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Conforme o filósofo alemão, Hegel, toda a história da humanidade progrediu para que a liberdade do indivíduo se efetivasse. Todavia, a polarização política e a intolerância, reflexo da infodemia, anulam essa premissa a ponto de criar um raciocínio motivado para as massas. Diante dessa perda da convivência social, estreita-se a relação entre elas de forma prejudicial ao equilíbrio do sujeito. Em primeira análise, o alarmante número de informações expostas à população é um desafio presente na problemática. Zygmunt Bauman afirma que a quantidade de dados a qual os seres são expostos é muito maior do que a capacidade de seus cérebros de processá-las. Nesse viés, o bombardeio de opiniões e pontos de vista leva a sociedade ter opiniões fiéis a grupos, alienando-se de sua própria consciência. Por isso, é fundamental despolarizar o Estado. Sob outro prisma, a perda da interação social é um resultado catastrófico do problema. Segundo Andrés Buzzone, quanto mais polarizada é uma sociedade, mais autoritária e menos democrática ela é, sendo o Brasil um exemplo disso. A partir de tal afirmação, é recorrente no país que famílias não se falem devido a suas ideologias de governo extremamente contrastantes. Esse silêncio dentro de casa tem que transformar-se em conversa e barulho, a partir do equilíbrio e da tolerância. Portanto, é indispensável intervir sobre a questão. Para isso, cabe aos cidadãos – que devem usufruir de seu direito de participar no destino da sociedade, votar e ser votado – tomarem ciência das questões oficiais e criarem posicionamentos próprios sobre o assunto, por meio de pesquisas. Com isso, as pessoas se tornarão mais críticas as informações recebidas e compartilhadas nas redes sociais e a intolerância terá uma queda drástica. Só assim, a política será despolarizada e o Brasil caminhará para frente.