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Redes de última milha: conectando a borda ao núcleo da internet Prof. Sidney Ventury Descrição Tecnologias de redes de acesso para interconexão de redes residenciais e institucionais à internet. Propósito As tecnologias de última milha ou redes de acesso são extremamente importantes, pois permitem que os usuários domésticos e institucionais possam acessar a internet. O profissional de Tecnologia da Informação (TI) deve conhecer as principais tecnologias, a fim de especificar a melhor solução para cada ambiente. Objetivos Módulo 1 Padrões de acesso à internet com uso da linha telefônica 04/06/2024, 22:20 Redes de última milha: conectando a borda ao núcleo da internet https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212ti/03011/index.html?brand=estacio# 1/71 Identificar os padrões para acesso à internet com base no uso da linha telefônica. Módulo 2 Acesso à internet via cabo coaxial Descrever o funcionamento do acesso à internet via cabo coaxial. Módulo 3 Acesso móvel à internet Descrever o funcionamento do acesso móvel à internet. Módulo 4 Novas tecnologias de acesso à internet Identificar as tecnologias mais recentes de acesso à internet. 04/06/2024, 22:20 Redes de última milha: conectando a borda ao núcleo da internet https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212ti/03011/index.html?brand=estacio# 2/71 1 - Padrões de acesso à internet com uso da linha telefônica Ao �nal deste módulo, você será capaz de identi�car os padrões para acesso à internet com base no uso da linha telefônica. Atualmente, é impossível imaginar uma empresa ou uma residência que não possua acesso à internet. Para isso, são utilizadas as chamadas redes de acesso ou última milha, que permitem a interconexão dos usuários finais ao núcleo da rede: a internet. Ao longo do tempo, a forma de acesso na última milha evoluiu do emprego de modems em linhas analógicas de telefone ao acesso via fibra ótica ou satélites em áreas de difícil acesso. Neste conteúdo, vamos explorar essa evolução, passando pelo acesso de banda larga, com o emprego de Assymetrical Digital Subscriber Line (ADSL) – Linha Digital Assimétrica de Assinante –, cabo, fibra ótica, satélite, e pelo acesso móvel. Introdução 04/06/2024, 22:20 Redes de última milha: conectando a borda ao núcleo da internet https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212ti/03011/index.html?brand=estacio# 3/71 Acesso à internet via linha telefônica Quando a internet foi aberta para uso comercial, na década de 1990, as pessoas e as empresas almejavam se conectar à rede. Na época, a forma mais utilizada para realizar o acesso era por meio da rede de telefonia fixa, considerando que as pessoas já possuíam em suas casas uma linha telefônica. O sistema de telefonia fixa surgiu na década de 1890, com origem totalmente analógica. A partir da década de 1980, esse sistema passou a transportar dados além da voz. A imagem a seguir mostra o esquema básico de uma rede de telefonia: Sistema telefônico. O sistema telefônico é baseado em comutação de circuitos e apresenta três componentes principais: Loop local Linha do assinante composta por um cabo de par trançado, conectando o telefone à central telefônica mais próxima (central local). Troncos Realizam a interligação das centrais telefônicas, transmitindo milhares de canais telefônicos pelo uso da multiplexação. 04/06/2024, 22:20 Redes de última milha: conectando a borda ao núcleo da internet https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212ti/03011/index.html?brand=estacio# 4/71 Centrais de comutação Equipamentos que realizam a interligação entre os assinantes e entre centrais. Seus comutadores conectam várias linhas telefônicas ou troncos, criando uma ligação física entre os assinantes envolvidos, durante a chamada. Modem discado A primeira forma de acesso à internet foi por meio das linhas telefônicas analógicas, as quais possuem uma largura de banda de 3.000Hz (300Hz a 3.300Hz), aproximadamente, que é suficiente para a transmissão da voz e totalmente utilizada na transmissão. Entretanto, quando desejamos fazer a transmissão de dados, devido à interferência e à distorção causada em seus limites, não é possível utilizar toda a largura de banda disponível, o que reduz a largura efetiva para a 2.400Hz (600Hz a 3.000Hz), conforme mostra a imagem a seguir: Largura de banda de uma linha telefônica. Além disso, para realizar a transmissão de dados nesse tipo de linha, era necessário o emprego do MODEM (MODulador/DEModulador): aparelho responsável por modular o sinal analógico a ser transmitido, representando os dados binários no emissor, e por demodular, ou seja, recuperar os dados binários contidos no sinal analógico no destino. O trabalho do modem é ilustrado a seguir: Modulação/Demodulação. Os modems evoluíram ao longo do tempo, aumentando sua velocidade e englobando vários padrões, como: 04/06/2024, 22:20 Redes de última milha: conectando a borda ao núcleo da internet https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212ti/03011/index.html?brand=estacio# 5/71 V.32 Taxa de 9.600bps. V.32 bis Taxa de 14.400bps. V.34 bis Taxa de 33.600bps. V.90 Taxa de 56.000bps. Havia, ainda, o padrão V.92, que também possuía uma taxa de 56kbps, como o V.90, mas que tinha recursos para melhorar o desempenho. Você deve estar se perguntando: Por que a evolução dos modems parou neste padrão, com uma velocidade tão baixa? Devido à largura de banda limitada do sistema de telefonia, esse foi o limite da tecnologia dos modems. Para aumentá-lo, foi necessário utilizar outro paradigma: Digital Subscriber Line (DSL) – Linha Digital de Assinante. DSL 04/06/2024, 22:20 Redes de última milha: conectando a borda ao núcleo da internet https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212ti/03011/index.html?brand=estacio# 6/71 A tecnologia DSL permitiu a comunicação digital em alta velocidade por meio das linhas telefônicas convencionais existentes. DSL é um conjunto de tecnologias, cada uma das quais diferindo pela primeira letra (ADSL, VDSL, HDSL etc.). O conjunto é normalmente chamado de xDSL, em que x pode ser substituído por qualquer uma das letras: HDSL (High-bit-rate Digital Subscriber Line) Primeira solução DSL desenvolvida para ser uma alternativa às linhas T-1 (1,544 Mbps). Para transmissão full-dúplex, emprega dois pares trançados (um par em cada direção). O emprego de dois pares é uma grande desvantagem do HDSL. ADSL (Assymetrical Digital Subscriber Line) Tecnologia que oferece maior velocidade no sentido de downstream (da internet para o usuário) do que no sentido de upstream (do usuário para a internet). Por essa razão, é chamada de assimétrica. Não é adequada para clientes que necessitam de banda larga simétrica, ou seja, mesma velocidade em ambos os sentidos. VDSL (Very High-bit-rate Digital Subscriber Line) Tecnologia que permite maiores taxas de transmissão comparadas à ADSL, mas com alcance menor, utilizando apenas a linha telefônica. Para compensar, pode ser empregada uma rede híbrida a partir da combinação de par metálico e fibra ótica. 04/06/2024, 22:20 Redes de última milha: conectando a borda ao núcleo da internet https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212ti/03011/index.html?brand=estacio# 7/71 Dessas tecnologias, a mais utilizada é a ADSL. Vamos estudá-la com mais detalhes. ADSL ADSL é a tecnologia de banda larga mais utilizada por usuários finais por meio das linhas telefônicas. A grande vantagem para as operadoras é usar os loops locais existentes, sem necessidade de fazer qual tipo de modificação. Muitos se perguntam: Como, agora, a velocidade pode ser maior, utilizando a mesma linha telefônica que limitava a velocidade do acesso discado? Como vimos, as linhas convencionais são preparadas para o uso de voz. Portanto, existe na central um filtro que limita a banda passante da linha a 4KHz, o que reduz o acesso discado. De forma simples, para utilizar ADSL, as operadoras de telecomunicaçõesretiram esse filtro, liberando toda a banda possível no par trançado telefônico, que corresponde a 1,1 MHz. Entretanto, mesmo com toda a largura de banda disponível, a velocidade de ADSL é suscetível a outros fatores, tais como a distância entre a residência e a central de comutação, o diâmetro do cabo e a sinalização utilizada. Devido a esses fatores, os projetistas da solução adotaram uma abordagem adaptativa, testando as condições da linha antes de estabelecer uma taxa de dados. Portanto, a taxa de dados de ADSL não é fixa: ela muda tomando como base a condição e o tipo de cabo utilizado na linha do assinante. DMT Para que as informações sejam enviadas por meio de um enlace ADSL, é utilizada a Discrete Multitone Technique (DMT): uma técnica multicarrier que faz uso eficiente do canal, maximizando a taxa de transferência e enviando diferentes números de bits em distintos subcanais. No ADSL, são empregados 256 subcanais, com 4,312KHz cada, o que permite utilizar toda a largura de banda disponível do meio físico de 1,104MHz. Os subcanais são multiplexados em frequência (FDM), e 04/06/2024, 22:20 Redes de última milha: conectando a borda ao núcleo da internet https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212ti/03011/index.html?brand=estacio# 8/71 cada canal utiliza modulação QAM, como pode ser visto na imagem a seguir: Multicarrier Termo referente à utilização de subcanais no canal de comunicação, que são alocados para a transmissão de voz: upstream e downstream. Discrete Multitone Technique. A divisão dos canais é feita da forma a seguir: Canal 0 Reservado para comunicações de voz. Canal 1 a 15 Usados como banda de proteção para evitar interferências entre a voz e os dados. Canais 6 a 30 (25 canais) Usados para fazer upstream de dados e seu controle. Canais 31 a 255 (225 canais) 04/06/2024, 22:20 Redes de última milha: conectando a borda ao núcleo da internet https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212ti/03011/index.html?brand=estacio# 9/71 Usados para para fazer downstream de dados e seu controle. O gráfico a seguir ilustra como é realizada a distribuição da largura de banda entre os canais de voz, upstream e downstream. Largura de banda ADSL. Comentário Note que a largura de banda para o downstream é nove vezes maior (225 canais) do que para upstream (25 canais), caracterizando a assimetria do canal. Instalação do ADSL no cliente No lado cliente, é necessário que seja instalado um modem específico, com suporte à DMT, que separará os canais de dados e voz. Modem ADSL. Além disso, é necessária a instalação de um splitter na rede telefônica do usuário, que funcionará como um filtro de frequências, separando o canal 0 para o telefone fixo e os canais 6 a 256 para o tráfego de dados. Splitter Geralmente, os splitters ficam ligados logo na entrada de linha de uma residência ou empresa. A partir deles, são derivados um par de fios para o modem e outro para os dispositivos de voz. Dessa forma, um sinal não interfere no outro. Isso garante, particularmente, a qualidade da chamada de voz, visto que a transmissão dos dados gera ruido na linha. 04/06/2024, 22:20 Redes de última milha: conectando a borda ao núcleo da internet https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212ti/03011/index.html?brand=estacio# 10/71 Splitter. A imagem a seguir ilustra uma instalação de um modem ADSL no cliente. A linha do assinante é conectada a um splitter que separa o tráfego de dados e de voz. Instalação no cliente. Como a instalação do splitter e uma nova fiação para a linha de dados encareciam a solução, foi desenvolvido o ADSL Lite, que consiste em conectar o modem diretamente na tomada de telefone e o modem ao computador. Para evitar ruído nas chamadas telefônicas, são utilizados microfiltros na ligação do telefone à rede. Micro�ltros Um microfiltro ADSL filtra os sinais de alta frequência gerados pelo ADSL para não interferir na ligação de voz. A instalação ADSL Lite típica envolve instalar microfiltros em cada telefone, fax ou em outros dispositivos de voz, deixando o modem como o único dispositivo não filtrado. 04/06/2024, 22:20 Redes de última milha: conectando a borda ao núcleo da internet https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212ti/03011/index.html?brand=estacio# 11/71 Splitter à esquerda e microfiltro à direita. O ADSL Lite usa 256 portadoras DMT com modulação de 8 bits, em vez dos 15 bits do ADSL, o que diminui a velocidade de transmissão nos dois sentidos. Instalações na operadora telefônica: DSLAML Para que o ADSL funcione corretamente, no lado da operadora de telecomunicações, há um equipamento chamado Digital Subscriber Line Access Multiplexer (DSLAM). DSLAM. 04/06/2024, 22:20 Redes de última milha: conectando a borda ao núcleo da internet https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212ti/03011/index.html?brand=estacio# 12/71 O DSLAM executa funções similares ao modem ADSL, além de realizar o empacotamento dos dados que serão enviados para a internet. Na chegada à operadora, também é necessária a instalação de filtros que separarão o canal de voz dos canais de dados, conforme mostra a imagem a seguir: DSLAM. ADSL No vídeo a seguir, explicamos como uma rede ADSL está organizada, assim como os seus componentes e sua operação. Protocolos de camada de enlace Para que seja possível o acesso à internet por meio das linhas telefônicas, é necessário que sejam utilizados protocolos da camada de enlace, que encapsularão os datagramas IP e os transmitirão via modems. Dois protocolos se destacam: Point to Point Protocol (PPP) e PPP over Ethernet (PPPoE). PPP O PPP é um protocolo projetado para gerenciar o enlace de ligações ponto a ponto e muito utilizado no acesso utilizando modem analógico. Algumas funções do PPP são: 04/06/2024, 22:20 Redes de última milha: conectando a borda ao núcleo da internet https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212ti/03011/index.html?brand=estacio# 13/71 Definir o formato do quadro a ser trocado entre os dispositivos; Identificar a forma como os dois dispositivos podem negociar o estabelecimento da conexão e da troca de dados; Encapsular o datagrama da camada de rede; Realizar a autenticação dos dispositivos; Prover conexão a vários tipos de enlaces físicos; Configurar os endereços de rede – algo particularmente útil quando o usuário doméstico precisa de um endereço de rede temporário para se conectar à internet. O quadro PPP possui sete campos: Flag Endereço Controle 01111110 11111111 00000011 Quadro PPP Adaptado de: IEEE, 2018. Flag O marcador (01111110) é utilizado para marcar o início e o final de cada quadro. Endereço Indica qual é o endereço da estação que receberá o quadro. Sempre será preenchido com o valor (11111111), já que, como é utilizado em enlaces ponto a ponto, o receptor deve sempre estar configurado para aceitar quadros. Controle Este byte contém a sequência binária padrão 00000011, indicando que não é fornecida transmissão confiável. Protocolo Este byte indica que tipo de pacote está contido na área de dados. Dados 04/06/2024, 22:20 Redes de última milha: conectando a borda ao núcleo da internet https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212ti/03011/index.html?brand=estacio# 14/71 Encapsulam o datagrama do protocolo de camada de rede, com tamanho padrão de 1500 bytes, podendo ser negociado outro tamanho ao se estabelecer a conexão. FCS Frame Check Sequence. É o conjunto de 16 ou 32 bits usado para detecção de erros durante a transmissão. A imagem a seguir ilustra uma conexão típica PPP: A imagem a seguir ilustra uma conexão típica PPP: 1. O dispositivo que deseja iniciar a conexão envia um quadro de pedido de iniciação de configuração de um link (pacote Configure- Request). 2. Ao receber um Configure-Request, o receptor processa a solicitação e transmite um Configure-Ack. Nesse momento, o enlace de camada dois está estabelecido. 3. Os dois dispositivos trocam um conjunto de pacotesde controle com o objetivo de autenticar os usuários, obter endereços válidos de rede etc. Ao final desta fase, o enlace estará aberto. 4. O receptor inicia o teste do enlace enviando um pedido de echo request (solicitação eco). 5. O iniciador responde com um echo reply (resposta eco). 6. Ocorre a efetiva troca de dados entre os dois dispositivos. 7. É solicitado o fechamento do enlace com uma mensagem Terminate-Request. 8. O outro dispositivo responde com uma mensagem Terminate-Ack e finda a conexão. 04/06/2024, 22:20 Redes de última milha: conectando a borda ao núcleo da internet https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212ti/03011/index.html?brand=estacio# 15/71 PPPoE Normalmente, os usuários finais utilizam a conexão PPP por meio de uma interface de rede Ethernet para acesso à rede interna do ISP, que também usa Ethernet. Isso levou ao uso de uma variação do PPP: o PPPoE. O PPPoE surgiu em 1999, no contexto da popularização do ADSL, como solução para acesso à rede IP dos provedores. O objetivo era definir um método de encapsular os quadros PPP em quadros Ethernet, além de tornar mais fáceis o controle de acesso e o gerenciamento dos recursos da rede. A imagem a seguir mostra o esquema típico da utilização do PPPoE: ENLACE PPPoE. Aqui, podemos observar que existem dois tipos de equipamentos: Host (CPE) Computador ou equipamento que inicia o enlace. Concentrador (AC) Equipamento que recebe pedidos de estabelecimento de enlace e funciona como roteador para os enlaces PPPoE. Quando o PPPoE é usado em uma infraestrutura ADSL, aparece uma arquitetura de protocolos de enlace que fazem o encapsulamento das PDUs a serem transmitidas, conforme apresentado: 04/06/2024, 22:20 Redes de última milha: conectando a borda ao núcleo da internet https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212ti/03011/index.html?brand=estacio# 16/71 Encapsulamento PPPoE. Estabelecimento de sessões PPPoE Os passos para o estabelecimento do enlace são: 1. O CPE inicia o processo ao realizar a descoberta de um AC, enviando, em broadcast, um PPPoE Active Discovery Indication (PADI). 2. Um ou mais ACs respondem com um PPPoE Active Discovery Offer (PADO), contendo os serviços disponíveis e seus identificadores. 3. O CPE escolhe umas das ofertas e envia para o AC um PPPoE Active Discovery Request (PADR), requisitando o início de uma sessão. 4. O AC escolhido responde com um PPPoE Active Discovery Session- Confirmation (PADS). 5. Inicia-se a sessão (Session), quando são trocados quadros PPP, como no estabelecimento de um enlace PPP usual. 6. A sessão é encerrada com o envio do PPPoE Active Discovery Terminate (PADT). 04/06/2024, 22:20 Redes de última milha: conectando a borda ao núcleo da internet https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212ti/03011/index.html?brand=estacio# 17/71 A imagem a seguir ilustra esse passo a passo: Sessão PPPoE. 04/06/2024, 22:20 Redes de última milha: conectando a borda ao núcleo da internet https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212ti/03011/index.html?brand=estacio# 18/71 Falta pouco para atingir seus objetivos. Vamos praticar alguns conceitos? Questão 1 Durante o estabelecimento de uma conexão PPPoE, os envolvidos trocam uma série de pacotes entre si. Quanto a essa troca, é possível afirmar que: 1. O AC inicia o processo enviando um pacote PADI. 2. Quando aceita uma oferta, o CPE envia ao AC o pacote PADR. 3. O AC responde o pacote PADR com um pacote PADS. 4. A sessão é encerrada com um pacote PADT, que somente pode ser enviado pelo AC. Está correto o que se afirma em A II e IV. B II e III. C III e IV. D II, III e IV. 04/06/2024, 22:20 Redes de última milha: conectando a borda ao núcleo da internet https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212ti/03011/index.html?brand=estacio# 19/71 Parabéns! A alternativa B está correta. Quem inicia o processo de troca de pacotes durante a conexão PPPoE é o CPE. Nesse processo, tanto o AC quanto o CPE podem enviar o PADT. Questão 2 No ADSL, o DMT subdivide a largura de banda disponível em canais. Considerando que a largura de banda disponível de 1104KHz foi dividida em 256 canais, em sua configuração típica, qual será a largura de banda disponível para o downstream? Parabéns! A alternativa C está correta. Como a largura de banda total é de 1104 KHz, cada canal possui 4,3125 KHz. Como na configuração típica, 225 canais correspondem ao downstream, sua largura é de: 225 x 4,3125 = 970,3125 KHz. E I, II e III. A 1104KHz B 107,8125KHz C 970,3125KHz D 4,3125KHz E 21,5625KHz 04/06/2024, 22:20 Redes de última milha: conectando a borda ao núcleo da internet https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212ti/03011/index.html?brand=estacio# 20/71 2 - Acesso à internet via cabo coaxial Ao �nal deste módulo, você será capaz de descrever o funcionamento do acesso à internet via cabo coaxial. Redes de tv a cabo A TV a cabo surgiu na década de 1940, com o objetivo de atender aos locais em que a recepção por antenas de TV era difícil ou impossível. Para solucionar esse problema, era instalada uma antena em um local em que era possível receber o sinal e retransmiti-lo utilizando cabos coaxiais. Esse esquema era denominado Community Antena TV (CATV) – Antena de TV Comunitária. CATV. Nesse esquema, que operava de forma unidirecional, o headend recebia os sinais de vídeo das estações transmissoras e retransmitia os sinais aos cabos coaxiais. Como os sinais eram atenuados ao longo do cabo, amplificadores eram instalados a intervalos regulares. Além disso, eram 04/06/2024, 22:20 Redes de última milha: conectando a borda ao núcleo da internet https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212ti/03011/index.html?brand=estacio# 21/71 instalados splitters de cabo para dividir os cabos entre vários usuários, bem como transceptores (TV box) para cada cliente. Headend Nome dado à central de TV a cabo que realiza o processamento, a geração e a transmissão de sinais audiovisuais para os usuários de uma TV por assinatura. Splitter Transceptor (TV box) Na década de 1970, após o lançamento de um serviço de distribuição de filmes via cabo, pela Time Inc., outras empresas seguiram esse caminho, o que levou ao surgimento da TV por assinatura, utilizando cabo coaxial. Isso ocasionou dois efeitos na indústria: Grandes corporações adquiriram e estenderam os sistemas a cabo existentes, visando aumentar sua base de assinantes. 04/06/2024, 22:20 Redes de última milha: conectando a borda ao núcleo da internet https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212ti/03011/index.html?brand=estacio# 22/71 Devido a esses dois efeitos, a TV a cabo seguiu um padrão similar ao da telefonia, com a conexão de estações finais e a possibilidade de comunicação interurbana. Com o passar dos anos, o sistema de TV a cabo cresceu e evoluiu tecnologicamente, substituindo os cabos coaxiais entre as cidades por fibra ótica. Esse tipo de sistema híbrido, que combina �bra ótica com cabos coaxiais, é denominado Hybrid Fiber Coax (HFC). HFC. Nessa arquitetura, o meio de transmissão usado na ligação entre o RCH e o nó ótico é a fibra ótica, e deste para os receptores dos usuários é o cabo coaxial. O HFC admite comunicação bidirecional. Com o crescimento do número de assinantes da TV a cabo e com a tecnologia HFC permitindo comunicações bidirecionais, as operadoras tiveram a ideia de ofertar serviço de acesso à internet. RCH Sistema distintos, de cidades diferentes, tiveram de ser integrados, a �m de distribuir o conteúdo de forma homogênea, o que levou as empresas a interligarem via cabo as diversas localidades. 04/06/2024, 22:20 Redes de última milha: conectando a borda ao núcleo da internet https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212ti/03011/index.html?brand=estacio# 23/71 Regional Cable Head – Central regional de cabos. Recebe os sinais de televisão e os retransmite para os usuários via hubs de distribuição, que são os responsáveis pela modulaçãoe distribuição dos sinais. Acesso à internet via cabo coaxial Atualmente, as empresas de TV a cabo concorrem com as empresas de telefonia no fornecimento de banda larga residencial. A telefonia utiliza as tecnologias xDSL, enquanto as empresas de TV a cabo utilizam o esquema HFC. A diferença das tecnologias empregadas já começa no meio de transmissão. O cabo coaxial tem uma largura de banda muito maior que o par trançado telefônico e é menos suscetível a interferências devido à sua blindagem. A arquitetura entre eles também é diferente. No ADSL, cada assinante possui seu par de fios, que o atende exclusivamente, enquanto no acesso via cabo, o mesmo cabo atende a diversos assinantes, como ilustrado a seguir: HFC X ADSL. 04/06/2024, 22:20 Redes de última milha: conectando a borda ao núcleo da internet https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212ti/03011/index.html?brand=estacio# 24/71 Quando utilizado para difusão do sinal de TV, esse compartilhamento do cabo é natural e não acarreta maiores problemas. No entanto, quando utilizado para transmissão de dados, quanto maior a quantidade de usuários utilizando o sistema, piores serão a qualidade da conexão e sua velocidade efetiva. Isso requer das operadoras uma gerência muito eficiente desse compartilhamento, pois, apesar de a largura de banda do coaxial ser muito maior que o par trançado, ela é compartilhada por todos. A solução encontrada para lidar com esse problema foi desmembrar os cabos coaxiais longos em vários troncos, ligando-os diretamente a um nó de fibra, como mostra a primeira seção (a) da imagem. Assim, a parte compartilhada atende a menos assinantes, limitando, dessa forma, o impacto no compartilhamento da banda do cabo, já que, do nó de fibra para o headend, a largura de banda disponível é muito alta, devido à própria característica da fibra ótica. Na seção (b) da imagem, é apresentada a solução ADSL. Como é possível perceber, a última milha é uma ligação dedicada da estação final (central) da operadora até a casa do assinante, utilizando par trançado. Faixas de frequência no cabo Os cabos coaxiais utilizados em um sistema HFC possuem uma largura de banda aproximada de 5 a 750MHz (cabos de melhor qualidade podem chegar a 1GHz) e foram divididos em três faixas para permitir o acesso à internet, como mostra a imagem a seguir: Divisão da banda no cabo coaxial. Dentro de cada faixa, são utilizados canais de 6MHz. Vamos conhecer essas faixas: Faixa para dados na direção de downstream O d d d i t t á i f i 04/06/2024, 22:20 Redes de última milha: conectando a borda ao núcleo da internet https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212ti/03011/index.html?brand=estacio# 25/71 QAM-64 No QAM-64, são usados 6 bits/baud. Como um bit é usado para correção de erros, restam 5 bits de dados por baud. O padrão especifica 1Hz para cada baud. Isso significa que, teoricamente, os dados na direção de downstream podem ser recebidos a 30Mbps (5bits/Hz x 6MHz). O padrão estabelece o uso de apenas 27Mbps. QPSK No QPSK, são usados 2 bits/baud. O padrão especifica 1Hz para cada baud. Isso significa que, teoricamente, os dados na direção de upstream podem ser transmitidos à taxa máxima de 12Mbps (2bits/Hz x 6MHz). Entretanto, a taxa de dados normalmente é inferior a 12Mbps. Atenção Os dados da internet para o usuário ocupam faixas de frequências superiores, de 550 a 750MHz, empregando modulação QAM-64 ou superior. Com uma largura total de 200MHz, são fornecidos 33 canais de downstream. Faixa para transmissão de TV Funciona na direção de downstream, ocupando as frequências 54 a 550MHz, e pode suportar mais de 80 canais. Faixa para dados na direção de upstream Os dados da residência do assinante para a internet ocupam uma faixa de frequências mais baixa, de 5 a 42MHz, com modulação QPSK, visto que, nessa faixa de frequência, o uso da modulação QAM não é adequada devido ao ruído. Com uma largura total de 37MHz, são fornecidos 6 canais de upstream. 04/06/2024, 22:20 Redes de última milha: conectando a borda ao núcleo da internet https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212ti/03011/index.html?brand=estacio# 26/71 Se a operadora utilizar um cabo coaxial com maior largura de banda e empregar outros tipos de modulação, como a QAM-256, podem ser alcançadas maiores taxas de transmissão. Compartilhamento da largura de banda do cabo Como sabemos, a largura de banda do cabo coaxial é compartilhada por todos os usuários que estiveram ligados àquele segmento. Isso se aplica a todas as três faixas, mas, como a faixa dos canais de TV é somente para downstream, essa faixa não é afetada pela demanda dos usuários. Tipicamente, um segmento de cabo coaxial atende a 500 ou mais assinantes. Como, então, um sistema com 6 canais de upstream ou 33 canais de downstream pode atender a todos esses assinantes, tendo em vista que, para baixar ou enviar dados, o assinante deve ocupar um dos canais? A resposta é pela multiplexação dos sinais, que ocorre da seguinte forma: Upstream A largura de banda é dividida em canais FDM, que são compartilhados entre os assinantes de uma mesma região. A companhia de cabo aloca um canal, estática ou dinamicamente, para um grupo de assinantes. Se um assinante quiser enviar dados, disputará o acesso ao canal com outros assinantes que querem fazer o mesmo. O assinante tem, então, Downstream Os canais são distribuídos para grupos de assinantes, utilizando multicasting. Se existirem dados para qualquer um dos assinantes do grupo, esses dados serão enviados pelo canal a cada um dos assinantes. Mas, como cada assinante também tem um endereço registrado junto ao provedor, o cable modem compara o 04/06/2024, 22:20 Redes de última milha: conectando a borda ao núcleo da internet https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212ti/03011/index.html?brand=estacio# 27/71 de aguardar até que o canal esteja disponível. endereço transportado nos dados com o endereço designado pelo provedor. Se o endereço coincidir, os dados serão preservados. Caso contrário, serão descartados. Multicasting Transmissão de informação para múltiplos destinatários simultaneamente, usando a estratégia mais eficiente, em que as mensagens só passam por um link uma única vez e somente são duplicadas quando o link para os destinatários se divide em duas direções. Dispositivos do sistema de acesso à internet via cabo Basicamente, são necessários dois equipamentos para o acesso à internet via cabo: CM Modem a cabo – Cable Modem (CM). 04/06/2024, 22:20 Redes de última milha: conectando a borda ao núcleo da internet https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212ti/03011/index.html?brand=estacio# 28/71 CMTS Sistema de término de modem a cabo – Cable Modem Termination System (CMTS). O cable modem é instalado na casa do cliente e realiza a conexão com a rede do provedor de serviço. Normalmente, é conectado à rede do usuário por meio de uma rede Ethernet ou Wi-Fi, como mostra a imagem a seguir: Cable Modem. Quando um modem a cabo é ligado, percorre os canais downstream, procurando por um pacote especial, emitido periodicamente pelo headend, para fornecer parâmetros de configuração do sistema aos modems que acabaram de se conectar. Ao encontrar esse pacote, o novo modem anuncia sua presença em um dos canais upstream. O headend responde, atribuindo ao modem seus canais upstream e downstream. Essas atribuições podem ser alteradas mais tarde, se o headend julgar necessário equilibrar a carga. Os modems atuais seguem ao padrão Data-Over-Cable Service Interface Specifications (DOCSIS). 04/06/2024, 22:20 Redes de última milha: conectando a borda ao núcleo da internet https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212ti/03011/index.html?brand=estacio# 29/71 Para fornecer os serviços de acesso à internet, os CMTS devem ser conectados, por meio de links de dados de alta capacidade, para um provedor de serviços de rede – muitasvezes, vezes a própria operadora de TV a cabo. O CMTS é instalado dentro do hub de distribuição da empresa de TV a cabo e possui capacidade de atender a centenas ou até mesmo milhares de modems, dependendo de seu modelo. Podemos entender o CMTS como o equivalente ao DSLAM do ADSL. Ele é responsável por receber dados da internet e repassá-los a um dispositivo combinador, que os envia ao assinante. O CMTS também recebe dados do assinante e os passa para a internet. O tráfego de downstream é realizado encapsulando pacotes IP, de acordo com o padrão DOCSIS. Esses pacotes são transportados em fluxos de dados que são normalmente modulados em um canal de TV, usando as versões 64-QAM ou 256-QAM. Os dados upstream (dados que seguem do modem ao headend ou internet) são transportados em quadros Ethernet, também encapsulados dentro de quadros DOCSIS e modulados com QPSK. A imagem a seguir mostra a localização do CMTS: CMTS 04/06/2024, 22:20 Redes de última milha: conectando a borda ao núcleo da internet https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212ti/03011/index.html?brand=estacio# 30/71 Acessando a internet via cabo No vídeo a seguir, abordamos como a infraestrutura das operadoras de TV a cabo podem ser utilizadas para permitir o acesso à internet. DOCSIS O DOCSIS especifica a arquitetura e os protocolos a serem utilizados na rede de dados a cabo, e é utilizado para troca de dados entre o CM e o CMTS. Do ponto de vista físico, ele realiza a multiplexação utilizando FDM na ligação do CM ao CMTS, com canais de 6MHz de largura e uma vazão máxima de 40Mbits/s por canal. A transmissão do CMTS para o CM ocorre por difusão, ou seja, todos os modems que estão no canal recebem o sinal, mas, como apenas o CMTS está transmitindo, não existe o problema do acesso múltiplo e, portanto, a ocorrência de colisão. Já quando falamos da transmissão do CM para o CMTS, surge o problema de como lidar com vários modems querendo transmitir ao mesmo tempo, o que poderia gerar colisões. Como lidar com isso? Observe a imagem a seguir: 04/06/2024, 22:20 Redes de última milha: conectando a borda ao núcleo da internet https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212ti/03011/index.html?brand=estacio# 31/71 Canais entre o CMTS e os CM. Aqui, vemos que cada canal do modem é dividido em slots de tempo, similar ao uso do TDM: cada um, por sua vez, subdivido em mini- intervalos, durante os quais os modems a cabo podem transmitir ao CMTS, desde que este conceda, explicitamente, permissão para isso. Para conceder permissão, o CMTS envia uma mensagem de controle (MAP) para o modem que deseja transmitir em um canal, especificando o tempo a ele alocado. Dessa forma, os outros modems sabem a quem foi alocada a banda do canal e não transmitem, evitando, assim, a colisão. Surge, então, a pergunta: Como o CMTS sabe qual CM deseja transmitir? Existe um conjunto especial de mini-intervalos dedicados para os modems requisitarem transmissão. Essas requisições podem colidir com as requisições de outros modems. Se isso ocorrer, o CM não a detectará e solicitará uma nova requisição de transmissão, depois de um intervalo de tempo. Vamos ver, de forma simplificada, o protocolo de interação do CM com o CMTS: No upstream 1. O CM verifica periodicamente os canais de downstream disponíveis por intermédio de um pacote enviado pelo CMTS. Esse pacote solicita a qualquer CM novo que se anuncie em um canal de upstream. 2. O CMTS envia um pacote para o CM, definindo seus canais alocados de downstream e upstream. 3. O CM inicia, então, um processo, denominado ranging, que determina a distância entre o CM e o CMTS. Esse processo é necessário para a sincronização de todos os CM e CMTS e para a 04/06/2024, 22:20 Redes de última milha: conectando a borda ao núcleo da internet https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212ti/03011/index.html?brand=estacio# 32/71 definição dos mini-intervalos a serem usados para o compartilhamento dos canais de upstream. 4. O CM envia um pacote para o ISP, solicitando seu endereço IP. 5. CM e o CMTS trocam, então, alguns pacotes entre si para estabelecer parâmetros de segurança que são necessários para acesso a uma rede pública, como uma TV a cabo. 6. O CM envia seu identificador exclusivo para o CMTS. 7. A comunicação pode ser iniciada no canal de upstream estabelecido, e o CM pode disputar os mini-intervalos para envio de seus dados. No downstream O CMTS envia pacotes com o endereço do CM receptor, usando o canal alocado de downstream para o grupo de usuários. 04/06/2024, 22:20 Redes de última milha: conectando a borda ao núcleo da internet https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212ti/03011/index.html?brand=estacio# 33/71 Falta pouco para atingir seus objetivos. Vamos praticar alguns conceitos? Questão 1 Os sistemas HFC foram uma evolução do CATV – sistema original da TV a cabo. Quanto ao HFC, é possível afirmar que 1. o cabo coaxial interliga o nó ótico à casa do assinante. 2. o cabo ótico interliga o nó ótico ao RCH. 3. o sistema é unidirecional. 4. os hubs de distribuição encaminham os sinais de TV via RCH. Está correto o que se afirma em A I e II. B II e III. C II, III e IV. D I, II e III. 04/06/2024, 22:20 Redes de última milha: conectando a borda ao núcleo da internet https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212ti/03011/index.html?brand=estacio# 34/71 Parabéns! A alternativa A está correta. O HFC é bidirecional, não unidirecional. E o RCH é quem encaminha os sinais via hubs de distribuição. Questão 2 Existem vários métodos de acesso à internet, como o uso do cabo coaxial de TV. Quanto à utilização do cabo coaxial em uma arquitetura HFC, avalie as asserções propostas a seguir e a relação proposta entre elas. 1. À medida que aumenta a quantidade de assinantes na mesma região, sua qualidade de conexão diminui. PORQUE 2. Como o cabo que liga os assinantes ao nó ótico é compartilhado, o aumento do número de assinantes diminui a largura de banda disponível para cada um deles. Assinale a alternativa que apresenta a relação correta entre as duas afirmativas: E I, II e IV. A Ambas são verdadeiras, e a segunda justifica a primeira. B Ambas são verdadeiras, mas a segunda não justifica a primeira. C A primeira é verdadeira, e a segunda é falsa. D A primeira é falsa, e a segunda é verdadeira. E Ambas são falsas. 04/06/2024, 22:20 Redes de última milha: conectando a borda ao núcleo da internet https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212ti/03011/index.html?brand=estacio# 35/71 Parabéns! A alternativa A está correta. Em sistemas a cabo, todos os assinantes de uma região são atendidos pelo mesmo cabo coaxial. Portanto, esse cabo tem a largura de banda compartilhada por todos eles. Se o número de assinantes aumentar, a largura de banda disponível para cada um ficará menor. 3 - Acesso móvel à internet Ao �nal deste módulo, você será capaz de descrever o funcionamento do acesso móvel à internet. Sistema de telefonia celular O sistema de telefonia celular foi projetado para estabelecer comunicação entre duas unidades móveis – Mobile Stations (MS). O provedor de serviços deve ser capaz de localizar e rastrear as unidades envolvidas em uma chamada, alocar um canal à chamada e transferir o canal de uma estação rádio base à outra, à medida que o usuário que faz a chamada deixa a área de cobertura. Para cumprir esses objetivos, o serviço celular divide sua área de atuação em células, que contêm uma antena controlada por uma estação de rede denominada Estação Rádio Base – Base Stations (BS). Essa estação, por sua vez, é controlada pela Central de Comutação Móvel – Mobile Switching Center (MSC). 04/06/2024, 22:20 Redes de última milha: conectando a borda ao núcleo da internet https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212ti/03011/index.html?brand=estacio# 36/71 A MSC coordena a comunicação entre as estações rádio base e a central telefônica do sistema de telefonia fixa (PSTN), conformemostra a imagem a seguir: Sistema celular. Quando um MS deseja fazer uma ligação, digita-se um número de telefone e pressiona-se o botão de chamada. A estação móvel procura, então, um canal da estação rádio base com o sinal forte e envia o número a ser chamado. Ao receber o número, a BS o repassa à MSC, que o envia ao PSTN. Se o destino estiver disponível, será estabelecida uma conexão, e o resultado será retransmitido de volta para a MSC. Nesse ponto, a MSC aloca um canal de voz para a ligação, e uma conexão é estabelecida. A estação móvel ajusta automaticamente sua sintonia para o novo canal, e a comunicação pode ser iniciada. Já quando um telefone celular é chamado, a central telefônica envia o número para a MSC, que procura a localização da estação móvel, enviando sinais de consulta para cada célula, em um processo 04/06/2024, 22:20 Redes de última milha: conectando a borda ao núcleo da internet https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212ti/03011/index.html?brand=estacio# 37/71 denominado paging. Assim que a estação móvel for encontrada, a MSC transmitirá um sinal de discagem e, quando a estação rádio base responder, alocará um canal de voz para a ligação, permitindo que a conversação possa ser iniciada. Durante a chamada, um problema que pode surgir é o MS se distanciar muito da estação rádio base que o está atendendo, e o sinal ficar muito fraco ou até mesmo cair. Como o sistema lida com isso? Fazendo Handoff, que consiste em transferir o canal da chamada de um BS para outro. Para isso, o MSC monitora o nível do sinal da ligação e, se ele cair muito, procura uma nova célula que possa atender melhor à chamada, transferindo o canal para essa BS. Atenção Uma última característica importante da telefonia celular é o roaming, que ocorre quando o usuário de um provedor de serviço do estado do Rio de Janeiro, por exemplo, pode utilizar a telefonia celular em outro estado, como São Paulo, que não é atendido por seu provedor. Para que isso ocorra, os dois provedores, do Rio de Janeiro e de São Paulo, farão um contrato de roaming, o que permitirá estender sua cobertura. Gerações da telefonia celular: acesso à internet via celular A telefonia celular passou por várias gerações, modificando a forma de operação e os serviços oferecidos. Entre essas gerações estão: 1G Transmissão de voz por meio do sinal analógico. Empregava o padrão Advanced Mobile Phone System (AMPS). 04/06/2024, 22:20 Redes de última milha: conectando a borda ao núcleo da internet https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212ti/03011/index.html?brand=estacio# 38/71 2G Transmissão de voz por sinal digital. Empregava as tecnologias Time Division Multiple Access (TDMA), Code Division Multiple Access (CDMA) e Global System for Mobile Communications (GSM). 2.5G Primeiros protocolos que permitiram a transmissão de dados, mas ainda em velocidades baixas. Geração baseada, essencialmente, em tecnologias General Packet Radio Service (GPRS), Enhanced Data Rates for GSM Evolution (EDGE) e High Speed Circuit Switched Data (HSCSD). 3G Permitiu a transmissão de dados e voz. Corresponde ao surgimento da internet móvel. A terceira geração é baseada, principalmente, nas tecnologias CDMA-2000 (e suas variações), Universal Mobile Telecommunications Service (UMTS) e High Speed Packet Access (HSPA), que tem como base dois protocolos: High Speed Downlink Packet Access (HSDPA) e High Speed Uplink Packet Access (HSUPA). 4G Evolução das tecnologias empregadas para transmissão de dados e conhecida como rede LTE (Long Term Evolution). Permite mais conexões simultâneas, sem perder a qualidade no sinal e disponibiliza uma velocidade quatro a 100 vezes mais rápida que a tecnologia 3G. Outra diferença l ã à 3G é t l i i i 04/06/2024, 22:20 Redes de última milha: conectando a borda ao núcleo da internet https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212ti/03011/index.html?brand=estacio# 39/71 em relação à 3G é que a tecnologia prioriza o tráfego de dados (áudio, texto, vídeo, foto) na internet, e não mais o tráfego de voz. Fornece, ainda, a integração de uma variedade de serviços. Antes do surgimento da tecnologia 4G, alguns serviços somente eram acessíveis em banda larga fixa. 4.5G Corresponde ao padrão LTE Advanced. Trabalha com múltiplas faixas de frequência ao mesmo tempo, contra uma do 4G, o que permite velocidades maiores. 5G A internet 5G visa revolucionar o acesso móvel à internet e suportar a implementação efetiva da Internet da Coisas (IoT). Ela utiliza faixas de frequência com maior capacidade de transmissão, o que proporciona uma velocidade 10 a 20 vezes maior do que a tecnologia 4G e uma grande redução na latência. 6G Por mais que a tecnologia 5G ainda esteja em uma fase embrionária em muitas regiões, já estão sendo pesquisadas tecnologias para a sexta geração, com velocidades superiores à tecnologia 5G, foco em máquinas e emprego de serviços de realidade aumentada. 04/06/2024, 22:20 Redes de última milha: conectando a borda ao núcleo da internet https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212ti/03011/index.html?brand=estacio# 40/71 As redes móveis empregam uma grande diversidade de padrões que permitiram aos dispositivos móveis evoluírem de simples aparelhos telefônicos móveis para sofisticados equipamentos com acesso à internet, os quais nos possibilitam jogar, estudar, realizar transações financeiras, tirar fotografias e, por incrível que pareça, ainda fazer ligações! Gerenciamento da mobilidade Um nó móvel é aquele que muda seu ponto de conexão com a rede ao longo do tempo. Um dos desafios desse cenário é se desejamos ou não manter o endereço IP do nó móvel enquanto ele se desloca pelas diversas redes. A resposta a essa questão depende do tipo de acesso que está sendo realizado. Por exemplo, se um usuário está em um veículo que se desloca e está executando uma aplicação, ele precisa manter o IP. Mas, se ele está na rede do escritório, desliga o notebook, vai para casa e faz um novo acesso a um site, pode mudar o endereço IP sem problema. Imagine um cenário em que um profissional de vendas, que necessita manter seu IP o tempo todo, realiza a visita a um cliente, e outro cliente deseja enviar uma mensagem. A arquitetura básica para essa mobilidade é exibida na imagem a seguir: Arquitetura básica de mobilidade. Rede nativa 04/06/2024, 22:20 Redes de última milha: conectando a borda ao núcleo da internet https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212ti/03011/index.html?brand=estacio# 41/71 Home network. Residência permanente do nó móvel. No caso, é a rede da empresa do vendedor. Agente nativo Home agent. Responsável pelo gerenciamento da mobilidade do nó móvel pertencente à rede. Rede visitada Visited network. Também chamada de rede externa (foreign network). Rede na qual o nó móvel está residindo naquele momento. No caso, é a rede do cliente. Agente externo Foreign agent. Entidade dentro da rede externa que auxilia o nó móvel no gerenciamento das funções de mobilidade. Correspondente Entidade que quer se comunicar com o nó móvel. No caso, é o segundo cliente. Endereçamento Para facilitar o desenvolvimento das aplicações, a mobilidade do usuário deve ser tratada pela camada de rede. Em outras palavras, do ponto de vista da aplicação, o endereço IP do dispositivo deve ser mantido. Isso implica que todo tráfego enviado ao endereço permanente do host móvel (rede nativa) deve ser encaminhado para a rede onde ele estiver (rede externa). Mas como fazer isso? A solução mais utilizada tem sido o agente nativo na rede nativa do nó móvel monitorar a rede externa onde ele reside em um dado momento, responsabilizando-se por encaminhar as mensagens ao local correto. Para fazer isso, ele pode se comunicar com os agentes externos das redes visitadas. Esses agentes, normalmente, ficam nos roteadores de borda da rede. Um de seus papéis é criar o endereço aos cuidados – Care-of Address(COA) – ou endereço administrado para o nó móvel. A 04/06/2024, 22:20 Redes de última milha: conectando a borda ao núcleo da internet https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212ti/03011/index.html?brand=estacio# 42/71 parte da rede do endereço COA combinaria com a parte da rede do endereço da rede externa. Dessa forma, o host móvel possui seu IP permanente (da rede nativa) e seu IP COA (na rede externa). Comentário Note que, no exemplo da imagem de arquitetura básica de mobilidade, o endereço permanente do nó móvel é 128.119.40.186. Enquanto visita a rede 79.129.13/24, o nó móvel tem um COA 79.129.13.2. O agente externo realiza, ainda, um segundo procedimento: informar ao agente nativo que o nó móvel está residindo em sua rede e qual é seu endereço COA. Roteamento móvel Vamos considerar, agora, que um correspondente deseja enviar um datagrama para o nó móvel. Para isso, ele encaminha o datagrama com o endereço de destino permanente do host móvel – em nosso exemplo, 128.119.40.186 (etapa 1): Roteamento móvel. Quando o datagrama chega à rede nativa, o agente nativo o intercepta e o encaminha para a rede visitada, utilizando o COA do nó móvel (etapa 2). Para prover a transparência e evitar problemas para a aplicação móvel, o agente nativo encapsula o datagrama original completo do correspondente dentro de um novo (e maior) datagrama. Ele é endereçado e entregue ao COA do nó móvel. Ao chegar à rede externa, seu agente o recebe e faz o repasse para o nó móvel (etapa 3). O agente externo proprietário do COA receberá e desencapsulará o datagrama, isto é, removerá o datagrama original de 04/06/2024, 22:20 Redes de última milha: conectando a borda ao núcleo da internet https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212ti/03011/index.html?brand=estacio# 43/71 dentro do datagrama maior recebido no nó agente externo e entregará o datagrama original para o nó móvel. Por fim, o nó móvel enviará a mensagem de resposta diretamente ao correspondente, sem passar pela rede nativa (etapa 4). A imagem a seguir mostra um datagrama original de um correspondente sendo enviado para a rede nativa, um datagrama encapsulado sendo enviado ao agente externo, e o datagrama original sendo entregue ao nó móvel: Encapsulamento e desencapsulamento. IP móvel O Internet Engineering Task Force (IETF) definiu o suporte de mobilidade, conhecido como IP móvel, que consiste em três partes principais. São elas (PERKINS, 2003; 2004): Descoberta de agente O IP móvel define os protocolos utilizados por um agente nativo ou por um agente externo para anunciar seus serviços aos nós móveis e protocolos, a fim de que os nós móveis solicitem os serviços de um agente externo ou nativo. 04/06/2024, 22:20 Redes de última milha: conectando a borda ao núcleo da internet https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212ti/03011/index.html?brand=estacio# 44/71 Registro no agente nativo O IP móvel define os protocolos usados pelo nó móvel ou agente externo para registrar e anular os registros de COAs no agente local de um nó móvel. Roteamento de datagramas Define a maneira pela qual datagramas são repassados para os nós móveis por um agente nativo, incluindo regras para repassar datagramas, regras para manipular condições de erro e diversas formas de encapsulamento. Gerenciamento de mobilidade em redes celulares Agora que entendemos como funciona a mobilidade em uma rede IP, vamos ver como funciona em uma rede celular. De forma similar à rede IP, a rede celular possui os conceitos de: Rede nativa Denominada rede pública terrestre móvel nativa (PLMN nativa), que corresponde à rede da qual o usuário é assinante. Rede visitada Denominada rede pública terrestre móvel visitada (PLMN visitada), que corresponde à rede que o assinante está visitando. 04/06/2024, 22:20 Redes de última milha: conectando a borda ao núcleo da internet https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212ti/03011/index.html?brand=estacio# 45/71 Além dessa similaridade, o roteamento celular acontece igual ao roteamento IP, ou seja, o datagrama (ou chamada de voz) é inicialmente roteado para a rede nativa e dela para a rede externa. Vamos ver um exemplo de como funciona o roteamento celular: Roteamento celular. Entenda o passo a passo do roteamento celular considerando a numeração da imagem anterior: 1. O correspondente disca o número do telefone do usuário móvel. A chamada é roteada desde o correspondente, passa através do PSTN e chega à MSC na rede nativa do usuário móvel. 2. A MSC nativa recebe a chamada e interroga o HLR para determinar a localização do usuário móvel que retorna o número roaming da estação móvel – Mobile Station Roaming Number (MSRN) –, o qual denominaremos número de roaming. O número de roaming desempenha um papel semelhante ao do endereço COA no IP móvel e, da mesma forma, é invisível para o correspondente e para o usuário móvel. 3. Dado o número de roaming, a MSC nativa estabelece o segundo trecho da chamada através da rede até a MSC na rede visitada. A chamada está concluída – foi roteada do correspondente até a MSC nativa e daí para a MSC visitada, e desta até a estação base que atende ao usuário móvel. HLR 04/06/2024, 22:20 Redes de última milha: conectando a borda ao núcleo da internet https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212ti/03011/index.html?brand=estacio# 46/71 Home Location Register. Contém o número permanente do telefone celular e as informações do perfil do assinante para cada assinante e sua localização atual. Atenção Quando um telefone entra em uma rede visitada, ele deve se registrar, o que é feito pela troca de mensagens entre o telefone e o VLR , que, por sua vez, envia uma mensagem de requisição de atualização de localização ao HLR do usuário móvel. Essa mensagem informa ao HLR o número de roaming no qual o usuário móvel pode ser contatado ou o endereço do VLR – que, então, pode ser consultado mais tarde para obter esse número. VLR Visitor Location Register. Contém um registro para cada usuário móvel que está atualmente na parte da rede atendida pelo VLR. Assim, os registros do VLR vêm e vão à medida que usuários entram e saem da rede. Um VLR normalmente está localizado junto com MSC, que coordena o estabelecimento de uma chamada de e para a rede visitada. Hando� Uma transferência (handoff) ocorre quando uma estação móvel muda sua associação de uma estação base para outra durante uma chamada. Seu processamento pode ser visto na imagem a seguir: Handoff Entenda o processamento, considerando a numeração da imagem anterior: 04/06/2024, 22:20 Redes de última milha: conectando a borda ao núcleo da internet https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212ti/03011/index.html?brand=estacio# 47/71 1. A antiga estação base (BS) informa à MSC visitada que deve ser feita uma transferência e indica a BS (ou possível conjunto de BS) para a qual o usuário móvel deve ser transferido. 2. A MSC visitada inicia o estabelecimento do caminho até a nova BS, alocando os recursos necessários para carregar a chamada redirecionada e sinalizando à nova BS que uma transferência está prestes a ocorrer. 3. A nova BS reserva e ativa um canal de rádio para ser utilizado pelo usuário móvel. 4. A nova BS devolve um sinal à MSC visitada e à antiga BS, indicando que foi estabelecido um caminho entre a MSC visitada e a nova BS, e que o usuário móvel deve ser informado da transferência iminente. A nova BS provê todas as informações de que o usuário móvel necessitará para se associar com a nova BS. 5. O usuário móvel é informado de que deve realizar uma transferência. Note que, até esse ponto, ele está totalmente desavisado de que a rede estava preparando o terreno para uma transferência – como, por exemplo, reservando um canal na nova BS e alocando um caminho entre a MSC visitada e a nova BS. 6. O usuário móvel e a nova BS trocam uma ou mais mensagens para ativar totalmente o novo canal na nova BS. 7. O móvel enviaà nova BS uma mensagem de conclusão de transferência que é repassada para a MSC visitada. Então, a MSC visitada redireciona a chamada em curso para o usuário móvel por meio da nova BS. 8. Os recursos reservados ao longo do caminho até a antiga BS são liberados. A mobilidade nas redes móveis No vídeo a seguir, abordamos como funciona o gerenciamento da mobilidade nas redes móveis. 04/06/2024, 22:20 Redes de última milha: conectando a borda ao núcleo da internet https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212ti/03011/index.html?brand=estacio# 48/71 04/06/2024, 22:20 Redes de última milha: conectando a borda ao núcleo da internet https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212ti/03011/index.html?brand=estacio# 49/71 Falta pouco para atingir seus objetivos. Vamos praticar alguns conceitos? Questão 1 Quando um nó móvel que pertence a uma rede está fisicamente localizado em outra, surge o problema do roteamento móvel. Nessa situação, ocorre o seguinte: 1. O agente nativo envia para o agente externo os pacotes recebidos para o móvel. 2. O pacote enviado pelo agente nativo para o agente externo possui como endereço o COA. 3. Na rede nativa, o pacote será finalmente enviado para o nó móvel, usando seu IP nativo. Está correto o que se afirma em Parabéns! A alternativa E está correta. O encaminhamento final ocorre na rede externa (visitada), e não na rede nativa. A II apenas. B I apenas. C II e III. D I e III. E I e II. 04/06/2024, 22:20 Redes de última milha: conectando a borda ao núcleo da internet https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212ti/03011/index.html?brand=estacio# 50/71 Questão 2 Em uma rede celular, quando um nó móvel se desloca, pode sair de uma célula e entrar em outra. Esse processo é denominado handoff. A respeito da forma de funcionamento do handoff, é possível afirmar que: 1. Ao receber a informação da antiga BS, a MSC informa à MSC visitada a necessidade do handoff e aloca os recursos para a nova BS. 2. A nova BS informa à VLR da rede visitada que alocou um canal para uso do usuário móvel. 3. Após ser avisado de que deve realizar uma transferência, o usuário móvel troca mensagens com a nova BS para ativar o novo canal. 4. Após a conclusão da ativação, a MSC visitada redireciona a chamada para a nova BS e libera os recursos que estavam alocados à antiga BS. Parabéns! A alternativa C está correta. O processo de handoff de dispositivos móveis ocorre quando uma estação móvel migra de uma estação-base para outra. Para que isso ocorra, um equipamento fundamental é a MSC, que comunicará e gerenciará o processo de transição de uma célula para outra. A MSC informará à BS de origem a necessidade de A I, II e III. B I, II e IV. C I, III e IV. D II, III e IV. E III e IV. 04/06/2024, 22:20 Redes de última milha: conectando a borda ao núcleo da internet https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212ti/03011/index.html?brand=estacio# 51/71 handoff, alocando os recursos necessários, e a nova BS informará à MSC e à BS antiga a alocação de canal. 4 - Novas tecnologias de acesso à internet Ao �nal deste módulo, você será capaz de identi�car as tecnologias mais recentes de acesso à internet. Acesso à internet via �bra As soluções baseadas em linha telefônica, ADSL e cabo limitam o desempenho do acesso à internet. Com a popularização do uso da fibra ótica no backbone e a redução de seu custo, as empresas provedoras de acesso, em particular as de telecomunicações, tiveram a ideia de levar a fibra até os usuários finais. Assim, surgiu o Fibra para X (FTTX), que é um termo genérico, em que X indica até onde a fibra alcança na última milha. Alguns dos tipos de FTTX são: FTTN (�bra até o nó, vizinho ou último ampli�cador) A fibra termina a uma longa distância das instalações do cliente, em torno de 1.600 metros, bi t d ti d l ã é 04/06/2024, 22:20 Redes de última milha: conectando a borda ao núcleo da internet https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212ti/03011/index.html?brand=estacio# 52/71 A imagem a seguir ilustra as arquiteturas FTT X (Node, Curb, Building, Home), indicando onde ocorre a mudança do meio de fibra (azul) para par metálico (laranja). A diferença está na distância. Nosso estudo focará no FTTH. em um gabinete de rua, a partir do qual a conexão é realizada com cabos de cobre. FTTC (�bra até o meio-�o ou armário) Semelhante ao FTTN, difere pelo fato de o armário de rua ou poste estar a uma distância mais curta, em torno de 300 metros do cliente. FTTB (�bra até o edifício, negócio ou porão) A fibra vai até o edifício do cliente – como, por exemplo, em um porão de um edifício residencial – e termina em um armário, a partir do qual a distribuição é feita para os apartamentos, utilizando cobre. FTTH (�bra para casa) A fibra chega ao interior de uma residência, e apenas a distribuição na rede interna é realizada por cobre ou por rede sem fio. 04/06/2024, 22:20 Redes de última milha: conectando a borda ao núcleo da internet https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212ti/03011/index.html?brand=estacio# 53/71 FTTX. FTTH A FTTH utiliza as chamadas redes óticas passivas (PONs), que consistem em uma tecnologia de telecomunicações de fibra ótica cuja arquitetura implementa uma topologia ponto a multiponto, na qual uma única fibra ótica atende a vários usuários finais, utilizando divisores de fibra não alimentados para dividir a largura de banda entre os vários pontos. A imagem a seguir ilustra uma solução FTTH, utilizando uma arquitetura PON: 04/06/2024, 22:20 Redes de última milha: conectando a borda ao núcleo da internet https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212ti/03011/index.html?brand=estacio# 54/71 Acesso à internet via FTTH. Aqui, podemos observar que: O OLT, que converte óticos para elétricos, é conectado à internet por meio de um roteador que o interliga a outros provedores de acesso. O distribuidor ótico é conectado ao terminal de linha ótica (OLT) no provedor de acesso. O distribuidor combina as fibras dos usuários (em torno de 100) em uma única fibra ótica compartilhada. O ONT é conectado por fibra ótica dedicada a um distribuidor da região. Na rede do usuário, é instalado um terminal de rede ótica (ONT), que é um equipamento ativo para a recepção e transmissão do sinal através da rede passiva da operadora. O ONT é o que o usuário comumente chama de roteador. A transmissão na PON ocorre da seguinte maneira: Downstream Os distribuidores óticos dividem o sinal da internet para que alcance todas as casas. Os pacotes de todos os usuários são enviados no enlace entre o OLT e o distribuidor ótico. Upstream O distribuidor ótico mescla os sinais das casas via protocolo de acesso múltiplo, como o TDMA, em um único sinal e o envia ao OLT. Mesmo com o compartilhamento da fibra entre os vários assinantes, devido à baixa atenuação e largura de banda implícita da fibra, as PONs podem oferecer altas velocidades aos usuários por distâncias de até 20km. As taxas de dados reais e outros detalhes dependem do tipo de PON implementado. Os 04/06/2024, 22:20 Redes de última milha: conectando a borda ao núcleo da internet https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212ti/03011/index.html?brand=estacio# 55/71 dois tipos mais comuns são Gigabit-capable PONs (GPONs) e Ethernet PONs (EPONs). Ambos trabalham em torno de um gigabit/segundo e podem transportar tráfego para diferentes serviços, incluindo dados, vídeo e voz. O quadro a seguir faz uma comparação entre EPON e GPON: Características EPON GPON Padrão e protocolo IEEE 802.3ah, Ethernet e TDM ITU T G984, ATM TDM E Ethernet Velocidade de transmissão Simétrica Downstream: 1,25Gbps Upstream: 1,25Gbps Assimétrica Downstream: 2,5Gbps Distância Até 20km Até 20km Tamanho do pacote 1518 bytes, Padrão Ethernet. Variável de 53 bytes, padrão AT até 1518 bytes, Padrão Ethernet Comportamento dos pacotes no downstream Os pacotes do OLT são enviadosvia broadcast para todos os ONTs, que seleciona os seus e descarta os outros. Os pacotes do O são enviados via broadcast para todos os ONTs, seleciona os seu descarta os out Comportamento dos pacotes no upstream Cada ONT transmite quadros Ethernet para o OLT com intervalos de tempo diferentes atribuídos pelo OLT. Pacotes fragmentados. O formato do fram contém células ATM. Compatibilidade A tecnologia permite compatibilidade O ITU-T não aconselha compatibilidade entre fabricante 04/06/2024, 22:20 Redes de última milha: conectando a borda ao núcleo da internet https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212ti/03011/index.html?brand=estacio# 56/71 Características EPON GPON entre vários fabricantes. Eficiência Baseada nas taxas de transferência 67%. Baseada nas tax de transferência 93%. Quadro: Características dos tipos de PON. Elaborado por: Sidney Ventury. Existe uma variação do FTTH: o DFTTH (FTTH dedicado), em que a fibra é ligada diretamente da residência à operadora. A fibra dedicada fornece maior largura de banda, mas o custo é muito alto, o que inibe seu uso na área residencial. Entre as vantagens do FTTH em relação aos sistemas baseados em cobre estão: Dimensões reduzidas; Capacidade para transportar grandes quantidades de informação; Atenuação muito baixa, o que permite grandes espaçamentos entre repetidores; Imunidade às interferências eletromagnéticas. A desvantagem é o custo mais alto que soluções ADSL ou cabo. Redes óticas passivas No vídeo a seguir, abordamos o funcionamento de uma rede ótica passiva, apresentando componentes, características, operação, vantagens e desvantagens. 04/06/2024, 22:20 Redes de última milha: conectando a borda ao núcleo da internet https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212ti/03011/index.html?brand=estacio# 57/71 Redes via satélite Uma rede via satélite combina nós terrestres, um terminal ou telefone, com satélites de comunicação e, similar à rede de telefonia celular, divide o planeta em células. Satélites de comunicação Satélites artificiais para fins de telecomunicações que, normalmente, usam órbitas geoestacionárias ou baixas órbitas polares. Criam um canal de comunicação entre uma fonte transmissora e outra receptora em diferentes locais do planeta. São utilizados para transmissão de televisão, telefone, rádio e acesso à internet. Representam uma tecnologia complementar àquela das fibras óticas em cabos submarinos de comunicação. Satélite Milstar. Os satélites permitem a transmissão de/para qualquer ponto da Terra, não importando sua distância, o que permite que sejam disponibilizadas comunicações de alto padrão sem exigir grandes investimentos em infraestrutura terrestre. 04/06/2024, 22:20 Redes de última milha: conectando a borda ao núcleo da internet https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212ti/03011/index.html?brand=estacio# 58/71 Os satélites percorrem uma órbita em torno da Terra que pode ser equatorial, inclinada ou polar, como mostra a imagem a seguir: Tipos e órbitas. Os satélites utilizam micro-ondas com antenas bidirecionais (linha de visada). Portanto, o sinal de um satélite, normalmente, destina-se a uma área específica, chamada de área de cobertura. No centro, a potência do sinal é máxima. Essa potência enfraquece à medida que caminhamos para a borda, delimitada por um mínimo aceitável no nível do sinal. Categorias de satélites Tomando como base a posição da órbita, os satélites podem ser divididos em três categorias. São elas: Geostationary Earth Orbit (GEO) – Órbita Terrestre Geoestacionária Satélite geoestacionário. Esse tipo de satélite orbita a Terra na mesma velocidade de rotação, tornando fixo acima de determinado ponto da superfície, bem como 04/06/2024, 22:20 Redes de última milha: conectando a borda ao núcleo da internet https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212ti/03011/index.html?brand=estacio# 59/71 mantendo a linha de visada entre as antenas de transmissão e de recepção durante todo o tempo. Existe apenas uma órbita geoestacionária que corresponde a uma órbita equatorial à 35.410km da superfície da Terra. Devido à curvatura da Terra, um único satélite geoestacionário não consegue cobrir todo o planeta. São necessários pelo menos três satélites espaçados de 120 graus para fornecer transmissão global quase completa. Nessa configuração, as altas latitudes, como os polos, têm visibilidade limitada. Cobertura da Terra por satélites. Devido à grande distância da Terra, a latência desse tipo de satélite pode atingir 270ms ou até mais, tornando-o inadequado para aplicações interativas. Middle-Earth-Orbit (MEO) – Média Órbita Terrestre 04/06/2024, 22:20 Redes de última milha: conectando a borda ao núcleo da internet https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212ti/03011/index.html?brand=estacio# 60/71 Satélites do GPS. Esses satélites orbitam a Terra em uma altitude de 5.000 a 15.000km. Sua latência fica na casa de 35 a 85ms, e eles demoram de seis a oito horas para dar uma volta em torno do planeta. Um exemplo de sistemas que utilizam esse tipo de satélite é o Global Positioning System (GPS). Low-Earth-Orbit (LEO) – Baixa Órbita Terrestre Esses satélites utilizam uma órbita polar entre 500 e 2.000km, com um período de rotação de 90 a 120 minutos, e possuem uma latência de 1 a 7ms. Sistemas desse tipo costumam dividir a Terra em células, com uma área de cobertura de 8.000km de diâmetro. São compostos por uma constelação de satélites que funcionam de maneira integrada, formando uma rede em que cada satélite atua como um comutador. Os satélites mais próximos são conectados por meio de InterSatellite Links (ISLs) – Links Intersatélites. Eles ainda podem se comunicar com uma estação terrestre (gateway) por intermédio de um Gateway Link (GWL) – Link de Gateway. Um sistema móvel se comunica com a rede via User Mobile Link (UML) – Link Móvel de Usuário. 04/06/2024, 22:20 Redes de última milha: conectando a borda ao núcleo da internet https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212ti/03011/index.html?brand=estacio# 61/71 Sistema LEO. Constelação Iridium. Um exemplo de sistema desse tipo é o Iridium, que foi iniciado pela Motorola em 1990 e, depois, vendido. Ele é composto por uma rede de 66 satélites divididos em seis órbitas, com 11 satélites em cada órbita. As órbitas se encontram a uma altitude de 750km, e os satélites em cada órbita estão separados entre si por aproximadamente 32° de latitude. Outro sistema de satélites de baixa órbita que está sendo instalado é o StarLink, que, no momento de confecção deste conteúdo, contava com aproximadamente 1.800 satélites de baixa órbita, permitindo acessar a internet em áreas remotas, com baixa latência e alta taxa de transmissão. A imagem a seguir ilustra os tipos de satélites de comunicação e suas propriedades, incluindo altitude, latência e quantidade mínima de satélites para cobertura global: 04/06/2024, 22:20 Redes de última milha: conectando a borda ao núcleo da internet https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212ti/03011/index.html?brand=estacio# 62/71 Tipos de satélites de comunicação. Faixas de frequências para comunicação via satélite Cada satélite transmite e recebe em duas faixas distintas. A transmissão da Terra para o satélite é denominada uplink. Já a transmissão do satélite para a Terra é conhecida como downlink. A tabela a seguir fornece uma visão geral de algumas faixas e suas características: Banda Downlink Uplink L 1,5GHz 1,6GHz S 1,9GHz 2,2GHz C 4,0GHz 6,0 Hz Ku 11GHz 14GHz Ka 20GHz 30GHz Tabela: Faixas de frequência. Extraída de: Tanenbaum, 2011, p. 73. 04/06/2024, 22:20 Redes de última milha: conectando a borda ao núcleo da internet https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212ti/03011/index.html?brand=estacio# 63/71 Acesso à internet via satélite Os sistemas de satélite permitem que usuários em áreas remotas, onde a instalação da rede fixa de fibra, ADSL ou caboé inviável pela distância ou baixa densidade populacional, por exemplo, e em áreas rurais possam acessar a internet. Para esse tipo de serviço, podem ser utilizados satélites geoestacionários ou de baixa órbita. A topologia básica consiste em: No lado do usuário, é necessário um terminal de usuário – como, por exemplo, um PC –, um equipamento de conexão – como um roteador – e uma estação com antena parabólica que se comunicará com o satélite. O satélite de comunicações fará a transmissão para o provedor do serviço. No provedor de serviço, haverá uma antena parabólica para fazer/receber as transmissões via satélite, equipamentos de controle e link de acesso à internet. Acesso à internet via satélite. A alta latência em satélites geoestacionários é um problema para o uso em aplicações de tempo real, pois o tempo para a informação ir ao satélite e voltar à Terra gira em torno de 500ms. Nos satélites de baixa órbita, esse problema é minimizado, porque há uma latência na ordem de 20 a 50ms. 04/06/2024, 22:20 Redes de última milha: conectando a borda ao núcleo da internet https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212ti/03011/index.html?brand=estacio# 64/71 As taxas de transmissão oferecidas pelas operados dos satélites podem variar. Entretanto, os operadores de satélites LEO oferecem, em média, taxas de transmissão de até 150Mbps para download e até 50Mbps para upload. A capacidade de transmissão depende fortemente da largura de banda dos sinais e da faixa de frequência utilizada: quanto mais alta for a frequência de operação, maiores serão a largura de banda e a capacidade de transmissão. O quadro a seguir faz um resumo das vantagens e desvantagens do acesso via satélite: Vantagens Desvantagens Disponibilidade: o satélite está disponível em qualquer parte, o que o torna uma solução apropriada para áreas rurais. Limitação de dados: a maioria dos serviços tem uma franquia de acesso mensal e, uma vez atingido o limite do plano, a velocidade de transmissão reduz significativamente. Continuidade do serviço em situações de emergência: os serviços via satélite são uma alternativa viável em situações de catástrofe natural (e outras), em que as redes fixas e móveis deixam de estar disponíveis. Assistência técnica: a otimização das condições de emissão e recepção poderá exigir assistência técnica especializada no que toca à orientação e ao alinhamento do satélite, tanto no momento da instalação do serviço quanto posteriormente, em caso de desalinhamento das antenas (devido, por exemplo, às condições atmosféricas severas). Velocidade: algumas ofertas (não muitas) são mais rápidas do que as oferecidas por cabo. Latência: os atrasos associados à transmissão da informação, desde a origem ao destino via satélite, podem ser limitadores para certas aplicações interativas de tempo real. 04/06/2024, 22:20 Redes de última milha: conectando a borda ao núcleo da internet https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212ti/03011/index.html?brand=estacio# 65/71 Vantagens Desvantagens Flexibilidade: podem não ser aptos para certos jogos em tempo real, mas têm bom desempenho em aplicações de tráfego de rajada, envio de mensagens e até streaming de conteúdos audiovisuais. Preço: o preço médio da oferta de internet via satélite é maior do que o oferecido através de sistemas terrestres. Quadro: Atributos do serviço de internet via satélite. Adaptado de: ANACOM, 2021, p. 10. 04/06/2024, 22:20 Redes de última milha: conectando a borda ao núcleo da internet https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212ti/03011/index.html?brand=estacio# 66/71 Falta pouco para atingir seus objetivos. Vamos praticar alguns conceitos? Questão 1 Um usuário residencial contratou um serviço de fibra até sua residência (FTTH), e a operadora instalou um modem em sua casa, conectando a fibra ótica. Quanto a essa instalação, avalie as asserções a seguir e a relação entre elas. 1. O usuário possui uma fibra dedicada que o liga até o OLT. PORQUE 2. Essa é a única forma de ele usufruir de uma grande largura de banda. Assinale a alternativa que apresenta a relação correta entre as duas afirmativas: A Ambas são verdadeiras, e a segunda justifica a primeira. B Ambas são verdadeiras, mas a segunda não justifica a primeira. C A primeira é verdadeira, e a segunda é falsa. 04/06/2024, 22:20 Redes de última milha: conectando a borda ao núcleo da internet https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212ti/03011/index.html?brand=estacio# 67/71 Parabéns! A alternativa E está correta. A fibra dedicada liga a instalação do usuário até o distribuidor, que é ligado ao OLT por uma fibra compartilhada. Mesmo que a fibra seja compartilhada, a partir do distribuidor, como a largura de banda é muito grande e a atenuação muito pequena, o usuário tem uma grande largura de banda disponível. Questão 2 O acesso à internet via fibra ótica é restrito, normalmente, a regiões que possuem maior densidade demográfica. Para as regiões mais remotas, com menor densidade demográfica, a principal solução para acesso à internet é por meio de satélites. Quanto a esse tipo de rede, avalie as asserções a seguir e a relação entre elas: 1. Apesar de o acesso via satélite geoestacionário ser satisfatório para a navegação em geral, não atende de forma adequada aos jogos interativos. PORQUE 2. A latência do sistema atrapalha as aplicações em tempo real. Assinale a alternativa que apresenta a relação correta entre as duas afirmativas: D A primeira é falsa, e a segunda é verdadeira. E Ambas são falsas. A Ambas são verdadeiras, e a segunda justifica a primeira. B Ambas são verdadeiras, mas a segunda não justifica a primeira. C A primeira é verdadeira, e a segunda é falsa. 04/06/2024, 22:20 Redes de última milha: conectando a borda ao núcleo da internet https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212ti/03011/index.html?brand=estacio# 68/71 Parabéns! A alternativa A está correta. Sistemas de comunicações via satélite geoestacionário possuem uma alta latência devido à tecnologia e às distâncias de transmissão envolvidas. Por isso, apesar de permitir uma navegação eficiente na internet, podem gerar problemas em sistemas de tempo real, como jogos on-line. Considerações �nais Ao longo do conteúdo, estudamos vários tipos de tecnologias de redes acesso utilizadas para que os usuários finais possam acessar a internet. Primeiramente, analisamos as tecnologias utilizadas para acesso via linha telefônica, com foco no ADSL. Em seguida, estudamos como acessar a internet por meio das redes das operadoras de TV a cabo, que utilizam cabo coaxial e fibra ótica e o padrão DOCSIS. Depois, estudamos as redes móveis, apresentando como funcionam nas gerações das redes celulares e na gerência de mobilidade. Finalmente, discutimos sobre os acessos via redes óticas passivas e via satélite. Podcast Ouça o podcast. Nele, abordaremos os diferentes tipos de redes de acesso, sua evolução, suas limitações e perspectivas futuras. D A primeira é falsa, e a segunda é verdadeira. E Ambas são falsas. 04/06/2024, 22:20 Redes de última milha: conectando a borda ao núcleo da internet https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212ti/03011/index.html?brand=estacio# 69/71 Explore + A rede de satélites da Starlink, concebida pela SpaceX – empresa de Elon Musk –, está sendo implementada ao longo dos anos e vem quebrando diversos paradigmas, além de criar algumas polêmicas. Sugerimos que acesse o site da empresa, e também que pesquise sobre a estrutura da rede em si. Referências AUTORIDADE NACIONAL DE COMUNICAÇÕES. Acesso à internet via satélite – disponibilidade, mensalidades e atributos. Lisboa: ANACOM, 2021. COMER, D. E. Interligação de redes com TCP/IP. 6. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2015. FOROUZAN, B. Comunicação de dados e redes de computadores. 4. ed. São Paulo: McGraw-Hill, 2008. IEEE Standard for Ethernet. In: IEEE Std 802.3-2018 (Revision of IEEEStd 802.3-2015). Consultado na internet em: 9 set. 2021. KUROSE, J. F.; ROSS, K. W. Redes de computadores e a internet: uma abordagem top-down. 6. ed. São Paulo: Pearson Education, 2014. PERKINS, C. IP encapsulation within IP. Marina del Rey, California: RFC Editor, 2003. PERKINS, C. Minimal encapsulation within IP. Marina del Rey, California: RFC Editor, 2004. TANENBAUM, A. Redes de computadores. 5. ed. Rio de Janeiro: Campus, 2011. 04/06/2024, 22:20 Redes de última milha: conectando a borda ao núcleo da internet https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212ti/03011/index.html?brand=estacio# 70/71 Material para download Clique no botão abaixo para fazer o download do conteúdo completo em formato PDF. Download material O que você achou do conteúdo? Relatar problema 04/06/2024, 22:20 Redes de última milha: conectando a borda ao núcleo da internet https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212ti/03011/index.html?brand=estacio# 71/71 javascript:CriaPDF()