Logo Passei Direto
Buscar

RELATÓRIO II EXPERIMENTO II DETERMINAÇÃO DA ORDEM DE UMA REAÇÃO QUÍMICA E DE SUA CONSTANTE CINÉTICA

Relatório de Experimento II (Cinética Experimental) sobre determinação da ordem de reação e da constante cinética. Contém dados de absorbância para identificação do λmax (570 nm), curva de calibração, leituras de Abs vs tempo para NaOH 0,10 e 0,20 M e teoria da Lei de Lambert–Beer.

Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE 
CENTRO DE CIÊNCIAS EXATAS E DA TERRA 
INSTITUTO DE QUÍMICA 
 LICENCIATURA EM QUÍMICA EAD 
POLO CAICÓ 
 
QUI1063 – CINÉTICA EXPERIMENTAL 
PROFESSOR: FERNANDA MARUR MAZZE 
TUTOR: KATIA KARINE VALENTIM DO NASCIMENTO 
 
DISCENTE: DIÊGO RODRIGUES FERREIRA-20210000647 
 
EXPERIMENTO II – DETERMINAÇÃO DA ORDEM DE UMA REAÇÃO QUÍMICA E DE SUA 
CONSTANTE CINÉTICA 
 
1. RESULTADOS E DISCUSSÕES 
1.1. COLETA DE DADOS 
1.1.1 Dados para determinação do lâmbda máximo: 
Tabela 01: Absorbância da solução 03 em diferentes comprimentos de onda 
λ (nm) Abs 
500 0,341 
510 0,405 
520 0,464 
530 0,510 
540 0,554 
550 0,601 
560 0,646 
570 0,673 
580 0,644 
590 0,549 
600 0,411 
610 0,270 
620 0,166 
 
λ max= 570nm 
 
 
https://mdl.sedis.ufrn.br/course/view.php?id=3951
 
1.1.2 Dados para construção da curva de calibração 
Tabela 02: Absorbância das soluções de 1 a 5 no λ max= 570nm 
Solução Abs em λ max=570nm 
 
1 0,237 
2 0,401 
3 0,673 
4 0,791 
5 0,972 
 
1.1.3 Dados de absorbância da mistura reacional com concentrações de solução 
NaOH 0,10 mol/L e NaOH 0,20 mol/L em λ = 570nm. 
 
Tabela 03: Concentração de NaOH 0,1 M Tabela 04: Concentração de NaOH de 0,2M 
NaOH 0,10 mol/L 
Tempo (s) Abs Tempo (s) Abs 
30 0,710 390 0,344 
60 0,681 420 0,323 
90 0,632 450 0,305 
120 0,589 480 0,290 
150 0,548 510 0,279 
180 0,511 540 0,267 
210 0,479 570 0,256 
240 0,450 600 0,246 
270 0,424 630 0,235 
300 0,407 660 0,224 
330 0,384 690 0,214 
360 0,363 720 0,206 
 
NaOH 0,20 mol/L 
Tempo (s) Abs Tempo (s) Abs 
30 0,730 390 0,199 
60 0,721 420 0,186 
90 0,549 450 0,174 
120 0,489 480 0,163 
150 0,429 510 0,153 
180 0,384 540 0,143 
210 0,346 570 0,136 
240 0,313 600 0,128 
270 0,284 630 0,123 
300 0,258 660 0,117 
330 0,234 690 0,112 
360 0,217 720 0,107 
 
 
1.2 TRATAMENTO DE DADOS 
1.2.1 Teoria relacionada à Lei de Lambert-Beer 
A Lei de Lambert- Beer, ou somente Lei de Beer como também é conhecida, diz 
quantitativamente como a atenuação, ou seja, a diminuição da energia por área unitária 
de um feixe de radiação incidente sobre uma amostra, depende da concentração da 
amostra absorvente e da extensão do caminho no qual ocorre a absorção. Nesse 
sentido, quando há uma amostra que absorve radiação, haverá um decaimento na 
intensidade com que a luz passa por essa amostra, proporcional à excitação do analito. 
Além disso, quanto mais comprido for o caminho óptico pelo qual a luz deve 
passar por uma amostra de determinada concentração, maior a possibilidade de 
atenuação devido a mais centros absorvente. Para uma determinada solução 
adsorvente, a atenuação de um feixe de radiação pode ocorrer em virtude das 
interações entre os fótons e as partículas absorventes da amostra, levando ao 
decrescimento da potência radiante e P0 a P (SKOOG, 2006; HARRIS, 2008, apud 
MOREIRA et al, 2016). 
A fração da radiação incidente transmitida pela solução contendo o analito é 
conhecida como transmitância, e se relaciona de forma inversa com a absorbância. Ou 
seja, quando a transmitância aumenta, a absorbância diminui e essa relação se dá em 
termos logarítmicos, como expresso abaixo: 
𝐴 = − log 𝑇 = 𝑙𝑜𝑔
𝑃0
𝑃
 
A lei de Lambert- Beer estabelece ainda que a luz absorvida por um analito, ou 
seja, a absorbância (A), é igual ao produto do coeficiente de absortividade (𝜀), do 
comprimento do caminho óptico (b) e da concentração em quantidade de matéria da 
substância (c). Onde a absorção da radiação eletromagnética a um certo comprimento 
de onda é diretamente proporcional a concentração do analito. (BROWN et al, 2016). 
Essa relação é representada pela expressão matemática abaixo, chamada de equação 
de Lambert-Beer. 
𝐴 = 𝜀 ∗ 𝑏 ∗ 𝑐 
 
1.2.2. Gráfico de Absorbância do cristal violeta em função do comprimento de onda 
para visualizar o λmax. 
A partir dos dados obtidos na leitura de absorbância para a solução 3 (Tabela 01), 
com o objetivo de identificar máximo comprimento de onda, foi verificado o λmax = 
570nm, com absorbância de 0,673. Com isso, foi plotado o gráfico (Figura 01) que 
descreve o comportamento da absorbância em função da variação do comprimento de 
onda, com destaque (ponto vermelho) para a absorbância no λmax. 
 
 
 
Figura 01: Máximo comprimento de onda de absorção 
 
 
1.2.3 Curva de calibração- absorbância em função da concentração 
 
Para construção da curva de calibração foram utilizados os dados apresentados 
na tabela 02, com as medidas de absorbância das soluções com base no comprimento 
de onda máximo e a concentração em mol/L ( que foi obtida dividindo-se a concentração 
em g/L pela massa molar do Cristal Violeta) para cada uma das cinco soluções, conforme 
pode ser observado na Figura 02. 
 
Figura 02: Curva da Absorbância em função da concentração das soluções 
 
 
 
0,341
0,405
0,464
0,510
0,554
0,601
0,646
0,673
0,644
0,549
0,411
0,270
0,166
0
0,1
0,2
0,3
0,4
0,5
0,6
0,7
0,8
500 510 520 530 540 550 560 570 580 590 600 610 620
A
b
s
Comprimento de onda (nm) 
Abs x Comprimento de onda (nm)
0,237
0,401
0,673
0,791
0,972
y = 122128x + 0,0568
R² = 0,9871
0
0,2
0,4
0,6
0,8
1
1,2
0,000E+00 1,000E-06 2,000E-06 3,000E-06 4,000E-06 5,000E-06 6,000E-06 7,000E-06 8,000E-06
A
b
so
râ
n
ci
a 
(5
7
0
 n
m
)
Concenrtação (mol/L)
Curva de Calibração 570nm
Como pode ser observado na figura acima, há uma proporcionalidade direta 
entre a concentração das soluções e as absorbâncias. Onde o aumento das absorbâncias 
é linear ao aumento da concentração da solução. Ou seja, para o comprimento de onda 
de 570 nm, a absorção da radiação eletromagnética é diretamente proporcional a 
concentração do analito, o que comprova a Lei de Lambert-Beer (BROWN et al, 2016). 
Além disso, pode ser observado ainda que a equação da reta possui um valor de R2 bem 
próximo de 1, ou seja, a equação encontrada consegue explicar os valores observados. 
Logo, a partir da equação da reta, 𝑦 = 122128𝑥 + 0,0568, temos que y é a 
absorbância e x é concentração das amostras de solução. É possível determinar a 
concentração de CV no decorrer de uma reação em função da absortividade por meio 
da equação: 
 
[𝐶𝑉] =
𝐴−0,0568
122128
 (Eq. 01) 
 
1.2.4 Determinação da ordem de reação de cada reagente, ordem de reação 
global e constante de velocidade pelos métodos integral e diferencial 
A partir dos dados de tempo e absorbância obtidos na Tabelas 03 e 04 para 
concentrações de NaOH de 0,1M e 0,2 M, respectivamente, e utilizando a equação 01 
para determinar a concentração em mol/L (Tabela 05), podemos prosseguir com a 
determinação da ordem de reação para os dois sistemas. 
 
1.2.4.1 Pelo método integral 
O método integral supõe definir uma ordem para a reação. Assim, a partir das 
leis de velocidades integradas, serão construídos os gráficos da concentração em função 
do tempo para as ordens de reação global 0, 1 e 2, a fim de identificar qual a ordem que 
tem o melhor ajuste de dados de acordo com R2. 
- Para a reação com NaOH 0,1M 
Foram utilizados os dados dispostos na Tabela 05 (Anexo) para plotagem dos 
gráficos para reações de ordem 0, 1 e 2 abaixo. 
 
 
 
Ordem 0 
Figura 03: Concentração em função do tempo 
 
 
 
Ordem 1 
Figura 04: Logaritmo natural da concentração em função do tempo 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
y = -6E-09x + 5E-06
R² = 0,9397
0
0,000001
0,000002
0,000003
0,000004
0,000005
0,000006
0 100 200 300 400 500 600 700 800
C
 (
m
o
l/
L)
Tempo (s)
[CV] x Tempo (s)
y = -0,0022x - 12,104
R² = 0,997
-13,8
-13,6
-13,4
-13,2
-13
-12,8
-12,6
-12,4
-12,2
-12
0 100 200 300 400 500 600 700 800
Ln
 [
C
V
]
Tempo (s)
Ln [CV] x Tempo
 
Ordem 2 
Figura 05: Fração inversa da concentração (1/Abs) em função do tempo 
 
 
 
-Para a reação com NaOH 0,2M 
Forem utilizados os dados dispostos na Tabela 06 (Anexo) para plotagem dos 
gráficospara reações de ordem 0, 1 e 2 abaixo. 
 
Ordem 0 
Figura 06: Concentração em função do tempo
 
 
 
y = 905,1x + 106233
R² = 0,9788
0
100000
200000
300000
400000
500000
600000
700000
800000
900000
0 100 200 300 400 500 600 700 800
1
/[
C
V
]
Temspo (s)
1/[CV] x Tempo
y = -6E-09x + 4E-06
R² = 0,8177
-0,000001
0
0,000001
0,000002
0,000003
0,000004
0,000005
0,000006
0 100 200 300 400 500 600 700 800
C
 (
m
o
l/
L)
Tempo (s)
[CV] x Tempo (s)
 
 
 
 
 
Ordem 1 
Figura 07: Logaritmo natural da concentração em função do tempo 
. 
 
Ordem 2 
Figura 08: Fração inversa da concentração (1/[CV]) em função do tempo 
 
 
 
y = -0,0037x - 12,121
R² = 0,9903
-16
-14
-12
-10
-8
-6
-4
-2
0
0 100 200 300 400 500 600 700 800
Ln
 [
C
V
]
Tempo (s)
Ln [CV] x Tempo (s)
y = 3133x - 193575
R² = 0,9428
-500000
0
500000
1000000
1500000
2000000
2500000
3000000
0 100 200 300 400 500 600 700 800
1
/[
C
V
]
Tempo(s)
1/[CV] x Tempo (s)
Pode-se observar através dos gráficos e consequentemente, dos valores do 
coeficiente de correlação R2, que a ordem 1 para o cristal violeta possui os melhores 
ajustes dos dados para uma equação do tipo linear 𝑦 = 𝑎𝑥 + 𝑏, na qual podemos 
assemelhar as equações integrais da variação da concentração pelo tempo. 
Considerando que a concentração inicial de OH-
 é muito maior que a do CV 
([𝑂𝐻−] ≫ [𝐶𝑉]), a mesma permanecerá constante quando todo o CV tiver sido 
consumido na reação, logo podemos escrever a lei de velocidade como: 
- 
𝑑[𝐶𝑉]
𝑑𝑡
= 𝑘2[𝐶𝑉]𝑛, onde 𝑘2 = 𝑘[𝑂𝐻−]𝑚 
Os experimentos realizados fornecem dois valores para [𝑂𝐻−] que são 0,1 M e 
0,2M, a partir do qual teremos: 
𝑘2
´ = 𝑘[0,1]´ 𝑚 
𝑘2
´´ = 𝑘[0,2 ]´´ 𝑚 
A partir das equações da reta para as reações de 1ª ordem, podemos criar um 
sistema de equações a fim de determinar a ordem de reação para o hidróxido de sódio 
e a constante cinética. Assim teremos, 
1ª ordem 0,1 M 2,2 ∗ 10−3 = 𝑘 ∗ (0,1)𝑚 
1ª ordem 0,2 M 3,7 ∗ 10−3 = 𝑘 ∗ (0,2)𝑚 
Dividindo temos 
2,2∗10−3
3,7∗10−3 = (
0,1
0,2
)𝑚
→ 0,59 = 0,5𝑚 
log 0,59 = 𝑚 ∗ log 0,5 → 𝑚 =
log 0,59
log 0,5
= → m=0,76 
 
Substituindo o valor de m na equação acima para NaOH 0,1M encontramos o 
valor da constante cinética. Logo, 
2,2 ∗ 10−3 = 𝑘 ∗ (0,1)𝑚 
2,2 ∗ 10−3 = 𝑘 ∗ (0,1)0,76 → 𝑘 = 
2,2∗10−3
(0,1)0,76
 → 𝑘 = 1,26 ∗ 10−2 𝑚𝑜𝑙−1. 𝐿. 𝑠−1 
 
Portanto, pelo método integral, podemos considerar que para o CV a reação é 
de 1ª ordem, para o NaOH a ordem é 0,76. Sendo 1,76 a ordem global da reação e cuja 
constante cinética é 𝑘 = 1,26 ∗ 10−2 𝑚𝑜𝑙−1. 𝐿. 𝑠−1 
 
1.2.4.2 Pelo método diferencial 
Para a identificação da ordem de reação e a determinação da constante de 
velocidade pelo método diferencial não é necessário fazer suposições como o método 
anterior. A velocidade −
𝑑[𝐶𝑉]
𝑑𝑡
 é determinada diretamente pelas derivadas da curva 
cinética experimental. 
 A partir da equação 
𝑣 = 𝑘2[𝐶𝑉]𝑛 (Eq. 2) 
onde a velocidade v são as derivadas −
𝑑[𝐶𝑉]
𝑑𝑡
 nos pontos do gráfico, se aplicarmos o 
logaritmo, tem-se: 
log 𝑣 = log 𝑘2 + 𝑛 ∗ log[𝐶𝑉] (Eq. 3) 
Que se assemelha a uma equação linear do tipo 𝑦 = 𝑎𝑥 + 𝑏, e pode ser utilizada 
para construir o gráfico de log (V) em função do log ([CV]). 
Para o tratamento dos dados, consideramos 𝑉 = 
[𝐶𝑉]
𝑡
, cujos valores são 
apresentados na Tabela 07 (anexo). 
 
- Para a reação com NaOH 0,1M 
Foram utilizados os dados dispostos na Tabela 07 (Anexo) para plotagem do 
gráfico abaixo. 
 
Figura 09: Método diferencial para NaOH 0,1 M 
. 
 
- Para a reação com NaOH 0,2M 
Foram utilizados os dados dispostos na Tabela 07 (Anexo) para plotagem do 
gráfico abaixo. 
 
 
y = 2,7109x + 7,1251
R² = 0,9514
-10,00
-9,00
-8,00
-7,00
-6,00
-5,00
-4,00
-3,00
-2,00
-1,00
0,00
-6,00 -5,90 -5,80 -5,70 -5,60 -5,50 -5,40 -5,30 -5,20
Lo
g 
( 
V
)
Log [CV]
Método Diferencial para NaOH 0,1 M
Figura 10: Método diferencial para NaOH 0,2 
 
 
A partir da equação da reta dos gráficos e tendo a equação 3 como referência, 
podemos chegar às equações para determinar o valor de n e da constante cinética para 
as reações com NaOH 0,1 M e 0,2M. Onde 𝑦 = log(𝑣) e 𝑥 = log[𝐶𝑉], conforme pode 
ser visto abaixo: 
log(𝑣) = log 𝑘2 + 𝑛 ∗ log[𝐶𝑉] (Eq. 3) 
Para NaOH 0,1 M 
𝐲 = 𝟐, 𝟕𝟏𝟎𝟗𝐱 + 𝟕, 𝟏𝟐𝟓𝟏 → 𝒍𝒐𝒈 (𝒗) = 𝟕, 𝟏𝟐𝟓𝟏 + 𝟐, 𝟕𝟏𝟎𝟗 ∗ 𝒍𝒐𝒈 [𝑪𝑽] 
 
A partir da equação temos n=2,7, ou seja, essa é a ordem de reação para o CV 
quando a concentração de NaOH é 0,1 M. E log k2 é igual a 7,125, obtendo 𝑘2 = 1,33 ∗
107. 
Para NaOH 0,2 M 
𝒚 = 𝟏, 𝟗𝟗𝟑𝟑𝒙 + 𝟑, 𝟑𝟔𝟓𝟕 → 𝒍𝒐𝒈 (𝒗) = 𝟑, 𝟑𝟔𝟓𝟕 + 𝟏, 𝟗𝟗𝟑𝟑 ∗ 𝒍𝒐𝒈 [𝑪𝑽] 
 
A partir da equação temos n aproximadamente igual a 2, ou seja, essa é a ordem 
de reação para o CV quando a concentração de NaOH é 0,2 M. E log k2 é igual a 3,3657, 
obtendo 𝑘2 = 2,3 ∗ 103. 
 
y = 1,9933x + 3,3657
R² = 0,9762
-10
-9
-8
-7
-6
-5
-4
-3
-2
-1
0
-6,5 -6,3 -6,1 -5,9 -5,7 -5,5 -5,3
Lo
g 
(V
)
Log [CV]
Método Diferencial para NaOH 0,2 M
1.2.5 Comparação dos resultados obtidos entre os diferentes métodos 
 Ao comparar os resultados obtidos pelo método integral e o método diferencial, 
é notório que os resultados do método diferencial não são coerentes entre si, pois a 
velocidade de reação com uma maior concentração de NaOH ( 0,2 M) apresenta uma 
constante cinética menor que a reação com menor concentração de NaOH (0,1 M), 
contrariando a influência da concentração na velocidade das reações, além dos valores 
de k2 serem muito elevados e os de R2 não serem tão confiáveis. Frente a isso, o método 
integral apresenta bons valores de R2, indicando possuir um melhor ajuste dos dados, 
além de que os valores para o 𝑘2
´ e 𝑘2
´´ refletem a influência da concentração na 
velocidade das duas reações, sendo um método confiável. 
 
1.2.6 Busca de dados na literatura para comparar com os resultados encontrados 
A pesquisa realizada em sites acadêmicos livres como o Google Acadêmico, Scielo 
e o próprio google, não retornaram dados compatíveis com a prática experimental 
proposta nesse roteiro, não sendo possível estabelecer comparação entre outros 
possíveis resultados. 
1.2.7 Limitações do método utilizado 
Uma possível limitação para o método pode ser os erros sistemáticos que podem 
ocorrer durante a execução da atividade experimental, como o preparo das soluções, 
por exemplo, que podem interferir nos valores da concentração das diferentes soluções, 
o que pode ocasionar desvios nos resultados. 
 
4. REFERÊNCIAS 
 
ATKINS, P. W.; JONES, L.; LAVERMAN, L. Princípios de química: questionando a vida 
moderna e o meio ambiente. Tradutor: Félix José Nonnenmacher; revisão técnica: 
Ricardo Bicca de Alencastro. – 7. ed. –Porto Alegre: Bookman, 2018. 
 
BROWN, LEMAY & BURSTEN, QUÍMICA A CIÊNCIA CENTRAL - 9.ed. Pearson Prentice 
Hall, São Paulo, 2005. 
 
MOREIRA, A. F.; SANTOS, S. R. B.; JUNIOR, A. G. Construção e caracterização de um 
fotômetro destinado ao uso de aulas experimentais de química sobre Lei de Beer- 
Lambert. Rev. HOLOS, ano32, vol. 2, 2016. 
 
SKOOG, et al. Fundamentos de Química Analítica, tradução da 8ª edição norte américa, 
editora Thomson, 2006. 
 
 
 
 
ANEXOS 
 
Tabela 05: Método integral para NaOH 0,1M 
Tempo(s) Abs [CV] Ln[CV] 1/[CV] Tempo(s) Abs [CV] Ln[CV] 1/[CV] 
30 0,710 5,35E-06 -12,1387 186968,8 390 0,344 2,35E-06 -12,9604 425236,8 
60 0,681 5,11E-06 -12,1841 195655,2 420 0,323 2,18E-06 -13,0363 458782,9 
90 0,632 4,71E-06 -12,2659 212322,7 450 0,305 2,03E-06 -13,1063 492054,8 
120 0,589 4,36E-06 -12,3436 229477,6 480 0,290 1,91E-06 -13,1687 523705,0 
150 0,548 4,02E-06 -12,4237 248631,9 510 0,279 1,82E-06 -13,217 549631,0 
180 0,511 3,72E-06 -12,502 268886,0 540 0,267 1,72E-06 -13,2725 581008,6 
210 0,479 3,46E-06 -12,5751 289265,8 570 0,256 1,63E-06 -13,3263 613092,4 
240 0,450 3,22E-06-12,6463 310600,2 600 0,246 1,55E-06 -13,3778 645496,8 
270 0,424 3,01E-06 -12,7147 332592,6 630 0,235 1,46E-06 -13,4377 685342,3 
300 0,407 2,87E-06 -12,7621 348737,9 660 0,224 1,37E-06 -13,5014 730430,6 
330 0,384 2,68E-06 -12,8300 373251,8 690 0,214 1,29E-06 -13,5631 776895,7 
360 0,363 2,51E-06 -12,8963 398850,4 720 0,206 1,22E-06 -13,6153 818552,3 
 
 
Tabela 06: Método integral para NaOH 0,2M 
Tempo(s) Abs [CV] Ln[CV] 1/[CV] Tempo(s) Abs [CV] Ln[CV] 1/[CV] 
30 0,730 5,51E-06 -12,1085 181414,14 390 0,199 1,16E-06 -13,6633 858846,69 
60 0,721 5,44E-06 -12,122 183872,33 420 0,186 1,06E-06 -13,7592 945263,16 
90 0,549 4,03E-06 -12,4217 248126,78 450 0,174 9,60E-07 -13,8567 1042047,8 
120 0,489 3,54E-06 -12,5517 282572,88 480 0,163 8,70E-07 -13,9553 1149981,2 
150 0,429 3,05E-06 -12,7011 328124,66 510 0,153 7,88E-07 -14,0542 1269521,8 
180 0,384 2,68E-06 -12,83 373251,83 540 0,143 7,06E-07 -14,1639 1416798,1 
210 0,346 2,37E-06 -12,9535 422296,0 570 0,136 6,48E-07 -14,2486 1542020,2 
240 0,313 2,10E-06 -13,0746 476690,09 600 0,128 5,83E-07 -14,3551 1715280,9 
270 0,284 1,86E-06 -13,1947 537535,21 630 0,123 5,42E-07 -14,4279 1844833,8 
300 0,258 1,65E-06 -13,3163 606998,0 660 0,117 4,93E-07 -14,5229 2028704,3 
330 0,234 1,45E-06 -13,4433 689209,93 690 0,112 4,52E-07 -14,6096 2212463,8 
360 0,217 1,31E-06 -13,5442 762347,07 720 0,107 4,11E-07 -14,7046 2432828,7 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Tabela 07: Método Diferencial para NaOH 0,1M e 0,2M 
NaOH 0,1M NaOH 0,2 M 
t (s) [CV] (mol/L) V (mol.L-1. s-1 ) log (V) log [CV] t (s) [CV] (mol/L) V (mol.L-1. s-1 ) log (V) log [CV] 
30 5,35E-06 1,78E-07 -6,75 -5,27 30 5,512E-06 1,84E-07 -6,74 -5,259 
60 5,11E-06 8,52E-08 -7,07 -5,29 60 5,439E-06 9,06E-08 -7,04 -5,265 
90 4,71E-06 5,23E-08 -7,28 -5,33 90 4,030E-06 4,48E-08 -7,35 -5,395 
120 4,36E-06 3,63E-08 -7,44 -5,36 120 3,539E-06 2,95E-08 -7,53 -5,451 
150 4,02E-06 2,68E-08 -7,57 -5,40 150 3,048E-06 2,03E-08 -7,69 -5,516 
180 3,72E-06 2,07E-08 -7,68 -5,43 180 2,679E-06 1,49E-08 -7,83 -5,572 
210 3,46E-06 1,65E-08 -7,78 -5,46 210 2,368E-06 1,13E-08 -7,95 -5,626 
240 3,22E-06 1,34E-08 -7,87 -5,49 240 2,098E-06 8,74E-09 -8,06 -5,678 
270 3,01E-06 1,11E-08 -7,95 -5,52 270 1,860E-06 6,89E-09 -8,16 -5,730 
300 2,87E-06 9,56E-09 -8,02 -5,54 300 1,647E-06 5,49E-09 -8,26 -5,783 
330 2,68E-06 8,12E-09 -8,09 -5,57 330 1,451E-06 4,40E-09 -8,36 -5,838 
360 2,51E-06 6,96E-09 -8,16 -5,60 360 1,312E-06 3,64E-09 -8,44 -5,882 
390 2,35E-06 6,03E-09 -8,22 -5,63 390 1,164E-06 2,99E-09 -8,52 -5,934 
420 2,18E-06 5,19E-09 -8,28 -5,66 420 1,058E-06 2,52E-09 -8,60 -5,976 
450 2,03E-06 4,52E-09 -8,35 -5,69 450 9,596E-07 2,13E-09 -8,67 -6,018 
480 1,91E-06 3,98E-09 -8,40 -5,72 480 8,696E-07 1,81E-09 -8,74 -6,061 
510 1,82E-06 3,57E-09 -8,45 -5,74 510 7,877E-07 1,54E-09 -8,81 -6,104 
540 1,72E-06 3,19E-09 -8,50 -5,76 540 7,058E-07 1,31E-09 -8,88 -6,151 
570 1,63E-06 2,86E-09 -8,54 -5,79 570 6,485E-07 1,14E-09 -8,94 -6,188 
600 1,55E-06 2,58E-09 -8,59 -5,81 600 5,830E-07 9,72E-10 -9,01 -6,234 
630 1,46E-06 2,32E-09 -8,64 -5,84 630 5,421E-07 8,60E-10 -9,07 -6,266 
660 1,37E-06 2,07E-09 -8,68 -5,86 660 4,929E-07 7,47E-10 -9,13 -6,307 
690 1,29E-06 1,87E-09 -8,73 -5,89 690 4,520E-07 6,55E-10 -9,18 -6,345 
720 1,22E-06 1,70E-09 -8,77 -5,91 720 4,110E-07 5,71E-10 -9,24 -6,386

Mais conteúdos dessa disciplina