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Aula 03
BACEN (Analista - Área 2 - Economia e
Finanças) Contabilidade de Instituições
Financeiras Padrão COSIF - 2024
(Pós-Edital)
Autor:
Carlos Roberto
03 de Março de 2024
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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1 
1 – Considerações Iniciais .................................................................................................. 2 
1 - Operações de Crédito ................................................................................................... 3 
Crédito – Conceitos Iniciais ................................................................................................................ 3 
A intermediação financeira ............................................................................................................... 5 
Aspecto contábil ................................................................................................................................ 7 
Vedações para a Concessão de Crédito ............................................................................................ 8 
2 - Classificação das Operações de Crédito por Modalidades ........................................... 10 
Modalidades .................................................................................................................................... 10 
Cessão de Direitos Creditórios ......................................................................................................... 18 
3 - Classificação - Operações de Crédito por Nível de Risco e Provisionamento ................ 26 
Revisão das Classificações de Risco................................................................................................. 31 
4 - Disposições Gerais ...................................................................................................... 41 
5 - Gabarito...................................................................................................................... 54 
6 – Lista de Questões Apresentadas ................................................................................. 55 
 
 
Carlos Roberto
Aula 03
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2 
Olá, Analistas. Tudo certinho? 
Chegamos à aula 02 do nosso curso e espero que vocês estejam cada vez mais motivados. Uma 
coisa natural neste processo de estudos para concursos públicos é o ganho gradativo da confiança. 
Quanto mais estudamos, mais verificamos que o sonho de passar é extremamente possível e que 
estamos cada vez mais pertos de alcançá-lo. 
Não desperdicem o precioso tempo com coisas que não irão contribuir muito com o seu processo 
de aprendizado. Lembrem-se de que o bem mais precioso do concurseiro é exatamente esse: o 
tempo. 
Nesta trajetória em que vocês se encontram, é muito importante o equilíbrio mental com o físico. 
Portanto, não deixem de cuidar da saúde também! A prática diária de atividades físicas é algo 
essencial para deixá-los com mais disposição e concentração, além de aliviar os momentos de 
estresse que todos nós temos durante a preparação. 
Hoje nós entraremos em um assunto de extrema importância quando tratamos da contabilidade 
de instituições financeiras: as operações de crédito e as provisões para crédito de liquidação 
duvidosa. 
Sendo assim, respire fundo e preste bastante atenção para que nenhum detalhe passe 
despercebido. 
Caso haja dúvidas, não deixe de utilizar nosso fórum para saná-las, combinado? 
Vamos em frente!!! 
 
““A vontade de se preparar tem de ser maior do que a vontade de vencer. Vencer é a 
consequência da boa preparação.” 
(Bernardinho) 
 
Carlos Roberto
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3 
As operações de crédito se constituem no principal ativo dos bancos. É a atividade bancária 
primordial. 
Mas o que é uma operação de crédito? 
O crédito é prática muito antiga. Há citações na Bíblia pertinentes ao crédito: 
Se emprestares dinheiro ao meu povo, ao pobre que está contigo, não te haverás 
com ele como credor; não lhe imporás juros. (Êxodo 22:25); 
Do estrangeiro poderás exigir juros; porém, do teu irmão não os exigirás, para que o 
Senhor teu Deus te abençoe em tudo a que puseres a mão, na terra à qual vais para 
a possuíres. (Deuteronômio 23:20). 
Viram? Há registros de “empréstimos” e de “juros” há muito tempo, o que denota a antiguidade 
da atividade creditícia. 
A concessão de crédito é a principal aplicação de uma instituição financeira (IF) clássica. Nela, a 
carteira de créditos geralmente é o maior ativo e fonte predominante de receita. 
O gerenciamento eficaz da carteira de crédito é fundamental para a segurança e para a integridade 
de qualquer instituição financeira. A gestão da carteira de créditos consiste no conjunto de 
procedimentos em que os riscos inerentes ao processo de concessão de crédito são administrados 
e controlados. 
Existem diversos elementos que devem fazer parte de um processo de gestão da carteira de 
créditos de uma IF, os quais complementam os princípios fundamentais do risco de crédito, quais 
sejam: captação de negócios idôneos, análise financeira abrangente, técnicas adequadas de 
avaliação, práticas adequadas de documentação de créditos e controles internos confiáveis e 
consistentes. 
Dentre os referidos elementos, destaco a avaliação da cultura de crédito da instituição, os 
objetivos da carteira de crédito, os limites de tolerância ao risco, os sistemas de informações 
gerenciais, a diversificação de risco, a análise de operações originadas de outros credores e a 
análise da relação risco e retorno da carteira. 
- Professor, o que é essa relação risco e retorno? 
É a relação entre o risco da carteira de crédito e o seu respectivo retorno, a qual, por exemplo, 
para uma carteira de empréstimos, tende a evidenciar comportamentos que refletem a existência 
de uma relação direta entre eles. Assim sendo, maiores níveis de retornos esperados deverão 
corresponder a maiores níveis de riscos também mais elevados. 
 
 
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Relação de Crédito 
As relações de crédito entre quem empresta e quem toma emprestado são relações jurídicas1. 
O crédito, em seu enfoque mais trivial, é dado como sinônimo de empréstimo e, como tal, 
pressupõe o instituto da propriedade e a expectativa por parte do credor (quem concede o 
empréstimo) de receber de volta o bem ou o direito emprestado ao devedor (quem toma 
emprestado). 
O crédito pressupõe propriedade, porém não necessariamente propriedade privada, pois nada 
indica que não possa haver crédito em economias nacionais nas quais a propriedade privada 
eventualmente não exista. Isso porque os bens e direitos de propriedade comuns também podem 
ser objeto de empréstimo e de posterior devolução. Como exemplo, podemos pegar a extinta 
União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS), onde não havia propriedade privada, mas 
existiam crédito e sistema bancário desenvolvido. Um exemplo atual da existência de crédito onde, 
no passado não muito distante, não se admitia a existência da propriedade privada e de mercados 
livres é Cuba. 
Os bens e direitos de propriedade comum ou nacional não são exclusividade dos regimes 
comunistas. Ao contrário, existem na maior parte do mundo, inclusive no Brasil, por exemplo: os 
recursos do Fundo do Amparo ao Trabalhador (FAT), do qual significativo percentual é emprestado 
pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para financiar projetos e 
aquisições de interesse nacional. 
Seja pública ou privada, a propriedadeincide sobre coisas que podem ser fungíveis ou infungíveis. 
Fungíveis - são as coisas que não têm uma marca de identidade ou que, mesmo tendo, essa marca 
se torna irrelevante ou não se presta a registro de propriedade, ônus ou gravames, pois a sua 
substituição por outras de iguais características é possível, sem perdas e sem custos adicionais. 
Por exemplo: um carregamento de milho em grãos, uma quantia em dinheiro (o valor em dinheiro 
é fungível, embora as cédulas possam ser identificadas), uma rês ou um rebanho de reses. 
Infungíveis – são as coisas cujas marcas de identidade possibilitam registro ou fazem distinção 
relevante de todas as outras da mesma espécie ou características. 
Por exemplo: os imóveis, os veículos de passeio e de transporte, as máquinas de médio e grande 
porte em geral, o “cavalo de corrida” que corre no Jockey Clube de São Paulo, o seu cachorrinho 
que não se confunde e nem pode ser substituído por outro, etc. 
 
O crédito e a economia 
As operações de crédito fomentam e otimizam a produção, a circulação e o consumo. Pode estar 
presente no financiamento de bens de produção e de consumo, na distribuição dos bens de 
consumo e no consumo propriamente dito. 
 
1 Relação jurídica é o vínculo entre duas ou mais pessoas, ao qual as normas jurídicas atribuem efeitos 
obrigatórios. 
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O crédito possibilita as empresas a obterem ganhos de escala de produção e de vendas, maior 
rentabilidade e maior competitividade nos preços praticados e alavancagem da rentabilidade 
sobre o capital próprio investido. 
Por meio das operações de crédito, as pessoas conseguem antecipar aquisição de bens e consumo. 
Dentro de certos limites, isso pode ser benéfico, em termos macro e microeconômicos, para as 
atividades de produção e de comercialização de bens e para o funcionamento da economia como 
um todo. 
Os referidos ganhos de escala podem se converter, de forma combinada ou isoladamente, em 
maior rentabilidade para as empresas e em menores custos para os consumidores. 
O crédito, enquanto empréstimo de dinheiro, não é e nem produz riqueza diretamente, mas pode 
fazê-la de maneira indireta. 
A rigor, só a natureza e o trabalho humano sobre ela é que produz riqueza. Nesse sentido, riqueza 
tem valor social, coletivo e corresponde a tudo o que tem valor de uso na manutenção da vida e do 
bem-estar dos indivíduos. 
O dinheiro sozinho não é riqueza, entretanto, para que se converta em riqueza, é preciso que 
resultem bens de produção e de uso da sua aplicação. 
Dessarte, para a geração de riqueza, é indiferente que o empréstimo seja de bens de produção, de 
uso ou de dinheiro, pois este último, ou se converte nos primeiros, ou de nada vale. 
O significado de riqueza é que levou alguns, ao longo da história, a considerarem a “indústria 
bancária” como “parasita” da sociedade, na medida em que o produto que gera diretamente é 
apenas lucro financeiro para os seus acionistas. 
Entretanto, essa é uma visão restrita, porquanto a “indústria bancária” desempenha um 
importante papel na prestação de serviços de captação e direcionamento de recursos (circulação 
ou intermediação de recursos financeiros). 
 
Falamos desse assunto na nossa primeira aula de COSIF, estão lembrados? Contudo, farei alguns 
comentários adicionais nesta oportunidade. 
O crédito liga diretamente o proprietário do dinheiro (quem empresta) e o tomador (quem toma 
emprestado); ou indiretamente, com a interveniência dos chamados “intermediários financeiros”. 
A acumulação de dinheiro como propriedade privada conduziu à criação dos intermediários 
financeiros, que eram bancos ou casas de crédito. O crescimento das relações comerciais também 
favoreceu o surgimento dos primeiros bancos, no Século XV, principalmente na Itália. 
Pensem comigo e tentem imaginar a importância dos intermediários financeiros. Para isso, basta 
imaginar uma situação simples na qual eles não existam. 
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Numa situação dessas, em que não houvesse intermediários financeiros, as poupanças fluiriam 
diretamente entre as pessoas ou das pessoas para as empresas. Como seria esse fluxo de direitos 
financeiros entre os poupadores e as empresas? Seria o céu ou o caos? 
Entretanto, posso adiantar algumas conclusões. A atuação dos intermediários financeiros 
possibilita: 
▪ Aumento de fluxo de recursos entre poupadores e captadores2; 
▪ Especialização na análise e no acompanhamento das empresas; 
▪ Redução dos custos de transação; 
▪ Regulamentação e fiscalização focadas. 
Classificação dos Intermediários 
Podemos classificar os intermediários financeiros em “bancários” (captam de depósitos à vista) e 
“não-bancários” (não captam depósitos à vista), dependendo do formato essas IFs transacionam 
recursos. 
No Brasil, os principais intermediários financeiros são: 
▪ Bancos Comerciais; 
▪ Bancos Múltiplos; 
▪ Bancos de Investimento; 
▪ Bancos de Desenvolvimento; 
▪ Agências de Fomento e Desenvolvimento; 
▪ Caixas Econômicas; 
▪ Cooperativas de Crédito; 
▪ As sociedades de crédito direto e as sociedades de empréstimo entre pessoas3; e 
▪ Sociedades de Crédito, Financiamento e Investimento; 
▪ Companhias Hipotecárias; 
▪ Associações de Poupança e Empréstimo; 
▪ Sociedade de Crédito ao Microempreendedor; e 
▪ Sociedades de Arrendamento Mercantil. 
As principais diferenças que existem entre os tipos de intermediários financeiros no Brasil 
concentram-se mais na área dos passivos contábeis, isto é, nas fontes de captação autorizadas a 
cada uma dessas IFs, do que na área dos ativos contábeis, nos quais são feitas as aplicações em 
crédito das IFs. 
 
2 Captador – Instituição financeira que capta recursos financeiros. Essa captação pode ser por 
depósitos à vista, depósitos a prazo, poupança, etc. 
3 São as fintech’s regulamentadas pelo BCB, Resolução nº 4.656, de 26/4/2018. 
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Em uma visão mais ampla, o crédito mantém suas características praticamente inalteradas 
independentemente do tipo do intermediário financeiro que o forneça. 
 
Avaliando a operação de crédito sob o ponto de vista contábil da IF, o crédito é ativo e, como tal, 
está sujeito a riscos de não realização. 
A operação de crédito é ao mesmo tempo direito e bem, pois tanto pode ser mantida na “carteira 
da IF" para ser recebida no momento convencionado no contrato da operação, quanto pode ser 
vendido com ou sem retenção de riscos, e é esta última característica que faz do crédito uma 
propriedade. 
A contabilidade pede registro para fins de controle de toda assunção e retenção de riscos. Como 
consequência disso, todas as prestações de garantias dadas por instituições financeiras têm 
registro em contas de compensação (Cosif 3). 
Atualmente, há não apenas a tendência, mas também a obrigação de se fazerem alguns registros 
de riscos assumidos ou retidos em contas patrimoniais (e não de compensação). 
 
Contratos e Títulos de Crédito 
Os instrumentos de crédito podem ser definidos como os documentos com que se estabelecem 
direitos e obrigações em uma relação negocial envolvendo pagamento (liberação) e o 
repagamento (liquidação) de empréstimos e/ou obrigações financeiras associadas. 
Contratos de crédito - São instrumentos bilaterais em que comparecem uma parte mutuante 
(credor) e uma parte mutuária (devedor). Os contratos podem ser lavrados por instrumentos 
públicos ou particulares.Os contratos lavrados por instrumento particular devem ter firmas reconhecidas em cartório e 
comparecimento de duas testemunhas. 
Ademais, também podem comparecer intervenientes (garantidor, fiel depositário, etc.). 
Títulos de crédito - Os títulos de crédito são documentos necessários ao exercício do direito literal 
e autônomo nele contido, e somente produzem efeitos quando preenchem os requisitos formais 
estabelecidos em lei. 
Os TVMs que vimos na aula passada são títulos de crédito, lembram-se deles? 
Pois bem, meus amigos, feita a introdução de conceitos iniciais de operações de crédito, 
observamos que elas já existem há muito tempo e o quanto são importantes para a economia. 
Doravante, vamos adentrar nos assuntos mais frequentemente cobrados em provas pelas bancas 
examinadoras. Comecemos pelas vedações para a concessão de crédito. 
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A Lei 4.595/1964 proibiu a concessão de crédito a determinadas pessoas relacionadas às 
instituições financeiras, tais como: diretores, executivos, membros de conselho, os “principais 
acionistas” e os parentes até o 2º grau de todas as essas pessoas que elenquei. 
Em relação ao termo “principais acionistas”, refiro-me a pessoas que possuam ou controlem, 
direta ou indiretamente, pelo menos 10% das ações emitidas pela instituição financeira, ou pelo 
menos 10% da empresa que detenha o controle da instituição financeira. 
Lei nº 4.595, de 31 de dezembro de 1964 
Art. 34. É vedado às instituições financeiras conceder empréstimos ou adiantamentos: 
 I - A seus diretores e membros dos conselhos consultivos ou administrativo, fiscais e semelhantes, bem como aos 
respectivos cônjuges; 
 II - Aos parentes, até o 2º grau, das pessoas a que se refere o inciso anterior; 
 III - As pessoas físicas ou jurídicas que participem de seu capital, com mais de 10% (dez por cento), salvo autorização 
específica do Banco Central da República do Brasil, em cada caso, quando se tratar de operações lastreadas por efeitos 
comerciais resultantes de transações de compra e venda ou penhor de mercadorias, em limites que forem fixados pelo 
Conselho Monetário Nacional, em caráter geral; 
 IV - As pessoas jurídicas de cujo capital participem, com mais de 10% (dez por cento); 
 V - Às pessoas jurídicas de cujo capital participem com mais de 10% (dez por cento), quaisquer dos diretores ou 
administradores da própria instituição financeira, bem como seus cônjuges e respectivos parentes, até o 2º grau. 
 
Os Cs do Crédito 
É bastante comum às instituições financeiras realizarem suas análises 
para concessão de crédito por meio dos chamados “Cs” do Crédito, os 
quais se baseiam em metodologias objetivas e subjetivas. 
Os 5 Cs do Crédito são: 
Caráter: o caráter está atrelado à índole do tomador do empréstimo 
e sua predisposição em pagar a operação de crédito contratada. As 
instituições financeiras podem verificar se o proponente 
correspondeu às expectativas previstas anteriormente, como e 
quando efetuou o pagamento das obrigações pactuadas. As IFs 
consultam se o cliente está inscrito em órgãos de restrição ao crédito 
(Serasa4, SCR5, etc.), cartórios ou se existe ações judiciais contra a empresa e/ou sócios. 
 
4 Serasa Experian – empresa que fornece serviço de consulta de informações de crédito para 
empresas e consumidores. 
5 SCR - O Sistema de Informações de Crédito do Banco Central é um instrumento de registro e 
consulta de informações sobre as operações de crédito, avais e fianças prestados e limites de crédito 
concedidos por instituições financeiras a pessoas físicas e jurídicas no Brasil. 
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Capacidade: está baseada na capacidade do requerente de ressarcir o crédito pleiteado, tendo 
em vista sua renda (salário, subsídio, etc.). No caso de empresas, por exemplo, são analisadas as 
demonstrações financeiras, com particular ênfase na liquidez, nos fluxos e projeções de caixa, etc. 
Capital: este representa a potencialidade financeira do proponente do crédito, refletida por seu 
patrimônio. Caso não se cadastre corretamente o patrimônio do cliente, diminui a predisposição 
da concessão de crédito pelos agentes financeiros. 
Colateral: consiste no somatório de ativos que o proponente tem disponível para oferecer em 
garantia ao empréstimo. Assim, quanto maior for o montante e qualidade dos ativos 
disponibilizados como garantia, maior se torna a possibilidade de a instituição financeira reaver os 
recursos emprestados, caso o proponente do crédito não honre suas obrigações. Todas as formas 
de garantia, sejam elas pessoais ou reais, devem ser levadas em consideração na análise da 
operação de crédito. 
Condições: está ligada a fatores externos do cenário econômico em que está inserido o candidato 
à obtenção do crédito. As condições econômicas, assim como as circunstâncias especiais, devem 
ser consideradas ao se avaliar as especificidades do crédito. 
 
 
 
 
Caráter 
Índole do tomador do empréstimo e 
sua predisposição em pagar 
Capacidade 
Capacidade do requerente de 
ressarcir o crédito pleiteado – Renda, 
faturamento da empresa, etc. 
Capital Patrimônio 
Colateral Garantias 
Condições 
Cenário econômico em que está 
inserido o candidato à obtenção do 
crédito 
 
Vamos agora às classificações das operações de crédito. 
 
 
 
 
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De acordo com o Cosif, na classificação das operações de crédito pelas diversas contas do plano de 
contas (títulos contábeis), deve-se levar em conta: 
a) a aplicação dada aos recursos, por tipo ou modalidade de operação; 
b) a atividade predominante do tomador do crédito. 
- Professor, quais são as modalidades de crédito? 
O próprio Cosif nos responde. Vamos conhecê-las! 
 
O Cosif classifica as operações de crédito em três modalidades: 
a) Empréstimos - são as operações realizadas sem destinação específica ou vínculo à comprovação 
da aplicação dos recursos. 
Exemplos: o CDC (Credito Direto ao Consumidor) que você pode contratar no terminal eletrônico 
ou na agência do Banco; o CDC consignação disponível para servidores, aposentados, etc.; os 
empréstimos pessoais; o empréstimo para capital de giro que a Farmácia de seu bairro contrata na 
agência do Banco. 
Por conseguinte, os empréstimos são operações de crédito nas quais você gasta os recursos 
emprestados como quiser, pois o dinheiro não é para um fim específico. 
b) Financiamentos - são as operações realizadas com destinação específica, vinculadas à 
comprovação da aplicação dos recursos. 
Por exemplo: os financiamentos de parques industriais, máquinas e equipamentos, bens de 
consumo durável, rurais e imobiliários. 
Outro exemplo: um financiamento imobiliário (aquele “apê” que você comprará à beira mar 
quando tomar posse). 
O financiamento, diferentemente do empréstimo, tem destinação específica. Em nosso exemplo, 
seria a compra do imóvel. Ademais, no financiamento é exigida a comprovação da aplicação dos 
recursos (registro do imóvel em seu nome, alienação do imóvel ao Banco, etc.). Não raramente o 
objeto do financiamento serve, inclusive, como lastro (garantia) da operação. 
c) Títulos Descontados - são as operações de desconto de títulos (cheques, duplicatas, etc.). 
Por exemplo: operações de desconto de cheques. Imagine que você passou no concurso, compra 
um apartamento e vai a uma marcenaria para contratar a confecçãode móveis planejados para 
seu novo “apê” no melhor bairro da cidade. Você combina com o marceneiro o pagamento em 10 
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cheques de R$ 1.000,00 para o 2º dia útil de cada mês (vocês, futuro servidor, receberão, 
imaginem, no 1º dia útil de cada mês), perfazendo R$ 10.000,00 no total. 
Uma possibilidade que o marceneiro tem é fazer uma operação de desconto de cheques no Banco 
onde ele é cliente. Pelo desconto de cheques, o Banco antecipará R$ 9.000,00 à Marcenaria 
imediatamente (cobrará uma taxa de desconto de 10% sobre o valor total), e o pagamento da 
operação se dará à medida que os seus cheques forem “caindo” no 2º dia útil de cada mês. 
Dessarte, o desconto de títulos é um adiantamento de recursos feito pelo banco sobre os valores 
dos respectivos títulos (cheques, duplicatas, notas promissórias). Neste tipo de operação, o cliente 
recebe antecipadamente valor correspondente às suas vendas a prazo. Ao apresentar um título de 
vencimento futuro para desconto no presente, entretanto, o cliente não recebe seu valor total. 
Sobre esse valor, o banco deduz a chamada taxa de desconto, além de impostos (como o IOF) e 
encargos administrativos. É comum às operações de desconto de títulos que o risco do 
inadimplemento perante o devedor original (no nosso exemplo são vocês) recaia sobre o cedente 
(o marceneiro) em caso de inadimplemento de vossas senhorias. 
 
Classificação das Operações de Crédito 
Empréstimos 
Sem destinação específica. 
Não é necessário comprovar a aplicação dos recursos. 
Financiamentos 
Com destinação específica. 
É necessário comprovar a aplicação dos recursos. 
Títulos Descontados Operações de Desconto de títulos. 
Vamos a um exemplo de como as operações de crédito estão segregadas por modalidades nas 
demonstrações contábeis das instituições financeiras. Peguemos as informações publicadas pelo 
Banco do Brasil (BB) disponíveis em sua página de relação com investidores em seu sítio eletrônico. 
Na figura abaixo, observamos um “recorte” das demonstrações contábeis do Banco do Brasil, 
segregando sua carteira de crédito por modalidade. 
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Fonte: http://www.bb.com.br/docs/pub/siteEsp/ri/pt/dce/dwn/2T16DemoContNP.pdf 
Demais períodos: http://www.bb.com.br/pbb/pagina-inicial/relacoes-com-investidores/downloads#/ 
As referidas modalidades estão representadas no COSIF, nos títulos contábeis (contas), dispostas 
na tabela abaixo: 
 
 
 
 
 
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Empréstimos 
As operações de empréstimos são 
contabilizadas no Ativo, no Circulante 
e Realizável a Longo Prazo, em 
Operações de Crédito, no Cosif 
1.6.1.20.00-8. 
 
Vamos a um exemplo de um empréstimo? 
Por exemplo: o cliente pessoa jurídica “Zelindo Silva ME” tomou um empréstimo no “Banco Alfa” 
de R$ 2.000,00, em 01/04/2018, com vencimento em 30/04/2018, quando ele se compromete a 
pagar R$ 2.050,00 pelo empréstimo. 
Vamos observar juntos os lançamentos na contabilidade do “Banco Alfa” e na contabilidade da 
empresa “Zelindo Silva ME”. 
Zelindo Silva ME 
Contabilização 
Banco Alfa 
Contabilização 
 01/04: Contratação do empréstimo 01/04 – Concessão do empréstimo 
D - Bancos 2.000,00 D - Empréstimos 2.050,00 
C – Empréstimos a Pagar 2.000,00 C – Depósitos à Vista PJ 2.000,00 
 
C – Empréstimos - Rendas a 
apropriar6 
50,00 
30/04 – Apropriação de juros a pagar 30/04 – Apropriação de juros a receber 
D – Despesas de Juros 50,00 
D – Empréstimos – Rendas a 
apropriar 
50,00 
C – Empréstimos a Pagar 50,00 
C – Receitas de juros de 
empréstimos 
50,00 
30/04 – Liquidação do Empréstimo 30/04 – Liquidação do Empréstimo 
D – Empréstimo a Pagar 2.050,00 D – Depósitos à Vista PJ 2.050,00 
C - Bancos 2.050,00 C - Empréstimos 2.050,00 
 
Agora, observemos com o COSIF a contabilização inicial do “Banco Alfa”. 
 
6 Cosif: Operações com Taxas Prefixadas: 
a) as operações ativas e passivas contratadas com rendas e encargos prefixados contabilizam-se 
pelo valor presente, registrando-se as rendas e os encargos a apropriar em subtítulo de uso 
interno do próprio título ou subtítulo contábil utilizado para registrar a operação; (Circ 1273; Circ 
2568 art. 2º) 
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ASADDASDAS63S 
14 
Visto sob a ótica do “Banco Alfa”: contabilizamos a operação de crédito lançando a liberação dos 
recursos a débito no Ativo, na conta que registra o empréstimo (Cosif 1.6.1.20.00-8), em 
contrapartida a um lançamento a crédito no Passivo, na conta corrente do cliente pessoa jurídica 
(Cosif 4.1.1.05.20-1). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Repare que dentro da conta 1.6.1.20.00-8 há um D – R$ 2.050,00 (valor futuro) e um C – R$ 50,00 
(rendas a apropriar), resultando num valor presente igual ao da concessão R$ 2.000,00. 
 
 
 
 
 
Os saldos credores em contas de empréstimo devem ser inscritos, diariamente, pelo valor global, 
em SALDOS CREDORES EM CONTAS DE EMPRÉSTIMOS E FINANCIAMENTOS (Cosif 4.1.1.90.00-3), 
do Passivo Circulante, no subtítulo adequado. 
Financiamentos 
As operações de financiamentos são 
contabilizadas no Ativo, no Circulante e 
Realizável a Longo Prazo, em Operações 
de Crédito, nos títulos contábeis 1.6.2 a 
1.6.6. 
Vamos a um exemplo de um 
financiamento: 
O cliente pessoa jurídica “Sorvetes Kigelado Ltda.” contratou uma operação de crédito com o 
“Banco Beta” para financiar a compra de uma máquina de sorvetes no valor de R$ 10.000,00. 
Observemos a contabilização inicial do “Banco Beta” no COSIF! 
No momento em que um banco concede empréstimo para o 
seu cliente há um AUMENTO NO ATIVO e um AUMENTO NO 
PASSIVO. 
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15 
Visto sob a ótica do “Banco Beta”: contabilizamos a operação de crédito lançando a liberação dos 
recursos a débito no Ativo, na conta que registra o financiamento (Cosif 1.6.2.10.00-4), em 
contrapartida a um lançamento a crédito no Passivo, na conta de depósito à vista – pessoa jurídica 
(Cosif 4.1.1.05.20-1), considerando que os recursos foram liberados na conta corrente da empresa 
fabricante da máquina de sorvetes (que também é cliente do “Banco Beta”). 
 
 
 
 
 
 
 
 
Títulos 
Descontados 
As operações de títulos 
descontados são contabilizadas no 
Ativo, no Circulante e Realizável a 
Longo Prazo, em Operações de 
Crédito, no título contábil 
1.6.1.30.00. 
 
Vamos a um exemplo de um financiamento: 
O Joãozinho vai à “Mix Calçados Ltda.” e compra 10 pares de sapatos para sua namorada, a 
Mariazinha. A Mariazinha fica feliz e lhe promete amor eterno. Embora esteja com sorte no amor, 
Joãozinho está com fragilidade em suas finanças, e pagou a dezena de pares de calçados com 10 
cheques de R$ 300,00, ou seja, perfazendo R$ 3.000,00 no total. 
Tirando o foco do amor do Joãozinho, foquemos na “Mix Calçados Ltda”. A empresa vai ao “Banco 
Gama” fazer uma operação de desconto de títulos, especificamente, desconto de cheques. O 
Banco adiantará à loja de calçados R$ 2.700,00 na operação de títulos descontados, e receberá opagamento da operação à medida que os cheques do Joãozinho forem sendo “pagos”. 
Observemos a contabilização inicial do “Banco Gama” no COSIF! 
Simplificando, visto sob a ótica do “Banco Gama”: contabilizamos a operação de crédito lançando a 
liberação dos recursos a débito no Ativo, na conta que registra os títulos descontados (cheques) 
(Cosif 1.6.1.30.00-5), em contrapartida a um lançamento a crédito no Passivo, na conta de 
depósitos à vista – pessoa jurídica (Cosif 4.1.1.05.20-1), na conta corrente da “Mix Calçados”. 
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16 
 
Existem vários tipos de operações de títulos descontados, como por exemplo: desconto de 
duplicatas, desconto de cheques, desconto de notas promissórias, etc. 
As operações de desconto de notas promissórias rurais, duplicatas rurais e títulos assemelhados 
devem ser registradas nos títulos e subtítulos adequados do desdobramento do subgrupo 
Financiamentos Rurais e Agroindustriais, código COSIF 1.6.3.00.00-0. 
Mais adiante faremos alguns exercícios e treinaremos esses conceitos de modalidades de 
operações de crédito e suas respectivas contabilizações. 
Vamos agora seguir alguns passos com as operações de crédito de repasse. 
- Professor, o que são operações de crédito de repasse? 
As operações de repasse são aquelas nas quais a concessão do crédito se dá por meio de uma 
instituição financeira que repassa os recursos recebidos de outra entidade, como o BNDES7, e 
oferece as mesmas condições ao tomador do crédito. 
Por exemplo: a empresa “Indústria Alimentícia Delícia” solicita um financiamento para compra de 
uma máquina por meio de uma instituição financeira credenciada para operar as linhas de 
financiamento do BNDES, no caso o “Banco Alfa”. 
A instituição financeira que efetua a operação de repasse, o “Banco Alfa”, não pode cobrar pelo 
serviço de intermediação financeira, nada além da comissão de repasse. 
A maioria dos bancos brasileiros oferece linhas de repasse de recursos do BNDES, que têm prazo 
mais longo e são destinadas, sobretudo, ao financiamento de investimentos. 
 
7 BNDES – O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) é uma empresa 
pública federal, com sede e foro em Brasília, Distrito Federal, e escritório no Rio de Janeiro, cujo principal 
objetivo é o financiamento de longo prazo e investimento em todos os segmentos da economia brasileira. Um 
dos maiores bancos públicos do mundo, apesar de conter "desenvolvimento" em seu nome, o BNDES não é 
banco de desenvolvimento, conforme Resolução 394/1976, a qual menciona que todo banco de 
desenvolvimento deve ser estadual. 
 
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17 
Em operações de repasse, a instituição pode proceder ao seu registro segundo a origem 
dos recursos em desdobramentos de uso interno. 
Vamos relembrar esse conceito? Os desdobramentos são utilizados para evidenciar a 
fonte do recurso, o direcionamento do crédito e a natureza das operações. O Ativo e o 
Passivo são desdobrados nos seguintes níveis: 
 
a) 1º grau - grupo; 
b) 2º grau - subgrupo; 
c) 3º grau - desdobramentos do subgrupo; 
d) 4º grau - título; e 
e) 5º grau – subtítulo 
As instituições financeiras podem adotar desdobramentos de uso interno (contas internas 
próprias) ou desdobrar os de uso oficial (as contas do COSIF), por exigência do BACEN ou em 
função de suas necessidades de controle interno e gerencial. Em qualquer hipótese, as contas 
utilizadas pela IF devem ser passíveis de conversão ao sistema padronizado (COSIF). 
As operações de crédito rural alongadas8 devem ser reclassificadas para subtítulos de uso interno 
específicos dos subtítulos contábeis destinados ao registro das operações de financiamento rural 
originalmente efetuadas, observada a atividade preponderante desenvolvida pelo tomador do 
crédito. 
O recebimento, em produto, das parcelas de operações alongadas deve ser registrado pelo valor 
correspondente ao da parcela a ser amortizada, no título DEPOSITÁRIOS DE VALORES EM 
CUSTÓDIA, subtítulo de Terceiros, código Cosif 3.0.4.30.20-0, tendo como contrapartida o título 
DEPOSITANTES DE VALORES EM CUSTÓDIA, código Cosif 9.0.4.80.00-1. 
Os valores repassados à instituição financeira pela Companhia Nacional de Abastecimento - 
CONAB9, contra entrega dos produtos e sua incorporação aos estoques governamentais, devem 
ser transferidos ao Tesouro Nacional (TN) na mesma data do seu recebimento, promovendo-se a 
simultânea baixa dos registros efetuados. 
A ideia aqui é o seguinte: o Governo Federal, por meio da CONAB, compra produtos agrícolas para 
formar estoques públicos com o objetivo de executar a política de intervenção no mercado, para 
 
8 Operações de crédito rural alongadas – Esse alongamento ou “renegociação” de dívidas é 
pertinente às operações originárias de crédito rural, contraídas por produtores rurais, suas associações, 
cooperativas e condomínios, inclusive as já renegociadas, relativas a operações específicas realizadas 
até 20 de junho de 1995 e dispostas na Lei nº 9.138, de 29 de Novembro de 1995. 
9 CONAB - É uma empresa pública, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. A 
CONAB é encarregada de gerir as políticas agrícolas e de abastecimento, visando assegurar o 
atendimento das necessidades básicas da sociedade, preservando e estimulando os mecanismos de 
mercado. Sua missão é contribuir para a regularidade do abastecimento e garantia de renda ao 
produtor rural, participando da formulação e execução das políticas agrícola e de abastecimento no 
país. 
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18 
garantir o preço e a renda do produtor e regular o abastecimento interno, comercializando 
estoques na entressafra com o intuito de atenuar as oscilações de preços, etc. Quando a CONAB 
receber valores por meio da IF referentes a essas operações, os referidos valores devem ser 
transferidos ao Tesouro Nacional (TN). 
Pessoal, isso está no COSIF! Embora eu não acredite que cairá em prova. De toda sorte, nosso 
objetivo é abranger todo o COSIF e ainda extrapolá-lo. Nosso objetivo é gabaritar a prova de COSIF, 
futuros Servidores! 
 
Os direitos creditórios são os direitos oriundos dos créditos que uma instituição tem a receber, 
como por exemplo: uma operação de crédito. 
A IF que contratou uma operação de crédito com um de seus clientes pode negociar o direito de 
recebimento desses créditos, por meio de um FIDC10, por exemplo. 
As operações de crédito e de arrendamento mercantil11 objeto de cessão dos respectivos direitos, 
com ou sem coobrigação, devem ser registradas na cessionária, conforme a modalidade da 
operação original, observada a atividade predominante do tomador do crédito ou do arrendatário. 
Os direitos creditórios cedidos devem ser informados pela cessionária12 por meio da Estatística 
Econômico-Financeira13. 
O resultado da cessão da operação de crédito deve ser apurado pela instituição cedente, na data 
da contratação da operação, mediante baixa na conta do Cosif que registrava a operação de 
crédito. 
As operações de crédito que permanecerem em poder do cedente para cobrança devem ser 
registradas como cobranças simples por conta de terceiros. 
 
10 FIDC - o Fundo de Investimento em Direitos Creditórios é uma comunhão de recursos que destina 
parcela acima de 50% do seu respectivo patrimônio líquido para aplicações em direitos creditórios. Os 
direitos creditórios que compõem a carteira de ativos de umFIDC são provenientes dos créditos que 
uma instituição tem a receber. Os créditos originados de transações realizadas nos segmentos 
financeiro, comercial, industrial, imobiliário, de hipotecas, de arrendamento mercantil e de prestação 
de serviços, na forma de recebíveis, podem se tornar ativos de um FIDC e os investidores, que 
adquirem suas cotas, ficam indiretamente expostos aos retornos e riscos de tais recebíveis. 
11 Arrendamento Mercantil - abordaremos as operações de arrendamento mercantil em nossa Aula 
04. 
12 Cessionária - que se beneficia ou é o adquirente de certa cessão. 
13 Estatística Econômico-Financeira – é um documento que deve ser preenchido e encaminhado ao 
BACEN, o qual consiste em desdobramento estatístico segundo a classificação econômica do tomador 
ou beneficiário da operação, em conformidade com as instruções em vigor, cujos saldos têm 
correspondência com o Balancete Geral Analítico (traz a correspondência entre os códigos das contas 
do Cosif com os códigos da Estfin). 
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No caso de a instituição cedente vir a assumir os pagamentos relativos às operações cedidas com 
coobrigação, por inadimplemento do tomador do crédito ou arrendatário, o crédito decorrente 
deve ser classificado no título contábil utilizado para registro da operação original, observada a 
situação do crédito. 
 
1. (FCC - Analista do Bacen/2006) - No momento em que um banco concede empréstimo a 
um cliente, os grupos de contas dos seus demonstrativos financeiros terão os seguintes 
impactos: 
 a) diminuição do Passivo e diminuição do Ativo. 
 b) aumento do Ativo e aumento do Patrimônio Líquido (via resultado). 
 c) aumento do Ativo e aumento do Passivo. 
 d) aumento da Receita e diminuição de Despesas, porém o resultado é positivo. 
 e) diminuição do Passivo e aumento do Patrimônio Líquido. 
 
Comentário: 
Na concessão do crédito da operação de empréstimo, lançamos a operação a débito no ativo, na 
conta que registra os Empréstimos, o que aumenta o seu valor e, consequentemente, aumenta o 
Ativo. 
D – 1.6.1.20.00-8 – Empréstimos 
Em contrapartida, lançamos a crédito o valor da operação de crédito na conta corrente do 
cliente, em sua conta de depósito à vista, o que aumenta a “conta de depósitos à vista” no 
passivo do banco (captação) e, consequentemente, aumenta também o passivo do banco. 
C – 4.1.1.20.00-4 – Depósito de Pessoa Jurídica 
Portanto, a operação de empréstimo provoca o aumento do Ativo e aumento do Passivo. 
Resposta: LETRA C. 
 
2. (ESAF - Analista do Bacen/2002) - Apresentamos abaixo frases relacionadas aos conceitos 
e características das operações de crédito, conforme disposto no COSIF. 
Assinale o acerto das afirmações adiante e marque com V as verdadeiras e com F as falsas, 
em seguida, marque a opção correta. 
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20 
( ) Na classificação dessas operações, pelos diversos títulos contábeis, deve-se ter em conta a 
aplicação dada aos recursos, por tipo ou modalidade de operação, e a atividade 
predominante do tomador do crédito. 
( ) As operações de crédito são classificadas nas seguintes modalidades: empréstimos, títulos 
descontados e financiamentos. 
( ) Empréstimos são as operações realizadas com destinação específica ou vínculo à 
comprovação da aplicação dos recursos. 
 a) V, V, V 
 b) F, F, V 
 c) V, F, F 
 d) F, V, V 
 e) V, V, F 
 
Comentário: 
Vamos analisar cada alternativa relativas às operações de crédito: 
(V) Na classificação das operações de crédito nas diversas contas do COSIF, devemos levar em 
conta a aplicação dada aos recursos por tipo ou modalidade de operação, e a atividade 
predominante do tomador do crédito. 
(V) Como vimos, no COSIF as operações de crédito são classificadas em: empréstimos, títulos 
descontados e financiamentos. 
(F) Empréstimos são as operações realizadas com sem destinação específica ou e sem vínculo à 
comprovação da aplicação dos recursos. 
Portanto, V, V e F. 
Resposta: LETRA E. 
3. (NCE/UFRJ BNDES - Contador/2005) – As instituições financeiras NÃO podem realizar 
operações de crédito com: 
 a) pessoas físicas que recebem proventos em instituições financeiras que não sejam 
pagadoras desses créditos. 
 b) pessoas jurídicas nas quais a instituição financeira ou os membros de sua diretoria ou 
dos conselhos participe com mais de 10% do capital social. 
 c) pessoas físicas e jurídicas que não possuam garantias reais a oferecer na formalização do 
contrato de crédito. 
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21 
 d) pessoas jurídicas nas quais a instituição financeira ou os membros de sua diretoria ou 
dos conselhos participe com menos de 10% do capital social. 
 e) pessoas físicas e jurídicas que não possam oferecer garantias fidejussórias na 
formalização do contrato de crédito. 
 
Comentário: 
Dentre as alternativas da questão: 
 A pessoa física que trabalha, por exemplo, na Volkswagen e recebe o seu salário em uma IF, 
pode contratar operação de crédito com essa IF sem problema. 
 A pessoa jurídica na qual a instituição financeira ou os membros de sua diretoria ou dos 
conselhos participe com mais de 10% do capital social, não pode contratar operação de crédito 
de acordo com a Lei 4.595/1964, art. 34, incisos IV e V. 
 A pessoa física, na contratação de um crédito pessoal (CDC), e a jurídica, na contratação de um 
capital de giro, podem contratar essas operações de crédito normalmente, mesmo que não 
possuam garantias reais a oferecer na contratação dessas operações. 
 As pessoas jurídicas, nas quais a instituição financeira ou os membros de sua diretoria ou dos 
conselhos participe com MENOS de 10% do capital social, podem contratar operação de crédito 
na IF. 
 As pessoas físicas e jurídicas que não possam oferecer garantias fidejussórias na formalização do 
contrato de crédito podem contratar operação de crédito na IF, basta oferecer outro tipo de 
garantia, como uma garantia real. 
Portanto, a resposta é a letra B. 
Resposta: LETRA B. 
4. (NCE/UFRJ BNDES - Analista/2005) – Na análise de crédito, a classificação, conhecida 
como os 5 Cs, da disposição para cumprir as obrigações, dos fluxos de caixas suficientes, das 
reservas financeiras, das garantias, e das condições econômicas gerais, referem-se 
respectivamente, às seguintes diretrizes: 
 a) caráter, capacidade, capital, colateral e condições. 
 b) caráter, capital, capacidade, condições e colateral. 
 c) colateral, capacidade, caráter, condições, condições e capital. 
 d) capacidade, condições, capital, caráter e colateral. 
 e) capital, caráter, condições, colateral e capacidade. 
 
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ASADDASDAS63S 
22 
 
Comentário: 
Analisemos: 
Obrigações = Caráter 
Fluxos de caixas suficientes = Capacidade 
Reservas financeiras = Capital 
Garantias = Colateral 
Condições econômicas gerais = Condições 
Portanto, letra A. 
Resposta: LETRA A. 
 
5. (Questão do Professor) – Com relação às operações de repasse realizadas por instituições 
financeiras, julgue o item a seguir: 
É vedado, em operações de repasse, que a instituição financeira proceda ao seu registro 
segundo a origem dos recursos em desdobramentos de uso interno. 
( ) Certo( ) Errado 
 
Comentário: 
Em operações de repasse, a instituição pode proceder ao seu registro segundo a origem dos 
recursos em desdobramentos de uso interno. 
Portanto, incorreta a questão. 
Resposta: Item ERRADO. 
 
6. (VUNESP BNDES – Contador/2001) – O Banco RKW descontou duplicatas da Cia. Gaúcha, 
com prazo de 60 dias no valor nominal de R$ 30.000,00, utilizando uma taxa de desconto 
simples de 5% ao mês (comercial). Cobrou, adicionalmente, despesas bancárias no valor de 
R$ 500,00. Sabendo-se que o banco contabiliza o valor dos títulos no seu ativo pelo valor 
descontado e apropria a receita de descontos conforme o prazo transcorrido, o lançamento 
que registrará a operação na escrituração do banco, na data do desconto, será: 
 
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23 
a) Bancos = 27.000,00 
 Duplicatadas Descontadas = 27.000,00 
 b) Títulos Descontados = 27.000,00 
 Receita de Serviços = 500,00 
 Depósitos = 26.500,00 
 c) Duplicatas a Receber 27.000,00 
 Duplicatadas Descontadas 27.000,00 
 d) Títulos Descontados = 30.000,00 
 Receitas de Serviços = 3.500,00 
 Depósitos = 26.500,00 
 e) Títulos Descontados = 30.000,00 
 Despesas de Serviços = 3.000,00 
 Depósitos = 27.000,00 
Comentário: 
Vamos começar recordando como desenhar uma operação de desconto: 
 
 
 
 
 
 
 
A partir do desenho temos três equações. 
A
100 − i x n
=
D
i x n
=
N
100
 
N= R$ 30.000,00 
i= 5% a.m. 
( A ) 
Valor Atual 
( N ) 
Valor Nominal 
0 n 
(Tempo) 
Desconto 
( D ) 
D 
i x n 
 
A 
100 – i x n 
N 
100 
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24 
A=? 
n = 2 meses 
 
Substituindo os dados na equação teremos: 
 
A
100% − i x n
=
N
100%
 
 
A
100% − 5% x 2
=
30.000
1
 
 
A
100% − 10%
=
30.000
1
 
 
A x 1 = 30.000 x (100% − 10%) ⟶ A = 30.000 x (90%) 
𝐀 = 𝟐𝟕. 𝟎𝟎𝟎, 𝟎𝟎 
O valor total das duplicatas daqui a 60 dias (N) será de R$ 30.000,00. Descontando as referidas 
duplicatas, e as trazendo a valor presente (A), com taxa de desconto simples de 5% ao mês, 
teremos 10% para 2 meses. 
Ademais, o banco cobra uma taxa de R$ 500,00. 
Logo, o cliente receberá: 
𝐕𝐚𝐥𝐨𝐫 𝐫𝐞𝐜𝐞𝐛𝐢𝐝𝐨 𝐩𝐞𝐥𝐨 𝐜𝐥𝐢𝐞𝐧𝐭𝐞 = (Valor Descontado) − (Tarifas) 
𝐕𝐚𝐥𝐨𝐫 𝐫𝐞𝐜𝐞𝐛𝐢𝐝𝐨 𝐩𝐞𝐥𝐨 𝐜𝐥𝐢𝐞𝐧𝐭𝐞 = (27.000,00) − (500,00) = 𝐑$ 𝟐𝟔. 𝟓𝟎𝟎, 𝟎𝟎 
Dessarte, os lançamentos do banco serão: 
Natureza Título Contábil Valor (R$) 
D - Títulos Descontados 27.000,00 
C - Receita de Serviços 500,00 
C - Depósitos de PJ 26.500,00 
O banco apropriará, mensalmente os rendimentos como receita, de sorte que, no vencimento, 
ele terá o seu valor nominal. 
Gabarito: LETRA B. 
7. (VUNESP BNDES – Contador) - Assinale a alternativa que não contenha um dos 5Cs do 
crédito, que são variáveis relacionadas ao risco do cliente e que fornecem a base para 
classificação do risco (rating): 
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25 
a) Capital 
b) Caráter 
c) Colateral 
d) Comutatividade 
e) Capacidade 
Comentário: 
Vamos relembras os 5Cs: 
a) Capital (ok) 
b) Caráter (ok) 
c) Colateral (ok) 
d) Comutatividade 
e) Capacidade (ok) 
Restou essa “Comutatividade”, que deveria ser Condições (1 dos 5Cs do crédito). 
Gabarito: LETRA D. 
E aí, meus queridos alunos? Como vocês foram nos exercícios? Se foram bem, ótimo! Caso 
contrário, ótimo também, pois vocês treinaram e isso é fundamental. Revisem os exercícios assim 
que possível e os resolva novamente. 
Voltemos às operações de crédito. A fim de conceder o crédito, a instituição financeira deve 
estabelecer e empregar uma metodologia que avalie o seu cliente e classifique o risco de crédito 
que esse cliente lhe oferece para cada tipo de operação de crédito. 
A partir dessa classificação, a IF deverá fazer a provisão14 para o risco de inadimplemento das 
operações de crédito. 
Sendo assim, vamos observar como as instituições financeiras devem classificar as operações de 
crédito, sob a ótica de seu nível de risco e do provisionamento, de acordo com as determinações 
do COSIF. 
 
 
14 Provisão é uma reserva de um valor para atender a despesas que se esperam. A provisão 
visa a cobertura de um gasto já considerado certo ou de grande possibilidade de ocorrência. 
Importante frisar que para que haja uma provisão, o fato gerador dela já deve ter ocorrido – no caso, a 
concessão do crédito. 
Carlos Roberto
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Vamos começar esse conceito de classificação de operação de crédito por nível de risco com uma 
situação hipotética. Peço-lhes que me acompanhem! 
Imagine que você tem duas amigas: a Ruth e a Raquel. 
A Ruth tem um bom trabalho, já comprou e quitou um apartamento e um carro, é esforçada, 
mantém suas contas em dia, não possui restrições cadastrais nos órgãos de proteção ao crédito e 
não possui endividamento significativo no sistema financeiro. 
Já a Raquel é “vida louca”. Embora tenha um bom trabalho, gasta mais do que ganha, atrasa o 
pagamento de seu aluguel e do financiamento de seu carro frequentemente. 
A Raquel possui ainda alto endividamento no sistema financeiro, além de cheques sem fundos 
registrados no cadastro de cheques sem fundos (CCF) e vários títulos protestados no cartório de 
sua cidade. 
Se você tivesse que emprestar dinheiro para uma delas, qual das garotas você acha que ofereceria 
maior risco de inadimplemento? 
Com certeza a Raquel “vida louca”! 
Nessa situação hipotética, coloquei situações extremas. Contudo, no dia a dia, as instituições 
financeiras precisam de metodologias e modelos matemáticos para avaliar e ranquear seus 
clientes quanto ao risco. 
As instituições financeiras e demais instituições autorizadas a funcionar 
pelo BACEN devem classificar as operações de crédito, em ordem 
crescente de risco, nos seguintes níveis: nível AA; nível A; nível B; nível C; 
nível D; nível E; nível F; nível G; e nível H, conforme figura ao lado. 
A classificação da operação no nível de risco adequado é 
responsabilidade da instituição financeira detentora do crédito e deverá 
ser efetuada com base em critérios consistentes e verificáveis. 
Logo, o risco AA é menor que o risco A, que é menor que o risco B, que é 
menor que o risco C, e assim por diante, de sorte que o menor risco é o 
AA e o maior risco é o H. 
- Professor, o que seriam esses “critérios consistentes e verificáveis” que 
devem ser utilizados para a classificação das operações de crédito? 
Futuros Servidores, esses “critérios consistentes e verificáveis” são as informações que subsidiam a 
metodologia de classificação de operações de crédito da instituição financeira, isto é, são aqueles 5 
Cs do crédito que já vimos nesta aula. 
Carlos Roberto
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Essas informações que subsidiam a classificação de operações são tanto internas, quanto externas. 
Por exemplo: Serasa, SCR, CCF (informações externas). Séries históricas com o comportamento da 
conta corrente do cliente na própria IF (informações internas). 
 
A classificação da operação no nível de risco adequado é responsabilidade da 
instituição financeiradetentora do crédito. 
 
 
As classificações das operações de crédito realizadas pelas instituições financeiras devem 
contemplar ao menos os seguintes aspectos: 
a) Em relação ao devedor e seus garantidores: 
I - Situação econômico-financeira; 
II - Grau de endividamento; 
III - Capacidade de geração de resultados; 
IV - Fluxo de caixa; 
V - Administração e qualidade de controles; 
VI - Pontualidade e atrasos nos pagamentos; 
VII - Contingências; 
VIII - Setor de atividade econômica; e 
IX - Limite de crédito. 
Assim, há um conjunto de informações relativas ao cliente e ao eventual “fiador” que a IF deve 
considerar na classificação da operação de crédito. 
Vejamos alguns exemplos de informações relativas ao cliente e ao garantidor que a IF deve 
considerar: 
▪ informações como a renda do cliente e de seu garantidor; 
▪ seus respectivos endividamentos no sistema financeiro (dívidas com outras IFs); 
▪ se o cliente tem históricos de pagamentos atrasados (o que pode denotar alguma 
dificuldade em seu fluxo de pagamentos e recebimentos); 
▪ onde esse cliente pessoa física trabalha, ou se for pessoa jurídica em que ramo atua, 
etc. 
b) Em relação à operação: 
I - Natureza e finalidade da transação; 
II - Características das garantias, particularmente quanto à suficiência e liquidez; e 
III - Valor. 
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Quanto à natureza e finalidade da operação, a IF deve avaliar a adequação da modalidade de 
operação em relação à sua finalidade, quando da concessão do crédito. Por exemplo: se a 
operação será destinada a um financiamento para compra de um imóvel residencial para uma 
pessoa física; ou será uma operação de crédito que se destinará ao capital de giro de uma 
empresa; ou será um crédito pessoal sem destinação específica, etc. 
Quanto às garantias da operação, a IF deverá avaliar se a garantia cobre todo o valor da operação 
(suficiência) e se ela é convertida facilmente em dinheiro (liquidez). 
Quanto ao valor, a IF deve avaliar a adequação e a coerência do valor da operação em relação ao 
seu propósito. Por exemplo: uma operação de financiamento de um computador Dell, processador 
Intel i5 6ª geração, 8 GB de memória RAM, disco rígido de 1TB, no valor de R$ 20 mil, não faz 
sentido e é inadequada, pois um computador novo com a configuração que descrevi custa 
aproximadamente R$ 3.300,00. 
As instituições financeiras devem ainda levar em conta na classificação das operações de crédito 
os seguintes aspectos: 
 
a) Nas operações de titularidade de pessoas físicas: 
 
A IF deve levar em conta, quando da classificação da operação de crédito, as situações de renda e 
de patrimônio, bem como outras informações cadastrais do devedor. 
Em relação à renda de cliente pessoa física, a IF deve avaliar quanto o seu cliente “ganha”, qual é o 
seu salário ou subsídio, se é autônomo e pode comprovar sua renda, se tem outras fontes de 
renda, como, por exemplo, aluguel, dividendos por ações, etc. 
Em relação ao patrimônio de cliente pessoa física, a IF deve avaliar se ele possui imóveis (casa, 
apartamento, sítio), veículos (carro, moto, caminhão, trator, máquinas) ou outros itens que 
possam compor o patrimônio de seu cliente. 
b) Nas operações de um mesmo cliente ou grupo econômico: 
A IF deve levar em conta o maior risco quando da classificação da operação de 
crédito de cliente ou grupo econômico a que pertença esse cliente. 
Vamos exemplificar: o Zezinho é irmão do Luizinho e do Huguinho. Os três juntos 
possuem uma empresa de venda de materiais de construção, denominada “Três 
Irmãos Ltda.”. 
Tanto os irmãos quanto a empresa são clientes do “Banco Beta”. 
Deste modo, temos 4 clientes (Zezinho, Luizinho, Huguinho e “Três Irmãos Ltda.”) que formam um 
“Grupo Econômico” em relação a suas operações com o “Banco Beta”, o qual denominaremos 
“Grupo Três Irmãos”. 
Quando o “Banco Beta” for classificar uma operação de crédito para qualquer um desses 4 
clientes, os quais formam esse grupo econômico, deverá considerar a operação de maior risco. 
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Entretanto, como todos sabemos ou estamos descobrindo: a beleza de nosso mundo está nas 
exceções. 
Admite-se excepcionalmente classificação diversa em relação ao maior risco para 
cliente ou grupo econômico do qual faça parte, observando em relação à 
operação: 
▪ Natureza e finalidade da transação; 
▪ Características das garantias, particularmente quanto à suficiência e 
liquidez; e 
▪ O valor. 
- Professor, mas o que é um grupo econômico? 
Podemos definir grupo econômico como um conjunto de pessoas físicas e jurídicas, ligadas entre si 
por relação familiar, de controle societário, direto ou indireto, administrativo ou gerencial, que, de 
modo permanente, mediante convenção formal ou não, combinem recursos ou esforços para 
realizar objetivos comuns ou para participar de atividades ou empreendimentos comuns ou atuem 
no mercado sob a mesma marca ou nome comercial. 
 Assim, se um conjunto de clientes (pessoas físicas e/ou jurídicas) formam um grupo econômico, 
em regra, a IF deve levar em conta o maior risco quando da classificação da operação de crédito 
de cliente. 
Ressalto que há exceção! Devem ser observados alguns aspectos em relação à operação de 
crédito, como a natureza e finalidade da transação; características das garantias, particularmente 
quanto à suficiência e liquidez; e o valor da operação. 
 
Vamos exemplificar aspectos de exceção que um banco qualquer poderia estabelecer: 
▪ Em relação à natureza e finalidade da transação – operações de crédito consignado 
para o banco seriam exceções, e não se aplicaria a “regra do grupo econômico”; 
▪ Em relação à garantia - operações de crédito com garantia real15 seriam exceções, e 
não se aplicaria a “regra do grupo econômico”; e 
▪ Em relação ao valor - o banco pode estabelecer, por exemplo, que operações abaixo de 
R$ 2.000,00 não “arrastam” as demais operações com a “regra do grupo econômico”. 
Ressalto que os exemplos acima são hipotéticos de um banco qualquer. 
 
15 Garantia real - é a garantia que o cliente contratante da operação de crédito (o devedor), ou 
alguém por ele indicado, destina todo ou parte do seu patrimônio para assegurar o cumprimento da 
obrigação contraída na operação. 
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Vamos agora exemplificar com os níveis de risco. 
Continuemos com o grupo econômico “Três Irmãos”. Os elementos que formam o referido grupo 
econômico possuem as operações dispostas no quadro a seguir, todas contratadas com o “Banco 
Beta”: 
Grupo Econômico Três Irmãos 
Cliente Operação Risco da Operação 
Zezinho CDC – Crédito Pessoal B 
Luisinho Financiamento Imobiliário AA 
“Três Irmãos Ltda.” Financiamento Veículo A 
Huguinho CDC – Crédito Pessoal ? 
 
O Zezinho já tem contratado uma operação de crédito pessoal (CDC) classificada como Risco B. 
O Luisinho, posteriormente, contratou uma operação para compra de sua casa própria, um 
financiamento imobiliário, classificado com risco AA. 
- Professor, o risco da operação de financiamento do Luisinho (Risco AA) não deveria ser igual ao 
maior risco do “grupo econômico” ao qual ele faz parte, no caso o risco do crédito pessoal do 
Zezinho (Risco B)? 
- Deveria, se não fosse um caso de exceção! 
A operação de financiamento imobiliário supracitada apresenta uma garantia: a alienação do 
imóvel, a qual torna essa operação um dos casosde exceção do Banco Beta. Por esse motivo, não 
se aplica o maior risco do grupo econômico à operação de financiamento do imóvel. 
A empresa “Três Irmãos”, após a operação do Luisinho, comprou, por meio de um financiamento 
de veículo, um caminhão para entrega de materiais de construção. 
- Professor, o risco da operação de financiamento do caminhão da empresa (Risco A) é um caso de 
exceção também, pois o veículo ficará alienado ao “Banco Beta” e, com essa garantia, torna-se um 
dos casos de exceção do Banco Beta ao qual não se aplica o maior risco do grupo econômico, 
correto? 
Correto, Futuros Servidores! É isso aí! 
Agora eu pergunto a vocês: 
Se posteriormente o Huguinho contratar uma operação de crédito pessoal e o modelo de crédito 
do “Banco Beta” indicar o nível de Risco AA para a operação ele? A instituição poderia fazer isso? 
Grupo Econômico Três Irmãos 
Cliente Operação Risco da Operação 
Zezinho CDC – Crédito Pessoal B 
Luisinho Financiamento Imobiliário AA 
“Três Irmãos Ltda” Financiamento Veículo A 
Huguinho CDC – Crédito Pessoal AA Pode? 
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Aqui, como não se trata de um caso de exceção, a IF deve levar em conta o maior risco da 
operação de crédito de cliente ou grupo econômico a que pertença esse cliente, no caso, o maior 
risco é o B. 
Dessarte, a operação de CDC do Huguinho ficará classificada como Risco Nível B, pois foi 
“arrastada” pelo pior nível de risco do grupo econômico, embora a metodologia de classificação da 
IF a tenha ranqueado como risco AA. 
 
Em regra, a IF deve levar em conta o maior risco quando da classificação da 
operação de crédito de CLIENTE OU GRUPO ECONÔMICO a que pertença esse 
cliente. Entretanto, há exceções relacionadas a aspectos da operação como: 
natureza e finalidade, garantia e valor. 
As classificações das operações de crédito nos níveis de risco devem ser revisadas: 
Revisão Mensal: por ocasião dos balancetes e balanços, em função de atraso verificado no 
pagamento de parcela de principal ou de encargos, devendo ser observado, no mínimo: 
 
Atraso Nível de Risco 
Entre 15 e 30 dias B 
Entre 31 e 60 dias C 
Entre 61 e 90 dias D 
Entre 91 e 120 dias E 
Entre 121 e 150 dias F 
Entre 151 e 180 dias G 
Acima de 180 dias H 
 
Na ocasião da Revisão mensal, a reclassificação da operação para categoria de menor risco, em 
função da redução do atraso, está limitada ao nível estabelecido na classificação anterior. 
Independentemente da classificação inicial, a operação deve ser classificada pelo atraso. Havendo 
atraso no pagamento da parcela, deve prevalecer a classificação com o pior risco. 
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Vamos exemplificar: imagine que o “Banco Delta” classificou inicialmente uma operação de crédito 
pessoal do Zezinho com nível de risco C. 
Na primeira revisão mensal, não havia nenhum atraso na operação e, portanto, ela permaneceu 
com nível de risco C. 
No mês seguinte, na segunda revisão mensal, a operação estava 16 dias atrasada. A operação 
permanece com nível de risco C. 
No mês seguinte, a operação está 46 dias atrasada e ainda permanece o nível de risco C para a 
operação. 
No próximo mês, a operação está 76 dias atrasada. Aqui, de acordo com a normatização, 
independentemente da classificação inicial (Nível de Risco C), havendo atraso no pagamento da 
parcela, deve prevalecer a classificação com o pior risco (Nível de Risco D). Portanto, a operação 
será reclassificada para o nível de risco D, em função do atraso. 
Revisão a cada 6 (seis) meses: para operações de um mesmo cliente ou grupo econômico cujo 
montante seja superior a 5% (cinco por cento) do patrimônio líquido ajustado (PLA16). 
Revisão uma vez a cada 12 (doze) meses: em todas as situações, exceto para as 
operações de crédito contratadas com cliente cuja responsabilidade total seja de 
valor inferior a R$ 50 mil, as quais podem ser classificadas mediante adoção de 
modelo interno de avaliação ou em função dos atrasos que elencamos acima, 
observado que a classificação deve corresponder, no mínimo, ao risco nível A. 
Ademais, se o BACEN entender que alguma revisão não está adequada, pode 
determinar a alteração de seu nível de risco. 
 
Contagem em Dobro dos Prazos 
Para as operações com prazo a decorrer superior a 36 (trinta e seis) meses admite-se a contagem 
em dobro dos prazos de atraso que vimos anteriormente. 
Sendo assim, se a operação de crédito tiver mais de 36 parcelas mensais a vencer, devemos 
considerar os prazos “dobrados”. Logo, essas operações tem um “refresco” na classificação pelo 
atraso. 
 
16 Patrimônio Líquido Ajustado – PLA é o Patrimônio Líquido ajustado pelas contas de resultado 
credoras e devedoras. 
 
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Contagem em Dobro do Atraso 
Atraso Nível de Risco 
Entre 30 e 60 dias B 
Entre 61 e 120 dias C 
Entre 121 e 180 dias D 
Entre 181 e 240 dias E 
Entre 241 e 300 dia F 
Entre 301 e 360 dias G 
Superior a 360 dias H 
 
Por exemplo: uma operação de financiamento imobiliário de 120 meses (10 anos), contratada há 
12 meses (um ano), inicialmente com nível de risco A. 
Restam ainda 108 meses até o vencimento da operação, isto é, mais 9 anos. A referida operação 
está atrasada há 40 dias. 
Nesse caso, como a operação tem prazo a decorrer de 108 meses (superior a 36 meses), admite-se 
a contagem em dobro dos prazos de atraso que vimos anteriormente. 
Os 40 dias de atraso estão na faixa entre 30 e 60 dias, e a operação será reclassificada para o nível 
de risco B, em função do atraso. 
O não atendimento das disposições que vimos pertinentes à reclassificação de operações de 
crédito, em função do atraso, implica a reclassificação das operações de crédito para o risco nível 
H, independentemente de outras medidas de natureza administrativa que o BACEN possa tomar 
em relação à IF. 
 
Operações de Crédito Inferiores a R$ 50 mil 
As operações de crédito contratadas com cliente cuja responsabilidade total seja de 
valor inferior a R$ 50 mil podem ser classificadas mediante adoção de modelo interno 
de avaliação ou em função dos atrasos, observado que a classificação deve 
corresponder, no mínimo, ao risco nível A. 
 
Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa (PCLD) 
A provisão para fazer face aos créditos de liquidação duvidosa deve ser constituída mensalmente, 
não podendo ser inferior ao somatório decorrente da aplicação dos percentuais a seguir 
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mencionados, sem prejuízo da responsabilidade dos administradores das instituições pela 
constituição de provisão em montantes suficientes para fazer face a perdas prováveis na realização 
dos créditos. 
Destaco que esses percentuais são MÍNIMOS. Sendo assim, para uma operação atrasada há 18 
dias, a IF poderá constituir provisão entre 1% e 3%, por exemplo. Para uma operação atrasada há 
40 dias, poderá ser constituída provisão entre 3% e 10%, por exemplo. 
O importante é respeitar a determinação da normatização de que esses percentuais são mínimos: 
Nível de Risco Atraso Provisão 
AA − − 
A − 0,5% 
B Entre 15 e 30 dias 1% 
C Entre 31 e 60 dias 3% 
D Entre 61 e 90 dias 10% 
E Entre 91 e 120 dias 30% 
F Entre 121 e 150 dias 50% 
G Entre 151 e 180 dias70% 
H Superior a 180 dias 100% 
 
Exemplificarei com a carteira de crédito do hipotético “Banco Capivari”, disposta no quadro abaixo. 
 
Classificação da Carteira de Créditos – Banco Capivari S.A. 
Operações de Crédito Total Carteira Provisão 
Nível AA 9.000.000,00 ? 
Nível A 1.000.000,00 ? 
Nível B 800.000,00 ? 
Nível C 600.000,00 ? 
Nível D 500.000,00 ? 
Nível E 340.000,00 ? 
Nível F 200.000,00 ? 
Nível G 450.000,00 ? 
Nível H 700.000,00 ? 
Total da Carteira de Crédito 13.590.000,00 ? 
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Determine a provisão para créditos de liquidação duvidosa do “Banco Capivari”. 
É muito simples, pessoal! Montaremos novamente o quadro e aplicaremos os percentuais 
mínimos. Vejamos: 
 
Classificação da Carteira de Créditos – Banco Capivari S.A. 
Operações de Crédito Total Carteira 
Percentuais mínimos 
De PCLD 
Provisão 
Nível AA 9.000.000,00 - - 
Nível A 1.000.000,00 0,5% 5.000,00 
Nível B 800.000,00 1,0% 8.000,00 
Nível C 600.000,00 3,0% 18.000,00 
Nível D 500.000,00 10,0% 50.000,00 
Nível E 340.000,00 30,0% 102.000,00 
Nível F 200.000,00 50,0% 100.000,00 
Nível G 450.000,00 70,0% 315.000,00 
Nível H 700.000,00 100,0% 700.000,00 
Total 13.590.000,00 1.298.000,00 
 
Dessarte, numa carteira de crédito de R$ 13, 59 milhões, o “Banco Capivari” tem em provisão R$ 
1,298 milhão, ou seja, a provisão representa aproximadamente 9,55% da carteira de crédito da IF. 
Está relativamente alta a provisão dessa carteira de crédito, o que pode denotar fragilidades no 
processo de concessão de crédito, etc. 
Repiso, aqueles percentuais são mínimos. 
Podemos segregar as provisões para crédito de liquidação duvidosa (PCLD) por “intervalos de 
atraso”: 
Nível de Risco Atraso Provisão 
AA − 0% ≤ PCLD < 0,5% 
A − 0,5% ≤ PCLD < 1% 
B Entre 15 e 30 dias 1% ≤ PCLD < 3% 
C Entre 31 e 60 dias 3% ≤ PCLD < 10% 
D Entre 61 e 90 dias 10% ≤ PCLD < 30% 
E Entre 91 e 120 dias 30% ≤ PCLD < 50% 
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F Entre 121 e 150 dias 50% ≤ PCLD < 70% 
G Entre 151 e 180 dias 70% ≤ PCLD < 100% 
H Superior a 180 dias 100% = PCLD 
 
Operações Classificadas como de Risco Nível H 
A operação classificada como de risco nível H deve ser transferida para conta de 
compensação (Cosif 3), com o correspondente débito em provisão, após decorridos 6 
(seis) meses da sua classificação nesse nível de risco, desde que apresente atraso 
superior a 180 dias, não sendo admitido o registro em período inferior. 
A operação classificada como nível de risco H deve permanecer registrada em conta de 
compensação pelo prazo mínimo de 5 anos e enquanto não esgotados todos os 
procedimentos para cobrança. 
Deste modo, após uma determinada operação ficar classificada 6 meses com risco nível H (ela 
estava no Cosif Grupo 1 – conta patrimonial), ela deve ser transferida para conta de compensação 
(Cosif Grupo 3). 
Após ser transferida para conta de compensação, a operação classificada como nível de risco H 
deve permanecer lá por no mínimo 5 anos, período em que a IF deve continuar envidando 
esforços com o objetivo de recuperar o crédito inadimplido. 
 
Renegociação 
A operação objeto de renegociação deve ser mantida, no mínimo, no mesmo nível de 
risco em que estiver classificada, observado que aquela registrada como prejuízo deve 
ser classificada como de risco nível H. 
Admite-se a reclassificação para categoria de menor risco quando houver amortização 
significativa da operação ou quando fatos novos relevantes justificarem a mudança do 
nível de risco. 
O ganho eventualmente auferido por ocasião da renegociação deve ser apropriado ao resultado 
quando do seu efetivo recebimento. 
Considera-se renegociação a composição de dívida, a prorrogação, a novação, a concessão de 
nova operação para liquidação parcial ou integral de operação anterior ou qualquer outro tipo de 
acordo que implique alteração nos prazos de vencimento ou nas condições de pagamento 
originalmente pactuadas. 
É vedado o reconhecimento no resultado do período de receitas e encargos de 
qualquer natureza relativos a operações de crédito que apresentem atraso igual ou 
superior a 60 dias no pagamento de parcela de principal ou encargos. 
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37 
Nesse caso, ocorre a substituição do regime de competência pelo regime de caixa. 
Por exemplo: Jonnhy contrata um empréstimo pessoal (CDC) no “Banco Delta”, em 36 parcelas. 
Já no primeiro mês, Jonnhy não pagou a parcela do empréstimo. Nesse mês, independentemente 
da inadimplência, o “Banco Delta” apropria as renda do empréstimo. 
As receitas (rendas) serão reconhecidas a crédito nas contas de resultado credoras (Cosif 7). Em 
contrapartida, haverá lançamento a débito no ativo, na conta que registra a operação de crédito 
(Cosif 1.6). 
 
Natureza Código/Conta Título Contábil 
D 1.6.1.00.00-4 Empréstimos 
C 7.1.1.00.00-1 Rendas de Operações De Crédito 
 No segundo mês, Jonnhy novamente não paga a parcela do empréstimo. Nesse mês, também, 
independentemente da inadimplência, o “Banco Delta” apropria a renda do empréstimo. 
Natureza Código/Conta Título Contábil 
D 1.6.1.00.00-4 Empréstimos 
C 7.1.1.00.00-1 Rendas de Operações De Crédito 
A partir do terceiro mês, depois de decorridos mais de 60 dias de inadimplência, o “Banco Delta” 
não pode mais reconhecer no resultado do período as receitas e encargos de qualquer natureza 
relativos a essa operação de crédito. Isso só poderá acontecer novamente se Jonnhy efetivamente 
pagar a parcela, ou seja, passa-se a adotar o regime de caixa na contabilização das rendas de 
operações de crédito. Compreendido? 
As instituições devem manter adequadamente documentadas sua política e procedimentos para 
concessão e classificação de operações de crédito, os quais devem ficar à disposição do BACEN e 
do auditor independente. 
A documentação deve evidenciar, pelo menos, o tipo e os níveis de risco que se dispõe a 
administrar, os requerimentos mínimos exigidos para a concessão de empréstimos e o processo de 
autorização. 
Devem ser divulgadas em nota explicativa às demonstrações financeiras informações 
detalhadas sobre a composição da carteira de operações de crédito, observado, no 
mínimo: 
 
 
a) distribuição das operações, segregadas por tipo de cliente e atividade econômica; 
b) distribuição por faixa de vencimento; 
c) montantes de operações renegociadas, lançados contra prejuízo e de operações recuperadas, no 
exercício; 
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d) distribuição nos correspondentes níveis de risco por atraso, segregando-se as operações, pelo 
menos, em créditos de curso normal com atraso inferior a 15 dias, e vencidos com atraso igual ou 
superior a 15 dias. 
O auditor independente deve elaborar relatório circunstanciado de revisão dos critérios adotados 
pela instituição quanto à classificação nos níveis de risco e de avaliação do provisionamento 
registrado nas demonstrações financeiras. 
Determinações do Regulador 
O BACEN pode determinar: 
a) reclassificação de operações de crédito com base nos critérios estabelecidos no COSIF; 
b) provisionamento adicional, em função da responsabilidade do devedor junto ao Sistema 
Financeiro Nacional (SFN); 
c) providências saneadoras aserem adotadas pelas instituições, com vistas a assegurar a sua 
liquidez e adequada estrutura patrimonial, inclusive na forma de alocação de capital para 
operações de classificação considerada inadequada; 
d) alteração dos critérios de classificação de créditos, de contabilização e de constituição de 
provisão; 
e) teor das informações e notas explicativas constantes das demonstrações financeiras; 
f) procedimentos e controles a serem adotados pelas instituições. 
 
O disposto no COSIF sobre operações de crédito: 
a) aplica-se também às operações de arrendamento mercantil e a outras operações com 
características de concessão de crédito; 
b) não contempla os aspectos fiscais, sendo de inteira responsabilidade da instituição a 
observância das normas pertinentes. 
A provisão para créditos de liquidação duvidosa deve ser constituída sobre o valor 
contábil dos créditos mediante registro a débito de DESPESAS DE PROVISOES 
OPERACIONAIS e a crédito da adequada conta de provisão para operações de crédito. 
Por exemplo: Joãozinho quer comprar um presente bem maneiro para o seu pai, o Sr. 
João. 
Então, Joãozinho vai ao “Banco Beta” e contrata uma operação de financiamento para 
comprar um carro para seu pai, no valor de R$ 20.000,00. 
De acordo com a metodologia de avaliação do “Banco Beta”, a operação do Joãozinho é 
classificada como nível de Risco A. 
Provisão (R$) = (Saldo devedor da Operação) X % (PCLD % Risco A) 
Provisão (R$) = (20.000,00) X % (0,5 %) = R$ 100,00 
Provisão (R$) = R$ 100,00 
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39 
A provisão para crédito dessa operação é feita por meio do lançamento a crédito na conta de 
provisão (Cosif 1.6.9). Em contrapartida, haverá lançamento a débito na conta de resultado 
devedora Despesas de Provisões Operacionais (Cosif 8.1.8.30.00). 
Natureza Código/Conta Título Contábil Valor 
D 8.1.8.30.00-0 Despesas de Provisões Operacionais 100,00 
C 1.6.9.30.00-9 Provisão para financiamentos 100,00 
No caso de insuficiência, reajusta-se o saldo das contas de provisão a débito da conta de despesa, 
fazendo-se esse mesmo lançamento contábil. 
No caso de excesso, reajusta-se o saldo das contas de provisão a crédito da conta de despesa, para 
os valores provisionados no período, ou a crédito de REVERSAO DE PROVISOES OPERACIONAIS, se 
já transitados em balanço. 
Para fins de constituição de provisão em operações de arrendamento mercantil, deve-se 
considerar como base de cálculo o valor presente das contraprestações dos contratos, utilizando-
se a taxa interna de retorno de cada contrato (a Aula 04 tratará detalhadamente as operações de 
arrendamento mercantil). 
Os créditos baixados como prejuízo devem ser registrados em contas próprias do sistema de 
compensação, em subtítulos adequados à identificação do período em que ocorreu o registro, 
devendo ser mantido controle analítico desses créditos, com identificação das características da 
operação, devedor, valores recuperados, garantias e respectivas providências administrativas e 
judiciais, visando a sua recuperação. 
O ganho eventualmente auferido por ocasião da renegociação de operações de crédito, calculado 
pela diferença entre o valor da renegociação e o valor contábil dos créditos, deve ser registrado em 
subtítulo de uso interno da própria conta que registra o crédito e ser apropriado ao resultado 
somente quando do seu recebimento (regime de caixa), mediante registro na conta RENDAS DE 
OPERAÇÕES DE CRÉDITO, segundo critérios previstos na renegociação ou proporcionalmente aos 
novos prazos de vencimento. 
Os créditos baixados como prejuízo e porventura renegociados devem ser 
registrados pelo exato valor da renegociação, observado que o registro do ganho 
eventualmente auferido deve ser contabilizado a crédito da conta RECUPERAÇÃO DE 
CRÉDITOS BAIXADOS COMO PREJUÍZO, com baixa simultânea dos seus valores das 
respectivas contas de compensação. 
No caso de recuperação de créditos mediante dação de bens17 em pagamento, 
devem ser observados os seguintes procedimentos: 
 
17 Dação em pagamentos - é uma forma de extinção obrigacional, e sua principal característica é a 
natureza diversa da nova prestação perante a anterior, podendo ocorrer, por exemplo, substituindo-se 
o pagamento em dinheiro por outra forma de pagamento. Por exemplo: quando o credor aceita que o 
devedor pague a relação de obrigação existente entre eles pela substituição do objeto da prestação, ou 
seja, o devedor realiza o pagamento na forma de algo que não estava originalmente na obrigação 
estabelecida. 
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I - quando a avaliação dos bens for superior ao valor contábil dos créditos, o valor a ser registrado 
deve ser igual ao montante do crédito, não sendo permitida a contabilização do diferencial como 
receita; 
II - quando a avaliação dos bens for inferior ao valor contábil dos créditos, o valor a ser registrado 
limita-se ao montante da avaliação dos bens. 
Na recuperação de créditos ainda não baixados como prejuízo, o montante que exceder o valor de 
avaliação do bem deve ser registrado a débito da adequada conta de provisão para operações de 
crédito, até o limite desta, e a diferença, se ainda houver, a débito de DESPESAS DE PROVISÕES 
OPERACIONAIS. 
Considera-se valor contábil dos créditos o valor da operação na data de referência, computadas 
as receitas e encargos de qualquer natureza. 
Os créditos titulados por empresas concordatárias18 devem ser classificados levando-se em conta 
os novos prazos e condições estabelecidos nas sentenças judiciais homologatórias das respectivas 
concordatas. 
Às custas judiciais e outros gastos ressarcíveis referentes a créditos em situação anormal ou 
baixados como prejuízo, aplicam-se os seguintes procedimentos: 
a) escrituram-se em DEVEDORES DIVERSOS - PAÍS ou em despesas, enquanto mantidas referidas 
operações nas contas de origem; e 
b) escrituram-se em despesas as relativas a créditos já baixados como prejuízo. 
Para as operações de crédito rural objeto de renegociação ao amparo de decisões do Conselho 
Monetário Nacional, ficam facultadas em relação às regras previstas na Resolução nº 2.682: 
a) a classificação em categorias de menor risco, conforme previsão do seu art. 3º (Cosif 1.6.2.3.b), 
sem considerar a existência de outras operações de natureza diversa classificadas em categoria de 
maior risco; e 
b) a observância ao disposto no seu art. 8º (Cosif 1.6.2.9), podendo a instituição em atendimento a 
critérios consistentes e previstos naquela resolução, reclassificar a operação para categoria de 
menor risco. 
Para as supracitadas operações de crédito rural, considera-se renegociação a composição de 
dívida, a prorrogação, a novação, a concessão de nova operação para liquidação parcial ou integral 
de operação anterior ou qualquer outro tipo de acordo que implique alteração nos prazos de 
vencimento ou nas condições de pagamento originalmente pactuadas. 
Essas disposições pertinentes ao crédito rural aplicam-se também às operações de crédito rural 
realizadas com recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO) e do 
Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) abrangidas por autorizações de refinanciamentos, 
 
18 Empresa concordatária – empresa que negocia suas dívidas junto aos seus credores, ficando 
obrigada ao pagamento dos débitos em determinado prazo, com possibilidade de redução na quantia 
devida. 
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renegociações ou prorrogações específicas dos respectivos Órgãos ou Conselhos Gestores, desde 
que as referidas operações sejam realizadas com risco dos agentes financeiros. 
 
A comissão de abertura de crédito recebida antecipadamente registra-se em RENDAS 
ANTECIPADAS e apropria-se mensalmente "pro rata temporis". Pode ser reconhecida 
como receita efetiva no ato do recebimento, se estabelecida em até 3% (três por cento) 
do valor da operação. Reparem que RENDAS ANTECIPADAS não compõem conta de 
resultado, mas de ativo, enquanto que se a comissão se limitar a até 3% poderá ser 
reconhecida no ato em conta de resultado, diversa da abordada acima. 
As composições de dívidas de operações, originalmente classificadas como Operações de Crédito, 
devem ser mantidas no mesmo subgrupo, apenas com a reclassificação contábil, se for o caso. 
As composições de dívidas de operações anteriormente classificadas em outros subgrupos, que 
guardarem características de operações de crédito, classificam-se no adequado desdobramento 
do subgrupo Operações de Crédito. 
As operações de crédito realizadas sob a forma de consórcio19, em que uma instituição financeira 
assuma a condição de líder da operação, devem ser registradas de forma proporcional entre todas 
as instituições participantes. Igual procedimento deve ser adotado para escrituração das receitas e 
despesas. 
As instituições financeiras, demais entidades autorizadas a funcionar pelo BACEN e as 
Administradoras de Consórcio devem ajustar os contratos de mútuo de ouro, mensalmente, com 
base no valor de mercado do metal, fornecido pelo BACEN. 
Ufa! Chegaram inteiros até aqui? Acredito que sim! 
Sendo assim, é hora de praticar o que aprendemos. Vamos lá? 
 
 
19 Consórcio de empresas - consiste na associação de companhias, sob o mesmo controle acionário 
ou não, que não perderão sua personalidade jurídica, para obter finalidade comum ou determinado 
empreendimento, geralmente de grande vulto ou de custo muito elevado, exigindo para sua execução 
conhecimento técnico especializado e instrumental técnico de alto padrão. Os principais tipos de 
consórcios são constituídos para: execução de grandes obras de engenharia; atuação no mercado de 
capitais (aqui IFs); acordos exploratórios de serviços de transporte; exploração de atividades 
minerais e correlatas; atividades de pesquisa ou uso comum de tecnologia; e licitações públicas. 
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8. (CESGRANRIO – Contador BNDES) - A classificação da operação no nível de risco 
correspondente é da responsabilidade da instituição financeira detentora do crédito e deve 
ser efetuada com base em critérios consistentes e verificáveis, amparada por informações 
internas e externas, contemplando, pelo menos, os seguintes aspectos: 
I – Grau de endividamento; 
II – Composição do endividamento; 
III – Capacidade de geração de resultados; 
IV – DOAR; 
V – Contingências. 
Os aspectos que atendem às determinações do Banco Central sobre o assunto são: 
 a) II e III, apenas. 
 b) I, II e IV, apenas. 
 c) I, II e V, apenas. 
 d) I, III e IV, apenas. 
 e) I, III e V, apenas. 
 
Comentário: 
Conforme observamos nesta aula, de acordo com o Cosif 1.6.2.2.a, as classificações das 
operações de crédito realizadas pelas instituições financeiras devem contemplar ao menos os 
seguintes aspectos em relação ao devedor e seus garantidores: 
Situação econômico-financeira; 
Grau de endividamento (I) 
Capacidade de geração de resultados (III) 
Fluxo de caixa; 
Administração e qualidade de controles; 
Pontualidade e atrasos nos pagamentos; 
Contingências (V) 
Setor de atividade econômica; e 
Limite de crédito. 
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Entre as opções da questão, observamos que “Composição do endividamento” e “DOAR” não 
são aspectos que devem ser contemplados na classificação de risco da operação de crédito. 
Portanto, os aspectos atendidos são o I, III e V. 
Gabarito: LETRA E. 
9. (VUNESP – Contador BNDES) - De acordo com a Resolução nº 2.682 do Bacen, o 
provisionamento para créditos de liquidação duvidosa no caso de empréstimos cuja classe de 
risco seja AA é de: 
a) 3%; 
b) 2%; 
c) 1%; 
d) 0,5%; 
e) 0,0%. 
Comentário: 
Relembremos: 
 
Gabarito: LETRA E. 
10. (VUNESP – Contador BNDES) - Uma operação, para ser classificada como risco H (risco 
máximo), segundo a Resolução nº 2.682 do Bacen, deve ter um número de dias de atraso 
superior a: 
a) 210; 
b) 180; 
c) 150; 
d) 120; 
e) 90. 
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Comentário: 
Questão tranquila também. Relembremos: 
 
 
Gabarito: LETRA B. 
11. (Questão do Professor) – Com relação às provisões para crédito de liquidação duvidosa 
realizadas por instituições financeiras, julgue o item a seguir. 
A provisão para créditos de liquidação duvidosa deve ser constituída sobre o valor contábil 
dos créditos mediante registro a debito de DESPESAS DE PROVISOES OPERACIONAIS e a 
crédito da adequada conta de provisão para operações de crédito. 
( ) Certo 
( ) Errado 
Comentário: 
Questão correta. É a literalidade do item 1.6.2.16 do Cosif. Como venho dizendo, é importante 
que vocês se acostumem com a literalidade (“letra fria”) do Cosif. 
Gabarito: CERTO. 
12. (FCC - Analista do Bacen/2006) – No momento em que um banco rebaixa a classificação 
de crédito de um empréstimo concedido de B para C (dentro da escala do Banco Central de 
AA - H), os grupos contábeis dos seus demonstrativos financeiros terão os seguintes 
impactos: 
 a) diminuição da Receita e aumento de Despesas, porém o resultado é negativo. 
 b) aumento do Passivo e diminuição do Ativo. 
 c) diminuição do Ativo e diminuição do Patrimônio Líquido (via resultado). 
 d) aumento do Passivo e diminuição do Patrimônio Líquido (via resultado). 
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 e) diminuição do Ativo e aumento do Passivo. 
 
Comentário: 
Vamos pensar juntos: se a classificação de crédito foi do nível de risco B para o nível de risco C, 
teremos um aumento na provisão. 
A provisão será lançada a crédito no ativo, reduzindo-o. Assim, consequentemente o ativo 
diminuirá. 
A contrapartida para o lançamento da provisão é um lançamento a débito de despesa nas contas 
de resultado. 
A despesa reduzirá o Patrimônio Líquido (PL) via resultado. 
Deste modo, teremos diminuição do Ativo e diminuição do Patrimônio Líquido (via resultado). 
Gabarito: LETRA C. 
13. (ESAF - Analista do Bacen/2002) (e mais 2 concursos) - Abaixo são apresentadas três 
assertivas relacionadas ao registro contábil das operações de cessão de direitos creditórios de 
operações de crédito. 
Avalie o acerto das afirmações e marque com V as verdadeiras e com F as falsas, em seguida, 
marque a opção correta. 
( ) As operações de crédito objeto de cessão dos respectivos direitos, com ou sem 
coobrigação, devem ser registradas na cessionária conforme a modalidade da operação 
original, observada a atividade predominante do tomador do crédito. 
( ) O resultado da cessão de operações de crédito deve ser apurado pela instituição cedente 
em razão do prazo contratual, segundo o regime de competência. 
( ) No caso de a instituição cedente vir a assumir os pagamentosrelativos às operações 
cedidas com coobrigação, por inadimplemento do tomador do crédito ou arrendatário, o 
crédito decorrente deve ser classificado no título contábil utilizado para registro da operação 
original, observada a situação do crédito. 
 a) V, F, V 
 b) V, F, F 
 c) V, V, F 
 d) F, F, F 
 e) F, V, F 
 
 
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Comentário: 
O primeiro enunciado está perfeito, Verdadeiro. 
O segundo enunciado está errado: 
“O resultado da cessão de operações de crédito deve ser apurado pela instituição cedente em 
razão do prazo contratual, segundo o regime de competência”. 
Na verdade o resultado da cessão da operação de crédito deve ser apurado pela instituição 
cedente, na data da contratação da operação, mediante baixa na conta do Cosif que registrava a 
operação de crédito. 
O terceiro enunciado está perfeito também, Verdadeiro. 
Portanto, V, F, V. 
Gabarito: LETRA A. 
14. (ESAF - Analista do Bacen/2002) - A propósito da classificação das operações de crédito 
por nível de risco pelas instituições financeiras e demais instituições autorizadas a funcionar 
pelo Banco Central do Brasil, apresentamos a seguir cinco assertivas. 
Assinale a opção que contém a afirmativa errada. 
 a) A classificação da operação no nível de risco correspondente é de responsabilidade do 
Banco Central do Brasil. 
 b) A classificação da operação no nível de risco correspondente deve ser efetuada com 
base em critérios consistentes e verificáveis, amparada por informações internas e externas. 
 c) As operações de crédito devem ser classificadas, em ordem crescente de risco, nos 
seguintes níveis: nível AA; nível A; nível B; nível C; nível D; nível E; nível F; nível G e nível H. 
 d) A provisão para fazer face aos créditos de liquidação duvidosa deve ser constituída 
mensalmente, não podendo ser inferior ao somatório decorrente da aplicação dos 
percentuais estabelecidos na regulamentação em vigor, sem prejuízo da responsabilidade dos 
administradores das instituições pela constituição de provisão em montantes suficientes para 
fazer face a perdas prováveis na realização dos créditos. 
 e) O Banco Central do Brasil pode determinar alteração dos critérios de classificação de 
créditos, de contabilização e de constituição de provisão. 
Comentário: 
Vamos analisar cada item: 
a) A classificação da operação no nível de risco correspondente é de responsabilidade do Banco 
Central do Brasil. 
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Não! A classificação da operação no nível de risco correspondente é de responsabilidade da 
instituição financeira. 
Os itens “b”, “c”, “d” e ”e” estão corretos! 
 Gabarito: LETRA A. 
15. (CESGRANRIO - Analista do Bacen/2009) - No encerramento do último semestre, 
determinado banco tinha a seguinte carteira de operações de crédito, em reais: 
 
Devem ser considerados, também, os níveis de risco determinados pelo Banco Central e os 
respectivos percentuais para cálculo da provisão para créditos de liquidação duvidosa. 
 
A partir dessas informações, qual a provisão para créditos de liquidação duvidosa e a 
respectiva contabilização? 
a) D - Despesas financeiras 18.600.000 
 C - Provisões para operações de crédito 18.600.000 
 b) D - Despesas financeiras 16.600.000 
 C - Provisões para operações de crédito 16.600.000 
 c) D - Despesas de provisões operacionais 22.600.000 
 C - Provisões para operações de crédito 22.600.000 
 
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d) D - Despesas de provisões operacionais 18.600.000 
 C - Operações de crédito 18.600.000 
 e) D - Despesas de provisões operacionais 16.600.000 
 C - Operações de crédito 16.600.000 
Comentário: 
Vamos lá, pessoal. 
Nível de Risco Atraso Saldo Vencido Provisão % Provisão (R$) 
AA - - - - 
A - - 0,5% - 
B Entre 15 e 30 dias 60.000,00 1% 600,00 
C Entre 31 e 60 dias 40.000,00 3% 1.200,00 
D Entre 61 e 90 dias 20.000,00 10% 2.000,00 
E Entre 91 e 120 dias 15.000,00 30% 4.500,00 
F Entre 121 e 150 dias 10.000,00 50% 5.000,00 
G Entre 151 e 180 dias 7.000,00 70% 4.900,00 
H Superior a 180 dias 4.000,00 100% 4.000,00 
Total 156.000,00 22.200,00 
A provisão foi de R$ 22.200,00. A CESGRANRIO considerou provisão de 0,5% sobre o saldo 
vencido de 5 dias de R$ 80 mil. Entretanto, a normatização do BACEN dispõe os atrasos a partir 
de 15 dias. 
Embora um banco, de forma conservadora, possa estabelecer provisão para atrasos a partir de 5 
dias, esse critério não está disposto na normatização do BACEN (Resolução 2.682/1999). O banco 
está sendo mais conservador do que a norma exige. Nesse caso, não teria óbice do BACEN. 
Entretanto, a questão não deixou isso claro. Assim, marcamos a letra C do gabarito, mas essa 
questão foi plenamente suscetível à anulação. 
Gabarito: LETRA C. 
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16. (CESGRANRIO - Analista do Bacen/2009) - Um banco recuperou, por meio de 
renegociação, R$ 12.000.000,00 de créditos já baixados como prejuízos, que serão recebidos 
em 3 meses. 
Qual a contabilização recomendada, em reais? 
a) D - Operações de crédito - Ativo circulante 12.000.000 
 C - Recuperação de créditos baixados como prejuízos - DRE 12.000.000 
 b) D - Operações de crédito - Ativo circulante 12.000.000 
 C - Rendas de operações de créditos 12.000.000 
 c) D - Disponibilidades 12.000.000 
 C - Rendas de operações de créditos 12.000.000 
 d) D - Disponibilidades 12.000.000 
 C - Provisão para créditos de liquidação duvidosa 12.000.000 
 e) D - Provisão para créditos de liquidação duvidosa 12.000.000 
 C - Recuperação de créditos baixados como prejuízos - DRE 12.000.000 
Comentário: 
 Os créditos baixados como prejuízo e porventura renegociados devem ser registrados pelo 
exato valor da renegociação, observado que o registro do ganho eventualmente auferido deve 
ser contabilizado a débito da conta do ativo que registra a operação de crédito (Operações de 
crédito - Ativo circulante) e a crédito da conta RECUPERAÇÃO DE CRÉDITOS BAIXADOS COMO 
PREJUÍZO. Ademais, deve ser feita a baixa simultânea dos seus valores das respectivas contas de 
compensação, mas a questão não entrou nesse mérito. 
Portanto: 
D - Operações de crédito - Ativo circulante 12.000.000 
C - Recuperação de créditos baixados como prejuízos - DRE 12.000.000 
Gabarito: LETRA A. 
 
 
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17. (CESPE - Analista do Bacen/2013) - Julgue o item a seguir, de acordo com o Plano 
Contábil das Instituições do Sistema Financeiro Nacional (COSIF). 
Considere que a carteira de operações de crédito de uma instituição financeira inclua, no 
momento do levantamento do balancete mensal, as operações descritas na tabela abaixo. 
Com base nessas informações, é correto afirmar que a provisão para créditos de liquidação 
duvidosa constituída para essas operações corresponde a R$ 36.000,00. 
Cliente Montante (em R$) Atraso (em dias) 
Alfa 80.000 20Beta 90.000 40 
Delta 120.000 65 
Gama 75.000 120 
( ) Certo 
( ) Errado 
 
Comentário: 
Vamos lá, pessoal! Matemática básica. 
Cliente Montante (em 
R$) 
Atraso (em 
dias) 
Provisão 
% 
Provisão 
R$ 
Alfa 80.000,00 20 1% 800,00 
Beta 90.000,00 40 3% 2.700,00 
Delta 120.000,00 65 10% 12.000,00 
Gama 75.000,00 120 30% 22.500,00 
Total 38.000,00 
Assim, a provisão será de R$ 38 mil e não de R$ 36 mil como afirma a questão. 
Gabarito: Item ERRADO. 
 
18. (CESPE - Analista do Bacen/2013) - Ainda no que se refere ao COSIF, julgue o item. 
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Em uma operação de desconto de títulos, na qual o cliente recebe o valor líquido das 
despesas de juros, a instituição financeira deverá registrar o valor correspondente aos juros 
em conta patrimonial de rendas antecipadas. 
( ) Certo 
( ) Errado 
Comentário: 
Negativo. Para a IF os juros devem ser apropriados como receita de acordo com o regime de 
competência. 
Gabarito: Item ERRADO. 
19. (BNDES-2004) - Na hipótese de renegociação de créditos baixados como prejuízo, as 
instituições financeiras devem, a partir da celebração do: 
Contrato de composição de dívida, apropriar as rendas em receitas diferidas, observada a 
periodicidade mensal; 
Contrato de composição da dívida, apropriar as rendas em receita no resultado do exercício; 
Contrato, apropriar as rendas já ocorridas, mas ainda não transferidas para o resultado; 
Contrato, apropriar as rendas em receitas diferidas, observada a periodicidade mensal; 
Contrato, apropriar as rendas em receitas efetivas, observada a periodicidade mensal. 
Comentário: 
Na hipótese de renegociação de créditos baixados como prejuízo, o ganho eventualmente 
auferido por ocasião da renegociação deve ser apropriado ao resultado somente quando do seu 
efetivo recebimento. Imaginando uma composição de dívida com pagamentos mensais, 
chegamos à alternativa “E”. 
Gabarito: Letra E. 
20. (BNDES-2004) - A constituição de provisão mensal para os créditos de liquidação 
duvidosa, com atraso de 90 dias, no pagamento da parcela de principal ou encargos, pelas 
instituições financeiras autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil, será feita 
aplicando sobre o valor da operação o percentual de: 
10%; 
30%; 
50%; 
70% 
100%. 
Comentário: 
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Essa é moleza! A constituição de provisão mensal para os créditos de liquidação duvidosa, com 
atraso de 90 dias, será feita aplicando sobre o valor da operação o percentual de 10%. 
Gabarito: Letra A. 
 
21. (BNDES-2004) - Por ocasião do encerramento do balancete mensal, o Banco Nobre 
procedeu ao levantamento da inadimplência, apurando a seguinte situação de atrasos nas 
suas operações de crédito. 
Período atrasado Valor Atrasado 
1 a 10 dias R$ 1.800.000,00 
11 a 14 dias R$ 1.300.000,00 
15 a 30 dias R$ 1.000.000,00 
31 a 60 dias R$ 500.000,00 
61 a 90 dias R$ 400.000,00 
Considerando as determinações do Banco Central, contidas na resolução nº 2.682, o Banco 
Nobre deve constituir uma provisão para devedores duvidosos, em reais, de: 
a) 75.000; 
b) 65.000; 
c) 48.000; 
d) 43.500; 
e) 27.000. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Resolução: 
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Período atrasado 
Provisão 
% 
Valor Atrasado 
Provisão 
R$ 
1 a 10 dias - R$ 1.800.000,00 - 
11 a 14 dias - R$ 1.300.000,00 - 
15 a 30 dias 1% R$ 1.000.000,00 R$ 10.000,00 
31 a 60 dias 3% R$ 500.000,00 R$ 15.000,00 
61 a 90 dias 10% R$ 400.000,00 R$ 40.000,00 
Total PCLD R$ 65.000,00 
 
Gabarito: Letra B. 
 
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1 C 
E 
3 B 
4 A 
5 ERRADO 
6 B 
7 D 
8 E 
9 E 
10 B 
11 CERTO 
12 C 
13 A 
14 A 
15 C 
16 A 
17 ERRADO 
18 ERRADO 
19 E 
20 A 
21 B 
 
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1. (FCC - Analista do Bacen/2006) - No momento em que um banco concede empréstimo a 
um cliente, os grupos de contas dos seus demonstrativos financeiros terão os seguintes 
impactos: 
 a) diminuição do Passivo e diminuição do Ativo. 
 b) aumento do Ativo e aumento do Patrimônio Líquido (via resultado). 
 c) aumento do Ativo e aumento do Passivo. 
 d) aumento da Receita e diminuição de Despesas, porém o resultado é positivo. 
 e) diminuição do Passivo e aumento do Patrimônio Líquido. 
 
2. (ESAF - Analista do Bacen/2002) - Apresentamos abaixo frases relacionadas aos conceitos 
e características das operações de crédito, conforme disposto no COSIF. 
Assinale o acerto das afirmações adiante e marque com V as verdadeiras e com F as falsas, 
em seguida, marque a opção correta. 
( ) Na classificação dessas operações, pelos diversos títulos contábeis, deve-se ter em conta a 
aplicação dada aos recursos, por tipo ou modalidade de operação, e a atividade 
predominante do tomador do crédito. 
( ) As operações de crédito são classificadas nas seguintes modalidades: empréstimos, títulos 
descontados e financiamentos. 
( ) Empréstimos são as operações realizadas com destinação específica ou vínculo à 
comprovação da aplicação dos recursos. 
 a) V, V, V 
 b) F, F, V 
 c) V, F, F 
 d) F, V, V 
 e) V, V, F 
 
3. (NCE/UFRJ BNDES - Contador/2005) – As instituições financeiras NÃO podem realizar 
operações de crédito com: 
 a) pessoas físicas que recebem proventos em instituições financeiras que não sejam 
pagadoras desses créditos. 
 b) pessoas jurídicas nas quais a instituição financeira ou os membros de sua diretoria ou 
dos conselhos participe com mais de 10% do capital social. 
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 c) pessoas físicas e jurídicas que não possuam garantias reais a oferecer na formalização do 
contrato de crédito. 
 d) pessoas jurídicas nas quais a instituição financeira ou os membros de sua diretoria ou 
dos conselhos participe com menos de 10% do capital social. 
 e) pessoas físicas e jurídicas que não possam oferecer garantias fidejussórias na 
formalização do contrato de crédito. 
 
4. (NCE/UFRJ BNDES - Analista/2005) – Na análise de crédito, a classificação, conhecida 
como os 5 Cs, da disposição para cumprir as obrigações, dos fluxos de caixas suficientes, das 
reservas financeiras, das garantias, e das condições econômicas gerais, referem-se 
respectivamente, às seguintes diretrizes: 
 a) caráter, capacidade, capital, colateral e condições. 
 b) caráter, capital, capacidade, condições e colateral. 
 c) colateral, capacidade, caráter, condições, condições e capital. 
 d) capacidade, condições, capital, caráter e colateral. 
 e) capital, caráter, condições, colateral e capacidade. 
 
5. (Questão do Professor) – Com relação as operações de repasse realizadas por instituições 
financeiras, julgue o item a seguir. 
É vedado, em operações de repasse, que a instituição financeira proceda ao seu registro 
segundo a origem dosrecursos em desdobramentos de uso interno. 
( ) Certo 
( ) Errado 
 
6. (VUNESP BNDES – Profissional Básico/2001) – O Banco RKW descontou duplicatas da Cia. 
Gaúcha, com prazo de 60 dias no valor nominal de R$ 30.000,00, utilizando uma taxa de 
desconto simples de 5% ao mês (comercial). Cobrou, adicionalmente, despesas bancárias no 
valor de R$ 500,00. Sabendo-se que o banco contabiliza o valor dos títulos no seu ativo pelo 
valor descontado e apropria a receita de descontos conforme o prazo transcorrido, o 
lançamento que registrará a operação na escrituração do banco, na data do desconto, será: 
a) Bancos = 27.000,00 
 Duplicatadas Descontadas = 27.000,00 
 b) Títulos Descontados = 27.000,00 
 Receita de Serviços = 500,00 
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 Depósitos = 26.500,00 
 c) Duplicatas a Receber 27.000,00 
 Duplicatadas Descontadas 27.000,00 
 d) Títulos Descontados = 30.000,00 
 Receitas de Serviços = 3.500,00 
 Depósitos = 26.500,00 
 e) Títulos Descontados = 30.000,00 
 Despesas de Serviços = 3.000,00 
 Depósitos = 27.000,00 
 
7. (VUNESP BNDES – Contador/2001) - Assinale a alternativa que não contenha um dos 5Cs 
do crédito, que são variáveis relacionadas ao risco do cliente e que fornecem a base para 
classificação do risco (rating): 
a) Capital 
b) Caráter 
c) Colateral 
d) Comutatividade 
e) Capacidade 
 
8. (CESGRANRIO – Contabilidade BNDES/2004) - A classificação da operação no nível de risco 
correspondente é da responsabilidade da instituição financeira detentora do crédito e deve 
ser efetuada com base em critérios consistentes e verificáveis, amparada por informações 
internas e externas, contemplando, pelo menos, os seguintes aspectos: 
I – Grau de endividamento; 
II – Composição do endividamento; 
III – Capacidade de geração de resultados; 
IV – DOAR; 
V – Contingências. 
Os aspectos que atendem às determinações do Banco Central sobre o assunto são: 
 a) II e III, apenas. 
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 b) I, II e IV, apenas. 
 c) I, II e V, apenas. 
 d) I, III e IV, apenas. 
 e) I, III e V, apenas. 
 
9. (VUNESP – Contador BNDES/2001) - De acordo com a Resolução nº 2.682 do Bacen, o 
provisionamento para créditos de liquidação duvidosa no caso de empréstimos cuja classe de 
risco seja AA é de: 
a) 3%; 
b) 2%; 
c) 1%; 
d) 0,5%; 
e) 0,0%. 
 
10. (VUNESP – Contador BNDES/2001) - Uma operação, para ser classificada como risco H 
(risco máximo), segundo a Resolução nº 2.682 do Bacen, deve ter um número de dias de 
atraso superior a: 
a) 210; 
b) 180; 
c) 150; 
d) 120; 
e) 90. 
 
11. (Questão do Professor) – Com relação as provisões para crédito de liquidação duvidosa 
realizadas por instituições financeiras, julgue o item a seguir. 
A provisão para créditos de liquidação duvidosa deve ser constituída sobre o valor contábil 
dos créditos mediante registro a debito de DESPESAS DE PROVISOES OPERACIONAIS e a 
crédito da adequada conta de provisão para operações de crédito. 
( ) Certo 
( ) Errado 
 
 
12. (FCC - Analista do Bacen/2006) – No momento em que um banco rebaixa a classificação 
de crédito de um empréstimo concedido de B para C (dentro da escala do Banco Central de 
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AA - H), os grupos contábeis dos seus demonstrativos financeiros terão os seguintes 
impactos: 
 a) diminuição da Receita e aumento de Despesas, porém o resultado é negativo. 
 b) aumento do Passivo e diminuição do Ativo. 
 c) diminuição do Ativo e diminuição do Patrimônio Líquido (via resultado). 
 d) aumento do Passivo e diminuição do Patrimônio Líquido (via resultado). 
 e) diminuição do Ativo e aumento do Passivo. 
 
13. (ESAF - Analista do Bacen/2002) (e mais 2 concursos) - Abaixo são apresentadas três 
assertivas relacionadas ao registro contábil das operações de cessão de direitos creditórios de 
operações de crédito. 
Avalie o acerto das afirmações e marque com V as verdadeiras e com F as falsas, em seguida, 
marque a opção correta. 
( ) As operações de crédito objeto de cessão dos respectivos direitos, com ou sem 
coobrigação, devem ser registradas na cessionária conforme a modalidade da operação 
original, observada a atividade predominante do tomador do crédito. 
( ) O resultado da cessão de operações de crédito deve ser apurado pela instituição cedente 
em razão do prazo contratual, segundo o regime de competência. 
( ) No caso de a instituição cedente vir a assumir os pagamentos relativos às operações 
cedidas com coobrigação, por inadimplemento do tomador do crédito ou arrendatário, o 
crédito decorrente deve ser classificado no título contábil utilizado para registro da operação 
original, observada a situação do crédito. 
 a) V, F, V 
 b) V, F, F 
 c) V, V, F 
 d) F, F, F 
 e) F, V, F 
 
14. (ESAF - Analista do Bacen/2002) - A propósito da classificação das operações de crédito 
por nível de risco pelas instituições financeiras e demais instituições autorizadas a funcionar 
pelo Banco Central do Brasil, apresentamos a seguir cinco assertivas. 
Assinale a opção que contém a afirmativa errada. 
 a) A classificação da operação no nível de risco correspondente é de responsabilidade do 
Banco Central do Brasil. 
 b) A classificação da operação no nível de risco correspondente deve ser efetuada com 
base em critérios consistentes e verificáveis, amparada por informações internas e externas. 
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 c) As operações de crédito devem ser classificadas, em ordem crescente de risco, nos 
seguintes níveis: nível AA; nível A; nível B; nível C; nível D; nível E; nível F; nível G e nível H. 
 d) A provisão para fazer face aos créditos de liquidação duvidosa deve ser constituída 
mensalmente, não podendo ser inferior ao somatório decorrente da aplicação dos 
percentuais estabelecidos na regulamentação em vigor, sem prejuízo da responsabilidade dos 
administradores das instituições pela constituição de provisão em montantes suficientes para 
fazer face a perdas prováveis na realização dos créditos. 
 e) O Banco Central do Brasil pode determinar alteração dos critérios de classificação de 
créditos, de contabilização e de constituição de provisão. 
 
15. (CESGRANRIO - Analista do Bacen/2009) - No encerramento do último semestre, 
determinado banco tinha a seguinte carteira de operações de crédito, em reais: 
 
Devem ser considerados, também, os níveis de risco determinados pelo Banco Central e os 
respectivos percentuais para cálculo da provisão para créditos de liquidação duvidosa. 
 
A partir dessas informações, qual a provisão para créditos de liquidação duvidosa e a 
respectiva contabilização? 
a) D - Despesas financeiras 18.600.000 
 C - Provisões para operações de crédito 18.600.000 
 b) D - Despesas financeiras 16.600.000 
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 C - Provisões para operações de crédito 16.600.000 
 c) D - Despesas de provisões operacionais 22.600.000 
 C - Provisões para operações de crédito 22.600.000 
 d) D - Despesas deprovisões operacionais 18.600.000 
 C - Operações de crédito 18.600.000 
 e) D - Despesas de provisões operacionais 16.600.000 
 C - Operações de crédito 16.600.000 
 
16. (CESGRANRIO - Analista do Bacen/2009) - Um banco recuperou, por meio de 
renegociação, R$ 12.000.000,00 de créditos já baixados como prejuízos, que serão recebidos 
em 3 meses. 
Qual a contabilização recomendada, em reais? 
a) D - Operações de crédito - Ativo circulante 12.000.000 
 C - Recuperação de créditos baixados como prejuízos - 
DRE 
12.000.000 
 b) D - Operações de crédito - Ativo circulante 12.000.000 
 C - Rendas de operações de créditos 12.000.000 
 c) D - Disponibilidades 12.000.000 
 C - Rendas de operações de créditos 12.000.000 
 d) D - Disponibilidades 12.000.000 
 C - Provisão para créditos de liquidação duvidosa 12.000.000 
 e) D - Provisão para créditos de liquidação duvidosa 12.000.000 
 C - Recuperação de créditos baixados como prejuízos - 
DRE 
12.000.000 
 
17. (CESPE - Analista do Bacen/2013) - Julgue o item a seguir, de acordo com o Plano 
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Considere que a carteira de operações de crédito de uma instituição financeira inclua, no 
momento do levantamento do balancete mensal, as operações descritas na tabela abaixo. 
Com base nessas informações, é correto afirmar que a provisão para créditos de liquidação 
duvidosa constituída para essas operações corresponde a R$ 36.000,00. 
Cliente Montante (em R$) Atraso (em dias) 
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( ) Certo 
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18. (CESPE - Analista do Bacen/2013) - Ainda no que se refere ao COSIF, julgue o item. 
Em uma operação de desconto de títulos, na qual o cliente recebe o valor líquido das 
despesas de juros, a instituição financeira deverá registrar o valor correspondente aos juros 
em conta patrimonial de rendas antecipadas. 
( ) Certo 
( ) Errado 
 
19. (BNDES-2004) - Na hipótese de renegociação de créditos baixados como prejuízo, as 
instituições financeiras devem, a partir da celebração do: 
Contrato de composição de dívida, apropriar as rendas em receitas diferidas, observada a 
periodicidade mensal; 
Contrato de composição da dívida, apropriar as rendas em receita no resultado do exercício; 
Contrato, apropriar as rendas já ocorridas, mas ainda não transferidas para o resultado; 
Contrato, apropriar as rendas em receitas diferidas, observada a periodicidade mensal; 
Contrato, apropriar as rendas em receitas efetivas, observada a periodicidade mensal. 
 
20. (BNDES-2004) - A constituição de provisão mensal para os créditos de liquidação 
duvidosa, com atraso de 90 dias, no pagamento da parcela de principal ou encargos, pelas 
instituições financeiras autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil, será feita 
aplicando sobre o valor da operação o percentual de: 
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63 
10%; 
30%; 
50%; 
70% 
100%. 
 
21. (BNDES-2004) - Por ocasião do encerramento do balancete mensal, o Banco Nobre 
procedeu ao levantamento da inadimplência, apurando a seguinte situação de atrasos nas 
suas operações de crédito. 
Período atrasado Valor Atrasado 
1 a 10 dias R$ 1.800.000,00 
11 a 14 dias R$ 1.300.000,00 
15 a 30 dias R$ 1.000.000,00 
31 a 60 dias R$ 500.000,00 
61 a 90 dias R$ 400.000,00 
Considerando as determinações do Banco Central, contidas na resolução nº 2.682, o Banco 
Nobre deve constituir uma provisão para devedores duvidosos, em reais, de: 
75.000; 
65.000; 
48.000; 
43.500; 
27.000. 
 
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