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Para ler e compreender as perguntas e as respostas de uma entrevista, é preciso ficar atento aos turnos de fala. Turno de fala é o nome que se dá ao ato em que um falante toma a palavra. Na entrevista, um turno de fala é do entrevistador e o outro é do entrevistado. 2 Qual foi o recurso usado no texto da entrevista para o leitor perceber a mudança dos turnos de fala? 3 Em uma entrevista, é necessário que o entrevistador faça um roteiro de perguntas para não se perder. Dos temas a seguir, copie no caderno apenas aqueles que foram escolhidos para o roteiro da entrevista de Rayssa Leal. a) Adolescentes. b) Olimpíadas. x c) Redes sociais. x d) Planos. x e) Infância. f) Estudos. x 4 Mesmo com o roteiro pronto, muitas vezes o entrevistador faz perguntas baseadas em respostas da- das pelo entrevistado. Veja: Quais seus próximos planos dentro do skate? [...] Quero ir para Los Angeles [na Califórnia] para começar minha videoparte [...] A Califórnia é considerada um dos melhores lugares do mundo para o skate. Pensa em se mudar para lá? Volte ao texto da entrevista e encontre outro exemplo de pergunta feita pelo entrevistador com base em uma resposta da entrevistada. Registre no caderno. 5 Releia dois trechos de falas da entrevistada. É? (pega o celular para conferir). Verdade! Não tinha visto ainda. 5. “Eu não pensei que seria tão grande a repercussão. Tanto da medalha quanto da dancinha (que Rayssa fez na pista e viralizou nas redes).”; “Eu queria lançar no dia do meu aniversário (4 de janeiro), mas acho que vai demorar mais um pouquinho [...]”. Quero ir para Los Angeles para começar minha videoparte (um vídeo com manobras de skate em um filme). Algumas partes da entrevista foram escritas entre parênteses ( ). ⓿ No primeiro caso, o uso de parênteses indica algo que acontece durante a entrevista. ⓿ No segundo caso, os parênteses indicam acréscimo de informação. Encontre na entrevista outros exemplos desse segundo uso dos parênteses. 6 Essa entrevista foi publicada na internet, em um jornal digital. Trata-se de um hipertexto, pois traz vá- rios links (em azul) ao longo dela. Na unidade anterior você estudou que o link, quando acessado, leva à ampliação das informações. Para recordar esse recurso, segue um exemplo: Por que Fadinha? Conheça Rayssa Leal, de 13 anos, medalha de prata no skate na Olimpíada 4. “E agora já são quase 7 milhões. Como é lidar com essa explosão nas redes sociais?” (pergunta feita depois da resposta em que Rayssa comenta o aumento no número de seguidores: “Eu não pensei que seria tão grande a repercussão [...] foi muito especial”). A fala do entrevistador é destacada em negrito, o que não acontece com a fala da entrevistada. Nascida em Imperatriz (MA), skatista viralizou ao fazer manobras fantasiada e chegou a rejeitar apelido, mas mudou de ideia antes de fazer história em Tóquio [...]. Que informações estão no início desse link e não constam da entrevista lida? A informação da razão do apelido; a de que a atleta é chamada de fadinha porque fazia manobras fantasiada; e a de que, no início, ela não gostava do apelido. 89 89 Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido. Atividades 4 e 5 Chamar a atenção dos estudantes para a reelaboração na escrita do texto oral. Na atividade 4, pode-se supor que o entrevistador tenha acrescentado “A Califórnia é consi- derada um dos melhores lugares do mundo para o skate”, para o leitor saber a razão da escolha de Rayssa. Na entre- vista oral, ele pode ter simplesmente perguntado: “Pensa em se mudar para lá?”. Na atividade 5, as inserções entre parênteses são próprias da reelaboração da entrevista oral para a escrita. O objetivo é desenvolver progressivamente a habilidade EF07LP02. Atividade 6 Para essa atividade seria interessante que os estudan- tes tivessem acesso aos recursos tecnológicos de modo que pudessem acessar os links. Segue um pequeno resu- mo dos assuntos abordados em cada link, caso o acesso não seja possível: ⓿ Venceu a etapa de Salt Lake City da Liga Mundial: Aborda a conquista do pódio nessa competição ape- nas na última manobra, ultrapassando a atleta japone- sa, que era favorita. ⓿ Medalhistas em Tóquio, atletas brasileiros crescem em até 3.000% nas redes: Trata da popularização dos atle- tas que, com o crescimento nas redes sociais, puderam abrir portas para o reconhecimento e ter a visibilidade necessária para o desenvolvimento no esporte. ⓿ Em Tóquio, Geração Z se firma com pódio de talentos precoces: A re- portagem destaca a força juvenil dos atletas presentes em Tóquio, perten- centes à Geração Z, isto é, jovens nascidos entre 1995 e 2010, como Rayssa, que venceu aos 13 anos. ⓿ Os jovens do Brasil que podem dar frutos no próximo ciclo: Refere-se ao acréscimo de novas modalidades que podem trazer benefícios para os atletas brasileiros. Na atividade, foi destacado o link sobre a razão do apelido da entrevis- tada, com um pequeno resumo para que os estudantes possam se apro- priar dessa possibilidade de acessar mais informações sobre o assunto de- sejado. Essa ferramenta já foi estudada na unidade anterior, quando se tratou da estrutura hipertextual possível em ambientes virtuais. É importante que os estudantes desenvolvam habilida- des para comparar a organização de entrevista publicada em site com en- trevista impressa, observando especi- ficidades e processos de elaboração (EF07LP02). 082-113_Telaris7_LP_MPU_U03_PNLD24.indd 89082-113_Telaris7_LP_MPU_U03_PNLD24.indd 89 8/5/22 1:34 PM8/5/22 1:34 PM informações marcas de oralidade abertura fotos turnos de fala Conversa entre entrevistador e entrevistado veiculada em jornal, rádio, televisão ou internet, alternando . turnos de fala Entrevista Intenção/finalidade ⓿ Colher , declarações e opiniões do entrevistado que interessem ao público- -alvo. informações Leitor/público-alvo ⓿ Interessados em conhecer aspectos da vida, opiniões e informações das pessoas entrevistadas. Linguagem e construção ⓿ ou introdução. ⓿ Roteiro de perguntas previamente preparado pelo entrevistador. ⓿ Recursos como , imagens e letras em tamanhos diferentes. ⓿ Linguagem mais informal com , conforme a situação comunicativa. Abertura fotos marcas de oralidade 7 A entrevista, registrada por meio de texto escrito, traz marcas da oralidade, com palavras e expressões empregadas em situações de fala informal. No caderno, copie da entrevista exemplos de palavras ou expressões usadas no dia a dia, em situações de fala mais informal. “Foi super ‘daora’”, “Quê! Como assim?”, “Tadinhas de algumas pessoas”, “Foi demais”. 8 Releia estas expressões presentes nas respostas da entrevistada. Verdade! É difícil. Claro. Copie no caderno as alternativas que explicam o uso dessas expressões. Elas indicam que: a) a entrevistada é objetiva. x b) a entrevistada não elabora bem suas respostas. c) a entrevistada usa expressões próprias da fala. x 9. Resposta pessoal. Sugestão: A primeira foto não é das Olimpíadas, mas mostra Rayssa vitoriosa. A segunda foto, das Olimpíadas, corrobora o texto de apresentação da entrevista mostrando-a num gesto descontraído, de carinho com o público. A última, de outra competição, mostra a habilidade da entrevistada em sua especialidade, o skate. d) a entrevistada procura falar pouco. 9 Na entrevista, além do texto verbal em forma de perguntas e respostas, foram empregados recursos não verbais – fotos da entrevistada: Em sua opinião, as imagens utilizadas ajudam a contextualizar a entrevista ou são dispensáveis? Explique. Copie o esquema no caderno e complete-o com as palavras adequadas, retiradas do quadro. Hora de organizar o que estudamos A . R ic a rd o /S h u tt e rs to ck R ic k B o w m e r/ A P P h o to /I m a g e p lu s R ic k B o w m e r/ A P P h o to /I m a g e p lu s 90 90 Reprodução do Livro do Estudanteem tamanho reduzido. Atividade 7 O reconhecimento de variedades linguísticas e níveis de formalidade no uso da língua em diferentes situações é também uma forma de se evitar o preconceito linguístico (EF69LP55). Atividade 8 Se achar conveniente, chamar a atenção dos estudantes para o uso dessas expressões, que são o que os linguistas denominam “marcadores conversacionais”. Os marcadores não têm a mesma distribuição e são distintos na oralidade e na escrita. Os marcadores conversa- cionais aparecem em grande quanti- dade e cumprem papéis específicos na língua falada. Servem para designar não só elementos verbais, mas também prosódicos e não linguísticos que de- sempenham uma função interacional qualquer na fala. Podem ser produzidos pelo falante ou por seu interlocutor, atendendo, pois, às necessidades do envolvimento direto entre os partici- pantes. São exemplos desses marcado- res elementos como: claro, sabe?, certo, né?, acho, então, aí, hum, ahn. ELIAS, Vanda Maria (org.). Ensino de Língua Portuguesa: oralidade, escrita e leitura. São Paulo: Contexto, 2014. p. 19. Atividade 9 É necessário, sempre que possível, explorar a multissemiose, isto é, as di- ferentes linguagens envolvidas na pro- dução de textos do campo jornalísti- co-midiático, pois é importante que os estudantes identifiquem os efeitos de sentido de escolha das imagens: defi- nição de tamanho, da posição, das co- res, da relação com o texto escrito, em- pregadas como recurso para constru- ção do sentido do texto (EF67LP08). Deixar que os estudantes comen- tem as posições, expressões e ângu- los escolhidos. A foto principal mostra a comemoração de vitória e tem o fo- co na expressão facial; a foto 2 mos- tra uma atitude de quem pousa, fazen- do gesto de carinho; e a foto 3 mos- tra a skatista em manobra de corrimão. Cada uma delas evidencia um momen- to da mudança na vida da entrevistada com as conquistas que obteve na prá- tica do skate. 082-113_Telaris7_LP_MPU_U03_PNLD24.indd 90082-113_Telaris7_LP_MPU_U03_PNLD24.indd 90 8/5/22 1:34 PM8/5/22 1:34 PM