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Disciplin� PNE
Adequaçã� compo�tamenta�
★ Existe um conjunto de técnicas que facilitam o contato do cirurgião-dentista com o paciente,
principalmente crianças
★ Tornar compreensivo para a criança
★ Saber as técnicas e quais técnicas abordar para cada paciente
★ Ambiente clínico = ANSIEDADE
○ Mostrar instrumentos para a criança ver que não oferece perigo
○ Não deixar instrumentais pérfuro-cortantes a vista da criança
O que facilita a escolha?
➢ Conhecimento prévio da criança
➢ Preparo da criança
➢ Orientações aos pais
➢ Primeira consulta – sempre buscar condicionar antes de intervir
COMUNICAÇÃO
★ Via de mão dupla
★ Explicação verbal dos procedimentos
★ Interação profissional-paciente pela comunicação verbal e não-verbal
★ A comunicação não-verbal mais importante que a verbal
○ A forma que se diz é mais importante que o conteúdo
★ É importante não utilizar a palavra dor
★ Não prometer nada a criança, mas pedir pela cooperação
★ Principais comunicações não-verbais:
○ Postura corporal
○ Expressões faciais
○ Tom e intensidade da voz
○ Respiração
○ Olhar
○ Gestos com as mãos
OBS: É importante saber quando utilizar uma comunicação mais firme e quando usar uma comunicação mais
tranquila.
DIZER-MOSTRAR-FAZER
★ Instigar o interesse e participação da criança
★ Antes de realizar o procedimento:
○ Dizer o que vai realizar
○ Mostrar como funciona/se faz
○ Após isso, fazer o procedimento
Letíci� André�
Disciplin� PNE
CONTROLE DA VOZ
★ Profissional deve controlar tom e intensidade da sua voz
★ Deve estar acompanhada de uma expressão facial de calma
★ Deve deixar clara a aprovação ou desaprovação dos comportamentos da criança
DISTRAÇÃO
★ Técnica que consiste em mudar a atenção do paciente para outra coisa
★ O profissional deve conhecer as preferências da criança
★ Ex: Contar histórias, mostrar vídeos, conversar outro assunto com a criança
MODELAGEM
★ Crianças apresentam a capacidade de aprender através de exemplos
★ Mostrar exemplos para a criança
★ Demonstrar que outras crianças não estão com medo
CONTENÇÃO FÍSICA
★ Previne a fuga da criança
★ Última alternativa a criança não permitiu o atendimento de nenhuma forma
★ Ex: Joelho com joelho, Lençol, Abridor labial, Afastador labial
Conforto Psíquico
➢ Explicação inicial dos procedimentos
➢ Explicação durante o procedimento
➢ Instruir o paciente a ficar calmo
➢ Ficar atento a qualquer dor que possa surgir
➢ Ajudar o paciente verbalmente com palavras de apoio
➢ Prover distrações e alívio para as tensões
➢ Prover a confiança no dentista
➢ Mostrar calor humano
PACIENTES COM DEFICIÊNCIA
Pessoa com deficiência: é um paciente que possui impedimentos de natureza mental, intelectual ou
sensorial, os quais, têm interação com diversas barreiras, com dificuldade de participar de forma plena e
efetiva da sociedade.
Letíci� André�
Disciplin� PNE
Não se usa mais → “portador de deficiência”, “pessoa portadora de deficiência”, “portador de necessidades
especiais”.
Epidemiologia: segundo o censo 2010, 23,9% da população geral do Brasil apresenta algum tipo de
deficiência.
● Cada paciente é um paciente e possui um tipo de comportamento ao atendimento;
● Deve-se analisar e julgar juntamente com a família quais os melhores métodos para aquele paciente
Síndrome de Down
● Fenótipo de bochechas proeminentes, fenda palpebral oblíqua e estreita, lábios grossos, língua grande e
grossa, nariz pequeno, alterações vasculares
● Causa: trissomia do cromossomo 21, por translações do cromossomo 21 ou mosaicismo com trissomia
do 21
● Epidemiologia: 1 a cada 650 a 1000 gestações
● Alteração na articulação atlantoaxial:
○ articulação que comunica a primeira e a segunda vértebra
○ aumento da mobilidade entre as vértebras cervicais C1 e C2
○ Cuidados no posicionamento da cadeira odontológica
○ Deve-se perguntar a família para não correr o risco de gerar lesão cervical
○ Boa estabilização da cadeira para não gerar movimento brusco
● Problemas cardíacos
○ comuns em pacientes com síndrome
de Down
○ Risco de endocardite
○ profilaxia antibiótica para tratamentos
mais invasivos
○ Saber quais medicamentos o
paciente faz uso (Furosemida,
Digoxina, Nifedipina, …)
● Doenças respiratórios
○ Evitar o estresse do paciente para
não aumentar a frequência
respiratória
○ Saber medicações usadas (Flixotide, Aminovac, Bronfilil, …)
● Características psicológicas
○ Ansiedade, elevado grau de teimosia e resistência à mudança
○ Exigem paciência, tolerância e completa honestidade
● Características dentais: microdontia, defeito em esmalte, hipodontia, taurodontia, má oclusão,
bruxismo, cáries, doença periodontal, macroglossia relativa.
Letíci� André�
ANTIBIÓTICO PRESCRIÇÃO
Amoxicilina 50 mg/kg por via oral, 1 hora antes do
procedimento
Cefalexina 50 mg/kg por via oral, 1 hora antes do
procedimento (pode ter reação
alérgica cruzada em pacientes
alérgicos a amoxicilina)
Azitromicina 15 mg/kg via oral, uma hora antes do
procedimento (pacientes alérgicos a
amoxicilina)
Disciplin� PNE
● Orientações aos pais:
○ Acompanhamento a partir dos 6 meses, no mais tardar 18 meses de vida
○ Orientar responsáveis sobre o crescimento e desenvolvimento da face e cavidade bucal
○ Acesso ao flúor
○ Dieta adequada
Transtorno do Espectro Autista (TEA)
● Síndrome neuropsiquiátrica com manifestações comportamentais com déficits de comunicação e
interação social
● Padrões de comportamento repetitivos e estereotipados e um repertório restrito de interesses e
atividades
● Hiper ou hiporreatividade a estímulos sensoriais
○ Tendem a estereotipia em casos de desregulação por um estímulo
● Etiologia: genético, fatores ambientais, idade avançada, baixo peso ao nascer, exposição fetal ao ácido
valproico, dentre outros motivos ainda em estudo.
Letíci� André�
Nível de Gravidade Comunicação Social Comportamentos Restritivos e Repetitivos
Nível 1
“exigindo apoio”
- Na ausência de apoio, déficits
na comunicação social causam
prejuízos notáveis;
- Dificuldade para iniciar
interações sociais e respostas
atípicas ou sem sucesso a
aberturas sociais dos outros;
- Interesse reduzido pelas
interações sociais.
- Inflexibilidade de comportamento causa
interferência significativa no funcionamento em
um ou mais contextos;
- Dificuldade em trocar de atividade;
- Problemas para organização e planejamento
são obstáculos à independência.
Nível 2
“exigindo apoio
substancial”
- Déficits graves nas habilidades
de comunicação social verbal e
não verbal;
- Prejuízos sociais aparentes
mesmo na presença de apoio;
- Limitação em dar início a
interações sociais e resposta
reduzida ou anormal a aberturas
sociais que partem de outros.
- Inflexibilidade do comportamento, dificuldade
de lidar com a mudança ou outros
comportamentos restritos/repetitivos aparecem
com frequência suficiente para serem óbvios ao
observador casual e interferem no
funcionamento em uma variedade de contextos;
- Sofrimento e/ou dificuldade de mudar o foco
ou as ações.
Nível 3
“exigindo apoio muito
substancial”
- Déficits graves nas habilidades
de comunicação social verbal e
não verbal causam prejuízos
graves de funcionamento,
grande limitação em dar início a
interações sociais
- Resposta mínima a aberturas
sociais que partem de outros.
- Inflexibilidade de comportamento, extrema
dificuldade em lidar com a mudança ou outros
comportamentos restritos/repetitivos interfere
acentuadamente no funcionamento em todas as
esferas;
- Grande sofrimento/dificuldade para mudar o
foco ou as ações.
Disciplin� PNE
● Dieta cariogênica e dificuldade para higienização
○ sabor do creme dental, textura da escova
● Atendimento odontológico
○ Hiperatividade → sabor do flúor, luz do foco, barulho do motor
○ Ambiente clínica o mais silencioso possível
○ Já deixar o refletor ligado para evitar o piscar
○ Maior organização e mais ágil possível
BIRRA CRISE
Comportamento se origina de algum
descontentamento, geralmente
acompanhado de gritos e choro
Estímulos sensoriais e a quantidade
de informação ao redor
É intencional Não é proposital nem estratégia para
alcançarum objetivo
Quando o objetivo é atingido, a birra
acaba
Demora a passar
● Presença de responsável ou cuidador que tenha afinidade com o paciente
● Comunicação estruturada e lúdica
● Abordagem por técnicas não farmacológicas com programação estruturada
● Aprendizado agradável
● Repetição das ações e registro de todas as tentativas e de seus resultados
● Comunicação alternativa
○ Importante para autistas não verbais
○ Comunicação estruturada e individualizada
Paralisia Cerebral
● Grupo de desordens do desenvolvimento relativo
ao movimento e à postura, limitando a execução
de tarefas, sendo atribuído a distúrbios no
desenvolvimento fetal, ou ao cérebro imaturo
● Importante conhecer por ser a incapacidade
física mais comum na infância
● Consequências variáveis e passíveis de
mudanças no crescimento e desenvolvimento da
criança
Letíci� André�
CARACTERÍSTICAS
Distúrbio motor, dificuldade de aprendizado,
deficiência intelectual, problemas de comunicação,
problemas gástricos, otorrinolaringológicos,
oftalmológicos, nutricionais, distúrbios de
comportamento e da propriocepção e
comprometimento musculoesquelético
Disciplin� PNE
● Etiologia:
○ Causas pré-natais → gestação múltipla, infecções, exposição teratogênico, restrição de
crescimento intra-uterino, distúrbios metabólicos
○ Causas perinatais → anóxia e prematuridade
○ Causas pós-natais → infecções (meningite) e traumas na região da cabeça
CLASSIFICAÇÃO DE ACORDO COM
DISFUNÇÕES MUSCULARES
PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS
Espástica ou piramidal É a mais frequente, aumento do tônus muscular, descontrole do
tronco e da cabeça, falta de coordenação da musculatura
intrabucal e peribucal, alterações da fala, mastigação e deglutição.
Discinética ou extrapiramidal (atetose ou
coreoatetose)
Movimentos contínuos e descontrolados, movimentação excessiva
da cabeça, movimentos desordenados da mandíbula, fechamento
repentino da boca, salivação excessiva e bruxismo acentuado.
Atáxico Mais raro, afeta o cerebelo, movimentos voluntários alterados,
senso de equilíbrio alterado, comprometimento da marcha e
apreensão de objetos.
Misto Combinação de casos, tetraparesia (os quatro membros afetados),
diparesia (membros inferiores mais afetados) e hemiparesia (um
lado apenas do corpo é afetado).
● Uso de muitas medicações diferentes
○ Anticonvulsivantes → fenobarbital, fenitoína, carbamazepina, valproato de sódio, vigabatrina
○ Ansiolíticos → diazepam
○ Antiespáticos → baclofen
● Características bucais: sialorreia (disfagia ou distúrbio de sensibilidade oral), Falta de tônus muscular,
alta incidência de cárie (movimento involuntários), dificuldade de abertura bucal, maior risco de trauma
(prevalência de classe II).
● Atendimento na cadeira
○ deve-se manter o tônus e a postura
○ estabilizar cabeça e membros medianos
● Maior risco de broncoaspiração
○ a cadeira deve ficar o mais vertical possível
○ uso de sugador de alta potência
○ evitar movimentos de extensão de cabeça
● Movimentos involuntários
○ estabilização protetora para os atetoides
○ uso de abridores de boca
○ evitar movimentos bruscos e repentinos, estimulação sonora ou visual sem avisar ao paciente
Letíci� André�
Disciplin� PNE
MANEJO ODONTOLÓGICO EM PNE
Plano de tratamento integral, avaliando as complicações e a necessidade que cada uma demanda.
Cada caso é um caso → individualizado ao paciente.
★ Existem 3 grupos de pacientes:
★ Relacionamento CD e família: diálogo, expressão facial e tom de voz
○ o manejo inicia com a própria família
○ esclarecer todos os procedimentos
★ O prontuário deve ser o mais completo possível → atestados, receitas, documentos médicos, exames
complementares
Técnicas De Manejo
Dizer-mostrar-fazer
★ Explica-se ao paciente paciente o procedimento, depois mostra-se como será feito e depois se executa o
tratamento
★ Tem como objetivo diminuir o nível de ansiedade do paciente
Reforço positivo
★ recompensar o bom comportamento do paciente
★ quanto mais positivo o profissional mais o paciente quer melhorar
★ mesmo quando o paciente não coopera, deve-se elogiar o que teve de positivo
★ Certificado, elogios, medalhas…
Distração
★ Tentar entreter o paciente com outros estímulos
★ Uso de óculos 3D com desenho, músicas, contar historinhas
Imitação
★ trazer um exemplo positivo para o paciente
★ instigar o paciente a imitar um comportamento positivo
Modelagem
★ Mostrar num modelo o procedimento/exemplo ao paciente
★ Uso de bonecos e brinquedos como exemplo
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Sem resistência Técnicas mais simples e
convencionais, conversa,
falar-mostrar-fazer.
Mais resistentes Após falha das técnicas convencionais
usa-se estabilização protetora.
Totalmente resistentes Necessita de medicação sedativa e/ou
anestesia geral.
Disciplin� PNE
Caso, mesmo assim, o paciente não queira cooperar…
… Estabilização Protetora
★ Imobilização parcial ou completa do corpo do paciente para reduzir ou eliminar movimentos
descontrolados
★ Protege tanto o paciente quanto a equipe de injúrias
★ Importante em casos de urgência que não há tempo de condicionar o paciente
★ Procedimentos eletivos seu uso deve ser após todas as opções de manejo terem sido aplicadas sem
sucesso
★ Deve-se levar em consideração o desenvolvimento físico e emocional do paciente
★ Explicar o que é a estabilização protetora
★ Explicar para a família a necessidade do uso e pedir o consentimento por escrito
★ Deve-se esclarecer que não é para punir mas para a segurança de todos
★ Divide-se em ativa e passiva:
ESTABILIZAÇÃO ATIVA
Estabilização realizada pelo dentista, auxiliar ou acompanhante
Porte físico do paciente determinante sobre a maneira como será realizada;
Crianças menores: estabilizadas no colo do acompanhante, posição
joelho-joelho;
Crianças maiores: estabilizadas diretamente na cadeira.
ESTABILIZAÇÃO PASSIVA
Imobilização através de diversos acessórios desenvolvidos para auxiliar no
procedimento;
Faixas, lençol, pacotes pedagógicos, cintas macri (bebês).
OBS: Pacientes muito fortes devem seguir para sedação por uma questão de não se conseguir estabilizar.
OBS1: Pode-se usar ambas ao mesmo tempo.
Letíci� André�
Indicações Contra-Indicações
Pacientes não cooperativos devido a
imaturidade, limitação física ou
mental
Paciente cooperativo
Falhas na execução de outras
técnicas
Paciente com condições sistêmicas
que desaconselham a estabilização
física (osteogênese imperfeita)
Segurança do paciente ou
profissional em risco
Não expressa perigo a segurança do
profissional ou paciente
Disciplin� PNE
Pacote Pediátrico (Papoose Board):
Macri:
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Disciplin� PNE
Faixas de Estabilização:
Abridores Bucais:
OBS: Pode ser indicado aos pais para conseguirem higienizar os dentes em casa.
Importante pelo nível de força da mordida do paciente – grande risco de acidente do profissional e do
paciente.
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