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www.LeisMunicipais.com.br
LEI COMPLEMENTAR Nº 125, DE 07 DE JULHO DE 2023.
INSTITUI O NOVO PLANO DIRETOR DE
DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL DO MUNICÍPIO DE
RODEIO E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS.
O Povo do Município de Rodeio - SC, por seus representantes, aprovou, e eu, em seu nome, sanciono a
seguinte lei:
TÍTULO I
DA CONCEITUAÇÃO, DOS PRINCÍPIOS E DAS DIRETRIZES GERAIS, DAS POLÍTICAS URBANAS E AMBIENTAIS
CAPÍTULO I
DA CONCEITUAÇÃO
Art. 1º Fica ins�tuído, por meio da presente Lei e de seus anexos, o Plano Diretor do Município de
Rodeio, Estado de Santa Catarina, instrumento básico da polí�ca de desenvolvimento territorial e
urbanís�co local, denominado oficialmente Plano Diretor de desenvolvimento sustentável do Município
de Rodeio.
Parágrafo único. O plano plurianual, as diretrizes orçamentárias, o orçamento anual, os planos, os
programas e projetos urbanís�cos, assim como os demais instrumentos municipais de desenvolvimento
territorial e urbanís�co deverão incorporar os princípios, as diretrizes, os obje�vos e as prioridades
con�dos nesta Lei.
Art. 2º Este Plano Diretor abrange a totalidade do território do Município de Rodeio, adequando sua
polí�ca de desenvolvimento territorial e urbanís�co às diretrizes estabelecidas nos termos do art. 2.º,
incisos I a XVI, da Lei Federal nº 10.257, de 10 de julho de 2001 - Estatuto da Cidade, e define:
I - a polí�ca e as estratégias de desenvolvimento territorial e urbanís�co do Município;
II - os critérios para garan�r que a cidade cumpra com sua função social;
III - os critérios para garan�r que a propriedade cumpra com sua função social;
IV - as regras orientadoras do uso e da ocupação do solo;
V - a previsão e forma como serão implementados os instrumentos do Estatuto da Cidade no
Município;
VI - o planejamento e a gestão democrá�cos do desenvolvimento territorial e urbanís�co.
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/LEIS_2001/L10257.htm#:~:text=Regulamenta%20os%20arts.,urbana%20e%20d%C3%A1%20outras%20provid%C3%AAncias.
§ 1º A interpretação da presente Lei e seus anexos será realizada, de forma a ar�cular sistemá�ca e
integradamente todos os disposi�vos nela con�dos.
§ 2º Visando a consecução da interpretação a que se refere o parágrafo anterior, deverá ser
rigorosamente observado o significado dos conceitos, termos técnicos e expressões u�lizadas na presente
Lei.
Art. 3º O presente Plano Diretor deverá ser revisado e atualizado em um prazo máximo de 10 (dez) anos
a par�r de um processo con�nuo e permanente de avaliação e de controle, sempre pautado pelos
princípios e diretrizes estabelecidos pelo Estatuto da Cidade.
CAPÍTULO II
DOS PRINCÍPIOS, OBJETIVOS E ESTRATÉGIAS DA POLÍTICA DE DESENVOLVIMENTO E ORDENAMENTO
TERRITORIAL
Seção I
Dos Princípios e Obje�vos
Art. 4º A polí�ca territorial e urbanís�co do Município de Rodeio se norteia pelos seguintes obje�vos:
I - igualdade, eqüidade e jus�ça social;
II - democracia par�cipa�va;
III - prevalência do interesse público;
IV - função social da cidade;
V - função social da propriedade;
VI - desenvolvimento sustentável;
VII - autoaplicabilidade.
Art. 5º São princípios fundamentais do Plano Diretor de Desenvolvimento Sustentável do Município de
Rodeio:
I - garan�r a função social da propriedade e da cidade;
II - promover a gestão democrá�ca do município;
III - garan�r o desenvolvimento sustentável município;
IV - promover a integração regional.
Art. 6º A função social da propriedade e da cidade no Município de Rodeio deve propiciar o direito a
todos os seus cidadãos, de acesso a serviços públicos de qualidade e aos equipamentos urbanos
essenciais à vida e à cidade, procurando ainda:
I - a promoção da jus�ça social e redução das desigualdades sócio-espaciais;
II - a ampliação do acesso a terra urbanizada, à moradia digna, ao saneamento ambiental, à
infraestrutura e serviços públicos, ao transporte cole�vo, ao trabalho, à cultura, ao lazer, à memória
cultural e ao meio ambiente sustentável.
Art. 7º A propriedade, tanto urbana como rural no Município de Rodeio, cumpre com sua função social
quando atende às disposições e parâmetros con�dos e estabelecidos pelo presente Plano Diretor
observado os seguintes princípios:
I - ser u�lizada em prol do bem cole�vo, da segurança e do bem-estar dos cidadãos, bem como em
respeito ao meio ambiente;
II - garan�r o uso e a ocupação do solo sempre de forma compa�vel com a infraestrutura urbana e de
serviços disponível;
III - assegurar o atendimento das necessidades dos cidadãos quanto à qualidade de vida, à jus�ça
social e ao desenvolvimento das a�vidades econômicas.
Art. 8º A gestão da Polí�ca de Desenvolvimento e Ordenamento Territorial no Município de Rodeio terá
como princípio básico o respeito à ordem democrá�ca, incorporando a par�cipação dos diferentes
segmentos da sociedade em sua formulação, execução, fiscalização e monitoramento.
Art. 9º São diretrizes gerais do Plano Diretor de Desenvolvimento Sustentável do Município de Rodeio:
I - estabelecimento de parâmetros de ocupação e parcelamento do solo;
II - promoção da diversificação do uso e da ocupação do solo na malha urbana;
III - indução o adensamento nas áreas já dotadas de infraestrutura e restringir a ocupação nas áreas
ambientalmente frágeis;
IV - proteção das áreas de interesse ambiental e de riscos de desastres;
V - promoção da integração territorial, evitando a dispersão da malha urbana e fortalecendo as
centralidades de bairros;
VI - inclusão social, permi�ndo o acesso a melhores condições de infraestrutura, aos equipamentos
sociais, à cultura e ao lazer na cidade;
VII - promoção da moradia digna à população de baixa renda;
VIII - promoção da urbanização e da regularização fundiária nas áreas ocupadas pela população de
baixa renda, garan�ndo a preservação ambiental;
IX - incen�vo à preservação dos bens de interesse cultural, histórico e/ou arquitetônico;
X - distribuição equilibrada dos bene�cios e ônus decorrentes do processo de urbanização;
XI - recuperação parcial dos inves�mentos públicos que resultem na valorização dos imóveis urbanos;
XII - atendimento às necessidades de mobilidade da população, promovendo padrões sustentáveis,
não poluentes, dignos, democrá�cos e que valorizem o espaço urbano;
XIII - qualificação do espaço viário, da circulação das pessoas e do transporte de bens e de
mercadorias;
XIV - promoção da integração entre as a�vidades urbanas e rurais, de forma complementar, tendo em
vista o desenvolvimento socioeconômico do Município;
XV - incen�vo às a�vidades turís�cas no Município;
XVI - ar�culação, integração e cooperação em âmbito Federal, Estadual e Regional no processo de
planejamento e de gestão urbana e ambiental nas questões de interesse comum;
XVII - ampliação das possibilidades de parcerias público-privadas ou inicia�vas relacionadas à criação
e manutenção de espaços públicos de lazer, reconhecendo sua importância como áreas essenciais para a
qualidade de vida.
Parágrafo único. Para efeitos desta Lei entende-se como população de baixa renda as famílias cuja
renda familiar não ultrapasse cinco salários mínimos, com enfoque prioritário ao grupo classificado na
faixa de renda familiar inferior a três salários mínimos.
Seção II
Das Estratégias da Polí�ca de Desenvolvimento e Ordenamento Territorial
Art. 10. As estratégias de desenvolvimento e ordenamento territorial no município de Rodeio são
orientadas pelas seguintes diretrizes:
I - estruturação espacial e diversidade urbana;
II - planejamento e controle par�cipa�vos;
III - promoção do desenvolvimento sustentável;
IV - integração regional.
Art. 11. Para a realização das diretrizes da estratégia de desenvolvimento e ordenamento territorial
devem ser adotadas as seguintes ações:
I - es�mulo para uma maior diversidade de usos nas áreas urbanizadas, promovendo uma maior
urbanidade e vitalidade urbana, especialmente nas centralidades de bairros;
II - garan�a de uma maior dinâmica viária e de acessibilidade para a diminuição dos deslocamentos e
para a fluidezdo trânsito;
III - es�mulo à ocupação mais intensa das áreas dotadas de infraestrutura urbana;
IV - implantação de programa(s) de incen�vo à preservação dos imóveis de interesse cultural,
histórico e/ou arquitetônico e de valorização da iden�dade e cultura municipal;
V - implantação de programa(s) de valorização e melhoria da paisagem no município;
VI - implantação de programa(s) de incen�vo às novas prá�cas agrícolas em consonância com a
sustentabilidade ambiental e valorização da agricultura familiar;
VII - u�lização de forma sustentável dos recursos naturais do município;
VIII - incen�vo às polí�cas e programas que integrem a necessidade de moradia, educação, saúde e
geração de renda;
IX - incen�vo à par�cipação e organização da comunidade.
CAPÍTULO III
DAS POLÍTICAS SETORIAIS DE PLANEJAMENTO
Seção I
Das Diretrizes Intersetoriais
Art. 12. Polí�ca de Desenvolvimento e Ordenamento Territorial de Rodeio é pautada pela integração das
suas ações com as demais polí�cas setoriais do município, sempre observando suas especificidades, e
pela descentralização das ações com o obje�vo de promover a inclusão polí�ca, socioeconômica, espacial
e melhorar a qualidade de vida de todos os cidadãos.
Art. 13. A gestão integrada das diversas polí�cas municipais observará as seguintes diretrizes:
I - ar�culação entre os conselhos e polí�cas municipais, com vistas à efe�vação de processos de
planejamento par�cipa�vo, controle social, monitoramento e avaliação de ações intersetoriais;
II - criação de mecanismos de par�cipação popular e exercício da democracia direta em processos de
decisão de ações intersetoriais;
III - ins�tuição de polí�ca de comunicação e divulgação das ações intersetoriais.
Seção II
Da Polí�ca de Desenvolvimento Econômico
Art. 14. A Polí�ca de Desenvolvimento Econômico deve estar pautada na integração com as demais
polí�cas municipais e regionais, buscando o desenvolvimento econômico sustentável, a diversificação da
economia e o aumento da oferta de trabalho.
Art. 15. São Diretrizes da Polí�ca de Desenvolvimento Econômico:
I - fomento e incen�vo para instalação de novas indústrias, prestadores de serviços e comércio com
tecnologia adequada ao uso sustentável dos recursos naturais visando à preservação do meio ambiente;
II - instalação e consolidação de a�vidades produ�vas em áreas com disponibilidade de infraestrutura
e compa�veis com os padrões de sustentabilidade ambiental;
III - incen�vo às inicia�vas de produção coopera�va, ao artesanato, às empresas e às a�vidades
desenvolvidas por meio de micro e pequenos empreendimentos ou estruturas familiares de produção e
de populações tradicionais;
IV - fomento e incen�vo da produção primária e seus derivados, com ênfase nas agroindústrias
agregando valor aos produtos;
V - aprimoramento da infraestrutura para o desenvolvimento das a�vidades de cultura, turismo e
entretenimento como fontes geradoras de trabalho, emprego, renda e de qualidade de vida;
VI - ar�culação regional por meio de programas e projetos de desenvolvimento econômico
integrando a agropecuária, a a�vidade industrial, o comércio, o lazer e os serviços;
VII - polí�cas de desenvolvimento econômico em consonância com a preservação ambiental e
inves�mentos que privilegiem a distribuição de renda e riqueza, e ampliação da oferta de empregos, com
remuneração digna e a preservação dos direitos sociais e trabalhistas;
VIII - ações de controle urbano e de melhoria dos espaços e serviços públicos, visando à atração de
a�vidades econômicas;
IX - parcerias e ações integradas com outros agentes promotores do desenvolvimento, públicos ou
privados.
X - contribuição para o aperfeiçoamento e treinamento permanente dos profissionais.
Seção III
Da Polí�ca de Incen�vo ao Turismo
Art. 16. Poder Público Municipal promoverá ações que visem apoiar o desenvolvimento do turismo
sustentável no Município de Rodeio de forma a:
I - incorporar o trabalho e a cultura da população de Rodeio como fator de divulgação e
potencialização do produto turís�co e inclusão social;
II - ar�cular programas e ações turís�co-culturais com os demais municípios da Região;
III - promover programas, projetos e ações turís�cas integradas com a dinâmica das a�vidades sociais,
econômicas, culturais e de lazer realizadas pelo município e na Região;
IV - diversificar e melhorar a oferta de equipamentos no setor, obje�vando aumento da oferta de
emprego e de geração de renda;
V - promover a�vidades de eco e agroturismo com vistas à conservação, preservação e recuperação
do patrimônio ambiental de Rodeio;
VI - incen�var a qualificação da mão de obra local buscando apoio dos demais órgãos governamentais
e ins�tuições ligadas ao setor;
VII - es�mular e implementar melhorias paisagís�cas, de sinalização turís�ca e de infraestrutura
básica nos principais corredores de acessos ao Município e região;
VIII - caracterização da paisagem, turismo e desenvolvimento ao longo das rodovias BR 470 e SC 477.
Seção IV
Da Polí�ca de Preservação do Patrimônio Cultural Material e Imaterial
Art. 17. A Polí�ca municipal de preservação do patrimônio cultural material e imaterial visa es�mular a
preservação e a valorização da cultura local, da arquitetura e da memória.
Art. 18. A Polí�ca de Preservação do Patrimônio Cultural Material e Imaterial deverá observar as
seguintes diretrizes:
I - contribuir para a construção da cidadania cultural no Município de Rodeio;
II - garan�r a inclusão cultural de todos os cidadãos;
III - compa�bilizar o desenvolvimento econômico e social com a iden�dade cultural do município;
IV - es�mular e preservar a diversidade cultural existente no município;
V - valorizar e es�mular o uso, a conservação e a restauração do patrimônio cultural material e
imaterial;
VI - garan�r usos compa�veis para as edificações que façam parte do patrimônio arquitetônico do
município.
Art. 19. Para realização dessas diretrizes, a Polí�ca de Preservação do Patrimônio Cultural Material e
Imaterial deverá adotar as seguintes ações estratégicas:
I - garan�r a par�cipação da comunidade na formulação da polí�ca de preservação do patrimônio
cultural material e imaterial;
II - desenvolver e es�mular o potencial turís�co da cidade através do es�mulo à preservação da
natureza e dos seus bens de interesse cultural;
III - Implementar um programa municipal de incen�vo à preservação do patrimônio cultural material
e imaterial por meio de projetos específicos e de cadastro atualizado dos bens de interesse e relevância
histórica, cultural e/ou arquitetônica
IV - apoiar a manutenção e conservação do Museu de Usos e Costumes do Município.
Art. 20. Para consecução das diretrizes e das ações estratégicas da Polí�ca de Preservação do Patrimônio
Histórico, Cultural e Arquitetônico de Rodeio, poderão ser aplicados, dentre outros, os seguintes
instrumentos:
I - tombamento de bens;
II - fundo municipal de incen�vo à cultura;
III - transferência do direito de construir.
Seção V
Da Polí�ca Municipal de Meio Ambiente e Saneamento
Art. 21. A Polí�ca Municipal de Meio Ambiente e Saneamento de Rodeio tem como obje�vo principal a
conservação do meio ambiente no território, ar�culado com a questão regional, u�lizando-se para isso,
de uma gestão ambiental integrada, do uso racional dos recursos hídricos, da coleta sele�va de lixo, do
tratamento do esgoto sanitário, do manejo adequado dos recursos florestais e dos resíduos sólidos,
visando promover a sustentabilidade ambiental no município.
Art. 22. A Polí�ca Municipal de Meio Ambiente e Saneamento visa às seguintes diretrizes:
I - a compa�bilização do desenvolvimento econômico-social com a conservação da qualidade do meio
ambiente e do equilíbrio ecológico;
II - a definição de áreas prioritárias de ação governamental orientadas à qualidade do meio ambiente
e ao equilíbrio ecológico, atendendo aos interesses do Município, do Estado e da União;
III - o estabelecimento de critérios e padrões de qualidade ambiental e de normas rela�vas ao uso e
manejo de recursos ambientais,no âmbito das competências municipais;
IV - a busca de informações e desenvolvimento de pesquisas, orientadas para uso racional de recursos
ambientais;
V - a difusão de tecnologias de manejo do meio ambiente, a divulgação de dados e informações
ambientais e a formação de uma consciência pública sobre a necessidade de preservação da qualidade
ambiental e do equilíbrio ecológico;
VI - a conservação e restauração dos recursos ambientais, com vistas à sua u�lização racional e
disponibilidade permanente, concorrendo para manutenção do equilíbrio propício à vida;
VII - a imposição, ao infrator ambiental, da obrigação de recuperar e/ou indenizar os danos causados
e, aos usuários de recursos ambientais, a compensação, econômica ou não, pela u�lização destes
recursos com fins econômicos.
Art. 23. A Polí�ca Municipal de Meio Ambiente e Saneamento de Rodeio será pautada pelos seguintes
obje�vos:
I - promover a educação ambiental, especialmente na rede pública de ensino.
II - manter a qualidade da água dos corpos hídricos do município e colaborar na despoluição do Rio
Itajaí-açu;
III - ampliar o sistema municipal de saneamento ambiental;
IV - elaborar e implementar o sistema de gestão de resíduos sólidos, incen�vando a coleta sele�va de
lixo e a reciclagem de resíduos orgânicos e não orgânicos, bem como a redução da geração de resíduos
sólidos;
V - assegurar à população do Município de Rodeio o abastecimento de água em quan�dade suficiente
e com qualidade;
VI - promover a preservação, conservação e o uso sustentável dos recursos naturais, por meio do
planejamento e do controle ambiental;
VII - garan�r através da gestão ambiental a recuperação e a preservação:
a) dos corpos hídricos;
b) dos remanescentes florestais da Mata Atlân�ca;
c) das matas ciliares;
d) das áreas de preservação permanente;
VIII - norma�zar o uso e a u�lização das águas superficiais e subterrâneas.
Art. 24. Para realização dessas diretrizes, a Polí�ca Ambiental do Município deverá adotar as seguintes
ações estratégicas:
I - integrar e apoiar as ações regionais de conservação e de preservação ambiental, em especial
àquelas que abrangem a Bacia Hidrográfica do Rio Itajaí;
II - ampliar as ações e os projetos de saneamento ambiental no âmbito do município;
III - ordenar e compa�bilizar a expansão urbana do município em direção às áreas que disponham de
maior capacidade de infraestrutura e ambientalmente mais adequadas;
IV - incen�var projetos e programas que contemplem o reuso das águas.
Seção VI
Da Polí�ca de Mobilidade e Acessibilidade
Art. 25. A Polí�ca de Mobilidade e Acessibilidade do Município tem como obje�vos:
I - reconhecer de fato o pedestre como par�cipe do trânsito, assim como a importância do
deslocamento de pedestres;
II - promover a universalização da mobilidade e da acessibilidade;
III - evitar a necessidade de viagens motorizadas;
IV - incen�var a u�lização dos meios não-motorizados de transporte, como a bicicleta, o pa�nete e
outros modais;
V - priorizar, sempre que possível, o sistema de transporte cole�vo em relação ao transporte
individual motorizado;
VI - evitar os conflitos entre a circulação e o uso e ocupação do solo.
Art. 26. A Polí�ca de Mobilidade e Acessibilidade de Rodeio tem como diretrizes:
I - incorporar o espaço da calçada como via pública de fato, com tratamento específico por meio da
melhoria da qualidade das calçadas, do paisagismo, da iluminação e sinalização;
II - fomentar a implantação de programas de mobilidade e acessibilidade para pessoas com
deficiência ou com mobilidade reduzida, considerando-se o princípio de acesso universal à cidade e os
parâmetros de desenho universal;
III - distribuir de forma adequada os equipamentos sociais e serviços públicos, ocupando os vazios
urbanos;
IV - qualificar o sistema viário municipal e o sistema urbano de transportes, visando à mobilidade e a
acessibilidade universaisl, à segurança e ao bem estar da população;
V - fomentar implementação de melhorias de infraestrutura que favoreçam os deslocamentos por
bicicleta, a pé e das pessoas com necessidades especiais de mobilidade;
VI - criar um sistema cicloviário integrado, com ciclovias e ciclofaixas interligadas entre si, distribuídas
pelo município através de vias com gabarito e hierarquia compa�veis para atender com segurança e
eficiência os ciclistas, sem prejuízo aos demais usuários;
VII - definir uma hierarquia para o sistema viário de acordo com sua localização, relevo e importância
na malha viária;
VIII - definir o gabarito das vias de acordo com sua hierarquia, dotando-as de espaço adequado para a
circulação segura e eficiente de pedestres, bicicletas e demais veículos;
IX - melhorar a segurança e a fluidez do tráfego através de melhoramentos na malha urbana.
Seção VII
Da Polí�ca Pública Municipal de Prevenção, Mi�gação e Adaptação Aos Riscos de Desastres
Art. 27. A Polí�ca Pública Municipal sobre riscos de desastres compreende um conjunto de ações
estratégicas de prevenção, mi�gação, adaptação, preparação, resposta e recuperação des�nadas a evitar
ou minimizar os riscos e os danos decorrentes de desastres, garan�r segurança à população e
restabelecer a normalidade e funcionamento dos serviços públicos em consonância com a Lei Federal nº
12.608/2012 - Polí�ca Nacional de Proteção e Defesa Civil, e demais normas federais e estaduais.
Art. 28. São diretrizes da Polí�ca Municipal de Prevenção, mi�gação e adaptação aos riscos de Desastres:
I - integrar informações em sistema capaz de subsidiar o órgão público na previsão e no controle dos
efeitos nega�vos de eventos adversos sobre a população, bens e serviços e ao meio ambiente, dando
prioridade às ações preven�vas relacionadas à mi�gação de desastres;
II - promover a abordagem sistêmica nas ações de prevenção, mi�gação, preparação, adaptação,
resposta e recuperação;
III - adotar a bacia hidrográfica como unidade de análise das ações de prevenção de desastres
relacionados a corpos d`água;
IV - planejar, com base em pesquisas e estudos sobre áreas de risco e incidência de desastres no
território municipal, ações para prevenção de desastres.
Art. 29. São obje�vos da Polí�ca Municipal de Prevenção, mi�gação, adaptação aos riscos de desastres:
I - monitorar, iden�ficar e avaliar os eventos potencialmente causadores de desastres no Município,
assim como áreas e comunidade vulneráveis, de modo a evitar ou reduzir sua ocorrência;
II - integrar a redução do risco de desastre e as ações de proteção e defesa civil entre os elementos da
gestão territorial e do planejamento das polí�cas setoriais;
III - prestar socorro e assistência às populações a�ngidas por desastres e, se necessário, promover sua
realocação;
IV - recuperar as áreas afetadas por desastres;
V - propor e executar medidas preven�vas estruturais e não estruturais des�nadas a redução de
riscos;
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2012/lei/l12608.htm#:~:text=1%C2%BA%20Esta%20Lei%20institui%20a,desastres%20e%20d%C3%A1%20outras%20provid%C3%AAncias.
VI - es�mular o ordenamento da ocupação do solo, de forma a evitar a ocupação de áreas
ambientalmente vulneráveis, tendo em vista sua conservação e a proteção da vegetação na�va, dos
recursos hídricos e da vida humana;
VII - es�mular inicia�vas que resultem na des�nação de moradia em local seguro;
VIII - orientar as comunidades a adotar comportamentos adequados de prevenção e de resposta em
situação de desastre e promover a autoproteção.
TÍTULO II
DO PERÍMETRO URBANO, DO MACROZONEAMENTO E DO ZONEAMENTO
CAPÍTULO I
DO PERÍMETRO URBANO E DO MACROZONEAMENTO
Seção I
Da área Urbana e da área Rural
Art. 30. Para efeitos de planejamento, o território do Município de Rodeio fica dividido em Área Rural e
Área Urbana (Anexo I - Mapa da Delimitação do Perímetro Urbano e no Anexo Il - Memorial Descri�vo de
Perímetro Urbano), e subdividido em Macrozonas (Anexo III - Mapa de Macrozoneamento).
§ 1º Área Urbana é aquela des�nada prioritariamente para a�vidades de natureza urbana sendo
delimitada peloperímetro urbano descrito no Anexo I - Mapa da Delimitação do Perímetro Urbano e no
Anexo Il - Memorial Descri�vo de Perímetro Urbano.
§ 2º Área Rural é a porção restante do território municipal e des�nada prioritariamente às a�vidades
agrícolas, de pecuária, de silvicultura e de conservação de recursos naturais, admi�ndo outros usos
semelhantes de forma não intensiva, bem como, o desenvolvimento das a�vidades turís�cas e de lazer
sendo delimitada pelo perímetro urbano descrito no Anexo III - Mapa de Macrozoneamento.
Art. 31. Os imóveis rurais que com a delimitação de área urbana definida nesta Legislação perderam sua
caracterização de des�nação agropecuária e passaram a integrar na sua totalidade a área urbana, por
ampliação do perímetro urbano, podem ter seu registro cancelado por descaracterização, junto ao
Sistema Nacional de Cadastro Rural, nos termos da norma federal vigente;
Art. 32. Os imóveis rurais que com a delimitação de área urbana definida nesta Legislação perderam
parcialmente sua caracterização de des�nação agropecuária e somente parte da área passou a integrar a
área urbana do município, com a ampliação do perímetro urbano, devem ter seu registro atualizado junto
ao Sistema Nacional de Cadastro Rural, nos termos da norma federal vigente.
Art. 33. Os imóveis rurais que, com o perímetro urbano delimitado pela Lei Complementar nº 23/2009,
�veram cancelados seus cadastros no Sistema de Cadastro Rural e com a delimitação do perímetro
urbano definida neste Plano retornaram integral ou parcialmente à condição de imóvel rural, com as
respec�vas áreas des�nadas à agropecuária e sem nenhum uso urbano, devem obter novo
cadastramento e/ou atualização junto ao Sistema Nacional de Cadastro Rural, nos termos da norma
vigente federal.
Art. 34. O território Municipal para fins administra�vos divide-se internamente em centro e bairros como
segue:
https://leismunicipais.com.br/a/sc/r/rodeio/lei-complementar/2009/2/23/lei-complementar-n-23-2009-define-o-perimetro-urbano-do-municipio-de-rodeio-e-da-outras-providencias
I - Centro;
II - Bairro Gávea;
III - Bairro Rodeio 50;
IV - Bairro Rodeio 32;
V - Bairro Rodeio 12;
VI - Bairro Kaspereit;
VII - Bairro Abissínia;
VIII - Bairro Rio Belo;
IX - Bairro Ipiranga;
X - Bairro São Pedro Novo;
XI - Bairro São Pedro Velho;
XII - Bairro Diaman�na;
XIII - Bairro Damiana;
XIV - Bairro Crescêncio;
XV - Bairro Rio Morto;
XVI - Bairro Diamante;
XVII - Bairro Glória;
XVIII - Bairro Nova Brasília;
XIX - Bairro dos Lagos; e
XX - Bairro Santo Antônio.
Parágrafo único. O perímetro dos bairros, assim como seu mapeamento deverá ser objeto de lei
específica.
Seção II
Do Macrozoneamento do Território Municipal
Art. 35. O Macrozoneamento tem como obje�vo principal propor critérios de uso e ocupação para
u�lização do território do Município de Rodeio de forma a orientar o desenvolvimento, levando em
consideração as caracterís�cas ambientais, �sicas, sociais e econômicas de cada região.
Art. 36. A delimitação das macrozonas de uso visa a�ngir os seguintes obje�vos:
I - incen�var, coibir ou qualificar a ocupação, compa�bilizando a capacidade de infraestrutura e a
proteção ao meio ambiente;
II - conter a expansão da área urbana que acarrete degradação socioambiental;
III - minimizar os custos de implantação, manutenção e o�mizar a infraestrutura urbana e serviços
públicos essenciais;
IV - ordenar o processo de expansão territorial e o desenvolvimento do Município.
Art. 37. Para fins de planejamento territorial, o Município de Rodeio fica subdividido em 02 (duas)
Macrozonas de Uso, delimitadas de acordo com o Anexo III - Mapa de Macrozoneamento, da seguinte
forma:
I - Macrozona de Interesse Ambiental e Rural - MZ I;
LL - Macrozona de Ocupação Urbana - MZ III.
Subseção I - da Macrozona de Interesse Ambiental e Rural - mz i
Art. 38. A Macrozona de Interesse Ambiental e Rural - MZ I é composta pelas áreas rurais do município,
subdividindo-se em:
I - Zona de Conservação Prioritária - ZCP;
II - Zona Especial de Ocupação Controlada - ZEOC; e
III - Zona de Ocupação Rarefeita - ZOR.
Art. 39. São obje�vos da Macrozona de Interesse Ambiental:
I - controlar a ocupação e o adensamento constru�vo e populacional dessas áreas;
II - promover o uso controlado do solo de forma compa�vel com a proteção do meio ambiente, em
especial dos recursos hídricos;
III - incen�var a implantação de chácaras de lazer e o ecoturismo.
IV - Conservar áreas ambientalmente mais frágeis e de grande potencial paisagís�co;
VI - ncen�var o manejo sustentável e prá�cas de baixo impacto;
VI - incen�var e promover o uso controlado do solo para o desenvolvimento da agricultura familiar e
agroindústria de baixo impacto, compa�bilizando-as com a proteção do meio ambiente.
Subseção III - da Macrozona de Ocupação Urbana - mz ii
Art. 40. A Macrozona de Ocupação Urbana - MZ III é aquela que engloba a área urbana do Município e
subdivide-se em:
I - Zona Industrial 1 - ZI-1;
II - Zona Industrial 2 - ZI-2;
III - Zonas Industriais Fechadas - ZI-F;
IV - Área Especial de Interesse Social - AEIS
V - Zona de Adensamento Prioritário - ZAP;
VI - Zona de Adensamento Secundário - ZAS;
VII - Zona de Adensamento Terciário - ZAT;
VIII - Zona Especial de Interesse Turís�co 1 e 2 - ZEIT 1 e 2;
IX - Zona de Ocupação Controlada ZOC;
X - Eixo de Centralidade - EC
Art. 41. São obje�vos da Macrozona de Ocupação Urbana:
I - promover e direcionar o adensamento populacional para as áreas ambientalmente mais
adequadas;
II - evitar a ociosidade da infraestrutura instalada;
III - democra�zar o acesso a terra urbanizada;
IV - garan�r a u�lização dos imóveis não edificados, subu�lizados e não u�lizados.
CAPÍTULO II
DO ZONEAMENTO DE USO E OCUPAÇÃO DO SOLO
Seção Única - do Zoneamento
Art. 42. O zoneamento municipal estabelece critérios para o uso e a ocupação do solo no Município de
Rodeio em cada uma das zonas criadas, obje�vando consolidar e o�mizar a infraestrutura básica instalada
e concentrar o adensamento de maneira a evitar a expansão desnecessária da malha urbana e preservar
as áreas ambientalmente mais frágeis.
§ 1º A delimitação das Zonas Urbanas e Rurais está iden�ficada pelo Anexo IV - Mapa de
Zoneamento.
§ 2º De acordo com a Polí�ca pública municipal de prevenção, mi�gação e adaptação aos riscos de
desastres, prevista nos ar�gos 36-A, 36-B e 36-C desta lei, o zoneamento municipal considera as
informações oficiais rela�vas às áreas de risco de susce�bilidade a movimentos gravitacionais de massa,
inundações e enxurradas, conforme o Anexo VI - Mapa de Susce�bilidade a Movimentos Gravitacionais de
Massa, Inundações e Enxurradas e de Áreas de Risco do Município sobreposto ao Zoneamento.
Art. 43. A delimitação �sica das zonas de uso será determinada pelo perímetro, definido por uma linha
que deverá percorrer vias de circulação, poligonais topográficos ou elementos naturais, assim
caracterizados:
I - no caso de vias de circulação, a linha perimetral coincidirá com o eixo da via;
II - no caso de poligonais topográficas, a linha perimetral coincidirá com uma linha seca imaginária, ou
com curvas de nível do Sistema Cartográfico do Município de Rodeio;
III - no caso de elementos naturais, a linha perimetral coincidirá com margens dos rios, ou com os
divisores de água.
Parágrafo único. O perímetro das zonas, delimitado conforme os incisos I, II e II do caput consta do
Anexo V - Memorial Descri�vo do Perímetro das Zonas Urbanas de Uso e Ocupação do Solo.
Art. 44. No caso de lotes situados em mais de uma zona, cada parcela resultante da divisão dada pela
linha limite entre as zonas respeitará os índices urbanís�cos da zona em que se insere, salvo no caso de
uma das parcelas resultar com área inferior ao lote mínimo da zona em que se encontra, nestas situações
tal parcela será considerada como pertencente à zona da qual faz parte o restante do lote.
Subseção I - Das Zonas de Conservação Prioritária - Zcp
Art. 45. As Zonas de Conservação Prioritária são áreas ruraiscujas caracterís�cas geológicas,
geomorfológicas, paisagís�cas e ambientais exigem extrema atenção quanto ao uso e à ocupação, são
preferencialmente des�nadas ao uso e ocupação de baixo impacto, incen�vando o ecoturismo e o uso
sustentável.
Parágrafo único. O Poder Execu�vo Municipal deverá apontar no ato da Consulta Prévia para
Licenciamento de Obras, os limites e as áreas sujeitas à inundação, áreas de risco ambiental ou áreas
protegidas por lei.
Subseção II - Das Zonas Especiais de Ocupação Controlada - Zeoc
Art. 46. As Zonas Especiais de Ocupação Controlada são áreas rurais situadas nos bairros Ipiranga e
Crescêncio, ocupadas anteriormente a 10 de outubro de 2006, nas quais a declividade predominante é
inferior a 30%.
Subseção III - Das Zonas de Ocupação Rarefeita - Zor
Art. 47. As Zonas de Ocupação Rarefeita - ZOR são áreas rurais, lindeiras ao perímetro urbano, com
ocupação rarefeita e declividade predominantemente inferior a 30%, para uso da produção primária e
com condições favoráveis à ocupação.
Subseção IV - Das Zonas de Adensamento Prioritário - Zap
Art. 48. As Zonas de Adensamento Prioritário - ZAP são áreas caracterizadas pela oferta de infraestrutura,
equipamentos básicos, e cujas condições �sico-naturais favorecem à urbanização.
Subseção V - Das Zonas de Adensamento Secundário - Zas
Art. 49. As Zonas de Adensamento Secundário - ZAS são áreas com infraestrutura e baixa ocupação,
localização privilegiada de acordo com o sistema viário e com tendência ao incremento das funções
urbanas e da organização da estrutura urbana.
Subseção VI - Das Zonas de Adensamento Terciário - Zat
Art. 50. As Zonas de Adensamento Terciário - ZAT são áreas caracterizadas pela baixa densidade e pela
paisagem que tende à imagem do rural, muito caracterís�ca da cultura municipal.
Subseção VII - Das Zonas Industriais 1 - Zi-1
Art. 51. As Zonas Industriais 1 - ZI-1 são áreas de uso preferencialmente industrial, que visam concentrar
indústrias de maior porte e de maior potencial poluidor degradador de forma a conseguir economia de
escala no provimento da infraestrutura necessária, admi�ndo também a�vidades comerciais e de
prestação de serviços, cujo porte e/ou nível de interferência possa produzir incômodos, ou possa ser
incompa�vel com o uso predominantemente residencial, conforme índices e parâmetros de uso e
ocupação estabelecidos no Anexo IX - Tabela de Índices Urbanís�cos.
§ 1º Nas Zonas Industriais 1 é proibido o parcelamento para uso habitacional.
§ 2º O uso habitacional é permi�do nos casos em que o uso do térreo seja comercial ou industrial, de
acordo com Anexo IX - Tabela de Índices Urbanís�cos.
§ 3º Nos loteamentos e desmembramentos aprovados anteriormente à aprovação desta lei é
permi�do o uso habitacional unifamiliar, bem como ampliações de edificações unifamiliares existentes.
Subseção VIII - Das Zonas Industriais 2 - Zi-2
Art. 52. As Zonas Industriais 2 - ZI-2 são áreas de uso preferencialmente industrial, que visam concentrar
indústrias de médio potencial poluidor degradador, admi�ndo também a�vidades comerciais e de
prestação de serviços, cujo porte e/ou nível de interferência possa produzir incômodos, ou possa ser
incompa�vel com o uso predominantemente residencial, conforme índices e parâmetros de uso e
ocupação estabelecidos no Anexo IX - Tabela de Índices Urbanís�cos.
§ 1º Nas Zonas Industriais 2 é proibido o parcelamento para uso habitacional.
§ 2º O uso habitacional é permi�do nos casos em que o uso do térreo seja comercial ou industrial, de
acordo com Anexo IX - Tabela de Índices Urbanís�cos.
§ 3º Nos loteamentos e desmembramentos aprovados anteriormente à aprovação desta lei é
permi�do o uso habitacional unifamiliar, bem como ampliações de edificações unifamiliares existentes.
Subseção IX - Das Zonas Industriais Fechadas - Zif
Art. 53. As Zonas Industriais Fechadas obje�vam delimitar a ocupação das a�vidades industriais já
existentes, de forma a concentrar a a�vidade industrial, impedindo futuras ampliações territoriais
incompa�veis com as zonas de uso majoritariamente residencial do entorno; quanto à ocupação, os
índices são os estabelecidos no Anexo IX - Tabela de Índices Urbanís�cos.
§ 1º ª Na Zona Industrial Fechada 1 e 10 ficam permi�dos os usos industriais, até o grande porte e até
o nível de potencial poluidor/degradador classificado como Grande (Anexo XIII - Tabela de Classificação
dos usos Industriais quanto ao potencial poluidor/degradador).
§ 2º Nas Zonas Industriais Fechadas 2 a 9 ficam permi�dos os usos industriais, até o grande porte e
até o nível de potencial poluidor/degradador classificado como Médio (Anexo XIII - Tabela de Classificação
dos usos Industriais quanto ao potencial poluidor/degradador).
§ 3º ª Nas Zonas Industriais Fechadas são proibidos o parcelamento e o uso habitacional.
§ 4º A Zona Industrial Fechada poderá ser conver�da para a zona adjacente nos casos em que toda a
área seja des�nada ao parcelamento para o uso residencial conforme os índices da zona menos restri�va
com a qual faz limite.
Subseção X - Das Zonas de Ocupação Controlada - Zoc
Art. 54. As Zonas de Ocupação Controlada - ZOC, são áreas urbanas com condições �sico-territoriais que
restringem a ocupação, por possuírem declividade predominantemente superior a 30% e inferior a 100%
e por apresentarem susce�bilidade a movimentos de massa, corridas de massa e a enxurradas, portanto
de ocupação controlada visando evitar desastres ambientais, a degradação ambiental e da paisagem e
também potencializar tais áreas para o turismo.
Parágrafo único. Quando da u�lização dos atributos naturais das áreas de que trata o "caput" deste
ar�go para fins turís�cos, deve ser incen�vando sempre que possível o turismo ecológico e de baixo
impacto.
Subseção XI - Das áreas Especiais de Interesse Social - Aeis
Art. 55. A Área Especial de Interesse Social - AEIS é cons�tuída por porções do território des�nadas
prioritariamente à regularização fundiária, urbanização e à produção e manutenção de habitação de
interesse social (HIS), bem como à produção de loteamentos de interesse social.
Art. 56. As Áreas Especiais de Interesse Social no Município de Rodeio podem ser classificadas nas
seguintes categorias:
I - AEIS 1 - localizadas em áreas públicas ou par�culares que estejam sendo ocupadas por população
de baixa renda, que necessitam de urbanização e de regularização fundiária, com implantação de
equipamentos públicos, de comércio e serviços de caráter local e de equipamentos de recreação e lazer;
II - AEIS 2 - imóveis ainda não edificados, onde haja interesse público em elaborar programas
habitacionais de interesse social (HIS), incluindo comércio e serviços de caráter local e equipamentos de
recreação e lazer ou áreas passíveis de implantação de loteamentos de interesse social.
Parágrafo único. A criação de cada AEIS deverá ser analisada e aprovada pelo Conselho Municipal de
Desenvolvimento Urbano.
Art. 57. A delimitação da AEIS deverá obedecer à classificação prevista no ar�go anterior, e será feita
sempre por lei municipal específica de inicia�va do Poder Execu�vo, prevendo um Plano de Urbanização
para cada AEIS a ser criada.
Art. 58. Ficam criadas AEIS no bairro dos Lagos, Rodeio 32 e São Pedro Velho, conforme o estabelecido
no Anexo IV - Mapa de Zoneamento.
§ 1º O poder execu�vo municipal deverá elaborar um Plano de Urbanização e de Regularização
Fundiária específico para cada uma das AEIS estabelecidas na presente lei, levando-se em consideração os
aspectos sociais, ambientais e urbanís�cos de forma a dotar essas áreas de infraestrutura adequada
possibilitando a sua inserção na cidade de forma legalizada.
§ 2º Para a elaboração do Plano de Urbanização e de Regularização Fundiária, o município deve
u�lizar os instrumentos previstos no Estatuto da Cidade, nesta lei e na legislação federal per�nente.
Subseção XII - Zonas Especiais de Interesse Turís�co - Zeit 1 e 2
Art. 59. As Zonas Especiais de Interesse Turís�co 1 - ZEIT-1 caracterizam-se por ser áreas de paisagemsingular, com baixa densidade, porém bastante próximas à região central do município, onde há interesse
de desenvolver ainda mais as a�vidades turís�cas, requerendo cuidado com a paisagem de modo a
preservar seu potencial turís�co.
Art. 60. As Zonas Especiais de Interesse Turís�co 2 - ZEIT - 2 localizam-se ao longo da BR-470, em áreas
que mantém, ou têm potencial para manter, caracterís�cas similares às da paisagem encontrada ao longo
da via principal de Rodeio, assim tais áreas têm a função de servir como uma amostra das caracterís�cas
municipais, podendo concentrar centro de informações turís�cas a fim de direcionar as atenções dos
passantes para o município.
Subseção XIII - Eixo de Centralidade - ec
Art. 61. O Eixo de Centralidade - EC é eixo de desenvolvimento urbano de ocupação mista, que
caracteriza-se por concentrar a�vidades de comércio e serviços e imóveis de interesse histórico-
paisagís�co.
§ 1º São considerados, para fins desta lei, imóveis de interesse histórico-paisagís�co os de natureza
material, tomados individualmente ou em conjunto, portadores de referência à iden�dade, à ação, à
memória dos grupos formadores da sociedade rodeense, assim como os que cons�tuem espaços
irradiadores de vitalidade urbana.
§ 2º Os imóveis de interesse histórico-paisagís�co estão mapeados no Anexo VII - Mapa de
Zoneamento do Eixo de Centralidade e Localização das Edificações de Interesse Histórico-paisagís�co.
Art. 62. O obje�vo do Eixo de Centralidade - EC é potencializar formas de ocupação e o uso por
a�vidades econômicas de comércio e serviço, que gerem sensação de urbanidade, respeitando às
edificações e interesse histórico-paisagís�co de modo a criar um ambiente propício às a�vidades de
encontro.
Art. 63. No Eixo de Centralidade - EC é vedada a u�lização da parte frontal do pavimento térreo para uso
de estacionamento ou garagem, sendo obrigatório o estacionamento nos fundos.
Parágrafo único. Em imóveis com até 5 (cinco) salas, de no máximo 40m² cada, não será exigida a
reserva de vagas de estacionamento referentes a estas salas.
Art. 64. Poderá ser admi�da edificação junto ao alinhamento predial para os usos comercial ou serviços,
de acordo com a caracterís�ca da quadra, quando mais de 50% (cinquenta por cento) das edificações
existentes na face da quadra já es�verem nessa situação, sendo proibido o balanço nessa condição.
§ 1º Para edificações no alinhamento predial será exigida a fachada a�va.
§ 2º É proibida a edificação junto ao alinhamento predial em imóveis de esquina.
Art. 65. A fachada a�va é o uso não residencial específico de comércio e serviços, com acesso direto e
abertura independente para o logradouro, no nível da circulação de pedestres.
§ 1º A fachada a�va deverá ter aberturas para o logradouro público, tais como portas, janelas e
vitrines, com permeabilidade visual, com no mínimo 1 (um) acesso direto ao logradouro a cada 20m
(vinte metros) de testada, a fim de evitar a formação de planos fechados sem permeabilidade visual na
interface entre as construções e o logradouro, de modo a dinamizar o passeio público.
§ 2º As a�vidades de comércio e serviços deverão ocupar no mínimo 50% da área do pavimento
térreo, compondo uma testada comercial con�nua junto à fachada frontal.
§ 3º Excetuam-se do permi�do no caput as a�vidades de estacionamento comercial, oficinas de
veículos e similares.
Art. 66. Neste eixo o coeficiente de aproveitamento é 2 (dois).
Parágrafo único. Como forma de incen�vo à restauração de bens imóveis de interesse histórico-
paisagís�co, poderá se admi�r a adoção de coeficiente de aproveitamento de até 4 (quatro) para esses
imóveis, desde que seja realizada a transferência total do potencial constru�vo do imóvel para a zona do
município onde se aceita a Outorga Onerosa do Direito de Construir.
TÍTULO III
DAS NORMAS DE USO E DA OCUPAÇÃO DO SOLO
CAPÍTULO I
DOS PARÂMETROS DE USO E OCUPAÇÃO DO SOLO
Seção I
Dos índices Urbanís�cos
Art. 67. Os limites de uso e ocupação do solo no Município de Rodeio são regulados pelos índices
urbanís�cos constantes do Anexo IX - Tabela de Índices Urbanís�cos, incluindo-se:
I - área mínima do lote;
II - testada mínima do lote;
III - taxa de ocupação do lote;
IV - coeficiente de aproveitamento do lote;
V - gabarito de altura ou número máximo de pavimentos;
VI - recuos, frontal, fundos e laterais mínimos das edificações;
VII - usos proibidos;
VIII - taxa de permeabilidade
Parágrafo único. Para os efeitos desta lei, cons�tuem-se ainda em disposi�vos especiais de controle
do uso e da ocupação do solo:
I - embasamento da edificação;
II - número mínimo de vagas de estacionamento e vagas para carga e descarga; e
III - pá�o de manobras no interior do lote.
Subseção I - do Coeficiente de Aproveitamento (ca)
Art. 68. O coeficiente de aproveitamento (CA) é o índice urbanís�co que define o potencial constru�vo
do lote na unidade territorial em questão, através do produto entre este e a área do lote, sendo calculado
pela seguinte fórmula:
Potencial constru�vo = área do lote x coeficiente de aproveitamento
§ 1º Para o cálculo do Coeficiente de Aproveitamento (CA), não serão consideradas, para efeito da
determinação da área construída total, as seguintes áreas:
I - áreas de subsolo, desde que u�lizadas para garagens de veículos, e que não ultrapassem a taxa de
ocupação permi�da;
II - áreas de sacadas, balcões e floreiras em balanço, desde que não ultrapassem a projeção máxima
de 1,20 m;
III - áreas de depósito de gás e de lixo, desde que para u�lização da própria edificação.
IV - piscinas.
§ 2º Considera-se subsolo, quando o nível do pavimento esteja totalmente abaixo da rua de acesso,
ou quando o andar superior a ele não esteja mais que 1,50 m de altura do nível da rua.
Subseção II - da Taxa de Ocupação (to)
Art. 69. A taxa de ocupação (TO) corresponde ao índice urbanís�co que limita a máxima projeção
ortogonal possível da área construída sobre o lote em questão.
Art. 70. Não serão computados no cálculo da taxa de ocupação, as projeções dos seguintes elementos da
construção:
I - piscinas, parque infan�l, jardins e outros espaços de lazer ao ar livre, implantados ao nível natural
do terreno;
II - pérgolas;
III - marquises, com até 1,20 metros de profundidade;
IV - beirais de até 0,80m (oitenta cen�metros);
V - sacadas e balcões com até 1,20 metros de profundidade, engastados em até 2 (dois) lados da
edificação e com área inferior a 5% (cinco por cento) da área do pavimento onde es�verem situados;
VI - estacionamentos descobertos.
Parágrafo único. A exigência de número mínimo de vagas de estacionamento, de vagas carga e
descarga e de área de manobras está relacionada diretamente ao uso da edificação e deve seguir o
estabelecido no Anexo X - Tabela de Número Mínimo de Vagas de Estacionamento e Área de Manobra.
Subseção III - Dos Recuos
Art. 71. Considera-se recuo frontal e/ou afastamento frontal o índice urbanís�co necessário para a
qualificação dos espaços abertos frontais do lote e para a estruturação do sistema viário, ob�do a par�r
da projeção ortogonal da construção ao alinhamento predial, de acordo com os limites estabelecidos no
Anexo IX - Tabela de Índices Urbanís�cos.
Art. 72. Para efeito da obtenção do recuo, não serão computadas as marquises frontais, de acordo com o
Código de Obras do Município.
Art. 73. Entende-se por recuos e/ou afastamentos laterais e de fundos os índices urbanís�cos necessários
à qualificação ambiental das áreas construídas, em especial a garan�a de parâmetros mínimos à
ven�lação e iluminação natural, ob�dos pela projeção ortogonal das laterais e do fundo da edificação às
divisas do lote.
§ 1º Para efeito da obtenção do afastamento, não serão computadas as saliências de até 0,30m (trinta
cen�metros) e beirais de até 0,80m (oitenta cen�metros).
Art. 74. É permi�da a ocupação das divisas do terreno com paredes cegas nas edificações, desde que:
I - até os 02 (dois) primeiros pavimentos da edificação e/ou no máximo se �ver 7,00 m (sete metros)
de alturaaté a laje de cobertura do segundo pavimento;
II - ocupar com parede cega as divisas laterais, em no máximo 50% do comprimento da profundidade
do terreno e até 100% na divisa de fundos;
III - respeitar os índices da taxa de ocupação definidos para cada zona, conforme Anexo IX - Tabela de
Índices Urbanís�cos;
IV - des�nada para o uso residencial, comercial e de prestação de serviços não sendo permi�dos para
o uso industrial.
Art. 75. Para determinação dos recuos e afastamentos deve ser observado o estabelecido no Anexo IX -
Tabela de Índices Urbanís�cos.
Art. 76. É permi�da a ocupação do recuo frontal e dos recuos laterais e de fundos para as seguintes
funções:
I - circulação;
II - ajardinamento e recreação, III. guaritas, lixeiras, central de gás, subestação de energia;
IV - estacionamento descoberto;
V - abrigo ou cobertura sem vedação lateral para embarque e desembarque de passageiros;
VI - garagem, desde que o desnível do terreno (aclive ou declive), apresente uma cota superior a
2,00m (dois metros), numa distância máxima de 5,00m (cinco metros) do alinhamento predial, conforme
croqui explica�vo abaixo:
Parágrafo único. Para piscinas é obrigatório o afastamento mínimo de 0,50m (meio metro) das divisas
laterais e de fundos do lote, sendo proibida sua instalação no recuo frontal.
Subseção IV - do Gabarito de Altura ou Número de Pavimentos
Art. 77. O gabarito de altura é o índice que limita o número máximo de pavimentos permi�do para a
zona em que se situa a obra, não sendo considerado para esse cálculo:
I - o reservatório de água superior;
II - as áreas de subsolo.
III - as casas de máquinas, de bombas, de transformadores;
IV - as centrais de ar-condicionado;
V - instalações de aquecimento de água, VI - os acessos a escadas ou qualquer outro equipamento ou
edificação com caracterís�cas ou funções semelhantes.
§ 1º Considera-se altura da edificação a distância ver�cal entre a cota média do meio-fio e a laje de
cobertura do úl�mo pavimento.
§ 2º Para efeito deste ar�go, considera-se a cota média do meio-fio aquela localizada em frente ao
acesso principal da a�vidade predominante da edificação.
§ 3º O disposto neste ar�go e no § 2º do ar�go 68 desta lei, aplica-se conforme croqui explica�vo
abaixo:
Subseção V - da Taxa de Permeabilidade
Art. 78. A taxa de permeabilidade é o percentual mínimo da área do lote que deverá ser man�do
permeável, visando à absorção da água da chuva.
Parágrafo único. São consideradas áreas impermeáveis, além da edificação, a área sob pilo�s, mesmo
que reves�da de material permeável; a área em que haja subsolo; área sob cobertura provisória; as
quadras espor�vas; estacionamentos e acessos pavimentados; calçadas; piscinas e áreas pavimentadas
em geral.
Art. 79. São obje�vos da taxa de permeabilidade:
I - Contribuir para a melhoria do sistema de drenagem urbana;
II - Promover o conforto ambiental do Município;
III - Contribuir para a melhoria do ambiente natural e construído;
IV - Contribuir para a manutenção de índices de temperatura e umidade do ar saudáveis.
Art. 80. A área do lote resultante da taxa de permeabilidade deverá, obrigatoriamente, ser tratada com
um, ou mais, dos seguintes reves�mentos:
I - Solo natural;
II - Vegetação de pequeno, médio e grande porte.
CAPÍTULO II
DO USO DO SOLO
Art. 81. O uso do solo no Município de Rodeio será regulamentado pelos disposi�vos constantes neste
capítulo e nas demais legislações per�nentes.
Art. 82. Para efeito desta lei, consideram-se as seguintes �pologias de uso do solo:
I - Residencial, dividida em:
a) Residencial permanente: edificação des�nada à habitação permanente e é classificado em:
● unifamiliar: habitação isolada no lote;
● mul�familiar simples: conjuntos horizontais com acesso independente para a via pública;
● mul�familiar: o agrupamento de edificações transversais ao alinhamento predial em formato de
condomínio (Conjunto Habitacional Horizontal �po I e �po II) ou os edi�cios de apartamentos (�po I e
�po II).
b) Residencial transitório: edificação com unidades habitacionais des�nadas ao uso transitório, onde
se recebem hóspedes mediante remuneração, este uso é subclassificado em:
● Residencial Transitório 1: Hotel, apart-hotel, hostel, pousada, hotel fazenda e pensão;
● Residencial Transitório 2: Motel.
c) Residencial Cole�vo: edificação onde as a�vidades residenciais se desenvolvem em
compar�mentos de u�lização cole�va, como asilos, internatos, pensionatos, casas geriátricas e
congêneres.
II - Não Residencial: compreende as a�vidades industrial, comercial, de prestação de serviços,
ins�tucional, agropecuária e extra�vista e divide-se em:
a) Comunitário e/ou ins�tucional: espaço, estabelecimento ou instalação des�nada ao lazer, cultura,
saúde, assistência social e administração pública, exceto os usos educacionais e religiosos;
b) Educacional: edificação des�nada ao uso educacional, este uso é subclassificado em:
● Educacional Infan�l: edificação des�nada ao uso escolar do ensino Infan�l;
● Educacional Fundamental e Médio: edificação des�nada ao uso escolar do ensino Fundamental e
Médio;
● Educacional Superior: edificação des�nada ao uso escolar do ensino universitário e cursos de
especialização universitária em qualquer nível (pós-graduação, mestrado, doutorado), cursos
profissionalizantes;
● Educacional Complementar: edificação des�nada a cursos complementares (culinária, idiomas,
instrumentos musicais, artes manuais, informá�ca).
● Educacional não presencial: edificação des�nada ao uso educacional à distância (EaD), em qualquer
nível
c) Religioso: edificação ou espaço u�lizado para cultos religiosos e a�vidades relacionadas;
d) Comercial e/ou de serviços: a�vidade caracterizada pela relação de troca visando o lucro e
estabelecendo-se a circulação de mercadorias, ou a�vidade caracterizada pela u�lidade de mão-de-obra e
assistência de ordem intelectual, incluindo a�vidades de alimentação, serviços para veículos, a�vidades
de profissionais liberais, academias e similares;
e) Industrial e apoio industrial: a�vidade pela qual se transforma matéria-prima em bens de produção
ou consumo, e a prestação de serviços diretamente relacionados, como armazenagem de produtos e
matérias primas, apoio logís�co, armazenamento e fornecimento de combus�veis exclusivamente para as
a�vidades industriais e de apoio industrial, marcenarias, serralherias;
f) Agropecuária: a�vidades primárias de cul�vo da terra e criação de animais, visando ao consumo
próprio ou à comercialização;
g) Extra�vismo: a�vidade primária de extração de recursos vegetais e/ou minerais.
h) Saúde: edificação des�nada ao uso da saúde: hospitais, clínicas dentárias, de olhos, veterinárias e
pet shop, centro de imagens, esté�cas, cabeleireiras, entre outros.
i) Lazer: imóvel des�nado ao uso de lazer e eventos.
III - Misto: aquele cons�tuído pelo uso simultâneo Residencial e não-Residencial na mesma edificação
ou lote.
§ 1º Quando não for possível enquadrar um uso nos mencionados incisos, caberá deliberação pelo
Conselho Municipal de Desenvolvimento Urbano.
§ 2º Quando houver sobreposição de usos, será feita a análise pelo uso mais restri�vo.
§ 3º As edificações des�nadas a motéis somente serão permi�das em lotes com testada para as
rodovias intermunicipais.
§ 4º O uso extra�vista, nas zonas urbanas, independente do porte, dependerá de estudo de impacto
ambiental e de vizinhança.
§ 5º O uso agropecuário, nas zonas urbanas deve seguir os requisitos de recuos conforme tabela do
Anexo IX - Tabela de Índices Urbanís�cos de acordo com a zona em que se insere, sendo que a a�vidade
de criação de animais deve ter duplo cercamento, devendo respeitar as normas ambientais, de saúde
pública, trato de animais, sossego e higiene da propriedade, inclusive o Código de Posturas.
§ 6º Fica proibida a criação de animais de forma confinada na Zona de Adensamento Prioritário - ZAP
e na Zona de Adensamento Secundário - ZAS, sendo que para as demais zonas urbanas tal uso é
permi�do desde que para subsistência e atendendoo disposto no §5º
§ 7º Fica proibida, no perímetro urbano, a criação de animais que, pela sua natureza ou quan�dade,
sejam causa de incômodos, insalubridade, ou riscos à saúde pública, cabendo ao Conselho Municipal de
Desenvolvimento Urbano tornar inadequada a a�vidade em determinada área, após realização de Estudo
de Impacto de Vizinhança, às custas do proprietário/possuidor do imóvel, sempre que requerido pelos
moradores da área afetada ou requerida de o�cio por parte do órgão municipal competente, sem prejuízo
de eventuais sanções administra�vas cabíveis no Código de Posturas Municipais.
Seção I
Das Edificações Residenciais Unifamiliares
Art. 83. A edificação será considerada unifamiliar quando se cons�tuir em uma unidade residencial
independente dentro do lote, com acesso exclusivo, denominada Habitação Isolada.
Art. 84. Toda edificação unifamiliar deverá possuir um compar�mento para depósito do recipiente de
resíduos sólidos, localizado na faixa do recuo frontal do lote, preferencialmente junto à testada, e de fácil
acesso para os coletores.
Seção II
Das Edificações Residenciais Mul�familiares Simples
Art. 85. As edificações residenciais são classificadas como mul�familiares simples quando se cons�tuem
de conjuntos horizontais com acesso independente para a via pública, para as quais, por suas
caracterís�cas, não se exige áreas de uso comum.
Parágrafo único. As edificações residenciais mul�familiares simples ficam classificadas da seguinte
forma:
I - Habitações isoladas no mesmo lote (mais que uma edificação);
II - Habitações geminadas;
III - Habitações mul�geminadas.
Subseção I - Habitações Isoladas no Mesmo Lote
Art. 86. Quando mais do que uma edificação ocupar o interior de um lote, de forma independente uma
da outra, estas serão classificadas como Habitações isoladas no mesmo lote.
§ 1º É permi�do o número máximo de 03 edificações isoladas/independentes no mesmo lote.
§ 2º As edificações deverão possuir afastamento mínimo entre si de 3,00m, respeitando os demais
recuos previstos nesta lei.
Subseção II - Habitações Geminadas
Art. 87. Consideram-se habitações geminadas, duas unidades residenciais con�guas, alcançando até a
altura da cobertura, agrupadas horizontalmente, situadas dentro do mesmo lote e cons�tuindo, no seu
aspecto externo, uma unidade arquitetônica homogênea, não implicando simetria bilateral.
§ 1º Além dos demais disposi�vos per�nentes, as habitações geminadas obedecerão aos seguintes
critérios:
I - cada unidade deverá ter acesso independente pela via pública;
II - cada unidade poderá ter, no máximo, 2 (dois) pavimentos, sendo permi�do 1 (um) subsolo;
III - cada unidade deverá ter instalações elétricas, hidrossanitárias e complementares independentes;
IV - - cada unidade deverá possuir testada mínima independente de 6,00m (seis metros)
V - cada unidade deverá possuir unidade autônoma de terreno mínima do lote de 180m²;
VI - - deverá haver parede em pla�banda no trecho onde as unidades convergem e muro divisório no
restante da extensão do imóvel;
VII - cada unidade deverá possuir garagem ou estacionamento de veículos conforme estabelecido
nesta Lei.
§ 2º Outros parâmetros urbanís�cos obedecerão aos demais disposi�vos desta lei, assim como à
legislação federal de Parcelamento do Solo Urbano e demais leis que disciplinem esta matéria.
Subseção III - Habitações Mul�geminadas
Art. 88. Consideram-se habitações mul�geminadas, as situadas ao longo de logradouros públicos, dentro
do mesmo lote, geminadas ou não, agrupadas horizontalmente em até 06 (seis) unidades de moradia,
devendo atender, para cada unidade autônoma, os recuos mínimos e demais parâmetros previstos nesta
lei.
§ 1º Além dos demais disposi�vos per�nentes, as habitações mul�geminadas obedecerão aos
seguintes critérios:
I - cada unidade deverá ter acesso independente pela via pública;
II - cada unidade poderá ter, no máximo 2 (dois), pavimentos, sendo permi�do 1 (um) subsolo;
III - cada unidade deverá ter instalações elétricas, hidrossanitárias e complementares independentes;
IV - cada unidade deverá possuir testada mínima independente de 6,00m (seis metros);
V - cada unidade deverá possuir unidade autônoma de terreno mínima do lote de 180m²;
VI - deverá haver parede em pla�banda no trecho onde as unidades convergem e muro divisório no
restante da extensão do imóvel;
VIII - cada unidade deverá possuir garagem ou estacionamento de veículos conforme estabelecido
nesta Lei.
§ 2º Outros parâmetros urbanís�cos obedecerão aos demais disposi�vos desta lei, assim como à
legislação federal de Parcelamento do Solo Urbano e demais leis que disciplinem esta matéria.
Seção III
Das Edificações Residenciais Mul�familiares
Art. 89. As edificações residenciais mul�familiares se classificam em:
I - Mul�familiar I (até 09 unidades habitacionais)
a) Conjunto habitacional horizontal I;
b) Edi�cio de apartamentos I;
II - Mul�familiar II
a) Conjunto habitacional horizontal II (de 10 a 20 unidades habitacionais);
b) Edi�cio de apartamentos II (acima de 9 unidades habitacionais);
Subseção I
Mul�familiar I - Conjunto Habitacional Horizontal I - Mul�familiar i
Art. 90. Considera-se Conjunto Habitacional Horizontal I, o agrupamento de edificações transversais ao
alinhamento predial, situadas dentro do mesmo lote, geminadas ou não, em formato de condomínio, cuja
disposição exija a abertura de circulação de acesso interno para veículos e pedestres a par�r do
logradouro público, não podendo ser superior a 09 (nove) o número de unidades habitacionais
autônomas.
§ 1º O Conjunto Habitacional Horizontal I, além das normas desta lei que lhe forem aplicáveis, deverá
obedecer às seguintes condições:
I - O acesso de veículos se fará por uma via par�cular com a largura de, no mínimo:
a) 7,5m (sete metros e cinquenta cen�metros), quando as edificações es�verem situadas em um só
lado da via par�cular de acesso, sendo que destes, no mínimo 1,50m (um metro e cinquenta cen�metros)
de calçada com 1,2m (um metro e vinte cen�metros) de passeio livre;
b) 9,00m (nove metros), quando as edificações es�verem dispostas em ambos os lados da via
par�cular de acesso, sendo destes, no mínimo 1,50m (um metro e cinquenta cen�metros) de calçada
para cada lado, com 1,2m (um metro e vinte cen�metros) de passeio livre.
II - - O acesso de pedestres ao condomínio deverá ser independente do acesso de veículos e se fará
por calçada pavimentada, devendo seguir o disposto no inciso I deste ar�go;
III - Quando houver mais de 05 (cinco) as unidades autônomas a via interna deve ser composta de
uma praça de retorno, onde caiba, no mínimo, circunferência com raio igual 7,5m (sete metros e
cinquenta cen�metros);
IV - O conjunto habitacional horizontal deverá possuir local para armazenagem de resíduos sólidos
(lixo), de uso comum na entrada do conjunto, conforme parâmetros estabelecidos na legislação municipal
per�nente;
V - Cada unidade de moradia deverá possuir uma área de terreno priva�vo de uso exclusivo, com
testada mínima independente de 6,00m (seis metros);
VI - - Cada unidade deverá possuir unidade autônoma de terreno mínima do lote de 180m²;
VII - Cada unidade de moradia deverá possuir garagem ou estacionamento de veículos conforme
estabelecido nesta lei;
VIII - Todas as áreas de uso exclusivo deverão ter acesso através de áreas comuns;
IX - O afastamento frontal poderá ser de 2m.
§ 2º Outros parâmetros urbanís�cos obedecerão aos demais disposi�vos desta lei, assim como à
legislação federal de Parcelamento do Solo Urbano e demais leis que disciplinem esta matéria.
Mul�familiar I - Edi�cio de apartamentos I
Art. 91. Considera-se Edi�cio de apartamentos I os edi�cios com até 06 unidades habitacionais.
§ 1º O Edi�cio de apartamentos I, além das normas desta lei que lhe forem aplicáveis, deverá
obedecer às seguintes condições:
I - possuir hall de acesso, a par�r de circulação de uso comum, com circulação independente para
veículos e pedestres;
II - possuir local para armazenagem de resíduos sólidos (lixo), deuso comum, na entrada do conjunto,
conforme parâmetros estabelecidos em lei específica;
III - possuir número de vagas de estacionamento de veículos conforme estabelecido nesta Lei;
IV - possuir local para instalação gás, de acordo com as normas ABNT e demais normas do Corpo de
Bombeiros.
Subseção II
Mul�familiar II - Conjunto Habitacional Horizontal II - Mul�familiar ii
Art. 92. Considera-se Conjunto Habitacional Horizontal II o agrupamento de edificações transversais ao
alinhamento predial, situadas dentro do mesmo lote, geminadas ou não, em formato de condomínio, cuja
disposição exija a abertura de circulação de acesso interno para veículos e pedestres a par�r do
logradouro público, possuindo entre 10 (dez) e 20 (vinte) unidades habitacionais autônomas.
§ 1º O Conjunto Habitacional Horizontal II, além das normas nesta lei que lhe forem aplicáveis, deverá
obedecer às seguintes condições:
I - O acesso se fará por uma via par�cular com a largura de, no mínimo:
a) 7,5m (sete metros e cinquenta cen�metros), quando as edificações es�verem situadas em um só
lado da via par�cular de acesso, sendo que destes, no mínimo 1,50m (um metro e cinquenta cen�metros)
de calçada com 1,2m (um metro e vinte cen�metros) de passeio livre;
b) 9,00m (nove metros), quando as edificações es�verem dispostas em ambos os lados da via
par�cular de acesso, sendo destes, no mínimo 1,50m (um metro e cinquenta cen�metros) de calçada
para cada lado, com 1,2m (um metro e vinte cen�metros) de passeio livre.
II - - O acesso de pedestres ao condomínio deverá ser independente do acesso de veículos e se fará
por calçada pavimentada, devendo seguir o disposto no inciso I deste ar�go;
III - Quando houver mais de 05 (cinco) as unidades autônomas a via interna deve ser composta de
uma praça de retorno, onde caiba, no mínimo, circunferência com raio igual 7,5m (sete metros e
cinquenta cen�metros);
IV - O conjunto habitacional deverá possuir local para armazenagem de resíduos sólidos (lixo), de uso
comum, na entrada do conjunto, conforme parâmetros estabelecidos em lei municipal per�nente;
V - O conjunto habitacional deverá possuir área de recreação de uso comum aos moradores que
cumpra os seguintes critérios:
a) proporção de 5,00m² por unidade de moradia, com o total não podendo resultar em área menor
que 40,00m² e não podendo ser composto por adição de áreas parciais isoladas;
b) obrigatoriedade de porção coberta, de no mínimo de 20% e de no máximo de 40% da sua
super�cie;
c) o acesso deve se dar através de áreas comuns isoladas dos depósitos de lixo e das passagens de
veículos, e acessível às pessoas portadoras de deficiência.
VI - Cada unidade de moradia deverá possuir uma área de terreno priva�vo de uso exclusivo, com
testada mínima independente de 6,00m (seis metros);
VII - Cada unidade deverá possuir unidade autônoma de terreno mínima do lote de 180m²;
VIII - Cada unidade de moradia deverá possuir garagem ou estacionamento de veículos conforme
estabelecido nesta lei;
IX - Todas as áreas de uso exclusivo deverão ter acesso através de áreas comuns;
X - O afastamento frontal poderá ser de 2m.
§ 2º Outros parâmetros urbanís�cos obedecerão aos demais disposi�vos desta lei, assim como à
legislação federal de Parcelamento do Solo Urbano e demais leis que disciplinem esta matéria.
§ 3º Para empreendimentos com mais de 20 (vinte) unidades habitacionais, o conjunto deve ser
parcelado como Condomínio de Lotes, conforme o Capítulo II (Do Parcelamento do Solo) do Título IV
desta lei.
Mul�familiar II - Edi�cio de apartamentos II
Art. 93. Considera-se Edi�cio de Apartamentos II, os edi�cios com mais de 06 unidades habitacionais.
§ 1º O Edi�cio de Apartamentos II, além das normas desta lei que lhe forem aplicáveis, deverá
obedecer às seguintes condições:
I - - possuir hall de acesso, com área mínima de 6,00 m² (seis metros quadrados), pelo qual as
circulações de acesso a todas as unidades se comunicarão e onde se localizará a portaria com caixa de
distribuição de correspondência;
II - possuir local para armazenagem de resíduos sólidos (lixo), de uso comum, na entrada do conjunto,
conforme parâmetros estabelecidos por lei municipal per�nente;
III - possuir vagas de garagem ou estacionamento de veículos conforme estabelecido nesta Lei;
IV - possuir local para instalação gás, de acordo com as normas ABNT e demais normas do Corpo de
Bombeiros;
V - possuir área de recreação de uso comum aos moradores que cumpra os seguintes critérios:
a) proporção de 5,00m² por unidade de moradia, com o total não podendo resultar em área menor
que 40,00m², e não podendo ser composto por adição de áreas parciais isoladas;
b) obrigatoriedade de porção coberta, de no mínimo de 20% e de no máximo de 40% da sua
super�cie;
c) o acesso deve se dar através de áreas comuns isoladas dos depósitos de lixo e das passagens de
veículos, e acessível às pessoas portadoras de deficiência.
Seção IV
Da Classificação Para Localização Das A�vidades
Art. 94. Para fins de localização, os usos são classificados nas seguintes categorias:
a) usos Adequados (A): são os que se enquadram nas categorias de usos estabelecidas para a zona
e/ou eixo;
b) usos Inadequados (I): são os usos em desacordo com o estabelecido para a zona e/ou eixo, por
oferecer prováveis riscos, excessos de incômodos às pessoas, propriedades circunvizinhas e aos recursos
naturais;
c) usos tolerados (TO): são os usos que têm a permissão para sua instalação condicionada ao
cumprimento de alguma exigência por parte do poder público, levando em consideração sua localização,
risco ambiental ou grau de incompa�bilidade em relação aos usos predominantes e desejados para o
local, prevendo medidas mi�gadoras relacionadas à incomodidade.
§ 1º A indicação dos usos Adequados, Inadequados ou Tolerados, está con�da Anexo XI - Tabela de
Uso do Solo de acordo com o zoneamento de uso e ocupação do solo, parte integrante desta lei
complementar.
§ 2º Entre as condicionantes possíveis para os usos Tolerados está a elaboração do Estudo Prévio de
Impacto de Vizinhança - EIV, previsto na presente lei em seu Título IV - Dos Instrumentos Previstos no
Estatuto da Cidade.
Art. 95. A classificação dos usos se dará em relação ao porte e função, levando em consideração suas
caracterís�cas urbanís�cas, conforme Anexo XII - Tabela de Classificação dos Usos quanto ao Porte.
§ 1º Os usos e a�vidades industriais são classificados ainda, conforme a sua a�vidade econômica e
nível de potencial poluidor relacionados no Anexo XIII - Tabela de Classificação dos Usos Industriais
Quanto ao Potencial Poluidor / Degradador.
§ 2º Os usos que dependem de licenciamento ambiental estadual ou federal, assim como os que
dependem de licenciamento sanitário, seguirão ainda as determinações dos órgãos ambiental e sanitário
competentes.
Seção V - da Extração de Substâncias Minerais
Art. 96. A a�vidade de extração de substâncias minerais no Município de Rodeio dependerá sempre de
prévia autorização do órgão competente municipal e, quando for o caso, dos órgãos estadual e federal
competentes.
§ 1º A autorização de exploração poderá ainda ser condicionada a apresentação de Estudo Prévio de
Impacto Ambiental - EIA e seu respec�vo Relatório de Impacto sobre o Meio Ambiente - RIMA, quando
estes forem exigidos pela legislação estadual ou federal, bem como do cumprimento de outras exigências,
entre as quais:
I - demonstração da �tularidade de direito mineral outorgado pelo órgão competente do Ministério
de Minas e Energia, por qualquer dos �tulos previstos na legislação vigente;
II - apresentação de Anotação de Responsabilidade Técnica - ART de execução por profissionais
legalmente habilitados para a extração mineral, a qual deverá permanecer a�va até o encerramento da
a�vidade e se for o caso, da respec�va recuperação ambiental da área;
III - não localização em remanescente florestal de mata atlân�ca primária.
§ 2º A extração de rochas, macadame, saibro e areia para uso na construção civil ficam condicionadas
ao cumprimento dodisposto nesta Lei, além do atendimento às demais exigências da legislação
específica.
TÍTULO IV - DOS INSTRUMENTOS PREVISTOS NO ESTATUTO DA CIDADE
CAPÍTULO I
DISPOSIÇÕES GERAIS
Art. 97. Os Instrumentos Jurídico-Urbanís�cos a serem u�lizados no Município de Rodeio serão aplicados
de forma isolada ou combinada, sendo classificados em:
I - instrumentos de indução do desenvolvimento urbano;
II - instrumentos de regularização fundiária;
III - instrumentos de financiamento da polí�ca urbana.
IV - instrumentos de gestão democrá�ca;
Parágrafo único. Sempre deverão ser observadas as diretrizes referidas no parágrafo único do art. 2.º
da presente Lei:
I - no momento da aplicação dos instrumentos previstos neste Plano Diretor, seja de forma isolada ou
combinada;
II - para os casos em que se opte pela u�lização de um ou mais instrumentos de modo diverso da
classificação descrita no caput deste ar�go.
CAPÍTULO II
DO PARCELAMENTO DO SOLO
Seção I
Das Diretrizes Gerais e Definições
Art. 98. Todo projeto de parcelamento do solo no Município de Rodeio deverá respeitar a legislação
federal e estadual per�nente e, em par�cular, os aspectos referentes às questões, índices e parâmetros
ambientais.
Parágrafo único. Nenhum projeto de parcelamento do solo poderá ser aprovado sem a devida
apresentação da Anotação de Responsabilidade Técnica - ART, assinada por profissional habilitado pelo
Sistema CREA/CONFEA ou de Registro de Responsabilidade Técnica - RRT, expedida pelo Conselho de
Arquitetura e Urbanismo - CAU.
Art. 99. É vedado vender ou prometer vender parcela de loteamento ou desmembramento não aprovado
pelo órgão municipal competente, impondo-se a quem o fizer as penalidades previstas na Lei Federal que
regula a matéria, sem prejuízo das demais sanções penais e administra�vas.
Art. 100. O Município poderá executar parcelamento para fins sociais em conformidade com a legislação
específica.
Art. 101. Parcelamento do solo urbano é a divisão da terra em unidades juridicamente independentes,
com vistas à edificação.
Art. 102. O parcelamento do solo urbano poderá ser feito mediante loteamento, desmembramento ou
desdobro, observadas as disposições desta Lei e as das legislações estaduais e municipais per�nentes.
§ 1º Considera-se loteamento a subdivisão de gleba em lotes des�nados à edificação, com abertura
de novas vias de circulação, de logradouros públicos ou prolongamento, modificação ou ampliação das
vias existentes.
§ 2º Considera-se desmembramento a subdivisão de gleba em lotes, desde que os lotes resultantes
atendam aos índices urbanís�cos mínimos exigidos pela legislação municipal; e des�nados a edificação,
com aproveitamento do sistema viário existente, desde que não implique na abertura de novas vias e
logradouros públicos, nem no prolongamento, modificação ou ampliação dos já existentes.
§ 3º Considera-se desdobro a divisão de lote, oriundo de parcelamento aprovado, regularizado,
inscrito no Competente Cartório de Registro de Imóveis, com frente para rua oficial já existente, não
implicando na abertura de novas vias e nem no prolongamento, modificação ou ampliação das vias já
existentes, e desde que os lotes resultantes atendam aos índices urbanís�cos mínimos exigidos pela
legislação municipal para a zona que se insere.
§ 4º Considera-se condomínio de lotes, nos termos da Lei Federal nº 6766/79, o parcelamento do
solo para fins urbanos, mediante processo de loteamento, nas seguintes condições:
I - Cujos lotes respeitem a área mínima da zona em que se inserem e cons�tuem unidades autônomas
de um condomínio às quais correspondem frações ideais das áreas de uso comum dos condôminos; e
II - Não implique na abertura de logradouros públicos, nem na modificação ou ampliação dos já
existentes, sendo admi�da abertura de vias de domínio privado internamente ao perímetro do
condomínio, man�das pelos condôminos, e de acordo com diretrizes emi�das pela municipalidade.
§ 5º Para fins de aprovação de parcelamentos no município, não é permi�da a figura do loteamento
de acesso controlado, definido, nos termos da Lei Federal nº 6.766/79, como a modalidade de
loteamento cujo controle de acesso deve ser regulamentado por ato do poder público Municipal, sendo
vedado o impedimento de acesso a pedestres ou a condutores de veículos não residentes, desde que
iden�ficados ou cadastrados.
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l6766.htm#:~:text=LEI%20No%206.766%2C%20DE%2019%20DE%20DEZEMBRO%20DE%201979&text=Disp%C3%B5e%20sobre%20o%20Parcelamento%20do,Art.
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l6766.htm#:~:text=LEI%20No%206.766%2C%20DE%2019%20DE%20DEZEMBRO%20DE%201979&text=Disp%C3%B5e%20sobre%20o%20Parcelamento%20do,Art.
§ 6º Considera-se remembramento, unificação ou anexação, a união de 2 (dois) ou mais lotes para
formar uma única unidade fundiária.
§ 7º Para parcelamento de lotes ou glebas com área superior a 40.000m² (quarenta mil metros
quadrados) será obrigatoriamente adotada a modalidade de loteamento, exceto nos casos em que o
parcelamento resulte em até 5 lotes de, no mínimo 10.000m².
Art. 103. Para os efeitos deste Plano Diretor, consideram-se, ainda as seguintes definições rela�vas ao
parcelamento do solo:
I - Área parcelável é a área total da gleba objeto do loteamento, subtraídas a área remanescente da
gleba original e as áreas não edificáveis;
II - Área remanescente - a porção da gleba não des�nada ao parcelamento do solo e, que não
apresente as mesmas caracterís�cas de lote adotadas para a porção da gleba des�nada ao parcelamento
do solo;
III - Área ou faixa não edificável compreende os terrenos ou parte deles onde não é permi�da
qualquer edificação;
IV - Área total do empreendimento é aquela abrangida pelo parcelamento ou desmembramento, com
limites definidos por documento público do registro de imóveis;
V - Área Ú�l Mínima é a área do lote passível de edificação, descontadas as áreas de APP e demais
áreas non aedificandi;
VI - Área de U�lidade Pública (AUP) é aquela reservada para edificações e instalação de
equipamentos urbanos e comunitários/ins�tucionais, tais como educação, cultura, lazer, saúde e
segurança, voltados ao atendimento às necessidades básicas da população, e transferida ao Município
por ocasião do registro do projeto de loteamento e/ou por outra forma de aquisição legalmente
ins�tuída;
VII - Área Verde (AV) é aquela des�nada aos espaços de domínio público que desempenham função
ecológica, paisagís�ca e recrea�va, propiciando a melhoria da qualidade ambiental, funcional e esté�ca
da cidade, sendo dotados de vegetação e espaços livres de impermeabilização, admi�ndo-se intervenções
mínimas como por exemplo, caminhos, trilhas, brinquedos infan�s e outros meios de passeios e
diver�mentos leves, des�nados à recreação, lazer ou outra a�vidade ao ar livre;
VIII - Área Verde de Manutenção de Cobertura Florestal (AVMCF) é aquela des�nada à preservação de
vegetação na�va em estágio médio ou avançado de regeneração para fins de proteção da vegetação
na�va do Bioma Mata Atlân�ca, de acordo com a Lei Federal nº 11.428, de 22 de dezembro de 2006 - Lei
da Mata Atlân�ca;
IX - Arquivo georreferenciado é o arquivo digital com dados espaciais aos quais se atribuiu
coordenadas geográficas;
X - Calçada - parte da via, normalmente segregada e em nível diferente, não des�nada à circulação de
veículos, reservada ao trânsito de pedestres e des�nada à implantação de mobiliário urbano, sinalização,
vegetação e outros fins que possam vir a ser necessários, sendo a implementação de plan�o de árvores e
mobiliário urbano realizado quando possível em áreas de construções consolidadas e obrigatória em
áreas novas.
XI - Ciclofaixa - parte da pista de rolamento des�nada à circulação exclusiva de ciclos, delimitada por
sinalização específica;
XII - Ciclovia - pista própria des�nada à circulação de ciclos, separada fisicamente do tráfego comum,
podem ser instaladas em corredores verdes independentes da rede viária de circulação de veículos
automotores ou podem ser adjacentes a esta;XIII - Confrontantes são os imóveis lindeiros a um imóvel em questão;
XIV - Curva de concordância entre vias - curva necessária para estabelecer, com segurança, a ligação
entre duas vias;
XV - Empreendedor é o proprietário do imóvel ou pessoa por ele designada na forma da lei,
responsável pela implantação do parcelamento;
XVI - Equipamentos comunitários/ins�tucionais são os des�nados à educação, cultura, saúde,
segurança, esporte, lazer, convívio social, administração pública e similares;
XVII - Equipamentos urbanos são divididos em:
a) infraestrutura básica: são os equipamentos de abastecimento de água potável, disposição
adequada de esgoto sanitário, sistema de manejo de águas pluviais, distribuição de energia elétrica,
iluminação e pavimentação pública, com a devida sinalização horizontal e ver�cal;
b) infraestrutura complementar: rede de telefonia, rede de fibra ó�ca e outras redes de comunicação,
rede de gás canalizado e outros elementos não contemplados na infraestrutura básica.
XVIII - Fração ideal: índice da par�cipação abstrata e indivisa de cada condômino nas coisas comuns
do condomínio de lotes, expresso sob forma decimal, ordinária ou percentual;
XIX - Gleba - imóvel que ainda não foi objeto de parcelamento do solo para fins urbanos;
XX - Habitação de interesse social - aquela des�nada à população com renda familiar mensal limitada
a 05 (cinco) salários mínimos;
XXI - Logradouro público - espaço livre des�nado pela municipalidade à circulação, parada ou
estacionamento de veículos, ou à circulação de pedestres, tais como calçada, parques, áreas de lazer,
calçadões.
XXII - Lote é a porção de terra, des�nada à edificação, servida de infraestrutura básica, cujas
dimensões atendam aos índices urbanís�cos definidos no zoneamento, com localização e configuração
definida, com pelo menos uma divisa lindeira à via de circulação, resultante de processo regular de
parcelamento do solo para fins urbanos;
XXIII - Parcelamento clandes�no é aquele parcelamento do solo cujo projeto não foi protocolado
junto à Prefeitura;
XXIV - Parcelamento irregular é aquele parcelamento do solo cujo projeto foi aprovado pela
Prefeitura, todavia, não foi devidamente executado ou que tão somente fora apresentado para aprovação
na Prefeitura, sem atender a outras etapas necessárias ao cumprimento da legislação vigente;
XXV - Posse - é o exercício, pleno ou não, em nome próprio de qualquer dos poderes inerentes à
propriedade sem, contudo, exercê-la, conforme ar�go 1.204 do Código Civil;
XXVI - Propriedade - é a faculdade de usar, gozar e dispor de um bem, e o direito de reavê-la do poder
de quem quer que injustamente a possua ou detenha, conforme ar�go 1.228 do Código Civil;
XXVII - Passeio - parte da calçada ou da pista, neste úl�mo caso, separada por pintura ou elemento
�sico separador, livre de interferências, des�nada à circulação exclusiva de pedestres e,
excepcionalmente, de ciclistas;
XXVIII - Pista - parte da via normalmente u�lizada para a circulação de veículos, iden�ficada por
elementos separadores ou por diferença de nível em relação às calçadas, ilhas ou aos canteiros centrais;
XXIX - Pista pavimentada - para fins desta lei, é a pista estruturada após terraplanagem e cons�tuída
por camadas de vários materiais de diferentes caracterís�cas de resistência e deformabilidade,
caracterizando pavimento flexível, semi-flexível ou rígido e que, de acordo com a necessidade estrutural
da via e em conformidade com as normas técnicas vigentes, pode receber reves�mento em
paralelepípedo, asfalto, bloco de concreto e assemelhados;
XXX - Profundidade do lote é a dimensão medida entre a testada e a divisa de fundo;
XXXI - Quadra é uma área circundada por vias públicas, resultante de parcelamento do solo para fins
urbanos;
XXXII - Re�ficação de área - é o procedimento, regulado na Lei 10.931/2004 e introduzido na Lei
6.015/73 ar�gos 213 e 214, por meio do qual é feita a adequação da descrição do imóvel constante no
texto do Registro de Imóveis com a realidade do terreno, sempre respeitando as áreas públicas e os
limites dos imóveis confrontantes;
XXXIII - Testada é a divisa do lote com via oficial de circulação, cuja dimensão é tomada entre duas
divisas laterais e, no caso de lote de esquina, entre a frente de maior comprimento e uma divisa lateral,
ou entre duas frentes, quando houver somente uma divisa lateral;
XXXIV - Unidade autônoma de terreno é a unidade imobiliária des�nada à edificação resultante de
condomínio de lotes;
XXXV - Via - super�cie por onde transitam veículos, pessoas e animais, compreendendo a pista, a
calçada, o acostamento, ilha e canteiro central.
Seção II
Dos Requisitos Urbanís�cos e Ambientais
Subseção I - Das Diretrizes Gerais Quanto Aos Requisitos Urbanís�cos e Ambientais
Art. 104. O tamanho do lote mínimo para cada Zona Urbana é aquele previsto no Anexo IX - Tabela de
Índices Urbanís�cos e deverá sempre ser observado quando da aprovação dos novos loteamentos ou
desmembramentos.
Parágrafo único. Os lotes de esquina deverão ter a testada mínima para a zona indicada mais a
medida da curva de transição, definida de acordo com a hierarquia da via segundo o art. 123, sendo raio
mínimo de 6m (seis metros), em ambas as testadas.
Art. 105. As quadras padrão, não poderão ter comprimento acima de 200 (duzentos) metros, salvo em
casos excepcionais que serão autorizados em face das condições topográficas ou naturais que impliquem
necessariamente em outra solução urbanís�ca.
§ 1º No caso de loteamento des�nado a fins industriais, a distância máxima entre as quadras será
determinada pelo órgão municipal competente, não podendo ultrapassar a distância de 600m (seiscentos
metros).
§ 2º Para o caso de ar�culação com loteamentos já existentes quando da aprovação desta lei, o
município pode aprovar quadras de, no máximo, 250m.
Art. 106. A execução de qualquer parcelamento do solo para fins urbanos dependerá sempre de
licenciamento ambiental, obedecido ao disposto na Legislação Federal e Estadual per�nentes ao assunto.
Art. 107. O parcelamento do solo para fins urbanos somente será permi�do dentro dos limites do
Perímetro Urbano.
Art. 108. Fica vedado o parcelamento do solo para fins urbanos nas áreas:
I - onde as condições geotécnicas não aconselhem a edificação por não serem seguras ou apresentem
riscos à edificação e seus moradores;
II - localizadas fora do alcance dos equipamentos urbanos, especialmente das redes públicas de
abastecimento de água potável, de energia elétrica e de esgoto sanitário;
III - com declividade igual ou superior a 30% (trinta por cento);
IV - Em áreas classificadas como sendo de preservação permanente (APP`s), áreas de proteção
ambiental (APA) e áreas que possam afetar o patrimônio histórico-cultural e paisagís�co previsto por lei
municipal, salvo nos casos previstos em lei;
V - Em terrenos que tenham sido aterrados com quaisquer materiais nocivos à saúde pública, sem
prévio saneamento e estudo de impacto ambiental;
VI - Em terrenos cujas condições sanitárias possam causar prejuízo para a saúde ou em áreas onde a
poluição não permita condições suportáveis, até a sua comprovada correção, atestada pelo órgão
municipal competente.
§ 1º Em terrenos alagadiços ou pantanosos poderá ser aprovado o parcelamento do solo para fins
urbanos após a execução efe�va das obras constantes de projeto de saneamento e geotécnico, sob a
responsabilidade técnica de profissional legalmente habilitado e aprovado pelo órgão municipal
competente.
§ 2º Quando exis�r áreas definidas no caput deste ar�go, para fins de parcelamento do solo, as
mesmas serão gravadas como "área non aedificandi", devendo obrigatoriamente o lote a�ngido
apresentar a área ú�l mínima definida conforme a zona onde se localiza o imóvel, assim como respeitar
suas demais diretrizes.
Art. 109. Quando não for possível dar escoamento por gravidade, através de passagem em vias públicas,
às águas pluviais ou àquelas das redes de coleta de esgoto sanitário, os lotes situados à jusante deverão
sergravados de faixa de drenagem/sanitária para equipamentos urbanos que sirvam aos lotes situados à
montante, sendo tais obras de drenagem custeadas pelo empreendedor.
§ 1º Estas áreas deverão ser reservadas como faixas não edificantes conforme legislação
correspondente, sendo que as mesmas deverão constar no memorial descri�vo do lote e
consequentemente na escritura do imóvel.
§ 2º É proibida a passagem de tubulação de canalização de córregos no interior dos lotes, exceto no
caso de faixas sanitárias necessárias e autorizadas pelo órgão ambiental competente.
Subseção II - Das áreas Des�nadas ao Uso Público
Art. 110. Em loteamentos, o empreendedor da área cederá ao município, sem ônus para este, a
percentagem de, no mínimo, 35% (trinta e cinco por cento) da área parcelável, que corresponde às áreas
des�nadas ao uso público, cons�tuídas de:
a) Área des�nada ao sistema viário (gabaritos de vias conforme exigência desta lei);
b) Área de U�lidade Pública (AUP) (mínimo 10%);
c) Área Verde (AV) (mínimo 10%); e
§ 1º As Áreas de Preservação Permanente não podem ser computadas para o cálculo e des�nação da
Área Verde.
§ 2º As áreas des�nadas à Área Verde e à Área de U�lidade Pública (AUP) podem ser con�guas, mas
não podem sobrepor-se.
§ 3º As Áreas Verdes e as Áreas de U�lidade Pública (AUP) deverão ter acesso por via oficial de
circulação, respeitando os parâmetros mínimos ins�tuídos em lei municipal.
§ 4º A localização das áreas des�nadas ao uso público será determinada pelo órgão municipal
competente com parecer do órgão ambiental, de modo a integrá-las harmonicamente à estrutura urbana,
considerando os seguintes fatores:
a) Acessibilidade da área em relação ao conjunto;
b) Minimização das intervenções no meio �sico;
c) Topografia adequada.
§ 5º As parcelas des�nadas às Áreas Verdes (AV) e à Áreas de U�lidade Pública (AUP) devem,
preferencialmente, confrontar com as áreas públicas existentes nos loteamentos vizinhos.
§ 6º Tratando-se de outra área de mesma natureza, AUP ou Área Verde, em parcelamentos
adjacentes, ambas serão localizadas de forma que fiquem con�guas, quando possível, de acordo com
diretrizes do município.
§ 7º Serão computados como parte da rede viária e não como Área Verde os canteiros centrais ao
longo das vias, as praças de rotatória e as áreas localizadas entre os passeios e os alinhamentos dos lotes.
§ 8º As áreas a serem doadas ao município tanto para implantação de AUP como de AV terão no
mínimo 50% (cinquenta por cento) de seu total em um só perímetro, onde possa ser inscrito um círculo
com raio mínimo de 10 metros (dez metros), sendo que o tamanho do lote e da testada não serão
inferiores ao mínimo estabelecido para a zona em que se situa.
§ 9º Para áreas parceláveis superiores a 50.000 m² (cinquenta mil metros quadrados) as parcelas
des�nadas à AUP e AV, poderão, a critério do empreendedor e de acordo com diretrizes do município, ser
localizadas em diferentes locais do empreendimento, desde que respeitem a área mínima exigida no §8º
§ 10 Nos loteamentos des�nados a uso industrial a área a ser transferida ao domínio do município,
além da des�nada a vias de circulação, será de pelo menos 5% (cinco por cento) da área da gleba,
des�nada a áreas verdes e de uso ins�tucional.
§ 11 A Área de U�lidade Pública deverá ser entregue ao Município já com o processo regular de
supressão de vegetação e terraplanagem, quando for o caso, executados, salvo determinação contrária
expressa do órgão municipal competente.
§ 12 As Áreas Verdes (AV) devem ser implantadas, man�das e conservadas pelo empreendedor até a
expedição do termo de recebimento total de obras de urbanização quando passam a ser man�das e
conservadas pelo município.
Art. 111. Para loteamentos, de 10.000,00m² (dez mil metros quadrados), localizados na Zona de
Adensamento Prioritário-ZAP, em que o sistema viário previsto e executado no parcelamento u�lize todo
o percentual de trata o ar�go 110, fica dispensada a entrega do percentual referente à Área de U�lidade
Pública (AUP), mediante o cumprimento dos seguintes requisitos:
I - Obrigatoriedade de entrega de Área Verde (AU) no percentual mínimo de 5% (cinco por cento) da
área parcelável;
II - os loteamentos referidos no caput não tenham sido objeto de outro parcelamento com os
mesmos bene�cios na mesma gleba, observada a sua cadeia dominial na data da publicação desta Lei
Complementar;
III - o remanescente da matrícula original não tenha área superior a 20% da área loteada; e
IV - não estejam con�guos a outros parcelamentos já beneficiados pelo disposto neste ar�go.
Art. 112. As Áreas Verdes devem, preferencialmente, conformar uma unidade, no entanto, quando não
houver alterna�va projetual à divisão dessas áreas em dois ou mais fragmentos, o empreendedor deverá
prever, às suas custas, passa-faunas, a fim de promover o trânsito seguro dos animais entre os
fragmentos.
Art. 113. Quando, na área do Condomínio de Lotes, houver via pública prevista em Lei, a área des�nada à
mesma, de acordo com diretrizes expedidas pelo município, deverá ser transferida ao Município no ato de
aprovação do projeto.
Art. 114. Em parcelamentos que resultem em um total de áreas públicas a serem transferidas, inferior a
1.800m² (um mil e oitocentos metros quadrados), excetuando-se as áreas de vias, o órgão municipal
competente poderá solicitar ou aceitar doação em áreas diversas da parcelada, ou ainda uma
contrapar�da financeira de valor equivalente que será direcionada ao Fundo Municipal de
Desenvolvimento.
§ 1º A análise e localização da área a ser transferida em local diverso do parcelamento e a
possibilidade de contrapar�da financeira serão avaliadas pelo órgão municipal competente, com subsídio
da Comissão de Valores Imobiliários no caso da contrapar�da financeira.
§ 2º Ainda na hipótese de contrapar�da financeira, prevista no caput, esta deverá ser aprovada pelo
CONCIDADE de Rodeio e rever�da para o Fundo Municipal de Desenvolvimento.
Art. 115. As áreas des�nadas ao sistema de circulação, às Áreas Verdes (AV) e às Áreas de U�lidade
Pública (AUP) cons�tuem patrimônio da municipalidade a par�r do registro em cartório do parcelamento
em questão.
Parágrafo único. O poder Público Municipal não pode alienar as áreas previstas no "caput" deste
ar�go, assegurando-lhes a finalidade indicada quando do registro do loteamento e atendendo as
diretrizes da Lei do Plano Diretor, salvo nos casos previsto em lei, e com autorização legisla�va.
Subseção III - do Sistema de Circulação e Das Vias
Art. 116. As novas vias, a serem implantadas no Município de Rodeio, deverão respeitar as diretrizes
estabelecidas na presente lei, bem como as exigências con�das no Código Brasileiro de Trânsito.
§ 1º A hierarquização e a classificação das vias propostas no projeto de parcelamento, bem como seu
projeto �sico de dimensionamento do gabarito das vias e passeios, deverão respeitar as diretrizes
urbanís�cas estabelecidas na Consulta Prévia, bem como às demais exigências do Plano Diretor ou da
legislação específica.
§ 2º Cabe ao empreendedor promover a arborização das vias do loteamento, segundo as diretrizes e
especificações técnicas definidas pelo órgão municipal competente.
Art. 117. Qualquer gleba objeto de parcelamento para fins urbanos deverá ter acesso por vias públicas,
conectando-se à rede viária urbana.
Art. 118. Na aprovação de projetos de parcelamento, especialmente nos loteamentos, será sempre
considerada a urbanização da área con�gua ou limítrofe, devendo as vias de circulações previstas
ar�cular-se com as vias adjacentes oficiais, existentes ou projetadas e harmonizarem-se com a topografia
local, sendo que esta ar�culação se dará mediante orientações específicas emi�das pelo Município, nas
Diretrizes, resultado da etapa de Consulta Prévia de Viabilidade Técnica para Loteamento durante o
processo de aprovação do loteamento.
§ 1º As vias de circulação de qualquer loteamento deverão garan�r a con�nuidade do traçado das
vias existentes nas adjacências da gleba, inclusive comas ciclovias ou ciclo faixas, conforme determinação
do órgão municipal competente.
§ 2º Os projetos de vias deverão ser orientados segundo traçados que produzam o menor impacto
possível sobre a formação geológica e topográfica do terreno, o mínimo a�ngimento de fragmentos
florestais, e a mínima alteração possível do sistema natural de drenagem.
§ 3º Todas as estruturas naturais, geológicas ou de drenagem, alteradas pela implantação de vias
deverão ser estabilizadas através de obras de engenharia.
§ 4º As diretrizes das vias deverão acompanhar o máximo possível a orientação das curvas de nível do
terreno e evitar a transposição de linhas naturais de drenagem.
§ 5º A largura de uma nova via que cons�tuir prolongamento de outra já existente, não poderá ser
inferior à largura desta úl�ma.
§ 6º Os afastamentos e recuos ao longo da BR-470, da SC-110 e da SC-477, deverão respeitar a faixa
de domínio determinada pelo Órgão Federal Competente.
Art. 119. O órgão municipal competente exigirá, se julgar necessário, que as novas vias criadas devido a
novos parcelamentos tenham:
I - gabarito específico, independente da classificação da(s) nova(s) via(s), desde que devidamente
jus�ficado e aprovado pelo Conselho de Desenvolvimento Urbano Municipal;
II - interligação em mais pontos do sistema viário existente para melhorar a integração do sistema;
III - a não interligação em certas vias do sistema viário existente para minimizar o impacto do fluxo de
veículos;
IV - término da divisa do terreno desmembrado, com praça de retorno, para permi�r futuras
interligações.
Art. 120. O projeto do sistema de circulação viária deverá ainda observar as exigências con�das nas
normas de acessibilidade universal, em especial, as leis e normas que tratam dos quesitos necessários aos
portadores de deficiência �sica e de necessidades especiais.
Art. 121. A seção transversal das vias e avenidas será sempre horizontal e convexa, observado o seguinte:
I - A declividade longitudinal mínima das vias será de 0,5% (zero vírgula cinco por cento);
II - A declividade longitudinal máxima é 20% (vinte por cento), mas em trechos inferiores a 100m
(cem metros), devido à topografia, admite-se a declividade de 25% (vinte e cinco por cento);
III - A declividade transversal mínima será de 2% (dois por cento) e a máxima será de 4% (quatro por
cento);
IV - As quebras de gradiente, quando não for possível situá-las nas esquinas, devem ser suavizadas
por curvas parabólicas;
V - Nas intersecções de vias, os perfis longitudinais axiais não deixarão de concordar com o perfil
longitudinal da rua, principalmente nos cruzamentos oblíquos.
VI - Quando da interseção de vias, o raio de curva de transição mínimo para concordância dos
alinhamentos das vias locais e coletoras é de 6,00m (seis metros), e de 10,00m (dez metros) para as vias
arteriais.
Parágrafo único. As vias com declividade superior a 20% (vinte por cento) deverão ser
obrigatoriamente pavimentadas, com asfalto ou concreto, conforme NBR.
Art. 122. As vias do Município ficam classificadas, de acordo com a sua função, importância no esquema
viário geral e do fluxo a que devem atender, da seguinte forma:
I - Vias urbanas:
a) Vias de Trânsito Rápido - Rodovia Federal BR 470 e Rodovias Estaduais SC-110 e SC-477, vias com
função de conduzir, de forma expressa, o tráfego com origem e/ou des�no fora do território municipal;
b) Vias Arteriais - vias com função de conduzir o tráfego nos percursos de maior distância
internamente à área urbana do Município;
c) Vias Coletoras - são responsáveis pela condução do tráfego entre as vias locais e as demais vias
hierarquicamente superiores do Sistema Viário;
d) Vias Locais - vias responsáveis prioritariamente pelo acesso às a�vidades urbanas lindeiras e pela
condução de veículos em pequenos percursos.
II - Vias rurais:
a) Rodovias;
b) Estradas.
Art. 123. As novas vias públicas a serem aprovadas no Município de Rodeio deverão ter no mínimo as
seguintes medidas, segundo a sua hierarquia/classificação:
Classificação
Calçada
Esquerda
(m)
Pista
(m)
Calçada
Direita
(m)
Ciclovia
e/ou
ciclofaixa
(m)
Total
(m)
Observações
Vias de
Trânsito
Rápido
30,00
É obrigatório observar o recuo
das faixas non aedificandi,
para cada lado, a par�r do
eixo das Rodovias conforme
parecer do DEINFRA e DNIT.
Arterial 3,00 14,00 3,00 2,50 20,00
Coletora 2,50 10,00 2,50 2,50 15,00
Local 2,00 8,00 2,00 2,00 12,00
§ 1º O órgão municipal competente determinará a classificação da via a ser criada, conforme sua
localização, topografia e integração com o sistema viário existente.
§ 2º O órgão municipal competente exigirá ou permi�rá, se julgar necessário, que as novas vias
criadas devido a novos parcelamentos, ou trecho desta, tenham:
I - Gabarito específico, independentemente da classificação da(s) nova(s) via(s), desde que
devidamente jus�ficado e aprovado pelo CONCIDADE;
II - Interligação em mais pontos do sistema viário existente para melhorar a integração do sistema.
§ 3º As vias existentes cujas condições de ocupação não permitam seu enquadramento nas
dimensões determinadas pela sua posição na hierarquia do sistema viário, deverão merecer estudo
detalhado para cada caso, não podendo a pista ter largura inferior a 6 m (seis metros).
§ 4º A largura da via (considerando todos os seus componentes conforme disposto no ar�go 103,
XXXV) que cons�tuir prolongamento de outra já existente, ou constante de projeto de loteamento já
aprovado pela Prefeitura, não poderá ser inferior à largura desta, ainda que as dimensões da via existente
sejam maiores do que as previstas no caput para a sua classificação.
§ 5º O raio mínimo de curva de concordância entre vias locais e coletoras é de 6,00m (seis metros), e
de 10,00m (dez metros) para as vias arteriais e coletoras.
§ 6º Para o caso de ruas que possuem percursos não re�líneos em seu desenho, por conta de
obstáculos existentes ou para que melhor se acomodem em relação às curvas de nível, o raio mínimo
exigido é de 25m (vinte e cinco metros).
Art. 124. Nas novas vias sem saída e sem possibilidade de prolongamento, deverá ser construída uma
praça de retorno, simétrica ao eixo ou não, que permita a inscrição de um círculo com raio interno
mínimo igual a 7,50m (sete metros e cinquenta cen�metros) e com calçada de mesma largura do passeio
da via em todo seu contorno.
Parágrafo único. Nas vias com gabaritos dis�ntos de calçada, a calçada da praça de retorno terá o
gabarito da calçada de maior dimensão.
Art. 125. Os gabaritos de todas as vias serão marcados simetricamente a par�r do eixo da via.
§ 1º Quando a largura atual da pista de uma via já é maior que a oficial definida para esta via, a pista
atual deve ser man�da em todos os seus prolongamentos resultantes de novos parcelamentos.
§ 2º Quando a largura total da via é maior que o gabarito oficial definido, esta largura deverá ser
man�da, mesmo que o passeio venha a ficar maior que o definido no gabarito oficial da via.
Art. 126. No projeto das novas vias, criadas a par�r de parcelamento do solo, bem como no caso de vias
existentes, fica permi�da a implantação medidas de moderação de tráfego, como chicanas, mudança de
reves�mento, entradas e portais, espaços compar�lhados, entre outros, obedecidas as diretrizes do órgão
municipal competente e a legislação nacional de trânsito
Art. 127. O Anexo VIII - Mapa de Sistema Viário da presente Lei indica a proposição de novas vias e
prolongamento de algumas já existentes e deve ser observado nos casos de parcelamento do solo e
construção de novas edificações.
Parágrafo único. As vias rurais terão seus gabaritos definidos através de estudo específico a ser
elaborado pelo poder execu�vo.
Art. 128. Ao expedir as diretrizes, o Município indicará a seção transversal e outros requisitos para as vias
que, por lei municipal, devam integrar a rede viária principal da cidade.
Art. 129. Toda a via pública deverá possuir, pelo menos:
I - Rede de abastecimento de água, conforme projeto aprovado pela prestadoraresponsável pelo
serviço;
II - Rede de energia elétrica, conforme projeto aprovado pela prestadora responsável pelo serviço;
III - Rede de esgoto sanitário, conforme projeto aprovado pela prestadora responsável pelo serviço;
IV - Rede de escoamento Pluvial;
V - Pavimentação e passeios conforme padrão municipal;
VII - luminação pública, conforme projeto aprovado prestadora responsável pelo serviço;
VII - Sinalização viária de acordo com as normas do Código de Trânsito Brasileiro.
Parágrafo único. Todos os itens listados acima devem estar de acordo com os termos da legislação
municipal, estadual ou federal per�nente.
Subseção IV - da Infraestrutura
Art. 130. Toda infraestrutura básica deverá conectar-se com as redes existentes e estar de acordo com os
planos setoriais, quando for o caso.
Art. 131. São de responsabilidade do empreendedor a execução e o custeio das obras e instalações de:
I - demarcação dos lotes, das vias, dos terrenos a serem transferidos ao domínio do Município, das
áreas não edificáveis e, especificamente para o caso dos Condomínios de Lotes, das áreas des�nadas ao
uso comum dos condôminos;
II - abertura das vias de circulação, de acordo com as diretrizes da lei e respec�va terraplanagem;
III - rede de drenagem superficial e profunda de água pluvial em ambos os lados da via, e suas
conexões com o sistema existente, inclusive do terreno a parcelar, conforme diretrizes da prestadora
responsável pelo serviço de água e esgoto;
IV - Sistema de saneamento básico conforme diretrizes da prestadora responsável pelo serviço;
V - rede de distribuição de energia elétrica e de iluminação pública, conforme diretrizes técnicas da
prestadora responsável pelo serviço;
VI - construção de passeios conforme padrão municipal.
VII - Pavimentação em todas as vias do loteamento, podendo ser bloco de concreto intertravado ou
similar, em ruas locais e, obrigatoriamente, o asfalto, com no mínimo 5cm, em vias coletoras e arteriais,
obedecendo especificações técnicas de acordo com a função de cada via; salvo diretrizes específicas
expedidas pelo órgão municipal competente.
VIII - Taludes e sua recomposição vegetal, conforme projeto aprovado;
IX - Arborização das Áreas Verdes (AV) e das vias, conforme diretrizes do órgão ambiental municipal.
X - Tratamento/recuperação das faixas ao longo das margens dos córregos, linhas de drenagem
sazonais e corpos d`água em geral, que atendam à condição de Área de Preservação Permanente, de
acordo com as diretrizes do órgão municipal responsável pelo meio ambiente.
§ 1º Toda infraestrutura deve ser implantada na sequência correta para ampliação e manutenção,
conforme definição do órgão municipal competente.
§ 2º Para garan�a de prevenção de erosão e de inundações, o Município exigirá disposi�vos de
dissipação de energia, armazenamento por retenção e poços de infiltração de águas pluviais.
§ 3º Toda infraestrutura executada sob o sistema viário deverá ser enterrada na profundidade mínima
estabelecida pelas normas técnicas vigentes, se es�verem sob as faixas de rolamento das vias públicas; e,
se es�verem sob as calçadas, a profundidade mínima ou forma de acomodação da infraestrutura será
definida pelo órgão competente.
§ 4º Ao longo da infraestrutura de gás canalizado deverá ser man�da a faixa não edificável conforme
as normas da prestadora responsável pelo serviço.
§ 5º Os parcelamentos deverão obrigatoriamente seguir as normas de acessibilidade conforme
Norma Brasileira NBR 9050, incluindo as obras pavimentação de vias e, especificamente, das calçadas que
devem também atender à regulamentação municipal.
§ 6º Os equipamentos prestadores de serviços não podem ser locados sobre as Áreas de U�lidade
Pública e/ou Área Verde previstas no art. 110, salvo se tais áreas forem superiores ao mínimo exigido e
com aprovação do órgão municipal competente.
§ 7º Para os Condomínios de Lotes, a ins�tuição de condomínio, o registro da convenção de
condomínio e o regulamento interno deverão ser feitos até a entrega das obras e a consequente
assembleia geral de condôminos que o ins�tui oficialmente e que aprova a entrega das obras.
§ 8º A autoridade licenciadora poderá definir, complementarmente, diretrizes relacionadas à forma
de implantação das infraestruturas básica e complementar.
§ 9º Para o caso de desmembramento situado em área do município ainda não servida de
infraestrutura básica, esta deverá ser projetada e executada a cargo do empreendedor nos moldes deste
ar�go.
Art. 132. Em nenhum caso os movimentos de terra e as obras de arruamento ou instalação de
infraestrutura poderão prejudicar o escoamento das águas nas respec�vas bacias hidrográficas.
§ 1º Todas as super�cies do terreno alteradas por processo de terraplanagem deverão ser reves�das
por espécies de gramíneas, de modo a garan�r a estabilidade do terreno quanto ao processo de erosão.
§ 2º Outros �pos de vegetação poderão ser u�lizados desde que comprovadamente cumpram a
função de garan�r a estabilidade do terreno quanto ao processo de erosão.
Art. 133. As obras e serviços de infraestrutura urbana exigidos para loteamento deverão ser executados
de acordo com o cronograma �sico-financeiro, aprovado pela Prefeitura Municipal.
§ 1º O empreendedor terá o prazo máximo de 18 (dezoito) meses, a contar da data de publicação do
decreto de aprovação do loteamento, para executar as obras e serviços de infraestrutura, sob pena de
caducidade da aprovação, salvo por razões de força maior, caso em que o prazo poderá ser prorrogado até
180 dias, desde que jus�ficado e solicitado expressamente.
§ 2º Poderão ser feitas alterações na sequência de execução dos serviços e obras mencionados neste
ar�go, mediante apresentação de cronograma que jus�fique as alterações, devendo as mesmas ser
autorizadas previamente pela Prefeitura Municipal.
Art. 134. Nos loteamentos des�nados a programas de assentamentos de interesse social, por inicia�va do
poder público municipal, estadual ou federal, admitem-se, concomitantemente, a ocupação e a
construção das seguintes obras de infraestrutura:
I - Rede de água potável;
II - Rede de distribuição de energia elétrica e iluminação pública;
III - Sistema de esgotamento sanitário;
IV - Pavimentação em blocos de concreto intertravado ou similares, ou outro, conforme exigência do
órgão municipal competente;
V - Escoamento das águas pluviais.
§ 1º Em terrenos com declividade acima 10% (dez por cento) e até 30% (trinta por cento), para os
casos de loteamentos mencionados no caput, os lotes resultantes do parcelamento deverão ter testada
mínima de 12,00 (doze metros) e área mínima de 360m² (trezentos e sessenta metros quadrados).
§ 2º As obras complementares exigidas no art. 131 serão executadas pelo poder público municipal,
estadual ou federal, bem como através de parcerias público/privadas, no prazo máximo es�pulado no
Termo de Compromisso.
§ 3º A localização dos empreendimentos des�nados a programas de assentamentos de interesse
social, por inicia�va do poder público municipal, estadual ou federal, se dará de acordo com o
estabelecido nesta lei.
Seção III
Dos Loteamentos Para Fins Urbanos
Art. 135. O loteamento, conforme o uso poderá ser assim classificado:
I - residencial - aquele des�nado ao uso residencial, onde a implantação de a�vidades comerciais e de
serviços é permi�da conforme o Anexo IX - Tabela de Índices Urbanís�cos;
II - industrial - aqueles des�nados exclusivamente ao uso industrial e/ou suas a�vidades
complementares.
Seção IV
Dos Desmembramentos
Art. 136. A construção de mais de uma edificação dentro de um mesmo lote, não cons�tui
desmembramento e este só será admi�do se daí resultarem lotes edificáveis, de acordo com esta Lei.
Seção V
Do Processo Para Aprovação de Parcelamentos
Art. 137. A execução de qualquer parcelamento do solo para fins urbanos no Município de Rodeio
depende de aprovação dos órgãos competentes.
Subseção I - da Consulta Prévia de Viabilidade Técnica Para Parcelamento
Art. 138. O procedimento para aprovação de projetosde loteamento obedecerá às seguintes fases:
I - Consulta de Viabilidade Técnica;
II - Projeto Preliminar
Art. 139. O interessado em elaborar qualquer projeto de parcelamento deverá solicitar à Prefeitura
Municipal, em consulta prévia, a viabilidade do mesmo, os requisitos urbanís�cos e as diretrizes
urbanís�cas e ambientais mínimas para a elaboração do projeto e posterior licenciamento das obras,
quando necessárias
§ 1º A Prefeitura Municipal tem prazo de até 10 (dez) dias úteis para fornecer as diretrizes
urbanís�cas e ambientais mínimas, as quais terão validade por até 6 (seis) meses após a sua expedição,
podendo ser renovada por igual período, mediante solicitação expressa protocolada pelo empreendedor.
§ 2º O Município dilatará o prazo para expedição de diretrizes nos casos em que se apresentem
problemas urbanís�cos que necessitem de maior detalhamento.
Art. 140. No ato da Consulta Prévia, o interessado deve apresentar os seguintes documentos para análise:
I - Cer�dão do Registro de Imóveis atualizada da área a ser parcelada, com todas as suas dimensões;
II - Croqui indicando a área a ser parcelada com dimensões e distância até a esquina ou edificação
numerada mais próxima, direção do norte e águas correntes e dormentes;
III - Quando for o caso, indicar as áreas que possam apresentar algum �po de risco geológico com
laudo técnico executado por profissional habilitado, atestando as suas condições geotécnicas e as obras
necessárias para sua contenção ou eliminação;
IV - Apresentar cer�dão dos órgãos competentes pelo abastecimento de água, esgotamento sanitário
e energia elétrica, atestando o atendimento ou a possibilidade de atendimento desses serviços no local.
V - Apresentação prévia de localização e quan�ficação da área de manutenção de cobertura florestal
de acordo com a Lei Federal nº 11.428/2006 (Lei da Mata Atlân�ca).
§ 1º Quando o parcelamento for feito em apenas uma parte do terreno ou, o proprietário possuir
uma área maior que seja con�gua ao parcelamento em questão, o requerente deve apresentar as plantas
referidas no Inciso II deste Ar�go abrangendo a totalidade do imóvel.
§ 2º Sempre que se fizer necessário e, a critério do órgão municipal competente, poderá ser exigida a
extensão do levantamento planial�métrico ao longo do perímetro do terreno até o limite a ser es�pulado
pelo referido órgão.
§ 3º Os procedimentos administra�vos e documentais referentes ao caput deste ar�go serão
regulamentados em Instrução Norma�va emi�da pelo poder execu�vo municipal.
Art. 141. A aprovação do projeto de parcelamento está condicionada à obtenção da viabilidade técnica
do abastecimento de água e de energia elétrica às áreas a serem parceladas, bem como do esgotamento
sanitário e do escoamento de águas pluviais.
§ 1º O parecer sobre viabilidade técnica de que trata o caput do ar�go é antecedido da apresentação
de pareceres detalhados, com posicionamento, emi�dos pela(s) concessionária(s) dos serviços e pelo
órgão técnico municipal.
§ 2º Para os casos de desmembramento, aprovação do projeto está condicionada à existência da
infraestrutura mencionada no caput.
Art. 142. Em caso de resposta favorável à Consulta Prévia de Viabilidade Técnica para Parcelamento a
Prefeitura Municipal indicará as seguintes diretrizes, com base nos documentos fornecidos pelo
requerente:
I - As vias de circulação do Sistema Viário Básico do Município, existentes e previstas, a serem
respeitadas de modo a permi�r o enquadramento e o entrosamento do sistema viário proposto, assim
como suas dimensões mínimas;
II - Indicação das faixas sanitárias e das faixas não edificáveis exigidas por lei, bem como aquelas
des�nadas ao escoamento de águas pluviais e da rede de esgotamento sanitário, quando for o caso;
III - Os parâmetros previstos pelo zoneamento da área, com a indicação dos usos compa�veis,
conforme o disposto nesta lei;
IVI - nfraestrutura urbana exigida, quando for o caso;
V - Necessidade de requerer pareceres das prestadoras de serviço responsáveis pelo Abastecimento
de Água potável e energia elétrica, quando for o caso;
VI - Necessidade de elaboração de EIA ou EIV, quando for o caso;
VII - A necessidade de proceder à atualização da matrícula, quando for o caso;
VIII - A relação de outros órgãos públicos que deverão ser ouvidos antes da expedição das diretrizes,
quando for o caso;
IX - As áreas a serem transferidas ao Município, quando for o caso;
X - As jus�fica�vas em caso de inviabilidade do empreendimento.
Parágrafo único. Caso a infraestrutura básica for insuficiente ou não exis�r no acesso à área onde se
pretende instalar o loteamento, fica a cargo do empreendedor a elaboração de projeto e execução desta,
que deve atender de acordo com a futura demanda gerada pelo acréscimo de população, dentre outras
que o caso concreto exigir, no mínimo o seguinte:
a) obras de galerias de águas pluviais em vias de acesso ao parcelamento;
b) prolongamento da rede de abastecimento de água;
c) obras de terraplanagem nas vias de acesso ao parcelamento;
d) obras de pavimentação asfál�ca nas vias de acesso ao parcelamento;
e) construção ou adequação de bueiros, pontes ou viadutos para transposição de córregos, estradas,
ou qualquer obstáculo �sico que exigir tal providência nas vias de acesso ao parcelamento;
f) remanejamento ou extensão de linhas de energia elétrica;
g) instalação de iluminação pública em vias de acesso ao parcelamento;
h) construção de sistemas individualizados de coleta e tratamento de esgotos sanitários ou extensão
de emissários para interligação na rede existente.
Art. 143. Por ocasião de fornecimento de diretrizes para elaboração de projeto, poderá ainda ser
solicitado pela Prefeitura Municipal:
I - Elaboração de parecer geotécnico, nos casos de terrenos de elevada complexidade geológica ou
geotécnica, o qual deverá compreender a delimitação das zonas ou unidades do terreno que apresentam
comportamento geotécnico homogêneo;
II - Estabelecimento, para cada unidade, de diretrizes geotécnicas para o desenvolvimento dos
projetos.
§ 1º As diretrizes geotécnicas incluirão recomendações relacionadas a escavações, estabilidade de
taludes de corte e aterro, comportamento de aterros quanto a deformações (recalques), estabilidade dos
terrenos à erosão, bem como orientações para escolha de fundações e drenagens.
§ 2º São considerados terrenos de elevada complexidade geológica ou geotécnica aqueles que
apresentam uma ou mais das seguintes caracterís�cas:
I - Mais do que 30% (trinta por cento) da área total do terreno envolvendo declividade natural
superior a 15% (quinze por cento);
II - Mais do que 30% (trinta por cento) da área total do terreno apresentando solos alagadiços ou de
elevado grau de compactação;
III - Mais do que 30% (trinta por cento) da área total do terreno apresentando evidências de
intervenções anteriores potencialmente problemá�cas como cortes, aterros, depósitos de resíduos ou
a�vidades de extração mineral;
IV - Presença de zonas com risco de escorregamentos, erosão de grande porte ou inundação;
V - Áreas junto a córregos e locais potencialmente inundáveis em decorrência da alteração das
condições de escoamento do córrego ou do aumento de vazão da bacia de drenagem;
VI - Áreas de acumulação de água e lençol freá�co raso ou aflorante.
Art. 144. As diretrizes básicas expedidas não implicam na aprovação do projeto de parcelamento do solo
pelo órgão municipal competente.
Subseção II - Licença Preliminar de Projeto de Loteamento Para Implantação de Infraestrutura
Art. 145. Orientado pelas diretrizes urbanís�cas fixadas pela Consulta Prévia e dentro do prazo máximo
de 06 (seis) meses, o empreendedor apresentará os seguintes documentos, inicialmente para análise do
projeto urbanís�co:
I - Requerimento solicitando aprovação do projeto (protocolo em formulário próprio da Prefeitura);
II - Cópia da consulta prévia de viabilidade técnica;
III - Cer�dão narra�va atualizada do imóvel;
IV - Cer�dão nega�va de débitos fornecida pelo Município;
V - Licençaambiental prévia e de instalação;
VI - Planta geral do empreendimento, com escala mínima de 1:1.000 em 2 (duas) vias, contendo as
seguintes informações:
a) todas as dimensões lineares e angulares do imóvel, seus confrontantes, pontos de amarração ou
localização do imóvel;
b) curvas de nível de metro em metro e indicação dos talvegues;
c) orientação magné�ca e verdadeira, com as coordenadas geográficas respeitando-se os marcos
geodésicos municipais;
d) cursos d`água, áreas alagadiças, mananciais, lagoas, nascentes etc,
e) linhas de transmissão de energia e suas faixas de domínios, servidões, bem como a faixa de
domínio das rodovias estaduais e federais, e faixas sanitárias para escoamento de águas pluviais e rede de
esgoto;
f) áreas de preservação permanente e faixas "non aedificandi" estabelecidas pela legislação vigente;
g) indicação das edificações pertencentes ao cadastro municipal do patrimônio histórico-cultural e/ou
classificadas no âmbito estadual ou federal;
h) sistema viário com seu respec�vo gabarito, alinhamento de muro e raios de curvatura de
intersecções, assim como iden�ficação e denominação por meio de letras;
i) subdivisão das quadras e lotes ou unidades autônomas com as respec�vas dimensões, áreas e
numerações;
j) indicação em planta, com definição de limites e dimensões, das áreas que passarão ao domínio do
Município;
k) indicação das benfeitorias existentes no imóvel, quando for o caso;
l) o quadro resumo das diversas áreas indicadas no projeto, sendo que para o caso de Condomínios
de Lotes deverá estar discriminada a área do terreno a ser ocupada pelas edificações da unidade
autônoma e aquela de uso exclusivo, bem como a fração da totalidade do terreno e as partes comuns
correspondentes a cada unidade;
m) as faixas sanitárias não edificantes nos locais onde as tubulações não passem pelas vias públicas;
n) a zona em que a área se encontra;
o) demais elementos necessários à perfeita e completa elucidação do projeto, conforme solicitação
do órgão municipal competente.
VII - Projeto urbanís�co do loteamento, em 2 (duas) vias, contendo todas as exigências especificadas
no inciso anterior, no entanto, sem as curvas de nível, e acrescidas dos seguintes itens:
a) �po de uso predominante a que o parcelamento se des�na, se residencial e/ou industrial;
b) indicação, no quadro de áreas, da área total da gleba, do número total dos lotes e suas respec�vas
áreas, sendo que para o caso de Condomínios de Lotes deverá estar discriminada a área do terreno a ser
ocupada pelas edificações da unidade autônoma e aquela de uso exclusivo, bem como a fração da
totalidade do terreno e as partes comuns correspondentes a cada unidade.
VIII - Perfis longitudinais e transversais de todas as vias de circulação na escala mínima de 1:500, em 2
(duas) vias;
IX - Memorial descri�vo com as seguintes informações:
a) indicação da finalidade do parcelamento e dos usos previstos;
b) descrição dos lotes ou unidades autônomas e das áreas des�nadas ao uso público ou a uso comum
dos condôminos, com os elementos necessários à abertura das respec�vas matrículas;
c) indicação das áreas a serem transferidas ao domínio do Município no ato do registro do
loteamento;
d) Condições urbanís�cas do parcelamento e as limitações que incidem sobre os lotes ou unidades
autônomas e suas edificações, além daquelas constantes das diretrizes fixadas;
e) Enumeração dos equipamentos urbanos, comunitários e dos serviços públicos e de u�lidade
pública existentes nas adjacências, e dos que serão implantados;
f) Discriminação dos lotes a serem caucionados, à escolha da Prefeitura Municipal, de acordo com o
valor de cada serviço ou obra de infraestrutura relacionados exigidas por esta Lei;
g) Descrição do sistema viário, constando iden�ficação das vias (nome ou número), largura da pista
de rolamento, largura do passeio, declividade máxima e �po de reves�mento, para o caso de
loteamentos;
h) áreas de preservação permanente e faixas "non aedificandi".
§ 1º Todas as plantas serão assinadas pelo proprietário e pelo(s) responsável técnico, devendo o
úl�mo mencionar o número de seu registro ou visto no Conselho de Arquitetura e Urbanismo - CAU/SC
ou Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia, seção Santa Catarina - CREA/SC e o
número do seu registro na Prefeitura.
§ 2º O prazo para pronunciamento quanto ao deferimento ou possíveis re�ficações a serem feitas, é
de 20 (vinte) dias depois de protocolado o encaminhamento.
§ 3º No caso de análise favorável do projeto urbanís�co, o interessado terá o prazo de 6 (seis) meses
para encaminhar os projetos complementares e o restante dos documentos necessários para a expedição
da licença para a execução de infraestrutura. No caso de não manifestação dentro deste período, a
prefeitura entende como forma de desistência do processo.
Art. 146. A relação de documentos e projetos complementares para que o órgão municipal competente
proceda à expedição da licença para a execução da infraestrutura, conforme previsto no § 3º do art. 145,
consiste em:
I - licença para execução de terraplanagem, quando houver necessidade, expedida pelo setor
responsável da Prefeitura Municipal;
II - Planta geral com os mesmos itens solicitados no art. 145, inciso VI, em 3 (três) vias, III. projeto
urbanís�co com os mesmos itens solicitados no art. 145, inciso VII, em 3 (três) vias
IV - memorial descri�vo com as seguintes informações, em 2 (duas) vias:
a) indicação da finalidade do parcelamento e dos usos previstos;
b) descrição dos lotes ou unidades autônomas e das áreas des�nadas ao uso público ou a uso comum
dos condôminos, com os elementos necessários à abertura das respec�vas matrículas;
c) áreas de preservação permanente e faixas "non aedificandi";
d) as limitações que incidem sobre as unidades autônomas e suas edificações.
V - Anotação ou Registro de Responsabilidade Técnica - ART ou RRT, do(s) responsável(is) técnico(s)
pelos projetos e execução das obras, com cópia da taxa quitada;
VI - Projetos das obras de infraestrutura exigidas, acompanhados do respec�vo orçamento e
cronograma, que deverão ser previamente aprovados pelos órgãos competentes, a saber:
a) Projeto detalhado de arruamento, incluindo planta com dimensões angulares e lineares dos
traçados, perfis longitudinais e transversais, detalhamento dos meios-fios e sarjetas, e projeto de
pavimentação, obedecidos os padrões estabelecidos pelo município e as normas da Associação Brasileira
de Normas Técnicas;
b) Projeto de sinalização de trânsito e de faixas elevadas de acordo com as normas do Contran e por
orientação do setor de planejamento municipal;
c) Projeto detalhado da rede de escoamento das águas pluviais e das obras complementares
necessárias;
a) Projeto de abastecimento de água potável;
b) Projeto da rede de distribuição de energia elétrica e iluminação pública;
c) Projeto da rede de coleta de esgoto e do seu tratamento, indicando a des�nação final;
d) Projetos de arborização das vias de circulação e das áreas verdes; de proteção das áreas sujeitas à
erosão; bem como de manejo da cobertura vegetal para execução das obras e serviços, procurando
preservar o maior número de espécies, obedecidas às normas municipais, a ser analisado pelo órgão
ambiental competente;
e) Projeto de tratamento/recuperação das APP (Áreas de Preservação Permanente), quando for o
caso, de acordo com exigências do órgão municipal ambiental.
VII - Discriminação dos bens oferecidos em garan�a da execução da infraestrutura urbana;
VIII - Orçamento discrimina�vo quando houver caucionamento dos lotes;
IX - Projeto arquitetônico, para o caso de Condomínios de Lotes entregues com edificações
vinculadas;
X - Modelo de contrato de Compra e Venda, o qual deverá estar de acordo com a Lei Federal nº
6.766/79 e alterações, em cláusulas que especifiquem:
a) Compromisso do empreendedor quanto à execução das obras de infraestrutura exigidas,
enumerando-as;
b) Prazo de execução da infraestrutura exigida, constante nesta Lei;
c) Condição de queos lotes só poderão receber construções depois de executadas as obras previstas
para a infraestrutura exigida por esta lei;
d) Possibilidade de suspensão do pagamento das prestações pelo comprador, vencido o prazo e não
executadas as obras, que passará a depositá-las, em juízo;
e) Enquadramento do lote de acordo com esta lei, definindo o zoneamento e os parâmetros
urbanís�cos incidentes.
XI - Documentos rela�vos à área em parcelamento a serem anexados ao projeto defini�vo:
a) Título de propriedade devidamente registrado no Registro Geral de Imóveis;
b) Comprovante de pagamento das taxas municipais;
c) Cer�dões nega�vas de tributos municipais, estaduais e federais;
d) Licenciamento ambiental de instalação, quando necessário.
§ 1º Todas as plantas serão assinadas pelo proprietário e pelo responsável técnico, devendo o úl�mo
mencionar o número de seu registro ou visto no Conselho de Arquitetura e Urbanismo - CAU/SC ou
Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia, seção Santa Catarina - CREA/SC e o número
do seu registro na Prefeitura.
§ 2º O prazo para pronunciamento quanto ao deferimento ou possíveis re�ficações a serem feitas, é
de 20 dias depois de protocolado o encaminhamento.
§ 3º A análise deferida dos projetos resultará na expedição da Licença para a Execução de
infraestrutura, sendo esta a autorização para que o loteador inicie as obras.
Art. 147. Os dados fornecidos em plantas, memoriais, cer�dões, escrituras e demais documentos
apresentados pelo loteador são aceitos como verdadeiros, não recaindo sobre o Município qualquer ônus
sobre atos firmados com base nesses documentos apresentados.
Art. 148. O órgão municipal competente pode autorizar a execução por etapas das obras do projeto de
parcelamento, desde que seja assegurado ao comprador o pleno uso e gozo dos equipamentos previstos
no parcelamento.
Parágrafo único. O loteador irá definir o prazo total de execução do projeto e as áreas e os prazos
correspondentes a cada etapa, respeitando-se, contudo, os prazos fixados nesta lei.
Art. 149. Uma vez aprovado para execução de infraestrutura o projeto de parcelamento, o órgão
municipal competente providenciará a emissão dos seguintes atos:
I - Termo de Compromisso: ato celebrado entre a Prefeitura e o Empreendedor com os deveres e
responsabilidades de ambos perante o loteamento;
II - Termo indicando as áreas a serem postas em garan�a da execução das obras e, se o caso, os prazos
e áreas respec�vas;
III - Emissão de Alvará de Licença Preliminar de Projeto de Loteamento para implantação de
infraestrutura, Art. 150 - O prazo para execução das obras será de 2 (dois) anos, contados a par�r da data
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l6766.htm#:~:text=LEI%20No%206.766%2C%20DE%2019%20DE%20DEZEMBRO%20DE%201979&text=Disp%C3%B5e%20sobre%20o%20Parcelamento%20do,Art.
de emissão do Alvará de Licença Preliminar de Projeto de Loteamento para implantação de infraestrutura.
§ 1º Nos casos de desistência da implantação do loteamento, o setor responsável da Prefeitura
Municipal deverá ser comunicado por escrito e o processo será considerado ex�nto;
§ 2º Decorrido o prazo disposto no "caput" e o empreendimento ainda não �ver sido iniciado, a
licença e os projetos perdem a validade;
§ 3º O loteador que �ver iniciado as obras de infraestrutura, mas constatar não ter condições de
cumprir o prazo disposto neste "caput", deverá solicitar renovação da Licença em até 15 (quinze) dias
antes do vencimento do prazo, ficando a critério do órgão municipal competente, a sua renovação, que
não poderá ultrapassar o prazo de 1 (um) ano. Sendo necessária apresentação dos seguintes documentos
para análise de prorrogação de prazo:
a) protocolo de solicitação de prorrogação de prazo;
b) declaração do empreendedor contendo jus�fica�va;
c) relatório técnico da execução dos serviços elaborado pelo responsável técnico pelo
empreendimento, explicando etapas já executadas, inserindo fotografias sempre que possível para
compreensão da instalação de infraestrutura.
§ 4º O loteador que não cumprir o prazo disposto neste "caput" ficará impedido de realizar outra obra
de loteamento no Município até que regularize as obras do loteamento inacabado.
Subseção III - Das Alterações no Projeto Aprovado
Art. 151. Qualquer modificação no projeto deverá ser subme�da à aprovação do órgão municipal
competente, a pedido do interessado e acompanhada dos seguintes documentos:
I - requerimento solicitando a modificação;
II - memorial descri�vo da modificação;
III - 4 (quatro) vias de cópias do projeto de modificação.
Parágrafo único. O município, quando necessário, poderá exigir itens relacionados no Art.147.
Art. 152. O empreendedor poderá requerer modificações no projeto de parcelamento aprovado, desde
que:
I - a modificações obedeçam às normas legais e regulamentares vigentes;
II - não haja prejuízo aos adquirentes dos lotes;
III - seja ob�da a anuência de todos os �tulares de direito sobre as áreas vendidas ou
compromissadas à venda, se for o caso.
Subseção IV - da Fiscalização
Art. 153. Os parcelamentos terão a execução das obras e serviços de infraestrutura fiscalizados pelo
órgão municipal competente.
§ 1º Deverá ser comunicada, por escrito, ao órgão competente, a data de início dos serviços ou obras
de infraestrutura.
§ 2º Quando o órgão municipal solicitar adequações na execução das obras, estas deverão ser
atendidas, sob pena de embargo da obra, até que se cumpra com as exigências, sem prejuízo de outras
cominações legais cabíveis.
§ 3º A construção e/ou assentamento de equipamentos que não es�verem em conformidade com o
projeto aprovado acarretarão o embargo do parcelamento, que poderá ser levantado após a demolição e
remoção de tudo que �ver sido executado irregularmente.
§ 4º O descumprimento das exigências con�das no termo de embargo no prazo prescrito implicará a
aplicação de multa e interrupção da obra ou serviço.
§ 5º Os funcionários inves�dos na função fiscalizadora ou de aprovação poderão, observadas as
formalidades legais, inspecionar bens ou documentos, desde que se relacionem ao projeto e/ou obra
fiscalizada.
§ 6º As redes de água, esgoto, eletrificação e iluminação pública deverão ser fiscalizadas, aprovadas e
recebidas pelas prestadoras de serviço público respec�vas e/ou órgão competente.
§ 7º O empreendedor deverá colaborar e facilitar com a fiscalização municipal durante a execução das
obras e serviços.
Subseção V - Das Garan�as
Art. 154. Para aprovação prévia do projeto e emissão de Alvará de Licença Preliminar de Projeto de
Loteamento para implantação de infraestrutura, o proprietário deverá assinar um termo de
Compromisso, onde compromete-se a:
I - executar, no prazo estabelecido, o projeto aprovado de loteamento juntamente com seus projetos
complementares aprovados, conforme ar�gos 145 e 146, sem qualquer ônus para a Prefeitura Municipal;
II - Executar quaisquer outras obras oriundas de atendimento dos disposi�vos da presente Lei;
III - não outorgar qualquer escritura defini�va de venda de lotes antes de concluídas as obras
previstas neste Ar�go e descumpridas as demais obrigações impostas por lei ou assumidas no Termo de
Compromisso;
IV - fazer constar nos compromissos de compra e venda de lotes as condições de que só podem
receber construções depois de executadas as obras de que trata o inciso I;
V - delimitar e iden�ficar, por intermédio de marcos, cada parcela individualizada.
VI - fixar placa no acesso principal do parcelamento que iden�fique a obra contendo as seguintes
informações:
a) nome do responsável com o número de registro no Conselho Regional de Engenharia e Agronomia
ou no Conselho de Arquitetura e Urbanismo - CAU;
b) nome do empreendimento;
c) data prevista para término das obras;
d) as seguintes frases: "Este empreendimento está autorizado a implantar infraestrutura, estando
proibida a vendas em registro, conforme legislação federal" e "Consulte sempre a Prefeitura e o Registro
de Imóveis antes de comprar um lote".
Art. 155. Parafins de garan�a da execução das obras e dos serviços de infraestrutura urbana exigida para
parcelamento do solo, poderá ser cons�tuída, antes de sua aprovação, caução de parte da própria área a
ser loteada, cujo valor seja, na época da aprovação, no mínimo correspondente a 1,2 (uma vírgula duas)
vezes o valor determinado para a execução das obras e dos serviços de infraestrutura exigidos conforme a
presente Lei.
§ 1º Caberá ao Município escolher os lotes que serão caucionados.
§ 2º O valor dos lotes será calculado, para efeito deste ar�go, pelo preço da área, sem considerar as
benfeitorias previstas no projeto de parcelamento.
§ 3º Não serão aceitas como caução pelo Município as áreas cuja declividade seja igual ou superior a
30% (trinta por cento) e áreas de preservação permanente, assim definidas no Código Florestal.
§ 4º As áreas a serem transferidas ao domínio público não poderão ser caucionadas para o
cumprimento dos disposi�vos previstos neste ar�go.
§ 5º As áreas caucionadas e dadas em garan�a não podem ser vendidas antes da publicação do
decreto de sua liberação.
Art. 156. Juntamente com o instrumento de garan�a, deverá ser registrado o cronograma �sico do
parcelamento, conforme aprovado pelo órgão municipal competente.
Art. 157. Após a assinatura do Termo de Compromisso, a Prefeitura Municipal entregará ao
empreendedor o Alvará de Licença Preliminar de Projeto de Loteamento para Implantação de
Infraestrutura a fim de que possa efetuar o registro das áreas dadas em garan�a da execução das obras
do projeto de Parcelamento e que devem ser descritas na escritura, sendo que os emolumentos ficarão às
expensas do loteador.
Art. 158. O Município fará intervenção no parcelamento, nos termos da legislação federal, sempre que
constatar paralisação das obras pelo prazo de 180 (cento e oitenta) dias corridos, ou atraso no
cronograma de obras pelo mesmo período.
§ 1º A �tulo de aplicação do disposto no caput deste ar�go, o Município no�ficará o empreendedor,
dando-lhe o prazo máximo de 30 (trinta) dias para retomar as obras.
§ 2º Verificada a paralisação ou o atraso das obras, conforme os termos do caput deste ar�go,
cumpre ao órgão municipal de planejamento solicitar os encaminhamentos legais visando à intervenção.
Art. 159. Decorridos 180 (cento e oitenta) dias sob intervenção sem que tenha sido constatada a
retomada da execução do parcelamento pelo empreendedor, o Município concluirá as obras faltantes e
executará, no prazo máximo de 2 (dois) anos, as garan�as ob�das na cons�tuição da caução, não
isentando o empreendedor de responder por gastos a maior realizados e sendo o custo das obras
acrescido de 15% (quinze por cento) a �tulo de despesas administra�vas.
§ 1º Constatado que a caução é insuficiente para a execução das obras e serviços, o Município
no�ficará o empreendedor para complementar a diferença apurada, no prazo de 15 (quinze) dias a contar
da data do recebimento da no�ficação, sob pena de ser o valor lançado e inscrito em Dívida A�va.
§ 2º Executadas as obras e serviços na sua totalidade e constatando-se que houve excesso no valor da
garan�a, o saldo remanescente será res�tuído ao empreendedor, no prazo máximo de 6 meses,
independente de requerimento do interessado.
§ 3º Pagos os emolumentos devidos e apresentada a cer�dão de caução, o Município expedirá o
competente alvará, revogável se não forem executadas as obras no prazo, ou não for cumprida qualquer
outra exigência.
§ 4º Realizadas todas as obras e serviços exigidos, o Município, a requerimento do interessado e após
vistoria do seu órgão competente, liberará o saldo da importância caucionada, mediante expedição do
auto de vistoria.
Art. 160. A Municipalidade não irá emi�r qualquer �po de alvará de licença defini�va em lotes
resultantes de loteamentos em execução antes de o loteador comprovar haver cumprido as exigências
previstas em lei.
Art. 161. O prazo da garan�a citada neste capítulo será de até 5 anos.
Subseção VI - Licença Municipal Defini�va
Art. 162. Para solicitação de Licença Municipal Defini�va do respec�vo empreendimento, deverão ser
apresentados os seguintes documentos:
I - declaração de aceitação da rede de energia elétrica emi�da pela prestadora deste serviço público
ou documento equivalente;
II - declaração de aceitação da rede de abastecimento de água e da rede de esgoto emi�da pela
prestadora destes serviços;
III - cer�dão declaratória de atendimento às exigências dos órgãos ambientais;
IV - 3 (três) jogos de cópias impressas do projeto de divisão �sica e 2 (duas) cópias dos projetos
complementares;
V - relatório técnico final da execução dos serviços, elaborado pelo responsável técnico pelo
empreendimento, especificando etapas com inserção de fotos sempre que necessário para total
compreensão da instalação da infraestrutura;
VI - demais documentos exigíveis por decorrência de obras e serviços especiais.
Parágrafo único. A Prefeitura realizará vistoria para conferência das informações apresentadas no
relatório Técnico de execução e atendimento das demais especificações legais.
Art. 163. O Alvará de Licença Municipal Defini�va de parcelamento deve conter:
I - dados que caracterizam e iden�ficam o parcelamento, incluindo o zoneamento onde está situado o
empreendimento e o ponto de par�da da numeração predial;
II - as condições em que o parcelamento foi aprovado;
III - indicação das áreas des�nadas a vias de circulação, a praças, jardins e recreação, bem como as
des�nadas a usos ins�tucionais e públicos, as quais se incorporam automa�camente ao patrimônio
municipal como bens de uso comum, sem ônus de qualquer espécie para a Prefeitura Municipal.
Parágrafo único. O processamento de guias de transmissão de propriedades, bem como a concessão
de "habite-se" para qualquer construção realizada nos lotes ou em áreas de propriedade privada, fica
condicionada à expedição, por parte da Prefeitura Municipal, de cer�dão de aprovação do loteamento e
de documento de aceitação defini�va das obras constantes do documento de aprovação do projeto de
loteamento.
Art. 164. Após a lavratura do Alvará de Licença Defini�va, a Prefeitura Municipal entregará ao loteador o
Alvará de Licença do Loteamento para:
I - registro do loteamento no Cartório de Registro de Imóveis;
II - registro de direito real de garan�a em favor da municipalidade na forma da Subseção V - Das
Garan�as.
Art. 165. Uma vez comprovadas a realização de todas as obras previstas pelo projeto aprovado, a
Prefeitura Municipal, a requerimento do interessado, e após as competentes vistorias, fará a liberação das
áreas dadas em garan�a.
§ 1º A liberação das áreas dadas em garan�a não pode ser parcial e, somente ocorre quando todas as
obras es�verem realizadas, salvo nas condições previstas em lei.
§ 2º No caso do projeto de parcelamento ser realizado em etapas, a liberação das áreas dadas em
garan�a é feita proporcionalmente a cada área convencionada.
Art. 166. O Município de Rodeio, mediante decisão mo�vada, poderá modificar as condicionantes
medidas de controle e adequação, suspender ou cancelar a presente Licença quando houver:
a) Violação ou inadequação de quaisquer condicionantes, exigências ou normas legais;
b) Omissão ou falsa descrição de informações que subsidiaram a expedição da presente Licença;
c) Superveniência de grave risco a segurança ou saúde pública.
Seção VI
Dos Condomínios de Lotes
Art. 167. O parcelamento do solo para fins de condomínios de lotes somente será permi�do nas Zonas de
Adensamento Prioritário ZAP, Zona de Adensamento Secundário - ZAS e na Zona de Adensamento
Terciário - ZAT.
Art. 168. Além dos demais critérios referentes à aprovação de loteamentos, para implantação e
aprovação dos Condomínios de Lotes deverão ser obrigatoriamente observadas as especificidades desta
Seção e os seguintes critérios:
I - A figura jurídica do condomínio de lotes é regulada por esta lei e demais leis federais que versam
sobre a matéria, especificamente a lei federal 6.766/79 e, subsidiariamente, a Lei federalnº 4.591/64;
II - Os índices urbanís�cos devem seguir as diretrizes exigidas para a zona em que estão inseridos,
conforme anexo IX - Tabela de índices Urbanís�cos;
III - Os índices urbanís�cos devem ser calculados sobre a área de uso priva�vo da unidade autônoma
de terreno;
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l6766.htm#:~:text=LEI%20No%206.766%2C%20DE%2019%20DE%20DEZEMBRO%20DE%201979&text=Disp%C3%B5e%20sobre%20o%20Parcelamento%20do,Art.
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l4591.htm#:~:text=LEI%20N%C2%BA%204.591%2C%20DE%2016%20DE%20DEZEMBRO%20DE%201964.&text=Disp%C3%B5e%20s%C3%B4bre%20o%20condom%C3%ADnio%20em%20edifica%C3%A7%C3%B5es%20e%20as%20incorpora%C3%A7%C3%B5es%20imobili%C3%A1rias.
IV - Os usos permi�dos devem seguir as diretrizes desta lei, conforme a zona em que o
empreendimento se situa;
V - Na ins�tuição do condomínio deve ser discriminada a parte do terreno de uso exclusivo (unidade
autônoma de terreno), bem como a fração ideal da totalidade do terreno e as partes comuns
correspondentes a cada unidade;
VI - Para cada unidade habitacional deverá ser prevista pelo menos uma vaga de estacionamento
dentro da área priva�va do condômino;
VII - É de responsabilidade dos proprietários das unidades autônomas que compõem o referido
empreendimento a conservação e manutenção dos serviços das vias de circulação, áreas comuns internas
e outros que lhes sejam delegados pela Municipalidade;
VIII - Apresentar Estudo Ambiental, de acordo com a legislação vigente, quando for o caso;
IX - Todo Condomínio de Lotes deverá ter placa indica�va permanente com o nome do condomínio;
X - Junto ao acesso principal do Condomínio de Lotes, deverá ser des�nado espaço para localização
de medidores de água e energia elétrica e áreas des�nadas para armazenagem dos resíduos sólidos
atendidos pela coleta pública, sempre dentro do limite do imóvel com acesso para a via pública.
Parágrafo único. O cumprimento dos critérios referidos no caput, não subs�tuem o licenciamento
ambiental, quando requerido nos termos da legislação ambiental vigente, nem quaisquer outras
exigências legais.
Art. 169. Para a categoria de Condomínios de Lotes não há necessidade de vincular a aprovação
simultânea dos projetos das edificações das unidades autônomas à aprovação do condomínio.
Art. 170. Cada projeto arquitetônico para construção das edificações nas unidades autônomas será
aprovado individualmente após a emissão da Licença Municipal Defini�va do condomínio e emissão de
respec�va matrícula do lote individualizada junto ao Registro de Imóveis
§ 1º Admite-se ao proprietário da unidade autônoma a sua livre u�lização e edificação, respeitadas
esta Lei e a legislação ambiental e urbanís�ca municipal.
§ 2º O empreendedor e/ou os proprietários poderão estabelecer na Convenção Condominial, e
Regulamento Interno, condições específicas de ocupação do solo no interior do condomínio, desde que
mais restri�vas do que a legislação urbanís�ca municipal.
§ 3º As informações deste ar�go deverão constar na Convenção Condominial.
Art. 171. Além das exigências estabelecidas nesta Lei, outras complementares ou mais restri�vas poderão
ser previstas no Termo de Compromisso, resultado do Estudo de Impacto de Vizinhança - EIV do
empreendimento que, conforme legislação específica, for obrigado à elaboração do EIV.
Art. 172. A infraestrutura exigida para aprovação dos Condomínios de Lotes é a mesma definida no art.
131 desta lei.
Art. 173. As divisas dos Condomínios de Lotes, sempre que possível, deverão ser feitas, com lotes de
frente e abertos para a via oficial.
§ 1º Não havendo possibilidade de parcelamento dos lotes mencionados no caput, deverá ser
realizado tratamento paisagís�co em toda a extensão da testada com a via pública, seja ela frontal, lateral
ou fundos.
§ 2º A calçada deverá ter passeio mínimo (livre) de 1,20m, podendo ser proposta geometria
inovadora, desde que atenda ao decreto Federal 5.296/04 e a NBR 9050, ou a que vier a lhe subs�tuir.
§ 3º O muro do condomínio de lotes, para todos os casos, deverá estar recuado do alinhamento
predial, no mínimo, à distância igual ao recuo frontal exigido para a zona em que o imóvel se situa.
§ 4º A divisa poderá, ainda, ser cons�tuída das áreas transferidas ao município, desde que assim
aceitas pelo órgão municipal competente.
Art. 174. Além das exigências estabelecidas nesta Lei, outras complementares ou mais restri�vas poderão
ser previstas no Termo de Compromisso, resultado do Estudo de Impacto de Vizinhança - EIV do
empreendimento que, conforme esta lei, for obrigado à elaboração do EIV.
Subseção I - Das áreas Para Transferência ao Município
Art. 175. As áreas para transferência ao Município, referidas no art. 110, desta Lei, serão igualmente
cedidas ao Município, à exceção das vias de uso condominial e demais áreas comuns internas, que são
privadas e de responsabilidade do condomínio.
§ 1º Os custos advindos da manutenção da infraestrutura interna do condomínio, bem como dos seus
serviços correlatos, são de inteira exclusividade dos condôminos ou do empreendedor.
§ 2º A totalidade dos equipamentos urbanos e comunitários e de áreas verdes previstas no art. 110
desta Lei deverá estar localizada fora da área fechada ao acesso público e com frente para a via oficial,
seja nos limites do condomínio de lotes ou em locais do entorno apontados pelo Município em função da
demanda por Áreas Verdes (AV) e Áreas de U�lidade Pública (AUP).
§ 3º Além das áreas cedidas ao Município, previstas no art. 110, é obrigatória a reserva de áreas
internas de uso comum ao condomínio, que terão proporção mínima de 10% (dez por cento) da área total
parcelável, não podendo esta estar situada em Área de Preservação Permanente (APP).
§ 4º Os Condomínios de Lotes implantados em terreno ou lote oriundo de parcelamento anterior
estão desonerados de doação de área ins�tucional, desde que a doação já tenha sido feita no
parcelamento anterior, comprovada através de documentação per�nente, respeitada a legislação
incidente na época.
Subseção II - da Ar�culação Com o Sistema Viário e Das Vias
Art. 176. Condomínios de Lotes se adequarão ao traçado do sistema viário básico, às diretrizes
urbanís�cas e de preservação ambiental determinados pelo Município, de modo a assegurar a integração
do empreendimento com a estrutura urbana existente.
Art. 177. Entre 2 (dois) ou mais Condomínios de Lotes poderá ser exigida uma via de circulação,
atendendo às necessidades do sistema viário municipal definido pelo órgão municipal competente, e
aprovado pelo Conselho Municipal de Desenvolvimento Urbano.
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2004-2006/2004/decreto/d5296.htm
Parágrafo único. A implantação e execução da via, bem como de toda a sua infraestrutura, fica a cargo
do empreendedor.
Art. 178. De acordo com o § 4º, do art. 4º, da lei 6.766/79, no caso de condomínio de lotes, poderão ser
ins�tuídas limitações administra�vas e direitos reais sobre coisa alheia em bene�cio do poder público, da
população em geral e da proteção da paisagem urbana, tais como servidões de passagem, usufrutos e
restrições à construção de muros.
Art. 179. As vias internas de circulação e acesso aos lotes, assim como a via de acesso ao condomínio,
deverão observar, além do disposto nesta lei e nas demais leis municipais per�nentes à matéria, os
seguintes requisitos:
I - Ter largura de, no mínimo, 6,00m (seis metros) de pista, com calçadas arborizadas de, no mínimo,
2,00m (dois metros) e dentro das normas de acessibilidade, quando as unidades autônomas es�verem
situadas em um só lado da via;
II - Ter largura de, no mínimo, 8,00m (oito metros) de pista, com calçadas arborizadas de, no mínimo,
2,00m (dois metros) e dentro das normas de acessibilidade, quando as unidades autônomas es�verem
dispostas em ambos os lados da via;
III - Quando houver mais de 05 (cinco) unidades autônomas, a via interna deve ser composta de uma
praça de retorno, onde caiba, no mínimo, circunferência com raio igual 7,5m (sete metros e cinquentacen�metros);
IV - O acesso de pedestres ao condomínio deverá ser independente do acesso de veículos e se fará
por calçada pavimentada, devendo seguir o disposto nos incisos I e II deste ar�go;
V - Todas as áreas de uso exclusivo deverão ter acesso através de áreas comuns.
VI - As vias internas deverão ser arborizadas de acordo com as diretrizes mínimas do órgão municipal
competente.
Art. 180. Para os Condomínios de Lotes deverá ser prevista área de acumulação junto à entrada de
veículos com extensão mínima de 10,00m (dez metros), podendo ser maior conforme tamanho do
condomínio.
Art. 181. Deverão ser previstas áreas de propriedade do Condomínio de Lotes que sirvam para
estacionamento de veículos de visitantes, seja dentro ou fora do perímetro murado, respeitando-se o
disposto no Anexo X - Tabela de Número Mínimo de Vagas de Estacionamento e Área de Manobra.
CAPÍTULO III
DA REGULARIZAÇÃO FUNDIÁRIA
Art. 182. Regularização fundiária é o processo que inclui medidas jurídicas, urbanís�cas, ambientais e
sociais, com a finalidade de integrar assentamentos irregulares em áreas urbanas ao contexto legal do
município, propiciando a compa�bilização do direito à moradia com a recuperação de áreas degradadas e
com a preservação ambiental.
Art. 183. Para efeitos da regularização fundiária de assentamentos urbanos, consideram-se:
I - área urbana: parcela do território, con�nua ou não, incluída no perímetro urbano pelo Plano
Diretor.
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l6766.htm#:~:text=LEI%20No%206.766%2C%20DE%2019%20DE%20DEZEMBRO%20DE%201979&text=Disp%C3%B5e%20sobre%20o%20Parcelamento%20do,Art.
II - assentamentos irregulares: ocupações inseridas em parcelamentos informais ou irregulares,
localizadas em áreas urbanas públicas ou privadas, que não estão de acordo com os índices urbanís�cos
exigidos no município e/ou estão em área de risco, u�lizadas predominantemente para fins de moradia.
Art. 184. Conforme os termos da legislação federal per�nente, a regularização fundiária classifica-se em
duas modalidades:
I - Regularização Fundiária de Interesse Social: Aplicável a assentamentos irregulares ocupados por
população de baixa renda em que a garan�a do direito cons�tucional à moradia jus�fica que se apliquem
instrumentos, procedimentos e requisitos técnicos especiais, e essas áreas devem:
a) Estar ocupadas de forma pacífica há, pelo menos, 5 (cinco) anos;
b) Estar situadas em Zonas Especiais de Interesse Social; ou
c) Ser área da União, do Estado, ou do Município, declarada de interesse para implantação de
projetos de regularização fundiária de interesse social.
II - Regularização Fundiária para fins específicos: Aplicável a assentamentos irregulares não
enquadrados nos requisitos de interesse social citados no Inciso I deste Ar�go.
Art. 185. O processo de Regularização Fundiária consiste na análise e aprovação de Projeto Específico
perante a autoridade licenciadora municipal e estadual, para a emissão das respec�vas licenças
urbanís�ca e ambiental.
Art. 186. São considerados elementos mínimos contemplados nos projetos de Regularização Fundiária:
I - áreas ou lotes a serem regularizados e, quando for o caso, as edificações a serem relocadas;
II - vias de circulação existentes ou projetadas e, quando possível, outras áreas des�nadas a uso
público;
III - medidas necessárias para a promoção da sustentabilidade urbanís�ca, Projeto de Regularização
Fundiária, incluindo as compensações urbanís�cas e ambientais previstas em lei;
IV - condições para promover a segurança da população em situações de risco; e medidas previstas
para adequação da infraestrutura básica.
§ 1º O projeto de que trata o caput não será exigido para o registro da sentença de usucapião, da
sentença declaratória ou da planta, elaborada para outorga administra�va, de concessão de uso especial
para fins de moradia.
§ 2º O Município definirá por decreto, os requisitos para elaboração do projeto de que trata o caput,
no que se refere aos desenhos, ao memorial descri�vo e ao cronograma �sico de obras e serviços a serem
realizados.
§ 3º A regularização fundiária pode ser implementada por etapas.
Art. 187. O Poder Execu�vo Municipal é o responsável por ar�cular os diversos agentes envolvidos no
processo de regularização, como representantes do Ministério Público, do Poder Judiciário, do Cartório de
Registro de Imóveis e do Governo Estadual, bem como dos grupos sociais envolvidos, visando equacionar
e agilizar os processos de regularização fundiária.
CAPÍTULO IV
DO PARCELAMENTO, EDIFICAÇÃO OU UTILIZAÇÃO COMPULSÓRIOS
Art. 188. São passíveis de parcelamento, edificação ou u�lização compulsórios, nos termos dos ar�gos 5º
e 6º da Lei Federal nº 10.257/2001 Estatuto da Cidade, os imóveis não edificados, subu�lizados ou não
u�lizados localizados na Zona de Ocupação Prioritária e na Zona Industrial, de acordo com legislação
específica.
§ 1º Considera-se solo urbano subu�lizado, a propriedade urbana com área igual ou superior a
5.000,0 m² (cinco mil metros quadrados), localizada na Zona de Ocupação Prioritária e na Zona Industrial
a e que não esteja sendo u�lizada para nenhuma finalidade econômica ou social, ou ainda, que o
coeficiente de aproveitamento do imóvel construído seja inferior a 0,2 (zero vírgula dois).
§ 2º Considera-se solo urbano não u�lizado todo �po de edificação que esteja desocupada há mais de
05 (cinco) anos, desde que não seja o único bem imóvel do proprietário.
Art. 189. Ficam excluídos da obrigação estabelecida no ar�go anterior somente os imóveis:
I - que exercem função ambiental essencial, tecnicamente comprovada pelo órgão ambiental e de
planejamento do Município;
II - de interesse do patrimônio cultural, histórico e arquitetônico.
Art. 190. Os imóveis nas condições a que se refere o art. 188 desta lei serão iden�ficados e a no�ficação
aos seus proprietários averbada no cartório de registro de imóveis.
§ 1º A no�ficação far-se-á:
I - por funcionário do Poder Público Municipal, ao proprietário do imóvel ou, no caso de este ser
pessoa jurídica, a quem tenha poderes de gerência geral ou de administração;
II - por edital quando frustrada, por três vezes, a tenta�va de no�ficação na forma prevista pelo inciso
anterior.
§ 2º Os proprietários no�ficados deverão, no prazo máximo de 01 (um) ano a par�r do recebimento
da no�ficação, protocolar o projeto de parcelamento ou edificação.
§ 3º Os parcelamentos e edificações deverão ser iniciados no prazo máximo de 02 (dois) anos a contar
da aprovação do projeto e sua ocupação deverá ocorrer no prazo máximo de 02 (dois) anos da data de
conclusão das obras.
§ 4º Os empreendimentos de grande porte, localizados em terrenos objeto da no�ficação prevista no
§ 1º deste ar�go, excepcionalmente, poderão ser executados em etapas, aplicando-se para cada etapa os
prazos previstos nos §§ 2º e 3º desde que o projeto seja aprovado na íntegra, juntamente com o
cronograma de execução de todas as etapas.
Art. 191. A transmissão do imóvel, por ato inter vivos ou causa mor�s, posterior à data da no�ficação,
transfere as obrigações de parcelamento, edificação ou u�lização, previstas neste Capítulo, sem
interrupção de quaisquer prazos.
Art. 192. Fica facultado aos proprietários dos imóveis de que trata este Capítulo, propor ao Poder
Execu�vo Municipal o estabelecimento da modalidade de Consórcio Imobiliário, conforme disposições do
art. 46 do Estatuto da Cidade.
CAPÍTULO V
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/LEIS_2001/L10257.htm#:~:text=Regulamenta%20os%20arts.,urbana%20e%20d%C3%A1%20outras%20provid%C3%AAncias.
DO IPTU PROGRESSIVO NO TEMPO E DA DESAPROPRIAÇÃO COM PAGAMENTO EM TÍTULOS DA DÍVIDA
PÚBLICA.
Art. 193. Em caso de descumprimento das condições, etapas e prazos estabelecidos no art. 190, o
Município aplicará alíquotas progressivas do Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana -
IPTU, majoradas anualmente, pelo prazo de 05 (cinco) anos consecu�vos, até que o proprietário cumpra
com a obrigação de parcelar, edificar ou u�lizar, conformeo caso.
§ 1º O valor da alíquota a ser aplicado a cada ano será fixado em lei específica e não excederá a 02
(duas) vezes o valor referente ao ano anterior, respeitada a alíquota máxima de 15% (quinze por cento).
§ 2º O Município manterá a cobrança pela alíquota máxima até que se cumpra a referida obrigação,
garan�da a prerroga�va de o Município proceder à desapropriação do imóvel, mediante pagamento em
�tulos da dívida pública.
Art. 194. Decorridos 05 (cinco) anos de cobrança do IPTU progressivo sem que o proprietário tenha
cumprido a obrigação de parcelamento, edificação ou u�lização, o Município poderá proceder à
desapropriação do imóvel, com pagamento em �tulos da dívida pública.
§ 1º Os �tulos da dívida pública terão prévia aprovação pelo Senado Federal e serão resgatados no
prazo de até 10 (dez) anos, em prestações anuais iguais e sucessivas, assegurados o valor real da
indenização e juros legais de 06% (seis por cento) ao ano.
§ 2º O valor real da indenização:
I - refle�rá o valor da base de cálculo do IPTU, descontado o montante incorporado em função de
obras realizadas pelo Poder Público na área onde o mesmo se localiza, após a no�ficação de que trata o §
1º do art. 190 desta Lei;
II - não computará expecta�vas de ganhos, lucros cessantes e juros compensatórios.
§ 3º Os �tulos de que trata esse ar�go não terão poder liberatório para pagamento de tributos.
§ 4º O Município procederá ao adequado aproveitamento do imóvel no prazo máximo de 05 (cinco)
anos, contado a par�r de sua incorporação ao patrimônio público.
§ 5º O aproveitamento do imóvel poderá ser efe�vado diretamente pelo Poder Público ou por meio
de alienação ou concessão a terceiros, observando-se, nesses casos, o devido procedimento licitatório.
§ 6º Ficam man�das para o adquirente de imóvel nos termos do § 5º deste ar�go, as mesmas
obrigações de parcelamento, edificação ou u�lização previstas na presente Lei.
CAPÍTULO VI
DA TRANSFERÊNCIA DO DIREITO DE CONSTRUIR
Art. 195. O proprietário de imóvel localizado na Macrozona de Ocupação Urbana poderá exercer ou
alienar, total ou parcialmente, mediante escritura pública, o potencial constru�vo não u�lizado no próprio
lote, em outro local, mediante prévia autorização do Poder Execu�vo Municipal, quando se tratar de
imóvel:
I - de interesse cultural ou ambiental, quando considerado pelo Poder Público como de interesse
histórico, arquitetônico, ambiental, paisagís�co, social ou cultural, assim definidos através de parecer
técnico elaborado pelos órgãos municipais competentes;
II - demarcado como de Interesse Cultural, histórico, arquitetônico ou de Interesse Ambiental;
III - u�lizado por programas de regularização fundiária, urbanização de áreas ocupadas por população
de baixa renda e/ou habitação de interesse social;
IV - os lotes inseridos nas áreas urbanas susce�veis a inundação e/ou a deslizamento, de acordo com
os mapeamentos oficiais.
§ 1º A mesma faculdade estabelecida no "caput" deste ar�go será concedida ao proprietário que
doar ao Poder Público seu imóvel ou parte dele.
§ 2º O proprietário que transferir potencial constru�vo de imóvel considerado como de interesse do
patrimônio cultural, nos termos deste ar�go, assumirá a obrigação de manter o mesmo preservado e
conservado.
§ 3º O potencial constru�vo deverá ser transferido somente para imóveis situados na Zona de
Ocupação Prioritária e nos Eixos Estruturadores de Comércio e Serviços.
Art. 196. As condições rela�vas à aplicação da transferência do direito de construir serão estabelecidas
em lei municipal específica que definirá:
I - as formas de registro e de controle administra�vo;
II - as formas e mecanismos de controle social;
III - a previsão de avaliações periódicas;
IV - a forma de cálculo do volume constru�vo a ser transferido.
CAPÍTULO VII
DO DIREITO DE PREEMPÇÃO
Art. 197. O Poder Público Municipal poderá exercer o direito de preempção para aquisição de imóvel
urbano, objeto de alienação onerosa entre par�culares, conforme disposto nos ar�gos. 25, 26 e 27 da Lei
Federal nº 10.257/2001 - Estatuto da Cidade.
Art. 198. O direito de preempção ou preferência será exercido sempre que o Poder Público necessitar de
áreas para:
I - regularização fundiária;
II - execução de programas e projetos habitacionais de interesse social, bem como de loteamentos de
interesse social;
III - cons�tuição de reserva fundiária;
IV - ordenamento e direcionamento da expansão urbana;
V - implantação de equipamentos urbanos e comunitários;
VI - criação de espaços públicos de lazer ou áreas verdes;
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/LEIS_2001/L10257.htm#:~:text=Regulamenta%20os%20arts.,urbana%20e%20d%C3%A1%20outras%20provid%C3%AAncias.
VII - criação de unidades de conservação ou proteção de outras áreas de interesse ambiental;
VIII - proteção de áreas de interesse histórico, cultural ou paisagís�co;
IX - melhorias no sistema viário municipal.
Art. 199. As áreas em que incidirá o direito de preempção ou preferência serão delimitadas em lei
municipal específica, que deverá enquadrar as áreas nas finalidades enumeradas pelo ar�go 198.
Art. 200. Os imóveis colocados à venda nas áreas a serem delimitadas, devem necessariamente ser
oferecidos ao Município, que terá preferência para aquisição.
Art. 201. O Poder Execu�vo Municipal deverá no�ficar o proprietário do imóvel localizado em área a ser
delimitada para o exercício do direito de preferência, dentro do prazo de 06 (seis) meses, a par�r da
vigência da lei que a delimitou.
§ 1º O direito de preferência será exercido pelo prazo de 10 (dez) anos, renováveis somente a par�r
de 01 (um) ano após o decurso do prazo inicial de vigência.
§ 2º O direito de preempção fica assegurado durante o prazo de vigência fixado na forma do § 1º
independentemente do número de alienações referentes ao mesmo imóvel.
Art. 202. O proprietário do imóvel de que trata o ar�go anterior deverá no�ficar sua intenção de alienar o
imóvel, para que o Município, no prazo máximo de 30 (trinta) dias manifeste por escrito seu interesse em
comprá-lo.
§ 1º Junto à no�ficação mencionada no caput deste ar�go será anexada proposta de compra assinada
por terceiro interessado na aquisição do imóvel, da qual constará: preço, condições de pagamento e prazo
de validade.
§ 2º A declaração de intenção de alienar onerosamente o imóvel, deve ser apresentada para
Administração Municipal, acompanhada dos seguintes documentos:
I - proposta de compra apresentada pelo terceiro interessado na aquisição do imóvel, da qual
constará preço, condições de pagamento e prazo de validade;
II - endereço do proprietário, para recebimento de no�ficação e de outras comunicações;
III - cer�dão nega�va de ônus e alienações, atualizada nos úl�mos 30 (trinta) dias, expedida pelo
cartório de registro de imóveis, da circunscrição imobiliária competente;
IV - declaração assinada pelo proprietário, sob as penas da lei, de que não incidem quaisquer
encargos e ônus sobre o imóvel, inclusive os de natureza real, tributária ou executória.
§ 3º Transcorrido o prazo mencionado no caput deste ar�go sem manifestação, fica o proprietário
autorizado a realizar a alienação para terceiros, nas condições da proposta apresentada.
§ 4º Concre�zada a venda a terceiro, o proprietário fica obrigado a apresentar ao Município, no prazo
de 30 (trinta) dias, cópia do instrumento público de alienação do imóvel.
§ 5º A alienação processada em condições diversas da proposta apresentada inicialmente para
Administração Municipal, é nula de pleno direito.
§ 6º Ocorrida a hipótese prevista no § 5º deste ar�go, o Município poderá adquirir o imóvel pelo valor
da base de cálculo do IPTU ou pelo valor indicado na proposta apresentada, se este for inferior àquele.
CAPÍTULO VIII
DO DIREITO DE SUPERFÍCIE
Art. 203. O Município poderá receber e conceder diretamente ou por meio de seus órgãos, da
administração indireta, o direito de super�cie, nos termos da Seção VII do Capítulo II do Estatuto da
Cidade, para viabilizar a implementação dasdiretrizes constantes nesta Lei, inclusive mediante a u�lização
do espaço aéreo ou subterrâneo.
Parágrafo único. O direito de super�cie poderá ser u�lizado em todo o território do Município.
Art. 204. O Poder Público poderá conceder onerosamente o direito de super�cie do solo, subsolo ou
espaço aéreo nas áreas públicas integrantes de seu patrimônio para fins de exploração por parte de
concessionárias de serviços públicos.
Art. 205. O proprietário de imóvel poderá conceder a terceiros o direito de super�cie do seu terreno, por
tempo determinado ou indeterminado, mediante escritura pública registrada no cartório de registro de
imóveis.
CAPÍTULO IX
DO ESTUDO DE IMPACTO DE VIZINHANÇA
Art. 206. O Estudo Prévio de Impacto de Vizinhança - EIV - tem por obje�vo sistema�zar os
procedimentos que permi�rão ao município compreender qual impacto determinado empreendimento
ou a�vidade poderá causar no ambiente socioeconômico, natural ou construído, bem como dimensionar
a sobrecarga na capacidade de atendimento de infraestrutura básica, quer sejam empreendimentos
públicos ou privados, habitacionais ou não-habitacionais.
§ 1º O sistema de Estudo Prévio do Impacto de Vizinhança caracterizar-se-á pelo processo
democrá�co par�cipa�vo que permita a avaliação comunitária dos resultados impactantes da
implantação de determinado empreendimento.
§ 2º O Estudo Prévio de Impacto de Vizinhança deverá orientar o processo decisório sobre a
implantação de um empreendimento ou a�vidade de impacto, respeitando-se os disposi�vos desta Lei.
Art. 207. Os usos definidos na presente Lei que venham a causar grande impacto urbanís�co e ambiental,
descritos no Anexo XIV - Tabela de A�vidades sujeitas à elaboração de Estudo Prévio de Impacto de
Vizinhança - EIV, além do cumprimento dos demais disposi�vos previstos na legislação urbanís�ca, terão
sua aprovação, pelos órgãos competentes da Administração Municipal, condicionada à elaboração e
aprovação de Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV), conforme estabelecido na Lei Federal nº
10.257/2001 (Estatuto da Cidade).
§ 1º Poderão ser definidos, através de lei municipal, outros empreendimentos e a�vidades que
dependerão de elaboração do Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV) e do seu respec�vo Relatório, para
obter as licenças ou autorizações de construção, ampliação ou funcionamento.
§ 2º O poder execu�vo municipal, caso necessário, regulamentará por decreto as exigências
complementares necessárias para a análise e aprovação do EIV.
Art. 208. O EIV será sempre exigido:
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/LEIS_2001/L10257.htm#:~:text=Regulamenta%20os%20arts.,urbana%20e%20d%C3%A1%20outras%20provid%C3%AAncias.
I - Na implantação dos Empreendimentos de Impacto descritos no Anexo XIV - Tabela de A�vidades
sujeitas à elaboração de Estudo Prévio de Impacto de Vizinhança - EIV desta lei;
II - Na ampliação de empreendimento existente, que já tenha sido objeto de Estudo Prévio de
Impacto de Vizinhança - EIV, quando esta for superior a 30% (trinta por cento) da área originalmente
aprovada;
III - Na ampliação de empreendimento, sempre que se enquadrar nos limites estabelecidos no Anexo
XIV - Tabela de A�vidades sujeitas à elaboração de Estudo Prévio de Impacto de Vizinhança - EIV desta Lei,
considerada a edificação como um todo;
IV - Na mudança de a�vidade de edificações existentes que a�njam as caracterís�cas determinadas
no Anexo XIV - Tabela de A�vidades sujeitas à elaboração de Estudo Prévio de Impacto de Vizinhança - EIV
desta Lei.
Parágrafo único. Nos casos previstos nos incisos II e III aplica-se o mais restri�vo.
Art. 209. Empreendimentos com alvará de funcionamento em vigor anteriormente à aprovação desta lei
ou não classificados como de Impacto poderão ser caracterizados como tal, caso constatado impacto
sobre a vizinhança.
Parágrafo único. Nos casos previstos no caput deste ar�go o órgão municipal competente adotará as
seguintes providências:
I - Elaborará laudo técnico que caracterize a condição de impacto, considerando o surgimento de
impactos sobre aspectos e elementos descritos no art. 213;
II - Exigirá que o proprietário ou responsável apresente proposta ou alterna�va medidas mi�gatórias;
III - Definirá prazo para que o proprietário ou responsável pelo estabelecimento corrija os problemas,
compa�vel com a urgência da comunidade;
IVI - mpedirá o prosseguimento da a�vidade até a solução, nos casos graves.
Art. 210. A elaboração e apreciação do Estudo Prévio de Impacto de Vizinhança - EIV, incluindo a fixação
de medidas preven�vas, potencializadoras, compensatórias e mi�gadoras, observarão:
I - As diretrizes estabelecidas para a área de influência do empreendimento ou a�vidade;
II - As es�ma�vas, metas e parâmetros, quando existentes, relacionadas aos padrões de qualidade
urbana e ambiental fixados nos planos governamentais ou em outros atos norma�vos federais, estaduais
e municipais, bem como as normas técnicas expedidas pela Associação Brasileira de Normas Técnicas -
ABNT;
III - Os programas e projetos governamentais propostos e em implantação na área de influência do
empreendimento, a�vidade ou obra.
Art. 211. Para a elaboração do EIV, obrigatoriamente, deve-se considerar o seu Termo de Referência, que
será objeto de regulamentação por Instrução Norma�va da Comissão Interdisciplinar Permanente de
Análise de EIV - CIPAEIV.
Art. 212. A abrangência da vizinhança de que tratará o EIV considerará:
I - Área de influência do empreendimento ou a�vidade - distância máxima entre o perímetro da área
onde se implantará o empreendimento ou a�vidade e a área territorial que sofrerá os efeitos posi�vos e
nega�vos decorrentes das suas a�vidades;
II - Vizinhança imediata - dentro da área de influência, é aquela instalada mais próxima ao
empreendimento ou a�vidade e diretamente impactada por este;
III - Vizinhança mediata - dentro da área de influência, é aquela situada além da vizinhança imediata.
Parágrafo único. As distâncias da vizinhança imediata e da vizinhança mediata têm raio variável de
acordo com a natureza do projeto e serão determinadas pelo EIV, considerando no mínimo:
a) 600m (seiscentos metros) de raio para a vizinhança imediata;
b) 1500m (um mil e quinhentos metros) de raio para a vizinhança mediata.
Art. 213. O Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV) deverá abordar os aspectos posi�vos e nega�vos do
empreendimento, que venham a interferir na qualidade de vida da população residente ou usuária da
área em questão e de seu entorno, contemplando, no que couber, a análise e proposição de soluções para
as seguintes questões:
I - adensamento populacional;
II - uso e ocupação do solo;
III - valorização imobiliária;
IV - áreas de interesse histórico, cultural, paisagís�co e ambiental;
V - equipamentos urbanos, incluindo consumo de água e de energia elétrica, bem como geração de
resíduos sólidos, líquidos e efluentes de drenagem de águas pluviais;
VI - equipamentos comunitários, como os de saúde e educação;
VII - sistema de circulação e transportes, incluindo, dentre outros, tráfego gerado, acessibilidade,
estacionamento, carga e descarga, embarque e desembarque;
VIII - poluição sonora, atmosférica e hídrica;
IX - vibração;
X - periculosidade;
XI - riscos ambientais;
XII - impacto socioeconômico na população residente ou atuante no entorno.
XIII - Ven�lação e iluminação;
XIV - Geração de resíduos sólidos.
Parágrafo único. Para a análise e proposição, tratados pelo caput deste ar�go, u�lizar o Anexo XV -
Quadro geral dos elementos de análise para estudo de impacto de vizinhança e o Anexo XVI - Elementos
Mínimos de Análise em Estudos de Impacto de Vizinhança de Acordo com a A�vidade e Porte.
Art. 214. O Poder Execu�vo Municipal, para prevenir, mi�gar ou compensar impactos nega�vos ou para
potencializar impactos posi�vos a serem gerados pelo empreendimento, deverá solicitar ao
empreendedor, como condição para aprovação do projeto, alterações e complementações no mesmo,
bem como a execução de melhorias na infraestrutura urbana ede equipamentos comunitários, tais como:
I - ampliação das redes de infraestrutura urbana;
II - área de terreno ou área edificada para instalação de equipamentos comunitários, em percentual
compa�vel com o necessário para o atendimento da demanda a ser gerada pelo empreendimento;
III - ampliação e adequação do sistema viário, faixas de desaceleração, ponto de ônibus, faixa de
pedestres e/ou semaforização;
IV - proteção acús�ca, uso de filtros e outros procedimentos que minimizem incômodos da a�vidade;
V - manutenção de imóveis, fachadas ou outros elementos arquitetônicos ou naturais considerados
de interesse paisagís�co, histórico, ar�s�co ou cultural, bem como de recuperação ambiental da área;
VI - cotas de emprego e cursos de capacitação profissional, dentre outros, para a população do
entorno;
VII - percentual de lotes ou habitações de interesse social no empreendimento;
VIII - possibilidade de construção de equipamentos comunitários em outras áreas da cidade.
IX - Manutenção de áreas verdes
§ 1º As exigências previstas nos incisos do "caput" deste ar�go deverão ser proporcionais ao porte e
ao impacto do empreendimento.
§ 2º Poderá o empreendedor apresentar proposta de prevenção, mi�gação, compensação ou
potencialização diferente da exigência feita pelo Poder Execu�vo, incluindo a possibilidade de
compensação financeira, desde que fique caracterizada e seja aceita pelo Poder Execu�vo como
alterna�va melhor frente aos impactos, tanto tecnicamente quanto economicamente.
§ 3º Nos casos de compensações financeiras, estas devem ser rever�das ao Fundo Municipal de
Desenvolvimento.
§ 4º Quando o impacto não puder ser prevenido ou mi�gado total ou parcialmente, deverá este ser
compensado dentro da área de influência do empreendimento.
§ 5º A aprovação do empreendimento ficará condicionada à assinatura de Termo de Compromisso
por parte do interessado, devendo este se comprometer a arcar integralmente com as despesas
decorrentes das obras e serviços necessários à minimização dos impactos decorrentes da implantação do
empreendimento e demais exigências apontadas pelo Poder Execu�vo Municipal, antes da conclusão do
empreendimento.
§ 6º Após Audiência Pública e aprovado pela Comissão Interdisciplinar Permanente de Análise de EIV
- CIPAEIV, criada em lei específica, a Cer�dão de Aprovação do EIV deverá ser parte integrante da
solicitação dos alvarás de construção, ampliação, reforma com ampliação e funcionamento.
§ 7º O Habite-se, e/ou Alvará de Conclusão da Obra e/ou Alvará de Funcionamento só serão emi�dos
ou renovados mediante o cumprimento das exigências do Termo de Compromisso.
§ 8º A execução dos incisos de que trata o caput deste ar�go ficarão às expensas do empreendedor
ou seu sucessor de pleno direito.
Art. 215. Quanto às medidas citadas no ar�go 214, entende-se como:
I - Medidas preven�vas: medidas com a capacidade de prevenir os impactos nega�vos;
II - Medidas mi�gadoras: medidas com a capacidade de neutralizar, superar ou reverter os impactos
nega�vos;
III - Medidas compensatórias: medidas que se des�nam a compensar os impactos causados através
da equivalência entre perdas e ganhos para a área de influência, são u�lizadas quando, mesmo com a
aplicação de medidas preven�vas e mi�gadoras, os efeitos nega�vos do empreendimento ou a�vidade
permaneçam;
IV - Medidas potencializadoras: medidas que potencializem impactos posi�vos a serem gerados pelo
empreendimento.
Art. 216. O Município reserva-se o direito de exigir, a qualquer tempo, quaisquer esclarecimentos
rela�vos à caracterís�cas, operações, matérias-primas e outros detalhes ligados às a�vidades instaladas
ou a se instalarem no município bem como solicitar a elaboração de Estudo Prévio de Impacto de
Vizinhança - EIV quando for constatada tecnicamente sua necessidade.
Art. 217. Será nomeada, por ato do Chefe do Poder Execu�vo, para análise do EIV, Comissão
Interdisciplinar Permanente de Análise de EIV - CIPAEIV, composta por, no mínimo, três técnicos de nível
superior dos órgãos públicos, de diferentes áreas, do Município.
Parágrafo único. A Comissão Interdisciplinar Permanente de Análise de EIV - CIPAEIV poderá, se julgar
necessário, solicitar a presença de técnicos de outras áreas.
Art. 218. Compete à CIPAEIV:
I - analisar o EIV, de acordo com o Termo de Referência;
II - emi�r, no prazo máximo de trinta dias úteis, a par�r do protocolo, Parecer Técnico Prévio
contendo a aceitação ou não do EIV, de acordo com o Termo de Referência, e encaminhando, no caso de
Parecer favorável, o EIV para o Conselho Municipal de Desenvolvimento Urbano de Rodeio.
III - elaborar a Instrução Norma�va de que trata o art. 222 desta Lei Complementar.
Parágrafo único. A CIPAEIV poderá exigir esclarecimentos e complementações das informações
prestadas, caso em que, ficará suspenso o prazo determinado no inciso II, até a entrega, pelo
empreendedor, das informações adicionais solicitadas.
Art. 219. EIV deverá ser arquivado defini�vamente na hipótese do empreendedor não prestar
esclarecimentos ou deixar de atender a qualquer das solicitações, num prazo de cento e oitenta dias, a
contar do despacho da CIPAEIV.
Art. 220. A elaboração do EIV não subs�tui o licenciamento ambiental exigido, nos termos da legislação
ambiental per�nente.
Art. 221. O Estudo Prévio de Impacto de Vizinhança - EIV e seu respec�vo Relatório de Impacto de
Vizinhança - RIV deverão ser elaborados por equipe técnica mul�disciplinar coordenada por profissional
habilitado junto ao Conselho de Arquitetura e Urbanismo - CAU ou ao Conselho Regional de Engenharia e
Agronomia - CREA.
Parágrafo único. O empreendedor e os profissionais que subscrevem o EIV e respec�vo RIV previsto
no caput deste Ar�go serão responsáveis pelas informações apresentadas, sujeitando-se às sanções
administra�vas, cíveis e penais.
Art. 222. O Relatório de Impacto de Vizinhança - RIV será elaborado de acordo com o Termo de
Referência, que será objeto de regulamentação por Instrução Norma�va da Comissão Interdisciplinar
Permanente de Análise de EIV - CIPAEIV, devendo conter, no mínimo:
I - Caracterização do empreendimento ou a�vidade
II - Caracterização das condições viárias da região
III - Caracterização da área de influência do empreendimento ou a�vidade
IV - Avaliação do impacto potencial ou efe�vo do empreendimento ou a�vidade, conforme Art. 213.
V - Proposição de medidas mi�gadoras e compensatórias para todos os impactos nega�vos,
considerando todas as alterna�vas técnicas possíveis, es�mando seus custos e descrevendo os efeitos
esperados da implantação.
VI - Consulta Prévia de Viabilidade fornecida pelo órgão municipal competente.
Art. 223. Dar-se-á publicidade aos documentos integrantes do EIV, os quais ficarão disponíveis na página
oficial do município na rede internacional de computadores para consulta, por qualquer interessado.
Art. 224. Após a apresentação do RIV ao órgão competente do Poder Execu�vo Municipal, a Comissão
Interdisciplinar Permanente de Análise de EIV - CIPAEIV deverá emi�r parecer técnico prévio no prazo de
30 (trinta) dias úteis e, no caso de parecer favorável, encaminhá-lo ao Conselho Municipal de
Desenvolvimento Urbano de Rodeio - CONCIDADE.
Art. 225. O Conselho Municipal de Desenvolvimento Urbano de Rodeio - CONCIDADE, munido do parecer
técnico prévio da CIPAEIV e do Relatório de Impacto de Vizinhança - RIV, realizará Audiência Pública para
ampla discussão e deliberação acerca dos impactos posi�vos e nega�vos previstos na implantação do
Empreendimento de Impacto.
Parágrafo único. A audiência pública deverá ser marcada e amplamente divulgada com antecedência
mínima de 15 (quinze) dias.
Art. 226. Após a realização da Audiência Pública, o Conselho Municipal de Desenvolvimento Urbano de
Rodeio - CONCIDADE deverá emi�r parecer favorável ou desfavorável à implantação do Empreendimento
de Impacto, considerando todas as questões levantadas no processo de discussão pública.
Parágrafo único. O Conselho Municipal de Desenvolvimento Urbano de Rodeio - CONCIDADEterá o
prazo de 30 (trinta) dias úteis, a par�r da emissão do parecer prévio da CIPAEIV, para emi�r parecer
favorável ou desfavorável à implantação do Empreendimento de Impacto.
Art. 227. A CIPAEIV elaborará Parecer Técnico Conclusivo, no prazo quinze dias úteis, opinando acerca da
expedição do Alvará, tendo sido realizada a audiência pública e com base no parecer elaborado pelo
Conselho Municipal de Desenvolvimento Urbano de Rodeio - CONCIDADE.
Art. 228. O Parecer Técnico Conclusivo será encaminhado pela CIPAEIV ao órgão municipal competente
para, no caso de parecer técnico conclusivo favorável, deliberação de Cer�dão de Aprovação de EIV.
Art. 229. Caso opte pela concessão do alvará, a CIPAEIV deverá indicar as condições a serem observadas
na implantação do Empreendimento de Impacto.
Art. 230. A expedição de qualquer alvará para empreendimentos ou a�vidades de impacto está
condicionada à Cer�dão de Aprovação de EIV
Art. 231. A implantação e a manutenção das medidas mi�gadoras e compensatórias serão feitas às
expensas do interessado no licenciamento, no prazo indicado no ato de aprovação, sob pena de:
I - Não expedição do alvará de funcionamento, caso a implantação das medidas mi�gadoras e
compensatórias seja condição prévia para estes atos;
II - Multa aplicável, cujo valor será equivalente ao valor cobrado pela infração correspondente à
ausência de alvará de construção prevista no Código de Obras e harmonizada com o Código Tributário;
III - Embargo da obra, após 30 (trinta) dias do decurso do prazo para cumprimento da obrigação ou da
descon�nuidade na manutenção da medida exigida;
IV - Suspensão das a�vidades, após 30 (trinta) dias do decurso do prazo para cumprimento da
obrigação ou da descon�nuidade na manutenção da medida exigida;
V - Cassação dos alvarás, após 60 (sessenta) dias do decurso do prazo para cumprimento da obrigação
ou da descon�nuidade na manutenção da medida exigida.
§ 1º Estas penas são aplicáveis sem prejuízo a outras sanções de ordem civil e penal.
§ 2º A par�r da segunda reincidência, o órgão municipal competente poderá promover o
procedimento administra�vo para a cassação dos alvarás.
CAPÍTULO X
DA OUTORGA ONEROSA DO DIREITO DE CONSTRUIR
Art. 232. O Poder Público Municipal poderá exercer a faculdade de outorgar onerosamente o direito de
construir, mediante contrapar�da financeira, a ser prestada pelo beneficiário, conforme disposições dos
ar�gos 28, 29, 30 e 31 da Lei Federal nº 10.257/2001 - Estatuto da Cidade e de acordo com os critérios e
procedimentos definidos nesta Lei.
Parágrafo único. A concessão da outorga onerosa do direito de construir poderá ser negada mediante
deliberação do Conselho Municipal de Desenvolvimento Urbano - CONCIDADE, caso se verifique
possibilidade de impacto não suportável pela infraestrutura ou pelo meio ambiente.
Art. 233. As áreas passíveis de receber a outorga onerosa são aquelas localizadas na Zona de
Adensamento Prioritário - ZAP, excetuando-se as a�ngidas pelo Eixo de Centralidade.
Art. 234. A contrapar�da financeira, que corresponde à outorga onerosa de potencial constru�vo
adicional, será calculada pela seguinte equação:
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/LEIS_2001/L10257.htm#:~:text=Regulamenta%20os%20arts.,urbana%20e%20d%C3%A1%20outras%20provid%C3%AAncias.
BF = AT x VM x CAP x IP Sendo:
BF - Bene�cio Financeiro
AT - Área do Terreno
VM - Valor do Metro quadrado do terreno, a ser definido de acordo com as normas usuais da ABNT (NBR
5676);
CAP - Coeficiente de Aproveitamento Pretendido
IP - Índice de Planejamento, variando de 0,3 a 0,5
Parágrafo único. A decisão sobre o Índice de Planejamento a ser aplicado a cada caso, caberá ao
Conselho Municipal de Desenvolvimento Urbano.
Art. 235. A contrapar�da poderá ser subs�tuída pela doação de imóveis ao Poder Público ou por obras de
infraestrutura na Área Urbana do município, no mesmo valor estabelecido pelo cálculo disposto nesta Lei,
desde que aprovada pelo Conselho Municipal de Desenvolvimento Urbano.
CAPÍTULO XI
DAS OPERAÇÕES URBANAS CONSORCIADAS
Art. 236. A Operação Urbana Consorciada é o conjunto de intervenções e medidas coordenadas pelo
Poder Público Municipal, com a par�cipação dos proprietários, moradores, usuários permanentes e
inves�dores privados, obje�vando alcançar em uma área específica, transformações urbanís�cas,
melhorias sociais e a valorização ambiental.
Parágrafo único. Poderão ser previstos nas Operações Urbanas Consorciadas, dentre outras medidas,
a modificação de coeficientes e caracterís�cas de parcelamento, uso e ocupação do solo e subsolo, bem
como alterações das normas edilícias, considerando os impactos ambientais delas decorrentes.
Art. 237. O projeto de lei de Operação Urbana Consorciada deverá ser aprovado previamente pelo
Conselho de Desenvolvimento Urbano, para posterior protocolo junto à Câmara de Vereadores.
Art. 238. Cada Operação Urbana Consorciada será criada por lei específica, que conterá, no mínimo:
I - definição da área a ser a�ngida;
II - coeficiente máximo de aproveitamento da Operação Urbana;
III - critério e limites de estoque de potencial constru�vo;
IV - programas e projetos básicos de ocupação da área;
V - programa de atendimento econômico e social para a população diretamente afetada pela
operação;
VI - solução habitacional dentro do seu perímetro ou vizinhança próxima, nos casos de remoção dos
moradores de favelas;
VII - finalidades da operação;
VIII - Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV) e, quando necessário, o Estudo de Impacto Ambiental
(EIA);
IX - contrapar�da a ser exigida dos proprietários, usuários permanentes e inves�dores privados, em
função da u�lização dos bene�cios previstos no art. 188 da presente Lei;
X - forma de controle e monitoramento da operação, obrigatoriamente compar�lhado com
representação na sociedade civil;
XI - qual a conta ou fundo específico que deverá receber os recursos das contrapar�das financeiras
decorrente dos bene�cios urbanís�cos concedidos.
§ 1º Todas as operações urbanas deverão ser previamente aprovadas pelo Conselho Municipal de
Desenvolvimento Urbano.
§ 2º Os recursos ob�dos pelo Poder Público na forma do inciso IX do "caput" deste ar�go, serão
aplicados, exclusivamente, no programa de intervenções, definido na lei de criação da Operação Urbana
Consorciada.
§ 3º As autorizações e licenças a serem expedidas pelo Poder Público Municipal deverão observar a
lei específica para cada Plano de Operação Urbana Consorciada.
Art. 239. A lei específica que aprovar a Operação Urbana Consorciada poderá prever a emissão, pelo
Município, de determinada quan�dade de cer�ficados de potencial adicional constru�vo, os quais serão
alienados em leilão ou u�lizados diretamente no pagamento das obras necessárias à própria operação.
§ 1º Os cer�ficados de potencial adicional constru�vo serão livremente negociados, mas conversíveis
em direito de construir unicamente na área objeto da operação.
§ 2º Apresentando pedido de licença para construir, o cer�ficado de potencial adicional será u�lizado
no pagamento da área de construção que supere os padrões estabelecidos pela legislação de uso e
ocupação do solo, até o limite fixado pela lei específica que aprovar a operação urbana consorciada.
TÍTULO V
DOS INSTRUMENTOS DE ACOMPANHAMENTO, DE CONTROLE SOCIAL E DE GESTÃO DEMOCRÁTICA
CAPÍTULO I
DOS INSTRUMENTOS DE GESTÃO URBANA
Art. 240. Para a promoção, planejamento, acompanhamento, controle e gestão do desenvolvimento
urbano do Município de Rodeio, poderão ser adotados os seguintes instrumentos de polí�ca urbana:
I - INSTRUMENTOS DE PLANEJAMENTO:
a) Lei do Plano Plurianual - PPA;
b) Lei de Diretrizes Orçamentárias - LDO;
c) Lei de Orçamento Anual - LOA;
d) Planos de desenvolvimento econômico e social;
e) Planos, programas e projetos setoriais;
f) Programas, projetos e planos especiais de urbanização;
II - INSTRUMENTOS JURÍDICOS E URBANÍSTICOS:
a) parcelamento, edificação ou u�lização compulsórios;
b) IPTU progressivo no tempo;
c) desapropriação com pagamentoem �tulos da dívida pública;
d) Zona Especial de Interesse Social (ZEIS);
e) outorga onerosa do direito de construir;
f) transferência do direito de construir;
g) operações urbanas consorciadas;
h) consórcio imobiliário;
i) direito de preempção;
j) direito de super�cie;
k) licenciamento ambiental;
l) tombamento de imóveis;
m) desapropriação;
n) Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV);
o) Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e Relatório de Impacto do Meio Ambiente (RIMA).
III - INSTRUMENTOS DE REGULARIZAÇÃO FUNDIÁRIA:
a) concessão de direito real de uso;
b) concessão de uso especial para fins de moradia;
c) autorização de uso;
d) cessão de posse para fins de moradia;
e) usucapião especial de imóvel urbano.
IVI - NSTRUMENTOS TRIBUTÁRIOS E FINANCEIROS:
a) impostos municipais diversos;
b) taxas, tarifas e preços públicos específicos;
c) contribuição de melhorias;
d) incen�vos e bene�cios fiscais e financeiros;
e) fundo municipal de desenvolvimento local.
VI - NSTRUMENTOS JURÍDICO-ADMINISTRATIVOS:
a) servidão e limitação administra�vas;
b) autorização, permissão ou concessão de uso de bens públicos municipais;
c) concessão dos serviços públicos urbanos;
d) gestão de serviços urbanos com organizações sociais, assim declaradas pelo Poder Público
Municipal;
e) convênios e acordos técnicos, operacionais e de cooperação ins�tucional;
f) termo administra�vo de ajustamento de conduta;
g) dação em pagamento.
VII - NSTRUMENTOS DE DEMOCRATIZAÇÃO DA GESTÃO URBANA:
a) conselhos municipais;
b) fundos municipais;
c) audiências e consultas públicas;
d) conferências municipais e/ou regionais;
e) inicia�va popular de projetos de lei;
f) referendo e plebiscito.
CAPÍTULO II
DO SISTEMA MUNICIPAL DE PLANEJAMENTO E GESTÃO
Art. 241. O Município de Rodeio deve implantar um Sistema Municipal de Planejamento e Gestão,
ins�tuindo estruturas e processos democrá�cos e par�cipa�vos que visam permi�r o desenvolvimento de
um processo con�nuo, dinâmico e flexível de planejamento e gestão da polí�ca urbana.
Art. 242. São obje�vos fundamentais do Sistema Municipal de Planejamento e Gestão:
I - criar canais de par�cipação da sociedade na gestão municipal da polí�ca urbana;
II - garan�r eficiência e eficácia à gestão, visando a melhoria da qualidade de vida;
III - ins�tuir processo permanente e sistema�zado de detalhamento, atualização e revisão do Plano
Diretor.
Art. 243. O Sistema Municipal de Planejamento e Gestão deve atuar nos seguintes níveis:
I - nível de formulação de estratégias, das polí�cas e de atualização do Plano Diretor;
II - nível de gerenciamento do Plano Diretor, de formulação e aprovação dos programas e projetos
para a sua implementação;
III - nível de monitoramento e controle dos instrumentos urbanís�cos e dos programas e projetos
aprovados.
Art. 244. O Sistema Municipal de Planejamento e Gestão deverá ser composto pelos seguintes órgãos e
instrumentos de planejamento:
I - Conselho Municipal de Desenvolvimento Urbano;
II - Cadastro Técnico Municipal;
III - Conferência Municipal ou Regional das Cidades;
IV - Audiências Públicas;
VI - nicia�va popular de projetos de lei, de planos, programas e projetos de desenvolvimento urbano;
VI - Plebiscito e referendo popular;
VII - Outros Conselhos Municipais.
Parágrafo único. Deverá ser assegurada a par�cipação da população em todas as fases do processo de
gestão democrá�ca da polí�ca urbana.
Art. 245. Anualmente, o Poder Execu�vo Municipal submeterá ao Conselho Municipal de
Desenvolvimento Urbano, relatório de gestão do exercício e plano de ação para o próximo período.
Parágrafo único. Uma vez analisado pelo Conselho o relatório de que trata o caput do presente ar�go,
caberá ao Execu�vo Municipal enviá-lo à Câmara Municipal e dar-lhe a devida publicidade.
CAPÍTULO III
DO SISTEMA DE GESTÃO DOS SERVIÇOS MUNICIPAIS
Art. 246. O Sistema de Gestão dos Serviços Municipais de Rodeio deve ter como obje�vo fornecer
informações para o planejamento, o monitoramento, a implementação e a avaliação da polí�ca urbana,
subsidiando a tomada de decisões ao longo do processo.
§ 1º O Sistema de Gestão dos Serviços Municipais deverá conter e manter atualizados dados,
informações e indicadores sociais, culturais, econômicos, financeiros, patrimoniais, administra�vos, �sico-
territoriais, inclusive cartográficos, ambientais, imobiliários e outros de relevante interesse para o
Município.
§ 2º Para implementação do Sistema de Gestão dos Serviços Municipais o Cadastro Mul�finalitário
Municipal deverá ser implementado e atualizado periodicamente.
Art. 247. O Sistema de Gestão dos Serviços Municipais deverá obedecer aos seguintes princípios:
I - simplificação, economia, eficácia, clareza, precisão e segurança, a fim de evitar a duplicação de
meios e instrumentos para fins idên�cos;
II - democra�zação, publicidade e disponibilidade das informações, em especial daquelas rela�vas ao
processo de implementação, controle e avaliação do Plano Diretor;
III - garan�r mecanismos de monitoramento e gestão do Plano Diretor, na formulação e aprovação
dos programas e projetos para sua implementação e na indicação das necessidades de seu detalhamento,
atualização e revisão;
IV - garan�r estruturas e processos democrá�cos e par�cipa�vos para o planejamento e gestão da
polí�ca urbana, de forma con�nuada, permanente e dinâmica.
CAPÍTULO IV
DO CONSELHO MUNICIPAL DE DESENVOLVIMENTO URBANO
Art. 248. O Conselho Municipal de Desenvolvimento Urbano de Rodeio deverá ser um órgão consul�vo e
delibera�vo em matéria de natureza urbanís�ca e de polí�ca urbana, composto por representantes do
Poder Público e da sociedade civil.
Parágrafo único. O Conselho Municipal será vinculado à Secretaria de Agricultura, Meio Ambiente, e
Desenvolvimento Econômico, a qual deverá disponibilizar os recursos administra�vos necessários ao seu
funcionamento.
Art. 249. O Conselho Municipal de Desenvolvimento Urbano deve ser composto por 10 (dez) membros e
seus respec�vos suplentes, de acordo com os seguintes critérios:
I - 04 (quatro) representantes do Governo Municipal;
II - 06 (seis) representantes de en�dades da sociedade civil organizada.
Parágrafo único. As deliberações do Conselho serão aprovadas pela maioria dos presentes, observado
o quorum mínimo estabelecido no regimento interno.
Art. 250. Compete ao Conselho Municipal de Desenvolvimento Urbano:
I - acompanhar a implementação do Plano Diretor, analisando e deliberando sobre questões rela�vas
à sua execução;
II - emi�r pareceres sobre proposta de alteração da Lei do Plano Diretor;
III - acompanhar a execução de planos e projetos de interesse do desenvolvimento urbano, inclusive
os planos setoriais;
IV - deliberar sobre projetos de lei de interesse da polí�ca urbana, antes de seu encaminhamento à
Câmara Municipal de Vereadores;
V - acompanhar a implementação dos instrumentos jurídicos e urbanís�cos do Estatuto da Cidade e
previstos no Plano Diretor;
VI - deliberar sobre as omissões e contradições da legislação urbanís�ca municipal;
VII - reformular o regimento interno quando necessário.
Art. 251. As a�vidades realizadas pelos membros do Conselho não serão remuneradas, a qualquer �tulo,
sendo consideradas de relevância social para o Município, sendo que demais regulamentações serão
feitas mediante regimento interno.
CAPÍTULO V
DA CONFERÊNCIA MUNICIPAL DA CIDADE
Art. 252. A Conferência Municipal/Regional da Cidade ocorrerá ordinariamente a cada 02 (dois) anos,
sempre que precedendo a Conferência Estadual e/ou Nacional, sendo sua convocação, organização e
coordenação realizada por inicia�va do Poder Execu�vo, com exceção das realizadas em caráter
extraordinário, quando então serão convocadas, organizadas e coordenadas pelo Conselho Municipal de
Desenvolvimento Urbano.
Parágrafo único. A Conferência de que trata o caput do ar�go, poderá ser realizada de forma regional,
em parceria com outros municípios da região e terá a mesma validade, sendo aberta à par�cipação de
todos os cidadãos interessados.
Art. 253. A Conferência Municipal/Regionalda Cidade deverá, dentre outras atribuições:
I - apreciar as diretrizes da polí�ca urbana do Município;
II - formular propostas para os programas federais e estaduais de polí�ca urbana;
III - debater os relatórios anuais de gestão da polí�ca urbana, apresentando crí�cas e sugestões;
IV - sugerir ao Poder Execu�vo adequações nas ações estratégicas, des�nadas à implementação dos
obje�vos, diretrizes, planos, programas e projetos;
V - deliberar sobre plano de trabalho para o biênio seguinte;
VI - sugerir propostas de alteração da Lei do Plano Diretor, a serem consideradas no momento de sua
modificação ou revisão;
VII - eleger os representantes para a Conferência Regional e/ou Estadual das Cidades.
TÍTULO VI
DAS DISPOSIÇÕES FINAIS E TRANSITÓRIAS
Art. 254. O Poder Execu�vo encaminhará à Câmara Municipal, no prazo máximo de 01 (um) ano a par�r
da vigência desta lei, projetos de leis adequados aos princípios e disposi�vos do Plano Diretor,
estabelecendo:
I - Lei de Regulamentação dos Instrumentos do Estatuto da Cidade, constantes no presente Plano
Diretor;
II - Lei de Bairros, com mapeamento georreferenciado do perímetro dos bairros; e
III - Programa de Patrimônio Histórico
Parágrafo único. Sem prejuízo do disposto no "caput" deste ar�go, o Poder Execu�vo poderá
encaminhar projetos de leis que regulamentem outros disposi�vos e instrumentos legais integrantes do
presente Plano Diretor.
Art. 255. De acordo com a Lei nº 12.587/12 que trata sobre a Polí�ca Nacional de Mobilidade Urbana e
alterações decorrentes da lei 14.000/20, os municípios com até 250.000 habitantes, devem elaborar o seu
Plano de Mobilidade Urbana e este deverá ser integrado ao Plano Diretor municipal, existente ou em
elaboração, até 12 de abril de 2023.
Art. 256. Fazem parte integrante desta Lei os seguintes Anexos:
a) Anexo I - Mapa de delimitação do Perímetro Urbano - Com vér�ces numerados;
b) Anexo II - Memorial Descri�vo do Perímetro Urbano;
c) Anexo III - Mapa de Macrozoneamento;
d) Anexo IV - Mapa de Zoneamento;
e) Anexo V - Memorial Descri�vo do Perímetro das Zonas Urbanas de Uso e Ocupação do Solo;
f) Anexo VI - Mapa de Susce�bilidade a Movimentos Gravitacionais de Massa, Inundações e
Enxurradas e de Áreas de Risco do Município sobreposto ao Zoneamento;
g) Anexo VII - Mapa de Zoneamento do Eixo de Centralidade e Localização das Edificações de
Interesse Histórico-paisagís�co;
h) Anexo VIII - Mapa de Sistema Viário;
i) Anexo IX - Tabela de Índices Urbanís�cos;
j) Anexo X - Tabela de Número Mínimo de Vagas de Estacionamento e Área de Manobra;
k) Anexo XI - Tabela de Uso do Solo de acordo com o zoneamento de uso e ocupação do solo;
l) Anexo XII - Tabela de Classificação dos Usos Quanto ao Porte;
m) Anexo XIII - Tabela de Classificação dos Usos Industriais Quanto ao Potencial Poluidor /
Degradador;
n) Anexo XIV - Tabela de A�vidades sujeitas à elaboração de Estudo Prévio de Impacto de Vizinhança -
EIV;
o) Anexo XV - Quadro geral dos elementos de análise para estudo de impacto de vizinhança; e
p) Anexo XVI - Elementos Mínimos de Análise em Estudos de Impacto de Vizinhança de Acordo com a
A�vidade e Porte.
Art. 257. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação, revogando a Lei Complementar nº 49/2014, a
Lei Complementar nº 23/2009 e as demais disposições em contrário.
Prefeitura de Rodeio, 07 de julho de 2023.
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VALCIR FERRARI
Prefeito Municipal de Rodeio/SC
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2012/lei/l12587.htm#:~:text=Institui%20as%20diretrizes%20da%20Pol%C3%ADtica,de%2010%20de%20setembro%20de
https://leismunicipais.com.br/a/sc/r/rodeio/lei-complementar/2014/4/49/lei-complementar-n-49-2014-altera-o-plano-diretor-de-desenvolvimento-sustentavel-do-municipio-de-rodeio-e-da-outras-providencias
https://leismunicipais.com.br/a/sc/r/rodeio/lei-complementar/2009/2/23/lei-complementar-n-23-2009-define-o-perimetro-urbano-do-municipio-de-rodeio-e-da-outras-providencias
 Publicação oficial
Nota: Este texto não subs�tui o original publicado no Diário Oficial.
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DÉBORA KUNTZ AGUILERA - Consultora Técnica - CC4
Secretaria Execu�va
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