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Ostertagia ostertagi Nematódeo gastrointestinal economicamente mais importante de bovinos; -Nome comum: verme estomacal marrom; -Local de predileção: abomaso; -Classe: nematoda; -Superfamília: Trichostrongyloidea; Machos medem de 6 a 8 mm e fêmeas de 8 a 9mm; Hospedeiros: Bovinos, cervos e ocasionalmente caprinos. Descrição Macroscópica - Adultos finos, avermelhados e com cavidade bucal curta; -Cutícula na região anterior é estriada transversalmente, ao passo que no restante do corpo não; -A cauda afina gradualmente e termina em uma ponta delgada; -Nas fêmeas, a vulva está localizada cerca de 1.5mm a partir do posterior e é coberta por um processo vulvar. Ciclo O ciclo de vida é direto. Ovos eliminados nas fezes -> desenvolve dentro da massa fecal até AL3 dentro de 2 semanas -> Quando as condições de umidade prevalecem, ovos eclodem e as larvas (L3) migram para as pastagens. Após a ingestão,AL3 desembainha no rúmen e se desenvolve em glândulas abomasais, ocorrendo 2 mudas até emergir AL5(18 dias após a infecção),torna-se sexualmente madura na superfície da mucosa. Em alguns casos, a L3 ingerida para o desenvolvimento na L4, por períodos de mais de 6 meses (hipobiose); A distribuição geográfica é mundial, importante em climas temperados e regiões subtropical com inverno chuvoso. Patogenia Ocorrem alterações patológicas e bioquímicas em grandes populações; Infecções maciças de 40 mil vermes adultos, pode ocorrer redução da acidez do fluido abomasal e o pH aumentar de 2,0 para mais de 7,0. Isso dificulta a ativação de pepsinogênio em pepsina e redução do efeito bacteriostático no abomaso; Com o aumento do pepsinogênio, ocorre uma perda de proteína plasmática dentro do lúmen intestinal e hipoalbuminemia. Sinais clínicos Doença do tipo I: ocorre em bezerros, observada no pastoreio intensivo na primeira estação de pastagem, a morbidade é alta, acima de 75%, mas a mortalidade é rara se for instituído tratamento precoce. Doença tipo II: animais com mais de 1 ano de idade. -Edema submandibular (hipoalbuminemia); -Diarreia aquosa abundante: no tipo I é persistente e de cor verde brilhante, no tipo II é intermitente; -Anorexia, inapetência, polidipsia; -Perda de peso pode atingir na fase clínica 20% em 7 a 10 dias. Diagnóstico -Sinais clínicos; -Histórico; -Contagem de ovos (OPG): mais de mil ovos na I; -Nível de pepsinogênio plasmático: geralmente estão acima de 3,0 UI em adultos, animais não parasitados apresentam 1,0 UI de tirosina. -Necropsia: vermes adultos no abomaso. Epidemiologia Países subtropicais e de clima temperado no hemisfério sul; Aumento da L3 ocorre no inverno, surtos da doença I são relatados no final do inverno,na doença tipo II existem mais relatos no fim do verão e início do outono; Tratamento Tipo I: Benzimidazóis (Febantel, netobimina e tiofanato) com levamisol ou com as avermectinas/milbemicinas. Tipo II: Albendazol, fembendazol, oxfendazol ou avemerctinas/milbemicinas Controle -Anti-helmíntico profilático: minimizar quantidades de ovos depositados no pasto; -Deslocamento de pasto: após o uso de anti-helmínticos, deslocar os animais para um outro pasto; -Pastagem rotativa de bovinos e ovinos e de rebanho adulto e jovem. image3.png image4.png image2.png image1.png