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Craque NetoCraque Neto

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Anos Iniciais do Ensino Fundamental90
PEDAGOGIA
Vale salientar, no entanto, “que cabe ao professor responsabilizar-se não pelo aluno como 
pessoas, mas pelo conhecimento que lhe torna acessível” (BOTH, 2012b, p. 32). Desta forma, se 
queremos que o aluno aprenda, precisamos pensar em formas de fazê-lo e em formas de acompanhar 
seu desenvolvimento a fim de permitir o seu pleno desenvolvimento. Um dos caminhos para isso é 
repensar a forma de avaliar, não a encarando como a punidora de todos os erros, mas sim como a 
indicadora de novos caminhos quanto necessários. 
Avaliação: um processo a ser construído
Repensar a forma de avaliar faz-se urgente quando deparamos com processos de ensino que 
deveriam desenvolver o senso crítico, a autonomia e as reflexões do aluno como protagonista no 
processo ensino-aprendizagem. Não cabe ao aluno apenas seguir a direção do professor, como um 
títere que, puxando determinada corda, responde da forma esperada, atendendo aos ditames do 
diretor de cena. A cena a ser construída requer ação coletiva, na qual alunos e professores interfiram 
sempre que necessário no rumo do roteiro e nas cenas que deverão construir. 
Ao pensarmos escola e educação temos que levar em conta um trinômio: ensino-aprendizagem-
avaliação. Segundo Both (2012b), este trinômio: 
[...] permite ao aluno reconhecer o seu papel, tanto na família quanto na sociedade, 
como ser cooperador, criativo, participativo e corresponsável pela gradual elevação 
da qualidade de vida. (BOTH, 2012b, p. 33).
Ora, levando em conta o exposto acima, cabe a nós professores oferecermos condições 
para que o aluno se desenvolva, se responsabilize pelo seu caminho e faça uso da avaliação como 
instrumento de orientação para suas escolhas. 
Se chegamos a um acordo de que é necessário construir o conhecimento e à escola cabe o 
papel de fornecer instrumentais para a construção deste conhecimento por parte dos alunos, por 
que não podemos construir um modelo de avaliação que proporcione desenvolvimento ao aluno 
também e não se limite a quantificar e gerar notas, valores e estatísticas para justificar este ou 
aquele tipo de ensino, método ou sistema? 
Ensino, avaliação e aprendizagem não se justificam plenamente por si sós, mas sempre 
em função de um bem acadêmico maior, o da educação. E para uma compreensão 
melhor do que seja educação, tem ela sua origem no verbo educar, que, por sua vez, 
provém do verbo latino educere, que significa trazer para fora, fazer desabrochar. E 
desabrochar quer dizer mostrar-se para a vida de forma real, revelar-se para o mundo 
externo, desvelar potencialidades como desdobramentos da educação. (BOTH, 2005, 
p. 59)1.

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