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1
LAMEDLAMED – LLorena;orena; AAlisson;lisson; MMaicon;aicon; EElisa elisa e DDaiane aiane Dezembro, Dezembro, 2015 2015 - - BrasilBrasil
INTENSIVO DE ESTUDO E PESQUISA 
DE PROVA PRATICA – LAMED 
TREINAMENTO
PRÁTICO 
Desenvolvido e Organizado por:
LLorena Fergonorena Fergon
 A Alisson de Andradelisson de Andrade
MMaicon Marquesaicon Marques
EElisa Furinilisa Furini
DDaiane Candidoaiane Candido
Dezembro, 2015 - BrasilDezembro, 2015 - Brasil 
 
 
2
LAMEDLAMED – LLorena;orena; AAlisson;lisson; MMaicon;aicon; EElisa elisa e DDaiane aiane Dezembro, Dezembro, 2015 2015 - - BrasilBrasil
CIRURGIACIRURGIA
 
 
3
LAMEDLAMED – LLorena;orena; AAlisson;lisson; MMaicon;aicon; EElisa elisa e DDaiane aiane Dezembro, Dezembro, 2015 2015 - - BrasilBrasil
NOÇÕES BÁSICAS DE CIRURGIANOÇÕES BÁSICAS DE CIRURGIA
MEDIDAS ANTI-INFECCIOSASMEDIDAS ANTI-INFECCIOSAS
ASSEPSIA:ASSEPSIA: 
Conjunto de medidas preventivas para impedir a entrada de agentes patogênicos no organismo ou na
ferida operatória:
 Esterilização: destruição de qualquer forma de vida, incluindo esporos e inclui irradiação
autoclaves etc.
 Desinfecção: destruição apenas de formas vegetativas, utilizando principalmente produtos
químicos como aldeído, fenólicos etc.
Quando usar um ou outro: classificação de Spaulding (divisão dos artigos utilizados em cirurgias):
 Críticos (penetram a traves da pele ou mucosas) sempre esterilizados (ex: agulhas e cateteres
venosos).
 Semicríticos (contato com pele integra ou não integra) desinfectados (ex: laringoscópio).
 Não críticos (contatos a penas com pele integra)  desinfecção leve ou mesmo limpeza com
detergentes.
ANTISSEPSIA:ANTISSEPSIA:
São medidas para remover ao máximo o número de microrganismos sobre a pele ou mucosa e se dá em
2 fases:
1ª Limpeza com soluções degermante e fricção (mecânica);-
2ª Antissepsia propriamente dita com soluções alcoólicas de iodóforos (Povidine) ou clorexidina.
PARAMENTAÇÃOPARAMENTAÇÃO
ENTRADA NO CENTRO CIRÚRGICO:ENTRADA NO CENTRO CIRÚRGICO: 
Antes de entrar, qualquer pessoa, deverá trocar a roupa pelo macacão ou pijama cirúrgico, usar gorros,
máscara e proteger os calçados com propé descartável e não esquecer de lavar as mãos.
LAVAGEM E ESCOVAÇÃO DAS MÃOS E ANTEBRAÇOS:LAVAGEM E ESCOVAÇÃO DAS MÃOS E ANTEBRAÇOS:
 É obrigatória para os que vão entrar no CAMPO Cirúrgico;
 Retirar anéis, pulseiras e relógios;
 O tempo mínimo é de 5 min;
 A sequencia é das mãos para o antebraço
 Podemos usar soluções degermantes como povidine a 10 % OUOU clorexidina a 4% (de escolha para
cirurgias longas).
 As mãos devem sempre ficar mais elevadas que os cotovelos para o escorrimento da água
 Inicia-se pela limpeza das unhas e dedos; depois palmas e dorsos das mãos; e depois punhos e
antebraços até os cotovelos.
 Atenção: você nunca deve retornar de uma área não limpa para outra já escovada.
 Enxaguar das pontas dos dedos em direção ao cotovelo sem permitir também, que a água volte para as
aéreas já enxaguadas.
 A secagem das mãos é feita com compressa estéril dobrada de forma que cada parte seja utilizada para
secar uma única parte. A sequencia também deve ser dedos e mãos antebraços e cotovelos.
 
 
4
LAMEDLAMED – LLorena;orena; AAlisson;lisson; MMaicon;aicon; EElisa elisa e DDaiane aiane Dezembro, Dezembro, 2015 2015 - - BrasilBrasil
COLOCAÇÃO DO AVENTAL E DAS LUVAS:COLOCAÇÃO DO AVENTAL E DAS LUVAS:
Após a lavagem e secagem das mãos deverá ser feito:
1º colocação do avental ou capote cirúrgico que é amarrado nas costas pela circulante;
2º calçamento correto das luvas
PREPARO DA PELE DO PACIENTE:PREPARO DA PELE DO PACIENTE:
Deverá ser feita em 2 etapas:
1ª Degermação da pele: feita com uso de solução justamente chamada de “degermante”, à base de
clorexidina ou iodopovidona (povidine), essa etapa pode ser feita logo após a indução anestésica por
qualquer membro da equipe.
2ª Antissepsia: feita com chumaços de gaze dobrada e montada em uma pinça longa (Kocher ou Cheron)
embebida em uma solução alcoólica com o mesmo principio ativo usado na degermação:
 Se usar degermante com povidine  assepsia é com povidine alcoólico a 10 % (se for mucosa
usar povidine tópico)
 Se usar degermante com clorexidina assepsia é com clorexidina alcoólica a 4%
Feita do centro para periferia, nunca voltando à gaze na posição anterior.
COLOCAÇÃO DOS CAMPOS CIRÚRGICOS:COLOCAÇÃO DOS CAMPOS CIRÚRGICOS: 
Devem ser colocados campos estéreis de tecido ou material sintético sobre o corpo do paciente,
delimitando o sítio cirúrgico, minimizando a contaminação desta área, reduzindo o risco de infecção.
 
 
5
LAMEDLAMED – LLorena;orena; AAlisson;lisson; MMaicon;aicon; EElisa elisa e DDaiane aiane Dezembro, Dezembro, 2015 2015 - - BrasilBrasil
INSTRUMENTAL CIRÚRGICOINSTRUMENTAL CIRÚRGICO 
DIÉRESE:DIÉRESE:
São as técnicas de abertura, incisão, secção, divisão e perfuração de diferentes tecidos, os principais
instrumentos são:
SÍNTESE:SÍNTESE:
É o oposto da diérese, trata-se da recomposição dos tecidos por suturas ou grampeamento, alinhando e
aproximando as estruturas anatômicas, facilitando a cicatrização, para isso utilizamos:
 
 
6
LAMEDLAMED – LLorena;orena; AAlisson;lisson; MMaicon;aicon; EElisa elisa e DDaiane aiane Dezembro, Dezembro, 2015 2015 - - BrasilBrasil
HEMOSTASIA:HEMOSTASIA:
Qualquer manobra destinada a evitar ou interromper um sangramento, temporária (pinçamento ou
garroteamento) ou definitivamente (cauterização e ligadura). As pinças são utilizadas para reparar e
tracionar estruturas, dissecar por divulsão e auxiliar na passagem de fios. São elas:
 CRILE (“ toda crailada’’) : ranhaduras transversais em toda extensão de parte preensora. 
 ROCHESTER: similar a Crile, porém mais forte e grosseira.
 KELLY (“a Kélisa”) semelhante a Crile, embora as ranhaduras ocupem apenas 2/3 da extensão da parte
preensora.
 HAUSTED (Mosquito): semelhante a Crile, porém menor, boa para vasos pequenos.
 MIXTER: toda serrilhada e com uma curvatura bem acentuada, utilizada para dissecção de pedículos
vasculares como o pedículo hepático e o hilo renal.
PREENSÃO:PREENSÃO:
É importante observar que esta classificação não é estanque e que algumas pinças hemostáticas,
especialmente as mais grosseiras, também podem servir para preensão e serem classificadas em alguns
manuais desta forma. São pinças de preensão:
 
 
7
LAMEDLAMED – LLorena;orena; AAlisson;lisson; MMaicon;aicon; EElisa elisa e DDaiane aiane Dezembro, Dezembro, 2015 2015 - - BrasilBrasil
 PINÇAS DE DISSECÇÃO ANATÔMICA , DENTE DE RATO E ADSON: são úteis no auxilio de todos os
movimentos básicos (diérese, hemostasia e síntese).
 ALLIS: apreensão de tecidos mais delicados, friáveis e escorregadios, com mínima lesão.
 BACKHAUS: pinça de campo. Por ser curva não perfura nem o campo e nem a pele do paciente.
 BABCOCK, FOERSTER E DUVAL: são utilizadas na preensão de estomago, intestinos, vesículas, bexiga.
 CHERON: entre outras, preensão de gaze e drenos.
AFASTADORES:AFASTADORES:
São instrumentos, utilizados para afastar as bordas de incisão, as estruturas e órgãos para se obter um
campo cirúrgico claro r acessível. O principal representante deste órgão é o afastador dinâmico de
FARABEUF:
MONTAGEM DA MESA CIRÚRGICA:MONTAGEM DA MESA CIRÚRGICA:
Como devemos montar a mesa cirúrgica? De forma sistematizada e organizada que facilite e agilize o
processo cirúrgico! Uma forma básica é:
COMPRESSAS/GAZE /CUBA SÍNTESE/ AFASTADORES SERINGAS/CATETERES
DIÉRESE PREENSÃO HEMOSTASIA
BANDEJA DE PEQUENA CIRURGIA (MODELO BANDEJA DE PEQUENA CIRURGIA (MODELO ADULTO):ADULTO):
 01 bandeja 20x15x5;
 01porta agulhas Mayo-Hegar – 16 cm;
 01 cabo bisturi n03;
 02 cubas redondas de aço inox 15cm;
 01 tentacânula;
 01 pinça Kelly delicada curva 14cm;
 01 pinça Kelly delicada reta 14cm;
 01 pinça Halstead mosquito curva c/ serrilha 12 cm;
 02 pinça Halstead mosquito reta c/ serrilha 12 cm;
 01 tesoura de Metzenbaum delicada curva
14cm;
 01 tesoura de Metzenbaum delicadareta 14cm;
 01 pinça de dissecção Anatômica 14cm;
 01 pinça de dissecção Dente-de-Rato 14cm;
 01 par afastador Farabeuf 120mm x 10mm;
 01 pinça Allis 5x6 dentes (15cm);
 01 pinça Kocher ou Cheron – 24cm.
 
 
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LAMEDLAMED – LLorena;orena; AAlisson;lisson; MMaicon;aicon; EElisa elisa e DDaiane aiane Dezembro, Dezembro, 2015 2015 - - BrasilBrasil
PREPARO PRÉ OPERATÓRIOPREPARO PRÉ OPERATÓRIO
AVALIAÇÃO DO RISCOAVALIAÇÃO DO RISCO
CIRÚRGICOCIRÚRGICO
EXAMEEXAME
PRÉ-OPERATÓRIOPRÉ-OPERATÓRIO
Medicações de UsoMedicações de Uso
CRÔNICOCRÔNICO
PROFILAXIA ATBPROFILAXIA ATB
(30min antes)(30min antes)
 Cardiovascular:Cardiovascular:
ÑÑ operar se: operar se:
 Arritmia (BAVT)
 Sd. Corona. Aguda
 Insuf. Cardíaca
 Volvopatia Grave
 ASA:ASA:
I:I: sem comorbidades
II:II: Dç Sistemica S/ Limitações
III:III: Dç Limita mas Ñ Incapacita
IV:IV: Dç Limita e Incapacita
V:V: Moribundo sobrevida <2 4h
VI:VI: Morte Cerebral 
 < 45anos: NENHUM!NENHUM! 
 45-54:ECG (só homem)
 55-70: ECG+HMG
 >70: ECO + HMG +
Eletrólitos + Glicemia +
Função Renal 
MANTER:MANTER:
 Anti-hipertensivoAnti-hipertensivo 
(diurético suspende no dia)
 Corticoide:Corticoide: Hidrocortis. IV
 Insulina:Insulina: NPH (⅔noite; ½dia)
SUSPENDER:SUSPENDER:
 Anti-agregante:Anti-agregante: 7-10d antes
(coronariopata: Manter AAS)
 AINES:AINES: 1-3d antes
 Anti-diabéticAnti-diabético o oral:oral: no dia
 Warfarin:Warfarin: 4-5d antes
(operar se INR≤≤ 1,5), trocando
por:
OUOU HNF: suspender 6h antes
OUOU HBPM: suspender 24h
antes
 Cirurgia Limpa:Cirurgia Limpa: 
Nenhuma, c/ exceção de:
1- Próteses/Telas...
2- se existir a infecção
será catastrófica ex:
cirurgia cardíaca
 
Limpa Limpa ContaminadaContaminada:: Cefazolina
 Colón/Reto:Colón/Reto: 
Cipro +Metro
 Cardíaca/ SangramentoCardíaca/ Sangramento
Excessivo/ > 6h deExcessivo/ > 6h de
duração:duração: Repetir dose
de Cefazolina.
COMPLICAÇÕES EM CIRURGIACOMPLICAÇÕES EM CIRURGIA
PRÉ-OPERATÓRIOPRÉ-OPERATÓRIO 24-72H 24-72H DE DE PÓS-OPERATÓRIO PÓS-OPERATÓRIO >72H >72H PÓS-OPERAPÓS-OPERATÓRIO TÓRIO (S.Aureus)(S.Aureus)
1- Infecção pré-existente
2- Reação a droga ou Transfusão
3- Hipertermia Maligna (ao
Anestésico), Antidoto: DANTROLENE 
1- Atelectasia (tto: fisioterapia)
2- Infecção Necrosante de Ferida:
 Streptococcus Pyogenes
 Clostridium Perfingens
1- Infecção de ferida operatória
2-ITU/Pneumonia só se usou
sonda/cateter
3- Parotidite Supurativa
4-Trombose Venosa Profunda
COMPLICAÇÕES DE FERIDA OPERATÓRIACOMPLICAÇÕES DE FERIDA OPERATÓRIA
SEROMA SEROMA HEMATOMA HEMATOMA DEISCÊNCIADEISCÊNCIA
APONEURÓTICAAPONEURÓTICA
INFECÇÃO DA FERIDA INFECÇÃO DA FERIDA OPERATÓRIA (S.Aureus)OPERATÓRIA (S.Aureus)
 Coleção de
linfa no SC
 Prevenção:
Dreno
 TTO:
compressão
ou Aspiração
 Coleção de
sangue e
coagulo
 Risco:
Infecção e
Hérnia
 TTO:
Reabrir SE
volumoso
 Defeito músculo-
aponeurótico
 TTO: Reoperar
É até 30d de PO OuOu 1ano se teve colocação de corpo
estranho (prótese; tela...), PODE SER:
SUPERFICIAL (PELE/SC):SUPERFICIAL (PELE/SC):
 Febre + dor + flogose +Drenagem purulenta
 TTO: Reabrir + Drenar + Lavar
PROFUNDA PROFUNDA (MUSC/APONEUROS(MUSC/APONEUROSE):E):
 Idem anterior +Crepitação
 TTO: Idem Anterior + ATB
DE ORGÃOS E CAVIDADES:DE ORGÃOS E CAVIDADES: 
 Febre + Distensão + Toxemia
 TTO: ATB + Drenagem Guiada por Ex. Imagem
 
CICATRIZAÇÃO DE FERIDASCICATRIZAÇÃO DE FERIDAS 
FASES CARACTERÍSTICASFASES CARACTERÍSTICAS
1- 1- INFLAMAÇÃO INFLAMAÇÃO Início:Início: Neutrófilos/ Depois:Depois: Macrófagos (maestro) (Dura ± 4 dias)
2- PROLIFERAÇÃO OU REGENERAÇÃO2- PROLIFERAÇÃO OU REGENERAÇÃO Fibroblasto (Dura ± 4-12 dias)
3- MATURAÇÃO OU REMODELAÇÃO3- MATURAÇÃO OU REMODELAÇÃO Miofibroblastos (Dura ± 12 dias- 1 ano)
COMO < RISCO:COMO < RISCO:
1)1) B-bloq se IRCR≥3 (iniciar
mínimo 1d antes)
2)2)Estatina na cirurgia vascular
OBS EM GERAL:OBS EM GERAL:
1)1) ÑÑ fazer Tricotomia
2)2) Jejum:
 Sólidos: 6-8h antes
 Líquidos claros: 2 h
antes
 
 
9
LAMEDLAMED – LLorena;orena; AAlisson;lisson; MMaicon;aicon; EElisa elisa e DDaiane aiane Dezembro, Dezembro, 2015 2015 - - BrasilBrasil
CASO CLÍNICO 1CASO CLÍNICO 1 – – ATLS ATLS – – PNEUMOTÓRAX HIPERTENSIVO: PNEUMOTÓRAX HIPERTENSIVO:
Guilherme de 27 anos chega ao pronto atendimento trazido pela equipe do corpo de bombeiro vítima
de acidente de motocicleta, esta consciente, assustado, com leve desconforto respiratório ao qual
refere muita dor no peito, você é o médico que atende o caso e deve prosseguir com o atendimento do
paciente nesse momento (TEM QUE SER EM ORDEM):
PARTE IPARTE I – – ATLS: ATLS:
 Apresentar como médico responsável pelo caso.
 Citar que vai fazer o ABCDE do trauma.
 Citar Paramentação.
 Pedir ajuda para poder passar o colar cervical.
 Passar colar cervical e prancha rígida com 2 coxins laterais.
 Ofertar oxigênio 10-12L por minuto com mascara facial com reservatório.
 Realizar exame do aparelho respiratório (inspeção, palpação; percurção e ausculta).(inspeção, palpação; percurção e ausculta). 
 Solicitar oxímetro de pulso (Informar que esta saturando em 88%)(Informar que esta saturando em 88%) mais monitor 
(DAR: O ANEXO 1).(DAR: O ANEXO 1). 
PARTE II: PNEUMOTÓRAX HIPERTENSIVO:PARTE II: PNEUMOTÓRAX HIPERTENSIVO:
 Dar o diagnóstico de pneumotórax hipertensivo sem a solicitação de nenhum exame
complementar.
 Indicar toracocentese de alívio (deve ser dito completo) (Obs:(deve ser dito completo) (Obs: se paciente consciente, informar
o procedimento e pedi consentimento, SEMPRE!!!).
 Mencionar parâmetros da toracocentese de alívio (2º EIC + linha hemiclavicular + borda(2º EIC + linha hemiclavicular + borda
superior da costela à superior da costela à direita)direita)
 Prosseguir ABCDE do tórax (DAR: anexo 2)(DAR: anexo 2)
PARTE III: DRENAGEM TORÁCICA:PARTE III: DRENAGEM TORÁCICA:
 Indicar a drenagem torácica em selo d´agua como conduta definitiva (deve ser dito completo).(deve ser dito completo). 
 Informar o procedimento e pedir consentimento do paciente (DAR: Imagem de materiais de(DAR: Imagem de materiais de
procedimento).procedimento). 
 2 agulhas simples (22-25)
 1 seringa 10-20ml
 1 bisturi com lamina
 1 porta agulha
 Fio de sutura 1-0 não absorvível (nylon)
 Tesoura
 2 pinças hemostáticas longas (Kelly ou Rochester)
 Tubo de drenagem pleural
 Dreno em selo d’agua 
 
AA
BB
 
 
10
LAMEDLAMED – LLorena;orena; AAlisson;lisson; MMaicon;aicon; EElisa elisa e DDaiane aiane Dezembro, Dezembro, 2015 2015 - - BrasilBrasil
 Mencionar paramentação estéril antes da realização do procedimento (1º gorro, óculos,
máscara e propé; 2º lavagem correta das mãos com degermante; 3º secar com compressas
secas e estéreis; 4º capote estéril; 5º colocação correta das luvas estéreis).
 Mencionar antisepsia; analgesia “PPP” (pele, periósteo e pleura) e uso do campo estéril. 
 DDelimitar (5º -6º EIC entre LAA e LAM no “ triangulo de segurança”) e DDisseção pela borda
superior costela; 
 RRomper a pleura com;
 EExploração Digital; 
 NNão esquecer dos materiais básicos para drenagem (dreno de tórax + selo d’agua), Introduzir Introduzir
Dreno em direção ao ápice;
 AAmarrar dreno (fixar- bailarina);
 RRadiografia de tórax de controle (se falar “RX”, não considerar a resposta)(se falar “RX”, não considerar a resposta);; 
(PERGUNTAR: quando deve retirar o dreno?)(PERGUNTAR: quando deve retirar o dreno?)
 Respondeu, quando houver Reexpansão Pulmonar mais não borbulhamento pelo frasco de
drenagem por 48 a 72 horas. 
ANEXO 1 (CC 1-CIRURGIA):ANEXO 1 (CC 1-CIRURGIA):
Seu paciente nesse momento esta evoluindo com rebaixamento do nível de consciência, ingurgitação
 jugular e com muita dificuldade respiratória ao ponto de não falar com você, esta entrando em um
quadro agudo grave e seu exame do aparelho respiratório mostrou os seguintes parâmetros:
Inspeção: tórax com expansibilidade diminuída do lado direito do tórax e lado esquerdo sem
anormalidades
Palpação: diminuiçãodo frêmito toraco-vocal do lado direito do tórax e lado esquerdo sem
anormalidades
Percurção: hipertimpanismo do lado direito do tórax e lado esquerdo sem outros achados
Ausculta: murmulhos vesiculares abolidos do lado direito e presentes do lado esquerdo.
1- De o diagnóstico e que exame complementar dever ser solicitado para sua confirmação
2- Que conduta você deve tomar imediatamente?
Anexo 2 (CC1-Cirurgia):Anexo 2 (CC1-Cirurgia): considerar ABCDE realizado sem alterações 
Após sua medida salvadora seu paciente evolui com boa resposta, salvando assim sua vida, você como
um excelente médico sabe que essa medida é provisória e que seu paciente precisara passar por um
procedimento definitivo que de fato é o que ele necessita.
1- Indique qual procedimento deve ser realizado.
2- Qual (s) material (s) é (são) necessário (s) para a realização do tal procedimento?
3- Que outra medida deve ser tomada após o procedimento?
 
 
11
LAMEDLAMED – LLorena;orena; AAlisson;lisson; MMaicon;aicon; EElisa elisa e DDaiane aiane Dezembro, Dezembro, 2015 2015 - - BrasilBrasil
Imagem de materiais de procedimento:Imagem de materiais de procedimento:
 
 
12
LAMEDLAMED – LLorena;orena; AAlisson;lisson; MMaicon;aicon; EElisa elisa e DDaiane aiane Dezembro, Dezembro, 2015 2015 - - BrasilBrasil
CASO CLÍNICO 2CASO CLÍNICO 2 – – ATLS ATLS – – TAMPONAMENTO CARDÍACO: TAMPONAMENTO CARDÍACO:
 
 
13
LAMEDLAMED – LLorena;orena; AAlisson;lisson; MMaicon;aicon; EElisa elisa e DDaiane aiane Dezembro, Dezembro, 2015 2015 - - BrasilBrasil
Rafael de 33 anos é trazido à emergência pelo SAMU vítima de acidente de automobilístico, esta
consciente, levemente confuso com o ocorrido, aparentemente em bom estado geral, porem refere dor
no peito, você realiza o atendimento do paciente, qual é próximo passo (TEM QUE SER EM ORDEM):
PARTE IPARTE I – – ATLS: ATLS:
 Apresentar como médico responsável pelo caso.
 Citar que vai fazer o ABCDE do trauma.
 Citar Paramentação de procedimento.
 Pedir ajuda para poder passar o colar cervical.
 Passar colar cervical e prancha rígida com 2 coxins laterais.
 Ofertar oxigênio 10-12L por minuto com mascara facial com reservatório.
 Realizar exame do aparelho respiratório (inspeção, palpação; percurção e ausculta).(inspeção, palpação; percurção e ausculta). 
 Solicitar oxímetro de pulso (Informar que esta saturando em 92%) (DAR: O ANEXO 1).(Informar que esta saturando em 92%) (DAR: O ANEXO 1). 
 Checou pulso; pressão; FC e Fonese (DAR: O ANEXO 2).DAR: O ANEXO 2).
PARTE II: TAMPONAMENTO CARDÍACO:PARTE II: TAMPONAMENTO CARDÍACO:
 Dar o diagnóstico de Tamponamento Cardíaco sem a solicitação de nenhum exame
complementar.
 Solicitar 2 acessos venosos periféricos para infusão de cristaloide aquecido
 Solicitar monitorização.
 Indicar pericardiocentese de Alívio, (feito na sala de trauma) (deve ser dito completo).(deve ser dito completo). 
 Informar o procedimento e pedi consentimento do paciente.
 Citar Paramentação estéril (Gorro, máscara, capote, luva), assepsia, antissepsia, analgesia e
campo fenestrado estéril. 
 Separar material (DAR: Imagem de materiais de procedimento exibida no caso clínico 1 de(DAR: Imagem de materiais de procedimento exibida no caso clínico 1 de
cirurgia).cirurgia). 
 Seringa de 60ml
 Agulha para punção (calibre 18 e tamanho de 7cm) (DAR: O ANEXO 3)(DAR: O ANEXO 3) 
PARTE III: TORACOTOMIA:PARTE III: TORACOTOMIA: 
 Indicar a Toracotomia em ambiente cirúrgico como conduta definitiva (deve ser dito completo).(deve ser dito completo). 
 Informar o procedimento e pedi consentimento do paciente.
 Mencionar paramentação estéril antes da realização do procedimento (1º gorro, óculos,
máscara e propé; 2º lavagem correta das mãos com degermante; 3º secar com compressas
secas e estéreis; 4º capote estéril; 5º colocação correta das luvas estéreis).
 Mencionar assepsia; analgesia e uso do campo estéril antes da realização do procedimento.
Anexo 1 (CC2-Cirurgia):Anexo 1 (CC2-Cirurgia):
Seu paciente nesse momento esta evoluindo com rebaixamento do nível de consciência, ingurgitação
 jugular e com muita dificuldade respiratória ao ponto de não falar com você, esta entrando em um
quadro agudo grave e seu exame do aparelho respiratório mostrou-se sem nenhuma alteração
relevante, o tempo é seu maior inimigo, e a vida do seu paciente estar em suas mãos, tome
imediatamente o próximo passo:
Anexo 2 (CC2-Cirurgia):Anexo 2 (CC2-Cirurgia):
AA
BB
CC
 
 
14
LAMEDLAMED – LLorena;orena; AAlisson;lisson; MMaicon;aicon; EElisa elisa e DDaiane aiane Dezembro, Dezembro, 2015 2015 - - BrasilBrasil
Seu paciente continua com rebaixamento do nível de consciência com PA de 70 x 50 mmHg, pulso débil
e filiforme, FC indetectável com ruídos cardíacos abolidos, sem outros achados relevantes. Já não há
mais tempo a perder, cada segundo que passa o seu paciente se aproxima da morte, e se acontecer à
culpa será totalmente sua.
1- De o diagnóstico e que exame complementar dever ser solicitado para sua confirmação.
2- Que conduta você deve tomar imediatamente?
Anexo 3 (CC2-Cirurgia):Anexo 3 (CC2-Cirurgia):
Após sua medida de urgência, você avalia seu paciente e vê que ele evoluiu com ruídos cardíacos
normofonéticos em dois tempos, mas ele continua com a PA de 70x50 mmHg você logo pensa na
próxima passo, que deverá ser:
CASO CLÍNICO 3CASO CLÍNICO 3 – – ATLS ATLS – –HEMOTÓRAX MACIÇO:HEMOTÓRAX MACIÇO:
Rodrigo de 22 anos chega ao pronto atendimento trazido pela equipe do corpo de bombeiro vítima de
trauma, esta confuso, com dificuldade respiratória, fratura exposta de tíbia, FC 110 bpm, você é o
médico que atende o caso e deve realizar o atendimento do paciente (TEM QUE SER EM ORDEM):
PARTE IPARTE I – – ATLS: ATLS:
 Apresentar como médico responsável pelo caso.
 Citar que vai fazer o ABCDE do trauma.
 Citar Paramentação.
 Pedir ajuda para poder passar o colar cervical.
 Passar colar cervical e prancha rígida com 2 coxins laterais.
 Abir via aérea (paciente falando, mas confuso, via aérea pervea)
 Ofertar oxigênio 10-12L por minuto com mascara facial com reservatório.
 Realizar exame do aparelho respiratório (inspeção, palpação; percurção e ausculta).(inspeção, palpação; percurção e ausculta). 
 Solicitar oxímetro de pulso (Informar que esta saturando em 90%) (DAR: O ANEXO 1)(Informar que esta saturando em 90%) (DAR: O ANEXO 1) mais
monitorização.
PARTE II: HEMOTÓRAX MACIÇO:PARTE II: HEMOTÓRAX MACIÇO:
 Dar o diagnóstico de Hemotórax sem a solicitação de nenhum exame complementar.
 Indicar toracostomia de urgência com drenagem torácica em selo d’agua (dito completamente).(dito completamente).
 Informar procedimento e pedir consentimento ao paciente (DAR: Imagem de materiais de(DAR: Imagem de materiais de
procedimento exibida no caso clínico 1 de procedimento exibida no caso clínico 1 de cirurgia).cirurgia). 
 Mencionar lavagem das mãos e paramentação estéril antes da realização do procedimento.
 Mencionar assepsia; analgesia e uso do campo estéril.
 DDelimitar (5º -6º EIC entre LAA e LAM no “triangulo de segurança”) e DDisseção pela borda
superior costela com pinça kelly curva. 
 RRomper a pleura e retirar a pinça kelly fechada 
 EExploração Digital; 
 NNão esquecer materiais p/ drenagem (dreno de tórax + selo d’agua), Introduzir Introduzir dreno em
direção à base;
 AAmarrar dreno (fixar- bailarina);
 
AA
BB
 
 
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LAMEDLAMED – LLorena;orena; AAlisson;lisson; MMaicon;aicon; EElisa elisa e DDaiane aiane Dezembro, Dezembro, 2015 2015 - - BrasilBrasil
PS: PS: haverá saída de 1600 ml de sangue no prhaverá saída de 1600 ml de sangue no primeiro momento, dar diagnimeiro momento, dar diagnostico nesseostico nesse
momento de hemotórax maciçomomento de hemotórax maciço 
 RRadiografia de tórax de controle (se falar “RX”, não considerar a resposta)(se falar “RX”, não considerar a resposta);; 
 Citar que deve prosseguir com ABCDE do trauma.
PARTE III: CONTINUÇÃO DO ABCDE:PARTE III: CONTINUÇÃODO ABCDE:
 Checou pulso; pressão; FC, Fonese e solicitar tipagem sanguínea e RH (DAR: O ANEXO 2)(DAR: O ANEXO 2)
 Solicitar 2 acessos venosos periféricos para infusão de cristaloide aquecido.
 Solicitar monitorização (a monitorização já é feita no B, solicite PA)
 Citar que deve prosseguir com ABCDE do trauma (DAR: O ANEXO 3).(DAR: O ANEXO 3). 
 Deu resultado de 10 pontos de Glasgow. 
 Realizou o exame pupilar (se sim, informar: pupilas anisocóricas e fotoreativas). 
 Citar que deve prosseguir com ABCDE do trauma (DAR: O ANEXO 4).(DAR: O ANEXO 4).
 Expor completamente o paciente e analisar todo o corpo em busca de lesões.
 Colocar ar condicionado em temperatura ambiente e Cobrir o paciente para evitar hipotermia. 
 Fazer primeiros cuidados da fratura exposta de tíbia (analgesia, limpeza, ATB profilático, e fixar) 
 Solicitar analise e conduta do ortopedista e pedir radiografia de coluna cervical, tórax, pelve e
FAST. Nesse caso solicitar RX de perna e TC de craneo. 
Anexo 1 (CC 3-Cirurgia):Anexo 1 (CC 3-Cirurgia):
Seu paciente nesse momento esta evoluindo com rebaixamento do nível de consciência, e com muita
dificuldade respiratória ao ponto de não falar com você, esta entrando em um quadro agudo grave e seu
exame do aparelho respiratório mostrou os seguintes parâmetros:
Inspeção: tórax com expansibilidade diminuída do lado esquerdo do tórax e lado direito sem
anormalidades.
Palpação: diminuição do frêmito toraco-vocal do lado esquerdo do tórax e lado direito s/ anormalidades
Percurção: Macices do lado esquerdo do tórax e lado direito sem outros achados.
Ausculta: murmulhos vesiculares abolidos do lado esquerdo e presentes do lado direito.
1- De o diagnóstico e que exame complementar dever ser solicitado para sua confirmação.
2- Que conduta você deve tomar imediatamente? Qual é o próximo passo após sua conduta?
Anexo 2 (CC 3-Cirurgia):Anexo 2 (CC 3-Cirurgia):
Após fazer o procedimento que salvou a vida do paciente, você prosseguiu com o exame ABCDE do
trauma, e ao avaliar o “C”, verificou-se que o pulso estava 110bpm, a PA era 90 x 60 mmHg, e ruído
cardíaco rítmico e normofonético.
1- Qual é a sua conduta nesse momento?
2- O que você deve fazer após sua conduta?
Anexo 3 (CC 3-Cirurgia)Anexo 3 (CC 3-Cirurgia)
Seu paciente agora esta monitorizado, houve uma melhora do quadro após a toracostomia de urgência
e o pior já passou, ele estar respirando sem dificuldades, abre os olhos ao comando, vocaliza sons
incompreensíveis e quando você estimula pontos dolorosos ele localiza o ponto doloroso.
1- Qual a classificação neurológica de acordo com a escala de Glasgow?
2- Complete o exame clínico e passe para o próximo passo.
Anexo 4 (CC 3-Cirurgia)Anexo 4 (CC 3-Cirurgia)
Você chegou no último passo do ABCDE, e seu paciente esta evoluindo bem graça a suas condutas que
CC
DD
EE
 
 
16
LAMEDLAMED – LLorena;orena; AAlisson;lisson; MMaicon;aicon; EElisa elisa e DDaiane aiane Dezembro, Dezembro, 2015 2015 - - BrasilBrasil
foram empregadas corretamente.
1- Termine o seu exame ABCDE e a conduta correspondente.
2- Qual é sua conduta final após todo seu exame ABCDE do trauma completo e as suas condutas
respectivas?
PS: critério de retirada de dreno:
1- Melhora clinica dos sintomas
2- Reexpansao pulmonar documentada com RX
3- Fuxo pelo dreno menos que 150 ml dia sendo claro e seroso
Nesse momento solicito RX de tórax para documentar ausencia de liquido residual.
CASO CLÍNICO 4CASO CLÍNICO 4 – – ATLS ATLS – –ABDOME AGUDO HEMORRÁGICO:ABDOME AGUDO HEMORRÁGICO:
João de 46 anos chega a emergência trazido pela equipe do corpo de bombeiro vítima de
atropelamento, consciente, falando palavras inapropriadas , com hálito etílico, você é o médico que
atende o caso e deve prosseguir com o atendimento do paciente (TEM QUE SER EM ORDEM):
PARTE IPARTE I – – ATLS: ATLS:
 Apresentar como médico responsável pelo caso.
 Citar que vai fazer o ABCDE do trauma.
 Citar Paramentação.
 Pedir ajuda para poder passar o colar cervical.
 Passar colar cervical e prancha rígida com 2 coxins laterais.
 Ofertar oxigênio 10-12L por minuto com mascara facial com reservatório.
 Realizar exame do aparelho respiratório (inspeção, palpação; percurção e ausculta).(inspeção, palpação; percurção e ausculta). 
 Solicitar oxímetro de pulso (Informar saturação em 96% e o exame do aparelho respiratório(Informar saturação em 96% e o exame do aparelho respiratório
está limpo).está limpo). 
 Citar que deve prosseguir com ABCDE do trauma e passar para o “B”.
 Checou pulso; pressão; FC e Fonese (DAR: O ANEXO 1).(DAR: O ANEXO 1). 
 Solicitar 2 acessos venosos periféricos para infusão de cristaloide aquecido.
 Solicitar monitorização.
 Fazer exame abdominal (inspeção, ausculta, palpação e percurçãoinspeção, ausculta, palpação e percurção) (DAR: O ANEXO 2).(DAR: O ANEXO 2). 
 Realizar FAST (espaço sub xifoide na janela cardíaca, hepato-renal, espleno-renal e pélvico-
púbica) ou LPD
(DAR: O ANEXO 3).(DAR: O ANEXO 3). 
 Responder diagnóstico sindrômico de Abdome Agudo Hemorrágico.
 Indicar Laparotomia Exploradora de imediato sem nenhum outro exame complementar (deve(deve
ser dito completo).ser dito completo).
Anexo 1 (CC4-Cirurgia):Anexo 1 (CC4-Cirurgia):
Seu paciente nesse momento esta evoluindo com taquicardia, PA de 60 x 40, pulso débil e filiforme,
ruídos cardíacos sem anormalidades. Indique sua conduta nesse momento:
 
AA
BB
CC
 
 
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Anexo 2 (CC4-Cirurgia):Anexo 2 (CC4-Cirurgia):
Seu paciente agora com monitorização constante dos sinais vitais, apresenta no monitor uma melhora
parcial da PA 70 x 55mmHg, graças aos cristaloides aquecidos que você infundiu no paciente, que esta
consciente e com exame do abdome inocente. Que conduta você deve tomar imediatamente
Anexo 3 (CC4-Cirurgia):Anexo 3 (CC4-Cirurgia):
Seu FAST ou LPD foi positivo, o monitor indica uma PA de 60 x 40, seu paciente esta evoluindo com
rebaixamento do nível de consciência, não abre os olhos aos estímulos dolorosos, murmure-a sons
incompreensíveis, retira o membro aos estímulos dolorosos.
1- De o diagnóstico sindrômico.
2- Qual é o próximo passo nesse momento e que outro exame deve ser feito antes da sua conduta?
CASO CLÍNICO 5CASO CLÍNICO 5 – – ATLS ATLS – –POLITRAUMA/PCR:POLITRAUMA/PCR:
Maria de 35 anos chega a emergência trazido pela equipe do corpo de bombeiro vítima de
politramatismo, você é o médico que atende o caso e deve prosseguir com o atendimento do paciente
nesse momento (TEM QUE SER EM ORDEM):
PARTE IPARTE I – – BLS: BLS:
 Citar Paramentação.
 Checar responsividade (RESPONDER: não responde).(RESPONDER: não responde).
 Checar pulso e respiração por no máx. 10 segundos (RESPONDER: não tem pulso e nem(RESPONDER: não tem pulso e nem
respiração).respiração). 
 Citar que vai iniciar o BLS.
 Gritar por ajuda e pedir o carrinho de parada (INFORMAR: que já estão a caminho).(INFORMAR: que já estão a caminho). 
 Pedir ajuda para fixação da cabeça utilizando as mãos para passar colar cervical.
 Passar o colar cervical.
 Iniciar as primeiras 30 compressões torácicas.
 Mencionar técnica correta das compressões (colocar o paciente em superfície rígida “prancha
rígida”, delimitar o ponto onde serão aplicados as massagens que é 2 dedos acima do apêndice
xifoide na linha intermamilar, estender os braços e colocar as mãos uma sobre a outra e
entrelaçar os dedos, estender as mãos sendo que polpa de uma das mãos que entra em contato
com o esterno, realizar compressões com movimento do tronco, com frequência entre 100-
120/min, comprimindo 5cm de profundidade = 1/3 do diâmetro AP do tórax; permitir retorno
completo; alternar 30 compressões x 2 ventilações).
(DAR: Imagem de materiais de procedimento (DAR: Imagem de materiais de procedimento exibida no caso clínico 1 de exibida no caso clínico 1 de cirurgia) perguntar se hácirurgia) perguntarse há
algum material que o candidato(a) queira utilizar .algum material que o candidato(a) queira utilizar . 
 Realizar manobra de elevação da mandíbula (Jaw Thrust).
 Passar cânula de Guedel para auxiliar as ventilações.
 Utilizar AMBU conectado com fonte oxigênio a 100% (10-12L/min) (técnica E.C.)
(PERGUNTAR: por quanto tempo ira fazer as compressões).(PERGUNTAR: por quanto tempo ira fazer as compressões).
 Por 2 minutos (5x 30C:2V) ou até a chegada do carrinho de parada. 
 Perguntar se o carinho de parada chegou. 
(INFORMAR: O Carrinho de parada chegou!).(INFORMAR: O Carrinho de parada chegou!).
CC
 
AA
BB
 
 
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 Posicionar corretamente as Pás (um na região apical ‘’foco mitral’’ o outro na região
infraclavicular direita ‘’foco aórtico’’) (DAR: ANEXO 1)(DAR: ANEXO 1). 
 Responder que o ritmo é chocável. 
 Aplicar o choque com 200 Joules (se for monofásico 360 J). 
 Continuar com as compressões torácicas (RCP). 
(PERGUNTAR: por quanto tempo ira fazer as (PERGUNTAR: por quanto tempo ira fazer as compressões).compressões).
 Por mais um ciclo (2min ou 5x 30c:2v) depois checo o Ritmo e passo para o ACLS e se equipe
disponível sempre alternar as funções a cada 2 min, e devo dar as orientações a equipe.
(DAR: ANEXO2)(DAR: ANEXO2) 
PARTE IIPARTE II – – ACLS/ INTUBAÇÃO OROTRAQUEAL: ACLS/ INTUBAÇÃO OROTRAQUEAL:
 Continuar com as compressões torácicas (RCP).
 Indicar acesso venoso.
 Indicar Via aérea avançada: Intubação Orotraqueal ou com máscara laríngea. 
(INFORMAR: que o candidato proceda com (INFORMAR: que o candidato proceda com a intubação orotraqueal)a intubação orotraqueal) 
 Paramentação (luva de procedimento, máscara e óculos).
 Separar, e checar material. (DAR: Imagem de materiais de procedimento exibida no c(DAR: Imagem de materiais de procedimento exibida no casoaso
clínico 1 de cirurgia).clínico 1 de cirurgia).
 
Montar Laringoscópio com lamina curva (machintosh) e checar;
 Seringa de 10 ml (deixar aspirado 10ml de ar);
 Tubo endotraqueal (7; 7,5 e 8) testar cuff (infle e desinfle) com seringa com 10ml de ar;
 Aspirador a vácuo;
 AMBU;
 Estetoscópio;
 Mencionar técnica correta (segurar o laringoscópio com a mãe esquerda, entrar belo borde
direito da boca, lateralizar o laringo para esquerda lateralizando a língua junto, posicione o
laringo na parte central da boca, direcione suavemente para valévula, levantar o laringo para
frente e para cima, visualizando assim as cordas vocais por onde o tubo passa entre elas).
 Insuflar cuff com seringa com 10 ml de AR.
 Checar com estetoscópio se o tubo está devidamente posicionado.
 Mencionar a colocação do Capnógrafo.
 
Mencionar que a partir de agora as ventilações são independente das compressões:
 Compressões: 100-120/min;
 Ventilações: 10/min.
(DAR: ANEXO 3)(DAR: ANEXO 3) 
 Colocar gel protetor nas pás e Aplicar o choque com 200 Joules.
 Administra 1mg de Adrenalina (cada 3-5min).
 Continuar com as compressões por mais 2 min e depois checar o ritmo e trocar de função.
(DAR: O ANEXO 4)(DAR: O ANEXO 4)
 
 
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 Colocar gel protetor nas pás Aplicar o choque com 200 Joules
 Administra 300mg de Amiodarona (cada 3-5mim, máx. 2 doses).
 Continuar com as compressões por mais 2 min e depois checar o ritmo e trocar de função.
(DAR: O ANEXO 5)(DAR: O ANEXO 5)
 Colocar gel protetor nas pás Aplicar o choque com 200 Joules.
 Administra 1mg de Adrenalina.
 Continuar com as compressões por mais 2 min e depois checar o ritmo e trocar de função.
(DAR: O ANEXO 6)(DAR: O ANEXO 6)
 Colocar gel protetor nas pás Aplicar o choque com 200 Joules.
 Administra 150mg de Amiodarona.
 Continuar com as compressões por mais 2 min e depois checar o ritmo e trocar de função.
(DAR: O ANEXO 7)(DAR: O ANEXO 7)
 Colocar gel protetor nas pás Aplicar o choque com 200 Joules.
 1mg de Adrenalina.
 Continuar com as compressões por mais 2 min e depois checar o ritmo e trocar de função.
 Investigar as causas Potencialmente Reversíveis (5H e 5T):
5H 5T5H 5T
1- Hipovolemia
2- Hipoxemia
3-
 
Hipotermia4- Hipo/Hipercalemia
5- H+ (Acidose)
1- Tension (Pneumo/hemotórax)
2- Trombo coronário (IAM)
3-
 
Toxinas4- Tamponamento cardíaco
5- TEP
Anexo 1 (CC 5-Cirurgia):Anexo 1 (CC 5-Cirurgia):
O desfibrilador do seu carrinho é bifásico e o monitor mostra a seguinte imagem:
1- O ritmo é chocável? Se você decidir dar o choque, quantos Joules você utilizara? Se não chocar
qual é sua outra opção?
2- Qual(s) seu(s) próximo(s) passo(s) após sua decisão?
Anexo 2 (CC 5-Cirurgia):Anexo 2 (CC 5-Cirurgia):
Após o primeiro choque você iniciou imediatamente as compressões torácicas por mais um ciclo (2 min
ou 5 x de 30c:2v) e decidiu passar para o ACLS, verificou o ritmo e o seu monitor indicou:
 
 
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1- O ritmo é chocável? Se você decidir dar o choque, quantos Joules você utilizara? Se não chocar
qual é sua outra opção?
2- Qual(s) seu(s) próximo(s) passo(s) após sua decisão?
Anexo 3 (CC 5-Cirurgia):Anexo 3 (CC 5-Cirurgia):
A pesar da dificuldade, você conseguiu realizar a intubação orotraqueal, agora sua ventilação é
independente das compressões, após 2 min de RCP você novamente checou o ritmo, que continua o
mesmo anteriormente.
1- O ritmo é chocável? Se você decidir dar o choque, quantos Joules você utilizara? Se não chocar
qual é sua outra opção?
2- Qual(s) seu(s) próximo(s) passo(s) após sua decisão?
Anexo 4 (CC 5-Cirurgia)Anexo 4 (CC 5-Cirurgia)
Após 2 min de RCP você novamente checou o ritmo, que continua o mesmo anteriormente.
1- O ritmo é chocável? Se você decidir dar o choque, quantos Joules você utilizara? Se não chocar
qual é sua outra opção?
2- Qual(s) seu(s) próximo(s) passo(s) após sua decisão?
Anexo 5 (CC 5-Cirurgia)Anexo 5 (CC 5-Cirurgia)
Após 2 min de RCP você novamente checou o ritmo, que continua o mesmo anteriormente.
1- O ritmo é chocável? Se você decidir dar o choque, quantos Joules você utilizara? Se não chocar
qual é sua outra opção?
2- Qual(s) seu(s) próximo(s) passo(s) após sua decisão?
Anexo 6 (CC 5-Cirurgia)Anexo 6 (CC 5-Cirurgia)
Após 2 min de RCP você novamente checou o ritmo, que continua o mesmo anteriormente.
1- O ritmo é chocável? Se você decidir dar o choque, quantos Joules você utilizara? Se não chocar
qual é sua outra opção?
2- Qual(s) seu(s) próximo(s) passo(s) após sua decisão?
Anexo 7 (CC 5-Cirurgia)Anexo 7 (CC 5-Cirurgia)
Após 2 min de RCP você novamente checou o ritmo, que continua o mesmo anteriormente.
1- O ritmo é chocável? Se você decidir dar o choque, quantos Joules você utilizara? Se não chocar
qual é sua outra opção?
2- Qual(s) seu(s) próximo(s) passo(s) após sua decisão?
CASO CLÍNICO 6CASO CLÍNICO 6 – – ATLS ATLS – –HIPERCALEMIA/PCR :HIPERCALEMIA/PCR :
Jacson 40 anos portador de Insuficiência Renal Crônica é trazido desacordado pelos familiares na
emergência onde você é o médico de plantão, os familiares relatam que ele “desmaiou” no sofá
enquanto assistia televisão, realize os primeiros cuidados paciente (TEM QUE SER EM ORDEM):
PARTE IPARTE I – – BLS: BLS:
 Apresentar-se aos familiares e informar que você é o médico responsável pelo caso.
 Citar Paramentação.
 Checar responsividade (RESPONDER: não responde).(RESPONDER: não responde). 
 Checar pulso e respiração máx. 10 segundos (RESPONDER: não tem pulso e nem respiração).(RESPONDER: não tem pulso e nem respiração). 
 
 
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LAMEDLAMED – LLorena;orena; AAlisson;lisson; MMaicon;aicon; EElisa elisa e DDaiane aiane Dezembro, Dezembro, 2015 2015 - - BrasilBrasil
 Citar que vai iniciar o BLS.
 Gritar por ajuda e pedir o carrinho de parada(INFORMAR: que já estão a caminho)(INFORMAR: que já estão a caminho).
 Iniciar as primeiras 30 compressões torácicas (OBS: lembrar que se disponível usar escada de(OBS: lembrar que se disponível usar escada de
leito).leito). 
 Mencionar técnica correta das compressões (colocar o paciente em superfície rígida “prancha
rígida”, delimitar o ponto onde serão aplicados as massagens que é 2 dedos acima do apêndice
xifoide na linha intermamilar, estender os braços e colocar as mãos uma sobre a outra e
entrelaçar os dedos, estender as mãos sendo que polpa de uma das mãos que entra em contato
com o esterno, realizar compressões com movimento do tronco, com frequência entre 100-
120/min, comprimindo 5cm de profundidade = 1/3 do diâmetro AP do tórax; permitir retorno
completo; alternar 30 compressões x 2 ventilações).
(DAR: Imagem de materiais de procedimento exibida no (DAR: Imagem de materiais de procedimento exibida no caso clínico 1 de cirurgia) perguntar se caso clínico 1 de cirurgia) perguntar se háhá
algum material que o candidato(a) queira utilizar.algum material que o candidato(a) queira utilizar. 
 Realizar manobra de extensão da cabeça e elevação do queixo.
 Passar cânula de Guedel para auxiliar as ventilações.
 Utilizar AMBU conectado com fonte oxigênio a 100% (10-12L/min).
(PERGUNTAR: por quanto tempo ira fazer as compressões)(PERGUNTAR: por quanto tempo ira fazer as compressões)
 Por 2 minutos (5x 30C:2V) ou até a chegada do carrinho de parada. 
 Perguntar se o carinho de parada chegou. 
(INFORMAR: O Carrinho de parada chegou!)(INFORMAR: O Carrinho de parada chegou!)
 Posicionar corretamente as Pás (um na região apical ‘’foco mitral’’ o outro na região
infraclavicular direita ‘’foco aórtico’’) (DAR: ANEXO 1).(DAR: ANEXO 1). 
 Responder que o ritmo NÃONÃO é chocável (AESP). 
 Continuar com as compressões torácicas (RCP) por mais 2 min e depois checar o ritmo e trocar
de função (se responder completo DAR: ANEXO2 direto, se (se responder completo DAR: ANEXO2 direto, se não, PERGUNTAR: por quantonão, PERGUNTAR: por quanto
tempo ira fazer as compressões).tempo ira fazer as compressões).
 Por mais um ciclo (2min ou 5x 30c:2v) depois checo o Ritmo e passo para o ACLS e se equipe
disponível sempre alternar as funções a cada 2 min, e devo dar as orientações a equipe.
(DAR: ANEXO2, se já não tiver dado).(DAR: ANEXO2, se já não tiver dado). 
PARTE IIPARTE II – – ACLS/ INTUBAÇÃO OROTRAQUEAL: ACLS/ INTUBAÇÃO OROTRAQUEAL:
 Responder que o ritmo NÃONÃO é chocável (AESP). 
 Continuar com as compressões torácicas (RCP) por mais 2 min e depois checar o ritmo e trocar
de função.
 Indicar acesso venoso.
 Indicar Via aérea avançada: Intubação Orotraqueal ou com mascara laríngea. 
 Administra 1mg de Adrenalina e elevação do membro após.
(INFORMAR: que o candidato proceda com (INFORMAR: que o candidato proceda com a intubação orotraqueal)a intubação orotraqueal)
 Paramentação (luva de procedimento, máscara e óculos).
 Separar, e checar material. (DAR: Imagem de materiais de procedimento (DAR: Imagem de materiais de procedimento exibida no casoexibida no caso
clínico 1 de cirurgia).clínico 1 de cirurgia). 
 
CC
AA
BB
 
 
22
LAMEDLAMED – LLorena;orena; AAlisson;lisson; MMaicon;aicon; EElisa elisa e DDaiane aiane Dezembro, Dezembro, 2015 2015 - - BrasilBrasil
 Montar Laringoscópio com lamina curva (machintosh) e checar;
 Seringa de 10 ml (deixar aspirado 10ml de ar);
 Tubo endotraqueal (7; 7,5 e 8) testar cuff (infle e desinfle) com seringa com 10ml de ar;
 Aspirador a vácuo;
 AMBU;
 Estetoscópio.
 Mencionar técnica correta (segurar o laringoscópio com a mãe esquerda, entrar belo borde
direito da boca, lateralizar o laringo para esquerda lateralizando a língua junto, posicione o
laringo na parte central da boca, direcione suavemente para valévula, levantar o laringo para
frente e para cima, visualizando assim as cordas vocais por onde o tubo passa entre elas).
 Insuflar cuff com seringa com 10 ml de AR.
 Checar com estetoscópio se o tubo está devidamente posicionado.
 Mencionar a colocação do Capnógrafo.
 Mencionar que a partir de agora as ventilações são independente das compressões:
 Compressões: 100-120/min;
 Ventilações: 10/min.
(DAR: ANEXO 3)(DAR: ANEXO 3) 
 Responder que o ritmo NÃONÃO é chocável (AESP). 
 Responder a causa da parada: Hipercalemia (ECG: Onda “P’’ achatada + Onda “T’’ Apiculada).
 Solicitar Infusão de bicarbonato de sódio (8,4%, 1ml/Kg).
 Administra 1mg de Adrenalina depois de 3 mim da anterior.
 Continuar com as compressões por mais 2 min e depois checar o ritmo e trocar de função.
Anexo 1 (CC 6-Cirurgia):Anexo 1 (CC 6-Cirurgia):
O desfibrilador do seu carrinho é monofásico e o monitor mostra a seguinte imagem:
1- O ritmo é chocável? Se você decidir dar o choque, quantos Joules você utilizara? Se não chocar,
qual é sua outra opção?
2- Qual(s) seu(s) próximo(s) passo(s) após sua decisão?
Anexo 2 (CC 6-Cirurgia):Anexo 2 (CC 6-Cirurgia):
 
 
23
LAMEDLAMED – LLorena;orena; AAlisson;lisson; MMaicon;aicon; EElisa elisa e DDaiane aiane Dezembro, Dezembro, 2015 2015 - - BrasilBrasil
Após 2 minutos de compressões torácicas (2 min ou 5 x de 30c:2v) ,verificou-se o ritmo e o seu monitor
indicou o mesmo ritmo anteriormente:
1- O ritmo é chocável? Se você decidir dar o choque, quantos Joules você utilizara? Se não chocar
qual é sua outra opção?
2- Qual(s) seu(s) próximo(s) passo(s) após sua decisão?
Anexo 3 (CC 6-Cirurgia):Anexo 3 (CC 6-Cirurgia):
Depois de realizar a intubação orotraqueal, agora sua ventilação é independente das compressões, após
2 minutos de compressões torácicas (2 min ou 5 x de 30c:2v) ,verificou-se o ritmo e o seu monitor
indicou o mesmo ritmo anteriormente:
1- O ritmo é chocável? Se você decidir dar o choque, quantos Joules você utilizara? Se não chocar
qual é sua outra opção?2- Qual é a causa da parada?
3- Qual é a conduta frente ao seu diagnóstico?
CASO CLÍNICO 7CASO CLÍNICO 7 – – ABDOME AGUDO OBSTRUTIVO: ABDOME AGUDO OBSTRUTIVO: 
Roberto, de 39 anos de idade apresentou-se ao serviço de emergência relatando muita ‘’dor na
barriga’’.
1) Realize Anamnese e Exame Físico:
PARTE IPARTE I – – ANAMNESE: ANAMNESE:
 Recebeu o paciente, cumprimentando-o e identificando-se .
 Identificou o paciente.
 Mostrou-se disponível para ouvir a queixa do paciente.
 Realizou a anamnese da dor:
 Localização (Informar: mesogástrico);(Informar: mesogástrico);
 Aparição (Informar: há 48h);(Informar: há 48h); 
 Intensidade (Informar: há um dia (Informar: há um dia houve aumento progressivo na intensidade ehouve aumento progressivo na intensidade e
frequência da dor);frequência da dor); 
 Irradiação (Informar: não há);(Informar: não há); 
 Alivio (Informar: nem com remédio);(Informar: nem com remédio);
 Característica da dor (Informar: dor abdominal em cólicas).(Informar: dor abdominal em cólicas). 
 Uso de medicação (Informar: Sim, Paracetamol).(Informar: Sim, Paracetamol). 
 Náuseas/vômitos (frequência/quantidade/característica) (Informar: vômitos biliosos(Informar: vômitos biliosos
precedidos de náuseas).precedidos de náuseas). 
 Indagou eliminação de flatos/fezes (Informar: não elimina nem fezes nem flatos).(Informar: não elimina nem fezes nem flatos). 
 Indagou perda de peso, anorexia (Informar: não consegue comer).(Informar: não consegue comer). 
 Investigou hábitos alimentares, alcóolicos, tabagismo, catarse, diurese
(Informar: nega alcoolismo e tab(Informar: nega alcoolismo e tabagismo, não elimina fezes, agismo, não elimina fezes, somente urina 3 x ao dia).somente urina 3 x ao dia).
 Investigou antecedentes patológicos (cirurgia prévia) (Informar: apendicectomia prévia na(Informar: apendicectomia prévia na
adolescência).adolescência). 
PARTE IIPARTE II – – EXAME FÍSICO: EXAME FÍSICO:
 Solicitou exame físico direcionado para o abdome.
 
 
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 Lavou as mãos.
 Pediu que por favor o paciente tire a blusa e baixe a calça até a raiz das coxas.
 Realizou exame físico inspeção/auscultação/percussão/palpação direcionado (DAR ANEXO 1).(DAR ANEXO 1). 
PARTE IIIPARTE III – – INVESTIGAÇÕES DIAGNÓSTICA: INVESTIGAÇÕES DIAGNÓSTICA:
 Solicitou necessidade de toque retal .
 Solicitou exames complementares (RX de abdome: em pé e deitado) (DAR: ANEXO 2)(DAR: ANEXO 2).
 Identificou adequadamente o diagnóstico ao paciente: ABDOME AGUDO OBSTRUTIVO
COMPLETO .
 Identificou que a obstrução é de Intestino Delgado.
 Identificou sinal radiológico de: ‘’Empilhamento de Moeda’’. 
PARTE IVPARTE IV – – CONDUTA: CONDUTA: 
 Realizou internação do paciente.
 Realizou adequadamente as indicações para leito e possibilidade de cirurgia:
 Dieta zero;
 Hidratação/Correção Eletrolítica;
 Analgésico;
 Antiemético;
 ATB (CIPRO/METRONIDAZOL);
 SNG.
 Descreveu os passos para sondagem nasogástrica:
 Contraindicações? (Trauma de base de crânio/lesões esofágicas/Alteração de consciência)
(Informar que não te contraindicação!);(Informar que não te contraindicação!); 
 Orientar o paciente sobre o procedimento e pedir consentimento;
 Separar o material necessário; (DAR: Imagem de materiais de (DAR: Imagem de materiais de procedimento exibida noprocedimento exibida no
caso clínico 1 de cirurgia).caso clínico 1 de cirurgia). 
 Medir o tamanho da sonda;
 Verificar fossa nasal menos pérvia para ser sondada;
 Passar lidocaína em gel em fossa nasal e pela sonda;
 Introduzi-la;
 Chegar auscultando epigástrio enquanto insufla seringa com 10ml de ar;
 Fixar sonda com esparadrapo;
Anexo 1 (CC 7-Cirurgia):Anexo 1 (CC 7-Cirurgia):
Abdome simétrico, levemente distendido, presença de cicatriz em fossa ilíaca direita de
aproximadamente 4cm e indagado sobre isso relatou cirurgia prévia de apendicectomia , presença
de ruídos hidroaéreos hiperativos, presença de timbre metálico, presença de timpanismo difuso e
levemente doloroso à palpação profunda e sem descompressão brusca positiva.
2) Qual(s) exame(s) é (são) necessário(s) para elucidação diagnóstica:
Anexo 2 (CC 7-Cirurgia):Anexo 2 (CC 7-Cirurgia):
 
 
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Exame proctológico mostrou
ampola retal vazia.
3) Cite Hipótese Diagnóstica Sindrômica.
4) Cite a estrutura acometida e o sinal
radiológico encontrado.
5) Realize sua conduta segundo sua hipótese
Diagnóstica.
CASO CLÍNICO 8CASO CLÍNICO 8 – – AGUDO INFLAMATÓRIO- APENDICITE AGUDA: AGUDO INFLAMATÓRIO- APENDICITE AGUDA:
Aparecida, 19 anos de idade chega ao pronto atendimento queixando-se de dor abdominal, tipo cólica,
em quadrante inferior direito com evolução de mais ou menos 3 dias que foi aumentando gradualmente
de intensidade.
1- Realize anamnese e exame físico direcionado para sua hipótese diagnóstica.
2- Realize manobras que justifiquem sua hipótese diagnóstica.
PARTE IPARTE I – – ANAMNESE: ANAMNESE:
 Apresentou-se à paciente como médico.
 Solicitou identificação da paciente.
 Indagou a respeito do local de srcem/tipo/tempo de início/duração da dor /alívio.
 Investigou fatores atenuantes.
 Investigou ocorrência de febre ou calafrio.
 Investigou perda de peso, anorexia, náuseas/vômitos.
 Indagou a respeito da ocorrência de constipação, diarreia.
 Investigou sintomas urinários, ginecológicos – gravidez.
 Solicitou um exame ginecológico.
 Investigou antecedentes patológicos (cirurgias, internações) / não patológicos (alimentação,
exercício físico, hábito intestinal/ uso de drogas, álcool/ uso de medicamentos).
(DAR ANEXO 1)(DAR ANEXO 1)
PARTE IIPARTE II – – EXAME FÍSICO: EXAME FÍSICO:
 Manifestou a necessidade de lavar as mãos.
 Solicitou respeitosamente que a paciente tire a blusa/cobrindo tórax com um lençol/ baixando a
roupa até a raiz das coxas/ utilizar biombo.
 Realizou exame físico, direcionado ao abdome, inspeção, auscultação, percussão, palpação.
 Realizou as manobras para buscar sinais clínicos que confirmem a suspeita diagnóstica (pelo
menos 3):
 
 
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 Sinal de Blumberg:Sinal de Blumberg: Descompressão dolorosa indicando irritação peritoneal;
 Sinal de Rovsing:Sinal de Rovsing: Dor na FID quando se comprime a FIE;
 Sinal de Lapinsky:Sinal de Lapinsky: Dor à compressão da FID enquanto o paciente eleva o MMII esticado;
 Sinal de Lenander:Sinal de Lenander: Diferença das temperaturas axilar e retal maior do que 1ºC;
 Sinal do Psoas:Sinal do Psoas: Dor à extensão da coxa D seguida de sua abdução com o paciente
deitado sobre seu lado E;
 Sinal do Obturador:Sinal do Obturador: Dor em região hipogástrica ao realizar a rotação interna e passiva da
coxa D flexionada com o paciente em decúbito dorsal;
 Sinal de Dunphy:Sinal de Dunphy: Dor na FID que piora com a tosse.
PARTE IIIPARTE III – – HIPOTESE DIAGNÓSTICA E CONDUTA IMEDIATA, E COMUNICAÇÃO À PACIENTE: HIPOTESE DIAGNÓSTICA E CONDUTA IMEDIATA, E COMUNICAÇÃO À PACIENTE:
 Citou diagnóstico sindrômico: Abdome Agudo Inflamatório
 Citou diagnóstico definitivo: Apendicite Aguda.
 Indicou Internação e como conduta definitiva Apendicectomia (DAR ANEXO 3)(DAR ANEXO 3) 
 Explicou de modo compreensível a suspeita diagnóstica de Abdome Agudo Inflamatório-
Apendicite Aguda.
 Explicou de modo compreensível a necessidade de tratamento cirúrgico de urgência,
esclarecendo dúvidas quanto o procedimento e indagando as possíveis complicações caso este
não seja realizado.
 Explicou à paciente a necessidade de internação e sobre o pós operatório.
 Perguntou a paciente se ela tem dúvidas sobre o seu diagnóstico e as medidas indicadas e as
esclarece.
Anexo 1 (CC8-Cirurgia):Anexo 1 (CC8-Cirurgia): ANAMNESE:
Paciente do sexo feminino de 19 anos de idade que tem dor abdominal no quadrante inferior direito de
aproximadamente história de 4 dias de cólica, que foi aumentando gradualmente de intensidade.
É acompanhada de náuseas e anorexia, pelo menos, 20 horas. Sendo medicada com analgésicos
antiespasmódicos, nega sintomas urinários. Ela apresenta uma secreção amarelada que é feito por
consulta com história do serviço que realizam e Ginecologia semiologia do paciente, não encontrando
sinais e sintomas associados com patologias ginecológicas. 
Início da dor em epigástrio, tipo cólico, há mais ou menos 3 dias, não passava, só diminuiu e
intensificava conforme comia, aliviou com analgésicos, mas não passou totalmente,
Acordou suando a noite com calafrios, não sabe se era febre
No último dia não conseguia mais comer, sem fome, teve muita náusea e vomitou 1x era amarelo
Teve 1 episódio de diarreia; Diurese normal, FUM: 2 semanas ; Exame ginecológico normal; Sem
cirurgias previas/internações; Dieta mista e variada, abundante ingesta de frutas e vegetais; Sem
exercícios físicos; Não usa drogas nem álcool; Não toma nenhum tipo de medicamento
Anexo 2 (CC8-Cirurgia):Anexo 2 (CC8-Cirurgia): EXAME FÍSICO 
Inspeção: simétrico, plano, sem presença de cicatriz
Auscultação: presença de ruídos hidroaéreos hiperativos em mesogástrio
Percussão: macicez em hipocôndrio direito, timpanismo em demais quadrantes, com leve dor à
percussão em fossa ilíaca direita
Palpação: abdômen mole, sem presença de visceromegalias, doloroso a palpação profunda em fossa
ilíaca direita, presença de defesa muscular.
 
 
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Sinal de Blumberg (+) ; Obturador (+) ; Psoas (+); Rovsing (+) ; Lapinsky (+)
3- Cite o diagnóstico sindrômico e o definitivo
4- Indique a conduta definitiva.
Anexo 3 (CC8-Cirurgia):Anexo 3 (CC8-Cirurgia):
A Paciente apresenta-se com medo da cirurgia a princípio se recusa. 
5- Explique ao pacientesua hipótese diagnóstica e conduta e apresente critérios para convencê-la. 
ADENDOADENDO – – ABDOME INFLAMATÓRIO ABDOME INFLAMATÓRIO
APENDICITE AGUDAAPENDICITE AGUDA
O QUADRO PODE SER DIFERENTE EM 3 GRUPOS DISTINTOS: CRIANÇAS, IDOSOS E GESTANTES:O QUADRO PODE SER DIFERENTE EM 3 GRUPOS DISTINTOS: CRIANÇAS, IDOSOS E GESTANTES:
CRIANÇAS: a febre geralmente é alta, ocorre vômitos intensos, episódios diarreicos mais freqüentes e
 
letargia. A progressão é rápida, e o diagnóstico tardio, com 15 a 65% de chances de perfuração. A peritonite
generalizada é mais freqüente.
IDOSO: a temperatura é menos elevada e a dor abdominal mais insidiosa. O diagnóstico é tardio e é alta a
mortalidade.
GESTANTE: é a emergência cirúrgica extrauterina mais comum. Ocorre com maior frequência nos dois
primeiros trimestres. O diagnóstico é dificultado pelo deslocamento do apêndice pelo útero gravídico e
pelas náuseas, vômitos e dores abdominais comuns na gravidez.
DIAGNÓSTICO:DIAGNÓSTICO: 
É feito através de um exame clínico bem realizado e pode-se pedir alguns exames complementares:
Hemograma: leucocitose com neutrofilia e desvio à esquerda aparece em 75% dos casos.
Exame de urina: geralmente normal, só encontra-se alterado quando o apêndice está próximo ao ureter ou
à bexiga: hematúria e/ou piúria mas sem bacteriúria.
Raio-X simples de abdome: apêndice pode estar preenchido por gás, fecalito pode ser radiopaco, ceco pode
estar deformado, nível hidroaéreo presente, ar livre na cavidade peritoneal (pneumoperitôneo), íleo
paralítico.
Ultrassonografia: Permite descartar outra doença pélvica: útil na avaliação de afecções ginecológicas e
 
detecção de coleções anexiais ou mesmo líquido fora da alça. A imagem em alvo no USG é latamente
sugestivo de apendicite.
TC: método de maior acurácia diagnóstica na apendicite aguda. Permite reconhecer abscesso
periapendicular. Achados sugestivos: Inflamação periapendicular, espessamento do apêndice e distensão do
órgão, com diâmetro AP maior que 7 mm. Borramento da gordura mesentérica traduz inflamação.
DIAGNÓSTICOS DIFERENCIAIS:DIAGNÓSTICOS DIFERENCIAIS: 
Crianças em idade pré-escolar: Intussepção intestinal, diverticulite de Meckel, gastroenterites
 
Crianças em idade escolar: Linfadenite mesentérica e ileíte terminal;
 
Adultos: Doença inflamatória pélvica, ruptura do folículo ovariana (Mittleschmerz), torção do cisto ovariano,
prenhez tubária rota, ileíte da doença de Crohn, diverticulite aguda à D, úlcera péptica perfurada,
pielonefrite aguda e litíase urinária.
Os distúrbios sistêmicos com manifestações abdominais são: crise falciforme, porfiria intermitente,
neuropatia diabética, envenenamento por metais pesados e herpes zoster cutâneo.
TRATAMENTO:TRATAMENTO: 
APENDICITE NÃO COMPLICADA/NÃO PERFURADA:APENDICITE NÃO COMPLICADA/NÃO PERFURADA:
Preparo pré-operatório de 1-2h
ATB profilático = Cefazolina
Cirurgia: Laparotomia ou laparoscopia
APENDICITE AGUDA PERFURADA:APENDICITE AGUDA PERFURADA:
Preparo pré-operatório de 6-8h
 
 
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ATB terapêutico ( cipro/amoxi+clavulanato/sulbactran 14dias)
Cirurgia: laparotomia
APENDICITE COM MASSA PALPÁVEL (3-5 DIAS DE EVOLUÇÃO):APENDICITE COM MASSA PALPÁVEL (3-5 DIAS DE EVOLUÇÃO):
Hidratação + ATB
Drenagem guiada por imagem (TC)
Apendicectomia programada 8 a 12 semanas após o quadro agudo
COMPLICAÇÕES:COMPLICAÇÕES: 
A perfuração que pode acontecer pode ser: Bloqueada, quando forma um abcesso periapendicular; o
paciente pode estar oligossintomático com possível desconforto em FID.
Ou a perfuração ocorre para o peritônio livre, causando uma peritonite generalizada com dor abdominal de
grande intensidade e difusa com abdome em tábua, elevação de temperatura e pode evoluir para sepse.
Outras complicações são: Infecção de ferida operatória (mais comum), íleo paralítico, abcesso
intraperitoneal, algumas vezes subdiafragmático, fístula estercoral, obstrução incisional, hérnia incisional,
atelectasias, pileflebite e tromboflebite do sistema porta (são raras). 
PANCREATITE AGUDAPANCREATITE AGUDA
ETIOLOGIA:ETIOLOGIA: 1º Litíase biliar e 2º Álcool
CLINICA:CLINICA: 
Dor contínua “em barra” que tende a irradiar para o dorso, náuseas e vômitos, Icterícia leve a
moderada e pode evoluir para “abdome agudo”. 
Sinais semiológicos:Sinais semiológicos: Cullen (equimose periumbilical), Grey-turner (equimose nos flancos), Fox
(equimose na base do pênis) – estes não são patognomônicos, são sinais de hemorragia retroperitoneal
(indicam maior gravidade).
DIAGNÓSTICO LABORATORIAL:DIAGNÓSTICO LABORATORIAL:
 Laboratórios Inespecíficos – (Leucocitose, hiperglicemia, aumento de TGO [dita o prognóstico] e TGP
[se TGP > 3x = pancreatite biliar], aumento de Amilase [volta ao normal em 3-6 dias] e Lipase[volta ao
normal em 7-8 dias e é mais específica]).
 Inespecífico por imagem – USG (1ro exame, realiza na hora) e TC com contraste (exame definitivo,
esperar 72 horas para realizar ou realiza na hora da internação quando a pancreatite está grave,
piorando ou em dúvida).
Fechando diagnóstico:Fechando diagnóstico: 2 ou 3 dos seguintes – Dor abdominal fortemente sugestiva, aumento de
enzima > = 3x o normal, exame de imagem característico.
Observação: Necrose pancreática infectada com gás confirma diagnóstico. Se houver suspeita, mas não
houver gás deve-se fazer diagnóstico invasivo (Punção + cultura).
CLASSIFICANDO:CLASSIFICANDO:
1. Leve – Sem falência orgânica E sem complicações locais/sistêmicas
2. Moderadamente Grave – Falência orgânica transitória (<48h) OU complicações locais/sistêmicas.
3. Grave – Falência >48hrs geralmente tem complicações locais/sistêmicas.
COMPLICAÇÕES LOCAIS:COMPLICAÇÕES LOCAIS:
 Edematosa:
 < = 4 semanas (coleção fluída aguda peripancreática)
 > 4 semanas (pseudocisto)
 Necrosante:
 < = 4 semanas (coleção necrótica aguda)
 > 4 semanas (coleção necrótica organizada)
Observações: < = 4 semanas não são encapsulados / > 4 semanas são encapsulados
PROGNÓSTICO:PROGNÓSTICO:
 RANSON > = 3 tem um prognóstico ruim (Não fazem parte do RANSON – TGP, Amilase e Lipase,
Bilirrubinas)
 BALTHAZAR (TC) > = 6 tem um prognóstico ruim
 APACHE II > = 8 tem um prognóstico ruim
 PCR > = 150 tem um prognóstico ruim
 
 
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TRATAMENTO:TRATAMENTO:
1. Dieta zero
2. Hidratação (+ importante)
3. Controle eletrolítico ácido básico
4. Analgesia com opioides
Reiniciando a dieta:Reiniciando a dieta:
 Nutrição enteral (v.o./cateter NJ) – mais precocemente possível (24hrs), quando o paciente referir
fome, tiver diminuição da dor e diminuir o PCR.
 Adicionar nutrição parenteral se a enteral não for suficiente
Tratamento Pancreatite Biliar Leve:Tratamento Pancreatite Biliar Leve:
 Risco cirúrgico bom – Colecistectomia por vídeo antes da alta
 Risco cirúrgico ruim – Papilotomia via EDA antes da alta
Tratamento Pancreatite Biliar Grave + Colangite:Tratamento Pancreatite Biliar Grave + Colangite:
 Papilotomia via EDA agora e depois de 6 semanas realiza colecistectomia se risco cirúrgico bom.
ATENDENDO UM CASO CLÍNICO:ATENDENDO UM CASO CLÍNICO:
1. Apresentar-se
2. Identificação: Nome, idade, profissão, estado civil, onde mora.
3. Queixa principal: Dor em quadrante superior direito em faixa, ALICIA e FREDUSA. Vômitos? Febre?
Disúria? Sangramento? Icterícia?
4. Antecedentes pessoais: D.M., HAS, cirurgia prévia, medicação, ACO, alguma outra doença? Alcool,
cigarro, drogas? Dieta, aumento de peso, obesidade, atividade física?
5. Antecedentes familiares: Alcoolismo, HAS, D.M.
6. Lavar a mão
7. Sinais vitais, IMC, Peso.
8. Exame físico: Tórax, abdome (equimose periumbilical, dor em faixa).
9. Diagnóstico diferencial: DUM, sintomas iniciais
10. Diagnóstico: Clínica + Laboratório: Amilase, lipase, TGO, TGP, transaminase, Hg, PCr, glicemia, LDH,
ureia, creatinina. Exame de imagem:TC de abdome (após 48hrs do quadro clínico) e USG de
abdome (muitos quadros de pancreatite são causados por litíase biliar).
11. Tratamento: Dieta zero, hidratação venosa, ATB (Metro + Cipro), SNG (na 1ª porção do duodeno
para não estimular a bilis), sintomáticos (não pode se usa opioide).
12. Conduta: TC de abdome (gás no pâncreas é necrose - Trata com necrosectomia)
13. Orientações: Observação por 24 hrs, se melhorar pode-se dar alta. O tratamento nos casos de
colangite por cálculo impactado ou coledolitíase com icterícia progressiva = CPRE.
14. A COLECISTECTOMIA se realiza na Pancreatite Aguda leve durante a mesma internação após
resolução do quadro clínico, já na Pancreatite Aguda grave deve-se esperar 6 semanas após
resolução do quadro.
 
COLELÍTIASECOLELÍTIASE
DEFINIÇÃO:DEFINIÇÃO: Presença de cálculo na vesícula (independente da quantidade)
CLÍNICA:CLÍNICA:
 Assintomático (maioria)
 Sintomático: Dor (cólica biliar) < 6horas (15%) – aparece quando o cálculo impacta no infundíbulo,
depois o cálculo volta para dentro da vesícula.
DIAGNÓSTICO:DIAGNÓSTICO: USG abdominal (imagem hiperecóica acompanhada de sombra acústica)
TRATAMENTO:TRATAMENTO: Colecistectomia videolaparoscópica.
Só opera pacientes sintomáticos OU assintomáticos se vesícula em porcelana; associação com pólipo
(>1cm, >60anos, crescimento); cálculo >3cm.
Não opera o sintomático se: Risco cirúrgico alto ou se o paciente recusar.
TRATAMENTO CLÍNICO:TRATAMENTO CLÍNICO: Dissolução farmacológica com URSODESOXICÓLICO só se o cálculo for de
colesterol <15mm.
 
 
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ATENDENDO UM CASO CLÍNICO:ATENDENDO UM CASO CLÍNICO:
1. Apresentar-se
2. Identificação: nome, idade, procedência.
3. Queixa principal: Dor em quadrante superior direito < 6hrs (melhora em 24hrs – pode irradiar para
ombro), tem vômitos, após ingestão de alimentos gordurosos, febre (não tem febre quando <6hrs),
sintomas urinários.
4. Antecedentes pessoais: Primeira vez, história familiar, colelitíase, D.M., HAS, quantos filhos, DUM,
ACO, algum medicamento, fuma, bebe, atividade, álcool.
5. Lavar as mãos
6. Verificar peso, sinais vitais.
7. Exame Físico8. Diagnóstico: USG abdominal, colesterol total, glicemia.
9. Tratamento: Internar na clínica, Dieta Zero, Hidratação, Sintomáticos, após estabilização realiza
cirurgia (colecistectomia na mesma internação).
COLECISTITE AGUDACOLECISTITE AGUDA
DEFINIÇÃO:DEFINIÇÃO: “Inflamação da mucosa da vesícula por cálculo obstruindo a vesícula”. 
CLÍNICA:CLÍNICA: Dor (cólica biliar) > 6hrs + Febre + Sinal de Murphy (coloca 2 dedos no ducto cístico e pede ao
paciente para inspirar, o paciente urra de dor e interrompe a inspiração) + SEM icterícia.
LABORATÓRIO:LABORATÓRIO: Leucocitose, bilirrubinas “normais” ou “tocadas”. 
DIAGNÓSTICO:DIAGNÓSTICO: 
 USG de abdome (1ro exame realizado) – Cálculo impactado; parede espessa > 3mm; “Murphy” sonográfico. 
 Cintilografia Biliar (padrão-ouro) – ausência de contraste na vesícula biliar.
TRATAMENTO:TRATAMENTO: Medidas gerais + Hidratação (E.V.) + Antibioticoterapia (E.Coli, Klebsiella, enterococo) +
Colecistectomia laparoscópica precoce (até 72hrs). 
Nos casos graves (sem condições de cirurgia): Colecistostomia percutânea.
COMPLICAÇÕES:COMPLICAÇÕES: Perfuração: 
a. Livre – Peritonite (febre alta + leucocitose) = cirurgia de urgência
b. Localizada – Bloqueada (abscesso) = avaliar colecistostomia
c. Fístula – íleo biliar
ATENDENDO UM CASO CLÍNICO:ATENDENDO UM CASO CLÍNICO:
1. Apresentar-se
2. Identificação: nome, idade, procedência.
3. Queixa principal: Dor em quadrante superior direito > 6hrs ou não desaparece em 24hrs, vômitos, febre.
4. Antecedentes pessoais: Primeira vez, história familiar, colelitíase, D.M., HAS, quantos filhos, DUM, ACO,
algum medicamento, fuma, bebe, atividade, álcool.
5. Lavar as mãos
6. Verificar peso, sinais vitais.
7. Exame Físico
8. Diagnóstico: USG (sinal de Murphy sonográfico), HMG (leucocitose), PCR, Amilase, TGO, Sinal de Murphy.
9. Tratamento: Internação + Dieta Zero + Hidratação + Sintomático + ATB + Colecistectomia 24-72hrs
COLEDOCOLITÍASECOLEDOCOLITÍASE
DEFINIÇÃO:DEFINIÇÃO: Cálculo no colédoco; 1º: formado dentro do colédoco – 10% ouou 2º: dentro da vesícula – 90%.
CLÍNICA:CLÍNICA: Pode ser assintomático ou apresentar ICTERÍCIA INTERMITENTE + Vesícula NÃO palpável
DIAGNÓSTICODIAGNÓSTICO:: CPRE, ColangioRNM (confirma o diagnóstico). A USG abdominal não é muito boa.
“Em todo paciente com colelitíase, avaliar o riso de coledocolitiase”. 
CONDUTA PRÉ-OPERATÓRIA:CONDUTA PRÉ-OPERATÓRIA: USG abdominal + Hepatograma + Bilirrubina
 Risco alto: Icterícia flutuante + USG (cálculo no colédoco) + Bilirrubina (>4mg/dl) – Nesses casos realizar
CPRE que é diagnóstica e terapêutica.
 Risco intermediário: Colédoco > 6mm + Bilirrubina 1,8 -4 mg/dl + Outro laboratório anormal (exemplo:
Fosfatase Alcalina) – Nesses casos realizar ColangioRNM.
 Risco Baixo: Alteração laboratorial + Colédoco < 5mm – Realizar colangiografia peroperatória.
 Risco muito Baixo: Tudo negativo – Realizar só colecistectomia
TRATAMENTO (PARA TODOS OS PACIENTES):TRATAMENTO (PARA TODOS OS PACIENTES):
 
 
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LAMEDLAMED – LLorena;orena; AAlisson;lisson; MMaicon;aicon; EElisa elisa e DDaiane aiane Dezembro, Dezembro, 2015 2015 - - BrasilBrasil
 CPRE (Papilotomia endoscópica) – se descoberto no pré-operatório
 Exploração cirúrgica (vídeo ou aberta) – se descoberto no per-operatório
 Derivação biliodigestiva – se cálculo intra-hepático ou múltiplos cálculos.
ATENDENDO UM CASO CLÍNICOATENDENDO UM CASO CLÍNICO
1. Apresentar-se
2. Identificação: nome, idade, procedência.
3. Queixa principal: Dor em quadrante superior direito, icterícia flutuante, colúria, acolia.
4. Antecedentes pessoais
5. Lavar as mãos
6. Verificar peso, sinais vitais.
7. Exame Físico
8. Diagnóstico: USG abdominal (colédoco > 6mm), CPRE (terapêutico também), bilirrubina direta
aumentada, Fosfatasa Alcalina, Gama-GT, TGO/TGP.
9. Tratamento: CPRE
COLANGITE AGUDACOLANGITE AGUDA
DEFINIÇÃO:DEFINIÇÃO: Obstrução + infecção das vias biliares
 Não grave (não supurativa) – Tríade de Charcot: Febre com calafrios + icterícia + dor abdominal.
 Grave (supurativa) – Pentade de Reynold: Febre com Calafrios + icterícia + dor abdominal +
hipotensão + queda do sensório.
CONDUTA:CONDUTA: Antibiótico (Ampiclina + Gentamicina + Metronidazol) + drenagem biliar.
 Não grave – Responde bem a ATB e a drenagem é eletiva (feita na hora que puder)
 Grave – Não responde bem a ATB e a drenagem é imediata
 Obstrução baixa – Drenagem por CPRE
 Obstrução alta – Drenagem transhepática percutânea
ATENDENDO UM CASO CLÍNICO:ATENDENDO UM CASO CLÍNICO:
1. Apresentar-se
2. Identificação: nome, idade, procedência.
3. Queixa principal: Tríade de charcot (febre – icterícia – dor hipocôndrio direito) ou Pêntade de
Reynold (tríade de charcot + hipotensão + confusão)
4. Lavar as mãos
5. Verificar peso, sinais vitais.
6. Exame Físico
7. Diagnóstico: Hemograma, PCR, Bilirrubina, Fosfatasa Alcalina, Gama-GT, AST, ALT, USG ou CPR.
8. Tratamento: Dieta Zero + Hidratação + Sintomático + Descompressão SNG + Cipro + Metro + CPRE
com papilotomia.
CASO CLÍNICO 9CASO CLÍNICO 9 – – ABDOME PERFURATIVO: ABDOME PERFURATIVO: 
Francisco de 41 anos de idade, atendido no Pronto atendimento com quadro de dor abdominal difusa,
intensa e de início súbito, com cerca de 3horas de evolução.
1) Realize a Anamnese direcionada do paciente.
PARTE IPARTE I – – ANAMNESE: ANAMNESE:
 Apresentou-se ao paciente como médico
 Solicita dados de informações do paciente (nome, idade, estado civil, profissão)
 Investigou queixa e duração
 Investigou a hematêmese (duração, frequência, intensidade)
 
 
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LAMEDLAMED – LLorena;orena; AAlisson;lisson; MMaicon;aicon; EElisa elisa e DDaiane aiane Dezembro, Dezembro, 2015 2015 - - BrasilBrasil
 Investigou hematoquezia (duração, frequência, intensidade)
 Investigou melena(duração, frequência, intensidade)
 Investigou sintomas associados (dor abdominal, náuseas, vômitos prévios, diarreia, febre, parada
na eliminação de fezes e gases)
 Investigou hepatopatias e seus fatores de risco (alcoolismo, obesidade, doenças imunológicas e
hepatites virais)
 Investigou doença ulcerosa péptica e seus fatores de risco
 Investigou Uso de algum medicamento? (AINE)
 Indagou doenças prévias e atuais -> H. Pylori (tratamento, diagnóstico prévio) (DAR ANEXO 1).(DAR ANEXO 1). 
PARTE IIPARTE II – – EXAME FÍSICO/EXAME COMPLEMENTAR: EXAME FÍSICO/EXAME COMPLEMENTAR:
 Lavou as mãos antes de iniciar o exame físico
 Avaliou estado geral o paciente (palidez cutaneomucosa, cianose de extremidades e má perfusão
periférica).
 Mensuração de perda sanguínea (signos vitais: PA/FC/FR).
 Realizou toque retal com explicação prévia do procedimento e solicitação do consentimento ao
paciente (caso tenha queixa de hematoquezia ou melena, confirmar presença de melena e
descartar ou confirmar patologias orificiais).
 Realizou o exame físico abdominal direcionado (inspeção/auscultação/percussão (buscar sinal de
JOBERT /palpação) buscou abdome em tábua?
 Solicitou RX tórax AP ortostático
PARTE IIIPARTE III – – HIPOTESE DIAGNÓSTICA E CONDUTA IMEDIATA, E COMUNICAÇÃO À PACIENTE: HIPOTESE DIAGNÓSTICA E CONDUTA IMEDIATA, E COMUNICAÇÃO À PACIENTE:
(Dependerá da gravidade do quadro do paciente, poderá ser feita antes mesmo da anamnese e exame
físico).
 Checar vias aéreas, respiração e circulação (pulso)
 Solução Cristaloide fluindo através de 2 vias periféricas
 Coletar amostra sanguínea (Hemograma, tipagem sanguínea e Rh, coagulograma e função
hepática)
 Cateter vesical / Cateter nasogástrico indagar prova diagnóstica da SNG
 Na suspeita de HDA iniciar inibidor de bomba de Prótons e a suspensão de AINES
 Indicou EDA para confirmação diagnóstica e tratamento após estabilização do paciente
Anexo 1 (CC 9-Cirurgia):Anexo 1 (CC 9-Cirurgia):
Francisco de 41 anos de idade, atendido no Pronto atendimento com quadro de dor abdominal difusa,
intensa e de início súbito, com cerca de 3horas de evolução. Trazido à sala de exames em cadeira de
rodas com fácies de dor e gemendo. Acompanhante relatou episódios de náuseas e vômitos após início
do quadro.
2) Realize o exame físico
3) Estabeleça exames complementares
Anexo 2 (CC 9-Cirurgia):Anexo 2 (CC 9-Cirurgia):
 
 
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Ao exame encontrava-se pálido, face álgica,
sudorético, taquipnéico, apresentando abdome
difusamente doloroso com tensão aumentada.
Sigos vitais: FC 102 bpm, PA 110/60 mmHg e FR 25
Vômito: escasso / hematêmese (2 episódios)
INSPEÇÃO: normal
AUSCUTAÇÃO: ruídos hidroaéreos diminuídos
PERCUSSÃO: sinal de Jolbert (+)
PALPAÇÃO: leve resistência muscular, difusamente
doloroso com tensão aumentada e sinal de Blumberg (+)
4) De o Diagnóstico e realize o tratamento.
ADENDOADENDO – – ABDOME PERFURATIVO/HEMORRAGIA OCULTA ABDOME PERFURATIVO/HEMORRAGIA OCULTA
HEMORRAGIA HEMORRAGIA DIGESTIVA DIGESTIVA ALTA ALTA HEMORRAGIA HEMORRAGIA DIGESTIVA DIGESTIVA BAIXABAIXA
Acima do ângulo de Treitz
Clínica: hematêmese/melena
Frequência: 85-90%
Causas: Úlceras/Varizes esofágicas
CONDUTACONDUTA:
 Estabilização hemodinâmica
 EDA (terapia endoscópica)
visualiza e trata
 SNG:
 Sangue ou borra de café (+)
 Sem sangue e bile ( - )
 Após estabilização do paciente e a
realização da EDA confirmando a
HDA, deve-se estratificar o risco
de sangramento pela escala de
FORREST:
 FORREST I IIA; IIB:
Tratamento endoscópico com
injeção de epinefrina ou
eletrocoagulação
FORREST IIC ou III: lavagem
gástrica abundante, eritromicina IV
ou metoclopramida, para localizar
as lesões hemorrágicas e realizar o
tratamento endoscópico.
Abaixo do ângulo de Treitz
Clínica: hematoquezia/Enterorragia
Frequência: 10-15%
Causas: >50 anos: doença diverticular / angiodisplasia/ CA
Adulto jovem: doença inflamatória intestinal/divertículo de Meckel
CONDUTACONDUTA:
 Estabilização hemodinâmica
 Afastar HDA: EDA ou SNG (bile sem sangue)
 Anuscopia: descartar hemorroida peri-anal
 Colonoscopia diagnóstica e terapêutica: terapia endoscópica
Para lesão não visualizada: cintilografia ou arteriografia
mesentérica (arteriografia é diagnóstica e terapêutica):
 Paciente estável + sangramento de grande monta=
ARTERIOGRAFIA
 Colonoscopia e não visualizou sangramento= ARTERIOGRAFIA
 Sangramentos extremos = ARTERIOGRAFIA
 Indicação de cirurgia: instabilidade hemodinâmica, após
ressuscitação vigorosa, falha nas técnicas endoscópicas, choque
associado a hemorragia recorrente, sangramento pequeno e
continuo, com necessidade de mais de 3U de hemácias/dia.
 Ulcera duodenal: pilorotomia ou duodenotomia seguido de rafia
da ulcera com fio não absorvível.
 Ulcera gástrica: vagotomia + piloroplastia + excisão com biópsia
DOENÇAS DO ESTOMAGODOENÇAS DO ESTOMAGO
DOENÇA DIAGNÓSTICO TRATAMENTODOENÇA DIAGNÓSTICO TRATAMENTO
 
 
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ÚLCERA PÉPTICAÚLCERA PÉPTICA
Sintomas:Sintomas: Dispepsia: 
Gástrica:Gástrica: piora logo com
alimentação, ↑ suco gástrico. 
Duodenal:Duodenal: piora 2-3 horas
após alimentação, tempo da
digestão.
Classificação de JOHNSONClassificação de JOHNSON 
I-IV: Hipocloridríacas
II-III: Hipercloridríacas 
 ≥≥45 anos: EDA (se gástrica: biopsia e
controle de cura)
 < 45 anos diagnóstico presuntivo
SEMPRE PESQUISAR H. PYLORI:SEMPRE PESQUISAR H. PYLORI:
1-1- Por endoscopia teste da uréase
-- Teste da uréase respiratória (por não ser
invasivo, bom para Dx. e controle de cura)
-- Sorologia (ÑÑ serve para controle de cura)
-- Agente fecal.
FORREST (Risco de resangramento)FORREST (Risco de resangramento) 
I. SANGRAMENTO ATIVO (RISCO ALTO):I. SANGRAMENTO ATIVO (RISCO ALTO):IA:IA: Sangramento arterial
IB:IB: Sangramento Venoso “BBabando” 
II. HEMORRAGIA RECENTE:II. HEMORRAGIA RECENTE:
IIA:IIA: Vaso visível não sangrante (Risco Alto)
IIB:IIB: Coágulo Aderido (Risco Médio)
IIC:IIC: Hematina “ponto preto” (Risco Baixo) 
III. BASE CLARA S/ SANGRAMENTOIII. BASE CLARA S/ SANGRAMENTO
(Risco Baixo)(Risco Baixo)
 IBPIBP 4- 8 semanas,Se H. pylori +:Se H. pylori +: 
Claritro+amoxi+IBP por 7 dias com
ControleControle de curade cura H. Pylori após o
tto!
 CirurgiaCirurgia (em casos refratário ou
complicação aguda):
Tipo I:Tipo I: Antrectomia +
Reconstrução a Billroth I
Tipo IITipo II:Vagotomia troncular +
Antrectomia Estendida com
Reconstrução à Billroth I ou II
Tipo III:Tipo III: Vagotomia troncular +
Antrectomia com Reconstrução à
Billroth I ou II
TipoIV:TipoIV: Gastrectomia Subtotal +
Reconstrução em Y de Roux
OBS:OBS: A melhor vagotomia é a
Superseletiva (+ difícil de ser feita) 
 
SÍNDROMES PÓS-SÍNDROMES PÓS-GASTRECTOMIA GASTRECTOMIA MAIS COBRADAS MAIS COBRADAS EM PROVASEM PROVAS 
GASTRITE ALCALINAGASTRITE ALCALINA +comum na Billroth II:+comum na Billroth II:Dor abdominal queÑÑ melhora com vômito bilioso TTO: Y de RouxTTO: Y de Roux 
ALÇA ALÇA AFERENTE AFERENTE SÓSÓ na Billroth II:na Billroth II:Dor abdominal quemelhoramelhora com vômito bilioso em jato jato TTO: Y de RouxTTO: Y de Roux 
CÂNCER GÁSTRICOCÂNCER GÁSTRICO – – ADENOCARCINOMA ADENOCARCINOMA
CLASSIFICAÇÃO DECLASSIFICAÇÃO DE
BOWMANNBOWMANN
(Macroscópica)(Macroscópica) 
CLASSIFICAÇÃO DE LAURENCLASSIFICAÇÃO DE LAUREN
(Microscópica)(Microscópica)
Dx:Dx: EDA + BiópsiaEDA + Biópsia !!!
Avalia “T/N”:Avalia “T/N”: USG Endoscópica
Avalia “M”:Avalia “M”: TC de Abdome e pelve
Tto:Tto: Gastrectomia (Distal:Distal: Subtotal+ Bth II/
Proximal:Proximal: Total + Y roux) + Linfadenect. D2D2
Nódulos de Ca Avançado:Nódulos de Ca Avançado:
 Prateleira Retal: Blumer
 Ovário: Krukenberg
 Supraclavicular Esq: Vischow
 Periumbilical: Mary Joseph 
I- Polipoide
II- Ulcerado bordes nítidosIII- Ulcerado bordes Ñ
nítidos
IV-Infiltrante
V- Nenhum dos Demais
Tipo Tipo INTESTINAL INTESTINAL Tipo Tipo DIFUSODIFUSO
 Diferenciado
(glandular)
 Dissemin.
Hematogênica
 Homens/Idosos
 Indiferenciado
(células em anel
de Sinete)
 Disseminação
Linfática
 Mulheres/Jovens
TTO Endoscóp. do CA PrecocePrecoce (mucosa/submucosa. Não Não importa
quantidade de Linfonodos acometidos)
Limitado Mucosa/ÑÑ ulcerado <2cm/Sem
linfonodo/Bem diferenciado
DOENÇAS DO ESÔFAGODOENÇAS DO ESÔFAGO
DOENÇA/CLÍNICA DOENÇA/CLÍNICA DIAGNÓSTICO DIAGNÓSTICO TRATAMENTOTRATAMENTO
ACALASIAACALASIA
Disfagia, perda de peso
leve, regurgitação 
 Esofagomanometria (Padrão ouro):(Padrão ouro): 
 Hipertonia EEI >35mmHg
 ↓Relaxamento EEI 
 ↓Peristalse 
 Esofagografia baritada: Bico de
pássaro ou chama de vela.
I- Droga (nitrato, botox, ant.Ca,
sildenafil)
II- Balão
III- Miotomia a Heller
IV- Esofagectomia
ESPAMOS DIFUSOESPAMOS DIFUSO
(DX(DX≠≠ IAM IAM) 
Disfagia + dor torácica 
 ESOFAGMANOMETRIA:
Contrações simultâneas
 Esofagografia baritada:
Esôfago em saca-rolhassaca-rolhas 
 Nitrato + antagonista do Ca
 Miotomia LongitudinalMiotomia Longitudinal 
 
 
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DIVERTÍCULODIVERTÍCULO
DE ZENKERDE ZENKER
Disfagia, halitose, idoso 
Esofagografia baritadaEsofagografia baritada 
(Padrão ouro)Padrão ouro) 
<2cm:<2cm: Miotomia
>2cm:>2cm: Miotomia+pexia até 5cm
OUOU ectomia
>3cm:>3cm: EDA + diverticulotomia
DRGEDRGE
Clinica:Clinica:
Pirose/regurgitação 
 É Clinico!!! / pHmetria (Padrão ouro)(Padrão ouro) 
 EDAEDA: >45 anos Ou Ou sinal de ALARME
(Perda de peso, anemia,
odino/disfagia).
COMPLICAÇÃOCOMPLICAÇÃO BarretBarret biópsia:
metaplasia intestinal.
Acompanhamento comEDAEDA: 
 Sem displasia EDA 2-3 anos
 Displasia de baixo grau EDA 6-12
meses
 Displasia de alto grau 
Esofagectomia distal
 Adenocarcinoma Invasivo CA, TNM
e conduta
Avaliar “T/N”:Avaliar “T/N”: USG endoscópica/
“M”:“M”: PET scan
11-Medidas antirefluxo:
 Evitar: álcool, tabagismo, café, chocolate,
deitar depois de comer.
 Levantar cabeceira da cama.
2-IBP2-IBP por 6-12 semanas (refratário 2x dose)
3-Cirurgia3-Cirurgia (SESE refratário, estenose, úlcera):
 Fundoplicatura de Nissen (360) SeSe
Esofago- manonometriaEsofago- manonometria(Ex. obrigatório
Pré-Op.): >>30mmHg esôf. Distal e>>60%
da ativid. Peristáltica
Se <30mm ou < 60 %:Se <30mm ou < 60 %:
DOR/THALL: parcial Anterior
TOUPET/LIND: parcial Posterior
(Não erradicar H. pylori!!!)(Não erradicar H. pylori!!!)
CASO CLÍNICO 10CASO CLÍNICO 10 – – SUTURA/FERIDA: SUTURA/FERIDA: 
Paciente 23 anos, da entrada ao PS, com uma laceração superficial em antebraço esquerdo posterior,
por estilhaço de vidro, medindo aproximadamente 5cm, refere que o ferimento ocorreu há 2 horas,
durante seu trabalho em uma lanchonete. Já foi feita a antissepsia da ferida, bloqueio anestésico,
limpeza, constatando que não há corpos estranhos e colocação do campo cirúrgico.
Indique a conduta Realize a sutura:Indique a conduta Realize a sutura:
 O candidato cumprimentou o paciente e identificou-se como médico?
 O candidato explicou que iria realizar sutura ao paciente e pediu permissão?
 O candidato colocou o gorro e a máscara antes de se escovar?
 O candidato manifestou a necessidade de degermação das mãos?
 O candidato calçou as luvas sem se contaminar?
 O candidato escolheu o fio mononylon para sutura?
 O candidato montou corretamente o fio no porta agulhas (e não na pinça hemostática)?
 O candidato realizou a sutura com ponto simples?
 O candidato atou os pontos com no mínimo 3 nós?
 O candidato descalçou as luvas sem tocar a superfície externa?
 O candidato mencionou notificação compulsória?
ADENDOADENDO – – SUTURA/FERIDA SUTURA/FERIDA
INFUSÃO DO ANESTÉSICOINFUSÃO DO ANESTÉSICO
Deve ser feito com lidocaína 1% com ou sem vasoconstritor, o uso do vasoconstritor está indicado para
aumentar a duração do tempo anestésico, deve ser evitado em nariz, orelhas, órgãos genitais e
CA DE ESOFAGOCA DE ESOFAGO
Escamoso (EPIDERMOIDEEPIDERMOIDE)
 F.R:F.R: Tilose Palmo-Plantar/
consumo de bebidas quentes
 AvaliarAvaliar T/N:T/N: USG endoscóp.
 AvaliarAvaliar M:M: PET scan
 tto curativotto curativo: Esofagectomia
+ Linfadenectomia
 tto paliativo (T4b e/ou M1):tto paliativo (T4b e/ou M1): 
StentStent // Radio Radio// GastrostomiaGastrostomia
 
 
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extremidades. Segundo O MS deve ser infundido no borde de fora do ferimento (pele sã), pois assim
diminuiria o risco de infecção, porém acabamos infundindo no tecido subcutâneo borde interno da
ferida, que oferece menos resistência a dor e não há um aumento significativo do risco de infecção, a
infusão deve ser feita aspirando a seringa antes de se infundir o AL para evitar a infusão intravascular
inadvertida. Não devemos nos esquecer de calcular a dose máxima do anestésico.
 Sem vasoconstrictor: 4.5mg\kg dose máx. de 31,5ml (paciente de 70kg);
 Com vasoconstrictor: 7mg\kg dose máx. de 49ml (paciente de 70kg).
LAVAGEM, INSPEÇÃO E DESBRIDAMENTOLAVAGEM, INSPEÇÃO E DESBRIDAMENTO
Após a infusão do anestésico, a laceração deverá ser lavada com solução fisiológica ou mesmo com
água corrente. Você pode lançar mão de uma seringa de 50ml para direcionar o jato e efetuar uma
irrigação mais eficaz. Lave o ferimento até que o mesmo fique limpo, não importando a quantidade de
solução fisiológica utilizada até esse momento. Com o corte preparado, troque as luvas de
procedimento para luvas estéreis, aplique o campo cirúrgico e com a pinça anatômica explore a ferida
em busca de corpos estranhos e lesões graves que podem ter passado desapercebidas em um primeiro
momento (lesão arterial, rotura de tendões, exposição óssea, etc.). Com auxílio de um bisturi ou uma
tesoura, retire todo o tecido necrótico e inviável. Pode ser feita a degermação, lembrando se você usa
clorexidina degermante vai usar depois a clorexidina alcoólica(tópica), se usar povidine degermante vai
usar depois o povidine tópico, não podem ser misturados clorexidina com povidine. Agora a ferida
estará pronta para a realização da sutura.
ESCOLHA DA NÚMERAÇÃO DO FIO NYLONESCOLHA DA NÚMERAÇÃO DO FIO NYLON
SEGUNDO A REGIÃO DA LESÃOSEGUNDO A REGIÃO DA LESÃO
CONTRAINDICAÇÃO DE SULTURACONTRAINDICAÇÃO DE SULTURA
 Pálpebra: nylon 6-0;
 Face: nylon 5-0;
 Tronco: nylon 4-0;
 MMII\MMSS: nylon 4-0;
 Couro cabeludo: nylon 2-0.
 Sem tecido para aproximação;
 Infecção /abscesso;
 Couro e face tempo superior a 24h;
 Corpo e membros superiores a 6h;
 Mordeduras (se em mordeduras de grande laceração
deve ser feita apenas aproximando os bordes).
CUIDADOS EM GERALCUIDADOS EM GERAL
 Uso de ATB deve ter um bom senso em ferida comum, sendo sempre indicado em mordeduras:
amoxicilina clavulanato.
 Nas feridas por queimaduras, antes da limpeza deve ser feito analgesia com opioides, uso de ATB
deve ser tópico, sulfadiazina de prata.
 Todo ferimento não devemos nos esquecer da profilaxia para tétano e em casos de mordedura
tétano e raiva. Profilaxia para tétano:
 Hist. Vacinal menor a 3doses: vacina (tanto ferida de alto ou baixo risco)
 Hist. Vacinal ≥3d: não vacina, se ultima dose maior a 10 anos, reforço
 Ferida de alto risco e última dose maior a 5 anos: reforço
 Ferida de alto risco e ultima dose menor a 5 anos: não faz nada
 Ferida de baixo risco e dose maior a 5 anos: não faz nada
 Ferida de baixo risco e dose menor a 5 anos: não faz nada
 Retirada dos pontos dependerá do local, face 3-4 dias e tórax e abdome 8-10 dias.
CASO CLÍNICO 11CASO CLÍNICO 11 – – PROCEDIMENTO DE PUNÇÃO VENOSA CENTRAL: PROCEDIMENTO DE PUNÇÃO VENOSA CENTRAL:
Paciente com indicação de acesso venoso periférico, já foi tentado pela equipe de enfermagem,sem
sucesso, o médico averiguou técnica e também fez tentativa de acesso periférico, sem sucesso.
Faça uma punção venosa profunda:Faça uma punção venosa profunda:
 
 
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 O candidato explicou o procedimento ao paciente e pediu sua permissão?
 O candidato mencionou manter o paciente na posição de trendelemburg?
 O candidato colocou o gorro e a máscara antes de se escovar?
 O candidato manifestou a necessidade de degermação das mãos?
 O candidato realizou corretamente a colocação da roupa cirúrgica estéril (capote) e calçou as
luvas estéreis sem contaminar?
 O candidato posicionou ao lado do paciente?
 O candidato manifestou a necessidade de antissepsia do local da punção?
 O candidato mencionou a necessidade de colocação de campos estéreis sobre o paciente?
 O candidato mencionou anestesiar o sítio da punção com lidocaína 2% sem vasoconstritor,
mencionando aspirar antes de injetar o anestésico?
 O candidato conectou a agulha no kit de punção à seringa?
 O candidato mencionou o triângulo de punção e introduziu no ápice com uma angulação a 20-
30º da pele, apontando ao mamilo ipsilateral, ao mesmo tempo a outra mão estava palpando a
carótida? (caso tenha escolhido a jugular interna)
 O candidato mencionou e localizou o ponte médio da clavícula e introduziu a agulha 2-3cm
abaixo, apontando em direção à fúrcula esternal, enquanto a mão não dominante estava sobre
a clavícula e a fúrcula esternal?(caso tenha escolhido a subclávia)
 O candidato realizou com êxito a punção?
 O candidato realizou a técnica de seldinger para inserção do guia e colocação do cateter?
 O candidato conectou o cateter a um equipo de soro?
 O candidato realizou colocou o fixador borboleta de fixação, realizou uma nova anestesia e fixou
com ponto com fio mononylon 4-0?
 O candidato solicitou uma radiografia de tórax para checar posicionamento do cateter e
possíveis complicações?
ADENDOADENDO – – PUNÇÃO VENOSA CENTRAL PUNÇÃO VENOSA CENTRAL
INDICAÇÕESINDICAÇÕES CONTRAINDICAÇÕESCONTRAINDICAÇÕES 
 Pacientes graves com instabilidade hemodinâmica;
 Necessidade de aferição da PVC e da saturação venosa central de O2;
 Manejo hidroeletrolítico;
 Hemotransfusão e infusão de drogas durante grandes cirurgias;
 Infusão rápida de drogas, líquidos e hemocomponentes;
 Uso de drogas irritantes ou indutoras de vasoespasmo;
 NPT;
 Falência de acesso venoso periférico;
 Implante de marca-passo transvenoso;
 Cateterismo cardíaco e angiografia pulmonar e monitorização
cardíaca.
 Pacientes com distúrbios da
hemostasia (objetivas INR menor
a 1.5, atividade de protombina
maior a 50%, PTT menor a 55s,
plaquetas maior a 50.000);
 Queimadura ou infecção local;
 Trauma local da anatomia;
 Trombose prévia local.
MATERIAIS NECESSÁRIOS PARA A PUNÇÃO VMATERIAIS NECESSÁRIOS PARA A PUNÇÃO VENOSA PROFUNDAENOSA PROFUNDA 
1.1. Kit de punção venosa profunda: deverá ser aberto por seu assistente apenas no momento do uso.
Sua composição varia de acordo o fabricante, mas o básico de todo kit é: seringa, agulha, dilatador,
 
 
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bisturi, borboletas de fixação, guia e cateter.
2.2. Além do kit de punção, são necessários:
 Capote, luvas e campos estéreis;
 Gorro, máscara, óculos de proteção;
 Material de degermação e antissepsia(clorexidine ou polvidine, lembrando que sempre um
ou outro e degermante primeiro depois tópico);
 Kit estéril para antissepsia com gaze, cuba e pinça própria (ex: foerster, cheron);
 Anestésico local, agulha 22G e seringa 5-10ml para anestesia;
 Porta agulha estéril e fio inabsorvível para fixação de cateter (mononylon 4-0);
 Tesoura reta.
PUNÇÃO DA VEIA JUGULAR INTERNAPUNÇÃO DA VEIA JUGULAR INTERNA
A veia localiza-se lateralmente à artéria carótida comum. No seu percurso pela região cervical, ela
atravessa um trígono formado pelas porções clavicular e esternal do musculo esternocleidomastoide
(ECOM), além da própria clavícula. É no ápice desse triangulo que tentaremos a punção venosa.
Devemos dar preferência à punção da jugular interna direita pelo menor risco de lesão da cúpula
pleural e impossibilidade de lesão do ducto torácico, embora tais riscos sejam muito baixos neste
procedimento. Preparo do paciente e posicionamento, degermação e antissepsia e instalação do
cateter com a técnica de seldinger:
 
 
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PUNÇÃO DA VEIA SUBCLÁVIAPUNÇÃO DA VEIA SUBCLÁVIA
A veia subclávia é uma continuação da veia axilar, estendendo-se da borda lateral do 1º arco costal até
sua união com a jugular interna, quando forma a veia braquiocefálica ou inonimada. Seu curso próximo
à borda inferior da clavícula torna a subclávia um ótimo sitio para punção venosa profunda, contudo
existe o risco de punção da artéria subclávia, que passa atrás da veia, separada da mesma apenas pelo
musculo escaleno anterior. O risco de complicações de uma punção arterial aqui é maior do que na
carótida, já que, neste caso, não teremos como comprimir diretamente a artéria. Outro cuidado é com
a pleura, que em alguns pontos chega a cerca de 5mm da veia subclávia, acarretando considerável risco
de pneumotórax. Devemos dar preferência à punção da subclávia direita pelo menor risco de lesão da
cúpula pleural (pneumotórax) e impossibilidade de lesão do ducto torácico (que passa a esquerda).
Preparo do paciente e posicionamento, degermação e antissepsia e instalação do cateter com a técnicade seldinger.
CASO CLÍNICO 12CASO CLÍNICO 12 – – CELULITE: CELULITE: 
Paciente deu entrada no PS por febre há 3 dias, intermitente, sem horário preferencial, aferida de 38ºC,
acompanhada de edema, dor, calor e rubor em 1/3 inferior da perna esquerda .
Queixa principal: Dor em perda direita. Realise a atenção e os cuidados com paciente:
PARTE IPARTE I – – ANAMNESE E EXAME LOCAL: ANAMNESE E EXAME LOCAL:
 Identifica-se de maneira adequada e pergunta o nome do paciente
 Comunica-se com clareza, sem interromper o paciente, evitando o uso de termos técnicos
 Colher os dados da história adequadamente
 Realiza o exame do local e descreve o tumor como celulite com porta de entrada, sem sinal de
flutuação.
PARTE IIPARTE II – – REALIZAÇÃO DO CURATIVO: REALIZAÇÃO DO CURATIVO:
 Solicita higienização das mãos e EPI adequadamente
 Informa a realização da limpeza com soro fisiológico
 Informa a realização de lavagem com antisséptico e sabão (povidine degermante/clorexidina)
 Informa a remoção de fibrina e sujidades no momento da limpeza
 Informa a realização da retirada de sabão com SF
 Informa a realização de oclusão com gaze seca e esparadrapo
 
 
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PARTE IIIPARTE III – – PRESCRIÇÃO E ACOMPANHAMENTO DO CASO: PRESCRIÇÃO E ACOMPANHAMENTO DO CASO:
 Prescreve ATB adequado (cefalexina oral ou outra celalosporina de 1ª geração/2ª opção:
eritromicina oral)
 Orienta a realização de curativo diário
 Orienta a aplicação de compressas mornas
 Prescreve vacina antitetânica
 Informa sobre a evolução do quadro: flutuação, drenagem purulenta, piora do quadro febril,
linfadenite (pelo menos 2 dos citados)
ADENDOADENDO – – INFECÇÕES DA PELE INFECÇÕES DA PELE
CELULITECELULITE
Infecção do tecido subcutâneo (derme profunda + subcutâneo) causada pelo S. Aureus, seguido pelo S.
Pyogenes. Geralmente possui uma porta de entrada identificável (abrasão, ferida cutânea, úlcera,
furunculose), evoluindo com sinaisintensos de flogoso no local. Diferentemente da erisipela não há
delimitação de bordas e o eritema é menos proeminente.
CLÍNICA:CLÍNICA:
Febre alta, calafrios e toxemia são comuns (febre, hipotensão, disfuncão dos orgãos vitais, caracterizando
um choque séptico)
TRATAMENTO:TRATAMENTO:
Duração 10-14 dias
Casos graves: OXACILINA 2g IV c/4h
Casos Leves/moderados: Cefalexina 250 mg cada 6 horas, Cefadroxil, Eritromicina
Alérgicos a penicilina: Cefazolina, Cefalotina, Vancomicina 
ERISIPELAERISIPELA
Conhecida também como FEBRE DE SANTO ANTONIO/MAL DO MONTE, infecção causada pelo S. Pyogenes,
da derme superficial e profunda, acometendo vasos superficiais e linfáticos, e que se superficializa,
atingindo a epiderme. A porta de entrada pode ser ulcera de estase ou lesões micóticas intertriginosas.
CLÍNICA:CLÍNICA:
Presença de lesões francamente eritematosa e de bordos bem definidos, por vezes elevados.
Lesão quente e dolorosa, preferencialmente em regiões facial (malar), face anterior, lateral, medial da
perna (80%).
Em 2 a 3 dias de evolução, podem surgir bolhas flácidas no centro da lesão que logo podem se romper
(erisipela bolhosa)
Febre alta, calafrios, pode haver toxemia.
Pele com aspecto de casca de laranja.
TRATAMENTTRATAMENTO: por O: por 10-14 dias:10-14 dias:
CASOS LEVES/MODERADOS:
PNC G Procaína 600.000 U 12/12hOUOU 
PNC V Oral 250mg 6/6h
CASOS GRAVES (TOXEMIA): PNC G Cristalina 1.000.000-2.000.000 U 4/4h
 
OBS: Alérgicos à PNC: Eritromicina 500mg VO 6/6h
PROFILAXIA:PROFILAXIA: indicada em casos de Erisipela de repetição: PNC G BZT 1.200.000 U IM 4/4 semanas
FURÚNCULOFURÚNCULO
Nódulo supurativo na derme profunda que se instala a partir de uma foliculite. A maioria pode ser tratado
com calor úmido local, sem uso de ATB, nunca deve ser esprimido, quando associados à febre ou celulite
perilesional devem ser tratados com ATB sistêmicos, os mesmo da CELULITE.
A furunculose de repetição deve ser tratada com ATB sistêmico por 10-14 dias, além de aplicação de
mupirocina tópica e cuidados intensivos de higiene. Causado pelo S. Aureus.
CARBÚNCULOCARBÚNCULO
Lesão mais extensa e profunda, atingindo a gordura subcutânea e se manifestando como múltiplos
abscessos separados por septos conjuntivos, causado pelo S. Aureus. Utiliza-se os mesmo tto da celulite.
 
 
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CASO CLÍNICO 13CASO CLÍNICO 13 – – HERNIA INGUINAL: HERNIA INGUINAL:
Paciente Joaquim, 36 anos de idade vem ao ESF com queixa de sensação de peso na região inguinal
direita, acompanhada de dor moderada aos esforços.
Faça a avaliação diagnóstica, diagnóstico diferencial e Conduta Terapéutica:
 Cumprimentou o paciente e apresentou-se como Cumprimentou o paciente e apresentou-se como médico.médico.
 Realiza anamnese com atenção ao pacienteRealiza anamnese com atenção ao paciente (a dor começou a uns 6 meses junto com a
sensação de peso na região inguinal direita, profissão de pedreiro, sem outras comorbidades) 
 Lavou as mãos e calçou luvas.Lavou as mãos e calçou luvas.
 Realiza o exame físico inicial com paciente em pé, em repouso e com manobra deRealiza o exame físico inicial com paciente em pé, em repouso e com manobra de valsalvavalsalva 
(abaulamento na região inguinal).
 Realiza o exame físico com paciente deitado pela manobra- pela bolsa escrotal introduz oRealiza o exame físico com paciente deitado pela manobra- pela bolsa escrotal introduz o
dedo no anel inguinal externo em direção adedo no anel inguinal externo em direção ao interno e pede para realizar o interno e pede para realizar valsalvavalsalva (toca a
polpa do dedo).
 Pesquisou a presença de hérnia Pesquisou a presença de hérnia contralateral.contralateral.
 Identificou o diagnostico de Hérnia inguinal direta à direita.Identificou o diagnostico de Hérnia inguinal direta à direita.
 Citou diagnostico diferencialCitou diagnostico diferencial (mínimo três: hidrocele, adenite inguinal, varicocele, lipoma,
hérnia femoral, epididimite, hematoma).
 Indicou tratamento cirúrgico.Indicou tratamento cirúrgico.
 Explicou ao paciente sobre a conduta expectante e suas possíveis complicações.Explicou ao paciente sobre a conduta expectante e suas possíveis complicações.
 Perguntou ao paciente se tinha alguma Perguntou ao paciente se tinha alguma duvida.duvida.
ADENDOADENDO
ESTRANGULADAESTRANGULADA 
Emergência cirúrgica (Solicitar avaliação e conduta do cirurgião)
ENCARCERADAENCARCERADA 
Referem dor aguda e intensa na região inguinal após alguma situação de aumento súbito da pressão
intra-abdominal e abaulamento irredutível. Excluída a presença de estrangulamento ou de obstrução
intestinal, devemos tentar a redução manual incruenta do saco herniário. No caso de dificuldade, fazer
analgesia e trendelenburg. Caso se mostre irredutível indicar tratamento cirúrgico de urgência
CASO 14CASO 14 – – QUEIMADURAS (CIRURGIA) QUEIMADURAS (CIRURGIA)
Um paciente de 24 anos de idade, com 70 kg, com queimaduras pelo corpo, chega a UPA trazida pelo
marido. Acidentou-se ao jogar álcool na churrasqueira. A paciente esta consciente e orientada, com
queimaduras de segundo grau no tronco anterior e em face anterior dos membros superiores e na mão,
na face anterior da coxa direita e queimadura de terceiro grau de 10 cm na mama. Queixa-se de muita
dor. Faça a conduta terapêutica:
 Lavou as mãos e se paramentou
 Verificou permeabilidade das vias aéreas (avaliou se havia queimaduras faciais ou chamuscamento
dos cílios e vibrissas nasais, rouquidão)
 Verificou o padrão respiratório e indicou O2 sob cateter nasal ou mascara a 2 a 3L/min
 Indicou a punção de duas veias calibrosas e iniciou ressuscitação volêmica com Ringer ou SF (2L)
 
 
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 Removeu a roupa do paciente , irrigou a área queimada copiosamente com água a temperatura
ambiente ou solução fisiologica
 Retirou joias e anéis.
 Colheu informações referentes a antecedentes relevantes para o tratamento (alergias, remédios,
doenças previas, eventos relacionados, ultima refeição)
 Avaliou corretamente o grau das lesões, identificando como de 2 e 3 graus.
 Calculou corretamente a área queimada (18% tronco anterior, 4,5% da face anterior do braço
direito, 4,5% da face anterior do braço esquerdo, 9% da face anterior da coxa direita =36%)
 Realizou o tratamento inicial da dor indicando soro sobre as lesões e analgésicos
 Orientou a cobertura das lesões com compressas estéreis e secas.
 Indicou a passagem de uma sonda vesical de Foley para medida de diurese horária 0,5ml kg hora
 Calculou o volume de reposição volêmica pela formula de Parkland (2 a 4 ml x % SCQ x Peso :
Infundir 50% do volume nas primeiras 8 horas e 50% nas 16 horas seguintes)
 Indicou internação ou remoção para um Centro de queimados após estabilização
 Indicou uma dose de reforço do toxoide tetânico (0,5 ml)
ADENDOADENDO – – QUEIMADURA QUEIMADURA
Fórmula de ParklandFórmula de Parkland
(HOSPITAL)(HOSPITAL)
4ml x peso x S.C.Q ½ 1ª 8 horas e a outra ½ nas 16h restantes (diurese ≥
0,5ml/Kg/h) 
Fórmula de ReposiçãoFórmula de Reposição
de Vol. Atenção 1ªde Vol. Atenção 1ª
Peso x SCQ ÷ 8 = ml/h (usar Ringer Lactato)
(essa fórmula é utilizada no momento do 1º atendimento até ao hospital)
CondutaConduta
A- Fornecer O2 (Intubar?)
B- Complicações Respiratória
C- Hidratação Venosa (+importante)
D- Consciente?
E- S.C.Q
Queimadura deQueimadura de
4ºGrau -Rabdomiólise4ºGrau -Rabdomiólise
Forçar diurese > 2ml/kg/h> 2ml/kg/h + alcalinização urinária (bicarbonato)
(Sd. Compartimental: Fasciotomia)
Queimaduras químicasQueimaduras químicas Lavar com água abundante, até pH da pele >7,5 (15-20 litros de água).
Lesão térmica das VASLesão térmica das VAS Rouquidão, hiperemia de orofaringe, queimaduras de face e pescoço: Intubação
orotraqueal precoce.
Lesão pulmonarporLesão pulmonar por
inalação da fumaçainalação da fumaça
Sibilos, escarro carbonáceo, Insuf. Respiratória NBZ com broncodilatadores:
Berotec + Atrovent.
Cuidados em geralCuidados em geral
 ABCDE
 Analgesia (Opioide)
 Antitetânica
 Fazer curativo com sulfadiazina de prata (troca diária)
 Explorar a ferida e realizar desbridamento da queimadura se necessário
 Avaliar necessidade de enxertos1ºG:1ºG: Limpeza+Alnalgesia sulfadiazina prata
2ºG:2ºG:Anterior+Desbridamento+Curativo+ATB
3ºG:3ºG: Anterior+Enxerto (sd.comp: Escarotomia)Escarotomia) 
Intoxicação por cianetoIntoxicação por cianeto Tto: Hidroxicobalamina + tiossulfato de sódio
Intoxicação por COIntoxicação por CO Tto: aumentar FIO2
 
 
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GINECOLOGIAGINECOLOGIA
EE
OBSTERÍCIAOBSTERÍCIA
 
 
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CASO CLÍNICO 1CASO CLÍNICO 1 – – PRÉ-ECLAMPSIA: PRÉ-ECLAMPSIA:
Julia 36 anos de idade, 32 semanas de gestação, primigesta apresenta ao PSF com queixa de dor de
cabeça e inchaço nas pernas. Exame Físico: PA : 140/90 mmhg, Edema de membros inferiores. 
Exames complementares: Plaquetas 100,000, Creatinina 1,4 mg/dl, Proteinuria 500 mg/24 h
Faça o atendimento da paciente, de o diagnóstico e respectiva conduta.
 Recebe a paciente, cumprimentando-a e identificando-se como médico
 solicita cartão da gestante
 lavado de mãos
 Realiza anamnese demonstrando atenção com a paciente (cefaleia a 1 semana, no cartão apresenta a
ultima PA de 130/80)
 Identifica a cefaleia como queixa relacionada a pré-eclampsia
 Identifica o edema de membros inferiores como sinal relacionado com a PE
 Identifica a Hipertensão arterial como achado relacionado com a PE
 Interpreta corretamente os exames complementares, destacando o comprometimento renal
incipiente e a plaquetopenia
 Informa a suspeita do diagnostico de pré-eclampsia
 Explica adequadamente a paciente a sua condição, que se trata de uma patologia do ultimo trimestre
 Encaminha a paciente para atendimento em serviço com emergência obstétrica
 Demonstra empatia com a situação da paciente
ADENDO - DOENÇAS HIPERTENSIVAS DA GESTAÇÃOADENDO - DOENÇAS HIPERTENSIVAS DA GESTAÇÃO
PRÉ-ECLAMPSIA (Após 20 Semanas de gestação)PRÉ-ECLAMPSIA (Após 20 Semanas de gestação)
CLASSIFICAÇÃO TRATAMENTOCLASSIFICAÇÃO TRATAMENTO
LEVE:LEVE:
 PA ≥≥140x90 mas << 160x110
 Sem sinais de gravidade
 Proteinúria 300mg/dia
ou ≥1+ fita 
GRAVE:GRAVE:
 PAS ≥≥160 OU ≥≥110
 Proteinúria ≥5gr/urina 24h 
 Edema agudo de pulmão
 HELLP:HELLP:
1-1- LDH: >600 4-4- BT ≥≥ 1,2
2-2- AST (TGO): ≥70 5-5- Esquizócito
3-3- Plqts: < 100.000
 Iminência de Eclampsia:Iminência de Eclampsia:
1-1- Cefaleia 3-3- Epigastralgia
2-2- Escotomas 44- ↑Reflexo 
DIAGNÓSTICO DE PRÉ-ECLAMPSIA:DIAGNÓSTICO DE PRÉ-ECLAMPSIA:
 PAS ≥140 ou PAD ≥90 
 Proteinúria após 20 semanas
LEVE:LEVE: expectante até o termo, conforme condições maternas/fetais.
GRAVE:GRAVE:
 InternaçãoInternação
 Sulfato de Sulfato de magnésio:magnésio:
 Zuspanbomba infusora:
Ataque:Ataque: 4g IV
Manutenção:Manutenção: 5g 4/4h
 PritchardS/S/ bomba infusora:
Ataque:Ataque: 4g IV + 10g IM
Manutenção:Manutenção: 5g IM 4/4h
 Anti-hipertensivos:Anti-hipertensivos:
 Manutenção: Metildopa VO
 Crise: Hidralazina IV
 Avaliar fetoAvaliar feto
 Interrupção da gInterrupção da gravidez:ravidez:
 ≥34 semanasparto
 <34 semanas avaliar bem estar p corticoide e parto se piorar.
 Somente indicar parto após estabilização
 Deixar 10 ml de Gluconato de Ca 10% aspirado beira do leitoDeixar 10 ml de Gluconato de Ca 10% aspirado beira do leito
ECLÂMPISAECLÂMPISA
Pré- eclampsia + convulsão
HAS CRÔNICAHAS CRÔNICA 
PA ≥140X90mmh antesdas 20 semanas de gestação
PRÉ- ECLÂMPSIA SOBREPOSTAPRÉ- ECLÂMPSIA SOBREPOSTA
 
Risco de IntoxicaçãoRisco de Intoxicação
Sulfato de MgSulfato de Mg 
Reflexo
patelar
ausente
FR < 12
Diurese ≤ 25ml/hora 
Diurese não é sinal de
Intoxicação, significa aviso p/
ajustar a dose. 
FR + Reflexo Patelar são Sinais Sinais 
de intoxicação, se presentes: 
 Suspender Sulfato de Mg 
 Dar Gluconato de
Ca 10% antídoto 
 
 
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CASO CLÍNICO 2CASO CLÍNICO 2 – – SÍFILIS SÍFILIS
Michele, 23 anos, comparece à UBS para consulta ginecológica, queixando-se de apararição de lesões
em genitália
Realise a anamnese e exame físico direcionados; de o diagnóstico e a devida conduta.
APRESENTAÇÃO
 Identificar-se e cumprimentar a paciente
 Solicitou identificação (nome, idade, estado civil, procedência)
 Ouviu atentamente a queixa da paciente, sem interrompe-la
ANAMNESE
 Investigou início (onde dói, tipo de dor, duração, irradiação, fatores que agravam/atenuam a
dor), características do sintoma, evolução, relação com outras queixas
 Investigou doenças preexistentes, uso medicamentos
 Interrogatório sintomatológico -> ciclo menstrual, corrimento, PCCU, disúria (cor, odor), quantos
parceiros, gestação, aborto
 Investigou antecedentes pessoais/familiares (tabagismo, álcool, drogas)
 Investigou hábitos de vida -> atividade sexual/preservativo
EXAME FÍSICO
 Controlou dos signos vitais
 Inspecionou pele/olhos/olhos -Sobrancelhas (madarose?) /mucosas oral (placas
mucosas)/cabeça (alopecia)
 Exame ginecológico: MAMA/ABDOME/GENITÁLIA: inspeção, especulo, toque (buscando lesões,
caracteríscas, corrimento, cheiro, aspecto, sensibilidade)
 Coletou adequada de material nas lesões recentes (fases primária e secundária) técnica de
microscopia em campo escuro ou pela Imunofluorescência direta
DIAGNÓSTICO
 Solicitou estudo em Técnica de microscopia em campo escuro ou pela Imunofluorescência
direta
 Solicitou VDRL / FTA- Abs
CONDUTA / TRATAMENTO
 Informa adequadamente que a paciente possui sífilis
 Explicou a respeito da transmissão sexual e investiga sobre múltiplos parceiros, convocando-o
para uma consulta indagando a necessidade do diagnóstico (VDRL e tratamento de ambos)
 Prescreveu PNC BZT 2.400.000 UI IM - dose única
 Orientou sobre abstinência sexual e importância do uso de preservativo
 Orientou retorno
HAS + pré- eclampsia
HIPERTENSÃO GESTACIONALHIPERTENSÃO GESTACIONAL
PA ≥140x90 sem proteinúria após 20 semanas de gestação 
 
 
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 Realizou Notificação Compulsória da doença
CASO CLÍNICO 3CASO CLÍNICO 3 – – DST DST – – LEUCORREIAS: LEUCORREIAS: 
Uma mulher com 22 anos de idade, sexualmente ativa, apresenta há 1 mês, uma secreção amarelo-
esverdeada.
Realize a avaliação diagnóstica, exames complementares e conduta terapêutica.
 Cumprimentou a paciente e se identificou como médico
 Investigou as características e duração da secreção (amarelo-esverdeada há um mês)
 Investigou a presença de prurido e de odor fétido (sem prurido, fétido)
 Investigou a idade da menarca, cólica menstrual e características do ciclo menstrual (menarca aos 12,
cólica leve, fluxo normal, 28 dias, dura 3 dias)
 Investigou antecedentes sexuais (Refere novo parceiro sexual há três meses)
 Investigou antecedentes obstétricos ( Nulígesta)
 Investigou uso de anticonceptivos (Faz uso regular de anticoncepcional combinado oral)
 Realizou exame físico geral (aferiu PA, FC, FR, ausculta, palpação, percussão...)
 Lavou as mãos e calcou luva
 Realizou inspeção estática (anatomia, distribuição dos pelos) normal
 Realizou exame especular (leucorreia amarelo-esverdeada, bolhoso e colo em framboesa)
 Realizou toque bimanual (colo doloroso a mobilização)
 Realizou teste do pH (5,6) o normal é 4 a 4,5
 Diagnosticou como Tricomoniase
 Indicou Metronidazol 500mgVO 12/12 h por 7 dias.
 Orientou evitar ingestão alcoólica durante o tratamento (evitar efeito Antabuse)
 Convocou o parceiro e tratá-los com Secnidazol dose única
 Informou a paciente que é necessário fazer outros exames para pesquisar de outras DSTs.
 Orientou sobre as DST e como prevenir
 Perguntou se a paciente tinha duvidas
CASO CLÍNICO 4CASO CLÍNICO 4 – – DST DST – – ÚLCERAS: ÚLCERAS:
Uma mulher de 27 anos de idade, solteira, chega a UBS queixando-se de que há dois ou três dias vem
sentindo mal-estar geral, sensação de febre e ardor ao urinar e feridas na vagina.
Realize a avaliação diagnostica, exame complementar e conduta terapêutica
 Cumprimentou o paciente e se apresentou como médico
 Investigou as características, inicio e duração da lesão (apareceu a uns dias 2 bolhas na vagina e há
um dia virou ulcera)
 Investigou a presença de prurido, secreção e de odor fétido (não apresenta nenhum)
 Investigou a idade da menarca, cólica menstrual e características do ciclo menstrual (menarca aos 12,
cólica leve, fluxo normal, 28 dias, dura 3 dias)
 
 
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LAMEDLAMED – LLorena;orena; AAlisson;lisson; MMaicon;aicon; EElisa elisa e DDaiane aiane Dezembro, Dezembro, 2015 2015 - - BrasilBrasil
 Investigou antecedentes sexuais (Refere novo parceiro sexual há 2 meses)
 Investigou antecedentes obstétricos ( Nulígesta)
 Investigou uso de anticonceptivos (Faz uso regular de anticoncepcional combinado oral)
 Realizou exame físico geral (aferiu PA, FC, FR, asculta, palpação, percussão...)
 Lavou as mãos e calcou luva
 Realizou inspeção da vulva, distribuição dos pelos e características da lesão - demonstrou lesões
ulcerosas bilaterais dolorosas de pequenas dimensões
 
Realizou a Palpação de linfonodos (linfonodos não palpáveis)
 Realizou exame especular (vagina rugosa, elástica e colo fechado posterior)
 Realizou toque bimanual (sem alteração)
 Diagnosticou como Herpes genital
 Indicou Aciclovir 400 mg VO 3 x ao dia por 7 a 10 dias
 Convocou o parceiro
 Orientou sobre as DST e como prevenir
 Perguntou se a paciente tinha duvidas
ADENDOADENDO – – LEUCORREIAS LEUCORREIAS – – DST DST
ATENDENDO UM CASO CLÍNICOATENDENDO UM CASO CLÍNICODE VULVOVAGINITE/CERVICITE/URETRITEDE VULVOVAGINITE/CERVICITE/URETRITE
1- Apresentar-se
2- Nome/idade/estado civil/religião/procedência
3-
 
QUEIXA: corrimento (quantidade, cor, cheiro, pós coito), Dispareunia, Prurido, Disúria, Sangramento.4- Antecedentes Pessoais: Menarca/coitarca, lubrificantes vaginais, absorvente interno, depilação frequente,
uso de DIU, múltiplos parceiros, corrimento uretral do parceiro, uso de preservativo, parceiro <20 anos
5- ANTECEDENTES PATOLÓGICOS: DM, hospitalização prolongada, HIV
6- EXAME FÍSICO GINECOLÓGICO:
 Lave as mãos
 Explique o procedimento a paciente e Peça autorização para realizar o exame
 Inspeção da vulva
 ESPECULAR: buscar por mucopus, colo friável, avaliar cor, quantidade
 Realizar teste do PH, coletar material para bacterioscopia, Teste das Aminas, Cotonete, se disponível, se
disponível Cultura para Gonococo (Thayer Martin) e Clamidia (imunofluorescência MC Coy)
 Toque (dor?)
7- DIAGNÓSTICO:
 Clínico
 PH/teste de KOH a 10% (teste de aminas)
 Microscopia/ Bacterioscopia
 
Teste de Schiler8- ACONSELHAMENTO:
 Coletar material para PAPANICOLAU, VDRL, HIV, HEPATITE B/C (NOTIFICAR), convocar e tratar parceiro se
necessário, agendar retorno.
 Tomar banho após relação sexual e fazer xixi
 Abstinência sexual durando o tratamento
 Não ingerir bebidas alcoólicas durante o tto com Metronidazol, falar sobre o gosto metálico, náuseas. 
PASO A PASO DA INVESTIGAÇÃO DE LEUCORREIAPASO A PASO DA INVESTIGAÇÃO DE LEUCORREIA
1º Exame Especular1º Exame Especular
 
 
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2º Microscopia Direta (Exame a Fresco)2º Microscopia Direta (Exame a Fresco)
3º Teste do pH (normal 43º Teste do pH (normal 4 – – 4,5) 4,5)
4º Teste das Aminas com KOH10% (testes de Whiff)4º Teste das Aminas com KOH10% (testes de Whiff)
VULVOVAGINITEVULVOVAGINITE
DOENÇADOENÇA
AGENTEAGENTE
DIAGNOSTICO TRATAMENTODIAGNOSTICO TRATAMENTO
VAGINOSEVAGINOSE
Gardnerella
vaginalis
(Não é DST) 
33 dos 4 CRITÉRIOS de AMSEL: dos 4 CRITÉRIOS de AMSEL:
 Secreção branco-acinzentada, fina;
homogêneo com odor fétido
 Clue Cells ou “células Alvo” 
 pH >> 4,5
 Teste das Aminas + + 
MetronidazolMetronidazol 400-500mg VO 12/12h por 7 dias
 NãoNão tratar o Parceiro
 Pode usar Metro na Gestante
 Evitar álcool (ef. Antabuse)
 Metro ou Clinda tópicos como Alternativos
CANDIDÍASECANDIDÍASE
Candida
albicans
(Não é DST) 
 Secreção Branca Grumosa (“Leite em
Nata”) 
 Pseudo-Hifas (exame a fresco) 
 pH < 4,5pH < 4,5
 Teste das Aminas Negativo 
Creme ImidazólicoImidazólico local por 7-14 noites:
 Clotrimazol (7noites) OuOu 
 Nistatina (14 noites)
 NãoNão tratar o parceiro (só sintomático)
 FluconazolFluconazol 150mg VO (DU)
 Candidíase de repetição:FluconazolFluconazol 150mg VO
TRICOMO-TRICOMO-
NÍASENÍASE
Trichomona
vaginalis
(É uma DST) 
 Secreção Amarelo-esverdeada Bolhosa
 Colo “Framboesa/morango” 
 Lugol: Aspecto “tigroide/Pele de Onça” 
 Protozoário móvel
 pH > > 5
 Teste das aminas++ 
MetronidazolMetronidazol 400-500mg VO 12/12h por 7 dias
 ConvocarConvocar e tratar tratar o Parceiro
 RastrearRastrear outras DSTs
 Pode usar Metro na Gestante
 Evitar álcool (ef. Antabuse)
Pode usar Metro ou Clinda tópicos como Alternativos
 
CERVICITE/URETRITECERVICITE/URETRITE
AGENTES AGENTES DIAGNOSTICO DIAGNOSTICO TRATAMENTOTRATAMENTO
GONOCOCOGONOCOCO
Neisseria
gonorrhoeae
diplococo Gram-- 
(É uma DST)
Corrimento Cervical muco-
purulento
Colo Hiperemiado, Friável
Sinusorragia/ Disparunia
Bacterioscopia/Gram
Cultura p/ gonococo
(Thayer-Martin ou New-
York)
COMPLICACÃO:COMPLICACÃO: DIP 
P/ GONOCOCO:P/ GONOCOCO:
CeftriaxoneCeftriaxone 250mg IM (DU) OuOu CiproCipro 500mg VO (DU)
P/ CLAMÍDIA:P/ CLAMÍDIA: 
AzitromicinaAzitromicina 1g VO (DU) OuOu DoxiciclinaDoxiciclina 100mg VO
12/12h por 7d
 ConvocarConvocar e tratar tratar o Parceiro
 RastrearRastrear outras DSTs
 Se Gram/Cultura Neg. p/ gonococo Tratar somente
Clamídia
CLAMÍDIACLAMÍDIA
Chlamydya
trachomatis
(É uma DST) 
 
DOENÇA INFLAMATÓRIA PÉLVICA (DIP)DOENÇA INFLAMATÓRIA PÉLVICA (DIP)
AGENTES AGENTES 1º DIAGNOST1º DIAGNOSTICO ICO TRATAMENTOTRATAMENTO
GONOCOCOGONOCOCO
ee
CLAMÍDIACLAMÍDIA
Mais TardiamenteMais Tardiamente
POLIMICROBIANAPOLIMICROBIANA
COMPLICAÇÃO:COMPLICAÇÃO:
Sd. Sd. Fitz-Hugh-CurFitz-Hugh-Curtsts
(aderência do
fígado e parede
abdominal com
aspecto em “corda
de violino”) 
3 CRITÉRIOS MAIORES3 CRITÉRIOS MAIORES
(MÍNIMOS):(MÍNIMOS): 
 Dor hipogátrica
 Dor anexial
 Dor a mobilização do colo
1 CRITÉRIO MENOR1 CRITÉRIO MENOR
(ADICIONAIS):(ADICIONAIS):
 Febre
 Leucocitose
 VHS/ PCR
 Cervicite
OUOU
1 CRITÉRIO ELABORADO:1 CRITÉRIO ELABORADO:
 Biópsia Endometrite
AMBULATORIAL (P/ MONIF 1):AMBULATORIAL (P/ MONIF 1):
Ceftriaxone 250mg IM (DU) ++ Doxicilina 100mg VO
12/12h por 14 dias±± Metronidazol 400-500mg VO
12/12h por 14d
OBS:OBS: Tratar HIV + Igual pessoa comum
HOSPITALAR (P/ MONIF > 1):HOSPITALAR (P/ MONIF > 1):
Clindamicina 900mg IV 8/8h ++ Gentamicina
240mg/dia EV
OBSOBS tto Hospitalar tbm se:tto Hospitalar tbm se:
 Imunodeprimida (CD4<200) c/ ou s/ complicações
 Gestante
 Sem melhora após 72h de ATB ambulatorial
CLASSIFICAÇÃO DE MONIF:CLASSIFICAÇÃO DE MONIF:
 Estagio 1: sem peritonite: AMB
 Estagio 2: com peritonite: HOS
+ Lavagem+ Lavagem
ExaustivaExaustiva
 
 
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 Laparoscopia DIP
 Abscesso Tubo-Ovariano
 Abscesso Fundo Saco Douglas
 Estagio 3: Oclusão da Trompa/ Abscesso TO:
HOS+CIRURGIA
 Estagio 4: Abscesso >10cm ou roto HOS+CIR
ULCERASULCERAS
DOLOROSAS DOLOROSAS NÃO NÃO DOLOROSASDOLOROSAS FISTULIZAÇÃO FISTULIZAÇÃO DE DE LINFONODOLINFONODO
1- Herpes Simplex
2- Cancro Mole
1- Sífilis
2- Donovanose3- Linfogranuloma
1- Cancro Mole Único Orifício
2- Linfogranuloma Múltiplos Orifícios em “bico de Regador” 
HERPES SIMPLEXHERPES SIMPLEX
DIAGNÓSTICO: É CLÍNICODIAGNÓSTICO: É CLÍNICO TRATAMENTOTRATAMENTO 
 Vesículas e Úlceras superficiais, dolorosas de bordes bem definido com fundo limpo
 Adenopatia dolorosa que não fistuliza
 Citologia de Tzanck/Sorologia viral
AciclovirAciclovir
400mg 3x/dia por 7-10 d
(recorrente por 5 dias)
CANCRO MOLE (CANCRO MOLE (Haemophilus ducreyi)Haemophilus ducreyi)
DIAGNÓSTICODIAGNÓSTICO TRATAMENTOTRATAMENTO 
 Múltiplas úlceras dolorosas, profundas, borde irregular, fundo sujo
 Adenopatia dolorosa que pode fistulizar por um orifício
AzitromicinaAzitromicina 1g VO (DU)
LINFOGRANULOMA (LINFOGRANULOMA (Chlamydia trachomatis L1; L2 e L3Chlamydia trachomatis L1; L2 e L3))
DIAGNÓSTICODIAGNÓSTICO TRATAMENTOTRATAMENTO 
 Pápula/Úlcera Indolor
 Adenopatia dolorosa que fistuliza por múltiplos orifícios
AzitromicinaAzitromicina 1g VO (DU)
SÍFILIS (SÍFILIS (Treponema pallidumTreponema pallidum))
DIAGNOSTICODIAGNOSTICO TRATAMENTOTRATAMENTO 
FORMAS CLÍNICAS:FORMAS CLÍNICAS:
1- Primária1- Primária Cancro Duro (úlcera única brilhante
indolorindolor que some)
2- Secundária2- Secundária Condiloma Plano; Roséola Sifilidis;
Madarose (perda do final da sobrancelha)
3- TerciariaTerciaria Gomas; Tabes Dorsales; Aneurisma
Aórtico; Artropatia de Charcot
SOROLOGIA:SOROLOGIA:
VDRLVDRL
Teste Ñ
Treponemico
FTA-AbsFTA-Abs
Teste
Treponemico
InterpretaçãoInterpretação
ÑÑ é SífilisOuOu
Janela Imunológica
Sífilis PrecoceOuOu
Curada
VDRL falso-Positivo
Sífilis ÑÑ tratada OuOu
tratada recente
PRIMARIA:PRIMARIA:
Penicilina BenzatinaPenicilina Benzatina 1x 2,4 milhões IU IM
SECUNDÁRIA:SECUNDÁRIA:
Penicilina BenzatinaPenicilina Benzatina 2x 2,4 milhões IU IM (semanal) 
TERCIARIA/LATENTE TARDIA/INDETERMINADA:TERCIARIA/LATENTE TARDIA/INDETERMINADA:
Penicilina BenzatinaPenicilina Benzatina 3x 2,4 milhões IU IM (semanal)
 Convocar e tratar o parceiro
 Notificação Compulsória
OBS EM GESTANTE:OBS EM GESTANTE:
 Alergia a Penicilina faz desensibilização 
Penicilina se manter alergia EstearatoEstearato de
Eritromicina
 VDRL ≥ 1:8 TTO
 VDRL ˂ 1:8 Pedir FTA-Abs, na falta Trata!!!
CONTROLECONTROLE VDRLVDRL Mensal e deve cair os títulos
DONOVANOSE (Calymmatobacterium granulomatis “Klebsiella”)DONOVANOSE (Calymmatobacterium granulomatis “Klebsiella”) 
DIAGNOSTICODIAGNOSTICO TRATAMENTOTRATAMENTO 
 Úlcera PROFUNDA Indolor e CRÔNICA
 BiópsiaCorpúsculos Donovan
DoxiciclinaDoxiciclina 100mg VO 12/12h por 21dias ou até
desaparecer a úlcera
CONDUTA HIV NA GESTAÇÃO = NOTIFICAÇÃO COMPULSÓRIA!CONDUTA HIV NA GESTAÇÃO = NOTIFICAÇÃO COMPULSÓRIA!
 
 
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≥≥34 sem + carga viral34 sem + carga viral≥1000≥1000 OuOu DesconheciaDesconhecia OuOu 
não usa TARV combinadanão usa TARV combinada 
≥≥34 sem + carga viral34 sem + carga viral˂˂ 1000 1000 
1- VIA DE PARTO1- VIA DE PARTO Cesariana Eletiva!!! Pra ser Eletiva:
 Fora de trabalho de parto (até 3-4cm de dilatação)
 Bolsa Integra (até 2h de bolsa rota)
2- AZT2- AZT (zidovudina) EV pelo menos 3h antes da cirurgia e
manter até clampeamento do cordão
VIA DE PARTOVIA DE PARTO Avaliar Parto Vaginal
O que não fazer durante o Parto:O que não fazer durante o Parto:
 Não romper a bolsa (+ Importante) 
 Não usar Fórceps 
 Não fazer Episiotomia 
CASO CLÍNICO 5: PRÉCASO CLÍNICO 5: PRÉ – – NATAL: NATAL:
Florisbela, 22 anos, chega a sua primeira consulta pré-natal referindo data da última menstruação
12/09/2015, e que sabe que está grávida porque já está sentindo náuseas, sabe que seus seios
aumentaram de tamanho, e há 5 dias saiu um sangramento escuro e em pequena quantidade, como
havia sido na sua última gravidez.
1- Faça Anamnese, Exame Físico, Recomendações, Conduta.
2- Ela saber quando pode saber o sexo do bebê porque já tem uma menina e gostaria de ter um menino.
3- Ela também quer saber se esse tempo de consulta pode ser descontado do seu salário porque ela não
pode perder nenhum valor de seu salário mensal, e quando pode tirar licença maternidade, por que na
última gravidez ela não tinha trabalho com carteira assinada, e agora precisa conhecer seus direitos.
INFORMAÇÕES QUE SERÃO DADAS CONFORME FOREM INFORMAÇÕES QUE SERÃO DADAS CONFORME FOREM PERGUNTADASPERGUNTADAS
 Nome completo: Florisbela Pinto
 Estado Civil: Casada
 Profissão: Secretária de um empresário
 Nível de Instrução: Ensino Superior incompleto
 História Obstétrica: Gesta 2 Para 1 Abortamento 0 Filhos Vivos 1 / Gravidez Anterior sem
intercorrências.
 Prática Sexual: Ela refere prática de relação sexual no mínimo a cada dois dias, e pergunta
“se pode continuar assim, pois seu marido é muito fogoso” (sic) 
 História Ginecológica: Ciclo menstrual cíclico (cada 30 dias), início de atividade sexual aos 16
anos, 2 parceiros ao longo da vida, refere ter tido trichomoníase aos 17 anos quando estava
com seu primeiro namorado.
 Antecedentes Pessoais: Ausência de HTA, Diabetes, Doenças Infecciosas e Crônicas.
 Antecedentes Familiares: Mãe hipertensa e Pai diabético
 Gravidez Desejada
 Realização de Exames: Realizou Papanicolau há um ano e tomou antitetânica há 7 anos
 Nutrição e Atividade Física: Não realiza atividades físicas e come de tudo por falta de tempo
de preparar algo mais saudável.
 Hábitos: Não fuma, bebe socialmente e nega uso de drogas ilícitas.
PARTE I: IDENTIFICAÇÃO:PARTE I: IDENTIFICAÇÃO:
 Apresenta-se para paciente como médico
 Solicita a identificação da paciente (nome completo, estado civil, profissão/trabalho, nível de
instrução – pelo menos 3)
 
 
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 Pergunta sobre a ocorrência de, pelo menos DOIS dos seguintes sintomas ou intercorrências na
gestação atual: queixas urinárias, náuseas, vômitos, sangramento, cólicas, cefaleia e corrimento
vaginal
PARTE II: ANAMNESE:PARTE II: ANAMNESE:
 Investiga a história reprodutiva (G, P, A, filhos vivos, DUM, sinais e sintomas de gravidez, pelo menos 4)
 Investiga a história ginecológica e sexual (característica do ciclo menstrual, início da atividade
sexual, parceiros, infecções sexualmente transmissíveis – pelo menos 3)
 Antecedentes pessoais (HTA, Diabetes, Doença Infecciosas e crônicas – 2)
 Antecedentes Familiares (HTA, Diabetes, doenças infecciosas e crônicas –2)
 Investiga se a gravidez é desejada
 Investiga realização de exames de prevenção de C.A. de Colo/Imunização tetânica.
 Investiga realização e frequência de atividade física e hábitos alimentares.
 Investiga tabagismo, uso de álcool e drogas ilícitas.
PARTE III: EXAME FÍSICO:PARTE III: EXAME FÍSICO:
 Solicita peso atual e anota no cartão da gestante
 Solicita P.A. e anota no cartão da gestante
 Solicita a pesquisa de edema de membros inferiores e anota no cartão da gestante
 Solicita ausculta dos batimentos cardiofetais com doppler e anota no cartão
 Solicita a medida da altura uterina e anota no cartão da gestante
PARTE IV: RECOMENDAÇÕES MÉDICAS:PARTE IV: RECOMENDAÇÕES MÉDICAS:
 Informa à paciente sobre a rotina do pré-natal: cartão da gestante, sequência de consultas (6
consultas, no mínimo), atividades educativas.
 Orienta sobre vacinação anti-tetânica (indicar dose de reforço)
 Informa sobre os exames da rotina pré-natal (Hb/ht, grupo sanguíneo e fator Rh, VDRL, glicemia em
 jejum, exame sumário de urina, sorologia anti-HIV, sorologia para hepatite B [HBsAg], sorologia para
toxoplasmose)
 Informa à paciente sobre confirmação da gravidez (teste imunológico de gravidez), calcula idade
gestacional e a data prevista para o parto DUM +7 dias – 3meses)
Esclarece sobre a possível realização de ultrassom, e que, então, há possibilidade de identificar o
sexo a partir da 16ª semana de gravidez.
 Informa à paciente sobre os seus direitos trabalhistas para realizar a rotina do pré-natal e licença
maternidade.
 Orienta a paciente quanto à alimentação/exercícios físicos/ atividade sexual
 Prescreve suplementação de ferro com sulfato ferroso (1 drágea de 200mg/dia)
 
 
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 Agendar retorno para 30 dias
PARTE V: ATITUDE:PARTE V: ATITUDE:
 Interação respeitosa e empática com a paciente
 Confirma se há entendimento quanto às orientações.
ADENDO PRÉ-NATALADENDO PRÉ-NATAL
Deve ser iniciado nos primeiros 120 dias da gravidez, é um instrumentos capaz de detectar doenças que
podem minimizar as consequências tanto para mãe como para o feto.
DIAGNÓTICO DE GRAVIDEZDIAGNÓTICO DE GRAVIDEZ
 Investigar: características do ciclo menstrual, tempo de atraso, utilização de métodos anticoncepcionais,
passado obstétrico
 Clínica: Naúseas, sialorreia, sensibilidade álgica mamária, polaciúria, constipação intestinal, tonteiras,
sonolência ou fadiga.
 Exame físico: Cloasma gravídico, linha nigra, sinal de Halban
 Mamas – tubérculos de Montgomery, rede de Haller, sinal de Hunter
 Abdome – aumento do volume
 Sinais obstétricos – sinal de Hatman, Hegar, Osiander, Hozapfel, Piskacek, Nobile-Budin, Goodel,
Jacquemier, Kluge, Puzos, percepção das partes e movimentação fetal.
 Laboratorial e Imagem: Ausculta dos batiemtnos cardíacos, beta-hCG, USG transvaginal.
NÚMERO IDEAL DE CONSULTAS NO PRÉ-NATALNÚMERO IDEAL DE CONSULTAS NO PRÉ-NATAL
 1ro trimestre = 1 consulta
 2do trimestre = 2 consultas
 3ro trimestre = 3 consultas
 Mínimo exigido = 6 consultas
PRIMEIRA CONSULTAPRIMEIRA CONSULTA
ANAMNESEANAMNESE
deve-se pesquisar:deve-se pesquisar:
EXAME EXAME FÍSICO FÍSICO GERAL GERAL EXAME EXAME FÍSICOFÍSICO
ESPECÍFICOESPECÍFICO
EXAMES SOLICITADOSEXAMES SOLICITADOS
1-1-Aspectos socioepidemiológicos,
2-2-Anteced. Familiares,
3-3-Anteced. Pessoais ,
4-4-Ginecológicos obstétricos
5-5-Situação da gravidez atual.
Principais listados abaixo:Principais listados abaixo:
 DUM (preciso);
 Regularidade dos ciclos;
 Uso de anticoncepcionais;
 Paridade;
 Intercorrências clínicas, obstétricas
e cirúrgicas;
 Detalhes de gestações prévias;
 Hospitalização anteriores;
 Uso de medicações;
 História prévia de doença
sexualmente transmissível;
 Exposição ambiental;
 Reações alérgicas;
 História pessoal ou
 Inspeção da pele e das
mucosas;
 Sinais vitais: aferição do
pulso, frequência
cardíaca, frequência
respiratória,
temperatura axilar;
 Palpação da tireoide,
região cervical,
supraclavicular e axilar
(pesquisa de nódulos ou
outras anormalidades);
 Ausculta
cardiopulmonar;
 Exame do abdome;
 Exame dos membros
inferiores;
 Determinação do peso;
 Determinação da altura;
 Cálculo do IMC;
 Palpação obstétrica;
 Medida e valiação da
altura uterina;
 Ausculta dos
batimentos
cardiofetais;
 Registro dos
movimentos fetais;
 Teste de estímulo
sonoro simplificado
(Tess)
 Exame clínico das
mamas
 Exame ginecológico
(inspeção dos genitais
externos, exame
especular, coleta de
material para exame
colpocitopatológico,
toque vaginal).
 Tipagem sanguínea
+ Rh (1ra consulta)
 Hemograma (1ra
consulta)
 Glicemia de Jejum
(1ra consulta e 30ª
semana)
 EAS (1ra consulta e
30ª semana)
 Urinocultura
(bacteriúria
assintomática)
 VDRL (1ra consulta
+ 30ª semanas +
Parto)
 HIV (1ra consulta +
30ª semanas + parto
 HBsAg (30ª
semanas)
 Toxoplasmose
 
 
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LAMEDLAMED – LLorena;orena; AAlisson;lisson; MMaicon;aicon; EElisa elisa e DDaiane aiane Dezembro, Dezembro, 2015 2015 - - BrasilBrasil
familiar de doenças
hereditárias/malformações;
 Gemelaridade anterior;
 Fatores socioeconômicos;
 Atividade sexual;
 Uso de tabaco, álcool, ou
outras drogas lícitas ou ilícitas;
 História infecciosa prévia;
 Vacinações prévias;
 História de violências.
 Avaliação do estado
nutricional e do ganho de
peso gestacional;
 Medida da pressão
arterial;
 Pesquisa de edema
(membros, face, região
sacra, tronco)
(1Consulta)
 Colpocitologia
(exocervical)
 EPF (Para baixo
nível
socioeconômico)
 USG (não é
obrigatória se
disponível)
MNEUMÔNICO EXAMES SOLICITADOSMNEUMÔNICO EXAMES SOLICITADOS1ª CONSULTA “TESTAAR”1ª CONSULTA “TESTAAR” REPETIR NA 30ª SEMANASREPETIR NA 30ª SEMANAS 
 TTipagem e Rh
 EEAS e urinocultura
 SSexuais (HIV, VDRL)
 TToxoplasmose
 AAnemia (hemograma)
 AAçucar
 RRepetir
 Hemograma
 VDRL
 HIV
 Realizar HBsAg
 Glicemia Jejum
 EAS
 Urinocultura
CONDUTAS GERAISCONDUTAS GERAIS
 Deve Interpretar dos dados da anamnese, exame clínico/obstétrico e a instituição de condutas
específicas;
 Deve-se orientar a gestante sobre a alimentação e o acompanhamento do ganho de peso gestacional;
 Deve-se incentivar o aleitamento materno exclusivo até os 6 meses;
 Deve-se fornecer todas as informações necessárias e respostas às indagações da mulher, de seu
companheiro e da família;
 Deve-se prescrever suplementação de sulfato ferroso (40mg/fe elementar/dia) e ácido fólico (5mg/dia)
para profilaxia da anemia;
 Deve-se orientar a gestante sobre os sinais de risco e a necessidade de assistência em cada caso;
 Deve-se referenciar a gestante para atendimento odontológico;
 Deve-se encaminhar a gestante para imunização antitetânica (vacina dupla viral), quando a paciente não
estiver imunizada;
 Deve-se referenciar a gestante para serviços especializados quando o procedimento for indicado.
Entretanto, mesmo com referência pra serviço especializado, a mulher deverá continuar sendo
acompanhada, conjuntamente, na unidade básica de saúde.
CONSULTAS SUBSEQUENTESCONSULTAS SUBSEQUENTES
ANAMNESE ATUAL SUCINTA:ANAMNESE ATUAL SUCINTA: 
 Deve-se enfatizar a pesquisa das queixas mais comuns na gestação e dos sinais de intercorrências
clínicas e obstétricas com o propósito de se reavaliar o risco gestacional e de se realizar ações mais
efetivas;
 Exame físico direcionado (deve-se avaliar o bem-estar materno-fetal);
 Verificação do calendário de vacinação;
 Deve-se avaliar o resultado dos exames complementares;
 Devem ser feitas a revisão e a atualização do cartão da gestante e da ficha de pré-natal.
ALÉM DISSO, DEVEMOS EXECUTAR AS ALÉM DISSO, DEVEMOS EXECUTAR AS SEGUINTES TAREFAS:SEGUINTES TAREFAS:
CONTROLE MATERNO:CONTROLE MATERNO:
 Cálculo e anotação da idade gestacional;
 Determinação do peso e cálculo do índice de massa corporal (IMC) – anote no gráfico e realize a
avaliação nutricional subsequente e o monitoramento do ganho de peso gestacional;
 
 
55
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 Medida da pressão arterial (observe a aferição da P.A. com técnica adequada)
 Palpação obstétrica e medida da altura uterina (anote os dados no gráfico e observe o sentido da curva
para avaliação do crescimento fetal)
 Pesquisa de edema
 Exame ginecológico, incluindo das mamas, para observação do mamilo.
CONTROLE FETAL:CONTROLE FETAL:
 Ausculta dos batimentos cardiofetais
 Avaliação dos movimentos percebidos pela mulher e/ou detectados no exame obstétrico/ registro dos
movimentos fetais
 Teste de estímulo sonoro simplicado (Tess), se houver indicação clínica
CONDUTAS:CONDUTAS:
 Interpretação dos dados da anamnese e do exame clínico/ obstétrico e correlação com resultados de
exames complementares;
 Avaliação dos resultados de exames complementares e tratamento de alterações encontradas ou
encaminhamento, se necessário;
 Prescrição de suplementação de sulfato ferroso (40mg de Fe elementar/dia) e ácido fólico (5mg/dia),
para profilaxia da anemia;
 Oriente a gestante sobre alimentação e faça o acompanhamento do ganho de peso gestacional;
 Incentiveo aleitamento materno exclusivo até os seis meses;
 Oriente a gestante sobre os sinais de risco e a necessidade de assistência em cada caso;
 Faça o acompanhamento das condutas adotadas em serviços especializados, pois a mulher deverá
continuar a ser acompanhada pela equipe da atenção básica;
 Proceda á realização de ações e práticas educativas individuais e coletivas;
 Faça o agendamento das consultas subsequentes.
LICENÇA MATERNIDADE/ PATERNIDADELICENÇA MATERNIDADE/ PATERNIDADE
O homem tem direito a 5 dias úteis de licença-paternidade para estar mais próximo do RN e ajudar a
mãe nos processos pós-operatórios.
LICENÇA MATERNIDADELICENÇA MATERNIDADE – – PROCEDIMENTOS: PROCEDIMENTOS:
A empregada gestante tem direito á licença-maternidade de 120 dias, sem prejuízo do emprego e
do salário. 
PERÍODO DE PERCEPÇÃO:PERÍODO DE PERCEPÇÃO:
O salário-maternidade é devido à segurada da previdência social, durante cento e vinte dias, com início
vinte e oito dias antes e término noventa e um dias depois do parto, podendo ser prorrogado.
VALORVALOR::
O salário-maternidade para a segurada empregada consiste numa renda mensal igual à sua
remuneração integral.
NOTIFICAÇÃO AO EMPREGADOR
A empregada deve, mediante atestado médico, notificar o seu empregador da data do início do
afastamento do emprego, que poderá ocorrer entre o 28o dia antes do parto e a ocorrência deste.
PARTO ANTECIPADO:PARTO ANTECIPADO:
Em caso de parto antecipado, a mulher terá direito aos 120 dias previstos na Lei.
GARANTIAS Á EMPREGADA GESTANTE:GARANTIAS Á EMPREGADA GESTANTE:
É garantido à empregada, durante a gravidez, sem prejuízo do salário e demais direitos:
I – transferência de função, quando as condições de saúde o exigirem, assegurada a retomada da função
anteriormente exercida, logo após o retorno ao trabalho;
 
 
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II – dispensa do horário de trabalho pelo tempo necessário para a realização de, no mínimo, seis
consultas médicas e demais exames complementares.
INÍCIO DE AFASTAMENTO:INÍCIO DE AFASTAMENTO:
O início do afastamento do trabalho da segurada empregada será determinado com base em atestado
médico ou certidão de nascimento do filho.
PAGAMENTO DO PAGAMENTO DO SALÁRIO-MATERNIDADE:SALÁRIO-MATERNIDADE:
Para os benefícios requeridos a partir de 01.09.2003, tendo em vista a vigência da Lei 10.710/2003, cabe
à empresa pagar o salário-maternidade devido à respectiva empregada gestante.
CARTÃO DA GESTANTECARTÃO DA GESTANTE
 
 
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CASO CLÍNICO 6CASO CLÍNICO 6 – – PAPANICOLAU: PAPANICOLAU:
Maria 32 anos, vem a consulta ginecológica de rotina, casada, G1 P1 A0.
Faça o Papanicolau:Faça o Papanicolau:
 O candidato cumprimentou a paciente e identificou-se como médico?
 O candidato explicou o procedimento para a paciente?
 O candidato solicita a paciente que esvazie a bexiga e coloque o avental?
 O candidato solicita presença de auxiliar de enfermagem?
 O candidato escreveu as iniciais da paciente na lâmina com um lápis grafite ou número 2?
 O candidato fez a identificação da paciente no frasco da coleta?
 O candidato orienta a paciente para posição ginecológica e cobre a vulva?
 O candidato higieniza as mãos e descobre a vulva?
 O candidato liga o foco de luz e ilumina a genitália?
 O candidato calçou as luvas de procedimento?
 O candidato realiza inspeção estática e dinâmica da vulva (valsalva)?
 O candidato realiza palpação da vulva? (linfonodos inguinais, glândulas de Bartholin e de Skene)
 O candidato realiza a técnica correta de introdução do especulo de collins? (colocação do especulo
fechado e em angulação de 45º)
 O candidato lateralizou o especulo e começou a abri-lo?
 O candidato mencionou a espátula de Ayre e que iria usar a parte da chanfradura para realizar
coleta do éctocervice a 360º?
 O candidato passou a espátula de ayre em apenas um sentido na lâmina o material do ectocervice
(sentido transversal primeira parte da lâmina, terço próximo da extremidade fosca da lâmina)?
 O candidato mencionou a escova endocervical para coleta de material do endocervice, realizou a
coleta do material do endocervice a 360º?
 O candidato passou a escova na lâmina em sentido longitudinal nos dois terços restantes da lâmina?
 O candidato fixou a lâmina com spray fixador ou com álcool a 96%?
 O candidato colocou a lâmina em um recipiente com nome da paciente e data da coleta?
 O candidato retira o especulo com inspeção das paredes vaginais (fechar, rodar e olhar) e do
conteúdo vaginal?
 O candidato retirou o especulo de forma adequada? (Fechou o especulo, e tirou com agulação de
45º)?
 O candito retira luva da mão não dominante, lubrifica a luva da mão dominante?
 O candidato realiza toque vaginal bimanual?(atentar para posicionamento correto do examinador)
 
 
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ADENDOADENDO – – EXAME COLPOCITOLÓGICO ( EXAME COLPOCITOLÓGICO ( PAPANICOLAU)PAPANICOLAU)
 Lembrando que pela idade da paciente o MS não indica rastreamento clinico para mamas, tão pouco
mamográficos.
 O rastreamento clinico de mamas segundo MS esta indicado para mulheres acima de 40 anos de
forma anual, o rastreamento mamográfico esta indicado apenas para pacientes acima de 50 anos e
max. 69 anos, sendo realizados anuais max. de 2 em 2 anos.
 Resultados do exame colpocitológico:
 LIE-BG (LSIL): repetir em 6 meses se tiver mais de 20 anos. E em 12 meses em menores a 20 anos.
 ASC-US: repetir em 6 meses se a mulher tiver mais de 30 anos e em 12 meses de menor a 30 anos.
 ASC-H: colposcopia
 AGC (AGUS): colposcopia e avaliar canal
 LIE-AG (HSIL): colposcopia
INTERPRETAÇÃO DOS RESULTADOS DA CITOLOGIAINTERPRETAÇÃO DOS RESULTADOS DA CITOLOGIA
 ASC-US:ASC-US: atipias de significado intederminado. 
 ASC-H:ASC-H: células escamosas atípicas de significado indeterminado em que não pode afastar lesão de
alto grau. 
 LIE-BG:LIE-BG: lesão de baixo grau oncogênico (1%), deve ser encarada expressão de uma infecção pelo HPV
sem potencial oncogênico. 
 LIE-AG:LIE-AG: lesão de alto grau oncogênico. 
MEMORIZEMEMORIZE – – INDICAÇÕES DE COLPOSCOPIA INDICAÇÕES DE COLPOSCOPIA
 
 Resultado citológico de LIE-BG 
 Duas citologias consecutivas com resultado citológico de ASC-US 
 Duas citologias consecutivas com resultado citológico de LIE-BG 
 Resultado citológico ASC-H 
 Resultado citológico de AGC (antigos AGUS), o canal cervical tem que ser obrigatoriamente avaliado 
 Pacientes imunossuprimidas (HIV positivas, usuárias crônicas de corticoides) com lesões intraepteliais
de baixo grau na citologia. 
COLPOSCOPIACOLPOSCOPIA
 Teste com ácido acético:Teste com ácido acético: o ácido acético coagula as proteínas citoplasmáticas do epitélio alterado.
Portanto quanto mais proteínas, mais esbranquiçada fica a lesão.
 Teste de Schiler:Teste de Schiler: consiste na embrocação do colo uterino com uma solução iodo-iodetada (lugol). A
finalidade deste teste é identificar áreas de epitélio escamoso desprovidas de glicogênio, que
assumira, tonalidade suave de amarelo, denominado “amarelo-mostarda” com limites nítidos e
contornos caprichosamente recortados à semelhança de mapa geográfico. Em contraposição, o
restante do epitélio escamoso, rico em glicogênio, apresentará coloração marrom-escuro. 
MEMORIZEMEMORIZE – – A INTERPRETAÇÃO DO TESTE DE SCHILER (CAI A INTERPRETAÇÃODO TESTE DE SCHILER (CAI EM PROVA):EM PROVA):
 O teste é positivo quando o iodo é negativo (coloração amarelo-mostarda).
 O teste é negativo quando o iodo é positivo (coloração marrom-escuro).
RESULTADOS DA BIÓPSIA GUIADA POR COLPOSCOPIA:RESULTADOS DA BIÓPSIA GUIADA POR COLPOSCOPIA:
 NIC I:NIC I: baixo grau – cauterização 
 NIC II:NIC II: alto grau – tirar lesão 
 NIC III:NIC III: alto grau
 Carcinoma in situCarcinoma in situ
OBS:OBS:
 NIC II se for extensa ou acometer endométrio cérvice conização
 NIC II se for pequena a lesão tirar com margem de segurança
 Carcinoma in situ, depois da conização, mandamos peça para estadiamento. 
Conização 
 
 
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CASO CLÍNICO 7CASO CLÍNICO 7 – – EXAME OBSTÉTRICO: EXAME OBSTÉTRICO:
Carla de 22 anos, primigesta de 36 semanas chega ao consultório para exame obstétrico. A paciente
relata que gostaria de realizar cesárea, pois tem medo da dor do parto normal.
Faça Anamnese, Exame físico, Orientações e conduta.
INFORMAÇÕES QUE SERÃO DADAS CONFORME INFORMAÇÕES QUE SERÃO DADAS CONFORME SOLICITADASSOLICITADAS
 Nome Completo: Carla Azul de Metileno
 Estado civil: Casada
 Profissão: Bibliotecária
 Última consulta pré-natal: Há 3 semanas, Relata ausência de dor, edema, sangramento vaginal e
disúria
 Exame Físico
 Altura Uterina 36cm
 Manobras de Leopold: Posição longitudinal, dorso direito, apresentação cefálica alta
 BCF 150’ 
PARTE I: ACOLHIMENTO:PARTE I: ACOLHIMENTO: 
 Identifica-se à paciente como médico e a cumprimenta
 Solicita dados de identificação da paciente: nome, estado civil e profissão
PARTE II: ANAMNESE:PARTE II: ANAMNESE: 
 Investiga quebras ou alterações ocorridas depois da última consulta, realizada há três semanas: dor,
edema, sangramento vaginal, disúria
PARTE III: EXAME FÍSICO:PARTE III: EXAME FÍSICO: 
 Realiza palpação obstétrica
 Fundo
 Flancos
 Manobras de Leopold
 Hipogátrio/escava bimanual
 Mede corretamente altura uterina
 Realiza ausculta no lado do dorso fetal
PARTE IV: REGISTRO DE ACHADOS DE EXAME CLÍNIPARTE IV: REGISTRO DE ACHADOS DE EXAME CLÍNICO NO CARTÃO PRÉ-NATAL:CO NO CARTÃO PRÉ-NATAL:
 Altura Uterina
 Apresentação Fetal
 Batimentos cardiofetais
 Altura uterina na curva do crescimento
PARTE V: ORIENTAÇÕES E EXPLICAÇÕES:PARTE V: ORIENTAÇÕES E EXPLICAÇÕES: 
 Sobre o trabalho de parto e os direitos da parturiente
 Intervalo de contrações
 
 
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 Perda de sangue ou secreção muco-sanguinolenta
 Perda de líquido (rotura de bolsa)
 Direito a livre escolha de acompanhante, inclusive o marido, no trabalho de parto e no parto
 Explica que a indicação de tipo de parto é uma conduta médica
 Explica os riscos e benefícios do parto normal e do cesariano
PARTE VI: ATITUDE:PARTE VI: ATITUDE: 
 Escuta atentamente a paciente
 Interage com respeito à paciente
 Tranquiliza a paciente, esclarecendo suas dúvidas
ADENDOADENDO – – EXAME OBSTÉTRICO EXAME OBSTÉTRICO
ALTURA UTERINAALTURA UTERINA Realiza antes das manobras
MANOBRAS DE LEOPOLDMANOBRAS DE LEOPOLD
1º TEMPO: Fundo Uterino (situação)
2º TEMPO: Dorso Fetal (posição)
3º TEMPO: Polo Fetal/ES (apresenração)
4º TEMPO: Grau de penetração na pelve (altura)
AUSCULTA FETALAUSCULTA FETAL Realiza do mesmo lado que se encontra o dorso fetal
SOBRE O TRABALHO DE PARTO E OS DIREITOS DA SOBRE O TRABALHO DE PARTO E OS DIREITOS DA PARTURIENTEPARTURIENTE
INTERVALO DE CONTRAÇÕES :INTERVALO DE CONTRAÇÕES : quando apresentar contrações dolorosas e rítmicas > = 2 em 10 minutos
durando 50-60 segundos a paciente pode procurar uma unidade de saúde pois já estará em trabalho de
parto.
PERDA DE SANGUE OU SECREÇÃO MUCO-SANGUINOLENTA :PERDA DE SANGUE OU SECREÇÃO MUCO-SANGUINOLENTA : A paciente pode procurar uma unidade
de saúde, porque é normal que haja saída de um tampão sanguíneo
Perda de líquido (rotura de bolsa) – Se houver saída de líquido, a paciente deve procurar uma unidade
de saúde, pois nesse caso devemos investigar se o trabalho de parto já iniciou e caso contrários tomar
providências para isso.
A parturiente tem direito a livre escolha de acompanhante, inclusive o marido, no trabalho de parto e
 
no parto.
A INDICAÇÃO DA VIA DE PARTOA INDICAÇÃO DA VIA DE PARTO: é uma conduta médica, segundo avaliação médica da paciente, não é
por medo de dor, pois todos os cuidados serão tomados, para que esse momento seja especial para ela.
RISCOS E BENEFÍCIOS DO PARTO NORMAL E DO CRISCOS E BENEFÍCIOS DO PARTO NORMAL E DO CESARIANO:ESARIANO: A cesárea é um recurso valioso para
salvar vidas e deve ser usada num quadro crítico, é um ato cirúrgico que consiste na abertura da parede
abdominal, isso pode trazer consequências para a mãe (ato cirúrgico, anestésico, com as complicações
que isso pode acarretar) e pode trazer consequências para o feto que é tirado de dentro do seu espaço
antes de uma preparação própria para isso, podendo acarretar complicações respiratórias
(maiormente). O parto normal traz benefícios para o bebê e a mãe. Durante o parto, a mãe produz os
hormônios oxitocina, que é capaz de proteger o recém-nascido de danos no cérebro e ajudar no
amadurecimento cerebral, e prolactina, que favorece a amamentação. O parto normal é um processo
fisiológico normal. Não há por que transformar isso num procedimento cirúrgico sem necessidade.
 
 
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PARTO NORMAL VS CESÁREAPARTO NORMAL VS CESÁREA
CARACTERISTICAS CARACTERISTICAS PARTO PARTO NORMAL NORMAL PARTO PARTO CESÁREOCESÁREO
PREMATURIDADEPREMATURIDADE Menor Maior
RESPIRAÇÃO DO RNRESPIRAÇÃO DO RN Favorece Não favorece
DOR NO TRABALHO DEDOR NO TRABALHO DE
PARTOPARTO
Pode ser dolorosa, com gradações. _____
VANTAGEMVANTAGEM
Pode ser controlada com preparo
psicológico, apoio emocional ou
mediante aplicação de anestesia
Salva vidas em caso de complicações
DOR NA HORA DO PARTODOR NA HORA DO PARTO Pode ser controlada com anestesia É sempre realizada com anestesia
DOR APÓS O PARTODOR APÓS O PARTO Menor Maior. Há necessidade de analgésicos
mais fortes
COMPLICAÇÕESCOMPLICAÇÕES Menos frequentes Acidentes anestésicos e hemorrágicos
são mais frequentes
INFECÇÃO PUERPERALINFECÇÃO PUERPERAL Mais rara Mais frequente
ALEITAMENTO MATERNOALEITAMENTO MATERNO Mais fácil Mais difícil
RECUPERAÇÃORECUPERAÇÃO Mais rápida Mais lenta
CUSTOCUSTO Menor Maior
CICATRIZCICATRIZ Menor (epísiotomia) Maior
RISCO DE MORTERISCO DE MORTE Muito baixo Pequeno, porém maior do que no
parto normal
FUTURAS GESTAÇÕESFUTURAS GESTAÇÕES Menor risco Maior risco
CASO CLÍNICO 8CASO CLÍNICO 8 – – CLIMATÉRIO: CLIMATÉRIO:
Mulher de raça caucásica, de 47 anos de idade, que é remetida a consulta de ginecologia para valorar a
necessidade de terapia hormonal. A paciente refere calor intenso com posterior sudoração intermitente
e dispareunia nos últimos 3 meses.
Faça a avaliação diagnóstica, exames complementares e conduta terapêutica.
 Cumprimentou a paciente e apresentou-se como médico
 Investigou características dos ciclos menstruais (hipomenorreia, oligomenorreia)
 Investigou distúrbios do humor e do sono, alteração da libido, ansiedade, irritabilidade (tem
todas)
 Investigou cirurgias ginecológicas e Fraturas ósseas (não refere)
 Realizou o exame físico das mamas (atrófica e flácida)
 Lavou as mãos e calcou luvas
 Realizou o exame físico das Genitais (vulva-pouco pelo, vagina –atrofia, ressecamento, colo-
reversão, corpo uterino- menor volume, prolapsos-não apresenta)
 Diagnosticou como climatério
 Solicitou dosagem de FSH, LH e ESTROGENIO e interpretou corretamente (>=30/>=30 e <=30
respectivamente)
 
 
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 Solicitou HDL, LDL e VDL, Triglicerideos, Colesterol total (normal)
 Solicitou ultrassonografia pélvica e interpretou como atrófico (3mm) normal e 4-5mm
 Verifica se há contraindicação para TH (pelo menos 4) (sem contraindicação)
 Indicou Terapia de Reposição Hormonal (tibolona)
 Orientou sobre roupas arejadas, evitar tabagismo, diminuição do peso, exercícios leves.
 Perguntou a paciente se apresenta alguma duvida
ADENDOADENDO – – CLIMATÉRIO CLIMATÉRIO
CLÍNICA:CLÍNICA:
 Perimenopausa:Perimenopausa: irregularidade menstrual, pode ocorrer sangramento (o mesmo deve ser
rigorosamente investigado)
 Menopausa:Menopausa: ausência de sangramento a 12 meses (ou dosagem hormonal em mulher que usa
anticoncepcional (FSH ˃35-45)
 Pós menopausa:Pós menopausa:
 Alterações vasomotoras: fogachos (períodos transitórios e recorrentes de rubor na face, pescoço e
tórax, sudorese e sensação de calor, acompanhados de palpitação, ansiedade e algumas vezes
calafrios) que duram de 1-3 minutos e podem repetir até 30 vezes ao dia.
 Alterações atróficas: ressecamento vaginal, dispareunia, urgência urinaria
 SNC: dificuldade de concentração, diminuição da cognição e perda de memória recente.
 Osteoporose: dor óssea, diminuição da estatura.
EXAME FÍSICO:EXAME FÍSICO: Inespecífico, pode apresentar sinais de atrofia vaginal como redução da espessura,
perda da elasticidade, perda do enrugamento, aumento do pH, redução das secreções vaginais.
PROPEDÊUTICA CLIMATÉRIO:PROPEDÊUTICA CLIMATÉRIO: exames que devem ser solicitados: lipidograma, glicemia, pesquisa de
sangue oculto ou colonoscopia, colpocitologia oncótica, mamografia, USG pélvica, densitometria óssea.
TERAPIA HORMONAL:TERAPIA HORMONAL:
 Contraindicações:Contraindicações: CA de mama atual ou prévio, CA de endométrio atual ou prévio, tromboembilismo
agudo, sangramento vaginal indeterminado, doenças hepáticas ativas, porfiria.
 Repercussões da TH:Repercussões da TH: aumento do risco de CA de mama, AVE, doença coronariana e
tromboembolismo, diminuição no risco de CA de colón e reto, aumento do risco de hiperplasia e ca
de endométrio, aumento do risco de doença da vesícula biliar. Na ausência de contraindicações, deve
ser iniciada já no inicio da falência ovariana.
 Indicações:Indicações: alterações vasomotoras, alterações atróficas (pode ser por via tópica, se associado a
diminuição da libido é recomendado que seja feita reposição androgênica).
OSTEOPOROSE:OSTEOPOROSE: 
Diagnósticado através da densitometria óssea de coluna lombar e trocânter femoral: Z-escore: ≥2,5; T-
escore ≤2,5.
Tratamento: bifosfonatos + cálcio e vitamina D.
 
 
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CASO CLÍNICO 9CASO CLÍNICO 9 – – PARTOGRAMA\FORCIPE: PARTOGRAMA\FORCIPE:
Multípara, 32 anos, 38 semanas de gestação, foi admitida na maternidade apresentando seu cartão de
pré-natal devidamente preenchido, sorologias anti-HIV e VDRL negativos, sendo HbsAG+, com
contrações regulares (3contrações de 40 segundos em 10 minutos de observação), dilatação cervical de
4cm e apresentação cefálica fletida. Apresentou corioamniorexe oportuna, evidenciando-se líquido
amniótico claro. Cerca de 4h após a admissão, foi encaminhada à sala de parto com dilatação completa
e polo cefálico no plano +2 de lee. Após 1h, apresenta contrações regulares (5\60seg\10min) e BCF
126bpm, sem desaceleração. Ao toque vaginal, verifica-se polo cefálico no plano +2 de lee e variedade
de posição OEA. 
1- Faça o parto.
2- Tem indicação de fórcipe, se sim, qual?
3- Referente ao partograma de o diagnóstico.
 
 
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 O candidato deu o diagnóstico de Período pélvico prolongado referente ao partograma?
 O candidato utilizou adequadamente os equipamentos de proteção individual, gorro e a
máscara antes de se escovar?
 O candidato comunicou-se adequadamente com a enfermeira, demonstrando atenção e
respeito, dando orientações claras e objetivas?
 O candidato realizou corretamente a colocação da roupa cirúrgica estéril e calçou as luvas sem
contaminar?
 O candidato verificou as condições de aplicabilidade do fórcipe?
 O candidato mencionou analgesia bilateral dos pudendos?
 O candidato pediu o fórcipe Simpson e mencionou que a pega correta seria
biparietomalomentoniana?
 O candidato mencionou realizar episiotomia?
 O candidato introduziu o fórcipe de maneira correta, tendo a preocupação de proteger o canal
de parto?
 O candidato pediu à mãe que o avisasse da contração uterina para tracionar o fórcipe?
 O candidato realizou a tração correta do fórcipe e o retirou antes do desprendimento total do
polo cefálico?
 O candidato realizou com êxito o parto, mencionando clampeamento umbilical imediato?
 O candidato pediu de forma clara e respeitosa a enfermeira que fosse feito imunoglobulina
humana anti-hepatite B e vacina de hepatite B, grupamentos musculares diferentes?
 O candidato realizou adequadamente a prescrição do pós-parto, contendo pelo menos, os
seguintes itens: Dieta geral ou dieta livre, amamentar sob livre demanda, sendo o leite
ordenhado e pasteurizado, cuidados gerais e sinais vitais.
CASO CLÍNICO 10CASO CLÍNICO 10 – –DISTÓCIA DE ESPÁDUAS:DISTÓCIA DE ESPÁDUAS:
Primigesta, 30 anos, 38 semanas de gestação, relata cólicas abdominais há cerda de 12h. Ela foi
admitida na maternidade com contrações regulares (3contrações de 40 segundos em 10 minutos de
observação), dilatação cervical de 4cm e apresentação cefálica fletida. Apresentou corioamniorexe
oportuna, evidenciando-se líquido amniótico claro. Cerca de 4h após a admissão, foi encaminhada à sala
de parto com dilatação completa e polo cefálico no plano +2 de lee. Após 30 minutos, apresenta
contrações regulares (5\60seg\10min) e BCF 126bpm, sem desaceleração. Ao toque vaginal, verifica-se
polo cefálico no plano +2 de lee e variedade de posição OEA. Faça o parto:Faça o parto:
 O candidato comunicou-se adequadamente com a enfermeira, demonstrando atenção e respeito,
dando orientações claras e objetivas?
 O candidato utilizou adequadamente os equipamentos de proteção individual? (máscara e gorro)
 O candidato realizou corretamente a colocação da roupa cirúrgica estéril e calçou as luvas sem
contaminar?
 
 
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 O candidato realizou corretamente as manobras para proteção do períneo no período expulsivo?
 O candidato realizou rotação externa da cabeça para esquerda (movimento de restituição) ?
 O candidato realizou corretamente a tração do polo cefálico, para tentar desprendimento do
ombro anterior?
 O candidato diagnosticou adequadamente distócia de ombro, informando a enfermeira?
 O candidato parou de tracionar o polo cefálico?
 O candidato pediu para que fosse cessado a administração de ocitocina?
 O candidato pede ajuda a enfermeira indicando manobra de Mc Robert\indicação de elevação dos
membros inferiores em direção ao abdome com abdução? (sem sucesso)
 O candidato pede ajuda a enfermeira indicando que seja feita a manobra de pressão
suprapúbica?(sem sucesso)
 O candidato pede ajuda a enfermeira indicando que seja feita a manobra de Rubin I? (sem sucesso)
 O candidato falou sobre a necessidade de realizar episiotomia para realizar manobra de Rubin II?
(sem sucesso)
 O candidato realiza a manobra de Woods? (bem sucedida)
 O candidato após a expulsão fetal , solicitou que a enfermeira administre ocitocina por via IM
(10UI). Considerar adequado apenas se referir a dose.
 O candidato realiza o campleamento de cordão umbilical?
 O candidato solicita VDRL da mãe? O candidato solicitou anti-HIV da mãe ou teste rápido para HIV?
 O candidato solicitou tipagem sanguínea do recém nascido e da mãe?
 O candidato realizou adequadamente a prescrição do pós-parto, contendo pelo menos, os
seguintes itens: Dieta geral ou dieta livre, amamentar sob livre demanda, cuidados gerais e sinais
vitais.
ADENDOADENDO – – PARTOGRAMA PARTOGRAMA
 PERÍODO PÉLVICO PROLONGADO:PERÍODO PÉLVICO PROLONGADO: manifesta-se no partograma com a descida progressiva da apresentação,
mas excessivamente lenta. Nota-se dilatação completa do colo uterino e demora na descida e expulsão do
feto. Essa distócia geralmente está relacionada à contratilidade uterina deficiente e sua correção é obtida
pela administração de ocitocina, rotura artificial da bolsa das águas e, ainda, pela utilização do fórcipe,
desde que preenchidos os pré-requisitos para sua aplicação.
 REFERENTE AO PARTOGRAMA DA PROVA:REFERENTE AO PARTOGRAMA DA PROVA: teve como diagnóstico período pélvico prolongado, mas não
sendo necessário correção com ocitocina já que o motor da nossa paciente encontra-se normal, também
não sendo necessário romper a bolsa das águas, pois na história clinica já houve espontâneo, sendo assim o
único motivo para o tal diagnóstico seria uma fadiga materna, sendo então indicado o fórcipe para a
resolução do mesmo.
 RELEMBRAREMOS CAUSAS DE PARTO DISFUNCIONAL DADO PELO PARTOGRAMA:RELEMBRAREMOS CAUSAS DE PARTO DISFUNCIONAL DADO PELO PARTOGRAMA: o trabalho de parto
disfuncional, não representa um diagnóstico em si, mas um sinal de que existe alguma anormalidade no
andamento do parto e cuja causa deve ser investigada e, se possível corrigida.
 
 
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QUANDO FALAMOS DA DILATAÇÃO TEMOS:QUANDO FALAMOS DA DILATAÇÃO TEMOS:
1-FASE ATIVA PROLONGADA OU DISTÓCIA FUNCIONAL PRIMÁRIA:1-FASE ATIVA PROLONGADA OU DISTÓCIA FUNCIONAL PRIMÁRIA: dilatação cervical menos que 1cm\hora
(ultrapassa linha de alerta), decorrente geralmente de discinesias uterinas.
2- PARADA SECUNDÁRIA DA DILATAÇÃO:2- PARADA SECUNDÁRIA DA DILATAÇÃO: dilatação cervical mantida (ultrapassa linha de alerta)
diagnosticada por dois toques sucessivos, com intervalo de duas horas seguidas em paciente na fase ativa
do parto, decorrente em geral da desproporção cefalopélvica ou alteração da posição da apresentação
fetal (deflexão, variedades transversas ou posteriores).
3-PARTO PRECIPITADO (OU TAQUITÓCITO):3-PARTO PRECIPITADO (OU TAQUITÓCITO): dilatação, descida e expulsão do feto que ocorrem num período
de 4 horas ou menos. Estão presentes taquissitolia e hipersistolia e pode ser decorrente, por exemplo, da
administração excessiva de ocitocina.
QUANDO FALAMOS DA DESCIDA:QUANDO FALAMOS DA DESCIDA:
1-PARADA SECUNDÁRIA DA DESCIDA:1-PARADA SECUNDÁRIA DA DESCIDA: diagnosticada por dois toques sucessivos com intervalo de pelo
menos 1 hora, desde que a dilatação esteja completa. É a parada da descida fetal por pelo menos 1 hora
após atingir dilatação completa. Decorrente em geral da desproporção ou alteração da posição da
apresentação fetal (deflexão, variedades transversas ou posteriores).
2- PERÍODO PÉLVICO PROLONGADO2- PERÍODO PÉLVICO PROLONGADO: Descida progressiva, mas excessivamente lenta no período expulsivo.
Decorrente em geral da contratilidade diminuída ou desproporção cefalopélvica relativa (deflexões, má
rotações). O ministério da Saúde (2001) não apresenta distinção entre primíparas e multíparas no limite
de horas decorridos no período expulsivo para definir o período expulsivo prolongado, embora isto seja
citado por vários autores (citação a respeito do MS retirado da apostila de Obstetrícia medcurso ano
2015).
 
ADENDOADENDO – – FÓRCEPS FÓRCEPS 
 A pegada ideal do fórcipe é a biparietomalomentoniana.
OS MAIS UTILIZADOS SÃO: SIMPSON, KIELLAND E PIPER:OS MAIS UTILIZADOS SÃO: SIMPSON, KIELLAND E PIPER:
 SIMPSON:SIMPSON: serve para praticamente todos os tipos de aplicações,excetoexceto para aplicações quanta a
apresentação está em variedade de posição transversa.
 KIELLAND:KIELLAND: é um excelente para realizar rotações mais amplas da cabeça na pelve, correção de
assinclitismos e de escolha em variedades de posições transversas.
 PIPER:PIPER: desenhado para extração da cabeça derradeira na apresentação pélvica.
CONDIÇÕES DE APLICABILIDADE DO FÓRCIPE:CONDIÇÕES DE APLICABILIDADE DO FÓRCIPE:
A=A= AAusência de colo (dilatação total).
P=P= PPelve proporcional (articulação do fórceps, proporcionalidade da bacia ao concepto)
L= LL= Livre canal e parto (canal do parto sem obstáculos)
I = II = Insinuação do feto
C= CC= Conhecer variedade
A=A= AAmniotomia
R=R= RReto e bexiga vazios (se for necessário passagem de sonda vesical).
TÉCNICA GERAL DE APLICAÇÃO DO FÓRCIPE DE SIMPSON:TÉCNICA GERAL DE APLICAÇÃO DO FÓRCIPE DE SIMPSON: posição de litotomia, cuidados de assepsia e
antissepsia da vulva, do períneo e da vagina, analgesia peridural ou bloqueio bilateral dos pudendos,
cateterismo vesical para esvaziamento da bexiga.
ANTENDENDO UM CASO CLINICO PARA APLICAR O FÓRCEPS:ANTENDENDO UM CASO CLINICO PARA APLICAR O FÓRCEPS:
1-Apresentação do fórcipe à vulva, na posição em que irá ficar após aplicado
2-Escolha a primeira colher que, neste caso, será a esquerda
3-Introdução de 2 dedos-guia da mão direita na vagina (indicador e médio), na região da chanfradura
sacrociática esquerda, de forma que a face dorsal da mão fique voltada para a essa chanfradura e a palmar
para eminência ileopectíena direita.
4-Aplicação da primeira colher, apoiando o polegar direito sobre o jumélio posterior da colher esquerda
(cotovelo da colher), o qual servirá para impulsionar o instrumento. A mão externa, que segura o cabo,
não deve exercer qualquer força: toda a movimentação deverá ser feita com a mão e os dedos que servem
como guia.
5-Aplicação da segunda colher, de forma semelhante a primeira colher, após se trocarem as mãos que
seguram o instrumento e servem como guia.
 
 
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LAMEDLAMED – LLorena;orena; AAlisson;lisson; MMaicon;aicon; EElisa elisa e DDaiane aiane Dezembro, Dezembro, 2015 2015 - - BrasilBrasil
6-Articulação do fórcipe em direção à pequena fontanela.
7-Verificação da pegada: a pequena fontanela se localiza a um dedo transverso acima do plano transversal
dos pedículos; a sutura sagital se encontra equidistante e perpendicular ao plano transverso dos pedículos;
e não é possível introduzir mais que a polpa digital entre a cabeça fetal e a cauda da fenestra.
8-Relização de episiotomia (pode ser feita nesse momento, ou antes da aplicação do fórcipe).
9-Tração do fórcipe durante contração uterina.
10-Elevação gradual dos cabos, até deflexão da cabeça fetal, quando a pequena fontanela se apoia sob
ângulo subpúbico. (Resumindo, deve ser puxado pra baixo e pra frente, quando houve desprendimento da
cabeça eleva-se para cima e retira o fórcipe para extração manual do bebe).
11-Retirada do instrumento na ordem inversa da aplicação, ou seja, primeiro o direito e depois o esquerdo.
12-Revisão do canal do parto e do colo uterino após o secundamento.
ADENDOADENDO – – DISTÓCIA DE ESPÁDUA DISTÓCIA DE ESPÁDUA 
 Observar na história clinica se tem o cartão da gestante, caso não tenha, será necessário pedir alguns
exames logo após o parto: VDRL, HIV, tipagem sanguínea.
 Caso tivesse o cartão da gestante, e o mesmo sem anotação de parto de alto risco e sorologia negativa
para HIV, deve ser tomado em conta o clampeamento tardio de cordão.
 Caso a manobra de woods não tivesse sido bem sucedida deveríamos continuar a atenção, continuaríamos
com a manobra de jacquemier, não tendo sucesso, poderíamos fazer a última conduta: clidotomia ou
tentar manobra de zavanelli e cesárea.
PARTO PÉLVICO:PARTO PÉLVICO:
1-ASSISTÊNCIA AO DESPRENDIMENTO DA CINTURA PÉLVICA:1-ASSISTÊNCIA AO DESPRENDIMENTO DA CINTURA PÉLVICA: O desprendimento do polo pélvico
geralmente ocorre sem maiores dificuldades, em variedadestransversas (SET ou SDT). O ponto de referência
fetal é o sacro e a linha de orientação o sulco interglúteo. Para aumentar a força do desprendimento do polo
pélvico, pode-se realizar a manobra de Thiessen, a qual consiste em ocluir a fenda vulvar por algumas
contrações com uma compressa e a palma da mão, de forma que o desprendimento fetal ocorra em bloco.
Como mencionado, deve-se orientar o dorso fetal para anterior e mantê-lo retificado durante a descida do
tronco fetal. Os membros inferiores fetais se desprendem espontaneamente ou podem ser desprendidos
com delicadeza pelo médico assistente. Alguns autores recomendam a realização de alça de cordão
umbilical.
2-ASSISTÊNCIA AO DESPRENDIMENTO DA CINTURA ESCAPULAR:2-ASSISTÊNCIA AO DESPRENDIMENTO DA CINTURA ESCAPULAR:A liberação dos ombros e da cabeça fetal
pode ser tentada em conjunto através da manobra de BRACHT.manobra de BRACHT. Caso o desprendimento dos braços não
ocorra espontaneamente, pode-se realizar a retirada suave dos mesmos com auxilio digital
(desprendime(desprendimento dos nto dos braços in situ).braços in situ).
a) dificuldade na liberação da a) dificuldade na liberação da cintura escapular:cintura escapular: 
Podemos utilizar as seguintes manobras:
 Desprendimento dos braços in situ (já descrita anteriormente)
 Deventer-muller
 Lovset
 Rojas
 Pajot
b) dificuldade da cabeça derradeira:b) dificuldade da cabeça derradeira: 
Não a sequência universalmente aceita na literatura para execução das manobras para o desprendimento
da cabeça derradeira no parto pélvico por via vaginal. Mas na maioria das fontes bibliográficas recomenda
que a primeira a ser executada seja BRACHT ou Liverpool.
Brachtt: pode ser tentada novamente para liberação da cabeça, se já foi feita para liberação da cintura
escapular. Podemos também tentar: Liverpool; Aplicação do fórcipe de piper; Manobra de mauriceau;
Wiegand-Martin-Wieckel; Champetier de Ribes.
ADENDO PARTO PRÉ-TERMOADENDO PARTO PRÉ-TERMO
CLÍNICA:CLÍNICA: Atividade uterina aumentada, dolorosa, que persiste por no mínimo 1 hora, mesmo com a gestante
em repouso e submetida à sedação. 
Investigar fatores de Risco: Estresse, fadiga ocupacional, distensão uterina excessiva, aborto prévio,
infecção, patologia placentária, fatores fetais.
 
 
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Marcadores de parto pré-maturo:Marcadores de parto pré-maturo:
 USG para avaliação do comprimento de colo uterino: distância menor que 25mm entre o orifício interno e
externo
 Dosagem de fibronectina fetal na secreção cervicovaginal: > 50ng/ml está associado a parto prematuro
CONDUTA:CONDUTA:
1- CONDUTA CONSERVADORA :1- CONDUTA CONSERVADORA :
Interromper o trabalho de parto (tocólise) e prolongar a gestação 
CONTRAINDICAÇÕES A TOCÓLISE:
 Doença materna de difícil controle
 Corioamnionite
 Malformações fetais incompatíveis com a vida
 Óbito fetal
 Sofrimento fetal agudo
 Maturidade pulmonar fetal comprovada
 Relativas: Placenta prévia, dilatação > 4cm, RPMO
DROGAS DE ESCOLHA:
1. Indometacina 100mg por via retal, seguida de 100 mg via retal cada 12 hrs ou 25-30mg V.O. cada 4hrs,
por no máximo 3 dias (só pode ser utilizado até as 32 semanas de gestação).
2. Nifedipina 30mg V.O. (dose de ataque) seguida de 20mg cada 4-6hrs (utilizado ≥32 semanas de gestação)
3. Salbutamol 5 ampolas diluídas em 500ml SG5%, iniciar 10gts por minuto a cada 20 minutos até a
cessação completa das metrossístoles.
CORTICOTERAPIA:
 Indicada nas gestações entre 24-34 semanas
 Betametasona 12mg 1x/dia por 2 dias
 Dexametasona 6mg 2x/dia por 2 dias
 Indicada nas gestações entre 24-32 semanas
 Sulfato de magnésio 4g em bolus durante 20 minutos, seguidos de 1g/h por no máximo 24hrs. (O
sulfato de magnésio é dado para realizar neuroproteção fetal).
MEDIDAS NÃO UTÉIS:
 Hidratação venosa
 Antibióticos
2- CONDUTA ATIVA2- CONDUTA ATIVA
Deve ser realizada nos casos de contraindicação a tocólise ou em gestações acima de 34 semanas.
PROFILAXIA PARA INFECÇÃO POR STREPTOCOCCUS DO GRUPO B:
 
Indicada em toda paciente com trabalho de parto prematuro e cultura desconhecida. Droga de escolha: PNC
Cristalina (dose de ataque 5.000.000UI, manutenção: 2.500.000UI 4/4h até o parto). Esquema alternativo:
Ampicilina (dose de ataque 2g, manutenção 1g 4/4hrs até o parto).
ASSISTÊNCIA AO TRABALHO DE PARTO:
Avaliação da vitalidade fetal: deve ser realizada de forma vigorosa, podendo até ser feita de forma contínua.
VIA DE PARTO:
A cesariana beneficia os fetos com peso estimado menor que 1500g em apresentação pélvica.
Episiotomia ampla é recomendável (na mediana se secciona os músculos bulbocavernoso, transverso
superficial, porção puboretal do elevador do ânus)
Amniotomia deve ser evitada
PREVENÇÃO:PREVENÇÃO:
Eliminar ou reduzir fatores de risco: 
1. Acompanhamento rigoroso em pacientes com passado de parto prematuro
2. Orientação sobre os sinais de parto prematuro
3. Diminuição da atividade física
4. Circlagem nas pacientes que apresentam Incontinência Istmo Cervical (IIC).
5. Suplementação com progesterona.
6. Interrupção do tabagismo, álcool e drogas.
7. Tratamento das infecções genitais e bacteriúria assintomática.
 
 
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CASO CLÍNICO 11CASO CLÍNICO 11 – – ABORTAMENTO: ABORTAMENTO:
Maristela, primigesta, 14 anos de idade, na 13ª semana de gestação, comparece à Unidade de Saúde da
Família acompanhada por seu namorado.
1-) Faça a anamnese e exame físico
2-) Diagnóstico e conduta
PARTE IPARTE I – – APRESENTAÇÃO E COMPORTAMENTO: APRESENTAÇÃO E COMPORTAMENTO:
 Apresentou-se ao paciente
 Solicitou dados de informação da paciente (nome completo, idade, estado civil,
profissão/trabalho)
 Solicitou o cartão pré-natal
 Ouviu com atenção a queixa da paciente, sem interrupção desnecessária
PARTE IIPARTE II – – ANAMNESE: ANAMNESE:
 Indagou a presença de um responsável
 Calculou a IG
 Investigou a queixa principal e história da doença atual (buscando saber seu inicio, duração,
intensidade e fenômenos associados: dor, contração uterina, hemorragia)
 Investigou passado obstétrico
 Investigou fatores de risco
 Investigou teratogenicidade
PARTE IIIPARTE III – – EXAME FISICO: EXAME FISICO:
 Lavou as mãos
 Avaliar estado geral da paciente (FR/FC/PA/pele/mucosas)
 Avaliar altura uterina (FU)
 Calçou as luvas de procedimento, pediu a paciente para realizar o toque vaginal
 Avaliou dilatação do colo uterino, apagamento, intensidade da hemorragia
 Realizou exame especular, após consentimento da paciente
PARTE IVPARTE IV – – ORIENTAÇÃO E CONDUTA: ORIENTAÇÃO E CONDUTA:
 Explicou à paciente seu quadro atual
 Indagou a necessidade de esvaziamento uterino, explicando o procedimento
 Negou o sigilo, por conta da idade da paciente, enfatizando a necessidade de comunicação aos
responsáveis
INFORMAÇÕES DO CASO A SEREM DADAS AO CANDIDATOINFORMAÇÕES DO CASO A SEREM DADAS AO CANDIDATO
 
Maristela, primigesta, 14 anos de idade, na 13ª semana de gestação, comparece à Unidade de Saúdeda Família acompanhada por seu namorado.
Queixa-se de cólicas intensas em baixo ventre e sangramento vaginal, em grande quantidade, há 2
horas. Após exame clínico, o médico constata que a paciente apresenta um abortamento incompleto
e indica realização de curetagem uterina.
A paciente concorda com a indicação do médico, pede para que a situação seja mantida em sigilo,
pois seus pais não sabem que ela está grávida.
Teme que possam expulsá-la de casa ao saber do ocorrido.
Explica que seu namorado é maior de idade e irá acompanhá-la
 
 
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ANAMNESE:ANAMNESE:
 Maristela, 15 anos, estudante, solteira
 Não tem cartão pre-natal
 Cólicas intensas em baixo ventre e sangramentovaginal, em grande quantidade, há 2 horas
 O namorado, que é maior de idade
 FUM 07/09/15 -> 92dias/7=13 semanas e 1 dias
 Primeira gravidez
 Negou intenção de abortamento
EXAME FISICOEXAME FISICO
 Lavou as mãos
 sinais vitais normais
 10 cm
 Colo apagado, 6cm de dilatação, presença de coágulos, não fétidos
 Sangramento moderado, com presença de coágulos
ORIENTAÇÃO E CONDUTAORIENTAÇÃO E CONDUTA
 Abortamento incompleto
 Indagou a necessidade de esvaziamento uterino, explicando o procedimento
 Negou o sigilo, por conta da idade da paciente, enfatizando a necessidade de comunicação aos
responsáveis.
SANGRAMENTO 1º METADE DA GRAVIDEZSANGRAMENTO 1º METADE DA GRAVIDEZ
ABORTAMENTOABORTAMENTO
CONCEITO:CONCEITO: sangramento com <20-22 semanas ou </= 500g.
APRESENTAÇÃO CLÍNICAAPRESENTAÇÃO CLÍNICA = sempre avaliar colo aberto ou fechado:
 Cólica
 Sangramento
 Dilatação
TIPOS CLÍNICOS DE ABORTAMENTO:TIPOS CLÍNICOS DE ABORTAMENTO:
ABORTAMENTO COM COLO FECHADOABORTAMENTO COM COLO FECHADO 
COMPLETOCOMPLETO AMEAÇA RETIDOAMEAÇA RETIDO
 Colo fechado
 Útero vazio
 Útero < que o esperado para a IG
 Cólica/sangramento
 dos sinais da gravidez
 Conduta: Avaliar
incompatibilidade
Rh/Orientação/ buscar causa/
preparar para próxima gravidez
 Colo fechado
 Feto vivo
 Útero compatível
 Sangramento e
cólica leve
 Conduta: Repouso
relativo, analgesia/
antiespasmódico
 Tamanho esperado ou < dependendo
do tempo
 Colo fechado/ útero menor
 Feto morto
 Conduta: com feto - maduração do
colo uterino Misoprostol 800mg +
esvaziamento:
≤ 12 semanas: AMIU ou Curetagem 
>12 semanas: Curetagem
ABORTAMENTO COM COLO ABERTO (os 3 “i”)ABORTAMENTO COM COLO ABERTO (os 3 “i”) 
INCOMPLETO INEVITÁVELINCOMPLETO INEVITÁVEL INFECTADOINFECTADO
 Sangramento + Cólica
 Útero menor que o esperado
para a IG
 Colo aberto indica resto
 Conduta: esvaziamento e não
precisa USG para confirmar:
≤ 12 semanas: AMIU ou
Curetagem
>12 semanas: Curetagem
 Colo aberto com embrião
 Cólica e sangramento
 Útero compatível com a
idade gestacional
 Conduta: esvaziamento:
≤ 12 semanas: AMIU ou
Curetagem
>12 semanas: Curetagem
Secreção fétida/purulenta
Útero doloroso
Febre/ leucocitose com desvio à
esquerda
Conduta: ATB => Clindamicina 900
mg c/ 8h + Gentamicina 240mg DU
e esvaziamento:
≤ 12 semanas: AMIU ou Curetagem 
>12 semanas: Curetagem
 
 
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CLASSIFICAÇÕES:CLASSIFICAÇÕES:
SegundoSegundo
TempoTempo
Segundo Segundo MecanisMecanismomo
De SaídaDe Saída
Segundo a Segundo a RepetiçãoRepetição
Precoce:Precoce:
≤ 12 sem.
TardioTardio:
>12 sem.
1- Espontâneo;1- Espontâneo;
2- Provocado:2- Provocado:
Estupro= legal – b.o. Não é obrigatório
(abortamento sentimental)
Risco de vida materno = 2 médicos assinam
Anencefalia= qualquer idade gestacional
(laudo USG >12 sem + 2 médicos assinam
(não precisa de autorização judicial)
1-Esporádico1-Esporádico
2-2-Habitual (≥ = Habitual (≥ = 3perdas consecutivas):3perdas consecutivas): 
Incompetência istmo cervical (tardio,
colo fino), SAAF (lúteo), insuficiência do
corpo uterino (perda precoce)
Habitual – maior causa= aneoploidias /
trissomias 16 ou causa infecciosa
GRAVIDEZ ANEMBRIONADAGRAVIDEZ ANEMBRIONADA
Aproximadamente 15-20% das gestações terminam espontaneamente antes da viabilidade
conceptual. É encontrado um grande número de gestações anembrionadas ou de embriões
degenerados.
Essas alterações fetais podem ser acompanhadas de número anormal de cromossomas
(aneuploidia) ou com número correto (euploidia)
A USGTV permite identificar o saco gestacional intrauterina com níveis séricos de B- HCG entre
1000 – 2000 mUL/ml, a vesícula vitelínica pode ser identificada quando o saco gestacional tem
diâmetro >8mm, e o embrião atingir 5mm de comprimento cabeça – nádegas (6º semana), a FC
deve se situar em torno de 110 – 180 bpm e, quando está <90 bpm, representa meu prognóstico
gestacional.
O SG pode ser avaliado quanto à sua forma, regularidade, local de implantação e medida de seus
dm.
A gestação anembrionadas é diagnosticada quando não se identifica imagem de vesícula vitelínica
com S.G. de 11mm de diâmetro médio ou quando não pode ser observado embrião em SG com
dm médio de 17mm.
DOENÇA TROFOBLÁSTICA GESTACIONAL (DTG)DOENÇA TROFOBLÁSTICA GESTACIONAL (DTG)
Cursa com hiperplasia trofoblástica/vascularização deficiente/Degeneração Hidrópica do estroma
CLASSIFICAÇÃO:CLASSIFICAÇÃO:
1- BENIGNA - MOLA HIDATIFORME :1- BENIGNA - MOLA HIDATIFORME :
 COMPLETA: não há embrião -90% cariótipo normal (46XX) 20% de malignização Espermatozoide
normal ocupa um óvulo vazio e se multiplica
 PARCIAL: tecido fetal + MOLA = triploidia (69XXY) 5% malignização. Dois espermatozoides
normais fecundam um único óvulo normal
2- MALIGNA:2- MALIGNA:
 Coriocarcinoma
 Mola invasora (coriocarcinoma destruens) (+comum)(+comum) 
 Tumores trofoblásticos do sitio placentário (+ agressivo)(+ agressivo) 
DIAGNÓSTICO:DIAGNÓSTICO:
 ClínicaHiperêmese, Hipertireoidismo, Hipertensão, Hiperestímulo ovariano, Hipersintomática,
Eliminação de Vesículas, Hemorragia Intermitente, Sangue escuro e indolor, cistos luteinicos,
útero em Sanfona maior que a IG.
 B-HCGmuito elevado
 USGtempestade de neve
TRATAMENTO:TRATAMENTO:
 Esvaziamento uterino Vácuo- aspiração + Histopatológico:
 AMIU
 Curetagem
 Misoprostol
 Histerectomia: se tumor de sítio placentário, Prole constituída, > 40 anos, deixa anexos.
 
 
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CONTROLE (SEGUIMENTO)CONTROLE (SEGUIMENTO) B-HCG:B-HCG: Semanal = normal por 3 semanas 1 em 15 dias Normal 
Mensal = normal por 6 meses seguidos CURA!
OBS:OBS: Dar ACO para paciente durante todo tempo do seguimento para evitar gravidez e possível
confusão do B-HCG com malignização.
MALIGNIZAÇÃO = QUIMIOTERAPIA:MALIGNIZAÇÃO = QUIMIOTERAPIA:
↑ B-HCG de uma dosagem; 
Platô por 3 semanas;
B-HCG + depois de 6 meses;
Metástase.
GRAVIDEZ ECTÓPICAGRAVIDEZ ECTÓPICA
TROMPATROMPA é o sítio mais comum -> região ampular
CLÍNICA:CLÍNICA:
Atraso menstrual
Dor abdominal: Dor é relativa: cólica leve ou dor intensa (rompido)
Útero vazio
Não existe sangramento intenso (sangramento discreto)
FATORES DE RISCO:FATORES DE RISCO:
Alteração da trompa (forma ou função)
Inflamação tubária (DIP/endometrite/salpingite)
Ectopia prévia
Endometriose (aderências)
Tabagismo (altera a função/movimento ciliar)
DIU- só protege a cavidade, não é anovulatório
DIAGNÓSTICODIAGNÓSTICO:Clínico – dor/atraso
USG- útero vazio
B-HCG >1500 + Útero vazio (correlacionado com USG/IG)
TRATAMENTO:TRATAMENTO:
EXPECTANTEEXPECTANTE
SE:SE:
MEDICAMENTOSO CIRURGICOMEDICAMENTOSO CIRURGICO
CONSERVADORCONSERVADOR
CIRURGICOCIRURGICO
RADICALRADICAL
 B-HCG: cai
naturalmente
 Estabilidade
Hemodinâmica
MetotrexateMetotrexate Injeção local ou
Sistêmica IM, DU.
(Máximo 3 tentativas)
Controle:Controle: Dosar B-HCG após 4-
7 dias e espera-se diminuição
do B-HCG em 15% para uma
evolução favorável. 
Indicado quando:Indicado quando:
 
 Trompa íntegra
(rompida- salpingectomia)
 Estabilidade Hemodinâmica
 Sem BCF
 Massa < 3,5cm
 B-HCG < 5000
SalpingostomiaSalpingostomia
LaparoscópicaLaparoscópica: lavar
e retirar, sem dar
ponto (fibrose)
Indicado quando:Indicado quando:
 
Ectópica íntegra
Desejo de gestar
EstabilidadeEstabilidade
hemodinâmica:hemodinâmica:
Salpingectomia
laparoscópica
InstabilidadeInstabilidade
hemodinâmica:hemodinâmica:
Salpingectomia
laparotômica
Indicado quando:Indicado quando:
Ectópico Roto ou
prole completa
 
 
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SANGRAMENTOS DA 2ª METADE DA GRAVIDEZSANGRAMENTOS DA 2ª METADE DA GRAVIDEZ 
DPP DPP PP PP ROTURAROTURA
UTERINAUTERINA
ROTURA DE VASAROTURA DE VASA
PRÉVIAPRÉVIAROTURA DE SEIOROTURA DE SEIO
MARGINALMARGINAL
INICIOINICIO Súbito Progressiva Súbito Após amniotomia Súbito e periparto
ORIGEMORIGEM Materno/fetal Materna Materna Fetal Materna
HEMORRAGIAHEMORRAGIAEscura (oculta em
20% dos casos)
Vermelho vivo
de repetição
Vermelho vivo e
único
Vermelho vivo e
único
Vermelho vivo e
único
SOFRIMENTOSOFRIMENTO
FETALFETAL
Grave e precoce Ausente/tardio Grave e precoce Grave e precoce Ausente
HIPERTONIAHIPERTONIA Sim Não Não Não Não
DORDOR Sim (hipertonia) Indolor Cessa Indolor Indolor
DISCRASIADISCRASIA Sim Não Não Não Não
AMNIOTOMIAAMNIOTOMIA
Não altera a
hemorragia, mas
↓ risco de CIVD 
↓a hemorragia
pela
compressão
placentária
Desencadeia o
sangramento
DIAGNÓSTICODIAGNÓSTICO
Clinico USG Clínico USG + doppler-
fluxometria ou
inspeção da
placenta pós parto
Definitivo no pós
parto, estudo
histopatologico da
placenta
CASO CLÍNICO 12CASO CLÍNICO 12 – – HEMORRAGIA PUERPERAL: HEMORRAGIA PUERPERAL:
Corina, 35 anos, multípara está em enfermaria com antecedente de parto vaginal há 3 horas, o período
expulsivo teve duração de 2 horas, sem uso de anestesia peridural.
G4 P3 C1 A0 – Cesárea a 3 anos.
RN de 4,5kg nasceu com 39 semanas, com APGAR de 7/9.
A enfermeira te chama referindo que a paciente está com um sangramento vaginal intenso e um pouco
confusa.
1- Identifique os fatores de risco descritos no caso,
2- Cite 4 causas prováveis para hemorragia puerperal e Conduta terapêutica de forma ordenada.
Obs:Obs: Você tem auxilio de uma enfermeira.
 O candidato apresentou-se a paciente como médico, explicando possíveis procedimentos que terá
que fazer e acalmou a paciente.
 O candidato comunicou-se adequadamente com a enfermeira, demonstrando atenção e respeito,
dando orientações claras e objetivas.
 O candidato lavou as mãos e calçou luva antes de atender a paciente e solicitou que colocassem um
biombo para preservar a privacidade da paciente
 O candidato informou q iniciou massagem uterina bimanual e citou possíveis causas para
hemorragia puerperal (4T’s) 
 O candidato solicitou medição de P.A. para enfermeira
 O candidato solicitou aplicação E.V. de Ocitocina (10-20 UI diluídos em 500 ml de solução cristaloide
para enfermeira)
 O candidato solicitou espéculo para avaliar possível trauma de canal de parto, avisando a paciente
antes o procedimento que iria realizar.
 O candidato solicitou que aplicasse I.M. ou direto na musculatura uterina algum derivado de “ergot” 
 
 
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 Após descartar trauma do canal de parto e retenção placentária ou membranas, o candidato
informou a paciente que terá que fazer uma intervenção cirúrgica para parar o sangramento e os
possíveis riscos. O candidato solicitou sala cirúrgica.
 O candidato se paramentou antes de entrar no ambiente cirúrgico.
 O candidato informou que tentará primeiro Rafia de B-Lynch
 Após fracasso da rafia o candidato informou que tentará ligadura da artéria uterina e/ou
hipogástricas
 Após fracasso da rafia das artérias o candidato informou que tentará embolização uterina.
 Após fracasso da embolização o candidato informou que como última opção ele terá que realizar
histerectomia para salvar a vida da paciente.
ADENDOADENDO – – HEMORRAGIA PUERPERAL HEMORRAGIA PUERPERAL
FATORES DE RISCO:FATORES DE RISCO: Gemelaridade, polidrâmnio, macrossomia fetal, multiparidade, hemorragia pós-
parto e parto cesárea em gestação prévia, dequitação prolongada, parto assistido (fórcipe,
vacuoextrator), trabalho de parto prolongado.
CAUSAS (4 T’s)CAUSAS (4 T’s)::
 TÔNUS: Alteração no tônus uterino (hipotonia, atonia uterina)
 TRAUMA DE CANAL DE PARTO: lacerações, hematoma de epísiotomia, inversão uterina, rotura uterina
 TECIDO: Retenção de tecido placentário ou de membranas
 TROMBO: Coagulopatias
ALTERAÇÃO NO TÔNUS UTERINOALTERAÇÃO NO TÔNUS UTERINO
Gera deficiência no miotamponamento causada pela hipotonia ou atonia uterina no puerpério.
CONDUTA:CONDUTA:
1º Massagem uterina bimanual (manobra de Hamilton)
2º Ocitocina I.V. (10-20 UI, diluídos em 500ml de solução cristaloide)
3º Derivados de Ergot (metilergonovina/ergometrina) pela via I.M. ou diretamente na musculatura
uterina.
4º Misoprostol por via retal (600-800 mcg)
5º Rafia de B-Lynch
6º Rafia vascular (ligadura de artéria uterina ou hipogástricas)
7º Embolização Uterina
8º Histerectomia
PREVENÇÃOPREVENÇÃO: 10UI I.M. de Ocitocina após expulsão fetal (o que é também uma conduta ativa do
secundamento).
TRAUMA DE CANAL DE PARTOTRAUMA DE CANAL DE PARTO
O exame físico identifica algum tipo de trauma no canal de parto ou lacerações ou hematoma de
episiotomia, inversão uterina ou rotura uterina.
CONDUTA:CONDUTA: com a identificação destes a correção cirúrgica adequada deve ser imediata.
RETENÇÃO DE TECIDO PLACENTÁRIO OU DE MEMBRANASRETENÇÃO DE TECIDO PLACENTÁRIO OU DE MEMBRANAS
Retenção placentária ou acretismo placentário de algum grau podem ser responsáveis pela hemorragia
puerperal.
CONDUTA:CONDUTA: A extração manual da placenta, curetagem uterina puerperal ou histerectomia são
tratamentos disponíveis para essa situação.
COAGULOPATIASCOAGULOPATIAS
Distúrbios de coagulação podem interferir no mecanismo de trombotamponamento e ser a causa da
hemorragia puerperal.
CONDUTA:CONDUTA: Devem ser realizados tratamento da doença de base, avaliação do status de coagulação e
contagem de plaquetas.
 
 
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CASO CLÍNICO 13CASO CLÍNICO 13 – – DIABETES GESTACIONAL: DIABETES GESTACIONAL:
Paciente com 30 semanas de gestação refere não ter antecedentes de diabetes e hipertensão antes da
gestação.
INFORMAÇÕES QUE SERÃO DADAS CONFORME SOLICITADAS
ANAMNESE:ANAMNESE:
Trás o cartão pré-natal com os controles desde o 1ro trimestre.
Sua dieta é alta em carboidratos e lipídios. Ingesta de líquidos de 2 litros. Sem presença de hematúria
ou proteinúria.
 Antecedentes Ginecológicos: Menarca aos 13 anos com ciclo regular a cada 28 dias
 Antecedentes Obstétricos: G1P0A0 – 30 semanas de gestação
 Antecedentes Patológicos Familiares: Pai e mãe tem antecedentes de diabetes tipo 2. A mãe
controlou a diabete com dieta e exercício e o pai faz uso de metformina 2x/dia
 Antecedentes Patológicos: Obesidade Grau 3
 Antecedentes não patológicos: Nega consumo de álcool, drogas e tabaco durante a gravidez
EXPLORAÇÃO FÍSICAEXPLORAÇÃO FÍSICA
P.A. 125/81 T°36.1°C F.C. 76bpm F.R. 18irpm Peso 118kg Altura 1.65m IMC 43,3 Kg/m²
Edema em membros inferiores
Altura uterina 32 cm BCF 150bpm
LABORATÓRIOSLABORATÓRIOS
EAS EAS HEMOGRAMA HEMOGRAMA GLICEMIA GLICEMIA OUTROSOUTROS
sem
alterações
Hb 13.5g/dl
Ht 38%
VCM 92mm³
HCM 27pg/cellPlaquetas 400.000/mm³
G.B. 5.1 x10³/mm³
Glicose em Jejum 94mg/dl
HbA1c 6.8%
SOG 75g = 94mg/dl
1 hora = 180mg/dl2 horas = 153mg/dl
Colesterol 210mg/dl (100-200mg/dl)
HDL 27mg/dl (>40mg/dl)
LDL 115mg/dl (<110mg/dl)
Triglicerideos 155mg/dl (30-150mg/dl)
PARTE IPARTE I – – ACOLHIMENTO: ACOLHIMENTO: 
 Identifica-se à paciente como médico e a cumprimenta
 Solicita dados de identificação da paciente: nome, estado civil e profissão
PARTE IIPARTE II – –ANAMNESE:ANAMNESE:
 Investiga queixas ou alterações ocorridas depois da última consulta realizada há 1 mês: dor, edema,
sangramento vaginal, disúria
PARTE IIIPARTE III – – EXAME FÍSICO: EXAME FÍSICO: 
 Mede P.A.
 Pesa a gestante (compara com peso anterior)
 Mede altura da gestante
 Calcula IMC (identifica obesidade como fator de risco para D.M.).
 Realiza palpação obstétrica (fundo, flancos, manobra de Leopold, hipogástrio/escava bimanual,
mede corretamente altura uterina, Realiza ausculta no lado do dorso fetal)
 
 
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PARTE IVPARTE IV – – REGISTRODE ACHADOS DE EXAME CLÍNICO NO REGISTRO DE ACHADOS DE EXAME CLÍNICO NO CARTÃO PRÉ-NATALCARTÃO PRÉ-NATAL:
 Altura Uterina
 Apresentação fetal
 Batimentos Cardiofetais
 Altura Uterina na curva de crescimento
PARTE VPARTE V – – SOLICITAÇÃO DE EXAMES E INTERPRETAÇÃO DOS MESMOS: SOLICITAÇÃO DE EXAMES E INTERPRETAÇÃO DOS MESMOS: 
 Solicita Glicemia de Jejum (94mg/dl)
 Interpreta adequadamente o resultado da glicemia de jejum
 Solicita TOTG
 Interpreta adequadamente os resultados
PARTE VIPARTE VI – – DIAGNÓSTICO: DIAGNÓSTICO: 
 Explica adequadamente o diagnóstico de D.M. gestacional para paciente
PARTE VIIPARTE VII – – CONDUTA TERAPÊUTICA: CONDUTA TERAPÊUTICA: 
 Indica Dieta hipocalórica e prática de exercícios
 Explica para paciente que o exame terá de ser repetido para avaliar necessidade de tratamento
medicamentoso (insulina)
 Explica para paciente dos riscos para ela e para o feto, caso ela não controle a glicemia
PARTE VIIIPARTE VIII – – ATITUDE: ATITUDE: 
 Escuta atentamente a paciente
 Interage com respeito à paciente
 Tranquiliza a paciente, esclarecendo suas dúvidas
ADENDOADENDO – – DIABESTES GESTACIONAL DIABESTES GESTACIONAL
É a intolerância ao carboidrato diagnosticada durante a gestação e que pode ou não persistir após o
parto.
FATORES DE RISCO:FATORES DE RISCO:
1. Idade > 25 anos
2. Obesidade ou ganho excessivo de peso na gravidez atual
3. Deposição central excessiva de gordura
4. História familiar de D.M. em parentes de 1ºgrau
5. Baixa estatura (<1.5)
6. Macrossomia Fetal, polidramnia, Hipertensão ou pré-eclâmpsia na gestação atual
7. Morte fetal ou neonatal sem causa
8. Antecedentes de diabetes gestacional
9. SOP
10. História de malformações congênitas
RASTREIO:RASTREIO: Todas as pacientes que apresentem uma Glicose de Jejum > = 85mg/dl ou que apresente
qualquer fator de risco. 
CONFIRMAÇÃO DIAGNÓSTICA:CONFIRMAÇÃO DIAGNÓSTICA: 
 Glicose de Jejum >= 126mg/dl em uma única medida
 Teste de Tolerância Oral a Glicose (TOTG) 75g >= (95 jejum – 180 1ra hora – 155 2da hora)
 
 
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CONDUTA TERAPÊUTICA:CONDUTA TERAPÊUTICA:
 D.M. diagnosticada na gravidez = Dieta + Atividade Física ... Se não controlar Inicia Insulinoterapia.
Realiza controle com hemoglobina glicada cada 2-3 meses + Perfil glicêmico cada 2 semanas.
 D.M. prévia = já inicia insulinoterapia dose inicial 0,5UI/Kg com ajustes individual (Deve ser mantida
em todas as pacientes que já faziam uso antes da gestação e iniciada em DM2 que não obtêm
controle com dieta e atividade física após 2 semanas – O crescimento fetal também é critério para
iniciar insulinoterapia (USG com 29-33 semanas se circunferência abdominal >= que o percentil 75).
COMPLICAÇÕES:COMPLICAÇÕES: Macrossomia, Polidramnia, Sofrimento Fetal, Distócia de espádua e Malformações
fetais (Síndrome da regressão caudal). 
COMPLICAÇÕES NEONATAIS:COMPLICAÇÕES NEONATAIS: Hipoglicemia, Policitemia, Hiperbilirrubinemia, Hipocalcemia. 
ORIENTAÇÕES:ORIENTAÇÕES:
 Incentivar dieta e atividade física;
 Esclarecer sobre as complicações maternas, fetais e neonatais;
 Explicar sobre a necessidade de consultas quinzenais até 30-34 semanas e semanais a partir de 34
semanas;
 Administrar ácido fólico para prevenir contra defeitos do tubo neural 4-5mg/dia;
 Urinocultura trimestral;
 USG morfológica e ecocardiograma fetal (c/ 26 semanas) – para detectar malformações cardíacas;
 Contagem de movimentos fetais (1-3x/dia por 1 hora em decúbito lateral); a partir 28 semanas após
uma refeição < 7 movimentos fetais/hora = alterado
 Dopplerfluxometria a partir de 26 semanas (pré-eclampsia).
 USG seriada a partir de 28 semanas para avaliar o líquido, a cada 2-3 semanas até 34 semanas, e
semanal após este período.
 Cardiotocografia semanalmente a partir de 28 semanas; 2x/semana a partir de 34 semanas;
diariamente a partir de 36 semanas ou pacientes internado.
CASO CLÍNICO 14CASO CLÍNICO 14 – – SOP: SOP:
Patrícia de 28 anos, comparece a UBS queixando-se de ciclos menstruais irregulares, com atrasos
menstruais frequentes, oleosidade da pele, cabelos, acne
PARTE IPARTE I – – APRESENTAÇÃO: APRESENTAÇÃO:
 Apresentou-se à paciente e a cumprimentou
 Solicitou dados da paciente
 Ouviu com atenção as queixas da paciente, sem interrupção desnecessária
 Estabeleceu clima harmônico na consulta, interagindo efetivamente com a paciente
PARTE IIPARTE II – – ANAMNESE: ANAMNESE:
 Investigou ciclo menstrual (regularidade)
 Investigou vida sexual (quantos parceiros/atividade)
 Indagou uso de métodos contraceptivos
 Indaga mudanças de pele, cabelo, pelos, ganho ponderal
 Investigou quanto tempo de evolução dos sintomas/sinais
 Investigou histórico familiar de SOP
 Investiga antecedentes obstétricos/ginecológicos (menarca/DUM/ciclos)
 Investigar desejo de gestar/infertilidade
 
 
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PARTE IIIPARTE III – – EXAME FISICO: EXAME FISICO:
 Lavar as mãos
 Controle de SV, buscando HTA
 Pesar a paciente e calcular IMC
 Inspeção e busca de sinais de Hirsutismo (pelos grossos e pigmentados em regiões atípicas em
mulheres- face, tórax e abdome)
 Buscar a presença de acne, seborreia, alopecia frontal
 Indagar a busca por acantose nigricans em axilas, nuca, abaixo das mamas, face interna das coxas e
vulva (sinal de resistência insulínica)
PARTE IVPARTE IV – – DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO: DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO:
 Informa a suspeita diagnóstica e esclarece à paciente
 Indaga a necessidade de provas diagnósticas para confirmação da suspeita (b-HCG/TSH/TH
livre/prolactina/LH/FSH/USG PELVICA TV/glicemia de jejum/TTGO/triglicerídeos/HDL).
 Orientar a paciente quanto às medidas gerais a serem tomadas: perda de peso (dieta/atividade
física) e estéticas
 Indicou metformina (VO) 500 mg 3x/dia (de acordo triagem glicêmica)
 Indicou acetato de ciproterona / diário
 Explicou os riscos de infertilidade/ CA endometrial/Ca mama/Ca ovário
 Perguntou a paciente se possui alguma dúvida
ADENDOADENDO – – CICLO MENSTRUALCICLO MENSTRUAL
1ª 1ª FASE: FASE: FOLICULAR FOLICULAR OVULAÇÃO OVULAÇÃO 2ª 2ª FASE: FASE: LUTEALUTEA
 Duração Variável
 Hormônios que predominam nessa fase:
 FSH
 Inibina B
 Estrogenios
 Há Recrutamento Folicular (por ação do
FSHFSH)
 Muco FILANTEFILANTE (por ação doEstrogênioEstrogênio)
 Ciclo Uterino Fase ProliferativaProliferativa 
(por ação do Estrogênio Estrogênio) 
Hormônio que LLiberaibera o Óvulo LLH
Estradiol (200pcg)
Pico máxmáx de LH
OVULAÇÃO!!!OVULAÇÃO!!!
 Duração FIXAFIXA: 14 dias
 Hormônios que predominam
nessa fase:
 LH
 Inibina A
 Progesterona
 Muco ESPESSOESPESSO (por ação da
ProgesteronaProgesterona)
 Ciclo Uterino:: Fase SecretoraFase Secretora 
(por ação daProgesteronaProgesterona) 
TEORIA 2 CÉLULASTEORIA 2 CÉLULAS – – 2 GÔNADAS 2 GÔNADAS
LH FSHLH FSH
TECATECA
 Androstenediona 
 Testosterona 
GRANULOSAGRANULOSA
(Aromatase)(Aromatase) ESTRONA
(Aromatase)(Aromatase) ESTRADIOL
QUAL É O PRIMEIRO DIA DO CICLOQUAL É O PRIMEIRO DIA DO CICLO
MENSTRUAL ?MENSTRUAL ?
1º dia 1º dia da menstruaçãoda menstruação
CARACTERÍSTICAS DO CICLOCARACTERÍSTICAS DO CICLO
MENSTRUAL:MENSTRUAL:
Duração: 21-35d 21-35d // duração do Fluxo: 2-6d 2-6d // Perda: 20-60ml 20-60ml
Fatores que afetam o Eixo H-H-O noFatores que afetam o Eixo H-H-O no
Sistema Nervoso CentralSistema Nervoso Central
Meio Ambiente / / Luz // Stress / / Exercícios Extenuantes
Quando elevadasQuando elevadas
Inibem o FSHInibem o FSH
10-12h depois10-12h depois
 
 
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ADENDOADENDO – – CONTRACEPÇÃOCONTRACEPÇÃO
CRITÉRIOS DE CRITÉRIOS DE ELEGIBILIDAELEGIBILIDADEDE
 Categoria INãoNão háRestrições
 Categoria II As Vantagens superam os Riscos
 Categoria III Os Riscos Superam as Vantagens (C.I. Relativa)
 Categoria IVRisco de saúde inaceitável (C.I. Absoluta)
ÍNDICE DE PEARL (I.P)ÍNDICE DE PEARL (I.P) n de falhas após 1ano em 100 mulheres ( I.P  Eficácia)
MÉTODOS HORMONAIS COMBINADOS (ESTROGÊNIO: Etinilestradiol + 1 PROGESTÁGENO)MÉTODOS HORMONAIS COMBINADOS (ESTROGÊNIO: Etinilestradiol + 1 PROGESTÁGENO)
TIPOS TIPOS MECANISMO MECANISMO DE DE AÇÃO AÇÃO CONTRAINDICAÇÃO CONTRAINDICAÇÃO ABSOLUTAABSOLUTA
1- ACO
2- Injetável Mensal
3- Anel
4- Adesivo
 Inibição da ovulaçãoInibição da ovulação (por bloqueio das
gonadotrofinas: P4 LH / Estrogenio FSH)
 EspessamenEspessamento do to do MucoMuco (por efeito da P4)
 Antiproliferação EndometrialAntiproliferação Endometrial(efeito da P4)
 Diminuição da Motilidade das TrompasDiminuição da Motilidade das Trompas
1- Enxaqueca com AuraAura 
2- CA de MamaAtualAtual 
3- HAS Grave
4- TVP/TEP/AVE
5- Fumou ≥≥35 anos + + ≥≥15cigarros/dia
6- Amamentação < 6 meses pós-parto
MÉTODOS HORMONAIS DE PROGESTERONAMÉTODOS HORMONAIS DE PROGESTERONA 
TIPOS TIPOS MECANISMO MECANISMO DE DE AÇÃO CONTRAINDICAÇÃO AÇÃO CONTRAINDICAÇÃO ABSOLUTAABSOLUTA
1-1- Pílula OralPílula Oral (Anovulação só: Desogestrel;
Levonogestrel/Noretisterona)
2- Injetável Trimestral2- Injetável Trimestral (Anovulação)
3- Implante3- Implante(Anovulação) (+eficaz d TODOS)
4- DIU de Levonogestrel4- DIU de Levonogestrel(Ovulação)(Ovulação)
(dura 5 anos)
 Anovulação?Anovulação? (depende do
tipo) 
 EspessamenEspessamento do to do MucoMuco
(efeito da P4) 
 Antiproliferação EndometrialAntiproliferação Endometrial
(efeito P4) 
CA de Mama AtualCA de Mama Atual
 
DIU DE COBRE (Dura 10 anos)DIU DE COBRE (Dura 10 anos)
MECANISMO MECANISMO DE DE AÇÃO AÇÃO CONTRAINDICAÇÃO CONTRAINDICAÇÃO ABSOLUTA ABSOLUTA DE DE DIU DIU EM EM GERALGERAL
Ação Inflamatória EspermicidaAção Inflamatória Espermicida
1- Gestação
2- Sangramento de causa desconhecida (pensar em CA)
3- Infecção Pélvica (DIP, Cervicite, Pós Aborto séptico...)4- Malformação Uterina
5-CA Ginecológico (Colo; Ovário; Mama; Mola)
OBS:OBS: NULIPARIDADENÃONÃO é Contra-Indicação!!!
MECANISMO DE AÇÃO DO CONTRACEPTIVO DE EMERGÊNCIA (LEVONOGESTREL)MECANISMO DE AÇÃO DO CONTRACEPTIVO DE EMERGÊNCIA (LEVONOGESTREL)
1ª 1ª FASE: FASE: FOLICULAR FOLICULAR PRÓXIMO PRÓXIMO À À OVULAÇÃO OVULAÇÃO 2ª 2ª FASE: FASE: LUTEALUTEA
1- Alteração do Desenvolvimento Folicular
2- Impedir ou Retardar a Ovulação
FALHA!!!FALHA!!! 1- Espessamento do Muco
2- movimentação dos espermatosóides 
CONTRACEPÇÃO CIRÚRGICACONTRACEPÇÃO CIRÚRGICA
Lei 9263/1966: Somente é permitida:Lei 9263/1966: Somente é permitida:
I - >I - > 25 anos OUOU ≥≥ 2 Filhos Vivos
II-II- Risco de Vida da MulherOUOU 
Risco de vida do Futuro Concepto
Artigo 4 da msm Lei: Paragrafo ÚnicoArtigo 4 da msm Lei: Paragrafo Único É Vedada a Esterilização:É Vedada a Esterilização:
 42º dia do pós PartoOUOU Aborto, ExcetoExceto em:
 Cesarianas sucessivas anterioresOUOU 
 Doença de Base e a exposição a segundo ato cirúrgico ou
anestésico representam maior risco.
ADENDOADENDO – – AMENORREIAAMENORREIA
Amenorreia 1ªAmenorreia 1ª Ausência de Menstruarão até 14anos s/ Carac 2ºOUOU começando aparecer Carac2º aos 16 anos
Amenorreia 2ªAmenorreia 2ª Ausência de Menstruarão≥≥6 Meses OUOU ≥≥3 Ciclos Consecutivos (se < é Atraso Menstrual)INVESTIGAÇÃO DA AMENORREIA PRIMÁRIAINVESTIGAÇÃO DA AMENORREIA PRIMÁRIA
PASSO A PASSO DA INVESTIGAÇÃO DA AMENORREIA PRIMÁRIAPASSO A PASSO DA INVESTIGAÇÃO DA AMENORREIA PRIMÁRIA 
1º Há Presença ou Ausência de caracteres sexuais secundários? (o Primeiro a aparecer é desenvolvimento1º Há Presença ou Ausência de caracteres sexuais secundários? (o Primeiro a aparecer é desenvolvimento
das mamas “Telarca”)das mamas “Telarca”) 
2º Presença ou ausência de útero?2º Presença ou ausência de útero?
3º Níveis de TSH e LH?3º Níveis de TSH e LH?
 
 
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LAMEDLAMED – LLorena;orena; AAlisson;lisson; MMaicon;aicon; EElisa elisa e DDaiane aiane Dezembro, Dezembro, 2015 2015 - - BrasilBrasil
1º) 1º) CARACTERES SEXUAIS CARACTERES SEXUAIS SECUNDÁRIOS AUSENTES SECUNDÁRIOS AUSENTES 1º) 1º) CARACTERES SEXUAIS CARACTERES SEXUAIS SECUNDÁRIOS PRESENTESSECUNDÁRIOS PRESENTES
 
2º)2º) FSH/LH FSH/LH
(hipófise normal)
2º)2º) FSH/LH FSH/LH 3º)3º) Teste
GnRH:GnRH: 
2º)2º) Presença de Presença de VaginaVagina 2º)2º) Vagina Curta Vagina Curta
ou Ausenteou Ausente 
 Diginesia Gonadal
(+comum Amenorreia 1ª)
(Sd. Tunner?)
 Sd. Savage
 Menstruou =Falha
Hipotalamo
Fazer exame de
Neuroimagem
 Ñ Menstruou = Falha
Hipófise
 Testes Diagnósticos:
 USG/ RM
 Cariótipo
 Hímen Imperfurado?
1-1-Cariótipo 46XX:
Rokitansky:
Anomalias Mullerianas
2-2-Cariótipo 46XY: Morris:
Insensibilidade aos
Androgênios
INVESTIGAÇÃO DA AMENORREIA SECUNDÁRIAINVESTIGAÇÃO DA AMENORREIA SECUNDÁRIA
Não éNão é TSH/PLCTSH/PLC GravidesGravides NormaisNormais 
(ALTO)(ALTO)
(BAIXO)(BAIXO) 
(fazer Neuroimagem p/ 2)(fazer Neuroimagem p/ 2)
ADENDOADENDO – – SÍNDROME DOS OVÁRIOS POLICÍSTICOSSÍNDROME DOS OVÁRIOS POLICÍSTICOS – – SOP SOP
SINONÍMIA:SINONÍMIA: Anovulação Crônica Hiperandrogênica// Anov. Normogonadotrófica// Policistose Ovariana
É A CAUSA +É A CAUSA +
COMUM DE:COMUM DE:
Endocrinopatias// Hiperandrogenismo (80%)// Anovulação Crônica// Hirsutismo// 
Infertilidade por Anovulação (40%)// Irregularidade Menstrual(90%)
Hormônios queHormônios que
DIMINUEM:DIMINUEM:
FSH / SHBG / IGBP-1FSH / SHBG / IGBP-1 
Sinal deSinal de
ResistenciaResistencia
Insulínica:Insulínica:
ACANTOSE NIGRICANSACANTOSE NIGRICANS (lesões aveludadas na pele)
DX = CRITÉRIOS DEDX = CRITÉRIOS DE
ROTTERDAMROTTERDAM
(DX COM 2(DX COM 2
CRITÉRIOS!!!)CRITÉRIOS!!!) 
1- Hiperandrogenismo (comprovado clinicamenteOUOU laboratorial)
2- Distúrbio MenstrualE/OUE/OU Anovulação
3- Ovário Policístico pela USG:
 ≥≥ 12 folículos de 2-9mmOUOU 
 Volume Ovariano em≥≥ 10cm³ 
DXDX≠≠ 1º Hiperplasia Adrenal 1º Hiperplasia Adrenal CongênitaCongênita:
17-OH P4 >200ng/dl ++ S-DHEA NORMALNORMAL 
2º Tumor Adrenal2º Tumor Adrenal S-DHEA >800mcg/ml
TRATAMENTOTRATAMENTO
IRREGUARIDADEIRREGUARIDADE
MENSTRUALMENSTRUAL
HIRSUTISMO HIRSUTISMO RESISTÊNCIA RESISTÊNCIA ÀÀ
INSULINAINSULINA
INFERTILIDADEINFERTILIDADE
1º1º Perda de
Peso/Exercícios Físico
2º2º Hormônioterapia:
 Acetato de Ciproterona
OUOU 
 Acetato
Medroxiprogesterona
10mg/dia por 12d/mês,
durante a 2ª fase
1- Acetato de Ciproterona
2- Espironolactona
3- Depilação a Laser
OBS:OBS: Em SOPSOP se tiver
Obesidade = Dieta +
Ex.Físico
1- Metformina 500mg
3x/dia
OBS:OBS: Em SOP SOP SEMPRESEMPRE 
Fazer Rastreio de
Doenças Endócrino
Metabólicas!!!
1º Dieta e Exercício Físico
2º Citrato de Clomifeno
3º C. Clomifeno + Metformina
4º:
OUOU Gonadotrofinas
OUOU Drilling Ovariano
(só se for fazer outra cirurgia)
OUOU Fertilização In Vitro
1º)1º) Descartar Gravides:
B-HCG
2º)2º) Dosar TSH e Prolactina:
 TSH: Hipotireoidismo
 PLC: Hiperprolactnemia?
 Medicamentosa? (Anamnese)
 Hiperprolacnoma? (Ex. Imagem)
3º)3º) Teste da Progesterona:
ANOVULIA!ANOVULIA!
SOP???SOP??? 
4º)4º) Teste Conjugado
Estrogênio +Progesterona
5º)5º) Dosar FSH
Causa Uterina !Causa Uterina !
(Compartimento I)(Compartimento I) 
6º)6º) Teste do GnRH
B-HCG
Causa Ovariana!Causa Ovariana!
(comp. II)(comp. II) 
Falência Ovariana?Falência Ovariana?
Menopausa Precoce?Menopausa Precoce?
Causa Hipofisária!Causa Hipofisária!
(compartimento III)(compartimento III) 
Causa Hipotalâmica!Causa Hipotalâmica!
(compartimento IV)(compartimento IV) 
 
 
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ADENDOADENDO – – INFERTILIDADE (sempre é do CASAL!!!)INFERTILIDADE (sempre é do CASAL!!!)
RECOMENDAÇÕES P/RECOMENDAÇÕES P/
INICIO DA INVESTIGAÇÃOINICIO DA INVESTIGAÇÃO
DO CASAL INFÉRTILDO CASAL INFÉRTIL
 Mulher << 35 anos: após 1 ano de atividade sexual SemPProteção CContraceptiva (P.CP.C)
 >>35 anos (Individual): ImediatamenteOUOU após 6 meses de atividade sexual semP.CP.C 
Conduta na 1ª ConsultaConduta na 1ª Consulta
com o CASALcom o CASAL
ESPERMOGRAMA ++Dosagens Hormonais++ USG TV Seriada+ HisterossalpingoGRAFIAGRAFIA 
O que vê naO que vê na
Histerossalpingografia?Histerossalpingografia?
Prova de COTTE PositivaPositiva = Trompa Permeável / / COTTE Negativo Negativo Trompa Obliterada
Depois daDepois da
HisterossalpingografiaHisterossalpingografia
(se normal) vem o que?(se normal) vem o que? 
Video-histeroscopia (P-Ouro p/cavidade uterina)
Video-Laparoscopia(P-Ouro p/ trompa)
OBS: Os DoisOBS: Os Dois NÃONÃO fazem parte da avaliação inicial!!! fazem parte da avaliação inicial!!!
DOSAGENS HORMONAISDOSAGENS HORMONAIS FSH / / Estradiol basais// Prolactina // TSH // T4 Livre // Progesterona de segunda fase
ADENDOADENDO – – ENDOMETRIOSE ENDOMETRIOSE
ANAMNESE:ANAMNESE:
1- História Familiar materna
2- Malformações uterinas
3- Menarca precoce
4- Ciclos curtos / fluxo ↑/ duração ↑ 
5- Dismenorreia progressiva/ dispareunia
6- Histórico de Infertilidade
7- Gestação tardia, nuliparidade
8- Raça branca e asiática
9- Consumo exagerado de Café e Álcool
EXAME FÍSICO DIRECIONADO:EXAME FÍSICO DIRECIONADO:
1- Lavar as mãos
2- Abdome:
 Nódulos palpáveis
 Dor à mobilização uterina
3- Calçar as Luvas
4- Exame Especular: endométrio (azulado)
DIAGNÓSTICO:DIAGNÓSTICO:
Clínico + USGTV (estruturas císticas com ecos internos dispersos) + CA 125
DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL:DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL: DIP 
TRATAMENTO:TRATAMENTO:
 Expectante (doença mínima e perimenopausa)
 AINE + ACO (12 meses sem parar – casos leves) ou PROGESTÁGENO (30mg/dia VO ou 150mg IM /3m)
 TRH (Danazol)
TRATAMENTO DA COMPLICAÇÃOTRATAMENTO DA COMPLICAÇÃO (Sintomatologia grave, persistente, doença avançada)
CIRÚRGICO:CIRÚRGICO:
 Conservadora = preserva útero/ovário/abordagem laparoscópica
 Definitiva= Histerotomia total abdominal +/- ooforectomia bilateral + ressecção de focos de
endometriose
INFERTILIDADE:INFERTILIDADE:
 Retirada de focos e aderências (correção da distorção da anatomia pélvica)
 Endometriose Profunda= FIV + aliviar a dor + retirar massas
 
 
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ADENDOADENDO – – SUA- SANGRAMENTO UTERINO ANORMAL SUA- SANGRAMENTO UTERINO ANORMAL
ANMNESEANMNESE
 De onde vem o sangramento (útero/vagina/vulva)
 Idade da paciente
 Sexualmente ativa? Pode estar grávida?
 Ciclo menstrual? Sintomas de anovulação?
 SUA frequência, em que período ocorre, duração, volume, relação com coito?
 Sintomas associados?
 Doença sistêmica, usa alguma medicação?
 Houve mudança de peso, relacionada a exercício excessivo, doença, estresse, alimentação?
 Historia pessoal ou familiar de desordem menstrual? (obesidade, nuliparidade, idade >35anos, DM,
uso de tamoxifeno)
EXAME FÍSICO:EXAME FÍSICO:
 Exame das Mamas
 Exame ginecológico (pólipos/leiomiomas) - (especular/toque)
EXAMES LABORATORIAIS:EXAMES LABORATORIAIS:
 B-HCG (toda idade reprodutiva)
 hemograma/coagulograma
 USG/tv – Endométrio >4-5mm ou </= 4-5mm + fator de risco para CA (investigação endometrial)
 TRH>8mm
TRATAMENTO:TRATAMENTO:
1. ACO
2. AINE
3. TRH
MIOMA:MIOMA:
 Miomectomia /
 Embolização (miomas volumosos e múltiplos)/
 Expectante (</= 3cm, sem sintomas/ paciente na peri ou pós- menopausa)
CASO CLÍNICO 15CASO CLÍNICO 15 – – EXAME DA MAMA E CA EXAME DA MAMA E CA DE MAMA:DE MAMA:
Paciente de 49 anos, nuligesta, na menopausa há 2 anos, em uso de Terapia Hormonal há 6 meses,
notou nódulo endurecido na mama há 2 meses e veio para consulta.
Faça o exame clinico, cite os exames complementares de rastreio e tratamento.
 O candidato cumprimentou a paciente e apresentou-se como médico
 Realizou anamnese demonstrando atenção com a paciente, atentando para fatores de risco para
câncer de mama.
 Indaga sobre fatores de risco (hist.pessoal, familiar, menarca, ACO.....)(pelo menos 4)
 Indaga sobre: Há quanto tempo existe o nódulo; A lesão aumentou de tamanho com o tempo; Há
história de biopsias ou aspirações previas de cistos; Qual a idade da paciente
 Explica o procedimento e solicita autorização para exame de mamas
 Solicitou presença de auxiliar de enfermagem
 Higienizou as mãos
 Posicionou a paciente sentada
 
 
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 Expos ambas as mamas completamente
 Fez a inspeção estática (tamanho, forma, número, mamilo, discromias, abaulamentos e retrações)
 Fez a inspeção dinâmica (super-homem)
 Vestiu a paciente
 Palpou os linfonodos supra, infraclaviculares e axilares (não usar luvas) (nenhum linfonodo palpável)
 Deitou a paciente
 Higienizou as mãos novamente
 Posicionou as mãos da paciente atrás da cabeça
 Expos apenas uma das mamas para palpação
 Fez palpação pelas técnicas de Velpeaux (espalmada) Bloodgood (dedilhado)
 Fez palpação da cauda de Spence (prolongamento axilar)
 Investigou se há descarga papilar (não há descarga) (na presença de descarga papilar realizar
manobra do gatilho)
 Cobriu a mama examinada e descobriu a mama contralateral
 Examinou a mama contralateral na mesma sequencia
 Identificou o nódulo na mama esquerda e solicitou PAAF ( falha em aspirar liquido)
 Solicitou USG da mama (nódulo solido)
 Solicitou mamografia (nódulo espiculado)
 Reconheceu o nódulo espiculado (BIRADS 5) e indicou biopsia (carcinoma ductal infiltrante)
 Suspendeu a Terapia Hormonal
 Explica para a paciente do seu diagnóstico de forma empática
 Pergunta a paciente se tem alguma duvida
 Encaminha a paciente para médico especialista (oncologista)
ADENDOADENDO – – EXAME DA MAMA EXAME DA MAMA
CONDUTA NA DESCARGA PAPILAR: Estratégia CONDUTA NA DESCARGA PAPILAR: Estratégia diagnóstica:diagnóstica:
1-ANAMNESE:1-ANAMNESE: início, cor, acometimento uni ou multiductal, início espontâneo ou provocado, uni ou
bilateral, uso de medicamento, fatores de risco para câncer de mama (idade superior a 50 anos e dentro
outros detalhados mais adiante.
2-EXAME FÍSICO:2-EXAME FÍSICO: deve responder as seguintes perguntas:
a)a) é realmente um derrame?é realmente um derrame? 
b) o derrame é b) o derrame é espontâneo ou provocado?espontâneo ou provocado? Aproximadamente dois terços das mulheres não lactantes
apresentarão derrame papilar se estimuladas. A descarga de maior valor semiológico é a persistente e
espontânea.
c) qual a coloração da secreção?c) qual a coloração da secreção? A descarga fisiológica possui coloração que varia de amarelo-
esverdeado ao azulado.
 
 
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FISIOLÓGICA PATOLÓGICAFISIOLÓGICA PATOLÓGICA
 Descarga provocada
 Multiductal
 Bilateral
 Multicolorida
 Esporádica
 Descarga espontânea
 Uniductal
 Unilateral
 Aquosa\sanguínea
 Profusa e persistente
dd) há nódulo palpável? Caso haja, a investigação dominante é a do nódulo.
e) na ausência do nódulo palpável, devem ser pesquisados mais informações sobre a descargae) na ausência do nódulo palpável, devem ser pesquisados mais informações sobre a descarga: é uma
descarga uniductal ou multiductal, unilateral ou bilateral, persistente ou intermitente. A expressão
radiada é uma etapa fundamental no exame físico. Consiste na palpação em raios no sentido periferia-
centro, seguida e pressão firme sobre a aréola na tentativa de reproduzir o derrame no chamado ponto
de gatilho. Esta avaliação é muito importante para a identificação de sua topografia e para o
planejamento da incisão em caso de indicação cirurgia.
3- EXAMES COMPLEMENTARES:3- EXAMES COMPLEMENTARES: Fluxograma resume em que ponto da investigação os exames
complementares devem ser solicitados e as estratégias terapêuticas para o derrame papilar. 
Causas principais de derramepapilar sanguinolento são:Causas principais de derrame papilar sanguinolento são: papiloma intraductal e carcinoma intraductal.
CONDUTA NODULOS: Estratégia diagnóstica:CONDUTA NODULOS: Estratégia diagnóstica:
1-ANAMNESE:1-ANAMNESE: em caso de presença de nódulos, deve-se investigar a data da percepção, velocidade de
crescimento, localização, consistência, relação com traumatismos ou ciclo menstrual. Além disso, devem
ser pesquisados fatores de risco para câncer de mama:
 Idade superior a 50 anos ou 40 anos 
 Ser mulher,
 Antecedentes pessoais de câncer de mama 
 História familiar,
 Antecedentes pessoal de outros tipos de câncer e RT para linfoma de Hodgkin,
 Lesões histológicas indicadoras de risco 
 Cicatriz radial ou lesão esclerosante complexa 
 Historia menstrual: menarca precoce (antes dos 11 anos); menopausa tardia (após 55 anos) 
 Historia obstétrica: nuliparidade e primariedade idosa (após os 30 anos) 
 Uso de ACO 
 TH 
 Fatores nutricionais: dietas rica em gorduras 
 Uso crônico de bebidas alcoólicas
 Agentes químicos 
 
 
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 Radiação ionizante 
 Fatores geográficos: países desenvolvidos e industrializados 
 Sedentarismo 
 Genética: BRA1 e BRA2, doença de cowden (doença harmatomatosos intestinais e extraintestinais) 
2-EXAME FÍSICO:2-EXAME FÍSICO:
Deve responder as seguintes perguntas:
a)A lesão é realmente um nódulo: temos que saber diferenciar de benigno e malignos:a)A lesão é realmente um nódulo: temos que saber diferenciar de benigno e malignos:
BENIGNIDADE MALIGNIDADEBENIGNIDADE MALIGNIDADE
 Normalmente são moveis
 Apresentam consistência
fime e elástica
 Possuem contornos regulares
e margens definidas
 Normalmente são aderidos
 Apresentam consistência endurecida (em alguns casos são pétreos)
 Possuem contornos irregulares e margens indefinidas
 A descarga papilar pode ser sanguinolenta ou em água de rocha
 Podem ser acompanhados de retração de pele, retração mamilar,
invasão da pele ou da parede torácica.
b)se a lesão é um nódulo, ela deve ser bem caracterizada e outras perguntas devem ser respondidas:b)se a lesão é um nódulo, ela deve ser bem caracterizada e outras perguntas devem ser respondidas:
 Há quanto tempo existe o nódulo
 A lesão aumentou de tamanho com o tempo
 Há historia de biopsias ou aspirações previas de cistos
 Qual a idade da paciente
3-EXAMES COMPLEMENTARES:3-EXAMES COMPLEMENTARES:
 PAAF:PAAF: é o primeiro passo na investigação dos nódulos mamários, pois diferencia as lesões císticas das
lesões solidas. Temos a PAAF guiada por USG e a guiada por MMG.
CISTOS CISTOS TUMORES TUMORES SÓLIDOSSÓLIDOS
Devem ser enviados para a citologia os líquidos
aspirados sanguinolentos.
 Cisto simples:Cisto simples: o fluido aspirado não é sanguinolento.
A massa desaparece após aspiração.
 Carcinoma intracístico ou neoplasias parcialmenteCarcinoma intracístico ou neoplasias parcialmente
císticas:císticas: as situações que aumentam a suspeita destas
entidades são: liquido aspirado sanguinolento, massa
palpável persistente após a aspiração do liquido,
recidiva frequente dos cistos (normalmente maior do
que duasrecidivas de cistos simples)
São diagnosticados após falha em aspirar
liquido com PAAF; de qualquer forma, o
material que for aspirado, deverá ser
encaminhado para avaliação citológica. É
importante lembrar que não faz
diagnostico, só levamos em conta
resultados positivos da citologia, caso
venha negativo não podemos descartar
câncer e será solicitado MMG.
 Ultrassonografia das mamas:Ultrassonografia das mamas: é um método que assegura boa diferenciação entre nódulos sólidos e
císticos.
BENIGNIDADE MALIGNIDADEBENIGNIDADE MALIGNIDADE
 Diâmetro laterolateral mauor que o
craniocaudal
 Ecogenicidade homogênea
 Bordas bem delimitadas
 
Pseudocápsulas ecogênicas fina
 Sombras laterais à lesão
 Roforço acústico posterior
 Margens irregulares
 Hipoecogenicidade e textura heterogênica
(achado inespecífico)
 Diâmetro craniocaudal (anteroposterior)
maior do que o diâmetro laterolateral (nódulomais que largo)
 Presença de sombra acústica posterior
 Contornos microlobulares
 Mamografia das mamas (MMG):Mamografia das mamas (MMG): é o método principal e seguro de auxílio ao exame clinico no câncer
de mama. É um exame radiolológico realizado no mamógrafo que compreende pelo menos duas
incidências principais: mediolateral obliqua e craniocauldal. Com essas duas incidências devemos
identificar localização do nódulo nos quadrantes mamários.
 
 
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BENIGNIDADE MALIGNIDADEBENIGNIDADE MALIGNIDADE
 Calcificações grosseiras
 Nódulos com contornos regulares e nítidos
(pipoca)
 Microcalcificações pleomórficas agrupadas
 Nódulos espiculados, sem margens definidas
O BI-RADS estabelece categorias para a classificação dos achados mamograficos, e foi adotada pela
Sociedade Brasileira de Mastologia.
OBS:OBS: mulheres usuárias de implantes de silicone podem sim ser submetidas a mamografia. Deve ser
anotada na solicitação da mamografia uso de prótese mamaria ou a paciente informar no momento do
exame que tem implantes de silicone.
 
 
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CLASSIFICAÇÃO HISTOLÓGICA DO CÂNCER DE MAMACLASSIFICAÇÃO HISTOLÓGICA DO CÂNCER DE MAMA
O mais comum é um carcinoma infiltrante, o carcinoma ductal infiltrante (70-80%)
Temos vários cânceres, para ficar mais fácil para a prova memorizamos que todo carcinoma é um
câncer, exceção temos a doença de paget, que é um câncer e não leva carcinoma no nome.
BIOPSIABIOPSIA
1-Core biopsia (punção com agulha grossa ou 1-Core biopsia (punção com agulha grossa ou biopsia de fragmento ou biopsia percutânea com biopsia de fragmento ou biopsia percutânea com agulhaagulha
grossa)grossa)
É um procedimento ambulatorial realizado com anestesia local, com um dispositivo em forma de pistola
que se dispara é realizado e coletado vários fragmentos de tecido mamário para o exame
histopatológico, antes de realizar o procedimento é necessário realizar uma pequena incisão na pele
com um bisturi. É um método barato, semelhante a uma biopsia cirúrgica e a paciente não necessita
ficar internada. (No curso CPMED falaram que podem perguntar que tipo de biopsia, indicaríamos esta,por ser um procedimento ambulatorial e teríamos que mostrar o aparelho, mas não sendo necessário
saber o seu manuseio).
2-Mamotomia (biopsia percutânea a vácuo)2-Mamotomia (biopsia percutânea a vácuo)
Sai em vantagem a core biopsia por conseguir coletar uma quantidade de material melhor. O problema
é seu custo elevado e pequena biodisponibilidade.
3-Biopsia cirúrgica3-Biopsia cirúrgica
Método mais tradicional e maior biodisponibilidade. Temos a incisional: quanto se tira parte da lesão;
excisional: retirada total da lesão.
 
 
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CASO CLÍNICO 16CASO CLÍNICO 16 – – INFERTILIDADE: INFERTILIDADE: 
Juscelina chega ao consultório acompanhada de seu esposo Arnaldo, referindo dificuldade para
engravidar.
Faça Anamnese dirigida, solicitar exames, conduta.
INFORMAÇÕES QUE SERÃO COLHIDASINFORMAÇÕES QUE SERÃO COLHIDAS
 Nomes completos: Juscelina Martins Teixeira e Juscelino Teixeira
 Idade: Juscelina 29 anos e Juscelino 30 anos
 Relações sexuais: 4 a 6 vezes por semana
 Juscelina refere dispaurenia leve
 
Características do ciclo: Juscelina refere ciclo irregular, com dismenorreia, intervalo de 24-34 dias,duração de 2-8 dias, fluxo normal
 Antecedentes Patológicos: Juscelina refere nunca ter tido DST’s, sem presença de leucorreia, mas simde dismenorreia, não apresenta hirsutismo.
 Métodos contraceptivos: Juscelina afirma que não utiliza métodos contraceptivos há mais de 18
meses
 Antecedentes Patológicos: Arnaldo afirma não ter apresentado trauma genital, varicocele, infecções,
nem caxumba ou DST’s, nem uretrite. 
 Paridade pregressa: Arnaldo tem 2 filhos de outro relacionamento e Juscelina não tem filhos.
 O candidato apresentou-se ao casal, falou seu próprio nome e perguntou o nome dos dois (considerar
adequado apenas se perguntar o nome dos dois).
 O candidato comunicou-se adequadamente, envolvendo o casal na consulta, utilizando linguagem
acessível e dirigindo-se ao casal, evitando direcionar a consulta exclusivamente para um dos cônjuges.
 O candidato perguntou a idade da mulher e do esposo (considerar adequado apenas se perguntar dos
dois).
 O candidato perguntou sobre a regularidade da atividade sexual do casal.
 O candidato perguntou sobre queixas ou problemas relacionados à vida sexual do casal (considerar
adequado se perguntar, pelo menos, dois dos seguintes: dispareunia, sangramento, ejaculação precoce,
disfunção erétil, anorgasmia, alteração de desejo).
 O candidato perguntou sobre as características do ciclo menstrual da paciente: intervalo e
duração/intensidade do fluxo menstrual.
 O candidato investigou, pelo menos, DOIS dos seguintes fatores de risco para infertilidade feminina
(infecções genitais, DST’s, cirurgias pélvicas ou abdominais, endometriose, dismenorreia, SOP,
galactorréia).
 O candidato interrogou sobre o uso de métodos contraceptivos, caracterizando que o casal não utiliza
métodos contraceptivos há mais de 12 meses.
 O candidato investigou pelo menos, DOIS dos seguintes fatores de risco para infertilidade masculina
(trauma genital, varicocele, infecções, caxumba, DST’s, uretrite) 
 O candidato questionou se algum deles já tinha filho de outro relacionamento.
 O candidato informou corretamente ao casal que realmente se tratava de um caso de infertilidade e que
necessitava investigação (mais de um ano mantendo atividade sexual regular, sem uso de métodos
anticoncepcionais).
 O candidato solicitou e explicou ao casal a necessidade de avaliar a ocorrência de ovulação (USG TV
seriada, dosagem de progesterona na segunda fase do ciclo ou no 21º dia, biópsia endometrial na
segunda fase do ciclo – considerar adequado se solicitar corretamente um dos métodos acima para
investigação de ovulação e se explicar ao casal a necessidade de exame).
 
 
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 O candidato solicitou e explicou ao casal a necessidade de realização de espermograma, mesmo
com o antecedente do esposo ter 2 filhos de outro relacionamento.
 O candidato solicitou e explicou ao casal a necessidade de histerossalpingografia (para avaliar
permeabilidade das tubas uterinas).
 O candidato indagou se o casal tinha alguma dúvida adicional e planejou retorno para apresentação
dos exames.
ADENDO INFERTILIDADEADENDO INFERTILIDADE
 Ausência de gravidez após um ano de coito desprotegido.
 Classificação:Classificação: Infertilidade Primária (ausência de gestação prévia) – Infertilidade Secundária (presença
de gestação prévia, mas não necessariamente com um nascido vivo)
AVALIAÇÃO DO CASALAVALIAÇÃO DO CASAL
 Frequência das relações sexuais
 Tempo de coito sem contracepção
 Idade da mulher
 Paridade Prévia (<35 anos = espera 12 meses para investigar ... >35 anos = 6 meses ou investiga
imediatamente)
 Causas:Causas: Fator Masculino (35%) ; Fator Tuboperitoneal (35%); Fator Ovulatório (15%); Sem causa
aparente (10%); Outros (5%) 
PROPEDÊUTICA MASCULINAPROPEDÊUTICA MASCULINA
 Anamnese (hábitos, cirurgia, traumas, história sexual, disfunção erétil, ejaculação precoce,
características secundárias)
 Espermograma (2 amostras no mínimo, ficar em abstinência 2-3 dias, repete em 12 semanas, máximo
1 hora para análise [volume normal 1.5ml])
PROPEDÊUTICA FEMININAPROPEDÊUTICA FEMININA
 
Anamnese (hábitos, história menstrual, história reprodutiva prévia, história familiar de mal formações)
 Fator Ovulatório (buscar anovulação e alteração da função lútea [solicitar USGTV seriada; dosagem de
P4; solicitar FSH e Estradiol])
 Fator Tuboperitoneal (lesões tubáricas são sequelas de DST’s, BK, cirurgia e endometriose [solicitar
Histerossalpingografia entre 2º e 5º dias após término da menstruação])
 Fator Uterino e Cervical (solicitar USGTV e Histerossalpingografia)
 Infetilidade Sem Causa Aparente – ISCA (se tudo normal, esse é o diagnóstico, que é de exclusão)
 
TRATAMENTOTRATAMENTO
Mudanças de hábitos de vida (Tabagismo, Alcool, Cafeína)
Modulação do Peso (IMC>17 e <27kg/m² é objetivado)
INDUÇÃO DA OVULAÇÃO:INDUÇÃO DA OVULAÇÃO: 
 Citrato de Clomifeno (50-150mg começando do 3º ao 5º dia do ciclo durando 5 dias)
 Gonadotrofinas (quando não há resposta ao clomifeno – dá no 3º dia do ciclo 75u/d de FSH por 5-6d)
 Metformina (para pacientes com resistência insulínica – associar com clomifeno)
TRATAMENTO PARA SITUAÇÕES ESPECIAIS:TRATAMENTO PARA SITUAÇÕES ESPECIAIS:
 Falência Ovariana Precoce – Doação de óvulos
 Falha dos outros tratamentos – Reprodução Assistida
TRATAMENTO DO FATOR MASCULINO:TRATAMENTO DO FATOR MASCULINO:
 Fertilização in Vitro
 Injeção Intracitoplasmática de SPZ
 Cirurgia – para Varicocele e caso haja feito Vasectomia
 Doação de Sêmen (Azoos ou Oligospermia)
 
 
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PEDIATRIAPEDIATRIA 
 
 
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ADENDOADENDO – – ALEITAMENTO ALEITAMENTO
CHECK LISTCHECK LIST
1 ACOLHIMENTO:1 ACOLHIMENTO:
1.1 Identifica-se à mãe do RN como médico e a cumprimenta
1.2 Solicita dados de identificação da criança (data de nascimento/ nome) e o CARTÃO DA CRIANÇA
2 ANAMNESE:2 ANAMNESE:
2.1 Investiga o motivo da consulta e os hábitos intestinais do RN (número e aspecto das evacuações,
ocorrência de cólicas)
2.2 Investiga como ocorreu o parto e as condições da criança ao nascer (IG, choro ao nascer,
respiração, tônus, cianose), buscando confirmar o APGAR descrito na ficha de informações da criança
2.3 Investiga a adequação do aleitamento materno (produção de leite, qualidade da mamada)
2.4 Investiga uso de mamadeiras, chupetas, chás, água, fórmulas infantis? (Pelo menos 3)
2.5 Investiga se a criança tomou as vacinas BCG/ HEPATITE B
33 ORIENTAÇÕES:ORIENTAÇÕES:
3.1 Orienta a mãe sobre o aleitamento materno exclusivo, em livre demanda e a tranquiliza sobre as
evacuações liquidas, cólicas e perda de peso do RN
3.2 Orienta sobre cuidado gerais (banho, queda do cordão umbilical, higiene na região perianal, sono) e
sobre retornos, destacando periodicidade e calendário de vacinação
3.3 Pergunta a mãe se tem alguma dúvida sobre o que lhe foi explicado
44 ATITUDE:ATITUDE:
4.1 Comunica-se com linguagem acessível
4.2 Escuta atentamente a mãe do RN
4.3 Interage com respeito à mãe do RN
TIPOS DE ALEITAMENTOSTIPOS DE ALEITAMENTOS
 Aleitamento Materno Exclusivo (AME)Aleitamento Materno Exclusivo (AME) o bebê recebe apenas leite materno como alimentação
diretamente do seio materno ou ordenhado, sem qualquer outro alimento líquido ou sólido (exceto:exceto: 
vitaminas, Sais de hidratação ou medicamentos).
 Aleitamento Materno Predominante (AMP)Aleitamento Materno Predominante (AMP) o bebê recebe na alimentação outros líquidos (sucos,
chás e agua) além do leite materno.
 Aleitamento Materno Complementado (AMC)Aleitamento Materno Complementado (AMC) o bebê recebe alimentos sólidos e semi-sólidos
(papas de frutas e legumes) além do leite materno. (não inclui leite de outras espécies)
 Aleitamento Materno Misto ou ParcialAleitamento Materno Misto ou Parcial o bebê recebe outros tiposde leite (vaca, cabra e soja)
além do leite materno.
 Aleitamento maternoAleitamento materno quando a criança recebe o leite materno (direto da mama ou ordenhado),
independentemente de receber ou não outros alimentos.
OBS:OBS: A recomendação do MS é que a alimentação do bebê seja Aleitamento Materno Exclusivo (AME)
até os 6 meses e Aleitamento Materno Complementado entre 6 meses e 2 anos.
FISIOLOGIA DA LACTAÇÃOFISIOLOGIA DA LACTAÇÃO
 Estrogênios Durante a gravidez têm a função de proliferar os ductos galactíferos assim como suas
ramificações
 Progesterona tem a função de estimular o crescimento dos alvéolos.
 
Prolactina

 função de produção do leite materno
 Ocitocina:
 Função de contração das células mioepiteliais fazendo a ejeção deste leite
 Estimula a contração da musculatura lisa do útero (Reflexo de Fergunsson) contribuindo assim
para a formação do globo de segurança de Pinard, evitando grandes sangramentos.
 Após o nascimento diminui a P4 e aumenta a forma ativa da prolactina, com isso acontece a
APOJADURA, que é ejeção do leite nas primeiras 72 pós-parto , sem que aja sucção do mamilo pelo RN.
 A adrenalina inibe a secreção de oxitocina não há ejeção de leite eficaz diminuindo a produção de leite.
 
 
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LEITE HUMANO x LEITE DE VACALEITE HUMANO x LEITE DE VACA
Vantagens do leite humano:Vantagens do leite humano: mais energia, gordura, lactose, vitaminas (o que auxilia no ganho ponderal
do lactente), ferro ( maior absorção, prevenção fisiológica de anemia)
Possui menos: proteína, sódio:
CARACTERÍSTICAS CARACTERÍSTICAS LEITE LEITE HUMANO HUMANO LEITE LEITE DE DE VACAVACA
PROTEÍNASPROTEÍNAS
Menos proteínas:Menos proteínas:
Menor % de caseína (20)
Mais Proteínas (3 x mais):Mais Proteínas (3 x mais):
Maior % de caseína (80) 
formação de coalho mais
duro, dificultando a digestão
PRINCIPALPRINCIPAL
PROTEÍNAPROTEÍNA
Alfalactoalbumina Humana Belactoglobulina (+
alergênica) 
ELETRÓLITOSELETRÓLITOS
Menor quantidade:Menor quantidade:
 Principalmente de Sódio
 Impede a sobrecarga renal
Maior quantidade:Maior quantidade:
 Aumenta a sobrecarga renal
 Aumenta o risco de
desidratação hipertônica
GORDURASGORDURAS
Mais gordura BOA:Mais gordura BOA:
 Colesterol (lava o individuo a ser um bom
metabolizador na vida adulta)
 Lipase (quebra da gordura)
 Lipídios insaturados de cadeia longa:
 Ácido linoleico
 Ácido alfalinoleico
 Lipidios Poliinsaturados de cadeia muito longa 
PUFAs (ácido docosaexaenoico e ácido aracdônico)
OBS: lipídios tem ação primordial no desenvolvimento
neuropisicomotor e formação da retina.
Menos gordura BOA:Menos gordura BOA:
 Saturados em excessos
 Insaturados vão ser
insuficientes
LACTOSELACTOSE
(GALACTOSE +(GALACTOSE +
GLICOSE)GLICOSE)
Maior quantidade de lactose:Maior quantidade de lactose:
 Amolecimento das fezes pelo açúcar não digerido
(hipertonicidade intestinal)
 pH intestinal ácido ajuda na flora sp. De
lactobacilos e aumenta a absorção de cálcio.
Menor quantidade de lactose:Menor quantidade de lactose:
(vai ser o oposto do leite
humano)
FERROFERRO
Baixa concentração com Baixa concentração com maior biodisponibilidade:maior biodisponibilidade:
 Pela lactoferrina se une ao ferro e só disponibiliza
no sítio de absorção, evitando o consumo de ferro
pelos patógenos entéricos.
 Pelo pH intestinal ácido
 Absorção do Ferro é de 50%
Baixa concentração sem aBaixa concentração sem a
biodisponibilidade:biodisponibilidade:
Absorção de 10 % do Ferro
VANTAGENS DO ALEITAMENTO MATERNOVANTAGENS DO ALEITAMENTO MATERNO
PARA A MÃE:PARA A MÃE:
1- Prevenção de hemorragia pós-parto pelo reflexo de Fergunson
2- Método contraceptivodesde que cumpra três critérios:
a) a mãe esteja em AME ou AMP
b) seja nos primeiros 6 meses pós-parto
c) e que esteja em amenorreia
OBS: Esta proteção contraceptiva é de aproximadamente 98% (cumprindo os três critérios)
3- Remineralização óssea mães que amamentaram têm menor incidência de fratura patológica pós-
menopausa
4- Reduções do Risco câncer de mama e ovário
5- Proteção contra DM2
6- Perda ponderal: o gasto energético de uma mãe que amamenta é de aprox. 704Kcal/dia
7- Economia e eficácia: o leite materno é limpo, barato e bom para o bebê
 
 
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LAMEDLAMED – LLorena;orena; AAlisson;lisson; MMaicon;aicon; EElisa elisa e DDaiane aiane Dezembro, Dezembro, 2015 2015 - - BrasilBrasil
PARA O BEBÊ:PARA O BEBÊ:
1- Composição nutricional, metabólica e imunológica ideal para o sistema renal em amadurecimento e
gastrointestinal
2- Prevenção de doenças: (é maior quando é em AME):
a) Redução de doenças Respiratórias (em 50%)
b) Redução de doenças diarreicas (em 66%)
c) Diminuição de Distúrbios hidroeletrolíticos secundários (desidratação, hiponatremia e
hipocalemia)
d) Diminuição de doenças imunoalérgicas (asma, bronquite, dermatite atópica, sibilancia
recorrente)
e) Diminuição de doenças crônicas:
 Canceres (leucemias, linfomas e doença de Hodgkin)
 Gastrointestinais (doença celíaca, Crohn, Retocolite ulcerativa)
 Metabólicas (DM I e II,obesidade, hipercolesterolemia)
 Cardiovasculares: redução da PA sistêmica
3- Melhor desenvolvimento cognitivo
4- Desenvolvimento da cavidade oral: o aleitamento materno produz o desenvolvimento do sistema
estomatognático.
FATORES DE PROTEÇÃO DO LEITE HUMANOFATORES DE PROTEÇÃO DO LEITE HUMANO
FATORES ESPECÍFICOS:FATORES ESPECÍFICOS:
1- IgA (principal) na forma de IgA secretória, que reveste a mucosa intestinal, impedindo a agressão
por bactérias, toxinas ou antígeno estranhos.
2- IgM
3- IgG
FATORES NÃO ESPECÍFICOS:FATORES NÃO ESPECÍFICOS:
1- Fator Bífido favorece o crescimento do lactobaci llus bífidos, fazem parte da flora saprófita,
impedindo a proliferação de microrganismos, e juntamente com a lactose determinam um pHintestinal ácido (acidificação fecal)
2- Lisozima ação bactericida e anti-inflamatória, produzida por neutrófilos e macrófagos, age
através da lise da parede celular de bactérias Gram-positivas e negativas.
3- Lactoferrina indisponibiliza o ferro para agentes patógenos (staphylococcus sp.; E.Coli sp. e
Cândida sp.)
4- Lactoperoxidase enzima ativa contra estreptococos
5- Lipase atua contra parasitas como Giardia lamblia e Entamueba histolytica
 
MODIFICAÇÕES DO LEITE MATERNOMODIFICAÇÕES DO LEITE MATERNO
1-1- COLOSTRO (3-5 DIAS APÓS O PARTO):COLOSTRO (3-5 DIAS APÓS O PARTO):
 Leite Imaturo
 Mais proteínas e eletrólitos
 Maior concentração de vitaminas lipossolúveis (principalmente a vit. A, que dá a coloração
amarelada)
 Maior concentração de IgA
 Basicamente um exsudato plasmático
2-2- LEITE DE TRANSIÇÃO (‘6LEITE DE TRANSIÇÃO (‘6-10 DIAS)-10 DIAS)
3-3- LEITE MADURO (> 15 DIAS):LEITE MADURO (> 15 DIAS):
 Maior lactoseMaior lactose
 Maior gorduraMaior gordura
 Leite anterior (solução) ralo e doce, contendo mais proteínas e lactose e IgA
 Leite no meio da mamada (suspensão) maior quantidade de caseína
 Leite posterior (emulsão) maior quantidade de gordura, o que dá a sensação de saciedade.
 
 
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TÉCNICA DE AMAMENTAÇÃOTÉCNICA DE AMAMENTAÇÃO
POSICIONAMENTO PEGAPOSICIONAMENTO PEGA
 Criança bem apoiada
 Cabeça e tronco no mesmo eixo
 Corpo próximo da mãe
 Rosto de frente para mama
 Boca do bebê bem aberta
 Lábio inferior evertido
 Aréola mais visível acima da boca
 Queixo toca a mama
PRINCIPAIS QUEIXAS MATERNAPRINCIPAIS QUEIXAS MATERNA
“LEITE FRACO”:“LEITE FRACO”: pela coloração que é aguada em relação ao leite de vaca, reafirmar que leite fraco não
existe.
Conduta:Conduta: Orientar:Orientar: à mãe quanto à importância do leite materno, seus benefícios, nutrientes e
vantagens em relação ao leite de vaca e fórmulas infantis/mamadeiras. Correção da PEGA e
POSICIONAMENTO. Aleitamento materno exclusivoà livre demandaexclusivo à livre demanda até 6 meses e complementar dos
6 meses aos 2 anos como mínimo.
“POUCO LEITE”:“POUCO LEITE”:
 CausadaCausada: por erro na técnica de amamentação e ou pela baixa frequência de sucção das mamas.
 DxDx: se após esgotar as duas mamas o RN fica insatisfeito dorme mal ou acorda chorão, urina < 8x/dia
perde peso. Pedir que por favor a mãe mostre a forma que amamenta seu filho, em sua presença, e
conforme a demonstração corrigir técnica de pega e posição.
 Conduta:Conduta: Orientar à mãeOrientar à mãe:
 Quanto à importância do leite materno, seus benefícios, nutrientes e vantagens em relação ao leite
de vaca e fórmulas infantis/mamadeiras.
 Manter a sucção frequente, durante 3-4dias, se necessário a cada hora.
 Correção da PEGA e POSICIONAMENTO.
 Aleitamento materno exclusivo à livre demanda até 6 meses
 A partir dos 6 meses a criança terá um aleitamento complementado (papas de frutas/papas de sal
 – leguminosas, hortaliça, proteína animal, cereal, verdura)
 Quando completa o aleitamento com papa se mantém até 2 anos no mínimo
“NÃO TENHO LEITE”:“NÃO TENHO LEITE”: a sensação de peito vazio, principalmente após o parto reforça o mito de não ter
leite, quanto antes amamentar mais cedo ocorrerá a apojadura
“O PEITO CAI”:“O PEITO CAI”: o comprometimento estético da mama decorre das alterações gravídicas e não do fato
da mulher amamentar.
PRINCIPAIS PROBLEMAS MAMÁRIOSPRINCIPAIS PROBLEMAS MAMÁRIOS 
 ANTECEDENTES PATOLÓGICOS:ANTECEDENTES PATOLÓGICOS: trauma local, medicamentos.
 ANTECEDENTES NÃO PATOLÓGICOS:ANTECEDENTES NÃO PATOLÓGICOS: dieta, alcoolismo, tabagismo, drogas.
 EXAME FÍSICO MÃE:EXAME FÍSICO MÃE: Cor do tecido mamário; quaisquer erupções cutâneas incomuns ou descamação /
assimetria / procura de alterações na aréola (tamanho, forma e simetria) / alterações na orientação dos
mamilos (desvio da direção em que os mamilos apontam) / achatamento ou inversão; ou evidência de
secreção mamilar, como crostas em torno do mamilo / Presença de ingurgitamento mamário, inflamação/
Presença de leite à ordenha manual / Dor/ Pedir que por favor a mãe mostre a forma que amamenta seu
filho, em sua presença, e conforme a demonstração corrigir técnica de pega e posição.
1. FISSURAS:FISSURAS: 
 São lesões de continuidade lineares e concêntricas à pele do mamilo.
 Ocorrem por:Ocorrem por:
 Má técnica de amamentação,
 Mamilos curtos ou invertidos,
 Disfunções orais da criança (ex: freio lingual curto)
 Higiene desnecessária da aréola
 Por oferecimento de mamas ingurgitadas.
 
 
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 Condutas:Condutas:
 Orientar a técnica de amamentação correta (pega e posicionamento)
 Começar o aleitamento pela mama menos afetada
 Passar o próprio leite nos mamilos rachados e deixa-lo secar ao ar livre
 Ordenhar a mama antes da mamada
 Mudança de posição (cavaleiro, deitada ou invertida)
 NãoNão usar sutiã muito apertado, que empeça o arejamento do mamilo
 NãoNão usar pomadas ou anti-sépticos.
 Lembram a mãe que, se aparecer sangue na boca do bebe ou em vômitos, não há problema.
2. INGURGITAMENTO:INGURGITAMENTO: 
 Composto por 3 fatores: acúmulo de leite, congestão vascular e obstrução linfática
 Manifestando:Manifestando:
 Aumento de volume (semsem hiperemia e edema),
 Mamas doloridas,
 Calor e tensão nas mamas.
 Conduta:Conduta:
 Manter amamentação com maior frequência e livre demanda
 Ordenhar as mamas manualmente o excesso de leite
 Começar mamada pelo seio mais túrgido
 Realizar massagens circulares nas mamas
 Fazer compressas frias nos intervalos entre as mamadas (diminuir a produção de leite)
 Banho morno auxilia na liberação do leite
 Se necessário usar analgésicos e anti-inflamatórios
3. MASTITE:MASTITE: 
 Inflamação da mama localizado em um quadrante, pode esta em ambas as mamas (pode formar um
abscesso)
 Agente infeciososAgente infeciosos S. aureus (95%) E.Coli e estreptococos representam os 5 % restantes
 
Conduta:Conduta: Manter a amamentação mesmo com infecção
 Esvaziar as mamas
 Ordenha da mama
 Analgésicos, anti-inflamatórios (ibuprofeno)
 Antibióticos (cefalexina ou amoxicilina com clavulanato em tratamento ambulatorial ou oxacilina para
tratamento hospitalar).
4. ABSCESSO:ABSCESSO: 
 Complicação da mastite.
 Caracterizado por:Caracterizado por: dor intensa, nodulação palpável e febre.
 Agente infeciosoAgente infecioso principalmente pelo S. aureus
 Conduta:Conduta:
 Drenagem cirúrgica com uso de antibióticos sistêmicos.
 Se a incisão for longe da aréola podemos até mesmo manter o aleitamento.
5.5. CANDIDÍASE:CANDIDÍASE:
 Lesão mamária porcândida albicans, geralmente transmitida pela criança.
 Caracterizado por:Caracterizado por: Dor, rubor, prurido e descamação da pele.
 Conduta:Conduta:
 Devemos realizar ventilação e exposição dos mamilos ao sol,
 Ferver chupetas e bicos por 20 min (fonte de contaminação)
 Uso de nistatina, cetoconazol ou ainda miconazol por 14 dias e usar nistatina oral na criança mesmo
que ela não tenha sintomas.
 Se o Tto não for efetivo: usar fluconazol VO 14-18 dias para a nutriz
6.6. GALACTOCELE:GALACTOCELE:
 Cistos presentes em meio ao tecido mamário, onde há grande produção de leite. 
 CondutaConduta: excisão cirúrgica devido a sua tendência de recidiva
 
 
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7.7. SÍNDROME DE RAYNAUD:SÍNDROME DE RAYNAUD:
 Ocorre por isquemia intermitente do mamilo. 
 Causas prováveis:Causas prováveis: compressão do mamilo, trauma, exposição ao frio 
 Caracterizado por:Caracterizado por: palidez, dor, queimação que podem durar de minutos até horas 
 Conduta:Conduta:
 Compressas mornas 
 Nifedipina, 
 Vit.B6,
 Suplementação de cálcio e magnésio,
 Ibuprofeno 
 
CONTRAINDICAÇÕES ABSOLUTAS DO ALEITAMENTO MATERNO NO LACTENTECONTRAINDICAÇÕES ABSOLUTAS DO ALEITAMENTO MATERNO NO LACTENTE
GALACTOSEMIAGALACTOSEMIA é um erro no metabolismo da galactosa devido à deficiência das enzimas: GALT, GALE e
lactoquinase. Neste caso o lactente deve usar leite de soja.
CONTRAINDICAÇÕES RELATIVAS DO ALEITAMENTO MATERNO NO LACTENTECONTRAINDICAÇÕES RELATIVAS DO ALEITAMENTO MATERNO NO LACTENTE
FANILCETONÚRIAFANILCETONÚRIA é uma doença caracterizada pela deficiência na conversão de fenilalanina em tirosina.
Neste caso devemos suspender o aleitamento por 5 dias e dar dieta isenta de fenilalanina. Conforme a
concentração de fenilalanina vai decrescendo podemos reintroduzir o leite materno novamente. (manejo
difícil) (teste do pezinho).
CONTRAINDICAÇÕES ABSOLUTAS DO ALEITAMENTO MATERNO NA MÃECONTRAINDICAÇÕES ABSOLUTAS DO ALEITAMENTO MATERNO NA MÃE
1-1- HIVHIV
2-2- HLTV 1 E 2HLTV 1 E 2
3-3- USO DE MEDICAMENTOS:USO DE MEDICAMENTOS:
 Antineoplásicos (com exceção do metotrexate e bleomicina)
 Imunossupressores
 Radiofármacos
 Amiodarona
 Sais de Ouro
 ACO
 Drogas de vícios e abusos (todas)
CONTRAINDICAÇÕES RELATIVAS DO ALEITAMENTO MATERNO NA MÃECONTRAINDICAÇÕES RELATIVAS DO ALEITAMENTO MATERNO NA MÃE
1. Psicose puerperal, eclampsia, e choque.
2. Lesões herpéticas ativas, se a localização forem em outro sítio que não seja a mama, pode
amamentar desde que estejam tapadas e com medidas preventivas como lavagem das mão e uso
de luvas (esta última somente se tiver lesões nas mãos)
3. Varicela materna se adquirido 5 dias antes do parto e 2 dias após o parto contra-indicam
temporariamente o aleitamento materno, o leite deverá ser ordenhado e oferecido ao bebe, o
contato de mãe/filho deve ocorrer apenas na fase de crostas.
4. Tuberculose pode amamentar desde que a mãe use máscara durante o período bacilífero (3
primeiras semanas de tratamento) e ambiente arejado, No RN uso de isoniazida profilática
(10mg/kg/dia por 3 meses) com suspensão da BCG, depois de 3 meses faz o teste tuberculínico
(PPD): Não reator (<5mm) vacina com BCG.
 Reativo (>5mm) + sintomático inicia o tratamento.

 
Reativo (>5mm) + NÃONÃO sintomático mais 6 meses de isoniazida e não precisa vacinar com BCG.5. Doença de Chagas será suspenso o aleitamento na fase aguda ou quando houver lesões
sangrantes no mamilo.
6. Hanseníase não deve amamentar quando encontram-se sem tratamento ou com um período
inferior a 3 meses de tratamento com sulfona ou 3 semanas com rifampicina.
LEGISLAÇÃO SOBRE LICENÇA MATERNIDADE E LEGISLAÇÃO SOBRE LICENÇA MATERNIDADE E PATERNIDADEPATERNIDADE
A nossa Constituição de 1988 garante licença maternidade por 120 dias (4 meses) que poderá ser
estendido por mais 60 dias (180 dias ou 6 meses) desde que seja solicitado à empresa empregadora até
o primeiro mês de pós-parto. A licença paternidade é de 5 dias.
NÃO CONTRA-INDICAMNÃO CONTRA-INDICAM
O ALITAMENTO:O ALITAMENTO:
1-1- HHepepatatiite te B e B e CC
2-2- TuTubberercuculolosese
 
 
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ANEMIA FISIOLÓGICA DO LACTENTEANEMIA FISIOLÓGICA DO LACTENTE
 O declínio das cifras de hemoglobina entre 8 e 12 semanas de vida até cifras entre 9 e 11 g/dl é considerada
como Anemia Fisiológica e ocorre por diminuição dos níveis de eritropoetina como consequência ao
aumento da SaO2 após o nascimento.
 Não é necessário tratamento, pois assim que os sensores hepáticos e renais detectam níveis anormalmente
baixos de hemoglobina a produção de eritropoetina recomeça novamente e restabelece os níveis de
hemoglobina.
ANEMIA FERROPRIVAANEMIA FERROPRIVA
Anemia é um processo patológico no qual a concentração de hemoglobina encontra-se anormalmente
baixa, quando esta anemia é causada por deficiência de ferro a chamamos de Anemia Ferropriva. Para fins
operacionais consideramos anemia:
 6 meses e 59 meses (4 anos e 11 meses): Hb < 11g/dl
 5 anos e 11 anos: Hb < 11,5g/dl
 12 anos e 14 anos: Hb < 12g/dl
Devemos lembrar que a Anemia Ferropriva é a anemia mais comum que há no mundo. Na falta de ferro no
organismo a medula óssea não produz hemoglobina. A Anemia Ferropriva pode trazer sérias consequências
no crescimento e desenvolvimento das crianças e por isso devemos atuar de forma preventiva e saber
diagnosticar e tratar precocemente esta entidade nosológica.
PRINCIPAIS FATORES ETIOLÓGICOS DA ANEMIA FERROPRIVA SÃOPRINCIPAIS FATORES ETIOLÓGICOS DA ANEMIA FERROPRIVA SÃO:
 Aporte inadequado de ferro na dieta
 Baixa reserva de ferro: prematuridade, gemelaridade e anemia materna grave
 Defeito na absorção intestinal
 Defeito no transporte e metabolismo do ferro
 Aumento das perdas: parasitose intestinal, sangramento ou tumores intestinais
DIAGNÓSTICO LABORATORIAL DA ANEMIA FERROPRIVA:DIAGNÓSTICO LABORATORIAL DA ANEMIA FERROPRIVA:
11-ferritina baixa < 20ug/dl (a ferritina é o melhor parâmetro para medir a reserva de ferro no organismo)
2-2-ferro sérico diminuído
3-3-Anemia microcítica (VCM baixo) e hipocrômica (HCM e CHCM baixos) com:
 Hb baixa,
 anisocitose (hemácias de diferentes tamanhos)
 RDW (amplitude de variação do tamanho das hemácias)
TRATAMENTO:TRATAMENTO: Terapêutico: 3 a 5 mg/Kg/dia por 4 meses 
PROFILAXIA CONTRA ANEMIA FERROPRIVA (SBP, MS E ACADEMIA AMERICANA DE PEDIATRIA):PROFILAXIA CONTRA ANEMIA FERROPRIVA (SBP, MS E ACADEMIA AMERICANA DE PEDIATRIA):
1-1- A termo >2,5kgA termo >2,5kg
 < 6 meses em AME ou Fórmula infantil não recebe 
 >> 6 meses recebe 1mg/kg/dia de Fe elemental até 2 anos (exceto se recebe > 500ml/dia de
Fórmula Infantil) 
2-2- Prematuro (< 37 semanas ou < 2,5kg) Recebe de 30 dias-2 anos:Prematuro (< 37 semanas ou < 2,5kg) Recebe de 30 dias-2 anos:
 1º ano:1º ano:
 < 2500 2mg/kg/dia
 < 1500 3mg/kg/dia 
 << 1000g 4mg/kg/dia 
 2º ano2º ano 1mg/kg/dia 
OBS: LEMBRANDO QUE 1 GOTA DE SULFATO FERROS TEM 1,25MG DE FERRO ELEMENTAROBS: LEMBRANDO QUE 1 GOTA DE SULFATO FERROS TEM 1,25MG DE FERRO ELEMENTAR. 
REPOSIÇÃO DE VITAMINA A:REPOSIÇÃO DE VITAMINA A:
A reposição de vitamina A f o MS recomenda em regiões de alta prevalência de hipovitaminose , Nordeste,
Vale do Jequitinhonha e Mucuri (Minas Gerais).
 Lactentes de 6-11 meses: 100.000UI uma vez a cada 6 meses
 Lactentes de 11-59 meses: 200.000 UI uma vez a cada 6 meses
REPOSIÇÃO DE VITAMINA D:REPOSIÇÃO DE VITAMINA D:
A reposição de vitamina D faz-se somente quando:
 Lactente em aleitamento materno e não exposição ou Lactente que não receba no mínimo
500ml/dia de formula infantil.DoseDose 200 UI/ dia de vit. D dia oral até 18 meses.
 
 
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CASO CLÍNICO 1CASO CLÍNICO 1 – – ICTERÍCIA: ICTERÍCIA:
Paciente RN de 60hs de nascido de parto normal sem intercorrências, a termo, pesando 3100gr,
medindo 49cm, mãe realizou pré - natal, onde a mesma percebeu que seu filho estava amarelo.
Além disso, relata choro irritável, a todo momento e que seu filho perdeu peso.
Ex. Físico: Peso atual: 2690g
RN ictérico aproximadamente até o cordão umbilical
Realise o atendimento do Recém Nascido:
PARTE IPARTE I – – ANAMNESE: ANAMNESE:
 Cumprimentou a mãe e identificou-se de maneira adequada
 Estabeleceu clima harmônico na consulta, interagindo efetivamente com a mãe do paciente
 Ouviu com atenção as queixas da mãe do paciente, sem interrupção desnecessária
 Usou efetivamente linguagem não verbal (postura, gestual, atitude)
 Perguntou à mãe sobre algum incômodo durante a amamentação
 Solicitou à mãe uma demonstração da amamentação
PARTE IIPARTE II – – EXAME FISICO: EXAME FISICO:
 Solicitou o exame físico do RN
 Lavou as mãos
 Identificou icterícia clínica e qual área de Kramer
 Lavou as mãos e inspecionou presença de fissuras mamilares da mãe
PARTE IIIPARTE III – – INVESTIGAÇÃO DIAGNÓSTICA: INVESTIGAÇÃO DIAGNÓSTICA:
 Solicita laboratório de BI/BD e BT / Rh e ABO
 Investigou Fator de Risco para icterícia prolongada (história familiar de DÇ
hemolítica/vômitos/letargia/ baixo peso/urina escura/ fezes acólicas)
 Descarta incompatibilidade abo/RN
PARTE IVPARTE IV – – CONDUTA : CONDUTA :
 Descartou necessidade de fototerapia (gráfico)
 Identificou como icterícia do aleitamento materno
 Orientou o aleitamento materno de forma exclusiva, explicando corretamente a pega e o
posicionamento do RN ao lactar
 Orientou à mãe não passar nada além do próprio leite, banho de sol e seguir amamentando
 Indicou anti-inflamatório VO e analgésicos VO para a mãe
 Prestou atenção as inquietações da paciente, demonstrando empatia
 Expressou-se com clareza e segurança ao orientar a mãe
 Conferiu entendimento, perguntando se há duvidas
 Demonstra interesse em auxiliar a mãe do RN em sua situação de saúde
 
 
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ADENDOADENDO – – ICTERÍCIA ICTERÍCIA
ICTERICIA ASSOCIADA AO LEITE MATERNOICTERICIA ASSOCIADA AO LEITE MATERNO
PRECOCEPRECOCE ICTERÍCIA DO ALEITAMENTO MATERNO:ICTERÍCIA DO ALEITAMENTO MATERNO: aumento da circulação entero-hepatica, por uma
ingesta de leite insuficiente relacionada às dificuldades do início da amamentação e consequentemente
pela menor quantidade de eliminação de mecônio. 
Associada sempre ao 2º e 3º dia de vida e está ligada a sinais de dificuldades alimentares como
pega/posicionamento incorretos, perda de peso acentuada nos primeiros dias de vida.
TARDIATARDIA ICTERÍCIA DO LEITE MATERNO:ICTERÍCIA DO LEITE MATERNO: Início mais tardio, ao redor do 4º dia, sua concentração de
bilirrubina continua a subir até o 14° dia, podendo alcançar cifras de até 20-30mg/dl, se o aleitamento é
continuado esses níveis tendem a cair entre 4 a 12 semanas. Se suspenso, cai em 48h rapidamente. 
Esses RN não apresentam nenhuma alteração hemolítica ou hepática
Prova terapêutica: suspende-se o aleitamento por 24h deixando oRN com complemento.
A bilirrubinemia cai rapidamente, podendo ocorrer um discreto aumento à reintrodução do
aleitamento, porém, não atingindo os valores anteriores.
ICTERICIA FISIOLÓGICAICTERICIA FISIOLÓGICA
Atinge o nível de 5-6mg/dl por volta do 2° a 4° dia, podendo alcançar 12mg/dl, caindo para 2mg/dl
entre o 5° e 7° dia de vida
FR: filhos de mães diabéticas, raça oriental, PMT, altitude, policitemia, drogas (vitk3), eliminação tardia
de mecônio, histórico familiar de irmão que tiveram icterícia fisiológica.
 
ICTERICIA PATOLÓGICAICTERICIA PATOLÓGICA
 Surge nas primeiras 24h de vida
 Além da parte média abdominal
 Associada a sinais clínicos de anemia, sepse, dificuldade respiratória, hepatoesplenomagalia ou
qualquer outro sinal de Dç sistêmica
 Níveis de Bilirrubina que se ascendem rapidamente
 Persistência >3semanas
 Níveis que não diminuem com a fototerapia
 Níveis que se elevam em velocidade >0.5mg/kg/h
 Níveis elevados de BD
 Investigação diagnóstica: bilirrubina sérica e suas frações, tipo sanguíneo e fator Rh da mãe e RN,
teste de Coombs, eritrograma e contagem de reticulócitos, análise de sangue periférico (lâmina),
TSH/T4/pesquisa de galactoseia, deficiência de glicose 6-fosfato-deshidrogenase
HIPERBILIRRUBINEMIA NÃO FISIOLÓGICAHIPERBILIRRUBINEMIA NÃO FISIOLÓGICA
DIRETA:DIRETA:
MECANISMO: MISTO:MECANISMO: MISTO:
 Infecção congênita: 1- Toxoplasmose/ 2- Rubéola/ 3- CMV /4- Herpes Simples/ 5- Sífilis
 Sepse
 Asfixia
 Filho de mãe diabética
MECANISMO: OBSTRUÇÃO DE VIAS BILIARES:MECANISMO: OBSTRUÇÃO DE VIAS BILIARES:
 Atresia de vias biliares
 
SD de Rotor SD de Dublin-Johnson
 Cisto de colédoco
 Fibrose cística
 Tumor
MECANISMO: REDUÇÃO DE SECREÇÃO DE BD:MECANISMO: REDUÇÃO DE SECREÇÃO DE BD:
 Galactosemia
 Deficiência de alfa 1 antitripsina
 Tirosinemia
 
 
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INDIRETA:INDIRETA:
TESTE DE COOMBS NEGATIVO:TESTE DE COOMBS NEGATIVO:
 Hemoglobina alta: transmissão feto-fetal
 Transmissão materno-fetal
 Atraso no clampeamento do cordão
 PIG
 Hemoglobina baixa/normal Reticulócitos:Reticulócitos:
 Aumentado: esferocitose, estomatocitose, talassemia, Def. de glicose 6 fosfato
 Normal: hemorragia, hematoma/equimose, asfixia, Sd. Gilbert, Sd. Crigler Najar, aumento da
circulação entero-hepatica: estenose pilórica, obstrução intestinal, íleo meconial, íleo paralitico
TESTE DE COOMBS POSITIVO:TESTE DE COOMBS POSITIVO:
 Hemólise mediada imunologicamente
 Incompatibilidade Rh/ABO/outros grupos sanguíneos
NORMOGRAMA DE ICTERÍCIA NEONATALNORMOGRAMA DE ICTERÍCIA NEONATAL
ESCALA DE KRAMERESCALA DE KRAMER
 
 
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CASO CLÍNICO 2CASO CLÍNICO 2 – – CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO: CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO:
Jorge, 7 anos, chega ao consultório trazido pela mãe, que diz está preocupada com a baixa estatura de
seu filho.
Faça Anamnese direcionada, Exame físico direcionado (com medição de P.A.), Diagnóstico e conduta
terapêutica.
INFORMAÇÕES QUE SERÃO DADAS CONFORME INFORMAÇÕES QUE SERÃO DADAS CONFORME SOLICITADASSOLICITADAS
 Imunizações completas, mãe refere que o filho não quis mais tomar leite do peito aos 2 meses de idade.
 Alimentação: A criança costuma comer pão com presunto e queijo todos os dias de manhã e toma
leite e vitamina. No almoço come de tudo e em grande quantidade e toma refrigerante. Na escola
come salgados e toma refrigerante todos os dias. Ao chegar da escola come bolo ou pão e toma refri
ou suco. No jantar come o que tiver de comida e toma refrigerante.
 Rotina: Acorda as 10hrs toma um café da manhã bem reforçado e fica no computador até as 12:30hrs
que é o horário de almoço, come bastante pois necessita está bem alimentado para estudar na
escola, leva dinheiro para escola e come salgado e toma refrigerante no horário de intervalo, chega
em casa come um lanchinho e faz a atividade da escola, depois janta e fica jogando no vídeo game até
às 11 horas da noite, vê um pouco de TV e dorme meia noite quase sempre. Nos finais de semana ele
tem horário livre para fazer o que gosta, então quase sempre passa o final de semana inteiro jogando
vídeo game.
 Velocidade de crescimento normal
 Altura da criança de 1,17cm
 Peso de 32kg
 IMC 23,4Kg/m²
 Mãe = altura 1,47cm e peso de 70Kg
 Pai = 1,60 cm e peso de 80Kg
 P.A. 109x70 mmHg
PARTE IPARTE I – – ACOLHIMENTO:ACOLHIMENTO: 
 Identifica-se e cumprimenta adequadamente a mãe.
 Escuta com atenção e respeito à queixa da mãe sobre o crescimento do filho.
PARTE IIPARTE II – – ANAMNESE:ANAMNESE: 
 Solicita o cartão da criança e verifica imunizações e registros de peso e altura
 Investiga a rotina alimentar da criança (horários, tipos de alimentos, ingestão de líquidos, frutas
e verduras)
 Investiga atividades realizadas pela criança (horário de ida à escola, prática de atividade física,
horário de dormir e acordar)
 Questiona sobre a altura dos pais da criança
PARTE IIIPARTE III – – EXAME FÍSICO:EXAME FÍSICO: 
 Lavou as mãos antes de examinar a criança
 Pesa a criança
 Mede a altura da criança
 Escolhe adequadamente o manguito para medição da P.A.
 Afere a P.A. da criança
 Calcula o I.M.C da criança
 Plota todos os dados adequadamente nos gráficos
 
 
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PARTE IVPARTE IV – – ACONSELHAMENTO:ACONSELHAMENTO: 
 Reconhece e explica adequadamente o crescimento normal
 Reconhece e explica adequadamente os fatores relacionados ao crescimento (ausência de
antecedentes mórbidos, velocidade de crescimento mantida no gráfico e estatura dos pais)
 Reconhece e explica adequadamente o quadro de obesidade grave
 Reconhece e explica adequadamente os fatores associados ao desenvolvimento da obesidade
grave (desmame precoce, dieta desequilibrada, sedentarismo e antecedentes familiares)
 Reconhece e explica adequadamente o quadro de pré-hipertensão
 Reconhece e explica adequadamente a relação entre obesidade grave, sedentarismo,
alimentação e hipertensão arterial
 Orienta sobre a necessidade de reeducação alimentar ou dieta
 Orienta sobre a prática de atividade física
 Orienta sobre a necessidade de a criança realizar consultas periodicamente para dar
prosseguimento à medição do peso, estatura e P.A.
 Se expressa com clareza e segurança
ADENDO CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTOADENDO CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO
AVALIAÇÃOAVALIAÇÃO
PESO:PESO: Pesa deitado até a criança completar 16Kg ou 24 meses. No RN há uma perda fisiológica de até
10% na primeira semana e recupera o peso ao final da 2ª semana de vida. (Ganho trimestral: 1º 25-
30g/dia 700g/mês – 2º 20g/dia 600g/mês – 3º 15g/dia 500g/mês – 4º 12g/dia 400g/mês).
ESTATURA:ESTATURA: Quando se mede deitado se chama comprimento (mede assim até os 24 meses). Quando se
mede em pé se chama altura (mede assim à partir dos 24 meses). Nasce normalmente com 50cm.
(Ganha 50% de estatura no 1ºano – sendo 60% no primeiro semestre e 40% no segundo).
PERÍMETRO CEFÁLICOPERÍMETRO CEFÁLICO: Deve ser avaliado nos primeiros 2 anos de vida e avalia o crescimento do SNC.
(Ganho trimestral: 1° 2cm/mês – 2º 1cm/mês – 3º e 4º 0.5cm/mês). 95% do crescimento cefálico
acontece nos 2 primeiros anos de vida.
RELAÇÃO PESO/ESTATURARELAÇÃO PESO/ESTATURA: 1º parâmetro a ser alterado em distúrbios nutricionais (mais sensível).
DESENVOLVIMENTODESENVOLVIMENTO 
TEMPO TEMPO DE DE VIDA VIDA MOTOR MOTOR ADAPTATIVO ADAPTATIVO SOCIAL SOCIAL LINGUAGEMLINGUAGEM
1º MÊS1º MÊS
Pernas mais estendidas;
postura tônico-cervical;
levanta o queixo em
prona.
Segue objetos
com os olhos até 90°.
Sorri ____
2º MÊS2º MÊS
Postura tônico-cervical;
levanta a cabeça em
prona.
Segue objetos com os
olhos até 180°.
Sorrisocialmente
Vocaliza sons
incompreensíveis
3º MÊS3º MÊS
Postura tônico-cervical;
levanta a cabeça e
tronco em prona;
sustentação pendular da
cabeça.
Estende a mão para
objetos.
Contato social, além
de sorrir ela emite
sons e pode imitar
gestos.
Emite sons
guturais.
 
 
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TEMPO TEMPO DE DE VIDA VIDA MOTOR MOTOR ADAPTATIVO ADAPTATIVO SOCIAL SOCIAL LINGUAGEMLINGUAGEM
4º MÊS4º MÊS
Cabeça centralizada;
olha para as mãos na
linha média e sustenta a
cabeça.
Pega cubital de
objetos.
Ri alto Sons guturais.
6-7 MESES6-7 MESES Rola; senta sem apoio
por pouco tempo.
Pega radial; transfere
objetos entre as
mãos.
Prefere a mãe.
Polissílabos
vogais.
9-10 MESES9-10 MESES Senta sozinho e sem
apoio; engatinha.
Segura objetos com
pinça entre polegar e
indicador. Solta
objetos se retirados.
Estranha, acena, bate
palmas, brinca de
“cadê”. 
Polissílabos
(mama e papa).
12 MESES12 MESES Anda com apoio, levanta
sozinho.
Apanha objetos com
pinça entre polegar e
indicador; entrega
objetos por
solicitação.
Interage (vestir,
brincar).
Fala algumas
palavras.
ADOLESCÊNCIAADOLESCÊNCIA Período da vida em que acontece o desenvolvimento da puberdade.
PUBERDADEPUBERDADE Sequência de eventos que vai definir e diferenciar uma criança de um adulto.
TELARCATELARCA Surgimento do broto mamário em meninas que estão entrando na puberdade. 
GINECOMASTIAGINECOMASTIA É o aumento da glândula mamária em meninos durante a puberdade que quase
sempre é benigno e regride espontaneamente. 
PUBARCAPUBARCA Aparecimento dos pelos pubianos.
MENARCAMENARCA Primeira menstruação. 
CRONOLOGIACRONOLOGIA
MENINASMENINAS – – Início 8 - 13 anos e é marcada pela telarca. O pico de crescimento ocorre entre 11-13 anos
de aproximadamente 8,3cm/ano que se acaba depois da menarca. A menarca ocorre normalmente 2 a
2,5 anos após telarca.
MENINOSMENINOS – – Início 9 -14 anos marcado pelo aumento testicular. O pico de crescimento é de
aproximadamente 9,5cm/ano.
ESTADIAMENTO DE TANNERESTADIAMENTO DE TANNER 
MENINAS MENINOSMENINAS MENINOS 
M1M1 Mama pré puberal G1G1 Pré puberal
M2M2 Broto mamário subareolar (fora
pra dentro – Telarca)
G2G2 Aumento testicular (4ml)
M3M3 Aumento da mama e da aréola
(ocorre pico de crescimento)
G3G3 Aumento do pênis em
comprimento.
M4M4 Duplo Contorno (ocorre a
menarca)
G4G4 Aumento do pênis em diâmetro
(ocorre estirão pubertário).
M5M5 Mama Madura G5G5 Genitália adulta
P1P1 Pré puberal (pelugem) P1P1 Pré puberal
P2P2 Surgimento de pelos finos e lisos
ao redor dos grandes lábios.
P2P2 Pelos na base do pênis, finos e
lisos.
P3P3
Pelos chegam à sínfise púbica, um
pouco mais grossos e
encaracolados.
P3P3
Pelos até a sínfise púbica.
P4P4 Pelos em grande quantidade P4P4 Pelos em grande quantidade.
P5P5 Pelos até a raiz das coxas. P5P5 Pelos até a raiz das coxas.
 
 
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CURVAS DE CRESCIMENTO E CLASSIFICAÇÃO DO CURVAS DE CRESCIMENTO E CLASSIFICAÇÃO DO MINISTÉRIO DA SAÚDEMINISTÉRIO DA SAÚDE 
PESO/IDADE (ESCORE Z):PESO/IDADE (ESCORE Z):
Abaixo do -3: Muito baixo peso para idade
Entre -2 e -3: Baixo peso para idade
Entre -2 e +1: Eutrófico
Entre +1 e +2: Alto peso para idade
Entre +2 e +3: Muito Alto peso para idade
 
 
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ESTATURA/IDADE (ESCORE Z):ESTATURA/IDADE (ESCORE Z): 
Abaixo do -3: Muito baixa estatura para idade
Entre -2 e -3: Baixa estatura para idade
Entre -2 e +3: Eutrófica
 
 
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PESO/ESTATURA (ESCORE Z):PESO/ESTATURA (ESCORE Z):
Abaixo do -3: Magreza acentuada (desnutrição grave – OMS)
Entre -2 e -3: Magreza (desnutrição moderada – OMS)
Entre -2 e +1: Eutrófico
Entre +1 e +2: Risco de Sobrepeso (em <5anos) – Sobrepeso (em >5anos)
Entre +2 e +3: Sobrepeso (em <5 anos) – Obesidade (em >5anos)
Acima de +3: Obesidade (em <5 anos) – Obesidade grave (em >5anos)
 
 
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IMC/IDADE (ESCORE Z):IMC/IDADE (ESCORE Z):
Abaixo do -3: Magreza acentuada (desnutrição grave – OMS)
Entre -2 e -3: Magreza (desnutrição moderada – OMS)
Entre -2 e +1: Eutrófico
Entre +1 e +2: Risco de Sobrepeso (em <5anos) – Sobrepeso (em >5anos)
Entre +2 e +3: Sobrepeso (em <5 anos) – Obesidade (em >5anos)
Acima de +3: Obesidade (em <5 anos) – Obesidade grave (em >5anos)
 
 
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DISTÚRBIOS DO CRESCIMENTODISTÚRBIOS DO CRESCIMENTO 
DESNUTRIÇÃO PRIMÁRIA:DESNUTRIÇÃO PRIMÁRIA: Baixo aporte energético.
DESNUTRIÇÃO SECUNDÁRIA:DESNUTRIÇÃO SECUNDÁRIA: Aumento da demanda metabólica por uma doença secundária.
 
DESNUTRIÇÃO GRAVEDESNUTRIÇÃO GRAVE
KWASHIORKOR:KWASHIORKOR:
 Doença do 1ro filho quando a mãe se descobre grávida do segundo. Deficiência de proteína, ingestão
energética elevada para taxa proteica. É de instalação rápida, ocorre após o desmame.
 Clínica:Clínica: Apatia, anorexia, hepatomegalia, esteatose hepática, alteração do cabelo (fino, quebradiço e
seco – sinal clássico da bandeira). Alterações de pele (pele com manchas hipocrômicas, seca e fina em
áreas de exposição ao sol – pelagroide), subcutâneo relativamente preservado com presença de
edema.
 É uma desnutrição com forma não adaptada o que dá um péssimo prognóstico. 
MARASMO:MARASMO: 
 Ingesta deficiente em energia, de maneira global. Essa criança nunca foi alimentada de maneira ideal.
 Instalação é lenta, acomete mais o lactente jovem, crianças abandonadas que nunca foram
amamentadas, instalação insidiosa.
 Clínica:Clínica: Irritabilidade com apetite variável, ausência de tecido adiposo, perde até a bola gordurosa de
“bishar” dando a ela uma fascies senil (semiesca), lança mão das reservas musculares, gerando
hipotrofia muscular e hipotonia. Não há edema.
 É uma desnutrição de forma adaptada, com melhor prognóstico que Kwashiorkor.
KWASHIORKOR-MARASMÁTICO:KWASHIORKOR-MARASMÁTICO:
 Forma clínica mista, normalmente é um paciente que vinha melhorando e em algum momento ela
adquire uma infecção ou deixa de ser alimentada e desenvolve edema. 
 Tem pior prognóstico. 
TRATAMENTO PARA AS 3:TRATAMENTO PARA AS 3:
1º PASSO:1º PASSO: 
 Internação hospitalar + Exames complementares (albumina, glicemia, Na, K, Mg, hemograma
completo)
2º PASSO2º PASSO – – FASE DE ESTABILIZAÇÃO (1-7 dias): FASE DE ESTABILIZAÇÃO (1-7 dias):
 Prevenção e tto da hipotermia e hipoglicemia +
 Correção dos distúrbios hidroeletrolíticos +
 Tto de infecções (Ceftriaxone ou ampicilina) +
 Iniciar alimentação (normoproteíca e normocalórica) +
 Suplementação K, Mg e Zinco +
 Suplementar Vitamina A precocemente
3º PASSO3º PASSO – – FASE DE REABILITAÇÃO (2-6 Semanas) FASE DE REABILITAÇÃO (2-6 Semanas) O marco inicial é o rO marco inicial é o retorno do apetite.etorno do apetite. 
 Inicia uma dieta hiperproteica e hipercalórica +
 Suplemento Fe +
 Alta para acompanhamento ambulatorial – Pesando semanalmente, se houver qualquer
alteração volta a internar o paciente (acompanhamento por 6 meses)
 
 
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BAIXA-ESTATURABAIXA-ESTATURA
Quando a criança está abaixo do percentil 3 ou escore Z -2.
ETIOLOGIA:ETIOLOGIA:
1. Variantes Normais:Variantes Normais: 
 Baixa estatura genética (pais baixos)
 Retardo constitucional do crescimento (pais de estatura normal)2.2. Condições Patológicas:Condições Patológicas:
 Desnutrição (primária ou secundária)
 Doenças endócrinas (deficiência de GH, hipotireoidismo [mais comum], Excesso de cortisol)
3.3. Doenças Genéticas:Doenças Genéticas:
 Síndromes cromossômicas [ex. tunner]
 Displasias Esqueléticas
AVALIAÇÃO:AVALIAÇÃO:
1. Estatura atualEstatura atual – coloca no gráfico que tem no cartão da criança
2. Velocidade de crescimentoVelocidade de crescimento:
 Se a curva de crescimento dela é paralela às curvas normais = variante normal.
 Se a curva está horizontalizada, com uma velocidade de crescimento anormal = condição patológica.
3.3. Relação peso/estaturaRelação peso/estatura
4. Alvo genéticoAlvo genético:
 Para sexo masculino (altura do pai + [altura da mãe + 13] / 2).
 Para sexo feminino ([altura do pai – 13] + altura da mãe / 2).
Obs: O resultado está dentro da normalidade se for +-8cm.
5. Exames complementaresExames complementares:
 Cariótipo (para meninas com baixa estatura [suspeita sd de tunner])
 Hormônios tireoidianos (pode-se dar hormônio e melhorar altura da criança)
 Raio-X de mãos (Idade óssea, serve para prognóstico)
ESQUEMA:ESQUEMA: 
 Velocidade de crescimento NORMAL + Idade Óssea atrasada + Alvo genético normal = RETARDO
CONSTITUCIONAL
 Velocidade de crescimento NORMAL + I.O. Compatível + Alvo genético baixo = BAIXA ESTATURA
GENÉTICA
 Velocidade de crescimento ANORMAL = SEMPRE SOLICITAR CARIOTIPO
 Velocidade de crescimento ANORMAL + Alteração Fenotípica = SÍNDROME GENÉTICA CROMOSSOMIAL
 Velocidade de crescimento ANORMAL + Baixa relação Peso/estatura (emagrecido) = DESNUTRIÇÃO
 Velocidade de crescimento ANORMAL + Alta relação Peso/estatura (bem nutrido ou obeso) =
ENDROCRINOPATIA
HIPERTENSÃO ARTERIAL NA INFÂNCIAHIPERTENSÃO ARTERIAL NA INFÂNCIA
Definida a partir de valores de P.A. iguais ou superiores ao percentil 95 para idade, sexo e percentil de
altura, confirmados em 3 ocasiões.
ESCOLHA DO MANGUITO:ESCOLHA DO MANGUITO: 
Mede-se a circunferência do braço da criança na altura do ponto médio entre o olecrano e o acrômio. A
câmara interna tem de ter no mínimo a largura de 40% da circunferência do braço e o comprimento de
80-100% da mesma, sem superposição.
CLASSIFICAÇÃO:CLASSIFICAÇÃO:
 NormalNormal – P.A. abaixo do percentil 90
 Pré-hipertensoPré-hipertenso – P.A. >= p90 e <95
 Hipertenso estágio IHipertenso estágio I – P.A. >= p95 e <= p99+5mmHg
 Hipertenso estágio IIHipertenso estágio II – P.A. >p99 + 5mmHg
 
 
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CASO CLÍNICO 3CASO CLÍNICO 3 – – IMUNIZAÇÃO: IMUNIZAÇÃO:
Mãe traz seu filho de 3 meses de idade para consulta de puericultura.
INFORMAÇÕES QUE SÃO DADAS SEGUNDO SOLICITADASINFORMAÇÕES QUE SÃO DADAS SEGUNDO SOLICITADAS
 Criança só foi vacinada ao nascer.
 Peso ideal
 Comprimento ideal
 Mãe está dando leite de vaca diluído e leite materno
 Ao final da consulta a mãe refere que está sentindo dores de cabeça e mal estar gástrico diariamente.
 O candidato cumprimentou a mãe e identificou-se de maneira adequada.
 O candidato solicitou o cartão da criança.
 O candidato estabeleceu clima harmônico na consulta, interagindo efetivamente com a mãe do
paciente.
 O candidato ouviu com atenção as queixas da mãe do paciente, sem interrupção desnecessária.
 O candidato identifica o atraso vacinal da Pentavalente, VIP, VORH, Pneumo-10, meningo-C
 Lavou as mãos
 
 
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 Realizou exame físico (peso, comprimento, desenvolvimento)
 Plotou nos gráficos do cartão da criança
 O candidato identifica nos dados apresentados o bom ganho ponderal do bebê
 O candidato usou efetivamente linguagem não-verbal (postura, gestual, atitude).
 O candidato demonstra conhecimento sobre as vantagens do aleitamento natural.
 Características do leite materno (proteínas, lipídeos, ferro).
 Fatores de proteção imunológica (IgA secretora).
 Menor risco de contaminação.
 Maior digestibilidade (menor tempo de esvaziamento gástrico).
 Maior vínculo afetivo mãe-filho.
 Presta atenção às inquietações do paciente, demonstrando empatia.
 Orienta a mãe corretamente quanto à correção do calendário vacinal.
 Confere entendimento, perguntando se há dúvidas.
 Demonstra interesse em auxiliar a mãe do paciente em sua situação de saúde.
ADENDO IMUNIZAÇÕESADENDO IMUNIZAÇÕES
CONCEITOS BÁSICOSCONCEITOS BÁSICOS
Período de LatênciaPeríodo de Latência – – é o período de incubação, tempo que demora para o corpo gerar anticorpos
depois da aplicação da vacina. (vacinas com vírus vivo atenuado demoram de 1-2 semanas, sendo que afebre amarela tem tempo específico de 10 dias)
SimultaneidadeSimultaneidade – – é a aplicação de todas ou mais de uma vacina ao mesmo tempo. Isso é permitido
com exceção da Febre amarela + outra vacina de vírus vivo atenuado (tetra ou tríplice), nesse caso
realiza a aplicação de uma e só 30 dias depois pode-se aplicar a outra.
Intervalo máximo entre doses da mesma vacinaIntervalo máximo entre doses da mesma vacina – NÃO EXISTE DOSE PERDIDA DE VACINA, sempre
pode retomar de onde parou o calendário vacinal. Exceção é o transplante de medula que perde toda
memória imunológica.
 
VACINASVACINAS – – PNI PNI – – AGENTES VIVOS AGENTES VIVOS
Mnemônico:Mnemônico: VVovó e VVovô BBeijam e TTentam FFazer TTripulia
 VVOP
 VVORH
 BBCG
 TTRIPLICE VIRAL
 FFEBRE AMARELA
 TTETRA VIRAL
VACINASVACINAS – – PNI PNI – – AGENTES NÃO VIVOS AGENTES NÃO VIVOS
 HEPATITE A
 HEPATITE B
 MENINGO-C
 HPV
 PENTAVALENTE (DPT+HIb+Hepatite B)
 PNEUMO-10
 INFLUENZA
 
 
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CONTRAINDICAÇÕES/ADIAMENTOCONTRAINDICAÇÕES/ADIAMENTO
 Reação anafilática prévia
 Grávidas (contraindica agentes vivos)
 Imunossupressão (C.I Ag. Vivos)
 Doença Febril moderada/grave
 Transplante de medula
CALENDÁRIO VACINALCALENDÁRIO VACINAL
IDADE VACINASIDADE VACINAS
AO NASCERAO NASCER 1. BCG
2. HEPATITE B
2 MESES2 MESES
1.1. PENTAVALENTE
2.2. VIP
3.3. VORH
4.4. PNEUMO-10
3 MESES3 MESES 1. MENINGO-C
4 MESES4 MESES
1.1. PENTAVALENTE
2.2. VIP
3.3. VORH
4.4. PNEUMO-10
5 MESES5 MESES 1. MENINGO-C
6 MESES6 MESES
1.1. PENTAVALENTE
2.2. VOP
3.3. PNEUMO-10
9 MESES9 MESES 1. FEBRE AMARELA
12 MESES12 MESES
1.1. TRIPLICE VIRAL
2.2. HEPATITE A
3.3. PNEUMO-10
15 MESES15 MESES
1. TETRAVIRAL
2. DTP
3. VOP
4. MENINGO-C
4 4 ANOS ANOS 1.1. DTP
OBSERVAÇÕESOBSERVAÇÕES
1. VOP – campanhas
2. INFLUENZA – campanhas à partir dos 6 meses
3. DTP – 10/10 anos
4. HPV – Pra meninos e meninas à partir dos 9 anos até 26 anos.
ESTUDO INDIVIDUAL DE CADA VACINAESTUDO INDIVIDUAL DE CADA VACINA
BCG:BCG:
 Bactéria viva atenuada
 Administração via I.D.
 Eventos adversos – Ulceração >1cm, abscesso subcutâneo, linfadenite regional supurada.
 
Contra-indicação – <2kg, doença de pele, contato domiciliar com bacilífero (dar isoniazida por 3meses), Imunossupressão.
 Revacinação – Ausência de cicatriz após 6 meses, contato com hanseníase.
HEPATITE B:HEPATITE B: 
 Antígeno de superfície (HbsAg)
 Administração I.M. precoce
 Observação – se mãe HbsAg + deve administrar nas primeiras 12 horas de vida a Hepatite B em uma
coxa e a Imunoglobulina contra hepatite B na outra.
 
 
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PENTAVALENTE:PENTAVALENTE:
 Composto por : Toxoide Diftérico (D)
 Toxoide Tetânico (T)
 Bacilos mortos da Coqueluche [Bodertella Pertussis] (P)
 Sacarideo Capsular conjugado(Hib)
 HbsAg (Hep.B)
 Nas crianças menores de 7 anos pode-se administrar a DTP, DTPa, DT
 Nas crianças maiores de 7 anos só pode administrar a dT
 Nos adultos pode-se administrar a dTpa
 Eventos adversos
 Febre alta ou choro persistente incontrolável dentro de 48hrs (na próxima vacinação administra a
Pentavalente + Antitérmico/analgésico).
 Episódio hipotônico-hiporresponsivo dentro de 48hrs e/ou Convulsão dentro de 72hrs (na próxima
vacinação administra DTPa + Anti-Hib + Anti-HepatiteB)
 Encefalopatia dentro de 7 dias pós vacinação (na próxima vacinação administra DT + Anti-Hib + Anti-
HepatiteB)
VIPVIP – – VACINA INATIVA DA POLIO VACINA INATIVA DA POLIO
 Poliovírus inativado (trivalente)
 Evento adverso – Reação Local
VOPVOP – – VACINA ORAL DA POLIO VACINA ORAL DA POLIO
 Poliovírus atenuado (1,2,3 – trivalente)
 Evento adverso – Poliomielite vacinal
 Contraindicação – Imunideficientes, contactantes de imunodeficientes (o vírus vivo sai pelas fezes e
pode contaminar imunodeprimidos), hospitalizados (mesmo motivo).
 Observações – Revacinar UMA vez se a criança cuspir, vomitar ou regurgitar. NÃO SE ADMINISTRA
CONCOMITANTEMENTE COM VORH.
VORHVORH – – VACINA ORAL ROTA VÍRUS HUMANO VACINA ORAL ROTA VÍRUS HUMANO
 Rotavírus atenuado G1
 Aplicação
 1ª Dose: 1 mês e 15 dias até 3 meses e 15 dias
 2ª Dose: até 7 meses e 29 dias
 Intervalo mínimo entre as doses é de 4 semanas.
 Contraindicação – Imunodeficientes, invaginação prévia, malformação intestinal não corrigido.
 Observações – NUNCA REAPLICAR
PNEUMO-10PNEUMO-10
 Sacarídeos de 10 sorotipos (conjugado)
 Observação: Diferente da pneumo-23valente (polissacarídeo)
MENINGO-CMENINGO-C
 Sacarídeo capsular (conjugada)
FEBRE AMARELAFEBRE AMARELA
 Vírus vivo atenuado
 Evento adverso – Encefalite
 Contraindicação – Criança menor de 6 meses, gravidez (analisar risco-benefício), anafilaxia a ovo,
imunodeprimido, mulheres amamentando bebês menores de 6 meses.
 Observação – Período de latência de 10 dias
TRIPLICE VIRALTRIPLICE VIRAL
 Virus atenuado do sarampo, rubéola e caxumba.
 Contraindicação: HIV positivo com Linfócitos T CD4 < 15%.
 Observação – Se intervalos com hemoderivados reaplique a vacina.
 
 
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HEPATITE AHEPATITE A
 Vírus inativo
 Eventos adversos raros
 Está em fase de implantação no PNI onde se aplica somente uma dose
TETRAVIRALTETRAVIRAL
 É a tríplice viral + vírus da varicela atenuado
 Observação – Pelo PNI só pode-se administrar de 15 a 24 meses, sempre após a Triplice viral.
INFLUENZAINFLUENZA
 Vírus inativado
 Administração – à partir dos 6 meses até os 9 anos ( Primovacinação + reforço anual), à partir dos 9
anos (1 dose)
 Contraindicação – Anafilaxia a ovo e menores de 6 meses de vida
HPVHPV
 Vírus inativado (6,11,16,18)
 Administração à partir dos 9 anos até 26 anos (segundo PNI) sendo dose 0 no dia da aplicação e
depois 6 meses e 60 meses.
 Eventos adversos – Raros
OBSERVAÇÕES VACINAIS SEGUNDO MINISTÉRIO DA OBSERVAÇÕES VACINAIS SEGUNDO MINISTÉRIO DA SAÚDE PARA PORTADORES DE HIVSAÚDE PARA PORTADORES DE HIV 
 Reforço de Hib com 15 meses de vida.
 VOP e VORH só podem ser aplicados após avaliação do status imunológico
 PNEUMO-23 é aplicada aos 2 anos + reforço com 3-5 anos após a primeira dose.
 VARICELA E TRIPLICE VIRAL – N, A, B E CD4>15%
 HPV é aplicada com a dose 0, 1-2 meses e 6 meses
CASO CLÍNICO 4CASO CLÍNICO 4 – – PALS: PALS:
Criança de 4 anos chega desacordada na emergência do hospital, onde você é o pediatra plantonista,
como médico responsável qual será sua conduta frente ao caso:
(Deve ser em Ordem, se (Deve ser em Ordem, se não, desconsidere todo o procedimento)não, desconsidere todo o procedimento)
 Checou respossividade da criança
INFORMAR: Criança Não RespondeINFORMAR: Criança Não Responde
 Checou Respiração e pulso (carotídeo ou fermoral) ao mesmo tempo por 10 segundos
INFORMAR: Criança não tem pulso e nem respiração.INFORMAR: Criança não tem pulso e nem respiração.
 Chamou por ajuda e pediu carrinho de parada 
 Solicitar Monitorização e acesso vascular (1º IV; 2º IO) 
 Iniciou as compressões com a técnica correta (1-2 mãos); comprimindo 1/3 do diâmetro AP (cerca
de 5cm), com uma frequência de 100-120/min. (não esquecer se tiver uma escada utiliza-la)
 Solicitar ajuda para ventilação com uma relação compressão x ventilação 15:2 (se só 30:2) 
 Checar o ritmo após 2 min de RCP e continuar até a chegada do carrinho de parada
INFORMAR: que chegou o carrinho de paradaINFORMAR: que chegou o carrinho de parada
 Verificar ritmo
MOSTRAR O ECG: com MOSTRAR O ECG: com Fibrilação ventricular (anexo1)Fibrilação ventricular (anexo1)
 Iniciar desfibrilação com a carga correta (2 J/Kg) (1º choque)
 
 
118
LAMEDLAMED – LLorena;orena; AAlisson;lisson; MMaicon;aicon; EElisa elisa e DDaiane aiane Dezembro, Dezembro, 2015 2015 - - BrasilBrasil
INFORMAR: Criança Não RespondeINFORMAR: Criança Não Responde
 Retomar RCP por 2 min
 Checar o ritmo após 2 min de RCP
MOSTRAR O ECG: com Fibrilação ventricular (anexo1)MOSTRAR O ECG: com Fibrilação ventricular (anexo1)
 Iniciar desfibrilação com a carga correta (4 J/Kg) (2º choque)
 Iniciar RCP por 2min e Administrar Adrenalina a cada 3-5min
 Indicar Intubação Oro Traqueal com o tamanho da cânula correto e com frequência respiratória de
1 ventilação a cada 6 segundos e uso de capnógrafo
 Checar o ritmo após 2 min de RCP
MOSTRAR O ECG: com Fibrilação ventricular (anexo1)MOSTRAR O ECG: com Fibrilação ventricular (anexo1)
 Iniciar desfibrilação com a carga correta (4-10 J/Kg) (3º choque)
 Iniciar RCP por 2min e Administrar Amiodarona ou Lindocaína a cada 3-5min
 Checar o ritmo após 2 min de RCP
 Buscar causas Reversíveis (6H e 5T)
INFORMAR: Criança RespondeuINFORMAR: Criança Respondeu
 Iniciar cuidados pós parada
FIM!!!FIM!!!
ANEXO 1 – CC4: Pediatria:
CASO CLÍNICO 5CASO CLÍNICO 5 – – PALS: PALS:
Você acabou de sair do plantão, e com muita fome passou na padaria, quando estava esperando o seu
troco, entra uma mãe desesperada gritando que sua filhinha de apenas 8 meses esta “meio mortinha”
deitada do lado da rua, e pede desesperadamente por ajuda, você prontamente diz que é médico e
quer ajudar, o você deve fazer para ajudar a criança:
(Deve ser em Ordem, se não, desconsidere todo o procedimento)
 Checar segurança da sena (responder: sena segura)(responder: sena segura) 
 Checar respossividade da criança
INFORMAR: Criança Não RespondeINFORMAR: Criança Não Responde
 Checou Respiração e pulso Braquial ao mesmo tempo por 10 segundos
 
 
119
LAMEDLAMED – LLorena;orena; AAlisson;lisson; MMaicon;aicon; EElisa elisa e DDaiane aiane Dezembro, Dezembro, 2015 2015 - - BrasilBrasil
INFORMAR: Criança tem pulso, mas não respira.INFORMAR: Criança tem pulso, mas não respira.
 Iniciar ventilação com frequência de 1ventilação a cada 3-5 segundos (12-20 ventilações/min) 
 Checar pulso e respiração após 2 mim 
INFORMAR: Criança agora não tem pulso e nem respiração.INFORMAR: Criança agora não tem pulso e nem respiração.
 Solicitar alguém para pedir ajuda da equipe de emergência 192 e obter u DEA 
 Iniciar as compressões com técnica correta (2dedos) comprimindo 1/3 do diâmetro AP (cerca de
4cm), com uma frequência de 100-120/min. (não esquecer se tiver uma escada utiliza-la)
 Perguntar por alguém treinado para ajudar ventilação 
INFORMAR: NãoINFORMAR: Não
 Ventilar com uma relação compressão x ventilação 30:2
 Checar pulso e respiração após 2 min de RCP e repetir o ciclo até a chegada do DEA ou da Equipe de
emergência
INFORMAR: que chegou o DEA e a Criança continua sem pulso e sem respirar desde a ultimaINFORMAR: que chegou o DEA e a Criança continua sem pulso e sem respirar desde a ultima
checagem.checagem.
 Verificar ritmo
MOSTRAR O ECG: Assistolia (anexo2)MOSTRAR O ECG: Assistolia(anexo2)
 Retomar RCP por 2 min
 Checar o ritmo após 2 min de RCP
MOSTRAR O ECG: com Assistolia (anexo2)MOSTRAR O ECG: com Assistolia (anexo2)
 Retomar RCP por 2 min
 Checar o ritmo após 2 min de RCP
PERGUNTAR: você faz isso até quandoPERGUNTAR: você faz isso até quando
 Respondeu, até a equipe de emergência chegar.
ANEXO 1 CC5 - Pediatria:
 
 
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LAMEDLAMED – LLorena;orena; AAlisson;lisson; MMaicon;aicon; EElisa elisa e DDaiane aiane Dezembro, Dezembro, 2015 2015 - - BrasilBrasil
CASO CLÍNICO 6CASO CLÍNICO 6 – – INFECÇÃO DE VIAS INFECÇÃO DE VIAS AÉREAS SUPERIORESAÉREAS SUPERIORES – – FARINGITE BACTERIANA: FARINGITE BACTERIANA:
Roberto, 8 anos, natural de Belo Horizonte, com queixa de dor de garganta há 12 horas. Mãe refere
ausência de sintomas antes da dor de garganta, mas diz que há 10 horas apresentou febre não
termometrada com dor abdominal associada.
Faça Anamnese e Exame Físico direcionados – Diagnóstico – Conduta Terapêutica.
INFORMAÇÕES A SEREM DADA CONFORME INFORMAÇÕES A SEREM DADA CONFORME PERGUNTADAS PELO CANDIDATO(a)PERGUNTADAS PELO CANDIDATO(a)
ANTECEDENTES:ANTECEDENTES: Nascido de parto normal, a termo, sem intercorrências. Crescimento e desenvolvimento
adequados. Nega outras doenças. Nega alergias. Nega outras internações.
HÁBITOS DE VIDA:HÁBITOS DE VIDA: Reside em casa de alvenaria, saneamento básico completo. Nega contato com animais
periodicamente e nega contato com tabagistas.
EXAME FÍSICO:EXAME FÍSICO:
 REG, acianotico, anicterico, normopneico, facies de dor, SaO2 ar amb: 97%.
 Oroscopia:
 Presença de adenopatia cervical anterior dolorosa única.
 AR: tórax com expansibilidade normal, timpanismo a percussão, MV +. FR: 25 irpm
 AC: RCR em 2T, com bulhas hipofonéticas, ausência de sopros. FC: 90bpm
 Abd: globoso, flácido, indolor a palpação, ausência de VMG.
 Ext: bem perfundidas, sem edema.
LABORATÓRIOS:LABORATÓRIOS:
 Hg 12,1 - Ht 35,9 - Plaq 183.000
 Leu 15370 (85 seg, 08 bast, 1 eos, 2mon, 4 linf)
 Swab de Orofaringe (teste antigênico rápido ou Cultura[padrão-ouro]) Positivo 
PARTE IPARTE I – – AVALIAÇÃO CLÍNICA: AVALIAÇÃO CLÍNICA: 
 O candidato cumprimentou a mãe e o paciente e apresentou-se como médico
 O candidato solicita o Cartão da criança
 O candidato estabelece clima harmônico na consulta, interagindo efetivamente com a mãe do
paciente
 O candidato investigou queixa principal e tempo de início do quadro
 O candidato investigou ocorrência de febre (pelo menos 2 dos seguintes: dia e hora da instalação, se
verificado com termômetro, associação com calafrios ou sudorese, existência de fatores de alívio)
 O candidato investigou a ocorrência de tosse e expectoração
 O candidato Realizou exame físico
PARTE IIPARTE II – – SOLICITAÇÃO E INTERPRETAÇÃO DE EXAMES COMPLEMENTARES: SOLICITAÇÃO E INTERPRETAÇÃO DE EXAMES COMPLEMENTARES: 
 O candidato solicitou Swab
 O Candidato identificou que é de srcem bacteriana
 PARTE IIIPARTE III – – FORMULAÇÃO DO DIAGNÓSTICO: FORMULAÇÃO DO DIAGNÓSTICO: 
 O candidato formulou o diagnóstico de Faringite Bacteriana
 O candidato explicou o diagnóstico para a mãe e para criança de modo claro, buscando tranquilizala
 
 
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LAMEDLAMED – LLorena;orena; AAlisson;lisson; MMaicon;aicon; EElisa elisa e DDaiane aiane Dezembro, Dezembro, 2015 2015 - - BrasilBrasil
PARTE IVPARTE IV – – ORIENTAÇÃO TERAPÊUTICA: ORIENTAÇÃO TERAPÊUTICA: 
 O Candidato indicou corretamente PNC Benzatina I.M. dose única + Antipiréticos e Analgésico,
explicando à mãe a efetividade da PNC no tratamento e na profilaxia primária para Febre Reumática
PARTE VPARTE V – – ATITUDE: ATITUDE:
 O Candidato demonstrou empatia durante o atendimento (escuta atenta, linguagem acessível )
ADENDOADENDO – – INFECÇÕES RESPIRATÓRIAS INFECÇÕES RESPIRATÓRIAS
 SINAIS SEMIOLÓGICOS: Taquipnéia e Estridor
 IRA COM F.R. NORMAL – Infecção de Vias aéreas Superiores [Resfriado Comum e Faringite Bacteriana]
 IRA COM ESTRIDOR + F.R. VARIÁVEL – Infecção das vias aéreas de condução extrapleurais (intermediárias)
[Epiglotite Aguda e Laringite Aguda]
 IRA COM F.R. ELEVADA – Infecção das vias aéreas inferiores [Pneumonia e Bronquiolite]
ADENDO INFECÇÕES DE VIAS AÉREAS SUPERIORESADENDO INFECÇÕES DE VIAS AÉREAS SUPERIORES
RESFRIADO COMUMRESFRIADO COMUM
CLÍNICA:CLÍNICA: Coriza, obstrução nasal, tosse (piora à noite), dor de garganta, febre (baixa), sintomas gerais.
TTO:TTO: Antipirético (não usar AAS), aumentar a oferta de líquidos, desobstruir o nariz, orientações.
PREVENÇÃO:PREVENÇÃO: Isolamento Respiratório e LAVAGEM DAS MÃOS.
COMPLICAÇÕES:COMPLICAÇÕES:
OTITE MÉDIA AGUDAOTITE MÉDIA AGUDA
 É uma complicação do Resfriado Comum
 Clínica:Clínica: DOR, otorréia (rompe membrana timpânica)
 Diagnóstico:Diagnóstico: Abaulamento da Membrana timpânica
 Tratamento:Tratamento: Amoxicilina 40-50mg/kg/dia por 10 dias
 < 6 meses: tratamento para TODOS
 meses – 12 anos: Quadro grave ou otorréia – tratamento para TODOS
 meses – 24 meses: Não grave com OMA bilateral – Trata
 >6 meses: Não grave – Não trata
 Complicação:Complicação: Mastoidite (abaulamento da região periauricular), é grave, necessita internação para ATB E.V.
SINUSITE AGUDASINUSITE AGUDA
 É uma complicação do Resfriado Comum
 Clínica:Clínica: Resfriado arrastado, coriza abundante com obstrução nasal, febre, tosse intensa (diurna e noturna),
ausência de cefaleia (até 4-6 anos).
 Diagnóstico:Diagnóstico: Clínico (Raio-X de seios nasais só visualiza após 4-6 anos, porque o único seio da face formado
e pneumatizado nessa idade é o seio etmoidal)
 Tratamento:Tratamento: Antipirético, Solução Salina Nasal, Antibioticoterapia (quando acaba a tosse dá o ATB por mais
7 dias)
 Complicação:Complicação: Celulite (Peri) Orbitária – Acúmulo de secreção purulenta na região orbitária causando
proptose, dor a mobilização ocular, diplopia, pode levar a cegueira (é muito grave) – Deve internar o pcte e
dar ATB de amplo espectro e se necessário realizar drenagem ocular.
FARINGITE AGUDA BACTERIANAFARINGITE AGUDA BACTERIANA
 25% das faringites são bacterianas e 75% são virais.
 CLÍNICA:CLÍNICA: Febre + Dor abdominal, dor de garganta, exsudato amigdaliano, hiperemia de pilar anterior,
petequias de palato, adenopatia cervical anterior dolorosa única.
 
DIAGNÓSTICO:DIAGNÓSTICO: Hemograma e Swab de Orofaringe.
 TRATAMENTO:TRATAMENTO: Analgésico/antipirético + Antibioticoterapia (Escolha: PNC Benzatina I.M. D.U. – 
Alternativas: Amoxicilina V.O. por 10 dias ou Eritromicina V.O. por 10 dias)
 COMPLICAÇÕES:COMPLICAÇÕES: 
1-FEBRE REUMÁTICA1-FEBRE REUMÁTICA Complicação não supurativa prevenível com uso de ATB adequado até o 9° dia.
2-GNDA2-GNDA Complicação não supurativa não prevenível
3-ABSCESSO PERIAMGDALIANO3-ABSCESSO PERIAMGDALIANO Complicação supurativa normalmente polimicrobiana que causa disfagia,
sialorreia, desvio de úvula, amigdalite, trismo (dificuldade de abrir a boca) – Nesse caso deve internar o pcte
e dar ATB de amplo espectro, depois avalia necessidade de drenagem.
 
 
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CASO CLÍNICO 7CASO CLÍNICO 7 – – INFECÇÃO DE VIAS INFECÇÃO DE VIAS AÉREAS INTERMEDIÁRIASAÉREAS INTERMEDIÁRIAS – – CRUPE VIRAL: CRUPE VIRAL: 
Amanda, 7 anos, natural de Belo Horizonte, com queixa tosse, afonia e rouquidão. Mãe refere início de
quadro gripal com tosse, febre não termometrada há 3 dias, mas refere piora nas últimas 12 horas
“com tosse de cachorro e um barulho estranho durante a respiração (sic)” . 
Faça Anamnese e Exame Físico direcionados – Diagnóstico – Conduta Terapêutica.
INFORMAÇÕES A SEREM DADA CONFORME INFORMAÇÕES A SEREM DADA CONFORME PERGUNTADAS PELO CANDIDATO(a)PERGUNTADAS PELO CANDIDATO(a) 
ANTECEDENTESANTECEDENTES: Nascido de parto normal, a termo, sem intercorrências. Crescimento e
desenvolvimento adequados. Nega outras doenças. Nega alergias. Nega outras internações.
HÁBITOS DE VIDA:HÁBITOS DE VIDA: Reside em casade alvenaria, saneamento básico completo. Nega contato comanimais periodicamente e nega contato com tabagistas.
EXAME FÍSICO:EXAME FÍSICO:
REG, acianotico, anicterico, normopneico, SaO2 ar amb: 95%.
Oroscopia: hiperemia de orofaringe
Ausência de adenopatias.
AR: tórax com expansibilidade normal, estridor em repouso, timpanismo a percussão, MV +. FR: 25
irpm
AC: RCR em 2T, com bulhas hipofonéticas, ausência de sopros. FC: 90bpm
Abd: globoso, flácido, indolor a palpação, ausência de VMG.
Ext: bem perfundidas, sem edema.
PARTE IPARTE I – – AVALIAÇÃO CLÍNICA: AVALIAÇÃO CLÍNICA: 
 O candidato cumprimentou a mãe e o paciente e apresentou-se como médico
 O candidato solicita o Cartão da criança
 O candidato estabelece clima harmônico na consulta, interagindo efetivamente com a mãe do
paciente
 O candidato investigou queixa principal e tempo de início do quadro
 O candidato investigou características da tosse (pelo menos 2 das seguintes: inicio, duração,
intensidade, fatores de alívio e exacerbação, produtiva ou improdutiva)
 O candidato investigou ocorrência de febre (pelo menos 2 dos seguintes: dia e hora da instalação, se
verificado com termômetro, associação com calafrios ou sudorese, existência de fatores de alívio)
 O candidato Realizou exame físico
PARTE IIPARTE II – – SOLICITAÇÃO DE EXAMES COMPLEMENTARES: SOLICITAÇÃO DE EXAMES COMPLEMENTARES: 
 O candidato NÃO SOLICITOU nenhum exame complementar
PARTE IIIPARTE III – – FORMULAÇÃO DO DIAGNÓSTICO: FORMULAÇÃO DO DIAGNÓSTICO: 
 O candidato formulou o diagnóstico de Laringite Aguda (Crupé Viral)
 O candidato explicou o diagnóstico para a mãe e para criança de modo claro, buscando tranquiliza-la
PARTE IVPARTE IV – – ORIENTAÇÃO TERAPÊUTICA: ORIENTAÇÃO TERAPÊUTICA: 
 O Candidato indicou corretamente NBZ com adrenalina e corticoide VO ao mesmo tempo com
observação por no mínimo 6 horas, explicando para mãe que não pode dar alta antes de 6horas por
causa do efeito rebote da adrenalina e a demora do efeito do corticoide.
PARTE VPARTE V – – ATITUDE: ATITUDE: 
 O Candidato demonstrou empatia durante o atendimento (escuta atenta, linguagem acessível ao
paciente).
 
 
123
LAMEDLAMED – LLorena;orena; AAlisson;lisson; MMaicon;aicon; EElisa elisa e DDaiane aiane Dezembro, Dezembro, 2015 2015 - - BrasilBrasil
ADENDOADENDO – – INFECÇÕES RESPIRATÓRIAS INFECÇÕES RESPIRATÓRIAS
 SINAIS SEMIOLÓGICOS: Taquipnéia e Estridor
 IRA COM F.R. NORMAL – Infecção de Vias aéreas Superiores [Resfriado Comum e Faringite Bacteriana]
 IRA COM ESTRIDOR + F.R. VARIÁVEL – Infecção das vias aéreas de condução extrapleurais
(intermediárias) [Epiglotite Aguda e Laringite Aguda]
 IRA COM F.R. ELEVADA – Infecção das vias aéreas inferiores [Pneumonia e Bronquiolite]
ADENDO INFECÇÕES DE VIAS ADENDO INFECÇÕES DE VIAS AÉREAS INTERMEDIÁRIASAÉREAS INTERMEDIÁRIAS
EPIGLOTITE AGUDAEPIGLOTITE AGUDA 
 Etiologia bacteriana (principal é Haemophilus B que é protegido por vacina)
 CRIANÇA COM ESSA CLÍNICA SEM VACINA FIQUE DE OLHO:
 Clínica:Clínica: Início agudo e evolução rápida, febre alta (toxemia), dor de garganta, sialorreia, disfagia,
dificuldade respiratória (ESTRIDOR), posição do TRIPÉ.
 Diagnóstico:Diagnóstico: Clínico
 Tratamento:Tratamento: Deixe a criança tranquila (no máximo ofereça O2 enquanto prepara tudo para
intubação), estabeleça via aérea definitiva (IOT) e depois proceda com realização de exames e ATB
(Amoxicilina-Clavulanato E.V. por 7 dias) [Se tentar visualizar orofaringe tem risco de obstrução
completa].
LARINGITE AGUDA OU CRUPÉ VIRALLARINGITE AGUDA OU CRUPÉ VIRAL
Etiologia viralEtiologia viral
 Clinica:Clinica: Prodromos catarrais, tosse metálica (crupe viral), afonia e rouquidão, estridor (pode ser Leve
[exercício] ou Em Repouso [contínuo])
 Diagnóstico:Diagnóstico: Clínico
 Tratamento:Tratamento:
 Estridor Leve – Vapor com ou sem corticoide
 Estridor em Repouso – NBZ com adrenalina (adrenalina tem efeito e duração rápida) + Corticoide
(efeito depois de 6 horas no mínimo) Obs – Pode dar alta se não tiver estridor ou tiver estridor leve
depois de 6 horas que é quando o corticoide já estará fazendo efeito e não teremos mais o risco do
efeito rebote da adrenalina.
LARINGITE ESTRIDULOSA OU CRUPÉ LARINGITE ESTRIDULOSA OU CRUPÉ ESPASMÓDICOESPASMÓDICO
 Sem etiologia definida
 Clínica:Clínica: Idêntica ao crupé viral, mas sem pródromos catarrais
 Tratamento:Tratamento: Não necessita, a resolução é espontânea e rápida, mas pode ter recidiva 2 ou 3 x.
 
CASO CLÍNICO 8CASO CLÍNICO 8 – – CRIPTORQUIDIA: CRIPTORQUIDIA:
Um lactente com 6 meses de idade é trazido pela mãe para consulta de Puericultura em ambulatório de
pediatria. A mãe refere que o filho so tem 1 testiculo. 
Realize a investigação diagnostica e conduta terapêutica.
 Identifica-se e cumprimenta adequadamente a mãe
 Escuta com atenção a queixa da mãe sobre seu filho(refere 1 testiculo so )
 Solicita o cartão da criança e verifica imunizações registrando peso e altura (normal para idade)
 Investiga outras queixas (sem outras queixas)
 Investiga antecedentes familiares de criptorquidia ou outras síndromes
 Lavou as mãos
 Realiza exame físico em geral (sem alterações)
 
 
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 Realizou o exame genital e reconheceu que o testículo esquerdo não se encontrava na bolsa escrotal
e que não havia sinais de que o testículo estivesse no canal inguinal nem na região perineal.
 Verificou se o testículo direito estava palpável no saco escrotal e se era de tamanho adequado
(estava e era normal)
 Reconhece a criptorquidia e explica adequadamente a mãe sobre conduta expectante e cirurgica
 Solicitou parecer do cirurgião para conduta cirúrgica, indicada de preferência antes de 1 ano de idade
 Pergunta a mae se tem alguma duvida
ADENDOADENDO – – CRIPTORQUIDIA CRIPTORQUIDIA
TRATAMENTO QUANDO TRATARTRATAMENTO QUANDO TRATAR
Deve ser iniciado a partir do 6º mês de vida e completado ao término de 2º ano de vida. JustificativaJustificativa
•Relocação do testículo no escroto (cosmético);
• Prevenção das lesões histológicas testiculares (infertilidade);
• Possibilidade de controle da malignidade;
• Tratamento da hérnia inguinal associada (90% dos casos);
• Risco de torção do testículo; 
• Risco de trauma; 
• Problemas psicológicos. 
TRATAMENTO HORMONALTRATAMENTO HORMONAL
OPÇÕES EXISTEM DUAS DROGAS PARA TRATAMENTO DO TESTÍCULO CRIPTORQUÍDICO:OPÇÕES EXISTEM DUAS DROGAS PARA TRATAMENTO DO TESTÍCULO CRIPTORQUÍDICO: 
 Gonadotrofina coriônica (HCG)
 Hormônio liberador da gonadotrofina (GnRH)8(D)
Pode ser utilizado nas semanas que antecedem a cirurgia, para estimular a neovascularização
testicular, aumentando sua resistência ao trauma cirúrgico.
INDICAÇÃO:INDICAÇÃO:
• Testículo criptorquídico baixo;
• Testículos retráteis;
• Afecção bilateral.
CONTRAINDICAÇÃO:CONTRAINDICAÇÃO: 
 Testículo ectópico,
 Recém-nascidos,
 Pacientes pós-puberais,
 Prune-belly.
TRATAMENTO CIRÚRGICOTRATAMENTO CIRÚRGICO
INDICAÇÃO:INDICAÇÃO:
• Tratamento padrão; 
• Testículo muito alto ou impalpável;
• Após falha ou rejeição do tratamento hormonal;
• Associação com hérnia inguinal.
CONTRAINDICAÇÃO:CONTRAINDICAÇÃO: Não há. 
 
 
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ADENDOADENDO – – INFECÇÕES CONGÊNITAS INFECÇÕES CONGÊNITAS
 Transmissão hematogênica –> transplantaria –> via vertical
 Manifestações anti –natais -> PMT/RCIU
 Geralmente assintomáticas/manifestações inespecíficas
 Cuidado ao avaliar a sorologia do RN
 IgG materna passa a placenta (MÃE)
 IgM não passaa placenta (FETO)
SÍFILIS = NOTIFICAÇÃO COMPULSÓRIASÍFILIS = NOTIFICAÇÃO COMPULSÓRIA
AGENTE:AGENTE: Treponema PallidumTreponema Pallidum 
TRANSMISSÃO:TRANSMISSÃO: em qualquer estágio da doença materna (maior na sífilis 1ª e 2ª)
CLINICA:CLINICA: Hepatomegalia/PIG:
1-1- SÍFILIS PRECOCE <2 ANOS:SÍFILIS PRECOCE <2 ANOS:
 Rinite sifilítica-> destruição da mucosa/cartilagem nasal
Obstrução- secreção sero/sanguinolenta (dx  sinusite bacteriana)
 Lesões cutâneas-mucosas – inflamatórias
 Condiloma plano – regiões periana/ao redor dos orifícios
 Pênfigo sifilítico -> lesões vesico-bolhosas-> palmo-plantar
 Lesões ósseas-> periostite sifilítica
 Crânio – sinal do duplo contorno – reação secundária ao processo inflamatório
 Osteocondrite: metáfise dos ossos longos – RX
 Pseudoparalisia de PARROT: membro parado, a CÇA chora ao ser tocado nos braços
2-2- SIFILIS TARDIA:SIFILIS TARDIA:
 
Fronte olímpica Nariz em sela
 Rágades sifilítica: Cicatrização linear das placas mucosas
 Alteração dentárias: dentes de Hutchinson / molares em amoras múltiplas
AVALIAÇÃO DO RN:AVALIAÇÃO DO RN:
 Avaliação clínica
 VDRL – sangue periférico
 HEMOGRAMA – a nemia/plaquetopenia/leucocitose/leucopenia
 Análise do LCR – punção lombar
 RX de ossos longos
TRATAMENTO:TRATAMENTO: Investigar o tratamento materno: 
1-) TTO INADEQUADO OU SEM TTO 1-) TTO INADEQUADO OU SEM TTO MATERNO:MATERNO:
 Inadequado para a fase
 Incompleto
 Tto não penicilínico
 Sem resposta sorológica
 30 dias antes do parto
 Não documentado
 Parceiro não tratado
 
 
126
LAMEDLAMED – LLorena;orena; AAlisson;lisson; MMaicon;aicon; EElisa elisa e DDaiane aiane Dezembro, Dezembro, 2015 2015 - - BrasilBrasil
REALIZAR todos os exames e tratar todos os casos:REALIZAR todos os exames e tratar todos os casos:
LÍQUOR LÍQUOR ALTERADO ALTERADO LIQUOR LIQUOR NORMAL NORMAL EE
QUALQUER OUTRAQUALQUER OUTRA
ALTERAÇÃOALTERAÇÃO
ASSINTOMATICO E TODOS OSASSINTOMATICO E TODOS OS
EXAMES NORMAISEXAMES NORMAIS – – VDRL NÃO VDRL NÃO
REAGENTEREAGENTE
 
PNC cristalina IV por 10dias
(sem amostra do LCR tratar
como se tivesse alterado)
 PNC Cristalina IV 10 diasPNC Cristalina IV 10 dias
OUOU
 PNC Procaina IM 10 dias
PNC BZT em DU + acompanhamento
garantido se não conseguir o
acompanhamento tratar por 10 dias
2-) 2-) MÃE TRATADA MÃE TRATADA ADEQUADAMENTE = ADEQUADAMENTE = VDRL E EXAME CLÍNICO:VDRL E EXAME CLÍNICO:
 
RN SINTOMÁTICO OURN SINTOMÁTICO OU
VDRL > QUE O MATERNOVDRL > QUE O MATERNO
RN ASSINTOMÁTICORN ASSINTOMÁTICO VDRL SANGUE PERIFÉRICOVDRL SANGUE PERIFÉRICO
Realizar todos os exames e
tratar (PNC CRISTALINA OU
PROCAINA – AVALIAR LCR P
CONDUTA). 
 VDRLVDRL  materno: materno: acompanhamento mensal (LIQUOR)
Sem acompanhamento: fazer todos os exames e tratar por 10 dias.
 VDRL não reagente:VDRL não reagente: acompanhamento
Sem acompanhamento, PNC BZT IM DU.
TOXOPLASMOSETOXOPLASMOSE
AGENTE:AGENTE: Toxoplasma Gondii Toxoplasma Gondii 
TRANSMISSÃO:TRANSMISSÃO: vertical, somente em fase aguda ou reativação na mãe imunodeprimida
RISCO DE TRANSMISSÃO:RISCO DE TRANSMISSÃO: > no 3º trimestre >60%/ No 1º trimestre <20%
CLINICACLINICA: Inespecífica /Hepatomegalia /PIG
DIAGNÓSTICO:DIAGNÓSTICO: 
 Sorologia + neuroimagem
 TRIADE DE SABINTRIADE DE SABIN: coriorretinite grave + hidrocefalia (obstrutiva) + CALCIFICAÇÕES DIFUSASCALCIFICAÇÕES DIFUSAS 
 
TRATAMENTO:TRATAMENTO: 
 Sulfadiazina + Pirimetamina + Ac. Folínico (1ºano de vida do RN)
 Corticóide para coriorretinite grave ou LCR com proteinorraquia ↑ >1g/dl 
RUBÉOLA = NOTIFICAÇÃO COMPULSÓRIARUBÉOLA = NOTIFICAÇÃO COMPULSÓRIA
Mãe agudamente infectada durante a gestação
CLINICA:CLINICA:
 Picos de maior transmissão 1º e 3º trimestre
 A síndrome da RUBÉOLA CONGÊNITA é somente no 1º trimestre, geralmente da 8ª a 12ª semanas
 Surdez
 Catarata (reflexo vermelho ausente) pode haver coriorretinite
 Cardiopatia congênitasopro cardíaco:
 Persistência do canal arterial
 Estenose da artéria pulmonar
TRATAMENTO:TRATAMENTO: manejo das sequelas
CMVCMV
Citomegalovirose aguda (primária durante a gestação)
Reativação de infecção latente
Infecção por cepa diferente da 1ª infecçãoCLINICA:CLINICA: Manifestações específicasCALCIFICAÇÕES PARAVENTRICULARES
 
TRATAMENTO:TRATAMENTO: Ganciclovir IV por 6 semanas
SEQUELAS:SEQUELAS: Surdez Neurossensorial não hereditária da infância
 
 
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ADENDOADENDO – – TRIAGEM NEONATAL TRIAGEM NEONATAL
OBJETIVOSOBJETIVOS 
Identificar distúrbios e doenças no recém-nascido em tempo oportuno para intervenção adequada,
garantindo tratamento e acompanhamento contínuo às pessoas com diagnóstico positivo, conforme
estabelecido nas linhas de cuidado, com vistas a reduzir a morbimortalidade e melhorar a qualidade de
vida das pessoas. 
A triagem neonatal é realizada por meio de testes capazes de detectar precocemente um grupo de
doenças congênitas e hereditárias, geralmente assintomáticas no período neonatal (até 28 dias do
nascimento).
Todos os resultados dos testes, retestes, diagnóstico, monitoramento ou acompanhamento devem serinformados no prontuário e na caderneta da criança. Vale destacar, a importância de garantir o
acolhimento e orientações aos pais ou responsáveis.
PROGRAMA NACIONAL DE TRIAGEM NEONATAL DO MS DE 2013 É COMPOSTO PELOS SEGUINTES
COMPONENTES:
I - Triagem Neonatal Biológica (Teste do Pezinho)
II - Triagem Neonatal Auditiva (Teste da Orelhinha)
III - Triagem Neonatal Ocular (Teste do Olhinho)
II – – TESTE DO PEZINHO TESTE DO PEZINHO
Idealmente realizado entre o 3º e 7º dia de vida, nunca antes das 48h de amamentação e nunca após
30 dias.
FASES DO PROGRAMA (TESTE DO FASES DO PROGRAMA (TESTE DO PEZINHO)PEZINHO) 
FASE FASE I I FASE FASE II II FASE FASE III III FASE FASE IVIV
 Fenilcetonúria
 Hipotireoidismo
Congênito
 Fenilcetonúria
 Hipotireoidismo
Congênito Doença Falciforme e
outras
Hemoglobinopatias
 Fenilcetonúria
 Hipotireoidismo
Congênito Doença Falciforme e
outras
Hemoglobinopatias
 Fibrose Cística
 Fenilcetonúria
 Hipotireoidismo Congênito
 
Doença Falciforme e outrasHemoglobinopatias
 Fibrose Cística
 Hiperplasia Adrenal Congênita
 Deficiência de Biotinidase
 FASE IV: Regiões SUL/SUDESTE/Bahia/DF
 FASE III: Regiões NORTE/NORDESTE/CENTRO-OESTE
 FASE II: Amapá/Tocantins
ANEMIA FALCIFORME:ANEMIA FALCIFORME: doença hereditária que altera a formação da hemoglobina, molécula
responsável pelo transporte do oxigênio no sangue. Em decorrência dessa alteração, as hemácias ficam
com forma de foice (daí o nome “falciforme”), o que dificulta sua locomoção e acaba lesionando
tecidos.
DEFICIÊNCIA DE BIOTIONIDASE:DEFICIÊNCIA DE BIOTIONIDASE: é a falta da vitamina biotina no organismo. Sua deficiência resulta em
convulsões, fraqueza muscular, queda de cabelo, surgimento de espinhas, acidez do sangue e baixa
imunidade.
FENILCETONÚRIA:FENILCETONÚRIA: é uma doença genética caracterizada pela incapacidade de metabolizar a enzima
fenilalanina-hidroxilase, responsável pela transformação do aminoácido fenilalanina em tirosina. A
ausência de tirosina pode acarretar retardo mental.
HIPOTIREOIDISMO CONGÊNITO:HIPOTIREOIDISMO CONGÊNITO: doença que faz com que a glândula tireoide não seja capaz de
produzir quantidade adequada de hormônios tireoidianos, o que deixa os processos metabólicos mais
lentos. Uma das principais consequências é a retardação mental.
 
 
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HIPERPLASIA CONGÊNITA DA HIPERPLASIA CONGÊNITA DA SUPRA-RENAL:SUPRA-RENAL: provoca uma deficiência na produção de hormônios pelas
glândulas supra-renais ou adrenais. Para compensar, a hipófise produz excesso de hormônios que
estimulam as supra-renais, que aumentam de tamanho e passam a produzir em excesso hormônios que
levam à masculinização do corpo da criança. Além disso, pode ocorrer desidratação, perda de sal no
organismo e vômitos.
FIBROSE CÍSTICA:FIBROSE CÍSTICA: doença multissistêmica que causa insuficiência pancreática, infecções de vias aéreas
e síndromes disabsortivas.
São necessáriosacompanhamentos: espirometria 2/ano, TC tórax a cada 2 anos, Escarro em toda
consulta.
DIAGNÓSTICODIAGNÓSTICO:
 Teste do suor >60meq/l (2 testes) + história familiar ou sintomas ou enzima pancreática
 Triagem neonatal/tripsiogênio/ Enzimas pancreáticas
TRATAMENTO:TRATAMENTO:
 ATB (Oxacilina + Amicacina + Ceftazidima)
 Mucolíticos,
 Nebulização com salina 7% 4x/dia,
 Lipase 1000UI/kg/cada refeição,
 Vacinas anti- Pneumocócica + anti- Influenza + anti- Varicela
IIII – – TESTE DA ORELHINHA TESTE DA ORELHINHA
FATORES PERINATAIS QUE AUMENTAM O RISCO DE PERDA AUDITIVA:FATORES PERINATAIS QUE AUMENTAM O RISCO DE PERDA AUDITIVA:
 Asfixia (APGAR <6 no 5ºminuto)
 História familiar de surdez congênita
 Infecções TORCHS
 Hiperbilirrubinemia
 Sepse/meningite
 Hemorragia interventricular
 Convulsões
 Anomalias craniofaciais
 Espinha bífida
 Cromossomopatias
 Drogas ototóxicas
 Peso <1500g
 Ventilação mecânica >5dias 
O tempo ideal para diagnóstico é <3 meses e inicio do tratamento até 6 meses.
SÃO 2 MÉTODOS DE TRIAGEM:SÃO 2 MÉTODOS DE TRIAGEM: 
1)1) EMISSÕES OTOACÚSTICAS EVOCADAS (EOA):EMISSÕES OTOACÚSTICAS EVOCADAS (EOA):
 De preferência 2º - 3ºdia de vida.
 Feita com o sono natural do bebê, colocando-se um fone ao seu ouvido, efetuando-se estimulo sonoro
 E na captação do seu retorno.
 Se alterado, repetir até os 3 meses de vida.
2)2) BERA- POTENCIAL AUDITIVO DE TRONCO ENCEFÁLICO:BERA- POTENCIAL AUDITIVO DE TRONCO ENCEFÁLICO:
 Mais complexo, requer capacitação e sedação.
 Também se utiliza fones no ouvido do bebê, posicionando eletrodos na cabeça, que tem por função
 Captar as ondas eletrofisiológicas geradas pelos estímulos sonoros.
IIIIII – – TESTE DO OLHINHO TESTE DO OLHINHO
Conhecido também como teste do Reflexo Vermelho (teste de Bruckner). Utilizando um oftalmoscópio
(posição Zero), em ambiente escuro, o examinador a um braço de distância dos olhos do bebê. O teste
normal é o achado de um reflexo vermelho brilhante quando a luz incide sobre a pupila.
Encontro de qualquer anormalidade: reflexo branco ou leucoria, pontos pretos ou assimetria) indica,
por sua vez a necessidade de dilatação pupilar e investigação por um oftalmologista.
A leucocoria pode ser encontrada em situações como a catarata, retinoblastoma, retinopatia da
prematuridade e coriorretinite.
 
 
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TESTE DO CORAÇÃOZINHO/OXIMETRIA DE PULSOTESTE DO CORAÇÃOZINHO/OXIMETRIA DE PULSO
É um teste recomendado pela SBP, ainda não pertence ao grupo de triagem neonatal do MS. 
Detecção precoce de cardiopatias congênitas críticas como por exemplo:
 Cardiopatias críticas com fluxo pulmonar dependente de canal: ATRESIA DE ARTERIA PULMONAR
 Cardiopatias críticas com fluxo sistêmico dependente de canal: HIPOPLASIA DE CORAÇAO ESQUERDO
E COARTAÇAO GRAVE DE AORTA
 Cardiopatias com circulação em paralelo: TRANSPOSIÇÃO DE GRANDES VASOS
O teste da Oximetria deve ser realizado em todo Neonato >34 semanas, após 24h de vida e antes da
alta da maternidade:
Local: extremidade do MSD (representa a saturação pré-ductal) e extremidade de um dos MI
(representa a saturação pós-ductal), é necessário que as extremidades estejam aquecidas.
 RESULTADO NORMALRESULTADO NORMAL: SO2  95% em ambos os locais e diferença   entre a medida do MS e do
MI
 RESULTADO ANORMALRESULTADO ANORMAL: < 95% ou se a diferença entre MS e MI for  3%.
 Diante desse resultado, deve-se repetir o exame em 1hora.
 Caso se mantenha, a criança deverá realizar um ECOCARDIOGRAMA dentro das próximas 24 e
encaminhada a cardiologia.
CASO CLÍNICO 9CASO CLÍNICO 9 – – REANIMAÇÃO NEONATAL: REANIMAÇÃO NEONATAL: 
Gestante de 39 semanas chega à Emergência, relatando fortes dores baixo ventre, com perda de
secreção escura, há aproximadamente 3h.
Ao exame obstétrico, 10 cm de dilatação, contrações 3/40’’ /40’, membrana rota, com presença de
líquido amniótico meconial.
1- Cumpra corretamente a conduta de atenção ao RN
PARTE IPARTE I – – PROCEDIMENTOS ANTES DE RECEBER O RN: PROCEDIMENTOS ANTES DE RECEBER O RN:
 Lavar as mãos
 Calçar as luvas
 Preparar ou solicitar materiais necessários
 Apresenta-se a mãe como pediatra do RN
PARTE IIPARTE II – – PROCEDIMENTOS AO RECEBER O RN: PROCEDIMENTOS AO RECEBER O RN:
 Fazer 4 perguntas ao obstetra: termo/mecônio/resp./tônus
 Receber o RN em campos limpos
 Levar RN a fonte de calor
 Posiciona-se atrás do recém-nascido, colocando a cabeça dele voltada para si
 Posiciona a cabeça do RN em discreta extensão ao pescoço
 Aspira boca em seguida narinas do RN
 Mantem o RN seco e protegido pelos campos (cabeça/tronco/membros) (entregar cartão ao
candidato com os signos vitais do RN)
PARTE IIIPARTE III – – PROCEDIMENTOS DE RECEPÇÃO AO RN: PROCEDIMENTOS DE RECEPÇÃO AO RN:
 Verificar FC e FR
 Colocar devidamente oxímetro em MSD
 
 
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 Introduzir o laringoscópio e iniciar aspiração traqueal, introduzir cânula e conectar o aspirador
externo e retirar em seguida
 Iniciar ventilação por pressão positiva com ar ambiente 40-60/min (sem resposta associar o2 a
100%)
 Checar técnica
 Considerar intubação oro-traqueal, em seguida verificar fc
 Iniciar massagem cardíaca 3:1
 Solicitar acesso de via venosa umbilical
 Infundir adrenalina (0.1 a 0.3ml/kg) seguido por 1ml de sol fisiológica, sem que se interrompa as
massagens e ventilação
PARTE IVPARTE IV – – FIM DO PROCEDIMENTO APÓS 10 MINUTOS DE REANIMAÇÃO SEM RESPOSTA. FIM DO PROCEDIMENTO APÓS 10 MINUTOS DE REANIMAÇÃO SEM RESPOSTA.
ADENDOADENDO – – REANIMAÇÃO NEONATAL REANIMAÇÃO NEONATAL
RN meconiado, com boa responsividade (tônus, chorando e respirando devidamente) não é necessária
intubação para aspiração, seguir com a reanimação padrão.
MATERIAIS NECESSÁRIOS PARA REANIMAÇÃO NEONATAL:MATERIAIS NECESSÁRIOS PARA REANIMAÇÃO NEONATAL: 
Campos Estéreis (3)
Laringoscopio De Lâmina Reta Nº 0
Cânula Para Intubação
Seringa 10ml - Solução Fisiológica (EXPANSÃO DE VOLUME) 10ML/KG
Seringa Com Adrenalina 0,1 - 0,3ML/KG
Seringa com sol. FisiológicaAmbu + máscara
Oxímetro
Estetoscópio
Aquecer previamente a mesa neonatal
Se não haver o oxímetro e BLENDER disponíveis – iniciar VPP em ar ambiente para todas as idades,
após 30 segundos sem melhora, associar O2.
INVESTIGAR HÉRNIA DIAFRAGMÁTICA/ABDOME ESCAVADO:INVESTIGAR HÉRNIA DIAFRAGMÁTICA/ABDOME ESCAVADO: contraindica VPP intubação
DIÂMETRO DA CÂNULA TRAQUEAL:DIÂMETRO DA CÂNULA TRAQUEAL:
 <1000 g: 2,5
 1000 – 2000g: 3,0
 2000 – 3.000g :3,5
 >3000g: 4,0
MASSAGEM CARDÍACA:MASSAGEM CARDÍACA:
 1/3 do dm AP do tórax
 3:1 compressão/ventilação (90 movimentos e 30 ventilações/minuto)
VALORES DE SATO2 PRÉ-DUCTAIS VALORES DE SATO2 PRÉ-DUCTAIS DESEJÁVEIS:DESEJÁVEIS:
 Até 5 minutos: 70-80%
 5-10 minutos: 80-90%
 >10minutos: 85-95%
 
 
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ESCORE DE APGARESCORE DE APGAR
CONDIÇÕES PERINATAIS ASSOCIADAS À NECESSIDADE DE REANIMAÇÃO NEONATALCONDIÇÕES PERINATAIS ASSOCIADAS À NECESSIDADE DE REANIMAÇÃO NEONATAL
FATORES FATORES ANTENATAIS ANTENATAIS FATORES FATORES RELACIONADOS RELACIONADOS AO AO PARTOPARTO
• Idade 35 anos 
• Ausência de cuidado pré-natal
• Diabetes
• Rotura prematura das membranas
• Hipertensão específica da gestação
• Pós-maturidade
• Hipertensão crônica
• Gestação múltipla
• Anemia fetal ou aloimunização 
• Discrepância entre idade gestacional e peso ao
nascer
• Óbito fetal ou neonatal anterior
•Diminuição da atividade fetal
• Sangramento no 2º ou 3º TRIM.• Uso de drogas ilícitas
• Infecção materna
• Malformação ou anomalia fetal
• Doença materna cardíaca, renal, tireoidiana ou
neurológica
• Uso de medicações (magnésioe bloqueadores
adrenérgicos)
• Polidrâmnio ou oligoâmnio
• Hidropsia fetal
• Cesariana de emergência
• Bradicardia fetal
• Uso de fórceps ou extração a vácuo
• Padrão anormal de frequência cardíaca fetal 
• Apresentação não cefálica
• Anestesia geral
• TPP
• Tetania uterina 
• Parto taquitócico
• Líquido amniótico meconial 
• Corioamnionite
• Prolapso de cordão 
• Rotura prolongada de membranas (>18 horas
antes do parto)• Uso materno de opioides nas 4 horas que
antecedem o parto
• TP prolongado (>24 horas)
• Segundo estágio do TP prolongado (>2 horas)
• Placenta prévia
• DPP 
• Macrossomia fetal 
• Sangramento intraparto abundante 
 
 
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CASO CLÍNICO 10CASO CLÍNICO 10 – – DOENÇA DIARRÉICA DOENÇA DIARRÉICA AGUDA/DESIDRATAÇÃO:AGUDA/DESIDRATAÇÃO: 
Mãe traz filho de 7 meses para pronto socorro referindo muitos episódios de diarreia há 2 dias. Nega
febre e vômitos. 
Realize Anamnese direcionada, Exame Físico, Diagnóstico e Tratamento.
INFORMAÇÕES QUE SERÃO DADAS CONFORME SOLICITADASINFORMAÇÕES QUE SERÃO DADAS CONFORME SOLICITADAS
 Estado geral IRRITADO
 F.C. Normal
 Olhos Fundos
 Lágrimas DIMINUIDAS
 Mucosas SECAS
 Fontanela DEPRIMIDA
 Sinal da Prega RECOLHE < 2seg
 Enchimento Capilar LENTO
 Peso anterior = 6 kg
 Peso atual = 5,7Kg
 Déficit de Peso de 5%
PARTE IPARTE I – – AVALIAÇÃO CLÍNICA: AVALIAÇÃO CLÍNICA: 
 O candidato cumprimentou a mãe e o paciente e apresentou-se como médico
 O candidato solicita o Cartão da criança
 O candidato estabelece clima harmônico na consulta, interagindo efetivamente com a mãe do
paciente
 O candidato investigou queixa principal e tempo de início do quadro
 O candidato investigou quantos episódios de diarreia, vômitos, outros sintomas, aceitação de
líquidos.
 O candidato verifica se a vacinação está adequada
 O candidato perguntou o peso da criança
 O candidato pesou a criança
 O candidato lavou as mãos
 O candidato Realizou exame físico direcionado ao estado de hidratação da criança (estado geral,
fontanela, mucosas, sinal da prega, enchimento capilar, lágrimas, olhos)
PARTE IIPARTE II – – SOLICITAÇÃO E INTERPRETAÇÃO DE EXAMES COMPLEMENTARES: SOLICITAÇÃO E INTERPRETAÇÃO DE EXAMES COMPLEMENTARES: 
 O candidato não solicitou exames
PARTE IIIPARTE III – – FORMULAÇÃO DO DIAGNÓSTICO: FORMULAÇÃO DO DIAGNÓSTICO:
 O candidato formulou o diagnóstico de Doença Diarreica Aguda com Desidratação Leve a
Moderada
 O candidato explicou o diagnóstico para a mãe
PARTE IVPARTE IV – – ORIENTAÇÃO TERAPÊUTICA: ORIENTAÇÃO TERAPÊUTICA: 
 O Candidato indicou corretamente Plano B – Terapia de Reidratação Oral em observação
 
O candidato reavaliou a criança durante a TROPARTE VPARTE V – – ATITUDE: ATITUDE: 
 O Candidato demonstrou empatia durante o atendimento (escuta atenta, linguagem acessível
ao paciente)
 
 
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ADENDO DOENÇA DIARREICA AGUDAADENDO DOENÇA DIARREICA AGUDA – – DESIDRATAÇÃO DESIDRATAÇÃO
CLASSIFICAÇÃO DOENÇA DIARREICA AGUDA:CLASSIFICAÇÃO DOENÇA DIARREICA AGUDA:
1. Diarreia aguda é quando dura < 14 dias
2. Diarreia Persistente é quando dura entre 14 – 30 dias
3. Crônica é quando dura > 30 dias
ETIOLOGIA ETIOLOGIA DDA DDA CLÍNICA CLÍNICA DDADDA
Viral (principal),
Bacteriana, Protozoários
Diárreia, Vômitos, Perda de apetite, Febre, Coriza, Distensão abdominal,
Alteração de RHA (aumentados, diminuídos ou abolidos)
CLASSIFICAÇÃO DO ESTADO DE HIDRATAÇÃOCLASSIFICAÇÃO DO ESTADO DE HIDRATAÇÃO
PLANO PLANO DE DE TTO TTO A A B B CC
COMO COMO CLASSIFICAR CLASSIFICAR < < 2 2 sintomas sintomas do do B B e e CC ≥≥ 2 sint. do B + < que 2 do C 2 sint. do B + < que 2 do C ≥≥2 sintomas do C2 sintomas do C
PALAVRA PALAVRA CHAVE CHAVE NORMALNORMAL S/ “MUITO”S/ “MUITO” “MUITO”“MUITO” 
SINTOMASSINTOMAS SEM SEM DESIDRATAÇÃO DESIDRATAÇÃO LEVE LEVE A A MODERADA MODERADA GRAVEGRAVE
ESTADO GERALESTADO GERAL Alerta Irritado Comatoso/Letárgico
SEDESEDE Bebe normalmente Sedento/ com avides Incapaz de beber
FCFC Normal Normal a aumentada Aumentada
PULSOPULSO Normal Normal a diminuído Fraco/Impalpável
OLHOSOLHOS Normal Fundos Muito Fundos
LÁGIMASLÁGIMAS Presentes Diminuídas Ausentes
MUCOSASMUCOSAS Úmidas Secas Muito secas
FONTANELAFONTANELA Normal Deprimida Muito Deprimida
SINAL DA PREGASINAL DA PREGA Recolhe rápido Recolhe < 2 seg Recolhe >2 segundos
ENCHIMENTO CAPILARENCHIMENTO CAPILAR Normal Lento Muito Lento
EXTREMIDADESEXTREMIDADES Quentes Frias Frias/Moteadas
DÉFICIT DE PESODÉFICIT DE PESO < 3% 3 a 9 % > 9%
NÃO ESQUECER DE PESAR SEMPRE A CRIANÇA E IDENTIFICAR PERDA DE PESO (Item OBJETIVO) 
TRATAMENTOTRATAMENTO
PLANO PLANO A A PLANO PLANO BB
Terapia de Reidratação OralTerapia de Reidratação Oral
PLANO CPLANO C
Reidratação VenosaReidratação Venosa
 Não é necessário
internação
 Orientar aumento da
ingesta de líquidos
 Administração de
solução após perdas:
até 12 meses = 50-100ml
>12 meses = 100-200ml
>10 anos = quantidade
desejada
 Alimentação usual
(corrigir erros dietéticos
graves)
 Orientar família sobre
os sinais de desidrataçãoObs:Obs: Soro caseiroSoro caseiro se faz
com um copo de água
limpa filtrada ou fervida
(200ml) + uma medida
pequena e rasa de sal
(aproximadamente 1
pitada) + Duas medidas
grandes e rasas de açúcar
 Administrar SRO 50-100ml/kg em 4-
6hrs que deve ser administrado em
pequenas quantidades e com alta
frequência.
 Reavaliar constantemente quanto à
desidratação, peso e diurese.
 Manter somente aleitamento
materno, retira outros alimentos
 Após o fim, se o paciente estiver
reidratado deve dar alta com uso de
SRO após perdas.
Obs1:Obs1: A TRO está contraindicadaA TRO está contraindicada se
o paciente tiver com desidratação
grave, vômitos incontroláveis,
distensão abdominal com íleoparalítico.
Obs2:Obs2: A Gastróclise está indicadaA Gastróclise está indicada 
em caso de Perda de peso após as 2
primeiras horas de TRO, Vômitos
persistentes (>4episódios/hora)
depois de iniciada a TRO, Distensão
abdominal acentuada com ruídos
hidroaéreos presentes, Recusa ou
dificuldade de ingerir TRO.
EXPANSÃO:EXPANSÃO: Solução Cristaloide 100ml/kg: 
<1 <1 ANO ANO (6h) (6h) >1 >1 ANO ANO (3h)(3h)
30ml/kg em 1 h
70ml/kg em 5 h
30ml/kg em 30 minutos
70ml/kg em 2h e 30min
MANUTENÇÃO:MANUTENÇÃO: Reposição hídrica em 24h:
1-Regra de Holliday:1-Regra de Holliday:
 < 10kg = 100ml/kg
 10-20kg=1000ml + 50ml/kg acima de 10kg
 >20kg = 1500ml + 20ml/kg acima de 20kg
2-Soro a 1:4 =2-Soro a 1:4 =1 parte de SF 0,9% : 4 partes
de SG5% 
3-Reposição de K3-Reposição de K: 1ml de KCl 19,1% para
cada 100ml de solução
REPOSIÇÃOREPOSIÇÃO Reposição hídrica para perdas: 
 Iniciar com 50ml/kg adicional ao soro de
manutenção
 Solução 1:1 = 1 parte de SF 0,9% : 1
parte de SG5%
 ZINCO:ZINCO: está associada à redução da
gravidade de DDA:
 < 6 meses = 10mg/dia por 10-14 dias
 > 6 meses = 20mg/dia por 10-14 dias
 
 
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CASO CLÍNICOCASO CLÍNICO – – SARAMPO: SARAMPO:
Um lactente com nove meses de idade vem à consulta na Unidade Básica de Saúde (UBS) com febre há
seis dias, acompanhada de tosse, secreção seromucosa nasal, hiperemia e secreção conjuntival intensa.
Procurou a UBS no início dos sintomas, sendo diagnosticado um quadro gripal. A mãe retorna para
reavaliação, pois a febre não cessou e os sintomas pioraram com o surgimento de manchas
avermelhadas no rosto, que progrediram para o tronco há um dia. Ao exame físico: bom estado geral,
ativo, afebril, frequência cardíaca = 120 bpm, frequência respiratória = 40 irpm, auscultas pulmonar e
cardíaca sem alterações. Boa perfusão periférica. Otoscopia normal. Oroscopia com mucosa
hiperemiada e pequenas manchas brancas com halo eritematoso próximoaos pré-molares. Pele:
exantema maculopapular em tronco e face.
ANAMNESEANAMNESE
 Cumprimentou a mãe e identificou-se de maneira adequada
 Solicitou dados da criança + cartão da criança
 Estabeleceu clima harmônico na consulta, interagindo efetivamente com a mãe do paciente
 Ouviu com atenção as queixas da mãe do paciente, sem interrupção
 Usou efetivamente uma linguagem não verbal (postura/gestual/atitude)
 Identificou nos dados apresentados o quadro de Sarampo
 Investiga histórico vacinal dos contactantes (grávida, crianças)
EXAME FÍSICOEXAME FÍSICO
 Lavou as mãos
 Pesou a criança/mediu/perímetro cefálico
 Avaliou as lesões exantemáticas, descrevendo as características
 Examinou conduto auditivo/pulmão (complicações)
CONDUTA E TRATAMENTOCONDUTA E TRATAMENTO
 Explicou à mãe a srcem da doença e evolução da mesma
 Orientou quanto ao contato com outras crianças ou pessoas não vacinadas para o risco de
contagio
 Enfatizou a importância das vacinas em dia e alertou quanto as próximas doses
 Alertou quanto as complicações e sinais alerta (dispneia, taquicardia)/ de infecção (conjuntivite
purulenta/pneumonia/OMA)
 Prescreveu vitamina A - 100.000 U.I (VO)/ antitérmico / orientou uma adequada
hidratação/alimentação/ repouso
 
Solicitou retorno em 48h
 Perguntou à mãe se tem alguma dúvida
 
 
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ADENDODOENÇASADENDODOENÇAS – – EXANTEMÁTICAS EXANTEMÁTICAS
SARAMPO - NOTIFICAÇÃO IMEDIATASARAMPO - NOTIFICAÇÃO IMEDIATA
FÁMILIA:FÁMILIA: Paramyxoviridae
PORTA DE ENTRADA:PORTA DE ENTRADA: Trato respiratório / conjuntiva ocular
CLINICA:CLINICA: Febre 40-40,5ºC, coriza, tosse produtiva, conjuntivite e fotofobia
SINAL PATOGNOMÔNICO :SINAL PATOGNOMÔNICO : manchas de KOPLIK (enantema – pequenas lesões puntiformes,
esbranquiçadas com halo avermelhado na mucosa jugal na altura dos pré-molares
EXANTEMA:EXANTEMA: maculopapular avermelhado (morbiliforme)
LOCALIZAÇÃO/CURSO:LOCALIZAÇÃO/CURSO: retroauricular, frontal - segue linha de implantação capilar, pescoço, dorso,
extremidades, palmas e solas./cefalocaudal
FASCIES SARAMPENTA:FASCIES SARAMPENTA: hiperemia conjuntival, lacrimejamento, coriza mucopurulenta e rash facial.
DESCAMAÇÃO:DESCAMAÇÃO: furfurácea
COMPLICAÇÕES:COMPLICAÇÕES: 
 OMA – mais comum
 Pneumonia (mais mata por ser mais comum que encefalite)
 Encefalite
TRATAMENTO:TRATAMENTO: Não existe tratamento específico para a infecção por sarampo. O tratamento
profilático com antibiótico é contraindicado.
É recomendável a administração da vitamina A em crianças acometidas pela doença, a fim de
reduzir a ocorrência de casos graves e fatais. A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda
administrar a vitamina A, em todas as crianças, no mesmo dia do diagnóstico do Sarampo, nas
seguintes dosagens:
• Crianças menores de seis meses de idadeCrianças menores de seis meses de idade - 50.000 Unidades Internacionais(U.I.): uma dose, em
aerossol, no dia do diagnóstico; e outra dose no dia seguinte.
• Crianças entre seis e 12 meses de idade -Crianças entre seis e 12 meses de idade - 100.000 U.I: uma dose, em aerossol, no dia do
diagnóstico; e outra dose no dia seguinte.
• Crianças maiores de 12 meses de idade -Crianças maiores de 12 meses de idade - 200.000 U.I.: uma dose, em aerossol ou cápsula, no
dia do diagnóstico; e outra dose no dia seguinte.
Para os casos sem complicação manter a hidratação, o suporte nutricional e diminuir a hipertermia.
Muitas crianças necessitam de quatro a oito semanas, para recuperar o estado nutricional que
apresentavam antes do sarampo. As complicações como diarréia, pneumonia e otite média, devem
ser tratadas de acordo com normas e procedimentos estabelecidos pelo Ministério da Saúde
PREVENÇÃO:PREVENÇÃO: Imunização ( tríplice viral 12m, tetra viral 15m)
Pós contato: Imunização até 72h / IG padrão até 6 dias pós contato
 
 
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RUBÉOLARUBÉOLA – – NOTIFICAÇÃO IMEDIATA NOTIFICAÇÃO IMEDIATA
Virus da Rubéola – Togaviridae e ao gênero- RubivírusSintomas catarrais leves + febre baixa
Linfadenopatia retroauricular, cervical posterior e occipital
Enantema: manchas de Forcheimer – lesões rosadas / petéquias em palato mole e amigdalas
Exantema: maculopapular rubeoliforme
Início/curso: face- craniocaudal rápido
Descamação ausente
COMPLICAÇÕES:COMPLICAÇÕES: Artropatia (meninas) – artralgia, principalmente mãos//Encefalite / /
Trombocitopenia pós infecciosa 
*SÍNDROME DA RUBÉOLA CONGÊNITA: grave CATARATA / SURDEZ / MALFORMAÇÃO CV
(ESTENOSE ARTERIA PULMONAR/PERSISTENCIA DO CANAL ARTERIAL
TRATAMENTO:TRATAMENTO:
Não existe tratamento específico, somente uso de medicamentos sintomáticos
Deve-se evitar o contato dos pacientes com gestantes suscetíveis
PROFILAXIA:PROFILAXIA: Vacina – tríplice viral - 12 meses e tetra viral aos 15 meses via subcutânea
PÓS EXPOSIÇÃO: vacina administrada em ate 72h após o contato
EXANTEMA SÚBITO / ROSÉOLAEXANTEMA SÚBITO / ROSÉOLAHerpes Vírus humano tipo 6 e 7 -> Lactentes
Febre alta (some em crise) + coriza discreta
EXANTEMA: aparece quando desaparece a febre (maculopapular)
INICIO/CURSO: tronco / face, região proximal dos Membros
DESCAMAÇÃO: ausente
TRATAMENTO:TRATAMENTO: remissão espontânea
COMPLICAÇÃO:COMPLICAÇÃO: convulsão febril
ERITEMA INFECCIOSOERITEMA INFECCIOSO
PARVOVÍRUS B19
CLÍNICA:CLÍNICA: febre, cefaleia, coriza
EXANTEMA:EXANTEMA:
1ªFASE : eritema facial: face esbofeteada /cara de palhaço
2ª FASE : padrão rendilhado ou reticular ( poupa plantas, palmas,
progressão rápida)
3ª FASE: exantema intermitente por 1-3 semanas desencadeantes: luz
solar, calor, atividade física, stressDESCAMAÇÃO: ausente
COMPLICAÇÕES:COMPLICAÇÕES:
 Artropatia (meninas)
 Crise aplástica ( fase da viremia) Reticulopenia = hemotransfusão
 Infecção fetal (hidrópsia fetal)
 Síndrome Papular purpúrica em luvas e meias – Edema e eritema
doloroso (mãos e pés) pruriginosos
 
 
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ESCARLATINAESCARLATINA
STREPTOCOCCO PYOGENES grupo A
CLINICA
Febre, vômitos, dor abdominal, faringite estreptocócica
ENANTEMA: língua em morango- morango branco : papilas hipertrofiadas ( recobertas por saburra)
Língua em morango vermelho: papilas hiperemiadas/ hipertrofiadas
EXANTEMA: micropapular = aspecto de lixa – milhares de lesões micropapulares hiperemiadas – 
pele áspera ( pescoço de ganso)
INICIO/CURSO: pescoço/crâniocaudal rápida
#SINAL DA PASTIA: acentuação do exantema em superfícies flexoras (áreas de dobras) – não sofrem
clareamento com digito-pressão – LESÕES FIXAS
#SINAL DE FILATOV: palidez peribucal – rosto vermelho, ao redor dos lábios – palidez
DEMSCAMAÇÃO- laminar ou lamelar
DOENÇA DE KAWASAKIDOENÇA DE KAWASAKI
Em < 5 anos com febre ≥5 dias
DIAGNÓSTICODIAGNÓSTICO CRITÉRIOS:
1- Febre alta >/= 5 dias – obrigatório obrigatório 
2- Conjuntivite não exudativa
3- Alteração de cavidade oral (língua de framboesa/hiperemia lábios/cavidade oral)
4- Adenomegalia cervical >1,5
5- Alterações extremidades (edema, eritema das mãos e pés, descamação de extremidades)
6- Exantema polimorfo
AVALIAÇÃO COMPLEMENTAR:AVALIAÇÃO COMPLEMENTAR: Aumento VHS/PCR / / Trombocitose / / Ecoocardiograma 
COMPLICAÇÃO:COMPLICAÇÃO: aneurisma coronariano
TRATAMENTO:TRATAMENTO: Infusão IG HUMANA (IV) dose alta 2g/U/Kg nos primeiros 10 dias de doença + AC.
Acetil Salicílico 80-100mg
 
 
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VARICELA - NOTIFICAÇÃO IMEDIATA (grave/óbito)VARICELA - NOTIFICAÇÃO IMEDIATA (grave/óbito)
VÍRUS VARICELA ZÓSTER
CLINICA:CLINICA:
Febre, cefaleia, dor abdominal
EXANTEMA: vesicular pruriginoso
INICIO/CURSO: couro cabeludo,face, tronco / centrífugo = centro -> extremidades
LOCALIZAÇÃO: centrípeta
INFECÇÃO PRIMÁRIA: lesão cutânea, presença do vírus nas lesões
POLIMORFISMO REGIONAL=> mácula-pápula-vesícula c/conteúdo claro/turvo/pústula/crosta
COMPLICAÇÕES:COMPLICAÇÕES:
1- Infecção bacteriana secundária (pele)
2- Varicela progressiva
3- Varicela congênita
4- Síndrome de Reye
5- Cerebelite
TRATAMENTO:TRATAMENTO: aciclovir é contraindicado para gestantesACICLOVIR VO :ACICLOVIR VO :
>12 Anos
2º caso na casa,
Doença pulmonar ou cutânea crônica,
Uso de corticoide em dose não imunossupressora
Usuário crônico de AAS
ACICLOVIR IVACICLOVIR IV
Imunodeprimidos
Recém nascidos infectados
Varicela progressiva (aspecto hemorrágico – comprometimento hepático/ pulmonar
PREVENÇÃO:PREVENÇÃO:
Imunização – tetraviral 15 meses (até 2 anos )
CONTRAINDICADA- grávidas e Imunodeprimidos
Ig específica até 4º dia para suscetível, alto risco para formas graves: Imunodeprimidos, grávidas, RN
pré-maturos (<37sem e com <28 dias de vida)
<28 semanas sempre recebe
>/= 28 semanas se a mãe não tiver tido varicela
ALEITAMENTO:ALEITAMENTO: aleitamento materno por ordenha, sem contato com o RN até remissão da doença
 
 
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CLÍNICACLÍNICA
MÉDICAMÉDICA 
 
 
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CASO CLÍNICO 1CASO CLÍNICO 1 – – CRISE ASMÁTICA: CRISE ASMÁTICA:
Paciente masculino de 23 anos de idade vem a consulta no UBS com queixa de dificuldade de respirar e
tosse. Exame Físico apresenta sibilos expiratórios, FR: 22 irpm.
Faça a avaliação diagnostica quais exames complementares e a conduta terapêutica:
 Cumprimentou o paciente e apresentou-se como médico.
 Perguntou o nome do paciente e idade.
 Perguntou Queixa Principal
 Lavou as mãos antes de realizar o exame físico e pediu permissão para examinar o paciente
 Realizou exame físico direcionado (Estado Geral [Bom] – Uso de Musculatura acessória [Sim] – 
Ausculta Pulmonar [Sibilos] – F.R. [28irpm] /F.C. [106bpm])
 Solicitou Peak Flow (PFE)[55%] e Oximetria de Pulso [96%]
 Formulou o diagnóstico adequado de crise asmática.
 Classificou a crise asmática como Leve/moderada
 Indicou o emprego de um B2 agonista de curta duração (fenoterol 10gts) + S.F. (4ml) + O2 6l
 Repetiu 3 ciclos reavaliando o paciente cada 30 min. [Não houve melhora]
 Indicou associação com Brometo de Ipatrópio (Atrovent 20gts) + Corticoide V.O. (Prednisona 40-
60mg) 30/30min por 4 horas
 Após melhora do paciente prescreveu Salbutamol para crises e Corticoide V.O. diário por 7-
10dias
 Orientou a forma de uso dos medicamentos
 Orientou retorno
 Perguntou ao paciente se tinha alguma dúvida.
CASO CLÍNICO 1.1CASO CLÍNICO 1.1 – – ASMA: ASMA:
Paciente masculino de 10 anos de idade vem a consulta acompanhado de sua mãe, a qual relata que seu
filho tem tido dificuldade respiratória várias vezes na semana, que melhora com repouso e aparece com
o exercício.
Paciente assintomático no momento.
Objetivo:Objetivo:
 Classificar a Asma do Paciente
 Indicar o tratamento adequado
 
Cumprimentou o paciente e a sua mãe e apresentou-se como médico
 Perguntou o nome do paciente e idade.
 Perguntou Queixa Principal
 Realizou anamnese completa (História Familiar; Uso de medicamento; Se realiza medidas
ambientais; exercício físico)
 Investigou ABCDE da Asma (A – Sim / B – Não tem em casa / C – 1 Vez por semana / D – 3x por
semana)
 
 
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 Lavou as mãos antes de realizar o exame físico e pediu permissão para examinar o paciente
 Realizou exame físico direcionado (Estado Geral [Bom] – Uso de Musculatura acessória [Não] – 
Ausculta Pulmonar [Sibilos escassos] – F.R. [18irpm] /F.C. [90bpm])
 Solicitou Espirometria com prova com broncodilatador [alterado]
 Formulou o diagnóstico adequado de asma.
 Classificou a Asma como Não Controlada
 Explicou o diagnóstico para mãe
 Indicou para tratamento – Medidas Ambientais + Salbutamos Aerossol se necessário +
Budesonida 50ug 1 puff 12/12hrs + Salmeterol 25ug 2 puff 12/12hrs
 Orientou a forma de uso dos medicamentos
 Orientou retorno
 Perguntou ao paciente se tinha alguma dúvida.
ADENDO ASMAADENDO ASMA
SE O PACIENTE CHEGAR COM CRISESE O PACIENTE CHEGAR COM CRISE 
1º CLASSIFICAR A GRAVIDADE DA CRISE:1º CLASSIFICAR A GRAVIDADE DA CRISE:
 Fazer o Exame Físico (1-Estado Geral; 2-Uso de musculatura acessória; 3- Ausculta pulmonar; 4-FR/FC)
 Solicitar Peak flow (PFE).
 Solicitar Oxímetria.
 Solicitar Gasometria (IndicaçãoIndicação: Sinais de gravidade; PFE < 30% do valor basal; Saturação O2 <93%)
CRISE CRISE LEVE/MODERADA LEVE/MODERADA CRISE CRISE GRAVE GRAVE CRISE CRISE MUITO MUITO GRAVEGRAVE
 Bom Estado Geral
 PFE: > 50% do basal
 SpO2: >95%
 Gaso: Alcalose Respiratória
 Regular Estado Geral
 PFE: 30 a 50% do basal
 SpO2: 91 a 95%
 Gaso: Normal
 Mal Estado Geral
 PFE: < 30% do basal
 SpO2: < 90%
 Gaso: Acidose Respiratória
2º TRATAR A CRI2º TRATAR A CRISE DE ACORDO A CLASSIFICAÇÃO:SE DE ACORDO A CLASSIFICAÇÃO:
 GRAVE – Agitação; F.R. > 30irpm; F.C. > 120bpm; SatO2 < 90%; PFE <= 50%
 Intubar se Sinais de Gravidade: Não consegue falar/ Exaustão/ Diminuição da consciência/ pH <7,3/
Se não melhorou ou piorou após tratamento completo.
 Se não necessitar intubar, Fazer:
1º Passo (Leve/Moderada)1º Passo (Leve/Moderada) B2 agonista de curta ação: NBZ com Fenoterol (1 gotas/2-3Kg + 3-4 ml SF
0,9% c/ 20’ até 3 doses) OUOU Spray de Salbutamol (1Puff c/ 20’ até 3 doses) ++ Oxigênio 6-8 L/min. Se não
houver melhora após 1 hora, passar p/ próximo passo: 
2º Passo (Grave)2º Passo (Grave) 1º P + Ipratrópio (10-20 gotas) + Corticoide oral: Prednisona VO (1-2mg/Kg, máx.
40mg) OUOU Metilprednisolona IV (1mg/Kg) ±± Sulfato de Magnésio. 
OBS:OBS: Alvo de SpO2 93-95% / se gestante, criança ou DCV 95-98%
 
CLASSIFICAÇÃO DOCONTROLE DA ASMA (ControladaCLASSIFICAÇÃO DOCONTROLE DA ASMA (Controlada – – Parcialmente Controlada [1 ou 2 alterado] Parcialmente Controlada [1 ou 2 alterado] – – 
Não Controlada [3 ou mais alterados])Não Controlada [3 ou mais alterados])
AA Atividades limitadas.
BB Broncodilatador de alívio > 2x por semana.
CC “Cordou” à noite.
DD Diurnos, Sintomas diurnos >2x por semana.
EE Espirometria ou PFE Alterado.
 
 
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MANUTENÇÃO DA ASMAMANUTENÇÃO DA ASMA 
Passo 1Passo 1 Medidas ambientais + B2 agonista de curta duração. [Salbutamol Aerossol conformeSalbutamol Aerossol conforme
necessidade do pacientenecessidade do paciente]
Passo 2Passo 2 Passo 1 + corticoide inalatório de baixa dose [ Budesonida 200ug AerossolBudesonida 200ug Aerossol – – Dose baixa: Dose baixa:
1puff 12/12hrs1puff 12/12hrs]
Passo 3Passo 3 Passo 1+ Passo 2 + B2 agonista de longa duração [Salmeterol 25ug AerossolSalmeterol 25ug Aerossol – – Dose média Dose média
2puff 12/12hrs2puff 12/12hrs] (em crianças < de 5 anos não faz B2 de Longa, apenas aumenta a dose do
corticoide inalatório).
Passo 4Passo 4 Passo 1+Passo 2 (corticoide inalatório de media/alta dose) [ Budesonida 200ug AerossolBudesonida 200ug Aerossol – – 
Dose Média 2 puff 12/12hrsDose Média 2 puff 12/12hrs – – Dose Alta 3 puff 12/12hrs Dose Alta 3 puff 12/12hrs] + B2 agonista de longa duração
Passo 5Passo 5 Passo 1+ Passo2 (corticoide inalatório de media/alta dose) + B2 agonista de longa duração
e Corticoide Oral [Prednisona 1-2mg/kg 1comprimido ao dia (dose máxima para crianças
40mg e para adulto 60mg)]
TÉCNICA DE COLETA DE GASOMETRIATÉCNICA DE COLETA DE GASOMETRIA
1º Realizar Teste de ALLEN1º Realizar Teste de ALLEN: comprimiras artérias Unar e Radial com os dedos polegares; pedir ao
paciente abrir e fechar as mãos varias vezes até surgir palidez das palmas; soltar o fluxo apenas da
artéria Unar; Observar se há boa reperfusão sanguínea (< 6 segundos) capas de nutrir a mão da
paciente na falta do fluxo sanguíneo da artéria Radial.
2º Separar material2º Separar material
3º Seringa heparinizada3º Seringa heparinizada
4º Palpar artéria: com indicador e 4º Palpar artéria: com indicador e médiomédio
5º Ângulo de entrada 455º Ângulo de entrada 45 
6º Movimento Único de Entrada6º Movimento Único de Entrada
7º Retirar Agulha e pressionar local por 5 min7º Retirar Agulha e pressionar local por 5 min
 
GASOMETRIAGASOMETRIA
GASOMETRIA ARTERIAL NORMAL:GASOMETRIA ARTERIAL NORMAL:
 pH=pH= 7,35-7,45 
 PCO2=PCO2= 35-45 mmHg 
 HCO3 act= 22-26 meq/l 
 HCO3 std =HCO3 std = 22-26 meq/l 
 BBecf= 48 meq/l 
 BEecf = 3,0+ 3,0 meq/l 
PCO2 = H+ = ALCALOSE RESPIRATORIA (pH < 7,35)
PCO2 = H+ = ACIDOSE RESPIRATORIA (pH > 7,45)
HCO3 = H+ = ALCALOSE METABOLICA (pH > 7,45)
HCO3 = H+ = ACIDOSE METABOLICA (pH < 7,35)
 Resposta compensatória = distúrbio simples “compessado” 
 Sem resposta compensatória =distúrbio misto (mesmo sentido ou sentidos opostos)
PASSO À PASSO DA ANÁLISE DA GASOMETRIA:PASSO À PASSO DA ANÁLISE DA GASOMETRIA:
1º Passo:1º Passo: Ver se é alcalose ou acidose mediante pH:
 pH Normal = 7,35 -7,45
 pH >7,45 = Alcalose
 pH < 7,35 = Acidose
 
 
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2º Passo:2º Passo: ver a srcem: se é Metabólica ou Respiratória analisando o PCO2 e HCO3:
 Acidose metabólica = pH < 7,35 + HCO3 < 22
 Alcalose metabólica = pH >7,45 + HCO3 >26
 Acidose Respiratória = pH < 7,35 + PCO2 > 45
 Alcalose Respiratória = pH >7,45 + PCO2 < 35
3º Passo:3º Passo: ver se é compensada (distúrbio simples) ou não compensada (distúrbio misto):
OBS:OBS: os valores esperados para a resposta compensatória pode aceitar uma variação de até ± 2
4º Passo:4º Passo: Calcular o Aniôn-Gap: (para direcionar o tratamento):
Usaremos o Aniôn-Gap somente na acidose metabólica:
 Acidose metabólica com AG aumentado
 Acidose metabólica com AG normal (são Hiperclorêmica)
5º Passo:5º Passo: Corrigir o HCO3 em acidose metabólica com AG aumentado.
6º Passo:6º Passo: Ver se a clínica do paciente é compatível com o tipo de distúrbio, porém a gasometria é
mandatória!!! 
ACIDOSE METABÓLICAACIDOSE METABÓLICA
 pH <7,35
HCO3 <22
PCO2 ESPERADA = (1,5 X HCO3) + 8PCO2 ESPERADA = (1,5 X HCO3) + 8
ACIDOSE RESPIRATÓRIAACIDOSE RESPIRATÓRIA
 pH < 7,35
 PCO2 > 45
O Rim só irá compensar a partir de 3-5 dias
4 4 mEq/L mEq/L HCO3 HCO3 para para cada cada 10mmg 10mmg PCO2PCO2 
ALCALOSE RESPIRATÓRIAALCALOSE RESPIRATÓRIA
 pH > 7,45
 PCO2 < 35
 Os rins só iram compensar a partir de 3-5 dias 
5 5 mEq/L mEq/L HCO3 HCO3 para para cada cada 10mmg 10mmg PCO2PCO2 
ALCALOSE METABÓLICAALCALOSE METABÓLICA
 pH >7,45
HCO3 >26
PCO2 ESPERADA = HCO3 + 15PCO2 ESPERADA = HCO3 + 15
NaNa – – HCO3 HCO3 + + ClCl ANIÔN-GAP NORMAL = 8-12 MEQ/LANIÔN-GAP NORMAL = 8-12 MEQ/L
 
 
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ADENDO - DPOCADENDO - DPOC
Obstrução do fluxo que não é totalmente Reversível
Obstrução é progressiva e associada a uma resposta inflamatória do pulmão a partículas de gases tóxicos
TIPOSTIPOS
Bronquite crônica obstrutiva -> BLUE BLOATER -> Bronquítico
Enfisema Pulmonar -> PINK PUFFER -> Enfisematoso
Obesidade Caquético
Crepitações + chiado MV↓ / ruídos respiratórios ↓ 
Tosse produtiva crônica Mínima tosse
Expectoração purulenta Respiração ‘lábio franzido’ 
Retenção de co2- insensível Utiliza os músculos respiratórios acessórias
Cianose Pele rosada
Edema periférico Tórax em barril
Taquipnéia + aumento ventilação/ minuto
Co2 responsivo + hiperventilação
compensatória
ABORDAGEMABORDAGEM 
Em média 20 anos de tabagismo para início da sintomatologia. SUSPEITA:SUSPEITA:
 Dispneia = IC -> Progressiva, persistente, piora com exercícios (3P)
 Tosse crônica – intermitente e pode ser seca
 Expectoração crônica (mucoide ou de qualquer tipo)
 Histórico familiar de DPOC
FATORES DE RISCOFATORES DE RISCO
 Tabagismo
 Poluição
 Pobreza
 Infecção (TB)
Deficiência de alfa 1 Deficiência de alfa 1 anti- Tripsina ( ENFISEMA PULMONAR) : Quando santi- Tripsina ( ENFISEMA PULMONAR) : Quando suspeitar?uspeitar?
 Enfisema em jovem sem risco conhecido
 Enfisema em Região Basal
 Hepatopatia inexplicada
 Vasculite C-ANCA + Wegener
 Histórico familiar
Biópsia é diferente do tabagismo :Biópsia é diferente do tabagismo : ENFISEMA PANACINAR (tto: reposição de alfa1antitripsina)
Biópsia do enfisema- tabagismo:Biópsia do enfisema- tabagismo: CENTROACINAR
DIAGNÓSTICO:DIAGNÓSTICO: Espirometria
 
 
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TRATAMENTOTRATAMENTO
MANUTENÇÃO:MANUTENÇÃO:
1º “A”1º “A”  Cessar tabagismo + B2 de curta de alívio + vacina para Pneumococo/Influenza
2º “B”2º “B”  Broncodilatador de longa ação (B2 ou tiotrópio) + Reabilitação
3º “C”3º “C”  Corticóide Inalatório
4º “D”4º “D” B2 Longa e/ou Tiotrópio
OBS: O2 domiciliar se:OBS: O2 domiciliar se:
 PaO2 ≤ 55 OUOU SatO2 ≤ 88% em repouso 
 PaO2 56-59 +Ht > 55% OUOU cor pulmonale
CIRURGICO:CIRURGICO: Transplante pulmonar
 
DPOC DESCOMPENSADADPOC DESCOMPENSADA
SUSPEITA:SUSPEITA: 1 ou + sintomas cardinais
PRINCIPAL CAUSAPRINCIPAL CAUSA: infecção pulmonar
QUAIS AGENTES:QUAIS AGENTES: Vírus ou infecção Bacteriana (Haemophylus / Pneumococo/Moraxella catarralis)
INICIAR ATB SE:INICIAR ATB SE: 
 Presença dos 3 sintomas cardinais:
A)A) Piora da dispneia
B)B) ↑ volume do escarro 
C)C) Secreção mais purulenta
 Se tem 2 cardinais sendo que um é a letra “C”. 
 Indicação de suporte ventilatório (IOT ou VNI)
TRATAMENTO:TRATAMENTO:
1º Avaliar intubação Orotraqueal (IOT):1º Avaliar intubação Orotraqueal (IOT): Asma ou Ph<7, 25 + pco2 >60 (solicitar RX de tórax/
hemograma)
2º ATB:2º ATB:
 Amoxicilina + ac. Clavulanato
 Macrolídeo
 Cefalosporina de 2ª/3ª ou 4ª para Pseudomona
 Quinolona Respiratória (Levofloxacina)
3º Broncodilatador Inalatório de curta:3º Broncodilatador Inalatório de curta: B2 Agonista  ATROVENT
4º Corticóide por 10-14 dias:4º Corticóide por 10-14 dias: Prednisona VO ou Metilprednisolona 40-60mg/dia IV
5º Dar Oxigênio:5º Dar Oxigênio: com baixo fluxo 3-4L (Alvo da SATURAÇÃO de O2: 88-92%)
6º Iniciar Ventilação Não Invasiva (VNI):6º Iniciar Ventilação Não Invasiva (VNI): Ph 7,35  paco2 45 Dispnéia grave
COR PULMONALECOR PULMONALE
Insuficiência cardíaca resultante de doença pulmonar, mais comumente devido à DPOC.
Outras causas incluem fibrose pulmonar, pneumoconioses, embolia pulmonar recorrente, hipertensão
pulmonar primária, apneia do sono e cifoescoliose.
As manifestações clínicas são produzidas pela doença pulmonar subjacente e pela insuficiência
ventricular direita.
A radiografia de tórax revela aumento do ventrículo direito e da artéria pulmonar; o eletrocardiograma
pode mostrar desvio do eixo para a direita, hipertrofia ventricular direita e ondas P altas e apiculadas (P
pulmonale) na presença de baixa voltagem de QRS.
As provas de função pulmonar geralmente confirmam a presença de doença pulmonar subjacente, e o
ecocardiograma revela dilatação do ventrículo direito, porém, com função ventricular esquerda normal
e elevação da pressão sistólica ventricular direita.
 
 
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CASO CLÍNICO 2CASO CLÍNICO 2 – – ANEMIA: ANEMIA:
Mulher 54 anos, procura atendimento por quadro de fraqueza, cansaço, dispneia aos grandes esforços,
ao exame clinico apresenta-se em bomestado geral, descorada, murmulho vesicular bilateral presentes
sem ruídos adventícios , bulhas cardíacas rítmicas e normofonéticas sem sopro, Hb: 8g-dl, Ht: 24%,
ferritina 20ng-ml, saturação de transferrina 10%.
1- De o 1- De o principal diagnóstico:principal diagnóstico:
2- Conduta frente ao caso da paciente:2- Conduta frente ao caso da paciente:
 O candidato cumprimentou e se identificou como médico a paciente?
 O candidato perguntou motivo da consulta?
 O candidato ouviu as queixas da paciente sem interromper?
 O candidato investigou a queixa principal perguntando tempo de início do quadro clinico?
 O candidato investigou doenças concomitantes como diabetes e HTA? (Cardiopatia isquêmica
leva a dispneia) + Moradia (Nivel socioeconômico) + Alimentação + Água + Uso de
Medicamentos (Quais?) + Uso de Alcool
 O candidato formulou o diagnóstico anemia ferropriva?
 O candidato explicou a paciente de sua patologia, explicando os resultados dos exames?
 O candidato indagou a paciente sobre história familiar de câncer? (tomar em conta CA
gástricointestinal)
 O candidato solicitou colonoscopia + EDA + Coproparasitológico
 O candidato explicou a paciente porque estava solicitando os exames?
 O candidato prescreveu:
 300mg de sulfato ferroso, 3-4 x ao dia, por 4-6 meses.
 O candidato explicou a prescrição a paciente e deu as devidas orientações de como tomar
(longe das refeições e com ácido ascórbico)?
 O candidato indagou se a paciente tinha alguma dúvida?
 O candidato demonstrou empatia durante o atendimento (escuta, linguagem acessível ao
paciente)?
 Agendou retorno para 10 dias?
 Orientações (Lavar alimentos; ferver água; consumir alimentos com ferro)
 
 
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ADENDOADENDO – – ANEMIA ANEMIA
 Ferro sérico de 60-150mcg-dl, geralmente vem menor a 30. 
 Ferritina 30-100ng-dl, geralmente na anemia vem menor a 30. 
 TBIC 250-360mcg-dl, geralmente vem maior a 360. 
 Saturação de transferrina 20-40%, geralmente vem menor a 10% 
 Pode cursar com RDW alto, normal de 10-14%. 
 Plaquetas altas, trombocitose 
 A apresentação clinica pode também apresentar: glossite, queilite angular, coiloniquia, disfagia
(plummer-vinson), perversão do apetite (picacismo). 
 Investigar sempre a causa, crianças: prematuridade, gemelaridade e parasitoses, adultos: gravidez,
hipermenorreia, doença celíaca, perda gastrointestinal. 
 Ver se tem resposta ao tratamentoresposta ao tratamento, contagem de reticulócitos pico em 5-10 dias. 
 A resposta ao tratamento deve ser observada em 5-10 dias avaliando-se a contagem dos reticulocitos.
A hemoglobina e o hematócrito começam a subir em 2 semanas (o início da melhora é mais rápida
quanto mais grave for a anemia), geralmente voltando ao normal em 2 meses após o início da terapia.
A reposição de ferro elementar deve durar 3-6 meses após a normalização do hematócrito (total de 6-
12 meses), no intuito de reabastecer os estoques corporais desse elemento. O controle pode ser feito
com a ferritina sérica, que deve chegar a valores acima de 50ng\ml, em criançasem crianças, recomenda-se uma
duração de 3-4 meses para a terapia de reposição3-4 meses para a terapia de reposição, ou 2 meses após a normalização da hemoglobina. 
 O Fe sérico se normaliza em 2 meses, mas o tratamento é por 6 meses ou até ferritina maior a
50ng\ml, para repor estoques. 
 Deve ser orientado ao paciente a tomar o sulfato ferroso distante das refeições e junto com ácido
ascórbico, pois de estomago vazio e junto a ácidos há uma melhor absorção, caso haja intolerância
gástrica, pode tomar junto as refeições. 
 Pensar em anemia megaloblástica em pacientes alcoólatras, uso de fenitoína, vegetarianos ou doenças
autoimunes (celíaca, vitiligo),, vitiligo), pois podem estar associadas a anemia perniciosa, pensar falta de vit, B12
se sd. Neurológicas, solicitar ácido metilmalônico e homocisteína, Lab: VCM alto, plaquestas baixa, LDH
alto. Tratamento acido fólico de 1-5mg VO dia e vitita. B12 1000mug dia IM por 7 dias, em seguida
semanal por 4 semanas, depois mensal. 
TRATAMENTO PROFILÁTICO DE ANEMIA EM PEDIATRIA SEGUNDO MSTRATAMENTO PROFILÁTICO DE ANEMIA EM PEDIATRIA SEGUNDO MS
1-Criança a termo em a termo >2,5kg:1-Criança a termo em a termo >2,5kg:
 < 6 meses em AME ou Fórmula infantil não recebe
 ˃ 6 meses recebe 1mg/kg/dia de Fe elementar até 2 anos (exceto se recebe > 500ml/dia de
Fórmula Infantil)
2-Prematuro (< 37 semanas ou < 2,5kg) Recebe de 30 dias-2 anos:2-Prematuro (< 37 semanas ou < 2,5kg) Recebe de 30 dias-2 anos: 
1º ano:1º ano: 
 < 2500: 2mg/kg/dia
 < 1500: 3mg/kg/dia
 << 1000g: 4mg/kg/dia
2º ano:2º ano: 1mg/kg/dia
 
 
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CASO CLÍNICO 3CASO CLÍNICO 3 – – TAQUIARRITMIAS - TAQUICARDIA SUPRAVENTRICULAR PAROXÍSTICA: TAQUIARRITMIAS - TAQUICARDIA SUPRAVENTRICULAR PAROXÍSTICA:
Mulher de 29 anos, comparece ao PS com queixa de palpitações taquicárdicas, sudorese e mal-estar de
início há 20 minutos. Nega comorbidades, uso de drogas ilícitas ou medicamentos. Ao exame físico
apresenta-se com PA=82x44. Realizou um eletrocardiograma cujo resultado está reproduzido a seguir.
O tratamento dessa paciente éO tratamento dessa paciente é: 
 O candidato cumprimentou e identificou-se como médico?
 O candidato solicitou MOV (Monitor, Oxigênio e Veia)
 O candidato deu diagnóstico de taquicardia supraventricular paroxística?
 O candidato investigou uso de teofilina e acontecimentos anteriores
 O candidato explicou a paciente de sua arritmia?
 O candidato indicou manobra vagal ou Manobra de Valsalva
 O candidato pediu permissão e explicou para a paciente como seria feita a manobra escolhida
 O candidato realizou corretamente a manobra (Sem êxito)
 O candidato explicou para a paciente que a manobra não reverteu sua arritmia e que seria
necessário uma droga feita IV?
 O candidato prescreveu: Adenosina 6mg IV em 1-2 segundos (injeção rápida) – (se prescreveu
de forma correta, houve êxito)
 O candidato explicou quadro clínico e indicou profilaxia para crise em casa (Metoprolol 50-
400mg 12/12hrs)
 
 
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ADENDOADENDO – – TAQUICARDIA SUPRAVENTRICULAR PAROXÍSTICA TAQUICARDIA SUPRAVENTRICULAR PAROXÍSTICA
A taquicardia supraventricular paroxística trata-se de uma arritmia comum na prática médica,
especialmente em setores de emergência e pronto atendimento, pode acometer qualquer idade,
sempre começa e termina subitamente, acontece em pacientes jovens, hígidos, sem comorbidades,
geralmente mulheres. Para desenvolver tal arritmia o indivíduo precisa ter desde o nascimento uma
dupla via nodal, ou seja, o nódulo AV apresenta duas vias de condução, com propriedades
eletrofisiológicas diferentes. Apesar de 25% da população ter dupla via nodal, somente a minoria
dessas pessoas terá esta arritmia.
TRATAMENTOTRATAMENTO
O tratamento é feito baseando-se se o paciente está hemodinamicamente estável ou não.
ESTÁVEL:ESTÁVEL:
1-1-Realizamos a manobra vagal, tendo a precaução de auscultar a carótida do paciente, pois se
apresentar sopro, não deve ser realizada, pois indica que ali se tem uma placa ateromatosa, podendo
haver um desprendimento da mesma e acarretando danos maiores que a arritmia em si.
2-2-Caso a manobra vagal teve insucesso, pois apenas 25% apresentam resposta a essa terapia, ou o
paciente possui contraindicação de realizar a manobra, devemos administrar adenosina IV (6mg em 1-2
segundos, injeção rápida), se adenosina não reverteu a arritmia devemos repetir com dose dobrada. O
medicamento de segunda escolha é o veramapil IV(ataque:2,5-5mg IV em 2min, pode repetir a dose de
5mg após 15-30 minutos).A Adenosina está contraindicada no uso da TEOFILINA.
INSTÁVEL:INSTÁVEL:
Realizamos a cardioversão. Não podemos nos esquecer do mnemônico para cardioversão elétrica:
I = II = Informar
S = SS = Sedar
A = AA = Ambusar\ analgesia
S = SS = Sincronizar
C=C= CChocar
Sedamos e fazemos a analgesia= propofol ou midazolam (sedativos-hipnóticos) + fentanil (analgésico).
O paciente deve estar com O2 suplementar conforme necessidade, além de acesso venoso periférico e
monitorização contínua do eletrocardiograma e dos sinais vitais (OVM: oxigênio, veia e monitor),
ficando o material de reanimação prontamente disponível. O choque como vimos na aula prática,
vamos gravar um padrão 100J, tanto para aparelhos monofásicos quanto bifásicos.
TRATAMENTO DE PROFILAXIA DAS CRISESTRATAMENTO DE PROFILAXIA DAS CRISES
Digoxina, verapamil (240-480mg de 8\8h) diltiazem ou betabloqueadores (Metropolol 50-400mg\dia de
12\12h).
Tratamento definitivo 
Ablação com radiofrequência (sucesso em 95% dos casos)
 
 
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CASO CLÍNICO 4CASO CLÍNICO 4 – – ARRITMIAS ARRITMIAS – – FIBRILAÇÃO ATRIAL: FIBRILAÇÃO ATRIAL:
Mulher com 60 anos de idade, hipertensa, vai à consulta em UBS porque apresentou quadro de
parestesias e hemiparestesias no MSE há uma semana, com reversão espontânea completa em 12
horas. PA= 180x110mmHg, ausculta cardíaca com ritmo irregular, em 2 tempos, exame neurológico sem
alterações significativas. Traz tomografia computadorizada de crânio sem contraste, realizada no dia dos
sintomas, que é normal. Realizou eletrocardiograma conforme mostrado abaixo que é normal. Realizou
eletrocardiograma conforme mostrado abaixo.
Objetivo:Objetivo: Qual o fármaco, além do tratamento anti-hipertensivo, é o mais indicado para essa paciente
como medida de maior impacto na prevenção de novos episódios do quadro neurológico?
 O candidato cumprimenta e identifica-se como médico
 O candidato perguntou nome da paciente (ocupação; idade)
 O candidato explica para a paciente que ela teve um quadro de Acidente Isquêmico transitório
(AIT)?
 O candidato explica para a paciente que ela tem uma fibrilação atrial, mostrada pelos traçados
eletrocardiográficos?
 O candidato realizou exame físico
 O candidato investiga fatores desencadeante da FA? (Pós-operatório de cirurgia cardíaca, sepse,
uso de medicamentos, drogas, libação alcoólica)?
 O candidato solicita TSH e T4 livre; Hemograma; Função Renal
 O candidato explica para a paciente o motivo do pedido do exame?
 O candidato solicita um ecocardiograma?
 O candidato explica para a paciente o motivo do ecocardiograma?
 O candidato informa a paciente que ela tem chance de fazer um novo quadro de AIT, pois
apresenta no grupo de risco, por ser hipertensa e já ter tido um quadro de AIT?
 O candidato indica para a paciente: Metoprolol 5mg 5/5min até 3 doses como Ataque para
controle de FC + Monitorização em ambulatório antes da indicação para casa
 O candidato prescre para a paciente em casa
 Warfarina 2,5 mg 1x ao dia + Metoprolol 50mg VO de 12\12 h
 Captopril 25mg de 8\18h
 O candidato orienta sobre os medicamentos e indaga se a paciente tem alguma dúvida?
 
 
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ADENDOADENDO – – FIBRILAÇÃO ATRIAL FIBRILAÇÃO ATRIAL
Toda FA estável diagnosticada temos que pesquisar fatores desencadeantes. Muitas vezes o contexto
clinico nos fornece pistas obvias (pós-operatório de cirurgias cardíacas, sepse), outras vezes o paciente
é totalmente assintomático, sendo a FA descoberta por acaso, temos por obrigação rastrear distúrbios
tireoideanos(TSH, T4L) e doenças valvares ou miocárdicas ocultas (ecocardiograma), além de solicitar
exames de rotina (hemograma, bioquímica, função renal), revisão de medicamentos é fundamental
(teofilina, e outros simpatomiméticos), libação alcoólica e uso de drogas ilícitas.
PASSO A PASSO FRENTE UMA FA ESTÁVELPASSO A PASSO FRENTE UMA FA ESTÁVEL
1º PASSO:1º PASSO: temos que fazer controle da frequência cardíacacontrole da frequência cardíaca, até planejarmos o controle do ritmo
(cardioversão), ou podemos optar somente pelo controle da frequência. O controle da frequência é
feito com inibição do nódulo AV, com as seguintes drogas: 1-1-digitálicos, 2-2-antagonistas canais de cálcio
não-diidropiridínicos, 3-3-betabloquadores.(Meta do controle da FC é uma FC menor a 110bpm em
repouso).
1-1- Digitálicos: digoxina VO 0,125-0,375mg 1x\dia
2-2- Antagonistas canais de cálcio não-diidropiridínicos: diltiazem 120-360mg\dia (4 tomadas);
verapamil 240-480mg\dia (3 tomadas)
3-3- Betabloquadores: Metropolol 50-400mg (2 tomadas) – Antes dar dose de ataque
2º PASSO:2º PASSO: consiste na anticoagulação:
RISCO ALTORISCO ALTO “EPE”“EPE” INTERMEDIÁRIO INTERMEDIÁRIO RISCORISCO “dos Is”“dos Is” 
 EEstenose mitral
 PPrótese valvar mecânica
 EEmbolia prévia: AVE, AIT,
 IIdade maior a 75 anos
 “IIpertensão” arterial
 IInsulina – Diabete
 IIC\ FE menor 35%
Grupo de risco=Grupo de risco= warfarin; Sem risco=Sem risco= AAS
Warfarina a dose dever ser ajustada para manter um INR entre 2-3.
Deve ser feita enoxaparina 1mg\kg SC de 12\12h + warfarina (dose ajustada para manter um INR entre
2-3, suspendendo a heparina após o INR atingir faixa terapêutica.
3º PASSO:3º PASSO: devemos nos perguntar, qual a melhor estratégia para uma FA estável recém-diagnosticada,
controle do ritmo ou controle da frequência?
Grandes estudos mostraram resultados semelhantes frente as duas condutas, desde que o controle da
frequência seja feita da maneira correta e seguido o protocolo de anticoagulação conforme o grupo de
risco, os estudos mostraram que pacientes submetidos ao controle do ritmo evoluiu com recidiva da FA
e acabaram sendo mais internados no hospital com mais frequência.
Cardioversão eletiva.. Pode ser químicaquímica (farmacológica) com amiodarona [400mg 12/12hrs por 2-4
semanas depois 200 mg 12/12hrs por 2 semanas e depois 1x/dia por toda a vida] OUOU elétricaelétrica 
(cardioversão):
1-1-Menor às 48h e paciente saudável = reversão sem anticoagulação
2-2-Como cardioverter em:
a)a) Menor a 48h pacientes de risco intermediários: Heparinização e não precisa de ecocardiograma
transesofágico.
b)b) Maior a 48h; indeterminada; menor a 48h mas de alto risco:
 Com Ecocardiograma:Com Ecocardiograma: sem trombo cardioverter e anticoagular por 4 semanas (warfarin); com
trombo anticoagular 3-4 semanas (warfarin) e cardioverter e depois anticoagular por mais 3-4
semanas.
 Sem Ecocardiograma:Sem Ecocardiograma: mesma estratégia do eco com trombo.
Após a cardioversão e terapia antitrombótica devemos classificar nosso paciente segundo risco
cardioembólico e indicar a terapia antitrombótica para o resto da vida (alto risco, intermediário, sem
risco).
 
 
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Devemos prescrever um antiarrítmico para manter o ritmo sinusal, o antiarrítmico mais indicado seria a
amiodarona.amiodarona. 
FA INSTÁVELFA INSTÁVEL
 Pacientes que chegam a emergência instáveis: hipotensão arterial grave, congestão pulmonar e\ou
isquemia miocárdica, a conduta é CARDIOVERSÃO ELÉTRICA IMEDIATA.CARDIOVERSÃO ELÉTRICA IMEDIATA.
 Como o paciente instável pode morrer a qualquer momento, é preciso estabiliza-lo (revertendo a
arritmia) o quanto antes,
 Não devemos nos esquecer do mnemônico ISASCmnemônico ISASC para a cardioversão.
 Sedamos e fazemos a analgesia= propofol ou midazolam (sedativos-hipnóticos) + fentanil
(analgésico).
 O paciente deve estar com O2 suplementar conforme necessidade, além de acesso venoso periférico
e monitorização contínua do eletrocardiograma e dos sinais vitais (OVM: oxigênio, veia e monitor),
ficando o material de reanimação prontamente disponível. O choque como vimos na aula prática, vamos gravar um padrão 100J, tanto para aparelhos
monofásicos quanto bifásicos.
 OBS: pacientes que se tentou controle da frequência e ritmo e foram refratários, não se atingiu as
metas preconizadas, ou atingiram e continuaram bastante sintomáticas, o único recurso disponível é
a terapia intervencionista a Ablação por Radiofrequência.
ADENDOADENDO – – FLUTER ATRIAL FLUTER ATRIAL
DEFINIÇÃO ELETROCARDIOGRÁFICADEFINIÇÃO ELETROCARDIOGRÁFICA
1-Frequencia atrial acima de 250bpm (geralmente 300bpm), observadas pela frequência das ondas F;
2-Ausência de uma linha isoelétrica entre estas ondas atriais (ondas F), o que pode dar um aspecto em
dente de serra.
3-A frequência cardíaca costuma ser de 150bpm (metade da frequência atrial, pois a condução AV
quase sempre é 2:1)
4-QRS estreito (idêntico ao QRS do ritmo sinusal), a não ser em caso de bloqueio de ramo associado.
CONDUTA NO FLUTER ATRIALCONDUTA NO FLUTER ATRIAL
PACIENTES INSTÁVEIS:PACIENTES INSTÁVEIS: fazemos a cardioversão imediata.
PACIENTES ESTÁVEISPACIENTES ESTÁVEIS: iniciamos o tratamento com digital ou betabloqueador, verapamil e diltiazem de
preferência via IV, visando reduzir a condução AV 2:1 (150bpm) para 4:1 (75bmp), para baixar a
resposta ventricular, é necessária uma dose um pouco maior do que as utilizadas na fibrilação atrial
(especialmente quando se escolhe o digital). Em alguns pacientes, a arritmia pode reverter
espontaneamente, após a melhora da função cardíaca e do controle eletrolítico. Nos demais, deve-se
tentar cardioversão, que pode ser farmacológica ou elétrica eletiva. Aqui a cardioversão com ibutilida
IV na farmacológica a chance de cardioversão é maior que as usadas no FA. Na ausência de ibutilida a
preferência deve ser para a cardioversão elétrica eletiva começando sempre com 50J o preparo do
paciente é o mesmo da FA.
A anticoagulação é a mesma da FA.Abordagem após cardioversão para uso de antiarrítmicos é o mesmo da FA, AMIODARONA. 
Abordagem definitiva de cura consiste em método intervencionista Ablação por Radiofrequência.
PERGUNTAS FRENTE A UMA TAQUIARRITMIAPERGUNTAS FRENTE A UMA TAQUIARRITMIA
1-Existe taquicardia?1-Existe taquicardia? RR menor 3
2-Existe onda P?2-Existe onda P? Se existir: ou é atrial ou é sinusal 
3-Existe onde F de Flutter atrial?3-Existe onde F de Flutter atrial? Se existir é Flutter atrial 
4-QRS estreito ou alargado4-QRS estreito ou alargado? Se Alargado: ventricular 
5-RR regular ou 5-RR regular ou irregular?irregular?
 
 
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 Se irregular: FA
 Se regular: Taquicardia Supraventricular
CASO CLÍNICO 5CASO CLÍNICO 5 – – ASCITE: ASCITE: 
Jailton de 49 anos, masculino, pardo, solteiro, natural da Bahia, previamente hígido, cuja queixa
principal foi aumento do volume abdominal há 2 semanas da admissão, apresentou quadro de aumento
de volume abdominal progressivo, associado a dor abdominal difusa (mal caracterizada), sem irradiação,
intensidade 6/10, com piora à palpação abdominal e movimentação e melhora ao uso de dipirona.
Referiu plenitude gástrica com consequente redução da ingesta alimentar neste período, perda
ponderal importante (não mensurada) durante os últimos 5 meses, constipação na última semana,
tendo apresentado hematoquezia de pequena monta, além de dor e parestesia em pés (mal
caracterizadas). História de etilismo importante durante 30 anos, abstêmio há um mês e diagnóstico de
DM2 há um ano.
História familiar de HAS - irmãs.
1- Exame físico: semiologia abdominal
2- Realize uma paracentese
3- Exames laboratoriais
INFORMAÇÕES A SEREN DADAS COMFORME INFORMAÇÕES A SEREN DADAS COMFORME PERGUNTADASPERGUNTADAS
Exame físico: apresenta-se em REG, emagrecido, descorado (2+/4++); pele com elasticidade e turgor
diminuídos, abdome globoso, as custas de ascite, com circulação colateral discreta e espaço de Traube
ocupado, sem visceromegalias palpadas, extremidades frias, mal perfundidas, com edema perimaleolar
(+/++++) bilateral, sem cacifo e sem sinais flogisticos.
PARTE IPARTE I – – APRESENTAÇÃO: APRESENTAÇÃO:
 Cumprimentou e Apresentou-se ao paciente
 Solicitou dados de identificação do paciente (idade/profissão/estado civil)
PARTE IIPARTE II – – ANAMNESE E EXAME FISICO: ANAMNESE E EXAME FISICO:
 Investigou a queixa principal e o tempo de início do quadro clinico
 Investigou a ocorrência da dor (tipo, duração, intensidade)
 Investigou ocorrência de febre, vômitos, presença de sangue nas fezes.
 Investigou hábitos (tabagismo, alcoolismo, atividade física, alimentação, drogas)
 Investigou antecedentes patológicos (medicamentos, antec. familiares, cirurgias prévias, alergia)
PARTE IIIPARTE III – – EXAME FÍSICO: EXAME FÍSICO:
 Lavou as mãos
 Solicitou Signos Vitais
 Solicitou ao paciente que se deite e permaneceu ao lado direito do paciente
 Realizou inspeção/auscultação/percussão/palpação abdominal (direcionado)
 Realizou as manobras: narrou corretamente: PIPAROTE/ SEMI-CIRCULOS DE SKODA/MACICEZ
MÓVEL DE DECUBITO/SINAL DA POÇA
 Indagar a importância e necessidade de realizar um TOQUE RETAL
PARTE IVPARTE IV – – PROCEDIMENTO: PROCEDIMENTO: 
 Explicou ao paciente a necessidade do procedimento e pedir sua autorização
 Indicou a paramentação adequada (gorro, óculos, luvas estéreis, capote, máscara)
 
 
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 Indicou a degermação local e colocou campo estéril
 Indicou a realização anestesia local
 Indicou o ponto correto para realização do procedimento (lado esquerdo)
 Selecionou o material adequado para o procedimento e indicar a técnica correta para a inserção
da agulha (em Z ouou oblíqua)
 Indicou curativo compressivo e fim do procedimento
 Coletou uma amostra do material para análise
PARTE VPARTE V – – EXAMES COMPLEMENTARES: EXAMES COMPLEMENTARES: 
 Descreveu os exames para ao qual será enviada a amostra do líquido ascitico
(Citometria/Proteinas Totais – Albumina/ Bacterioscopia Pelo Gram/ Cultura Para Aeróbios)
 Solicitou Hemograma; Função Hepática; Função Renal; Plaquetas; Coagulograma
 Orientação quanto a necessidade de abstinência definitiva ao alcool
 Perguntou ao paciente se possui alguma dúvida
ADENDOADENDO – – ASCITE ASCITE
DIAGNÓSTICO CLÍNICO DA ASCITEDIAGNÓSTICO CLÍNICO DA ASCITE 
As ascites de pequenos volumes são diagnosticadas com uma boa ultra sonografia abdominal.
SINAL DE POODLE OU DASINAL DE POODLE OU DA POÇAPOÇA: Paciente é colocado em decúbito dorsal e deve-se percutir a região
periumbilical observando timpanismo. Em seguida, o paciente é colocado “de quatro” e ao percutir
haverá macicez (em caso de volumes de 100 a 500 ml). OBS: É uma manobra não usada!
MACICEZ MÓVEL DE DECÚBITO:MACICEZ MÓVEL DE DECÚBITO: O paciente em decúbito dorsal apresenta uma área central timpânica e
lateral maciça. Ao colocar o paciente em decúbito lateral e percutir observa-se macicez. É usado paraascite moderada.
SINAL DE PIPAROTE:SINAL DE PIPAROTE: Coloca- se a mão do paciente no centro do abdômen e o médico dá um peteleco e
sente a onda vibratória.
É usado para ascite de grande monta.
ADENDOADENDO – – PARACENTESE PARACENTESE
É um procedimento que pode ser diagnóstico (estabelecer a causa da ascite) ou de alívio ( retirada de
maior volume de liquido em paciente com ascite de grande monta). Importante procedimento em
pacientes cirróticos que internam com descompensação do quadro clínico, pois é fundamental para
estabelecer ou afastar o diagnóstico de PERITONITE BACTERIANA ESPONTÂNEA.
Pode ser guiada por USG (ascite de pequena monta), a fim de evitar lesões acidentais de vasos, alças
intestinais ou bexiga.
A CIRROSE é a principal causa de ascite e, por isso, a maioria dos pacientes submetido à paracentese são
cirróticos e, como tal, existe risco de plaquetopenia (pela hipertensão portal)e alargamento do TAP
(pela insuficiência hepática).
INDICAÇÕES CONTRAINDICAÇÃOINDICAÇÕES CONTRAINDICAÇÃO
ABSOLUTAABSOLUTA
CONTRAINDICAÇÃO RELATIVACONTRAINDICAÇÃO RELATIVA
 Diagnóstico do
tipo de ascite
Suspeita de PBE
 Terapêutica (de
alívio)
 CIVD
 Evidências clínicas
de fibrinólise
 Gestação
 Aderências de alças intestinais
 Obstrução intestinal (passar CNG antes da paracentese)
 Distensão vesical (passar CV antes da paracentese)
 Não puncionar sítios infectados, com hematomas, cicatriz
cirúrgica ou com vasos ingurgitados visíveis
MATERIALMATERIAL
 
 
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 É um procedimento estéril: paramentação
 Gorro e máscara/ óculos de proteção são opcionais
 Capote, luvas e campo fenestrado estéreis
 Material para degermação e antissepsia (povidine degermante + tópico)
 Kit estéril para antissepsia com gaze, cuba e pinça própria (Foerster OUOU Cheron)
 Anestésico Local (agulha 22G e seringa 5-10ml para anestesia)
 Cateter periférico tipo Jelco calibroso (14 ou 16G) e seringa
TÉCNICATÉCNICA 
1. Informe ao paciente o procedimento e obtenha seu consentimento
2. Posicione o paciente em decúbito dorsal, preferencialmente com a cabeceira discretamente elevada.
No caso de ascite pouco volumosa, o ideal é o semidecúbito lateral (45º) para o lado a ser puncionado
3. Colocar máscara, gorro, realizar a degermação e antissepsia das mãos e antebraços com material
apropriado (escova contendo povidine degermante) secando-as com compressas estéreis
4. Vista o capote e calce as luvas estéreis.
5. Prenda a gaze na pinça (Cheron ouou Foerster), realize a degermação do sitio da punção e
posteriormente a antissepsia, utilizando antisséptico tópico/alcóolico
6. Coloque o campo estéril
7. PONTO CORRETO: Dividir a distância entre a crista ilíaca ântero-superior e a cicatriz umbilical,
inserindo a agulha na junção do 1/3 inferior com o 1/3 médio. O lado esquerdo é melhor que o
direito, (o ceco à direita, é mais fixo que as alças contralaterais, aumentando o risco de perfuração)
8. Inserção formando um ângulo obliquo com a pele, de modo que a pele e o peritônio sejam
perfurados em posições distintas
9. A primeira agulha a ser inserida é mais fina 22G – que será utilizada para anestesia: primeiro é feito
um “botão”, para posterior anestesia do subcutâneo e do peritônio, sempre aspirando antes de
injetar o anestésico (com essa mesma agulha, já pode tentar localizar o líquido ascético)
10. Após a anestesia, inserir o Jelco conectando à seringa, utilizando o mesmo orifício da anestesia.
11. Uma vez atingido o líquido ascético, avance mais 2-5mm, cuidadosamente, antes de retirar a agulha,
deixando apenas o cateter.
12. Após o procedimento, retirar o cateter e cobrir a área com curativo compressivo
PACIENTE CIRROTICO COM SUSPEITA DE PBE:PACIENTE CIRROTICO COM SUSPEITA DE PBE: 20 ml para a Citometria total e diferencial e cultura:
 PBE = PMN >250/mm³
 Proteína sérica >2,5 g/dl
 Tuberculose peritoneal (testes específicos para bk +)
 Carcinomatose peritoneal (citologia oncótica +)
PACIENTE COM ASCITE A ESCLARECER:PACIENTE COM ASCITE A ESCLARECER: Retirar 40-60 ml para citometria, bioquímica, bacterioscopia
(GRAM/ZIEHL-NIELSEN) e Cultura .. Citologia oncótica: retirar o maior volume possível de líquido. 
PARACENTESE DE ALÍVIO:PARACENTESE DE ALÍVIO: após punção, adaptar cateter a tubo coletor, que levará o líquido ascético até
um recipiente próprio.
Repor albumina em caso de drenagem de >5litros de líquido asciitico
ALBUMINA HUMANA A 20% => REPOR 6-8 g/L (Litro de líquido asciitico retirado)
COMPLICAÇÕES:COMPLICAÇÕES: Hemorragia, hematoma, perfuração intestinal e vesical e perda contínua de líquido.
ADENDOADENDO – – PERITONITE BACTERIANA PERITONITE BACTERIANA ESPONTÂNEAESPONTÂNEA ““principal causadora é aprincipal causadora é a E. coli E. coli .”.” 
Ela não é secundária, por exemplo, quando o paciente tem apendicite supurada e leva a infecção por
uma bactéria da microbiota intestinal. A peritonite bactéria espontânea é uma infecção primária, por
exemplo, desenvolvida pelo paciente com ascite.
Principais manifestações clínicas:Principais manifestações clínicas: Dor Abdominal; Febre; Náuseas e Vômitos; Encefalopatia Hepática;
Leucocitose Inexplicada; PCR-T Elevada;Piora Inexplicada da Função Renal.
Conduta:Conduta: 
• Ceftriaxona 1g IV de 12/12horas por 5 dias.
 
 
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• Albumina humana 1,5g/kg IV (máx 150g/d) no 1º dia e 1 g/kg IV (máx 100g/d) no 3º dia (objetivo:
profilaxia para síndrome hepato-renal ).
Obs.: Cada frasco de albumina a 20% (50 ml) equivale a 10 gramas.
Se o paciente não tiver mais de 250 polimorfonucleares deve-se ver o resultado da cultura.
Caso ela dê negativa não há peritonite e se o resultado der positivo deve-se repetir a paracentese em 48h
e ver se há mais de 250 PMN, caso não haja ou seja, só a cultura der positiva é apenas uma bacteriascite.
CASO CLÍNICO 6CASO CLÍNICO 6 – – CETOACIDOSE DIABÉTICA: CETOACIDOSE DIABÉTICA:
Paciente 20 anos de idade, antecedentes de diabetes mellitus tipo 1 desde os 8 anos de idade, foi
trazido Serviço de Emergência pela ocorrência de náuseas e vômitos há cerca de 24 horas, e dor
abdominal nas últimas 12 horas, além de rebaixamento progressivo do nível de consciência nas últimas
horas. Ao exame se encontrava com estado geral comprometido, descorado (+\4+), desidratado (3+\4+),
taquipneico em repouso (respiração de grande amplitude), Glasgow= 9, com pupilas simétricas e
fotorreagentes e FC= 116bpm, FR=24 irpm, PA=90x50mmHg, T.axilar= 36,4C e glicemia capilar elevada.
Aparelho cardiovascular e respiratório sem anormalidades ao exame físico. Havia dor a palpação difusa
do abdome, sem massas, visceromegalia ou sinais de irritação peritoneal. Ruídos hidroaéreos presentes.
1-1- De o DiagnósticoDe o Diagnóstico
2-2- E realize a Conduta adequada.E realize a Conduta adequada.
 O candidato cumprimentou e se identificou-se como médico?
 O candidato calçou luva
 O candidato solicitou MOV e dextro
 O candidato perguntou idade e nome da paciente
 O candidato investigou trauma, diabetes, hta, drogas, gravidez
 O candidato prescreveu:
 Soro fisiológico 0,9% - 1000ml em 1 hora. E solicitou:
 Solicito: glicemia plasmática, pH arterial, cetonúria, cetonemia, ânion Gap, bicarbonato, sódio
sérico, potássio sérico.
 O candidato diagnosticou cetoacidose diabética? (glicemia: 586; pH arterial: 7,25; bicarbonato:
18; cetonúria e cetonemia positivas (3+\4+); ânion gap= 27, Na= 152mEq, K= 5)
 O candidato prescreveu:
 Soro fisiológico 0,45% 200ml hora (200-800ml)
 Insulina regular IV 0,1 U por kg dose de ataque
 
Insulina infusão venosa contínua em bomba infusora 0,1 U\kg\h.
INFORMAR: Se passaram 5 horas e o paciente apresenta uma glicose de 250, um pH: 7,40;INFORMAR: Se passaram 5 horas e o paciente apresenta uma glicose de 250, um pH: 7,40;
Bicarbonato: 20; Bicarbonato: 20; Qual a Qual a condutaconduta? 
 O candidato prescreveu:
 Soro glicosada a 5% + NaCl 0,45% 250mm\h (150-250ml)
 Insulina infusão venosa contínua em bomba infusora 0,05 U\kg\h.
 
 
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 O candidato respondeu corretamente os critérios de resolução da CAD?(pH: maior 7,30;
bicarbonato maior a 18 e glicemia menor a 200mg\dl).
INFORMAR: Considere o quadro de CAD resolvido, descreva um regime de insulina terapia por via SC,INFORMAR: Considere o quadro de CAD resolvido, descreva um regime de insulina terapia por via SC,
incluindo nomes das insulinas e numero de aplicações ao dia, para ser utilizada pelo paciente apósincluindo nomes das insulinas e numero de aplicações ao dia, para ser utilizada pelo pacienteapós
alta hospitalar.alta hospitalar.
 O candidato prescreveu ou mencionou: Insulina NPH 2x ao dia + Insulina regular 2x ao dia
 O candidato fez orientações quanto aos hábitos da paciente
 O candidato perguntou se tinha algumas dúvidas
ADENDOADENDO – – TRATAMENTO DA BIABETES TIPO I TRATAMENTO DA BIABETES TIPO I
Existem várias possibilidades de respostas para prescrição de insulina para alta hospitalar, porém
temos que usar dois tipos de insulina uma basal (NHP, glargina ou detemir), associada a uma insulina
rápida (insulina regular) ou ultrarrápida (lispro, Aspart ou glulisina).
Exemplos: combinação da coluna insulina basal + insulina rápida ou ultrarrápida.
INSULINA INSULINA BASAL BASAL INSULINA INSULINA PRANDIALPRANDIAL
Insulina NPH 2 x ao dia Insulina Regular 2x ao dia
Insulina NPH 3 x ao dia Insulina Regular 3x ao dia
Insulina Glargina 1x ao dia Insulina Lispro 2x ao dia
Insulina Detemir 1x ao dia Insulina Lispro 3x ao dia
Insulina Detemir 2x ao dia Insulina Aspart 2x ao dia
Insulina Apart 3x ao dia
Insulina Glulisina 2x ao dia
Insulina Glulisina 3x ao dia
O tratamento padrão ouropadrão ouro seria a Infusão continua através de bomba de insulina.
Se optarmos por fazer o esquema de NPH + Regular (dose 0.15UI/Kg), temos que saber que,
recomenda-se fazer-se 2\3 da dose diária na primeira tomada (manhã) e 1\3 na segunda tomada
(noite). A proporção NPH\Regular deve ser de 70%\30% na primeira tomada e de 50\50%, na segunda
tomada. Por exemplo, uma dose total de 30U\dia poder ser dividida da seguinte maneira: 20U café da
manhã + 10U janta. As 20U da manhã são divididas em 14U de NPH e 7U de regular; as 10U da noite
são separadas em 5U de NPH e 5U de Regular.
 
 
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CASO CLÍNICO 7CASO CLÍNICO 7 – – DIABETES TIPO I: DIABETES TIPO I: 
Lidiane, 16 anos, chega ao consultório referindo corrimento vaginal há aproximadamente um mês, alega
ainda ser virgem, utilizar calcinha de algodão e manter higiene ginecológica.
Faça Anamnese, Exame físico, solicite os laboratórios, de o diagnóstico e conduta terapêutica.
INFORMAÇÕES QUE SERÃO DADAS CONFORME INFORMAÇÕES QUE SERÃO DADAS CONFORME SOLICITADASSOLICITADAS
 Paciente refere ausência dor ao urinar, mas refere que está indo várias vezes ao banheiro para urinar,
com isso está percebendo que também bebe muita água.
 Sobre o peso a paciente conta que perdeu muito peso nos últimos meses, pelo menos uns 4-5kg.
 Paciente refere que sua menarca foi a 3 anos, com ciclo regular cada 28 dias, com duração de 4-5 dias
e com fluxo normal. Refere também não ter antecedente de corrimento.
 Paciente nega ter colocado qualquer tipo de objeto dentro da vagina.
 Paciente refere também estar comendo mais que o normal nos últimos meses, mas mesmo assim temperdido peso.
 Antecedentes familiares: Mãe com Diabetes Mellitus tipo II e Pai com HTA.
 Exame Físico
 Altura: 1,68
 Peso 55kg
 IMC 19,4kg/m²
 P.A. 120x80mmHg
 EXAME GINECOLÓGICO:
 
 
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 Exame especular: Sinais de irritação na vagina com leucorreia com secreção de cor branca
aderido em nata.
 Teste da fita: pH 4.1
 Exame a fresco: pseudo-hifas
 LABORATÓRIOS:
 Glicemia em Jejum: 210mg/dl
 HbA1c: 7%
 TOTG: 210mg/dl
PARTE IPARTE I – – AVALIAÇÃO CLÍNICA AVALIAÇÃO CLÍNICA 
 O candidato cumprimentou a paciente e apresentou-se como médico
 O candidato investigou queixa principal e tempo de início do quadro
 O candidato investigou antecedentes ginecológicos (menarca, ciclo [regular; duração; fluxo])
 O candidato investigou ocorrência de sintomas urinários (polaciúria, poliúria, disúria)
 O candidato investigou perda de peso, polifagia, polidipsia
 O candidato investigou tempo de inicio desses sintomas
 O candidato investigou estilo de vida (exercício físico, dieta) da paciente
 O candidato investigou antecedentes familiares para D.M.
PARTE IIPARTE II – – REALIZOU MEDIÇÃO ANTROPOMÉTRICA REALIZOU MEDIÇÃO ANTROPOMÉTRICA 
 O candidato pesou a paciente
 O candidato mediu a paciente
 O candidato calculou IMC
 O candidato verificou P.A. da paciente
PARTE IIIPARTE III – – REALIZAÇÃO DE EXAME GINECOLÓGICO REALIZAÇÃO DE EXAME GINECOLÓGICO 
 O candidato solicitou presença de uma enfermeira ou auxiliar para realização de exame
ginecológico.
 O candidato solicitou realização de exame ginecológico
 O candidato fez o exame externo da vulva e vagina (verificou presença de irritação da vagina)
 O candidato verificou saída de secreção branco aderida (como nata)
 O candidato formulou diagnóstico de Candidiase
PARTE IVPARTE IV – – SOLICITAÇÃO E INT SOLICITAÇÃO E INT ERPRETAÇÃO DE EXAMES COMPLEMENTARESERPRETAÇÃO DE EXAMES COMPLEMENTARES 
 O candidato solicitou Glicemia de Jejum, TOTG, Hemoglobina glicada (pelo menos 2).
 
O candidato interpretou corretamente o resultado dos examesPARTE VPARTE V – – FORMULAÇÃO DO DIAGNÓSTICO FORMULAÇÃO DO DIAGNÓSTICO 
 O candidato formulou o diagnóstico de Diabetes Mellitus Tipo I e Candidiase subsequente.
 O candidato explicou o diagnóstico para a paciente de modo claro, buscando tranquiliza-la
PARTE VIPARTE VI – – ORIENTAÇÃO TERAPÊUTICA ORIENTAÇÃO TERAPÊUTICA 
 O Candidato indicou corretamente insulinoterapia (NPH 2x/dia e Regular 3x/dia)
 O candidato indicou medidas dietéticas e prática de exercício físico regular com todas as
orientações que acompanham o exercício físico em pacientes diabéticos
 
 
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PARTE VIIPARTE VII – – ATITUDE ATITUDE 
 O candidato perguntou se a paciente tinha alguma dúvida
 O Candidato demonstrou empatia durante o atendimento (escuta atenta, linguagem acessível
ao paciente)
CASO CLÍNICO 8CASO CLÍNICO 8 – – DIABETES TIPO II: DIABETES TIPO II: 
Jorge, 47 anos, obeso, sedentário, chega ao consultório para consulta de controle sobre sua
hipertensão.
Faça Anamnese, Exame físico, solicitar laboratórios, diagnóstico e conduta terapêutica.
INFORMAÇÕES QUE SERÃO DADAS CONFORME INFORMAÇÕES QUE SERÃO DADAS CONFORME SOLICITADASSOLICITADAS
 
Paciente refere ter sido diagnosticado com hipertensão há 5 anos e que faz uso de enalapril ehidroclorotiazida para controle.
 Paciente refere aumento de peso no último ano, refere ter tido um aumento da fome, e que por falta
de tempo não pratica exercício, e que sua dieta consiste basicamente arroz, feijão, bife e batata
quando está em casa, mas que na rua sempre come salgadinhos e toma refrigerante.
 Paciente refere aumento da sede e que acorda à noite para ir ao banheiro urinar
 Paciente refere uso adequado dos medicamentos.
 Exame Físico
 Altura: 1,72
 Peso 106kg
 IMC 35,83kg/m²
 Circunferência abdominal = 110cm
 P.A. 130x85mmHg
 LABORATÓRIOS:
 Glicemia em Jejum: 210mg/dl
 HbA1c: 7%
 TOTG: 210mg/dl
 HDL 30
 Triglicerideos 170
PARTE IPARTE I – – AVALIAÇÃO CLÍNICA: AVALIAÇÃO CLÍNICA:
 O candidato cumprimentou a paciente e apresentou-se como médico 
 O candidato investigou queixa principal e tempo de início do quadro 
 O candidato investigou peso anterior do paciente 
 O candidato perguntou se existe alguma mudança do seu hábito urinário, fome, sede. 
 O candidato investigou estilo de vida (exercício físico, dieta) da paciente 
 O candidato investigou consumo de álcool e tabagismo 
 O candidato investigou antecedentes familiares para D.M. 
 O candidato explicou para o paciente que pela sua idade já deve ser rastreado para diabetes
mellitus, e que ele ainda possui fatores de risco para doença. 
PARTE IIPARTE II – –REALIZOU MEDIÇÃO ANTROPOMÉTRICA:REALIZOU MEDIÇÃO ANTROPOMÉTRICA: 
 O candidato pesou o paciente
 O candidato mediu o paciente
 O candidato calculou IMC
 O candidato mediu circunferênciaabdominal do paciente
 O candidato verificou P.A. da paciente
PARTE IIIPARTE III – –SOLICITAÇÃO E INTERPRETAÇÃO DE SOLICITAÇÃO E INTERPRETAÇÃO DE EXAMES COMPLEMENTARES:EXAMES COMPLEMENTARES: 
 
 
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 O candidato solicitou Glicemia de Jejum, TOTG, Hemoglobina glicada (pelo menos 2),
Triglicerideos e HDL.
 O candidato interpretou corretamente o resultado dos exames
PARTE IVPARTE IV – –FORMULAÇÃO DO DIAGNÓSTICO:FORMULAÇÃO DO DIAGNÓSTICO: 
 O candidato formulou o diagnóstico de Diabetes Mellitus Tipo II
 O candidato explicou o diagnóstico para a paciente de modo claro, buscando tranquiliza-lo
PARTE VPARTE V – –ORIENTAÇÃO TERAPÊUTICA:ORIENTAÇÃO TERAPÊUTICA: 
 O candidato indicou dieta e exercício físico para o paciente (explicando que precisa de perder no
mínimo 7% do peso corporal de maneira controlada e fazer no mínimo 150 minutos de exercíciomoderado semanalmente)
 O Candidato indicou corretamente Metformina
 O candidato explicou para o paciente que pelo valor da sua hemoglobina glicada o tratamento
começará com monoterapia, mas que é de fundamental importância que eles cumpra as
indicações dietéticas e de exercício físico para melhor controle da doença e para evitar
complicações.
 O candidato orientou sobre o cuidado com os pés, exercício e alimentação
PARTE VIPARTE VI – –ATITUDE:ATITUDE: 
 O candidato perguntou se o paciente tinha alguma dúvida
 O Candidato demonstrou empatia durante o atendimento (escuta atenta, linguagem acessível
ao paciente)
ADENDO DIABETES MELLITUSADENDO DIABETES MELLITUS
METABOLISMO INTERMEDIÁRIOMETABOLISMO INTERMEDIÁRIO 
PERÍODO PERÍODO PÓS-PRANDIAL PÓS-PRANDIAL PERÍODO PERÍODO DE DE JEJUM JEJUM = = DIABETESDIABETES
Glicemia (ação do insulina) Glicemia (ação da insulina+ação glucagon)
Corpos Cetônicos Corpos Cetônicos
Anabolismo (macromoléculas) Catabolismo (glicose, glicerol, ácidos graxos, aminoácidos)
33 hormônios atuam – GLP-1 / Amilina / Gip 44 hormônios atuam – Glucagon / Adrenalina / Cortisol / GH
A diabetes é consequente a mudanças do padrão do metabolismo intermediário.
O distúrbio gerado no metabolismo intermediário é por que a insulina não existe ou por ela não
conseguir realizar seus efeitos metabólicos (por resistência periférica).
CRITÉRIOS DIAGNÓSTICO DIABETES MELLITUSCRITÉRIOS DIAGNÓSTICO DIABETES MELLITUS
1. Glicemia de jejum ≥ 126mg/dl (em 2 exames)
2. TOTG ≥ 200mg/dl (em 2 exames)
3. Glicemia ≥200mg/dl + sintomas (4P:4P: Poliúria, Polidpsia, Polifagia, Perda de Peso) /CRISE: em 1 ocasião
4. HbA1c ≥ 6,5% (em 2 exames)
Quando houver 2 critérios diagnósticos se somando não há necessidade de repetir o exame.
PRÉ-DIABÉTICOPRÉ-DIABÉTICO
DIAGNÓSTICO:DIAGNÓSTICO:
1. Glicemia de Jejum entre 100-125mg/dl (valor normal 70-99mg/dl)
2. TOTG entre 140-199mg/dl
3. HbA1c entre 5,7-6,4%
CONDUTA:CONDUTA: 
 Para todos os pacientes - Dieta (perder 7% do peso) + Exercício físico (150’ de exercício moderado por
semana).
 Para os pacientes <60 anos, ou com IMC>35kg/m², ou DM gestacional prévio deve prescrever
Metformina.
 
 
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DIABETES TIPO I X DIABETES TIPO IIDIABETES TIPO I X DIABETES TIPO II
CARACTERÍSTICA CARACTERÍSTICA DM DM I I DM DM IIII
IDADE IDADE < < 30 30 > > 4545
APRESENTAÇÃO APRESENTAÇÃO Abrupta Abrupta sintomática sintomática Insidiosa Insidiosa assintomáticaassintomática
PEPTÍDEO PEPTÍDEO C C < < 0,1ng/dL 0,1ng/dL indetectável indetectável > > 0,1ng/dL0,1ng/dL
FISIOPATOLOGIA AutoimunidadeFISIOPATOLOGIA Autoimunidade
1A: Anti-ICA, GAD, IA21A: Anti-ICA, GAD, IA2
1B: sem AC’s1B: sem AC’s 
Genética: Gêmeos (80%)Genética: Gêmeos (80%)
OBESIDADE OBESIDADE Quase Quase Todos Todos Magros Magros 80% 80% ObesosObesos
CETOACIDOSE CETOACIDOSE Frequente Frequente RaraRara
 
TIPOS DE INSULINATIPOS DE INSULINA
DIABETES TIPO IDIABETES TIPO I – – INSULINA AUSENTE INSULINA AUSENTE
Nesse caso existe uma insulinopenia absoluta, ou seja, não há insulina. Essa ausência de insulina é
consequência de uma destruição autoimune das ilhotas pancreáticas, especialmente das células beta.
Os autoanticorpos presentes podem ser o anti-GADI, anti-ICA e o anti-IA2, se houver presença desses
autoanticorpos ele é um diabético tipo IA, se não houver presença dos autoanticorpos ele é
diagnosticado como diabético tipo IB.
QUADRO CLÍNICO:QUADRO CLÍNICO:
1. Franco com poliúria
2. Polidpsia
3. Emagrecimento
4. Polifagia
5. Cetoacidose.
TRATAMENTO:TRATAMENTO: Pilares terapêuticos + Alvos terapêuticos + Insulinoterapia:
1.1. Pilares terapêuticos:Pilares terapêuticos:
a. Controle glicêmico (insulinoterapia/antidiabéticos orais)
b. Controle de outros fatores de risco (tabaco e P.A. <130x80mmHg [M.S.])
c. Dislipidemia (HDL > 40(H) >50 (M) / LDL < 100 / TG < 150)
d. Efeito antitrombótico (AAS – como profilaxia secundária para todos os pacientes que já tiveram
episódio de trombose – como profilaxia primária para > 50 anos (H) > 60 anos (M) com pelo menos
mais um fator de risco importante [Hist. Familiar; H.A.S.; Tabagismo; Dislipidemia; Albuminúria]).
e. Detecção de complicações.
2.2. Alvo terapêutico:Alvo terapêutico:
a. HbA1c < 6,5% (percentagem da hemoglobina que está ligada a glicose – muito fidedigno para
controle da glicemia dos últimos 3 meses)
b. Glicemia de jejum < 100g/dl
c. Glicemia pré prandial < 110g/dl
d. Glicemia pós prandia < 140g/dl
 
 
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3.3. Insulinoterapia:Insulinoterapia:
a. Clássico: NPH 2x/dia (antes do café e antes de dormir) + Regular 2x/dia (30minutos antes de cada
refeição) – DOSE DE INSULINA 0,15 -0,5UI/Kg - 70%/30% Manhã e 50%/50% Noite
b. Alternativo: Glargina/Detemir 1-2x/dia + Lispro/Asparte/Detemir (nas refeições)
Fenômenos de HIPERGLICEMIA MATINALFenômenos de HIPERGLICEMIA MATINAL
 Fenômeno do Alvorecer – Manhã desprotegida por dose baixa de NPH.
 Efeito Somogyi – Hipoglicemia da madrugada por dose alta de NPH. (se der insulina “sómor“sómorrri”i”)
DIABETES TIPO IIDIABETES TIPO II – – INSULINA INSUFICIENTE INSULINA INSUFICIENTE
A alteração que desencadeia é uma alteração genética no pâncreas (células beta pancreáticas),
normalmente esse é um paciente obeso, onde a gordura visceral gera um aumento na resistência
periférica à insulina, pressionando o pâncreas a produzir mais insulina, mas, o pâncreas tem uma
tendência genética a falhar sobre pressão surgindo a DM tipo II.
Quadro clínico: assintomático durante anos pode-se abrir o quadro clínico já com complicações
(Macrovasculares – I.A.M., D.A.P., A.V.E. / Microvasculares – Retinopatia, nefropatia e neuropatias).
RASTREAMENTO POPULACIONAL (3/3ANOS):RASTREAMENTO POPULACIONAL (3/3ANOS): 
1. Idade >= 45 anos ou
2. IMC >= 25kg/m² + 1 fator de risco para D.M.:
a. H.A.S., Sedentarismo, dislipidemia
b. História familiar para D.M. (parente 1ºgrau)
c. D.M. gestacional ou R.N. >4kg
d. Acantose Nigricans
e. SOP
ALVO TERAPÊUTICO:ALVO TERAPÊUTICO:
1. HbA1c < 6,5% (percentagem da hemoglobina que está ligada a glicose – muito fidedigno para
controle da glicemia dos últimos 3 meses)
2. Glicemia de jejum < 100g/dl
3. Glicemia pré prandial < 110g/dl
4. Glicemia pós prandia < 140g/dl
TRATAMENTO: MEDICAMENTOSOTRATAMENTO: MEDICAMENTOSO
I.I. Redução da resistência insulínicaRedução da resistência insulínica
a. Biguanida (metformina – dose inicial: 500mg 2x/dia – dose usual 500mg/dia 3x/dia – após
café/almoço/janta)
C.I.: Cr > 1,5; ClCr < 30; ICC; Cirrose descompensada ou aumento de TGO/TGP > 3x
b. Glitazonas (pioglitazona)
 
 
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C.I.: IC Nyha III-IV
II.II. Aumento da secreção insulínicaAumento da secreção

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