxford 
University Press, 2001.
NORTE, M. B.; SCHLÜNZEN JUNIOR, K.; SCHLÜNZEN, E. T. M. (Coord.). Língua Inglesa. 
São Paulo: Cultura, 2013. (Coleção Temas de Formação, 4).
 
Dica do professor
Escrever parece uma tarefa muito difícil, mas é mais uma habilidade que deve ser praticada quando 
aprendemos uma língua estrangeira. Formar frases, observar as partes que formam uma frase, 
estudar o significado e a função das palavras são exercícios que devem ser praticados 
constantemente. Acompanhe a Dica do Professor:
Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.
 
https://fast.player.liquidplatform.com/pApiv2/embed/cee29914fad5b594d8f5918df1e801fd/0b942c3d013c221f793b6cafb0cbb7ce
Na prática
Adrew comprou um produto na internet, mas ele não chegou no prazo combinado. Então, ele 
resolve reclamar e envia um e-mail. Acompanhe o modelo a seguir:
 
Como você pode ver, o e-mail inicia com o motivo pelo qual Adrew entrou em contato com o 
fornecedor: a compra, os dados do produto, a data e a forma de pagamento. Ele reclama, diz por 
que está desistindo da compra e propõe um desfecho.
E você? Como você resolveria essa questão? Você escreveria um e-mail desse modo? Que tipo de 
reclamação você faria, caso tivesse encomendado um livro via internet e tivesse recebido um DVD 
de um filme italiano?
 
Saiba +
Para ampliar o seu conhecimento a respeito desse assunto, veja abaixo as sugestões do professor:
Writing Resources
No site da Universidade do Colorado, nos Estados Unidos, você encontrará orientação e dicas de 
como escrever diferentes tipos de textos para fins acadêmicos, além de poder praticar com as 
atividades sugeridas.
Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.
O ensino de produção textual em inglês como segunda língua - 
trajetória e tendências contemporâneas
Veja no link a seguir um artigo sobre o processo de escrita em língua inglesa.
Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.
Improving the writing skills of college students
Neste artigo publicado pela Saint Louis University, em Missori, nos Estados Unidos, você terá uma 
leitura a respeito de como melhorar as habilidades de escrita acadêmica. Um artigo em inglês para 
você praticar bastante sua leitura também.
Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.
https://writing.colostate.edu/learn.cfm
http://www.helb.org.br/index.php/revista-helb/ano-7-no-7-12013/214-o-ensino-de-producao-textual-em-ingles-como-segunda-lingua-trajetoria-e-tendencias-contemporaneas 
https://link.springer.com/content/pdf/10.3758/BF03194058.pdf
Approaches to process writing
Artigo do British Council sobre como estruturar o processo de escrita em língua inglesa.
Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.
https://www.teachingenglish.org.uk/article/approaches-process-writing
Redação de parágrafos e e-mails
Apresentação
Seja bem-vindo!
Nos dias de hoje, com a Internet e o crescente intercâmbio de informações entre países, empresas 
e instituições, escrever e-mails e pequenos parágrafos em diferentes idiomas, principalmente inglês, 
língua considerada "universal", tornou-se fundamental. Dessa forma, é importante destacar que a 
linguagem a ser utilizada em seu texto dependerá de seu objetivo. Se você for escrever um e-mail 
para seu chefe ou professor, a linguagem utilizada deverá ser mais formal. Se for escrever para um 
amigo, tenderá a ser mais informal.
Nesta Unidade de Aprendizagem, você estudará as linguagens formal e informal e como optar entre 
uma ou outra. Além disso, verá como selecionar palavras-chave em um texto para identificar se ele 
é formal ou informal e também para facilitar a compreensão da leitura. Ao final,você aprenderá 
alguns elementos que compõem um e-mail formal, para praticar esse tipo de texto tão utilizado 
atualmente.
Bons estudos.
Ao final desta Unidade de Aprendizagem, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
Observar diversos tipos de textos a fim de saber identificá-los, bem como o uso das 
linguagens formal e informal nos mesmos.
•
Selecionar palavras-chave em textos formais e informais.•
Praticar a escrita em um texto de e-mail.•
Infográfico
No texto formal, a tendência é utilizarmos um vocabulário mais complexo, com palavras e frases 
mais longas e distantes daquelas usadas oralmente em nosso cotidiano.
Veja, no infográfico a seguir, o que não pode faltar em um e-mail formal.
Conteúdo interativo disponível na plataforma de ensino!
franc
Nota
Logo abaixo
Conteúdo do livro
Embora a linguagem informal seja mais utilizada na fala do que na escrita, alguns gêneros textuais 
podem fazer uso dela. Um romance, por exemplo, pode utilizar tanto uma linguagem formal quanto 
uma informal, dependendo do estilo que o autor deseja imprimir à obra. Um e-mail enviado a um 
amigo normalmente é escrito em linguagem informal, enquanto um e-mail dirigido ao diretor de 
uma empresa tende a ser redigido em uma linguagem mais formal. O vocabulário é um dos 
principais indicadores se um texto é formal ou informal. As palavras e as expressões escolhidas 
darão o tom de formalidade ou informalidade que você quer imprimir a seu texto.
Para compreender melhor como identificar os tipos de linguagens utilizadas em diferentes gêneros 
textuais, leia o capítulo Redação de parágrafos e e-mails, do livro Fundamentos de inglês, que trata 
dessas relações mais detalhadamente.
 
Redação de parágrafos 
e e-mails
Objetivos de aprendizagem
Ao final deste texto, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
  Identificar os diferentes tipos de textos e o uso das linguagens formal 
e informal.
  Selecionar palavras-chave em textos formais e informais.
  Praticar a escrita de um texto de e-mail.
Introdução
Neste capítulo, você vai estudar alguns diferentes tipos de textos e saber 
identificar se eles trazem uma linguagem formal ou informal por meio 
da análise de alguns elementos que os compõem. 
Além disso, você vai aprender quando utilizar a linguagem formal 
e quando a linguagem informal é aceita. Você também vai aprender a 
selecionar as palavras-chave nos textos como uma forma de identificar 
se o texto é formal ou informal e de facilitar a sua compreensão. Ao final 
do capítulo, vai aprender sobre alguns elementos que compõem um 
e-mail formal, de modo a praticar a redação de um dos tipos de textos 
mais utilizados nos dias de hoje.
Texto formal ou texto informal?
Embora a linguagem informal seja mais utilizada na fala do que na escrita, 
alguns gêneros textuais podem fazer uso dela. Um romance, por exemplo, 
pode utilizar tanto linguagem formal quanto informal, dependendo do estilo 
que o autor deseja imprimir à sua obra. Um e-mail pessoal normalmente é 
escrito em linguagem informal, enquanto um e-mail dirigido ao diretor de 
uma empresa tende a ser redigido em linguagem mais formal.
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Alguns gêneros textuais requerem um tipo de linguagem específica. Um 
artigo científico, por exemplo, exige uma linguagem acadêmica, técnica ou 
científica, portanto, consequentemente, deve adotar uma linguagem formal. 
Em geral, o mesmo acontece com todos os tipos de documentos oficiais, 
contratos, relatórios, etc.
O texto formal tende a ser mais complexo, pois costuma apresentar um vo-
cabulário mais complexo, frases mais longas e palavras mais longas e distantes 
daquelas que utilizamos no nosso dia a dia na fala. O texto informal costuma 
estar mais próximo da fala dos indivíduos e, portanto, ser mais familiar. 
Veja no Quadro 1, a seguir, algumas das principais diferenças entre um 
texto formal e um texto informal em inglês. 
Informal text Formal text
Colloquial words/expressions 
(kids, guy, awesome, a lot, etc.)
Avoids using colloquial words/
expressions (kids, guy, awesome, etc.)
Contractions (can’t, won’t, etc.) Avoids contractions (write out full 
words – cannot, will not, etc.)
First, second, or third person 
(I; you; he/she/it)
Third person (he, she, they) and first 
person (we) in research papers, etc.
Clichés or slangs Avoid clichés or slangs
Address readers using second 
person pronouns (you, your, etc.)
Avoid addressing readers using 
second person pronouns (use one, 
one’s, the reader, the reader’s, etc.)
Imperative voice (ex. Remember) Avoid imperative voice (Please refer to...)
Active voice (ex. We have noticed that...) Passive voice (ex. It has 
been noticed that...)
Short and simple sentences Longer and more complex sentences
Quadro 1. Formal and informal texts.
Redação de parágrafos e e-mails2
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Veja a seguir alguns exemplos de frases com o mesmo sentido, mas escritas 
de modo diferente, sendo uma das frases de cada exemplo escrita de maneira 
formal e a outra de maneira informal:
Compare:
She has decided to leave the house. (Formal)
She’s decided to leave the house. (Informal, because of contraction: 
She’s = She has)
The woman whom I work with gave birth to a baby boy. (Formal)
The woman I work with gave birth to a baby boy. (Informal: relative 
clause without the relative pronoun)
We went to Paris last month. We have a lot of things to tell you. (Formal)
We went to Paris last month. Lots to tell you. (Informal: ellipsis)
Vocabulary
O vocabulário mais formal normalmente pressupõe palavras mais longas e, no 
caso do inglês, com origem greco-latina. O vocabulário informal normalmente 
envolve palavras mais curtas e, no caso do inglês, de origem anglo-saxã. A 
maioria dos dicionários indica se a palavra é formal ou informal e sua origem.
No link a seguir, você encontra uma coletânea dos principais dicionários em inglês.
https://goo.gl/P6Svyh
Veja no Quadro 2, a seguir, exemplos de palavras formais e de palavras 
informais com significados próximos.
3Redação de parágrafos e e-mails
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Formal Informal
Commence Start
Terminate End
Endeavour Try
Quadro 2. Formal and informal vocabulary.
Outro elemento que pode definir o grau de formalidade ou informalidade 
de um texto são os verbos modais do inglês. A escolha do verbo modal tende a 
acontecer quando a pessoa quer ser mais formal e polida (CAMBRIDGE..., 2018).
Can I suggest you try this new model? (Neutral)
May I suggest you try this new model? (More formal)
Might I suggest you try this new model? (Very formal)
Veja a seguir exemplos de dois tipos de e-mail: um informal e outro formal. 
Dear Beth,
Thanks a lot for your last e-mail. It’s always great to hear from you. You seem to be having 
a great time in France.
Thanks also for the pics. I absolutely loved that snap of yours standing in front of the Eiffel 
Tower. France looks stunning. Someday I’ll go there!
There’s not much happening here. I’m busy with work and the kids.
By the way, are you coming home any time soon? If you are, let me know and we can 
arrange to meet up.
Hope to see you soon!
Kath 
O exemplo anterior, de um e-mail pessoal e informal, faz uso de contrações 
nos verbos (‘ll, ‘m e ‘s), de elipse, quando suprime o sujeito (I hope), frases 
mais curtas e concisas, além de vocabulário informal (pics, snap e thanks). 
Redação de parágrafos e e-mails4
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Dear Mr. John;
We are delighted to receive your e-mail concerning your latest update and we will be 
pleased to discuss this topic further.
It was great to hear from you and hear about your business proposal. Therefore, we would 
like to take up on your offer and arrange a meeting for the following Thursday at our office.
Should you have any more questions or doubts, please feel free to contact us. We will be 
awaiting your confirmationfor our meeting.
Kind regards,
Phillip
 O e-mail de negócios faz uso de linguagem formal (Mr., delighted, pleased 
e kind regards) e utiliza os verbos sem contrações (will, are e would). Além 
disso, faz uso dos modais como forma de ser polido (should e would) e traz 
frases mais longas e complexas.
Veja a seguir mais exemplos de um texto formal e outro informal, de gêneros 
diferentes. O primeiro texto é um abstract retirado de um texto acadêmico, 
sendo, portanto, um texto formal. O segundo é uma propaganda que utiliza 
linguagem coloquial, mais próxima da fala, e que trabalha com o jogo de 
palavras. 
The Commemoration and Memorialization of the American Revolution
Benjamin Herman and Jean Lee (Mentor), History
This project involves discovering how the American Revolution was remembered during 
the nineteenth century. The goal is to show that the American Revolution was memorialized 
by the actions of the United States government during the 1800s. This has been done by 
examining events such as the Supreme Court cases of John Marshall and the Nullification 
Crisis. Upon examination of these events, it becomes clear that John Marshall and John 
Calhoun (creator of the Doctrine of Nullification) attempted to use the American Revolution 
to bolster their claims by citing speeches from Founding Fathers. Through showing that the 
American Revolution lives on in memory, this research highlights the importance of the 
revolution in shaping the actions of the United States government.
Fonte: The Writing Center (2018, documento on-line).
5Redação de parágrafos e e-mails
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Figura 1. Exemplo de texto informal em propaganda: uso 
de contractions é praticamente obrigatório.
Fonte: Pankonien e Entenman (2012).
Anteriormente, mencionamos que o texto formal tende a ser mais complexo que 
o texto informal, pois ele se distancia mais da fala e, portanto, do dia a dia do leitor. 
Contudo, para o aprendiz de uma língua estrangeira, textos extremamente informais 
podem ser mais difíceis de compreender, pois contêm muitas gírias e representam a 
língua de um determinado grupo específico. Hoje, com o uso dos mais variados canais 
de comunicação escrita, como e-mail, blogs, WhatsApp, Facebook, entre tantos outros, 
a linguagem escrita ganhou outro status e outros contornos. 
Redação de parágrafos e e-mails6
C15_Fundamentos_de_Ingles.indd 6 16/04/2018 08:42:41
Recursos para identificação de textos formais 
ou informais
A seguir, você vai ver o exemplo de dois e-mails e como podemos determinar 
se são formais ou informais por meio da seleção de palavras.
Dear Ms. Black;
I am writing in response to the advertisement I saw for your English School on the ‘World 
Today’ magazine. I am interested in doing one of your courses and I would be grateful if you 
could provide some further information.
I look forward to hearing from you.
Yours sincerely,
Jennifer Young
Hi Stephanie,
I saw the ad of your English School on the ‘World Today’ magazine. I want to do a course 
there. Can you give me some more information?
Please let me know if you have any courses I can take.
Thanks,
Jane
Os e-mails tratam do mesmo assunto. Contudo, o primeiro foi escrito 
usando linguagem formal e o segundo linguagem informal.
Quais palavras determinam a formalidade ou a informalidade dos textos? A 
tabela das páginas anteriores pode lhe dar algumas pistas. Você também pode 
utilizar um dicionário on-line para ajudar a determinar o grau de formalidade 
de uma palavra ou expressão.
7Redação de parágrafos e e-mails
C15_Fundamentos_de_Ingles.indd 7 16/04/2018 08:42:41
Veja a seguir (Quadro 3) as palavras e expressões que determinam a for-
malidade ou a informalidade dos textos. Compare os exemplos que você 
acabou de observar.
Primeiro e-mail Segundo e-mail
Dear Ms. Hi
In response -
Advertisement Ad
Would be grateful -
Could (modal verb) Can you
Further Some more
Look forward to hearing from you Let me know
Yours sincerely Thanks
Quadro 3. Formal x informal.
Observe a seguir (Quadros 4, 5, 6, 7, 8 e 9) as palavras informais e seus corres-
pondentes formais. Lembre-se de consultá-las antes de escrever um parágrafo ou 
e-mail, para ter uma ideia do grau de formalidade ou informalidade do seu texto.
Informal Formal
Say sorry Apologize, apologise
Go up Increase
Do down Decrease
Set up Establish
Look at Examine
Blow up Explode
Find out Discover
Bring about Cause
Quadro 4. Informal x formal.
(Continua)
Redação de parágrafos e e-mails8
C15_Fundamentos_de_Ingles.indd 8 16/04/2018 08:42:41
Fonte: Emma (2018, documento on-line).
Informal Formal
Put off Postpone, delay
Rack up Accumulate
Make up Fabricate
Stand for Represent
Find out Discover, ascertain
Leave out Omit
Point out Indicate
Go against Oppose
Get in touch with Contact
It’s about It concerns
Need to Required
Think about Consider
Get Obtain
Put up Tolerate
Deal with Handle
Seem Appear
Show Demonstrate, illustrate, portray
Start Commence
Keep Retain
Free Release
Get on someone’s nerves Bother
Ring up Call
Show up Arrive
Let Permit
Fill in Substitute, inform
Block Undermine
Give the go ahead, greenlight Authorize, authorise
Quadro 4. Informal x formal.
(Continuação)
9Redação de parágrafos e e-mails
C15_Fundamentos_de_Ingles.indd 9 16/04/2018 08:42:42
Fonte: Emma (2018, documento on-line).
Informal Formal
Anyways Nevertheless
Plus/Also Moreover/ Furthermore
But However
So Therefore/Thus
Also In addition, additionally
ASAP As soon as possible/at your 
earliest convenience
Okay, OK Acceptable
In the meantime In the interim
I think In my opinion,
In the end, Finally
To sum up In conclusion,
In a nutshell/basically To summarize,
Anyway, Notwithstanding
Quadro 5. Transitions.
Fonte: Emma (2018, documento on-line).
Emphasis words: informal Emphasis words: formal
Lots of/a lot of Much, many
Tons of, heaps of Large quantities of, a number of
Totally Completely, strongly
Really, very Definitely
Quadro 6. Emphasis words.
Redação de parágrafos e e-mails10
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Fonte: Emma (2018, documento on-line).
Informal Formal
Hi Robert Dear Sir or Madam
Just wanted to let you know… I am writing to inform you...
Love, Cheers, Yours Truly, Best 
regards, kind regards
Yours sincerely, Yours faithfully
Hope to hear from you soon I look forward to hearing from you
You can call me if you need anything Please do not hesitate to contact me
Quadro 7. Letter expressions.
Fonte: Emma (2018, documento on-line).
Informal Formal
ASAP As soon as possible
T.V. Television
Photo Photograph
Cell Cell phone
Net Internet
Quadro 8. Abbreviations.
Informal Formal
Kids Children
Bad Negative
Good Positive
Really big Considerable
Quadro 9. Slangs.
(Continua)
11Redação de parágrafos e e-mails
C15_Fundamentos_de_Ingles.indd 11 16/04/2018 08:42:42
Quando e como utilizar expressões de fechamento de cartas e e-mails:
  Em uma carta ou um e-mail formal que você não saiba o nome do destinatário:
Dear Sir (Sirs, Madam, etc.)
[... text of letter ...]
Yours faithfully,
(author’s name)
  Em uma carta ou um e-mail formal cujo nome do destinatário seja conhecido:
Dear Mr. Smith (Mrs. Jones, etc.)
[... text of letter ...]
Yours sincerely,
(author’s name)
Observe: best regards é uma forma mais casual de terminar uma mensagem, normal-
mente utilizada em e-mails.
Como escrever um e-mail formal
Como vimos anteriormente, você pode escrever um e-mail formal ou informal, 
dependendo de a quem ele está endereçado. Os e-mails informais são normal-
mente escritos para amigos e familiares, portanto, você tem mais liberdade 
para criar suas próprias regras e imprimir seu estilo.
Fonte: Emma (2018, documento on-line).
Informal Formal
Right Correct
Wrong Incorrect
Smart Intelligent
Cheap Inexpensive
Quadro 9. Slangs.
(Continuação)
Redação de parágrafos e e-mails12
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Hi Anne, I miss you so much! Can’t wait to see you on Friday!! We haven’t hung out in so 
long! I miss my bestie! Maybe we can go to the movies or dinner or just chill and watch TV 
and catch up... idc, whichever you want. Love ya, Jules 
Contudo, se você for escrever um e-mail para um professor, colega de traba-
lho ou chefe, recomenda-se que seja profissional e, portanto, que a sua escrita 
seja mais formal. Ao escrever um e-mail formal, preste atenção na gramática.
Dear Professor Johnson, 
I was unable to attend class today due to a doctor’s appointment. When you have a 
moment, could please let me know what I missed and what homework I need to have 
completed for Friday? 
Thank you,
Julia Smith 
O formato do e-mail
A saudação em um e-mail formal é similar à saudação utilizada em cartas. 
Se você for escrever para alguém cujo nome desconhece, você deve utilizar 
To Whom it May Concern Se você for se candidatar a um emprego, deverá 
se dirigir à pessoa que está contratando, por exemplo, Dear Hiring Manager. 
Caso você saiba o nome do destinatário, pode utilizar, por exemplo, Dear 
Mr./Ms. Smith. Em uma saudação formal, você não deve utilizar o primeiro 
nome do destinatário, tampouco saudações informais como Hello, Hi ou Hey. 
13Redação de parágrafos e e-mails
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O corpo do e-mail
Lembre-se que o e-mail precisa ser conciso. A primeira frase, a frase de 
abertura, pode ser uma saudação, se apropriado. Observe:
  I hope all is well with you. 
  Thank you for your prompt response. 
Contudo, em e-mails mais formais, é melhor ir direto ao ponto. Dependendo 
do assunto, é recomendado escrever no máximo quatro parágrafos e cada 
parágrafo deve tratar de um único ponto. Ao final do último parágrafo, você 
deve agradecer o destinatário. Observe:
  Thank you for your assistance with... 
  Thank you for your time and I look forward to hearing back from you. 
  Please feel free to call or email me if you have any questions. 
  I would appreciate it if this could be taken care of promptly. 
O fechamento
Da mesma forma que a saudação, o fechamento de um e-mail formal pode 
ser o mesmo utilizado em cartas. Contudo, diferentemente da saudação, em 
inglês, temos mais opções para encerrar um e-mail ou carta. Observe:
  Thank you.
  Best regards.
  Best wishes.
  Yours sincerely.
  Yours faithfully.
O fechamento deve ser seguido do seu nome completo. Você pode incluir, 
também, se apropriado, o seu cargo e o seu telefone. Observe o exemplo a seguir. 
Redação de parágrafos e e-mails14
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Sincerely, 
Kathleen Smith 
Sales Manager 
(555) 555-5555 
  Não use contrações, como: don’t, haven’t, I’m, isn’t. 
  Use linguagem formal e atente para a gramática. NUNCA use gírias. 
  Não esqueça: revise seu texto e, se possível, peça uma segunda opinião.
Agora é a sua vez de praticar.
Escreva, a seguir, um e-mail para o seu professor, pedindo que ele/ela lhe 
informe se vocês terão aula na semana que vem. 
15Redação de parágrafos e e-mails
C15_Fundamentos_de_Ingles.indd 15 16/04/2018 08:42:42
Existem vários sites com dicas de como escrever correspon-
dências ou documentos formais. Conheça alguns no link 
ou código a seguir.
https://goo.gl/w61Zjp
1. Diga se as frases abaixo 
devem ser classificadas como 
formais ou informais.
I. I am pleased to inform you that 
you have won our grand prize. 
II. I hope all is well with your 
new career choice. 
III. You should be delighted to have 
the chance to participate. 
IV. I can’t help you with that 
cuz it’s too hard. 
V. Hi, how are you? 
a) 1) F, 2) F, 3) I, 4) I, 5) I
b) 1) I, 2) I, 3) I, 4) F, 5) F
c) 1) F, 2) F, 3) F, 4) I, 5) F
d) 1) I, 2) F, 3) F, 4) I, 5) F
e) 1) F, 2) F, 3) F, 4) I, 5) I
2. Para transformar o e-mail a seguir 
de informal para formal, quais 
alterações deveriam ser feitas?
Hello Professor Smith, 
I’m sorry to tell you but I’m sick 
and I’m not gonna go to your 
class today. See ya Wednesday. 
Jason
a) I’m sorry to tell you I’m sick 
and will not be able to go 
to your class today. 
I am looking forward to 
seeing you on Wednesday.
Thanks,
Jason
b) Dear Professor Smith,
I am sorry to tell you I am 
ill and will not be able to 
attend your class today. 
I am looking forward to 
seeing you on Wednesday.
Sincerely,
Jason
c) Hey Professor Smith,
I am sorry to tell you I am 
ill and will not be able to 
attend your class today. 
I’ll see you in class on Wednesday.
Sincerely,
Jason
d) Dear Professor Smith,
I’m sorry to tell you I’m ill and 
will not go to class today. 
I am looking forward to 
seeing you on Wednesday.
Thanks,
Jason
e) Dear Professor Smith, 
I am sorry to tell you but I am sick 
Redação de parágrafos e e-mails16
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and I am not going to your class 
today. See you Wednesday. 
Jason
3. Em quais situações você deve 
usar linguagem formal?
I. Writing a letter of complaint
II. E-mailing a friend
III. Writing to the school’s board
IV. Emailing your boss
V. Talking to your teenager 
a) A, C, D
b) A, B, E
c) A, B, C
d) C, D, E
e) B, C, D
4. Qual a afirmação é correta 
sobre os textos informais?
a) Os textos informais utilizam uma 
linguagem culta e profissional, os 
verbos não podem aparecer em 
sua forma contraída (isn’t, hasn’t, 
etc.), as gírias não são permitidas, 
é permitido escrever somente 
em primeira ou terceira pessoa 
do plural (e as frases costumam 
ser mais longas e complexas.
b) Os textos informais utilizam 
uma linguagem coloquial, os 
verbos não podem aparecer 
em sua forma contraída (isn’t, 
hasn’t, etc.), as gírias não são 
permitidas, é comum utilizarmos 
a primeira pessoa do singular (I 
am, I want) e as frases costumam 
ser mais curtas e simples.
c) Os textos informais utilizam 
uma linguagem coloquial, os 
verbos podem aparecer em sua 
forma contraída (isn’t, hasn’t, 
etc.), as gírias são permitidas, é 
comum utilizarmos a primeira 
pessoa do singular (I am, I 
want) e as frases costumam 
ser mais curtas e simples.
d) Os textos informais utilizam uma 
linguagem culta e profissional, os 
verbos não podem aparecer em 
sua forma contraída (isn’t, hasn’t, 
etc.), as gírias são permitidas, é 
comum utilizarmos a primeira 
pessoa do singular (I am, I 
want) e as frases costumam 
ser mais longas e complexas.
e) Os textos informais utilizam uma 
linguagem coloquial, os verbos 
podem aparecer em sua forma 
contraída (isn’t, hasn’t, etc.), as 
gírias não são permitidas, é 
comum utilizarmos a primeira 
pessoa do singular (I am, I 
want) e as frases costumam 
ser mais curtas e simples.
5. Qual afirmação é correta 
sobre os textos formais? 
a) Ao escrevermos um texto 
formal, devemos utilizar a 
forma contraída dos verbos. 
A linguagem formal deve ser 
privilegiada em detrimento 
da linguagem coloquial, com 
gírias e clichés. Geralmente, 
recomenda-se utilizar a primeira 
e a segunda pessoas (I e you). 
O texto formal costuma ter 
frases mais curtas e ser mais 
simples que o texto informal. 
A voz passiva nunca é 
utilizada nos textos formais.
b) Ao escrevermos um texto 
formal, devemos evitar utilizar 
a forma contraída dos verbos. 
A linguagem formal deve ser 
privilegiada em detrimento 
da linguagem coloquial, com 
gírias e clichés. Geralmente, 
recomenda-se utilizar a primeira 
e a segunda pessoas (I e you). 
O texto formal costuma ter 
17Redação de parágrafos e e-mails
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frases mais longas e ser mais 
simples que o texto informal. 
A voz passiva é comumente 
utilizada nos textos formais.
c) Ao escrevermos um texto 
formal, devemos utilizar a 
forma contraída dos verbos. 
A linguagem formal deve ser 
privilegiada em detrimento 
da linguagem coloquial, com 
gírias e clichés. Geralmente, 
recomenda-se evitar a primeira 
e a segunda pessoas (I e you). 
O texto formal costuma ter 
frases mais curtas e ser mais 
simples que otexto informal. 
A voz passiva é comumente 
utilizada nos textos formais.
d) Ao escrevermos um texto 
formal, devemos evitar utilizar 
a forma contraída dos verbos. 
A linguagem formal deve ser 
privilegiada em detrimento 
da linguagem coloquial, com 
gírias e clichés. Geralmente, 
recomenda-se evitar a primeira 
e a segunda pessoas (I e you). 
O texto formal costuma ter 
frases mais longas e ser mais 
complexo que o texto informal. 
A voz passiva é comumente 
utilizada nos textos formais.
e) Ao escrevermos um texto 
formal, devemos evitar utilizar 
a forma contraída dos verbos. 
A linguagem formal deve ser 
privilegiada em detrimento 
da linguagem coloquial, com 
gírias e clichés. Geralmente, 
recomenda-se evitar a primeira 
e a segunda pessoas (I e 
you). O texto formal costuma 
ter frases mais longas e ser 
mais complexo que o texto 
informal. A voz passiva nunca 
é utilizada nos textos formais.
Redação de parágrafos e e-mails18
C15_Fundamentos_de_Ingles.indd 18 16/04/2018 08:42:46
CAMBRIDGE DICTIONARY. Formal and informal language. 2018. Disponível em: <https://
dictionary.cambridge.org/pt/gramatica/gramatica-britanica/types-of-english-formal-
-informal-etc/formal-and-informal-language>. Acesso em: 09 abr. 2018.
EMMA. Formal & Informal English. 2018. Disponível em: <https://www.engvid.com/
english-resource/formal-informal-english/>. Acesso em: 09 abr. 2018.
PANKONIEN, C.; ENTENMAN, E. 15 Tips for Writing in a Conversational Tone. Printwand, 
2012. Disponível em: <https://www.printwand.com/blog/15-tips-for-writing-in-a-
-conversational-tone>. Acesso em: 12 abr. 2018.
Leituras recomendadas
MEYER, S. Writing Center Modules: diction & style. 2011. Disponível em: <https://www.
menlo.edu/wp-content/uploads/2015/03/DICTION__STYLE.pdf>. Acesso em: 09 
abr. 2018.
OXFORD UNIVERSITY. Levels of Informality. 2008. Disponível em: <https://elt.oup.com/
elt/students/result/pdf/brupp_formality.pdf>. Acesso em: 09 abr. 2018.
THE WRITING CENTER. Abstract: examples. 2018. Disponível em: <https://writing.wisc.
edu/Handbook/presentations_abstracts_examples.html>. Acesso em: 09 abr. 2018.
19Redação de parágrafos e e-mails
C15_Fundamentos_de_Ingles.indd 19 16/04/2018 08:42:46
Encerra aqui o trecho do livro disponibilizado para 
esta Unidade de Aprendizagem. Na Biblioteca Virtual 
da Instituição, você encontra a obra na íntegra.
 
Conteúdo:
 
Dica do professor
Neste vídeo você verá algumas expressões muito utilizadas nos e-mails em inglês, o que elas 
significam e a melhor maneira de aplicá-las.
Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.
https://fast.player.liquidplatform.com/pApiv2/embed/cee29914fad5b594d8f5918df1e801fd/a2c56715991ae7e8b65af23d43a53366
Na prática
Roberta trabalha no Departamento de Recursos Humanos de uma multinacional. Ela precisa se 
corresponder com seus colegas da cidade de Houston, nos Estados Unidos, quase que diariamente.
Inicialmente, Roberta se sentia insegura ao escrever e-mails, pois achava que seu inglês não era 
suficiente para redigir textos mais formais. Foi então que recebeu, de um colega, dicas de redação 
de e-mails em inglês e passou adotar algumas regrinhas.
Confira a seguir.
Aponte a câmera para o 
código e acesse o link do 
conteúdo ou clique no 
código para acessar.
https://statics-marketplace.plataforma.grupoa.education/sagah/2b2b5356-4ea5-4365-8c6a-93b5fe11e8af/095a78c1-350d-4e5c-80bb-ccd32e56af2f.jpg
Saiba +
Para ampliar o seu conhecimento a respeito desse assunto, veja abaixo as sugestões do professor:
How to write a perfect professional email in 5 steps
No site a seguir, você poderá conferir cinco passos para acertar na hora de escrever e-mails.
Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.
Writing an email – 18 – English at Work has the words for 
perfect emails
No vídeo a seguir, do canal BBC Learning English, você verá uma situação relacionada à escrita de 
e-mails.
Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.
Email practice
No site da Oxford University Press, você poderá praticar a escrita de e-mails a partir de cinco 
exercícios disponíveis.
Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.
https://englishlive.ef.com/blog/career-english/write-perfect-professional-email-english-5-steps/
https://www.youtube.com/embed/aO3Det4ir8U
https://elt.oup.com/student/businessoneone/int/a_emailpractice/?cc=us&selLanguage=en
Produção de textos de diferentes 
tipos através de estratégias 
discursivas
Apresentação
Ninguém produz um texto aleatoriamente. Parte-se de determinadas ideias que se ouve e com as 
quais são dialogadas. Parte-se também de determinadas estruturas que compõem o que se chama 
de gênero discursivo. Para escrever um texto, além dos conhecimentos gramaticais, é necessário 
também observar as especificidades do gênero utilizado, além do grau de formalidade. Dois 
gêneros para aprender a trabalhar com as estratégias discursivas são: opinion piece e abstract.
Nesta Unidade de Aprendizagem, você conhecerá as estratégias discursivas utilizadas na produção 
de textos de diferentes gêneros. Partindo da análise de textos com estrutura vocabular, sintática, 
discursiva e retórica complexa, você entenderá que, a depender da função do gênero mobilizado, as 
estratégias usadas para alcançar os objetivos da produção escrita são diferentes. Além disso, 
aprenderá a observar o nível de formalidade nos gêneros estudados.
Bons estudos.
Ao final desta Unidade de Aprendizagem, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
Analisar textos com estrutura vocabular, sintática, discursiva e retórica complexa.•
Identificar o nível de formalidade de diferentes gêneros textuais. •
Produzir textos de diferentes gêneros aplicando as estratégias discursivas.•
Infográfico
O artigo de opinião é um gênero muito peculiar, pois mescla a linguagem objetiva e a subjetiva. É 
possível citar fatos, eventos, dados para argumentar a seu favor, mas também é preciso se 
posicionar, emitir uma opinião.
Neste infográfico, você vai obter algumas dicas sobre como escrever um artigo de opinião (opinion 
piece). Além disso, vai ver algumas estratégias de produção escrita, além de expressões que podem 
lhe auxiliar a escrever o seu próprio artigo em inglês.
Aponte a câmera para o 
código e acesse o link do 
conteúdo ou clique no 
código para acessar.
https://statics-marketplace.plataforma.grupoa.education/sagah/4c4d8e20-1811-4ab4-822a-13f4cf537a8e/24482142-fca7-4b77-a23b-af203d6b711f.jpg
 
Conteúdo do livro
Para escrever um texto em língua inglesa não basta ter conhecimentos gramaticais. É preciso 
adequar o uso da língua e da linguagem ao gênero textual que se está mobilizando. Você entrará 
em contato com textos de dois gêneros diferentes: abstract e opinion piece.
No capítulo Produção de textos de diferentes tipos por meio de estratégias discursivas, da obra 
Oficina de textos em inglês avançado, base teórica desta Unidade de Aprendizagem, você vai estudar 
estratégias discursivas que podem ser utilizadas para melhor compreender o funcionamento dos 
gêneros e, consequentemente, para melhor utilizá-los na prática.
Boa leitura.
OFICINA DE 
TEXTOS EM INGLÊS 
AVANÇADO
Aline Gomes Vidal
Produção de textos de 
diferentes tipos por meio 
de estratégias discursivas
Objetivos de aprendizagem
Ao final deste texto, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
  Analisar textos com estrutura vocabular, sintática, discursiva e retórica 
complexa.
  Identificar o nível de formalidade de diferentes gêneros textuais.
  Produzir textos de diferentes gêneros aplicando as estratégias 
discursivas.
Introdução
Neste capítulo, você vai aprender a analisar a estrutura vocabular, sintática, 
discursiva e retórica de textos complexos, além de identificar o nível de 
formalidade em gêneros textuais diferentes. Você também vai aprendero que são estratégias discursivas e como elas são utilizadas em textos 
pertencentes aos gêneros selecionados. 
Você vai ver a análise de exemplos concretos selecionados a partir 
de dois gêneros em particular: abstract (resumo) e opinion piece (artigo 
de opinião). A comparação entre textos de diferentes gêneros permitirá 
a você compreender melhor as características estruturais de cada um, 
contribuindo para que você eleve suas habilidades de compreensão 
escrita. Colocando as estratégias trabalhadas em prática, você também 
será capaz de produzir textos diversos com maior qualidade.
Análise de textos complexos e estratégias 
discursivas
Estratégias discursivas são os vestígios que o discurso deixa na linguagem. 
Elas estão relacionadas à natureza interacional do discurso, isto é, envolve 
o sujeito, o contexto e as condições de produção, recepção e circulação dos 
textos – sejam eles orais ou escritos.
Dependendo do tipo ou gênero textual que mobilizamos, podemos uti-
lizar diferentes estratégias, a fim de envolver o interlocutor e de construir 
uma real situação de comunicação. É a partir do uso do gênero (notícia, 
carta, poema, crônica, artigo acadêmico, etc.) que passamos a produzir uma 
estrutura vocabular, sintática, discursiva e retórica que deve condizer com 
o gênero em questão.
A seguir, vamos analisar a estrutura de dois textos diferentes, a fim de 
que você compreenda melhor como se constrói a sua estrutura. Analisaremos 
um abstract e um opinion piece. Com essa análise, você deverá se sentir 
preparado para analisar outros textos e também produzir conteúdo autoral 
utilizando as mesmas estratégias. 
Abstract
Primeiramente, vamos analisar o abstract de um artigo acadêmico. Em outros 
gêneros, como teses, dissertações e conferências, o abstract também pode 
ser utilizado. O abstract é um dos elementos do artigo acadêmico e consiste 
em descrever sucintamente o decurso de uma pesquisa ou investigação, a 
fi m de que o leitor tenha uma ideia geral do que será dito. Trata-se de um 
primeiro aspecto formal exigido pelo gênero, pois em revistas e outros 
periódicos científi cos essa é uma forma consagrada sem a qual difi cilmente 
se publica um artigo.
O vocabulário costuma ser mais complexo com termos técnicos ou es-
pecíficos de uma determinada área de conhecimento. Por exemplo, se você 
escreve um artigo que tem como base o conceito de “gênero do discurso” 
de Bakhtin (1997), tenderá a usar termos e expressões correlacionados a ele, 
como: enunciado concreto, responsividade ativa, alternância dos sujeitos 
do discurso, entre outros. O vocabulário específico é um dos traços do 
artigo científico como um todo e, consequentemente, do abstract – uma 
de suas partes.
No abstract no box Exemplo, a seguir, identificam-se algumas expres-
sões representativas de vocabulário específico ligado ao tema da pesquisa: 
Produção de textos de diferentes tipos por meio de estratégias discursivas2
language learning and teaching, SLA, computer-mediated communication, 
multimodal tools, sociocultural and constructivist theories e multimodality. 
Aqui vemos a especificidade vocabular do ponto de vista técnico (quando 
menciona ferramentas) e teórico (quando menciona concepções ligadas a 
uma corrente teórica).
Rethinking Task Design for the Digital Age: A Framework for Language Teaching 
and Learning in a Synchronous Online Environment
This article discusses a framework for the development of tasks in a synchronous online 
environment used for language learning and teaching. It shows how a theoretical approach 
based on second language acquisition (SLA) principles, sociocultural and constructivist 
theories, and concepts taken from research on multimodality and new literacies, can influence 
the design and implementation of tasks for computer-mediated communication (CMC). The 
findings are based on a study conducted at the Open University, a study which examined 
all three levels of theory, design and implementation. The paper first presents the underlying 
theories in more detail before examining how these theories are translated into the design 
of tasks for language tutorials via an audio-graphic conferencing tool. Finally it looks at 
how the design was implemented in practice by focusing on a number of issues such as 
student-student and student-tutor interaction, feedback, use of multimodal tools, and the 
differences between teaching face-to-face and online (HAMPEL, 2006, documento on-line).
Do ponto de vista sintático, identificamos a preponderância da ordem 
direta (This article discusses a framework) e também uma tendência a evitar 
orações subordinadas (aquelas que utilizam os pronomes who, that, which, 
etc.), o que evidencia e reforça o uso de uma linguagem objetiva nesse gênero. 
São textos que procuram expor de forma clara a sua proposta.
Por fim, do ponto de vista retórico-discursivo, o abstract procura ser 
objetivo, mostrando as diferentes partes que compõem o estudo. Segundo 
Corte e Fischer (2000, p. 13), “[...] ao analisarmos os abstracts das diferentes 
áreas constatamos que, em geral, apresentam a seguinte estrutura: 1º) esta-
belecimento do objetivo da pesquisa, 2º) descrição da metodologia, 3º) ação 
e discussão dos resultados e 4º) apresentação da conclusão mais importante 
(avaliação dos resultados)” .
Utilizando essa estrutura, o enunciador do abstract tenta fazer uma 
exposição descritiva de seu estudo, apresentando suas partes. Com isso, 
3Produção de textos de diferentes tipos por meio de estratégias discursivas
ele busca auxiliar o leitor a tomar conhecimento da proposta do artigo, 
permitindo-lhe escolher se quer ler o texto completo.
Chama a atenção o fato de o abstract produzido em inglês poder ser 
utilizado em artigos originalmente escritos em outros idiomas. Em geral, 
mesmo que o texto seja publicado em território não anglófono, é necessária 
a produção de um resumo em inglês. Do ponto de vista discursivo, essa é 
uma forma de dar visibilidade à pesquisa científica, permitindo acesso a 
especialistas falantes nativos e não nativos de língua inglesa.
Saiba mais, no link a seguir, sobre a produção escrita de abstracts no artigo de Marcos 
Paulo da Silva e Antonio Rediver Guizzo (2017), O gênero abstract: questões de com-
preensão e produção textual.
https://goo.gl/HFyECS
Opinion piece
Opinion piece é um artigo de jornal ou revista que expõe a opinião do autor 
sobre um determinado tema. No Brasil, temos algo similar nos textos de 
articulistas, especialmente em revistas e jornais de grande circulação. São 
os chamados artigos de opinião. 
Em geral, os artigos de opinião expõem fatos e eventos relacionados 
ao tópico sobre o qual se quer opinar, a fim de construir uma estrutura 
argumentativa. Neles, o autor pode expor de maneira mais explícita a sua 
opinião, sua crítica. Além disso, essas publicações costumam conter uma 
foto do autor, reforçando o caráter personalista e individual da divulgação de 
opiniões. Vemos que isso não acontece na publicação de notícias. Veja agora 
se você já consegue identificar as características mencionadas anteriormente 
no exemplo a seguir.
Produção de textos de diferentes tipos por meio de estratégias discursivas4
Relax, people: We survived Nixon. We’ll survive Trump.
By Marc A. Thiessen
Columnist
November 1 at 6:20 PM
Next week marks the 50th anniversary of the election of President Richard M. Nixon. It is a 
chance for some perspective. While many seem convinced that the United States will never 
recover from the Donald Trump presidency, the truth is conservatism, the Republican Party 
and our nation survived Nixon — and we will survive Trump.
(…)
Many were appalled by Trump’s Helsinki news conference and embrace of Russian President 
Vladimir Putin. But it was Nixon who gave us detente with Moscow, invited Leonid Brezhnev 
to the White House, and signed the disastrous Anti-Ballistic Missile Treaty which restricted 
U.S. missile defense for decades.
(…)
As bad as things got for Republicans, sixyears after Nixon’s resignation we elected Ronald 
Reagan and, just like that, it was Morning in America. Those of us fortunate enough to have 
lived through the Reagan Revolution have great expectations for the presidency. We want 
to not just support the policies, but admire the person who occupies the Oval Office. So 
our disappointment in Trump’s moral failures is profound. But the truth is, if you look back 
at U.S. history, there have been few Reagans. Most presidents are mediocre, and some are 
downright awful. But the idea that Trump has ushered in an end to the hopeful, optimistic 
vision for conservatism is absurd. All conservatism needs to recover is for one great, hopeful, 
optimistic leader to emerge.
Until then — to paraphrase the man who implemented Nixon’s wage and price controls, 
Donald H. Rumsfeld — we go to war with the president we have (THIESSEN, 2018, docu-
mento on-line).
Primeiramente, podemos dividir esse texto em três partes: introdução, 
desenvolvimento e conclusão. Na introdução, o autor expõe o tópico de que 
tratará: as consequências da administração do presidente estadunidense Donald 
Trump em comparação à do ex-presidente Richard Nixon. O articulista também 
já emite a conclusão logo no primeiro parágrafo: we will survive Trump (“nós 
sobreviveremos ao Trump”). 
5Produção de textos de diferentes tipos por meio de estratégias discursivas
Em seguida, ele passa a elaborar sua argumentação utilizando fatos his-
tóricos que corroboram sua tese. Thiessen relata fatos que amedrontavam os 
estadunidenses à época de Nixon e seu discurso tem um tom apaziguador no 
sentido de que o país, se sobreviveu àquele presidente, também sobreviverá 
a Trump. Discursivamente falando, a principal estratégia utilizada pelo autor 
é, portanto, a apresentação de eventos históricos. 
Outra estratégia que fica evidente é a comparação que vai dando legitimi-
dade para os argumentos do autor, pois, comparando, o leitor vai identificando 
as semelhanças entre os dois contextos expostos – era Nixon e era Trump – e 
vai sendo persuadido de que as consequências tendem a ser parecidas, de que 
o futuro tende a “imitar” o passado.
Thiessen (2018) finaliza o texto fazendo severas críticas ao líder Donald 
Trump, mas, ao mesmo tempo, aludindo à ideia de que “tempos melhores 
virão”. Sua conclusão tem um tom de certa forma conformista, com uma 
paráfrase (como ele próprio afirma): we go to war with the president we have. 
Ao longo do texto, percebemos algumas estratégias utilizadas pelo autor 
para o desenvolvimento da argumentação. Por se tratar de um texto opinativo, 
entende-se que se queira convencer o leitor de um determinado ponto de vista. 
Para isso, uma das estratégias que podemos identificar é o uso de pronomes 
na primeira pessoa do plural – we/us/our. Essa é uma maneira de se aproximar 
do leitor e elevar o grau de afetividade com ele. Isso tende a aumentar o envol-
vimento do leitor com o texto, reforçando a proposta de persuasão do artigo.
Sendo assim, o artigo de opinião é caracterizado essencialmente pela es-
tratégia de convencimento. É um dos traços mais marcantes do gênero, sendo 
a argumentação seu recurso retórico mais importante. Outro traço relevante 
é a mistura entre a objetividade e a subjetividade. A argumentação costuma 
ser pautada na objetividade, como no caso da exposição de fatos históricos, 
enquanto a opinião é marcadamente subjetiva. 
Opinion piece é diferente de editorial. Opinion piece é um artigo assinado por uma 
pessoa, pois nesse gênero é muito forte e marcada a exposição do ponto de vista 
do autor sobre o assunto discutido. Já o editorial corresponde à opinião de um grupo 
de pessoas e, por esse motivo, não costuma ser assinado. Nesse caso, a referência 
não é a visão de um autor só, mas sim a opinião de um veículo ou de uma empresa 
jornalística como um todo. 
Produção de textos de diferentes tipos por meio de estratégias discursivas6
Saiba mais sobre estratégias discursivas em artigos de opinião no artigo de Vera 
Lúcia Pires, Graziela Frainer Knoll e Éderson Cabral (2016), Dialogismo e polifonia: dos 
conceitos à análise de um artigo de opinião.
https://goo.gl/F3kctC
O nível de formalidade nos gêneros textuais
Linguagem formal e informal são variantes linguísticas, isto é, são varia-
ções de uso da língua. Dependendo da situação comunicativa em que nos 
encontramos, usamos diferentes formas de entonação, diferente estrutura 
vocabular, sintática, retórica e discursiva. Segundo Tarallo (2005, p. 23), 
“[...] em toda comunidade de fala são frequentes as formas linguísticas em 
variação (...) a essas formas dá-se o nome de ‘variantes linguísticas’ [que] 
são, portanto, diversas maneiras de se dizer a mesma coisa em um mesmo 
contexto, e com o mesmo valor de verdade”.
No âmbito da linguagem coloquial ou informal, a linguagem é utilizada 
de uma forma mais espontânea e descontraída. É possível que ocorram 
diferentes tipos de “erros” gramaticais sem que haja grandes consequências 
negativas. Em determinadas situações, a propósito, o “erro” pode ser uma 
forma consolidada pelo uso. É o caso da comunicação em aplicativos de 
conversa, onde é permitido, por exemplo, fazer abreviações que, na lingua-
gem formal, seriam consideradas, no mínimo, inadequadas. Isso ocorre em 
função da informalidade que esse tipo de situação exige.
Já no âmbito da linguagem formal, especialmente na forma escrita, a 
linguagem é usada de forma mais cuidadosa, com maior preocupação quanto 
às regras gramaticais, uso de vocabulário adequado e ortografia correta. 
Em determinados contextos, há inclusive uma padronização específica da 
linguagem, visando a uniformizar ao máximo as formas de comunicação. 
É o caso do Manual de Padronização de Textos do Supremo Tribunal de 
Justiça (STJ) (BRASIL, 2016), que visa à uniformidade das produções 
textuais, de modo a facilitar a comunicação e o trabalho dos servidores que 
atuam no órgão.
7Produção de textos de diferentes tipos por meio de estratégias discursivas
O Manual de Padronização de Textos do Supremo Tribunal de Justiça (BRASIL, 2016) 
pode ser encontrado no link a seguir:
https://goo.gl/3Ny4h8
O nível de formalidade está diretamente ligado ao gênero textual mo-
bilizado em uma produção escrita ou oral, tanto que falamos em gêneros 
formais e informais. Alguns exemplos de gêneros informais: mensagens 
de celular, chat, postagem em redes sociais de amigos, bilhetes, recados, 
etc. Entre os gêneros formais, podemos incluir carta comercial, currículo, 
reportagem, além de nossos objetos de estudo neste capítulo: abstract e 
artigo de opinião. 
Identificar a formalidade nos diferentes gêneros textuais é importante tanto 
do ponto de vista da compreensão quanto da produção escrita. Quando somos 
capazes de apontar se um texto é formal ou informal, ficamos mais atentos 
às estruturas que o compõem e, consequentemente, nos tornamos mais aptos 
a analisar e produzir textos do mesmo gênero. 
No link a seguir, você poderá ver uma aula que aprofunda o tema das tipologias e 
dos gêneros textuais:
https://goo.gl/cKTzQ3
Em ambos os casos que aqui analisamos, a linguagem utilizada é mais 
formal, dotada de estrutura gramatical, vocabular, retórica e discursiva com-
plexa. No caso do artigo de opinião, o fato de ser opinativo não quer dizer que 
possa se tratar de um texto informal, pelo contrário. Vemos que a variante 
linguística empregada é mais formal, ainda que não haja tanta rigidez do ponto 
Produção de textos de diferentes tipos por meio de estratégias discursivas8
de vista formal, como ocorre com o abstract. O abstract também faz uso da 
linguagem formal, mas certamente apresenta maior padronização e estrutura 
mais rígida do que o artigo de opinião. 
Veja a diferença de grau de formalidade em dois textos sobre homeschooling:
 
ABSTRACT
Homeschooling – that is, parent-led home-based education – is an age-old traditional 
educational practice that a decade ago appeared to be cutting-edge and “alternative”but 
is now bordering on “mainstream” in the United States. It may be the fastest-growing form 
of education in the United States.
NOTÍCIA
The SA Schools Act (Chapter 2, 3 [6a, b]) states that parents who, without just cause, 
fail to send their children to school will be guilty of an offence and liable to six months’ 
imprisonment. The Basic Education Laws Amendment Bill proposes that the prison term 
be extended to six years.
A diferença mais evidente reside nas variações estilísticas que resultam da adequação 
às finalidades específicas de cada situação comunicativa. Como você pode ver, a 
notícia procura utilizar um estilo mais fluido e menos complexo, a fim de atingir mais 
leitores. Já o público do abstract é mais especializado e, por isso, o nível de formalidade 
presente no estilo de escrita também é maior. 
Usando as estratégias discursivas
Agora vamos ver como podemos, na prática, utilizar as estratégias trabalhadas 
nos objetivos anteriores. Utilizaremos os gêneros abstract e opinion piece 
como referência para que você consiga entender como é possível aplicar as 
estratégias discursivas na produção de textos em língua inglesa.
Abstract
 O abstract é um gênero essencialmente descritivo e, portanto, as estratégias 
de produção de texto devem conseguir levar ao público-alvo sequências des-
critivas concisas, porém completas, a respeito do estudo realizado. Do ponto 
9Produção de textos de diferentes tipos por meio de estratégias discursivas
de vista discursivo, o abstract é um recurso que ajuda o leitor a decidir se 
vai ler o artigo inteiro ou não. Dessa forma, uma das primeiras questões a se 
perguntar quando da produção de um abstract é: qual o público-alvo? 
Saber qual o seu público-alvo pode contribuir para que o texto alcance 
seus objetivos, isto é, consiga atingir as pessoas certas. No caso do abstract, 
o público-alvo costuma ser formado por pessoas que produzem ou adquirem 
conhecimento em um determinado campo científico. Entretanto, toda grande-
-área tem subáreas que, a depender do nível de especificidade do estudo, podem 
se desdobrar em microáreas. Por esse motivo, é importante que o abstract 
contenha conceitos-chave da pesquisa a que se refere. Quando um resumo é 
muito genérico e não revela o contexto específico do artigo, a tendência é que 
ele não alcance muitos leitores. 
Além disso, a linguagem acadêmica tem características próprias, de modo 
que simplesmente conhecer a língua inglesa pode não ser suficiente. É preciso 
também entender um pouco sobre como funciona o academic writing. Temos 
que entender que a academia é uma comunidade e que, como tal, produz suas 
próprias formas de uso da linguagem.
Poderíamos agora lançar uma segunda pergunta: de que forma são tratados 
os temas dos textos desse gênero? Na formulação de um abstract, é importante 
mencionar conceitos e termos técnicos ou especializados. Trata-se de uma 
estratégia bastante pertinente. Geralmente, quando procuramos um artigo 
para ler, não fazemos uma busca aleatória, mas, sim, uma busca por conceitos 
específicos relacionados ao tema de nosso interesse ou de nossa necessidade. 
Portanto, apresentar esses conceitos e termos é uma forma de chamar a atenção 
do leitor e, de certa maneira, reunir uma determinada comunidade científica 
que compartilha um objeto de estudo. De acordo com Gil e Aranha (2017, 
p. 846), “[...] é essa capacidade de usar o gênero que separa os indivíduos 
experientes dos leigos ou daqueles que estão iniciando sua vida acadêmica”. 
Uma forma de saber se estamos utilizando o termo correto na língua inglesa é 
pesquisar outros artigos sobre o mesmo assunto e ver quais termos os autores 
da área utilizam?
Uma terceira questão a ser pontuada: quais os elementos da estrutura formal 
do gênero em questão? Como vimos anteriormente, podemos separar a estru-
tura do abstract da seguinte maneira: objetivos (apresentação do problema), 
metodologia, descrição dos resultados (argumentos) e conclusões. São esses 
os elementos repetitivos e estáveis do gênero, do ponto de vista retórico. A 
observação do movimento desses elementos auxilia o pesquisador a escrever 
e a dialogar com seus interlocutores por meio de formas reconhecidas. Veja 
a seguir o Quadro 1.
Produção de textos de diferentes tipos por meio de estratégias discursivas10
OBJETIVOS
Na apresentação dos objetivos, por exemplo, é notável o uso frequente de 
verbos usados para introduzir o tema da pesquisa. Alguns deles são: review, aim, 
describe, present e consider. 
METODOLOGIA
Na metodologia, é comum o emprego de expressões usadas para fazer referên-
cia a outros autores, como according to, research has shown that e recent studies 
have found that. 
DESCRIÇÃO DOS RESULTADOS
Já na descrição dos resultados, entram os conectivos que dão sequência à argu-
mentação: first, there is e next.
CONCLUSÕES
Por fim, nas conclusões, encontramos muitas vezes sugestões ou soluções apre-
sentadas pela pesquisa. Marca-se também o final do texto, momento em que é 
comum o uso de marcadores discursivos como finally, to sum up, entre outros.
 Quadro 1. Estrutura do abstract 
Uma última pergunta a se fazer: qual a variante linguística utilizada? 
Como ela é trabalhada? Dentro da linguagem formal, uma das marcas do 
texto acadêmico e que aparece claramente no abstract é a impessoalidade. 
Portanto, é muito comum o uso de there is/there are, além da voz passiva, 
marcando a objetividade do discurso.
Observe exemplos de abstract que utilizam there to be em sua estrutura: 
Data saturation is reached when there is enough information to replicate the study when 
the ability to obtain additional new information has been attained, and when further coding 
is no longer feasible (FUSCH; NESS, 2015).
There is an instinctive drive among all humans to make meaning of their daily lives 
(THAYLOR, 2017).
There are limited published data on recent cancer incidence and mortality trends worl-
dwide (TORRE et al., 2016).
11Produção de textos de diferentes tipos por meio de estratégias discursivas
Opinion piece
Como vimos, o artigo de opinião é um texto essencialmente argumentativo 
que circula, mormente, no universo jornalístico. Em geral, o autor procura 
convencer o leitor, expondo sua opinião a respeito de um dado tema. É, portanto, 
um instrumento de interação entre autor e leitor, ainda que eles não estejam 
no mesmo espaço e tempo. 
Se o propósito do texto é persuadir o leitor, uma primeira pergunta que 
podemos fazer a fim de estabelecer estratégias discursivas de construção 
textual é: como construir uma argumentação? Em geral, o artigo de opinião 
apresenta três partes: exposição, interpretação e opinião. 
A exposição é marcada pelo lançamento da tese que será defendida e 
pode servir também como uma espécie de introdução ao tema. Uma de suas 
características, a partir do exemplo que já analisamos, é, portanto, o uso do 
tempo verbal simple present. Faz sentido o uso desse tempo verbal, pois o artigo 
de opinião costuma tratar de temas atuais e é o espaço em que o autor fará a 
afirmação de uma tese. É claro que o uso do simple present não é exclusivo, 
mas é, certamente, uma tendência no gênero. 
Frases de efeito (metáforas, ironias e outras figuras de linguagem) e afirma-
ções veementes são uma forma de reforçar o seu argumento, de fazer com que a 
sua opinião soe verdadeira. Portanto, expressões como the truth is, we all know 
that e the fact is funcionam como tentativas de convencer o leitor a respeito da 
legitimidade dos argumentos que o autor constrói. Nesse ponto, não há exemplos 
constantes, já que depende muito da criatividade do autor. Para efeito de exempli-
ficação, podemos citar o título de outro artigo de opinião: Indonesia is burning. 
So why is the world looking away?, que tem um tom de provocação em relação ao 
leitor, conduzindo-o a voltar seu olhar a um problema identificado na Indonésia. 
Indonesia is burning. So why is the world looking away?
I’ve often wondered how the media would respond wheneco-apocalypsestruck. I pictured 
the news programmes producing brief, sensational reports, while failing to explain why it was 
happening or how it might be stopped. Then they would ask their financial correspondents 
how the disaster affected share prices, before turning to the sport. As you can probably tell, 
Produção de textos de diferentes tipos por meio de estratégias discursivas12
Para a interpretação, existem diversas estratégias que podem ser utiliza-
das: relações de causa e consequência, comparação entre diferentes tempos 
e lugares, narração de um fato, entre outras possibilidades. Interpretação 
geralmente apresenta background information, isto é, informações relacionadas 
ao assunto tratado que irão corroborar a tese defendida. É nesse ponto que 
geralmente entra a linguagem objetiva, isto é, o uso da terceira pessoa. Em 
outros momentos é possível o uso da primeira pessoa, quando o autor tenta 
envolver o leitor de maneira mais pessoal, entretanto, na exposição de fatos, 
a terceira pessoa é a estratégia mais utilizada. 
Por fim, chegamos à opinião, espaço privilegiado do uso da linguagem 
subjetiva. A opinião não se limita a aparecer no final do texto, ela pode 
permear todo o artigo de opinião. O uso de pronomes na primeira pessoa (I, 
me, my, mine, we, us, our ou ours) e também da segunda pessoa (you, your 
ou yours) é uma forma de o autor se aproximar do leitor, criar uma certa 
intimidade com ele, de modo que ele se sinta confortável o suficiente a ponto 
de concordar com o autor. É uma das estratégias de persuasão utilizadas 
pelo autor, portanto. 
Além disso, usar adjetivos para qualificar eventos históricos também é uma 
estratégia usada para valorizar ou desvalorizar determinado ponto de vista. 
Mencionar uma conferência internacional sobre o clima, por exemplo, é uma 
coisa. Utilizar adjetivos como abstract e manufactured nas expressões abstract 
diplomacy and manufactured drama dá outro efeito na produção de texto. 
I don’t have an ocean of faith in the industry for which I work. What I did not expect was 
that they would ignore it.
(…)
After the last great conflagration, in 1997, there was a missing cohort in Indonesia of 
15,000 children under the age of three, attributed to air pollution. This, it seems, is worse. 
The surgical masks being distributed across the nation will do almost nothing to protect 
those living in a sunless smog. Members of parliament in Kalimantan (Indonesian Borneo) 
have had to wear face masks during debates. The chamber is so foggy that they must have 
difficulty recognising one another.
(…)
At the climate summit in Paris in December the media, trapped within the intergovernmental 
bubble of abstract diplomacy and manufactured drama, will cover the negotiations almost 
without reference to what is happening elsewhere. The talks will be removed to a realm with 
which we have no moral contact. And, when the circus moves on, the silence will resume. Is there 
any other industry that serves its customers so badly? (MONBIOT, 2015, documento on-line).
13Produção de textos de diferentes tipos por meio de estratégias discursivas
Uma pergunta final que poderíamos fazer sobre a produção de artigos de 
opinião: qual a variante linguística utilizada? Como ela é trabalhada? Ainda 
que se trate de um gênero menos rígido do que o abstract, por exemplo, ainda 
assim é necessário utilizar a linguagem formal, atentando para o uso apropriado 
de regras gramaticais e vocabulário pertinente.
BAKHTIN, M. Gêneros do discurso. In: BAKHTIN, M. Estética da criação verbal. São Paulo: 
Martins Fontes, 1997. 
BRASIL. Superior Tribunal de Justiça. Manual de padronização de textos do STJ: Superior 
Tribunal de Justiça. 2. ed. Brasília, DF: STJ, 2016. Disponível em: <https://bdjur.stj.jus.
br/jspui/bitstream/2011/102844/manual_padronizacao_textos_2016.pdf>. Acesso 
em: 25 nov. 2018.
CORTE, A. C. O.; FISCHER, C. R. Introdução, conclusão e “abstract” em relatórios de 
pesquisa em língua inglesa. Caderno do Centro de Línguas, n. 3, p. 45-53, 2000.
GIL, B.; ARANHA, S. Um estudo do gênero abstract na disciplina de Antropologia:a 
heterogeneidade da(s) área(s). DELTA, São Paulo, v. 33, n. 3, p. 843-871, set. 2017. 
Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-
-44502017000300843&lng=en&nrm=iso>. Acesso em: 26 nov. 2018. 
HAMPEL, R. Rethinking Task Design for the Digital Age: A Framework for Language 
Teaching and Learning in a Synchronous Online Environment. ReCALL, v. 18, n. 1, p. 
105-121, May 2006. Disponível em: <https://eric.ed.gov/?id=EJ843650>. Acesso em: 
25 nov. 2018.
MONBIOT, G. Indonesia is burning. So why is the world looking away? The Guardian, 
30 out. 2015. Disponível em: <https://www.theguardian.com/commentisfree/2015/
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TARALLO, F. A pesquisa sociolinguística. São Paulo: Ática, 2005.
THIESSEN, M. A. Relax, people: We survived Nixon. We’ll survive Trump. 2018. Dispo-
nível em: <https://www.washingtonpost.com/opinions/relax-people-we-survived-
-nixon-well-survive-trump/2018/11/01/548a183a-de01-11e8-b732-3c72cbf131f2_story.
html?noredirect=on&utm_term=.f708adbab2a5>. Acesso em: 25 nov. 2018.
Leituras recomendadas
COSTA, W. A. S. Estratégias discursivas para um ethos de credibilidade no debate político. 
Linguagem em (Dis)curso, v. 18, n. 1, p. 69-86, 2018. Disponível em: <http://www.scielo.
br/pdf/ld/v18n1/1518-7632-ld-18-01-69.pdf>. Acesso em: 25 nov. 2018.
Produção de textos de diferentes tipos por meio de estratégias discursivas14
FUSCH, P. I.; NESS, L. R. Are We There Yet? Data Saturation in Qualitative Research. The 
Qualitative Report, v. 20, n. 9, 2015. Disponível em: <https://nsuworks.nova.edu/tqr/
vol20/iss9/3/>. Acesso em: 25 nov. 2018.
KNOWLTON, S.; FREEMAN, K. Clear Thinking, clear writing. In: KNOWLTON, S.; FREEMAN, 
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PINHEIRO, E.; BASSETTO, L. M. T. O gênero artigo de opinião como objeto mediador de 
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PIRES, V. L.; KNOLL, G. F.; CABRAL, E. Dialogismo e polifonia: dos conceitos à análise de 
um artigo de opinião. Letras de Hoje, v. 51, n. 1, p. 119-126, 2016. Disponível em: <http://
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SILVA, M. P.; GUIZZO, A. R. O gênero abstract: questões de compreensão e produção textual. 
In: FÓRUM ACADÊMICO DE LETRAS, 28., 2017, Foz do Iguaçu. Anais... Foz do Iguaçu: UNILA, 
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THAYLOR, E. W. Transformative Learning Theory. In: LAROS, A.; FUHR, T.; TAYLOR, 
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TORRE, L. A. et al. Global Cancer Incidence and Mortality Rates and Trends: An Update. 
Cancer Epidemiology, Biomarkers & Prevention, v. 25, n. 1, p. 16-27, 2016. Disponível em: 
<http://cebp.aacrjournals.org/content/25/1/16.short>. Acesso em: 25 nov. 2018.
15Produção de textos de diferentes tipos por meio de estratégias discursivas
Conteúdo:
Dica do professor
Quando é necessário escrever um abstract, é comum as pessoas terem dúvidas quanto às 
expressões mais adequadas.
Nesta Dica do Professor, você vai ver algumas propostas que podem auxiliá-lo a formular um 
abstract.Existem estruturas que são frequentemente utilizadas nesse gênero e que você pode 
utilizar para facilitar a sua produção escrita.
Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.
https://fast.player.liquidplatform.com/pApiv2/embed/cee29914fad5b594d8f5918df1e801fd/2290e002c5f4c3a3df0e49733ff453c1
Na prática
O artigo de opinião é um texto dissertativo-argumentativo que costuma ser motivado por uma 
questão atual e no qual o autor procura expor seu ponto de vista a respeito de um assunto.
Neste Na prática, você vai encontrar uma situação hipotética envolvendo o uso desse gênero 
discursivo.
Leia a apresentação do problema e observe a solução encontrada pelas personagens envolvidas.
Aponte a câmera para o 
código e acesse o link do 
conteúdo ou clique no 
código para acessar.
https://statics-marketplace.plataforma.grupoa.education/sagah/091aa807-81b3-41db-9317-143654dc0fda/0c4de885-1e78-4173-ba8b-6729a55d81c9.jpg
Saiba +
Para ampliar o seu conhecimento a respeito desse assunto, veja abaixo as sugestões do professor:
Um estudo do gênero abstract na disciplina de Antropologia: a 
heterogeneidade da(s) área(s)
Leia o seguinte artigo e analise as características retóricas e linguísticas do gênero abstract em um 
corpus na área de Antropologia.
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Produção escrita: elaborando um abstract descritivo
Assista o seguinte vídeo, por meio do qual você vai aprender a produzir o seu próprio abstract.
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Modalizadores: a negociação em artigo de opinião
O artigo a seguir trata das estratégias de negociação e persuasão que ocorrem na escrita de artigos 
de opinião.
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http://www.scielo.br/pdf/delta/v33n3/1678-460X-delta-33-03-00843.pdf
https://www.youtube.com/embed/Cou0I4eWn-E
http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1518-76322016000100117&script=sci_arttext
Jornais e Revistas de notícias
Veja nesse link da NEWS - UFMG, sites de jornais e rádios em Língua Inglesa.
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3 sites de notícias para praticar seu inglês
Nesse artigo, você vai ver alguns sites de notícias para praticar inglês.
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Técnicas para fazer manchetes em inglês
No inglês, assim como no português, existem técnicas para escrever uma manchete. Veja mais no 
link a seguir.
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Redação publicitária: entenda a importância e suas 
características
A redação publicitária é a técnica responsável por conceituar as campanhas de divulgação e um dos 
pilares da Publicidade.
http://www.letras.ufmg.br/arado/news.html 
https://inglesnarede.com.br/dicas/3-sites-de-noticias-para-voce-praticar-seu-ingles/ 
http://www.lem.seed.pr.gov.br/modules/conteudo/conteudo.php?conteudo=660 
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Writing an Abstract
Você sabe o que é um resumo? Veja a resposta no link a seguir.
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Persuasive texts - Advertising
Veja no vídeo a seguir textos persuasivos utilizados na Publicidade.
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https://rockcontent.com/blog/redacao-publicitaria/ 
https://writingcenter.gmu.edu/guides/writing-an-abstract 
https://www.youtube.com/embed/z5yq_el23EA

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