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e-Tec Brasil67
Aula 13 – Grupos Operativos
Os grupos operativos aqui têm por finalidade levar seus inte-
grantes a pensar e trabalhar em grupo, visando à resolução de 
problemas na CT, sempre no campo grupal e nunca no individu-
al, podendo se aplicar à coordenação de diversos outros grupos 
como: terapêutico, de aprendizagem, de reflexão, de familiares. 
Na década de 1940, Enrique Pichon Rivière introduz os grupos operativos, 
que fundamentalmente são caracterizados como um conjunto restrito de 
pessoas, ligadas por constantes de tempo e espaço e articuladas por uma 
mútua representação, que se propõe a uma tarefa que constitui sua finali-
dade, interagindo através de complexos mecanismos de elevar e distribuir 
papéis e funções específicas.
13.1 Função específica do grupo operativo
O grupo operativo instrumentaliza a ação grupal, convergindo para a exis-
tência de um objetivo comum, onde os integrantes do grupo realizam uma 
tarefa comum grupal com a finalidade de alcançarem seus objetivos.
No grupo operativo, quando um integrante enuncia um acontecimento, ele 
está sendo porta voz de si mesmo e do grupo, deixando claro que não é um 
problema apenas do porta voz, mas de todo grupo, resultado de um traba-
lho e interação de todos os integrantes do grupo e seu coordenador. Em 
seus vários campos de atuação, os grupos operativos, em geral, 
tem como função específica, identificar e resolver os problemas 
que não permitem o desenvolvimento do residente no grupo e o 
coloca numa melhor condição para que este encontre as próprias 
soluções. 
13.2 O coordenador do grupo operativo
O coordenador do grupo operativo deve ser diferente dos demais, 
pois não fala a mesma linguagem. Ele serve como “intérprete” da 
linguagem dos demais. Suas principais funções são:
- Favorecer o vínculo entre o grupo e o campo de sua tarefa.
Enrique Pichon Rivière foi um 
psiquiatra suíço nacionalizado 
argentino, considerado um dos 
introdutores da psicanálise na 
Argentina, e gerador da teoria 
grupo conhecido como Força 
Tarefa. 
Assista ao vídeo com Joaquín 
Pichon Rivière y el dilema de los 
conflictos no resueltos - Primera 
parte - Parte 1º - Aula Magna 
de la Universidad Nacional 
del Comahue - Abril 2012 - 
Neuquén - Conferencia pública 
sobre el tema Como intervenir 
en la realidad y no decaer en el 
intento. http://www.youtube.
com/watch?v=uPwNUg14KHc
Figura 13.1: Grupo operativo
Fonte: http://www.sinpaf.org.br/wp-content/uploa-
ds/2012/10/ssaude.jpg
- Estabelecer um enfoque adequado para a operação do grupo.
- Ajudar a constituição e o desenvolvimento do grupo, como equipe de tra-
balho.
- Despertar e motivar líderes que surjam dentro do grupo e perceber o mo-
mento em que algum membro do grupo esteja pronto pra isso.
- Não assumir função que possa ser realizada por outro membro do grupo.
- Não analisar os membros do grupo, mas analisar os motivos que impedem 
que os membros se analisem.
13.3 Os grupos e a comunidade terapêutica
Diferentes atividades fazem parte da rotina diária de uma CT, sendo o grupo 
um de seus instrumentos terapêuticos. As atividades grupais são a base so-
bre a qual a equipe técnica, funcionários, residentes e familiares se articulam 
na tarefa curativa conjunta. Estes grupos têm a finalidade de voltar-se para 
as necessidades reais da comunidade em geral.
Entre outros, são os grupos de trabalho: atividades da vida diária; limpeza, 
cozinha; manutenção. E os grupos terapêuticos: sentimento, família, auto-
ajuda.
13.4 Grupo psicoterápico
Destacamos aqui, o grupo psicoterápico, pois este tem sido muito empre-
gado no tratamento de dependentes químicos, como um importante instru-
mento terapêutico presente em diferentes programas de recuperação. 
A psicoterapia de grupo promove o desenvolvimento dos relacionamentos 
interpessoais e do apoio mútuo entre os membros do grupo. Ao estabelecer 
novos relacionamentos, o indivíduo poderá ter elevado seu sentimento de 
autoestima, aumentando assim sua confiança. Quando isto acontece, o re-
sidente passa naturalmente a ajudar outras pessoas, sentindo-se valorizado, 
motivado e com uma grande expectativa de que a psicoterapia de grupo seja 
bem sucedida. No grupo, o indivíduo percebe, que a convivência com os an-
tigos “amigos” não fazem tanta falta assim, pois agora ele conhece outras 
pessoas que estão vivendo bem longe das drogas e do álcool e adaptadas a 
um novo estilo de vida.
Comunidade Terapêutica II - RDC: Políticas Públicase-Tec Brasil 68
13.5 Objetivos do grupo
- Elencar as dificuldades pessoais relacionadas com o presente, ajudando-os 
a melhorar sua vida e relações.
- Criar um espaço de reflexão no qual o residente tenha a oportunidade 
de buscar o sentido de sua vida, na tentativa de encontrar novas respostas 
para seus conflitos e frustrações, que não a droga, para sua transformação 
pessoal.
- Aprender sobre si mesmo e suas relações com o outro. 
Conclui-se, portanto, que o grupo operativo serve de base para sustentação 
de outros grupos como os de aprendizagem e o terapêutico, pois estes são 
coordenados com base na ideologia dos grupos operativos.
Resumo 
Vimos nesta aula que os grupos operativos tiveram início na década de 40 
e, que a presença deles é de extrema importância no tratamento de depen-
dentes químicos, tendo em vista que sua principal finalidade é levar seus 
integrantes a aprenderem a pensar e interagirem no grupo, visando à reso-
lução de problemas, podendo ser aplicado a diversos outros tipos de grupo.
Atividades de aprendizagem
1. Quando foi criado e quem foi o idealizador do grupo operativo?
2. Qual o principal objetivo da psicoterapia de grupo?
e-Tec BrasilAula 13 – Grupos Operativos 69

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