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Linfologia Básica 
 
 
 
Anatomia e Fisiologia do 
Sistema Linfático 
 
 
 
 
 
 
Elmo A. M. Pessoa 
 
 2 
Histórico 
 
O Sistema Linfático é um sistema que faz parte da imunidade humoral 
do organismo, agindo como um sistema acessório da circulação sangüínea 
venosa, tendo como função principal a captação de proteínas que não foram 
absorvidas pelas vênulas. 
 
Na Grécia antiga encontramos a primeira citação do anatomista Herófilo 
(300 AC) sobre o sistema linfático. Erasistrato, na mesma época, descreveu 
as “Artérias de Leite”. 
 
Em 1627, Aselius de Milão, professor de anatomia em Pávia, estuda e 
publica suas considerações sobre os vasos linfáticos intestinais do cão. 
 
Em 1647, Jean Pecquet, estudante de medicina em Mont Pellier, 
descreveu a Cisterna do Quilo ou “Receptaculum Chylii” e a descrição do ducto 
torácico, publicando a sua descoberta em 1651 em Paris. 
 
Em 1936, em Paris, surgiu o primeiro relato escrito da técnica de 
manipulação dos linfonodos denominada drenagem linfática pelo então 
fisioterapeuta Dr. Vodder. Os movimentos suaves e rotativos, técnica que 
persiste até hoje, continua sendo feita por várias esteticistas e profissionais 
de saúde. 
 
A técnica de Drenagem Linfática Manual denominada PTPM - pressão 
tissular profunda manual - foi apresentada no ano de 1997 no Congresso 
Ibero-Americano de Estética, realizado no Centro de Convenções de Brasília, 
desenvolvida a partir da pressão hidrostática tissular total visando aumentar o 
fluxo das correntes linfática e venosa e desobstruindo os principais 
linfocentros do corpo. 
 
 
 
 
 3 
1. SISTEMA CIRCULATÓRIO – O CORAÇÃO 
 
O Sistema Circulatório pode ser separado em duas divisões: 
 
 Sistema Cardiovascular 
 Sistema Linfático. 
 
O Sistema Cardiovascular inclui o coração, que funciona como uma 
bomba propulsora para o sangue, e os vasos sangüíneos, que transportam o 
sangue através do corpo. 
 
O Sistema Linfático consiste de órgãos que participam da resposta 
imune como (tonsilas, baço, timo e linfonodos) e vasos, que coletam o líquido 
intersticial do corpo e o transportam para o sistema cardiovascular. 
 
O Sistema Cardiovascular é um sistema fechado contido no coração e 
numa vasta rede de vasos arteriais e vasos venosos. 
 
O coração é a bomba que gera força necessária para impelir o sangue 
através do sistema de vasos, para funcionar como uma bomba. O coração 
 4 
contém quatro câmaras: átrio direito, átrio esquerdo, ventrículo direito e 
ventrículo esquerdo. 
 
O átrio direito recebe o fluxo sangüíneo venoso que vem da região 
sistêmica das veias cava superior e inferior, o ventrículo direito recebe o 
sangue do átrio direito e impulsiona o sangue através do tronco pulmonar que 
por sua vez chega aos pulmões pelas artérias pulmonares, nos pulmões o 
sangue venoso recebe o oxigênio e retorna ao coração. Esse retorno ocorre 
pelas veias pulmonares que desemboca no átrio esquerdo. 
 
Do átrio esquerdo o sangue passa para o ventrículo esquerdo que por 
sua vez realiza uma contração (sístole) impulsionando o sangue pelo arco 
aórtico que conduz o sangue para as regiões sistêmicas pelas artérias 
formando, portanto, uma circulação fechada. 
 
O sangue banha todos os órgãos e tecidos do corpo realizando várias 
funções durante seu transporte. 
 
As principais funções do sangue são: 
 
 O sangue transporta oxigênio dos pulmões para as células do 
corpo e dióxido de carbono das células para os pulmões; 
 Transporte de materiais nutritivos dos órgãos digestivos para as 
células; 
 Transporte de excretas das células do corpo para os rins; 
 Transporte de produtos celulares como hormônios para as células; 
 Manutenção da homeostase pela regulação do pH nos tecidos. Isto 
é feito por meio de tampões transportados pelo sangue; 
 Auxilia na temperatura do corpo providenciando meios para a 
dissipação do calor; 
 Proteção dos tecidos contra substâncias tóxicas de células 
estranhas e contra organismos por meio de células fagocíticas e 
anticorpos no sangue; 
 Prevenção da perda excessiva de líquido do corpo através do 
 5 
mecanismo de coagulação; 
 Auxiliar na regulação do volume de fluido nos tecidos e seu 
conteúdo. 
 
As principais funções do sistema circulatório são realizadas por filtragem 
de líquido dos vasos artérias para o interstício denominado líquido intersticial 
ou extracelular. Após o líquido intersticial realizar suas funções já 
mencionadas ele será reabsorvido pelos vasos venosos e o sistema linfático. 
 
Órgãos Relacionados ao Sistema Linfático 
 
São três: o baço, as tonsilas e o timo, todos são compostos amplamente 
por tecido linfóide, uma forma especializada de tecido conjuntivo 
caracterizado por uma estrutura de tecido reticular e pela presença de 
linfócitos. 
 
Baço – é um corpo oval, mole vascularizado, de cerca de 12,5cm de 
comprimento por 7,5cm de largura, que pesa aproximadamente 200g, 
localizado na parte superior esquerda do abdome sob o diafragma e por trás 
das costelas inferiores e cartilagens costais. 
 
 
 
 6 
O baço tem quatro funções principais: 
 
1. Destruição do Sangue – os eritrócitos velhos ao atingirem sua 
duração normal, de aproximadamente 120 dias, são destruídos em todas as 
partes do sistema reticulo endotelial. O baço, contudo, é o maior local de 
destruição de eritrócitos; 
 
2. Função Imunológica – o baço, juntamente com outros tecidos 
linfóides, participa na resposta imune; 
 
3. Armazenamento de Sangue – o baço serve como um reservatório 
para o sangue ou, mais especificamente, para os eritrócitos. Enquanto o 
plasma volta a circulação, os eritrócitos são retidos na polpa esplênica. 
Durante o exercício muscular ocorre uma acentuada concentração de 
eritrócitos no baço, que, então, os libera para que ajudem no transporte de 
oxigênio que vai ativar os músculos. O baço sofre variações rítmicas no 
tamanho, em resposta às demandas fisiológicas, tais como exercício e 
hemorragia, e assim influencia o volume de sangue circulante. 
 
 A natureza elástica do parênquima do baço permite a ele variar seu 
tamanho consideravelmente, expandindo-se pelo sangue e comprimindo-se 
pela contração elástica. O volume de sangue armazenado pode variar de 
1.000 ml até a quantidade reduzida de 50 ml; e 
 
4. Filtração do Sangue – o baço toma parte no mecanismo reticulo 
endotelial de defesa do corpo, filtrando os microorganismos do sangue. Um 
indivíduo pode sobreviver, aparentemente sem incapacidade, se o seu baço 
for removido, contudo, as doenças que lesarem o baço poderão afetar 
profundamente várias funções importantes do corpo. 
 
 
 
 
 
 7 
 
Tonsilas – vários grupos de tonsilas, formando um anel de tecido 
linfóide, guardam a entrada dos tratos alimentar e respiratório contra a 
invasão por microorganismos. Os componentes desse anel são as tonsilas 
palatinas, as tonsilas faríngeas (adenóides) e as tonsilas linguais. O tecido 
linfóide das tonsilas está disposto em nódulos que podem ter centros 
germinativos. 
 
As tonsilas palatinas, conhecidas mais comumente como “amígdalas”, 
são duas massas ovais de tecido linfóide situadas na parede lateral da 
orofaringe entre o arco palatoglosso (prega de cobertura mucosa do músculo 
palatoglosso, que se estende do palato mole à língua) e o arco palatofaríngeo 
(prega de cobertura mucosa do músculo palatofaríngeo, que se estende do 
palato mole à faringe). As tonsilas são maiores nas crianças que nos adultos. 
 
A tonsila faríngea ou adenóide é uma massa de tecido linfóide localizada 
na faringe nasal, que se estende da raiz dessa faringe à extremidade livre do 
palato mole. 
A tonsila lingual é um acúmulo do tecido linfóide encontrado no dorso da 
porção posterior da língua, próximo às papilas valadas. 
 8 
A infecção crônica das tonsilas não é tão comum quanto se suspeitava. 
Termo “amigdalite crônica” é freqüentemente malempregado para indicar 
qualquer tipo de irritação da garganta, ocorrendo quando as tonsilas ainda 
estão presentes. Com a tonsilite, o aumento e a sensibilidade dos linfonodos 
seviciais anteriores são comuns. As tonsilas podem estar aumentadas e 
vermelhas ou cobertas com pus. Se ambas, as tonsilas palatinas e faríngeas, 
estiverem infectadas, os linfonodos do trígono posterior do pescoço estarão 
aumentados. 
 
Muito menos tonsilectomias são hoje realizadas do que há quarenta 
anos. Isto porque recentes conhecimentos indicam que a remoção das tonsilas 
não baixa significativamente a incidência da infecção respiratória superior, a 
não ser que elas próprias estejam infectadas. Elas podem ser importantes, 
também, no desenvolvimento da imunidade; contudo, uma infecção 
recorrente verdadeira das tonsilas é ainda uma indicação para sua remoção 
cirúrgica. 
 
 
Timo – é um órgão linfático que está localizado na porção ântero-
superior da cavidade torácica. Limita-se, superiormente pela traquéia, a veia 
jugular interna e a artéria carótida comum, lateralmente pelos pulmões e 
inferior e posteriormente pelo coração. 
 9 
Externamente, o timo é envolto por uma cápsula de tecido conjuntivo, 
de onde partem septos que dividem o órgão em numerosos lóbulos. Cada 
lóbulo apresenta uma capa, o córtex, que é mais escura e uma polpa interior, 
a medula, que é mais clara. A Zona Cortical, mais periférica, é onde se 
encontram pró-timócitos, timócitos e Linfócitos T em diferenciação e 
maturação; nesta área os capilares são mais fechados para impedir a saída de 
Linfócitos T não maduros para o organismo. A Zona Medular, mais interna, é 
onde se encontram pro-linfócitos T e Linfócitos T maduros, prontos para se 
dirigir a órgãos linfóides secundários onde completarão sua ativação. 
 
Em termos fisiológicos, o timo elabora várias substâncias: timosina alfa, 
timopoetina, timulina e o fator tímico circulante. A timosina mantém e 
promove a maturação de linfócitos e órgãos linfóides como o baço e 
linfonodos. Existe ainda uma outra substância, a timulina, que exerce função 
na placa mio neural (junção de nervos com músculos) e, portanto, nos 
estímulos neurais e periféricos, sendo considerada grande responsável por 
uma doença muscular chamada miastenia grave. 
2. SISTEMA LINFÁTICO 
 
O Sistema Linfático funciona como um sistema acessório da circulação 
venosa auxiliando a absorção do líquido dos espaços teciduais para a 
circulação venosa devido a grande permeabilidade dos capilares linfáticos 
facilita a absorção de grandes partículas de moléculas de proteína passam 
para o interior do capilar junto com o líquido dos tecidos. 
 10 
O Sistema Linfático é composto de capilares linfáticos, vasos linfáticos 
valvulados, linfonodos, ductos torácico e linfático. 
 
Capilares Linfáticos 
 
Os capilares linfáticos são os menores vasos receptores do sistema 
linfático. São tubos de paredes finas, que mais se parecem com um dedo de 
uma luva, compostos de uma camada única de células endoteliais superpostas 
umas as outras em forma de escama, unidas por fibras de ancoragem ao 
tecido conjuntivo circunjacente. 
 
As bordas internas superpostas das células parecem agir como válvulas 
formando aberturas para os capilares através das qual o líquido intersticial 
absorvido exerce uma pressão intracapilar fazendo com que as células se 
fechem evitando o refluxo. 
 
Os capilares linfáticos apresentam início cego e formam um grande 
plexo entre os capilares sangüíneos, estes plexos se encontram em grande 
quantidade na mucosa, na submucosa, na derme, na serosa, na sob serosa, 
nas glândulas, no periósteo e no músculo. Os capilares têm duas funções 
específicas (1) absorver a sobra de líquido que não foi absorvido pelas vênulas 
e auxiliar no equilíbrio metabólico das células. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 11 
Vasos Linfáticos 
 
Os vasos linfáticos aferentes 
para os quais drenam os capilares 
possuem paredes de três camadas 
semelhantes às paredes das veias, 
a túnica íntima, túnica média e 
túnica externa. 
 
 Túnica íntima e a camada interna da parede. 
 Túnica média é constituída de células musculares lisas. 
 Túnica externa tem uma composição mais fibrosa. 
 
No interior dos vasos linfáticos contém válvulas bicúspides ou 
semilunares mais numerosas do que nas veias. A função dessas válvulas é 
evitar o refluxo da linfa fazendo com que ela siga em uma única direção, 
assegurando seu fluxo evitando o refluxo. 
 
Devido ao grande número de válvulas nos vasos linfáticos dão a ele uma 
característica de um rosário. 
 
Os vasos linfáticos são aferentes e eferentes, os vasos aferentes assim 
denominados conduzem a linfa para a região do córtex do linfonodos. 
 
Os vasos eferentes assim denominados deixam os linfonodos através do 
seu hilo por onde entram os capilares sangüíneos transportando a linfa já 
processada geralmente para outros linfonodos. 
 
Os vasos linfáticos também são superficiais e profundos. 
 
Os vasos superficiais são muito numerosos acompanham as veias e 
realizam a drenagem para linfonodos superficiais. 
 
 12 
Os vasos profundos são mais escassos acompanham os vasos 
sangüíneos profundos e realizam a drenagem geralmente para linfonodos 
profundos. A união dos vasos linfáticos eferentes forma os 11 troncos 
principais do corpo drenando suas respectivas regiões 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
T.L.D.E. - Os troncos lombares são formados pelos vasos linfáticos que 
drenam as seguintes regiões: membros inferiores, sistema urinário e genital, 
estruturas anatômicas irrigadas pela artéria mesentérica inferior e parede 
abdominal infra-umbilical. 
 
T.I. - O tronco intestinal e formado pelos vasos linfáticos eferentes dos 
linfonodos celíacos e mesentérios superiores. 
 
T.B.D.E. - Os troncos broncomediastinais são formados pelos vasos 
linfáticos que drenam as paredes ântero-superiores do tórax e abdômen 
(plano fundo), porção anterior do diafragma e a face visceral do lobo direito 
do fígado. 
 
T.S.D.E. - Os troncos subclávios são formados pelos vasos linfáticos que 
drenam os membros superiores, parede abdominal supra-umbilical e parede 
anterior do tórax. 
 13 
T.J.D.E. - Os troncos jugulares são formados pelos vasos linfáticos que 
drenam a cabeça, a face, o pescoço e parte posterior da região cervical. 
 
T.D.I.D.E-Os troncos descendentes intercostais são formados pelos 
vasos que drenam a região profunda da parede posterior do tórax (cinco 
últimos espaços intercostais). 
 
Os ductos linfáticos são em numero de dois e recebem as seguintes 
denominações: ducto linfático direito e ducto torácico. 
 
D.L.D. - O ducto linfático direito e formado pelos troncos jugular direito, 
subclávio direito e broncomediastinal direito e, mas comumente, este ducto 
desemboca na junção jugulo-subclavio direito. 
 
D.T. - Ducto torácico 
 
C.Q.ou C.P. -, Cisterna do quilo, ou cisterna de Pecquet. 
 
V.J.D.E. - Veia jugular direita e esquerda. 
 
V.S.C.D.E. - Veia subclávia direita e esquerda. 
 
V. C. S. - Veia cava superior. 
 
Linfagion 
 
Denomina-se linfagion os espaços entre uma válvula e outra. A função 
dos linfagions é assegurar a circulação da linfa quando em repouso ou não 
quando um linfagion se enche de linfa sofre uma contração gerada pelo 
sistema nervoso simpático, essa contração que geralmente ocorre de 6 a 12 
vezes por minuto impulsiona a linfa de um espaço a outro parecendo pode se 
dizer o coração linfático no corpo existe várias outras pressões que fazem com 
que a linfa circule no corpo. (veja em circulação da linfa). 
 
 14 
Linfonodos ou Gânglios Linfáticos 
 
Linfonodos são pequenos corpos ovais ou reniformes que se localizam, 
apicalmente nas correntes linfáticas consistem de tecido linfático coberto por 
uma cápsula de tecido conjuntivo fibroso, em um dos lados deste existe uma 
depressão chamadahilo por onde os vasos sangüíneos entram e saem. 
 
A outra região, ou 
córtex do linfonodo, é 
caracterizado pela presença 
de linfócitos (células que 
detectam e destroem 
bactérias nocivas ao 
organismo), densamente 
organizados. Estes formam 
colônias que durante 
períodos ativos têm áreas 
centrais distintas que é o 
centro germinativo e 
contém células de divisão 
rápida. 
 
Na medula do 
linfonodo a região mais 
interna é a área em torno 
do hilo, os linfócitos encontram-se arrumados mais esparsamente. Os 
linfonodos são em sua maioria do tamanho de um grão de arroz ou de um 
caroço de azeitona. Seu comprimento é de um a 25 mm, porém seu tamanho 
poderá aumentar consideravelmente em certas infecções. 
 
No corpo existem aproximadamente de 600 a 700 linfonodos 
distribuídos em todo sistema linfático, porém as três maiores regiões são: 
cervicais, axilares e inguinais. 
 
 15 
A linfa passa através de vários grupos de linfonodos antes de passar 
para circulação sangüínea. A linfa é conduzida aos linfonodos por vários vasos 
aferentes de diferentes locais. Passa através de um sistema de canais 
denominados seios, primeiro pelos seios corticais e depois pelos seios 
medulares. 
 
Os seios revestidos com macrófagos agem como leitos filtrantes para a 
remoção de partículas estranhas e dejetos do metabolismo celular antes que 
eles entrem na corrente sangüínea após o processo de filtragem (limpeza da 
linfa) ela continua seu percurso passando desta vez pelos vasos eferentes 
rumo a outros linfonodos ou a circulação 
 
Portanto, os linfonodos são barreiras, são os postos avançados do 
sistema imunológico eles representam as fortalezas erguidas por quase todo 
corpo pelo organismo para defender-se dos ataques das infecções retardando 
ou mesmo na maioria dos casos eliminando agentes nocivos ao organismo. 
 
Cisterna do Quilo 
 
A Cisterna do Quilo, também denominada Cisterna de Piquet, é um saco 
alongado de tamanho variável, que se origina na região anterior da coluna 
vertebral entre as vértebras T12 e L2. A formação da cisterna do quilo dá-se 
com a união dos troncos lombares esquerdo e direito, tronco intestinal e os 
troncos descendentes intercostais os quais conduzem a linfa absorvida de 
suas respectivas regiões para a cisterna do quilo que por sua vez, conduz a 
linfa para o ducto torácico. 
 
Ductos Linfáticos 
 
O sistema linfático é composto de 2 ductos: o ducto torácico e o ducto 
linfático. O ducto torácico se origina da cisterna do quilo, seu comprimento é 
variável medindo, aproximadamente, de 37 a 45 cm e o ducto comum de 
todos os vasos linfáticos em sua estrutura possui uma camada muscular lisa, 
uma de colágeno e um endotélio envolvido por uma membrana adventícia, 
 16 
possuidor de válvula bicúspide próximo a sua origem e no término próximo a 
sua desembocadura na circulação. 
 
O ducto torácico encontra-se localizado entre a aorta torácica e a veia 
áziga ao nível do arco aórtico cruza obliquamente para a esquerda e continua 
superiormente encontrando-se ao lado esquerdo do esôfago, dobra-se 
lateralmente na porção posterior da carotídea esquerda na base do pescoço 
anastomosa-se na junção da veia subclávia esquerda com a veia jugular 
interna esquerda. A função principal do ducto torácico é conduzir a linfa da 
cisterna do quilo para a circulação sangüínea. 
 
O ducto linfático direito tem a medida aproximada de 4 cm de 
comprimento, localizado sobre o músculo escaleno anterior. É formado pela 
união dos troncos, jugular direito, tronco subclávio e tronco broncomediastinal 
direito, a união destes três troncos ocorre próxima à desembocadura no 
angulo venoso. 
 
A função do ducto linfático é conduzir a linfa absorvida pelos três 
troncos de suas respectivas regiões para a circulação sangüínea na junção das 
veias jugular interna direita e a veia subclávia direita 
 
 
 17 
3. CABEÇA E PESCOÇO 
 
Colar peri-cervical 
 
O colar peri-cervical é formado por vários grupos de linfonodos, onde a 
maior parte é profunda. Localizados entre a cabeça e o pescoço, esses grupos 
de linfonodos absorvem a linfa proveniente da cabeça e da face. Esses grupos 
são subdivididos em quatro correntes que realizam a drenagem linfática da 
cabeça e da face, são elas: anterior, parotídea, occipital, retro auricular ou 
mantódea. 
 
A corrente anterior ou dos vasos faciais se subdivide em três grupos de 
linfonodos: infra-orbital ou maxilar, localizado no nariz, bochechas e arcos 
zigomáticos, bucal superficialmente ao músculo bucinador e mandibular ao 
nível da face externa da mandíbula anteriormente ao músculo masseter. A 
corrente anterior recebe os vasos aferentes das áreas frontal e facial anterior 
que drenam para os nodos submandibulares com exceção do grupo 
submentoniano que pode ser profundo ou superficial e do lábio inferior que 
drenam para os linfonodos submentais. 
 
A corrente parotídea recebe a linfa da região temporal e frontal do couro 
cabeludo da face as pálpebras, a raiz do nariz, ouvido esterno, drenando para 
os linfonodos parotídeos superficiais ou pré-auriculares que também drenam 
para os linfonodos parotídeos profundos continuando seu percurso para os 
linfonodos cervicais profundos. 
 
A corrente retro-auricular recebe a linfa do pavilhão auricular, da região 
parietal do couro cabeludo, drenando para dois linfonodos retro-auriculares ou 
mastóideos situados na porção proximal do músculo esternocleidomastóideo e 
em sua inserção. 
 
A corrente occipital recebe a linfa de toda região occipital que 
desemboca no grupo de linfonodos de um a três localizados sobre o ângulo 
póstero-superior do músculo esternocleidomastóideo e sobre o tecido 
 18 
fibrotendinoso que investe a linha occipital superior entre as inserções do 
músculo trapézio e do músculo semi-espinhal da cabeça. 
 
 
 
 
 
 
 
PESCOÇO 
 
Os nodos linfáticos cervicais superficiais encontram-se ao longo da veia 
jugular externa superficialmente ao músculo esternocleidomastóideo e no 
trajeto da veia jugular anterior onde seus vasos eferentes se ligam com os 
linfonodos cervicais profundos. 
 
Os linfonodos cervicais profundos encontram-se no percurso da veia 
jugular interna profundamente ao músculo esternocleidomastóideo e uma 
pequena quantidade desses gânglios seguem posteriormente o trajeto do 
nervo acessório e inferiormente segundo os vasos subclávios. 
 
O linfonodo localizado inferiormente ao ventre posterior do músculo 
digástrico em número de um, é chamado de júgulo-digástrico e absorve a 
linfa proveniente do terço posterior da língua e da tonsila palatina. 
 
O gânglio linfático júgulo-omo-hióideo localiza-se sobre a veia jugular 
interna e superiormente ao tendão intermédio do músculo omo-hióideo, 
realizando a drenagem linfática da língua dos gânglios submandibulares, 
 19 
submentais e cervicais profundos da porção superior. 
 
Os linfonodos cervicais profundos encontram-se superiormente à veia 
jugular interna. O linfonodo júgulo-digástrico localiza-se na convergência dos 
vasos eferentes dos linfonodos retro-mandibulares, submandibulares 
parotídeos, submentais e occipitais. 
 
Alguns linfonodos profundos chamados supra claviculares encontram-se 
no trígono cervical occipital seguindo o trajeto da artéria transversa do 
pescoço. Os linfonodos pré-laringeos e pré-traqueais, os dois recebem os 
vasos linfáticos da laringe, paratraqueais e retro-faringeos. 
 
Os vasos linfáticos da região superior da faringe irão unir-se com os 
linfonodos retro-faríngeos. Os vasos da região inferior irão unir-se aos 
linfonodos cervicais profundos. A glândula tireóide apresenta duas drenagens 
linfáticas através dos gânglios cervicais profundos superiores e dos gânglios 
pré-traqueais e paratraqueais. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 20 
A união dos vasos linfáticos que se originam dos linfonodos cervicais 
profundosformam o tronco jugular direito e esquerdo que recebe a linfa da 
cabeça e do pescoço e vão se unir ao ducto linfático direito e ao ducto torácico 
esquerdo próximo a sua desembocadura na junção das veias jugular e 
subclávia esquerda 
 
4. CAVIDADE ABDOMINAL 
 
Os gânglios linfáticos da cavidade abdominal são retro-peritoneais e são 
divididos em: aórtico-celíacos superior e aórtico-lombares inferior, tendo 
como parâmetro os vasos renais esquerdos, os aórtico-celíacos superior 
formam o tronco intestinal e os aórtico-lombares inferior formam os troncos 
lombares direito e esquerdo. 
 
Os gânglios linfáticos aórtico-celíacos se subdividem em grupos aórtico-
celíacos direito, aórtico-celíaco esquerdo e aórtico-celíacos anterior. O aórtico-
celíacos direito encontra-se entre a face lateral direita da aorta e o pilar 
direito do diafragma; o aórtico-celíacos esquerdo encontra-se na face lateral 
esquerda da aorta e o pilar esquerdo do diafragma. 
 
O grupo aórtico-celíacos anterior encontra-se próximo à origem da 
artéria mesentérica superior. 
 
Os gânglios linfáticos aórtico-celíacos realizam a drenagem linfática do 
baço, pâncreas, fígado, vesícula biliar, esôfago abdominal, estômago, 
intestino delgado, ceco, cólon ascendente, 2/3 proximais do cólon transverso, 
recebe também alguns vasos linfáticos da flexura cólica esquerda e 1/3 da 
região distal do cólon transverso. 
 
O grupo de gânglios linfáticos aórtico-lombares é dividido em pré-
aórtica, aórtica esquerda e aórtica direita. 
 21 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Os linfonodos pré-aórticos localizam-se anteriormente à artéria aorta 
abdominal e seus nódulos estão em torno da origem da artéria mesentérica 
inferior e na borda inferior dos vasos renais esquerdos. Este grupo recebe 
vasos linfáticos aferentes da flexura cólica esquerda, 1/3 da porção distal do 
cólon transverso, descendente, sigmóide e do reto uma maior parte. 
 
Observamos, portanto que 1/3 da porção do cólon transverso e a 
flexura cólica esquerda realizam uma drenagem dupla O grupo da aórtica 
esquerda ou látero-aórtica esquerda encontram-se entre a face lateral da 
aorta e o músculo psoas maior. Este grupo recebe a drenagem linfática do rim 
da supra-renal da ilíaca comum esquerda, do testículo, do ovário, da tuba 
uterina, da porção superior esquerda do útero e da região profunda da parede 
abdominal. 
 
O grupo da aórtica direita divide-se em pré-cava, interaórtico-cava, 
látero-cava e retro cava. 
 
O grupo pré-cava localiza-se na origem da veia cava inferior até a borda 
inferior dos vasos renais direitos. 
 
O grupo interaórtico-cava encontra-se entre a veia cava inferior e a 
artéria aorta desde a origem da veia cava inferior até a borda inferior dos 
 22 
vasos renais esquerdos. 
 
O grupo látero-cava localiza-se na face lateral direita da veia cava 
inferior. 
 
O grupo retro cava localiza-se na face posterior da veia cava inferior e 
na borda lateral do músculo psoas maior. Esses quatro grupos realizam a 
drenagem linfática da glândula supra-renal, rim, testículos, ovário, tuba 
uterina, da região superior e lateral do útero, da região profunda da parede 
abdominal e do grupo da ilíaca comum direita. 
 
Os gânglios linfáticos aórtico-lombares anastomosam-se na linha 
mediana com os principais vasos linfáticos eferentes superiores para formar 
os troncos lombares esquerdo e direito que se unem com o tronco intestinal, 
os troncos descendente intercostal direito e esquerdo para formar a Cisterna 
do Quilo. 
 
5. ANATOMIA DO SISTEMA LINFÁTICO 
 
MEMBROS SUPERIORES 
 
Nos membros superiores existem 10 correntes linfáticas superficiais e 
06 correntes profundas e a Drenagem Linfática é realizada anatomicamente 
da seguinte forma: 
 
Correntes superficiais – a drenagem linfática das correntes superficiais 
efetua-se através dos vasos e linfonodos superficiais dividindo-se em seis (06) 
correntes linfáticas na região proximal do membro superior (braço) e quatro 
na região medial e distal (antebraço e mão). As correntes linfáticas 
superficiais da região proximal subdividem-se em 03 na região anterior e 03 
na região posterior. As correntes anteriores são chamadas de corrente 
basílica, corrente cefálica e corrente pré-bicipital. 
 
As posteriores são chamadas de corrente póstero-medial, corrente 
 23 
posterior e corrente póstero-lateral. 
 
Na região medial e distal (antebraço e mão) as quatro correntes 
subdividem-se em duas anteriores e duas posteriores. As duas anteriores são 
chamadas de corrente radial anterior e corrente ulnar anterior; as outras duas 
correntes posteriores são chamadas de corrente posterior e corrente ulnar 
posterior. 
 
6. DRENAGEM LINFÁTICA PROFUNDA 
 
A Drenagem Linfática Profunda consiste em 06 correntes: duas na 
região proximal do membro superior (braço) e quatro correntes na região 
medial e distal (antebraço e mão). 
 
As duas correntes da região proximal são chamadas de corrente 
braquial e corrente braquial profunda; as quatro correntes da região medial e 
distal (antebraço e mão) são chamadas de corrente ulnar profunda, corrente 
radial profunda, corrente inter-óssea anterior e corrente inter-óssea posterior. 
 
Segundo alguns autores existem nos membros superiores correntes 
linfáticas que não se ligam aos linfonodos axilares denominadas correntes 
derivativas são as correntes cefálica e corrente posterior. 
 
Outra corrente derivativa consiste do grupo linfonodal infraclavicular, 
disposto sobre a veia cefálica, possivelmente ser responsável pela drenagem 
linfática do ombro ou fazer anastomose com os gânglios linfáticos cervicais 
profundos inferiores. 
 
Linfonodos dos Membros Superiores 
 
Os membros superiores consistem de linfonodos profundos e superficiais 
tanto no braço como no antebraço. Os linfonodos profundos localizam-se na 
região proximal do membro superior (braço) pelo fato de se localizarem em 
contato com os vasos braquiais, portanto, levam o nome de linfonodos 
 24 
braquiais e linfonodos braquiais profundos. 
 
Na região medial (antebraço) temos anteriormente o linfonodo radial, o 
linfonodo ulnar e os linfonodos inter-ósseo anterior e inter-ósseo posterior. 
 
Os linfonodos superficiais dos membros superiores são encontrados no 
braço em número de 01 a 02 linfonodos ao longo da veia basílica; são 
chamados trocleares e no sulco delto peitoral ao longo da veia cefálica temos 
um ou dois linfonodos chamados delto peitorais. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Na região axilar os linfonodos se agrupam em torno de 20 a 30 
linfonodos formando centros linfonodais. Esses linfonodos recebem a 
drenagem linfática das seguintes regiões: do membro superior, da maior 
parte da mama, do hemitórax ipsilateral, da porção supra-umbilical do 
abdome e da região do dorso. 
 
Os linfonodos são classificados em cinco grupos cada grupo recebe a 
drenagem de uma região diferente: 
 
A – grupo de linfonodos anterior ou torácico lateral ou peitoral - localiza-
 25 
se na borda lateral ou inferior do músculo peitoral maior e das veias torácicas 
laterais. Contem de três a cinco linfonodos e recebe a drenagem linfática da 
região abdominal supra-umbilical e da maior parte da mama. 
 
B – grupo posterior ou subescapular - contem seis a sete linfonodos 
localiza-se anteriormente ao músculo e veia subescapulares ao nível da borda 
lateral da escápula e recebe a drenagem linfática dos músculos da nuca, da 
parte posterior do ombro e do dorso. 
 
C - grupo lateral ou dos vasos axilares - contem de quatro a seis 
linfonodos localizados posteriormente à veia axilar e mostra-se responsável 
pela drenagem do membro superior com exceção das vias derivativas. 
D - grupo intermédio ou central - situado medialmente ao grupo lateral 
e realiza conexões com os grupos anteriores, posterior e lateral formando 
uma grande região linfonodal axilar. 
 
E - grupo medialou apical - contem de seis a doze linfonodos encontra-
se localizado ao longo das veias axilares medialmente ao músculo peitoral 
menor e posteriormente à fáscia clavipeitoral, recebe os vasos linfáticos de 
todos os outros grupos e eventualmente da mama. 
 
Os vasos eferentes dos linfonodos apicais unem-se para formar os 
troncos subclávios que desembocam no ducto linfático direito, à esquerda no 
ducto torácico o maior ducto do corpo ou eventualmente em linfonodos 
inferiores profundos. 
 
De maneira genérica os grupos lateral e central apresentam de dez a 
quatorze linfonodos cada um enquanto que os outros grupos constituem-se de 
um a sete linfonodos linfáticos cada. 
 
Membros Inferiores 
 
A Drenagem Linfática dos membros inferiores consiste em uma 
superficial e outra profunda. A Drenagem Linfática superficial dos membros 
 26 
inferiores apresenta anatomicamente 6 (seis) correntes linfáticas: 4 (quatro) 
na região proximal (coxa) e as outras duas correntes na região medial e distal 
(perna e pé). 
 
As 4 correntes proximais (coxa) são divididas em duas anteriores e duas 
posteriores. As correntes anteriores são chamadas de corrente da veia safena 
magna ou ântero-medial da coxa e corrente da safena acessória anterior ou 
ântero-lateral da coxa. As correntes posteriores são chamadas de corrente 
póstero-medial e corrente póstero-lateral da coxa. 
 
As duas correntes da porção medial e distal (perna e pé) são chamadas 
de corrente da safena magna da perna e corrente da safena parva da perna. 
Esta última apresentando uma ou duas vias linfáticas. 
 
A corrente da safena magna da perna ou ântero-medial da perna se 
origina na coxa recebendo de três a sete afluentes linfáticos inclusive da 
corrente póstero lateral da perna na região do côndilo-medial do fêmur onde 
se continua como a corrente ântero-medial da coxa. Portanto, concluímos que 
não há uma continuação da perna para a região da coxa como acontece com 
as outras correntes linfáticas da coxa. 
 
A Drenagem Linfática profunda se origina ao longo dos vasos 
sangüíneos em torno de dois a três vasos linfáticos para cada artéria e 
apresentam duas vertentes proximais na coxa e três mediais e distais (perna 
e pé). 
 
A anterior é chamada de corrente ântero-medial ou da tibial anterior e 
as posteriores são chamadas de correntes póstero-medial ou tibial posterior e 
corrente póstero-lateral ou da fíbula localizadas no pé e na perna. 
 
Linfonodos Superficiais e Profundos dos Membros Inferiores 
 
Nos membros inferiores temos tanto linfonodos superficiais quanto 
profundos, porém os linfonodos superficiais existem. em maior número em 
 27 
relação aos linfonodos profundos sendo composto por três a quatorze ou 
mesmo até 20 linfonodos. 
 
Localizados ao nível do tecido subcutâneo e paralelamente a 1 cm 
distais ao ligamento inguinal e ao longo da porção proximal da veia safena 
magna relacionando-se com as regiões inguinais e poplíteas e seus 
respectivos vasos. 
 
Deste modo, temos os linfonodos intersafênico, da safena magna, da 
safena acessória lateral, da circunflexa superficial do ílio, da epigástrica 
superficial e da pudenda externa. 
 
A Drenagem Linfática superficial dirige-se preferencialmente para os 
linfonodos intersafênico e das safenas magna e acessória lateral ou linfonodos 
inferiores. Já os linfonodos superiores consistem das cadeias circunflexas 
superficial do ílio, epigástrica superficial e pudenda externa que recebem a 
drenagem linfática dos glúteos, da região infra-umbilical da parede abdominal 
do ânus e da região anterior e lateral da genitália externa. 
 
Na região poplítea encontramos os linfonodos poplíteos superficiais que 
são únicos e recebe a linfa que vem da corrente linfática da safena parva ou 
póstero-anteral da perna. 
 
Os linfonodos profundos em número de um a três encontram-se na 
perna na calva poplíteos profundamente à desembocadura da veia safena 
parva e na região inguinal na porção medial da veia femural. 
 
A região inguinal dotada de poucos linfonodos profundos recebe a 
drenagem linfática que vem dos vasos linfáticos próximos às veias femural e 
poplítea. 
 
Na perna temos os linfonodos profundos encontrados geralmente na 
origem das artérias assim temos os linfonodos tibial anterior, tibial posterior e 
fibular que recebem a drenagem linfática profunda do pé e da perna. 
 28 
Os linfonodos profundos da região poplítea são em número de sete a 
dez unidades. Estão localizados profundamente a fáscia poplítea e recebe a 
linfa profunda proveniente da perna do pé e da coxa. São chamados de 
linfonodos retropopliteos encontram-se localizados posteriormente à veia 
poplítea e são geralmente em número de três, um abaixo da desembocadura 
veia safena parva (infra-safenico) outro imediatamente acima da 
desembocadura da veia safena parva (supra-safenico) e outro mais 
superiormente ao anterior na parede posterior da veia poplítea. 
 
Os outros seis linfonodos da região poplítea estão relacionados com os 
vasos arteriais poplíteos sendo três laterais e três mediais acompanham as 
artérias geniculares e são chamados de linfonodos poplíteos mediais e 
linfonodos poplíteos laterais. O linfonodo restante em número de um localiza-
se anteriormente à artéria poplítea chamado de linfonodo poplíteo anterior ou 
pré-arterial. 
 
Os linfonodos da região poplítea recebem toda linfa proveniente dos 
vasos profundos da perna do pé e da coxa e podem também receber dos 
vasos linfáticos superficiais através de ramos perfurantes. 
 
Todos os vasos linfáticos eferentes poplíteos acompanham os vasos 
femorais e terminam nos linfonodos inguinais profundos. 
 
Vias de comunicação entre os vasos linfáticos superficiais e vasos 
linfáticos profundos dos membros inferiores acontece através de vasos 
linfáticos perfurantes além da existência de vasos linfáticos que se relacionam 
entre os nodos inguinais superficiais para a drenagem linfática da vulva. 
 
Cerca de 24 vasos linfáticos eferentes deixam os linfonodos inguinais 
superficiais e profundos. 
 
Os vasos linfáticos dos membros inferiores após passarem pelos 
linfonodos inguinais se ligam aos linfonodos ilíacos externos, ilíacos comuns e 
chegam aos linfonodos aórtico-lombares que formam os troncos lombares 
 29 
direito e esquerdo que por sua vez se dirige para a cisterna do quilo ou 
cisterna de Piquet de onde se origina o ducto torácico. 
 
7. ANATOMIA DA REGIÃO PÉLVICA 
 
Os linfonodos da região pélvica, devido a sua íntima relação com os 
vasos ilíacos, são chamados de cadeias ilíacas externa, interna e comum. 
 
Os nódulos linfáticos da região ilíaca externa são divididos em 
linfonodos ilíacos externos laterais, intermédios e mediais. 
 
Os nódulos linfáticos da região ilíaca externa lateral encontram-se 
posicionados na face lateral da artéria, entre esta e o músculo psoas maior. 
 
Os nódulos linfáticos da região ilíaca externa intermédia encontram-se 
situados no espaço entre a artéria e a veia, porém o linfonodo mais cranial se 
encontra próximo a artéria ilíaca comum e relaciona-se com o ureter. 
 
Os nódulos linfáticos da região externa medial encontram-se localizados 
na face medial da veia e próximos do nervo obturador, sendo que o linfonodo 
mais caudal se encontra próximo do ligamento inguinal com íntima relação 
com o linfonodo de Cloquet. Os linfonodos da região ilíaca externa é uma 
continuação dos linfonodos inguinais. 
 
Os nódulos linfáticos da região ilíaca interna ou hipogástrica encontram-
se ao longo da artéria ilíaca interna e subdividem-se em nódulos linfáticos 
parietais e nódulos linfáticos viscerais. 
 
Os nódulos linfáticos parietais são chamados de glúteos superior e 
inferior, nódulos sacrais laterais e nódulos obturadores. 
 
Os nódulos linfáticos viscerais são chamados de nódulos vesicais lateral, 
anterior e posterior, nódulos retais e nódulos para-uterinos.30 
Os nódulos linfáticos viscerais encontram-se localizados em íntima 
relação com os órgãos da pelve. 
 
Os linfonodos da região ilíaca comum encontram-se localizados ao longo 
da artéria podendo ser localizado também os linfonodos ilíacos comuns 
laterais, intermédio e medial; a relação sintópica é a mesma citada para as 
outras cadeias sendo que a medial mais cranial inclui os nódulos linfáticos 
sub-aórticos. 
 
A drenagem linfática da região superior do útero se realiza através do 
ligamento redondo para os linfonodos inguinais superficiais e lateralmente nas 
porções superiores do ligamento largo; se unem com os vasos linfáticos da 
tuba uterina e do ovário acompanhado superiormente com os vasos linfáticos, 
ovários e drenam para os linfonodos aórtico lombares. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 31 
A drenagem linfática da região inferior do corpo e do colo do útero onde 
com mais freqüência se origina o carcinoma se faz principalmente para os 
linfonodos da pelve, ilíacos internos e ilíacos externos ou ilíacos comuns. Por 
causa dessa extensa área de drenagem linfática do colo do útero o tratamento 
do carcinoma cervical geralmente exige a ressecção de todo o útero com 
extração radical dos gânglios linfáticos das paredes pélvicas e da região 
inguinal 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
8. DRENAGEM LINFÁTICA DA MAMA 
 
A mama é uma região rica em capilares e vasos linfáticos tanto epifacial 
como no parênquima glandular os capilares formam um plexo drenando toda 
região mamária. 
 
A mama contém três vias: axilar, 
mamária interna e infra-clavicular 
transpeitoral. Esta última vai diretamente à 
cadeia supra clavicular. De acordo com 
Rouvière a drenagem da mama ocorre 
através de duas correntes coletoras 
oriundas do plexo sub-areolar: o lateral e o 
medial. 
 
 
O lateral recebe a linfa da metade direita da mama e segue acompanhando 
 32 
a borda do músculo pequeno peitoral; o medial recebe a linfa da parte mediana e 
inferior do plexo aureolar, descrevendo curvatura de concavidade superior 
contornando a aréola. 
 
Essas duas correntes drenam para região axilar descarregando no grupo 
linfonodal axilar ou central embora esta seja a via de maior drenagem da mama 
há duas outras que vão diretamente aos linfonodos do ápice da axila: corrente 
transpeitoral que recebe a linfa do plexo retro mamário, corrente retro peitoral 
existente, segundo Monard. 
 
Em 35% dos indivíduos e que compreende dois a três coletores de 
drenagem do quadrante súpero-medial da mama, nesta via os linfonodos são 
inconstantes. 
 
9. FUNÇÕES FISIOLÓGICAS DO SISTEMA LINFÁTICO 
 
O Sistema Linfático realiza várias funções que são de grande 
importância para o organismo, como: 
 
1. A produção de linfócitos nos centros germinativos dos linfonodos; 
2. Absorção de gordura e outras substâncias lipo solúveis; 
3. Absorção de proteínas e devolução das proteínas a circulação; 
4. Fagocitose realizada pelas células retículo endoteliais que se 
encontram nos seios dos linfonodos; 
5. Regulação do líquido intersticial com o líquido intravasal. 
 
Porém a função mais importante do Sistema Linfático é a devolução de 
proteína para a circulação sangüínea, quando filtrada dos capilares 
sangüíneos. 
 
10. ESTRUTURA E FUNÇÃO DOS CANAIS TISSULARES 
 
O interstício tissular possui espaços de fluidos e moléculas que saem ou 
entram nas células. Estes espaços atuam como canais de circulação variando 
 33 
tanto em número como em tamanho dependendo do tecido e do volume de 
fluido existente no mesmo. 
 
Em geral o fluido circula por esses canais denominados de sistema pré-
linfáticos sendo logo absorvido por um capilar sangüíneo ou linfático. Nos 
músculos o fluido circula por esses canais, até encontrar os capilares 
linfáticos. Na periferia e no tecido muscular, no cérebro, onde não existe 
capilares linfáticos o fluido circula pelos canais tissulares da adventícia dos 
vasos sangüíneos até chegar aos linfáticos da carótida interna. 
 
Em certas situações como a insuficiência mecânica do Sistema Linfático, 
os canais tissulares formam um verdadeiro plexo linfático evitando edema em 
conjunto com outros fatores compensatórios fisiológicos. 
 
Formação e Transporte da Linfa 
 
Para entender esse processo devemos analisar as poderosas forças que 
atuam num território microscópio, o da micro circulação. 
 
A formação do fluido intersticial foi estudada por Starling, que 
descreveu as pressões que provocam a ultra filtração e a reabsorção, tendo a 
sua lei o seguinte enunciado: “a quantidade de líquido perdido no capilar 
arterial e não reabsorvido pelo capilar venoso volta a circulação por 
reabsorção do capilar linfático” (através da entrada e saída de proteínas do 
interstício). 
 
Pressões Hidrostáticas 
 
A pressão hidrostática sangüínea (pHs) que impulsiona o fluido através 
da membrana capilar em direção ao interstício é de aproximadamente 
30mmHg no capilar arterial, e é de 15mmHg no capilar venoso. 
 
A pressão hidrostática intersticial é a que tende a movimentar um fluido 
de volta para os capilares. 
 34 
Como em condições de normalidade do interstício ela se equilibra em 
ambos os extremos capilares, podemos considerá-la igual a zero. 
 
Pressões Osmóticas 
 
São originadas pela presença de moléculas protéicas no sangue e no 
fluido intersticial. 
 
A pressão osmótica sangüínea (Pos) tende a movimentar o fluido do 
interstício em direção ao capilar. É de aproximadamente 28mmHg em ambos 
os extremos capilares. 
 
A força oposta é a pressão osmótica intersticial (POi), que tende a 
“sugar” fluido dos capilares. É de aproximadamente 6mmHg em ambos os 
extremos capilares. Da relação das pressões acima, surge a pressão de 
filtração. 
 
Pressões tissulares 
 
Pressão Hidrostática Tissular é a pressão hidrostática exercida sobre o 
fluido livre nos canais tissulares. É negativa na maioria dos tecidos, com 
exceção de órgãos encapsulados. 
 
Pressão Tissular Total é a resultante da soma vetorial da pressão 
hidrostática tissular e a pressão do tecido sólido. Esta última é a exercida 
sobre o objeto pelas estruturas intersticiais que rodeiam. Às vezes é negativa, 
como quando o interstício abre as junções endoteliais, através dos filamentos 
de ancoragem. Outras vezes é positiva, quando os músculos adjacentes se 
contraem, comprimindo os linfáticos iniciais 
 
Formação da Linfa 
 
Existem várias teorias para explicar o ingresso das macromoléculas 
protéicas e fluido intersticial nos linfáticos iniciais. 
 35 
A enunciada por Casley-Smith: o aumento intersticial e a conseqüente 
mudança nas pressões tissulares provocariam a abertura das junções 
endoteliais linfáticas. Primeiro se processa a entrada de proteínas que 
arrastam até inverter as pressões coloidosmóticas, logo as junções se fecham, 
permitindo a saída de água para o interstício. 
 
Por último ocorre a contratação do linfático pelo aumento das pressões 
intersticiais. Outra teoria compara os linfáticos às bombas de sucção que 
aspiram o fluido intersticial pelo gradiente de pressão hidrostática criado pela 
força de sucção do sistema linfático como um todo. Como vimos 
anteriormente, os linfáticos iniciais, possuem valvas rudimentares que 
impedem o refluxo; eles deságuam nos coletores onde entra em 
funcionamento a unidade motora do sistema, o linfagion; com a chegada do 
líquido, este se contrai e impulsiona a linfa em direção à próxima unidade. Em 
média a freqüência é de seis contrações por minuto. 
 
Pela canalização do ducto torácico, foi estabelecido um fluxo diário 
normal de aproximadamente 2 litros. A quantidade de linfa absorvida pelo 
sistema é bem maior, mas uma grande parte retorna à circulação sangüínea, 
através das anastomoses linfovenosas. Continuando a nossa viagem junto à 
linfa, pelos coletores é levada até as estações linfonodais, onde elementos dosistema retículo endotelial realizam a fagocitose de células, bactérias, vírus, 
etc. 
 
Estes macrófagos “apresentam” os invasores às células T, que 
desencadeiam as respostas imunocelulares, e as células B, colocarão em 
funcionamento, processos imunohumorais. 
 
Dos linfonodos, a linfa é conduzida por grandes coletores até o ducto 
torácico (à esquerda) ou para o ducto linfático direito que se anastomosam à 
circulação venosa na confluência jugulo - subclávia bilateralmente. 
 
 
 
 36 
Composição da Linfa 
 
Esta é formada por fluido intersticial, produtos do catabolismo celular e 
intersticial, gases (CO2; O2), fibrinogênio, protrombinas, células, linfócitos, às 
vezes, hemácias microorganismos vivos, gordura (especialmente nos linfáticos 
intestinais) e proteínas em diferentes quantidades, dependendo da região do 
organismo. 
 
Carga Protéica Linfática 
 
É a quantidade de proteínas plasmáticas evacuadas na unidade de 
tempo através do sistema linfático. Em 24 horas, são reabsorvidos 100g de 
proteínas. 
 
11. CIRCULAÇÃO DA LINFA 
 
O sangue circula através de todo nosso corpo impulsionado pelo 
batimento do coração que funciona como uma bomba. A circulação linfática é 
assegurada por pressões que os seus vasos recebem, são elas: 
 
- contração muscular – situada ao longo dos vasos linfáticos, as 
contrações dos músculos pressiona os vasos fazendo com que ele impulsione 
a linfa contida no seu interior. 
 
- respiração – os movimentos do pulmão e do diafragma exercem no 
ducto torácico pressões variáveis que impulsionam o trajeto da linfa. 
 
As artérias – os vasos linfáticos ficam ao lado dos vasos arteriais e 
venosos. As contrações das artérias provocadas pelo batimento cardíaco 
fazem pressões sobre os vasos linfáticos impulsionando a linfa. 
 
Já sabemos superficialmente sobre o sistema linfático e sobre o que é a 
linfa e como se forma. O método que vocês irão ver foi escrito em 1957 por 
um dinamarquês chamado Dr. Vodder. 
 37 
Hoje, no nosso dia a dia, vamos encontrar algumas manipulações 
diferentes, porém, devemos ter muito cuidado porque na DLM os toques e as 
manipulações são específicas, direcionadas ao sistema hídrico do corpo, 
portanto elas deverão ser bastante suáveis. A drenagem linfática manual é 
uma técnica de massagem muito usada atualmente e que vem substituir, com 
vantagem, a massagem estética. 
 
12. FISIOPATOLOGIA DO EDEMA LINFÁTICO 
 
Edema 
 
É a infiltração serosa dos tecidos caracterizada pela tumefação dos 
espaços intersticiais. 
 
Edema Linfático (FÖLDI) 
 
É a tumefação dos tecidos moles pelo acúmulo de fluido intersticial rico 
em proteínas, causado por uma deficiência na circulação do fluxo linfático, 
combinada com uma insuficiente proteólise extra linfática das proteínas 
plasmáticas. 
 
Segundo Földi, a presença de qualquer edema pressupõe que foi 
ultrapassada a capacidade máxima do sistema linfático. 
 
Quando a carga linfática aumenta e supera a capacidade de transporte, 
surge um edema de alto fluxo por insuficiência dinâmica linfática. Se a carga 
linfática é normal e a capacidade de transporte está reduzida, o edema 
resultante será de baixo fluxo por insuficiência mecânica do sistema linfático. 
 
Quando simultaneamente ocorre um aumento da carga com uma 
diminuição da capacidade de transporte se produz um edema severo por 
insuficiência da válvula de segurança, geralmente acompanhado de necrose 
tissular. 
 
 38 
Também é possível a diferenciação entre os edemas pobres em 
proteínas na insuficiência dinâmica com sistema linfático sadio e os edemas 
ricos em proteínas na insuficiência mecânica do sistema linfático, com 
concentração protéica no fluido intersticial abaixo ou acima de lg/dl 
respectivamente. 
 
Causas de Edema/Classificação 
(Földi, adaptado por Casley-Smith). 
 
ALTO FLUXO — BAIXA PROTEÍNA 
 
 Elevação da Pressão Hidrostática Sangüínea 
 Baixa Pressão – Colóide osmótica 
 Plasmática – Tissular – aumento da compliância tissular 
 
ALTO FLUXO — ALTA PROTEÍNA 
 
 Lesões nos vasos sangüíneos 
 Hipovitaminose – multi – B, C ou P. 
 Elevação da Pressão Hidrostática Sangüínea em regiões fenestradas 
 
BAIXO FLUXO — BAIXA PROTEÍNA (Insuficiência Hemodinâmica) 
 
 Elevação da Pressão Venosa Central 
 
BAIXO FLUXO — ALTA PROTEÍNA (Edema Linfático) 
 
● Causas Estruturais 
 Canais tissulares estreitos e/ou escassos 
 Linfáticos iniciais escassos 
 Incompetência valvar dos linfáticos iniciais 
 Ruptura dos filamentos de ancoragem 
 Lesões nas paredes dos linfáticos iniciais 
 Hipoplasia de coletores linfáticos 
 39 
 Obstrução dos coletores linfáticos 
 Incompetência valvar intralinfática (coletores) 
 Aberturas nas paredes dos coletores 
 
● Causas Funcionais 
 Falta da variação da pressão tissular total reduzindo: 
 Fluxo nos canais tissulares 
 Bombeamento nos linfáticos iniciais 
 Bombeamento nos coletores 
 Espasmos dos coletores 
 Paralisia dos coletores 
 Retardo nas contrações dos coletores 
 Acúmulo adjacente da linfa causando bloqueio 
 
3. Insuficiência da Válvula de segurança 
 
Edemas de alto fluxo e baixa proteína são causados por um 
desequilíbrio nas forças descritas por Starling como no aumento da pressão 
hidrostática sangüínea (por ex., na obstrução Venosa) ou nos estados de 
hipoproteinemia ou hemodiluição que diminuem a pressão colóide osmótica do 
plasma. Outra causa é o aumento da compliância tissular, especialmente em 
tecidos que foram acometidos por edema e submetidos a tratamento clínico, e 
por isso é necessário o uso de contenção elástica para evitar recidivas. 
 
Edemas de alto fluxo e alta proteína são provocados por lesões nos 
vasos sangüíneos por traumas, queimaduras, radiação ou pelos mediadores 
químicos da inflamação que causam a abertura das junções intercelulares 
endoteliais dos capilares. 
 
Edemas de baixo fluxo e alta proteína (Linfedemas) 
 
Causas Estruturais 
 
 Anomalias Nos Canais Tissulares 
 40 
O trauma pode causar depósitos de fibrina nos canais tissulares, 
bloqueando os. 
 Linfáticos Iniciais Escassos 
 
Através da microlinfografia fluoresceínica esse déficit foi demonstrado 
nos linfedemas congênitos familiares, como a doença de Milroy. Podem 
também ser bloqueados por fibrina no edema traumático e as infecções 
recidivantes podem destruí-los. 
 
 Incompetência Valvar dos Linfáticos Iniciais 
 
Pode dever-se a uma malformação congênita ou a reação em cadeia 
provocada pela linfoestase (esse processo será descrito mais adiante). 
 
 Ruptura dos Filamentos de Ancoragem 
 
Durante edemas severos, a elevação da pressão total tissular pode 
romper os filamentos, colapsando os linfáticos iniciais. 
 
 Lesões Nas Paredes dos Linfáticos Iniciais 
 
São causadas por traumatismos, por massagem mal realizada e presso-
terapia com níveis de pressão muito elevados. 
 
 Hipoplasia de Coletores Linfáticos 
 
É a causa mais comum dos linfedemas primários. A anomalia pode 
estender-se aos linfonodos. É mais comum em mulheres jovens e costuma 
aparecer após a puberdade, quando o membro aumenta de tamanho sem o 
correspondente desenvolvimento dos coletores. 
 
Obstrução dos Coletores Incompetência Valvar Intralinfática 
 
A obstrução pode acontecer por linfotrombose, por compressão 
 41 
extrínseca (tumores), por propagação interna de tumores, por fibrose de 
coletor provocada por radiação ou inflamação, por ressecção cirúrgica de 
parte dos coletores ou como parte da reação em cadeia que ocorre após 
cirurgias oncologias com exérese linfonodal: a ressecção dos linfonodos atua 
como uma obstrução à passagem da linfa, causando linfoestase; os coletores 
reagem aumentando suas contrações e a pressão intralinfática com o tempo, 
sem conseguir vencer o obstáculo, começa a dilatar-se até provocar a 
insuficiência valvar, paralisia e eventualmente fibrose. Esse mecanismopropaga-se retrogradamente por todos os segmentos da árvore linfática, até 
atingir os linfáticos iniciais. 
 
 Abertura Nas Paredes dos Coletores 
 
Geralmente é associada a outras causas de linfedemas. Pode ser 
provocada por aumento na pressão intralinfática, por traumas, ou por 
Hipovitaminose do complexo B. 
 
Causas Funcionais 
 
 Falta De Variação Da Pressão Tissular Total 
 
Está presente quando o paciente deve ficar imobilizado, e nesses casos 
é aconselhável à realização de exercícios isométricos ou de massagens. É a 
causa do edema que ocorre nas extremidades de pessoas que permanecem 
sentadas por longos períodos (viagens. Cadeira de rodas etc.). 
 
 Espasmos Dos Coletores 
 
Em geral, acontece durante a inflamação. 
 
 Paralisia Dos Coletores 
 
É resultante da dilatação exagerada dos mesmos. 
 Retardo Nas Contrações Dos Coletores 
 42 
Está presente quando existe fibrose rodeando os vasos. Pode acontecer 
como conseqüência da displasia fibromuscular na filariose. 
 
 Acúmulo Adjacente De Linfa 
 
Acontece às vezes durante a terapia física do linfedema, quando a linfa 
drenada de uma região edemaciada acumula-se numa região sadia. Por 
exemplo, no edema de um membro inferior, pode-se provocar edema do 
membro contra lateral ou do escroto ou da vulva. 
 
 Insuficiência da válvula de segurança 
 
Nas inflamações agudas, a carga linfática aumenta pelo incremento da 
filtração capilar, e às vezes por trombolinfangite e/ou linfoespasmo a 
capacidade do sistema linfático está diminuída, provocando um edema rico 
em proteínas associado à necrose tissular. 
 
Causas do Edema Linfático/ Classificação 
(baseado em Földi, adaptado pelo autor). 
 
1. PRIMÁRIOS 
 
1.1 Malformações do sistema linfático 
 
 Aplasia Hipoplasia Linfangiectasia Hiperplasia 
 Familiar (Milroy – None) 
 Precoce 
 Tardio 
 
1.2 Linfoadenopatia fibrosa 
 
1.3 Malformações do sistema vascular 
 Angiodisplasias (Klippel – Tre-naunay) 
 
 43 
2. SECUNDÁRIOS (não relacionados com malignidade) 
 
 Traumatismos 
 Linfangites 
 Bacteriana 
 Micótica 
 Parasitária 
 Insetos 
 Irritantes químicos 
 
2.1 Iatrogênicos 
 
 Dissecções amplas 
 Radioterapia 
 
2.2 Seqüelas de tratamentos cirúrgicos 
 
 Ressecção de linfonodos 
 Lipectomias, Lipoaspiração e outras. 
 Fleboextração 
 
3. SECUNDÁRIOS (relacionados com malignidade) 
 
 (câncer primário ou recidivado, após cirurgia ou radioterapia). 
 Propagação intralinfática de tumores 
 Compressão extrínseca de linfáticos 
 
 Síndrome de Stewart-Treves (angiossarcoma) 
 
 44 
 
Antes de ampliarmos alguns itens da classificação, desenvolveremos dois 
conceitos fundamentais para a análise dos mesmos: os mecanismos 
compensadores e o estágio latente do linfedema. 
 
Mecanismos Compensadores 
 
Na presença de linfoestase, para evitar a instalação do edema, o 
organismo coloca em funcionamento “mecanismos de defesa”: 
 
• Desenvolve vias colaterais por dilatação dos coletores remanescentes; 
 
• Dilata os canais pré-linfáticos para conduzir a linfa às regiões sem 
bloqueios ou malformações; 
 
• Estabelece neo-anastomoses linfolinfáticas e linfovenosas; 
HIPERPLASIA 
OBSTRUÇÃO 
MECANISMO 
COMPENSADORES 
LINFOPATIA COM SISTEMA 
LINFATICO COMPENSADO 
DILATAÇÃO 
INCOMPETENCIA 
VALVAR 
PARALISIA ESTAGIO LATENTE OU 
EDEMA SUBCLINICO 
LINFOPATIA COM 
SISTEMA LINFATICO 
DESCOMPENSADO 
EDEMA LINFATICO 
APLASIA 
HIPOPLASIA 
SECÇÃO DE COLETORES 
INFLAMAÇÃO 
TRAUMATISMOS 
ESGOTAMENTO DE MECANISMO 
COMPESADORES 
ALTAS TEMEPRATURAS 
ENVELHECIMENTO 
ESFORÇO MUSCULAR 
 45 
• Aumenta a capacidade de transporte segmentariamente por incremento 
do trabalho dos linfangions; 
 
• Estimula o mecanismo celular produzindo na região edemaciada um 
aumento da pinocitose e um acúmulo de macrófagos que atuam na 
proteólise extra linfática. 
 
Dependendo das condições da região, alguns ou todos esses 
mecanismos entram em ação. 
 
Inicialmente, os citados mecanismos foram descritos nas insuficiências 
mecânicas das vias linfáticas (por ex., exérese linfonodal). 
 
No nosso estudo de pacientes portadores de linfedema primário, através 
da linfografia radio isotópica, constatamos a presença de alguns deles no 
membro com edema linfático (10%) e especialmente no membro contra lateral 
(80%). 
 
Portanto, estamos convencidos de que, quando as condições locais forem 
favoráveis, esses mecanismos, em maior ou menor grau, existirão tanto nos 
linfedemas primários como nos secundários. 
 
São esses mecanismos compensadores que mantêm, por um tempo 
indefinido, o membro afetado sem edema ou impedem que este progrida 
rapidamente. 
 
Em certos casos de pacientes submetidos à retirada de grupos de 
linfonodos, a compensação é bem-sucedida restabelecendo-se a circulação 
linfática e evitando-se a aparição do edema. Na maioria dos casos, a 
compensação é fruto de um equilíbrio que pode ser alterado a qualquer 
momento, pelos chamados “gatilhos” que disparam o início do linfedema. Os 
mais comuns são: “esgotamento” do mecanismo compensador (por ex., 
excessiva dilatação dos coletores com insuficiência valvar e paralisia); 
fibroesclerose por “envelhecimento” dos linfáticos, descrita a partir da quarta 
 46 
década de vida; traumatismos; secção cirúrgica de coletores; inflamações 
(bacterianas ou não); excessivo esforço muscular; exposição a altas 
temperaturas; alterações da pressão atmosférica (ex.: viagens aéreas 
prolongadas). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Insuficiência 
Dinâmica 
 
Carga Linfática 
 
Capacidade de 
Transporte 
 
Edema 
 
Fluido 
Aumento 
 
Proteínas 
Normais 
 
Normal 
 
Pobre em 
Proteínas 
 
 
Insuficiência 
Mecânica 
 
Carga Linfática 
 
Capacidade de 
Transporte 
 
Edema 
 
Fluido 
Normal 
 
Proteínas Normais 
 
Diminuído Rico em 
Proteínas 
 
 47 
 
 
Esses “gatilhos” provocam o edema aumentando o fluxo linfático, 
superando a capacidade de transporte, ou reduzindo a mesma a níveis 
inferiores aos de carga e fluxo linfático. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
(A): FL fluxo linfático, CT capacidade máxima de transporte, CR 
capacidade de reserva (é a diferença entre a CT e o FL). 
 
(B): a CT está reduzida por obstrução, retirada de Linfonodos, hipoplasia 
etc., mas ainda é superior ao FL. Não há edema. 
Insuficiência da 
Válvula de 
Segurança 
 
Carga Linfática 
 
Capacidade de 
Transporte 
 
Edema 
 
Fluido 
Aumento 
 
Proteínas 
Aumento 
 
Diminuído Rico em Proteína, 
mas necrose 
 48 
TER: o FL aumenta e supera a CT diminuída (inflamação, exercício etc.). 
Aparece o edema. 
 
(D): a CT se reduz mais ainda por traumatismos, envelhecimento etc., a 
níveis inferiores ao FL. 
 
Aparece o edema. 
 
Estágio Latente do Linfedema 
(edema subclínico) 
 
Denomina-se assim o estado de linfoestase compensada, sem edema 
aparente, que se segue a uma obstrução do sistema linfático ou à retirada 
cirúrgica de linfonodos ou a certas alterações primárias da árvore linfática, 
que provocam uma significativa redução da capacidade de transporte, que, 
com a ajuda dos mecanismos compensadores, mantém-se acima do nível da 
carga e fluxo linfáticos. 
 
O conhecimento e estudo deste estágio são de vital importância para o 
médico especialista, já que terá a rara oportunidade de tomar medidas 
preventivas e instaurar tratamentos que ao desenvolver os mecanismos 
compensadores mudarão radicalmente o prognóstico e a evolução da doença. 
 
Linfedemas Primários 
 
São causados por anomalias no desenvolvimento do sistema linfático. O 
momento de aparecimento do edema depende do equilíbrio entre o grau de 
acometimento do sistema e os mecanismos compensadores que mantêm o 
paciente no estágio latente do linfedema. Observam-se com maior freqüência 
nos membros inferiores. 
 
Quando o grau de hipoplasiaé severo ou existe aplasia, às vezes até 
dos linfáticos iniciais, o edema é congênito, como na doença de Milroy, que 
corresponde aproximadamente a 2% dos linfedemas primários. 
 49 
O linfedema primário precoce acomete geralmente pacientes do sexo 
feminino antes dos 35 anos de idade. Na maioria dos casos (75%), torna-se 
aparente durante a puberdade porque a hipoplasia impede que os coletores 
acompanhem o crescimento dos membros. 
 
No linfedema primário tardio, após os 35 anos de idade, o grau de 
acometimento do sistema linfático é leve. Aparece geralmente após as 
primeiras manifestações do “envelhecimento” do sistema linfático que 
provocam uma diminuição mais acentuada da capacidade de transporte. 
 
Além desses dois momentos o início do edema pode acontecer sempre 
que exista a intercorrência de um dos “gatilhos” anteriormente descritos. 
 
As linfangiectasias e hiperplasias geralmente estão associadas à 
Angiodisplasias do tipo fistular ou microfístular, como na doença de Klippel – 
Tre-naunay. 
 
Também podem estar associadas ao refluxo quiloso. A dilatação e 
incontinência valvar das vias que deságuam na cisterna de Pecquet provocam 
o refluxo quiloso em direção às extremidades, causando o quilo edema dos 
membros e da genitália. 
 
Linfedemas Secundários 
 
Entre os linfedemas secundários merece destaque o edema pós-
infeccioso, pela confusão causada em torno dele em nosso meio. Estudando 
pacientes portadores de linfedema dos MMII diagnosticados como “pós-
erisipelas”, observamos que mais de 70% deles eram portadores de 
anomalias primárias ou secundárias do sistema linfático, e a infecção foi o 
“gatilho” que desencadeou o linfedema aparente. A linfoestase preexistente 
criou as condições ideais para a instalação da Linfangites. 
 
Linfangites ou erisipelas desencadeantes de edema linfático, em 
membros previamente sadios, são muito menos freqüentes do que 
 50 
imaginamos; na sua grande maioria, instalam-se em membros acometidos de 
linfoestase ou flebolinfoestase. 
 
A correta anamnese e o estudo completo desses pacientes são 
indispensáveis para o diagnóstico da causa do linfedema. 
 
Dos secundários a invasão parasitária, merece destaque o provocado 
pela filariose (endêmica no Nordeste do País), responsável pela maior parte das 
elefantíases de MMII e genitália em nosso meio. A ilaria provoca dilatação e 
tortuosidade dos coletores e linfangiectasias, mas o linfedema geralmente é 
desencadeado por repetidos surtos de Linfangites. 
 
Dos linfedemas secundários a tratamentos cirúrgicos, o linfedema pós-
mastectomia apresenta alguns aspectos a serem analisados. 
 
Um estudo feito em vários países por Göltner apontou sua incidência em 
40% das mastectomizadas. Estatísticas recentes da França e Alemanha indicam 
uma incidência de 18%, e na Austrália de 30%. Em nosso país inexistem 
estudos globais, mas por consultas feitas a diferentes serviços podemos inferir que 
a média não é inferior a 40%. Se considerarmos que a incidência de câncer de 
mama em mulheres é de aproximadamente 6%, e assumindo que sejam operadas 
50%o delas, considerando a população brasileira, podemos esperar que 700.000 
mulheres desenvolvam algum grau de edema linfático pós-mastectomia. 
 
Este número justificaria a adoção de medidas preventivas e especialmente 
a orientação das pacientes submetidas à mastectomia. Não é o que acontece. 
 
O diagnóstico precoce do câncer de mama levou à utilização de técnicas 
cirúrgicas e radioterápicas menos agressivas que quase não provocam edema 
linfático imediato. Após a cirurgia há um leve edema que desaparece em poucos 
dias, assim que os mecanismos compensatórios reequilibram o sistema, 
iniciando-se a fase latente do linfedema. Isto dá aos mastologistas e 
radioterapêuticas a falsa idéia de que o edema linfático pós-mastectomia deixou 
de existir, já que quando este se manifesta a paciente não está mais sob os 
 51 
seus cuidados. 
 
Edemas leves são considerados uma seqüela sem importância, em 
comparação à doença de base que foi tratada. E a paciente não é derivada 
para o especialista. 
 
O edema do membro superior provoca nestas pacientes sérios problemas 
psíquicos e desagregação do seu grupo familiar e social, já que não conseguem 
ocultar dos “outros” a doença que as acometeu e a mutilação que sofreram. 
Sem esquecer que a falta de tratamento adequado levará fatalmente à piora do 
edema. 
 
Por isso, opinamos que as pacientes devem ser alertadas sobre a 
possibilidade de desenvolver edema linfático, devem ser instituídas medidas 
preventivas, e o edema, até o mais leve, deve ser tratado por profissionais da 
área. 
 
Os chamados linfedemas malignos são os secundários a diferentes tipos 
de neoplasias: as que se desenvolvem primariamente no sistema linfático, 
como a doença de Hodgkin. O lin-fossarcoma de Kaposi e o linfangios-
sarcoma (Stewart-Treves) que aparece como complicação do edema linfático; 
e as que se desenvolvem em outros órgãos e têm propagação pelo sistema 
linfático. 
 
Alterações Tissulares Provocadas pelo Edema Linfático 
 
O acúmulo de fluido rico em proteínas provoca severas alterações nos 
tecidos, facilitando a instalação de infecções e criando um círculo vicioso que 
cronifica e complica o edema. 
 
Observa-se um aumento e dilatação dos canais tissulares pré-linfáticos. 
Os linfáticos iniciais também estão dilatados, apresentando: edema 
intercelular, fendas entre as células endoteliais e a membrana basal e 
aumento da abertura das junções intercelulares. No edema severo as fibras 
 52 
de ancoragem são separadas dos tecidos, o que provoca o colapso do linfático 
inicial. 
 
O edema aumenta a distância intercarpilar, entre capilares e linfáticos 
iniciais e entre células e capilares, dificultando os intercâmbios metabólicos, 
especialmente a difusão de gases, favorecendo a hipóxia tissular, que somada 
a acidose provocada pelo acúmulo de metabólitos iniciam as transformações 
que provocarão graves transtornos tróficos. 
 
O acúmulo de proteínas provoca inflamação crônica; há um considerável 
aumento de fibroblastos, fibrina e fibras de colágeno configurando o 
fibroedema. A fibrose também se instala na camada média dos vasos 
linfáticos, levando-os à perda de função. Não raramente os linfonodos são 
também envolvidos. 
 
Na região afetada observa-se: um aumento na concentração de 
linfócitos pequenos, uma diminuição na porcentagem de CD4 (helper) e de 
CD8 (supressor) e na contagem de CD1 (Langherans), e um acúmulo de 
macrófagos (responsáveis pela proteinólise extra linfática). 
 
As alterações na homeostase e na imunidade loco-regional explicam a 
incidência de processos infecciosos, inflamatórios e degenerativos. 
 
Finalmente o processo evolui para um quadro de lipodermatoesclerose 
com hiperqueratose, hiperacantose, formação de verrucosidades, vesículas e 
fístulas linfáticas. O tecido celular subcutâneo e a pele adquirem aspecto 
paquidermiforme; é a denominada elefantíase. 
 
Classificação do Edema Linfático 
 
Em 1985, a Sociedade Internacional de Linfologia simplificou a 
classificação do edema linfático em dois graus: 
 
- Grau I: observa-se fóvea à compressão, importante ou total redução 
 53 
do edema com a elevação do membro; pouca ou nenhuma fibrose. 
- Grau II: não se observa fóvea à compressão; não há redução do 
edema com a elevação do membro e a fibrose é de moderada para severa. 
Elefantíase: é uma complicação do Grau II. 
 
Em 1988, o Clube de Linfologia apresentou uma classificação, também 
muito utilizada, que divide o linfedema em quatro estágios: 
 
I. Sem lesão cutânea, que responde ao tratamento em menos de três 
meses. 
II. Sem lesão cutânea, que não responde ao tratamento em menos de 
três meses. 
III. Fibroedema. 
IV. Elefantíase 
 
Diagrama mostrando as diferentes fases do linfedema (Clodius 1987) 
EXERESE DE 
LINFONODOS E 
VASOS 
LINFATICOSLINFATICOS 
REMANESCENTES 
SOBRECARREGADOS 
FORMAÇÃO DE TECIDO 
DE CICATRIZAÇÃO 
DILATAÇÃO DE 
COLETORES 
INSUFICIENCIA 
VALVAR 
INCOMPETENCIA DAS 
JUNÇÕES ENDOTELIAIS 
IMPEDE REGENERAÇÃO E 
RECANALIZAÇÃO DOS 
COLETORES 
ACUMULO 
PERILINFATICO 
DE FLUIDO E 
PROTEINAS 
ALTERACAO 
METABOLICA 
PERILINFATICA 
FIBROSE DOS 
LINFATICOS 
FIBROSE 
PERILINFATICA 
EXPANÇÃO RADIAL DA 
FIBROSE 
PERDA DA FUNÇÃO 
Acúmulo 
generalizado de 
fluido e proteínas 
OXIGENAÇÃO 
TISSULAR REDUZIDA 
ACUMULO DE 
METABOLITOS 
DEPRESSÃO 
LOCAL DA 
ATIVIDADE 
CELULAR 
AUM ENTO DA 
SUSCETIBILIDADE PARA 
INFECCÇÕES E 
ERISIPELAS 
SUBSTITUICAO DE FLUIDO E 
PROTEINAS POR TECIDO 
FIBROESCLEROTICO 
LINFEDEMA 
CRÔNICO 
INTERRUPÇAO 
DO PROSCESO 
NORMAL DE 
REMODELAÇÃ
O TISSULAR 
 54 
Complicações do Edema Linfático 
(J. A. Jimenez Cossio) 
 
Infecciosas 
 Bacterianas: Linfangites - Erisipelas 
 Micóticas: Micoses interdigitais 
 
Tróficas 
 Pele: Hiperqueratose — Verrucosidades Fístulas linfáticas — Úlceras 
 Elefantíase Unhas: Deformidades Unhas amarelas 
Osteoarticulares 
 Pés planos 
 Deformidades 
 Calosidades 
 Desvios de coluna 
 
Neoplasias 
 Síndrome de Stewart-Treves 
 
Psicológicas 
 Depressão 
 Complexo de inferioridade 
 Alterações na imagem corporal 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 55 
DRENAGEM LINFÁTICA 
 
13. PTPM – PRESSÃO TISSULAR PROFUNDA MANUAL 
 
Histórico 
 
A técnica de Drenagem Manual chamada PTPM foi apresentada no ano 
de 1997 no Congresso Ibero-Americano de Estética, realizado no Centro de 
Convenções de Brasília. 
 
Esta técnica desenvolvida a partir da pressão hidrostática tissular total 
visa aumentar o fluxo das correntes linfáticas e venosas, desobstruindo as 
principais regiões ganglionares do corpo. 
 
O Equilíbrio de Starling mostra que ocorre uma transudação de líquido 
para os interstícios, o líquido transudado é reabsorvido pelo sistema venoso e 
o restante pelos linfáticos. Se o fluxo de reabsorção estiver lento haverá 
acúmulo nos interstícios, porém se as correntes linfáticas e venosas estiverem 
com seu fluxo normal fisiologicamente haverá uma maior reabsorção. 
 
Para entendermos melhor, vamos recordar um pouco sobre as pressões 
hidrostática, sangüínea, osmótica e tissular. 
 
Fisiologia das pressões 
 
Pressão hidrostática 
 
A hidrostática sangüínea que impulsiona o líquido através da membrana 
capilar em direção ao interstício é de aproximadamente 30mmHg no capilar 
arterial e é de 15mmHg no capilar venoso. 
 
A pressão hidrostática intersticial é a que tende a movimentar o fluido 
de volta para os capilares. Como em condições de normalidade do interstício 
ela se equilibra em ambos os extremos capilares, pode ser igual a 0 (zero). 
 56 
Pressão osmótica 
 
Origina-se pela presença de moléculas protéicas no sangue e no fluido 
intersticial. A pressão osmótica sangüínea movimenta o líquido do interstício 
em direção ao capilar é de aproximadamente 28mmHg em ambos os 
extremos capilares a força oposta é a pressão osmótica intersticial que leva a 
sugar o líquido dos capilares é de aproximadamente 6mmHg em ambos os 
extremos capilares daí surge a pressão de filtração que é de 8mmHg. 
 
A pressão tissular 
 
Pressão hidrostática tissular é a pressão hidrostática exercida sobre o 
líquido livre nos canais tissulares é negativa na maioria dos tecidos com 
exceção de órgãos encapsulados. 
 
Pressão tissular total é a soma vetorial da pressão hidrostática tissular e 
a pressão do tecido sólido, ou seja, tecido sobre tecido. 
 
A pressão do tecido sólido ocorre sobre o objeto pelas estruturas 
intersticiais que circundam. Às vezes é negativa como quando o interstício 
abre as junções endoteliais através dos filamentos de ancoragem, outras 
vezes é positiva quando os músculos adjacentes se contraem realizando uma 
pressão de tecido sobre tecido comprimindo os linfáticos iniciais. 
 
PTPM – pressão tissular profunda manual – técnica de drenagem manual 
que visa estimular o fluxo das correntes linfáticas proporcionando uma maior 
absorção do fluido intersticial evitando com isso o acúmulo ou mesmo a 
formação de edema. 
 
A PTPM reduz o acúmulo de líquido por três mecanismos: 
A compressão tissular exercida com as mãos provoca um aumento do fluxo 
nas correntes linfáticas que ocorre tanto pelo aumento da pressão intersticial, 
facilitando a absorção de líquido e proteínas para o interior dos capilares 
linfáticos como pela compressão radial dos vasos linfáticos favorecendo seu 
 57 
escoamento. 
 
Aumento do fluxo venoso em função do aumento da pressão intersticial 
ocorre aumento da pressão hidrostática proporcionando a absorção de líquido 
nos capilares venosos. O efeito compressivo radial atua em toda a extensão 
do membro favorecendo o fluxo sangüíneo. 
 
Na PTPM a compressão exercida deverá ser de proximal para distal 
(sempre). A compressão exercida não pode ser superior a 50mmHg nos 
membros superiores e 70mmHg nos membros inferiores para não correr risco 
de lesão dos capilares sangüíneos ou linfáticos. 
 
Porém devemos levar em consideração os valores de compressão, pois 
são variáveis dependendo da região a ser manipulada, cada região tem seu 
limite fisiológico de sensibilidade de compressão ultrapassar esse limite com 
certeza irá realizar algias ou lesão nos tecidos. 
 
Na PTPM são utilizadas: desobstrução dos linfocentros, com compressão 
e descompressão: 
 
1. Supra clavicular 
2. Região axilar 
3. Ducto torácico 
4. Cisterna do quilo 
5. Troncos lombares direito e esquerdo 
6. Inguinais 
7. Femorais 
8. Poplíteos 
 
 
 
 
 
 
 58 
Regiões de Desobstruções e Direcionamento da Linfa 
 
 
 
 
 
Legenda: Pontos de desobstrução; Direcionamento da Linfa; 
 Divisão Proximal e distal 
 
 
 
Região 
Poplítea 
Região 
Axilar 
Região Supra-clavicular 
Ducto 
Torácico 
Cisterna 
do Quilo 
 
Tronco Lombar 
D / E 
Região Ingnal 
D / E 
Região 
Femural 
 59 
Procedimentos manuais com: 
 
1. Bracelete 
2. Bracelete palmar 
3. Bracelete palmar duplo 
4. Deslizamento duplo 
5. Deslizamento em garra 
 
Indicação 
 
- Retenção hídrica 
- Deficiência circulatória 
- Varizes 
- Edema de grande volume 
- Lipodistrofia ginóide de 1º, 2º, 3º e 4º graus. 
- Fadiga dos MMSS, MMII. 
- Linfedema 
- Fibromialgia e outros benefícios 
 
Contra-indicação 
- Linfoma 
- Carcinoma 
- Rupturas na epiderme 
- Infecção. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 60 
PTPM – nos MMII 
 
Nos membros inferiores o sistema linfático forma uma vasta rede de 
capilares e vasos linfáticos sub-facial e epifacial. Podemos denominar os vasos 
em secundários e correntes. Os secundários realizam a drenagem para os 
vasos denominados correntes. As correntes executam uma função fisiológica 
muito importante, pois são elas que asseguram o curso da linfa mais rápido. 
Nos MMII tanto os vasos como as correntes epifacial e sub-facial têm um 
sentido cranial, porém existe uma maior concentração na região medial 
conforme a figura 
 
 
 
 
Respeitando a anatomofisiologia do sistema, a PTPM tem 
seu início na região medial trabalhando de proximal para 
distal em posição supino ou prono. É importante essa 
forma de atuação, pois os vasos e correntes da região 
proximal (coxa) precisam estar vazios para receber o fluxo 
da linfa da região distal (perna e pé) principalmente em 
casos de edemas periféricos distais utilizando os 
procedimentos manuais dinâmicos da PTPM como nos 
mostra no passo a passo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 61 
PTPM – nos MMSS 
 
O sistema de drenagem dos membros superiores tem o seu fluxo 
assegurado pelos vasos e correntes linfáticas tanto epifacial e sub-facial se 
dirigindo cranialmente à região axilar. 
 
Os vasos também são denominados de vasos secundários ondea 
maioria faz anastomose com as corrente que irão assegurar seu fluxo até o 
linfocentro axilar. 
 
Em maior número do que nos membros inferiores, as correntes 
linfáticas dos membros superiores também têm sua concentração na região 
medial de todo membro como nos mostra as figuras. 
 
 
 
 
 
A PTPM deverá ter seu início também na região medial de proximal para 
distal. O esvaziamento das correntes proximais possibilitará um maior 
escoamento da linfa proveniente das regiões distais (antebraço e mão). O 
passo a passo mostra os procedimentos dinâmicos a ser empregado nos 
membros superiores. 
 
 
 62 
PTPM – no tronco 
O sistema de drenagem é realizado para dois linfocentros a região axilar 
e a região inguinal. A região axilar recebe a linfa de toda região supra-
umbilical e dorsal. A região inguinal recebe a linfa proveniente de toda região 
infra-umbilical e lombar. 
 
A área de drenagem do tronco ocorre por uma vasta e grande rede de 
capilares e vasos linfáticos onde seus vasos eferentes dão origem nos troncos 
já citados anteriormente. 
 
A figura nos mostra perfeitamente o direcionamento da linfa para os 
seus respectivos linfocentros. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A PTPM nesta região estimula o fluxo linfático através da pressão 
tissular com a finalidade de enxugar o tecido conjuntivo seja no pós-
operatório ou não. 
 
 
 
 63 
PTPM – na mama 
 
A mama por ser uma região bem vascularizada não acumula muito 
líquido com exceção dos períodos pré-menstruais onde ocorre enfartamento 
linfonodal devido à alteração hormonal. Outros casos seria o pós-cirúrgico de 
mama onde ocorre o edema pós-traumático. 
 
A drenagem da mama é 
realizada por duas correntes: 
lateral e medial como já vimos 
anteriormente. 
 
A PTPM atua nessa região 
com o procedimento manual 
dinâmico, denominado 
direcionamento. O esvaziamento 
das correntes irá propiciar uma 
maior absorção dos capilares contribuindo para redução do edema seja no 
pós-operatório ou pré-menstrual. 
 
 
DRENAGEM LINFÁTICA 
 
PRESSÃO TISSULAR PROFUNDA MANUAL 
 
14. PASSO A PASSO 
 
BRACELETE 
BRACELETE DUPLO 
BRACELETE PALMAR 
MEIO BRACELETE (MÃO EM C) 
DESLIZAMENTO COMPRESSIVO DUPLO 
DIRECIONAMENTO 
 
 64 
Início da PTPM 
 
1 – Desobstruir os linfocentros e os troncos. 
2 – Dividir os MMII, os MMSS e o tronco no meio da região proximal e distal. 
 
3 – Realizar bracelete duplo na região medial da coxa, na porção proximal e 
em seguida, na porção distal. 
 
4 – Repetir bracelete duplo na região lateral da coxa, na porção proximal e 
em seguida na porção distal. 
 
5 – Realizar bracelete envolvendo as regiões medial, lateral e anterior da 
coxa, na porção proximal em seguida na porção distal. 
 
6 – Realizar bracelete palmar envolvendo as regiões lateral, medial, anterior 
da coxa na porção proximal e em seguida na porção distal. 
 
Joelho 
 
1 – Realizar deslizamento compressivo antero-posterior, em seguida fazer 
desobstrução do calvo poplíteo. 
 
Perna 
 
1 – Realizar bracelete envolvendo as regiões lateral, medial e anterior da 
perna na porção proximal e em seguida na porção distal. 
 
Tornozelo e Pé 
 
1 – Realizar pressão e descompressão ascendente na articulação do tornozelo, 
envolvendo toda porção anterior com as polpas dos dedos. 
 
2 – Repetir no dorso do pé. 
 
 65 
3 – Deslizamento compressivo nos dedos. De distal para proximal. 
 
4 – Realizar bracelete palmar das bases dos dedos até o tornozelo. 
5 – Realizar deslizamento duplo compressivo na região dorsal e plantar, 
simultaneamente. 
 
Perna 
 
1 – Elevar a perna do cliente apoiando o pé no tórax do profissional, realizar 
bracelete do tornozelo ao joelho levando para o calvo poplíteo. 
 
Retorno da PTPM 
 
3 – Repousa a perna do cliente na maca e realiza de novo o bracelete, do 
tornozelo levando para a região poplítea. 
 
Joelho 
 
1 – Desobstrução da região poplítea. 
 
Coxa 
 
1 – Realizar bracelete duplo nas regiões medial e lateral do joelho até a região 
inguinal. 
 
2 – Realizar bracelete do joelho até a região inguinal. 
 
3 – Realizar bracelete palmar do joelho até a região inguinal. 
 
OBS: O retorno é igual ao inicio, porém não se divide a perna ou a coxa, sobe 
do tornozelo ao joelho, após desobstruir a região poplítea sobe do joelho a 
região inguinal. 
 
 66 
Braço e Mão 
 
1 – Realizar meio bracelete (mão em C) na região medial do braço, na porção 
proximal e em seguida na porção distal. 
2 – Repetir na região lateral. 
 
Antebraço 
 
3 – Realizar meio bracelete na região medial e lateral do antebraço, do pulso 
até a região axilar. 
 
4 – Massagear as mãos, em seguida realizar deslizamento compressivo nos 
dedos de distal para proximal. 
 
5 – Dobra-se o antebraço do cliente, com uma das mãos segura a mão do 
cliente e com a outra realiza meio bracelete do pulso até a região troclear. 
 
6 – Eleva o braço do cliente, prende no ombro do profissional com a cabeça, 
com o braço do cliente em extensão, realiza-se bracelete palmar envolvendo 
todo braço, do pulso a região axilar. 
 
Abdômen 
 
1 – Realizar deslizamento compressivo no intestino grosso, da fossa ilíaca 
direita até a fossa ilíaca esquerda. 
 
2 – Realizar deslizamento compressivo. Postero-anterior da região lombar 
para região inguinal. 
 
3 – Envolver o abdômen nas porções laterais e realizar deslizamento 
compressivo até a região axilar. 
 
4 – Envolver a porção lateral do abdômen com as duas mãos 
simultaneamente e realizar deslizamento compressivo até a região axilar, um 
 67 
lado de cada vez. 
 
Posição Prono Coxa 
 
1 – Realizar bracelete duplo na região medial, na porção proximal e porção 
distal. A mão externa passa sobre o glúteo e descarrega na região inguinal. A 
mão interna repousa na região femural. 
 
2 – Repetir o bracelete duplo na região lateral na porção proximal e distal. Só 
que as duas mãos vão para região inguinal. 
 
3 – Aplicar bracelete envolvendo as regiões medial, lateral e posterior da 
coxa, na porção proximal e distal. Descarrega na região inguinal e femural 
 
4 – Realizar bracelete palmar envolvendo as regiões medial, lateral e posterior 
da coxa na porção proximal e distal. Descarrega na região femural e inguinal 
 
5 – Desobstruir a região poplítea. 
 
Perna 
 
1 – Bracelete na região do gastrocnêmio na porção proximal e distal levando 
para a região poplítea. 
 
2 – Flexiona a perna do cliente e realiza bracelete palmar do tornozelo até a 
região poplítea. 
 
3 – Repousa a perna na maca e realiza bracelete do tornozelo até a região 
poplítea. 
 
4 – Desobstruir a região poplítea. 
 
5 – Bracelete duplo na região medial da coxa, descarrega na região femural e 
inguinal. 
 68 
 
6 – Repetir bracelete duplo na região lateral da coxa, as duas mãos vão para 
região inguinal. 
 
7 – Bracelete do joelho até a região inguinal e femural. 
 
8 – Bracelete palmar do joelho até a região femural e inguinal. 
 
Glúteos 
 
1 – Realizar direcionamento compressivo com as polpas dos dedos do sacro 
até a região inguinal, um glúteo de cada vez. 
 
 
Região Lombar 
 
1 – Realizar direcionamento compressivo do músculo para-vertebral lombar 
para região inguinal com as polpas dos dedos, um lado de cada vez. 
 
Região Dorsal 
 
1 – Realizar deslizamento compressivo do dorso para região axilar com as 
duas mãos, um lado de cada vez. 
 
Base da cervical 
 
2 – Realizar deslizamento compressivo de C7 para região axilar 
 
Obs.: Em retenção hídrica corporal de grande volume aumentar as 
manipulações. 
Em pós-operatórios trabalhar somente localizado. 
Em linfedema, trabalhar somente localizada. 
 
 
 69 
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