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Guia de Farmacologia em Odontologia CADERNETA TERAPÊUTICA Anna Julia Rossi Ramo da ciência que estuda todos os aspectos (histórico; meios de obtenção e preparação; vias de administração; distribuição, metabolismo e eliminação; mecanismos de ação; efeitos principais e colaterais; indicações e contraindicações; interações medicamentosas, etc...) relativos aos fármacos. FARMACOLOGIA X TERAPÊUTICA Arte ou ciência de escolher as terapias adequadas às diversas doenças, envolvendo a anamnese detalhada e o diagnóstico. Pode incluir a provisão de fármacos e a indicação de diversas ações. FORMAS FARMACÊUTICASFORMAS SÓLIDAS FORMAS PASTOSAS FORMAS LÍQUIDAS COMPRIMIDO: É a forma sólida de um pó medicamentoso, preparado por compressão, adicionado ou não de substâncias aglutinantes. Podem ser formulados para ser deglutidos, efervescentes, mastigáveis, revestidos (todos administrados por via oral) ou ainda podem ser usados para se dissolver em água na própria cavidade bucal (via sublingual). CÁPSULAS: Preparação de forma e dimensão variada, contendo em seu interior substâncias sólidas, líquidas ou pastosas. Podem ser gelatinosas ou gastroresistentes. Creme, gel e pomada. SUSPENSÕES: São dispersões de partículas sólidas do fármaco em um líquido aquoso no qual ele é insolúvel. São usadas por via oral e parenteral. SOLUÇÕES: Misturas de duas ou mais substâncias homogêneas, líquidas, obtidas a partir da dissolução de um sólido ou líquido em outro líquido. DRÁGEAS: São comprimidos recobertos por uma ou mais camadas gastroresistentes, seguido de polimento, mascarando o sabor e liberando o fármaco no intestino. Não deve ser quebrada e mastigada. Administradas por via oral. Via de Administração Forma Farmacêutica Via oral Comprimidos, cápsulas, pastilhas, drágeas, pós para reconstituição, gotas, xarope, solução oral, suspensão. Via sublingual Comprimidos sublinguais. Via parenteral (injetável) Soluções e suspensões injetáveis. Via cutânea (pele) Soluções tópicas, pomadas, cremes, loção, gel, adesivos. Via nasal Spray e gotas nasais. VIAS DE ADMINISTRAÇÃO E FORMAS FARMACÊUTICAS Via de Administração Forma Farmacêutica Via oftálmica (olhos) Colírios e pomadas oftálmicas. Via auricular (ouvidos) Gotas auriculares ou otológicas e pomadas auriculares. Via pulmonar Aerossol (bombinha). Via vaginal Comprimidos vaginais, cremes, pomadas, óvulos. Via retal Supositórios e enemas. VIAS DE ADMINISTRAÇÃO E FORMAS FARMACÊUTICAS PRESCRIÇÃO DE MEDICAMENTOS A receita comum é empregada na prescrição de medicamentos de referência ou genéricos, como anti-inflamatórios e analgésicos ou quando se deseja selecionar fármacos para manipulação em farmácias. RECEITA COMUM A receita de controle especial é utilizada na prescrição de medicamentos à base de substâncias sujeitas a controle especial, como antibióticos, anti-inflamatórios, inibidores seletivos de COX2, antidepressivos tricíclicos, anestésicos gerais, antiparkinsonianos, etc), desde que para uso odontológico. RECEITA DE CONTROLE ESPECIAL A receita é o documento próprio para a prescrição medicamentosa, nela inclui-se informações sobre posologia, dosagem do medicamento, precauções e orientações adicionais. Além disso, é um instrumento legal e limita a automedicação. RECEITA COMUM Escrita à tinta ou digitada; Letra legível, sem rasuras, observando nomenclatura oficial; Deve ter nome completo e endereço do paciente; Via de administração, nome do medicamento, dose, posologia e orientações; Deve conter Identificação do profissional, endereço, número de inscrição no Conselho profissional, data e assinatura do profissional. para a farmácia de manipulação: PARA ENDEREÇO USO INTERNO - VIA ORAL DIPIRONA MONOHIDRATADA SOLUÇÃO ORAL 1 FRASCO NOME DO PROFISSIONAL ENDEREÇO PROFISSIONAL E/OU RESIDENCIAL/ TELEFONE NÚMERO INSCRIÇÃO NO CRO ESPECIALIDADES (OPCIONAL) TOMAR 30 GOTAS, DILUÍDAS EM ½ COPO COM ÁGUA, A CADA 6 H, DURANTE 24 HORAS. DATA E ASSINATURA (COM CARIMBO) NOME DO PROFISSIONAL ENDEREÇO PROFISSIONAL E/OU RESIDENCIAL/ TELEFONE NÚMERO INSCRIÇÃO NO CRO ESPECIALIDADES (OPCIONAL) PARA PESO: 20 KG ENDEREÇO VIA ORAL AMOXIL SUSPENSÃO ORAL 250 MG/5ML 1 FRASCO TOMAR 5ML ÁS 7:00, 15:00 E 23:00 HORAS DURANTE 7 DIAS. DATA E ASSINATURA (COM CARIMBO) OBS: NÃO AUTORIZO A SUBSTITUIÇÃO (se a receita tiver essa observação feita peo profissional prescritor, em que ele prescreve o medicamento de referência, e não autoriza a substituição por genérico). OBS: Prescrever de preferência o nome do princípio ativo (genérico). NOME DO PROFISSIONAL ENDEREÇO PROFISSIONAL E/OU RESIDENCIAL/ TELEFONE NÚMERO INSCRIÇÃO NO CRO DATA E ASSINATURA (COM CARIMBO) PREPARAR: DIGLUCONATO DE CLOREXIDINA 0,12 % ÁGUA MENTOLADA QSP 250 ML PRESCREVER JUNTO AS ORIENTAÇÕES PARA O PACIENTE. RECEITA DE CONTROLE ESPECIAL As mais usadas para odontologia são: Anti-inflamatórios seletivos para COX 2 e antimicrobianos (retenção de uma via da receita na farmácia); Ansiolíticos benzodiazepínicos (sujeitos a notificação de receita B, azul); Preparações à base de codeína e tramadol (caso a dose não exceda 100mg/unidade, sujeito a retenção de uma via da receita na farmácia. Caso exceda a dose, sujeita à notificação de receita A, amarela. IDENTIFICAÇÃO DO EMITENTE NOME COMPLETO CRM ENDEREÇO COMPLETO CIDADE RECEITUÁRIO CONTROLE ESPECIAL 1a. VIA FARMÁCIA 2a. VIA PACIENTE IDENTIFICAÇÃO DO COMPRADOR PPACIENTE: ENDEREÇO: PRESCRIÇÃO: Para prescrever fármaco que necessita retenção de receita: Pode ser prescrita nesse receituário específico ou também, no receituário comum, em 2 vias. NOME IDENTIDADE ENDEREÇO CIDADE TELEFONE IDENTIFICAÇÃO DO FORNRCRDOR ASS. FARMACÊUTICO DATA NOTIFICAÇÃO DE RECEITA É o documento que autoriza a dispensação de medicamentos a base de outras substâncias que também estão sujeitas a controle especial. A notificação de receita não substitui a prescrição, que deve estar afixada. A notificação fica retida na farmácia e a receita é devolvida ao paciente, com carimbo confirmando que foi aviada. O talonário de Notificação de receita e/ou numeração devem ser requisitado à Autoridade Sanitária municipal/ estadual competente. NOTIFICAÇÃO DE RECEITA "B" (AZUL): Exigida na dispensação de substâncias psicotrópicas que constam da lista B1 (benzodiazepínicos, para o tratamento por, no máximo 60 dias e 5 ampols, no caso de injetáveis) e B2 (anfetaminas). Válida por 30 dias, em todo território nacional. NOTIFICAÇÃO DE RECEITA "A" (AMARELA): Autoriza a dispensação de substâncias entorpecentes das listas A1 e A2 (ex: morfina) e psicotrópicos A3 (anfetaminas). REFERÊNCIA GENÉRICO SIMILAR É um medicamento idêntico ao produto de referência, pode ser trocado (intercambiado) por este pois tem rigorosamente as mesmas características e efeitos sobre o organismo do paciente. A garantia é dada pelo Ministério da Saúde que exige testes que comprovam se os dois produtos possuem a mesma forma farmacêutica, composição, etc. Todo medicamento genérico NÃO possui nome comercial. Seu nome deve ser sempre aquele do princípio ativo do medicamento. Deve ter na embalagem uma tarja amarela e uma letra G maiúscula azul contendo também a lei dos genéricos. MEDCAMENTOS GENÉRICOS, REFERÊNCIA E SIMILARES É o produto inovador, cuja eficácia, segurança e qualidade foram comprovadas cientificamente por ocasião do seu registro no Ministério da saúde. É geralmente o primeiro medicamento que surgiu para tratar determinada doença e sua marca é bem conhecida, através de um nome comercial. Contém o mesmo princípio ativo, apresenta a mesma concentração, forma farmacêutica, via de administração, posologia e indicação terapêutica do medicamento de referência. São produzidos por algum laboratório farmacêutico, após expirar a patente do medicamento de referência. Esse laboratório passa a produzir o medicamento similarque possui também um nome comercial, pelo qual passa a ser conhecido.