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MANUAL DO GESTOR E OPERADOR RONDA NO BAIRRO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
1ª EDIÇÃO 
MANAUS - 2011 
 
 
GOVERNADOR DO ESTADO 
Omar José Abdel Aziz 
 
VICE-GOVERNADOR DO ESTADO 
José Melo de Oliveira 
 
SECRETÁRIO DE ESTADO DE SEGURANÇA PÚBLICA 
Paulo Roberto Vital de Menezes 
 
SECRETÁRIO EXECUTIVO DE ESTADO DE SEGURANÇA PÚBLICA 
Umberto Ramos Rodrigues 
 
COMANDANTE GERAL DA PMAM 
Cel QOPM Almir David Barbosa 
 
DELEGADO GERAL DA PCAM 
Mário Cesar Medeiros Nunes 
 
COMISSÃO ESPECIAL DO PROGRAMA RONDA DO BAIRRO 
Amadeu da Silva Soares Júnior, Tenente-Coronel QOPM, PMAM 
Luciano Tavares da Silva, Delegado de Polícia, PCAM 
Tiago Monteiro de Paiva, Representante da SEGOV 
Ronney César Campos Peixoto, Sec. Exec. Adj. de Planejamento, SEPLAN 
 
CORPO TÉCNICO DA COMISSÃO ESPECIAL DO PROGRAMA RONDA DO BAIRRO 
Antônio de Oliveira Escóssio, Tenente-Coronel QOPM, da PMAM 
Jatniel Rodrigues Januário, Capitão QOPM, da PMAM 
Guilherme José Sette Júnior, Tenente QOPM, da PMAM 
Miguel Jaime dos Santos Agra, Investigador de Polícia, da PCAM 
Rômulo Valente Cavalcante, Escrivão de Polícia, da PCAM 
Priscila Teixeira da Costa Santos, Investigadora de Polícia, da PCAM 
 
Permitida a reprodução sem fins lucrativos, parcial ou total, por qualquer meio, se 
citada à fonte. Sugestões para o aperfeiçoamento deste Manual poderão ser encaminhadas 
ao Gabinete do Secretário de Estado da Segurança Pública do Amazonas, ou pelo e-mail: 
seseg@ssp.am.gov.br. 
 
Endereço para correspondência: 
Secretário de Estado de Segurança Pública do Estado do Amazonas 
Av. Torquato Tapajós, 5555, Bairro Flores, Manaus-AM. 
Cep: 69000-000 
 
Edição: 
Secretaria de Estado de Segurança Pública do Amazonas 
 
Elaboração: 
Amadeu da Silva Soares Júnior, Ten Cel QOPM 
Luciano Tavares da Silva, Delegado de Polícia 
Maria Júlia Belota Lopes, Delegada de Polícia 
Júlio Alberto Simonetti Barbosa, Ten Cel QOPM 
Anézio Brito de Paiva, Maj QOPM 
Jatniel Rodrigues Januário, Cap QOPM 
Guilherme José Sette Júnior, Ten QOPM 
 
Diagramação: 
Maria Júlia Belota Lopes, Delegada de Polícia 
Jatniel Rodrigues Januário, Cap QOPM 
Guilherme José Sette Júnior, Ten QOPM 
James Waliton Vasconcelos Tinoco, Assessor SSP 
 
Capa: 
Guilherme José Sette Júnior, Ten QOPM 
James Waliton Vasconcelos Tinoco, Assessor SSP 
 
Normalização: 
Maria... 
CRB/11 – Reg. xxx 
XYYY Amazonas. Secretaria de Estado de Segurança Pública. 
Manual do Gestor e Operador Ronda no Bairro 
Gestor e Operador Ronda no Bairro; 
Portaria n. XX, de XX de setembro de 2011 / Amadeu da 
Silva Soares Junior... [ et al. ] - - Manaus: Governo do 
Estado do Amazonas, Secretaria de Estado de Segurança 
Pública, 2011. 
p.xxx; il. 
1. Segurança Pública 2. Programa Ronda no Bairro 3. 
Polícia Comunitária 4. Policiamento Comunitário 
I. Câmara, Dan Cel QOPM II. Polícia Militar do Amazonas 
mailto:seseg@ssp.am.gov.br
 
PORTARIA N° xx, DE xx DE xx DE 2011. 
 
 
 
Aprova o Manual do Gestor e Operador Ronda no 
Bairro, e dá outras providências. 
 
 
O Secretário de Estado de Segurança Pública do Amazonas, no uso de suas 
atribuições e etc. 
 
RESOLVE: 
 
Art. 1º. Aprovar o Manual do Gestor e Operador Ronda no Bairro. 
 Art. 2º. Esta Portaria entra em vigor na data da sua publicação. 
 PUBLIQUE-SE, CERTIFIQUE-SE E CUMPRA-SE. 
GABINETE DO SECRETÁRIO DE ESTADO DE SEGURANÇA PÚBLICA DO 
AMAZONAS, em Manaus, 30 de setembro de 2011. 
 
 
Secretário de Estado de Segurança Pública 
 
 
SUMÁRIO 
 
APRESENTAÇÃO DO MANUAL ............................................................................................... 1 
INTRODUÇÃO ........................................................................................................................... 2 
PARTE 1 .................................................................................................................................... 5 
ASPECTOS SOCIO-POLÍTICOS DO RONDA NO BAIRRO ..................................................... 5 
1. RONDA NO BAIRRO ENQUANTO POLÍTICA PÚBLICA ...................................................... 5 
2. ASPECTOS SOCIAIS INTERVENIENTES NA SEGURANÇA PÚBLICA .............................. 6 
2.1 CONFLITO ....................................................................................................................................................... 6 
2.2 O CRIME ......................................................................................................................................................... 7 
2.2.1 Fatores motivadores dos crimes ..........................................................................................................................7 
2.3 SENSAÇÃO DE SEGURANÇA ....................................................................................................................... 8 
PARTE 2 .................................................................................................................................... 9 
PROGRAMA RONDA NO BAIRRO ........................................................................................... 9 
1. ESTRATÉGIAS QUE ORIENTAM O PROGRAMA................................................................ 9 
1.1 INSTRUMENTAIS ........................................................................................................................................... 9 
1.1.1 Estratégia de proximidade policial .......................................................................................................................9 
1.1.2 Estratégia de integração .......................................................................................................................................9 
1.2 SUBSTANTIVAS ............................................................................................................................................. 9 
1.2.1 Estratégia social de prevenção da violência e do delito ...................................................................................9 
1.2.2 Estratégia institucional de prevenção e controle do delito ...............................................................................9 
PARTE 3 .................................................................................................................................. 10 
RONDA NO BAIRRO, SINÔNIMO DE POLÍCIA COMUNITÁRIA ............................................ 10 
1. ACERCA DA FILOSOFIA DE POLÍCIA COMUNITÁRIA .................................................... 10 
2. OS 10 PRINCÍPIOS DA POLÍCIA MODERNA ..................................................................... 10 
3. OS PRINCÍPIOS DA POLÍCIA COMUNITÁRIA .................................................................. 11 
4. “OS SEIS GRANDES” DO POLICIAMENTO COMUNITÁRIO ............................................. 13 
4.1 A POLÍCIA ..................................................................................................................................................... 13 
4.2 A COMUNIDADE ........................................................................................................................................... 13 
4.3 AUTORIDADES ............................................................................................................................................. 13 
4.4 A COMUNIDADE DE NEGÓCIOS ................................................................................................................ 13 
4.5 INSTITUIÇÕES COMUNITÁRIAS ................................................................................................................. 13 
 
 
4.6 A MÍDIA ......................................................................................................................................................... 14 
5. DIFERENÇAS ENTRE POLÍCIA TRADICIONAL E POLÍCIA COMUNITÁRIA .................... 14 
PARTE 4 ..................................................................................................................................16 
PARÂMETROS PARA O MODELO RONDA NO BAIRRO ...................................................... 16 
1. PROXIMIDADE POLICIAL ................................................................................................... 16 
1.1 RESPONSABILIDADE TERRITORIAL ......................................................................................................... 16 
1.1.1 Conceituação ........................................................................................................................................................16 
1.1.2 Setorização ...........................................................................................................................................................16 
1.1.3 Divisão territorial ...................................................................................................................................................17 
1.2 DESCONCENTRAÇÃO ORGANIZACIONAL E DESCENTRALIZAÇÃO DO PLANEJAMENTO ................ 18 
1.2.1 Capital ....................................................................................................................................................................18 
1.2.2 Área ........................................................................................................................................................................18 
1.2.3 Subárea .................................................................................................................................................................18 
1.2.4 Setor .......................................................................................................................................................................19 
1.2.5 Subsetor.................................................................................................................................................................19 
1.3 POLÍCIA DE PROXIMIDADE ........................................................................................................................ 19 
1.4 SISTEMA DE MALHAS ................................................................................................................................. 21 
1.4.1 Primeira Malha ......................................................................................................................................................21 
1.4.2 Segunda Malha .....................................................................................................................................................21 
1.4.3 Terceira Malha ......................................................................................................................................................22 
2. INTEGRAÇÃO ..................................................................................................................... 22 
2.2 INTEGRAÇÃO DA INTELIGÊNCIA ............................................................................................................... 24 
2.3 INTEGRAÇÃO DA CAPACITAÇÃO POLICIAL ............................................................................................. 25 
2.4 ROTINA DE TRABALHO INTEGRADO ........................................................................................................ 26 
2.4.1 Atividades ..............................................................................................................................................................26 
2.4.2 Períodos das reuniões .........................................................................................................................................27 
2.4.3 Local das reuniões ...............................................................................................................................................28 
2.5.AÇÕES E OPERAÇÕES INTEGRADAS ...................................................................................................... 28 
2.5.1 Ações integradas no combate ao tráfico de drogas ........................................................................................28 
2.5.2 Operações integradas .........................................................................................................................................29 
3. COMUNITARIZAÇÃO .......................................................................................................... 30 
3.1 GESTÃO PARTICIPATIVA E PRESTAÇÃO DE CONTAS ........................................................................... 30 
3.2 INTERAÇÃO .................................................................................................................................................. 31 
3.3 ESTRATÉGIAS PARA UMA ORGANIZAÇÃO COMUNITÁRIA ADEQUADA .............................................. 31 
 
 
3.3.1 Organização comunitária como meio de controle social ................................................................................31 
3.3.2 Organização comunitária como meio de auto-ajuda ......................................................................................32 
3.3.3 Organização comunitária como meio de parceria decisória ..........................................................................33 
3.4 FIXAÇÃO DO EFETIVO ................................................................................................................................ 34 
4. CONTROLE DA QUALIDADE TOTAL ................................................................................. 35 
4.1 COMPROMISSO COM RESULTADOS ........................................................................................................ 35 
4.2 O FOCO DEVE SER O CLIENTE-CIDADÃO................................................................................................ 35 
4.3 VALORIZAÇÃO DO SERVIÇO POLICIAL .................................................................................................... 35 
4.4 COMPROMETIMENTO DA ALTA DIREÇÃO ............................................................................................... 36 
4.5 PROATIVIDADE ............................................................................................................................................ 36 
5. EMPREGO DE MÉTODO DE RESOLUÇÃO DE PROBLEMAS A MÉDIO E LONGO 
PRAZO .................................................................................................................................... 37 
5.1 EMPREGO DO MÉTODO IARA NA SOLUÇÃO DE PROBLEMAS DA COMUNIDADE ............................. 37 
5.1.1 1ª Fase – Identificação ........................................................................................................................................38 
5.1.2 2ª Fase - Análise ..................................................................................................................................................39 
5.1.3 3ª Fase - Resposta...............................................................................................................................................41 
5.1.4 4ª Fase - Avaliação ..............................................................................................................................................44 
6. USO DE INDICADORES ..................................................................................................... 44 
6.1 INDICADORES DE SITUAÇÃO .................................................................................................................... 45 
6.2 INDICADORES DE PRODUTIVIDADE ......................................................................................................... 45 
7. A COMUNICAÇÃO NO POLICIAMENTO COMUNITÁRIO ................................................. 49 
7.1 COMO SE COMUNICAR............................................................................................................................... 49 
7.1.1 O processo de verbalização ...............................................................................................................................497.1.2 Postura e Compostura policial ...........................................................................................................................50 
7.1.3 Informações que o policial deve ter para transmitir a comunidade ..............................................................50 
8. TIPOS DE INTERAÇÃO ...................................................................................................... 51 
8.1 INTERAÇÃO DO PÚBLICO INTERNO ......................................................................................................... 51 
8.1.1 Valorização ............................................................................................................................................................51 
8.1.2 Capacitação e aprimoramento dos servidores ................................................................................................52 
8.1.3 Aplicação da gestão do conhecimento .............................................................................................................52 
8.2 INTERAÇÃO ESTRATÉGICA E SOCIAL...................................................................................................... 59 
8.2.1 Oito etapas para o sucesso da interação estratégica e social ......................................................................59 
8.2.2 Instituição dos Conselhos Interativos Comunitários de Segurança Pública (CICSP) ...............................66 
8.2.3 Criação de um Programa Policial em rádio comunitária legalmente constituída na subárea ..................71 
 
 
8.2.4 Utilização das Urnas de denúncias e sugestões .............................................................................................82 
8.2.5 Aplicação das Visitas Comunitárias ..................................................................................................................82 
8.2.6 Mutirão de Visitas Comunitárias ........................................................................................................................86 
8.2.7 Aplicação das Visitas Solidárias ........................................................................................................................87 
8.2.8 Participação em eventos sociais da comunidade ...........................................................................................88 
8.2.9 Participação efetiva nas ações da comunidade ..............................................................................................89 
8.3 INTERAÇÃO ENTRE OS ÓRGÃOS ............................................................................................................. 89 
8.3.1 Planejamento de grandes operações conjuntas .............................................................................................89 
8.3.2 Encaminhamento de demandas extra-criminais aos órgãos competentes .................................................90 
8.4 INTERAÇÃO TÁTICA .................................................................................................................................... 90 
8.4.1 Emprego dos meios .............................................................................................................................................90 
8.4.2 Processos de policiamento e formas de emprego ..........................................................................................92 
PARTE 5 .................................................................................................................................. 99 
COORDENAÇÃO E CONTROLE ............................................................................................ 99 
1. COORDENAÇÃO ................................................................................................................ 99 
2. FORMAS DE COORDENAÇÃO .......................................................................................... 99 
3. CONTROLE ......................................................................................................................... 99 
4. CENTRO INTEGRADO DE OPERAÇÕES DE SEGURANÇA PÚBLICA – CIOPS ........... 100 
5. SISTEMA INTEGRADO DE SEGURANÇA PÚBLICA - SISP ............................................ 100 
PARTE 6 ................................................................................................................................ 101 
ATRIBUIÇÕES DO POLICIAL COMUNITÁRIO ..................................................................... 101 
1. DO DELEGADO E DO COMANDANTE DO DIP ............................................................... 101 
2. DO SUPERVISOR DE POLICIAMENTO OSTENSIVO ..................................................... 102 
3. DO COMANDANTE DO GPI ............................................................................................. 102 
4. DO PATRULHEIRO COMUNITÁRIO ................................................................................ 105 
5. O QUE SE ESPERA DE UM POLICIAL COMUNITÁRIO?(comum à Polícia Militar e Polícia 
Cilvil) ...................................................................................................................................... 105 
6. O QUE DEVE OBSERVAR UM POLICIAL COMUNITÁRIO? (comum à Polícia Militar e 
Polícia Cilvil) .......................................................................................................................... 106 
PARTE 7 ................................................................................................................................ 108 
ESCRITURAÇÃO NO POLICIAMENTO COMUNITÁRIO ...................................................... 108 
1. CONCEITOS BÁSICOS ..................................................................................................... 108 
2. PROCEDIMENTOS ........................................................................................................... 108 
3. FORMULÁRIOS PARA O POLICIAMENTO COMUNITÁRIO ............................................ 109 
 
 
3.1. LIVRO DE SOLICITAÇÕES ...................................................................................................................... 109 
3.2. RELATÓRIO DE SERVIÇO MOTORIZADO ............................................................................................. 110 
3.3. RELATÓRIO DE ATIVIDADES ................................................................................................................. 111 
3.4. REGISTRO DE VISITAS SOLIDÁRIAS .................................................................................................... 112 
3.5. LIVRO DE RONDA .................................................................................................................................... 113 
3.6. FICHA DE VISITAS COMUNITÁRIAS ...................................................................................................... 114 
PARTE 8 ................................................................................................................................ 115 
NORMAS E PROCEDIMENTOS .......................................................................................... 115 
1. FLUXO OPERACIONAL DO ATENDIMENTO DE OCORRÊNCIAS NÃO-CRIMINAIS. ... 116 
2. FLUXO OPERACIONAL DE ATENDIMENTO DE OCORRÊNCIA SEM FLAGRANTE ..... 117 
3.FLUXO OPERACIONAL DO ATENDIMENTO DE OCORRÊNCIA CONFORME LEI MARIA 
DA PENHA ............................................................................................................................ 118 
4. FLUXO OPERACIONAL DO ATENDIMENTO DE OCORRÊNCIA-DENÚNCIA 
FORMULADA PELO MINISTÉRIO PÚBLICO VIA REQUERIMENTO .................................. 119 
5.FLUXO DE OCORRÊNCIA JÁ REGISTRADA EM OUTRA DELEGACIA .......................... 120 
6.FLUXO DE PROCEDIMENTOS CRIMINAIS ...................................................................... 120 
7.PROCEDIMENTOS OPERACIONAIS BÁSICOS DE ATENDIMENTO A OCORRÊNCIAS 
POLICIAS ..............................................................................................................................121 
7.1 CONHECIMENTO DA OCORRÊNCIA ........................................................................................................ 121 
7.2 DESLOCAMENTO PARA O LOCAL DA OCORRÊNCIA (EM VIATURA) .................................................. 121 
7.3 CHEGADA AO LOCAL DA OCORRÊNCIA (EM VIATURA) ....................................................................... 122 
7.4 LOCALIZAÇÃO DA(S) PESSOA(S) EM ATITUDE(S) SUSPEITA(S) ........................................................ 123 
7.5 ABORDAGEM A PESSOA EM ATITUDE(S) SUSPEITA(S) ....................................................................... 124 
7.6 BUSCA PESSOAL ....................................................................................................................................... 126 
7.7 CONDUÇÃO À REPARTIÇÃO PÚBLICA COMPETENTE ......................................................................... 128 
7.8 APRESENTAÇÃO DA OCORRÊNCIA NA REPARTIÇÃO PÚBLICA COMPETENTE .............................. 129 
7.9 ENCERRAMENTO DA OCORRÊNCIA....................................................................................................... 129 
8. VISÃO COMUNITÁRIA NO ATENDIMENTO DE OCORRÊNCIAS POLICIAIS ................ 130 
8.1 DAS OCORRÊNCIAS CONTRA A PESSOA .............................................................................................. 130 
8.1.1 Homicídio ............................................................................................................................................................. 130 
8.1.2 Lesão corporal ...................................................................................................................................................... 130 
8.1.3 Abandono de Incapaz ........................................................................................................................................... 131 
 
 
8.1.4 - Sequestro ........................................................................................................................................................... 131 
8.1.5 Ocorrências de maus tratos ................................................................................................................................. 131 
8.2 OCORRÊNCIAS CONTRA O PATRIMÔNIO .............................................................................................. 131 
8.2.1 Furto e Roubo ....................................................................................................................................................... 131 
8.2.2 auto localizado ...................................................................................................................................................... 132 
8.3 OCORRÊNCIAS CONTRA A PAZ PÚBLICA .............................................................................................. 133 
8.3.1 Perturbação do sossego ........................................................................................................................................ 133 
8.3.2 Embriaguez ........................................................................................................................................................... 133 
8.4 OCORRÊNCIAS CONTRA OS COSTUMES ............................................................................................. 133 
8.4.1 Estupro e atentado violento ao pudor .................................................................................................................. 133 
8.5 DAS OCORRÊNCIAS COM ENTORPECENTES ....................................................................................... 134 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ...................................................................................... 135 
GLOSSÁRIO .......................................................................................................................... 137 
 
 
 
 
 
 
1 
APRESENTAÇÃO DO MANUAL 
Nos últimos anos, no Brasil e no mundo, muito se investiu para disseminação da 
filosofia de Polícia Comunitária, a exemplo dos programas implementados e cursos de 
Polícia Comunitária ministrados nas diversas unidades da federação. No Estado do 
Amazonas, o Governo através do Programa Ronda no Bairro, a partir de 2011, estabelece 
um Programa de Polícia Comunitária, de forma ampla, sistêmica, participativa e com foco 
na prevenção e no cidadão. 
Isso significa para a sociedade amazonense uma conquista, como forma de 
concretização das aspirações da população: ter uma Polícia que trabalhe próxima e em 
parceria com a comunidade e na qual ela possa crer e confiar. 
Assim, no âmbito do Programa, o Manual do Gestor e Operador Ronda no Bairro, 
vem satisfazer a necessidade de orientações sobre os temas primordiais que integram as 
atividades de policiamento comunitário, apresentando, também, caminhos para o 
desenvolvimento da integração entre os órgãos, da mobilização comunitária, participação 
da Polícia na resolução de problemas junto à comunidade e, concomitantemente, a 
mudança de comportamento dos policiais, através de um processo educativo contínuo. 
Este Manual é resultado de uma pesquisa elaborada por policiais civis e militares do 
Estado do Amazonas, destinado à capacitação e ações dos gestores e operadores na área 
de segurança pública, orientado pela filosofia e estratégia organizacional de Polícia 
Comunitária, apontando para a uniformização de ações, condutas e procedimentos, de 
forma clara, precisa e qualificada conforme a realidade do Amazonas. 
Assim, os assuntos abordados estão distribuídos em oito partes, iniciando pela 
argumentação que justifica a implementação da filosofia e estratégia de Polícia 
Comunitária, pelo Governo do Amazonas, através das polícias do Estado. Tratam dos 
aspectos sócio-políticos e estratégias que orientam o Programa e apresentam os 
fundamentos e parâmetros que trarão sustentação às práticas preconizadas pelo Programa 
Ronda no Bairro. 
O uso deste Manual, ferramenta da estratégia do Governo do Amazonas, levará a 
otimização de esforços e a ampliação de resultados práticos positivos para a efetividade de 
uma política pública de segurança com foco no cidadão e na parceria entre a população e 
as instituições de segurança pública. 
 
 
2 
 INTRODUÇÃO 
A Polícia Comunitária constitui-se, hoje, em unanimidade na segurança pública. Nas esferas 
federal, estadual e municipal essa filosofia ganhou, com o passar dos anos, espaço nas decisões 
estratégicas, estando presente nos programas e planos de governos. As comunidades, policiais, 
acadêmicos, jornalistas e ONGs, por sua vez, mostram-se simpáticos com o assunto. 
Tal como em outros países, nos Estados Unidos, decorrente da Polícia Comunitária (filosofia 
e estratégia), o policiamento comunitário (atividade) foi sendo sedimentado nas instituições 
policiais e, hoje, segundo Eck e Rosenbaum1, é praticamente o único pensamento, atitude e ação 
dos policiais e a única alternativa disponível para o gestor policial melhorar o relacionamento da 
Instituição com a sociedade. 
Nos países da América Latina, problemas já conhecidos permeiam as instituições policiais, 
internos e externos, especialmente a baixa estima. Problemas esses, geralmente decorrentes do 
histórico de frequente envolvimento com a repressão nos regimes autoritários bem como, depois 
da transição, a escalada de violência, que fizeram da América Latina a região mais violenta do 
planeta. 
Nesse contexto, a Polícia Comunitária foi se revelando como a alternativa mais apropriada 
para mudança desse quadro caótico e muitas instituições policiais passaram a investir em 
programas de polícia baseados nessa filosofia e estratégia, adotando o modelo comunitário de 
policiamento como uma boa prática para recuperar o prestígio e a imagem institucional. 
Várias experiências foram registradas, a exemplo das atividades com gangues juvenis em 
Medellín, na Colômbia, os projetos patrocinadospelo Instituto Latino Americano de Direitos 
Humanos em várias cidades; o Plano Quadrante, adotado pelos Carabineiros no Chile e outros2. 
A ideia de uma polícia orientada para a solução de problemas junto à comunidade e 
melhoria da qualidade de vida da população, de acordo com a filosofia de polícia comunitária já 
 
1
 Eck , Rosenbaum. Como reconhecer um bom policiamento: problemas e temas. (Série Polícia e Sociedade. vol. 4) 
2
 Chinchilla M, Laura. Policia de Orientacion Comunitaria – Una Adecuada Alianza entre Policia 
Y Comunidad para Revertir la Inseguridad. Chile, 1999 
 
 
3 
praticada em diversos outros países, ganhou força no Brasil nos anos 80, com a abertura 
democrática do país e com a Constituição Federal de 1988. 
Nesse sentido, diversos projetos têm sido implementados no País, como o projeto Viva Rio, 
em Copacabana, o Policiamento Interativo Comunitário, no Espírito Santo, o programa de Polícia 
Comunitária da Polícia Militar de São Paulo, o Pacto pela Vida, de Pernambuco, Ronda do 
Quarteirão, no Ceará, Fica Vivo, de Minas Gerais e outros. Assim, existem diversas experiências que 
podem ser qualificadas de "comunitárias", nas polícias de catorze Estados: Espírito Santo, Pará, 
Paraná, Sergipe, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Distrito Federal, Ceará, Pernambuco, 
Paraíba, Minas Gerais, Santa Catarina e Bahia.3 
No Amazonas, o Governo do Estado, ao criar e implementar o Programa Ronda no Bairro, a 
partir de 2011, iniciou o estabelecimento de uma política de segurança pública com foco no 
cidadão, aperfeiçoando a prevenção e a repressão qualificada nas condutas ofensivas à sociedade. 
O negócio do Programa é investir no desenvolvimento e na implementação de um conceito 
de segurança pública que impulsione e dê sustentação à proximidade policial e promova uma maior 
participação e envolvimento da comunidade no planejamento e ações no campo da segurança 
pública, trazendo bons resultados na solução de problemas e melhoria da qualidade de vida da 
população. 
Para a implementação do Programa, entretanto, fez-se necessário adotar algumas linhas de 
ação, tais como: compatibilização territorial de atuação, integração dos órgãos, modernização 
organizacional e tecnológica, construção e reforma de infraestrutura, reaparelhamento, interação, 
inclusão e capacitação de recursos humanos, desenvolvimento de metodologia de policiamento 
comunitário, bem como outras ações estratégicas dos órgãos que compõem o Sistema de 
Segurança Pública do Amazonas. 
Nesse sentido, a filosofia de Polícia Comunitária se constituiu o tema central do Programa 
Ronda no Bairro, cuja estratégia básica é melhorar a qualidade da gestão operacional da segurança 
pública do Amazonas, foco na prevenção e no cidadão cliente, polícia orientada para a solução de 
 
3
 CERQUEIRA, Carlos Magno Nazareth (Org.). Do patrulhamento ao policiamento comunitário. 2. ed. Rio de Janeiro: 
Freitas Bastos, 2001. (Série Coleção Polícia Amanhã). 
 
 
4 
problemas junto à comunidade, metodologias de mobilização social, integração, parceria e 
conscientização comunitária no que diz respeito à solução de problemas de segurança pública e 
análise dos fatores intervenientes para a sua execução. 
O nascer desse novo momento na segurança pública, com a adoção do modelo de 
policiamento comunitário, sugere que causas comuns são provavelmente as responsáveis pelos 
mesmos efeitos na comunidade. Com esse entendimento, o discurso em favor do policiamento 
comunitário ganha força quando se percebe que policiamento comunitário refaz a conexão da 
polícia com a sociedade, gerando progresso, diminuindo os índices de criminalidade, reduzindo a 
insegurança e o medo do crime, fazendo o público se sentir amparado e gerando segurança pública. 
Institucionalmente, representa inovação e mudanças fundamentais na estrutura, 
organização, articulação e gestão das polícias, oportunizando o reconhecimento de que esta não 
pode ter sucesso em atingir seus objetivos básicos sem o apoio, tanto operacional quanto político, 
da sua própria comunidade. Tornando-se, portando, em uma polícia moderna, proativa, que 
estabelece laços de confiança, que respeita os direitos humanos, observadora da democracia, da 
idoneidade, da ética e consciência policial. 
Assim, o modelo e metodologia de policiamento comunitário, conforme o Programa Ronda 
no Bairro, vem estabelecer novos princípios norteadores para a implantação, implementação e 
institucionalização da filosofia de Polícia Comunitária pela Polícia Amazonense, uma polícia 
moderna, mais eficiente, científica, democrática, promotora dos direitos humanos na busca da 
solução conjunta dos problemas comunitários e da segurança pública. 
 
 
5 
PARTE 1 
ASPECTOS SOCIO-POLÍTICOS DO RONDA NO BAIRRO 
1. RONDA NO BAIRRO ENQUANTO POLÍTICA PÚBLICA 
Entender o Programa Ronda no bairro como uma Política Pública é essencial para 
que os operadores de Segurança Pública tenham uma ampla visão da importância deste 
programa para sociedade amazonense. 
Compreender os fatores que motivaram a decisão governamental no sentido de 
empenhar esforços para a concretização desse programa é de elevado valor para o 
envolvimento e atuação qualificada na segurança pública do Estado. Assim, ao longo 
deste tópico, faremos uma breve abordagem sobre o conceito de Política Pública. 
De acordo com Santin (2004, p. 27), “O Estado foi constituído para atender as 
necessidades comunitárias na incessante busca da paz social e do bem comum”. 
Diante dessas necessidades comunitárias, o Estado deve se articular para trazer 
respostas a estas demandas, utilizando-se de ferramentas, como, a arrecadação tributária, 
necessária para atender os gastos do governo, seguindo todo um processo, culminando 
com a implementação de uma Política Pública. 
Em uma visão jurídica, Bucci (2002, p. 241) afirma que “Políticas Públicas são 
Programas de ação Governamental visando coordenar os meios à disposição do Estado e 
as atividades privadas, para realização de objetivos socialmente relevantes e politicamente 
determinados”. 
Já Saravia e Ferrarezi (2006, p. 28), em uma concepção administrativa, Política 
Pública “trata-se de um fluxo de decisões públicas, orientado a manter o equilíbrio social ou 
a introduzir desequilíbrios destinados a modificar essa realidade”. 
A fim de termos uma visão mais ampla de políticas públicas, de forma a facilitar a 
sua concepção no programa Ronda no Bairro, podemos definir políticas públicas como 
qualquer manifestação do Estado, seja em nível federal, estadual ou municipal, 
visando a sua teleologia. 
 
 
6 
Com essa visão, impõe-se a exigência de que o trabalho dos órgãos do sistema de 
segurança pública respalde-se em metas, objetivos e estratégias bem definidas que 
permitam em sua execução constantes avaliações. 
2. ASPECTOS SOCIAIS INTERVENIENTES NA SEGURANÇA PÚBLICA 
É pacífico o entendimento de que questões sociológicas e criminológicas afetam a 
vida em sociedade. Por isso, para que os operadores de segurança pública compreendam 
os problemas da comunidade onde atuam é necessário conhecer sobre conflitos, crimes e 
a sensação de insegurança. 
2.1 CONFLITO 
O conflito é oriundo das interações sociais. Logo, onde existir dois ou mais 
indivíduos interagindo poderá ocorrer conflito. E desta conflitualidade, em muitos casos, é 
que deriva o fenômeno da criminalidade, trazendo consequências que demandam ações da 
Segurança Pública. 
Buscando uma conceituação sucinta para o conflito, pode se dizer que é “uma 
contenda entre indivíduos ou grupos, em que cada um dos contendores almeja uma 
solução que exclui a desejada pelo adversário” (LAKATOS e MARCONI, 1999, p. 90). 
Entretanto, esta conceituação não exaure a semântica do conflito. 
Outra forma de perceber este aspecto social é quando as normas sãovioladas, por 
não serem aceitas ou pelo desejo de modificá-las. 
O conflito não é tão negativo quanto parece. Em diversas situações estas 
divergências de ideias e heterogeneidade de interpretações dos fatos são primordiais para 
um regime democrático, pois delas são oferecidas condições para manutenção e 
adequação de estruturas sociais, econômicas e políticas. 
Do exposto, pode-se observar que a grande problemática não está no conflito como 
um todo, mas na maneira de como ele é desenvolvido e solucionado. Logo, se utilizados os 
meios adequados, pode-se aferir um conflito com consequências benéficas. 
Conforme Rodrigues (2009, p. 76), há uma variedade de meios que podem ser 
empregados para o desenvolvimento adequado de um conflito: “persuasão racional, a 
influência do prestígio, a influência da propaganda, pressão econômica ou política”. 
 
 
7 
A história revela que não existe unanimidade nos assuntos humanos e através desta 
discussão pode se observar que o conflito tem a sua função social. Porém, isto não 
acarreta em consentir um conflito que derive violência ou criminalidade, pois estes 
fenômenos não são viáveis em um Estado Democrático de Direito. 
2.2 O CRIME 
Buscando uma definição jurídica para o crime, dizemos que é uma violação dolosa 
ou culposa da lei penal. Dentro de uma visão sociológica, crime é uma violação das regras 
que a sociedade considera indispensável para sua existência. Já na óptica da sociedade, 
do povo, é uma infração moral grave. 
O crime é mais que um fenômeno social, é um episódio na vida de uma pessoa que 
trará danos a outrem nunca mais esquecidos, seja no campo patrimonial, moral ou físico. 
2.2.1 Fatores motivadores dos crimes 
Buscando teorias e discussões a respeito do crime, é possível distinguir correntes 
distintas de pensamento sobre a gênese do crime. 
A primeira, denominada de biopsicosociológica, acreditava que o argumento 
principal para a ocorrência do crime era a presença de genes hereditários ligados ao 
comportamento criminoso. Assim havia, no criminoso nato, características físicas 
reveladoras do seu comportamento delituoso, teoria inócua, uma vez comprovado que não 
são as características físicas a determinar o comportamento do indivíduo. 
A segunda corrente de pensamento, de cunho marxista, entendia que seria o meio e 
não o indivíduo propício à manifestação do delito, tendo no processo capitalista o principal 
fator para o aumento da atividade criminosa. 
A terceira corrente criminológica, denominada de teoria econômica do crime, tem 
sua fundamentação no princípio hedonístico, do resultado máximo com o mínimo de 
esforço. Segundo esta teoria, quanto maior o risco no cometimento do delito, menor seria o 
encorajamento à prática de algum crime. 
E a quarta e última corrente é a da teoria multifatorial, a qual acredita que o delito 
seja resultado de múltiplos fatores. Esta nova visão rompe com os determinismos, 
unilateralismos biológicos, psicológicos ou sociológicos na explicação da origem da 
criminalidade, evidenciando a complexidade do delito e a necessidade de tratá-los mais 
pormenorizadamente. 
 
 
8 
Estes multifatores podem ser sintetizados em cinco elementos condicionadores da 
criminalidade: o poder, o desenvolvimento, a desigualdade, a condição humana e o sistema 
penal. 
2.3 SENSAÇÃO DE SEGURANÇA 
A sensação de segurança é condição fundamental para a sociedade conviver e viver 
com qualidade de vida. Assim, para proteger este bem público existem inúmeras garantias 
jurídico-sociais a serem preservadas pelo Estado. 
Para o alcance desse bem público, são obrigatórios o respeito à lei e à manutenção 
da ordem pública. Desta forma, o Direito torna-se um dos meios de controle social formal, 
trazendo a ideia do justo e fazendo com que os cidadãos creiam no respeito à legalidade, 
fazendo a justiça prevalecer e permitindo a organização da vida em sociedade. 
O compartilhamento desta sensação de segurança exteriorizada por toda estrutura 
social evidencia como estão seguindo a segurança pública em uma sociedade. 
Entretanto, quando se fala em sensação de insegurança, a recíproca não é a 
mesma. Conforme Rodrigues (2009, p. 84), “o sentimento de insegurança pode se alastrar 
artificialmente por conta de desinformações ou informações errôneas e tendenciosas sobre 
aspectos da realidade delitiva de um país”. 
Nesse aspecto, os meios de comunicação em massa têm um papel fundamental. 
Sobre essa influência, Molero (2009, apud Rodrigues, 2009, p. 85) afirma: “os meios de 
comunicação de massa criam uma criminalidade difusa, irreal e incompreensível para a 
maior parte dos mortais com a finalidade de inquietar ou fascinar a seu público”. 
Porém, nem sempre o medo e a insegurança são inconvenientes, pois, com uma 
percepção justa do perigo real, o indivíduo pode tomar medidas adequadas de proteção, 
cautela e prevenção de situações que possam expô-lo a perigo, tornando-se potenciais 
colaboradores dos órgãos de segurança pública na preservação da ordem pública. 
 
 
9 
PARTE 2 
PROGRAMA RONDA NO BAIRRO 
1. ESTRATÉGIAS QUE ORIENTAM O PROGRAMA 
1.1 INSTRUMENTAIS 
1.1.1 Estratégia de proximidade policial 
a. Desconcentração organizacional e descentralização do planejamento; 
b. Responsabilidade territorial; e 
c. Polícia de proximidade. 
1.1.2 Estratégia de integração 
1.2 SUBSTANTIVAS 
1.2.1 Estratégia social de prevenção da violência e do delito 
Possui como base as premissas de: 
a. Polícia comunitária; 
b. Mobilização comunitária; e 
c. Participação comunitária. 
1.2.2 Estratégia institucional de prevenção e controle do delito 
Está pautada no policial de: 
a. Segurança preventiva; 
b. Segurança complexa; e 
c. Persecução penal. 
 
 
10 
PARTE 3 
RONDA NO BAIRRO, SINÔNIMO DE POLÍCIA COMUNITÁRIA 
1. ACERCA DA FILOSOFIA DE POLÍCIA COMUNITÁRIA 
Polícia Comunitária é muito mais do que mera aproximação, é uma filosofia que 
busca a qualidade de vida da comunidade. Não sendo mero assistencialismo social, mas 
uma efetiva participação social, onde se buscam reunir todos os segmentos da sociedade 
para o alcance da segurança pública efetiva e o consequente bem estar social. 
O art. 144 da Constituição Federal não deixa dúvida, além de embasar 
juridicamente, a necessidade dos órgãos do Sistema de Segurança Pública trabalhar em 
parceria com a comunidade, quando estabelece: Segurança Pública, dever do Estado, 
direito e responsabilidade de todos... 
Outro fator a ser evidenciado é a Polícia Comunitária como uma estratégia 
organizacional, ou seja, exige que sejam estabelecidos diretriz, objetivos e metas para a 
implementação dessa filosofia. 
2. OS 10 PRINCÍPIOS DA POLÍCIA MODERNA4 
1º Princípio: A polícia deve ser estável, eficaz e organizada, debaixo do controle do 
governo; 
2º Princípio: A missão básica para a polícia existir é prevenir o crime e a desordem; 
3º Princípio: A capacidade de a polícia realizar suas obrigações depende da 
aprovação pública de suas ações; 
4º Princípio: A polícia necessita realizar segurança com o desejo e cooperação da 
comunidade, na observância da lei, para ser capaz de realizar seu trabalho com confiança 
e respeito do público; 
5º Princípio: O nível de cooperação do público para desenvolver a segurança pode 
contribuir na diminuição proporcional do uso da força; 
6º Princípio: O uso da força pela polícia é necessário para manutenção da 
segurança, devendo agir em obediência à lei, para a restauração da ordem, e só usá-la 
quando a persuasão, conselho e advertência forem insuficientes; 
 
4
 Sir Robert Peel. 1º Primeiro Ministro Inglês. Fundador da Polícia Londrina em 1829. 
 
 
11 
7º Princípio: A polícia visa à preservação da ordem pública em benefício do bem 
comum, fornecendo informações à opinião pública e demonstrando ser imparcial no 
cumprimento da lei; 
8º Princípio: A polícia sempre agirá comcuidado e jamais demonstrará que se 
usurpa do poder para fazer justiça; 
9º Princípio: O teste da eficiência da polícia será pela ausência do crime e da 
desordem, e não pela capacidade de força de reprimir esses problemas; e 
10º Princípio: A Polícia deve esforçar-se para manter constantemente com o povo, 
um relacionamento que dê realidade à tradição de que a polícia é o povo e o povo é a 
polícia. 
3. OS PRINCÍPIOS DA POLÍCIA COMUNITÁRIA 
Para a sedimentação da filosofia de Polícia Comunitária é necessário que todos na 
instituição conheçam os seus princípios, praticando-os permanentemente. São eles: 
a. Filosofia e estratégia organizacional 
A base dessa filosofia é a comunidade. Para direcionar seus esforços, a Polícia, ao 
invés de buscar ideias pré-concebidas, deve buscar, junto às comunidades, os anseios e 
as preocupações das mesmas, a fim de traduzi-los em procedimentos de segurança. 
b. Comprometimento da organização com a concessão de poder à comunidade 
Dentro da comunidade o cidadão deve participar como plenos parceiros da polícia, 
na identificação, priorização e solução dos problemas. 
c. Policiamento descentralizado e personalizado 
É necessário um policial compromissado com a comunidade, conhecido pela mesma 
e conhecedor de suas realidades. 
d. Resolução preventiva de problemas a curta e em longo prazo 
A ideia é que o policial atue proativamente, antecipando-se à ocorrência. Desta 
forma, o seu trabalho tornar-se-á mais eficiente e eficaz. Com isso, o número de chamadas 
das Centrais de emergência tende diminuir. 
e. Ética, legalidade, responsabilidade e confiança 
O Policiamento Comunitário pressupõe uma parceria estabelecida entre a polícia e 
os cidadãos aos quais ela atende, com base no rigor do respeito à ética policial, da 
legalidade dos procedimentos, da responsabilidade e da confiança mútua que devem 
existir. 
 
 
12 
f. Extensão do mandato policial 
Cada policial passa a atuar como um chefe de polícia local, com autonomia e 
liberdade para tomar iniciativa, dentro de parâmetros rígidos de responsabilidade. O 
propósito, para que o Policial Comunitário possua o poder, é perguntar-se: 
Isto está correto para a comunidade? 
Isto está correto para a segurança da minha região? 
Isto é ético e legal? 
Isto é algo que estou disposto a me responsabilizar? 
Isto é condizente com os valores da Corporação? 
Se a resposta for Sim a todas essas perguntas, a possibilidade de êxito cresce 
de forma expressiva. 
g. Ajuda às pessoas com necessidades específicas 
 Valorizar a vida de pessoas mais vulneráveis: jovens, idosos, minorias, pobres, 
deficientes, entre outros. Isso deve ser um compromisso inalienável do Policial 
Comunitário. 
 O ponto de partida é o conceito de justiça e de segurança como sinônimo de 
equidade: é justa a sociedade em que todos os membros desfrutem, de modo pleno e 
igual, de um conjunto de liberdades fundamentais claramente especificadas - os direitos 
humanos – sem discriminação e no grau máximo compatível com as liberdades alheias. 
h. Criatividade e apoio básico 
 Ter confiança nos profissionais que estão na linha de frente da atuação policial, 
confiar no seu discernimento, sabedoria, experiência e sobretudo na formação que 
recebeu. Isso propiciará abordagens mais criativas para os problemas contemporâneos da 
comunidade. 
i. Mudança interna 
 O policiamento comunitário exige uma abordagem plenamente integrada, 
envolvendo toda a organização. É fundamental a atualização de seus cursos e respectivos 
currículos, bem como de todos os seus quadros de pessoal. É uma mudança que se 
projeta com efeitos a curto, médio e longos prazos; 
j. Construção do futuro 
 Deve-se oferecer à comunidade um serviço policial descentralizado e personalizado, 
visível e disponível, onde, a ordem não deve ser imposta de fora para dentro, mas as 
 
 
13 
pessoas devem ser encorajadas a pensar na polícia como um recurso a ser utilizado para 
ajudá-las a resolver problemas de sua comunidade. 
4. “OS SEIS GRANDES” DO POLICIAMENTO COMUNITÁRIO5 
Todo gestor deve buscar a união de forças destes “seis grandes”, pois é o segredo 
para o sucesso de um policiamento comunitário efetivo. São eles: 
4.1 A POLÍCIA 
Seu papel é fundamental no sistema de Polícia Comunitária, pois ela tem que 
assimilar e querer se comprometer com o novo sistema, criando um consenso que envolva 
daquele que comanda até aquele que está na linha de frente. Precisa construir laços de 
confiança com a comunidade, fortalecendo os cidadãos em geral no processo de parceria. 
4.2 A COMUNIDADE 
É a grande beneficiada no processo ao receber um policial comunitário. Há 
necessidade de educá-la e prepará-la para entender o sistema, o estabelecimento de 
prioridades e a necessidade de participação na identificação, priorização e resolução dos 
problemas. 
4.3 AUTORIDADES 
O trabalho de Polícia Comunitária deve envolver todas as autoridades constituídas. 
Embora a ação de polícia deva ser apolítica, não interessando partido ou ideologia. 
4.4 A COMUNIDADE DE NEGÓCIOS 
O envolvimento da comunidade de negócios pode fazer a diferença entre a 
aceitação e a resistência. Quando os homens de negócios são orientados sobre o 
programa, geralmente orientam seus funcionários a participarem e, às vezes, até os cedem 
para apoio em algumas atividades. 
4.5 INSTITUIÇÕES COMUNITÁRIAS 
As instituições comunitárias são fundamentais para a educação da população e 
também para a adequação dos serviços de outros órgãos, visando melhor servir à 
comunidade. 
 
5
 Opus cit. 
 
 
14 
4.6 A MÍDIA 
O enfoque proativo de polícia comunitária poderá criar na organização policial a 
oportunidade de contar com o apoio da imprensa. É necessário aproveitar melhor os 
espaços disponíveis na pequena e média imprensa, jornais de bairros e rádios locais. O 
grande desafio é de quebrar os paradigmas da mídia em relação à polícia. 
5. DIFERENÇAS ENTRE POLÍCIA TRADICIONAL E POLÍCIA COMUNITÁRIA 
POLÍCIA TRADICIONAL POLÍCIA COMUNITÁRIA 
a) A polícia é apenas uma agência 
governamental responsável, principalmente, 
pelo cumprimento da lei; 
a) A polícia é o público e o público é a polícia: 
os policiais são aqueles membros da 
população que são pagos para dar atenção 
em tempo integral aos cidadãos; 
b) Na relação entre a polícia e as demais 
instituições de serviço público, as prioridades 
são muitas vezes conflitantes; 
b) Na relação com as demais instituições de 
serviço público, a polícia é apenas uma das 
instituições governamentais responsáveis pela 
qualidade de vida da comunidade, dentro a 
visão do sistema; 
c) O papel da polícia é se preocupar com a 
resolução do crime; 
c) O papel da polícia assume um enfoque 
mais amplo, buscando a resolução de 
problemas, principalmente por meio da 
prevenção; 
d) As prioridades são, por exemplo, roubo a 
banco, homicídios e todos aqueles 
envolvendo violência; 
d) As prioridades são quaisquer problemas 
que aflijam a comunidade; 
e) A polícia se ocupa mais com os incidentes; e) A polícia se ocupa mais com os problemas 
e as preocupações dos cidadãos; 
f) O que determina a eficiência da polícia é tão 
somente o tempo de resposta às solicitações; 
f) A eficácia da polícia é medida pela ausência 
de crime e de desordem, pela sensação de 
segurança e pela confiança da comunidade, 
mais que o tempo de resposta; 
g) O profissionalismo policial se caracteriza 
apenas pelas respostas rápidas aos crimes 
sérios; 
g) O profissionalismo policial se caracteriza 
principalmente pelo estreito relacionamento 
com a comunidade, além da rapidez nas 
respostas; 
h) A função do comando é prover os 
regulamentos e as determinações que devam 
h) A função do comando é incutir e 
desenvolver os valores institucionais; 
 
 
15 
ser cumpridas pelos policiais; 
i) As informações mais importantes são 
aquelas relacionadasa certos crimes em 
particular; 
i) As informações mais importantes são 
aquelas relacionadas com as atividades 
delituosas de indivíduos ou grupos, o que 
facilita a identificação das melhores 
estratégias para tratamento do problema; 
j) O policial trabalha voltado unicamente para 
a marginalidade de sua área, que representa, 
no máximo 2% da população ali residente; 
j) O policial trabalha voltado para os 98% da 
população de sua área, que são pessoas de 
bem, trabalhadoras, cidadãos e clientes da 
organização policial; 
k) O policial é o do turno de serviço; k) O policial é da área, conhecido, que auxilia 
a comunidade; 
l) A força é empregada como técnica de 
resolução de problemas; 
l) A resolução dos problemas é construída por 
meio do apoio e da cooperação do público; 
m) Presta contas somente ao seu superior; m) O policial presta contas de seu trabalho ao 
superior e à comunidade; 
n) As patrulhas são distribuídas somente 
conforme o pico de ocorrências. 
n) As patrulhas são distribuídas conforme a 
necessidade de segurança da comunidade, ou 
seja, 24 horas por dia, além da observância 
dos dados estatísticos. 
 
 
 
16 
PARTE 4 
PARÂMETROS PARA O MODELO RONDA NO BAIRRO 
1. PROXIMIDADE POLICIAL 
Consiste na forma como a Corporação se organiza, estrutura-se e articula-se 
operacionalmente, nos modelos adotados para atuação no ambiente, no modo como 
desenvolve o seu trabalho policial e realiza a sua gestão. Tudo isto, no sentido de 
promover, favorecer e otimizar a atuação dos seus policiais, em que estes aumentam a 
proximidade com as pessoas da comunidade, conhecendo-as, sendo conhecido, 
reconhecido e entendendo as dinâmicas sociais da região. 
Com isso, os policiais possuem mais condições de auxiliar as pessoas em 
momentos de dificuldade, além dos casos de desordem, violência e delito, e podem 
construir laços de confiança que lhes permitirão receber as informações de que precisam. 
Assim, essa proximidade policial constitui-se de6: 
1.1 RESPONSABILIDADE TERRITORIAL 
1.1.1 Conceituação 
Responsabilidade sobre o espaço geográfico onde o policial atua, com seu 
contexto social, variáveis e fatores. 
O policial deve criar condições favoráveis e aproveitar oportunidades para a 
aproximação com a comunidade. No planejamento, execução, comando e controle das 
atividades operacionais, a lógica de responsabilidade territorial deve prevalecer sobre a 
lógica temporal, que foca apenas o período de serviço. 
1.1.2 Setorização 
Entre as ações do Programa Ronda no Bairro, o redimensionamento do território de 
responsabilidade e atuação, bem como a distribuição e localizações das suas unidades 
policiais atenderão ao cumprimento de suas missões universais, em consonância com os 
planejamentos específicos. 
As disposições dessas unidades, alcançadas pelo Programa Ronda no Bairro, serão 
apreciadas consoante os seguintes fatores: 
 
6 UNISUL. Teoria de Polícia Comunitária. Curso de Especialização em Polícia Comunitária. Florianópolis: Unisul, 2010. 
 
 
17 
a. Características geográficas e socioeconômicas por subárea ou setor; 
b. Índice de Desenvolvimento Humano por subárea ou setor; 
c. Evolução demográfica por subárea ou setor: 
- População fixa; e 
- População flutuante. 
d. Extensão territorial da subárea ou setor; 
e. Estabelecimentos (comerciais, escolares, hospitalares etc.); 
f. Índices de criminalidade por subárea ou setor; 
g. Registros de atendimento de ocorrências por subárea ou setor; 
h. Índices de acidentes de trânsito; 
i. População carcerária (egressos e vínculos); e 
j. Informações sobre organizações do terceiro setor existentes na subárea ou setor. 
No policiamento comunitário, o policiamento por setores apresenta-se com uma 
evolução para uma Polícia Comunitária, na qual o setor de policiamento passa a ser a 
célula de referência na produção dos serviços de segurança pública. 
As áreas, subáreas, setores e subsetores serão previamente delimitados de acordo 
com as características socioeconômicas e culturais e também pela especificidade local dos 
problemas de criminalidade e violência, sendo designados pelos gestores de DP e CICOM, 
respectivos executores das ações de policiamento preventivo, envolvendo as várias formas 
de policiar, prevenindo a desordem, a violência e o crime, assim como a investigação de 
delitos. 
1.1.3 Divisão territorial 
1.1.3.1 Área 
Corresponde à mesma delimitação geográfica de uma Zona Administrativa (Z Adm.) 
da Capital (Norte, Sul, Leste, Oeste, Centro-Sul e Centro-Oeste), considerando a divisão do 
território de Manaus em 06 (seis) zonas administrativas, adotadas pelos órgãos públicos 
estaduais. 
 
 
18 
1.1.3.2 Subáreas 
Consiste em um espaço geográfico equivalente, em regra, a um ou conjunto de 
bairros, obedecendo, obrigatoriamente, à delimitação de cada zona administrativa. 
1.1.3.3 Setor 
Corresponde às divisões de uma subárea. Cada setor corresponde, em regra, a 
divisão de uma subárea e, em razão de critérios específicos de geoprocessamento, a sua 
equivalência a um bairro não se aplicará a todos os setores no Programa Ronda no Bairro. 
1.1.3.4 Subsetor 
Corresponde às divisões de um setor. 
1.2 DESCONCENTRAÇÃO ORGANIZACIONAL E DESCENTRALIZAÇÃO DO 
PLANEJAMENTO 
Consiste em incrementar uma mudança na estruturação e organização da 
Corporação, de maneira a agregar ao modelo existente as especificidades e capacidades 
necessárias à melhoria da atuação policial. Essa mudança visa à adaptação da 
organização, suas instalações, meios, recursos e procedimentos, para atender às 
demandas atuais. 
1.2.1 Capital 
Comando de Policiamento Metropolitano (CPM/PMAM) e Departamento de Polícia 
Metropolitana (DPM/PCAM). 
1.2.2 Área 
Comando de Policiamento de Área (CPA/PMAM) e Seccional (PCAM). 
1.2.3 Subárea 
O Distrito Integrado de Polícia – DIP é a instalação física que sedia uma Companhia 
Interativa Comunitária (CICOM) e um Distrito Policial (DP), de forma integrada. Possuem a 
competência pela gestão e execução do policiamento ostensivo preventivo e investigativo 
na subárea, incidindo sua responsabilidade sobre o planejamento participativo, 
organização, coordenação, comando e controle operacional e administrativo das atividades 
de policiamento, meios e recursos na subárea, setor e subsetor. 
Compete aos gestores de subárea, juntamente com sua equipe e comunidade, 
elaborar o planejamento mensal, estabelecendo metas e formas de redução dos índices de 
 
 
19 
criminalidade e resolução de problemas, que deverão ser levadas aos gestores da 
Seccional e do CPA para serem discutidas e avaliadas com a comunidade. 
1.2.4 Setor 
O policiamento do setor e do subsetor será de responsabilidade direta do Grupo de 
Policiamento Interativo Comunitário (GPI). Este equivale a um Grupo Policial Militar – GPM 
(+), porém, com aquela designação para fins de emprego no Programa Ronda no Bairro. 
Quando considerada imprescindível, por razão tática ou operacional, poderá ser 
instalada no setor ou grupo de setores uma BPI, fixa ou móvel. 
Compete ao comandante do GPI do setor, juntamente com sua equipe e 
comunidade, elaborar o planejamento mensal, propondo metas e formas de redução dos 
índices de criminalidade e resolução de problemas, que deverão ser levadas aos gestores 
do DIP para serem discutidas e avaliadas com a comunidade. 
1.2.5 Subsetor 
O subsetor consistirá na circunscrição básica de gestão operacional. 
1.3 POLÍCIA DE PROXIMIDADE 
Estágio imprescindível da evolução institucional para a filosofia de polícia 
comunitária, em que todas as forças da comunidade se reunirão para identificar, priorizar 
ações e agir sobre as causas da desordem, da violência e dos crimes. 
 
 
 
20 
Pode ser entendido como um caminho percorrido para uma parceria entre a polícia e 
a população, através do qual se busca uma conscientização popular acerca da 
responsabilidadesocial dos cidadãos, bem como do comprometimento mútuo na solução 
dos problemas e melhoria da qualidade de vida da comunidade. 
Para percorrer esse caminho/processo de proximidade faz-se necessário que a 
Corporação, através de seus policiais (caracterização, postura, conduta e procedimentos), 
instalações, viaturas e equipamentos, corresponda à comunidade em três pontos básicos: 
a. Visibilidade – a Polícia deve instituir-se como referência e disponibilidade para a 
comunidade, podendo esta enxergá-la; 
b. Fácil acesso – a Polícia deve se caracterizar por estímulo visual atraente e 
agradável, de alcance simples; e 
c. Resposta imediata e adequada – a Polícia deve ter capacidade para dar a 
comunidade, imediatamente, uma resposta adequada à solução do problema, ou 
indicar/encaminhar à sua resolução. 
 
Na proximidade o relacionamento interpessoal policial/cidadão deve ocorrer em um 
clima de receptividade, boa vontade, sem tensões e conflitos. 
A polícia de proximidade não é exclusividade de um único órgão de Polícia. É um 
imperativo de qualidade na prestação do serviço da função segurança do Estado. 
Sendo a Polícia parte integrante do sistema de defesa social, submete-se: 
a. A existência de uma filosofia geral mínima, aceita e aplicada pelas corporações 
que compõe o sistema de defesa social; e 
b. A cooperação efetiva entre policiais e membros dessas instituições no trato do 
problema da delinquência. 
A Polícia deve estar a serviço da comunidade, sendo a sua razão de existir garantir 
 
 
21 
ao cidadão o exercício livre e pacífico dos direitos que a lei lhe reconhece. Isso implica em: 
a. Uma adaptação dos serviços policiais às necessidades reais da comunidade; 
b. A ausência de qualquer tipo de ingerência política nas atuações policiais; e 
c. A colaboração do público no fornecimento de insumos para o exercício da 
atividade policial. 
A Polícia deve ser, nas suas estruturas básicas e em seu funcionamento, um serviço 
democrático, que pressupõe: 
a. A civilidade no atendimento à comunidade; 
b. O respeito irrestrito aos direitos fundamentais do cidadão; 
c. A participação de todos os integrantes do serviço e do conjunto da população na 
elaboração das ações de segurança nas comunidades; e 
d. A aceitação da obrigação de prestar contas, periodicamente, das suas atividades. 
1.4 SISTEMA DE MALHAS 
 
1.4.1 Primeira Malha 
O desenvolvimento das ações e atividades de 1ª Malha é de competência dos 
Distritos Integrados de Polícia – DIP, integração do Distrito Policial com a Companhia de 
Policiamento Interativo Comunitário - CICOM, os quais realizarão as atividades de 
prevenção, de acordo com a filosofia e estratégia de Polícia Comunitária. 
Para isso, terão seu foco de atuação na desordem e nas causas de violência e 
delito, reprimindo, também, as condutas ofensivas à comunidade em prazo razoável para o 
atendimento das demandas. 
1.4.2 Segunda Malha 
A 2ª Malha será composta por Seccionais e CPA, responsáveis pela coordenação e 
controle dos DIP das respectivas áreas de atribuição. 
 
 
22 
São, também, responsáveis pelo suporte tático-operacional aos DIP, empregando os 
recursos humanos e materiais necessários à prevenção e repressão, em nível tático, à 
prática de delitos de maior vulto, em áreas de manchas criminais e de elevado potencial de 
criminalidade. Isto, enquanto a situação não se configure em necessidade de emprego da 
3ª Malha. 
1.4.3 Terceira Malha 
A 3ª Malha será formada pelas unidades e grupos especializados da PMAM e 
PCAM, visando-se a integração destes com o propósito de realizar a repressão qualificada 
ao crime, desobrigando, com isso, as unidades policiais de 1ª e 2ª malhas de saírem de 
sua competência e atuação primordial. 
2. INTEGRAÇÃO 
No Programa Ronda no Bairro a integração consiste em um diferencial característico 
da estratégia de Polícia adotada, próprio do Estado do Amazonas. Além de traduzir-se na 
consolidação teórico-prática dos avanços obtidos na parceria entre a PMAM e PCAM, o 
modelo de polícia integrada do Amazonas deve ser considerado um fator crítico de sucesso 
para a implementação das ações do Programa Ronda no Bairro. 
O fundamento da integração policial se encontra na Constituição Federal de 1988, 
em seu art. 144 e parágrafos. Nisto conhecemos a razão pela qual o Estado exerce a 
Segurança Pública, com a responsabilidade compartilhada com todos: “Preservação da 
ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio”. 
A Carta Magna preconiza nos incisos de I a V, e §§ 1º a 5º, os órgãos pelos quais 
será desenvolvido esse dever do Estado, formando um sistema com funções específicas, 
mas com um resultado global desejado e esperado “por todos”. 
 
 
23 
 
 
A integração da PMAM e PCAM está focada na inter-relação destas instituições 
policiais, destas com outros órgãos do Sistema de Segurança Pública e outros fora do 
sistema, e na interdependência da segurança preventiva, complexa e com a persecução 
penal, oferecendo à sociedade uma solução integral em segurança pública. 
 
Concomitantemente, esse foco se volta ao desenvolvimento do trabalho policial de 
forma integrada, visando à concretização de um processo de construção e ajustes de um 
sistema de segurança pública completo, eficiente e eficaz, resultando em motivação e 
elevação da autoestima dos servidores, melhoria da imagem institucional e benefícios à 
população. 
 
 
24 
 
Porém, esse sistema não está pronto, deve ser construído e ajustado, na medida em 
que os seus órgãos e integrantes se desenvolvem, modernizam e amadurecem, 
assimilando práticas atuais e compatíveis com a ordem social e o ordenamento jurídico 
estabelecidos no País. 
Assim, as instituições policiais e seus integrantes deverão ter seus novos olhares e 
atitudes voltados para uma estrutura eficaz, resolução de problemas junto à comunidade, 
complementariedade das suas atuações e fortalecimento mútuo de suas organizações, 
integrando: 
a. Inteligência; 
 b. Estrutura e logística; 
 c. Capacitação; 
d. Rotina de trabalho; e 
 e. Esforços, compreendendo ações e operações. 
2.2 INTEGRAÇÃO DA INTELIGÊNCIA 
O compartilhamento de informes e informações deve ser constante entre as polícias. 
Os comandantes e delegados devem estimular o contato diário de praças e investigadores 
para que se tornem parceiros de fato e o intercâmbio de informações flua também de 
maneira informal, não somente através de documentos e reuniões pré-estabelecidas. 
As trocas de informações não devem se limitar ao âmbito policial. Para isso o 
Sistema Integrado de Segurança Pública (SISP) está sendo criado. O SISP é um sistema 
concebido para proporcionar a integração e a modernização tecnológica das bases de 
informações existentes nas organizações policiais. Trata-se da criação de um único 
 
 
25 
sistema de informações, que buscará o compartilhamento e junção dos dados produzidos 
pelas Polícias Civil e Militar, Ministério Público, Poder Judiciário e Sistema Prisional. 
O SISP está sendo idealizado como um sistema modular, integrado, que permitirá a 
gestão das informações relacionadas às ocorrências policiais, à investigação policial, ao 
processo judicial e à execução penal, respeitadas as atribuições legais dos órgãos que o 
compõem. 
 
2.3 INTEGRAÇÃO DA CAPACITAÇÃO POLICIAL 
Os comandantes e delegados deverão incentivar a capacitação integrada dos 
policiais civis e militares, buscando: 
1) sensibilização dos policiais para o processo de integração das organizações 
policiais; 
2) disseminação de novas técnicas policiais contidas nos principais projetos de 
integração; 
3) aproximação dos policiais civis e militares; 
4) disseminação de instrumentos através dos quais os servidores de todo o sistema 
de Segurança consigam refletir criticamente sobre este sistema. 
 A intenção é promover uma educação profissional adequada, atualizada, 
abrangente e contínua que contribua efetivamentepara a integração e articulação das 
ações das organizações policiais. 
Uma das formas de se promover a qualificação dos integrantes das polícias deverá 
ocorrer em nível de CPA/Seccional e DIP, onde os gestores realizarão um intercâmbio de 
conhecimentos e experiências entre as polícias, logo, comandantes e delegados devem 
criar oportunidades de aprendizado, ministrando instruções em ambas as unidades. 
Deve-se ressaltar que o processo de implantação dessas modalidades de ensino 
profissional integrado encontra-se embasado nos princípios da Matriz Curricular Nacional, 
documento elaborado pela Senasp, que contém os desdobramentos do Plano Nacional de 
Segurança Pública na área do ensino policial. 
 
 
26 
2.4 ROTINA DE TRABALHO INTEGRADO 
2.4.1 Atividades 
A rotina de trabalho integrado prevista no Programa Ronda no Bairro compreende a 
elaboração de diagnóstico da criminalidade, o compartilhamento de informações criminais e 
dados estatísticos, a avaliação de desempenho das unidades, a fixação de metas e o 
planejamento conjunto de ações. 
Para execução dessa rotina, serão realizadas reuniões conjuntas na seguinte 
conformidade: 
a. Os Delegados Titulares de Delegacias de Polícia (DP) e os Comandantes de 
Companhia Interativa Comunitária (CICOM) deverão: 
1) fazer, mensalmente, reuniões de trabalho com suas respectivas equipes, visando 
à análise da criminalidade do DIP, a integração da equipe e coleta de subsídios para a 
reunião prevista na alínea “b”. 
Para as reuniões na DP deverá ser convidado a participar o Comandante da 
respectiva CICOM, e para as reuniões na CICOM deverá ser convidado o Delegado Titular 
da DP correspondente. 
b. O Delegado Titular de DP e o Comandante de CICOM deverão: 
1) Reunir-se bimestralmente, até o 10º dia útil dos meses ímpares para: 
a) analisar a situação da criminalidade na área comum; 
b) avaliar as metas fixadas a as ações desenvolvidas no período anterior; 
c) compartilhar informações criminais e dados estatísticos; 
d) fixar metas para o bimestre em curso; 
e) acordar metas com o Delegado Titular da Seccional e Comandante de Comando 
de Policiamento de Área (CPA), seguindo as metas gerais estabelecidas pelas 
Corporações e pela Secretaria de Estado da Segurança Pública; e 
f) traçar plano conjunto de ação, elaborando uma Planilha de Diagnóstico e 
Planejamento, que deverá ser enviada a Seccional e ao CPA, até o 15º dia útil dos meses 
ímpares, em duas vias. 
c. O Delegado Titular da Seccional e o Comandante do CPA da área correspondente 
deverão: 
1) Reunir-se bimestralmente, nos meses ímpares para: 
a) elaborar relatório (Quadro Global de Área), no qual deverão analisar a situação da 
criminalidade da Zona Administrativa por modalidade criminal, bem como, avaliar as metas 
 
 
27 
estabelecidas e os resultados operacionais, encaminhando-os ao Delegado Chefe do 
Departamento de Policiamento Metropolitano (DPM) e ao Cel PM Comandante do 
Comando de Policiamento Metropolitano (CPM), até o 20º dia útil dos meses ímpares; e 
b) fazer análise crítica das Planilhas de Diagnóstico e Planejamento apresentadas 
pelos DIP subordinados, devolvendo devidamente analisadas, para conhecimento e 
providências. 
2) Reunir-se na sequência, com os Delegados Titulares de Delegacias e 
Comandantes de CICOM subordinados para: 
a) analisar as ações realizadas na área de cada DIP, verificando a pertinência 
destas com os problemas identificados; 
b) avaliar resultados alcançados; 
c) acordar metas para o bimestre em curso; e 
d) promover o intercâmbio de experiências bem sucedidas. 
d. Os Delegados Chefes do DPM e do Departamento de Policiamento do Interior 
(DPI) e os Coronéis Comandantes do CPM e do Comando de Policiamento do Interior, 
deverão: 
1) Reunir-se bimestralmente, até 25º dia útil dos meses ímpares, para: 
a) avaliar as tendências dos principais índices de criminalidade nas regiões; e 
b) analisar os relatórios apresentados pelos Delegados Titulares das Seccionais e 
Comandantes de CPA, encaminhando-os até o 28º dia útil dos meses ímpares à secretaria 
de Estado de Segurança Pública, pelas vias hierárquicas. 
2) Reunir-se na sequência, com os Delegados Titulares de Seccionais e 
Comandantes de CPA, subordinados, para: 
a) analisar as ações realizadas pelas unidades subordinadas; 
b) avaliar resultados alcançados; 
c) avaliar os impactos das ações praticadas na Capital sobre a Região Metropolitana 
de Manaus (RMM) e municípios do Interior; e 
d) promover o intercâmbio de experiências bem sucedidas. 
2.4.2 Períodos das reuniões 
a. As datas das reuniões deverão ser agendadas previamente, por um período não 
superior a seis meses, e comunicadas à Secretaria de Estado de Segurança Pública, pelas 
vias hierárquicas; b. Os Delegados Titulares das Seccionais e os Comandantes de CPA 
poderão autorizar o agrupamento de DIP limítrofes, dentro de sua respectiva área de 
 
 
28 
atuação, para a realização das reuniões e consequentes procedimentos, de acordo com a 
alínea “b”, do item “2.1.1 Atividades”; 
2.4.3 Local das reuniões 
As reuniões deverão ocorrer alternadamente nas unidades da Polícia Civil e da 
Polícia Militar, ficando o respectivo anfitrião responsável por secretariá-las. 
2.5. AÇÕES E OPERAÇÕES INTEGRADAS 
Sabe-se que o ciclo completo de polícia só existe com o trabalho das duas polícias 
(Polícia Civil e Polícia Militar). Logo, a integração entre as polícias deve ser um objetivo 
constante para o Sistema de Segurança Pública. 
Além da troca de informações colhidas através de suas inteligências, visitas 
comunitárias e visitas solidárias, as ações e operações devem ser integradas, reunindo 
esforços na prevenção e repressão qualificada do delito. 
2.5.1 Ações integradas no combate ao tráfico de drogas 
Quando a Polícia Militar tomar conhecimento de uma área de tráfico de drogas 
(Boca de Fumo), esta deverá repassar a informação imediatamente à Polícia Civil, que 
deverá fazer a investigação. 
Contudo, nem sempre a investigação é imediata, logo, cabe à polícia militar 
minimizar o problema através de incursões fazendo revista em suspeitos, e presença 
constante nestas localidades, visando à prisão em flagrante do traficante ou impedir a 
venda no local, trazendo segurança à comunidade. 
Cabe ressaltar que o policial militar não fará investigação para estas ações. As 
informações necessárias para as incursões já estarão contidas na ordem de serviço ou de 
operações. 
Nas investigações da Polícia Civil, a Polícia Militar atua como suporte, preservando a 
integridade dos policiais civis. Para isso, deve haver comunicação entre as polícias para 
qualquer apoio imediato. Sabe-se que muitas vezes a prisão ocorre na flagrância, logo uma 
equipe policial militar deve sempre estar atrelada a uma equipe de investigação para apoio 
mútuo nas prisões. 
Quando uma área de tráfico for desarticulada, sempre que possível o comandante 
da unidade deve escalar no local policiamento permanente, visando à manutenção do 
estado antidelitual até que aquela área deixe de ser referência para usuários de drogas. 
 
 
29 
Esta ação mostra-se bastante eficaz, pois inviabiliza o surgimento de novos traficantes na 
localidade. 
2.5.2 Operações integradas 
Nas reuniões integradas, comandantes e delegadas devem estabelecer as 
prioridades de suas áreas e desencadear operações visando redução dos problemas mais 
evidenciados na comunidade. 
Caso exista problema em casas de show e bares, as operações devem ser 
articuladas com os órgãos responsáveis para fiscalização destes estabelecimentos. A 
operação de fiscalização será executada em comboio, integrando a ele a Polícia Militar, 
Polícia Civil e outros órgãos demandados. Segue abaixo um comboio ilustrando uma 
operação desta natureza. 
 
 
Nas operações para o enfrentamento ao tráfico de drogas e o porte ilegal de arma 
de fogo, o planejamento deve ser detalhado, utilizando as visitas comunitáriase o disque 
denúncia como principais fontes de informações. 
 Deverão ser priorizados os pontos críticos da comunidade e serem bloqueadas 
todas as possíveis vias de fuga destes pontos no momento da operação. As revistas nos 
bloqueios policiais deverão ser minuciosas, feitas por policiais civis e militares. 
 
 
30 
 A polícia civil deve enviar para os pontos críticos equipes para monitorar a atividade 
delituosa, para posterior ação com o apoio das equipes policiais militares. Segue abaixo um 
exemplo ilustrativo. 
 
 
Nestas operações, os comandantes e delegados deverão coordenar as ações para o 
sucesso da missão. 
3. COMUNITARIZAÇÃO 
3.1 GESTÃO PARTICIPATIVA E PRESTAÇÃO DE CONTAS 
Uma das formas de se observar a gestão participativa é a comunidade participando 
da identificação de problemas e escolha de prioridades e, também, na avaliação do serviço 
executado pela polícia, através dos Conselhos Interativos Comunitários de Segurança 
Pública (CICSP). 
Os gestores dos DIPs deverão participar como membros natos dos Conselhos, 
orientando-os na sua mobilização, esclarecendo os seus direitos como cidadão, o seu 
papel na sociedade, buscando o controle de qualidade, desenvolvimento contínuo e 
atualização das ações comunitárias. 
Os gestores também deverão apresentar, periodicamente, de acordo com a 
necessidade de cada comunidade, os resultados do serviço prestado para avaliação da 
comunidade, tornando transparente a aplicação dos recursos públicos e seus resultados a 
favor da sociedade. 
 
 
31 
3.2 INTERAÇÃO 
A troca de informações entre a PMAM, PCAM, programa Ame a Vida, outros órgãos 
e comunidade devem ser constantes. 
PMAM X PCAM: Através das visitas comunitárias e visitas solidárias deve ser criado 
um relatório que será encaminhado ao delegado de Polícia e ao Comandante da CICOM, 
respectivamente, dependendo de quem faz a visita para que este informe aos seus 
subordinados acerca dos fatos colhidos. Estes fatos devem ser discutidos no âmbito da 
subunidade. Para isso, o gestor deve incentivar esta interação para que se torne algo 
rotineiro e natural. 
(PCAM e PMAM) X Ame a Vida: Quando se observa que a ocorrência demandada 
não configura delito, as instituições policiais devem encaminhar as demandas extra 
criminais ao Projeto Ame a Vida para uma resposta adequada ao problema, mantendo com 
esse ampla interação para acompanhamento da solução do problema. 
Comunidade X (PMAM, PCAM, Ame a Vida, outros órgãos): a comunidade informa 
problemas através de reuniões, urnas, disque-denúncias, contatos pessoais e outros 
meios. Como o DIP se insere no ambiente da comunidade, facilita o contato com as 
instituições policiais e o Projeto Ame a Vida. Quando a necessidade é interagir com outro 
órgão, isto pode ser feito através do CICSP ou apoio da administração do DIP. 
Essa troca de informações permite tanto o aprimoramento das respostas estatais 
como a orientação e o aprimoramento de respostas societais aos fenômenos criminais ou 
simplesmente marginais. 
3.3 ESTRATÉGIAS PARA UMA ORGANIZAÇÃO COMUNITÁRIA ADEQUADA 
Nas organizações comunitárias, organizar significa um processo contínuo de 
capacitação da comunidade, incentivando a participação de cidadãos em decisões 
relacionadas à melhoria da qualidade de vida. 
Existem alguns alertas para a prática correta de estratégias de organização 
comunitária. A saber: 
3.3.1 Organização comunitária como meio de controle social 
Em alguns casos, observa-se o discurso de polícia comunitária com o objetivo de 
ampliar o controle policial sobre a área de circunscrição. O gestor, então, deve: 
- ouvir todos indistintamente, todos são parceiros da polícia; 
 
 
32 
- neutralizar grupos que buscam obter privilégios pessoais e não coletivos; 
- trocar informações com a comunidade para concretização de ações preventivas e 
educativas. Quando o assunto for sigiloso, explicar o motivo, demonstrando a sua 
importância para a segurança da própria comunidade; 
- discutir os erros com a comunidade. Isto propicia novas alternativas e interesse na 
integração; 
- vivenciar e pregar uma polícia apolítica, apartidária e não ideológica; e 
- evitar policiamento privilegiado àqueles que apoiam a polícia. 
3.3.2 Organização comunitária como meio de autoajuda 
Um segundo tipo de programa enfatiza os aspectos cooperativos da polícia 
comunitária: a polícia utiliza-se dos “olhos e dos ouvidos” dos residentes e usuários do 
bairro com a finalidade de potencializar sua capacidade de prevenir crimes e manter a 
ordem. 
Não há dúvida de que uma sociedade atenta e mobilizada em torno de seus 
problemas favorece a qualidade do trabalho policial. A população organizada serve de 
alerta à instituição sobre a gravidade de problemas e a necessidade de maior presença 
policial. Em regra, contudo, nesse tipo de programa, o envolvimento dos cidadãos limita-se 
a realização de tarefas, não havendo uma dinâmica de planejamento comum. 
Por isso, o policial deve buscar: 
- promover uma ampla participação da comunidade, discutindo e sugerindo soluções 
dos problemas; 
- demonstrar a participação da comunidade nas questões, determinando o que é da 
responsabilidade da polícia e o que é da sociedade; 
- proteger os reais parceiros da polícia, não os utilizando para ações que os 
exponham ao risco de vida em atividades que são típicas da polícia ou demonstrando 
eventualmente que eles sejam informantes; 
- estimular as iniciativas locais e os trabalhos preventivos. 
Mas, também, deve evitar: 
 
 
33 
- realizar o planejamento equivocado e sem orientação culminando no surgimento de 
alternativas econômicas: segurança privada, sistema de comunicações entre cidadãos de 
posse (paralelo à polícia); 
- expor membros da comunidade à marginalidade, colocando em risco suas vidas 
porque são interlocutores dos problemas locais; 
- determinar tarefas para dissuadir ações participativas sem nenhum resultado 
prático; 
- criar campanhas com um forte conteúdo político em detrimento da prevenção 
quando apoiadas por um político ou comerciante; 
- aparecimento de pessoas objetivando cargos políticos, utilizando como plataforma 
as ações realizadas junto à comunidade, deturpando o processo; 
- a instrumentalização de pequenas tarefas pode causar apatia da comunidade, 
favorecendo os marginais da área e grupos de interesse que desejam o insucesso de 
ações coletivas no bairro. 
3.3.3 Organização comunitária como meio de parceria decisória 
A terceira categoria, com certeza a mais importante, caracteriza-se pela participação 
ativa do público em todos os processos: planejamento local, ações preventivas e de 
orientação da comunidade, avaliação dos processos e participação nas decisões de 
interesse coletivo. 
Ao invés de consertar viaturas e reformar prédios, a comunidade atua na 
reeducação de suas ações, na reconstrução social do bairro, ou seja, ações de caráter 
essencialmente preventivas. 
Por isso, o policial deve buscar: 
- um relacionamento de parceria com a comunidade; 
- estabelecer um planejamento participativo com a comunidade onde fiquem claras 
as tarefas da polícia e da sociedade na identificação de problemas e no implemento de 
soluções planejadas. 
Assim como evitar: 
- usar a polícia como instrumento de pura repressão social ou política por não ser 
um mecanismo eficaz de combate ao crime. 
 
 
34 
3.4 FIXAÇÃO DO EFETIVO 
A permanência dos policiais o maior tempo possível trabalhando no mesmo posto ou 
setor é essencial para possibilitar sua atuação interativa contínua. Essa fixação é 
importantíssima não só na execução, mas também em nível de gestão. É interessante que 
os profissionais de segurança pública permaneçam, no mínimo, 2 (dois) anos na 
subunidade para aproveitamento do potencial interativo desenvolvido junto à comunidade. 
A permanência dos policiais no mesmo turno de serviço também é um fator 
essencial para que estes tenham condiçõesde programar integralmente a filosofia Ronda 
no Bairro, pois, assim, serão mais facilmente identificados e conhecidos, e conhecerão 
melhor a dinâmica da comunidade naquele período. 
Cada jornada de trabalho de 24 horas de um GPI será dividida em 03 (três) turnos 
de serviço de 8 horas, cada. 
Tipo de 
serviço 
Concorrentes 
Responsab. 
pela escala 
Uniforme 
Divisão dos turnos 
de serviço 
Regime de 
equipes 
MPIC 4 
Rodas 
Sgt, Cb e Sd 
classificados na 
Unidade 
Unidade/ 
Subunidade 
4º B 
1º Turno 08h às 
16h 
2º Turno 16h às 
00h 
3º Turno 00h às 
08h 
 
1ºTurno:3X1/3X2 
2ºTurno:3X1/3X2 
3ºTurno:3X1/3X2 
 
3 Equipes 
MPIC 2 
Rodas 
Sgt, Cb e Sd 
classificados na 
Unidade 
Unidade/ 
Subunidade 
4º B 
1º Turno 08h às 
16h 
2º Turno 16h às 
00h 
3º Turno 00h às 
08h 
 
1ºTurno:3X1/3X2 
2ºTurno:3X1/3X2 
3ºTurno:3X1/3X2 
 
3 Equipes 
PO a pé 
Sgt, Cb e Sd 
classificados na 
Unidade 
Unidade/ 
Subunidade 
4º B 
1º Turno08h às 
16h 
2º Turno16h às 
00h 
 
 
 
2 Equipes 
 
 
35 
 
Como mostra a tabela acima, para a constituição da escala 3X1/3X2, é necessário 3 
motoristas e três patrulheiros. A divisão da escala é feita em 3 equipes (equipe A, B e Folguista). 
Quando a equipe A ou B está de folga, a equipe “folguista” é quem trabalha. 
4. CONTROLE DA QUALIDADE TOTAL 
4.1 COMPROMISSO COM RESULTADOS 
O compromisso com resultados é fator essencial para o sucesso do modelo de 
Polícia Ronda no Bairro. Assim, a redução de índices de criminalidade, aumento da 
satisfação da população e melhoria de sua qualidade de vida são condições 
indispensáveis, o produto final desejado pela Polícia. 
4.2 O FOCO DEVE SER O CLIENTE-CIDADÃO 
A opinião do cidadão-cliente deve ser levada em conta na adequação do modelo 
Ronda no Bairro, desde a fixação de prioridades até a avaliação dos resultados 
alcançados. 
Os Conselhos Interativos Comunitários de Segurança Pública são ferramentas muito 
úteis para que as ações de polícia tenham foco no cidadão, pois são agentes que têm o 
papel de externar à polícia os anseios da comunidade. Outro indicador é a opinião pública 
expressa na mídia e em pesquisas formais e informais. 
4.3 VALORIZAÇÃO DO SERVIÇO POLICIAL 
Para que a valorização do serviço policial ocorra, algumas metas devem ser 
alcançadas, são elas: 
a. Padronização de toda tarefa específica; 
 
 
36 
b. Educação, treinamento e familiarização de todos os servidores; 
c. Dependendo da capacidade do servidor, delegação de cada tarefa após 
certificação; 
d. Solicitação da criatividade do operador de segurança pública para manter e 
melhorar sua rotina diária; 
e. Organização de um programa de crescimento da capacidade para o 
desenvolvimento pessoal dos empregados. 
4.4 COMPROMETIMENTO DA ALTA DIREÇÃO 
Compreender a definição da missão da segurança pública como preservação da 
ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio público, através da 
prevenção da desordem, da violência e do crime, aplicada nas organizações do sistema de 
segurança pública, como visão estratégica da alta direção e na execução das diretrizes e 
metas por todas as chefias, implicando no comprometimento de todos os servidores com 
essa visão, do topo a base. 
a. Difundir a definição da missão da segurança pública; 
b. Estabelecer a visão, diretrizes e políticas da alta direção; 
c. Estabelecer as metas de curto, médio e longo prazo; 
d. Disseminar as diretrizes e metas anuais; 
e. Estabelecer e aprimorar os procedimentos de gerenciamento pelas diretrizes; 
f. Desdobrar as diretrizes e metas anuais para todos os níveis de chefia; 
g. Executar as diretrizes e metas desdobradas; e 
h. Melhorar continuamente o gerenciamento da rotina. 
4.5 PROATIVIDADE 
Na filosofia Ronda no Bairro uma das colunas estruturantes é a proatividade. Com 
esta, visa-se estabelecer nas Polícias uma gestão dinâmica, de interação interna e externa 
em todas as direções, e de busca da antecipação aos eventos e fatos, seja na 
administração dos recursos e meios, ou em proatividade policial junto ao local de trabalho. 
Como proatividade policial, os gestores e operadores de segurança pública pautarão 
as suas ações pela primazia da defesa da vida e da cidadania. Com essa orientação, as 
unidades e elementos subordinados realizarão o policiamento comunitário em todos os 
 
 
37 
respectivos espaços de sua responsabilidade, buscando um profundo e amplo 
conhecimento do seu local de atuação, com suas variáveis e fatores. 
Para isso, cada gestor e operador do policiamento não prescindirão de sua 
identificação pessoal, de comunidade fixa para atuação e de presença diária nessa 
comunidade, estimulando a participação e colaboração desta, mediante um permanente 
relacionamento interpessoal. 
Através da proatividade no policiamento, torna-se viável a resolução preventiva de 
problemas a curto, médio e longo prazo. A ideia é que o policial atue proativamente, 
antecipando-se à ocorrência. Desta forma, o seu trabalho tornar-se-á mais eficiente e 
eficaz. Com isso, por exemplo, o número de chamadas das centrais de emergência tenderá 
a diminuir. 
Nesse sentido, entender-se-á como conduta reativa dos policiais, no policiamento 
comunitário, o atendimento a emergência policial despachada pelo CIOPS à guarnição. 
No policiamento de trânsito ou ambiental, o policial desenvolverá suas atividades 
como elemento difusor e orientador das boas práticas, com vistas a obter o apoio da 
sociedade amazonense e atingir o objetivo de resguardar vidas e bens materiais. 
Na persecução desse objetivo, poderá articular-se com outros órgãos de atividades 
afins, das esferas federal, estadual e municipal, visando fomentar o processo educativo na 
população do Amazonas. 
5. EMPREGO DE MÉTODO DE RESOLUÇÃO DE PROBLEMAS A MÉDIO E LONGO 
PRAZO 
5.1 EMPREGO DO MÉTODO IARA NA SOLUÇÃO DE PROBLEMAS DA COMUNIDADE 
 
 
 
38 
Fonte: GOLDSTEIN, Herman. Policiando uma Sociedade Livre. Trad. Marcello 
Rollemberg. São Paulo: Universidade de São Paulo, 2003 (Série Polícia e Sociedade, 
n.6). 
 
O método IARA será uma ferramenta essencial para que o Gestor de polícia busque 
soluções de problemas na comunidade. Esta ferramenta poderá ser aplicada através da 
administração, das reuniões do Conselho e até mesmo pelo policial que se deparou com o 
problema. Este se desdobra nas seguintes fases: 
5.1.1 1ª Fase – Identificação 
 
A primeira fase do método a ser aplicado é a identificação do problema e a pergunta 
a ser feita é: O QUE É O PROBLEMA? 
A descoberta de qual é o problema irá ocorrer de diversas formas: através de 
ocorrências policiais, denúncias feitas por telefone e as outras formas de interação 
estratégica e social já citadas neste manual. 
Para melhor identificação do problema, alguns fatores devem ser observados: 
a. Conduta (este é o indicador mais comum, envolvendo atividades 
(como: venda de drogas, roubo, furto, pichação e outros); 
b. Localização (devem-se observar tanto os locais com elevado potencial de risco 
quanto às manchas criminais, tais como: centro da cidade, parques onde gangues 
cometem crimes, comunidades infestadas por assaltantes, área de tráfico de drogas, etc.); 
c. Pessoas (podem ser incluídos aqui os criminosos reincidentes ou vítimas); 
d. Tempo (observa-se aí a sazonalidade, dia da semana e a hora do dia da 
ocorrência). 
Com base nestas informações, certamente, a polícia terá detalhes dos problemas 
que perturbam a comunidade. 
 
 
39 
5.1.2 2ª Fase - Análise 
 
A análise é a fase mais importante do método IARA, pois a resposta será adequada 
com o conhecimento pleno da causa do problema. O propósito da análise é aprender, o 
máximo possível, sobre o problema, buscando identificar as causas. 
Muitos policiais acabam pulando esta fase, acreditando ser óbvia a natureza do 
problema, sucumbindo ante a pressa para obter a solução. 
Para facilitar, o incidente é analisado sob a ótica de um triângulo,cada lado 
corresponde: (1) a um agressor, ou infrator; (2) uma vítima em potencial; e (3) um local, 
ou ambiente favorável. O TAP (Triângulo de Análise do Problema) ajuda os 
envolvidos a visualizar o problema e entender o relacionamento entre os três elementos: 
FIGURA (Triângulo de Análise do Problema - TAP) 
 
Outra forma de analisar o problema é através do Diagrama chamado de Espinha de 
Peixe, onde se busca detalhar o problema. 
 
 
 
 
Com base nas diversas maneiras de coleta de dados já citadas, o gestor deverá alocar as informações em seus devidos 
quadrantes, não excedendo em sete tópicos mais importantes por quadrante. 
 
 
41 
5.1.3 3ª Fase - Resposta 
 
Depois de o problema ter sido analisado, a polícia deve procurar o meio mais efetivo 
de lidar com ele. Para desenvolver respostas adequadas, o gestor deve trazer soluções 
criativas que irão lidar com, pelo menos, dois lados do problema sobre os três lados do 
TAP (vítima, agressor e local). 
Uma ferramenta interessante é o modelo de plano de policiamento apresentado pelo 
livro do Curso Nacional de Promotor de Polícia Comunitária, pois detalha a resposta a ser 
efetivada. 
 
 
42 
 
Uma ferramenta de resposta no enfrentamento ao tráfico de drogas, e que deve ser 
seguida, são as ordens de Serviço que determinam incursões nestas localidades, conforme 
modelo: 
 
 
43 
 
 
 
 
 
 
 
 
44 
Esta Ordem de Serviço (O.S) deve ser elaborada pela Polícia, após verificação para 
que se confirme que naquele dia não há investigação sendo desencadeada naquela 
localidade. 
5.1.4 4ª Fase - Avaliação 
 
Finalmente, na etapa de avaliação, será verificada a efetividade de suas respostas. 
As variáveis a serem avaliadas são: permanência ou repetição do problema, o número de 
prisões, nível de crime relatado, tempo de resposta, redução de taxas, queixas dos 
cidadãos e outros indicadores. 
Várias dessas medidas podem ser úteis na avaliação do esforço para solução de 
problemas, entretanto, um número de medidas não tradicional vão irradiar luz onde o 
problema tem sido reduzido ou eliminado: 
a. Reduzidos exemplos de vitimização repetidos; 
b. Redução nos relatos de crimes ou ocorrências; 
c. Indicadores de bairros que podem incluir – maiores salários para comerciários em 
uma área-alvo, aumento de utilização da área, aumento do valor das propriedades, 
diminuição da vadiagem, menos carros abandonados, lotes sujos, etc; 
d. Aumento da satisfação do cidadão com respeito à maneira com que a polícia está 
lidando com o problema (determinado através de pesquisas, entrevistas, etc.); 
e. Redução do medo dos cidadãos relativo ao problema. 
6. USO DE INDICADORES 
Atualmente, poucos são os indicadores para controlar os resultados da evolução da 
filosofia de Polícia Comunitária. Aqui, não iremos esgotar o assunto, mas propor 
indicadores que trarão referenciais objetivos para que as instituições policiais cumpram as 
suas missões no policiamento comunitário. Existem três tipos de indicadores: 
 
 
45 
6.1 INDICADORES DE SITUAÇÃO 
Os indicadores de situação reúnem todos os números que oferecem uma visão 
unidimensional das organizações. Os indicadores de situação são: 
a) quantidade de recursos existentes. Ex: número de policiais, número de viaturas, 
recursos financeiros disponíveis; 
b) dimensões do cenário em que está incluído e com o qual interage o processo. Ex: 
população residente na subárea, extensão territorial da subárea e números de 
ilícitos penais; 
c) índices de inter-relação das duas dimensões situacionais anteriores. Ex: índice de 
dado delito pelo número de habitantes e índice de habitantes por policial. 
Os indicadores de situação deverão ser utilizados essencialmente pelos gestores dos DIPs 
para atingir metas e tornar o processo eficiente. 
6.2 INDICADORES DE PRODUTIVIDADE 
Os indicativos de produtividade são números que indicam a desempenho de produção de 
uma instituição numa relação entre os recursos disponíveis e os resultados alcançados. 
Este indicativo pode ser obtido a partir da aplicação da seguinte fórmula: 
 
Segue um Procedimento Operacional Padrão para a mensuração da produtividade 
do serviço policial: 
POLÍCIA DO AMAZONAS 
PROCESSO POLICIAMENTO COMUNITÁRIO 
PROCEDIMENTO Mensuração da produtividade 
ESTABELECIDO 
EM: 
-/-/- 
REVISADO EM: -/-/- Nº DA REVISÃO: 
REPONSÁVEL: 
Gestor do Sistema de Integrado de Segurança 
Pública 
ATIVIDADES CRÍTICAS 
1. Coleta de dados; 
2. Registro de todos os atendimentos. 
SEQUÊNCIA DAS AÇÕES 
Indicador de Produtividade = Produção obtida/Recurso utilizado 
 
 
 
46 
1. Registrar o atendimento no Sistema Integrado de Segurança Pública, 
solicitado pelo telefone móvel funcional, ocasional ou por iniciativa da guarnição; 
2. Confirmar e coletar dados; 
3. Aplicar a sequência de ações prevista nos procedimentos, conforme a 
natureza do atendimento; 
4. Lançar todos os dados do atendimento no mesmo registro dentro do 
Sistema Integrado de Segurança Pública. 
RESULTADOS ESPERADOS 
1. Que mensure todos os atendimentos proativos e reativos do serviço 
policial, para que se apure a produtividade integral do serviço prestado à 
sociedade (Esclarecimento item 3); 
2. Que a mensuração possa subsidiar o planejamento de ações, visando à 
qualidade no serviço policial. 
AÇÃO CORRETIVA 
1. Caso o atendimento proativo (Esclarecimento item 1) resultar em 
atendimento reativo (Esclarecimento item 2) deve-se fazer um único registro, 
sendo que a primeira natureza deve ser a proativa seguida da natureza reativa. 
 POSSIBILIDADES DE ERRO 
1. Coletar e inserir dados inverídicos ou incompletos; 
2. Deixar de registrar os atendimentos proativos; 
3. Trocar naturezas de atendimentos com a finalidade de obter resultados 
estatísticos dissimulatórios; 
4. Deixar de conciliar e diferenciar um procedimento do outro, conforme a 
natureza; 
5. Deixar de registrar na natureza do atendimento a conduta proativa que 
oportunizou o resultado reativo. 
ESCLARECIMENTOS: 
Item 1 – Atendimento Proativo: é o trabalho que tem início de ofício pela própria 
Polícia, com o propósito preventivo. Excetuando-se as solicitações de atendimentos não 
decorrentes de ação delituosa. 
Abordagem Policial: é aquela oriunda da ação preventiva, ainda que o 
resultado gere atendimento reativo. Neste caso, a natureza do atendimento deverá ser 
registrada como abordagem, seguida das demais; 
Apoio Policial: ação cuja finalidade seja a prevenção com o objetivo de evitar 
uma progressão danosa ao interesse da segurança pública; 
Averiguação: é todo atendimento de checagem de informação com destino 
certo e sabido, diferindo do patrulhamento que não possui objeto definido e do 
monitoramento que faz o acompanhamento de pessoa ou local definido; 
Item 2 – Atendimento Reativo: é o trabalho realizado pela Polícia no atendimento 
policial empenhado através do CIOPS, telefone móvel funcional ou de forma ocasional, 
resultante da notícia de ação delituosa, infracional ou de trânsito. 
Item 3 – Produtividade: é a somatória dos atendimentos proativos e reativos. 
 
 6.3 INDICADORES DE QUALIDADE 
Os indicadores de qualidade são números que atendem à necessidade de 
quantificação de qualidade a cada momento das entidades. Os indicadores de qualidade 
evidenciam o grau de satisfação das necessidades e desejos dos clientes (cidadãos) em 
 
 
47 
relação ao serviço prestado. Segue abaixo um questionário que deve ser aplicado 
trimestralmente na comunidade para avaliação da satisfação do serviço prestado. 
 
 
 
 
 
 
 
48 
AVALIAÇÃO DA SATISFAÇÃO DA COMUNIDADE 
QUESTIONÁRIO - SERVIÇOS 
 
MUITO 
SATISFEITO 
 
5 
SATISFEITO 
 
 
4 
NEM SATISFEITO 
NEM INSATISFEITO 
 
3 
INSATISFEITO 
 
 
2 
MUITO INSATISFEITO 
 
 
1 
 
Você já precisou dos serviços da Polícia 
Militar ? 
Sim Não1- ATENDIMENTO DA POLÍCIA GRAU DE SATISFAÇÃO 
Cortesia: demonstrou educação e cordialidade 5 4 3 2 1 
Presteza: demonstrou interesse no atendimento 
Eficiência: resolveu o problema no primeiro contato 
 
2 – SERVIÇOS GRAU DE SATISFAÇÃO 
Presença: é constante a presença da Polícia na sua 
região 
5 4 3 2 1 
Rapidez: a chegada do Policial está dentro dos 10 
minutos quando solicitada 
 
Eficiência: o policiamento desenvolve seu papel 
preventivo 
 
 
O acesso à Polícia é fácil? (Localização) Sim Não 
 
3 - COMPETÊNCIA GRAU DE SATISFAÇÃO 
Capacitação do pessoal demonstra conhecimento dos 
serviços 
5 4 3 2 1 
Atualização e inovação: a Polícia inova e aperfeiçoa 
constantemente os serviços oferecidos 
 
 
4 – IMAGEM GRAU DE SATISFAÇÃO 
Qual seu conceito da Polícia 5 4 3 2 1 
Divulgação: conhece os serviços da Polícia? 
 
Você já ouviu falar do Policiamen- 
to Comunitário? 
Sim Não 
 
 
 
Sugestões para melhorar a Polícia Comunitária em seu bairro: 
 
 
49 
Sugestões para melhorar a Polícia Comunitária em seu bairro: 
1. Melhorar o convívio entre Polícia e Comunidade................................................................... ( ) 
2. Melhorar o treinamento dos Policiais Militares do bairro........................................................... ( ) 
3. Melhorar o trabalho da Polícia Civil no bairro......................................................................... ( ) 
4. Manter o policial fixo na área para agir mais próximo ao cidadão........................................... ( ) 
5. Outros:______________________________________________________________________ ( ) 
 
7. A COMUNICAÇÃO NO POLICIAMENTO COMUNITÁRIO 
O primeiro contato com o cidadão é imprescindível, pois é neste momento em que 
os valores de respeito e educação são estabelecidos, criando, assim, confiança e 
credibilidade no atendimento policial. Logo, saber comunicar-se, deve ser inato ao policial 
para que consiga conduzir a comunidade ao comprometimento com as causas da 
Segurança Pública. 
7.1 COMO SE COMUNICAR 
A comunicação do policial com o cidadão deve ser a mais discreta possível, pois e 
natural que o comunitário sinta-se temeroso em se relacionar com um policial, sobretudo 
em locais tidos como áreas vermelhas pelo medo de represarias da criminalidade. 
O contato deve deixar claro que não se trata de uma abordagem baseada na 
fundada suspeita, mas sim uma tentativa de estabelecer vínculos de confiança. 
7.1.1 O processo de verbalização 
Sabe-se que a primeira impressão e a que fica, por isso, na verbalização o policial 
devera buscar uma boa fluência, tom de voz adequado, boa dicção e ser um policial 
desinibido. Para isto, o gestor deve estimular a leitura de textos em voz alta pelos policiais. 
Alguns cuidados devem ser tomados pelo policial que verbaliza: 
a. Não utilizar o código Q na verbalização com o cidadão; 
b. Não utilizar gírias ou expressões inadequadas; e 
c. Conhecer a linguagem da sua comunidade, como exemplo formas de 
cumprimento características. 
 
 
50 
7.1.2 Postura e Compostura policial 
No contato com a comunidade, o policial deve zelar pela sua apresentação pessoal, 
seja ele policial civil ou militar, deve também evitar gesticular com as mãos, pois esta 
atitude causa no cidadão uma má impressão. Segue abaixo algumas orientações: 
a. Contato amistoso e cordial, demonstrando preparo nas respostas as dúvida da 
comunidade; 
b. Utilização de linguagem simples e adequada a realidade de sua comunidade; 
c. Evitar linguagem propriamente policial; 
d. Entenda bem a necessidade do cidadão para evitar encaminhamentos 
inadequados; e 
e. Nos atendimentos telefônicos, procure ser sereno e preciso nas perguntas para 
evitar um contato longo. 
7.1.3 Informações que o policial deve ter para transmitir a comunidade 
O policial comunitário deve conhecer para transmitir informações sobre localidade e 
modo de funcionamento de: 
a. Hospitais; 
b. Agências Bancárias; 
c. Distritos Policiais; 
d. Repartições Públicas Federais, Estaduais e Municipais; 
e. Terminal Rodoviário e Ferroviário; 
f. Agências de Correios; 
g. Pontos de Táxi; 
h. Telefones Públicos; 
i. Igrejas; 
j. Monumentos; 
k. Escolas; 
l. Teatros; 
m. Cinemas; 
 
 
51 
n. Hotéis; 
o. Praças de Esportes; 
p. Bancas de Jornal; 
q. Shopping Center; e 
r. Lojas comerciais famosas. 
8. TIPOS DE INTERAÇÃO 
8.1 INTERAÇÃO DO PÚBLICO INTERNO 
Nesta fase, o público alvo é a própria subunidade que o gestor gerencia. O gestor 
deverá investir na mudança das mentalidades operacional e administrativa, criando 
políticas de valorização, capacitação e aperfeiçoamento dos servidores. 
 Neste processo, torna-se indispensável o trabalho permanente de sensibilização e 
disseminação da filosofia Ronda no Bairro (Polícia Comunitária). 
8.1.1 Valorização 
Devem-se destacar os policiais que evidenciam assiduidade, trabalham 
preventivamente (visitas comunitárias), bem como aqueles que promovem a repressão 
qualificada do crime. Esta mensuração deve ficar visível para todos. Exemplo: pode ser 
elaborada uma tabela e afixada em quadro de avisos. 
 
Modelo de folheto que evidencia os policiais destaques em visitas comunitárias: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
52 
 
 
 
Exemplo de tabela que orienta o gestor a mensurar os policiais mais comunitários: 
 
Este folheto tem o objetivo de evidenciar o reconhecimento do gestor pelo trabalho 
comunitário desenvolvido pelos servidores. Através da tabela que monitora as visitas 
comunitárias, o gestor poderá identificar os policiais mais comunitários por mês e premiá-
los à luz dos regulamentos. 
8.1.2 Capacitação e aprimoramento dos servidores 
O gestor deverá elaborar um plano de capacitação onde preveja instruções rotineiras 
que serão implementadas pelos coordenadores do serviço, bem como elaborar uma 
instrução quinzenal visando suprir as deficiências apresentadas pelos servidores. 
 O gestor nunca deverá se sentir impedido de participar das preleções diárias, pois 
isto facilitará a aproximação com os servidores no sentido de orientá-la e ouvir seus 
anseios. 
8.1.3 Aplicação da gestão do conhecimento 
 O gestor deverá aplicar um questionário aos seus subordinados com o fito de 
conhecer suas potencialidades, fazendo assim a gestão do conhecimento. Com esta 
ferramenta, o gestor saberá potencializar o trabalho de cada servidor, alocando-os em 
funções e processos de policiamento mais adequados para que se explore o máximo de 
sua capacidade. 
 
 
53 
 
 
 
54 
 
 
 
55 
 
 
 
56 
 
 
 
57 
 
 
 
58 
 
 
 
59 
 
8.2 INTERAÇÃO ESTRATÉGICA E SOCIAL 
Devem-se mobilizar recursos internos e externos ao Sistema de Segurança Publica, 
buscando consolidar a parceria com as comunidades e agências públicas e civis. 
Recomenda-se a criatividade com o fito de sensibilizar as comunidades e suas 
lideranças nas ações do programa Ronda no Bairro. 
8.2.1 Oito etapas para o sucesso da interação estratégica e social 
8.2.1.1 Primeira Etapa 
Identificação das lideranças locais, Associações de Bairro, Instituições Religiosas, 
Conselhos Escolares e outras entidades governamentais e não governamentais. O gestor 
deverá disponibilizar números para contato, bem como solicitar endereços e telefones 
destes para um agendamento de visita. 
Objetivo da etapa: Estreitar laços com aqueles que são elo entre a comunidade e a 
polícia. 
8.2.1.2 Segunda Etapa 
Estabelecer contato com as lideranças. Segue abaixo um rol de lideranças para 
direcionamento do gestor do DIP: 
a. Integrantes dos sistemas de defesa e assistência social e de segurança pública; 
b. Associações comunitárias; 
c. Líderes religiosos; 
d. líderes comunitários;e. Clubes de serviço e associações filantrópicas; 
f. Entidades assistenciais; 
g. Entidades desportivas, artísticas e culturais; 
h. Representantes políticos; 
i. Entidades de classe em geral; 
j. Organizações não governamentais; 
 
 
60 
k. a Imprensa; 
l. Síndicos de condomínios residenciais; 
m. Universidades e Faculdades em geral; e 
n. Vizinhança de locais de risco identificados. 
 Objetivos da etapa: explicar aos líderes este novo conceito de se fazer policia, 
convidando-os para participarem do Conselho Interativo Comunitário de Segurança Pública 
(CICSP). É imprescindível que estas lideranças participem de treinamento a fim de 
conhecer a filosofia de Polícia Comunitária. Outros detalhes estão especificados na parte 
em que tratamos do CICSP. 
8.2.1.3 Terceira etapa 
Participação de todos em treinamentos sobre Polícia Comunitária e desenvolvimento 
de lideranças comunitárias, visando: 
a) esclarecimento sobre o que é a polícia comunitária com ênfase nas estratégias do 
Ronda no Bairro; 
b) divulgação de material sobre polícia comunitária; 
c) apresentação da proposta de trabalho junto à comunidade; 
d) Ensinar o método IARA como instrumento essencial para a resolução do 
problema. 
8.2.1.4 Quarta Etapa 
Identificação dos problemas do bairro 
Em um primeiro momento é necessário estabelecer as características específicas do 
local a ser trabalhado, determinando os seguintes aspectos: 
a. demanda reprimida de crimes; 
b. características do ambiente onde se concentram os crimes, tais como iluminação, 
limpeza, trafegabilidade das ruas, terrenos baldios, densidade populacional; 
c. população jovem; e 
d. número de jovens desempregados. 
 
 
 
61 
8.2.1.5 Quinta Etapa 
a. Coleta de informações acerca das características socioeconômicas, geográficas e 
ambientais da comunidade, tais como: 
1) Perfil da área (mapa preciso da área, número de residências, número e tipo de 
comércio, escolas, igrejas, associações, postos de saúde, área de lazer); 
2) Perfil dos habitantes (idade, sexo, grau de instrução, profissão, estado civil, se 
empregado); 
b. Verificação de responsáveis pela coleta de informações e locais a serem 
coletadas. Estas informações podem ser fornecidas pela própria polícia, órgãos públicos, 
ONGs, entidades existentes no bairro, tais como hospitais, instituições religiosas, etc; 
c. Tabulação e análise das informações. Sociabilizar as informações com a 
comunidade. 
8.2.1.6 Sexta Etapa: Indicativos dos problemas locais 
a. Base econômica 
Verificar em que base a economia local se estabelece, quais os planos de extensão, 
atitudes da comunidade em relação a esta expansão e que crise existe entre empregados e 
gerência, estabelecendo, ainda, o mercado atual de trabalho e as tendências futuras. 
b. Aspectos culturais 
É importante determinar o número e a natureza das organizações de natureza 
social, fraternal ou religiosa. 
c. Organizações sociais 
1) conflito, cooperação ou coalizão, se houver, em relação à causa comum; 
2) organizações que reagem contra, se houver; 
3) filiações políticas das organizações e ligações a movimentos sociais específicos; 
4) projetos e programas sociais já existentes; 
5) potencial para a criação de novas organizações. 
d. Funções oficiais 
1) instituições punitivas de justiça formal; 
 
 
62 
2) abordagens não punitivas criadas ou apoiadas pelas instituições formais; 
3) histórico de tentativas de criação ou de apoio de programas oficiais de prevenção 
do crime; 
4) coordenação e planejamento atuais que estão fragmentados ou dirigidos de 
maneira centralizada; 
5) conflito ou cooperação, no âmbito interno ou entre as instituições; relações entre 
as instituições de justiça formal e as instituições sociais. 
 e. Manejo de crises 
1) desastres naturais e crises sociais que têm influído na formação de atitudes e 
comportamentos; 
2) disputas de grupos rivais e sua solução ou ausência de solução; 
3) crimes sensacionais, no bairro ou na área; 
4) presença do crime organizado se houver; 
5) opiniões do público sobre a adequação das respostas dadas pelas autoridades 
em crises passadas, em especial as relacionadas com o crime, a desordem e o medo do 
crime; 
6) após traçado o perfil da comunidade local, verificar quais as dificuldades que se 
enfrentam para o exercício dos direitos e garantias individuais e coletivas e o grau de 
segurança; 
7) registrar e analisar os resultados que implicam nas dificuldades de se ter uma 
qualidade de vida melhor; 
8) identificar os órgãos envolvidos nas questões; e 
9) desenvolver um plano inicial (esboço) contemplando os problemas locais, os 
pontos de participação de cada órgão e da comunidade. 
8.2.1.7 Sétima Etapa: Fixação de metas 
a. Após a avaliação das necessidades deverão ser fixadas as metas; 
b. Para quem? Onde? Quando? Como? E Para Quê? Fixar-se-ão essas metas? 
c. Não basta fixar metas apenas para serem cumpridas; 
 
 
63 
d. As metas deverão ter significados e que sejam interessantes à comunidade; 
e. Identificação das áreas de aceitação comum (criação ou melhoria de áreas de 
lazer, programas de requalificação profissional etc.); 
f. Fechamento do projeto, com a participação de todos os segmentos, 
estabelecendo responsabilidades, cronogramas e metas; e 
g. Eventos que consolidem a sistematização do trabalho de Polícia Comunitária e 
que uma vez compreendido não será mais esquecido. 
8.2.1.8 Oitava Etapa: Estratégia de Sedimentação 
Primeiramente, como já foi citado, é necessária a identificação de responsáveis 
capazes de auxiliar na resolução dos problemas apontados, possibilitando que se atinjam 
as metas fixadas. 
Neste ponto passa-se à sedimentação do programa mais apropriado, com a 
participação efetiva de todos os envolvidos no processo, buscando-se sempre o caminho 
pelas áreas de concordância. 
Seja qual for o plano de policiamento comunitário, sempre será viável conter as 
seguintes atividades, dentre outras que sejam pertinentes: 
a. Palestras sobre variados temas conforme as necessidades locais; 
b. Cursos de preparação de lideranças comunitárias; 
c. Debates em escolas envolvendo o corpo docente, discente (Participação da 
comunidade na escola); 
d. Evento com apresentações de música dança e de grupos locais; 
e. Encontros de moradores de uma rua para atividades comuns e sociais (um chá da 
tarde, um bingo, uma roda de conversa ou bate-papo etc.); 
f. Educação para o trânsito nas Escolas (Polícia de Trânsito); 
g. Campanhas de prevenção e orientação ao pedestre e ao motorista; e 
h. Semana de prevenção à saúde (Secretaria da Saúde). 
Atividades que poderão ser desenvolvidas na comunidade: 
 
 
64 
a. Semanas cívicas, de meio ambiente e de mutirões no bairro e finais de semana de 
lazer e recreação; 
b. Reuniões de trabalho com as lideranças locais, com os poderes públicos locais e 
com a iniciativa privada; 
c. Orientação com relação à medida que devem ser adotadas quanto a: 
- segurança pessoal de seus bens; 
- segurança residencial; 
- segurança em relação às crianças; 
- segurança escolar etc.; 
d. Programa de restauração do bairro (ruas limpas, árvores cortadas, calçadas 
arrumadas, muros pintados, etc.); 
e. Adotar medidas para a fixação dos policiais comunitários conforme preceitua as 
normas internas, para ser realizada uma melhor avaliação de desempenho; 
f. Aplicar questionários de avaliação de desempenho dos policiais comunitários e do 
programa; 
g. Supervisionar e fiscalizar as atividades das unidades operacionais no que tange a 
sedimentação do policiamento comunitário, de forma a subsidiar o aperfeiçoamento do 
Programa de sedimentação; 
h. Conhecer as diretrizes e definir estratégias de implementação da Polícia 
Comunitária dentro da filosofia de trabalho proposta e abrir os subunidades para a 
Comunidade e mostrar o que é o trabalho daspolícias; 
i. Preparação e sensibilização do público interno para a nova filosofia de trabalho; 
j. Quebrar a resistência quanto à Polícia Comunitária; 
k. Proporcionar oportunidade de participar dos cursos de Polícia Comunitária para 
levar ao Policial um conhecimento sobre a sua responsabilidade na execução; 
l. Promover maior participação da tropa nas questões de Segurança Pública e seu 
maior envolvimento com a comunidade na solução destes problemas; 
m. Estabelecer contato com o representante da comunidade; 
 
 
65 
n. Traçar perfil da comunidade para estabelecer parâmetros de trabalho; 
o. Levantamento sociocultural e geográfico local; 
p. Levantamento dos locais de risco e repasse das informações à comunidade; 
q. Proceder a levantamentos junto à comunidade dos problemas na área de atuação; 
r. Fazer pesquisa junto à comunidade a respeito do seu anseio quanto à Segurança 
Pública; 
s. Promover uma maior interação com a comunidade buscando sua organização e 
formação de associações comunitárias; 
t. Pesquisar e analisar o fenômeno criminal na área de atuação para se definir 
estratégias de solução dos problemas; 
u. Analisar a articulação operacional da fração e proporcionar sua adaptação aos 
anseios da comunidade; 
v. Avaliação da necessidade logística e de pessoal para uma eficaz implementação 
da Polícia Comunitária; 
w. Promover reunião com os diversos segmentos sociais propondo trabalho a ser 
realizado com a cooperação deles; 
x. Discutir com os demais órgãos dos poderes constituídos melhores forma de 
atuação no campo da Segurança Pública; 
y. Sensibilização da imprensa e sua participação nas atividades de Polícia 
Comunitária; e 
z. Desenvolver marketing de divulgação das atividades de Polícia Comunitária. 
Além das etapas supracitadas, segue abaixo ações de interação estratégica e social 
que já foram implementadas no Amazonas e deram certo. 
 
 
66 
 8.2.2 Instituição dos Conselhos Interativos Comunitários de Segurança Pública 
(CICSP) 
 
8.2.2.1 Dos Conselhos 
São formados por grupos de moradores que se reúnem com autoridades públicas 
com o objetivo de discutir, analisar, planejar, acompanhar e avaliar a solução de seus 
problemas de proteção social, contribuindo com a segurança de seus bairros e 
desenvolvendo campanhas educativas e projetos sociais. (Cartilha para Capacitação de 
Lideranças Comunitárias- SENASP) 
“Os conselhos são formados por membros natos, efetivos e participantes. Os 
membros natos são os representantes das polícias Civil e Militar. Os membros efetivos são 
eleitos pela própria comunidade para representá-la”. (Cartilha para Capacitação de 
Lideranças Comunitárias- SENASP) 
 
 
67 
8.2.2.2 O papel dos Conselhos Interativos Comunitários de Segurança Pública (CICSP) 
 
Os Conselhos Interativos Comunitários de Segurança Pública (CICSP) serão células 
importantes para o desenvolvimento da polícia comunitária, no âmbito da comunidade, 
visando apoiar o desenvolvimento e a sedimentação da filosofia de polícia comunitária, 
observados os seguintes propósitos: 
 
a) a integração das representações da comunidade com os organismos de segurança 
pública e justiça, dentro de suas respectivas competências, com o objetivo de identificar e 
minimizar os efeitos da violência e criminalidade; 
b) a realização de estudos e trabalhos que contribuam com a melhoria dos serviços de 
segurança pública sempre com a participação da comunidade; 
c) o acompanhamento da evolução e estruturação da doutrina de polícia comunitária, 
avaliando os resultados e sugerindo aos organismos policiais alterações ou estímulos aos 
trabalhos de forma a alcançar a efetividade; 
d) o acompanhamento de programas de governo que apoiem a sedimentação da doutrina 
de polícia comunitária, sugerindo providências de cunho governamental, quando 
necessário e apresentando sugestões; 
e) o estímulo da propagação da filosofia de polícia comunitária aos diversos órgãos do 
Sistema de Segurança Pública; 
 
 
68 
f) o estímulo às iniciativas comunitárias locais, difundindo-as em todos os Municípios, como 
mecanismos motivadores às outras iniciativas; 
g) estabelecer um ambiente propício para o recebimento e encaminhamento dos problemas 
locais, encaminhando aos órgãos sugestões para problemas apresentados; 
h) desenvolver atividades de integração dos órgãos públicos com as diversas 
representações locais, com o objetivo coletivo de implementar a filosofia de polícia 
comunitária; 
i) aperfeiçoar, através da comunicação, a atração de pessoas de boa vontade e índole para 
participarem do CICSP; 
j) promover eventos comunitários que fortaleçam o valor da integração de esforços na 
prevenção criminal; 
k) desenvolver e implantar programas de instrução e divulgação de ações de autoproteção 
às comunidades; 
l) desenvolver e implantar sistemas para coleta, análise e utilização de avaliações 
periódicas dos serviços pelos cidadãos atendidos pelos organismos policiais, bem como 
suas reclamações e sugestões, priorizando as pesquisas pós-atendimento, enquetes via 
Internet e o “Disque - denúncia”; 
m) promover a avaliação interna e externa da polícia comunitária, através das comissões 
comunitárias de avaliação. 
A idealização do CICSP reforça a importância de se aproveitar a potencialidade de 
todos os atores sociais que convivem nos municípios e bairros integrantes das 
circunscrições atribuídas à responsabilidade territorial das Frações da Polícia Militar. 
A comunidade tem uma função útil a desempenhar na medida em que desenvolva o 
aspecto associativo e mobilize os cidadãos para ombrearem junto com os órgãos e 
entidades governamentais, que possuem um excedente de tarefas e um déficit de recursos 
para cumprir de forma isolada suas obrigações constitucionais, no esforço em prol da 
tranquilidade pública. 
8.2.2.3 Fases necessárias para estruturação e formação dos CICSPs 
a. Sensibilização e mobilização da comunidade para criação do CICSP: 
1) Identificação dos segmentos sociais organizados no bairro; 
2) Elaboração e divulgação de convites para uma reunião que deverão ser 
direcionados aos segmentos organizados, buscando a aproximação dos membros destes 
segmentos com o Sistema de Segurança Pública; 
 
 
69 
b. Realizar outras reuniões para esclarecimento do papel social do cidadão para o 
exercício pleno da cidadania e criar uma comissão provisória para trabalhar: 
1) Organização de debates sobre a instituição do CICSP com os segmentos da 
comunidade; e 
2) Organização e realização da eleição da Diretoria Executiva do CICSP. 
c. Estrutura Organizacional do CICSP: 
1) Diretoria Executiva: Presidente, Vice Presidente, Secretário e subsecretário; 
2) Demais membros. 
 “O Conselho Comunitário de Segurança é o braço da comunidade na Segurança 
Pública” (Saulo Santiago, Presidente do CONSEG - Brasília-DF 
8.2.2.4 Procedimentos padronizados para as reuniões do CICSP 
POLÍCIA DO AMAZONAS 
PROCESSO S/N POLICIAMENTO COMUNITÁRIO 
PROCEDIMENTO 
Reunião do Conselho Interativo Comunitário de 
Segurança Pública (CICSP) 
ESTABELECIDO 
EM: 
-/-/- 
REVISADO EM: -/-/- Nº DA REVISÃO: 
REPONSÁVEL: Presidente do CICSP 
ATIVIDADES CRÍTICAS 
1. Seleção dos participantes da reunião; 
2. Definição do local, data e horário da reunião; 
3. Condução da reunião. 
SEQUÊNCIA DAS AÇÕES 
1. Estimar o público; 
2. Definir o local adequado, data e horário; 
3. Fazer levantamento de dados estatísticos da produtividade policial 
referente ao mês imediatamente anterior; 
4. Escalar os policiais do setor envolvido, inclusive os de folga 
5. Presidir a reunião mensal de segurança comunitária (Ação corretiva nº 
1); 
6. Definir o secretário da reunião; 
7. Definir como mestre de cerimônia da reunião um policial com boa 
oratória; 
8. Convidar todas as forças vivas (Esclarecimento item 1) atuantes no 
setor; 
9. Preparar o local da reunião; 
10. Registrar o atendimento no Centro Integrado de Operaçõesde 
Segurança Pública (CIOPS); 
11. Recepcionar os convidados; 
12. Registrar em ata a reunião e coleta de assinaturas dos presentes; 
13. Iniciar as atividades da reunião; 
 
 
70 
14. Apresentar as autoridades públicas e lideranças comunitárias 
presentes; 
15. Apresentar os dados dos trabalhos da Polícia; 
16. Emitir orientações de cultura de segurança (Esclarecimento item 2) aos 
presentes; 
17. Dar a oportunidade aos demais segmentos do poder público; 
18. Dar a oportunidade às lideranças comunitárias presentes; 
19. Dar a oportunidade às demais pessoas; 
20. Divulgar o local, data e horário da próxima Reunião (Esclarecimento 
item 3); 
21. Encerrar a reunião; 
22. Finalizar e informar os dados do atendimento ao COPOM. 
RESULTADOS ESPERADOS 
1. Que as forças vivas atuantes no setor sejam congregadas; 
2. Que sejam criadas parcerias em prol da Segurança Pública; 
3. Que o cidadão seja um divulgador de cultura de segurança; 
4. Que aproxime o cidadão e a Polícia; 
5. Que forneça dados para que a Polícia possa planejar ações. 
AÇÃO CORRETIVA 
1. Caso surja situação imprevista durante a atividade o Gestor deve 
solucioná-la (Sequência das ações nº 5). 
POSSIBILIDADES DE ERRO 
1. Compor mesa de autoridades; 
2. Ter ou parecer ter: cunho religioso, político-partidário, empresarial, 
financeiro ou de autopromoção; 
3. Permitir que uma pessoa ou Instituição monopolizasse ou tirasse 
proveito particular da reunião; 
4. Permitir que a reunião tivesse o seu propósito descaracterizado para 
fins festivos ou artísticos; 
5. Permitir que a reunião excedesse o tempo de uma hora; 
6. Não controlar o tempo de palavra dos participantes ocasionando 
prolongamento da reunião; 
7. Não estar fardados os policiais militares escalados para a reunião; 
8. Permitir que pessoas mal intencionadas promovessem grau de 
animosidade e polêmica impróprias. 
ESCLARECIMENTOS: 
Item 1 – Forças vivas: são todas as pessoas ou instituições que tem o poder de 
influenciar a qualidade de vida das pessoas que moram e trabalham no quadrante, a saber: 
Poder Judiciário, Autoridades Políticas, Ministério Público, Corpo de Bombeiros Militar, 
Polícia Civil, Escolas Públicas e Particulares, Conselho Tutelar, Conselhos Comunitários, 
Associações de Moradores e outras representatividades, Igrejas, Empresas, Imprensa e, 
principalmente, o máximo possível de moradores. 
Item 2 – Cultura de Segurança: consiste em informações que capacitem o cidadão 
a ser um agente promotor de sua segurança particular e pública. 
Item 3 – Reunião Quinzenal do CICSP: Consiste em promover Reunião 
Comunitária para agrupar as forças vivas atuantes nos setores para discutir e estabelecer 
parcerias em prol da melhoria da qualidade de vida das pessoas que moram e trabalham 
no quadrante com interesse direcionado para a segurança pública, com periodicidade 
mínima mensal. 
 
 
71 
 
8.2.3 Criação de um Programa Policial em rádio comunitária legalmente constituída 
na subárea 
 
O gestor do DIP deverá verificar em sua subárea de Circunscrição se existe alguma 
Rádio Comunitária legalmente constituída. 
 A ideia é buscar um espaço para a criação de um programa policial, onde a verdade 
será dita sobre o real trabalho desenvolvido pela polícia. Ali também, o policial exercerá a 
sua função de educador perante a sociedade, trabalhando de forma efetiva na prevenção. 
Segue abaixo um modelo de programa de rádio: 
 
 
72 
 
 
 
73 
 
 
 
74 
 
INTERVALO 
 
 
VAMOS AGORA PARA O NOSSO PRIMEIRO INTERVALO, FIQUE LIGADO NO 
PRÓXIMO BLOCO, RELEMBRANDO QUE NAS ULTIMAS SEMANAS, O MOMENTO 
CONHECA UM POUCO MAIS, TEM DADO ORIENTAÇÕES MUITO IMPORTANTES 
PARA QUE VOCÊ COMUNITÁRIO, TENHA UMA MELHORA NA QUALIDADE DE 
VIDA, SEMANA PASSADA CONHECEMOS OS EFEITOS DO CRACK E NESTA 
SEMANA IREMOS FALAR SOBRE DST – DOENÇAS SEXUALMENTE 
TRANSMISSIVEIS. 
 FIQUE LIGADO E NÃO MUDE DE ESTAÇÃO, POIS LOGO VOLTAREMOS COM O 
SEU INFORMATIVO BPI! 
VOLTAMOS JÁ! 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
75 
 
 
 
 
Doenças sexualmente transmissíveis (ou DST) ou Infecção sexualmente transmissível 
(ou IST) é a designação pela qual é conhecida uma categoria de patologias 
antigamente conhecidas como doenças venéreas. São doenças infecciosas que se 
transmitem essencialmente (porém não de forma exclusiva) pelo contato sexual. O 
uso de preservativo (camisinha) tem sido considerado como a medida mais eficiente 
para prevenir a contaminação e impedir sua disseminação. 
Vários tipos de agentes infecciosos (vírus, fungos, bactérias e parasitas) estão 
envolvidos na contaminação por DST, gerando diferentes manifestações, como 
feridas, corrimentos, bolhas ou verrugas. 
Algumas DST são de fácil tratamento e de rápida resolução quando tratadas 
corretamente. Outras são de tratamento difícil ou permanecem latentes, apesar da 
falsa sensação de melhora. As mulheres representam um grupo que deve receber 
especial atenção, uma vez que em diferentes casos de DST os sintomas levam tempo 
para tornarem-se perceptíveis ou confundem-se com as reações orgânicas comuns de 
seu organismo. Isso exige da mulher, em especial aquelas com vida sexual ativa, 
independente da idade, consultas periódicas ao serviço de saúde. 
 
 
 
 
MOMENTO CONHEÇA UM POUCO MAIS 
 
 
76 
Sífilis - doença infecciosa causada por uma espiroqueta chamada Treponema pallidum que 
evolui lentamente em três estágios, caracterizada por lesões da pele e mucosas. 
 
AIDS - A síndrome da imunodeficiência adquirida (SIDA, normalmente em Portugal, ou 
AIDS, mais comum no Brasil) é uma doença do sistema imunológico humano causada pelo 
vírus da imunodeficiência humana (HIV). 
Como se Prevenir das DST: 
 A única forma de se proteger das DST é usando camisinha. Tanto a camisinha feminina 
quanto a camisinha masculina protegem das DST, inclusive a AIDS. 
O diafragma usado junto com o espermicida, evita algumas DST como a candidíase 
(cândida) e o condiloma (crista de galo), mas não evita as outras DST e nem a AIDS 
Como tratar uma DST: 
Doenças Sexualmente Transmissíveis são doenças sérias que podem trazer vários riscos 
para a saúde, além da esterilidade, por isso é importante marcar uma consulta médica para 
tratá-las. 
Somente o médico (ginecologista, clínico geral ou urologista) tem condições de fazer 
exames clínicos e de laboratório que podem avaliar qual a medicação necessária para cada 
DST. Tomar remédios receitados por farmacêuticos e amigos pode apenas “esconder” os 
sintomas e fazer com que a doença se torne mais resistente dentro do corpo. 
 
 
 
 
77 
 
 
 
78 
 
 
 
79 
 
 
 
80 
 
 
 
81 
 
 
 
82 
 
8.2.4 Utilização das Urnas de denúncias e sugestões 
A urna de denúncias e sugestões é uma ferramenta poderosa na coleta de 
informações a respeito dos problemas que interferem a comunidade. O gestor deverá 
descentralizar diversas urnas pela comunidade. Todo comércio, escola, igreja, entre outros, 
são locais potencialmente viáveis para a alocação da urna. 
Semanalmente, a polícia deverá recolher estas urnas, preferencialmente, às 
segundas feiras e recolocadas no mesmo dia. 
É imprescindível que exista um servidor para se responsabilizar da tabulação destas 
informações. Como estas informações serão utilizadas, será debatido no momento em que 
estivermos tratando sobre um método denominado IARA. 
8.2.5 Aplicação das Visitas Comunitárias 
 
8.2.5.1 O que são as visitas comunitárias? 
As visitas comunitárias consistem no deslocamento dos policiais até residências, 
escolas, igrejas, estabelecimentos comerciais, entre outros, promovendo a aproximação 
entre o policial e a comunidade. 
Estas visitas também são fontes inesgotáveis de informação aos delegados e 
comandantes dos DIPs para o planejamento de ações preventivas e repressivas. Logo, 
todo policial deverá ter conhecimento aprofundado da fase de identificação de um problema 
 
 
83 
previsto no método IARA(método a ser detalhado mais a frente), pois ali estão 
especificados fatores, como a conduta, localização, pessoas e tempo, existentes no 
problema, os quais deverão servir de base para a coleta de informações através das visitas 
comunitárias. 
8.2.5.2 Quais os objetivos das visitas comunitárias? 
 Conhecer a comunidade e ser conhecido por ela, quebrar o paradigma de que um 
policial só aparece quando o crime já aconteceu, se aproximar da comunidade, ser uma 
polícia mais humana, colher informações dos problemas da comunidade e até resolvê-los 
de imediato quando possível. 
8.2.5.3 Procedimento Operacional Padrão para as Visitas Comunitárias 
POLÍCIA DO AMAZONAS 
PROCESSO N. POLICIAMENTO COMUNITÁRIO 
PROCEDIMENTO Visita Comunitária 
ESTABELECIDO 
EM: 
-/-/- 
REVISADO EM: -/-/- Nº DA REVISÃO: 
REPONSÁVEL: Gestores do Distrito Integrado de Polícia 
ATIVIDADES CRÍTICAS 
1. Definição de locais e pessoas a serem visitados (Esclarecimento item 1); 
2. Aproximação do local; 
3. Primeiros contatos com os locais e pessoas a serem visitados. 
SEQUÊNCIA DAS AÇÕES 
5. Definir o local ou pessoa a ser visitada; 
6. Aproximar de forma segura, observando o cenário do ambiente; 
7. Posicionar a viatura, conforme POP; 
8. Registrar o atendimento no Centro Integrado de Operações de 
Operações de Segurança Pública – CIOPS; 
 
 
84 
9. Apresentar-se ao cidadão informando que se trata de uma visita 
comunitária de rotina. 
10. Conhecer o cidadão, identificar seus dados pessoais, atividade 
profissional, tempo de fixação no local, seus anseios e necessidades, 
transparecendo confiança, demonstrando sua vontade de ajudá-lo nos problemas 
de sua comunidade; 
11. Orientar o cidadão a ter um comportamento proativo (Esclarecimento 
item 3), não ser uma vítima fácil (Esclarecimento item 4 e ação corretiva nº 1) e 
ser um fiscal da segurança pública (Esclarecimento item 5); 
12. Esclarecer ao cidadão, que sua identidade será preservada, quando o 
mesmo contribuir com informações úteis à segurança pública; 
13. Finalizar, deixando número do telefone móvel da viatura e o de 
emergência 190 e informar os dados do atendimento ao COPOM; 
14. Consultar os antecedentes do visitado, após o encerramento da visita 
comunitária. 
RESULTADOS ESPERADOS 
6. Que a visita comunitária estabeleça uma relação de parceria entre a 
Polícia e comunidade; 
7. Que o visitado se torne um agente ativo na promoção da segurança 
pública; 
8. Que ocorra o fenômeno da empatia (Esclarecimento item 6) entre os 
policiais e a comunidade com a qual atua; 
9. Que sejam obtidos dados precisos para melhorar o serviço policial; 
10. Que o policial seja parte integrante da comunidade, aumentando o nível 
de segurança daquela região; 
11. Que o policial identifique possíveis situações nas quais o visitado possa 
ser classificado como vítima fácil ou agressor da sociedade. 
AÇÕES CORRETIVAS 
2. Caso o cidadão seja identificado como vítima fácil o policial deve 
orientar a conduta correta a ser tomada e monitorar o mesmo; (Sequência das 
 
 
85 
ações nº 7) 
3. Caso o cidadão seja identificado como agressor da sociedade, o policial 
deve adotar as medidas policiais cabíveis para o caso constatado; 
4. Caso o agressor da sociedade visitado não tiver contra si a situação de 
flagrante delito ou mandado de prisão, o policial deve orientar a conduta correta a 
ser tomada e monitorar o mesmo; 
5. Caso o endereço da visita comunitária não corresponda à constatação, 
cientificar ao CIOPS sobre tal situação. 
POSSIBILIDADES DE ERRO 
9. Executar visita comunitária fora do seu setor de responsabilidade; 
10. Aproximar do local, desconsiderando o possível grau de periculosidade 
e agindo com desatenção, apatia, desrespeitando as normas técnicas do POP; 
11. Desconsiderar as vulnerabilidades do local de visita; 
12. Deixar de dar a devida atenção às pessoas envolvidas, na visita 
comunitária; 
13. Priorizar estabelecimentos comerciais, em detrimento das residências. 
ESCLARECIMENTOS: 
Item 1 – Visita Comunitária: Consiste no ato do policial deslocar-se a uma 
residência, escola, igreja, estabelecimento comercial ou qualquer outro local de interesse 
da segurança pública, para repassar as orientações necessárias ao incremento da 
segurança, além de integrar-se de maneira proativa na vida social da comunidade. 
Item 2 – Setor: Consiste nas divisões de uma subárea. 
Item 3 – Comportamento Proativo do Cidadão: Atividade na qual o cidadão passa 
a ser agente direto na promoção da segurança individual e coletiva, adotando um 
comportamento que dificulte a ação de um agressor da sociedade. 
Item 4 – Vítima Fácil: Consiste no ato do cidadão conduzir-se ou comportar-se de 
maneira tal a que facilite a ação do agressor da sociedade sobre a sua integridade física e 
o seu patrimônio. 
 
 
86 
Item 5 – Fiscal de Segurança: atitude a ser desenvolvida pelo cidadão, pela qual o 
mesmo assume uma conduta fiscalizadora frente às possíveis causas de criminalidade, 
passando a acionar os setores competentes do poder público, ou da sociedade civil, para 
solucionar estas não conformidades. 
Item 6 – Empatia: Consiste na condição de poder colocar-se no lugar do outro. 
8.2.6 Mutirão de Visitas Comunitárias 
 
 
 
O mutirão de visitas comunitárias visa detalhar a informação de um problema. 
Através de uma primeira visita comunitária. Nem sempre é possível obter informações 
suficientes acerca de um problema, logo, o mutirão de visitas comunitárias, por elaborar 
inúmeras visitas simultâneas, certamente coletará mais informações e também encorajará 
a população a denunciar pois toda a sua rua está sendo visitada. 
 
 
87 
Orienta-se que o efetivo a ser aplicado seja preferencialmente o a pé e o de 
bicicletas, que deverão ser retirados de seus postos de policiamento momentaneamente, 
em horário de menor incidência criminal e durante o dia. 
8.2.7 Aplicação das Visitas Solidárias 
As visitas solidárias visam acompanhar pessoas vitimadas. Este trabalho será 
realizado em parceria com o projeto AME a VIDA da Secretaria de Assistência Social e 
Cidadania (SEAS). 
8.2.7.1 Procedimento Operacional Padrão para as Visitas Solidárias 
POLÍCIA DO AMAZONAS 
PROCESSO POLICIAMENTO COMUNITÁRIO 
PROCEDIMENTO Visita Solidária 
ESTABELECIDO 
EM: 
-/-/- 
REVISADO EM: -/-/- Nº DA REVISÃO: 
REPONSÁVEL: Policial de serviço 
ATIVIDADES CRÍTICAS 
1. Identificação da vítima a ser visitada; 
2. Aproximação do local; 
3.Primeiros contatos com o visitado. 
SEQUÊNCIA DAS AÇÕES 
1. Coletar os dados referentes ao atendimento, havido no seu setor 
(Esclarecimento item 1), no dia anterior; 
2. Relacionar o nome da vítima e dados característicos do atendimento 
reativo para a Visita Solidária (Esclarecimento item 2); 
3. Aproximar de forma segura, observando o cenário do ambiente; 
4. Posicionar a viatura, conforme POP; 
5. Registrar o atendimento no Centro de Operações – COPOM; 
6. Apresentar-se à vítima; 
7. Solicitar da vítima o relato sobre o fato e o atendimento policial; 
8. Analisar com a vítima se a sua conduta dentro do evento favoreceu ou 
não o acontecimento do fato delituoso (Ação corretiva nº 1); 
9. Informar ao visitado sobre as suas atribuições como parceiro na 
promoção de segurança pública; 
10. Informar o número do celular da viatura e o telefone geral de 
emergência 190 ao término da visita solidária; 
11. Esclarecer ao cidadão, que sua identidade será preservada, quando o 
mesmo contribuir com informações úteis à segurança pública; 
12. Finalizar e informar os dados do atendimento ao COPOM; 
13. Após o encerramento da visita solidária, consultar os antecedentes do 
visitado. 
RESULTADOS ESPERADOS 
1. Que ocorra o acompanhamento dos fatos registrados no setor e 
a guarnição tenha pleno conhecimento do número de atendimentos 
ocorridos no dia anterior, além dos dados específicos de cada atendimento; 
 
 
88 
2. Que ocorra o fenômeno da empatiaentre os policiais e as vítimas de 
delinquência do seu quadrante de atuação; 
3. Que sejam obtidos dados precisos, para melhor conduta policial, na 
ação específica da visita solidária; 
4. Que a guarnição possa estabelecer contato efetivo com a comunidade 
estreitando laços entre o cidadão e a Polícia; 
5. Que o cidadão sinta-se valorizado pelo serviço policial. 
AÇÕES CORRETIVAS 
1. Caso a conduta da vítima tenha favorecido o fato delituoso, 
orientar o cidadão a adequar sua conduta para não ser uma vítima fácil 
(Sequência das ações nº 7); 
2. Caso o policial constate erro na execução do atendimento reativo, 
relatar este ao escalão competente; 
3. Caso a pessoa indicada não esteja no momento da visita, realizá-la com 
a pessoa presente; 
4. Caso o local da visita solidária, indicada no atendimento não 
corresponda à constatação, cientificar ao COPOM sobre tal situação. 
POSSIBILIDADES DE ERRO 
1. Executar visita fora do seu quadrante de responsabilidade; 
2. Considerar somente às informações recebidas pelo atendimento 
reativo, desconsiderando possíveis variações; 
3. Aproximar do local, desconsiderando o possível grau de periculosidade 
e agindo com desatenção, apatia e sem técnica; 
4. Deixar de dar a devida atenção às pessoas envolvidas; 
5. Executar visita solidária somente ao atendimento policial de vulto 
desprezando os outros tipos de natureza. 
ESCLARECIMENTOS: 
Item 1 –Setor: Consiste na subdivisão da Subárea. 
Item 2 – Visita Solidária: consiste no atendimento policial à pessoa vítima de ação 
delituosa. 
Item 3 – Empatia: Consiste na condição de poder colocar-se no lugar do outro. 
 
8.2.8 Participação em eventos sociais da comunidade 
 
 
 
 
 
89 
 
Deve-se priorizar a participação em eventos voltados à criança e ao adolescente em 
situação de risco social. Em todos os eventos deve haver o objetivo de trazer conteúdo 
preventivo no campo da segurança pública. Atividades desportivas e recreativas são as 
mais indicadas para atrair as crianças e jovens. 
8.2.9 Participação efetiva nas ações da comunidade 
 
 
 
O gestor, além de oferecer o policiamento aos eventos da comunidade, deve 
participar junto com os servidores de maneira efetiva. Assim a comunidade perceberá que 
a polícia faz parte dela e os servidores se solidarizam mais com as causas da comunidade. 
8.3 INTERAÇÃO ENTRE OS ÓRGÃOS 
Reporta-se a necessidade de reforçar as iniciativas voltadas para a busca de 
cooperação das agências municipais e estaduais comprometidas – direta ou indiretamente 
– com o provimento de ordem e segurança públicas. 
8.3.1 Planejamento de grandes operações conjuntas 
As grandes operações conjuntas deverão contar com os seguintes órgãos: Polícia 
Civil, Polícia Militar, Conselho Tutelar, Programa Ame a Vida, SEMA, ANVISA, DEVISA, 
Corpo de Bombeiros, etc. 
 
 
90 
Estas operações deverão ser planejadas previamente, conjuntamente com os 
órgãos, prevendo um itinerário pré-estabelecido, enfatizando a fiscalização de bares, casas 
de shows e lan houses. 
Estas operações deverão ser realizadas trimestralmente, para a manutenção da 
ordem pública na área de circunscrição do gestor de polícia. 
8.3.2 Encaminhamento de demandas extras criminais aos órgãos competentes 
Os policiais muitas vezes se deparam na área de serviço com fatos que 
transcendem a atividade policial, contudo, é cobrado pela sociedade por uma solução, pois 
é o único agente público que está diuturnamente próximo da comunidade. 
Assim, o gestor deverá captar estas demandas e direcioná-las aos órgãos 
competentes em parceria com o Conselho Interativo Comunitário de Segurança Pública 
(CICSP). Exemplos mais comuns demandados pela comunidade são: a falta de iluminação 
das ruas, falta de asfaltamento e problemas sociais, situações estas que estão muitas 
vezes interligadas com o delito. 
8.4 INTERAÇÃO TÁTICA 
Refere-se à alocação dos recursos humanos e materiais para o exercício da 
atividade policial. Como o Programa Ronda no Bairro é essencialmente comunitário, os 
DIPs deverão ocupar plenamente seu território, participando da vida da comunidade, 
orientando-a para a resolução dos problemas de segurança (desordens, violências e 
delitos). 
8.4.1 Emprego dos meios 
 
 
 
91 
 
 
Os setores receberão alocação de recursos humanos e materiais, isto é, efetivo 
definido, fixo, e meios logísticos adequados (viatura, rádio, armamento e outras 
necessidades), respeitadas as diretrizes de planejamento, estruturação, coordenação e 
controle. 
Em cada setor deverá ser alocado um Grupo de Policiamento Interativo Comunitário 
(GPI) para operar um Módulo de Policiamento Interativo Comunitário (MPIC). Este será 
constituído de quatro policiais militares, sendo dois, em uma viatura quatro rodas, e dois, 
em duas motocicletas. 
Poderão ser aplicados, concomitantemente, os processos de policiamento a pé, de 
bicicletas e outros. Em cada subsetor deverá ter pelo menos um Ponto de Relacionamento 
Comunitário e visibilidade (PRCV). 
Salienta-se que o planejamento e a execução do policiamento orientar-se-ão pelas 
estatísticas policiais e pelas necessidades e expectativas das comunidades. 
Com relação à análise das estatísticas criminais, todo gestor deverá se cadastrar no 
SISP, pois se apresenta como recurso essencial para acompanhar as ocorrências de sua 
subárea, observando aumento ou redução da criminalidade e manchas criminais. 
A verificação das necessidades e expectativas da comunidade, muitas vezes não é 
expressa através da avaliação de dados quantitativos, logo, orienta-se que o planejamento 
 
 
92 
e a execução se pautem, também, pelas informações colhidas nas reuniões do CICSP, 
visitas comunitárias, urnas de denúncias ou através de outras formas de interação 
comunitária. 
No Policiamento de Trânsito, os setores, subsetores e postos de controle rodoviários 
serão previamente delimitados e estabelecidos de acordo com as características da malha 
viária e, também, pela especificidade local dos índices de acidentes de trânsito e 
demandas específicas. 
8.4.2 Processos de policiamento e formas de emprego 
8.4.2.1 Policiamento Ostensivo Geral com Viatura quatro rodas (processo motorizado) 
 
O emprego de viatura quatro rodas é considerado o mais ostensivo dos processos 
de policiamento terrestre. Em razão de suas dimensões e equipamentos acessórios, torna-
se por todos vista, trazendo maior impacto visual e podendo imprimir maior sensação de 
segurança à comunidade. 
Todas as viaturas empregadas no Ronda no Bairro serão equipadas com GPS, logo 
poderão ser monitoradas em tempo real, trazendo maior eficiência do acompanhamento, 
facilitando os cercos policiais, apoio às viaturas em locais desconhecidos, bem como trazer 
um maior controle da atuação policial, tornando o policiamento mais efetivo. 
A utilização de viatura quatro e duas rodas no processo motorizado não prescinde o 
emprego do processo a pé pelos policiais durante a sua jornada de serviço. 
 
 
93 
A guarnição empregada em viatura quatro rodas deverá atuar, basicamente, de seis 
formas: 
a. Posto de Relacionamento Comunitário e Visibilidade (PRCV): 
O PRCV consiste no posto pré-estabelecido, no subsetor de policiamento, destinado 
ao estacionamento da guarnição, a pé ou motorizada, para realizar procedimento 
operacional, seja de relacionamento com a comunidade ou de visibilidade. 
O Policial Militar no PRCV realizará suas atividades em permanência. 
Os PRCV de cada Subsetor serão aqueles pré-estabelecidos pelos comandantes de 
CPA, através dos comandantes de CICOM subordinados, conforme anexo. 
Em caso de constatada a necessidade de alteração do PRCV, inclusão ou exclusão, 
a proposta deverá ser previamente encaminhada com justificativa, pelo respectivo 
comandante de CPA ao comandante do CPM, para análise e aprovação. 
A presença no PRCV não requer postura estática, mas sim de desembarque da 
viatura e interação com a comunidade, procedendodo seguinte modo: 
Ao chegar a um PRCV, os policiais atuarão de forma preventiva, como missão 
principal, e de forma repressiva, como missão secundária, devendo: 
1) Posicionar a viatura (4 ou 2 rodas) em local visível, onde possa ver e ser visto, 
observando a possibilidade de abrigo pessoal; 
2) Adotar postura compatível com as características desejadas a um policial 
comunitário e adequadas a uma boa receptividade e interação com a comunidade; 
3) Observar os padrões locais, a fim de identificar as desconformidades; 
4) Conhecer o Subsetor, estando pronto para informar e receber informações; 
5) Relacionar-se com a comunidade do respectivo subsetor, mantendo contato 
estreito, principalmente com moradores antigos, comerciantes, membros de repartições 
públicas, a fim de estabelecer vínculos de mútua confiança nos referidos locais; 
6) Ter sob controle o cadastro de delinquentes atuantes na respectiva subárea 
(espaço territorial de responsabilidade de uma Unidade Policial – CICOM + DP); 
 
 
94 
7) Identificar pessoas estranhas e condutas comprometedoras da ordem pública, 
violentas ou criminais, nos locais de atuação, de forma a prevenir ou reprimir a prática de 
infrações e delitos; e 
8) Nos casos de comprometimento da ordem pública, adotar medidas imediatas, 
inclusive efetuando orientações, prisões e/ou apreensões, quando necessário, de acordo 
com a lei. 
b. Patrulhamento (deslocamento programado): 
A guarnição percorrerá o seu setor de policiamento, cumprindo os PRCV pré-
estabelecidos, observando-se o tempo de estacionamento para fazerem policiamento a pé 
nesses locais. 
O Policial Militar no deslocamento programado realizará suas atividades em 
patrulhamento, podendo em casos específicos, pela necessidade do serviço, evoluir para 
permanência. 
São pontos básicos e essenciais ao patrulhamento: 
1) Comandamento – ver e ser visto; 
2) Emitir sinais sonoros curtos na primeira vez que passar nas ruas de seu setor, 
trazendo sensação de segurança ao cidadão e de presença policial ao infrator; 
3) Patrulhamento em baixa velocidade buscando a percepção do ambiente e as 
interações sociais que ali ocorrem; 
4) Amplitude e profundidade, patrulhando todo o setor, sem exceção de qualquer 
rua. 
Ao deslocar-se de um a outro PRCV, a guarnição deverá: 
1) Deslocar-se com velocidade de patrulhamento, isto é, no máximo 40 km/h; 
2) Manter-se rigorosamente em atitude expectante, observando todo movimento ao 
seu redor; 
3) Executar policiamento prioritariamente preventivo, proativo; 
4) Identificar pessoas estranhas e condutas comprometedoras da ordem pública, 
violentas ou criminais, nos locais de atuação, de forma a prevenir ou reprimir a prática de 
infrações e delitos; 
 
 
95 
5) Nos casos de comprometimento da ordem pública, adotar medidas imediatas, 
inclusive efetuando orientações, prisões e/ou apreensões, quando necessário, de acordo 
com a lei; 
6) Reprimir práticas delituosas, principalmente o porte de armas de fogo e branca, e 
uso de entorpecentes; 
7) Adotar medidas repressivas imediatas diante da iminência de comprometimento 
da ordem pública; 
8) Identificar os vendedores ambulantes que tenham pontos de venda nas 
imediações das escolas, sendo tal medida preventiva, para coibir o comércio de produtos 
ilegais e a venda proibida a menores; e 
9) Auxiliar nas campanhas e programas de prevenção ao uso e tráfico de drogas e 
desarmamento, solicitando palestras e outras formas de conscientização comunitária, 
dentro das especificações didáticas e limitações metodológicas estabelecidas pelas 
coordenações responsáveis. 
c. Ronda escolar: 
Em caso de existência de estabelecimento de ensino no setor de policiamento a 
Guarnição cumprirá os procedimentos previstos para a Ronda Escolar. 
Na Ronda Escolar a guarnição, além de adotar os procedimentos previstos para o 
posicionamento e relacionamento no PRCV, deverá: 
1) Manter contato estreito com a direção das escolas da rede pública estadual, 
municipal e particular, no sentido de estabelecer vínculos de trabalho e proteção nos 
referidos locais; 
2) Identificar pessoas estranhas e condutas comprometedoras da ordem pública, 
violentas ou delituosas nos estabelecimentos de ensino, para prevenir e reprimir delitos; 
3) Efetuar prisões / apreensões, quando necessário, nos casos previstos em lei; 
4) Coibir a prática de atos ofensivos à moral e aos bons costumes; 
5) Reprimir práticas delituosas, principalmente o porte de armas de fogo e branca, e 
uso de entorpecentes; 
6) Adotar medidas repressivas imediatas diante da iminência de comprometimento 
da ordem pública; 
 
 
96 
7) Identificar os vendedores ambulantes que tenham pontos de venda nas 
imediações das escolas, sendo tal medida preventiva, para coibir o comércio de produtos 
ilegais e a venda proibida a menores; e 
8) Auxiliar nas campanhas e programas de prevenção ao uso e tráfico de drogas e 
desarmamento, solicitando palestras e outras formas de conscientização comunitária, 
dentro das especificações didáticas e limitações metodológicas estabelecidas pelas 
coordenações responsáveis. 
d. Atendimento a emergência policial: 
Consiste em todo ato ou fato que exige intervenção policial militar, por intermédio de 
ações ou operações. 
e. Visitas comunitárias: 
Cada guarnição policial deverá aplicar, no mínimo, três visitas comunitárias por turno 
de serviço. Para isso, deve-se cobrar do policial informações através destas visitas. 
Recomenda-se que estas três visitas sejam direcionadas, contudo, deve-se 
incentivar que o policial elabore mais visitas além das três previstas. 
As Visitas Comunitárias deverão ocorrer entre um e outro patrulhamento. Se durante 
uma visita ocorrer uma chamada para atendimento de ocorrência, os profissionais devem 
explicar ao cidadão a necessidade de interromper a visita naquele momento em razão do 
atendimento e informar que, logo após o atendimento, retornará para concluir a visita. 
f. Visitas solidárias: 
A visita solidária visa ao acompanhamento de pessoas vitimadas, especialmente em 
fatos ocorridos no setor de policiamento, buscando demonstrar um espírito de 
solidariedade da polícia. Além disso, é uma boa oportunidade de colher outras informações 
e impressões que a vítima tenha e que possa auxiliar nas atividades de prevenção, bem 
como na elucidação do delito. 
 
 
97 
11.4.2.2 Policiamento Ostensivo Geral com Motocicletas (processo motorizado) 
 
O emprego de motocicleta é outro processo motorizado de bastante ostensividade. 
Sua grande agilidade de manobra e facilidade de acesso a lugares que a viatura quatro 
rodas não alcança são alguns de suas vantagens operacionais. 
No Ronda no Bairro, as motocicletas empregadas no policiamento também terão 
GPS, trazendo as facilidades citadas para as viaturas quatro rodas. 
11.4.2.3 Policiamento Ostensivo Geral com Bicicletas 
 
 
 
98 
O policiamento com bicicletas, assim como no a pé, facilita a percepção do ambiente 
bem como a obtenção de maior flexibilidade e agilidade, tornando-se bem visível e efetivo 
em pontos da comunidade. 
Este processo de policiamento pode ser empregado nas rondas escolares, 
policiamento itinerante das áreas comerciais de um setor de policiamento, bem como 
aplicado nas visitas comunitárias e solidárias. 
11.4.2.4 Policiamento Ostensivo Geral a pé 
 
O policiamento ostensivo geral a pé (POG a pé) é o processo que, por suas 
características, impõe maior aproximação do policial com a população. Em razão de atuar 
em uma pequena região geográfica, o policial no POG a pé acaba passa a conhecer mais 
as pessoas e ser conhecido por elas. Este policiamento é recomendado para áreas 
comerciais, escolares, de elevado fluxo e concentração de pessoas. 
Este processo também é bastante efetivo nas atividades onde predomine a 
necessidade de contato mais próximo com a população, a exemplo dos mutirões de visita 
comunitária. 
 
 
99 
PARTE5 
COORDENAÇÃO E CONTROLE 
1. COORDENAÇÃO 
A coordenação consiste na harmonização das atividades, conjugando esforços para 
o cumprimento da missão, com qualidade e objetividade. 
A coordenação é uma das funções inerentes ao comandante (PMAM) ou chefe 
(PCAM). Porém, realizada isoladamente, é uma atividade de assessoria que não implica 
em comando ou chefia. 
Quando a coordenação for realizada a título de assessoria será impessoal, fazendo-
se em nome do comandante ou chefe em causa, de acordo com os parâmetros 
estabelecidos por essa autoridade. 
2. FORMAS DE COORDENAÇÃO 
a. Coordenação de Comando ou Chefia – realizada pelo comandante (PMAM) ou 
chefe (PCAM) na sua respectiva unidade policial, decorrente da sua força de ação; 
b. Coordenação de Staff – realizada pelas seções constituídas para fim de staff, sem 
vinculação hierárquica. 
c. Coordenação Geral de Policiamento Ostensivo (exclusiva da PMAM) – realizada 
pelo Coordenador Geral de Policiamento (CGPO) e seu Auxiliar (Aux. CGPO); 
d. Coordenação de Centro de Comando e Controle – realizada pelo Centro de 
Comando e Controle, em regra a cargo do CIOPS; 
e. Supervisão de Policiamento Ostensivo (exclusiva da PMAM) – realizada pelo 
Supervisor de Policiamento Ostensivo (SPO) e seu Auxiliar (Aux. SPO). Ocorrerá ao nível 
de área e subárea. 
3. CONTROLE 
O controle consiste no acompanhamento das ações e operações por todos aqueles 
que exercem função de comando ou chefia, de forma a assegurar o recebimento, a 
compreensão e o cumprimento das decisões do escalão superior, possibilitando identificar 
e corrigir desvios. 
 
 
100 
O controle estatístico poderá ser exercido pela mensuração e comparação de 
resultados com os objetivos previamente estabelecidos. 
Será realizado sob duas formas: 
a. Controle direto (imediato) – realizado concomitantemente com a execução das 
atividades operacionais. 
b. Controle indireto (mediato) – realizado através de análise de relatórios, mapas, 
estatísticas, rotinas dos sistemas informatizados, planos e ordens e outros documentos. 
Para essa forma de controle serão utilizados os seguintes instrumentos: 
1) Inspeção; 
2) Supervisão de Staff; 
3) Supervisão Técnica; e 
4) Visita. 
4. CENTRO INTEGRADO DE OPERAÇÕES DE SEGURANÇA PÚBLICA – CIOPS 
 Funcionando de forma integrada com outros órgãos, o Centro Integrado de 
Operações de Segurança Pública - CIOPS é responsável pelo acompanhamento e controle 
das guarnições policiais militares e civis, do início ao término dos serviços e operações, 
inclusive deslocamentos, atos, fatos e ocorrências de natureza administrativa e 
operacional. 
Procedem ao recebimento, registro, despacho e controle das ocorrências de 
emergência policial. Também, recebe dos policiais, registra e controla os dados da 
realização de visitas comunitárias e solidárias. 
5. SISTEMA INTEGRADO DE SEGURANÇA PÚBLICA - SISP 
O SISP é um sistema de alta complexidade, composto por vários aplicativos e 
módulos categorizados, cuja característica principal é Integração. Engloba várias 
tecnologias para atender aos usuários e parceiros vinculados a Secretaria de Estado da 
Segurança Pública. 
 
 
 
101 
PARTE 6 
 ATRIBUIÇÕES DO POLICIAL COMUNITÁRIO 
1. DO DELEGADO E DO COMANDANTE DO DIP 
a) Administrar os serviços prestados pela subunidade, observando as 
normas e planejamentos; 
b) Fiscalizar, no mínimo, semanalmente, as dependências da subunidade 
e rubricar todos os registros relacionados às atividades do DIP; 
c) Fiscalizar o emprego do efetivo nas atividades relacionadas ao 
programa de policiamento comunitário; 
d) Orientar a todos quanto à filosofia, através de todas as ações que 
serão desenvolvidas na subunidade, a fim de conscientizar da necessidade de 
comprometimento com as atividades de Polícia Comunitária; 
e) Evitar que as viaturas operacionais sejam desviadas de suas atividades 
de Polícia Comunitária, para uso administrativo ou não previsto; 
f) Deliberar sobre os assuntos a serem ministrados em instrução ao 
efetivo do DIP e fiscalizar a sua execução; 
g) Orientar e incentivar as ações de aproximação e contato com a 
comunidade; 
h) Incentivar, coordenar e supervisionar as ações junto à comunidade, de 
acordo com as necessidades locais; 
i) Dar conhecimento ao comandante do Comando de Policiamento da 
Zona Norte e Delegado da Seccional Norte, dos trabalhos realizados pela 
subunidade; 
j) Evitar a alteração do efetivo, para que os policiais adquiram um maior 
comprometimento com as missões da subunidade; 
k) Com base nas ocorrências do dia anterior prever as visitas solidárias. 
 
 
102 
2. DO SUPERVISOR DE POLICIAMENTO OSTENSIVO 
a) Conhecer e aplicar as diretrizes que versam sobre o programa de 
policiamento comunitário; 
b) Acompanhar e orientar o efetivo na realização de visitas comunitárias e 
visitas solidárias; 
c) Avaliar, por meio de entrevista com a comunidade, escolas, igrejas e 
outros órgãos públicos e privados, por amostragem, a efetividade das visitas 
comunitárias e solidárias; 
d) Participar e fiscalizar os projetos desenvolvidos pelo DIP; 
e) Orientar e fiscalizar quanto ao correto preenchimento dos formulários, 
de acordo com o programa; 
f) Não permitir que existam desvios no emprego do efetivo; 
g) Relatar ao seu superior imediato os aspectos positivos e negativos do 
desenvolvimento de todas as atividades comunitárias da subunidade e a sua 
repercussão junta à comunidade; 
h) Fiscalizar o cumprimento dos Pontos de Relacionamento Comunitário e 
visibilidade (PRCV); 
i) Realizar diariamente as preleções com o efetivo policial, sempre com o 
conteúdo voltado à filosofia de Polícia Comunitária. 
3. DO COMANDANTE DO GPI 
a) Acompanhar todas as atividades realizadas em seu setor de 
policiamento; 
b) Planejar ações que atendam às expectativas, a partir do conhecimento 
que tem da população local e das particularidades do setor, promovendo a 
aproximação com a população e fortalecendo o elo de confiança e cooperação 
com a polícia; 
c) Elaborar, quinzenalmente, cartões de prioridade de patrulhamento, 
visitas comunitária e solidárias, considerando as bases de dados disponíveis 
(relatórios de visitas comunitárias e banco de dados no Sistema Integrado de 
 
 
103 
Segurança Pública), submetendo à aprovação do comandante da companhia e 
delegado de polícia; 
d) Organizar e manter atualizado em banco de dados o conteúdo dos 
formulários preenchidos pelo efetivo, além de pontos críticos, pontos de interesse 
(órgãos públicos e privados, como bancos, escolas, hospitais, associações, 
CICSPs, ONGs etc), lideranças comunitárias, estatísticas criminais e outros 
dados de interesse; 
e) Instruir o efetivo de seu setor de policiamento, quanto à dinâmica 
criminal do setor, destacando a necessidade de uma postura proativa, buscando 
o trabalho preventivo; 
f) Ministrar instruções ao efetivo ou adotando medidas necessárias para 
que sejam ministradas; 
g) Buscar junto à comunidade o levantamento dos problemas com os 
demais policiais do seu setor de policiamento; 
h) Elaborar com os demais policiais do seu setor, em parceria com a 
comunidade, projetos que visem à melhoria da qualidade de vida das pessoas 
inseridas na circunscrição, que deverão ser encaminhadas ao comandante de 
companhia, para devida aprovação; 
i) Supervisionar e acompanhar os projetos em desenvolvimento em seu 
setor de policiamento, apresentando sugestões para melhoria; 
j) Encaminhar semanalmente os relatórios de atividades ao seu superior 
imediato; 
k) atuar como multiplicador de seus conhecimentos quanto às diretrizes 
da Instituição e da filosofia de Polícia Comunitária, principalmente junto ao 
efetivo , tanto em situações informais como em instruções formais; 
l) manter contato com as lideranças comunitárias, tais como associações 
comerciais, Conselho Tutelar, líderes religiosos, ONGs, CICSP, núcleos de ação 
local (NAL) e outros órgãos públicos, buscandointegração e parceria nas 
questões de segurança pública e melhoria da sensação de segurança; 
 
 
104 
m) criar mecanismos para recebimento de críticas, elogios, sugestões e 
solicitações, com a finalidade de dimensionar e avaliar os serviços prestados, por 
meio de reuniões, caixa de sugestões, pesquisa de opinião etc; 
n) manter em arquivo, físico e/ou eletrônico, dados relativos ao histórico 
do seu setor de policiamento, bem como planta baixa do seu prédio, contendo 
documentos e informações que originaram sua criação, parcerias desenvolvidas, 
projetos executados etc.; 
o) manter mapa com a delimitação da área de atuação com a plotagem 
dos pontos de interesse, dados estatísticos da criminalidade, forma de emprego 
do efetivo empenhado em patrulhamento, para subsidiar planejamento de 
atividades; 
p) para reuniões envolvendo assuntos relativos à comunidade e às 
atividades desenvolvidas pelos policiais de seu setor, encaminhar pauta e obter a 
anuência de seu comandante, remetendo ata da reunião no próximo expediente; 
q) desenvolver o jornal e o informativo no seu setor, no mínimo, 
bimestralmente, afixando-os em local visível ao público, depois da anuência de 
seu comandante, distribuindo-os, sempre que possível, às lideranças 
comunitárias, aos órgãos públicos, às entidades e às associações de seu setor; 
r) buscar parceria público-privada (PPP), autorizada pela Secretaria da 
Segurança Pública, para a tiragem do jornal e informativo, na quantidade 
suficiente para atender à comunidade; 
s) registrar formalmente o cronograma de atividades planejadas, em 
conjunto com a comunidade, para acompanhamento e consecução das metas 
estabelecidas; 
t) atuar nas causas que interfiram diretamente nas questões de 
segurança pública, orientando e promovendo a integração e atuação efetiva de 
outros órgãos públicos e da comunidade; 
u) informalmente, por meio da mobilização da comunidade, buscar as 
melhores soluções para os problemas envolvendo a segurança pública em todos 
os níveis; 
 
 
105 
v) desenvolver, mantendo atualizado e em condições de execução, o 
plano de segurança e o plano de chamada, que deverão ser remetidos ao Cmt 
Cia (de preferência semestralmente); 
w) encaminhar, anualmente, ao seu comandante o calendário das 
atividades a serem desenvolvidas pela sua equipe de trabalho, já consagradas 
pela comunidade (eventos comemorativos como Natal, Páscoa, Dia dos Pais, 
Dia das Mães, Dia das Crianças, datas cívicas, datas religiosas e outros 
peculiares da área); 
x) habilitar os policiais a manusearem o banco de dados físico e/ou 
eletrônico, a fim de obter, de forma rápida, informações precisas, com a 
finalidade a que se prestar, orientando sobre a questão da segurança dos dados 
e a restrição da publicidade de determinadas informações. 
4. DO PATRULHEIRO COMUNITÁRIO 
a) Cumprir os Pontos de Relacionamento Comunitário e 
Visibilidade (PRCV) previstos nos subsetores; 
b) Em PRCV, estreitas o contato com o cidadão, conhecendo a 
comunidade e seus problemas; 
c) Fazer a visitas comunitárias e visitas solidárias, cadastrando 
estabelecimentos comerciais, residências, moradores, tudo através de 
formulário próprio; 
d) Cumprir as ordens de serviço relativas aos mutirões de visitas 
comunitárias e de incursões; 
e) Registrar todas as ações via Centro de Operações. 
 
5. O QUE SE ESPERA DE UM POLICIAL COMUNITÁRIO?(comum à Polícia Militar e 
Polícia Civil) 
a) Que ele seja receptivo, tenha boa vontade no atendimento e com o 
cidadão; 
b) Que ele conheça, respeite e faça respeitar, além de divulgar os direitos 
do cidadão; 
 
 
106 
c) Urbanidade, civilidade , boas maneiras e cortesia, conforme os 
preceitos legais; 
d) Que ele utilize os ensinamentos técnicos e táticos no relacionamento 
público, embasados no ordenamento jurídico e nos preceitos éticos e morais 
observando os preceitos religiosos e culturais da comunidade onde atua; 
e) Que ele transmita às pessoas regras básicas de prevenção contra 
assaltos, furtos, quanto à utilização de códigos de senhas em situações de perigo; 
f) Que ele busque aproximação com pessoas que iniciam muito cedo 
suas atividades profissionais, como pedreiros, verdureiros, entregadores, 
açougueiros, motoristas e outros profissionais da madrugada; 
g) Que ele conheça os serviços com plantões noturnos, como farmácias, 
hospitais, pronto-socorro, telefonistas, cujos profissionais podem servir de apoio ao 
trabalho policial à noite e aos fins de semana; 
h) Que ele procure identificar aqueles que trabalham até mais tarde na 
noite como donos de bares, garçons, porteiros de hotel, casas noturnas e outros 
estabelecimentos congêneres; 
i) Que ele conheça a área onde trabalha, os acessos aos prédios e 
residências; 
j) Na execução do policiamento e no relacionamento com a população 
deve agir de forma educada, polida, atenciosa, com atitudes corretas, demonstrando 
postura, respeito e urbanidade sabendo dosar o uso da força quando necessário; 
k) Tenha familiarização com os locais onde as pessoas conversam, seu 
modo de locomoção ao trabalho, lazer etc.; 
l) Que ele reconheça os residentes, seus itinerários e horários para 
transportes coletivos; 
6. O QUE DEVE OBSERVAR UM POLICIAL COMUNITÁRIO? (comum à Polícia Militar e 
Polícia Civil) 
a) Pessoas que, ao verem o policial, alteram o comportamento, 
disfarçando, ou mudando de rumo, ou largando algum objeto, demonstrando de 
alguma forma preocupação com a chegada do policial; 
 
 
107 
b) Indivíduo cansado, suado por correr, sujo de lama ou sangue; 
c) Indivíduo parado ou veículo parado por muito tempo, próximo a 
estabelecimento de ensino; 
d) Pessoas com odor característico de tóxico; 
e) Indivíduo parado por muito tempo nas proximidades de 
estabelecimentos comerciais ou bancários; 
f) Indivíduo agachado, dentro ou ao lado de veículo parado ou 
estacionado; 
g) Pessoa ou veículo que passa várias vezes pelo mesmo local; 
h) Estabelecimento comercial com a porta entreaberta; 
i) Janelas ou portas abertas em residências ou estabelecimento 
comercial, especialmente no período noturno; 
j) Veículo que passa em alta velocidade, com ocupantes apavorados ou 
empunhando arma; 
k) Carro estacionado, com motorista no volante, parado há muito tempo 
no mesmo local; 
l) Veículo parado, mal estacionado, luzes acesas, portas abertas, chaves 
no contato; 
m) Veículo em movimento que procure chamar atenção do patrulheiro 
através de sinais, como luzes, buzinas, freadas, etc.; 
n) Ruídos que quebram a rotina, como gritos, explosões, disparos de 
arma de fogo, etc.; 
o) Veículo velho com placa nova, veículo com placa dianteira diferente da 
traseira, veículo com lataria amassada ou vidros estilhaçados, veículos com marcas 
de balas na lataria; e 
p) Indivíduo estranho, muito atencioso e carinhoso com crianças nas ruas. 
 
 
108 
PARTE 7 
ESCRITURAÇÃO NO POLICIAMENTO COMUNITÁRIO 
1. CONCEITOS BÁSICOS 
Quando se fala sobre escrituração no policiamento comunitário, refere-se a todo o 
modo de registrar algo de forma padronizada, prevalecendo à clareza, concisão e precisão 
dos dados ou relatos ora registrados, visando, num primeiro momento, ao acesso e à 
consulta aos relatórios e ao registro histórico da atividade em questão, objetivando que 
todos aqueles que desempenharem esta atividade no futuro tenham como se basear em 
experiências anteriores ou efetuar comparações estatísticas para fins de planejamento do 
emprego material ou humano. 
2. PROCEDIMENTOS 
Havendo a necessidade de preparar um documento ou relatório, o policial deve 
seguir o seguinte procedimento: 
a) necessidade de elaborar o documento; 
b) escolha do tipo de documento a ser elaborado; 
c) colher o número respectivo; 
d) elaboração do documento; 
e) conferência e fechamento; 
f) encaminhamento para deliberações, se for o caso; 
g) aguardar a deliberação final; 
h)arquivamento. 
Terminada a confecção do documento e o ciclo completo acima, o próximo passo 
será o arquivamento, que deve seguir o procedimento abaixo: 
a) verificar o tipo do documento; 
b) localizar o local de arquivamento; 
c) verificar a ordem cronológica; 
d) arquivar. 
 
Feito o arquivamento, o documento somente será retirado de seu local quando 
expirar o prazo de ele permanecer arquivado ou houver necessidade de coleta de dados 
contidos no documento. 
 
 
109 
3. FORMULÁRIOS PARA O POLICIAMENTO COMUNITÁRIO 
Segue abaixo o conceito de seis formulários básicos para a escrituração e controle 
das atividades realizadas no serviço policial: 
3.1. LIVRO DE SOLICITAÇÕES 
Destinado ao registro de todo tipo de solicitação (pessoal, telefônica ou eletrônica). 
Este registro visa à estatística de atendimentos no setor de policiamento e também ao 
retorno ao solicitante, caso não seja algo de atuação imediata do policial. 
 
 
 
 
110 
3.2. RELATÓRIO DE SERVIÇO MOTORIZADO 
Destinado a registrar, para fins de controle, todas as utilizações da viatura da 
subunidade e ressaltar para fins de manutenção, as alterações existentes na viatura. 
 
 
 
111 
3.3. RELATÓRIO DE ATIVIDADES 
Destinado ao registro, para fins de controle, de todas as atividades desenvolvidas 
pelo efetivo do setor durante o turno de serviço. 
 
 
 
 
112 
3.4. REGISTRO DE VISITAS SOLIDÁRIAS 
Destinado ao registro dos dados relativos à visita solidária: desenvolvido por todas 
as subunidades visando ao atendimento aos moradores e aos comerciantes da área de 
atuação visando reduzir o trauma pós-crime e colher dados para fins de planejamento e de 
prevenção do delito tipificado no caso. 
 
 
 
113 
3.5. LIVRO DE RONDA 
Destinado ao registro de todas as rondas e visitas realizadas no setor. 
 
 
 
 
 
 
 
 
114 
3.6. FICHA DE VISITAS COMUNITÁRIAS 
Destinado ao registro, para fins de banco de dados, de todos os moradores do setor, 
comércios e estabelecimentos públicos e privados. É a base do policiamento comunitário, 
no qual o policial, por meio da visita, cadastra e entrevista os comunitários, gerando a 
proximidade da comunidade com a Polícia. 
 
 
 
 
 
 
115 
PARTE 8 
NORMAS E PROCEDIMENTOS 
A visão de Polícia Comunitária tem como foco central o cidadão como cliente e 
parceiro, para o qual deve ser oferecido um serviço de qualidade. 
É importante, então, que esse trabalho tenha início com uma recepção preocupada com 
a satisfação desse cidadão, portanto procure atender ao público que busca o serviço das 
unidades policiais com urbanidade, cordialidade, dignidade e respeito, ouvindo 
atentamente o fato exposto pelo comunicante, encaminhando-o para o registro de 
ocorrência acionando o apoio se necessário, lavrando o boletim de ocorrência, registrando 
o maior número de informações possíveis, resolvendo as questões de competência da 
instituição policial e indicando as providências que deverão ser adotadas por outros órgãos. 
Caso o cidadão não tenha documento, não souber o nome o do autor, souber somente 
o apelido do autor, não souber o endereço do autor, mesmo que o sistema esteja fora do 
ar. Nestas situações, FAÇA O BOLETIM DE OCORRÊNCIA-BO, explicando, com 
gentileza, ao cidadão, que, caso venha a ter as informações que possam complementar o 
BO, retorne a unidade policial para complementar as informações. 
Em todas essas situações, em etapas posteriores, o Boletim de Ocorrência será 
analisado para possível inclusão de novos dados ou outras providências necessárias. 
Após o recebimento das informações prestadas na Delegacia, os responsáveis pelo 
recebimento deverão iniciar os procedimentos descritos nos fluxogramas e etapas a seguir. 
 
 
116 
 1. FLUXO OPERACIONAL DO ATENDIMENTO DE OCORRÊNCIAS NÃO CRIMINAIS. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
117 
2. FLUXO OPERACIONAL DE ATENDIMENTO DE OCORRÊNCIA SEM FLAGRANTE 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
118 
3.FLUXO OPERACIONAL DO ATENDIMENTO DE OCORRÊNCIA CONFORME LEI MARIA DA PENHA 
 
 
 
 
119 
4. FLUXO OPERACIONAL DO ATENDIMENTO DE OCORRÊNCIA-DENÚNCIA FORMULADA PELO 
MINISTÉRIO PÚBLICO VIA REQUERIMENTO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Análise da informação pelo Delegado 
. 
 
 
 
 
NNBVHVHUIHGVUFGDVUDFYUVDF 
Registrar a ocorrência, anexá-la ao documento (ofício, etc.) e encaminhá-los ao 
delegado pelo Investigador e pelo Escrivão. 
Análise preliminar da informação do documento informativo da ocorrência pelo Delegado. 
Decisão sobre a necessidade de agendamento de audiência para a realização 
de procedimento criminal pelo Delegado. 
 
 
 
NNBVHVHUIHGVUFGDVUDFYUVDF 
 
 
120 
5.FLUXO DE OCORRÊNCIA JÁ REGISTRADA EM OUTRA DELEGACIA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
6.FLUXO DE PROCEDIMENTOS CRIMINAIS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Arquivar cópia do Boletim de Ocorrência apresentado pela vítima, pelo Escrivão. 
Decisão sobre a necessidade de agendamento de audiência, pelo Delegado. 
Encaminhar a vítima para o agendamento da audiência, pelo Escrivão. 
Arquivar cópia do Boletim de Ocorrência apresentado, pelo Escrivão. 
Realizar os procedimentos criminais pelo Delegado, Escrivão. 
Tombamento de TCO / IP pelo Escrivão. Através do Livro de Tombo, pelos 
Escrivães. 
Arquivamento da cópia do TCO. Através da Pasta de arquivamento de TCO, pelos 
Escrivães. 
Arquivamento da copia do IP. Através da Pasta de Arquivamento de IP, 
pelo Escrivão. 
Envio de TCO e IP para a DRAD. Através do Livro de Tombo, pelos 
Escrivães. 
 
 
121 
7. PROCEDIMENTOS OPERACIONAIS BÁSICOS DE ATENDIMENTO A OCORRÊNCIAS POLICIAIS 
Ao longo deste tópico será explicitada a sequência das ações nos procedimentos 
operacionais, desde o momento do conhecimento do fato até a apresentação do preso à 
autoridade policial. 
Estes procedimentos não eximem que as corporações ampliem os procedimentos 
através de seus procedimentos operacionais padrão (POP). 
7.1 CONHECIMENTO DA OCORRÊNCIA 
SEQUÊNCIA DAS AÇÕES 
1. Atender ao chamado do CIOPS ou do solicitante. 
2. Coletar os dados a cerca dos fatos, local, características físicas, de vestuário do(s) 
envolvido(s), sentido tomado e outros necessários, de maneira que possa saber sobre 
“O quê”, “Quem”, “Onde”, “Quando”, “Por que”, além de pontos de referência e dados 
particulares do local. 
3. Uso exclusivo do “código Q”, alfabeto da ONU e algarismos nas comunicações com o 
CIOPS. 
4. Atender ao solicitante a pé e em via pública, desembarcado da viatura e em situação 
de segurança. 
 
 
7.2 DESLOCAMENTO PARA O LOCAL DA OCORRÊNCIA (EM VIATURA) 
SEQUÊNCIA DAS AÇÕES 
1. Identificar o local de origem e o local onde deseja chegar, fazendo uso do guia da cidade se 
for o caso. 
2. Traçar itinerário para o local da ocorrência, bem como, os caminhos alternativos (auxílio do 
guia, se necessário). 
3. Ligar dispositivos de luz intermitente (“high light”), faróis baixos; se em serviço de 
urgência, a sirene também deve ser acionada. 
4. Utilizar velocidade compatível com a via e a Segurança do trânsito. 
5. Deslocar-se pela faixa da esquerda da via, sempre que estiver em serviço de urgência. 
6. Não cometer infrações de trânsito, sem motivo e segurança real. 
 
 
 
 
 
122 
7.3 CHEGADA AO LOCAL DA OCORRÊNCIA (EM VIATURA) 
 SEQUÊNCIA DAS AÇÕES 
1. Posicione a viatura em local visível e seguro, com o equipamento de luz intermitente 
ligado, mostrando à comunidade local a presença ostensiva da PM tanto no período 
noturno como no diurno. 
2. Confirmar a ocorrência irradiada através de indícios presentes no local. 
3. Observar pessoa(s) segundo as características e atitude(s) apontada(s) pelo CIOPS 
ou solicitante(s). 
4. Constatar o número de pessoas envolvidas e espectadores. 
5. Julgar a necessidadede pedir reforço, não agindo até que o tenha disponível, se for 
o caso. 
 
 
 
Ilustração: Pessoa supostamente armada 
 
 
 
 
 
 
 
123 
7.4 LOCALIZAÇÃO DA(S) PESSOA(S) EM ATITUDE(S) SUSPEITA(S) 
SEQÜÊNCIA DE AÇÕES 
1. Identificar visualmente a(s) pessoa(s) que se encontra(m) em atitude(s) suspeita(s) ou em local 
que desperte suspeita(s), sob o aspecto da Segurança Pública. 
2. Observar se o local possui grande circulação de pessoas, para que não haja riscos a 
terceiros. 
3. Verificar se a iluminação do local é adequada. 
4. Verificar se existe a possibilidade de reação de terceiros que estejam acompanhando 
a(s) pessoa(s) em atitude(s) suspeita(s) ou dando-lhes cobertura à distância. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Ilustração: taxista sinalizando passageiros suspeitos 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
124 
7.5 ABORDAGEM A PESSOA EM ATITUDE(S) SUSPEITA(S) 
SEQÜÊNCIA DE AÇÕES 
1. Os policiais militares, mínimo dois (um na função de cobertura, enquanto o outro 
executa a aproximação e a busca pessoal), antes de se aproximarem da(s) pessoa(s) 
em atitude(s) suspeita(s), devem certificar-se das condições de segurança do 
ambiente. 
2. A aproximação a ela(s) não deve exceder a distância de 5,0m (cinco metros), 
conforme fig.1. 
3. O policial militar encarregado (Cmt da guarnição) da verbalização através de um 
comando de voz firme, alto e claro, declina as seguintes palavras: “Parado (s)! 
Polícia!”; determinando ao (s) abordado (s) para o posicionamento de busca pessoal, 
VIDE POP 1.01.06 . 
4. As armas devem estar empunhadas, em posição sul; depois da primeira verbalização 
e persistindo a desobediência por parte da(s) pessoa(s) abordada(s), insistir 
verbalmente para o cumprimento das determinações legais, adotando o 
escalonamento do uso da força, tendo por princípios a continuidade da posição sul. 
5. De forma simples e clara, deve ser determinado para que o(s) abordado(s) se dirija(m) 
à área de segurança, onde será realizada a busca pessoal, reduzindo ao máximo o 
potencial de reação ofensiva do(s) abordado(s). 
6. Enquanto isso, o PM encarregado da cobertura deverá posicionar-se a 90 graus em 
relação ao encarregado da busca pessoal, mantendo-se há uma distância de 
aproximadamente dois metros, evitando ter o outro componente da guarnição em sua 
linha de tiro, devendo observar atentamente as pessoas envolvidas, durante toda 
abordagem. 
7. O policial encarregado da busca pessoal determina: “Mãos na cabeça, fique(m) de 
costas para mim, cruze os dedos, afaste(m) os pés (aproximadamente 1,0 metro), 
coldreando a sua arma, conforme fig. 2 e 3. 
8. Enquanto isso, o policial encarregado da cobertura deverá posicionar-se a 90º 
(noventa graus) em relação ao encarregado da busca pessoal, conforme fig. 4 e 5, 
mantendo-se há uma distância de aproximadamente 2,0(dois) metros, evitando ter o 
parceiro em sua linha de tiro e deverá olhar atentamente para a(s) pessoa(s), 
chamando sempre a atenção, quando desviar (em) seu(s) olhar (es), não perdendo 
sua vigilância às mãos e à linha da cintura do(s) abordado(s), bem como, às 
imediações da área de segurança, durante toda a abordagem. 
9. Antes de iniciar a aproximação ao abordado a ser submetido à busca pessoal, o 
policial coloca sua arma no coldre e o abotoa, a fim de evitar que o revistado tenha 
fácil acesso ao armamento policial. 
 
 
 
 
 
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125 
 
 
Ilustração: abordagem a pessoa em atitude suspeita 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Ilustração: posição Sul 
 
 
126 
7.6 BUSCA PESSOAL 
SEQÜÊNCIA DE AÇÕES 
1. O policial militar cobertura deve estar sempre ATENTO. 
2. Antes da aproximação, o policial encarregado coldre a sua arma antes de iniciar a 
busca pessoal pelas costas do abordado, a fim de que tenha as mãos livres e poder 
de reação em caso de resistência física. 
3. Adotar a seguinte sequência: 
a. Segurar firmemente, durante toda busca pessoal, as mãos com os dedos cruzados 
da pessoa a ser submetida à busca pessoal. 
b. Posicionar-se firmemente, de forma que o lado da arma sempre seja o mais 
distante da pessoa revistada, ou seja, se destro - pé esquerdo à frente ou vice-
versa (em qualquer caso posicioná-lo junto ao calcanhar respectivo do revistado, 
somente trocando as mãos que seguram as mãos do revistado, para revistá-lo 
lateralmente, conforme fig. 4 e 5. 
c. Escolher primeiro o lado a ser revistado e, através de uma sequência ascendente 
ou descendente, priorizar a região do tronco (peito e abdômen) para depois 
verificar os membros inferiores do respectivo lado. 
d. Caso seja detectado algum objeto ilícito durante a busca pessoal ou constado 
flagrante delito, imediatamente: separar e colocar na posição de joelhos, a(s) 
pessoa(s), a fim de que seja(m) algemada, conforme POP respectivo, e iniciada 
uma busca pessoal mais minuciosa, ou ainda se for o caso, conduzi-la(s) ao interior 
da viatura. 
4. Relacionar os objetos ilícitos encontrados. 
5. Requisitar ao revistado sua identificação por meio de seus documentos e conferir sua 
autenticidade, conforme fig. 6. 
6. Anotar seus dados pessoais. 
7. De posse dos dados pessoais do revistado, se ainda houver dúvidas, ir até a viatura 
e através da rede-rádio, solicitar ao CIOPS que pesquise seus antecedentes 
criminais. 
8. Após a constatação do flagrante delito em relação à(s) pessoa(s) abordada(s) 
buscar, efetivamente, arrolar e qualificar testemunhas que possam ser devidamente 
convocadas a depor a respeito dos fatos, devendo as exceções estar plenamente 
justificadas. 
9. É conveniente fazer perguntas ao revistado, tais como: “Você foi agredido pelos 
policiais?”; “Seus objetos pessoais estão todos aí ?”; “Sumiu algum pertence ?”. 
10. Após a busca pessoal, se verificado que o revistado é pessoa idônea e que não 
possui antecedentes criminais, tampouco está em posse de objetos ilícitos, explicar a 
finalidade da abordagem. 
11. Colocar-se à disposição e agradecer a cooperação, conforme fig. 7. 
 
 
 
 
 
 
127 
 
 
Ilustração: sequência para executar a busca pessoal 
 
 
Ilustração: procedimentos para a busca pessoal 
 
 
128 
7.7 CONDUÇÃO À REPARTIÇÃO PÚBLICA COMPETENTE 
SEQUÊNCIA DAS AÇÕES 
1. Proceder busca pessoal, conforme POP Nº 1.01.06. 
2. Algemar, conforme POP respectivo. 
3. Auxiliar o embarque na viatura, de forma que o conduzido não venha a se auto- 
lesionar em portas ou janelas da viatura. 
4. Reunir dados e partes da ocorrência, inclusive testemunhas. 
5. Verificar qual o distrito policial, comum ou especializado, ou outro órgão competente 
(Polícia Federal, Juizado da Infância e Juventude, JECrim,...) responsável pela 
respectiva área. 
6. Deslocar-se para a repartição pública competente. 
 
 
Ilustração: embarque do infrator no guarda-preso 
 
 
 
 
 
129 
7.8 APRESENTAÇÃO DA OCORRÊNCIA NA REPARTIÇÃO PÚBLICA COMPETENTE 
SEQUÊNCIA DAS AÇÕES 
1. Organizar todos os dados da ocorrência, antes de sua apresentação ao órgão 
competente. 
2. Informar a Autoridade Policial Judiciária de Plantão ou JECrim, a cerca de “O quê...?”, 
“Quem...?”, “Quando...?”, “Onde...?”, “Como...?”, “Por quê...?”. Nos casos de Infração 
de Menor Potencial Ofensivo, orientar as partes quanto ao seu comparecimento ao 
JECrim. 
3. Informar também a cerca do que constatou no local; as consultas feitas e seus 
resultados. 
4. Esclarecer se o local foi preservado e da necessidade ou não de perícias no local. 
5. Apresentar as partes e os objetos apreendidos (se houver). 
6. Soltar as algemas somente após entrega definitiva do(s) infrator (es) da lei para o 
responsável da repartição pública competente, se o infrator estiver algemado. 
7. Antes do desembarque do suspeito apreendido ou preso, o Cmt da guarnição deverá 
realizar uma prévia sobre os fatos com a autoridade da repartição pública recebedora. 
 
 
7.9 ENCERRAMENTO DA OCORRÊNCIA 
SEQUÊNCIA DAS AÇÕES 
1. Encerrar a ocorrênciajunto ao CIOPS, transmitindo basicamente o nome da 
Autoridade de Polícia Judiciária de Plantão ou JECrim (se for o caso) e 
aprovidência(s) adotada. 
2. Anotar o horário de término passado pelo CIOPS (o Nº do BO/PM e horário inicial 
normalmente já foram passados no início da ocorrência). 
3. Ao término do serviço entregar o BUO no serviço de dia da OPM ou CIOPS, se for o 
caso. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
130 
8. VISÃO COMUNITÁRIA NO ATENDIMENTO DE OCORRÊNCIAS POLICIAIS 
Cabe salientar que estes procedimentos trazem uma visão de Polícia Comunitária no 
atendimento de ocorrências policiais, buscando auxiliar a população, não impedindo que os 
procedimentos tradicionais de polícia, preceituados na legislação sejam cumpridos. 
O atendimento de outras ocorrências policiais não relacionadas a seguir deverão 
sempre obedecer aos critérios que se seguem: 
a - procurar amparar e orientar as vítimas, sem envolver-se na ocorrência; 
b - procurar orientar vítimas e seus familiares sobre seus direitos e deveres, 
preservando sua privacidade; e 
c - agir com cautela e bom senso, adequando o seu procedimento aos exigidos pela 
ocorrência policial; e 
d - ser o mais atencioso e prestativo possível, dando um tratamento humano, 
respeitoso, educado e eficaz ao solicitante, jamais o deixando sem resposta ou auxílio 
diante do problema apresentado. 
8.1 DAS OCORRÊNCIAS CONTRA A PESSOA 
8.1.1 Homicídio 
Nos casos de homicídios, o Policial comunitário procederá da seguinte forma: 
a - Informar aos familiares da vítima acerca do fato, comunicando o local onde se 
encontra o corpo da vítima; 
b - orientar os familiares a respeito do procedimento para a liberação do corpo no 
Instituto Médico Legal (IML); 
c - respeitar a privacidade e os direitos dos familiares quanto à exposição do fato; e 
d – Esforçar-se para localizar os familiares da vítima. 
8.1.2 Lesão corporal 
Nos casos de lesões corporais, o Policial comunitário procederá da seguinte forma: 
a - providenciar socorro imediato (SAMU), fazendo uso do Kit de primeiros socorros 
quando necessário; 
b – nas lesões corporais graves, contatar o hospital, via CIOPS, para que se prepare 
para receber adequadamente a vítima; e 
 
 
131 
c - orientar a vítima e sua família quanto à importância do exame de corpo de 
delito para a caracterização da lesão. 
8.1.3 Abandono de Incapaz 
No atendimento de ocorrências de abandono de incapaz, o Policial comunitário 
procederá da seguinte forma: 
a - Identificar os responsáveis pelo abandono, através das testemunhas que 
estiverem no local; 
b - encaminhar o incapaz à central de resgate; e 
c - se necessário, alimentar e conseguir vestimenta para o incapaz. 
8.1.4 - Sequestro 
Ao atender ocorrência de sequestro, o Policial comunitário procederá da seguinte 
forma: 
a – trazer tranquilidade aos familiares da vítima, explicando que a polícia está 
preparada para ocorrências dessa natureza; 
b - respeitar a privacidade da família do sequestrado; e 
c – quando for localizado o sequestrado, deixá-lo em local seguro e confortável, 
informando aos familiares o sucesso da ação. 
 
8.1.5 Ocorrências de maus tratos 
Nas ocorrências de maus tratos, o Policial comunitário procederá da seguinte 
forma: 
a - retirar a vítima do poder do criminoso; 
b – encaminhar a vítima para atendimento médico, buscando contato com outros 
familiares que possam ajudar; 
c - encaminhar a vítima para instituições de proteção à vida. 
8.2 OCORRÊNCIAS CONTRA O PATRIMÔNIO 
8.2.1 Furto e Roubo 
Nas ocorrências de furto ou de roubo, o Policial comunitário procederá da seguinte 
 
 
132 
forma: 
a - demonstrar interesse pelo fato, pois a vítima está perturbada e sem esperanças 
de reaver seus bens; 
b - analisar a dimensão da violência e prestar os primeiros socorros, em caso de 
roubo; 
c – Caso a vítima ou outra testemunha tenha visto os autores de delito (roubo ou 
furto), solicitar deste seu auxílio, para que, em policiamento, sejam identificados os 
autores; 
d - no caso de furto a estabelecimento que estava fechado, contatar o proprietário 
para que tome conhecimento do fato; 
f – Fazer a troca de informações entre as polícias (Civil e Militar) acerca do ocorrido 
de forma célere para que todos possam envidar esforços de forma integrada na solução do 
problema; e 
g – analisar a ocorrência, verificando um possível ambiente propício ao delito ou a 
existência de uma vítima em potencial para que medidas preventivas possam ser tomadas 
para evitar que tal fato se repita. 
8.2.2 auto localizado 
Na localização de um auto furtado ou roubado, o Policial comunitário procederá da 
seguinte forma: 
a - comunicar o proprietário através do CIOPS o local onde onde o veículo foi 
recolhido; 
b – informar ao proprietário documentação que deverá portar para a liberação do 
veículo; 
c - orientar as vítimas sobre a utilização de dispositivos de segurança e precauções 
que deve ter com seu veículo; e 
d - orientá-las sobre o serviço de guincho, evitando a ação dos aproveitadores. 
 
 
133 
8.3 OCORRÊNCIAS CONTRA A PAZ PÚBLICA 
8.3.1 Perturbação do sossego 
Nas ocorrências de perturbação do sossego, o Policial comunitário procederá da 
seguinte forma: 
a - solicitar, com a educação necessária, que cesse a perturbação, fazendo com que 
os perturbadores compreendam a situação dos reclamantes; 
b - procurar o diálogo pacífico e moderado, antes das providências policiais; e 
c - orientar os solicitantes sobre os alvarás para a utilização de equipamentos 
sonoros. 
8.3.2 Embriaguez 
 Nas ocorrências de embriaguez, o Policial comunitário procederá da seguinte forma: 
a - preservar a integridade física do ébrio, que deve ser colocado em lugar seguro; 
b - não permitir que seja submetido a situações vexatórias; 
c - conduzi-lo ao pronto socorro, se for o caso, solicitando o concurso de amigos e 
familiares; e 
d - orientar os familiares quanto ao possível tratamento médico especializado que 
objetiva a recuperação. 
8.4 OCORRÊNCIAS CONTRA OS COSTUMES 
8.4.1 Estupro e atentado violento ao pudor 
 No atendimento de ocorrências de estupro ou de atentado violento ao pudor, o 
Policial comunitário procederá da seguinte forma: 
a - não submeter à vítima a situação constrangedora, procurando ampará-la, 
afastando-a dos curiosos; 
b – obter, com discrição, os dados da vítima e da situação; 
c - orientá-la quanto aos órgãos de amparo às vítimas; e 
d - orientar quanto ao procedimento judicial. 
 
 
134 
 
 
8.5 DAS OCORRÊNCIAS COM ENTORPECENTES 
 No atendimento de ocorrências que envolvam uso de substância entorpecente, o 
Policial comunitário procederá da seguinte forma: 
a - orientar os pais e responsáveis, indicando locais de tratamento e recuperação 
de dependentes químicos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
135 
 
 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
1. BRASIL. Congresso Nacional. Constituição de 1.988. Constituição da República 
Federativa do Brasil. Brasília. (DF), 1.987. 
2. BRASIL. Poder Executivo. Plano Nacional de Segurança Pública. Brasília (DF), 
2.000. 
3. BUCCI, Maria Paula Dallari. Direito administrativo e políticas públicas. São Paulo: 
Saraiva, 2004. 
4. CARVALHO, Glauber da Silva. Policiamento Comunitário - Origens. SP: Polícia 
Militar do Estado de São Paulo, Apostila, 1.998. 
5. CERQUEIRA, Carlos M. N. Do Patrulhamento ao Policiamento Comunitário. Coleção 
Polícia Amanhã. Freitas Bastos Editora. 
6. DALBOSCO, Jarí Luiz. Polícia Comunitária e Sociedade. in: Curso Nacional de 
promotor de Polícia Comunitária/ Grupo de Trabalho, Portaria SENASP nº 002/2007 – 
Brasília – DF: Secretaria Nacional de Segurança Pública – SENASP, 2007. 
7. FERNANDES, Rubem César. In: Policiamento Comunitário: Como Começar. RJ: 
Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, 1.994. 
8. FERREIRA, Carlos Adelmar. Implementação da Polícia Comunitária - Projeto para 
uma Organização em Mudança.SP: Polícia Militar do Estado de São Paulo, CSP II/95, 
Monografia. 
9. AMAZONAS. Polícia Militar. Plano de Policiamento da Capital. Belo Horizonte (MG), 
2.000. 
10. LAKATOS, Eva Maria; MARCONI, Marina de Andrade. Sociologia Geral. 7. ed. São 
Paulo: Atlas, 1999. 
11. MURPHY, Patrick V. in: Grupo de Trabalho e Sedimentação da Polícia Comunitária. 
SP: Polícia Militar do Estado de São Paulo - Conselho Geral da Comunidade, 1.993. 
12. TEIXEIRA, Paulo Augusto Souza. Guia prático para participantes dos conselhos 
comunitários de segurança. Rio de Janeiro: Instituto de Segurança Pública, 2006. 
 
 
136 
13. PUTNAN, Robert D. Comunidade e Democracia: a experiência da Itália. Rio de 
Janeiro: Ed. Da Fundação Getúlio Vargas. 
14. RODRIGUES, João Gaspar. Segurança Pública e comunidade: alternativas à crise. 
Porto Alegre: Sergio Antônio Fabris, 2009. 
15. SANTIN, Valter Foleto. Controle judicial da segurança pública: eficiência do serviço 
na prevenção e repressão ao crime. São Paulo: revista dos tribunais, 2004. 
16. SÃO PAULO, Departamento de Polícia Comunitária e Direitos Humanos. Doutrina 
de Polícia Comunitária. 
17. SÃO PAULO, Polícia Militar. Diretoria de Polícia Comunitária e Direitos Humanos. 
Curso Nacional de Gestor e Operador de Policiamento Comunitário – Sistema Koban 
18. SÃO PAULO, Núcleo de Estudos da Violência da Universidade de São Paulo. Manual 
de Policiamento Comunitário: Polícia e Comunidade na Construção da Segurança [recurso 
eletrônico] / Núcleo de Estudos da Violência da Universidade de São Paulo (NEV/USP). – 
Dados eletrônicos. - 2009. 
19. SAPORI, Luís Flávio; ANDRADE, Scheilla Cardoso P. de. Integração policial em Minas 
Gerais. BH: Minas Gerais 
20. SARAVIA, Enrique; FERRAREZI, Elisabete. Políticas Públicas: coletânea. Brasília: 
ENAP, 2006. 
21. SILVA, Jorge da. Controle da Criminalidade e Segurança Pública na Nova Ordem 
Constitucional. RJ: Editora Forense, 1.990. 
22. SOARES, Luiz Eduardo. Cosme e Damião: gato por lebre. 
23. TROJANOWICZ, Robert; BUCQUEROX, Bonnie. Policiamento Comunitário: Como 
Começar. SP: Polícia Militar do Estado de São Paulo. 
24. WADMAN, Robert C. In: Policiamento Comunitário: Como Começar. RJ: Polícia 
Militar do Estado do Rio de Janeiro, 1.994. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
137 
 
 
 
GLOSSÁRIO 
 
Segurança Pública – Estado antidelitual, resultante da observância dos preceitos 
tutelados pelos códigos penais comuns e pela lei de contravenções penais, com ações de 
polícia preventiva ou repressiva típicas; 
 
Tranquilidade pública – Estado de ânimo tranqüilo, sossegado, sem preocupações nem 
incômodos; 
 
Salubridade pública – Estado de sanidade e de higiene de um lugar, em razão do qual se 
mostram propícias às condições de vida de seus habitantes; 
 
Dignidade da pessoa humana – Atribui ao Estado, no uso do seu poder de polícia, 
restringir à possibilidade de alguém se sujeitar ou sujeitar alguém a situação aviltante ou 
constrangedora. 
 
Comunidade - Para não correr o risco de definições ou conceitos unilaterais, preferimos 
apresentar alguns traços que caracterizam uma comunidade: 
 
a) forte solidariedade social; 
b) aproximação dos homens e mulheres em freqüentes relacionamentos interpessoais; 
c) a discussão e soluções de problemas comuns; 
d) o sentido de organização possibilitando uma vida social durável. 
 
Associação comunitária - Conjunto de pessoas reunidas em torno de objetivos diferentes 
de sindicatos, mas cuja concretização também os beneficie coletivamente, e que se valem 
da representatividade proporcionada por sua organização, para obter, junto ao Poder 
Público, melhor e mais ágil encaminhamento da solução de problemas de caráter comum; 
geralmente essas entidades são registradas, possuem regimento interno e são geridas 
mediante eleições periódicas de seus representantes, pelos moradores do(s) bairro(s) em 
que residem. Suas atividades são fiscalizadas pelo Ministério Público. 
 
Cidadão - Indivíduo no pleno exercício de direitos civis e políticos, ou no desempenho de 
seus deveres em relação do Estado, e que está consciente dos deveres de seus 
representantes políticos e dos órgãos públicos sediados ou representados no Município em 
que reside. 
 
 Defesa Social - Defesa Social é o conjunto de ações desenvolvidas por órgãos, 
autoridades e agentes públicos, cuja finalidade exclusiva ou parcial seja a proteção e o 
socorro públicos, através de prevenção, ou repressão de ilícitos penais ou infrações 
administrativas. 
 
Organizações Não-Governamentais (ONGs) - São entidades cujo funcionamento pode 
ou não contar com apoio financeiro do governo federal, estadual ou municipal. Seus 
objetivos normalmente estão ligados à assistência social, meio ambiente ou pesquisa. 
 
 
138 
Parceria - Reunião de pessoas físicas e/ou jurídicas, essencialmente em torno de idéias 
cuja concretização resulte em benefícios lícitos e recíprocos. 
 
Policia Comunitária - É uma filosofia e uma estratégia organizacional que proporciona 
uma nova parceria entre a população e a polícia. Baseia-se na premissa de que tanto a 
polícia quanto a comunidade devem trabalhar juntas para identificar, priorizar e resolver 
problemas contemporâneos com o objetivo de melhorar a qualidade geral de vida local. 
 
 Poder Público - Denominação genérica atribuída a órgão ou conjunto de órgãos 
integrantes da estrutura do Estado, neste consideradas todas as formas de representação 
do poder que, mediante o pagamento de impostos pelos cidadãos, tem deveres de 
satisfazer necessidades coletivas.

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