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BIÓPSIA O que é a biópsia na odontologia? É um exame complementar que consiste na coleta de um tecido vivo para avaliação macro e microscópica, com o objetivo de elucidar o diagnóstico. Por extensão, o exame citológico de fluidos corporais também pode ser considerado uma forma de biópsia. Na odontologia, a biópsia tem importância fundamental na corroboração de diagnósticos clínicos de neoplasias, processos hiperplásicos e metaplásicos, condições inflamatórias e doenças degenerativas. Além disso, mesmo em lesões não específicas, a biópsia odontológica é uma ferramenta importante para o diagnóstico diferencial. Biopsia incisional: Há retirada parcial do tecido da lesão, coletando um fragmento de, no mínimo, 5mm em diâmetro e profundidade. Recomenda-se essa técnica para lesões que não podem ser retiradas completamente, devido à sua extensão ou localização, e que apresentem características de malignidade no exame clínico. Na biópsia incisional, deve-se optar pela remoção das áreas sangrantes, ulceradas, dolorosas ou com induração, evitando as regiões com queratinização mais espessa. É necessário coletar também parte de tecido sadio circunvizinho e da base da lesão. Biopsia excisional: Há retirada de todo o tecido alterado, com uma margem de segurança formada por tecido normal. Esse procedimento tem validade tanto para o diagnóstico quanto para o tratamento da lesão. A biópsia excisional é recomendada para lesões com menos de 1 cm de diâmetro, com aparência de benignidade. Também é o método de escolha para lesões hiperpigmentadas. Em todos os casos, deve ser realizada a remoção conjunta de uma margem de tecido normal circunvizinho de 2 a 3 mm. Biopsia por punção: A biópsia por punção é utilizada para coleta de material em massas tumorais grandes, cujo interior contêm fluido ou substância de consistência mole. Essa técnica é realizada utilizando-se seringa e agulha de grosso calibre. Esse tipo também é recomendado para lesões intraósseas. Quais são as principais indicações para a biópsia na odontologia? Há diversos casos clínicos na odontologia nos quais é indicada para auxiliar no diagnóstico. Entre os principais, destacamos: - Lesões persistentes por mais de 14 dias sem base etiológica; - Lesões inflamatórias que não respondem ao tratamento após 14 dias; - Existência de alterações hiperceratóticas na superfície tecidual; - Existência de tumefação persistente sob tecido normal; - Lesões que interferem na função local; - Lesões com características de malignidade. Contraindicações para a realização da biópsia Em relação aos aspectos odontológicos, o dentista deve observar a presença de lesões pigmentadas ou lesões vasculares. As lesões pigmentadas podem ser indicativas de melanoma. Nesse caso, a biópsia deve ser do tipo excisional, realizada com uma margem considerável de segurança, uma vez que o procedimento pode desprender células e causar uma proliferação intravascular indesejável. As lesões vasculares, conhecidas como hemangiomas, também não devem sofrer biópsias incisionais, especialmente se forem cavernosas intraósseas. Essa contraindicação deve-se ao risco de sangramento excessivo, o qual pode colocar a vida do paciente em risco. Nesse caso, para diagnóstico laboratorial, pode-se coletar sangue da lesão através de aspiração com seringa e agulha. Além disso, é durante a anamnese que o dentista confere e avalia o histórico odontológico do paciente. Assim, ele consegue saber quais diagnósticos e tratamentos o paciente já teve. No exame físico, o profissional estuda toda a região anatômica da cavidade bucal. Isso é realizado a partir de manobras de semiotécnica, como: inspeção, palpação, percussão, auscultação, olfação. Como é realizada o procedimento cirúrgico? O procedimento cirúrgico de remoção total do tumor é, na maioria dos casos, realizada no próprio consultório do dentista. Importante: para a realização do procedimento, todo o ambiente precisa estar esterilizado e limpo. Além do ambiente, todos os materiais também devem estar limpos. Para a retirada total do tumor o profissional utiliza os seguintes instrumentos: Seringa carpule; Agulha; Cabo de bisturi; Lâmina número 15; Punch; Porta agulha; Pinça hemostática; e tesoura. Liberação dos resultados das análises varia de acordo com alguns fatores, como: - Urgência do pedido; - Disponibilidade do laboratório; e - Dificuldade de análise do material. Apesar disso, a maioria dos resultados ficam prontos após duas semanas do pedido ser enviado para o laboratório. O patologista bucal estuda a lesão e manda os resultados de volta para o consultório. A partir disso, o paciente deve retornar ao consultório para a consulta de retorno. Com os resultados já em mãos, o profissional conclui o diagnóstico. Por fim, o dentista começa a planejar o melhor tipo de tratamento para o quadro clínico do paciente.