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A EVOLUÇÃO DO CONCEITO DE GESTÃO DA QUALIDADE

A preocupação com a qualidade, no sentido mais amplo da palavra, começou com W.A. Shewhart, estatístico norte-americano que, já na década de 20, tinha um grande questionamento com a qualidade e com a variabilidade encontrada na produção de bens e serviços. Shewhart desenvolveu um sistema de mensuração dessas variabilidades que ficou conhecido como Controle Estatístico de Processo (CEP). Criou também o Ciclo PDCA (Plan, Do, Check e Action), método essencial da gestão da qualidade, que ficou conhecido como Ciclo Deming da Qualidade. Logo após a Segunda Guerra Mundial, o Japão se apresenta ao mundo literalmente destruído e precisando iniciar seu processo de reconstrução. W.E. Deming foi convidado pela Japanese Union of Scientists and Engineers ( JUSE ) para proferir palestras e treinar empresários e industriais sobre controle estatístico de processo e sobre gestão da qualidade. O Japão inicia, então, sua revolução gerencial silenciosa, que se contrapõe, em estilo, mas ocorre paralelamente, à revolução tecnológica “barulhenta” do Ocidente e chega a se confundir com uma revolução cultural. Essa mudança silenciosa de postura gerencial proporcionou ao Japão o sucesso de que desfruta até hoje como potência mundial

O período pós-guerra trouxe ainda dimensões novas ao planejamento das empresas. Em virtude da incompatibilidade entre seus produtos e as necessidades do mercado, passaram a adotar um planejamento estratégico, porque caracterizava uma preocupação com o ambiente externo às empresas. A crise dos anos 70 trouxe à tona a importância da disseminação de informações. Variáveis informacionais, sócio-culturais e políticas passaram a ser fundamentais e começaram a determinar uma mudança no estilo gerencial. Na década de 80, o planejamento estratégico se consolida como condição necessária, mas não suficiente se não estiver atrelado às novas técnicas de gestão estratégica. A gestão estratégica considera como fundamentais as variáveis técnicas, econômicas, informacionais, sociais, psicológicas e políticas que formam um sistema de caracterização técnica, política e cultural das empresas. Tem também, como seu interesse básico, o impacto estratégico da qualidade nos consumidores e no mercado, com vistas à sobrevivência das empresas, levando-se em consideração a sociedade competitiva atual. A competitividade e o desempenho das organizações são afetados negativamente em termos de qualidade e produtividade por uma série de motivos. Dentre eles destacam-se: a) deficiências na capacitação dos recursos humanos; b) modelos gerenciais ultrapassados, que não geram motivação; c) tomada de decisões que não são sustentadas adequadamente por fatos e dados; e d) posturas e atitudes que não induzem à melhoria contínua.

Setor primário – organizações da área extrativista, agropecuária e pesca.
Setor secundário – organizações da área manufatureira.
Setor terciário – organizações da área de serviços.

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Questões resolvidas

A EVOLUÇÃO DO CONCEITO DE GESTÃO DA QUALIDADE

A preocupação com a qualidade, no sentido mais amplo da palavra, começou com W.A. Shewhart, estatístico norte-americano que, já na década de 20, tinha um grande questionamento com a qualidade e com a variabilidade encontrada na produção de bens e serviços. Shewhart desenvolveu um sistema de mensuração dessas variabilidades que ficou conhecido como Controle Estatístico de Processo (CEP). Criou também o Ciclo PDCA (Plan, Do, Check e Action), método essencial da gestão da qualidade, que ficou conhecido como Ciclo Deming da Qualidade. Logo após a Segunda Guerra Mundial, o Japão se apresenta ao mundo literalmente destruído e precisando iniciar seu processo de reconstrução. W.E. Deming foi convidado pela Japanese Union of Scientists and Engineers ( JUSE ) para proferir palestras e treinar empresários e industriais sobre controle estatístico de processo e sobre gestão da qualidade. O Japão inicia, então, sua revolução gerencial silenciosa, que se contrapõe, em estilo, mas ocorre paralelamente, à revolução tecnológica “barulhenta” do Ocidente e chega a se confundir com uma revolução cultural. Essa mudança silenciosa de postura gerencial proporcionou ao Japão o sucesso de que desfruta até hoje como potência mundial

O período pós-guerra trouxe ainda dimensões novas ao planejamento das empresas. Em virtude da incompatibilidade entre seus produtos e as necessidades do mercado, passaram a adotar um planejamento estratégico, porque caracterizava uma preocupação com o ambiente externo às empresas. A crise dos anos 70 trouxe à tona a importância da disseminação de informações. Variáveis informacionais, sócio-culturais e políticas passaram a ser fundamentais e começaram a determinar uma mudança no estilo gerencial. Na década de 80, o planejamento estratégico se consolida como condição necessária, mas não suficiente se não estiver atrelado às novas técnicas de gestão estratégica. A gestão estratégica considera como fundamentais as variáveis técnicas, econômicas, informacionais, sociais, psicológicas e políticas que formam um sistema de caracterização técnica, política e cultural das empresas. Tem também, como seu interesse básico, o impacto estratégico da qualidade nos consumidores e no mercado, com vistas à sobrevivência das empresas, levando-se em consideração a sociedade competitiva atual. A competitividade e o desempenho das organizações são afetados negativamente em termos de qualidade e produtividade por uma série de motivos. Dentre eles destacam-se: a) deficiências na capacitação dos recursos humanos; b) modelos gerenciais ultrapassados, que não geram motivação; c) tomada de decisões que não são sustentadas adequadamente por fatos e dados; e d) posturas e atitudes que não induzem à melhoria contínua.

Setor primário – organizações da área extrativista, agropecuária e pesca.
Setor secundário – organizações da área manufatureira.
Setor terciário – organizações da área de serviços.

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3. A EVOLUÇÃO DO CONCEITO DE GESTÃO DA QUALIDADE
 A preocupação com a qualidade, no sentido mais amplo da palavra, começou com W.A. Shewhart, estatístico norte-americano que, já na década de 20, tinha um grande questionamento com a qualidade e com a variabilidade encontrada na produção de bens e serviços. Shewhart desenvolveu um sistema de mensuração dessas variabilidades que ficou conhecido como Controle Estatístico de Processo (CEP). Criou também o Ciclo PDCA (Plan, Do, Check e Action), método essencial da gestão da qualidade, que ficou conhecido como Ciclo Deming da Qualidade. Logo após a Segunda Guerra Mundial, o Japão se apresenta ao mundo literalmente destruído e precisando iniciar seu processo de reconstrução. W.E. Deming foi convidado pela Japanese Union of Scientists and Engineers ( JUSE ) para proferir palestras e treinar empresários e industriais sobre controle estatístico de processo e sobre gestão da qualidade. O Japão inicia, então, sua revolução gerencial silenciosa, que se contrapõe, em estilo, mas ocorre paralelamente, à revolução tecnológica “barulhenta” do Ocidente e chega a se confundir com uma revolução cultural. Essa mudança silenciosa de postura gerencial proporcionou ao Japão o sucesso de que desfruta até hoje como potência mundial
O período pós-guerra trouxe ainda dimensões novas ao planejamento das empresas. Em virtude da incompatibilidade entre seus produtos e as necessidades do mercado, passaram a adotar um planejamento estratégico, porque caracterizava uma preocupação com o ambiente externo às empresas. A crise dos anos 70 trouxe à tona a importância da disseminação de informações. Variáveis informacionais, sócio-culturais e políticas passaram a ser fundamentais e começaram a determinar uma mudança no estilo gerencial. Na década de 80, o planejamento estratégico se consolida como condição necessária, mas não suficiente se não estiver atrelado às novas técnicas de gestão estratégica. A gestão estratégica considera como fundamentais as variáveis técnicas, econômicas, informacionais, sociais, psicológicas e políticas que formam um sistema de caracterização técnica, política e cultural das empresas. Tem também, como seu interesse básico, o impacto estratégico da qualidade nos consumidores e no mercado, com vistas à sobrevivência das empresas, levando-se em consideração a sociedade competitiva atual. A competitividade e o desempenho das organizações são afetados negativamente em termos de qualidade e produtividade por uma série de motivos. Dentre eles destacam-se: a) deficiências na capacitação dos recursos humanos; b) modelos gerenciais ultrapassados, que não geram motivação; c) tomada de decisões que não são sustentadas adequadamente por fatos e dados; e d) posturas e atitudes que não induzem à melhoria contínua.
Classificação das organizações segundo as actividades económicas 
Setor primário – organizações da área extrativista, agropecuária e pesca. 
• Setor secundário – organizações da área manufatureira. 
• Setor terciário – organizações da área de serviços. 
Setor primário – organizações da área extrativista, agropecuária e pesca. 
• Setor secundário – organizações da área manufatureira. 
• Setor terciário – organizações da área de serviços. 
Setor primário – organizações da área extrativista, agropecuária e pesca. 
• Setor secundário – organizações da área manufatureira. 
• Setor terciário – organizações da área de serviços. 
Setor primário – organizações da área extrativista, agropecuária e pesca. 
• Setor secundário – organizações da área manufatureira. 
• Setor terciário – organizações da área de serviços.
Setor primário – organizações da área extrativista, agropecuária e pesca. 
• Setor secundário – organizações da área manufatureira. 
• Setor terciário – organizações da área de serviços.
Setor primário – organizações da área extrativista, agropecuária e pesca. 
• Setor secundário – organizações da área manufatureira. 
• Setor terciário – organizações da área de serviços.
Conceitos e classificação 
Organizações 
 
• Setor primário – organizações da área extrativista, agropecuária e pesca. 
• Setor secundário – organizações da área manufatureira. 
• Setor terciário – organizações da área de serviços. 
 
Organizações do setor primário 
 
As organizações do setor primário são as mais antigas formas de organização e estão 
relacionadas à exploração dos recursos naturais: terra (agropecuária, silvicultura e 
extrativismo vegetal); água (pesca) e recursos minerais (extrativismo mineral). 
 
Organizações manufatureiras (setor secundário) 
 
Esse tipo de organização produz (fabrica ou monta), ou seja, industrializa algum 
produto. Um produto é uma combinação de bens e serviços. Em uma indústria de 
manufatura acontece uma atividade de transformação de um produto com alta 
intensidade de material, seja matéria-prima transformada em produto em uma fábrica, ou componentes montados em produtos numa montadora. Exemplos de organizações de 
manufatura: 
• Indústrias da área metalúrgica – montadoras de automóveis, montadoras de 
eletrodomésticos de linha branca, fundições e demais organizações, em que a maior 
parte da matéria-prima é composta por metais. 
• Indústrias da área alimentícia – fabricantes de massas, biscoitos, doces, sorvetes, 
indústrias de beneficiamento, empacotadoras de cereais, indústrias do laticínio, 
frigoríficas, etc. 
• Indústrias do vestuário – representadas pelas tecelagens que produzem tecidos e 
confecções que produzem as roupas a partir dos tecidos. 
• Indústrias da área cerâmica – empresas que têm a cerâmica como matéria- prima 
principal. 
 
Organizações de serviços (setor terciário) 
 
As organizações de serviços podem prestar serviços para empresas manufatureiras, para 
empresas do setor primário ou diretamente para o consumidor. Atualmente, é cada vez 
mais comum que atividades de contabilidade, transporte, vigilância, refeição e 
marketing, dentre outras, sejam terceirizadas pelas empresas manufatureiras ou do setor 
primário, deixando de ser executadas por departamentos dentro das organizações e 
sendo atribuídas a empresas de serviços especializados. As organizações de serviços 
podem ser classificadas em cinco subgrupos: 
 
• Serviços empresariais – consultorias, finanças, bancos, escritórios de contabilidade, 
vigilância, limpeza, etc. 
• Serviços comerciais – lojas de atacado e varejo, serviços de manutenção e reparos. 
• Serviços de infraestrutura – comunicações, transporte, eletricidade, telefonia, água, 
esgoto, etc. 
• Serviços sociais e pessoais – restaurantes, cinema, teatro, saúde, hospitais, etc. 
• Serviços de administração pública – educação, policiamento, saúde, etc. 
Todas as organizações, sem exceção, possuem pelo menos cinco atividades 
básicas: atividades mercadológicas, contábeis, de gestão de pessoas, logísticas 
e atividades de produção

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