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Arte com bebês-1

Resumo sobre o livro Arte com bebês, de Diana Tubenchlak: reúne sete capítulos com experiências reais em museus e centros culturais, reflexões sobre ateliê na primeira infância, referências (programa No colo, Anna Marie Holm) e indicação de recursos.

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Arte com 
bebês
Diana Tubenchlak
Release por Equipe DIEI 2021
Convite inicial
Que tal começarmos lendo as imagens dos livro? Que tal iniciar uma conversa a partir dessas
questões norteadoras:
Onde os bebês estão? Com o que brincam? Há brinquedos prontos?
Quais são os objetos e materiais envolvidos nas pesquisas?
Como o ambiente está organizado? O que você entende por organização de contextos para bebês e
crianças?
Qual é a função dos adultos nessas experiências?
Por que é importante criar relações entre os processos do fazer artístico com os processos vividos
pelas crianças com materialidades?
Sobre a autora
Diana Tubenchlak Peres é educadora, consultora em
arte/educação e pesquisa as interrelações entre museus de arte e
escolas. Mestra em Artes, sob a linha de pesquisa "Processos
artísticos, experiências educacionais e mediação cultural" no
Instituto de Artes da UNESP; especialista em linguagens artísticas
contemporâneas: ensino/aprendizagem pela Faculdade Santa
Marcelina e licenciada em Educação Artística pela UERJ. Trabalha
com arte/educação em escolas, projetos sociais, ONGs, museus e
espaços culturais desde 2001. Seu foco de atuação é em
mediação em arte contemporânea, formação de educadores e
elaboração de propostas artísticas para todas as faixas etária.
Realiza cursos e palestras em diversas instituições culturais e
educacionais.
Fonte: https://www.escavador.com/sobre/5966973/diana-
tubenchlak-peres
Foto: Site Panda books
Saiba mais
O programa No colo, idealizado por Diana
Tubenchlak e realizado pelo Instituto Tomie
Othake, tem como intuito a inclusão de crianças
de até 18 meses e seus familiares nas atividades
culturais do Instituto Tomie Ohtake. Além disso,
está no bojo do programa a inserção desse
público em outros espaços de arte e cultura por
meio da formação de professores de creches e
escolas, educadores e outros profissionais que
atuem na educação infantil.
Conheça o programa em
https://www.institutotomieohtake.org.br/particip
e/post/no-colo-por-diana-tuberchlak
https://www.escavador.com/sobre/5966973/diana-tubenchlak-peres
https://www.institutotomieohtake.org.br/participe/post/no-colo-por-diana-tuberchlak
O que podemos esperar?
O livro é dividido em sete capítulos e se assemelha a uma galeria de fotografias poéticas, o qual une sedução estética
com conteúdo riquíssimo. O livro Arte com bebês é composto por experiências reais com bebês e fundamentado a
partir da poética de artistas contemporâneos. Muito além de práticas para serem reproduzidas, o livro é um convite á
pesquisa, a sensibilidade e a seriedade que o trabalho significativo com bebês exige.
Ao mergulhar nos relatos e nas imagens, sentimos a profundidade de um trabalho pensado com delicadeza e
intencionalidade na mesma proporção.
“O leitor descobrirá que riqueza, beleza e potência podem emergir quando crianças pequenas têm
oportunidade de se expressar, o que pode ocorrer quando o educador valoriza a experiência real,
preparando ambientes e materiais apropriados para as pesquisas e construções dos miúdos.” (p.14)
O cenário das experiências que vamos encontrar é o de museus e centros culturais, no entanto, a nossa atenção pode
ser ao que temos de potencialidades em nossos espaços para propor aos bebês contextos investigativos com
materialidades, dessa forma as diferenças não se tornam muros que nos fecham, mas nos inspiram a criar dentro das
condições que temos e escolhas que fazemos.
Pedagogia e arte 
construir uma cultura de ateliê
O olhar para arte na primeira infância tem se intensificado nas
instituições de educação infantil, assim como os educativos de museu
tem ampliado seu público alvo para bebês e crianças pequenas, uma
vez que essa é uma demanda que vem sendo trazida pelo próprio
público adulto que frequenta os espaços e pede uma ambiente
acolhedor para crianças pequenas, assim como educadoras e
educadores da primeira infância buscam formações em espaços
culturais.
Uma das referências que Diana Tubenchlak aponta na apresentação é
a artista Anna Marie Holm que apresenta interações de bebês em
ateliê de arte no livro, que já pode ser considerado um clássico,
Baby-art: os primeiros passos com a arte.
Dessa forma, o livro inicia nos despertando para a urgência de uma
cultura de ateliê que precisa habitar os espaços frequentados por
bebês e crianças. Vamos construir possibilidades?
Sabia que a pinacoteca de São Paulo 
tem uma área de publicações que inclui 
artigos voltados para o público infantil 
no museu? Acesse gratuitamente e 
baixe:
http://museu.pinacoteca.org.br/textos-
educativos/textos-de-referencia/
Veja como foi a visita de Anna 
Marie Holm ao Brasil em 2015 
para o lançamento do livro Eco-
Arte e se inspire!
https://www.youtube.com/watch?v
=Y8kvHNZaTfQ
http://museu.pinacoteca.org.br/textos-educativos/textos-de-referencia/
https://www.youtube.com/watch?v=Y8kvHNZaTfQ
Concepções de infância e arte
No primeiro capítulo, Bebês e arte, encontramos
considerações sobre como nossa relação com a arte foi
construída em nossa experiência de vida desde muitos
novos e como enxergamos a relação dos bebês com o
mundo em suas múltiplas linguagens, pois é partir destas
que eles experenciam a arte.
Essa leitura propõe a metacognição como exercício de
formação e nos abre caminhos para refletirmos sobre o
repertório cultural e artístico que proporcionamos aos
bebês.
“O olhar inédito ao observar o mundo”
No segundo capítulo, Bebês e a arte contemporânea, faz sentido trazer algumas pesquisas e considerações.
O que chamamos de arte contemporânea e porque ela é importante para bebês?
Definir o que é arte contemporânea é uma tarefa bem complexa, mas podemos buscar referências em
alguns pesquisadores. Ronaldo Entler*, ao tratar da fotografia contemporânea, fala sobre essa dificuldade
uma vez que contemporâneo é tudo que acontece em seu tempo e não um conceito. Dessa forma, ele
chama de contemporânea não qualquer criação artística que tenha sido produzida de 1960 para cá, mas
uma postura diante do fazer artístico que não se limita em uma linguagem específica, mas expande as
fronteiras entre elas.
Você já olhou para uma obra e ficou em dúvida se é uma pintura, uma fotografia ou uma fotocópia? Ou se é
os três ao mesmo tempo? Essa é uma característica da postura contemporânea na arte, não se preocupar
com definições, mas transitar entre as linguagens desde que faça sentido ás questões que estão sendo
levantadas.
*Referência: http://www.entler.com.br/textos/postura_contemporanea.html
Isso é arte?
Outra consideração importante a trazer é a estranheza provocada por
algumas obras, quando nos perguntamos: “Mas, isso é arte?” Ou
afirmamos “Isso até eu faço.”
O que quer um artista que pinta uma tela de vermelho e coloca em
uma exposição, por exemplo? Ou envia um urinol a uma galeria de
arte?
Quando nos perguntamos se tal obra realmente pode ser validada
como arte por notarmos que as técnicas utilizadas seriam facilmente
produzidas por uma pessoa que não tem estudos específicos sobre
arte, estamos validando apenas a habilidade técnica e não a
expressão. Esse olhar pode limitar nossa experiência, uma vez que as
obras de arte são criadas e apresentadas ao público a partir de
questões que o artista quer discutir.
Você conhece a obra “A fonte” que o artista Marcel
Duchamp enviou para um galeria de arte em 1917?
Quais questões ele queria levantar sobre a arte ao
deslocar um urinol de seu uso comum e propor que
faça parte de uma exposição de arte? Conheça um
pouco sobre Duchamp, os seus ready-mades e como
um urinol mudou completamente o conceito de arte
sendo hoje considerada uma das obras mais
importantes da história da arte.
http://lounge.obviousmag.org/transfigurar/2012/09/
duchamp-que-estas-na-arte-nos-dada-a-fonte.html
http://lounge.obviousmag.org/transfigurar/2012/09/duchamp-que-estas-na-arte-nos-dada-a-fonte.html
Sugestão de pesquisa
Você conhece essas duas obras? Que tal pesquisar para conhecer melhor seus autores e qual a discussão que eles trouxeram paraa arte?
Metaesquema, de Hélio Oiticica, 1957-1958Composição com Amarelo, Azul e Vermelho.
Mondrian, 1935-1942
Imagens disponíveis em: https://www.culturagenial.com/abstracionismo-obras-mais-famosas/
Os processos vividos
A após breve contextualização, podemos continuar a leitura e observar
quais questões a autora traz quando encontra conexões entre o modo
que as crianças investigam o mundo e o modo como artistas
contemporâneos se relacionam com o fazer e com as materialidades. Ela
elabora os conceitos a exemplo das obras de Hélio Oiticica e Lygia Clark,
artistas brasileiros que desenvolveram suas poéticas sobretudo com
grande consciência a respeito da multissensorialidade e da obra de arte
como um convite a participação do expectador.
Ao final, a autora levanta algumas questões importantes de serem
pensadas sobre a relação da educação infantil com a arte. Discuta com o
grupo as suas percepções.
Ampliando o 
diálogo
Você conhece a artista "Chiharu
Shiota, a qual o CCBB trouxe em
2019 a exposição “Linhas da Vida“
para São Paulo?
Assista esse vídeo produzido pelo
educativo do museu. E observe a
preocupação da artista com os
processos de criação, com a relação
entre as materialidades e sua
expressividade.
Observe a apresentação da obra
“Transformando-se em pintura,
1994” quantas diferentes linguagens
foram envolvidas em sua criação?
https://www.youtube.com/watch?v
=mR28-9foh5s
https://www.youtube.com/watch?v=mR28-9foh5s

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