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1ª QUESTÃO: ESTABELEÇA A DIFERENÇA ENTRE VÍCIO E DEFEITO DO PRODUTO E SERVIÇO. Vício pode ser caracterizado como algo que impossibilita o uso do produto ou serviço, ou até mesmo diminui o seu valor sem causar prejuízos maiores ao seu consumidor. O defeito pode ser identificado quando o vício extrapola o dano ao produto/serviço e atinge outros bens ou até mesmo causa dano ao consumidor diretamente, como por exemplo em um acidente. 2ª QUESTÃO: DISCORRA SOBRE TODAS AS FORMAS DE VÍCIOS ELENCADOS NO CDC, DANDO UM EXEMPLO PRÁTICO; Os vícios podem ser do produto ou do serviço. Conforme art. 18, CDC o vício de produtos duráveis ou não duráveis ocorre quando a qualidade ou quantidade os tornem impróprios ou inadequados ao consumo a que se destinam ou lhes diminuam o valor. Podendo ser aparente ou de fácil constatação, como exemplo: quando você compra uma torradeira e ao chegar em casa e tentar utilizá-la, ela não liga. Ou vício oculto que é um defeito ou falha de fabricação que se manifesta após certo tempo de uso do produto, por exemplo, um veículo novo, cuja fábrica instalou uma peça defeituosa, que vem a apresentar defeito no câmbio após meses de uso. O vício do serviço está elencado no artigo 20, CDC, que fala sobre vícios de qualidade que os tornam impróprios para o consumo ou lhes diminuam o valor, assim como o paragrafo segundo do mesmo artigo que diz que são impróprios os serviços que se mostram inadequados para os fins que razoavelmente deles se esperam, bem como aqueles que não atendam as normas regulamentares de prestabilidade. Um exemplo prático é quando você contrata um servidor de internet que não entrega a velocidade contratada. 3ª QUESTÃO: ESTABELEÇA A DIFERENÇA ENTRE VÍCIO APARENTE E VÍCO OCULTO DANDO UM EXEMPLO PRÁTICA; O vício aparente é o que pode ser identificado facilmente, em curto prazo, como por exemplo quando compramos um notebook e ele não liga ou não carrega o sistema operacional. O vício oculto geralmente não é identificado de imediato, podendo levar tempo para ser descoberto, meses ou até mesmo anos. É comum a descoberta do vício oculto em aparelhos eletrônicos, como smatphone, tablet, notebook. É um defeito que ocorre na fabricação do produto, como por exemplo quando você compra uma TV e ela simplesmente para de funcionar. 4ª QUESTÃO: DISCORRA SOBRE O DEVER DE INFORMAÇÃO INSTITUÍDO NO ART. 31 DO CDC QUANDO FALA DE OFERTA E APRESENTAÇÃO DO PRODUTO; O fabricante/fornecedor do produto tem o dever de prestar informações claras e precisas referente a mercadoria/serviço que será exposta ao consumidor antes mesmo da compra. Devendo informá-lo sobre a forma adequada do uso, validade do produto, forma de conservação, riscos à saúde e a segurança, quantidade, qualidade, preço, dentre outras informações relevantes. 5ª QUESTÃO: DISCORRA SOBRE A HIPOSSUFICIÊNCIA DO CONSUMIDOR, ELENCANDO SUAS FORMAS E DANDO UM EXEMPLO PRÁTICO DE CADA UM; Hipossuficiência jurídica: Não tem conhecimento jurídico e não poderia alterar o contrato. Às vezes até mesmo tendo conhecimento do jurídico, ele não pode ser exercido devido muitos contratos serem de Adesão. Hipossuficiência técnica: Falta de conhecimento técnico sobre o produto. Acontece quando o consumidor é leigo sobre o assunto a ser tratado ou não tem conhecimento aprofundado sobre o produto adquirido. É costume está relacionados a produtos tecnológicos, como por exemplo os stmartphones, muitas pessoas compram o produto sem saber quais as vantagens e desvantagens aquele aparelho apresenta, e se realmente seria necessário para seu uso. Hipossuficiência econômica: Diz respeito a relação financeira, a discrepância entre as condições financeiras que o consumidor possui diante da empresa que oferece o produto/serviço. 6ª QUESTÃO: DISCORRA SOBRE A RESPONSABILIDADE INSTITUÍDA NO CDC NO TOCANTE AO VÍCIO E DEFEITO DO PRODUTO OU SERVIÇO, DANDO UM EXEMPLO PRÁTICO; Temos quatro responsabilidades previstas no CDC, sendo três solidárias e uma subsidiária. A responsabilidade pelo vício do produto é solidária, então tanto o fornecedor quando o fabricante são responsáveis por sanar o vício do produto. (art. 18, CDC) A responsabilidade pelo defeito do produto é subsidiária, entende-se nesse caso, que a responsabilidade é imediata do fabricante (art. 12, caput, CDC) e subsidiária do comerciante (art. 13, CDC). Sendo o fabricante o principal responsável por reparar o dano, e apenas se não for possível contactá-lo, o comerciante será responsabilizado pela reparação do defeito. A responsabilidade pelo vício do serviço é solidária, sendo o fornecedor e comerciante responsáveis por reparar o vício do serviço. (art. 19, CDC) A responsabilidade pelo defeito do serviço é solidária, sendo ambos (fornecedor e comerciante) responsáveis pela reparação do dano causado pelo defeito do serviço. (art.14) 7º QUESTÃO; QUANDO FALAMOS DE VÍCO OCULTO, O PRAZO SE INÍCIA DO DIA DA COMPRA OU DA DATA DA CONSTAÇÃO DO VÍCIO? O prazo se inicia a partir da data da constatação do vício. (art. 26, § 3º, CDC) 8ª QUESTÃO: ULTRAPASSADO OS 30 DIAS PARA A TROCA, O CONSUMIDOR TERÁ QUE ALTERNATIVAS? À ESCOLHA DO FORNECEDOR OU DO CONSUMIDOR? Quando o vício do produto não for sanado no prazo de trinta dias, o consumidor poderá exigir a troca do produto por um outro da mesma espécie, em perfeitas condições de uso; O reembolso do valor pago pelo produto com correção monetária, sem prejuízo ou dano; Abatimento proporcional do preço, conforme art. 18, §1º, I, II e III, CDC. Exceto quando há aplicação do §2º, do art. 18 do CDC. 9ª QUESTÃO: NO CASO ACIMA, EXISTE ALGUMA EXCEÇÃO? As partes poderão acordar um prazo inferior ou superior a 30 dias, não podendo ser inferior a 7 e nem superior a 180 dias. Nos contratos de adesão, a cláusula de prazo deverá ser feita em separado, com concordância expressa do consumidor. (art. 18, §2º, CDC) Quando se tratar de produto essencial, o consumidor poderá exigir a troca imediata do produto, ou ressarcimento ou abatimento do valor pago, sem ser necessário a espera do prazo de 30 dias para resolução do problema. (art. 18, § 3º, CDC) Tendo o consumidor optado pela substituição do produto por outro da mesma espécie e não sendo isso possível, é cabível como alternativa a substituição por outro de espécie, marca ou modelo diversos, mediante complementação ou restituição de eventual diferença de preço, sem prejuízo dos dispostos nos incisos II e III, §1º. (art. 18, §4º, CDC). 10ª QUESTÃO: ESTABELEÇA A DIFERENÇA ENTRE PROPAGANDA ENGANOSA E ABUSIVA, DANDO UM EXEMPLO PRÁTICO; Propaganda é a forma de divulgação sem fins lucrativos, publicidade tem fins lucrativos e essa é enquadrada no CDC, no artigo 37. Publicidade enganosa, segundo § 1º do referido artigo, é qualquer modalidade de informação ou comunicação de caráter publicitário, inteira ou parcialmente falsa, ou por qualquer outro modo, mesmo por omissão, capaz de induzir em erro o consumidor a respeito da natureza, características, qualidade, quantidade, propriedades, origem, preço e quaisquer outros dados sobre produtos e serviços. Um exemplo seria o comercial da Del Vale o qual remetia que o suco era 100% natural da fruta, quando na verdade tinha apenas aromatizante, sendo um suco industrializado. Publicidade abusiva, segundo § 2º do artigo supracitado, é a publicidade discriminatória de qualquer natureza, que incite a violência, explore o medo ou a superstição, se aproveite da deficiência de julgamento e experiência da criança, desrespeita valores ambientais, ou que seja capaz de induzir o consumidor a se comportar de forma prejudicial ou perigosa à sua saúde ou segurança. Um exemplo de publicidade abusiva foi o comercial da fiat, onde ilustra um ex-detento saindo do presídio e quando chega na rua avista um carro fiat pálio, logo em seguida o comercial dar a entender de que ele furtou o carro, pois ouve-se o alarme do carro disparar e expõe a mensagem “novo pálio, impossível ficar indiferente”. 11ª QUESTÃO: CONCEITUE CONSUMIDOR E FORNECEDOR E SUAS FORMAS; Conforme a Teoria Finalista, adotada pelo STJ, consumidornão é apenas quem compra ou adquiri determinado produto/serviço, mas também aquele que usufrui, sendo assim, também está abrangido quem recebe presente ou doação. O artigo 2º do CDC, define como consumidor a pessoa física ou jurídica que utiliza o produto ou serviço como destinatário final. Contudo, também podemos considerar como consumidor o intermediário em posição de vulnerabilidade/hipossuficiência técnica; profissionais autônomos; e sociedades empresariais de pequeno porte. Não podemos esquecer do consumidor por equiparação, pois ainda que não envolvido na relação de consumo, quem sofre os danos devido a essa relação é considerado consumidor por equiparação e tem direito a reparação. Pois, de acordo com art. 17, CDC equiparam-se a consumidores todas as vítimas do evento. Fornecedor de acordo com o art. 3º do CDC: “É toda pessoa física ou jurídica, pública ou privada, nacional ou estrangeira, bem como os entes despersonalizados, que desenvolvem atividade de produção, montagem, criação, construção, transformação, importação, exportação, distribuição, ou comercialização de produtos ou prestação de serviços.” Também se equipara a fornecedor a entidade de prática desportivas detentora do mando de jogo. Sobre o serviço público, somente os que forem remunerados de forma direta serão considerados fornecedores, como por exemplo nos casos de fornecimento a água, gás, metrô. Fornecedores podem ser: Fornecedor real – aquele que efetivamente participa da fabricação ou prestação do produto ou serviço Fornecedor presumido – não participa do processo de fabricação ou prestação, mas a lei lhe confere tal condição, como o importador por exemplo. Fornecedor equiparado – um terceiro apenas intermediário ou ajudante da relação de consumo principal, mas que atua frente a um consumidor ou a um grupo de consumidores como se fornecedor fosse. Como o administrador de banco de dados. Fornecedor aparente – aquele que embora não tendo participado diretamente do processo de fabricação, apresenta-se como tal por ostentar o nome, marca ou outro sinal de identificação em comum com o bem que lhe foi fabricado por um terceiro, assumindo a posição de real fabricante do produto perante o mercado do consumidor. 12ª QUESTÃO: DISCORRA SOBRE OS PRINCÍPIOS BÁSICOS DO CONSUMIDOR; Doutrina 1. Princípio da transparência 2. Princípio da boa-fé objetiva 3. Princípio da intervenção estatal 4. Princípio da Informação 5. Princípio da Confiança 6. Princípio do Equilíbrio 7. Princípio do Combate ao abuso 8. Princípio do Acesso à Justiça 9. Princípio da Publicidade 13ª QUESTÃO: DISCORRA SOBRE OS DIREITOS BÁSICOS DO CONSUMIDOR; Código de Defesa do Consumidor - Capítulo III – Dos Direitos Básicos do Consumidor (art. 6º, Inciso I a X) 1. Direito à proteção da vida, saúde e segurança 2. Direito a Liberdade de escolha e igualdade nas contratações 3. Direito à informação 4. Direito de Proteção contra a publicidade enganosa e abusiva 5. Direito a Proteção Contratual 6. Direito a Prevenção e Reparação de danos 7. Direito de Acesso aos Órgãos de Defesa 8. Direito a Inversão do Ônus da Prova 9. Direito a Adequada e Eficaz Prestação dos Serviços Públicos