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Era Vargas – Governo Constitucional
HISTÓRIA DO BRASIL
ERA VARGAS – GOVERNO CONSTITUCIONAL
CONSTITUIÇÃO DE 1934
A Constituição de 1934 determinava o voto direto. Ocorre que Getúlio deu “jeitinho” 
para que a Assembleia escolhesse o presidente da república por meio do voto indireto.
É a terceira constituição do Brasil e segunda Constituição da República.
Muitos elementos se assemelhavam à Constituição de 1891, como o caráter repu-
blicano presidencialista. Começam as características intervencionistas e nacionalistas.
Essa CF previu a nacionalização dos bancos e das empresas de seguros, o que foi um 
reflexo da intervenção de Vargas mostrando o seu nacionalismo.
Vargas não era contra o capital externo. Ele determinou que as empresas estran-
geiras deveriam ter pelo menos 2/3 de empregados brasileiros (mais uma ideia de 
intervenção).
A essência do documento estava na defesa do nacionalismo acerca das reservas natu-
rais do Brasil e pela aprovação dos direitos trabalhistas como salário mínimo, indeniza-
ção por demissão sem justa causa, descanso semanal, férias remuneradas, entre outros. 
Proibiu a diferença de salário para um mesmo trabalho, por motivo de idade, sexo, 
nacionalidade ou estado civil. Houve também a proibição do trabalho infantil.
Houve a institucionalização do voto direto e secreto, além da permissão para a par-
ticipação feminina no processo político.
5m
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Era Vargas – Governo Constitucional
HISTÓRIA DO BRASIL
Ficou permitido o voto da mulher. Fala-se em permissão porque a mulher não era 
obrigada a votar.
Foi estabelecido do ensino primário gratuito e de frequência obrigatória uma vez 
que a indústria necessitava de conhecimentos técnicos. A educação ganha atenção de 
Vargas, pois isso seria necessário para um país de progresso.
Ademais, foi determinado o serviço militar obrigatório para os homens. A ideia era 
exatamente uma perspectiva forte de nacionalismo.
A Constituição de 1934 manteve o Estado e a Igreja separados. Manteve o Estado 
Laico. Houve, entretanto, uma aproximação. Prova disso é que em 1931, Vargas financiou 
a festa de inauguração do monumento do Cristo Redentor, na cidade do Rio de Janeiro.
O casamento religioso foi aceito como casamento civil, mostrando uma aproximação 
entre igreja e Estado. O divórcio, por sua vez, continuou proibido.
Foi estimulada a educação religiosa nas escolas públicas, embora fosse facultativa.
Para além da Constituição, o Estado passou a financiar instituições mantidas pela 
Igreja. Mesmo antes da Constituição, o governo já havia acenado para uma aproximação 
com a Igreja Católica.
Em 15 de julho de 1934, Getúlio Vargas foi eleito presidente da república, pelo voto 
indireto por meio da Assembleia Nacional Constituinte.
Não havia direito a reeleição do executivo. O primeiro presidente da república brasi-
leira a ser reeleito foi Fernando Henrique Cardoso em 1998. 
A influência da conjuntura europeia, principalmente após a crise do pós 1ª Guerra 
Mundial, que levou a decadência de democracias liberais, que não conseguiam dar a res-
posta pretendida pela população e pelos grandes capitalistas, abriram caminho para 
novas ideologias, bem como para posturas autoritárias.
Houve a Criação do programa de rádio “A voz do Brasil”;
No Brasil, originaram-se com a influência dessas novas ideologias a Ação Integralista 
Brasileira – AIB e a Aliança Nacional Libertadora – ANL.
Os expoentes extremistas desses grupos são:
AIB: Hitler e Mussolini
ANL: Stalin
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Era Vargas – Governo Constitucional
HISTÓRIA DO BRASIL
Como havia um clima de democracia, houve voz para movimentos importantes para 
aqueles segmentos da sociedade brasileira. Dois segmentos importantes foram de 
extrema importância para o entendimento do Brasil. Houve Getúlio Vargas, que mesmo 
sendo eleito de forma indireta, é centralizador, nacionalista e está pautado na perspec-
tiva de um Estado interventor. Assim, tem-se um lado que defende um nacionalismo 
exacerbado, criando novos símbolos para a representatividade desse nacionalismo. do 
outro lado, tem-se um grupo insatisfeito com a forma com que Getúlio governa, sendo 
eles democratas liberais, republicanos, comunistas e socialistas. Esse grupo estando 
mais à esquerda. Assim tem-se:
Ação Integralista Brasileira (AIB): mais favorável a postura autoritária de Vargas com 
uma tendência ao fascismo, cheia de símbolos nacionalismo, queriam um Estado inter-
ventor, eram contrários à influência dos judeus na economia e criaram um verdadeiro 
grupo paramilitar.
Aliança Nacional Libertadora (ANL): era formada majoritariamente por comunistas, 
mas que possuía outros grupos. Eles sofreram grande perseguição de Vargas. Olga Bená-
rio, judia esposa de Luís Carlos Prestes, foi deportada para morrer na mão dos nazistas.
Ação Integralista Brasileira – AIB (Plínio Salgado)
Grupo de orientação fascista, com uma postura centralista e autoritária de naciona-
lismo exacerbado.
Está orientado mais à direita, opondo-se a orientações liberais, socialistas e comu-
nistas. Vargas era anti-liberal, sendo muito intervencionista. Dessa forma, na ANL era 
possível encontrar pessoas de classe média de influência liberal e democrática. Isso 
porque elas não encontravam representatividade no Governo Vargas.
• Defendia uma sociedade hierarquizada, disciplinada, fazendo oposição ao libera-
lismo, ao socialismo e ao capitalismo internacional financeiro.
Eram contrários a influência judaica sobre a economia brasileira, pois acreditavam 
que os judeus eram responsáveis por um controle desigual e explorador por meio do 
domínio de casas bancárias. 
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Era Vargas – Governo Constitucional
HISTÓRIA DO BRASIL
Concentração Integralista, em Blumenau (SC) comemorações do Dia da Bandeira, em 19 de 
novembro de 1937.
As imagens abaixo fazem referência ao jogo de forças políticas no contexto do pri-
meiro período da era Vargas. Ele foi produzido pela Ação Integralista Brasileira. A propa-
gação da ideologia da AIB, conhecida como camisas verdes, era muito forte, se aproxi-
mando do fascismo.
Eram muito competentes na produção de símbolos e manifestações públicas, sendo 
conhecidos como os “camisas-verdes”. Assim como nos regimes totalitaristas, defen-
diam o unipartidarismo.Vargas nunca governou com partido único. O mais próximo que 
o Brasil chegou disso foi quando ocorreu o bipartidarismo ou quando Vargas extinguiu 
todos os partidos.
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Era Vargas – Governo Constitucional
HISTÓRIA DO BRASIL
Aliança Nacional Libertadora – ANL (Luiz Carlos Prestes)
O dia 13 de maio representa o fim da escravidão no Brasil. Luis Carlos Prestes acusava 
Getúlio Vargas de escravizar o povo (por isso a escolha da data para o comício da imagem 
ao lado), governando de forma autoritária e despótica, enganando o país.
Usando como pretexto o apelo revolucionário contido no manifesto de Prestes e 
a palavra de ordem “Todo poder à ANL!”, Vargas decretou a ilegalidade do movimento. 
Agora clandestina, a Aliança passou a ser totalmente controlada pelo PCB. Além disso, 
o decreto de Vargas estimulou a preparação da revolução, que foi considerada a única 
alternativa para o movimento.
De Moscou, o Komintern, órgão criado para coordenar e patrocinar movimentos 
revolucionários socialistas e anticoloniais no mundo inteiro, apoiava a revolução, inclu-
sive com o envio de dinheiro e agentes. 
No contexto de manifestações da AIB e da criação da Leide Segurança Nacional, surgiu 
a ANL, que era um grupo de orientação comunista, formado por tenentes de esquerda 
e comunistas. Defendia o cancelamento da dívida externa, a construção de um governo 
popular reformista, a nacionalização de empresas estrangeiras, o combate ao fascismo 
e a garantia das liberdades populares. Se enquadrava nos ditames do movimento comu-
nista internacional, orientado pela Internacional Comunista, reunida no VII congresso da 
organização em Moscou.
Esse grupo se sentia responsável por dar uma resposta à altura ao crescimento do 
movimento fascista (apoiavam movimentos populares contra o fascismo).
Além de militares de esquerda e comunistas, tinham em sua organização componen-
tes da classe média, que recebiam influência socialista, liberal e democrática. Não eram 
apenas os comunistas que estavam descontentes com o governo de Vargas.
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Era Vargas – Governo Constitucional
HISTÓRIA DO BRASIL
Planejavam uma insurreição, cujo objetivo era a derrubada do Governo Vargas, cha-
mando atenção do país para uma nova alternativa de governabilidade de frente popular.
Brasileiros!
Aproximam-se dias decisivos.
Os trabalhadores de todo o Brasil demonstram, através de lutas sucessivas, que já não 
podem mais suportar e nem querem mais se submeter ao governo em decomposição de 
Vargas e seus asseclas nos estados. Além disso, os cinco últimos anos deram uma grande 
experiência a todos em que no Brasil tiveram de suportar e sofrer a malabarista e nojenta 
dominação getuliana. (…) Onde estão as promessas de 1930? Que diferença entre o que se 
dizia e se prometia em 1930 e a tremenda realidade já vivida nestes cinco anos getulianos!
(…) “Se chegarmos ao poder, vamos controlar as empresas imperialistas, vamos evitar 
os abusos… vamos dar terra aos camponeses, sem ser necessário desapropriar grandes 
latifundistas, vendidos ao imperialismo”, respondiam-me muitos deles. São passados 
cinco anos e todos os que honestamente assim pensaram já devem estar convencidos das 
utopias reacionárias que defendiam. (…)
Todo o poder à Aliança Nacional Libertadora.
Luiz Carlos Prestes
Esse foi o estopim para a decretação da ilegalidade do movimento por Getúlio Vargas. 
Agora clandestina, a Aliança passou a ser totalmente controlada pelo PCB. Além disso, 
o decreto de Vargas estimulou a preparação da revolução, que foi considerada a única 
alternativa para o movimento. Na ilegalidade, a ANL continuou organizando-se a partir 
do Partido Comunista Brasileiro. Contudo, Getúlio continuou com a perseguição forte 
aos parlamentares da ANL, com prisões e enquadramento na Lei de Segurança Nacional.
Intentona Comunista – novembro de 1935
Com a repreensão da ANL, houve um levante contra o governo. A intentona comu-
nista, partindo dos quartéis, tomaria o poder no Brasil. Contudo, apesar de ter pontos 
fortes em alguns estados, a intentona foi um grande fracasso. Isso porque ela não teve 
apoio de militares de altas patentes e foi contornada por Getúlio Vargas. Assim, a per-
seguição contra parlamentares da ANL aumentou, além de fortalecer a sua perspectiva 
autoritária.
Dessa forma, Getúlio estava tramando um movimento para permanecer do poder. 
Em 1936, Getúlio deporta Olga Benário como retaliação a Luís Carlos Prestes, entregan-
do-a a Gestalt e sabendo que ela morreria na mão dos nazistas. 
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HISTÓRIA DO BRASIL
A progressiva política de repressão à ANL e o seu fechamento por decreto em julho 
de 1935, fomentou o levante contra o governo. O governo, por sua vez, usou a Intentona 
Comunista como razão para acelerar as medidas repressivas e preparar o país para mais 
um golpe, difundindo a ameaça comunista, gerando pânico e garantindo uma estratégia 
autoritária.
A perseguição a parlamentares que haviam apoiado a ANL e o decreto de estado de 
sítio (perdas das garantias e liberdades individuais) preparavam o cenário para o forta-
lecimento do centralismo e o cancelamento de novas eleições.
A divulgação de que, por trás da Intentona Comunista, existiam espiões de Moscou 
levava o governo a lançar pré-condições para um alerta nacional mediante a possibili-
dade de um estado de guerra. Nesse sentido, o estopim vem em 1937, quando Getúlio 
divulga um plano forjado no qual havia uma interceptação entre comunistas de Moscou 
e os comunistas do Brasil (em 1935). Essa narrativa deixou o Brasil apreensivo.
O estopim do golpe veio por meio do chamado Plano Cohen, um plano comunista for-
jado no Governo Vargas, que tinha como objetivo implantar o comunismo no Brasil, para 
permanecer no poder e impedir novas eleições. Em 1937, o Plano foi lido no programa “A 
Hora do Brasil”, além de ter sido distribuído nos quartéis e principais estados da federa-
ção. A oposição não foi capaz de barrar o novo decreto de estado de guerra, o Congresso 
foi dissolvido, e o Estado Novo, implantado por Vargas com o apoio de sua cúpula militar.
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HISTÓRIA DO BRASIL
� Este material foi elaborado pela equipe pedagógica do Gran Concursos, de acordo com a aula 
preparada e ministrada pelo professor Admilson Costa. 
A presente degravação tem como objetivo auxiliar no acompanhamento e na revisão do con-
teúdo ministrado na videoaula. Não recomendamos a substituição do estudo em vídeo pela lei-
tura exclusiva deste material.

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