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PREPAROS CAVITÁRIOS COM FINALIDADES RESTAURADORAS Profª. Brena Martins O preparo de uma cavidade deverá ser realizado de acordo com normas bem estabelecidas no que diz respeito à forma de contorno; Resistência; retenção; e adequado tratamento do ângulo cavo-superficial. Levar em consideração as necessidades particulares de cada paciente e de cada dente, devendo ser o mais conservador possível, tanto em profundidade como em abertura vestíbulo-lingual. CLASSIFICAÇÃO DE BLACK 1908 CLASSE I SIMPLES PREPAROS DE CAVIDADES CLASSE I (OCLUSAL) PARA AMÁLGAMA Indicado quando à lesão de cárie está limitada à superfície oclusal, com/sem envolvimento das faces vestibulares e linguais/palatinas. O amálgana, idealmente, deverá ser empregado em cavidades conservativas, ou seja, onde a abertura vestíbulo-lingual apresentar pequena abertura e profundidade. anti-sepsia Anestesia(quando houver necessidade) Isolamento adequado do campo operatório Brocas de alta-rotação, 329 e 330 ( obter paredes vestibular e lingual convergentes para a oclusal e ângulos vestíbulo-pulpar e linguo-pulpar ligeiramente arredondados, conferindo uma maior resistência do dente à fraturas. As margens da cavidade devem ficar localizadas em estrutura dental sadia e sujeitas à mínimos esforços. Contornos devem passar ao redor das cúspides, preservando estrutura dentária e prevenir que os ângulos se aproximem muito dos cornos pulpares. As margens vestibulares e linguais não devem ser estendidas mais que a metade da distância entre sulco central e as pontas das cúspides. O contorno deve incluir fissuras cariadas, ou muito profundas colocando as margens do preparo em tecido relativamente liso e sadio. O contorno deve ser estendido, minimamente, no sentido das cristas marginais proximais, apenas o suficiente para incluir o defeito. 5. Cavidades oclusais separadas por menos que 0,5mm de espessura, estas deverão ser unidas através de um só contorno. 6. O contorno deve ser estendido para incluir esmalte socavado por cáries. 7. O contorno, sempre que possível, deverá respeitar áreas de contatos cêntricos. 8. Sempre que possível deve-se lançar mão de ameloplastia para conservar tecido dentário, especialmente nos extremos terminais das fissuras superficiais. Brocas (329 ou 330), posicionadas de modo que seu longo eixo fique paralelo ao da coroa dental, penetração inicial da broca determinando nível da parede pulpar. Movimentos no sentido mesial e distal (englobando toda a fissura central e as fossas mesial e distal, seguindo as elevações e depressões da superfície oclusal. A parede pulpar ficará portando sinuosa, paralela ao limite amelodentinário. Paredes proximais convergentes para a oclusal seria o mais indicado principalmente em cavidades conservativas, favorecendo um ângulo marginal maior e melhor conservação do material. Em cavidades amplas as paredes são divergentes ou paralelas devido as cristas marginais apresentarem-se menos espessas. A abertura vestíbulo-lingual o menor possível, propiciando maior resistência ao remanescente dental e menor degradação marginal das restaurações. Em cavidades amplas ,onde a abertura vestíbulo–lingual for maior que a profundidade, são necessários algum tipo de retenção mecânica adicional, em forma de canaletas sob as cúspides das paredes vestibular e lingual realizada com brocas esféricas lisas ¼ em alta velocidade PREPAROS DE CAVIDADES CLASSE II PARA AMÁLGAMA Indicado quando as lesões de cárie localizam-se nas superfícies proximais de pré-molares e molares. O amálgama deve ser protegido pela estrutura dental, favorecendo menores chances de falhas e fraturas. Com broca 329, em alta velocidade, e sob refrigeração, estende-se a caixa oclusal à crista marginal correspondente à superfície proximal que contém a lesão, expondo o limite amelo-dentinário proximal. Após expor o limite amelo-dentinário, deve-se executar uma canaleta de orientação no sentido gengival, direcionando a broca 329 em sentido gengival, proximais vestibular e lingual, tentando preservar lâmina de esmalte para proteger a superfície proximal do dente vizinho. As canaletas (futura caixa proximal ) devem apresentar dimensão vestíbulo-lingual em parede gengival maior que em oclusal, como forma de retenção e preservar tecido dental sadio na região de cristas marginais CLASSE II COMPOSTA OD CLASSE II COMPLEXA MOD Paredes vestibular e lingual estendidas em direção as respectivas faces, criando espaço de 0,2 a 0,3mm com o dente adjacente. Parede gengival em direção à margem livre da gengiva criando espaço de 0,5mm entre a margem e o dente adjacente. As caixas proximais devem receber refinamento; Paredes vestibular, lingual e gengival bem definidas em relação posição com dente vizinho. Esmalte sem apoio deverá ser removido com auxílio de um machado para esmalte (esmalte sem suporte das paredes vestibular e lingual) e recortador de margem para parede gengival. Apoiando os recortadores no ângulo cavo –superficial gengival de vestibular para lingual, várias vezes até remover todo esmalte sem apoio e arredondar em esmalte os ângulos , gengivo-vestibular e gengivo-lingual, possibilitando melhor adaptação do amálgama nessa região. Também os recortadores devem ser utilizados para arredondar os ângulos áxio-pulpares, aumentando a resistência do material nessa região, gerando menos concentrações de tensão provenientes de forças oclusais, reduzindo riscos de fratura. image3.png image4.png image5.tiff image6.tiff image7.tiff image8.tiff image9.tiff image10.tiff image11.tiff image12.tiff image13.tiff image14.tiff image15.tiff image16.tiff image17.tiff image18.tiff image19.tiff image20.tiff image21.tiff image1.png