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LINDB, LEI DAS LEIS, LEX LEGUM (Decreto Lei 4657/42) Regras introdutórias – até 2018 = 19 artigos (todos os ramos do direito). Em 2018 – Artigos de 20 a 30 (aplicam-se apenas ao Direito Público) Possui status de Lei Ordinária *até 2010 chamava-se LICC (LEI DE INTRODUÇÃO AO CÓD. CIVIL) *2010 – A lei 12.376/10 – adequação formal deu-lhe o nome de LINDB (APENAS ALTERAÇÃO DO NOME, NÃO CONTEÚDO) ORIGEM: Direito Francês (Código Napoleônico de 1804) A LINDB é um conjunto de normas e princípios que regulam aspectos referentes a outras leis (vigência, aplicação, interpretação, direito internacional, questão transitória) É uma lei autônoma que tem caráter universal. Normas sobre normas ou Norma de sobredireito, norma de apoio, Lex Legum. Curiosidade: 1858 – Teixeira de Freitas; 1890 – Coelho Rodrigues; 1916 – Bevilaqua (ideias de lei preliminares) Norma aplicada a todo o ordenamento jurídico Art. 1 – Lei vigora 45 dias após publicada oficialmente, salvo disposição contrária. Par1 – no estrangeiro é obrigatória, inicia 3 meses depois de publicada Par2 – Leis estaduais autorizadas pelo Governo, depende de aprovação do Governo e começa no prazo que a lei estadual fixar. Par3 – Havendo nova publicação de texto, corrigindo a lei, o prazo de 45 dias deste artigo e dos parágrafos anteriores começará o correr da nova publicação. Par3 – As correções a exto de lei já em vigor consideram-se lei nova. Art. 2 – Se não for temporária, a lei terá vigor até que outra modifique ou revogue. Par1. a) Revoga anterior quando declarado expressamente; b) quando há incompatibilidade; c) quando regule inteiramente a matéria de que tratava a lei anterior. Par2. a) Lei nova que estabeleça disposições gerais ou especiais já existentes na anterior, não revoga nem modifica a anterior Par. 3. a) Salvo disposição em contrário, a lei revogada não se restaura por ter a lei revogadora perdido a vigência. Art. 3. – Ninguém se escusa (se desobriga) de cumprir a lei, alegando desconhecimento dela. Art. 4. – Quando a lei for omissa, o juiz decidirá o caso de acordo com a: ANALOGIA, OS COSTUMES E OS PRINCÍPIOS GERAIS DE DIREITO. Art. 5. – Na aplicação da lei, o juiz atenderá aos FINS SOCIAIS a que ela se dirige e às EXIGÊNCIAS DO BEM COMUM. Art. 6. – A lei em vigor terá efeito imediato e geral, respeitados o ato jurídico perfeito, o direito adquirido e a coisa julgada Par.1 – Reputa-se ato jurídico perfeito o já consumado segundo a lei vigente ao tempo em que efetuou. Par.2 – Direitos adquiridos aqueles que o titular, ou alguém por ele, possa exercer, como aqueles cujo começo do exercício tenha termo prefixo, ou condição preestabelecida inalterável, a arbítrio de outrem. Par.3 – Coisa julgada ou caso julgado a decisão judicial de que já não caiba recurso. image1.png