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Paralisia Facial: Fisioterapia e Nervos

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Paralisia Facial
Fisioterapia Aplicada à Neurologia
Profa. Esp. Brenda Varão Bogéa
Problema de saúde que afeta não 
apenas o aspecto físico, mas também as 
relações sociais e o bem-estar do 
indivíduo. Por meio do rosto, da 
aparência e das expressões faciais 
ocorrem a maioria das interações 
interpessoais e comunicações.
Paralisia Facial
❖ Nervo Facial ou VII par craniano
Anatomia Funcional do 
Nervo Facial
• O núcleo do Nervo Facial está localizado na ponte
• Função predominantemente motora
• Fibras sensoriais relacionadas à gustação
• Fibras parassimpáticas pré-ganglionares,
destinadas à inervação das glândulas salivares e
lacrimais.
➢ Nervo misto (composto por uma raiz nervosa
motora e outra sensitiva).
➢ Raiz motora: é o nervo facial propriamente dito,
inerva todos os músculos da mímica facial.
➢ Raiz sensitiva: responsável pela sensibilidade da
região auricular posterior, do meato auditivo
externo, gustação dos 2/3 anteriores da língua,
secreção das glândulas sudoríparas da face,
glândulas salivares e lacrimais.
Anatomia Funcional do 
Nervo Facial
● Emergem da cavidade craniana pelo forame estilomastóideo, onde
se dirigem para a face formando, primeiramente, dois ramos:
TEMPOROFACIAL e CERVICOFACIAL
● O Ramo Cervicofacial se ramifica em mais
três ramos: Bucal, Mandibular e Cervical.
● O Ramo Temporofacial se ramifica em mais
dois ramos: Temporal e Zigomático.
Ramo Bucal inerva:
• Prócero, nasal, depressor do septo, elevador do
lábio superior, zigomático maior e menor, orbicular
da boca e bucinador
Ramo Mandibular inerva:
• Risório, depressor do lábio inferior e mentoniano
Ramo Cervical inerva:
• Plastina
Ramo Temporal inerva:
• Auricular superior e anterior, occiptofrontal ou
frontal e temporoparietal
Ramo Zigomático inerva:
• Corrugador do supercílio (superciliar) e orbicular
das pálpebras
C
E
R
V
IC
O
F
A
C
IA
L
T
E
M
P
O
R
O
F
A
C
IA
L
Músculos da Face
➢ Os músculos da face (músculos da expressão facial)
são subcutâneos.
➢ Eles movem a pele e mudam a expressão facial
fixando-se em ossos ou fáscias, produzindo os efeitos ao
puxar a pele.
➢ Os músculos da face circundam os orifícios da boca,
dos olhos, do nariz e atuam como esfíncteres e
dilatadores que fecham e abrem orifícios.
➢ São classificados em dilatadores e constritores.
➢ Não são músculos de força, mas de movimentos
preciso.
➢ Os músculos dilatadores são, a maioria, os mais fortes.
Músculos Constritores
Músculos Dilatadores
Tarefinhaaaaaaaaa
Construa um portifólio com os desenhos
dos músculos da face, definindo a ação
motora de cada um deles.
Entregar: próxima aula ☺
Lesão Nervos Periféricos
➢ Os nervos periféricos estão sujeitos aos mesmos tipos de traumas que afetam outros
tecidos – contusão, compressão, esmagamento, estiramento, avulsão, laceração.
Interrupção da continuidade do nervo parada de transmissão dos impulsos
nervosos e na desorganização de
suas atividades funcionais.
• Classificação 
de acordo com 
a lesão 
nervosa
Neuropraxia
• Disfunção com ausência de lesão.
• Bloqueio reversível da condução
nervosa, em geral decorrente de
compressão focal leve ou
moderada. Resulta em diminuição
ou perda parcial de força. Não lesão
do nervo propriamente dito. Não há
degeneração Walleriana
• Em geral a recuperação é
espontânea e dá-se em
aproximadamente três meses.
Axonotmese
• Observa-se cessação da
continuidade axonal.
• Decorre de esmagamento fechado
ou lesão por percussão. O axônio é
lesado; porém o epineuro
permanece intacto e a integridade
da célula de Schwann é mantida,
embora ocorra degeneração
walleriana distalmente à lesão.
Ocorre perda variável de função
sensitiva, motora e autonômica.
Pode envolver fibras mielínicas
quanto amielínicas. Pode ocorrer
atrofia muscular e, em geral, ocorre
arreflexia.
• A regeneração, em geral, é efetiva,
mas a recuperação é lenta (vários
meses a mais de um ano).
Neurotmese
• Ruptura completa do nervo.
• Lesão de todo o nervo. Na maioria
das vezes, resultante de ferimentos
perfurantes, projéteis de alta
velocidade ou tração do nervo com
comprometimento do tecido
conectivo do nervo e seção
completa do tronco nervoso.
Degeneração walleriana distalmente
à lesão.
• Pode ocorrer regeneração; porém, o
brotamento ocorre aleatoriamente,
resultando em perda funcional do
membro lesado. A reparação é
cirúrgica.
Lesão Nervos Periféricos
➢ Lesão Incompleta (Parcial);
➢ Lesão Completa (Total): se há incapacidade para contrair
voluntariamente os músculos da face, hiperacusia ou perda de
gustação.
● A Paralisia Facial apresenta-se quando o nervo facial está lesionado em
todo o seu trajeto ou em parte dele, desde o núcleo até a periferia.
Dependendo do ponto em que o nervo facial foi lesionado, o quadro clínico
assume características próprias.
● As alterações provocadas pela Paralisia Facial podem ter origem periférica
ou central.
Lesão do Nervo 
Facial
Paralisia Facial Periférica Paralisia Facial Central
Há o acometimento tanto de fibras 
nervosas provenientes do núcleo 
facial inferior quanto superior, 
comprometendo a função dos 
músculos de toda a hemiface.
O núcleo facial superior está 
preservado, com função normal ou 
pouco comprometida da hemiface
superior.
• A lesão é ipsilateral à 
fraqueza facial
• Toda a hemiface
• Paralisia completa
• “feche os olhos” “mostre
os dentes”
Paralisia 
Facial 
Periférica
• A lesão é contralateral à fraqueza e 
apenas na região inferior da face
• Metade inferior da face
• Pode haver contração involuntária 
da musculatura da mímica
Paralisia 
Facial 
Central
❑ A paralisia facial, independente da causa, é uma doença desfigurante e de
grande impacto sobre o paciente. A paralisia facial pode ser congênita,
neoplásica, resultar de infecção, trauma, exposição a toxinas, doenças
metabólicas ou iatrogenia.
❑ A causa mais comum de paralisia facial é a paralisia de Bell, também
conhecida como paralisia facial idiopática, responsável por aproximadamente
51 a 75% dos casos de paralisia facial unilateral aguda.
❑ Peitersen, ao acompanhar mais de 2.500 casos ao longo de 25 anos,
demonstrou que as idade de maior acometimento da paralisia facial são entre
15 e 50 anos. Segundo suas observações, ocorrem cerca de 25 a 32 casos
por ano a cada 100 mil habitantes. Segundo ele, a paralisia facial pode ter
cerca de 38 causas, sendo 66,19% de origem idiopática, e a sua recorrência é
de 6,8%
Paralisia Facial
Causas da Paralisia 
Facial
Paralisia Facial Central
• Tem como causas isquemias ou hemorragias cerebrais, tumores no encéfalo, 
abscessos cerebrais, traumatismos cranioencefálicos. Normalmente, é 
acompanhada de hemiplegia (homolateral à paralisia facial central).
Paralisia Facial Periférica
• Neurites do nervo facial (inflamação), Origem metabólica, infecciosa ou tóxica, 
Compressões por tumores a nível da ponte, Afecções de ouvido ou garganta, 
Herpes zoster, Lesões traumáticas de ouvido, Processos cirúrgicos (cirurgia de 
glândulas parótidas de ouvido médio), Focos dentários, Afrígore (ocasionada 
por mudança brusca de temperatura).
Prognóstico da Paralisia 
Facial
❑ O prognóstico varia conforme a etiologia do problema.
❑ Enquanto o prognóstico da paralisia iatrogênica ou traumática têm
prognóstico limitados, a paralisia idiopática costuma ter um bom prognóstico,
mesmo sem tratamento.
❑ 71% dos casos idiopáticos melhoram após 3 a 5 meses.
❑ 71% dos casos idiopáticos possuem recuperação completa; 25% recuperação
parcial.
❑ A recuperação precoce está relacionada ao bom prognóstico, ao passo que a
recuperação tardia ao mau prognóstico.
Prognóstico da Paralisia 
Facial
❑ O prognóstico varia conforme a etiologia do problema.
❑ Enquanto o prognóstico da paralisia iatrogênica ou traumática têm
prognóstico limitados, a paralisia idiopática costuma ter um bom prognóstico,
mesmo sem tratamento.
❑ 71% dos casos idiopáticos melhoram após 3 a 5 meses.
❑ 71% dos casos idiopáticos possuem recuperação completa; 25% recuperaçãoparcial.
❑ A recuperação precoce está relacionada ao bom prognóstico, ao passo que a
recuperação tardia ao mau prognóstico.
PROGNÓSTICO: depende do tempo em que a 
recuperação começa.
1 semana: 88% de recuperação completa;
1 – 2 semanas: 83% de recuperação completa;
2 – 3 semanas: 61% de recuperação completa.
● Plegia ou paresia do quadrante inferior contralateral da
face;
● Hipertonia e Hiperreflexia;
● Presença de contrações involuntárias;
● Frequentemente associada a uma hemiplegia
ipsilateral
● O palato e a salivação não estão afetados;
● Os músculos do quadrante superior da hemiface
ipsilateral à lesão são poupados (devido inervação
cortical dos dois hemisférios cerebrais).
● A boca tem forma de raquete – a comissura do lado
paralisado abre menos
Quadro Clínico
Paralisia Facial Central
● Plegia ou paresia de toda hemiface homolateral à
lesão;
● Hipotonia, hiporreflexia;
● Face assimétrica;
● Apagamento das rugas frontais do lado paralisado;
● Apagamento do sulco nasolabial;
● Sinal de Bell – ao fechar as pálpebras, o globo ocular
do lado afetado pode ser visto girar para cima e pra o
lado externo, decorrente da fraqueza do músculo
orbicular da pálpebra.
Quadro Clínico
Paralisia Facial Periférica
Sinal de Bell
Avaliação 
Cinesiológica 
Funcional da 
Face
Avaliação
A queixa principal de um indivíduo com paralisia 
facial é a fraqueza facial, podendo estar 
acompanhada de perda da gustação unilateral, 
hiperacusia, face rígida ou puxada para um lado, 
conforme o grau de acometimento e a etiologia.
Avaliação
ANAMNESE: é importante caracterizar a paralisia como aguda ou crônica, de
evolução gradual ou súbita, sinais e sintomas adjuntos, tais como:
✓ Dor facial;
✓ Hiperacusia (dor quando ouve sons graves do lado lesado);
✓ Alteração da lacrimação;
✓ Sintomas vestibulares (vertigem e zumbidos);
✓ Alteração do paladar;
✓ Recorrência da paralisia;
✓ Antecedentes pessoais e familiares.
Avaliação
EXAME FÍSICO: Pode revelar paresia ou paralisia unilateral dos músculos da
expressão facial, que envolvem tanto a parte superior quanto a parte inferior da
face do lado afetado.
✓ Na inspeção estática, percebe-se assimetria facial, desvio da rima bucal
para o lado normal e apagamento dos sulcos faciais do lado comprometido.
✓ Na inspeção dinâmica, o piscamento é mais lento e incompleto do lado
paralisado. A sobrancelha se apresenta mais flácida, o sulco nasogeniano
mais apagado e a narina mais estreita. Ao solicitar ao paciente que mostre
os dentes, nota-se desvio da boca para o lado são, e ao pedir para que
enrugue o nariz, notam-se saliências mais vincadas no lado bom.
Sinal de Bell
Avaliação
Musculatura da mímica facial
Quadro clínico
✓ Instalação aguda;
✓ Assimetria Facial (Desvio de bell);
✓ Plegia da hemiface;
✓ Dor na região da mastoide;
✓ Hiperacusia;
✓ Ageusia (ausência da gustação dos 2/3 anteriores da língua);
✓ Apagamento dos sulcos do lado comprometido;
✓ Acentuação dos sulcos do lado sadio;
Quadro clínico
✓ Sinal Lagoftálmico: Observa-se uma abertura mais ampla no olho que está paralisado
e devido o elevador da pálpebra superior estar intacto;
✓ Sinal de Epífora: A lágrima ao invés de descer no canto do olho, ela desce pela
pálpebra inferior em direção a bochecha;
✓ Sinal de Bell;
✓ Sinal Negro: Pedir para o paciente olhar para cima. No lado paralisado o globo vai se
elevar primeiro;
✓ Sinal de Boca Oval de Petris: quando se pede para o paciente abrir a boca, nota-se
uma abertura mais ampla no lado sadio
✓ Sincinesia: o paciente perde a capacidade de contrair isoladamente um único musculo
facial, pois toda a musculatura da mímica facial tende a ser inervada em massa.
Escalas de Avaliação
ESCALA DE HOUSE E BRACKMANN
SISTEMA DE GRADUAÇÃO FACIAL SUNNYBROOK
INDICADOR DE INCAPACIDADE FACIAL
• Pesquisar as escalas, trazer na aula
prática e demonstrar como é utilizada.
Tratamento 
Fisioterapêutico 
da Paralisia 
Facial
➢ A reabilitação é de fundamental importância em todas as fases da
paralisia facial;
➢ Um tratamento correto e bem orientado leva o paciente a melhoras
significativas no que diz respeito a mobilidade equilibrada e
harmoniosa da face;
➢ Nos casos cirúrgicos como descompressão do nervo facial, retirada
de tumores, enxertos autógenos do nervo e anastomose hipoglosso
facial, a reabilitação deve começar assim que for autorizada pelo
médico.
Fisioterapia
➢ A fisioterapia prepara os músculos da hemiface paralisada para
receber a reinervação, minimizando e prevenindo a instalação de
atrofias e hipertrofias, e sequelas de sincinesias.
➢ O tempo de recuperação depende diretamente da etiologia, conduta
inicial, tempo de instalação, local e complexidade da lesão. Varia de
indivíduo para indivíduo.
➢ Após uma avaliação completa e minuciosa da face, e em função dos
resultados obtidos o fisioterapeuta programará o tratamento.
Fisioterapia
➢ A reeducação requer do paciente muito controle do movimento
solicitado e disciplina;
➢ A quantidade de exercícios será em função do teste muscular. A
ideia é fazer os movimentos retornarem de forma equilibrada;
➢ Quantidade não é tão importante como QUALIDADE.
➢ “É melhor fazer seus exercícios corretamente poucas vezes do que
incorretamente por várias vezes”.
➢ Exercícios globais como fazer careta ou mascar chicletes podem ser
prejudiciais na evolução das sequelas
Fisioterapia
Intervenções - Fisioterapia
Técnicas de 
alongamento e 
massagem
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Eletroestimulação (?)
Exercícios faciais03
Termoterapia04
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terapêutica
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