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AMELOGÊNESE
A amelogênese é o processo de formação do
esmalte.
Ocorre no início da transição da fase final da
campânula inicial para o início da campânula tardia/
fase de coroa.
As fases de desenvolvimento vão de acordo com as
fases funcionais dos ameloblastos – seu ciclo de
vida.
A amelogênese iniciará nos locais em que serão os
vértices ou cúspides.
● Células cilíndricas, com núcleo ovóide,
afastando-se da lâmina basal.
● Extrato intermédio e complexos juncionais
bem estabelecido.
Células da periferia da papila se diferenciam em
pré- odontoblasto e depois em odontoblastos.
No ciclo, a localização onde ocorre as modificações
começa na ponta da cúspide.
Estágios da amelogênese:
Fase de Pré-secreção
- Fase Morfogenética ( 1 ) Epitélio Interno
- Fase de Diferenciação ( 2 )Pré-ameloblasto
Fase Secretora ( 3 ) e ( 4 ) Ameloblasto
Fase de Maturação Ameloblasto
Fase de Proteção Ameloblasto
FASE DE PRÉ- SECREÇÃO
Sem secreção, o ameloblasto ainda não é
ameloblasto.
A) Fase morfogenética
Diferenciação das células do epitélio interno em
ameloblastos.
- Células cúbicas, com núcleo grande central,
ovóide e poucas organelas desorganizadas (1 e 2).
● O epitélio interno do órgão do esmalte
determina a forma da coroa do dente. Início
do estágio de campânula.
B) Fase de Diferenciação
Extrato intermediário surge.
Com a inversão da sua polaridade, as células do
epitélio interno do órgão do esmalte tornam-se
pré-ameloblastos ( na papila).
- células alongam-se (cilíndricas), núcleo
deslocado para o estrato intermediário, mais
organelas com padrão organizado e
complexos juncionais estabelecidos.
Extrato intermediário: camadas de células
achatadas entre o epitélio interno e o
retículo estrelado.
● A diferenciação dos pré-ameloblastos ocorre
gradualmente, até tornarem-se ameloblastos
secretores
Pré- Odontoblasto secreta a 1° camada de dentina
do manto.
A dentina do manto secretada pelo pré
odontoblastos induz o pré-ameloblastos a terminar a
diferenciação e se tornar ameloblastos
FASE SECRETORA
Possui mais junções entre as células.
Ameloblastos secretam o esmalte. Em razão da
restrição da via intercelular, a formação do esmalte
é exclusivamente controlada pelos ameloblastos.
- células cilíndricas altas, com extremidade
voltada para a secreção do esmalte (3 e 4),
organelas ordenadas e desenvolvidas.
● A primeira camada de esmalte secretada a
partir de uma borda lisa de ameloblastos é
imediatamente mineralizada (mineralização
aprismática) por conta do contato com a
dentina. (Perto da dentina começa a
clivagem das proteínas.)
- Matriz orgânica não colágena:
alemolegninas e não-amelogeninas
(enamelina, tufelina...) As amelogeninas são
mais abundantes constituindo 90% da matriz
de esmalte.
- Enamelina = proteína de esmalte que ajuda
na orientação da deposição da
hidroxiapatita.
Cálcio e fosfato também são secretados de forma
aleatória e formam blocos de mineralização.
● A interação das duas fosfoproteínas
acídicas da matriz do esmalte jovem,
enamelina e tufelina, desencadearia, deste
modo, o início da mineralização, ou seja, a
formação dos característicos cristais em
forma de fita.
A mineralização do esmalte começa imediatamente
após o início da secreção da matriz orgânica. A
mineralização inicial chega apenas até 15% do total
da matriz recém-formada, sendo, portanto, o
esmalte jovem constituído principalmente por
componentes orgânicos. Inicia na região em contato
com a dentina do manto, onde as proteínas são
clivadas.
OBS: células com borda lisa associadas a remoção das
proteínas recicladas na célula pregueada. Existe a
entrada de íons no espaço onde estavam as proteínas.
Antes da mineralização do esmalte: fusão do estrato
intermediário, do retículo estrelado e do epitélio
externo, que vai originar a camada papilar, que é
única. Com essa fusão das camadas, vai ocorrer a
penetração dos vasos sanguíneos do
ectomesênquima e vai permitir a nutrição dos
ameloblastos, permitir a passagem de íons para que
os ameloblastos façam a mineralização do esmalte.
● Camadas seguintes fazem com que surja o
processo de Tomes.
Processo de Tomes ( 4 )
Possui a função de comandar e orientar a formação
do esmalte.
O processo de Tomes é uma projeção dos
ameloblastos que se desenvolvem após ocorrer a
deposição da primeira camada de esmalte
aprismático, com o desenvolvimento dessa nova
estrutura os ameloblastos passam a formar um
esmalte prismático.
O primeiro esmalte mineralizado é chamado de
aprismático ( secretado pelo ameloblasto). Após
isso, o ameloblasto se desloca e assim forma o
processo de tomes.
O processo de Tomes produz dois tipos de esmaltes:
Esmalte prismático e o esmalte que é dividido na
parte mineral e na parte interprismática, que é a
parte de matriz do esmalte.
Encontramos os prismas na parte reta, onde são
secretados os cristais minerais. Na parte côncava
encontramos o esmalte interprismático, que forma a
matriz do esmalte. (imagem abaixo)
A função da interprismática é dar permeabilidade
ao esmalte, e também é onde encontramos as
proteínas do esmalte. A função dessas proteínas é
permitir a recepção do mineral do meio ambiente e
também determinar a direção do cristal, que é o
esmalte.
- Porção próxima do núcleo: proximal –
região interprismática ( para baixo, em
direção a basal)
- Porção distante: distal – região prismática
(em direção a própria matriz)
● Na involução das células, a porção distal do
processo de tomes se torna a bainha do
prisma.
● ameloblastos sofrem apoptose ou se
fusionam a camada papilar. Involução:
Camada passa a ser chamada de epitélio
reduzido do órgão do esmalte.
Linhas de retzius
São demonstrações dos momentos de produção e
parada do esmalte. A cada retomada, os
ameloblastos mudam sua direção de secreção.
Eventos além da secreção: Involução das estruturas
do órgão do esmalte até formar uma cama única =
papilar.
Características da Secreção: Resumo
● Primeiro esmalte chamado de aprismático;
● Matriz Orgânica não colágena:
- Amelogeninas
- Não-amelogeninas (enamelina,
tufelina...)
● Mineralização Imediata = 15% totais
- Início na região em contato com a
dentina do manto
FASE DE MATURAÇÃO
Maior porção do esmalte mineralizado.
Ameloblastos são agentes ativos na maturação do
esmalte.
- células cilíndricas, a altura e tamanho das
células diminui. Borda retilínea em
intermitência com rugosa (5 e 6) organelas
diminuem. ( Células ricas em lisossomos)
● Intercalação entre bordas lisas (remoção dos
componentes orgânicos: proteínas ) e
pregueadas (bombeamentos de cálcio e
fosfato para dentro da matriz): modulação.
- Células em escova têm as junções de
oclusão próximas à borda distal, os lisos
próximos à junção proximal.
FASE DE PROTEÇÃO
Ameloblastos protegem; recobrem o esmalte
mineralizado.
Ameloblastos sofrem apoptose ou involuem para
fazer parte da camada papilar.
● Epitélio reduzido do órgão do esmalte:
proteção do esmalte contra a reabsorção e
erupção dentária sem sangramento.
O epitélio reduzido do órgão do esmalte se fusiona
com o epitélio da cavidade oral, com isso, não
existe sangramento quando os dentes estão
erupcionando, por exemplo, pois não existe tecido
conjuntivo vascularizado.
- células involuem, de estado cúbico, núcleo
central e poucas organelas, perda do
processo de tomes
Proteção contra clastos : Não degradam o esmalte.
Camada papilar
É formada a partir da involução e fusão do estrato
intermediário, células do retículo estrelado e do
epitélio externo.
ESMALTE
Tecido mais mineralizado do corpo, uma vez
formado, não existem mais ameloblastos, pois eles
sofrem apoptose ou participam do epitélio reduzido
do órgão do esmalte.
- Único formado por células epiteliais
originadas do ectoderma (ameloblastos) –
derivados do epitélio interno do órgão do
esmalte.
- Não pode ser remodelado
- Esmalte orgânico é secretado por
ameloblasto de borda lisa
● Apenas recobrindo a dentina coronária
● Tecido mais mineralizado do corpo:
● 96% mineralizado (inorgânico, com cristal
de hidroxiapatita)
● A porção orgânica constituiágua e proteínas
não colágenas de esmalte.
- não existe proteínas colágenas
- a natureza cristalina do esmalte deve-se ao
seu alto conteúdo inorgânico
+ mineral = + natureza cristalina = + translúcido
ESTRUTURAS DO ESMALTE
0- polpa
1 - camada de odontoblastos
2 - pré dentina
3 - dentina mineralizada
4 - início da mineralização do esmalte (matriz
inorgânica)
5 -matriz orgânica
6- ameloblastos maturadores
7- camada papilar
8 -folículo dentário
ANOMALIAS DE ESMALTE
Amelogênese imperfeita
● Afeta toda a dentição decídua e permanente
● Estágios: pré, secretório, transição,
maturação
● Várias classificações
● Hereditário
● Fatores genéticos
● Dentina e polpa normal
Hipoplasia
● Deficiência na secreção da matriz de
esmalte.
Causas:
● locais (trauma ou processo infeccioso no
decíduo antecessor)
● sistêmicas (doenças renais)
● Conduta: Tratamento estético restaurador
Dente de Turner- causas locais, apenas um dente
afetado.
Hipocalcificação
Distúrbio na calcificação do esmalte. Esmalte fosco,
opaco, com possíveis microfraturas.
Fluorose
Defeitos no esmalte. Dependendo da quantidade de
flúor, o ameloblasto morre e manchas brancas são
encontradas nos dentes. Flúor em determinado
ponto é tóxico para os dentes.
Hipoplasia e hipocalcificação no mesmo dente:
A Hipoplasia ocorre na fase formativa, e é
identificada como fossas, sulcos ou áreas com
ausência total/parcial de esmalte. A
hipocalcificação ocorre na fase de maturação e
causa alteração na translucidez, com áreas de
coloração do branco ao amarelo-acastanhado.
Região cervical sem esmalte secretado.

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