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[...] Está hoje assente, finda a fase mais conflituosa (1945-1992) do período heurístico (1849-1992) das literaturas africanas de língua portuguesa, que a literatura angolana tem uma existência relativamente sistemática (com grandes lacunas) há menos de século e meio. Todavia, podemos considerar uma periodização mais extensa, como modo de introdução ao problema das origens. [LARANJEIRA, op. cit. p.36]. Após isso, Laranjeira divide a literatura angolana em sete períodos: Incipiência Das origens até 1848, a que chamamos de Incipiência; Primórdios Prelúdio Que vai da publicação dos poemas de Espontaneidades da Minha Alma, de José da Silva Maia Ferreira, em 1849, até 1902, período dos Primórdios; Formação Que abrange a primeira metade do século XX (1903-1947), de Prelúdio ao que viria a ser, na segunda metade do século XX, o nacionalismo inequívoco e intenso; Nacionalismo Entre 1961 e 1971, período relacionado com o incremento da atividade editorial ligada ao Nacionalismo; Independência De 1972 a 1980, o da Independência, repartido por dois curtos períodos, de 1972-74 e de 1975-80, relativos, respectivamente, a uma mudança estética; Renovação De 1981 a 1993, de Renovação, que começa com a formação, em 1981, da Brigada Jovem de Literatura [Op. cit., pp. 36-43]. A classificação proposta por Pires Laranjeira, com sete períodos, supera a de Manuel Ferreira que tinha apenas dois. Contudo, se esta nos parece extremamente simplificada, a de Laranjeira, pensamos, classifica em demasia, pois um período não pode abranger apenas oito anos, como indica no 6º, o qual subdivide em subperíodos de dois anos e de cinco, respectivamente. Além disso, fica mantido por imposição da Universidade Aberta o sintagma "de expressão portuguesa", já obstado em linhas anteriores. Portanto, outra 37